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Livro Eletrônico Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 Ricardo Torques 1 295 SUMÁRIO 1 - Considerações Iniciais ...................................................................................................................................... 2 2 - Teoria Geral da Execução ................................................................................................................................. 2 2.1 - Introdução .......................................................................................................................................................... 2 2.2 - Princípios ............................................................................................................................................................ 3 2.3 - Disposições Gerais do NCPC ................................................................................................................................ 7 2.4 - Legitimidade ..................................................................................................................................................... 11 2.5 - Competência ..................................................................................................................................................... 17 2.6 - Requisitos ......................................................................................................................................................... 18 2.7 - Características do título executivo .................................................................................................................... 28 2.8 - Responsabilidade patrimonial .......................................................................................................................... 30 3 - Espécies de Execução ..................................................................................................................................... 37 3.1 - Disposições Gerais ............................................................................................................................................ 37 4 - Execução para a entrega de coisa ................................................................................................................... 42 4.1 - Entrega de Coisa Certa ..................................................................................................................................... 43 4.2 - Entrega de Coisa Incerta ................................................................................................................................... 45 5 - Execução das obrigações de fazer ou de não fazer .......................................................................................... 46 5.1 - Obrigação de Fazer ........................................................................................................................................... 46 5.2 - Obrigação de Não Fazer ................................................................................................................................... 48 6 - Execução por Quantia Certa ........................................................................................................................... 48 6.1 - Introdução ........................................................................................................................................................ 48 6.2 - Disposições Gerais ............................................................................................................................................ 49 6.3 - Citação do Devedor e do Arresto ...................................................................................................................... 51 6.4 - Penhora, Depósito e Avaliação ......................................................................................................................... 54 6.5 - Expropriação de Bens ....................................................................................................................................... 77 6.6 - Satisfação do Crédito ........................................................................................................................................ 93 7 - Execução contra a Fazenda Pública ................................................................................................................ 95 8 - Embargos à Execução .................................................................................................................................... 98 8.1 - Introdução ........................................................................................................................................................ 98 8.2 - Ajuizamento ...................................................................................................................................................... 99 8.3 に Contagem do prazo ........................................................................................................................................ 100 8.4 - Parcelamento da execução ............................................................................................................................. 102 8.5 - Matérias arguíveis .......................................................................................................................................... 103 Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 2 295 8.6 - Rejeição liminar dos embargos ....................................................................................................................... 106 8.7 - Efeitos dos embargos recebidos...................................................................................................................... 107 8.8 - Contraditório, instrução e julgamento ............................................................................................................ 108 9 - Suspensão e Extinção da Execução ............................................................................................................... 109 9.1 - Suspensão da Execução .................................................................................................................................. 109 9.2 - Extinção do processo de execução .................................................................................................................. 111 10 に Lista de Questões ...................................................................................................................................... 111 10.1 に Lista de Questão sem Comentários .............................................................................................................. 111 10.2 に Gabarito ....................................................................................................................................................... 160 10.3 に Lista de Questão com Comentários .............................................................................................................. 161 11 - Destaques da Legislação ............................................................................................................................ 267 12 - Súmulas e Jurisprudência correlatas ........................................................................................................... 274 13 - Resumo ..................................................................................................................................................... 278 14 - Considerações Finais .................................................................................................................................. 294 EXECUÇÃO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Essa aula constitui um desafio, pois se trata deaula imbricada e extensa. Desse modo, sugere-se, inclusive, a leitura em forma parcelada, a fim de facilitar a compreensão de todos os pontos que analisamos. Sem mais delongas, vamos ao conteúdo! 2 - TEORIA GERAL DA EXECUÇÃO 2.1 - INTRODUÇÃO Vamos iniciar o estudo da execução de títulos extrajudiciais. Contudo, antes de começarmos a análise dos dispositivos do NCPC, é importante uma observação: as regras que estudaremos aqui podem ser aplicadas ao cumprimento de sentença, o que torna ainda mais importante esse assunto. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 3 295 2.2 - PRINCÍPIOS Os princípios, como sabemos, possuem dupla finalidade: normatizar determinadas situações e constituir um parâmetro ou vetor interpretativo dentro da legislação como um todo. Dito isso, são vários os princípios da execução. Vamos destacar os principais para fins de prova. 2.2.1 - Princípio da nulla executio sine título Esse princípio vem expressamente mencionado no NCPC, nos seguintes dispositivos: art. 783, do NCPC: Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível. art. 803, I, do NCPC: Art. 803. É nula a execução se: I - o título executivo extrajudicial não corresponder a obrigação certa, líquida e exigível; (...) Esses dispositivos explicitam uma regra clara: Além disso, alguns conceitos são importantes (que adiante serão melhor desenvolvidos): A obrigação é certa quando é existente, não havendo dúvida de que há um título. A obrigação é líquida quando possui objeto determinado. A obrigação é exigível (ou atual) quando pode ser imediatamente imposta. Importante registrar que não se discute mais a inexistência de título na execução de tutela provisória. No CPC73, tínhamos um dispositivo que dava a entender que a execução de tutela provisória antecipada era execução sem título (art. 475-N, do NCPC). Segundo a normativa anterior, apenas a sentença era considerada título. Decisões interlocutórias, segundo alguns, não seria um título executivo. No NCPC, em face do art. 515, I, ficou claro que a execução de tutelas provisórias antecipadas é fundada em decisão, considerada também como título executivo. Hoje, tal dúvida não mais subsiste. NÃO EXISTE EXECUÇÃO SEM TÍTULO EXECUTIVO Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 4 295 2.2.2 - Princípio da máxima efetividade da execução Esse princípio está descrito no art. 797, caput, do NCPC, e prevê: Art. 797. Ressalvado o caso de insolvência do devedor, em que tem lugar o concurso universal, realiza-se a execução no interesse do exequente que adquire, pela penhora, o direito de preferência sobre os bens penhorados. A execução se realiza em favor (ou no interesse) do credor. Assim, a ideia por trás da execução é que os atos sejam praticados em favor do credor e para satisfação do seu crédito. Isso fica patente no NCPC, a partir de vários exemplos, tais como: o art. 774, do NCPC, ao tratar dos atos considerados atentatórios à dignidade da justiça na execução, prevê que apenas o executado poderá incorrer nas hipóteses descritas nos incisos. o art. 840, §1º, do NCPC, ao falar da figura do depositário, prescreve que os bens não poderão ser depositados em benefício do executado (salvo nas hipóteses de difícil remoção do bem). Ao passo que o credor poderá ser nomeado depositário. Confira uma questão de prova: (TRE-PI/2016/adaptada) Relativamente ao cumprimento de sentença e ao processo de execução de título executivo extrajudicial, julgue: Em ação de execução por quantia certa, caso o devedor não cumpra a obrigação, o juiz poderá mandar intimar o executado para, caso existam bens disponíveis, indicar quais são e onde se encontram, sob pena de se caracterizar ato atentatório à dignidade da justiça e sujeitar o executado ao pagamento de multa que será revertida em favor do exequente. Comentários A assertiva está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 774, V, da referida Lei. Sigamos! 2.2.3 - Princípio do menor sacrifício para o devedor Esse princípio está previsto no art. 805, do NCPC: Art. 805. Quando por vários meios o exequente puder promover a execução, o juiz mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o executado. Parágrafo único. Ao executado que alegar ser a medida executiva mais gravosa incumbe indicar outros meios mais eficazes e menos onerosos, sob pena de manutenção dos atos executivos já determinados. Esse princípio constitui uma contraposição ao princípio da máxima efetividade, mas está subordinado a esse. Prevê o princípio em comento que, quando, por mais de um meio igualmente vantajoso para o credor, for possível efetuar a execução, essa deverá ser feita pelo meio menos gravoso ao executado. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 5 295 Além disso, caso o executado alegue existir meio menos oneroso, mas igualmente efetivo de cumprimento da execução, deverá indicar expressamente esse meio, sob pena não ser considerado o requerimento. Assim... 2.2.4 - Princípio da atipicidade dos meios executivos Veja o art. 536, §1º, e o art. 139, IV, do NCPC: art. 536, §1º, do NCPC: § 1º Para atender ao disposto no caput, o juiz poderá determinar, entre outras medidas, a imposição de multa, a busca e apreensão, a remoção de pessoas e coisas, o desfazimento de obras e o impedimento de atividade nociva, podendo, caso necessário, requisitar o auxílio de força policial. art. 139, IV, do NCPC: Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe: (...) IV - determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação pecuniária; (...) Esses dois dispositivos fundamentam o princípio da atipicidade dos meios executivos. Esse princípio implica a afirmação de que o juiz poderá adotar as medidas que estão previstas no NCPC e também outras que possam ser necessárias para o bom cumprimento da obrigação. Por exemplo, o devedor foi condenado a entregar o veículo ao credor em razão do não pagamento dos valores acordados. Não obstante a condenação, o devedor não efetua a entrega do veículo e não possui outros bens a fim de compensar o valor devido pelo carro. Nesse caso, esgotadas as medidas típicas, nada impede que o magistrado determine a suspensão da CNH do devedor até a entrega do veículo. 2.2.5 - Princípio da especificidade da execução Esse princípio se aplica às obrigações de fazer, de não fazer e às obrigações de dar. Em relação às obrigações de pagar quantia, a obrigação é naturalmente específica, pois a regra é o devedor pagar em dinheiro e, caso não tenha dinheiro, serão alienados os seus bens, justamente com a pretensão de transformá-los em dinheiro. No caso das obrigações de fazer, de não fazer e de dar, a especificidade se aplica, pois o interesse do credor é exatamente a prestação pretendida. A ideia é que o juiz utilize os meios indutivos, coercitivos, mandamentais ou sub-rogatórios a fim de cumpri-la efetivamente. PARA TROCAR O ATO EXECUTIVO O BEM INDICADO FOR igualmente vantajoso causar menor onerosidade o juiz irá autorizar, se Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 6 295 É o que ocorre, por exemplo, na obrigação de entregar algum bem específico. A parte não pretende outro bem sucedâneo, nem mesmo a conversão em perdase danos, mas o bem específico que lhe fora pretendido. Com fundamento no princípio da especificidade da execução, o juiz deverá impor todos os meios necessários a fim de que seja cumprida especificamente a obrigação. Somente se despendido todos os esforços e mesmo assim não for possível a prestação da obrigação específica, deixa-se de aplicar o princípio da especificidade, abrindo espaço para a conversão da obrigação em perdas e danos. É o que se extrai dos arts. 499 e 500, do NCPC: Art. 499. A obrigação SOMENTE será convertida em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente. Art. 500. A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa fixada periodicamente para compelir o réu ao cumprimento específico da obrigação. Além disso, temos o art. 809, caput, do NCPC, que fala da obrigação de entrega de título extrajudicial: Art. 809. O exequente tem direito a receber, além de perdas e danos, o valor da coisa, quando essa se deteriorar, não lhe for entregue, não for encontrada ou não for reclamada do poder de terceiro adquirente. Temos, ainda, o art. 814 e seguintes do NCPC, em relação à obrigação de fazer ou de não fazer. 2.2.6 - Princípio da responsabilidade objetiva Esse princípio tem previsão nos arts. 776 e 520, I, do NCPC: art. 776, do NCPC: Art. 776. O exequente ressarcirá ao executado os danos que este sofreu, quando a sentença, transitada em julgado, declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que ensejou a execução. art. 520, I, do NCPC: Art. 520. O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime: I - corre por iniciativa e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada, a reparar os danos que o executado haja sofrido; (...) O exequente, independentemente de ser execução definitiva ou provisória, tem o dever de reparar todos os danos que, por ventura, causar ao executado em razão do processo de execução. Essa responsabilização é objetiva, de forma que independe de culpa ou de dolo do exequente. Basta ao executado provar os danos que sofreu e o nexo de causalidade para que seja ressarcido. Confira uma questão de prova: (TJ-MG/2015/adaptada) Durante a execução judicial de título extrajudicial o julgador defere, mediante iniciativa do exequente, a adjudicação do bem que se encontra penhorado. Sobre esse assunto, julgue: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 7 295 Contra a decisão que defere a adjudicação de um bem, por determinação expressa do Código de Processo Civil, não cabem embargos de declaração. Comentários A assertiva está incorreta. No NCPC, não há qualquer vedação a que sejam opostos embargos de declaração em face de decisão judicial que defere a adjudicação de um bem. 2.3 - DISPOSIÇÕES GERAIS DO NCPC Após a análise dos princípios que informam o processo de execução, vamos iniciar os dispositivos do NCPC. A matéria é regulada legislativamente a partir do art. 771, do NCPC, sob a rubrica de さSキゲヮラゲキNロWゲàェWヴ;キゲざくà“?ラàヴWェヴ;ゲàキミデヴラS┌デルヴキ;ゲがà;àゲWヴWマàWゲデ┌S;S;ゲàSWミデヴラàS;àデWラヴキ;àェWヴ;ノàSラàヮヴラIWゲゲラà de execução. Toda a execução está topologicamente organizada no Livro II (Processo de Execução), que compreende a seguinte estrutura: É uma disciplina bastante complexa e estruturada! Vamos iniciar: Art. 771. Este Livro regula o procedimento da execução fundada em título extrajudicial, e suas disposições aplicam-se, também, no que couber, aos procedimentos especiais de execução, aos atos executivos realizados Execução em Geral Disposições Gerais Partes Competência Requisitos Necessários para a Realização de Qualquer Execução Responsabilidade Patrimonial Diversas Espécies de Execução Disposições Gerais Execução para Entrega de Coisa Execução das Obrigações de Fazer e Não Fazer Execução por Quantia Certa Execução contra a Fazenda Pública Execução de Alimentos Embargos à Execução Suspensão e Extinção do Processo de Execução Suspensão do Processo de Execução Extinção do Processo de Execução Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 8 295 no procedimento de cumprimento de sentença, bem como aos efeitos de atos ou fatos processuais a que a lei atribuir força executiva. Parágrafo único. Aplicam-se subsidiariamente à execução as disposições do Livro I da Parte Especial. Note que o dispositivo acima prevê que as regras se aplicam: ao processo de execução de título extrajudicial; aos procedimentos especiais em execução; e aos procedimentos de cumprimento de sentença. O art. 772, na sequência do NCPC, prevê que, no curso do procedimento de execução, o juiz poderá determinar o comparecimento das partes para eventual diligência ou esclarecimento, poderá também advertir o executado caso ele esteja praticando alguma ilegalidade que possa configurar ato atentatório à dignidade da justiça e poderá, ainda, requisitar informações necessárias à execução. Veja: Art. 772. O juiz pode, em QUALQUER MOMENTO do processo: I - ordenar o comparecimento das partes; II - advertir o executado de que seu procedimento constitui ato atentatório à dignidade da justiça; III - determinar que sujeitos indicados pelo exequente forneçam informações em geral relacionadas ao objeto da execução, tais como documentos e dados que tenham em seu poder, assinando-lhes prazo razoável. Esse dispositivo evidencia, portanto, os poderes do juiz na administração da execução ao determinar o comparecimento e advertir eventuais pretensões e práticas ilícitas, bem como o poder de exigir a cooperação das partes no fornecimento de informações. Assim... No exercício do dever de colaborar com a execução, o art. 773, do NCPC, estabelece regra de entrega de documentos e dados sigilosos, os quais devem ser mantidos de forma confidencial pelo Juízo. Art. 773. O juiz poderá, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias ao cumprimento da ordem de entrega de documentos e dados. Parágrafo único. Quando, em decorrência do disposto neste artigo, o juízo receber dados sigilosos para os fins da execução, o juiz adotará as medidas necessárias para assegurar a confidencialidade. PODERES DO JUIZ NA EXECUÇÃO ordenar o comparecimento advertir a prática de ato atentatório à dignidade da justiça ordenar a colaboração com a execução Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 9 295 Ainda tratando do art. 772, do NCPC, vimos no inc. II que o juiz advertirá a prática de ato atentatório à dignidade da Justiça. Primeiramente, cumpre observar que essa modalidade de ilícito não se confunde com as hipóteses que estudamos em deveres das partes (art. 77, do NCPC). As situações que veremos aqui aplicam-se exclusivamente ao processo de execução, ao passo que aquelas aplicam-se a todos os procedimentos e fases, indistintamente. Essas hipóteses estão previstas no art. 774, do NCPC: Art. 774. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado que: I - frauda a execução; II - se opõe maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos; III - dificulta ou embaraça a realização da penhora; IV - resiste injustificadamente às ordens judiciais; V - intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. A grande diferença que temosdo ato atentatório à dignidade da justiça da fase de conhecimento para o que estudamos aqui é o direcionamento da multa. Quem pratica as ilicitudes acima está desafiando a soberania estatal e está prejudicando fortemente o credor, que necessitou exigir judicialmente o que lhe é devido e, ainda assim, encontra dificuldades para obtenção do seu crédito. Em face disso, prevê o parágrafo único que o valor da multa será revertido em benefício do credor e será executada no próprio processo de execução. Essa multa será calculada em percentual não superior a 20% sobre o valor atualizado do débito. Veja: Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixará MULTA em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material. Para a prova... ひFraude à execução. ひOposição maliciosa à execução, empregando ardis e meios artificiosos. ひDificultar ou embaraçar a realização da penhora. ひResistência injustificada às ordens judiciais. ひNão indicar os bens passíveis de penhora, valores ou não exigir prova de propriedade, quando intimado pelo Juiz para fazê-lo. ATOS ATENTATÓRIOS À DIGNIDADE DA JUSTIÇA Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 10 295 O art. 775, do NCPC, trata do direito de desistir da execução. Esse direito não significa desistência do direito de executar, mas do procedimento de execução desenvolvido. A desistência da execução, contudo, opera um efeito importante: eventuais impugnações ou embargos decorrentes do processo de execução poderão ser extintos: Haverá extinção automática da impugnação e dos embargos quando envolver questões processuais. Quando a impugnação ou embargos envolverem outros assuntos, que não aspectos processuais, será necessária a concordância da parte impugnante ou embargante. De todo modo, em um ou em outro caso, o exequente será responsável por pagar as custas processuais e os honorários advocatícios da parte contrária. Além disso, essa extinção se opera de forma automática, de forma que não depende de concordância do impugnante ou do embargante. Essas regras estão previstas no art. 775, do NCPC: Art. 775. O exequente tem o direito de desistir de toda a execução ou de apenas alguma medida executiva. Parágrafo único. Na desistência da execução, observar-se-á o seguinte: I - serão extintos a impugnação e os embargos que versarem apenas sobre questões processuais, pagando o exequente as custas processuais e os honorários advocatícios; II - nos demais casos, a extinção dependerá da concordância do impugnante ou do embargante. Já estudamos o art. 776 na parte dos princípios, portanto, para finalizar a parte relativa às さSキゲヮラゲキNロWゲàェWヴ;キゲざがà┗Wテ;マラゲàラà;ヴデくàΑΑΑぎ Art. 777. A cobrança de multas ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé ou de prática de ato atentatório à dignidade da justiça será promovida nos próprios autos do processo. A TO A TE N TA TÓ R IO À D IG N ID A D E D A EX EC U Ç Ã O Hipóteses Fraude à execução Oposição maliciosa à execução, empregando ardis e meios artificiosos Dificultar ou embaraçar a realização da penhora Resistência injustificada às ordens judiciais Não indicar os bens passíveis de penhora, valores ou não exigir prova de propriedade quando intimado pelo Juiz para fazê-lo Consequência Multa revertida para o exequente não superior a 20% calculado sobre o valor atualizado o débito Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 11 295 O dispositivo acima repete, em parte, a norma do art. 774, do NCPC, ao explicitar que a condenação por ato atentatório à dignidade da justiça ou litigância de má-fé na execução serão executadas nos próprios autos. Confira uma questão de prova: (TRT-8ªR-PA/AP/2016/adaptada) Acerca da liquidação de sentença e da execução no processo civil. Os atos executórios tratados pelo CPC não possuem natureza jurisdicional, motivo pelo qual não há necessidade de observância ao princípio do contraditório no processo de execução. Comentários A assertiva está incorreta. Há, sim, a necessidade de observância ao princípio do contraditório, não só no processo de execução, como em todas as etapas do processo. Vejamos mais uma questão sobre esse assunto: (TJ-AM/2016/adaptada) Acerca da execução, julgue: Tratando-se de execução de título extrajudicial, a fixação de multa para cumprimento de obrigação específica pelo devedor e a sua conversão em perdas e danos dependem de requerimento do credor. Comentários A assertiva está incorreta. O juiz pode fixar de ofício as multas para cumprimento. Mais uma questãozinha: (TJ-AM/2016/adaptada) Acerca da execução, julgue: A citação por hora certa, por ser incompatível com o rito, é vedada no processo de execução, consoante entendimento sumulado pelo STJ. Comentários A assertiva está incorreta. Segundo a súmula nº 196, do STJ, ao executado que, citado por edital ou por hora certa, permanecer revel, será nomeado curador especial, com legitimidade para apresentação de embargos. 2.4 - LEGITIMIDADE As partes no processo de execução são aquelas que constam do título executivo. Se o título informa duas pessoas como credor e devedor, elas serão o exequente e o executado, respectivamente, no processo de execução. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 12 295 Isso não ocorre em relação ao processo de conhecimento, pois, muitas vezes, quando ainda pairam dúvidas sobre as situações jurídicas discutidas, não se sabe ao certo quem são os autores e os réus. Não obstante, temos legitimados ativos e passivos na execução, cuja disciplina, no NCPC, abrange os arts. 778 a 780. De acordo com a doutrina1: Partes na execução é quem pede e contra quem se pede a tutela jurisdicional executiva. Credor e devedor são conceitos de direito material e, como tais, devem ser evitados para designar exequente e executado, na medida em que a incerteza é inerente ao direito litigioso に ainda que essa sua característica apareça de maneira mais atenuada na execução, haja vista a presunção de certeza da obrigação consubstanciada no título executivo. 2.4.1 - Legitimidade Ativa Os legitimados ativos são classificados em: ordinários; ordinários derivada ou supervenientemente; e extraordinários. Esses três legitimados estão disciplinados no art. 778, do NCPC: Art. 778. Pode promover a execução forçada o credor a quem a lei confere título executivo [legitimado ordinário]. § 1º Podem promover a execução forçada ou nela prosseguir, em sucessão ao exequente originário [legitimado derivado ou superveniente]: I - o Ministério Público, nos casos previstos em lei; II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, lhes for transmitido o direito resultante do título executivo; III - o cessionário, quando o direito resultante do título executivo lhe for transferido por ato entre vivos; IV - o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional. § 2º A sucessão prevista no § 1º independe de consentimento do executado. O legitimado ativo ordinário é o CREDOR. A legitimidade ativa do credor atinge, também, o credor solidário que não participou da relação processual. De acordo com a doutrina2, se a sentença é fundada em questões comuns a todos os 1 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo:Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 846. 2 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 848. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 13 295 credores solidários e não disser respeito a questões específicas ou pessoais daquele que promoveu a ação, admite-se a execução pelo credor solidário. Sigamos! O legitimado ordinário derivado ou superveniente é aquele que RECEBEU O CRÉDITO POR SUCESSÃO, causa mortis ou inter vivos. É o caso dos filhos que herdam o crédito do pai falecido. Outro exemplo é o endosso do título em favor de terceiro, que o torna credor superveniente ou derivado e, portanto, legitimado a requerer a execução. Cumpre registrar que, de acordo com a legislação civil, o devedor não poderá discordar ou se contrapor à cessão do crédito a terceiros. O que se exige nos arts. 286 e seguintes do CC é que o devedor seja informado da cessão, até mesmo para que ele possa efetuar o pagamento de forma correta. O legitimado extraordinário é aquele que, em NOME PRÓPRIO, COBRA CRÉDITO ALHEIO, tal como ocorre em relação ao Ministério Público, expressamente autorizado pelo art. 18, do NCPC. Isso ocorre, por exemplo, no caso de Lei de Ação Civil Pública (Lei nº 7.437/1985) que concede legitimidade ao Ministério Público para que promova a execução de direitos concedidos em sede de ação civil pública, quando o autor não promover a execução do prazo de 60 dias (art. 15, a Lei nº 7.347/1985). Sintetizando... 2.4.2 - Legitimidade Passiva Tanto quanto a legitimidade ativa, temos três modelos de legitimidade passiva descritos no NCPC. ordinária; derivada ou superveniente; e responsável tributário. Vamos analisar cada uma dessas hipóteses: LEGITIMIDADE ATIVA NA EXECUÇÃO legitimado ordinário credor legitimado derivado ou superveniente recebeu o crédito por cessão legitimado extraordinário em nome próprio cobra crédito alheio Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 14 295 A legitimidade passiva ordinária está prevista no art. 779, I, do NCPC: Art. 779. A execução pode ser promovida contra: I - o devedor, reconhecido como tal no título executivo; (...). Aquele que constar no título executivo como DEVEDOR será considerado legitimado passivo ordinário. Os legitimados passivos derivados ou supervenientes são aqueles que receberam o débito por sucessão (inter vivos ou causa mortis). Essas hipóteses estão descritas nos incs. II a V, do art. 779, do NCPC: Art. 779. A execução pode ser promovida contra: (...) II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor; III - o novo devedor que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante do título executivo; IV - o fiador do débito constante em título extrajudicial; V - o responsável titular do bem vinculado por garantia real ao pagamento do débito; (...). Portanto, o ESPÓLIO, os HERDEIROS ou os SUCESSORES poderão ser considerados réus, respondendo pela dívida do devedor originário. Aqui é importante trazer uma observação: a responsabilidade dos herdeiros e dos sucessores está limitada ao quinhão da herança. Vejamos um exemplo: Determinada pessoa possuía o equivalente a R$ 50.000,00 e R$ 100.000,00 em dívidas. Com o falecimento dessa pessoa, os seus filhos responderão com os bens herdados pela dívida. Os bens pessoais dos filhos herdeiros não podem ser utilizados para pagar o restante da dívida da pessoa que faleceu (que, no exemplo, é de R$ 50.000,00), pois os débitos passam dos bens deixados pela pessoa que faleceu. A outra hipótese é a figura da CESSÃO DE DÉBITO (ou assunção de débito). Na parte referente à legitimidade ativa, vimos a cessão de crédito e, lá, estudamos que a cessão independe da concordância da pessoa devedora, desde que seja notificado o devedor. Na cessão de débito, temos um tratamento diferenciado. De acordo com o art. 299 a 303, todos do CC, a cessão de débito depende da concordância do credor. No inc. IV, temos a legitimidade passiva derivada do FIADOR, que constitui a pessoa que garante a satisfação ao credor de uma obrigação assumida pelo devedor, caso ele não a cumpra. Em relação ao fiador, cumpre um esclarecimento: a responsabilidade direta e objetiva do fiador somente é possível nos casos em que ele foi constituído judicialmente. O fiador convencional ou legal somente poderá ser responsabilizado se tiver sido réu na ação, hipótese em que, contra ele, será formado também o título executivo, tal como consta expressamente do art. 515, §3º, do NCPC, e da Súmula STJ 268. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 15 295 Súmula STJ 268 O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo não responde pela execução do julgado. Sigamos! No inc. V temos a responsabilidade derivada da CONCESSÃO DE BEM DE TERCEIRO COMO GARANTIA REAL do pagamento da dívida do devedor. Se o devedor não quitar a dívida, o bem do garantidor poderá ser utilizado para quitar o montante. Por fim, podemos ter a legitimação passiva do responsável tributário nos termos do inc. VI. Em regra, temos dois institutos que tratam da responsabilidade patrimonial. O primeiro deles é o débito, o outro é a responsabilidade. Geralmente, o débito e a responsabilidade são acumulados na mesma pessoa. Dito de forma simples: quem deve paga. Contudo, existem alguns casos em que esses institutos não estão concentrados na mesma pessoa. Nesses casos: quem deve não é necessariamente quem paga. Entre as hipóteses previstas temos os arts. 134 e 135, do CTN, que disciplinam o responsável tributário. Nesses casos, há o débito conferido a uma pessoa, mas a responsabilidade pelo pagamento é atribuída a outra. Isso ocorre em relação a pessoas jurídicas que são as devedoras, contudo, como o administrador agiu com excesso de poder e com violação da lei, o responsável pelo pagamento será o sócio. É a mesma situação aplicada às hipóteses de desconsideração da personalidade jurídica. 2.4.3 - Cumulação subjetiva na execução A cumulação subjetiva nada mais é do que o litisconsórcio, ou seja, a reunião de mais de uma pessoa em um dos polos da execução. Não há qualquer impedimento para que legitimados ativos ou passivos se reúnam em um dos polos da execução. Desse modo, as regras estudadas no art. 113 e seguintes do NCPC podem ser aplicadas à execução. Assim... LEGITIMIDADE PASSIVA ordinária: devedor, que consta do título derivado ou superveniente: a) espólio, herdeiro ou sucessores b) cessão de débito c) fiador d) concessão de bem de terceiro com garantia real responsável tributário Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 16 295 2.4.4 - Cumulação objetiva na execução A cumulação objetiva, como o nome indica, constitui o acúmulo de um ou mais objetos na mesma ação de execução. Questiona-se: pode o exequente promover a execução de dois ou mais títulos executivos contra o mesmo réu, no mesmo procedimento de execução? Segundo a doutrina3, admite-se a cumulação de execuções desde que observada a tríplice identidade de partes, juízo e forma do processo. O art. 780, do NCPC, estabelece que, se o exequente pretender ingressar com execução de mais um título, deverá observar as seguintes condições: 1ª CONDIÇÃO: mesmo executado; 2º CONDIÇÃO: competência do juiz para todas as execuções; e 3º CONDIÇÃO: igualdade de procedimento. Essas condiçõessão extraídas do art. 780, do NCPC: Art. 780. O exequente pode cumular várias execuções, AINDA QUE fundadas em títulos diferentes, quando o executado for o mesmo e desde que para todas elas seja competente o mesmo juízo e idêntico o procedimento. Por exemplo, poderá o exequente promover um único procedimento de execução para cobrar 5 cheques contra o mesmo réu, pois se trata do mesmo executado, execuções com identifica competência e mesmo procedimento. O que não se admite, por exemplo, é a execução de um cheque cumulada objetivamente com uma execução de obrigação de fazer, cujos procedimentos são distintos. Atente-se que a cumulação de execuções já era um entendimento encampado pelo STJ: Súmula STJ 27 Pode a execução fundar-se em mais de um título extrajudicial relativos ao mesmo negócio. 3 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 849. Admite-se a formação de litisconsórcio no procedimento de execução. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 17 295 2.4.5 - Intervenção de terceiros Como a intervenção de terceiros não convém para a formação de título executivo, no regime do CPC73, havia regra prevendo a impossibilidade de utilização do instituto no procedimento de execução. Com o NCPC temos uma regra diferente: Com o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, mais especificament, o art. 134, do NCPC, há regra expressa no sentido de que essa modalidade de intervenção de terceiros é admissível em TODAS as fases do processo, incluída a execução. 2.5 - COMPETÊNCIA O NCPC traz regras objetivas que definem quem será o juízo competente para promover a execução de títulos executivos extrajudiciais. O art. 781, do NCPC, estabelece as regras referentes à competência para a execução: Art. 781. A execução fundada em título extrajudicial será processada perante o juízo competente, observando- se o seguinte: I - a execução poderá ser proposta no foro de domicílio do executado, de eleição constante do título ou, ainda, de situação dos bens a ela sujeitos; II - tendo mais de um domicílio, o executado poderá ser demandado no foro de qualquer deles; III - sendo incerto ou desconhecido o domicílio do executado, a execução poderá ser proposta no lugar onde for encontrado ou no foro de domicílio do exequente; IV - havendo mais de um devedor, com diferentes domicílios, a execução será proposta no foro de qualquer deles, à escolha do exequente; V - a execução poderá ser proposta no foro do lugar em que se praticou o ato ou em que ocorreu o fato que deu origem ao título, mesmo que nele não mais resida o executado. Note que temos três possibilidades gerais de ajuizamento da ação de execução: 1 に domicílio do executado; 2 に domicílio de eleição conforme constar do título; 3 に situação dos bens executados. Esses três domicílios ficam à escolha do exequente, segundo prevê o inc. I acima. Há, entretanto, algumas regras específicas: a primeira delas se aplica ao foro do domicílio do executado e à segurança para a prática de atos ou fatos que deram origem à execução. Caso escolhido o foro do domicílio do executado e esse tiver mais de um domicílio, o exequente poderá optar por qualquer um deles. No caso de o domicílio ser incerto ou desconhecido, o exequente poderá ingressar com a execução no lugar onde for encontrado o executado ou no próprio domicílio (ou seja, domicílio do próprio exequente). Se houver vários devedores e eles possuírem domicílios diferentes, o exequente poderá escolher, entre esses domicílios, em qual deles pretende manejar a execução. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 18 295 Na hipótese em que a prática de determinado ato ou fato deu origem ao título executivo extrajudicial, a ação poderá ser proposta no local de origem do ato ou fato, ainda que não mais seja o domicílio do executado. Não obstante as regras acima, entende-se que o exequente poderá optar pelos foros descritos no inc. I. Para a prova... Para encerrar as regras de competência, confira o art. 782, do NCPC: Art. 782. Não dispondo a lei de modo diverso, o juiz determinará os atos executivos, e o oficial de justiça os cumprirá. § 1o O oficial de justiça poderá cumprir os atos executivos determinados pelo juiz também nas comarcas contíguas, de fácil comunicação, e nas que se situem na mesma região metropolitana. § 2o Sempre que, para efetivar a execução, for necessário o emprego de força policial, o juiz a requisitará. § 3o A requerimento da parte, o juiz pode determinar a inclusão do nome do executado em cadastros de inadimplentes. § 4o A inscrição será cancelada imediatamente se for efetuado o pagamento, se for garantida a execução ou se a execução for extinta por qualquer outro motivo. § 5o O disposto nos §§ 3o e 4o aplica-se à execução definitiva de título judicial. Desse dispositivo, duas informações são importantes: 1ª REGRA: o oficial, responsável pelo cumprimento dos atos executivos, poderá praticá-los sob determinação do juiz, não apenas na comarca sob jurisdição do juiz a que está vinculado, mas também em comarcas contíguas e de fácil comunicação. 2ª REGRA: o juiz poderá determinar a inclusão do executado no cadastro de inadimplentes, que será imediatamente cancelado no caso de pagamento e de garantia da execução ou extinção. 2.6 - REQUISITOS Vamos analisar aqui os requisitos para realização da execução, que vale tanto para a execução de título extrajudicial quanto para a execução de títulos judiciais (tecnicamente, o cumprimento de sentença). De acordo com o NCPC, são dois os requisitos: 1º REQUISITO: inadimplemento (situação de fato) 2º REQUISITO: título executivo (situação de direito) O inadimplemento será aferido a partir do caso concreto, razão pela qual constitui uma situação de fato. Sobre esse primeiro requisito devemos conhecer os arts. 786 e 787, do NCPC: JUÍZO COMPETENTE PARA A EXECUÇÃO foro do domicílio do executado foro de eleição foro dos bens executados Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 19 295 Art. 786. A execução pode ser instaurada caso o devedor NÃO satisfaça a obrigação certa, líquida e exigível consubstanciada em título executivo. Parágrafo único. A necessidade de simples operações aritméticas para apurar o crédito exequendo não retira a liquidez da obrigação constante do título. Assim, se não for satisfeita a obrigação que é certa, líquida e exigível, configura-se a inadimplência que autoriza a execução. Esse requisito, contudo, poderá não se verificar nas situações em que não obstante a existência da dívida, faltar contraprestação do credor. Se isso ocorrer na prática, a execução somente se torna exigível quando o credor provar que adimpliu a contraprestação. É isso que temos disciplinado no art. 786, do NCPC: Art. 787. Se o devedor não for obrigado a satisfazer sua prestação senão mediante a contraprestação do credor, este deverá provar que a adimpliu ao requerer a execução, sob pena de extinção do processo. Parágrafo único. O executado poderá eximir-se da obrigação, depositando em juízo a prestação ou a coisa, caso em que o juiz não permitirá que o credor a receba sem cumprir a contraprestação que lhe tocar. De acordo com a doutrina, esse dispositivo traz a disciplina contratual da exceção do contrato não cumprido. Quando houver obrigação bilateral, o credor somente poderá exigir do devedor quando já tiver cumprido com a sua parte. Porexemplo, em um contrato de compra e venda, o adquirente do veículo não poderá executar o contrato requerendo a entrega do veículo se ainda não efetuou o pagamento da forma acordada. Somente haverá inadimplemento se o credor comprovar que cumpriu com a sua parte. Além disso, de acordo com o parágrafo único acima, o devedor poderá se eximir do devido com depósito judicial do valor. Contudo, para levantamento do valor, o credor deverá provar nos autos que cumpriu o que devia. O título executivo, que constitui situação de direito, está disciplinado nos art. 783 e 784, ambos do NCPC. Veja, inicialmente, o art. 783: Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível. Temos títulos executivos judiciais, ou seja, que decorrem de processo judicial ou de juízo arbitral, e títulos executivos extrajudiciais, que representam relações jurídicas que se formam independentemente da atuação do poder judiciário, mas que a lei confere o poder de títulos executivos. O título executivo constitui um ato ou fato documentado ao qual a lei atribui eficácia executiva. Dito de forma simples, o título executivo é o documento (em papel!) ao qual a lei confere poder de ser exigido judicialmente por intermédio de um procedimento de execução. Adotamos, no direito brasileiro, a teoria segundo a qual o título é, ao mesmo tempo, um documento e um ato. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 20 295 É um documento capaz de demonstrar a existência de um crédito para que seja executado e, também, um ato, na medida em que constitui manifestação concreta da pretensão sancionatória do estado. Desse modo, o título indica a legitimidade, o objetivo e os limites da execução. Ao considerarmos o título um ato, ele valerá o que estiver representado no título, o seu conteúdo. Ao passo que se considerarmos o título um documento, o que interessa é a forma do título. Na prática, temos alguns títulos que a natureza do documento fica mais aparente, em outros, a natureza do ato se sobressai. A relevância dessa distinção está na possibilidade de execução de títulos com base em cópias (xerox). Se o título for pautado preferencialmente para o conteúdo, pelo ato, podemos executá-lo por cópia. Ao passo que, quando o título estiver relacionado com o documento, ligado ao seu aspecto formal, não é admissível a execução com cópia. Por exemplo, notas promissórias, cheques, duplicadas (inc. I, do art. 784, do NCPC) somente podem ser executados por intermédio do documento original, de forma que o título vale pelo que ele é. Por outro lado, um contrato ou uma sentença podem ser executados por cópia, pois, nesse caso, prepondera o conteúdo do documento. Vamos em frente! Veja, na sequência, quais são as espécies de títulos executivos: Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque; II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas; IV - o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado por tribunal; V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução; VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte; VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio; VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio; IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei; X - o crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio edilício, previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que documentalmente comprovadas; XI - a certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei; XII - todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. § 1o A propositura de qualquer ação relativa a débito constante de título executivo não inibe o credor de promover-lhe a execução. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 21 295 Antes de analisarmos cada uma das hipóteses acima, é importante deixar claro que esse rol é exemplificativo, embora somente possa ser fixado por lei. Desse modo, outros títulos executivos não podem ser criados por uma interpretação extensiva do aplicador do direito, contudo, o legislador poderá criar outras hipóteses de títulos executivos extrajudiciais. Nesse contexto, cuidado com afirmações rasas no sentido de que o rol é taxativo ou números clausus. Na realidade, o rol é fixado por lei, porém, não imutável. Assim, o mais correto é afirmar que o rol do art. 784 é aberto. Isso ocorre porque a possibilidade de diretamente ingressar com a execução em face de um ato ou de um documento revela o exercício da soberania e também da possibilidade de se invadir a esfera jurídica patrimonial de outra pessoa sem uma ação de conhecimento prévio. Portanto, somente são considerados títulos executivos extrajudiciais aqueles que constarem em lei, entre os quais estão os previstos no art. 784, do NCPC. Antes de analisarmos os incisos dos dispositivos acima, é importante um aprofundamento: Há doutrina sustentando que as partes podem fixar títulos executivos extrajudiciais. A partir da prerrogativa conferida às partes de formulação de negócios jurídicos processuais (art. 190, do NCPC), desde que as partes sejam capazes e tratem de direitos disponíveis (ou que admitam autocomposição). Isso evidenciaria uma forma de neoliberalismo no direito processual brasileiro. Essa posição, contudo, não possui muita relevância, pois entre as hipóteses de títulos executivos extrajudiciais está o contrato formulado pelas partes e assinado por duas testemunhas. Isso nada mais é do que uma espécie de negócio jurídico processual firmado pelas partes, em uma relação privada, sem interferência do Estado. Vamos às hipóteses legais?! 1) Letra de câmbio, nota promissória, duplicata, debênture e cheque. O rol acima traz os denominados títulos de crédito. Para a prova em Direito Processual Civil é suficiente que você saiba o conceito de cada um deles: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 22 295 Vamos aprofundar um pouco?! A Súmula STF 387 estabelece que, quando a nota promissória for assinada em branco, poderá o credor finalizar o preenchimento antes da execução. Súmula STF 387 A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. Em determinadas situações, a nota promissória pode ser emitida como garantia do cumprimento de outro contrato. Em razão disso, foi editada a Súmula STJ 258 para vedar a utilização da nota promissória em branco como garantia de cumprimento de contrato de abertura de crédito. Súmula STJ 258 A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de autonomia em razão da iliquidez do título que a originou. Além disso, as Súmulas STJ 233 e 247 afirmam que o contrato de abertura de conta corrente, ainda que acompanhado do extrato, não é título executivo extrajudicial. Em decorrênciadisso, o cheque especial também não é título executivo extrajudicial. Esse valor apontado pelo banco como devido em cheque especial é unilateral, o que retira a liquidez do título, uma vez que os valores estarão simplesmente apontados em extratos bancários. Súmula STJ 233 O contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de extrato da conta corrente, não é título executivo. Súmula STJ 247 TÍ TU LO D E C R ÉD IT O letra de câmbio documento emitido pelo credor com ordem de pagamento, à vista ou a prazo, para o devedor pagar quantia certa. nota promissória promessa de pagamento de quantia certa emitida pelo devedor a determinada pessoa. duplicata documento pelo qual o comprador se vincula ao pagamento do valor descrito na fatura em determinado prazo. debêntures título de crédito de longo prazo no qual o emitente faz empréstimo de valores. cheque ordem dirigida à instituição financeira para pagamento à vista de determinado valor ao portador. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 23 295 O contrato de abertura de crédito em conta corrente, acompanhado do demonstrativo de débito, constitui documento hábil para o ajuizamento da ação monitória. A Súmula STJ 504 fixa o tempo para cobrança do débito a partir da prescrição da nota promissória. Embora não seja possível efetuar a execução com fundamento no título de crédito, porque já prescrito, nada impede que a pessoa se valha do título como prova documental da dívida. Nesse contexto, o STJ fixou prazo de 5 anos para ajuizamento da ação de conhecimento (no caso, a ação monitória) a contar do vencimento do título. Súmula STJ 504 O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de nota promissória sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte ao vencimento do título. Em relação à duplicata, é importante destacar que, ao recebê-la, o devedor poderá: 1 に receber e devolver a duplicata aceita. Nesse caso, teremos constituído o título executivo. 2 e 3 に receber a duplicata e não aceitar ou receber e não devolver. Nesses casos, o credor poderá fazer o protesto por indicação, apresentando cópia da mercadoria ou do serviço. A partir do protesto, há formação do título executivo extrajudicial. Em relação ao cheque, vamos tecer algumas observações: O devedor do cheque é o subscritor, independentemente de a conta de origem do cheque ser conjunta. A solidariedade entre os titulares da conta conjunta não admite que ambos sejam executados. A solidariedade é em relação ao banco, não em face do cheque expedido. O cheque é ordem de pagamento à vista. Contudo, é corriqueira a utilização do que chefe pós- datado. Não obstante, um cheque pós-datado não tira a exigibilidade do título de crédito. Ademais, a Súmula STJ 370 estabelece que o descumprimento do pós-datamento (entendido como uma cláusula adicional do cheque) pode implicar indenização por dano moral. Súmula STJ 370 Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. O cheque poderá ser cobrado se não prescrito, observando o prazo de 6 meses. Passado o prazo, o cheque deixa de ser título executivo extrajudicial, contudo, poderá ser usado, por exemplo, para utilização do cheque para ação de cobrança, a exemplo da ação de cobrança. Nesse contexto, veja a Súmula STJ 299: Súmula STJ 299 É admissível a ação monitória fundada em cheque prescrito. Além disso, de acordo com a Súmula STJ 503, por se tratar de documento escrito sem eficácia de título executivo, porque prescrito o cheque, o prazo prescricional da dívida é de 5 anos, a contar do dia seguinte da data da emissão do cheque. Veja: Súmula STJ 503 O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de cheque sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula Sigamos! 2) Escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 24 295 A escritura pública constitui modalidade especial de negócio que exige a lavratura em cartório por agente público (tabelião), como condição para lhe conferir validade. Além disso, por documento público assinado pelo devedor devemos compreender o documento produzido por autoridade, ou em sua presença, com a respectiva chancela, desde que tenha competência para tanto4. 3) Documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. Note que o documento exige a assinatura de duas pessoas que, evidentemente, não podem ter interesse no negócio jurídico, ainda que tenham assinado o documento posteriormente a sua confecção. No rol dos documentos particulares está o instrumento de confissão de dívida, conforme explicita a Súmula STJ 300: Súmula STJ 300 O instrumento de confissão de dívida, ainda que originário de contrato de abertura de crédito, constitui título executivo extrajudicial. Esse documento nada mais é do que uma declaração expressa, definitiva e irretratável do devedor que reconhece que deve determinado valor a outrem. Sigamos! 4) Instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado por tribunal. Trata-se de novidade no NCPC, decorrente da importância que se concede às formas autocompositivas de solução de conflitos. Trata-se do instrumento de acordo referendado. Será considerado título executivo desde que seja referendado pela autoridade habilitada: MP; Defensoria Pública; advogado público; advogados; e conciliadores ou mediadores. 5) Contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução. 4 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 853. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 25 295 São contratos assegurados por direitos reais de garantia que permitem diretamente a execução para satisfação da obrigação pactuada. 6) Contrato de seguro de vida em caso de morte. Com falecimento da pessoa que instituiu o seguro de vida, admite-se a execução direta do prêmio constante do seguro. A morte é o evento que confere certeza, exigibilidade e liquidez à obrigação. 7) Crédito decorrente de foro e laudêmio. O foro é uma taxa exigida pelo domínio útil de terras pertencentes à marinha, ao passo que o laudêmio é a taxa paga em razão da transferência desses imóveis pertencentes à marinha. 8) Crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio. O contrato de locação constitui título executivo extrajudicial. 9) Certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. As denominadas CDAs (Certidões de Título da Dívida) de qualquer dos entes da federação constituem título executivos extrajudiciais. 10) Crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio edilício, previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que documentalmente comprovadas. Se documentalmente comprovadas, as despesas condominiais podem ser executadas diretamente, contra quem estiver ocupando o imóvel (proprietário, locatário, comodatário ou qualquer outro tipo de possuidor). 11) Certidão expedida por serventia notarial ou deregistro relativa a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei. Os atos praticados pelos notários são dotados de presunção de veracidade e legitimidade de modo que a certidão decorrente dos atos por eles praticados podem ser executados diretamente. 12) Todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. Com base nessa última hipótese, permite-se que a lei crie outras proposições de títulos executivos extrajudiciais. Cita-se, como exemplo, o contrato de honorários advocatícios (art. 24, da Lei nº 8.906/1994) ou termo de ajustamento de conduta do ECA (art. 211). Analisadas as hipóteses de título executivo extrajudicial, cumpre finalizar com o estudo dos §§ 2º e 3º que tratam dos títulos executivos extrajudiciais estrangeiros. Uma sentença estrangeira, para que tenha validade em nosso território e, portanto, possa ser executada na qualidade de título executivo judicial, depende de homologação do STJ. Isso não ocorre em relação aos títulos executivos extrajudiciais estrangeiros. Veja: § 2o Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro NÃO dependem de homologação para serem executados. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 26 295 § 3o O título estrangeiro só terá eficácia executiva quando satisfeitos os requisitos de formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e quando o Brasil for indicado como o lugar de cumprimento da obrigação. Em relação a um título executivo extrajudicial estrangeiro, para a execução, exige-se a presença dos requisitos de formação exigidos pela lei do local em que fora celebrado o título e a referência de que será executado no Brasil. Portanto: Por exemplo, o contrato alemão deve seguir as regras do direito alemão e constar que aqui será cumprido. Importante registrar que, para execução interna perante o Poder Judiciário, faz-se necessária a tradução juramentada. Confira uma questão de prova: (CRAISA de Santo André-SP/2016) Assinale a alternativa incorreta. São títulos executivos extrajudiciais: a) a sentença arbitral e o acordo extrajudicial de qualquer natureza, homologado judicialmente. b) a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque. c) a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas; o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. d) o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução. Comentários O art. 784, do NCPC, elenca quais são os títulos executivos extrajudiciais. A sentença arbitral é título executivo judicial, conforme prevê o 515, VII, da Lei nº 13.105/15. Portanto, a alternativa A é a incorreta e, portanto, gabarito da questão. Vamos em frente! ひobedeça aos requisitos do local de sua formação. ひBrasil indicado como local de cumprimento NÃO HÁ NECESSIDADE DE HOMOLOGAÇÃO de título executivo extrajudicial estrangeiro no Brasil, podendo aqui ser executado, DESDE QUE: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 27 295 O art. 785, do NCPC, é muito relevante. Ele prevê que, embora a parte tenha a posse de algum os títulos executivos extrajudiciais acima elencados, nada impede que ela ingresse com uma ação de conhecimento. Confira: Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial NÃO impede a parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial. Isso ocorre porque, no curso do cumprimento da sentença, as possibilidades de defesa do executado são menores. Ao chegar na fase de cumprimento de sentença, o executado somente poderá impugnar na forma do art. 525, §1º, do NCPC. Além disso, será intimado o executado a efetuar o pagamento sob pena de multa e de acréscimo dos valores referentes aos honorários advocatícios. Já nos embargos à execução, as possibilidades de alegações do executado são maiores. Embora menos célere, poderá a parte optar por manejar ação de conhecimento ainda que tenha título executivo extrajudicial em mãos. Por exemplo, a parte que possui um cheque poderá promover diretamente a execução desse cheque, espécie de título extrajudicial. Por outro lado, poderá ajuizar uma ação de conhecimento, no qual o cheque será utilizado como prova escrita em um procedimento especial tal como uma ação de cobrança ou ação monitória. Nesses casos, o interesse processual da parte se revela no fato de que o cumprimento de sentença é mais efetivo que a execução de título executivo extrajudicial. Sigamos! Ainda em relação a esse tópico, cumpre analisar o art. 788, do NCPC: Art. 788. O credor NÃO poderá iniciar a execução ou nela prosseguir se o devedor cumprir a obrigação, mas poderá recusar o recebimento da prestação se ela não corresponder ao direito ou à obrigação estabelecidos no título executivo, caso em que poderá requerer a execução forçada, ressalvado ao devedor o direito de embargá- la. O dispositivo acima estabelece que, uma vez paga a obrigação, não faz sentido iniciar ou prosseguir com a execução. De todo modo, a parte exequente poderá recursar o recebimento dos valores pagos caso não corresponda ao estabelecido na execução. Para encerrar, os REQUISITOS PARA QUALQUER EXECUÇÃO: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 28 295 2.7 - CARACTERÍSTICAS DO TÍTULO EXECUTIVO Vimos acima os requisitos da execução. Nesse ponto, vamos estudar as características do próprio título executivo. Tecnicamente falando, trataremos das características da obrigação que devem estar representadas no título para que possamos promover a execução. Mas, quais são essas características? A CERTEZA constitui o atributo da obrigação em que há a indicação precisa do sujeito e do objeto da obrigação. Para saber se o título é certo devemos efetuar alguns questionamentos: ひnão satisfação de obrigação certa, líquida e exigível. ひem obrigações bilaterais, o credor somente poderá exigir do devedor quando cumprir com a sua parte. INADIMPLEMENTO (situação de fato) ひ1) Letra de câmbio, nota promissória, duplicata, debênture e cheque. ひ2) Escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor. ひ3) Documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. ひ4) Instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado por tribunal. ひ5) Contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução. ひ6) Contrato de seguro de vida em caso de morte. ひ7) Crédito decorrente de foro e laudêmio. ひ8) Crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio. ひ9) Certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. ひ10) Crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio edilício, previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que documentalmente comprovadas. ひ11) Certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei. ひ12) Todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa,a lei atribuir força executiva. TÍTULO EXECUTIVO (situação de direito) - ato ou fato a quem a lei atribui eficácia executiva. CARACTERÍSTICAS DO TÍTULO EXECUTIVO certeza liquidez exigibilidade Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 29 295 Se essas quatro perguntas forem passíveis de resposta, o título será certo! Se não for possível responder aos questionamentos acima a partir do título, ainda que ele esteja previsto no rol do art. 784, do NCPC, será necessário ajuizar uma ação de conhecimento que fixe esses pontos. A LIQUIDEZ se revela nas obrigações de pagar quantia. Cuidado para não confundir com a entrega de obrigação de entregar coisa certa. Quando a parte postula execução para entrega de determinado bem específico, não temos liquidez, mas determinação da prestação. Tanto é assim que, quando estamos diante de obrigação de entregar coisa incerta, não há liquidação, mas temos o incidente de concentração, que está disciplinado no art. 498, parágrafo único do NCPC. Sigamos! A liquidez envolve o seguinte questionamento: Na prática, é possível que tenhamos títulos executivos extrajudiciais cuja liquidez não é aparente. Embora seja determinável, pode ser necessária a realização de cálculos aritméticos para a fixação precisa do valor devido. Por exemplo, podemos estar diante de um título em que consta a afirmação de que o valor devido levará em consideração o valor dos orçamentos, atualizado segundo algum índice inflacionário. Esse título é líquido, embora não determinado. Assim, faz-se necessário efetuar alguns cálculos matemáticos para que saibamos に em reais に o valor devido. É isso que temos previsto no art. 786, parágrafo único, em relação ao processo de execução, e no art. 509, §2º, do NCPC, referente à parte de liquidação de sentença. No caso do art. 509, §2º, temos um procedimento simplificado para determinação do valor devido: Parágrafo único. A necessidade de simples operações aritméticas para apurar o crédito exequendo não retira a liquidez da obrigação constante do título. § 2º Quando a apuração do valor depender apenas de cálculo aritmético, o credor poderá promover, desde logo, o cumprimento da sentença. Aqui cabe um aprofundamento... Quem deve? Para quem deve? Como deve? O que deve? Quanto deve? Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 30 295 Se o título for ilíquido, ele não poderá ser executado e, portanto, não será considerado título executivo, ainda que conste do rol do art. 784, do NCPC. Desse modo, não temos no processo de execução o incidente de liquidação. Somente títulos líquidos podem ser executados. Há, entretanto, uma exceção. Nas obrigações de fazer ou dar que não forem adimplidas, há possibilidade de incidente de liquidação na execução, a fim de apurar eventuais perdas e danos. Em frente! A EXIGIBILIDADE se relaciona com o interesse processual. De todo modo, o questionamento a se fazer é o seguinte: Há uma observação importante! Temos títulos executivos que são ordens de pagamento à vista (por exemplo, cheque), outros, entretanto, constituem ordem de pagamento a prazo (por exemplo, nota promissória). Desse modo, essas condições que possam eventualmente constar do título devem ser consideradas. NWゲゲWàIラミデW┝デラがàラゲà;ヴデゲくàΑΓΒがàIがàさIざàWàヵヱヴがà;マHラゲàSラàNCPCがàtratam das obrigações sujeitas a condição ou termo. Nesses casos, o vencimento depende da ocorrência da condição, ou do termo, fixado no título. A partir desse momento, caracteriza-se a exigibilidade da obrigação, passível, portanto, de execução. 2.8 - RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL Para começar o estudo de responsabilidade patrimonial, é importante que você saiba que esse assunto se aplica também ao cumprimento de sentença. Veja o dispositivo inicial da matéria: Art. 789. O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obrigações, SALVO as restrições estabelecidas em lei. A partir desse dispositivo, vamos estabelecer duas premissas básicas para falar de responsabilidade patrimonial: 1ª premissa: a regra geral é que a responsabilidade seja do devedor. É a situação na qual o responsável é o próprio devedor. 2ª premissa: a responsabilidade é patrimonial (presente e futuro), embora ainda existam alguns resquícios da responsabilização pessoal do devedor. Já venceu? Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 31 295 Um dos exemplos de responsabilização pessoal ainda existente é a possibilidade da prisão civil do devedor de alimentos. A partir dessas premissas, vamos analisar os bens que poderão ser chamados a responder pela execução. 2.8.1 - Bens passíveis de execução Nem todos os bens podem ser utilizados como pagamento em uma execução. Temos várias limitações e flexibilizações que devem ser bem estudadas. A primeira limitação que temos é de natureza lógica e está disciplinada no art. 836, do NCPC: Art. 836. NÃO se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução. § 1º Quando não encontrar bens penhoráveis, independentemente de determinação judicial expressa, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica. § 2º Elaborada a lista, o executado ou seu representante legal será nomeado depositário provisório de tais bens até ulterior determinação do juiz. Trata-se da execução ou penhora frustradas. De acordo com o dispositivo, não se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que os valores dos bens do executado não são suficientes para pagar nem mesmo as custas da execução. A segunda limitação é denominada de limitação política e envolve as impenhorabilidades. No art. 833, do NCPC, temos a relação das impenhorabilidades absolutas, ao passo que, no art. 834, há fixado o rol das impenhorabilidades relativas. Temos, ainda, a Lei do Bem de Família (Lei nº 8.009/90) e o art. 100, do CC. A terceira limitação é a possibilidade de renúncia voluntária, embora esse assunto ainda não esteja bem definido na jurisprudência. À luz do art. 190, do NCPC, há que afirme que é possível, por exemplo, abrir mão de um bem de família para realizar um empréstimo. Fora as limitações acima, todos os bens do devedor podem ser executados. Como sabemos, a execução tem cunho patrimonial, assim, a pessoa não responde pela execução, mas pelos seus bens. Esses bens passíveis de execução estão disciplinados no art. 790, do NCPC. Vejamos: Art. 790. São sujeitos à execução os bens: I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação reipersecutória; II - do sócio, nos termos da lei; III - do devedor, ainda que em poder de terceiros; IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus bens próprios ou de sua meação respondem pela dívida; V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à execução; VI - cuja alienação ou gravação com ônus real tenha sido anulada em razão do reconhecimento, em ação autônoma, de fraude contra credores; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 32 295 VII - do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade jurídica. Façamos, inicialmente, um aprofundamento doutrinário: De acordo com a doutrina, o estudo da responsabilidade remete à compreensão da dualidade entre shuld e haltung5: Os bens de terceiros, por vezes, sujeitam-se à execução por dívidaalheia. Há aí responsabilidade (Haftung) sem débito (Shuld). Quando a responsabilidade patrimonial recai sobre aquele a quem se imputa o débito, há responsabilidade primária; do contrário, quando se imputa responsabilidade a quem não tem o débito, há responsabilidade secundária. Feito esse parêntese, vamos analisar cada um dos incisos?! De acordo com o inc. I, os bens do sucessor a título singular responderão pela dívida quando se tratar de execução de direito real ou fundada em obrigação reipersecutória. Dito de outro modo, quem for sujeito ativo do direito real ou de uma obrigação reipersecutória (direito de sequela) pode perseguir o bem onde quer que ele se encontre para integrá-lo ao seu patrimônio. Assim, se ocorrer sucessão desse bem, o sucessor será responsável (o executado) na ação de execução. De acordo com o inc. II, os bens do sócio podem responder pela dívida, quando envolver a responsabilidade tributária e a desconsideração da pessoa jurídica, por exemplo. Embora a dívida seja da pessoa jurídica, haverá responsabilidade dos sócios. Evidentemente que o sócio poderá se valer do benefício da ordem, que está disciplinado no art. 795, do NCPC. Art. 795. Os bens particulares dos SÓCIOS NÃO RESPONDEM PELAS DÍVIDAS DA SOCIEDADE, senão nos casos previstos em lei. § 1o O sócio réu, quando responsável pelo pagamento da dívida da sociedade, tem o direito de exigir que primeiro sejam excutidos os bens da sociedade. § 2o Incumbe ao sócio que alegar o benefício do § 1o nomear quantos bens da sociedade situados na mesma comarca, livres e desembargados, bastem para pagar o débito. § 3o O sócio que pagar a dívida poderá executar a sociedade nos autos do mesmo processo. § 4o Para a desconsideração da personalidade jurídica é obrigatória a observância do incidente previsto neste Código. O art. 795, do NCPC, fixa os parâmetros para a responsabilidade dos sócios. A regra é a irresponsabilidade dos bens do sócio em face de dívidas da empresa. 5 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 859. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 33 295 Para que haja responsabilização é necessário o trâmite do incidente de desconsideração de personalidade jurídica a fim de avaliar a possibilidade de responsabilização do sócio. Ainda que fixada a responsabilização, há de se observar o benefício de ordem, ou seja, o sócio tem o direito de exigir que, primeiramente, sejam utilizados os bens da empresa. No que restar, o patrimônio do sócio será atingido. Para o exercício do benefício de ordem, ao argui-lo, o sócio deverá indicar os bens da sociedade que: estejam na mesma comarca; e estejam livres e desembaraçados para a execução. Sigamos com a análise dos demais incisos que tratam dos bens passíveis de execução. No inc. III temos a possibilidade de o bem do devedor responder, ainda que esteja em poder de terceiros. Dito de outro modo, não interessa se o bem está ou não em poder de terceiro para que haja a execução. De acordo com o inc. IV temos a possibilidade de responsabilidade dos bens do cônjuge ou companheiro em razão da dívida. Nesse caso, se as dívidas foram contraídas a bem da economia doméstica, o cônjuge poderá ser executado. Importante registrar, embora não seja objeto direto de nossa análise nesse momento, que nos casamentos em comunhão universal e em comunhão parcial, as dívidas que forem contraídas a favor do casal são garantidas pelo patrimônio comum de ambos, ainda que realizada por apenas um deles. Além disso, é importante que você conheça o teor da Súmula STJ 251: Súmula STJ 251 A meação só responde pelo ato ilícito quando o credor, na execução fiscal, provar que o enriquecimento dele resultante aproveitou ao casal. O STJ impõe ao credor a prova de que a dívida favoreceu à família na execução fiscal. Vamos em frente! Temos também a possibilidade de bens alienados ou gravados responderem pela dívida, quando essa estiver gravada com ônus real ou em casos de fraude à execução. No inc. VI, por sua vez, há atribuição de responsabilidade sob os bens cuja alienação, ou gravação, com ônus real, tenha sido anulada em razão do reconhecimento, em ação autônoma, de fraude contra credores. Por fim, nos termos do inc. VII, serão considerados para quitar a dívida os bens do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade jurídica. Na sequência, vamos analisar o art. 791. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 34 295 No dispositivo citado do NCPC, temos uma regra específica tratando do direito de superfície. De acordo com a doutrina6, destacado o direito de superfície do direito de propriedade, pode cada um deles ser objeto autônomo de responsabilidade patrimonial, que responderá pelas dívidas do respectivo titular. Trata-se de hipótese específica que, se cobrada, explorará a literalidade. Veja: Art. 791. Se a execução tiver por objeto obrigação de que seja sujeito passivo o proprietário de terreno submetido ao regime do direito de superfície, ou o superficiário, responderá pela dívida, exclusivamente, o direito real do qual é titular o executado, recaindo a penhora ou outros atos de constrição exclusivamente sobre o terreno, no primeiro caso, ou sobre a construção ou a plantação, no segundo caso. § 1o Os atos de constrição a que se refere o caput serão averbados separadamente na matrícula do imóvel, com a identificação do executado, do valor do crédito e do objeto sobre o qual recai o gravame, devendo o oficial destacar o bem que responde pela dívida, se o terreno, a construção ou a plantação, de modo a assegurar a publicidade da responsabilidade patrimonial de cada um deles pelas dívidas e pelas obrigações que a eles estão vinculadas. § 2o Aplica-se, no que couber, o disposto neste artigo à enfiteuse, à concessão de uso especial para fins de moradia e à concessão de direito real de uso. O art. 792, do NCPC, trata da fraude à execução. Segundo a doutrina: A fraude à execução constitui ato atentatório à dignidade da Justiça e ilícito penal. Trata-se de manobra do executado que visa a subtrair à execução bem de seu patrimônio. Se reconhecida, a alienação ou oneração realizada em fraude à execução considera-se ineficaz com relação ao exequente. Assim, toda vez que o executado procurar, por meios ilegais, evitar a expropriação de bens a fim de quitar o que deve, temos a configuração da fraude à execução. Vejamos as hipóteses listadas no dispositivo do Código: Art. 792. A alienação ou a oneração de bem É CONSIDERADA FRAUDE À EXECUÇÃO: I - quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com pretensão reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha sido averbada no respectivo registro público, se houver; II - quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de execução, na forma do art. 828; III - quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato de constrição judicial originário do processo onde foi arguida a fraude; IV - quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação capaz de reduzi-lo à insolvência; V - nos demais casos expressos em lei. 6 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 862. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br1168000 35 295 O rol do art. 792 é exemplificativo na medida em que o inc. V viabiliza a possibilidade de que a lei crie outras hipóteses de fraude à execução. Uma observação inicial. Para a caracterização da fraude contra credores é necessária a configuração da litispendência ao tempo da alienação ou oneração do bem passível de execução. Dito de outro modo, configura-se a fraude à execução quanto ao tempo da prática dos atos pelo executado já existia processo de execução em trâmite. No caso da fraude à execução é desnecessária ; ヮヴラ┗; Sラ さIラミゲキノキ┌マ aヴ;┌Sキゲざ. Segundo a doutrina, não é necessária a prova da intenção de fraudar para que se configure a fraude à execução. Desse modo, o exequente não é obrigado a prova do consilium fraudis, basta a configuração das hipóteses abaixo descritas. Sigamos para as hipóteses legais nas quais temos a configuração da fraude à execução: Alienação ou oneração de bem quando já houver averbação da existência de ação envolvendo direito real ou pretensão reipersecutória. Averbação de certidão de que a execução foi admitida pelo juiz no registro de imóveis, de veículos ou registro de outros bens sujeitos à penhora. Nesse caso, a alienação ou oneração na pendência de processo de execução é fraude contra credores. Alienação ou oneração após averbação de hipoteca judiciária ou ato de constrição judicial originário do processo em que fora arguida a fraude. Alienação ou oneração de bens quando tramitava contra o credor ação capaz de reduzi-lo à insolvência. Conforme visto no conceito, se configurada algumas das hipóteses acima, a alienação ou oneração não possui qualquer eficácia perante o exequente: § 1o A alienação em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente. Essa ineficácia se dá apenas em relação ao exequente. Significa dizer que a venda é válida para todos os efeitos, contudo, ineficaz em relação ao exequente. De forma objetiva, a venda é válida, mas o juiz poderá determinar a constrição sobre o bem. O resultado disso é que, se, após a alienação do bem, restar algum valor, esse valor será do terceiro adquirente. É justamente em face disso que o §4º, abaixo citado, estabelece que o juiz, antes de declarar a fraude à execução, deverá intimar o terceiro adquirente para que tenha ciência do processo e para que, no prazo de 15 dias, oponha embargos de terceiro. § 4o Antes de declarar a fraude à execução, o juiz deverá intimar o terceiro adquirente, que, se quiser, poderá opor embargos de terceiro, no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS. Em relação a bens que não dependam de registro, o terceiro, para provar a boa-fé, se valerá de outros documentos hábeis que demonstrem que a compra foi efetuada sem conhecimento da fraude. Poderá utilizar, como prevê o §2º, certidões a serem obtidas no domicílio do devedor e no local onde se encontra os bens. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 ==11d280== 36 295 Essa necessidade diz respeito apenas a bens que não necessitam de registro. Quando o bem exigir o registro, a presunção da fraude contra credores é absoluta, ao passo que, no caso de bens móveis e semoventes, por exemplo に que não dependem de registro に deve-se provar o desconhecimento da execução pendente com certidões. Veja: § 2o No caso de aquisição de bem não sujeito a registro, o terceiro adquirente tem o ônus de provar que adotou as cautelas necessárias para a aquisição, mediante a exibição das certidões pertinentes, obtidas no domicílio do vendedor e no local onde se encontra o bem. Por fim, veja o §3º, cuja leitura é o suficiente: § 3o Nos casos de desconsideração da personalidade jurídica, a fraude à execução verifica-se a partir da citação da parte cuja personalidade se pretende desconsiderar. Confira uma questão de prova: (TJ-AM/2016/adaptada) Acerca da execução, julgue: Iniciada a execução de título extrajudicial, a fraude contra credores poderá ser reconhecida em embargos de terceiro, com a consequente anulação do ato jurídico. Comentários A assertiva está incorreta. De acordo com a súmula nº 375, do STJ, o reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente. O art. 793, do NCPC, trata da possibilidade de retenção de bem pelo executado. O direito de retenção é uma forma de proteção exercida pelo exequente para recebimento dos valores devidos. Se isso correr, prevê o dispositivo abaixo que o exequente não poderá promover a execução sobre outros bens a não ser que abra mão da retenção exercida. Art. 793. O exequente que estiver, por direito de retenção, na posse de coisa pertencente ao devedor NÃO poderá promover a execução sobre outros bens senão depois de excutida a coisa que se achar em seu poder. O art. 794, do NCPC, trata da situação do fiador na execução de título executivo extrajudicial. Na fiança, um terceiro assume a garantia da obrigação por dívida de outro no momento da elaboração do contrato. Caso o devedor não cumpra a obrigação, o fiador será o responsável patrimonial. O fiador, portanto, poderá ser responsabilizado pela execução, mesmo não sendo o devedor. De acordo com o caput do dispositivo abaixo, ele poderá exigir o respeito ao benefício de ordem, exceto se renunciar a esse benefício. Desse modo, antes de serem executados seus bens, devem ser executados os bens do devedor desde que estejam: na mesma comarca; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 37 295 livres; e desembaraçados. Assim, uma vez demandado o fiador, ele deverá indicar os bens da mesma comarca, livres e desembaraçados de forma pormenorizada. Se não houver bens do devedor principal ou esses sejam insuficientes, teremos a execução dos bens do fiador. Se houver a execução dos bens do fiador, ele poderá, após o pagamento da dívida, promover a execução contra o devedor principal nos mesmos autos do processo. Veja: Art. 794. O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados, indicando-os pormenorizadamente à penhora. § 1o Os bens do fiador ficarão sujeitos à execução se os do devedor, situados na mesma comarca que os seus, forem insuficientes à satisfação do direito do credor. § 2o O fiador que pagar a dívida poderá executar o afiançado nos autos do mesmo processo. § 3o O disposto no caput não se aplica se o fiador houver renunciado ao benefício de ordem. Como o art. 795, do NCPC, já foi estudado, vamos analisar brevemente o dispositivo final desse capítulo: Art. 796. O espólio responde pelas dívidas do falecido, mas, feita a partilha, cada herdeiro responde por elas dentro das forças da herança e na proporção da parte que lhe coube. Esse dispositivo trata da responsabilidade patrimonial do espólio de dívidas do falecido. O importante dessa regra é destacar que, se já houve partilha dos bens entres os herdeiros, a responsabilidade recairá sobre eles até o limite do quinhão que tenha recebido. 3 - ESPÉCIES DE EXECUÇÃO 3.1 - DISPOSIÇÕES GERAIS Como forma de compelir o devedor a cumprir com as mais diversas obrigações, temos a disciplina de procedimentos específicos. Assim, se a obrigação é de dar, temos o procedimento de execução para entrega de coisa; se a obrigação é de fazer ou não fazer, temos um procedimento específico para executá-las, que visa preferencialmente à prestação da tutela específica; e se a obrigação é pecuniária, temos a execução por quantia certa. Paralelamente, o NCPC disciplina também formas específicas de execução: contra a Fazenda Pública e de alimentos. Antes de estudarmos as hipóteses específicas, vamos analisar os arts. 797 a 805, doNCPC, que trazem conceitos gerais relativos às diversas espécies de execução. Vamos lá! Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 38 295 O art. 797 já foi estudado, pois explicita o princípio da máxima efetividade da execução. Vamos citá- lo novamente: Art. 797. Ressalvado o caso de insolvência do devedor, em que tem lugar o concurso universal, realiza-se a execução no interesse do exequente que adquire, pela penhora, o direito de preferência sobre os bens penhorados. Parágrafo único. Recaindo mais de uma penhora sobre o mesmo bem, cada exequente conservará o seu título de preferência. No art. 798, do NCPC, temos uma regra procedimental que orienta o exequente no ajuizamento da ação de execução. Essa ação deverá ser instruída com uma série de documentos e informações específicas. Leia com atenção: Art. 798. Ao propor a execução, incumbe ao exequente: I - INSTRUIR A PETIÇÃO INICIAL com: a) o título executivo extrajudicial; b) o demonstrativo do débito atualizado até a data de propositura da ação, quando se tratar de execução por quantia certa; c) a prova de que se verificou a condição ou ocorreu o termo, se for o caso; d) a prova, se for o caso, de que adimpliu a contraprestação que lhe corresponde ou que lhe assegura o cumprimento, se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a contraprestação do exequente; II - INDICAR: a) a espécie de execução de sua preferência, quando por mais de um modo puder ser realizada; b) os nomes completos do exequente e do executado e seus números de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica; c) os bens suscetíveis de penhora, sempre que possível. Parágrafo único. O demonstrativo do débito deverá conter: I - o índice de correção monetária adotado; II - a taxa de juros aplicada; III - os termos inicial e final de incidência do índice de correção monetária e da taxa de juros utilizados; IV - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso; V - a especificação de desconto obrigatório realizado. Ao apresentar a petição, o exequente deverá: instruí-la com o título executivo extrajudicial, com demonstrativo do débito atualizado na data da propositura. O demonstrativo de débito deve conter uma série de informações detalhadas. De acordo com o parágrafo único, do art. 798, deverá indicar: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 39 295 Além disso, se a obrigação envolver condição ou termo, deve o exequente provar o seu acontecimento, sob pena do título não ser exigível. Se a relação entre credor e devedor depender de ato a ser praticado pelo exequente (relações bilaterais), ele deverá comprovar o cumprimento da sua parte. indicar a espécie de execução (execução de obrigação de fazer, quantia certa...), qualificação das partes e os bens suscetíveis de penhora. O art. 799, do NCPC, trata da intimação de terceiros que podem ser afetados pela execução e, em razão disso, devem ser intimados para além do executado. A leitura atenta é o suficiente. Para a prova objetiva você não precisa se preocupar com todos esses conceitos, basta saber a literalidade do dispositivo. Além disso, esses conceitos são estudados no Direito Civil: Art. 799. INCUMBE AINDA AO EXEQUENTE: I - requerer a intimação do credor pignoratício, hipotecário, anticrético ou fiduciário, quando a penhora recair sobre bens gravados por penhor, hipoteca, anticrese ou alienação fiduciária; II - requerer a intimação do titular de usufruto, uso ou habitação, quando a penhora recair sobre bem gravado por usufruto, uso ou habitação; III - requerer a intimação do promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação ao qual haja promessa de compra e venda registrada; IV - requerer a intimação do promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo derivado de promessa de compra e venda registrada; V - requerer a intimação do superficiário, enfiteuta ou concessionário, em caso de direito de superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre imóvel submetido ao regime do direito de superfície, enfiteuse ou concessão; VI - requerer a intimação do proprietário de terreno com regime de direito de superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre direitos do superficiário, do enfiteuta ou do concessionário; VII - requerer a intimação da sociedade, no caso de penhora de quota social ou de ação de sociedade anônima fechada, para o fim previsto no art. 876, § 7o; VIII - pleitear, se for o caso, medidas urgentes; IX - proceder à averbação em registro público do ato de propositura da execução e dos atos de constrição realizados, para conhecimento de terceiros. DEVE CONSTAR DO DEMONSTRATIVO DE DÉBITO índice de correção monetária, com termos inicial e final de incidência taxa de juros, com termos inicial e final de incidência periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso especificação do desconto obrigatório realizado Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 40 295 Nas hipóteses acima, se não houver a intimação, a alienação do bem será considerada ineficaz em relação ao terceiro, conforme expõe o dispositivo abaixo. As pessoas citadas no art. 799 precisam ser intimadas da alienação para que sofram seus efeitos. Como elas possuem um direito sobre a coisa, a intimação da alienação é obrigatória, sob pena de ser ineficaz em relação ao terceiro. Art. 804. A alienação de bem gravado por penhor, hipoteca ou anticrese será ineficaz em relação ao credor pignoratício, hipotecário ou anticrético não intimado. § 1o A alienação de bem objeto de promessa de compra e venda ou de cessão registrada será ineficaz em relação ao promitente comprador ou ao cessionário não intimado. § 2o A alienação de bem sobre o qual tenha sido instituído direito de superfície, seja do solo, da plantação ou da construção, será ineficaz em relação ao concedente ou ao concessionário não intimado. § 3o A alienação de direito aquisitivo de bem objeto de promessa de venda, de promessa de cessão ou de alienação fiduciária será ineficaz em relação ao promitente vendedor, ao promitente cedente ou ao proprietário fiduciário não intimado. § 4o A alienação de imóvel sobre o qual tenha sido instituída enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso será ineficaz em relação ao enfiteuta ou ao concessionário não intimado. § 5o A alienação de direitos do enfiteuta, do concessionário de direito real de uso ou do concessionário de uso especial para fins de moradia será ineficaz em relação ao proprietário do respectivo imóvel não intimado. § 6o A alienação de bem sobre o qual tenha sido instituído usufruto, uso ou habitação será ineficaz em relação ao titular desses direitos reais não intimado. Na sequência das regras gerais, vamos analisar o art. 800, que trata das obrigações alternativas. Essas obrigações se caracterizam pela existência de uma unidade de vínculo e pluralidade de prestação, liberando-se o obrigado mediante o adimplemento de uma só delas7. Há, portanto, duas ou mais formas de cumprir a obrigação. Em regra, o devedor irá escolher entre as formas de prestá-la. Contudo, se ela couber ao credor ou se o devedor não o fizer no prazo de 10 dias に ou outro que conste do contrato に cabe ao devedor fazê-lo. Veja: Art. 800. Nas obrigações alternativas, quando a escolha couber ao devedor, esse será citadopara exercer a opção e realizar a prestação dentro de 10 (DEZ) DIAS, se outro prazo não lhe foi determinado em lei ou em contrato. § 1o Devolver-se-á ao credor a opção, se o devedor NÃO a exercer no prazo determinado. § 2o A escolha será indicada na petição inicial da execução quando couber ao credor exercê-la. Assim... 7 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 874. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 41 295 O art. 801, do NCPC, trata do direito à emenda a fim de evitar o indeferimento da petição inicial de execução, caso o juiz verifique alguma irregularidade ou a falta de algum documento indispensável (por exemplo, o título executivo extrajudicial). Assim, em nome do princípio da cooperação e da impossibilidade de decisões surpresas, o magistrado intimará a parte autora para, no prazo de 15 dias, emendar a petição. Art. 801. Verificando que a petição inicial está incompleta ou que não está acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da execução, o juiz determinará que o exequente a corrija, no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, sob pena de indeferimento. O art. 802, do NCPC, por sua vez, fixa que a ordem judicial para citação interrompe a prescrição e será considerada a partir da propositura da ação, ainda que o despacho emane de juízo incompetente. Por exemplo, a parte ingressa com a ação em 01/02/2017 e o despacho ordenador é publicado em 05/02/2017. Nesse caso, independentemente de o despacho ter sido lançado pelo juízo efetivamente competente, considera-se interrompida a prescrição desde dia 01/02/2017. É isso que descreve o art. 802, do NCPC: Art. 802. Na execução, o despacho que ordena a citação, desde que realizada em observância ao disposto no § 2o do art. 240, interrompe a prescrição, ainda que proferido por juízo incompetente. Parágrafo único. A interrupção da prescrição retroagirá à data de propositura da ação. Ainda sobre o art. 802, do NCPC, veja o que nos ensina a doutrina8: Um dos efeitos da propositura da ação de execução é a interrupção da prescrição, desde que a inicial seja deferida pelo juiz e que a citação do devedor seja promovida em dez dias, isto é, providenciada, com o fornecimento do endereço do devedor, o pagamento da diligência e outras providências a cargo do exequente. Existem algumas situações que obstam a execução. Assim, considera-se o procedimento nulo. Confira: Art. 803. É NULA a execução se: I - o título executivo extrajudicial NÃO corresponder a obrigação certa, líquida e exigível; II - o executado NÃO for regularmente citado; 8 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1131. EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO ALTERNATIVA regra: escolha pelo devedor exceção: se o devedor não indicar no prazo (10 dias ou que prever o contrato) ou se couber ao credor Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 42 295 III - for instaurada antes de se verificar a condição ou de ocorrer o termo. Parágrafo único. A nulidade de que cuida este artigo será pronunciada pelo juiz, de ofício ou a requerimento da parte, independentemente de embargos à execução. Antes de analisarmos as três hipóteses de nulidade previstas acima, fixe: Podem ser pronunciadas de ofício ou a requerimento do executado; e Quando ocorrer a requerimento do executado, pode ser requerido por simples petição, sendo desnecessário oposição de embargos à execução. O primeiro inciso trata da ausência das características que permitem a execução de determinado título extrajudicial. Assim, se incerta, ilíquida ou inexigível, a obrigação é nula à execução. A segunda hipótese retrata problema na integração do réu à lide, o que fulmina a validade do procedimento pelo completo prejuízo ao exercício do contraditório. A terceira hipótese envolve títulos executivos extrajudiciais que dependem de implemento do termo ou condição para que possam se tornar exigíveis. Enquanto não ocorrer o termo ou for implementada a condição prevista, não há como executar o título por ausência de exigibilidade. Para a prova... Nesses casos, de acordo com a doutrina, admite-se a utilização da exceção de pré-executividade. Já analisamos o art. 804 acima, assim como o art. 805, que arrola o princípio do menor sacrifício para o credor. Com isso, finalizamos as regras gerais das execuções em espécie. 4 - EXECUÇÃO PARA A ENTREGA DE COISA Essa espécie de execução abrange duas subespécies. NULIDADE DA EXECUÇÃO Hipóteses: Obrigação incerta, ilíquida ou inexigível. Irregularidade de citação. Não ocorrência de termo ou condição do título. Pronunciamento de ofício ou a requerimento (independe de embargos) Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 43 295 4.1 - ENTREGA DE COISA CERTA Em relação à execução para entrega de coisa certa, temos a disciplina dos arts. 806 a 810, do NCPC. A coisa certa, segundo a doutrina9, é a coisa previamente determinada e perfeitamente identificada pelas suas características. De acordo com o art. 806, do NCPC, o executado será citado para, no prazo de 15 dias, efetuar a entrega do bem. Caso a obrigação não seja cumprida no prazo, no próprio mandado de citação, o magistrado deixará fixada a aplicação de multa que possa incentivar o executado a cumprir com a entrega no prazo fixado. Além disso, constará também do mandado ordem para imissão de posse (bem imóvel) ou de busca e apreensão (bem móvel). Art. 806. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa, constante de título executivo extrajudicial, será citado para, em 15 (QUINZE) DIAS, satisfazer a obrigação. § 1º Ao despachar a inicial, o juiz poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação, ficando o respectivo valor sujeito a alteração, caso se revele insuficiente ou excessivo. § 2º Do mandado de citação constará ordem para imissão na posse ou busca e apreensão, conforme se tratar de bem imóvel ou móvel, cujo cumprimento se dará de imediato, se o executado não satisfizer a obrigação no prazo que lhe foi designado. A ideia de, no próprio mandato de citação, constar a previsão de multa de ordem de imissão de ヮラゲゲWàラ┌àSWàH┌ゲI;àWà;ヮヴWWミゲ?ラàYàさキミIWミデキ┗;ヴざàラàW┝WI┌デ;Sラà;àI┌マヮヴキヴàさ┗ラノ┌ミデ;ヴキ;マWミデWざがàゲラHàヮWミa de serem desencadeadas outras consequências negativas para o executado. Assim, citado, o executado pode: entregar a coisa, situação em que aplicamos a regra do art. 807, abaixo; apresentar embargos à execução (que remete ao estudo dos arts. 914 e seguintes do NCPC); ou não se manifestar, hipótese em que será executada a ordem de imissão de posse ou de busca e apreensão. Citado, se o executado efetuar a entrega, será lavrado termo declarando satisfeita a obrigação. A execução somente prosseguirá para cobrança de eventuais frutos do bem ou de ressarcimento de prejuízos, se existirem. Confira: 9 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 877. EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA certa incerta Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 44 295 Art. 807. Se o executadoentregar a coisa, será lavrado o termo respectivo e considerada satisfeita a obrigação, prosseguindo-se a execução para o pagamento de frutos ou o ressarcimento de prejuízos, se houver. O art. 808, do NCPC, prevê a possibilidade de o exequente reclamar o bem contra terceiros, no caso de alienação de coisa já litigiosa. O importante desse dispositivo para a nossa prova é a previsão de que somente será ouvido o terceiro se depositar a coisa em juízo. Art. 808. Alienada a coisa quando já litigiosa, será expedido mandado contra o terceiro adquirente, que SOMENTE será ouvido após depositá-la. O que o art. 808, do NCPC, estabelece é a possibilidade de o réu ingressar ou não contra terceiro. Caso não opte por reclamar o bem contra terceiro, o exequente poderá requerer indenização. Além disso, nem sempre o recebimento da coisa será possível. O art. 809, do NCPC, esclarece que, nas situações em que houver deterioração do bem, ele não for entregue, não for encontrada ou o exequente não a reclamar contra terceiro, o exequente poderá optar pelo recebimento do valor da coisa além de perdas e danos. Confira: Art. 809. O exequente tem direito a receber, além de perdas e danos, o valor da coisa, quando essa se deteriorar, não lhe for entregue, não for encontrada ou não for reclamada do poder de terceiro adquirente. § 1º NÃO constando do título o valor da coisa e sendo impossível sua avaliação, o exequente apresentará estimativa, sujeitando-a ao arbitramento judicial. § 2º Serão apurados em liquidação o valor da coisa e os prejuízos. Assim: O art. 810, do NCPC, por sua vez, prevê a possibilidade de indenização de benfeitorias que tenham sido acrescidas ao imóvel pelo executado ou por terceiros. De acordo com a doutrina10: Se houver benfeitorias a serem indenizadas, terá o devedor direito à retenção, hipótese em que a execução só prosseguirá depois do depósito do valor daquelas. Apurado saldo em favor do executado ou de terceiros, o credor 10 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1134. RECEBIMENTO DO VALOR DA COISA + PERDAS E DANOS deterioração da coisa não entrega da coisa não for encontrada a coisa não for reclamada a coisa em poder de terceiro Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 45 295 deverá depositá-lo em juízo para que possa levantar a coisa. Já se o saldo for favorável ao exequente, o credor, este poderá cobrá-lo nos autos da execução. Confira o dispositivo: Art. 810. Havendo benfeitorias indenizáveis feitas na coisa pelo executado ou por terceiros de cujo poder ela houver sido tirada, a liquidação prévia é obrigatória. Parágrafo único. Havendo saldo: I - em favor do executado ou de terceiros, o exequente o depositará ao requerer a entrega da coisa; II - em favor do exequente, esse poderá cobrá-lo nos autos do mesmo processo. As benfeitorias constituem toda obra realizada no bem com a finalidade de conservá-lo, incrementá- lo ou embelezá-lo. Prevê o dispositivo acima que o exequente terá que depositar em favor do executado ou de terceiro o valor referente às benfeitorias a fim de que possa receber o bem requerido. 4.2 - ENTREGA DE COISA INCERTA Os arts. 811 a 813 tratam especificamente da entrega de coisa incerta, compreendida11 como aquela determinável ao tempo do adimplemento pelo gênero e pela quantidade. É o exemplo de obrigação assumida de entregar um boi de determinada raça. Nesses casos, o executado será citado para que entregue a coisa individualizada se a obrigação lhe competir. Por outro lado, se a individualização da coisa couber ao exequente, ele deverá fazê-lo na petição inicial. Art. 811. Quando a execução recair sobre coisa determinada pelo gênero e pela quantidade, o executado será citado para entregá-la individualizada, se lhe couber a escolha. Parágrafo único. Se a escolha couber ao exequente, esse deverá indicá-la na petição inicial. Independentemente de quem for o responsável pela individualização da coisa incerta, uma vez indicada, corre prazo de 15 dias para impugnar a indicação efetuada. Assim, se a individualização ficar a cargo do exequente, o executado terá prazo de 15 dias para impugnar. Caso o executado seja citado para individualizar o bem, o exequente terá 15 dias para impugnar a individualização. Art. 812. Qualquer das partes poderá, no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, impugnar a escolha feita pela outra, e o juiz decidirá de plano ou, se necessário, ouvindo perito de sua nomeação. Uma vez individualizado o bem, teremos seguimento da execução, de acordo com as regras que vimos em relação à entrega de coisa certa. Art. 813. Aplicar-se-ão à execução para entrega de coisa incerta, no que couber, as disposições da Seção I deste Capítulo. 11 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 877. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 46 295 Para a prova.... 5 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER OU DE NÃO FAZER Vamos começar com um conceito doutrinário12: Obrigação de fazer é aquela em que o devedor se comprometeu a prestar um ato positivo, por exemplo, construir um muro, escrever um livro. Obrigação de não fazer é aquela em que o devedor assume o compromisso de se abster de praticar determinado ato, como não construir edifício com mais de três andares, não impedir a passagem do vizinho. Assim, ajuizada ação de execução de obrigação de fazer ou não fazer em face de terminado título executivo extrajudicial, a prestação da tutela jurisdicional se dará por intermédio de multa, que tem por finalidade propiciar que a obrigação seja cumprida ou não. Art. 814. Na execução de obrigação de fazer ou de não fazer fundada em título extrajudicial, ao despachar a inicial, o juiz fixará multa por período de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida. Parágrafo único. Se o valor da multa estiver previsto no título e for excessivo, o juiz poderá reduzi-lo. A multa constitui espécie de ordem (natureza mandamental), a fim de que seja atendida a obrigação. 5.1 - OBRIGAÇÃO DE FAZER No caso específico de obrigação de fazer, o magistrado citará o executado para que cumpra a obrigação no prazo fixado, sob pena de multa. 12 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1136. ひO executado será citado para entregar no prazo de 15 dias. ひCitado, o executado poderá: ひA) entregar a coisa, hipótese em que haverá execução de frutos, ou eventuais ressarcimentos; ひB) apresentar embargos à execução; ou ひC) não se manifestar, hipótese em que será executada a ordem de imissão de posse ou de busca e apreensão. ひBenfeitorias devem ser indenizadas pelo exequente, podendo o executado exercer o direito de retenção. EXECUÇÃO DE COISA CERTA ひFaz-se necessário, previamente, a individualização da coisa que, se for pelo réu, deve ocorrer na petição inicial ou, pelo executado, após a citação. ひAdmite-se a impugnação に pelo exequente ou executado に no prazo de 15 dias. ひIndividualizado, o procedimento segue a execução de coisa certa. EXECUÇÃO DE COISA INCERTA Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 47 295 Art. 815. Quando o objeto da execução for obrigação de fazer, o executado será citado para satisfazê-lano prazo que o juiz lhe designar, se outro não estiver determinado no título executivo. Uma vez citado, o executado poderá efetuar a obrigação na forma descrito no título ou apresentar embargos à execução no prazo e 15 dias. Art. 816. Se o executado NÃO satisfizer a obrigação no prazo designado, é lícito ao exequente, nos próprios autos do processo, requerer a satisfação da obrigação à custa do executado ou perdas e danos, hipótese em que se converterá em indenização. Parágrafo único. O valor das perdas e danos será apurado em liquidação, seguindo-se a execução para cobrança de quantia certa. Art. 817. Se a obrigação puder ser satisfeita por terceiro, é lícito ao juiz autorizar, a requerimento do exequente, que aquele a satisfaça à custa do executado. Parágrafo único. O exequente adiantará as quantias previstas na proposta que, ouvidas as partes, o juiz houver aprovado. Caso não seja atendida a ordem judicial de cumprimento, o exequente poderá: requerer conversão da obrigação em perdas e danos, na forma do art. 816, do NCPC; ou requerer que seja determinado o fazimento da obrigação à custa do executado, na forma do art. 817, do NCPC: O art. 818, do NCPC, por sua vez, trata do cumprimento da obrigação. Nesse casos, se a parte executada cumprir com a obrigação de fazer, ambos serão intimados a se manifestarem para apresentar eventuais impugnações no prazo de 10 dias. Sem qualquer irresignação, os autos serão extintos com a declaração de cumprimento. Art. 818. Realizada a prestação, o juiz ouvirá as partes no PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS e, não havendo impugnação, considerará satisfeita a obrigação. Parágrafo único. Caso haja impugnação, o juiz a decidirá. Caso a responsabilidade por executar a obrigação seja transferida a terceiro, e esse não a cumprir no prazo determinado ou cumprir, porém, de modo incompleto ou defeituoso, o exequente poderá requerer ao juiz que, no prazo de 10 dias, autorize a conclusão à custa do contratante. Art. 819. Se o terceiro contratado não realizar a prestação no prazo ou se o fizer de modo incompleto ou defeituoso, poderá o exequente requerer ao juiz, no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, que o autorize a concluí-la ou a repará-la à custa do contratante. Parágrafo único. Ouvido o contratante no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, o juiz mandará avaliar o custo das despesas necessárias e o condenará a pagá-lo. A situação acima aplica-se, portanto, nas hipóteses em que o executado contrata terceiro para que execute a obrigação constante do título executivo extrajudicial. É possível, entretanto, que a execução se dê por conta do exequente. Nesse caso, ele irá controlar a execução dos trabalhos necessários. O art. 820, do NCPC, prevê que, se o executado pretender a utilização de terceiros para execução da obrigação de fazer, o exequente terá direito de preferência para optar pela execução ou determinação de quem faça, podendo exercer tal opção no prazo de cinco dias. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 48 295 Art. 820. Se o exequente quiser executar ou mandar executar, sob sua direção e vigilância, as obras e os trabalhos necessários à realização da prestação, terá preferência, em igualdade de condições de oferta, em relação ao terceiro. Parágrafo único. O direito de preferência deverá ser exercido no prazo de 5 (cinco) dias, após aprovada a proposta do terceiro. Por fim, se a obrigação de fazer for pessoal, o juiz irá assinalar prazo para o cumprimento pelo próprio executado. Em não sendo cumprida, converte-se a obrigação em perdas e danos, que passará a ser executada como obrigação de pagar quantia certa. Art. 821. Na obrigação de fazer, quando se convencionar que o executado a satisfaça pessoalmente, o exequente poderá requerer ao juiz que lhe assine prazo para cumpri-la. Parágrafo único. Havendo recusa ou mora do executado, sua obrigação pessoal será convertida em perdas e danos, caso em que se observará o procedimento de execução por quantia certa. 5.2 - OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER Em relação à obrigação de não fazer, temos dois dispositivos no NCPC. Confira: Art. 822. Se o executado praticou ato a cuja abstenção estava obrigado por lei ou por contrato, o exequente requererá ao juiz que assine prazo ao executado para desfazê-lo. Art. 823. Havendo recusa ou mora do executado, o exequente requererá ao juiz que mande desfazer o ato à custa daquele, que responderá por perdas e danos. Parágrafo único. NÃO sendo possível desfazer-se o ato, a obrigação resolve-se em perdas e danos, caso em que, após a liquidação, se observará o procedimento de execução por quantia certa. O cumprimento da obrigação de não fazer abrange também a de desfazer. Assim, caso haja receio de que a parte irá efetuar a prestação quando não o pode fazer em face de um título perante a parte, o interessado poderá ingressar com a tutela em juízo. Caso haja execução, incide a multa. Por outro lado, caso executado, o magistrado poderá impor multa para que a parte desfaça. Se a parte não desfizer, podemos ter a determinação para que haja desfazimento à custa do executado ou conversão em perdas e danos. 6 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA 6.1 - INTRODUÇÃO A partir desse ponto da aula nossa ocupação será a compreensão da execução de uma obrigação de dar específica: a entrega de dinheiro. Essa obrigação, por envolver a prestação de dinheiro に bem fungível por excelência に, é a mais comum no Direito Processual Civil. Em face disso, a execução por quantia certa recebe a disciplina mais detalhada dos procedimentos de execução. Para que você tenha ideia, vamos abranger, neste capítulo, o estudo dos arts. 824 a 909, todos do NCPC. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 49 295 Além disso, essa extensa regrativa se aplica também aos demais procedimentos de forma subsidiária. Podemos extrair de todo o procedimento de execução por quantia certa, quatro fases bem delimitadas: Antes de iniciarmos o estudo de cada uma dessas fases, segundo a disciplina do Código, vejamos alguns dispositivos gerais. 6.2 - DISPOSIÇÕES GERAIS O art. 824, do NCPC, enuncia a FINALIDADE da execução por quantia certa: prover tutela jurisdicional consistente em pagar dinheiro, a partir daquilo que consta do título executivo extrajudicial. Desse modo, realiza-se a execução pela expropriação: Art. 824. A execução por quantia certa realiza-se pela expropriação de bens do executado, ressalvadas as execuções especiais. De acordo com a doutrina13: A expropriação é um conjunto de técnicas processuais que visa a retirar do patrimônio do executado valores que sirvam para satisfação do exequente. Consiste na adjudicação (arts. 825, I, 876 e 877, CPC), na alienação por iniciativa particular ou em leilão público (arts. 825, II, e 879 e ss., CPC) ou na apropriação de frutos e rendimentos (art. 825, III e 866-869, CPC). Em síntese, a expropriação consiste no conjunto de atos processuais praticados na execução para, com o patrimônio do executado, satisfazer o crédito do exequente. 13 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1145. 1ª fase ひproposição 2ª fase ひapreensão de bens 3ª fase ひexpropriação 4ª fase ひpagamento Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 50 295 O art. 825, do NCPC, estabelece três formas de expropriação: Art. 825. A expropriação consiste em: I - adjudicação; II - alienação; III - apropriação de frutos e rendimentos de empresa ou de estabelecimentos e de outros bens. Segundoo NCPC: Vamos desenvolver cada uma dessas formas de expropriação ao longo do nosso estudo. Contudo, é fundamental que você, desde já, se ambiente com os conteúdos. A alienação e a apropriação de frutos e rendimento são conceitos que não geram dificuldades. Mas o que é adjudicação? A adjudicação, na realidade, é a passagem dos bens do devedor para o credor como forma de quitação dos bens penhorados para satisfação do crédito. Trata-se, a grosso modo, de uma alienação específica para o credor dos bens do devedor. Conceituado o instituto, confira, na sequência, o art. 826, do NCPC: Art. 826. Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode, a todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da dívida, acrescida de juros, custas e honorários advocatícios. Remir significa pagar! Remir a execução é o ato pelo qual o executado efetua o pagamento ou a consignação integral do crédito e das despesas processuais (juros, custas e honorários). Além disso, é importante ter em mente que o instituto da remição somente poderá ser utilizado até a adjudicação ou a alienação dos bens. Portanto, quando os bens forem repassados ao credor ou vendidos a terceiros, não há possibilidade de remição da execução pelo executado. Para a prova... FORMAS DE EXPROPRIAÇÃO adjudicação alienação apropriação de frutos e rendimentos Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 51 295 6.3 - CITAÇÃO DO DEVEDOR E DO ARRESTO Nesse ponto, vamos iniciar a primeira fase: proposição. 6.3.1 - Honorários do advogado A proposição se dá com o ajuizamento da ação de execução. Como o título é executivo e podemos pressupor que a parte está devendo, o juiz, ao despachar a inicial, traz ┌マàさキミIWミデキ┗ラざàヮ;ヴ;àケ┌Wàラà executado efetue o pagamento da dívida. Assim, o juiz, ao citar o executado, já informa, de antemão, a cobrança de honorários em 10% sobre o valor da execução. Esse percentual, contudo, poderá ser reduzido para 5% (metade) se o executado efetuar o pagamento em TRÊS DIAS. Se ele não pagar nesse prazo, o oficial fará a penhora dos bens conforme informação do exequente, na forma do art. 829, do NCPC. Dessa citação, o executado poderá opor os embargos à execução, no prazo de 15 dias, contudo, ficará ciente de que, se esses embargos forem rejeitados, a condenação em honorários poderá atingir 20% do valor da execução. A ideia, portanto, é que, dada a pressuposição de higidez e validade do título, o devedor pague logo! Veja: Art. 827. Ao despachar a inicial, o juiz fixará, de plano, os honorários advocatícios de dez por cento, a serem pagos pelo executado. § 1o No caso de integral pagamento no prazo de 3 (TRÊS) DIAS, o valor dos honorários advocatícios será REDUZIDO PELA METADE. § 2o O valor dos honorários poderá ser elevado até vinte por cento, quando rejeitados os embargos à execução, podendo a majoração, caso não opostos os embargos, ocorrer ao final do procedimento executivo, levando-se em conta o trabalho realizado pelo advogado do exequente. Para a prova... REMIÇÃO Ato pelo qual o executado paga ou consigna em pagamento o montante da execução (valor devido, juros, custas e honorários) é admissível ATÉ a adjudicação ou alienação. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 52 295 6.3.2 - Averbação da execução nos registros Uma vez admitida a execução, haverá o seu processamento para busca dos bens do devedor. Assim, a fim de evitar que o devedor se desfaça de eventuais bens que possua, o exequente poderá obter uma certidão que informe basicamente a execução contra o devedor, a identificação das partes e o valor da causa. Com essa certidão, o exequente poderá averbá-la nos registros de imóveis, de veículos e de outros bens passíveis de penhora, arresto ou indisponibilidade de forma a dar ciência ampla e geral de que há uma execução contra os bens daquela pessoa. Eventual alienação ou oneração de bens, após a averbação, presume-se realizada com fraude contra a execução de forma que esse ato é ineficaz em relação ao exequente. Uma vez efetuada a averbação da execução perante os registros, o exequente deve informar no processo, no prazo de 10 dias. Isso é importante, pois se houver penhora de bens, cancelamento da execução por qualquer motivo, tais averbações devem ser desfeitas. Assim, estabelece o dispositivo abaixo que, se for determinada a penhora de bens, o exequente tem 10 dias para efetuar o cancelamento da averbação. Caso não o faça no prazo, o próprio magistrado determinará o cancelamento de ofício. Todas essas informações constam do art. 828, do NCPC: Art. 828. O exequente poderá obter certidão de que a execução foi admitida pelo juiz, com identificação das partes e do valor da causa, para fins de averbação no registro de imóveis, de veículos ou de outros bens sujeitos a penhora, arresto ou indisponibilidade. § 1o No PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS de sua concretização, o exequente deverá comunicar ao juízo as averbações efetivadas. § 2o Formalizada penhora sobre bens suficientes para cobrir o valor da dívida, o exequente providenciará, no PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS, o cancelamento das averbações relativas àqueles não penhorados. § 3o O juiz determinará o cancelamento das averbações, de ofício ou a requerimento, caso o exequente não o faça no prazo. § 4o PRESUME-SE em fraude à execução a alienação ou a oneração de bens efetuada após a averbação. § 5o O exequente que promover averbação manifestamente indevida ou não cancelar as averbações nos termos do § 2o indenizará a parte contrária, processando-se o incidente em autos apartados. De tudo isso, tome nota do essencial: ひPode pagar em três dias, hipótese em que os honorários serão de 5%. ひPode não pagar, hipótese em que os honorários serão de 10%. ひPode apresentar embargos à execução no prazo de 15 dias, hipótese em que, se rejeitados os embargos, os honorários poderão atingir 20%. CITADO, O EXECUTADO: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 53 295 Veja, o art. 829, já analisado: Art. 829. O executado será citado para pagar a dívida no PRAZO DE 3 (TRÊS) DIAS, contado da citação. § 1o Do mandado de citação constarão, também, a ordem de penhora e a avaliação a serem cumpridas pelo oficial de justiça tão logo verificado o não pagamento no prazo assinalado, de tudo lavrando-se auto, com intimação do executado. § 2o A penhora recairá sobre os bens indicados pelo exequente, SALVO se outros forem indicados pelo executado e aceitos pelo juiz, mediante demonstração de que a constrição proposta lhe será menos onerosa e não trará prejuízo ao exequente. É importante, ainda, uma referência ao §2º do artigo. Esse dispositivo prevê que a regra é a penhora sobre os bens apresentados pelo exequente. Contudo, o executado poderá indicar outros bens que serão objeto de análise e aceitação pelo juiz. Caso o oficial de justiça compareça para citar o executado e não o encontre, poderá arrestar os seus bens tantos quantos forem necessários para garantir a execução. O arresto trata-ゲWàSWà┌マ;àさヮヴY-ヮWミエラヴ;ざがàラ┌àゲWテ;がà┌マ;àマWSキS;àヮヴW┗Wミデキ┗;àケ┌WàキマヮノキI;à;à;ヮヴWWミゲ?ラà dos bens do devedor, pelo oficial de justiça, capazes de fazer frente ao valor devido. Após a realização do arresto, o oficial de justiça deverá comparecer novamente ao endereço do executado, por duas vezes em dias distintos, com a finalidade de citá-lo da execução. Caso não o encontre, temos duas possibilidades: Se houver suspeita de que o executado esteja se ocultando, o oficial de justiça poderá citá-lo com hora certa; ou Se for desconhecido o seu paradeiro, o exequenteserá intimado para indicar novo endereço ou requerer a citação por edital. Ocorrida a citação e decorrido o prazo de 3 dias para pagamento, teremos a conversão desse arresto em penhora. Essas informações constam do art. 830, abaixo destacado: Art. 830. Se o oficial de justiça NÃO encontrar o executado, arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. § 1o Nos 10 (DEZ) DIAS seguintes à efetivação do arresto, o oficial de justiça procurará o executado 2 (duas) vezes em dias distintos e, havendo suspeita de ocultação, realizará a citação com hora certa, certificando pormenorizadamente o ocorrido. § 2o Incumbe ao exequente requerer a citação por edital, uma vez frustradas a pessoal e a com hora certa. ひFornecimento de certidão ao exequente para averbar a pendência de execução contra o devedor. ひO exequente deve informar nos autos as averbações efetuadas no prazo de 10 dias. ひA partir da averbação, da alienação ou da oneração a terceiros presume-se feita com fraude. ひCom a penhora do valor suficiente para quitar o débito, as averbações devem ser canceladas pelo exequente em relação aos bens não penhorados no prazo de 10 dias (se não cumprir, o juiz determina de ofício). ADMITIDA A EXECUÇÃO Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 54 295 § 3o Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o arresto converter-se-á em penhora, independentemente de termo. Para a prova, é fundamental memorizar... Assim, com a citação temos o fim da primeira fase da execução, que envolve proposição. 6.4 - PENHORA, DEPÓSITO E AVALIAÇÃO 6.4.1 - Objeto da Penhora A constrição dos bens do executado, por intermédio da penhora, deve recair sobre o conjunto de bens necessários para o pagamento do valor da execução, que engloba o valor do principal atualizado, os juros, as custas e os honorários do advogado. Desse modo... Veja: Art. 831. A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios. Nem todos os bens do devedor podem ser executados. A regra é que todos os seus bens respondam pela dívida. Contudo, existem alguns bens que a legislação considera impenhoráveis ou inalienáveis. ARRESTO medida preventiva de apreensão judicial de bens do devedor (pré- penhora) com o arresto, o oficial de justiça deverá retornar ao endereço por duas vezes em horários distintos a fim de intimar o executado Havendo suspeita de ocultação, o oficial de justiça fará a citação por hora certa. Não havendo suspeita de ocultação, o exequente poderá requerer a citação por edital A PENHORA DEVE さCOBRIRざ valor do principal atualizado juros custas honorários do advogado Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 55 295 Art. 832. NÃO estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou inalienáveis. Impenhorabilidade e inalienabilidade são conceitos distintos. A inalienabilidade constitui uma qualidade jurídica imposta por lei ou por contrato para que um determinado bem não possa ser transferido para outra pessoa e também não seja submetido a ônus real. A impenhorabilidade, por seu turno, constitui um benefício concedido pela lei a determinados bens em específicos, os quais não ficam sujeitos à penhora. Segundo a doutrina14: A inalienabilidade abrange a impenhorabilidade. Todo bem inalienável é também impenhorável; a recíproca, entretanto, não é verdadeira, porquanto há bens que, embora impenhoráveis, são passíveis de alienação. Quanto à inalienabilidade: Quanto à impenhorabilidade devemos observar as regras previstas no art. 833 e 834, abaixo analisados. O art. 833 trata dos bens absolutamente impenhoráveis. O art. 834, do NCPC, por sua vez, trata dos bens relativamente impenhoráveis. A diferença básica entre ambos é que, embora os bens relativamente impenhoráveis também não possam ser alienados ou gravados com ônus real, é admissível que haja expropriação dos seus frutos e rendimentos, caso o devedor não possua outros bens que possam ser utilizados para quitar a dívida. De todo modo, vamos iniciar com a análise detalhada dos bens absolutamente impenhoráveis. O art. 833 prevê doze hipóteses, contudo, antes de estudar cada uma delas é fundamental que você compreenda que existem várias flexibilizações. Em determinadas situações, ou sob determinadas condições, bens absolutamente penhoráveis podem ser penhorados. São as exceções ao dispositivo! Para você entender: por exemplo, os bens que guarnecem a residência do executado, em regra, não serão penhoráveis. Mas se nessa residência houver um quadro famoso, de alto valor, esse quadro poderá ser objeto de penhora. Feito o alerta, vamos analisar o dispositivo: Art. 833. SÃO IMPENHORÁVEIS: I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; 14 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1149. INALINENABILIDADE Não podem ser vendidos os bens que, determinados por lei, ou gravados por cláusula, não possam ser vendidos ou gravados com ônus real Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 56 295 II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, SALVO os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida; III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, SALVO se de elevado valor; IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, RESSALVADO o § 2o [pagamento de obrigação alimentícia e valores superiores a 50 salários mínimos]; V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado; VI - o seguro de vida; VII - os materiais necessários para obras em andamento, SALVO se essas forem penhoradas; VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, DESDE QUE trabalhada pela família; IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social; X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos; XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei; XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra. Vamos destrinchar objetivamente cada uma das situações descritas acima, com as particularidades e exceções?! SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS BENS INALIENÁVEIS E AQUELES DECLARADOS POR ATO VOLUNTÁRIO. O bem que estiver gravado com a cláusula de inalienabilidade, na forma descrita nos arts. 1.711 a 1.722 do NCPC, não podem penhorados. Nesse inc. I está o bem de família que recebe, por intermédio da Lei nº 8.009/1990, a proteção legal da impenhorabilidade absoluta. Um exemplo de inalienabilidade por ato voluntário é o caso de testamento, no qual a pessoa transfere a herança com cláusula de impossibilidade de venda do bem. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS BENS DE USO PESSOAL, EXCETO OS DE ALTO VALOR. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS MÓVEIS, PERTENCES E UTILIDADES DOMÉSTICAS QUE GUARNECEM A RESIDÊNCIA DO EXECUTADO. Esses bens móveis aderem ao bem de família e, em razão disso, são impenhoráveis. Há, entretanto, uma mitigação. Se considerados de grande valor, esses bens podem ser penhorados. áàノWェキゲノ;N?ラàミ?ラàaキ┝ラ┌àラàケ┌WàWミデWミSWàヮラヴàさ;ノデラà┗;ノラヴざàSWàaラヴマ;àケ┌Wàラàテ┌キ┣àa;ヴ=àデ;ノà;ミ=ノキゲWàSWà;IラヴSラà com critérios de razoabilidade, a fim de determinar a penhorabilidade, ou não, dos bens que guarnecem a residência do executado. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS VESTUÁRIOS, SOLDO, REMUNERAÇÃO, PROVENTOS DE APOSENTADORIA, PENSÕES, PECÚLIO E MONTEPIOS E QUANTIAS RECEBIDAS POR LIBERALIDADE DE TERCEIROS DESTINADAS AO SUSTENTO DO EXECUTADO E DE SUA FAMÍLIA. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 57 295 A impenhorabilidade abrange o vestuário e aquilo que o devedor recebe a título de contraprestação em face do seu trabalho, que é destinado para o seu sustento e o sustento de sua família. O importante é você não esquecer que há duas exceções à impenhorabilidade da renda do trabalho. ➢ Quando o executado for devedor de obrigação alimentícia; e ➢ Quando o rendimento mensal for acima de 50 salários mínimos mensais. É ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEL O SEGURO DE VIDA. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS MATERIAIS NECESSÁRIOS À OBRA EM ANDAMENTO. Há uma relativização nesse caso. Se a própria obra estiver penhorada, os materiais para nela serem empregados também serão penhoráveis. É ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEL A PEQUENA PROPRIEDADE RURAL. Em relação à pequena propriedade rural, a impenhorabilidade somente existe se configuradas algumas condições: ➢ Deve ser usada pela família como tal; ➢ Deve observar as delimitações de lei específica, a Lei nº 8.629/1993, cuja área é entre 1 e 4 módulos. Essa mesma impenhorabilidade já é prevista no art. 5º, XXVI, da CF: XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS RECURSOS PÚBLICOS DESTINADOS À APLICAÇÃO EM ÁREA DE EDUCAÇÃO, SAÚDE OU ASSISTÊNCIA SOCIAL. De acordo com a doutrina15: Atendidos os requisitos legais, instituições privadas que atuem em atividades típicas do Estado, como educação, saúde e assistência social podem receber recursos públicos. Tais recursos, até em razão de sua natureza (públicos), são impenhoráveis, embora já liberados pelo poder público e creditado na conta bancária da instituição. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS RECURSOS DE POUPANÇA NO LIMITE DE 40 SALÁRIOS MÍNIMOS. Essa impenhorabilidade independe do número de poupanças que eventualmente o executado possua, se não ultrapassar a 40 salários mínimos somadas, não será penhorável. Além disso, é importante destacar que a impenhorabilidade se estende também a aplicações financeiras como fundos de investimentos, segundo a jurisprudência do STJ. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS RECURSOS PÚBLICOS DO FUNDO PARTIDÁRIO. Por força do art. 17, §3º, da CF, esses recursos constituem uma garantia constitucional ao partido político de forma que não podem ser penhorados. São recursos que possuem aplicação vinculada. 15 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1155. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 58 295 SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS OS CRÉDITOS ORIUNDOS DE UNIDADES IMOBILIÁRIA, SOB REGIME DE INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA, VINCULADOS À EXECUÇÃO DE OBRA. De acordo com esse inciso, o patrimônio de afetação não é passível de penhora, sob pena de desconfigurar a própria finalidade, que é garantir a entrega das unidades imobiliárias aos futuros adquirentes. Essa regra impenhorabilidade, contudo, comporta três exceções: ➢ Dívida relativa ao próprio bem; ➢ Quando o executado for devedor de obrigação alimentícia; e ➢ Quando o rendimento mensal for acima de 50 salários mínimos mensais. Para a prova... Assim, ao ser efetuada a penhora, os bens acima devem ser desconsiderados. Além disso, diante de um conjunto de bens que possam responder pelo débito do executado, o NCPC estabelece, no art. 835, uma ordem preferencial de penhora. Leia com atenção: Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem: I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira; II - títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado; III - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; IV - veículos de via terrestre; V - bens imóveis; VI - bens móveis em geral; VII - semoventes; VIII - navios e aeronaves; IX - ações e quotas de sociedades simples e empresárias; ひOs bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução. ひOs bens que guarnecem a residência, exceto os de さ;ノデラ ┗;ノラヴざ. ひOs bens de uso pessoal do executado, exceto os de さ;ノデラ ┗;ノラヴざ. ひOs rendimentos da pessoa, exceto para pagamento de obrigação alimentícia e valores mensais superiores a 50 salários mínimos. ひOs bens necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado. ひO seguro de vida. ひOs materiais necessários para obras em andamento, exceto se a obra estiver penhorada. ひA pequena propriedade rural (conforme lei e para ser usada pela família). ひOs recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social. ひA quantia depositada em caderneta de poupança até 40 salários-mínimos. ひOs recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político. ひOs créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra. SÃO ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 59 295 X - percentual do faturamento de empresa devedora; XI - pedras e metais preciosos; XII - direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em garantia; XIII - outros direitos. Essa ordem não tem caráter absoluto, como consta do caput ela é preferencial, de forma que algumas circunstâncias devem ser levadas em consideração, tal como a vantagem para o executado e a ausência de prejuízo para o exequente. Nesse contexto, está, inclusive, a Súmula STJ 417: Súmula STJ 417 Na execução civil, a penhora de dinheiro na ordem de nomeação de bens não tem caráter absoluto. Veja, ainda, o §1º abaixo: § 1o É prioritária a penhora em dinheiro, podendo o juiz, nas demais hipóteses, alterar a ordem prevista no caput de acordo com as circunstâncias do caso concreto. Não parece haver uma contradição? O entendimento que tem se formado é no sentido de que o dinheiro deve ser considerado como prioritário para realização da penhora. Contudo, em circunstâncias excepcionais é admissível que essa prioridade seja flexibilizada, de modo que não é absoluta a regra. O §2º, abaixo citado, prevê que a substituição da penhora pode se dar por fiança bancária e seguro garantia são equiparados ao dinheiro, desde que o valor não seja inferior ao valor devido mais 30. § 2o Para fins de substituição da penhora, equiparam-se a dinheiro a fiança bancária e o seguro garantia judicial, desde que em valor NÃO inferior ao do débito constante da inicial, acrescido de trinta por cento. A fiança bancária é uma espécie de contrato por intermédiodo qual o banco, na qualidade de fiador, garante o cumprimento de uma obrigação do seu cliente, o afiançado. O seguro garantia judicial é modalidade de contrato de seguro, por intermédio do qual o potencial devedor contrata serviço a fim de garantir o pagamento dos valores necessários no trâmite de determinado processo judicial. Desse modo, se determinada pessoa deve R$ 100.000,00, ela poderá pedir em substituição a uma penhora de aplicação de fundos, a penhora de fiança bancária ou de seguro garantia real, desde que eles atinjam montante igual ou superior a R$ 130.000,00. A fiança bancária e o seguro garantia judicial constituem opções eficientes sob o prisma da análise econômica do direito, de modo reduzir eventuais efeitos prejudiciais da penhora, na medida em que desonera os ativos de sociedades empresárias que estejam submetidas à execução. Por outro lado, a substituição não altera a condição do credor, dado que a eficácia tanto da fiança bancária como do seguro garantia judicial é equivalente ao dinheiro, de modo que o exequente receberá a soma pretendida. Segundo o STJ16がàさpor serem automaticamente conversíveis em dinheiro ao final do feito executivo, a fiança bancária e o seguro garantia judicial acarretam a harmonização 16 REsp 1.691.748/PR, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, 3ª Turma, DJe 17/11/2017. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 60 295 entre o princípio da máxima eficácia da execução para o credor e o princípio da menor onerosidade para o executadoざく Veja, ainda, o §3º, cuja leitura é o suficiente: § 3o Na execução de crédito com garantia real, a penhora recairá sobre a coisa dada em garantia, e, se a coisa pertencer a terceiro garantidor, este também será intimado da penhora. O art. 836 já foi analisado. Ele prevê que, nas hipóteses em que o valor dos bens passíveis de penhora não for suficiente para pagar nem mesmo as custas da execução, a penhora não deve ser efetuada. Art. 836. NÃO se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução. § 1o Quando não encontrar bens penhoráveis, independentemente de determinação judicial expressa, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica. § 2o Elaborada a lista, o executado ou seu representante legal será nomeado depositário provisório de tais bens até ulterior determinação do juiz. Vejamos um esquema para memorizar a ordem preferencial da penhora: O R D EM P R EF ER EN C IA L D E P EN H O R A dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado títulos e valores mobiliários com cotação em mercado veículos de via terrestre bens imóveis bens móveis em geral semoventes navios e aeronaves ações e quotas de sociedades simples e empresárias percentual do faturamento de empresa devedora pedras e metais preciosos direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em garantia outros direitos Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 61 295 6.4.2 - Documentação da Penhora, de seu Registro e do Depósito Nos arts. 837 a 844, do NCPC, temos a disciplina procedimental referente à documentação da penhora, do registro e do depósito. São dispositivos que não iremos trazer maiores peculiaridades, pelo que faremos uma análise objetiva. De toda sorte, é fundamental a leitura atenta desses artigos. O art. 837, do NCPC, prevê a possibilidade de comunicação eletrônica da penhora: Art. 837. Obedecidas as normas de segurança instituídas sob critérios uniformes pelo Conselho Nacional de Justiça, a penhora de dinheiro e as averbações de penhoras de bens imóveis e móveis podem ser realizadas por meio eletrônico. Trata-se de instrumento que viabiliza a penhora de dinheiro ou de bens pela via eletrônica. A penhora sempre será realizada por auto ou termo, contudo, na praxe forense essa modalidade é SWミラマキミ;S;àSWàさヮWミエラヴ;àWノWデヴレミキI;ざがàデ;ノàIラマラà;àヮWミエラヴ;àラミ-line, via BACEN-JUD, de recursos do executado. A forma de realização da penhora consta, justamente, do art. 838, do NCPC, a ser analisado na sequência: Art. 838. A penhora será realizada mediante auto ou termo, que conterá: I - a indicação do dia, do mês, do ano e do lugar em que foi feita; II - os nomes do exequente e do executado; III - a descrição dos bens penhorados, com as suas características; IV - a nomeação do depositário dos bens. O dispositivo acima descreve o que deve constar da documentação da penhora. Note que é necessário descrever de forma pormenorizada o ato e as indicações das partes e do depositário. Após a apreensão e documentação da penhora, temos o depósito. Art. 839. Considerar-se-á feita a penhora mediante a apreensão e o depósito dos bens, lavrando-se um só auto se as diligências forem concluídas no mesmo dia. Parágrafo único. Havendo mais de uma penhora, serão lavrados autos individuais. O depósito envolve a escolha de uma pessoa a quem será confiada a guarda do bem durante o processo de execução. Esse depositário deverá guardar e zelar pela conservação do bem. O art. 840, do NCPC, estabelece quem deverá ser o depositário em face da variedade de bens que podem ser penhorados. Leia com atenção: Art. 840. Serão preferencialmente depositados: I - as quantias em dinheiro, os papéis de crédito e as pedras e os metais preciosos, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal ou em banco do qual o Estado ou o Distrito Federal possua mais da metade do capital social integralizado, ou, na falta desses estabelecimentos, em qualquer instituição de crédito designada pelo juiz; II - os móveis, os semoventes, os imóveis urbanos e os direitos aquisitivos sobre imóveis urbanos, em poder do depositário judicial; III - os imóveis rurais, os direitos aquisitivos sobre imóveis rurais, as máquinas, os utensílios e os instrumentos necessários ou úteis à atividade agrícola, MEDIANTE CAUÇÃO IDÔNEA, em poder do executado. Algumas observações, que constam dos §§: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 62 295 Caso não haja depositário judicial, os móveis, os semoventes e os imóveis urbanos penhorados ficam sob o encargo do exequente. Os móveis ficarão depositados com o executado quando for de difícil remoção. Pedras e metais precisos devem ser depositados com registro do valor estimado de resgate. Veja: § 1o No caso do inciso II do caput, se não houver depositário judicial, os bens ficarão em poder do exequente. § 2o Os bens poderão ser depositados em poder do executado nos casos de difícil remoção ou quando anuir o exequente. § 3o As joias, as pedras e os objetos preciosos deverão ser depositados com registro do valor estimado de resgate. Em síntese... Dinheiro, crédito, pedras e metais preciosos Banco público Móveis, semoventes e imóveis urbanos Depositário judicial (se não houver, fica com o exequente) Imóveis rurais e maquinário agrícola Executado (mediante caução) * móveis e semoventes podem ficar com o executado se forem de difícil remoção. Quanto ao art. 841, do NCPC, é importante saber que, após formalizada a penhora, deve ser intimado o executado: Art. 841. Formalizada a penhora por qualquer dos meios legais, dela será imediatamente intimado o executado. § 1o A intimação da penhora será feita ao advogado do executado ou à sociedadede advogados a que aquele pertença. § 2o Se não houver constituído advogado nos autos, o executado será intimado pessoalmente, de preferência por via postal. § 3o O disposto no § 1o NÃO se aplica aos casos de penhora realizada na presença do executado, que se reputa intimado. § 4o Considera-se realizada a intimação a que se refere o § 2o quando o executado houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do art. 274. O art. 842, do NCPC, é importante! Prevê o dispositivo que, em relação à penhora de bens imóveis ou garantia real sobre bens imóveis, há a necessidade de intimação do cônjuge, por se tratar de bem comum ao casal. Tal intimação apenas não ocorrerá em caso de casamento em regime de separação absoluta de bens. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 63 295 Art. 842. Recaindo a penhora sobre bem imóvel ou direito real sobre imóvel, será intimado também o cônjuge do executado, SALVO se forem casados em regime de separação absoluta de bens. O art. 843, do NCPC, trata da execução de bem indivisível. Por exemplo, temos um imóvel que é de copropriedade de cinco irmãos. Um deles é executado e o único bem passível de penhora é esse imóvel. Trata-se de um bem indivisível e, portanto, algumas particularidades devem ser observadas: Em caso de alienação para utilização da quota-parte para pagar o débito, os demais coproprietários ou cônjuge têm preferência na arrematação. Não se admite alienação em valor inferior ao da avaliação, sob pena de prejudicar os demais coproprietários ou cônjuges alheios à execução. Veja: Art. 843. Tratando-se de penhora de bem indivisível, o equivalente à quota-parte do coproprietário ou do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem. § 1o É reservada ao coproprietário ou ao cônjuge não executado a preferência na arrematação do bem em igualdade de condições. § 2o NÃO será levada a efeito expropriação por preço inferior ao da avaliação na qual o valor auferido seja incapaz de garantir, ao coproprietário ou ao cônjuge alheio à execução, o correspondente à sua quota-parte calculado sobre o valor da avaliação. Por fim, o art. 844, do NCPC, estabelece que, a fim de conferir presunção absoluta de conhecimento da penhora, há a necessidade de que o exequente promova a averbação do arresto ou penhora. Art. 844. Para presunção absoluta de conhecimento por terceiros, cabe ao exequente providenciar a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, mediante apresentação de cópia do auto ou do termo, independentemente de mandado judicial. 6.4.3 - Lugar de Realização da Penhora Em relação ao local de realização da penhora, a regra é que ela ocorra onde estiverem os bens do executado. Há, entretanto, duas particularidades: 1ª に no caso de penhora de imóveis, ou de veículos, admite-se que ela ocorra por intermédio de termo nos autos, com a indicação aos respectivos registros. 2ª に se estiverem fora da circunscrição do juiz da execução e não for possível a realização da penhora por termo nos autos, haverá expedição de carta precatória. Confira: Art. 845. Efetuar-se-á a penhora onde se encontrem os bens, ainda que sob a posse, a detenção ou a guarda de terceiros. § 1o A penhora de imóveis, independentemente de onde se localizem, quando apresentada certidão da respectiva matrícula, e a penhora de veículos automotores, quando apresentada certidão que ateste a sua existência, serão realizadas por termo nos autos. § 2o Se o executado NÃO tiver bens no foro do processo, não sendo possível a realização da penhora nos termos do § 1o, a execução será feita por carta, penhorando-se, avaliando-se e alienando-se os bens no foro da situação. Para encerrar esse tópico, confira o art. 846, do NCPC, que trata do arrombamento. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 64 295 Art. 846. Se o executado fechar as portas da casa a fim de obstar a penhora dos bens, o oficial de justiça comunicará o fato ao juiz, solicitando-lhe ordem de arrombamento. § 1o Deferido o pedido, 2 (dois) oficiais de justiça cumprirão o mandado, arrombando cômodos e móveis em que se presuma estarem os bens, e lavrarão de tudo auto circunstanciado, que será assinado por 2 (duas) testemunhas presentes à diligência. § 2o Sempre que necessário, o juiz requisitará força policial, a fim de auxiliar os oficiais de justiça na penhora dos bens. § 3o Os oficiais de justiça lavrarão em duplicata o auto da ocorrência, entregando uma via ao escrivão ou ao chefe de secretaria, para ser juntada aos autos, e a outra à autoridade policial a quem couber a apuração criminal dos eventuais delitos de desobediência ou de resistência. § 4o Do auto da ocorrência constará o rol de testemunhas, com a respectiva qualificação. O arrombamento poderá ser determinado toda vez que o executado se opor à abertura do imóvel para a penhora de bens. Se isso ocorrer, o oficial de justiça informará ao magistrado que poderá expedir a ordem de arrombamento. De posse dessa ordem: dois oficiais de justiça se dirigem ao local para entrada forçada; o juiz poderá requisitar força policial para auxílio dos oficiais; todos os atos serão lavrados em auto circunstanciado assinado por duas pessoas. Sigamos! 6.4.4 - Modificações da Penhora Intimado da formalização da penhora, o executado poderá requerer a substituição do bem. Para tanto, é necessária a observância de alguns requisitos. Primeiro, o executado deve demonstrar que a substituição do bem será menos onerosa e, ainda, não trará prejuízos ao exequente. Segundo, deve indicar o bem de forma detalhada, com todas as suas características, a fim de possibilitar a decisão do magistrado. Art. 847. O executado pode, no PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS contado da intimação da penhora, requerer a substituição do bem penhorado, desde que COMPROVE QUE LHE SERÁ MENOS ONEROSA E NÃO TRARÁ PREJUÍZO AO EXEQUENTE. § 1o O juiz SÓ AUTORIZARÁ a substituição se o executado: I - comprovar as respectivas matrículas e os registros por certidão do correspondente ofício, quanto aos bens imóveis; II - descrever os bens móveis, com todas as suas propriedades e características, bem como o estado deles e o lugar onde se encontram; III - descrever os semoventes, com indicação de espécie, de número, de marca ou sinal e do local onde se encontram; IV - identificar os créditos, indicando quem seja o devedor, qual a origem da dívida, o título que a representa e a data do vencimento; e V - atribuir, em qualquer caso, valor aos bens indicados à penhora, além de especificar os ônus e os encargos a que estejam sujeitos. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 65 295 Além disso, prevê o §1º que o executado deverá, ainda: indicar onde se encontram os bens para substituição; provar a propriedade com as certidões necessárias; e não promover atitudes que possam dificultar ou embaraçar a realização da penhora. Confira: § 2o Requerida a substituição do bem penhorado, o executado deve indicar onde se encontram os bens sujeitos à execução, exibir a prova de sua propriedade e a certidão negativa ou positiva de ônus, bem como abster-se de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da penhora. Reunindo todos os requisitos... Para encerrar esse dispositivo, veja os §§ 3º e 4º: § 3o O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira com a expressa anuência do cônjuge, SALVO se o regime for o de separação absoluta de bens. § 4o O juiz intimará o exequente para manifestar-se sobre o requerimentode substituição do bem penhorado. O primeiro parágrafo exige a intimação do cônjuge quando o bem ofertado for imóvel, exceto se casados em regime de separação absoluta. Essa é uma regra geral! Além disso, antes de analisar o mérito do requerimento o magistrado deverá ouvir o exequente. O art. 848, do NCPC, por sua vez, estabelece um regramento geral para a substituição de penhora, que pode ocorrer tanto a requerimento do executado quanto do exequente. PARA A MODIFICAÇÃO DA PENHORA requerimento no prazo de 10 dias a contar da formalização da penhora demonstrar que a substituição resultará em execução menos onerosa demonstrar que a substituição não trará prejuízos indicar pormenorizadamente o bem substituto indicar onde se encontram os bens para substituição prova a propriedade com as certidões necessárias não promover atitudes que possam dificultar ou embaraçar a realização da penhora. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 66 295 Ao contrário do que vimos no art. 847, do NCPC, as hipóteses aqui descritas são objetivas e visam tornar a execução menos onerosa. Art. 848. As PARTES poderão requerer a substituição da penhora se: I - ela NÃO obedecer à ordem legal; II - ela NÃO incidir sobre os bens designados em lei, contrato ou ato judicial para o pagamento; III - havendo bens no foro da execução, outros tiverem sido penhorados; IV - havendo bens livres, ela tiver recaído sobre bens já penhorados ou objeto de gravame; V - ela incidir sobre bens de baixa liquidez; VI - fracassar a tentativa de alienação judicial do bem; ou VII - o executado não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer das indicações previstas em lei. Parágrafo único. A penhora pode ser substituída por fiança bancária ou por seguro garantia judicial, em valor não inferior ao do débito constante da inicial, acrescido de trinta por cento. Vamos analisar cada uma das hipóteses: Se não for observada a ordem legal de penhora prevista no art. 835, do NCPC, as partes podem pedir substituição da penhora a fim de atender à ordem legal. É o caso, por exemplo, de penhora de bens móveis, quando há valores depositados no banco em favor do executado. Se a penhora não incidir sobre bens designados por lei, contrato ou ato judicial para o pagamento do saldo devedor, admite-se o requerimento de substituição. Se a penhora recair sobre bens fora da circunscrição do juízo da execução e existirem bens na circunscrição, admite-se o requerimento de substituição. Por exemplo, o executado possui dois imóveis livres e desembaraçados, um deles fora da comarca e o outro no juízo da execução. Admite-se o requerimento para substituição do bem penhorado, com vistas a facilitar os atos executórios. Se a penhora recair sobre bens com gravames, não obstante exigir bens livres, é possível pleitear a substituição da penhora. É a situação na qual o bem sobre o qual recaiu a penhora já está penhorado por outra dívida ou contém alguma garantia para pagamento de débitos. Nesse caso, existindo outros bens livres de ônus, admite-se o requerimento de substituição da penhora. Se a penhora incidir sobre bens de baixa liquidez, há a possibilidade de requerer a substituição do bem penhorado. Por exemplo, na hipótese de penhora de ações, se o ato constritivo recair sobre ações de menor expressão, muito embora o réu possua ações do índice IBOVESPA, que representa as ações mais negociadas e com melhor liquidez de mercado, admite-se a substituição da penhora pelas ações de melhor liquidez. Caso reste fracassada a tentativa de alienação judicial admite-se a substituição da penhora por outro bem. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 67 295 Por exemplo, não houve interessado em adquirir imóvel levado a leilão para, com o produto da venda, pagar o saldo devedor. Nesses casos, haverá substituição da penhora. Também se admite o requerimento de substituição da penhora se o executado não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer uma das indicações previstas em lei. Sem ter a ciência exata do valor do bem, admite-se postular a substituição da penhora a fim de se garantir o pleno atendimento do débito. Em síntese... Se o juiz deferir a substituição do bem penhorado, novo termo será lavrado: Art. 849. Sempre que ocorrer a substituição dos bens inicialmente penhorados, será lavrado novo termo. O art. 850, do NCPC, trata da possibilidade de redução ou de ampliação do objeto da penhora. Art. 850. Será admitida a redução ou a ampliação da penhora, bem como sua transferência para outros bens, se, no curso do processo, o valor de mercado dos bens penhorados sofrer alteração significativa. O art. 851, do NCPC, por sua vez, prevê três situações excepcionais nas quais podemos ter a realização de segunda penhora. Veja: É isso que temos descrito no art. 851, do NCPC: Art. 851. NÃO se procede à segunda penhora, SALVO SE: I - a primeira for anulada; II - executados os bens, o produto da alienação não bastar para o pagamento do exequente; III - o exequente desistir da primeira penhora, por serem litigiosos os bens ou por estarem submetidos a constrição judicial. ひNÃO obedecer à ordem legal ひNÃO incidir sobre os bens designados em lei, contrato ou ato judicial para o pagamento ひhavendo bens no foro da execução, outros tiverem sido penhorados ひhavendo bens livres, ela tiver recaído sobre bens já penhorados ou objeto de gravame ひincidir sobre bens de baixa liquidez ひfracassar a tentativa de alienação judicial do bem ひo executado não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer das indicações previstas em lei ADMITE-SE O REQUERIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO DA PENHORA, SE HIPÓTESES EM QUE HAVERÁ NOVA PENHORA anulação da anterior fruto da alienação não for suficiente exequente desistir da primeira penhora realizada Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 68 295 O art. 852 prevê a possibilidade de alienação antecipada. Em termos gerais, após a realização da penhora, podemos ter impugnações, avaliação, arrematação, alienação etc. Esse procedimento todo é demorado e, em face disso, o objeto da penhora pode ser prejudicado financeiramente. Em razão disso, com a finalidade de minorar os prejuízos do tempo sobre determinados bens, o art. 852, do NCPC, prevê a possibilidade de alienação antecipada em algumas situações: ➢ veículos automotores; ➢ pedras e metais preciosos; e ➢ móveis sujeitos à depreciação ou à deterioração. Além desses três casos, admite-se a alienação antecipada em situação justamente inversa à prevista acima. Por exemplo, ações com cotação em bolsa. Podemos ter a situação em que os valores custodiados estejam com um excelente preço e haja perspectiva de queda no mercado de valores mobiliários. Nesse caso, revela-se a alienação com manifesta vantagem à execução, pelo que poderá ser autorizada. Assim... Veja o dispositivo do NCPC: Art. 852. O juiz determinará a alienação antecipada dos bens penhorados quando: I - se tratar de veículos automotores, de pedras e metais preciosos e de outros bens móveis sujeitos à depreciação ou à deterioração; II - houver manifesta vantagem. Para encerrar, confirma o art. 853, que trata do contraditório ao longo dos atos de penhora: Art. 853. Quando uma das partes requerer alguma das medidas previstas nesta Subseção, o juiz ouvirá sempre a outra, no prazo de 3 (três) dias, antes de decidir. Parágrafo único. O juiz decidirá de plano qualquer questão suscitada. Com isso, aキミ;ノキ┣;マラゲà;ゲàさヴWェヴ;ゲàェWヴ;キゲざàゲラHヴWà;àヮWミエラヴ;àSWàHWミゲくàN;àゲWケ┌ZミIキ;がà ┗;マラゲàW┝ヮノラヴ;ヴà vários assuntos específicos em face do bem a ser penhorado.Veremos, assim: ADMITE-SE ALIENAÇÃO ANTECIPADA veículos automotores pedras e metais preciosos móveis sujeitos à depreciação ou à deterioração manifesta vantagem Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 69 295 Como esses assuntos são específicos e, se cobrados em prova teremos a abordagem literal dos dispositivos, vamos citá-los e grifá-los e, ao final de cada tópico, destacaremos as informações mais relevantes de modo que você possa reforçar a memorização para a prova. 6.4.5 - Penhora de Dinheiro em Depósito ou em Aplicação Financeira Art. 854. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou em aplicação financeira, o juiz, a requerimento do exequente, sem dar ciência prévia do ato ao executado, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado, limitando-se a indisponibilidade ao valor indicado na execução. § 1o No prazo de 24 (VINTE E QUATRO) HORAS a contar da resposta, de ofício, o juiz determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade excessiva, o que deverá ser cumprido pela instituição financeira em igual prazo. § 2o Tornados indisponíveis os ativos financeiros do executado, este será intimado na pessoa de seu advogado ou, não o tendo, pessoalmente. § 3o Incumbe ao executado, no PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS, comprovar que: I - as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis; II - ainda remanesce indisponibilidade excessiva de ativos financeiros. § 4o Acolhida qualquer das arguições dos incisos I e II do § 3o, o juiz determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade irregular ou excessiva, a ser cumprido pela instituição financeira em 24 (vinte e quatro) horas. § 5o Rejeitada ou não apresentada a manifestação do executado, converter-se-á a indisponibilidade em penhora, sem necessidade de lavratura de termo, devendo o juiz da execução determinar à instituição financeira depositária que, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, transfira o montante indisponível para conta vinculada ao juízo da execução. § 6o Realizado o pagamento da dívida por outro meio, o juiz determinará, imediatamente, por sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, a notificação da instituição financeira para que, em até 24 (VINTE E QUATRO) HORAS, cancele a indisponibilidade. § 7o As transmissões das ordens de indisponibilidade, de seu cancelamento e de determinação de penhora previstas neste artigo far-se-ão por meio de sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional. § 8o A instituição financeira será responsável pelos prejuízos causados ao executado em decorrência da indisponibilidade de ativos financeiros em valor superior ao indicado na execução ou pelo juiz, bem como na hipótese de não cancelamento da indisponibilidade no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, quando assim determinar o juiz. § 9o Quando se tratar de execução contra partido político, o juiz, a requerimento do exequente, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico gerido por autoridade supervisora do sistema bancário, ひpenhora de dinheiro em depósito ou aplicação financeira ひpenhora de créditos ひpenhora de quotas ou das ações de sociedades personificadas ひpenhora de empresa, de outros estabelecimentos e de semoventes ひpenhora de frutos e rendimento de coisa móvel ou imóvel REGRAS ESPECÍFICAS DE PENHORA Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 70 295 que tornem indisponíveis ativos financeiros somente em nome do órgão partidário que tenha contraído a dívida executada ou que tenha dado causa à violação de direito ou ao dano, ao qual cabe exclusivamente a responsabilidade pelos atos praticados, na forma da lei. Dos dispositivos acima... PENHORA DE DIREITO EM DEPÓSITO OU EM APLICAÇÃO FINANCEIRA Admite-se a indisponibilidade desses valores sem a prévia ciência do executado. Uma vez realizado o bloqueio, o juiz tem 24 horas para determinar o cancelamento do valor excessivo. Com a indisponibilidade, o executado será intimado para, no prazo de 5 dias: a) Arguir a impenhorabilidade, se for o caso; ou b) Alegar e comprovar eventual excesso de execução. O juiz decidirá no prazo de 24 horas. Após, a indisponibilidade converte-se em penhora, sem a necessidade de lavratura de termo. Comunica-se a instituição financeira que, no prazo de 24 horas, irá transferir os valores para a conta vinculada ao juízo da execução. Se houver pagamento, o juiz expedirá determinação de imediato cancelamento da indisponibilidade para que a instituição bancária cumpra no prazo de 24 horas. Em relação ao bloqueio de valores de partidos políticos, a indisponibilidade poderá ocorrer tão somente em relação ao órgão partidário que contraiu a dívida (órgão nacional, estadual ou local). 6.4.6 - Penhora de Créditos Leia os dispositivos referentes à penhora de créditos: Art. 855. Quando recair em crédito do executado, enquanto não ocorrer a hipótese prevista no art. 856, considerar-se-á feita a penhora pela intimação: I - ao terceiro devedor para que não pague ao executado, seu credor; II - ao executado, credor do terceiro, para que não pratique ato de disposição do crédito. Art. 856. A penhora de crédito representado por letra de câmbio, nota promissória, duplicata, cheque ou outros títulos far-se-á pela apreensão do documento, esteja ou não este em poder do executado. § 1o Se o título não for apreendido, mas o terceiro confessar a dívida, será este tido como depositário da importância. § 2o O terceiro só se exonerará da obrigação depositando em juízo a importância da dívida. § 3o Se o terceiro negar o débito em conluio com o executado, a quitação que este lhe der caracterizará fraude à execução. § 4o A requerimento do exequente, o juiz determinará o comparecimento, em audiência especialmente designada, do executado e do terceiro, a fim de lhes tomar os depoimentos. Art. 857. Feita a penhora em direito e ação do executado, e não tendo ele oferecido embargos ou sendo estes rejeitados, o exequente ficará sub-rogado nos direitos do executado até a concorrência de seu crédito. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 71 295 § 1o O exequente pode preferir, em vez da sub-rogação, a alienação judicial do direito penhorado, caso em que declarará sua vontade no PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS contado da realização da penhora. § 2o A sub-rogação não impede o sub-rogado, se não receber o crédito do executado, de prosseguir na execução, nos mesmos autos, penhorando outros bens. Art. 858. Quando a penhora recair sobre dívidas de dinheiro a juros, de direito a rendas ou de prestações periódicas, o exequente poderá levantar os juros, os rendimentos ou as prestações à medida que forem sendo depositados, abatendo-se do crédito as importâncias recebidas, conforme as regras de imputação do pagamento. Art. 859. Recaindo a penhora sobre direito a prestação ou a restituição de coisa determinada, o executado será intimado para, no vencimento, depositá-la, correndo sobre ela a execução. Art. 860. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo, a penhora que recair sobre ele será averbada, com destaque, nos autos pertinentes ao direito e na ação correspondente à penhora, a fim de que esta seja efetivada nos bens que forem adjudicados ou que vierem a caber ao executado. Para a prova... PENHORA DE CRÉDITOS Se o executado tiver algum crédito a receber de terceiro, admite-se a penhora porintimação. Nesse caso, o terceiro será intimado para pagar ao exequente (não ao executado) e o executado será intimado para não dispor do crédito. A penhora sobre títulos de crédito (letra de câmbio, nota promissória, duplicata ou cheque) se faz com a apreensão do documento. A) Se não for possível apreender o documento, mas o terceiro confessar que o executado possui direito a um crédito, o terceiro somente ficará desonerado na execução se depositar o montante que deve ao executado em juízo. B) Se o terceiro agir em conluio com o executado, será considerado fraude. A penhora poderá ocorrer sobre o direito que decorrer de eventual ação promovida pelo executado contra terceiro. Nesse caso, o exequente: A) ficará sub-rogado nos direitos do executado na ação contra terceiro; ou B) se preferir, poderá requerer a alienação judicial do direito no prazo de 10 dias. No caso de penhora sobre dívidas de dinheiro a juros, de direito a rendas ou de prestações periódicas, o exequente poderá levantar os valores à medida que forem sendo depositados, abatendo-se do crédito as importâncias recebidas. No caso de penhora sobre direito à prestação ou à restituição de coisa determinada, o executado será intimado para, no vencimento, depositá-la, correndo sobre ela a execução. 6.4.7 - Penhora das Quotas ou das Ações de Sociedades Personificadas Art. 861. Penhoradas as quotas ou as ações de sócio em sociedade simples ou empresária, o juiz assinará prazo razoável, não superior a 3 (TRÊS) MESES, para que a sociedade: I - apresente balanço especial, na forma da lei; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 72 295 II - ofereça as quotas ou as ações aos demais sócios, observado o direito de preferência legal ou contratual; III - não havendo interesse dos sócios na aquisição das ações, proceda à liquidação das quotas ou das ações, depositando em juízo o valor apurado, em dinheiro. § 1o Para evitar a liquidação das quotas ou das ações, a sociedade poderá adquiri-las sem redução do capital social e com utilização de reservas, para manutenção em tesouraria. § 2o O disposto no caput e no § 1o não se aplica à sociedade anônima de capital aberto, cujas ações serão adjudicadas ao exequente ou alienadas em bolsa de valores, conforme o caso. § 3o Para os fins da liquidação de que trata o inciso III do caput, o juiz poderá, a requerimento do exequente ou da sociedade, nomear administrador, que deverá submeter à aprovação judicial a forma de liquidação. § 4o O prazo previsto no caput poderá ser ampliado pelo juiz, se o pagamento das quotas ou das ações liquidadas: I - superar o valor do saldo de lucros ou reservas, exceto a legal, e sem diminuição do capital social, ou por doação; ou II - colocar em risco a estabilidade financeira da sociedade simples ou empresária. § 5o Caso não haja interesse dos demais sócios no exercício de direito de preferência, não ocorra a aquisição das quotas ou das ações pela sociedade e a liquidação do inciso III do caput seja excessivamente onerosa para a sociedade, o juiz poderá determinar o leilão judicial das quotas ou das ações. Para a prova... PENHORA DE QUOTAS OU AÇÕES O juiz assinará prazo não superior a 3 meses para que a empresa apresente o balanço, ofereça as quotas aos demais sócios (direito de preferência) ou processe a liquidação. 6.4.8 - Penhora de Empresa, de Outros Estabelecimentos e de Semoventes Art. 862. Quando a penhora recair em estabelecimento comercial, industrial ou agrícola, bem como em semoventes, plantações ou edifícios em construção, o juiz nomeará administrador-depositário, determinando- lhe que apresente em 10 (DEZ) DIAS o plano de administração. § 1o Ouvidas as partes, o juiz decidirá. § 2o É lícito às partes ajustar a forma de administração e escolher o depositário, hipótese em que o juiz homologará por despacho a indicação. § 3o Em relação aos edifícios em construção sob regime de incorporação imobiliária, a penhora somente poderá recair sobre as unidades imobiliárias ainda não comercializadas pelo incorporador. § 4o Sendo necessário afastar o incorporador da administração da incorporação, será ela exercida pela comissão de representantes dos adquirentes ou, se se tratar de construção financiada, por empresa ou profissional indicado pela instituição fornecedora dos recursos para a obra, devendo ser ouvida, neste último caso, a comissão de representantes dos adquirentes. Art. 863. A penhora de empresa que funcione mediante concessão ou autorização far-se-á, conforme o valor do crédito, sobre a renda, sobre determinados bens ou sobre todo o patrimônio, e o juiz nomeará como depositário, de preferência, um de seus diretores. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 73 295 § 1o Quando a penhora recair sobre a renda ou sobre determinados bens, o administrador-depositário apresentará a forma de administração e o esquema de pagamento, observando-se, quanto ao mais, o disposto em relação ao regime de penhora de frutos e rendimentos de coisa móvel e imóvel. § 2o Recaindo a penhora sobre todo o patrimônio, prosseguirá a execução em seus ulteriores termos, ouvindo- se, antes da arrematação ou da adjudicação, o ente público que houver outorgado a concessão. Art. 864. A penhora de navio ou de aeronave não obsta que continuem navegando ou operando até a alienação, mas o juiz, ao conceder a autorização para tanto, não permitirá que saiam do porto ou do aeroporto antes que o executado faça o seguro usual contra riscos. Art. 865. A penhora de que trata esta Subseção somente será determinada se não houver outro meio eficaz para a efetivação do crédito. Para a prova... PENHORA DE EMPRESA, DE ESTABELECIMENTO OU DE SEMOVENTES Na penhora de estabelecimento, de semoventes, de plantações e de edifícios em construção haverá nomeação de depositório que apresentará plano de administração no prazo de 10 dias. Na penhora sobre empresas que atuem mediante concessão ou autorização, a incidência se dá sobre rendas, determinados bens ou todo o patrimônio. Na penhora sobre navio ou aeronave, permite-se o uso do bem desde que haja seguro. 6.4.9 - Penhora de Percentual de Faturamento de Empresa Art. 866. Se o executado não tiver outros bens penhoráveis ou se, tendo-os, esses forem de difícil alienação ou insuficientes para saldar o crédito executado, o juiz poderá ordenar a penhora de percentual de faturamento de empresa. § 1o O juiz fixará percentual que propicie a satisfação do crédito exequendo em tempo razoável, mas que não torne inviável o exercício da atividade empresarial. § 2o O juiz nomeará administrador-depositário, o qual submeterá à aprovação judicial a forma de sua atuação e prestará contas mensalmente, entregando em juízo as quantias recebidas, com os respectivos balancetes mensais, a fim de serem imputadas no pagamento da dívida. § 3o Na penhora de percentual de faturamento de empresa, observar-se-á, no que couber, o disposto quanto ao regime de penhora de frutos e rendimentos de coisa móvel e imóvel. Para a prova... PENHORA DE PERCENTUAL DE FATURAMENTO Na hipótese de o executado não ter outros bens, ou forem bens de difícil alienação, ou insuficientes para saldar o crédito, admite-se a penhora sobre faturamento da empresa. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 74 295 Será fixado percentual capaz de atender à quitação progressiva da dívida e que, ao mesmo tempo, não afete a atividade empresarial. Há nomeação de administrador-depositário. 6.4.10 - Penhora de Frutos e Rendimentos de Coisa Móvel ou Imóvel Art. 867. O juiz pode ordenara penhora de frutos e rendimentos de coisa móvel ou imóvel quando a considerar mais eficiente para o recebimento do crédito e menos gravosa ao executado. Art. 868. Ordenada a penhora de frutos e rendimentos, o juiz nomeará administrador-depositário, que será investido de todos os poderes que concernem à administração do bem e à fruição de seus frutos e utilidades, perdendo o executado o direito de gozo do bem, até que o exequente seja pago do principal, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios. § 1o A medida terá eficácia em relação a terceiros a partir da publicação da decisão que a conceda ou de sua averbação no ofício imobiliário, em caso de imóveis. § 2o O exequente providenciará a averbação no ofício imobiliário mediante a apresentação de certidão de inteiro teor do ato, independentemente de mandado judicial. Art. 869. O juiz poderá nomear administrador-depositário o exequente ou o executado, ouvida a parte contrária, e, NÃO havendo acordo, nomeará profissional qualificado para o desempenho da função. § 1o O administrador submeterá à aprovação judicial a forma de administração e a de prestar contas periodicamente. § 2o Havendo discordância entre as partes ou entre essas e o administrador, o juiz decidirá a melhor forma de administração do bem. § 3o Se o imóvel estiver arrendado, o inquilino pagará o aluguel diretamente ao exequente, salvo se houver administrador. § 4o O exequente ou o administrador poderá celebrar locação do móvel ou do imóvel, ouvido o executado. § 5o As quantias recebidas pelo administrador serão entregues ao exequente, a fim de serem imputadas ao pagamento da dívida. § 6o O exequente dará ao executado, por termo nos autos, quitação das quantias recebidas. Para a prova... PENHORA DE FRUTOS E RENDIMENTOS DE COISA MÓVEL OU IMÓVEL Utiliza-se essa modalidade de penhora quando mais eficiente e menos gravosa for para o executado. Será nomeado administrador-depositário, o qual que será responsável pela administração dos bens. a) Pode ser o executado ou o exequente e, caso não haja acordo, será um administrador profissional. b) A administração se submete à aprovação judicial. O executado perde a fruição de seus frutos e utilidades até o pagamento do principal, juros, custas e honorários advocatícios. Essa penhora é eficaz contra terceiros a partir da decisão (com averbação, se tratar de bens imóveis). Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 75 295 Encerramos uma parte muito densa do nosso estudo. A penhora é um procedimento técnico e formal que envolve uma série de regras específicas. Por um lado, temos a dificuldade pelo volume de informações, por outro, a vantagem SWàケ┌Wà;àIラHヴ;ミN;àYàさゲ┌ヮWヴaキIキ;ノざくàN?ラàラHゲデ;ミデWがàaキミ;ノキ┣;S;à essa parte relativa à penhora, passamos a estudar a avaliação, rumo ao final da segunda fase do procedimento de execução por quantia certa. Lembre-se de que já estudamos a proposição e, nesse momento, nos debruçamos sobre a apreensão dos bens. 6.4.11 - Avaliação A avaliação tem por finalidade determinar o valor do bem. Com a determinação do valor do bem apreendido, é possível saber se aquele valor é, ou não, suficiente para cobrir a dívida do executado. É a partir da avaliação que podemos determinar a necessidade de reforço ou de redução da penhora. Segundo a doutrina17, a avaliação constitui o dimensionamento econômico do bem penhorado. A avaliação da penhora é efetuada, em regra, pelo oficial de justiça. Contudo, quando são necessários conhecimentos especializados e se tratar de execução de grande valor, o juiz nomeará um avaliador que entregará o laudo de avaliação no prazo de 10 dias. Art. 870. A avaliação será feita pelo oficial de justiça. Parágrafo único. Se forem necessários conhecimentos especializados e o valor da execução o comportar, o juiz nomeará avaliador, fixando-lhe prazo NÃO superior a 10 (DEZ) DIAS para entrega do laudo. Para a prova... Existem situações, contudo, que a avaliação do bem é desnecessária. Isso ocorre nas hipóteses do art. 871, do NCPC: Art. 871. NÃO se procederá à avaliação quando: I - uma das partes aceitar a estimativa feita pela outra; 17 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 928. AVALIADOR regra: oficial de justiça exceção: avaliador conhecimentos especializados valor da execução comportar 10 dias para entregar o laudo Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 76 295 II - se tratar de títulos ou de mercadorias que tenham cotação em bolsa, comprovada por certidão ou publicação no órgão oficial; III - se tratar de títulos da dívida pública, de ações de sociedades e de títulos de crédito negociáveis em bolsa, cujo valor será o da cotação oficial do dia, comprovada por certidão ou publicação no órgão oficial; IV - se tratar de veículos automotores ou de outros bens cujo preço médio de mercado possa ser conhecido por meio de pesquisas realizadas por órgãos oficiais ou de anúncios de venda divulgados em meios de comunicação, caso em que caberá a quem fizer a nomeação o encargo de comprovar a cotação de mercado. Parágrafo único. Ocorrendo a hipótese do inciso I deste artigo, a avaliação poderá ser realizada quando houver fundada dúvida do juiz quanto ao real valor do bem. Assim, se uma das partes apresentar uma estimativa do valor do bem penhorado e a outra parte concordar, não há a necessidade de penhora, a não ser que haja alguma dúvida, situação em que o juiz determinará a avaliação a fim de que seja explicitado o valor real do bem. Fora a hipótese subjetiva acima, temos três outras situações em que não ocorrerá a avaliação por razões objetivas: títulos ou mercadorias com cotação em bolsa; Pラヴ W┝Wマヮノラが ┗;ノラヴ SW さIラママラSキデキWゲざく títulos da dívida pública, ações de sociedade e títulos de crédito negociáveis em bolsa. Por exemplo, ações de empresas custodiadas na BOVESPA. veículos automotores e bens cujo preço médio seja aferido por pesquisa de mercado. Em relação aos veículos, sabe-se o preço de antemão pela tabela FIPE. No caso de bens, por exemplo, cita-se um estoque de bebidas que é facilmente consultado o preço médio praticado. Enfim, em tais situações, é desnecessária a realização da avaliação: O art. 782, do NCPC, discrimina o procedimento de avaliação com as informações que devem constar do laudo. A leitura atenta é o suficiente para a prova: Art. 872. A avaliação realizada pelo oficial de justiça constará de vistoria e de laudo anexados ao auto de penhora ou, em caso de perícia realizada por avaliador, de laudo apresentado no prazo fixado pelo juiz, devendo- se, em qualquer hipótese, especificar: DESNECESSÁRIA A AVALIAÇÃO estimativa aceita pela parte contrária título ou mercadorias com cotação em bolsa títulos da dívida pública, ações de sociedade e títulos de crédito negociáveis em bolsa veículos automotores e bens cujo preço médio possa ser extraído em pesquisa de mercado Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 77 295 I - os bens, com as suas características, e o estado em que se encontram; II - o valor dos bens. § 1o Quando o imóvel for suscetível de cômoda divisão, a avaliação, tendo em conta o crédito reclamado, será realizada em partes, sugerindo-se, com a apresentação de memorial descritivo, os possíveis desmembramentos para alienação. § 2o Realizada a avaliação e, sendo o caso, apresentada a proposta de desmembramento, as partesserão ouvidas no prazo de 5 (cinco) dias. A realização de uma segunda avaliação é admitida apenas nas hipóteses do art. 873, do NCPC. São as seguintes situações: arguição fundamentada da ocorrência de erro na avaliação ou dolo do avaliador; constatação de que houve majoração ou diminuição posterior no valor do bem; ou dúvida fundada do juiz em relação ao valor atribuído na primeira avaliação. Confira: Art. 873. É admitida nova avaliação quando: I - qualquer das partes arguir, fundamentadamente, a ocorrência de erro na avaliação ou dolo do avaliador; II - se verificar, posteriormente à avaliação, que houve majoração ou diminuição no valor do bem; III - o juiz tiver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem na primeira avaliação. Parágrafo único. Aplica-se o art. 480 à nova avaliação prevista no inciso III do caput deste artigo. Definida a avaliação, se necessário, o juiz poderá determinar a redução ou o reforço da penhora na forma do art. 874: Art. 874. Após a avaliação, o juiz poderá, a requerimento do interessado e ouvida a parte contrária, mandar: I - reduzir a penhora aos bens suficientes ou transferi-la para outros, se o valor dos bens penhorados for consideravelmente superior ao crédito do exequente e dos acessórios; II - ampliar a penhora ou transferi-la para outros bens mais valiosos, se o valor dos bens penhorados for inferior ao crédito do exequente. Finalizada a avaliação, encerra-se a fase de apreensão e passa-se à terceira fase da execução consubstanciada na expropriação dos bens. Art. 875. Realizadas a penhora e a avaliação, O JUIZ DARÁ INÍCIO AOS ATOS DE EXPROPRIAÇÃO DO BEM. 6.5 - EXPROPRIAÇÃO DE BENS A expropriação, segundo a doutrina18: consiste no ato pelo qual o Estado-juízo, para satisfação do direito de crédito, desapossa o devedor de seus bens, converte esses bens em dinheiro ou simplesmente transfere o domínio deles ao credor. 18 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1194. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 78 295 A expropriação abrange a adjudicação e a alienação, disciplinados nos arts. 876 a 903, todos do NCPC. Ingressamos, portanto, na terceira fase da execução. 6.5.1 - Adjudicação A adjudicação é a transferência do bem penhorado ao exequente como forma de satisfação do crédito. Esse ato expropriatório depende de requerimento do exequente. Se ele manifestar interesse e, desde que pretenda fazê-lo por valor não inferior à avaliação do bem, o juiz determinará a intimação do executado e, após, decidirá. Art. 876. É lícito ao exequente, oferecendo preço não inferior ao da avaliação, requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados. § 1o Requerida a adjudicação, o executado será intimado do pedido: I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos; II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos autos; III - por meio eletrônico, quando, sendo o caso do § 1o do art. 246, não tiver procurador constituído nos autos. § 2o Considera-se realizada a intimação quando o executado houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no art. 274, parágrafo único. § 3o Se o executado, citado por edital, não tiver procurador constituído nos autos, é dispensável a intimação prevista no § 1o. Para a adjudicação: Se o bem a ser adjudicado for superior ao valor da execução, o exequente deverá depositar imediatamente a diferença, que ficará à disposição do executado e, caso seja inferior, prossegue-se com a execução pelo valor remanescente. § 4o Se o valor do crédito for: I - inferior ao dos bens, o requerente da adjudicação depositará de imediato a diferença, que ficará à disposição do executado; II - superior ao dos bens, a execução prosseguirá pelo saldo remanescente. ADJUDICAÇÃO depende de requerimento do executado não pode ser por valor inferior ao da avaliação depende de intimação do executado depende decisão judicial Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 79 295 A adjudicação é realizada, em regra, pelo exequente. Contudo, prevê o §5º, do art. 876, a possibilidade de adjudicação pelo: Veja: § 5o Idêntico direito pode ser exercido por aqueles indicados no art. 889, incisos II a VIII, pelos credores concorrentes que hajam penhorado o mesmo bem, pelo cônjuge, pelo companheiro, pelos descendentes ou pelos ascendentes do executado. Em relação ao extenso rol de pessoas que podem pretender a adjudicação, a depender da situação, podemos ter várias pessoas interessadas nos bens e nos direitos do executado. Se isso ocorrer, determina o §6º, abaixo citado, que será realizada licitação entre os múltiplos interessados, conferindo-se preferência àquele que ofertar o maior valor. Caso seja ofertado o mesmo valor, prevalecerá a oferta do cônjuge ou companheiro, dos ascendentes ou dos descendentes do executado. § 6o Se houver mais de um pretendente, proceder-se-á a licitação entre eles, tendo preferência, em caso de igualdade de oferta, o cônjuge, o companheiro, o descendente ou o ascendente, nessa ordem. ひcoproprietário de bem indivisível, quando há penhora de fração ideal; ひtitular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de superfície, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre bem gravado com tais direitos reais; ひproprietário do terreno submetido ao regime de direito de superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre tais direitos reais; ひcredor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou com penhora anteriormente averbada, quando a penhora recair sobre bens com tais gravames, caso não seja o credor, de qualquer modo, parte na execução; ひpromitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação ao qual haja promessa de compra e venda registrada; ひpromitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo derivado de promessa de compra e venda registrada; ひa União, o Estado e o Município, no caso de alienação de bem tombado; ひpelos demais credores concorrentes; ひpelo cônjuge ou companheiro; e ひpelos descendentes (filhos) ou pelos ascendentes (pais, avós) do executado. ADMITE-SE A ADJUDICAÇÃO POR: LICITAÇÃO ENTRE ADJUDICANTES maior lance se iguais, prevalece: 1º - cônjuge/companheiro; após 2ª に ascendentes; após 3º - descendentes Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 80 295 Definida a ordem de preferência, o bem será adjudicado a quem requerer ou tiver preferência. Por fim, se envolver pretensão de adjudicação de parte do capital social de empresa ou de ações de sociedade anônima fechada, antes de se atribuir o produto da penhora ao pretendente, é necessário intimar os sócios sobre a penhora, pois, de acordo com o Direito Empresarial, eles possuem preferência na aquisição de tais quotas ou ações. § 7o No caso de penhora de quota social ou de ação de sociedade anônima fechada realizada em favor de exequente alheio à sociedade, esta será intimada, ficando responsável por informar aos sócios a ocorrência da penhora, assegurando-se a estes a preferência. Confira uma questão de prova: (TJ-MG/2015/adaptada) Durante a execução judicial de título extrajudicial o julgador defere, mediante iniciativa do exequente, a adjudicação do bem que se encontra penhorado. Sobreesse assunto, julgue: A adjudicação apenas poderia ocorrer com a expressa concordância do executado. Comentários A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 876, do NCPC, é lícito ao exequente requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados. Havendo interessados e definido o adjudicante, o executado será intimado. Se não se manifestar no prazo de 5 dias, o juiz ordenará a lavratura da carta de adjudicação. Essa carta será assinada: pelo juiz; pelo adjudicatário; pelo chefe de secretaria (ou escrivão); e pelo executado, se estiver presente. Leia o dispositivo: Art. 877. Transcorrido o PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS, contado da última intimação, e decididas eventuais questões, o juiz ordenará a lavratura do auto de adjudicação. § 1o Considera-se perfeita e acabada a adjudicação com a lavratura e a assinatura do auto pelo juiz, pelo adjudicatário, pelo escrivão ou chefe de secretaria, e, se estiver presente, pelo executado, expedindo-se: I - a carta de adjudicação e o mandado de imissão na posse, quando se tratar de bem imóvel; II - a ordem de entrega ao adjudicatário, quando se tratar de bem móvel. § 2o A carta de adjudicação conterá a descrição do imóvel, com remissão à sua matrícula e aos seus registros, a cópia do auto de adjudicação e a prova de quitação do imposto de transmissão. Ainda em relação ao dispositivo, é importante que conheçamos os §§ 3º e 4º. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 81 295 O primeiro deles prevê a possibilidade de remição do bem imóvel que esteja penhorado. Na realidadWがàIラミゲデキデ┌キà;à;ケ┌キゲキN?ラàSラàHWマàテ=àさ┗WミSキSラざàヮWノラàW┝WI┌デ;SラがàSWゲSWàケ┌Wàラàa;N;àミラàヮヴWNラàS;à licitação ou da avaliação. O §4º prevê que, no caso de falência ou de insolvência do devedor de hipoteca, a remição poderá ser exercida pela massa falida ou pelos credores. Veja: § 3o No caso de penhora de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto de adjudicação, oferecendo preço igual ao da avaliação, se não tiver havido licitantes, ou ao do maior lance oferecido. § 4o Na hipótese de falência ou de insolvência do devedor hipotecário, o direito de remição previsto no § 3o será deferido à massa ou aos credores em concurso, não podendo o exequente recusar o preço da avaliação do imóvel. O art. 878, do NCPC, traz uma regra específica. Vimos que, após a formalização da penhora, ingressamos na terceira fase da execução, a expropriação. Primeiramente, temos a possibilidade de adjudicação, caso infrutífera, teremos a ocorrência da alienação judicial. Se frustrada a alienação, explicita o dispositivo abaixo que haverá abertura de novo prazo para verificar se há, eventualmente, novos interessados na adjudicação, com possibilidade de se pleitear nova avaliação dos bens em face do insucesso da primeira tentativa de expropriação. Art. 878. Frustradas as tentativas de alienação do bem, será reaberta oportunidade para requerimento de adjudicação, caso em que também se poderá pleitear a realização de nova avaliação. Confira uma questão de prova: (TJ-MG/2015/adaptada) Durante a execução judicial de título extrajudicial o julgador defere, mediante iniciativa do exequente, a adjudicação do bem que se encontra penhorado. Sobre esse assunto, julgue: A decisão que defere a adjudicação é, por excelência, uma sentença que encerra o processo de execução. Por quanto, o recurso cabível contra a mesma é a apelação. Comentários A assertiva está incorreta. Essa decisão é considerada uma decisão interlocutória. A decisão que defere a adjudicação não põe fim ao processo, não podendo ser considerada uma sentença, por excelência. 6.5.2 - Alienação A outra forma de expropriação, e que acaba sendo mais utilizada na prática, é a alienação. Isso ocorre porque a adjudicação depende do interesse dos legitimados nos bens penhorados. Assim, frustrada a adjudicação, passamos para a alienação, que está disciplinada no NCPC nos arts. 879 a 903, do NCPC. A alienação constitui venda dos bens penhorados para satisfazer o valor devido. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 82 295 De acordo com o art. 879, do NCPC, ela pode ocorrer por iniciativa particular ou por leilão. Art. 879. A alienação far-se-á: I - por iniciativa particular; II - em leilão judicial eletrônico ou presencial. De acordo com a doutrina19: A alienação de bens pode ocorrer por iniciativa particular ou em leilão judicial. A diferença, basicamente, está na maior ou menor participação da estrutura judicial na alienação do bem. Enquanto na alienação por iniciativa particular a participação do juízo se limita a estabelecer os parâmetros da alienação, controlando eventuais desvios ou excessos, o leilão judicial ocorre perante a estrutura do próprio Estado-jurisdição. O leilão judicial pode ser presencial ou ocorrer por meio eletrônico. Em termos simples: no primeiro caso, o juiz delimita os parâmetros para a alienação, no segundo, a alienação ocorre perante o Poder Judiciário. Vamos analisar ambas as espécies de alienação?! O art. 880, do NCPC, trata da alienação por iniciativa particular: Art. 880. Não efetivada a adjudicação, o exequente poderá requerer a alienação por sua própria iniciativa ou por intermédio de corretor ou leiloeiro público credenciado perante o órgão judiciário. § 1o O juiz fixará o prazo em que a alienação deve ser efetivada, a forma de publicidade, o preço mínimo, as condições de pagamento, as garantias e, se for o caso, a comissão de corretagem. § 2o A alienação será formalizada por termo nos autos, com a assinatura do juiz, do exequente, do adquirente e, se estiver presente, do executado, expedindo-se: I - a carta de alienação e o mandado de imissão na posse, quando se tratar de bem imóvel; II - a ordem de entrega ao adquirente, quando se tratar de bem móvel. § 3o Os tribunais poderão editar disposições complementares sobre o procedimento da alienação prevista neste artigo, admitindo, quando for o caso, o concurso de meios eletrônicos, e dispor sobre o credenciamento dos corretores e leiloeiros públicos, os quais deverão estar em exercício profissional por não menos que 3 (TRÊS) ANOS. § 4o Nas localidades em que não houver corretor ou leiloeiro público credenciado nos termos do § 3o, a indicação será de livre escolha do exequente. A alienação por iniciativa particular poderá ser efetuada: por corretor contratado; ou por leiloeiro público credenciado. Os responsáveis pela alienação são pessoas privadas. Ao Poder Judiciário compete a fixação de parâmetros para a alienação, quais sejam: ➢ Forma de publicidade; ➢ Preço mínimo; ➢ Condições de pagamento; ➢ Garantias; e 19 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 936. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 83 295 ➢ Comissão de corretagem. Observados esses parâmetros, e ocorrida a alienação dos bens do executado, haverá a formalização do mandado de imissão de posse (para imóveis) ou a ordem de entrega (bens móveis) ou a carta de alienação (demais bens). Essas são as normas do leilão por iniciativa particular, que constitui a regra da alienação. Ensina a doutrina20: A alienação em leilão judicial presencial ou eletrônico é, por sua vez, meio subsidiário de satisfação da execução. Nos termos do art. 881, essa forma de alienação somente será realizada quando a adjudicação ou a alienação por iniciativa particular não tiver sido efetivada.Assim, frustrada a possibilidade de adjudicação e de alienação por iniciativa particular, com finalidade de converter os bens penhorados em dinheiro, outro caminho não resta senão o leilão ou, dependente das circunstâncias, apropriação de frutos e rendimentos de empresas, de estabelecimentos ou de outros bens. Veja: Art. 881. A alienação far-se-á em leilão judicial se não efetivada a adjudicação ou a alienação por iniciativa particular. § 1o O leilão do bem penhorado será realizado por leiloeiro público. § 2o RESSALVADOS os casos de alienação a cargo de corretores de bolsa de valores, todos os demais bens serão alienados em leilão público. Segundo o dispositivo acima, o encargo ficará com leiloeiro público, a não ser que se trate de alienação de ativos da bolsa de valores, hipótese em que o leilão ficará sob o encargo de corretores. Ainda no que diz respeito às regras iniciais do leilão judicial, leia o art. 882, do NCPC: Art. 882. Não sendo possível a sua realização por meio eletrônico, o leilão será presencial. § 1o A alienação judicial por meio eletrônico será realizada, observando-se as garantias processuais das partes, de acordo com regulamentação específica do Conselho Nacional de Justiça. § 2o A alienação judicial por meio eletrônico deverá atender aos requisitos de ampla publicidade, autenticidade e segurança, com observância das regras estabelecidas na legislação sobre certificação digital. § 3o O leilão presencial será realizado no local designado pelo juiz. O dispositivo estabelece que será realizado, preferencialmente, o leilão eletrônico ao presencial. De acordo com o art. 883, do NCPC, o leiloeiro será designado pelo juiz, admitindo-se que o exequente o indique. O art. 844, por sua vez, estabelece as incumbências do leiloeiro público: publicar o edital anunciando o leilão; realizar o leilão onde estiverem os bens ou no local em que for designado pelo magistrado; expor bens e mercadorias aos possíveis compradores; receber e depositar, no prazo de um dia, o produto da alienação; e prestar contas nos 2 dias seguintes ao depósito do leilão executado. 20 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1202. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 84 295 Vejamos como se torna mais fácil a compreensão da hipótese com um exemplo: Ocorrido o leilão e declarada a alienação, o leiloeiro tem prazo de um dia para receber o produto da venda e depositar na conta vinculada ao juízo da execução. Nos dois dias seguintes deverá efetuar a prestação de contas do procedimento nos autos. Visto isso, vamos aos dispositivos pertinentes do NCPC: Art. 883. Caberá ao juiz a designação do leiloeiro público, que poderá ser indicado pelo exequente. Art. 884. Incumbe ao leiloeiro público: I - publicar o edital, anunciando a alienação; II - realizar o leilão onde se encontrem os bens ou no lugar designado pelo juiz; III - expor aos pretendentes os bens ou as amostras das mercadorias; IV - receber e depositar, dentro de 1 (um) dia, à ordem do juiz, o produto da alienação; V - prestar contas nos 2 (dois) dias subsequentes ao depósito. Parágrafo único. O leiloeiro tem o direito de receber do arrematante a comissão estabelecida em lei ou arbitrada pelo juiz. O art. 855, do NCPC, trata da fixação de preço mínimo para a realização do leilão, que será fixado pelo juiz. Art. 885. O juiz da execução estabelecerá o preço mínimo, as condições de pagamento e as garantias que poderão ser prestadas pelo arrematante. O art. 886, do NCPC, trata do edital do leilão. Esse edital conterá todos os requisitos necessários para identificação dos bens (com referência a eventuais ônus), valor de avaliação, local em que se encontram os bens, local onde ocorrerá o leilão (que poderá ser na internet, nesse caso, indica-se o site), local, dia e horário do procedimento. Art. 886. O leilão será precedido de publicação de edital, que conterá: I - a descrição do bem penhorado, com suas características, e, tratando-se de imóvel, sua situação e suas divisas, com remissão à matrícula e aos registros; II - o valor pelo qual o bem foi avaliado, o preço mínimo pelo qual poderá ser alienado, as condições de pagamento e, se for o caso, a comissão do leiloeiro designado; III - o lugar onde estiverem os móveis, os veículos e os semoventes e, tratando-se de créditos ou direitos, a identificação dos autos do processo em que foram penhorados; IV - o sítio, na rede mundial de computadores, e o período em que se realizará o leilão, salvo se este se der de modo presencial, hipótese em que serão indicados o local, o dia e a hora de sua realização; V - a indicação de local, dia e hora de segundo leilão presencial, para a hipótese de não haver interessado no primeiro; VI - menção da existência de ônus, recurso ou processo pendente sobre os bens a serem leiloados. Parágrafo único. No caso de títulos da dívida pública e de títulos negociados em bolsa, constará do edital o valor da última cotação. Note que o NCPC traz disciplina detalhada sobre o leilão. Primeiro, temos a escolha e designação do leiloeiro, fixação de parâmetros do leilão pelo juiz e elaboração do edital. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 85 295 Feito isso, temos a fixação de regras para divulgação do procedimento. A ideia por trás da divulgação é dar ampla publicidade a fim de que compareçam o máximo de interessados nos bens do executado, para que a venda ocorra e não destoe dos valores praticados no mercado. Assim, estabelece o art. 877, do NCPC, que o edital do leilão deve ser publicado com, pelo menos, 5 dias de antecedência do ato, com veiculação na internet e em locais comumente divulgados no foro. Art. 887. O leiloeiro público designado adotará providências para a ampla divulgação da alienação. § 1o A publicação do edital deverá ocorrer PELO MENOS 5 (CINCO) DIAS ANTES DA DATA MARCADA PARA O LEILÃO. § 2o O edital será publicado na rede mundial de computadores, em sítio designado pelo juízo da execução, e conterá descrição detalhada e, sempre que possível, ilustrada dos bens, informando expressamente se o leilão se realizará de forma eletrônica ou presencial. § 3o Não sendo possível a publicação na rede mundial de computadores ou considerando o juiz, em atenção às condições da sede do juízo, que esse modo de divulgação é insuficiente ou inadequado, o edital será afixado em local de costume e publicado, em resumo, pelo menos uma vez em jornal de ampla circulação local. § 4o Atendendo ao valor dos bens e às condições da sede do juízo, o juiz poderá alterar a forma e a frequência da publicidade na imprensa, mandar publicar o edital em local de ampla circulação de pessoas e divulgar avisos em emissora de rádio ou televisão local, bem como em sítios distintos do indicado no § 2o. § 5o Os editais de leilão de imóveis e de veículos automotores serão publicados pela imprensa ou por outros meios de divulgação, preferencialmente na seção ou no local reservados à publicidade dos respectivos negócios. § 6o O juiz poderá determinar a reunião de publicações em listas referentes a mais de uma execução. O art. 888, do NCPC, prevê que, se o leilão não ocorrer, haverá transferência da data. Além disso, estabelece o dispositivo que deve ser averiguada a responsabilidade pelo cancelamento. Em caso de dolo do chefe de secretaria (ou escrivão) ou do leiloeiro, eles serão responsabilizados pelas custas da transferência e, em relação ao leiloeiro, ele poderá ser suspenso de atividades pelo prazo de cinco dias a três meses. Veja: Art. 888. NÃO se realizando o leilãopor qualquer motivo, o juiz mandará publicar a transferência, observando- se o disposto no art. 887. Parágrafo único. O escrivão, o chefe de secretaria ou o leiloeiro que culposamente der causa à transferência responde pelas despesas da nova publicação, podendo o juiz aplicar-lhe a pena de suspensão por 5 (cinco) dias a 3 (três) meses, em procedimento administrativo regular. Tal como vimos em relação ao art. 799, do NCPC, no art. 889 temos a previsão de intimação de terceiros que possuam algum direito em face dos bens do executado como forma de garantir a validade do leilão. Em relação a essas intimações, que deverão ocorrer com antecedência de 5 dias, basta uma leitura atenta ao rol de terceiros descritos no dispositivo: Art. 889. Serão cientificados da alienação judicial, com pelo menos 5 (cinco) dias de antecedência: I - o executado, por meio de seu advogado ou, se não tiver procurador constituído nos autos, por carta registrada, mandado, edital ou outro meio idôneo; II - o coproprietário de bem indivisível do qual tenha sido penhorada fração ideal; III - o titular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de superfície, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre bem gravado com tais direitos reais; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 86 295 IV - o proprietário do terreno submetido ao regime de direito de superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre tais direitos reais; V - o credor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou com penhora anteriormente averbada, quando a penhora recair sobre bens com tais gravames, caso não seja o credor, de qualquer modo, parte na execução; VI - o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação ao qual haja promessa de compra e venda registrada; VII - o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo derivado de promessa de compra e venda registrada; VIII - a União, o Estado e o Município, no caso de alienação de bem tombado. Parágrafo único. Se o executado for revel e não tiver advogado constituído, não constando dos autos seu endereço atual ou, ainda, não sendo ele encontrado no endereço constante do processo, a intimação considerar- se-á feita por meio do próprio edital de leilão. Com isso, chegamos ao leilão, especificamente às regras que disciplinam o leilão, que ocorrerá no dia, em horário e em local designados no edital. O art. 890 arrola que todos que estiverem na livre administração dos seus bens poderão oferecer lance para arrematar os bens do devedor. Há, entretanto, um extenso rol de exceções. Essas exceções estão ligadas pela vinculação da pessoa com a execução ou com os procedimentos do leilão. Além disso, aqueles que, de algum modo, forem responsáveis pela administração de bens que estejam em leilão não poderão participar. Veja: Art. 890. Pode oferecer lance quem estiver na livre administração de seus bens, com EXCEÇÃO: I - dos tutores, dos curadores, dos testamenteiros, dos administradores ou dos liquidantes, quanto aos bens confiados à sua guarda e à sua responsabilidade; II - dos mandatários, quanto aos bens de cuja administração ou alienação estejam encarregados; III - do juiz, do membro do Ministério Público e da Defensoria Pública, do escrivão, do chefe de secretaria e dos demais servidores e auxiliares da justiça, em relação aos bens e direitos objeto de alienação na localidade onde servirem ou a que se estender a sua autoridade; IV - dos servidores públicos em geral, quanto aos bens ou aos direitos da pessoa jurídica a que servirem ou que estejam sob sua administração direta ou indireta; V - dos leiloeiros e seus prepostos, quanto aos bens de cuja venda estejam encarregados; VI - dos advogados de qualquer das partes. Assim, se a parte for administradora dos bens executados não poderá participar do leilão. Mesma situação temos em relação ao juiz, ao membro do MP ou da Defensoria Pública e aos servidores que estejam atuando no juízo da execução. Para a prova, procure memorizar: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 87 295 NÃO PODEM OFERECER LANCE NO LEILÃO tutor, curador, testamenteiro, administrador ou liquidante * em relação aos bens que estejam sob sua responsabilidade. mandatário * em relação ao bem que administra. juiz, MP, DP e servidores * em relação aos bens, cuja execução atuem. leiloeiros e prepostos * em relação aos bens que estejam sob responsabilidade para o leilão. advogados * se atuarem em favor de alguma das partes Fora o rol acima, todas as pessoas que estivem em condições de administrar bens podem oferecer lances para arrematar os bens do executado em leilão. A regra é simples: quem oferecer o maior lance arrematará o bem vendido. O aヴデくàΒΓヱがàSラàNCPCがàミWゲゲWàIラミデW┝デラがàWゲデ;HWノWIWàケ┌Wàミ?ラàゲWヴ=à;SマキデキSラàノ;ミIWàIラマàさヮヴWNラà┗キノざくà O ケ┌W ゲキェミキaキI; さヮヴWNラ ┗キノざい É um valor mínimo para ser oferecido pelo pretendente no procedimento licitatório. Não tínhamos definição do valor no CPC73. No NCPC, temos um parâmetro objetivo, que segue o entendimento do STJ sobre o assunto. Assim, considera-ゲWàさ┗キノざがàラàノ;ミIWà;H;キ┝ラàS;àマWデ;SWàSラà┗;ノラヴàS;à;┗;ノキ;N?ラàラ┌àSラàケ┌WàIラミゲデ;ヴàSラàWSキデ;ノくà Veja: Art. 891. NÃO será aceito lance que ofereça preço vil. Parágrafo único. Considera-se vil o preço inferior ao mínimo estipulado pelo juiz e constante do edital, e, não tendo sido fixado preço mínimo, considera-se vil o preço inferior a cinquenta por cento do valor da avaliação. Para a prova... Não sendo preço vil, quem oferecer o maior valor vencerá o procedimento licitatório. De acordo com o art. 892, do NCPC, a regra é que o depósito do valor ocorra de imediato por aquele que ofertar o maior lance, o arrematante. A depender de circunstâncias do caso concreto, poderá o magistrado fixar no edital prazo para o depósito. Art. 892. SALVO pronunciamento judicial em sentido diverso, o pagamento deverá ser realizado de imediato pelo arrematante, por depósito judicial ou por meio eletrônico. O §1º traz uma regra específica: arrematação em leilão pelo exequente. Veja: PREÇO VIL valor inferior a 50% do valor indicado no edital ou na avaliação. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 88 295 § 1o Se o exequente arrematar os bens e for o único credor, não estará obrigado a exibir o preço, mas, se o valor dos bens exceder ao seu crédito, depositará, dentro de 3 (três) dias, a diferença, sob pena de tornar-se sem efeito a arrematação, e, nesse caso, realizar-se-á novo leilão, à custa do exequente. O exequente, antes mesmo de chegar ao leilão, poderá adjudicar o bem pelo preço da avalição, conforme vimos anteriormente. Contudo, caso não o faça, poderá participar do leilão. O dispositivo acima traz a possibilidade de o exequente arrematar o bem e não informar publicamente o valor arrematado, desde que seja o único credor. Cuidado! O §2º estabelece que, havendo dois pretendentes com lances iguais, confere-se preferência ao cônjuge, ao companheiro, ao descendente ou ao ascendente. § 2o Se houver mais de um pretendente, proceder-se-á entre eles à licitação, e, no caso de igualdade de oferta, terá preferência o cônjuge, o companheiro, o descendente ou o ascendente do executado, nessa ordem. Já o §3º prevê a preferência aos entes da Administração Pública Direta no caso de leilão de bens tombados. § 3o No caso de leilão de bem tombado, a União, os Estados e os Municípios terão, nessa ordem, o direito depreferência na arrematação, em igualdade de oferta. O art. 893, do NCPC, concede preferência a quem arrematar todos os bens em conjunto, quando vários bens foram postos em leilão. Art. 893. Se o leilão for de diversos bens e houver mais de um lançador, terá preferência aquele que se propuser a arrematá-los todos, em conjunto, oferecendo, para os bens que não tiverem lance, preço igual ao da avaliação e, para os demais, preço igual ao do maior lance que, na tentativa de arrematação individualizada, tenha sido oferecido para eles. O art. 894, do NCPC, prevê a possibilidade de divisão de bem imóvel para o leilão, quando isso for possível, tal como um terreno. Art. 894. Quando o imóvel admitir cômoda divisão, o juiz, a requerimento do executado, ordenará a alienação judicial de parte dele, desde que suficiente para o pagamento do exequente e para a satisfação das despesas da execução. § 1o Não havendo lançador, far-se-á a alienação do imóvel em sua integridade. § 2o A alienação por partes deverá ser requerida a tempo de permitir a avaliação das glebas destacadas e sua inclusão no edital, e, nesse caso, caberá ao executado instruir o requerimento com planta e memorial descritivo subscritos por profissional habilitado. SE O EXEQUENTE ARREMATAR O BEM DEVERÁ DEPOSITAR A DIFERENÇA, CASO O BEM LEILOADO SEJA SUPERIOR AO VALOR DA EXECUÇÃO, NO PRAZO DE 3 DIAS! Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 89 295 No art. 895, do NCPC, temos a previsão da arrematação parcelada de bem colocado a leilão. Esse requerimento deve ser, sempre, formulado antes de iniciado o leilão. De acordo com o dispositivo, podemos ter a realização de dois leilões. Um primeiro, cujo valor mínimo será o valor da avaliação. Se ninguém arrematar o bem por, pelo menos, o valor da avaliação, teremos uma segunda tentativa de leilão, hipótese em que as propostas não podem ser vis. Vale dizer, não podem ser inferiores a 50% do valor da avaliação. Em um ou outro caso, quem pretender arrematar o bem por intermédio de pagamento parcelado, deverá efetuar a proposta antes de iniciado o leilão. Independentemente de requerimento de pagamento parcelado, haverá o leilão para arrematação à vista. Caso alguém ofereça lance à vista, superior ao preço da avaliação (em primeiro leilão), terá preferência sobre a proposta parcelada. Não havendo interessados na arrematação à vista, quem efetuou o pedido parcelado irá arrematar o bem. Em relação a esse parcelamento, o art. 895, do NCPC, traça algumas regras: é necessário pagar 25% à vista; o restante poderá ser parcelado até 30 meses. o preço ofertado não pode ser inferior ao da avaliação em primeiro leilão. é necessário conceder caução (bem móvel) ou hipoteca (bem imóvel). Se estiver dentro dessas condições, o juiz autorizará a arrematação parcelada. Caso haja mais de um interessado na aquisição do bem de forma parcelada, o juiz irá analisar a proposta mais vantajosa, considerando sempre a de maior valor. Caso ambas as propostas sejam do mesmo valor com iguais condições de pagamento, o juiz irá escolher aquele que ofertou por primeiro. Caso não haja interessado, tanto para o pagamento à vista como para pagamento parcelado, procede-se o segundo leilão. Novamente, os interessados devem ofertar a pretensão de pagamento parcelado antes de iniciar os lances à vista. áàSキaWヴWミN;がàIラミデ┌SラがàWゲデ=àミラàa;デラàSWàケ┌WàラàノキマキデWàヮ;ヴ;àラàゲWェ┌ミSラàノWキノ?ラàゲWヴ=àラàさヮヴWNラà┗キノざくà“Wàエラ┌┗Wヴà arrematante à vista, ele terá preferência. Contudo, não havendo interessado, serão consideradas as propostas de aquisição parcelada, com as mesmas regras de pagamento e de desempate que vimos acima. Todas essas informações que procuramos trazer de forma didática, constam do dispositivo abaixo: Art. 895. O interessado em adquirir o bem penhorado em prestações poderá apresentar, por escrito: I - até o início do primeiro leilão, proposta de aquisição do bem por valor não inferior ao da avaliação; II - até o início do segundo leilão, proposta de aquisição do bem por valor que não seja considerado vil. § 1o A proposta conterá, em qualquer hipótese, oferta de pagamento de pelo menos vinte e cinco por cento do valor do lance à vista e o restante parcelado em até 30 (trinta) meses, garantido por caução idônea, quando se tratar de móveis, e por hipoteca do próprio bem, quando se tratar de imóveis. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 90 295 § 2o As propostas para aquisição em prestações indicarão o prazo, a modalidade, o indexador de correção monetária e as condições de pagamento do saldo. § 3o (VETADO). § 4o No caso de atraso no pagamento de qualquer das prestações, incidirá MULTA DE DEZ POR CENTO sobre a soma da parcela inadimplida com as parcelas vincendas. § 5o O inadimplemento autoriza o exequente a pedir a resolução da arrematação ou promover, em face do arrematante, a execução do valor devido, devendo ambos os pedidos ser formulados nos autos da execução em que se deu a arrematação. § 6o A apresentação da proposta prevista neste artigo não suspende o leilão. § 7o A proposta de pagamento do lance à vista sempre prevalecerá sobre as propostas de pagamento parcelado. § 8o Havendo mais de uma proposta de pagamento parcelado: I - em diferentes condições, o juiz decidirá pela mais vantajosa, assim compreendida, sempre, a de maior valor; II - em iguais condições, o juiz decidirá pela formulada em primeiro lugar. § 9o No caso de arrematação a prazo, os pagamentos feitos pelo arrematante pertencerão ao exequente até o limite de seu crédito, e os subsequentes, ao executado. Em relação aos imóveis de incapaz, temos uma outra regra específica. Confira: Art. 896. Quando o imóvel de incapaz NÃO alcançar em leilão pelo menos oitenta por cento do valor da avaliação, o juiz o confiará à guarda e à administração de depositário idôneo, adiando a alienação por prazo não superior a 1 (UM) ANO. § 1o Se, durante o adiamento, algum pretendente assegurar, mediante caução idônea, o preço da avaliação, o juiz ordenará a alienação em leilão. § 2o Se o pretendente à arrematação se arrepender, o juiz impor-lhe-á multa de vinte por cento sobre o valor da avaliação, em benefício do incapaz, valendo a decisão como título executivo. § 3o Sem prejuízo do disposto nos §§ 1o e 2o, o juiz poderá autorizar a locação do imóvel no prazo do adiamento. § 4o Findo o prazo do adiamento, o imóvel será submetido a novo leilão. Atenção! O dispositivo acima aplica-se apenas ao leilão de bens IMÓVEIS e cujo executado seja INCAPAZ. Nesse caso, se os lances ofertados no leilão forem inferiores a 80% do valor da avaliação do bem, o juiz determinará o adiamento do leilão por prazo não superior a um ano. Ao longo desse período, eventuais interessados podem arrematar o bem pelo valor da avaliação. Contudo, caso se arrependam da aquisição após apresentarem a proposta, sofrerão multa no importe de 20% sobre o valor do imóvel avaliado, que será revertida em proveito do incapaz. Após o decurso do prazo, caso não haja arrematação, o bem será novamente submetido à leilão. O art. 897, do NCPC, prevê que, se o arrematante não pagar no prazo estabelecido, perderá o valor dado a título de caução e não poderá participar do novo leilão que será realizado. Art. 897. Se o arrematante ou seu fiador NÃO pagar o preço no prazo estabelecido, o juiz impor-lhe-á, em favor do exequente, a perda da caução, voltando os bens a novo leilão, do qual NÃO serão admitidos a participar o arrematante e o fiador remissos. Relacionado com o dispositivo anterior, leia: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 116800091 295 Art. 898. O fiador do arrematante que pagar o valor do lance e a multa poderá requerer que a arrematação lhe seja transferida. O art. 899, do NCPC, citado na sequência, prevê a possibilidade da interrupção do leilão caso o valor do débito seja atingido com o valor parcial. Isso ocorre quando os bens arrematados são vendidos com preço superior ao da avaliação inicial. Se isso ocorrer e o valor total da condenação for atingido, suspende-se o leilão, sem incluir os demais bens do executado. Art. 899. Será suspensa a arrematação logo que o produto da alienação dos bens for suficiente para o pagamento do credor e para a satisfação das despesas da execução. Confira, ainda, o art. 900: Art. 900. O leilão prosseguirá no dia útil imediato, à mesma hora em que teve início, independentemente de novo edital, se for ultrapassado o horário de expediente forense. Finalizado o leilão será confeccionado o auto de arrematação, que conterá um relatório de todos os atos que foram praticados no leilão. Após a confecção do documento, será necessário colher a assinatura do leiloeiro, do serventuário de justiça e do juiz. Art. 901. A arrematação constará de auto que será lavrado de imediato e poderá abranger bens penhorados em mais de uma execução, nele mencionadas as condições nas quais foi alienado o bem. § 1o A ordem de entrega do bem móvel ou a carta de arrematação do bem imóvel, com o respectivo mandado de imissão na posse, será expedida depois de efetuado o depósito ou prestadas as garantias pelo arrematante, bem como realizado o pagamento da comissão do leiloeiro e das demais despesas da execução. § 2o A carta de arrematação conterá a descrição do imóvel, com remissão à sua matrícula ou individuação e aos seus registros, a cópia do auto de arrematação e a prova de pagamento do imposto de transmissão, além da indicação da existência de eventual ônus real ou gravame. Na sequência, vejamos o art. 902, do NCPC: Art. 902. No caso de leilão de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto de arrematação, oferecendo preço igual ao do maior lance oferecido. Parágrafo único. No caso de falência ou insolvência do devedor hipotecário, o direito de remição previsto no caput defere-se à massa ou aos credores em concurso, não podendo o exequente recusar o preço da avaliação do imóvel. O dispositivo prevê que, em relação ao bem hipotecado, é possível a remição do bem imóvel. Na realidade, constitui a aquisição do bem j=àさ┗WミSキSラざàヮWノラàW┝WI┌デ;SラがàSWゲSWàケ┌Wàラàa;N;àミラàマWゲマラà preço ou superior ao do maior lance oferecido. O parágrafo único, por sua vez, estabelece que, no caso de falência ou insolvência do devedor de hipoteca, a remição poderá ser exercida pela massa falida ou pelos credores. De acordo com a doutrina21: A assinatura do auto pelo juiz, pelo arrematante e pelo leiloeiro torna perfeita, acabada e irretratável a arrematação (art. 903, CPC). Nesse caso, tendo em conta a proteção ao arrematante terceiro de boa-fé, ainda 21 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 951. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 92 295 que os embargos do executado ou a ação autônoma de invalidação venham a ser julgado procedentes, a arrematação se mantém válida e eficaz. É justamente isso que fica patente da análise do art. 903, do NCPC: Art. 903. Qualquer que seja a modalidade de leilão, assinado o auto pelo juiz, pelo arrematante e pelo leiloeiro, A ARREMATAÇÃO SERÁ CONSIDERADA PERFEITA, acabada e irretratável, ainda que venham a ser julgados procedentes os embargos do executado ou a ação autônoma de que trata o § 4o deste artigo, assegurada a possibilidade de reparação pelos prejuízos sofridos. Não obstante o fato de a arrematação ser irretratável, ela poderá ser: invalidada, se: ➢ Realizada por preço vil; ➢ Realizada com outro vício. ineficaz, se não houver intimação de terceiros que possuam algum tipo de gravame sobre o bem; ou resolvida, se: ➢ Não for pago o preço; ou ➢ Não prestada a caução. Veja: § 1o Ressalvadas outras situações previstas neste Código, a arrematação poderá, no entanto, ser: I - invalidada, quando realizada por preço vil ou com outro vício; II - considerada ineficaz, se não observado o disposto no art. 804; III - resolvida, se não for pago o preço ou se não for prestada a caução. Em relação aos demais parágrafos, leia com atenção: § 2o O juiz decidirá acerca das situações referidas no § 1o, se for provocado em até 10 (dez) dias após o aperfeiçoamento da arrematação. § 3o Passado o prazo previsto no § 2o sem que tenha havido alegação de qualquer das situações previstas no § 1o, será expedida a carta de arrematação e, conforme o caso, a ordem de entrega ou mandado de imissão na posse. § 4o Após a expedição da carta de arrematação ou da ordem de entrega, a invalidação da arrematação poderá ser pleiteada por ação autônoma, em cujo processo o arrematante figurará como litisconsorte necessário. § 5o O arrematante poderá desistir da arrematação, sendo-lhe imediatamente devolvido o depósito que tiver feito: I - se provar, nos 10 (dez) dias seguintes, a existência de ônus real ou gravame não mencionado no edital; II - se, antes de expedida a carta de arrematação ou a ordem de entrega, o executado alegar alguma das situações previstas no § 1o; III - uma vez citado para responder a ação autônoma de que trata o § 4o deste artigo, desde que apresente a desistência no prazo de que dispõe para responder a essa ação. § 6o Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça a suscitação infundada de vício com o objetivo de ensejar a desistência do arrematante, devendo o suscitante ser condenado, sem prejuízo da responsabilidade Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 93 295 por perdas e danos, ao pagamento de multa, a ser fixada pelo juiz e devida ao exequente, em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do bem. Os parágrafos acima explicitam as impugnações após o aperfeiçoamento da arrematação, que ocorre com a lavratura do auto. Lavrado o auto, aguarda-se o curso do prazo de 10 dias, a fim de que sejam resolvidas alegações de invalidade, de ineficácia ou de resolução da arrematação. Resolvidas as impugnações ou no caso de não existirem impugnações no prazo de 10 dias, será expedida carta de arrematação. A partir da expedição desse documento, não há mais possibilidade de, no mesmo processo, buscar a invalidação, suscitar a ineficácia ou a resolução da arrematação. Eventual prejudicado deverá propor nova ação judicial. Ocorrerá a desistência pelo arrematante, dento do prazo de 10 dias: nos casos de invalidação e ineficácia se assim arguir; no caso de não pagamento ou não prestação da caução; se for citado em ação autônoma para discutir a invalidação da arrematação, desde que o faça no prazo da contestação. Com isso, após várias páginas sobre o assunto, finalizamos o estudo da expropriação. Resta analisar a quarta fase do processo de exceção, o pagamento. 6.6 - SATISFAÇÃO DO CRÉDITO O pagamento poderá ocorrer de duas formas. A primeira delas é pela adjudicação do bem pelo executado. Nesse caso, antes da alienação, o exequente deve requerer a transferência do bem como forma de pagamento do débito. A segunda forma de satisfação do crédito ocorre com a entrega do produto arrecadado no leilão. Veja: Art. 904. A satisfação do crédito exequendo far-se-á: I - pela entrega do dinheiro; II - pela adjudicação dos bens penhorados. Para a prova... Ricardo TorquesAula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 94 295 Veja, ainda, o art. 905, cuja leitura é suficiente para a prova. Art. 905. O juiz autorizará que o exequente levante, até a satisfação integral de seu crédito, o dinheiro depositado para segurar o juízo ou o produto dos bens alienados, bem como do faturamento de empresa ou de outros frutos e rendimentos de coisas ou empresas penhoradas, quando: I - a execução for movida só a benefício do exequente singular, a quem, por força da penhora, cabe o direito de preferência sobre os bens penhorados e alienados; II - não houver sobre os bens alienados outros privilégios ou preferências instituídos anteriormente à penhora. Parágrafo único. Durante o plantão judiciário, veda-se a concessão de pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores ou de liberação de bens apreendidos. O art. 906, do NCPC, estabelece que o exequente dará quitação nos autos do valor devido. Art. 906. Ao receber o mandado de levantamento, o exequente dará ao executado, por termo nos autos, quitação da quantia paga. Parágrafo único. A expedição de mandado de levantamento poderá ser substituída pela transferência eletrônica do valor depositado em conta vinculada ao juízo para outra indicada pelo exequente. De acordo com o art. 907, do NCPC, eventuais sobras に após pagos o principal, juros, custas e honorários に serão devolvidas ao executado. Art. 907. Pago ao exequente o principal, os juros, as custas e os honorários, a importância que sobrar será restituída ao executado. O art. 908, por seu turno, estabelece que a distribuição do produto arrecadado será efetuada de acordo com o quinhão e ordem preferencial de recebimento que cada um tem direito nos autos e, em relação aos executados na hipótese de sobras, do mesmo modo serão distribuídos de forma proporcional. Art. 908. Havendo pluralidade de credores ou exequentes, o dinheiro lhes será distribuído e entregue consoante a ordem das respectivas preferências. § 1o No caso de adjudicação ou alienação, os créditos que recaem sobre o bem, inclusive os de natureza propter rem, sub-rogam-se sobre o respectivo preço, observada a ordem de preferência. § 2o Não havendo título legal à preferência, o dinheiro será distribuído entre os concorrentes, observando-se a anterioridade de cada penhora. Para encerrar, o art. 909, do NCPC, prevê o caso em que há vários credores. Nessa situação, eles formularão as pretensões nos autos a fim de que o juiz decida como se dará a distribuição dos valores. Art. 909. Os exequentes formularão as suas pretensões, que versarão unicamente sobre o direito de preferência e a anterioridade da penhora, e, apresentadas as razões, o juiz decidirá. O art. 818, do NCPC, por sua vez, trata do cumprimento da obrigação. O PAGAMENTO OCORRE QUANDO HÁ... adjudicação do bem entrega do dinheiro obtido no leilão Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 95 295 Nesse casos, se a parte executada cumprir com a obrigação de fazer, ambos serão intimados a se manifestarem para apresentar eventuais impugnações no prazo de 10 dias. Sem qualquer irresignação, os autos serão extintos com a declaração de cumprimento. Art. 818. Realizada a prestação, o juiz ouvirá as partes no PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS e, não havendo impugnação, considerará satisfeita a obrigação. Parágrafo único. Caso haja impugnação, o juiz a decidirá. Caso a responsabilidade por executar a obrigação seja transferida a terceiro, e esse não a cumprir no prazo determinado ou cumprir, porém, de modo incompleto ou defeituoso, o exequente poderá requerer ao juiz que, no prazo de 10 dias, autorize a conclusão à custa do contratante. Art. 819. Se o terceiro contratado não realizar a prestação no prazo ou se o fizer de modo incompleto ou defeituoso, poderá o exequente requerer ao juiz, no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, que o autorize a concluí-la ou a repará-la à custa do contratante. Parágrafo único. Ouvido o contratante no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, o juiz mandará avaliar o custo das despesas necessárias e o condenará a pagá-lo. A situação acima aplica-se, portanto, nas hipóteses em que o executado contrata terceiro para que execute a obrigação constante do título executivo extrajudicial. É possível, entretanto, que a execução se dê por conta do exequente. Nesse caso, ele irá controlar a execução dos trabalhos necessários. O art. 820, do NCPC, prevê que, se o executado pretender a utilização de terceiros para execução da obrigação de fazer, o exequente terá direito de preferência para optar pela execução ou determinação de quem faça, podendo exercer tal opção no prazo de cinco dias. Art. 820. Se o exequente quiser executar ou mandar executar, sob sua direção e vigilância, as obras e os trabalhos necessários à realização da prestação, terá preferência, em igualdade de condições de oferta, em relação ao terceiro. Parágrafo único. O direito de preferência deverá ser exercido no prazo de 5 (cinco) dias, após aprovada a proposta do terceiro. Por fim, se a obrigação de fazer for pessoal, o juiz irá assinalar prazo para o cumprimento pelo próprio executado. Em não sendo cumprida, converte-se a obrigação em perdas e danos, que passará a ser executada como obrigação de pagar quantia certa. Art. 821. Na obrigação de fazer, quando se convencionar que o executado a satisfaça pessoalmente, o exequente poderá requerer ao juiz que lhe assine prazo para cumpri-la. Parágrafo único. Havendo recusa ou mora do executado, sua obrigação pessoal será convertida em perdas e danos, caso em que se observará o procedimento de execução por quantia certa. 7 - EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA A execução de título executivo extrajudicial contra a Fazenda Pública apresenta uma forma específica, particular, de cumprimento dos débitos pecuniários da Fazenda. Temos, na Constituição (art. 100), delineado o procedimento de precatórios e requisições de pequeno valor para pagamento desses débitos. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 96 295 Além disso, pelo estudo de Direito Constitucional e de Direito Administrativo sabemos que os bens públicos, porque se encontram vinculados ao princípio da finalidade pública, são inalienáveis. Logo, ミ?ラà ヮラSWマà ゲWヴà ヮWミエラヴ;Sラゲくà áキミS;à ケ┌Wà ゲWà デヴ;デWà SWà HWミゲà ヮWミエラヴ=┗Wキゲがà SWミラマキミ;Sラゲà SWà さHWミゲà SラマキミキI;キゲざがàエ=à┌マàヴWェキマWàテ┌ヴケSキIラàヮヴルヮヴキラàヮ;ヴ;à;àW┝WI┌N?ラàaラヴN;S;く Registre-se também que, embora na regência do CPC73 houvesse alguma dúvida quanto à possibilidade de execução de título executivo extrajudicial contra a Fazenda Pública, no NCPC temos disposição expressa. Além disso, a Súmula STJ 279 já admitia tal possibilidade. Súmula STJ 279 É cabível execução por título extrajudicial contra a Fazenda Pública. Não vamos, nesse tópico e nesse ponto da aula, analisar o regramento específico que passa pela Constituição e pela Lei nº 6.830/1980 (Lei de Execução Fiscal). Vamos apenas tecer algumas considerações gerais e compreender bem a redação do art. 910, do NCPC. O que se entende por Fazenda Pública? Vamos considerar dentro do conceito de Fazenda Pública: União; Estados; Município; Autarquias; e Fundações Públicas. No conceito de Fazenda Pública NÃO entram as sociedades de economia mista e as empresas públicas. Assim... Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 97 295 Dessa forma, quando o credor tiver um título executivo extrajudicial em face dos órgãos públicos conforme esquema acima, ele poderá requerera execução. Ao receber a petição inicial, ao invés da ordem para pagar a dívida no prazo de 3 dias, a Fazenda Pública será citada para opor embargos no PRAZO DE 30 DIAS. Veja: Art. 910. Na execução fundada em título extrajudicial, a FAZENDA PÚBLICA será citada para opor embargos em 30 (TRINTA) DIAS. Assim, citada, a Fazenda Pública poderá: Opor os embargos, que seguirá o seu trâmite regular. Não opor os embargos. Nas hipóteses acima, se forem rejeitados os embargos ou não forem opostos no prazo, o juiz determinará a expedição de precatória ou a expedição de requisição de pequeno valor, que segue o art. 100, da CF. § 1º NÃO opostos embargos ou transitada em julgado a decisão que os rejeitar, EXPEDIR-SE-Á PRECATÓRIO OU REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR em favor do exequente, observando-se o disposto no art. 100 da Constituição Federal. Confira o §2º: § 2º Nos embargos, a Fazenda Pública poderá alegar qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa no processo de conhecimento. O dispositivo acima prevê que o órgão processual da Fazenda Pública terá ampla liberdade para alegar qualquer matéria relevante, e que seja pertinente, nos embargos à execução. FAZENDA PÚBLICA abrange União Estados Municípios Autarquias Fundações Públicas não abrange Sociedades de economia mista Empresas públicas Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 98 295 Por fim, consigne-se que as regras referentes ao cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública, previstos nos arts. 534 e 535, do NCPC, são aplicados à execução de título executivo extrajudicial contra a Fazenda. § 3º Aplica-se a este Capítulo, no que couber, o disposto nos artigos 534 e 535. 8 - EMBARGOS À EXECUÇÃO 8.1 - INTRODUÇÃO O processo de execução pressupõe a certeza do direito. Assim, de posse do título executivo, promove-se a execução. Dessa forma, a ideia da execução não é certificar o direito (objetivo do processo de conhecimento), trata-se de atividade que tem por finalidade realizar o direito ou satisfazê-lo. Essa realidade traz uma série de consequências para o processo de execução, inclusive limitando o exercício do contraditório. Isso porque o direito já está certificado, portanto, a defesa do executado será voltada para aspectos formais do título e do processo. Contudo, na prática e a depender da espécie de execução, há a possibilidade de prejuízo à esfera jurídica do executado por irregularidades ou ilicitudes. Nesse contexto, segundo a doutrina22: Para resguardar os interesses do executado, o Código contempla uma ação autônoma de conhecimento, denominada de embargos do executado. Não se trata de defesa ou contestação, exercitada no bojo da execução, mas sim de ação autônoma, de natureza constitutiva, cuja finalidade é a desconstituição ou depuração do título que lastreia o processo executivo ou simplesmente a desconstituição do ato expropriatório. O título executivo extrajudicial expressa certeza, mas não é imutável e indiscutível. Presume-se que o negócio jurídico que deu origem àquele título observou todos os seus requisitos de validade e que não existe qualquer fato superveniente que seja capaz de retirar a validade dos seus efeitos. Essa presunção, que milita a favor do exequente, poderá ser desconstituída por intermédio dos embargos à execução. Assim, os embargos à execução nada mais são do que uma ação de conhecimento. NÃO É DEFESA NO PROCESSO DE EXECUÇÃO, NEM MESMO UMA ESPÉCIE DE CONTESTAÇÃO AO PROCEDIMENTO EXECUTÓRIO. É AÇÃO! Desse modo, é uma ação que decorre do processo de execução, que não ocorre dentro do processo de execução. Trata-se, portanto, de uma ação em paralelo que visa desconstituir o título executivo, que pressupõe a certeza do direito. Como o processo de execução e os embargos à execução são fundados no mesmo título, caminharão vinculados ou apensos. 22 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1262. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 99 295 8.2 - AJUIZAMENTO De acordo com o art. 914, do NCPC, o executado pode opor os embargos independentemente de penhora, no prazo de 15 dias, a contar da intimação. Veja: Art. 914. O executado, INDEPENDENTEMENTE DE PENHORA, depósito ou caução, poderá se opor à execução por meio de embargos. § 1o Os embargos à execução serão distribuídos por dependência, autuados em apartado e instruídos com cópias das peças processuais relevantes, que poderão ser declaradas autênticas pelo próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal. Veja, ainda, o art. 915, do NCPC. Art. 915. Os embargos serão oferecidos no PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS, contado, conforme o caso, na forma do art. 231. Portanto: Os embargos à execução podem ser opostos no juízo onde tramitar a execução. Contudo, é possível que, em determinadas situações, os embargos se voltem contra atos constritivos realizados fora da Comarca, como a penhora de algum bem imóvel. Assim, os embargos podem ser ajuizados de duas formas: 1ª forma (regra): os embargos são opostos no juízo da execução e distribuídos por dependência. Nesse caso, tal como referido, os autos tramitarão vinculados (processo judicial) ou apensos (processo físico). 2ª forma (exceção): caso haja penhora, avaliação ou alienação executada por carta precatória, os embargos podem ser ajuizados: a) no juízo deprecante (juízo da execução); ou b) no juízo deprecado (juízo que processa a penhora, a avaliação ou a alienação). Essa dupla possibilidade de ajuizamento no caso de expedição de carta está disciplinada no §2º: § 2o Na execução por carta, os embargos serão oferecidos no juízo deprecante ou no juízo deprecado, mas a competência para julgá-los é do juízo deprecante, salvo se versarem unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora, da avaliação ou da alienação dos bens efetuadas no juízo deprecado. Note que, embora o ajuizamento possa se dar no juízo deprecado, o juízo responsável pelo julgamento é o juízo da execução, ou seja, o juízo que deprecou (enviou) a carta precatória. EMBARGOS À EXECUÇÃO independem de garantia do juízo devem ser opostos no prazo de 15 dias Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 100 295 Há, contudo, uma exceção. Será julgado no juízo deprecado (que é o juízo que recebeu a precatória) quando envolver vícios ou defeitos na penhora, avaliação ou alienação dos bens efetuadas no próprio juízo deprecado. Parece difícil, mas não é! Essas irregularidades formais foram praticadas pelo juízo deprecado que está executando o ato de cooperação requerido pelo juízo da execução. Nesse caso, se os embargos versarem sobre esses aspectos, serão ajuizados, processados e julgados perante o juízo deprecado. 8.3 に CONTAGEM DO PRAZO O prazo para opor os embargos é de 15 dias! Nesse tópico vamos analisar os detalhes referentes ao início da contagem do prazo para oposição dos embargos. Como temos a possibilidade de que a execução seja oposta, em regra, no juízo da execução, mas excepcionalmente, no juízo deprecado, a nossa análise será dividida. Quando envolver ajuizamento perante o juízo da execução devemos observar as regras de intimação descritas no art. 231. A citação do executado pode ocorrer de diversas formas no processo, em razão disso, temos momentos distintos para que o prazo se inicie. Abaixo descrevemos as hipóteses trazidas no dispositivo: FORMA COMEÇO DO PRAZO Pelos Correios Juntada aos Autos do Aviso de Recebimento. Por oficial de Justiça Juntada aos Autos do MandatoCumprido Por ato do escrivão ou do chefe de secretaria Na data atestada. Por edital Dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo Juiz. Via eletrônica Dia útil seguinte à consulta ou ao término do prazo para consultar (10 dias). Por Diário de Justiça Data da publicação. Por retirada dos autos de cartório. Dia da carga. Portanto, seguindo a regra, com a juntada aos autos do comprovante de citação, considera-se o começo do prazo, iniciando-se a contagem no dia útil seguinte. Algumas regras específicas: Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um opor embargos é individual. A execução é uma ação autônoma, que se volta contra o patrimônio de cada executado individualmente. Há, apenas, uma única flexibilização. O final do §1º prevê que, nas execuções contra cônjuges, como o patrimônio do casal responde pelas dívidas a bem da família, o prazo começa com a juntada do comprovante do último citado. Veja: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 101 295 § 1o Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles embargar conta-se a partir da juntada do respectivo comprovante da citação, SALVO no caso de cônjuges ou de companheiros, quando será contado a partir da juntada do último. Essas regras aplicam-se, portanto, quando a oposição de embargos se dá em face de citação promovida pelo juízo da execução. No caso de oposição de embargos à execução por carta devemos considerar a intimação conforme descrito no §2ª abaixo: § 2o Nas execuções por carta, o prazo para embargos será CONTADO: I - da juntada, na carta, da certificação da citação, quando versarem unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora, da avaliação ou da alienação dos bens; II - da juntada, nos autos de origem, do comunicado de que trata o § 4o deste artigo [comunicado de realização da citação] ou, não havendo este, da juntada da carta devidamente cumprida, quando versarem sobre questões diversas da prevista no inciso I deste parágrafo. § 4o Nos atos de comunicação por carta precatória, rogatória ou de ordem, a realização da citação será imediatamente informada, por meio eletrônico, pelo juiz deprecado ao juiz deprecante. Assim, se a parte pretender embargar a execução por vícios ou irregularidades na penhora, avaliação ou alienação de bens, hipótese em que os embargos serão da competência do Juízo deprecado, o prazo de 15 dias é contato a partir da certidão de citação juntado na carta precatória. Por outro lado, fora a hipótese acima, como os embargos serão julgados pelo juízo de execução (ou juízo deprecante da carta), a contagem do prazo leva em consideração a comunicação de citação no processo de origem ou, se não houver comunicação, da data da juntada da carta precatória cumprida no juízo de origem. Sintetizando... ひConsidera-se começo do prazo de 15 dias da juntada aos autos do comprovante de citação cumprido. EMBARGOS AO PROCESSO DE EXECUÇÃO ひConsidera-se o começo do prazo de 15 dias, quando a competência for do juízo deprecante, da comunicação nos autos de origem da citação ou, caso não haja tal comunicação, da juntada dos autos de precatória no processo de execução. ひConsidera-se o começo do prazo de 15 dias, quando a competência para julgar for do juízo deprecado (irregularidade ou vícios na penhora, avaliação ou alienação) a comunicação de realização da citação nos autos da carta precatória. EMBARGOS AO PROCESSO DE EXECUÇÃO POR CARTA Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 102 295 Em relação ao prazo para embargos, por se tratar de ação individual para cada executado, ainda que exista pluralidade de executados, não se aplica o prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores de escritórios distintos. Logo, o prazo será de 15 dias! § 3o Em relação ao prazo para oferecimento dos embargos à execução, NÃO SE APLICA o disposto no art. 229 [regra do prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores de escritórios distintos]. Assim: Vistas as regras específicas, sigamos! 8.4 - PARCELAMENTO DA EXECUÇÃO O art. 916 trata da possibilidade de parcelamento da execução. Antes de começar, embora vários dispositivos estudados na parte de execução de título executivo extrajudicial sejam aplicáveis ao cumprimento de sentença, O ART. 916, DO NCPC, NÃO É APLICÁVEL AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. Dito isso, para o parcelamento devem ser observadas as regras a seguir citadas. Primeiro, o executado deve requerer o parcelamento no prazo que teria para opor os embargos de execução. Assim, ao invés de embargar, ele apresenta petição requerendo o parcelamento. Note que o parcelamento é substitutivo dos embargos. Assim, a petição de parcelamento importa renúncia ao direito de embargar. Além disso, no ato de apresentação do requerimento, a parte deverá efetuar o pagamento de 30% do valor atualizado do débito, acrescido de custas e de honorários do advogado. Quanto aos 70% restantes, a parte poderá requerer o parcelamento em 6 vezes, acrescido de correção monetária e juros. Apresentada a petição, o juiz determinará a oitiva da parte contrária e, na sequência, decidirá no prazo de 5 dias. A decisão poderá ser... Pelo deferimento, situação em que o exequente fará o levantamento dos 30%. O executado deverá efetuar o pagamento mensal de forma rigorosa sob pena de: A) vencimento das prestações subsequentes e continuidade do processo de execução em relação ao valor remanescente. B) multa de 10% sobre o valor das prestações pagas. Pelo indeferimento, hipótese em que os 30% depositados serão convertidos em penhora e a execução prosseguirá pelo restante. Confira: O prazo de Embargos à Execução NÃO é contado em dobro para os litisconsortes com diferentes procuradores Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 103 295 Art. 916. No prazo para embargos, RECONHECENDO o crédito do exequente e COMPROVANDO o depósito de TRINTA POR CENTO do valor em execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, o executado poderá requerer que lhe seja permitido pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e de juros de um por cento ao mês. § 1o O exequente será intimado para manifestar-se sobre o preenchimento dos pressupostos do caput, e o juiz decidirá o requerimento em 5 (CINCO) DIAS. § 2o Enquanto não apreciado o requerimento, o executado terá de depositar as parcelas vincendas, facultado ao exequente seu levantamento. § 3o Deferida a proposta, o exequente levantará a quantia depositada, e serão suspensos os atos executivos. § 4o INDEFERIDA a proposta, seguir-se-ão os atos executivos, mantido o depósito, que será convertido em penhora. § 5o O NÃO pagamento de qualquer das prestações acarretará cumulativamente: I - o vencimento das prestações subsequentes e o prosseguimento do processo, com o imediato reinício dos atos executivos; II - a imposição ao executado de multa de dez por cento sobre o valor das prestações não pagas. § 6o A opção pelo parcelamento de que trata este artigo importa renúncia ao direito de opor embargos. § 7o O disposto neste artigo NÃO SE APLICA AO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. Em síntese... 8.5 - MATÉRIAS ARGUÍVEIS O art. 917, do NCPC, trata das matérias que podem ser arguidas em embargos à execução. Atenção! Art. 917. Nos embargos à execução, o executado poderá ALEGAR: I - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; II - penhora incorreta ou avaliação errônea; ひNão se aplica ao cumprimento de sentença. ひRequerimento: deposita 30% do débito atualizado com custas e honorários e requere o parcelamentodo restante em 6 vezes mensais, com correção monetária e juros de 1%. ひA decisão poderá ser... ➢Pelo deferimento, situação em que o exequente fará o levantamento dos 30%. O executado deverá efetuar o pagamento mensal de forma rigorosa sob pena de: ひA) vencimento das prestações subsequentes e continuidade do processo de execução em relação ao valor remanescente. ひB) multa de 10% sobre o valor das prestações pagas. ➢Pelo indeferimento, hipótese em que os 30% depositados serão convertidos em penhora e a execução prosseguirá pelo restante. PARCELAMENTO DA EXECUÇÃO Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 104 295 III - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções; IV - retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de execução para entrega de coisa certa; V - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução; VI - qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento. Vamos analisar objetivamente cada uma das hipóteses previstas acima. O executado poderá arguir a inexequibilidade do título ou a inexigibilidade da obrigação. Por exemplo, pretende-se a execução de um documento que não é considerado hipótese de título executivo extrajudicial, tal como o cheque especial (inexequível) ou a obrigação está sob condição suspensiva não implementada (inexigível). A parte executada poderá alegar, ainda, penhora incorreta ou avaliação errônea. Caberá embargos à oposição, se a penhora não obedecer aos requisitos substanciais ou formais, como a penhora de bem de família ou avaliação em valor manifestamente inferior ao praticado no mercado. Importante registrar que não será necessário opor embargos à execução quando houver apenas incorreção nos cálculos da penhora ou da avaliação. Nesses casos, basta ao executado demonstrar a incorreção por petição, no prazo de 15 dias a contar da ciência do fato, para que haja retificação. É isso que explicita o §1º abaixo citado: § 1o A incorreção da penhora ou da avaliação poderá ser impugnada por simples petição, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da ciência do ato. Em frente! O excesso de execução configura-se quando o exequente pretende valor superior ao que consta do título executivo extrajudicial ou execução de coisa diversa daquela declara no título. Por exemplo, inserção no cálculo do débito de parcela não declarada no título constitui matéria embargável por excesso de execução. A fim de facilitar a compreensão do que seja excesso de execução, temos o §2º abaixo: § 2o Há excesso de execução quando: I - o exequente pleiteia quantia superior à do título; II - ela recai sobre coisa diversa daquela declarada no título; III - ela se processa de modo diferente do que foi determinado no título; inexequível é o título que não preenche as características de um título executivo extrajudicial inexigível é a obrigação que não é líquida ou ainda não é exigível Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 105 295 IV - o exequente, sem cumprir a prestação que lhe corresponde, exige o adimplemento da prestação do executado; V - o exequente não prova que a condição se realizou. Ainda em relação à hipótese na qual o executado alega excesso de execução, temos que nos atentar para um detalhe importante. Na petição de embargos, o executado deverá indicar o valor do excesso e o valor que entende devido, com apresentação de demonstrativo discriminado e atualizado do débito. Se o executado não indicar o valor que entende correto ou não apresentar os demonstrativos, os embargos restarão prejudicados em relação a esses pontos. Assim, se o excesso de execução for o único argumento, os embargos serão extintos sem resolução de mérito. Ao passo que se houver outros fundamentos, os embargos serão processados, mas o juiz não examinará a alegação de excesso de execução. Confira: § 3o Quando alegar que o exequente, em excesso de execução, pleiteia quantia superior à do título, o embargante declarará na petição inicial o valor que entende correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo. § 4o Não apontado o valor correto ou não apresentado o demonstrativo, os embargos à execução: I - serão liminarmente rejeitados, sem resolução de mérito, se o excesso de execução for o seu único fundamento; II - serão processados, se houver outro fundamento, mas o juiz não examinará a alegação de excesso de execução. Vejamos um esquema para fixas as hipóteses de excesso de execução: Sigamos com a análise das demais hipóteses: Poderá o executado arguir a retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de execução para entrega de coisa certa. Temos uma situação específica que permite ao executado に quando possuidor de boa-fé, obter o direito à indenização de benfeitorias necessárias, úteis e voluptuárias que eventualmente não tenham sido pagas. Por exemplo, o executado é locatário do exequente. Ao longo do contrato de locação promoveu diversas benfeitorias úteis e necessárias no imóvel, por exemplo, troca de janelas enferrujadas, colocação de portão eletrônico etc. Essas benfeitorias, contudo, não foram ressarcidas pelo locador. Em eventual execução para entrega do imóvel devido ao atraso reiterado nos aluguéis, o executado ひo exequente pleiteia quantia superior à do título; ひela recai sobre coisa diversa daquela declarada no título; ひela se processa de modo diferente do que foi determinado no título; ひo exequente, sem cumprir a prestação que lhe corresponde, exige o adimplemento da prestação do executado; ひo exequente não prova que a condição se realizou. O EXCESSO DE EXECUÇÃO OCORRE QUANDO: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 106 295 poderá embargar para exercer o direito de retenção a fim de que tais benfeitorias sejam pagas ou compensadas do montante devido. Sobre essa hipótese, o §5º prevê a possibilidade de compensação, tal como consta do exemplo. § 5o Nos embargos de retenção por benfeitorias, o exequente poderá requerer a compensação de seu valor com o dos frutos ou dos danos considerados devidos pelo executado, cumprindo ao juiz, para a apuração dos respectivos valores, nomear perito, observando-se, então, o art. 464. Já o §6º prevê a possibilidade de o exequente promover a retirada do executado da posse, não obstante o exercício do direito de retenção, mediante prestação de caução ou depósito do valor devido a título de benfeitorias. § 6o O exequente poderá a qualquer tempo ser imitido na posse da coisa, prestando caução ou depositando o valor devido pelas benfeitorias ou resultante da compensação. Sigamos! O executado poderá embargar a execução sob a alegação de incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução, que seguirá a disciplina dos arts. 146 e 148, do NCPC. § 7o A arguição de impedimento e suspeição observará o disposto nos arts. 146 e 148. Por fim, constitui matéria embargável na execução tudo aquilo que poderia ser arguido pelo réu em matéria de defesa no processo de conhecimento. Sobre essa hipótese, é muito importante ler a doutrina23 abaixo: Nos embargos à execução fundada e título executivo extrajudicial, exatamente porque o direito não foi acertado em processo judicial, o executado poderá alegar toda e qualquer matéria que lhe será lícito deduzir como defesa no processo de conhecimento. Esse entendimento se aplica tanto aos embargos à execução proposta contra o particular quanto contra a Fazenda Pública (art. 910, §2º). Essa hipótese deixa evidente que os embargos constituem uma ação autônoma, o que permite ao executado impugnar a relação jurídica, trazendo todaa matéria que poderia alegar na fase de defesa do processo de conhecimento. 8.6 - REJEIÇÃO LIMINAR DOS EMBARGOS O art. 918, do NCPC, trata das hipóteses de rejeição liminar dos embargos à execução. Uma vez apresentados os embargos, o juiz irá verificar se a petição apresenta os pressupostos e requisitos processuais, se não houver a prescrição da pretensão executiva ou a decadência de opor os embargos, eles serão liminarmente rejeitados. Veja: Art. 918. O juiz REJEITARÁ LIMINARMENTE OS EMBARGOS: I - quando intempestivos; 23 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 19ª edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Atlas S/A, 2016, p. 1270. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 107 295 II - nos casos de indeferimento da petição inicial e de improcedência liminar do pedido; III - manifestamente protelatórios. Parágrafo único. CONSIDERA-SE CONDUTA ATENTATÓRIA À DIGNIDADE DA JUSTIÇA O OFERECIMENTO DE EMBARGOS MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. Em relação à hipótese descrita no inc. III, além da rejeição liminar dos embargos, o parágrafo único explicita que tal conduta será considerada ato atentatório à dignidade da justiça, sujeitando o executado à multa de até 20% sobre o valor atualizado do débito que será cobrada nos próprios autos de execução e revertida em benefício do exequente. Para a prova... 8.7 - EFEITOS DOS EMBARGOS RECEBIDOS Se não for o caso de rejeição liminar, os embargos serão tramitados. Caso haja pedido de concessão de efeito suspensivo, o juiz irá apreciar o pedido formulado pelo executado. Para a concessão do efeito suspensivo, há de se verificar se: há preenchimento dos requisitos para concessão de tutela provisóriaがàケ┌;キゲàゲWテ;マぎà;ぶàさヮWヴキェラàSWàS;ミラざきàHぶà さヴキゲIラà;ラàヴWゲ┌ノデ;Sラà┎デキノàSラàヮヴラIWゲゲラざきàラ┌àIぶàさヮWヴキェラàS;àSWマラヴ;ざàふヮWヴキI┌ノ┌マàキミàマラヴ;ぶく houve a realização de penhora, depósito ou caução em valor suficiente. Sem o preenchimento dos requisitos acima, não há a possibilidade de concessão judicial do efeito suspensivo (ope judicis). Art. 919. Os embargos à execução NÃO TERÃO EFEITO SUSPENSIVO. § 1o O juiz poderá, a requerimento do embargante, atribuir efeito suspensivo aos embargos quando verificados os requisitos para a concessão da tutela provisória e DESDE QUE a execução já esteja garantida por penhora, depósito ou caução suficientes. Em relação aos demais §§, a leitura atenta é o suficiente: HIPÓTESES DE REJEIÇÃO LIMINAR DOS EMBARGOS intempestivos indeferimento da petição inicial improcedência liminar manifestamente protelatórios Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 108 295 § 2o Cessando as circunstâncias que a motivaram, a decisão relativa aos efeitos dos embargos poderá, a requerimento da parte, ser modificada ou revogada a qualquer tempo, em decisão fundamentada. § 3o Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a parte do objeto da execução, esta prosseguirá quanto à parte restante. § 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. § 5o A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos atos de substituição, de reforço ou de redução da penhora e de avaliação dos bens. Confira uma questão de prova: (TRE-PI/2016/adaptada) Relativamente ao cumprimento de sentença e ao processo de execução de título executivo extrajudicial, julgue: Em ação de execução de título executivo extrajudicial na qual o devedor ofereça embargos à execução no prazo legal, objetivando desconstituir a pretensão executiva, caso haja indícios do cumprimento da obrigação, o juiz poderá, de ofício, conceder efeito suspensivo aos embargos. Comentários A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 919, §1º, do NCPC, os embargos à execução não terão efeito suspensivo. O juiz poderá, a requerimento do embargante, atribuir efeito suspensivo aos embargos. 8.8 - CONTRADITÓRIO, INSTRUÇÃO E JULGAMENTO Para encerrar o estudo dos embargos, veja o art. 920, do NCPC: Art. 920. Recebidos os embargos: I - o exequente será ouvido no prazo de 15 (quinze) dias; II - a seguir, o juiz julgará imediatamente o pedido ou designará audiência; III - encerrada a instrução, o juiz proferirá sentença. Esse dispositivo sintetiza o procedimento de embargos após a determinação do processamento e eventual análise de efeito suspensivo. Determinado o processamento, intima-se o exequente (e embargado) para impugnar os embargos no prazo de 15 dias. Na sequência, será julgado o pedido ou, se necessária a produção de provas, haverá designação de audiência de instrução com posterior sentença. Com isso, finalizamos o estudo dos embargos à execução. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 109 295 9 - SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO 9.1 - SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO Para encerrar o estudo relativo ao processo execução, cumpre analisar as situações nas quais temos a suspensão e a extinção da execução. A suspensão da execução ocorre nas hipóteses descritas no art. 921, do NCPC: Art. 921. SUSPENDE-SE a execução: I - nas hipóteses dos arts. 313 e 315, no que couber; II - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução; III - quando o executado não possuir bens penhoráveis [1 ano]; IV - se a alienação dos bens penhorados não se realizar por falta de licitantes e o exequente, em 15 (quinze) dias, não requerer a adjudicação nem indicar outros bens penhoráveis; V - quando concedido o parcelamento de que trata o art. 916. § 1o Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se suspenderá a prescrição. § 2o Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano sem que seja localizado o executado ou que sejam encontrados bens penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos autos. § 3o Os autos serão desarquivados para prosseguimento da execução se a qualquer tempo forem encontrados bens penhoráveis. § 4o Decorrido o prazo de que trata o § 1o sem manifestação do exequente, começa a correr o prazo de prescrição intercorrente. § 5o O juiz, depois de ouvidas as partes, no prazo de 15 (quinze) dias, poderá, de ofício, reconhecer a prescrição de que trata o § 4o e extinguir o processo. Vamos analisar brevemente as hipóteses?! 1ª hipótese: no primeiro inciso temos referência às situações que determinam a suspensão do processo de conhecimento que, se se adequarem ao processo de execução, podem implicar também suspensão. Veja: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 110 295 A outra circunstância trazida no primeiro incisos é a suspensão para apuração de fatos na esfera criminal. Relembre: 2ª hipótese: recebimento dos embargos à execução com efeito suspensivo. 3ª hipótese: executado não possuir bens penhoráveis, suspende-se a execução pelo prazo de 1 ano. 4ª hipótese: se a alienação dos bens penhorados não se realizar por falta de licitantes e o exequente, em 15 dias, não requerer a adjudicação nem indicar outros bens penhoráveis. 5ª hipótese: aquisição parcelada. O art. 922, do NCPC, prevê a possibilidade de suspensão da obrigação por acordo entre as partes. Art. 922. Convindo as partes, o juiz declarará suspensa a execução durante o prazo concedido pelo exequente para que o executado cumpra voluntariamente a obrigação.Parágrafo único. Findo o prazo sem cumprimento da obrigação, o processo retomará o seu curso. Por fim, prevê o art. 923, do NCPC, que durante o prazo de suspensão da execução não podem ser praticados atos processuais, com exceção dos atos urgentes. Art. 923. Suspensa a execução, não serão praticados atos processuais, podendo o juiz, entretanto, salvo no caso de arguição de impedimento ou de suspeição, ordenar providências urgentes. ひSuspende-se o processo quando houver morte ou perda da capacidade processual das partes, do representante legal e do advogado. ひSuspende-se o processo por convenção das partes (máximo de 6 meses, podendo ser sucessivamente convencionado). ひSuspende-se o processo por impedimento ou suspeição. ひSuspende-se o processo por admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas. ひSuspende-se o processo por prejudicidade ou preliminaridade de processos (subordinação entre processos) ひSuspende-se o processo por questões preliminares por, no máximo, 1 ano (verificação de fato ou produção de provas). ひSuspende-se o processo em razão de força maior. ひSuspende-se o processo quando se discutir questão decorrente de acidente e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo. ひSuspende-se o processo nas demais hipóteses previstas no NCPC. SUSPENSÃO DO PROCESSO SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ PRONUNCIAMENTO DA JUSTIÇA CRIMINAL Suspensão por ação prejudicial Suspensão por 3 meses para ajuizamento da ação penal Suspensão por 1 ano para julgamento da ação penal Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 111 295 9.2 - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO O art. 924, do NCPC, por sua vez, sintetiza as hipóteses em que teremos a extinção da execução: Art. 924. Extingue-se a execução quando: I - a petição inicial for indeferida; II - a obrigação for satisfeita; III - o executado obtiver, por qualquer outro meio, a extinção total da dívida; IV - o exequente renunciar ao crédito; V - ocorrer a prescrição intercorrente. Contudo, para que produza efeitos é necessária a declaração por sentença da extinção do procedimento de execução: Art. 925. A extinção só produz efeito quando declarada por sentença. Em síntese... Com isso, encerramos o conteúdo referente ao processo de execução. 10 に LISTA DE QUESTÕES 10.1 に LISTA DE QUESTÃO SEM COMENTÁRIOS FCC 1. FCC/TRT-15ªR/2018 Em relação à execução por quantia certa, EXTINGUE-SE A EXECUÇÃO, SE a petição inicial for indeferida a obrigação for satisfeita o executado obtiver, por qualquer outro meio, a extinção total da dívida o exequente renunciar ao crédito ocorrer a prescrição intercorrente Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 112 295 (A) o exequente poderá obter certidão de que a execução foi admitida pelo juiz, com identificação das partes e do valor da causa, para fins de averbação no registro de imóveis, de veículos ou de outros bens sujeitos a penhora, arresto ou indisponibilidade. (B) ao despachar a inicial, o juiz fixará, de plano, os honorários advocatícios de 15%, a serem pagos pelo executado, reduzindo-se esse valor a 5% em caso de pagamento integral no prazo de três dias. (C) o executado será intimado para pagar a dívida em três dias, ou nomear bens suficientes à satisfação do crédito. (D) se o oficial de justiça não encontrar o executado, devolverá o mandado em cartório, que intimará o exequente para indicar bens à penhora. (E) no prazo para oferecimento de embargos à execução, impreterivelmente, poderá o executado remir a execução pagando o débito com os encargos e acréscimos legais. 2. FCC/TRT-2ªR/2018 Na execução por quantia certa, nos termos preconizados pelo Código de Processo Civil, é correto afirmar: a) São impenhoráveis bens considerados inalienáveis, bem como os frutos e os rendimentos dos referidos bens, ainda que não existam outros bens passíveis de penhora. b) Havendo pagamento integral da dívida pelo executado no prazo de até 5 dias após a regular citação, o valor dos honorários advocatícios será reduzido pela metade. c) A penhora de bens do executado poderá ser levada a efeito ainda quando ficar evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução. d) Realizada a penhora on-line de dinheiro em depósito ou em aplicação financeira, consumada a indisponibilidade dos ativos financeiros, o executado será intimado na pessoa do seu advogado ou, não o tendo, pessoalmente, e terá o prazo de 5 dias para comprovar que as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis. e) Havendo requerimento de adjudicação de bem imóvel penhorado do executado em igualdade de ofertas, terá preferência o descendente, o cônjuge, o companheiro ou o ascendente, nessa ordem. 3. FCC/TST/2017 Sobre execução no Processo Civil, é correto afirmar: a) Caso a penhora recaia sobre estabelecimento comercial, o juiz nomeará administrador- depositário para dar continuidade ao negócio, podendo as partes ajustar a forma de administração, mas não a escolha do depositário. b) Ocorrendo penhora das quotas ou das ações de sócio em sociedade simples ou empresária, o juiz poderá determinar o leilão judicial quando não haja interesse dos demais sócios no Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 113 295 exercício de direito de preferência, não ocorra a aquisição das quotas ou das ações pela própria sociedade e a liquidação seja excessivamente onerosa para a sociedade. c) O executado poderá requerer a substituição do bem penhorado, devendo comprovar que a substituição lhe será menos onerosa, bem como indicar onde se encontram os bens sujeitos à execução, exibir a prova de sua propriedade e a certidão negativa ou positiva de ônus, bem como abster-se de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da penhora, caso em que a substituição pode ser deferida ainda que haja prejuízo ao exequente. d) Havendo penhora de pedras e metais preciosos, o juiz não poderá determinar a alienação antecipada dos bens, ainda que comprovada manifesta vantagem para a execução. e) O juiz poderá ordenar a penhora de percentual de faturamento de empresa se o executado não tiver outros bens penhoráveis ou se, tendo-os, esses forem de difícil alienação ou insuficientes para saldar o crédito executado, caso em que fixará percentual que propicie a satisfação do crédito exequendo em tempo razoável, mas que não torne inviável o exercício da atividade empresarial, nunca inferior a dez ou superior a trinta por cento. 4. FCC/DPE-AP/2018 No tocante à penhora, a) são impenhoráveis os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do devedor, ainda que de elevado valor. b) a ordem de bens passíveis de penhora é taxativa e não admite flexibilização. c) não é possível a penhora de percentual do faturamento de empresa devedora, por equivaler à penhora da própria empresa. d) à falta de outros bens, podem ser penhorados os frutos e os rendimentos dos bens alienáveis. e) quando não encontrar bens penhoráveis, e desde que haja determinação judicial expressa, o oficial de justiça certificará os bens que guarnecem a residência do devedor, para posterior penhora daqueles passíveis de gravame. 5. FCC/DPE-AM/2018 A respeito da execução de alimentos, é correto afirmar: a) O débito alimentar que autoriza a decretação da prisão civil do alimentante é o que compreende até as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo. b) O cumprimento integral da prisão civil exime o executado do pagamento das prestações que a ensejaram. c) No cumprimentode sentença que condene ao pagamento de prestação alimentícia ou de decisão interlocutória que fixe alimentos, o juiz, de ofício ou a requerimento do exequente, mandará intimar o executado pessoalmente para, em cinco dias, pagar o débito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 114 295 d) Se o executado for funcionário público, não poderá o juiz, em nenhuma hipótese, atender ao requerimento do exequente para que se realize o desconto em folha de pagamento da importância da prestação alimentícia. e) Cabe a impetração de habeas corpus contra a decisão que decreta a prisão civil do devedor de alimentos por ausência de previsão legal de recurso para atacá-la. 6. FCC/TST/2017 Quanto à execução no Processo Civil, a legislação sobre a matéria estabelece: a) A penhora de crédito representado por letra de câmbio, nota promissória, duplicata, cheque ou outros títulos far-se-á exclusivamente pela apreensão do documento, podendo o juiz determinar, como medida preparatória do ato, a intimação do terceiro devedor para que não pague ao executado, seu credor e do executado, credor do terceiro, para que não pratique ato de disposição do crédito. b) Não constitui violação dos deveres da parte a conduta do executado que, intimado, não indica ao juiz bens sujeitos à penhora. c) Na execução por quantia certa, os honorários advocatícios de 10% serão fixados de plano pelo juiz ao despachar a petição inicial, cujo valor será reduzido pela metade se o executado pagar integralmente o valor, no prazo de três dias da citação ou poderá ser elevado a 20% quando rejeitados os embargos à execução ou, quando não opostos, levando-se em conta o trabalho realizado pelo advogado do exequente, conforme se constatar ao final do procedimento executivo. d) Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode, a todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da respectiva avaliação, acrescida das despesas decorrentes do leilão, inclusive honorários do leiloeiro. e) São absolutamente impenhoráveis os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, exceto para pagamento de prestação alimentícia, independentemente de sua origem. 7. FCC/TRT-24ªR/2017 José é credor de Joaquim da quantia de R$ 50.000,00 decorrente de contrato de empréstimo particular assinado pelas partes e por duas testemunhas. Vencido o prazo de um ano estabelecido para pagamento e inadimplida a obrigação José propõe ação de execução de quantia certa contra Joaquim com o escopo de receber o seu crédito, com juros e correção monetária. Ao despachar a inicial o juiz fixará, de plano, os honorários advocatícios de a) 10%, a serem pagos pelo executado, que serão reduzidos pela metade no caso de integral pagamento da dívida no prazo de 5 dias. b) 10% a 20%, a serem pagos pelo executado, que serão reduzidos pela metade no caso de integral pagamento da dívida no prazo de 5 dias. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 115 295 c) 20%, a serem pagos pelo executado, que serão reduzidos pela metade no caso de integral pagamento no prazo de 5 dias. d) 20%, a serem pagos pelo executado, que serão reduzidos pela metade no caso de integral pagamento no prazo de 3 dias. e) 10%, a serem pagos pelo executado, que serão reduzidos pela metade no caso de integral pagamento da dívida no prazo de 3 dias. 8. FCC/TRT-20ª R/2016 Na execução por quantia certa, a) a expropriação consistirá em adjudicação e alienação, bem como apropriação de frutos e rendimentos de empresa ou de estabelecimentos e de outros bens. b) antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode remir a execução, pagando ou consignando a importância histórica da dívida, sem acréscimo de juros ou honorários advocatícios. c) o executado será citado para pagar a dívida no prazo de quinze dias, contado da citação ou da juntada do último mandado aos autos, em caso de mais de um executado, sob pena de multa de 10% sobre o valor da execução. d) ao despachar a inicial, o juiz fixará, de plano, independentemente da oposição de embargos, honorários advocatícios de vinte por cento sobre o valor da causa, a serem pagos pelo executado, os quais são reduzidos à metade em caso de pagamento espontâneo da dívida. e) se o oficial não encontrar o executado, arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução, os quais serão convertidos em penhora, dispensando-se a citação do devedor. 9. FCC/DPE-BA/2016 Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou em aplicação financeira, o juiz, a) de ofício, sem dar ciência prévia do ato ao executado, determinará, por meio de ofício dirigido à instituição financeira em que alocados os recursos, que esta torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado. b) a requerimento do exequente, ouvindo previamente o executado, no prazo de três dias, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado. c) de ofício, ouvindo previamente o executado, no prazo de três dias, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado. d) a requerimento do exequente, sem dar ciência prévia do ato ao executado, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico gerido pela autoridade supervisora do Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 116 295 sistema financeiro nacional, que torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado. e) a requerimento do exequente, ouvindo previamente o executado, no prazo de três dias, determinará, por meio de ofício dirigido à instituição financeira em que alocados os recursos, que esta torne indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado. 10. FCC/Prefeitura de Teresina-PI/2016 A respeito da execução em geral, considere: I. A necessidade de simples operações aritméticas para apurar o crédito exequendo não retira a liquidez da obrigação constante do título executivo. II. Recaindo mais de uma penhora sobre o mesmo bem, cada exequente conservará o seu título de preferência. III. Feita a partilha, cada herdeiro responde solidariamente pela totalidade das dívidas do falecido, dentro das forças da herança. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e III. b) I e II. c) II e III. d) II. e) III. 11. FCC/Prefeitura de Teresina に PI/2016 Na execução de título extrajudicial, de acordo com o Código de Processo Civil, o executado poderá opor-se à execução por meio de embargos, a) desde que garantida por depósito. b) desde que garantida por penhora. c) independentemente da garantia do juízo. d) desde que garantida por caução. e) desde que garantida por fiança. 12. FCC/PGE-MT/2016 No processo de execução e cumprimento de sentença, a) a exceção de pré-executividade, embora não prevista expressamente no novo Código de Processo Civil, é aceita pela doutrina e pela jurisprudência para que o executado se defenda mediante a alegação de matérias de ordem pública, cognoscíveisde ofício, de modo que é possível que, em uma execução fiscal, o executado alegue prescrição por meio de exceção de pré-executividade. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 117 295 b) caso o executado já tenha apresentado embargos ou impugnação à execução, a desistência do exequente de toda a execução ou apenas alguma medida executiva dependerá do consentimento do embargante ou do impugnante. c) a sentença que determina a inclusão de vantagem pecuniária em folha de pagamento de servidores públicos admite execução provisória, depois de confirmado em duplo grau necessário. d) diante de uma sentença condenatória contra o Estado transitada em julgado e da superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal que julgou inconstitucional a lei que fundamentou a procedência do pedido nessa demanda, durante o cumprimento desta decisão, cabe ao ente, em sua defesa, ajuizar reclamação constitucional. e) o cumprimento de sentença proferida contra a Fazenda Pública Estadual tem como única forma de satisfação a expedição de precatório. 13. FCC/Prefeitura de Campinas に SP/2016 さO fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados, indicando-os ヮラヴマWミラヴキ┣;S;マWミデWà<àヮWミエラヴ;ざく Esse enunciado refere-se ao a) direito de imputação do devedor, passível de renúncia pelo fiador, por se tratar de direito disponível. b) direito de preleção ou preferência, que é passível de renúncia pelo fiador. c) benefício de ordem, que é passível de renúncia pelo fiador. d) benefício de ordem, que é insuscetível de renúncia pelo fiador. e) direito de preleção ou preferência, que é insuscetível de renúncia pelo fiador. 14. FCC/CNMP/2015 Considere: I. O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da ação e as que se vencerem no curso do processo. II. A prisão civil do devedor de alimentos pode ser decretada, de ofício, pelo juiz. III. A concessão de efeito suspensivo aos embargos do executado impedirá a efetivação dos atos de penhora e de avaliação dos bens. IV. Nos embargos à execução contra a Fazenda Pública, considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e IV. b) II e III. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 118 295 c) III e IV. d) I e II. e) I e III. 15. FCC/TRT-1ªR/2016 José da Silva, executado em uma determinada ação cível, teve penhorado um bem indivisível que possui em conjunto com o seu cônjuge. Requereu ao juiz a substituição da penhora, o que foi indeferido. Na decisão, o magistrado determinou que a meação do cônjuge alheio à execução deverá recair sobre o produto da alienação do bem, exceto se fracassada a tentativa de sua alienação judicial. Nesta hipótese, o juiz decidiu a) incorretamente, uma vez que é facultada ao executado a indicação de bem diverso daquele que foi objeto de penhora, o que estaria acontecendo no caso ora examinado. b) incorretamente, uma vez que esta situação encontra-se expressamente prevista no art. 656 do NCPC, como sendo uma das situações autorizadoras da substituição da penhora. c) incorretamente, atentando contra o princípio da celeridade processual, até mesmo porque o óbice da indivisibilidade dificilmente iria levar a bom termo a tentativa de alienação do bem. d) corretamente, pois o NCPC é expresso no sentido de que, em se tratando de penhora de bem indivisível, a meação do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem. e) corretamente, pelo simples fato de que a meação do cônjuge alheio à execução não poderá ser objeto de alienação judicial, mas apenas a meação concernente ao executado é que estará sendo alienada. 16. FCC/TRT-1ªR/2016 Segundo o NCPC, NÃO poderão ser penhorados os a) valores superiores a 40 salários mínimos depositados em cadernetas de poupança. b) móveis que guarnecem a residência do executado e que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida. c) bens declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução. d) vestuários de elevado valor. e) materiais necessários para obras em andamento e que estejam penhoradas. 17. FCC/TRT-1ªR/2016 NÃO poderá requerer a adjudicação a) o pai do executado. b) o credor com garantia real. c) outro credor concorrente que haja penhorado o mesmo bem. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 119 295 d) o executado. e) o cônjuge do executado. 18. FCC/TRT-14ªR/2016 Manoel e Matias firmaram um contrato de compra e venda evolvendo obrigação alternativa, cuja escolha para realização da prestação caberá ao devedor Matias. Inadimplido o contrato, Manoel ajuíza ação de execução de título extrajudicial contra Matias. Matias será, então, citado para, em regra, exercer a opção e realizar a prestação dentro de a) 10 dias. b) 15 dias. c) 30 dias. d) 20 dias. e) 5 dias. 19. FCC/TRT-14ªR/2016 Paula ajuizou ação de indenização contra Maria postulando uma indenização no importe equivalente a R$ 300.000,00, decorrente de dano causado em imóvel residencial. A ação é julgada procedente e o pedido inicial integralmente acolhido. Iniciada a fase de cumprimento de sentença, não são localizados bens passíveis de constrição judicial em nome da devedora Maria, que possui apenas um bem imóvel em seu nome, exatamente onde reside com a família. Inconformada Paula começa a diligenciar e apura que durante o trâmite da ação indenizatória Maria vendeu para terceiros um imóvel e um veículo. Neste caso, noticiado o fato no processo com comprovação documental, o Magistrado deverá reconhecer a fraude à execução e considerar o ato da executada como atentatório à dignidade da justiça, condenando-a ao pagamento de multa, exigível na própria execução, NÃO superior a a) 5% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor. b) 1% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor. c) 10% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor. d) 20% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor. e) 30% do valor atualizado do débito em execução, revertida em proveito do credor. 20. FCC/TRT-14ªR/2016/adaptada ao NCPC No que se refere à alienação em hasta pública na execução de quantia certa contra devedor solvente é INCORRETO afirmar: a) Se ou o leilão for de diversos bens e houver mais de um lançador, será preferido aquele que se propuser a arrematá-los em conjunto, oferecendo para os que não tiverem lance preço igual ao da avaliação e para os demais o de maior lance. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 120 295 b) O edital será afixado no local do costume e publicado, em resumo, com antecedência mínima de 5 dias, pelo menos uma vez em jornal de ampla circulação local. c) Tratando-se de bem imóvel, quem estiver interessado em adquiri-lo em prestações poderá apresentar por escrito sua proposta, nunca inferior à avaliação, com oferta de, no mínimo, 50% à vista, sendo o restante garantido por hipoteca sobre o próprio imóvel. d) Se o arrematante ou seu fiador não pagar o preço no prazo estabelecido, o juiz impor-lhe-á, em favor do exequente, a perda da caução, voltando os bens a nova praça ou leilão,dos quais não serão admitidos a participar o arrematante e o fiador remissos. e) Quando o imóvel de incapaz não alcançar em praça, pelo menos, 80% do valor da avaliação, o juiz o confiará à guarda e administração de depositário idôneo, adiando a alienação por prazo não superior a 1 ano. 21. FCC/TRT-23ªR/2016 Os embargos do devedor serão opostos no prazo de a) dez dias, desde que tenha sido previamente garantido o juízo, possuindo, em regra, efeito suspensivo, e devendo ser rejeitados, liminarmente, se o excesso de execução for seu único fundamento e o embargante não declarar, na petição inicial, o valor que entende correto, apresentando memória de cálculo, salvo se possível a emenda da inicial. b) quinze dias, desde que tenha sido previamente garantido o juízo, não possuindo, em regra, efeito suspensivo, e devendo ser rejeitados, liminarmente, se o excesso de execução for seu único fundamento e o embargante não declarar, na petição inicial, o valor que entende correto, apresentando memória de cálculo. c) dez dias, independentemente de penhora, depósito ou caução, não possuindo, em regra, efeito suspensivo, e devendo ser rejeitados, liminarmente, se o excesso de execução for seu único fundamento e o embargante não declarar, na petição inicial, o valor que entende correto, apresentando memória de cálculo. d) quinze dias, independentemente de penhora, depósito ou caução, possuindo, em regra, efeito suspensivo, e devendo ser rejeitados, liminarmente, se o excesso de execução for seu único fundamento e o embargante não declarar, na petição inicial, o valor que entende correto, apresentando memória de cálculo, salvo se possível a emenda da inicial. e) quinze dias, independentemente de penhora, depósito ou caução, não possuindo, em regra, efeito suspensivo, e devendo ser rejeitados, liminarmente, se o excesso de execução for seu único fundamento e o embargante não declarar, na petição inicial, o valor que entende correto, apresentando memória de cálculo. 22. FCC/TRT-23ªR/2016 Acerca dos embargos do devedor, considere: I. Caso haja litisconsórcio e os executados possuam procuradores diferentes, contar-se-á em dobro o prazo, de 15 dias, para oposição de embargos do devedor. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 121 295 II. Quando houver mais de um executado, salvo se forem cônjuges, o prazo para oposição de embargos do devedor será contado a partir da juntada do respectivo mandado citatório aos autos. III. Quando o excesso de execução for o fundamento único dos embargos, mas o embargante não indicar o valor que entende correto, nem juntar memória de cálculo, o Juiz deverá mandar emendar a petição inicial. IV. Nos embargos do devedor, admite-se apenas a produção de prova documental. Está correto o que consta APENAS em a) I e IV. b) II e III. c) I e III. d) II. e) I, III e IV. 23. FCC/TJ-PI/2015/adaptada ao NCPC Na execução por quantia certa contra devedor solvente, não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou inalienáveis. Essa regra é a) verdadeira, tratando-se de regra absoluta tanto em relação aos bens em si como quanto a seus frutos e rendimentos, também não sujeitos a qualquer constrição judicial. b) verdadeira, mas podem ser penhorados, à falta de outros bens, os frutos e rendimentos de quaisquer bens inalienáveis, sem restrições legais. c) falsa, porque os bens inalienáveis podem, no entanto, ser livremente penhorados, tratando- se de situações jurídicas que não se confundem. d) verdadeira, mas podem ser penhorados, à falta de outros bens, os frutos e rendimentos dos bens inalienáveis. e) falsa, porque, em determinadas situações, expressamente previstas em lei, quaisquer bens podem ser penhorados ou alienados judicialmente para satisfação de créditos específicos. 24. FCC/TRT-9ªR/2015/adaptada ao NCPC Doriva está executando Osório, que lhe deve R$ 100.000,00. Verificando o Oficial de Justiça que Osório só possui bens inalienáveis, não havendo outros passíveis de penhora, a) poderá penhorar esses bens inalienáveis, pela prevalência do direito de crédito em relação ao direito patrimonial do devedor. b) devolverá o mandado ao juiz da causa, pela impossibilidade de penhora, determinando ao credor que indique bens do devedor disponíveis e passíveis de constrição. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 122 295 c) independentemente de determinação judicial expressa, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica. d) devolverá o mandado ao juiz da causa, pela impossibilidade de penhora, para que determine a expedição de mandado à Receita Federal, visando ao descobrimento de outros bens passíveis de constrição. e) desde que de posse de determinação judicial, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica. 25. FCC/TRT-9ªR/2015/adaptada ao NCPC Em relação aos embargos do devedor, é correto afirmar: a) Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles embargar conta-se a partir da juntada do respectivo mandado citatório, mesmo que se tratem de cônjuges ou companheiros. b) Para que os embargos sejam opostos, é pressuposto essencial que o Juízo se encontre garantido por meio de penhora, depósito ou caução. c) Serão os embargos oferecidos no prazo de dez dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. d) Serão os embargos do devedor rejeitados liminarmente quando intempestivos, nos casos de indeferimento da petição inicial e de improcedência liminar do pedido ou quando manifestamente protelatórios. e) Os embargos não terão nunca efeito suspensivo na instância de origem, devendo esse efeito ser obtido excepcionalmente, provados seus requisitos legais, por meio de agravo de instrumento na instância superior. 26. FCC/TRT-9ªR/2015 De acordo com o Código de Processo Civil, o credor pode ajuizar execução se o devedor: a) por negligência, imprudência ou imperícia, causar dano, material ou moral, a ser provado durante a instrução do feito. b) não satisfizer obrigação certa, líquida e exigível, consubstanciada em título executivo. c) inadimplir o pagamento de obrigação certa, líquida e exigível contida em documento escrito que possua ou não força executiva. d) inadimplir o pagamento de obrigação certa e exigível, ainda que ilíquida, contida em documento escrito que possua ou não força executiva. e) inadimplir o pagamento de obrigação certa e exigível, ainda que ilíquida, contida em documento escrito que possua força executiva. 27. FCC/TRT-4ªR/2015 Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 123 295 Em execução de título executivo extrajudicial movida por Cláudio, Marcelo apresentou embargos versando apenas sobre questões processuais. Após a apresentação dos embargos, Cláudio houve por bem desistir da execução. Tal desistência a) depende de concordância do devedor, devendo o credor pagar as custas e honorários advocatícios. b) não é possível porque já apresentados embargos do devedor. c) independe de concordância do devedor, devendo o credor pagar as custas e honorários advocatícios. d) depende de concordância do devedor, devendo este pagar as custas e honorários advocatícios. e) independente de concordância do devedor, devendo este pagar as custas e honorários advocatícios. 28. FCC/TRT-4ªR/2015 Em execução de título executivo extrajudicial, os embargos do devedor são oferecidos no prazo de 15 dias,a) não computável em dobro e contado da juntada aos autos do respectivo mandado de citação, e não do último, ainda que haja mais de um executado com procuradores diferentes, não tendo como requisito a prévia garantia do juízo. b) computável em dobro e contado da juntada aos autos do último mandado de citação, se houver mais de um executado com procuradores diferentes, devendo ser precedido de garantia do juízo. c) computável em dobro e contado da juntada aos autos do respectivo mandado de citação e não do último, se houver mais de um executado com procuradores diferentes, tendo como requisito a prévia garantia do juízo. d) não computável em dobro, ainda que haja mais de um executado com procuradores diferentes, mas contado da juntada aos autos do último mandado de citação, não tendo como requisito a prévia garantia do juízo. e) computável em dobro e contado da juntada aos autos do último mandado de citação, se houver mais de um executado com procuradores diferentes, não tendo como requisito a prévia garantia do juízo. 29. FCC/TRT-3ªR/2015 Nelson registrou a penhora de um caminhão em ação de execução de título extrajudicial ajuizada contra a empresa Dourado Entregas Ltda. Em momento posterior, Orlando registrou a penhora deste mesmo bem em execução de sentença trabalhista ajuizada contra a mesma empresa. No entanto, o produto obtido com o bem foi suficiente para pagar apenas um dos credores. O dinheiro será recebido por a) Orlando, porque registrou a penhora em momento posterior. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 124 295 b) Nelson, porque registrou a penhora em primeiro lugar. c) Nelson, porque não é possível haver duas penhoras sobre um mesmo bem. d) Orlando e Nelson, em partes iguais, ante o princípio da isonomia entre os credores. e) Orlando, porque possui título preferencial. 30. FCC/TRT-3ªR/2015 Executado, antes de garantir o juízo, Carlos apresentou embargos do devedor, no prazo de 15 dias, alegando, como única matéria de defesa, excesso de execução, porém sem apresentar o valor que entende correto, o qual requereu fosse arbitrado por meio de perícia. De acordo com o Código de Processo Civil, os embargos do devedor deverão ser a) rejeitados liminarmente, por três fundamentos: porque apresentados sem prévia garantia do juízo e fora do prazo e porque Carlos não declinou na petição inicial o valor que entende correto. b) recebidos e processados com efeito suspensivo, vez que apresentados no prazo correto e porque o valor que o devedor entende devido pode ser obtido por meio de perícia, sem que o aponte na petição inicial, além de não se exigir garantia prévia do juízo para sua apresentação. c) rejeitados liminarmente, por dois fundamentos: porque apresentados fora do prazo e porque Carlos não declinou na petição inicial o valor que entende correto. d) recebidos e processados sem efeito suspensivo, vez que apresentados no prazo correto e porque o valor que o devedor entende devido pode ser obtido por meio de perícia, sem que o aponte na petição inicial, além de não se exigir garantia prévia do juízo para sua apresentação. e) rejeitados liminarmente, exclusivamente porque Carlos não declinou na petição inicial o valor que entende correto. 31. FCC/TCE-CE/2015/adaptada ao NCPC No processo de execução por quantia certa contra devedor solvente, a) a avaliação do bem penhorado será realizada, em regra, por perito de confiança do juízo. b) a alienação por leilão presencial tem preferência sobre os demais métodos expropriatórios. c) a penhora recairá, em primeiro lugar, obrigatoriamente sobre dinheiro. d) não se admite a substituição da penhora. e) pode o exequente requerer a adjudicação do bem penhorado, desde que ofereça preço não inferior ao da avaliação. 32. FCC/TRT-3ªR/2015 Celso propôs execução de título executivo extrajudicial contra Caio e Mário, que apresentaram embargos do devedor por meio de procuradores distintos. O prazo para o oferecimento dos embargos do devedor, por Caio e Mário, é contado, para a) ambos os executados, a partir da intimação da penhora, computando-se em dobro. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 125 295 b) ambos os executados, a partir da juntada do último mandado citatório aos autos, computando-se em dobro. c) cada executado, a partir da juntada do respectivo mandado citatório aos autos, computando- se em dobro. d) ambos os executados, a partir da juntada do último mandado citatório aos autos, não se computando em dobro. e) cada executado, a partir da juntada do respectivo mandado citatório aos autos, não se computando em dobro. 33. FCC/TRT-3ªR/2015 Em execução por quantia certa contra devedor solvente, Juliano teve penhorado dinheiro, que alega ser provento de seu salário, o qual viria a ser utilizado, na integralidade, para a subsistência de sua família. Tal bem é a) impenhorável, cabendo ao executado comprovar tratar-se de bem de tal natureza. b) penhorável, pois o processo executivo corre em benefício do credor. c) impenhorável, cabendo ao exequente comprovar que o bem não se reveste de tal natureza. d) impenhorável, salvo se tiver sido depositado em conta-poupança e tiver valor superior a 20 salários mínimos. e) impenhorável, não necessitando de prova de que se reveste de tal natureza, por haver presunção absoluta nesse sentido. 34. FCC/TCE-CE/2015 Falecendo o devedor, contra seu espólio foi movida execução por quantia certa, tendo como título executivo uma nota promissória por aquele emitida. Verificando o credor que o inventário era negativo, por não existirem bens, indicou à penhora seguro de vida de que era beneficiária a viúva, que fora casada sob o regime da comunhão universal de bens. Neste caso, o seguro a) poderá ser penhorado e o que sobejar da indenização será entregue à beneficiária. b) não poderá ser penhorado e a execução deverá ser extinta. c) não poderá ser penhorado e a execução deverá ser suspensa. d) poderá ser penhorado, mas à viúva se permite opor ao credor apenas exceções que lhe sejam pessoais. e) poderá ser penhorado, mas à viúva se permite opor ao credor somente as exceções pessoais que tinha o falecido. 35. FCC/TCE-CE/2015 Em relação à execução por quantia certa contra devedor solvente, considere: I. O seguro de vida é absolutamente impenhorável. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 126 295 II. O credor poderá, na inicial da execução, indicar bens do devedor a serem penhorados. III. Se o Oficial de Justiça não encontrar o devedor, arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. IV. Recaindo a penhora em dinheiro, em espécie ou em depósito ou em aplicação financeira, será intimado também o cônjuge do executado. V. Tratando-se de penhora em bem divisível, a meação do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem. Está correto o que se afirma APENAS em a) I, II e III. b) II, III, IV e V. c) I, IV e V. d) II, III e IV. e) I e V. 36. FCC/TRT-11ª R/2017 Considere: I. Desnecessidade de instrução probatória. II. Prévia garantia do juízo através de depósito do valor da execução. III. Matéria arguida conhecível de ofício pelo juiz. IV. Prova pré-constituída da alegação. Incluem-se dentre os requisitos de admissibilidade da exceção de pré-executividade os indicados APENAS em (A) II, III e IV. (B) I, III e IV. (C) II e III. (D) I e II. (E) I, II e IV. CESPE 37. CESPE/EMAP/2018 Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e processo de execução. Situação hipotética:Maria é ré em uma execução de título extrajudicial. Nesses autos, um apartamento foi penhorado. Para manter o bem, Maria, por meio de seu advogado, requereu a substituição da penhora por fiança bancária no valor equivalente ao débito executado Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 127 295 acrescido de 30%. Assertiva: Nessa situação, o pleito de Maria pode ser indeferido pelo juiz, mesmo sem a intimação do exequente, por não terem sido cumpridos todos os requisitos legais para a substituição perseguida. 38. CESPE/PGE-PE/2018 No que concerne à execução contra a fazenda pública, ao regime de pagamento por precatórios e RPVs, assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência do STF. a) Na execução contra a fazenda pública, incidem juros de mora no período compreendido entre a data de realização dos cálculos e a de expedição da requisição para pagamento. b) Em mandado de segurança, o pagamento dos valores devidos entre as datas de impetração e de concessão da ordem não se submete ao regime de precatórios. c) A execução de valores devidos por conselho de fiscalização se submete ao sistema de precatórios previsto na CF, dada a natureza autárquica desses entes. d) É inconstitucional a execução individual, por meio de RPV, de sentença genérica que tenha condenado a fazenda pública em ação coletiva para a tutela de direitos individuais homogêneos. e) Quando da impugnação parcial feita pela fazenda pública, deve-se aguardar o trânsito em julgado da discussão acerca da parcela controvertida para iniciar-se a execução da parcela incontroversa. 39. CESPE/DPE-PE/2018 Em uma ação de execução, determinou-se a penhora das quotas sociais de um sócio devedor integrante de uma sociedade empresária composta por três sócios, em benefício de um credor, que não era sócio da referida empresa. De acordo com a legislação pertinente, nessa situação hipotética, após a penhora das quotas sociais, a) o juiz deverá determinar o oferecimento das quotas sociais para os demais sócios, para que exerçam seu direito de preferência. b) o juiz fixará sobre o faturamento social da empresa percentual proporcional às quotas penhoradas, com vistas à satisfação do crédito perseguido. c) a sociedade deverá indicar administrador depositário que apresente o plano de administração. d) a sociedade, para evitar a liquidação dessas quotas, poderá adquiri-las e mantê-las em tesouraria. e) o sócio devedor deverá apresentar balanço especial da empresa. 40. CESPE/TRF-5ª R/2017 No que concerne ao processo de execução contra a fazenda pública, à tutela provisória, ao direito processual intertemporal e aos deveres das partes, assinale a opção correta. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 128 295 a) Os preceitos sobre direito probatório do atual CPC se aplicam às provas requeridas em data anterior a sua vigência nos casos em que a produção da prova não havia sido concluída no momento em que a Lei n.º 13.105/2015 entrou em vigor. b) Em caso de ação condenatória com pedido único de obrigação de fazer proposta em face da fazenda pública, se o ente público reconhecer a procedência do pedido e cumprir a obrigação, os honorários deverão ser reduzidos pela metade. c) Cancelamento de precatório, sob qualquer fundamento, em razão de requerimento da administração pública, deverá ser examinado pelo presidente do tribunal responsável pela requisição de pagamento. d) Caso seja concedida tutela antecipada requerida em caráter antecedente, em sede de ação rescisória, a decisão do magistrado se estabilizará se não for interposto recurso ou impugnação pela parte interessada. e) Em caso de processo sobrestado no tribunal em razão de afetação de caso paradigma em regime repetitivo, é vedada a apreciação de novo requerimento de tutela provisória de natureza antecipada. 41. CESPE/DPU/2017 A respeito da competência, julgue o item subsequente com base no entendimento doutrinário e jurisprudencial sobre o assunto. O CPC permite à parte a propositura de ação de execução de título extrajudicial simultaneamente à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico, desde que haja conexão entre as demandas. 42. CESPE/DPU/2017 Tendo em vista que uma das funções primordiais do STJ é a sistematização e uniformização da jurisprudência relativa à legislação processual, julgue o próximo item à luz do entendimento desse tribunal. Nos processos coletivos contra a União, o beneficiário de sentença coletiva procedente que for promover, individualmente, a execução da parte a que tiver direito deverá observar prazo prescricional de cinco anos, contado a partir do início da execução coletiva. 43. CESPE/MPE-RR/2017 De acordo com a jurisprudência do STJ, ao atuar como exequente em processo judicial, o MP poderá, legitimamente, requerer a penhora a) de único imóvel pertencente a pessoa solteira, divorciada ou viúva, pois, nessas hipóteses, não existe a proteção familiar dada pela legislação. b) de quantia existente em caderneta de poupança, ou outra aplicação financeira, seja qual for o valor depositado em instituição bancária. c) de único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, mesmo que a renda obtida com a locação seja revertida para a moradia da família do executado. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 129 295 d) de faturamento de sociedade empresária, se for comprovada a inexistência de outros bens passíveis de penhora, desde que o percentual fixado não torne inviável o exercício da atividade empresarial. 44. CESPE/Prefeitura de Fortaleza に CE/2017 No que se refere ao cumprimento de sentença e ao processo de execução, julgue o item subsequente. De acordo com o entendimento atual nos tribunais superiores, o MP tem legitimidade extraordinária para promover ação de execução de título formado por decisão do tribunal de contas do estado ou do Tribunal de Contas da União que tenha finalidade de ressarcir o erário. 45. CESPE/TJ-PR/2017 Assinale a opção correta de acordo com as normas referentes ao cumprimento de sentença, ao procedimento monitório e ao processo de execução. a) As defesas processuais relativas ao controle da regularidade dos atos executórios no procedimento do cumprimento de sentença somente podem ser arguidas por meio de impugnação ao cumprimento de sentença. b) A existência de título executivo extrajudicial não é óbice ao ajuizamento de ação condenatória, podendo ainda o credor optar pelo ajuizamento de ação monitória, a despeito da possibilidade de utilização da via executória. c) É incompatível com o regime de cumprimento provisório da sentença a multa de 10% prevista como sanção ao executado que, devidamente intimado, deixa de adimplir voluntariamente a condenação em quantia certa. d) O protesto da decisão que determine a prestação de alimentos somente poderá ser feito após o trânsito em julgado da decisão, devendo o autor se valer de outros meios coercitivos para a efetivação de decisão interlocutória que fixe alimentos. 46. CESPE/PGE-AM/2016 Com relação aos procedimentos especiais e ao processo de execução no âmbito do processo civil, julgue o próximo item. Situação hipotética: O INSS e a fazenda pública do estado do Amazonas ingressaram em juízo com ações executivas contra determinada empresa. Na fase de expropriação de bens, os exequentes indicaram à penhora o único bem imóvel penhorável pertencente à executada. Assertiva: Nesse caso, segundo interpretação do STJ, a fazenda estadual tem preferência quanto aos valores arrecadados com a venda do imóvel penhorado. 47. CESPE/PGE-AM/2016 Com relaçãoaos procedimentos especiais e ao processo de execução no âmbito do processo civil, julgue o próximo item. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 130 295 É cabível, segundo o STJ, o ajuizamento de ação monitória contra a fazenda pública, com o objetivo de receber nota promissória prescrita, emitida por ente público e vencida há quatro anos. 48. CESPE/PGE-AM/2016 No que concerne ao direito empresarial em sentido amplo, julgue o item a seguir. Se um título com prazo de vencimento definido não for tempestivamente pago, o credor poderá mover ação de execução; todavia, verificada alguma nulidade, o juiz pronunciará nula, de ofício ou a requerimento da parte, a execução. 49. CESPE/TRE-MT/2015 No tocante à execução e ao cumprimento de sentença, assinale a opção correta. a) Havendo desistência da execução pelo credor, a extinção dos embargos que versarem apenas sobre questões processuais independe da concordância do embargante. b) Transitada em julgado a sentença que condena ao pagamento de determinada quantia, o devedor deverá ser citado para cumpri-la em até quinze dias, sob pena de incidência de multa de 10% sobre o montante da condenação. c) A sentença arbitral constitui título executivo extrajudicial, uma vez que oriunda da atividade de um árbitro escolhido pelas partes. d) Para a oposição de embargos à execução fundada em título extrajudicial, o devedor deverá tornar seguro o juízo mediante penhora, depósito ou caução. e) Os embargos opostos pelo devedor à execução fundada em título extrajudicial terão, em regra, efeito suspensivo, cabendo ao julgador, em caso de requerimento da parte, fundamentar a decisão que lhes afastar esse efeito. 50. CESPE/Telebras/2015 No próximo item é apresentada uma situação hipotética acerca de cumprimento de sentença, processo de execução, processo cautelar e mandado de segurança, seguida de uma assertiva a ser julgada. Rogério ajuizou ação de execução por quantia certa em face da empresa Silva&Silva Ltda. Garantido o juízo pela penhora, a empresa executada apresentou embargos à execução, por meio dos quais suscitou a prescrição, e requereu a concessão do efeito suspensivo aos embargos, já que a execução se apresentava lesiva. Nesse caso, o juiz poderá conceder o efeito suspensivo requerido pelo embargante, mas poderá permitir a efetivação dos atos de penhora e de avaliação. 51. CESPE/TRF-1ªR/2017 A respeito da formação do processo, da penhora e do cumprimento de sentença, julgue o item que se segue. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 131 295 São insuscetíveis de penhora os instrumentos necessários ao exercício da profissão do executado, desde que seja profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho. 52. CESPE/Prefeitura de Fortaleza に CE/2017 No que tange à fazenda pública em juízo, julgue o item subsecutivo. Se, antes do trânsito em julgado, ocorrer a estabilização da tutela antecipada requerida contra a fazenda pública, decorrente da não interposição de recurso pelo ente público, será possível a imediata expedição de precatório. 53. CESPE/Prefeitura de Fortaleza に CE/2017 No que se refere ao cumprimento de sentença e ao processo de execução, julgue o item subsequente. De acordo com o STJ, embora seja possível a penhora de precatório judicial, essa forma de pagamento não se iguala ao dinheiro, sendo, portanto, legítima a recusa da fazenda pública à garantia por meio de precatório em execução fiscal se, na nomeação de bens a penhora, o executado tiver preterido a ordem legal. VUNESP 54. VUNESP/TJRS/2018 O executado por título executivo extrajudicial, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá se opor à execução por meio de embargos, cujo prazo será contado, no caso de execuções por carta, da juntada a) do último comprovante de citação, que será contado em dobro no caso de litisconsortes com advogados diversos. b) nos autos de origem, quando versarem sobre a nulidade da citação na ação de obrigação de pagar. c) na carta, da certificação da citação, quando versarem unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora, da avaliação ou da alienação dos bens. d) das respectivas citações, no caso de companheiros, sem contrato de união estável. e) do último comprovante de citação, quando houver mais de um executado. 55. VUNESP/Prefeitura de Registro に SP/2016 Miguel é devedor de um cheque no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), cujo credor é Natanael. Ao depositar a cártula, o credor se depara com a inadimplência de Miguel. Mesmo após tratativas extrajudiciais na tentativa de receber os valores descritos, o credor continuou sem receber os valores devidos. Diante da situação hipotética, é correto afirmar que o credor deverá propor a) cumprimento de sentença, sendo que ao ser intimado o devedor poderá apresentar embargos à execução, no prazo de quinze dias, independentemente de garantia do juízo. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 132 295 b) ação de execução, sendo que ao ser citado o devedor poderá apresentar embargos à execução, no prazo de quinze dias, independentemente de garantia do juízo. c) ação de execução, sendo que ao ser citado o devedor poderá apresentar embargos à execução, no prazo de quinze dias, após a garantia do juízo. d) cumprimento de sentença, sendo que ao ser intimado o devedor poderá apresentar impugnação, no prazo de quinze dias, com a garantia do juízo. e) ação de execução, sendo que ao ser citado o devedor poderá apresentar impugnação no prazo de quinze dias, após a garantia do juízo. 56. VUNESP/IPSMI/2016 Ademar é devedor de um cheque, cujo credor é Manoel. Imaginando que Manoel ingresse com ação de execução, é correto afirmar que a) sendo citado Ademar, terá três dias para realizar o pagamento. Caso o faça nesse prazo, terá como benefício deixar de pagar 10% de multa sobre os valores devidos. b) Manoel poderá em sua petição inicial declinar quais os bens de Ademar quer ver penhorados para garantir a dívida. c) a averbação da distribuição da ação nos cartórios, se realizada por Manoel, gerará presunção absoluta de fraude contra credores, caso ocorra a venda do bem averbado. d) Ademar, ao ser citado, poderá em 15 dias proceder ao pagamento, sob pena de ser-lhe aplicada multa de 10% sobre o valor do débito executado por Manoel. e) caso Ademar pague no prazo definido em lei, mas o faça de forma parcial, sobre o saldo restante recairá multa de 10%, que será revertida ao final em favor de Manoel. 57. VUNESP/Prefeitura de Suzano に SP/2015 Assinale a alternativa correta com relação ao procedimento da execução e suas formas de defesa. a) Nas ações de execução por quantia certa, não são devidos honorários advocatícios se o executado pagar a dívida tão logo for citado. b) A penhora de bens imóveis tem preferência em relação à penhora de dinheiro e veículos terrestres. c) A apresentação de objeção de pré-executividade não suspende o prazo para oposição de embargos à execução. d) É vedado ao exequente requerer a adjudicação do bem penhorado como forma de satisfação da execução. e) Os embargos à execução são dotados, em regra, de efeito suspensivo. 58. VUNESP/SAEG/2015 Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 133 295 Antunes Massas e Buffet LTDA é executado numa ação promovida por Nair Bela, decorrente do inadimplemento total de um cheque. Porém, o executado tem provas de que pagou parcialmente a dívida. Diante dessa situação hipotética, é correto afirmarque a) o executado só poderá opor impugnação para defender sua tese depois de garantido o juízo pelo valor integral da execução, no prazo de 15 dias a contar da intimação da constrição. b) caso exista mais de um executado, independentemente da penhora, a partir do momento da juntada de cada mandado positivo aos autos, poderiam estes se defender por meio de embargos do devedor. c) o executado só poderá opor embargos do devedor para defender sua tese depois de garantido o juízo pelo valor integral da execução, no prazo de 15 dias a contar da juntada aos autos do mandado positivo de citação. d) caso houvesse mais de um executado, independentemente da penhora, a partir do momento da juntada do último mandado positivo aos autos, poderiam estes se defender por meio de embargos do devedor, no prazo de 15 dias. e) o executado tem como única forma de defesa no caso em tela a exceção de pré- executividade, uma vez que tese de excesso de execução é matéria de ordem pública que só pode ser discutida por meio desse instrumento. 59. VUNESP/CRO-SP/2015 Numa situação hipotética, o exequente, após ter sido realizada a penhora e avaliação de um bem, requer sua adjudicação pelo preço da avaliação. O juiz intima o executado e o cônjuge do devedor manifesta interesse em também adjudicar o bem. Nesse caso, deverá o juiz a) abrir uma licitação entre o exequente e o cônjuge do executado, sendo que em igualdade de oferta, o exequente terá a preferência na adjudicação. b) indeferir o pedido do cônjuge do executado, uma vez que apenas o exequente tem o direito à adjudicação. c) abrir licitação entre as partes, sendo que em igualdade de oferta, o cônjuge do executado terá preferência na adjudicação. d) indeferir o pedido de ambos, pois em primeiro lugar procede-se a tentativa de alienação por iniciativa particular. Sendo frustrada, poderá levar a análise do pedido de adjudicação feito exclusivamente pelo exequente, tendo em vista que tal direito não assiste ao cônjuge do executado. e) indeferir o pedido do exequente, uma vez que a adjudicação só poderá ser feita pelos ascendentes, descendentes e cônjuge do executado. 60. VUNESP/TJ-SP/2015 No que se refere à execução de título extrajudicial, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 134 295 a) o instrumento de confissão de dívida originária de contrato de abertura de crédito em conta corrente não constitui título executivo. b) o contrato de abertura de crédito em conta corrente é título executivo quando acompanhado do respectivo extrato. c) a nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito em conta corrente não goza de autonomia. d) o contrato de abertura de crédito em conta corrente é título executivo. 61. VUNESP/Câmara Municipal de Itatiba に SP/2015 Quanto aos embargos do devedor em execução, é correto afirmar que: a) terão efeito suspensivo, salvo quando o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao exequente grave dano de difícil ou incerta reparação. b) não poderão ser rejeitados liminarmente quando a execução já estiver garantida por penhora, depósito ou caução suficientes. c) quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a parte do objeto da execução, essa prosseguirá quanto à parte restante. d) em qualquer caso a concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados suspenderá a execução contra os que não embargaram. e) quando houver mais de um executado, o prazo para embargar conta-se a partir da juntada do último mandado citatório. FGV 62. FGV/TJ-SC/2018 Não constitui título executivo: a) a nota promissória; b) o contrato de seguro de vida, no caso de óbito; c) o documento particular, desde que assinado pelo devedor e por uma testemunha; d) o crédito referente a contribuições de condomínio edilício, previstas na convenção ou aprovadas em assembleia, desde documentalmente comprovados; e) a certidão de Dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. 63. FGV/TRT-12ª R/2017 Em hasta pública designada pela 50ª Vara Cível da Comarca de Itajaí (SC), foi feita a tentativa de venda de um automóvel penhorado e avaliado em R$6.000,00. Compareceu uma pessoa interessada que apresentou, antes de ser iniciado o leilão, uma proposta por escrito de pagamento em 3 parcelas de R$2.000,00 para arrematar o bem. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 135 295 Diante do que dispõe o CPC, é correto afirmar que: a) a proposta não pode ser aceita porque apresentada antes do início do leilão; b) é viável a proposta parcelada sugerida pelo candidato à arrematação; c) não há dispositivo próprio prevendo o lance parcelado, portanto, competirá ao juiz decidir; d) a venda judicial somente pode ser feita à vista, pelo que a proposta é inaceitável; e) somente pode ser aceita a proposta se as partes envolvidas no processo concordarem. 64. FGV/TRT-12ª R/2017 De acordo com o Código de Processo Civil, não deve ser admitida a reavaliação quando: a) o exequente arguir, fundamentadamente, a ocorrência de erro na avaliação; b) o executado arguir, fundamentadamente, a ocorrência de erro na avaliação; c) se verificar, posteriormente à avaliação, que houve majoração ou diminuição no valor do bem; d) o juiz tiver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem na primeira avaliação; e) houver alegação simples de qualquer das partes acerca de dolo do avaliador. 65. FGV/ALERJ/2017 Determinada empresa propõe execução de título extrajudicial em face da Fazenda Pública estadual, afirmando-se credora da quantia representada no contrato de fornecimento de produtos, exibindo a prova de sua entrega. Nesse caso, é correto afirmar que: a) não é cabível a via processual eleita, porquanto a Constituição Federal exige que a execução contra a Fazenda Pública seja precedida de decisão judicial transitada em julgado; b) a execução não pode estar aparelhada com contrato que preveja obrigações sinalagmáticas, pois a exigibilidade do crédito exequendo depende da prova do cumprimento da obrigação correspondente, o que exige atividade de conhecimento; c) o credor que dispõe de título executivo extrajudicial não pode se valer da ação de conhecimento para cobrança do crédito, por falta de interesse, vez que já tem o título que lhe permite requerer diretamente a atividade jurisdicional executiva; d) uma vez oferecidos os embargos à execução pela Fazenda Pública e julgados improcedentes pelo Juízo de origem, já será possível dar início à expedição de precatório ou do ofício requisitório, tendo em vista que o recurso cabível contra a sentença não tem efeito suspensivo; e) tendo a Fazenda Pública alegado a nulidade do título executivo nos embargos à execução, fica a parte exequente impedida de desistir unilateralmente da execução, não obstante manifeste expressamente a sua concordância com o pagamento de todas as verbas de sucumbência. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 136 295 66. FGV/Prefeitura de Paulínia に SP/2016 A respeito do processo de execução, assinale a afirmativa incorreta. a) A escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor, o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas e o contrato de seguro de vida em caso de morte são títulos executivos extrajudiciais. b) O exequente pode cumular várias execuções, ainda que fundadas em títulos diferentes, quando o executado for o mesmoe desde que, para todas elas, seja competente o mesmo juízo e idêntico o procedimento. c) A necessidade de simples operações aritméticas para apurar o crédito exequendo retira a liquidez da obrigação constante do título. d) A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial. e) Considera-se atentatória à dignidade da Justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado que, intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade. 67. FGV/CODEBA/2016/adaptada ao NCPC A respeito do processo de execução, assinale a afirmativa incorreta. a) A execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça a obrigação certa, líquida e exigível, consubstanciada em título executivo. b) Os contratos garantidos por hipoteca, penhor, anticrese, ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução são títulos executivos extrajudiciais. c) O credor, que estiver, por direito de retenção, na posse de coisa pertencente ao devedor, não poderá promover a execução sobre outros bens senão depois de excutida a coisa que se achar em seu poder. d) Somente podem promover a execução forçada, o credor, a quem a lei confere título executivo, e o Ministério Público, nos casos prescritos em lei. e) O espólio responde pelas dívidas do falecido, mas, feita a partilha, cada herdeiro responde por elas dentro das forças da herança e na proporção da parte que lhe coube 68. FGV/TJ-PI/2015 Sobre a execução civil contra devedor solvente, é correto afirmar que: a) a averbação da penhora no registro imobiliário competente gera presunção absoluta de conhecimento por terceiros a respeito da constrição; b) na execução por carta, a competência para penhora, avaliação, alienação de bem e satisfação do exequente são do juízo deprecado; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 137 295 c) o oficial de justiça, caso não localize o executado para ser citado, arrestar-lhe-á bens para garantir a execução, bem como procurará o devedor nos três dias seguidos à efetivação do arresto, certificando o ocorrido; d) o prazo para o oferecimento dos embargos do devedor em execução, em caso de litisconsórcio passivo, conta-se a partir da juntada do último mandado de citação aos autos; e) na execução por carta, os embargos serão decididos pelo juízo deprecado, salvo se versarem sobre a nulidade do título executivo. 69. FGV/TJ-PI/2015/adaptada ao NCPC O Juiz de Direito de uma das Varas Cíveis da Capital expediu mandado de busca e apreensão de determinado bem móvel, indicando a casa em que deverá ser cumprida a diligência. Considerando essa situação fática, à luz do disposto no Código de Processo Civil, é correto afirmar que: a) caso o morador não abra as portas, deverá o oficial de justiça certificar a circunstância, devolvendo o mandado para que o Juiz, se for o caso, autorize o arrombamento das portas externas; b) o mandado deverá ser cumprido por dois oficiais de justiça, um dos quais o lerá ao morador, intimando-o a abrir as portas; c) tratando-se de direito autoral ou direito conexo do artista, intérprete ou executante, produtores de fonogramas e organismos de radiodifusão, a diligência deve ser acompanhada por um perito designado pelo Juiz; d) a diligência deverá ser acompanhada por uma testemunha, que ao final assinará o auto circunstanciado; e) tratando-se de direito autoral ou direito conexo do artista, intérprete ou executante, produtores de fonogramas e organismos de radiodifusão, após efetuada a apreensão, dois peritos designados pelo Juiz deverão confirmar a ocorrência da violação. 70. FGV/TJ-RO/2015 Na execução por quantia certa contra devedor solvente, autônoma, fundada em título executivo extrajudicial, o devedor é citado para pagar a dívida no prazo de três dias. Nesse sentido, é possível ao executado: a) oferecer os embargos, no prazo de 15 dias, contados da data da intimação da penhora dos bens; b) oferecer impugnação, uma vez que a defesa do executado, no modelo sincrético, passa a ter essa denominação; c) não oferecer os embargos e reconhecer, no prazo de 15 dias, o crédito do exequente, depositando 30% do valor em execução e requerendo o pagamento do valor restante em até seis vezes; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 138 295 d) oferecer os embargos, no prazo de 5 dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação; e) não oferecer os embargos e reconhecer o crédito do exequente, podendo requerer o pagamento integral da dívida em seis parcelas mensais e sucessivas. 71. FGV/TJ-RO/2015 É exemplo de execução indireta a: a) imposição de multa em desfavor do executado, a fim de pressioná-lo ao cumprimento da obrigação; b) retirada da coisa do patrimônio do devedor e a sua alienação judicial, para fins de entrega do produto da venda ao credor; c) imposição a que terceiro cumpra a obrigação, às expensas do devedor; d) adjudicação do bem do devedor ao patrimônio do exequente; e) determinação de incidência de desconto em folha de pagamento, a fim de se assegurar o cumprimento de obrigação alimentar. 72. FGV/TJ-RO/2015 Sobre a execução, é correto afirmar que: a) visa a preservar a utilidade do processo de conhecimento, diante de uma situação de urgência que ponha em risco de perecimento o direito subjetivo alegado pela parte demandante; b) tem por escopo pacificar uma situação litigiosa entre as partes, definindo o titular do direito subjetivo em disputa; c) a competência para processá-la é do juízo de primeira instância, e não do órgão ad quem que julgou o feito no exercício da competência recursal; d) só pode se fundar em títulos executivos judiciais, mas não extrajudiciais; e) o exequente pode desistir da demanda, desde que haja consentimento do executado nesse sentido. 73. FGV/TJ-RJ/2014 A concessão de efeito suspensivo aos embargos do executado retrata um provimento: a) de natureza satisfativa, voltado a proteger o direito subjetivo alegado pelo embargante; b) de natureza inibitória, voltado a afastar uma conduta ilícita e potencialmente lesiva por parte do embargado; c) de natureza cautelar, voltado a proteger o resultado útil do processo; d) de natureza dialética, voltado a proteger o efetivo exercício do contraditório; Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 139 295 e) de natureza cognitiva, voltado a promover o acertamento jurídico da questão deduzida em juízo. 74. FGV/PGM に Niterói/2014 Assinale a opção que indica o momento processual adequado para que o julgador fixe, de plano, os honorários advocatícios devidos pelo executado, quando se tratar de execução por quantia certa contra devedor solvente, com base em título executivo extrajudicial. a) Após o cumprimento da obrigação. b) Ao sentenciar o feito. c) Após a citação, se houver resistência. d) Na decisão saneadora do feito. e) Ao despachar a inicial. CONSULPLAN 75. CONSULPLAN/TJ-MG/2017 Sobre a penhora de frutos e rendimentos de coisa imóvel, assinale a afirmação correta: a) Ordenada a penhora de frutos e rendimentos, o juiz nomeará administrador-depositário, permanecendo o executado com o direito de gozo do bem. b) O exequente providenciará a averbação no ofício imobiliário mediante a apresentação de certidão de inteiro teor do ato, independentemente de mandado judicial. c) A penhora terá eficácia perante terceiros com a simples publicação da decisão que a conceda, sendo desnecessária a averbação no ofícioimobiliário. d) O juiz jamais poderá nomear como administrador-depositário o próprio exequente, sob pena de ferir o princípio da isonomia e do tratamento igualitário das partes. 76. CONSULPLAN/TJ-MG/2017 Com relação à alienação em leilão judicial, assinale a única afirmativa correta: a) A alienação será realizada através de leilão judicial, ainda que o exequente requeira a adjudicação do bem penhorado. b) Havendo necessidade de leilão presencial, o local será indicado pelo exequente. c) Há preferência pela alienação por meio eletrônico. d) Caberá ao juiz a designação do leiloeiro público, que não poderá ser indicado pelo exequente. 77. CONSULPLAN/TJ-MG/2017 Sobre os embargos à execução, analise as seguintes assertivas: Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 140 295 I. Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles embargar conta-se a partir da juntada do respectivo comprovante de citação, salvo no caso de cônjuges ou companheiros, quando será contado a partir da juntada do último. II. Na execução por carta precatória, os embargos somente podem ser oferecidos no juízo deprecado. III. Somente após o juízo estar garantido por penhora, depósito ou caução, o executado poderá opor embargos. IV. Existe a possibilidade do executado pagar seu débito de forma parcelada, devendo o juiz ouvir o exequente antes de decidir. Está correto apenas o que se afirma em: a) I, II e IV. b) I e IV. c) I, II e III. d) I e III. 78. CONSULPLAN/TJ-MG/2017 Relativamente à execução contra a Fazenda Pública, todas as assertivas abaixo estão corretas, EXCETO: a) A Fazenda Pública será citada para opor embargos no prazo de 15 (quinze) dias. b) Não opostos embargos ou transitada em julgado a decisão que os rejeitar expedir-se-á precatório ou RPV に Requisição de Pequeno Valor, nos termos do art. 100, da Constituição da República. c) Nos embargos, poderá ser alegada qualquer matéria que seria lícito deduzir como defesa no processo de conhecimento. d) Aplica-se, no que couber, as disposições atinentes ao cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de pagar quantia certa pela Fazenda Pública. 79. CONSULPLAN/TJ-MG/2017 Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou aplicação financeira, os tribunais dispõem de um sistema eletrônico que possibilita a realiz;N?ラàS;àIエ;マ;S;àさヮWミエラヴ;àラミàノキミWざくà Analise as proposições abaixo: I. A penhora em dinheiro é prioritária. II. O juiz deverá, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a contar da resposta quanto à ordem de bloqueio de valores, determinar o cancelamento de eventual indisponibilidade excessiva. III. Constitui ônus do executado comprovar que as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 141 295 IV. A conversão da indisponibilidade em penhora somente se completa com a lavratura do correspondente termo de penhora, sem o qual a mesma não se considera realizada. Está correto apenas o que se afirma em: a) I, II e IV. b) II, III e IV. c) I, II e III. d) I, III e IV. 80. CONSULPLAN/TJ-MG/2017 A adjudicação é uma forma indireta de satisfação do crédito do exequente, que se realiza pela transferência do bem penhorado para o credor. A esse respeito, analise as afirmações que seguem: I. Requerida a adjudicação, o executado será intimado para manifestar-se. II. É licito a terceiros, oferecendo preço não inferior ao valor da avaliação, requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados. III. Se houver mais de um pretendente à adjudicação, proceder-se-á a licitação entre eles. IV. Considera-se perfeita e acabada a adjudicação com a lavratura e assinatura do auto pelo juiz, pelo adjudicatário, pelo escrivão e, se estiver presente, pelo executado. Está correto o que se afirma em: a) I, II e III, apenas. b) I, III e IV, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, II, III e IV. 81. CONSULPLAN/TRF2ª R/2017 Com a entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil (Lei Federal nº 13.105 de 2015) foram introduzidas diversas novidades na sistemática processual civil. Ainda que, em sede executiva, tais alterações tenham sido observadas com menor intensidade, podemos observar algumas mudanças operadas com o propósito de imprimir maior rapidez na perseguição do crédito, tornando tão célere quanto possível a satisfação do credor. Em relação ao processo de execução e à fase de cumprimento de sentença, assinale a alternativa INCORRETA. A) Revela-se incabível a apresentação de impugnação no cumprimento provisório da sentença. B) A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário. C) O Código de Processo Civil de 2015 permite que o nome do devedor executado seja incluído pelo juiz, a requerimento do exequente, em cadastro de inadimplentes. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 142 295 D) O crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio, configura título executivo extrajudicial. 82. CONSULPLAN/TJ-MG/2016 Referentemente à arrematação, assinale a afirmação INCORRETA: a) Se o arrematante ou seu fiador não pagar o preço no prazo estabelecido, o juiz impor-lhe-á, em favor do exequente, a perda da caução, voltando os bens a novo leilão, do qual não serão admitidos a participar o arrematante e o fiador remissos. b) O fiador do arrematante que pagar o valor do lance e a multa poderá exercitar a jurisdição para efeito de ver-se restituído do valor que desembolsou em favor do afiançado. c) Será suspensa a arrematação logo que o produto da alienação dos bens for suficiente para o pagamento do credor e para a satisfação das despesas da execução. d) O leilão prosseguirá no dia útil imediato, à mesma hora em que teve início, independentemente de novo edital, se for ultrapassado o horário de expediente forense. 83. CONSULPLAN/TJ-MG/2016 Em resposta à proposição abaixo, assinale a única alternativa correta: Em se tratando de penhora de crédito representado por letra de câmbio, nota promissória, duplicata, cheque ou outros títulos far-se-á pela apreensão do documento, esteja ou não este em poder do executado. a) Se o terceiro negar o débito em conluio com o executado, a quitação que este lhe der não conduzirá à fraude à execução. b) O terceiro não se exonerará da obrigação pelo simples depósito em juízo da importância da dívida. c) Se o título não for apreendido, mas o terceiro confessar a dívida, será este tido como depositário da importância. d) A requerimento do exequente, o juiz determinará o comparecimento, em audiência especialmente designada, do executado e do terceiro, a fim de lhes tomar os depoimentos, visando constituir o objeto da obrigação a ser cumprida pelo devedor ou pelo terceiro em favor do credor desprovido do título exequendo. 84. CONSULPLAN/TJ-MG/2015/adaptada NÃO pode, em hipótese alguma, ser considerado título executivo extrajudicial, nos termos do CPC: a) Escritura pública devidamente assinada pelo devedor. b) Formal e certidão de partilha. c) Contratos garantidos por hipoteca. d) Crédito de perito médico, mesmo se os honorários não forem aprovados por decisão judicial. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 143 295 85. CONSULPLAN/TJ-MG/2015/adaptada ao NCPCNa execução por quantia certa contra devedor solvente, levando-se em consideração as normas do Código de Processo Civil, é INCORRETO afirmar: a) O executado será citado para pagar a dívida em 3 (três) dias. b) O devedor será citado para garantir a execução em 24 (vinte e quatro) horas, sob pena de penhora. c) Verificando que a petição inicial está incompleta ou que não está acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da execução, o juiz determinará que o exequente a corrija, no prazo de 15 dias, sob pena de indeferimento. d) A alienação de bem gravado por penhor, hipoteca ou anticrese será ineficaz em relação ao credor pignoratício, hipotecário ou anticrético não intimado. 86. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 Nos termos do Código de Processo Civil, em relação aos embargos à execução, é correto afirmar que serão oferecidos no prazo de: a) 10 (dez) dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. b) 10 (dez) dias, contados da data da citação do devedor. c) 15 (quinze) dias, contados da data da citação do devedor. d) 15 (quinze) dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. 87. CONSULPLAN/TJ-MG/2015/adaptada ao NCPC Quanto ao processo de execução cível, marque a opção correta. a) Na execução por quantia certa contra o devedor solvente, o executado será citado para, no prazo de 5(cinco) dias, efetuar o pagamento da dívida, com direito a nomear bens à penhora. b) O excesso de execução ocorre quando o valor dos bens penhorados é superior ao crédito reclamado. c) O leilão é utilizado apenas para alienação de bem imóvel. d) O leilão somente será utilizado caso não haja adjudicação do bem. 88. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 さOàW┝WI┌デ;Sラàáミデレミキラがàノラェラà;ヮルゲàキミデキマ;SラàS;àaラヴマ;ノキ┣;N?ラàS;àヮWミエラヴ;àWàS;à;┗;ノキ;N?ラàSWàHWミゲがà requereu ao juiz a expedição de guia para o pagamento da dívida, com os acréscimos legais e ラゲàエラミラヴ=ヴキラゲàaキ┝;SラゲくざàOà;デラàSWàヮ;ェ;マWミデラàミWゲゲ;àエキヮルデWゲWàSWミラマキミ;-se a) remição da dívida. b) remissão total da dívida. c) remissão parcial da dívida. d) remissão de bens. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 144 295 89. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 A respeito da penhora, assinale a afirmativa correta: a) A penhora não será realizada se o bem estiver na posse de terceiro. b) Havendo mais de uma penhora será lavrado um único auto de penhora. c) Se o devedor fechar as portas da casa, a fim de impedir a penhora, o oficial de justiça providenciará o arrombamento, independente de qualquer autorização judicial. d) O juiz autorizará a alienação antecipada dos bens penhorados quando houver manifesta vantagem. 90. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 São títulos executivos extrajudiciais, EXCETO: a) O crédito de serventuário de justiça, de perito, de intérprete, ou de tradutor quando as custas, emolumentos ou honorários não forem contestados pelas partes, após a apresentação nos autos. b) Os contratos garantidos por hipoteca, penhor, anticrese e caução, bem como os de seguro de vida. c) A certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. d) O crédito decorrente de foro e laudêmio. 91. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 Quanto à execução por quantia certa contra devedor solvente, assinale a alternativa INCORRETA: a) O executado será citado para, no prazo de 3 (três) dias, efetuar o pagamento da dívida. b) O juiz poderá, mediante requerimento do exequente, determinar, a qualquer tempo, a intimação do executado para indicar bens passíveis de penhora, não podendo fazê-lo de ofício. c) São impenhoráveis os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios; as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal. d) O credor poderá, na inicial da execução, indicar bens a serem penhorados. 92. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 Quanto à adjudicação, marque a alternativa INCORRETA: a) Se o valor do crédito for inferior ao dos bens, o adjudicante depositará de imediato a diferença, ficando esta à disposição do executado. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 145 295 b) Se o valor do crédito for superior ao dos bens, o adjudicante deverá renunciar ao valor excedente. c) A adjudicação não pode ser feita por preço inferior ao da avaliação. d) Os descendentes, ascendentes e cônjuge do executado têm o direito legal de adjudicar. 93. CONSULPLAN/TJ-MG/2015 Sobre os embargos, assinale a alternativa INCORRETA: a) No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exequente e comprovando o depósito de 30% (trinta por cento) do valor em execução, inclusive custas e honorários de advogado, poderá o executado requerer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês. b) Os embargos à execução serão distribuídos por dependência, autuados em apartado e instruídos com cópias das peças processuais relevantes, que obrigatoriamente devem ser autenticadas pela secretaria do juízo de origem. c) A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram, quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. d) Nos embargos, poderá o executado alegar penhora incorreta ou avaliação errônea. Outras Bancas 94. AOCP/TRT-1ªR/2018 Referente à exceção de pré- executividade, também denominada objeção de pré- executividade, assinale a alternativa correta. a) Tal método de defesa deve ser manejado no prazo dos embargos à execução em caso de processo de execução, ou no prazo da impugnação ao cumprimento de sentença no caso de cumprimento de sentença. b) Esse instituto processual civil é uma modalidade de procedimento executivo que visa ao preparo do procedimento de execução principal, contendo aspectos de tutela cautelar. c) Em que pese não reconhecida de maneira expressamente positivada, essa forma de manifestação é amplamente aceita em procedimentos executivos, principalmente em razão de ser considerado cabível como matéria de discussão mormente as matérias classificadas como de ordem pública. d) Trata-se de método constitucionalmente garantido, visando à ampla garantia do contraditório, até mesmo em casos de perda do prazo de embargos à execução. e) Em sede de procedimento de execução, a prescrição não pode ser assunto tratado em exceção/objeção de pré-executividade, visto que a legislação processual civil reserva tal matéria para as defesas denominadas de embargos à execução ou impugnação ao cumprimento de sentença. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 146 295 95. AOCP/TRT-1ªR/2018 Em relação à tutela executiva, assinale a alternativa correta. a) A execução deve propiciar ao exequente exatamente e apenas aquilo que ele obteria com o adimplemento voluntário, não podendo ser substituída a coisa em caso de deterioração. b) A responsabilidade em sede de direito de superfície recai, em relação ao superficiário, tanto sobre o eventual bem imóvel que se encontra em sua posse quanto sobre os frutos de eventual atividade ali realizada. c) Tendo-se em vista que os procedimentos de execução não preveem contestação, não se aplica sobre estes o princípio do contraditório e ampla defesa, principalmente em razão de a existência de título executivo esgotar qualquer matéria de defesa. d)Independentemente da participação do fiador do título executivo extrajudicial na fase cognitiva do procedimento judicial, este poderá ser executado na fase de cumprimento de sentença. e) O processo de execução de títulos extrajudiciais pode ser promovido contra o responsável titular do bem vinculado por garantia real ao pagamento do débito. 96. AOCP/TRT-1ªR/2018 Diante do não cumprimento da obrigação, munido do mandado de penhora, poderá o oficial de justiça a) como primeiro ato de constrição a ser praticado penhorar os frutos ou rendimentos dos bens inalienáveis, tendo-se em vista respeitar a ordem de penhora prevista pela lei processual civil. b) penhorar os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado, em caso de dívida trabalhista. c) realizar a penhora de bens suficientes para pagamento das custas processuais, mesmo que não abranjam o valor da dívida principal, tendo-se em vista a relevância do interesse público. d) realizar a busca de bens penhoráveis e, encontrando-os, lavrar auto ou termo limitando-se a ali constar a descrição dos bens penhorados, com as suas características, em razão do Princípio da Celeridade e Economia aplicado à execução. e) penhorar os bens necessários para pagamento do débito e a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, sob pena de nulidade da penhora. 97. AOCP/TRT-1ªR/2018 Júlio manejou procedimento de execução contra Marco com base em título executivo extrajudicial contendo obrigação de pagamento de quantia. Marco perdeu o prazo para embargos à execução e deixou de realizar o cumprimento da obrigação a ele imputada. Diante do exposto e de acordo com os ditames da legislação processual civil, assinale a alternativa INCORRETA. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 147 295 a) Caso Marco aliene seu patrimônio a fim de impossibilitar o pagamento da obrigação, poderá incorrer em fraude à execução, o que poderá gerar a ineficácia da alienação em relação ao exequente Júlio. b) As atitudes de Marco que dificultem a realização de penhora poderão ser classificadas como ato atentatório à dignidade da justiça, podendo acarretar em multa de até 20% (vinte por cento). c) Caso Marco aliene seu patrimônio a fim de impossibilitar o pagamento da obrigação, poderá incorrer em fraude contra credores, o que poderá gerar a anulação da alienação com efeitos erga omnes. d) Caso Marco houvesse manejado embargos à execução e obtido sucesso nesse procedimento com a declaração de inexistência da obrigação que deu ensejo à execução, Júlio teria a obrigatoriedade de ressarcir eventuais danos causados pelo procedimento executivo. e) Tendo-se em vista que Marco não manejou embargos à execução, Júlio pode desistir de toda a execução, independentemente da concordância de Marco. 98. AOCP/TRT-1ªR/2018 De acordo com o Código de Processo Civil de 2015, em relação ao Processo de Execução, assinale a alternativa correta. a) Em que pese a característica de devedor, este não estará obrigado a arcar com as consequências da mora como juros e atualização monetária, tendo-se em vista que a mora é um assunto de direito material e não processual, não podendo, portanto, ser trazido à tona em procedimento executório. b) A execução deve suprir a necessidade do credor, visando ao adimplemento, sempre da maneira mais completa possível, independentemente das consequências que resultem ao devedor/executado. c) No processo de conhecimento, oferecida a contestação, não é possível ao autor alterar o pedido ou desistir da ação sem o consentimento do réu. De outra monta, desconsiderando a existência de embargos à execução, no processo de execução, ocorre uma maleabilidade desta regra processual de base, sendo que o credor poderá desistir de toda a execução, de parte dela ou até mesmo de determinados atos executivos. d) A execução deve propiciar ao exequente exatamente aquilo que obteria com o adimplemento voluntário do devedor, ou seja, exatamente o que consta no título, não sendo, portanto, cabível a substituição por perdas e danos nos casos de impossibilidade de entrega de coisa ou recusa da prestação de fazer ou não fazer. e) São exemplos de atos expropriatórios: penhora, arresto, exibição de documentos, busca e apreensão, imissão de posse. 99. CESGRANRIO/TRANSPETRO/2018 X contratou com Z, empresário, proprietário de uma casa de festas infantis, o aluguel do estabelecimento para comemorar o aniversário de sua filha. O valor relativo ao uso do espaço Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 148 295 foi pago antecipadamente. Na data da festa, para surpresa de X, as portas do estabelecimento estavam trancadas, sem ninguém no local. Com o objetivo de ser ressarcido do prejuízo, X moveu ação contra Z, em que, na fase de execução, o juiz determinou on-line a penhora de aplicação financeira mantida pelo réu. Diante do exposto, (A) o juiz pode determinar à instituição financeira que torne indisponíveis os valores existentes em nome do executado, se isto tiver sido comunicado ao executado antes. (B) o juiz pode determinar de ofício a indisponibilidade dos ativos financeiros existentes no nome de Z. (C) o juiz pode determinar à instituição financeira que torne indisponíveis os valores existentes em nome do executado, se o exequente solicitar. (D) a lavratura de termo é necessária para que a indisponibilidade dos ativos financeiros se converta em penhora. (E) a penhora de aplicação financeira só é cabível se o réu não tiver bens móveis no valor do quantum exequendo. 100. FAU/E-Paraná Comunicação に PR/2017 Sobre as diversas espécies de execução no Código de Processo Civil e na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa INCORRETA: a) Ressalvado o caso de insolvência do devedor, em que tem lugar o concurso universal, realiza- se a execução no interesse do exequente que adquire, pela penhora, o direito de preferência sobre os bens penhorados. b) Nas obrigações alternativas, quando a escolha couber ao devedor, esse será citado para exercer a opção e realizar a prestação dentro de 10 (dez) dias, se outro prazo não lhe foi determinado em lei ou em contrato. c) Incumbe ao executado requerer a intimação do superficiário, enfiteuta ou concessionário, em caso de direito de superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre imóvel submetido ao regime do direito de superfície, enfiteuse ou concessão. d) No caso de reintegração de posse em arrendamento mercantil financeiro, quando a soma da importância antecipada a título de valor residual garantido (VRG) com o valor da venda do bem ultrapassar o total do VRG previsto contratualmente, o arrendatário terá direito de receber a respectiva diferença, cabendo, porém, se estipulado no contrato, o prévio desconto de outras despesas ou encargos pactuados. e) O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de nota promissória sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte ao vencimento do título e, em face do emitente de cheque sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula. 101. BANPARÁ/BANPARÁ/2017 Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 149 295 A respeito do processo de execução tal como regulado no Código de Processo Civil, assinale a alternativa CORRETA: a) O ato atentatório à dignidade da Jurisdição implica em uma sanção pecuniária cujo teto é de vinte porcento do valor da causa e reverterá ao Poder Judiciário. b) A sanções decorrentes da prática de atos de litigância de má-fé e atos atentatórios à dignidade da Jurisdição serão objeto de ação específica de modo a assegurar o devido contraditório. c) A existência de título executivo extrajudicial não impede a propositura de ação judicial visando o reconhecimento da mesma obrigação contida no título. d) O título executivo extrajudicial produzido no estrangeiro somente terá eficácia executiva no Brasil quando atender as regras brasileiras de formação do título e o Brasil for o lugar de cumprimento da obrigação. 102. TRE-PR/AJAJ/2017 Em relação à execução contra a Fazenda Pública, considere as afirmativas abaixo. I. É cabível a execução por título extrajudicial contra a Fazenda Pública, hipótese em que será citada para opor embargos no prazo de 30 dias. II. No cumprimento de sentença que impuser à Fazenda Pública a obrigação de pagar quantia certa, o exequente não precisará apresentar demonstrativo discriminado e atualizado do crédito. III. Dentre as matérias que podem ser alegadas pela Fazenda Pública em impugnação ao cumprimento de sentença estão a ilegitimidade de parte, a inexigibilidade da obrigação e o excesso de execução. IV. Se a impugnação ao cumprimento de sentença for parcial, a parte não questionada pela executada não poderá ser, desde logo, objeto de cumprimento. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e IV. b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III e IV. 103. FAFIPA/Fundação Araucária に PR/2017 Em se tratando das disposições do Código de Processo Civil vigente (Lei 13.105/2015) aplicáveis ao processo de execução, assinale a alternativa CORRETA. a) Nos casos de conduta atentatória à dignidade da justiça, o juiz fixará multa em montante não superior a dez por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 150 295 em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material. b) A cobrança de multas ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé ou de prática de ato atentatório à dignidade da justiça será promovida em autos apartados. c) Podem promover a execução forçada ou nela prosseguir, em sucessão ao exequente originário: I - o Ministério Público, nos casos previstos em lei; II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, lhes for transmitido o direito resultante do título executivo; III - o cessionário, quando o direito resultante do título executivo lhe for transferido por ato entre vivos; IV - o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional. Tal sucessão, entretanto, depende do consentimento do executado se ocorrer após a citação válida. d) São títulos executivos extrajudiciais: a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque; a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas; o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado por tribunal e o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução. 104. FMP Concursos/PGE-AC/2017 Considere as seguintes afirmativas sobre o tema do processo de execução no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa INCORRETA. a) O exequente tem o direito de desistir de toda a execução, não podendo, porém, desistir de apenas alguma medida executiva. b) Pode promover a execução forçada o credor a quem a lei confere título executivo. c) O sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional, pode promover a execução forçada ou nela prosseguir, em sucessão ao exequente originário. d) O exequente pode cumular várias execuções, ainda que fundadas em títulos diferentes, quando o executado for o mesmo e desde que para todas elas seja competente o mesmo juízo e idêntico o procedimento. e) O exequente ressarcirá ao executado os danos que este sofreu, quando a sentença, transitada em julgado, declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que ensejou a execução. 105. FMP Concursos/PGE-AC/2017 Considere as seguintes afirmativas sobre o tema dos embargos à execução no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa CORRETA. a) O executado poderá se opor à execução por meio de embargos, desde que garantidos por penhora, depósito ou caução. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 151 295 b) Os embargos à execução terão efeito suspensivo. c) Recebidos os embargos, o exequente será ouvido no prazo de 5 (cinco) dias. d) O juiz rejeitará liminarmente os embargos manifestamente protelatórios. e) No prazo para embargos, reconhecendo o credito do exequente e comprovando o depósito de cinquenta por cento do valor em execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, o executado poderá requerer que lhe seja permitido pagar o restante em ate 3 (três) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e de juros de um por cento ao mês. 106. IESES/ALGÁS/2017 Assinale a alternativa verdadeira: a) Na oferta dos Embargos à Execução, aplica-se o prazo em dobro no caso de litisconsortes com diferentes procuradores pertencentes à escritório de advocacia distintos, consoante dispõe o art. 229 da Lei 13.105/2015. b) Os embargos à Execução serão oferecidos no prazo de 10 (dez) dias, contado, conforme o caso, no disposto no artigo 231 da Lei 13.105/2015. c) Os embargos à execução serão distribuídos por dependência, autuados em apartado e instruídos com cópias das peças processuais relevantes, que somente poderão ser declaradas autênticas pelo chefe do cartório da Vara da execução ou por Cartório Civil de Tabelionato de notas. d) Nas execuções por carta, o prazo para embargos será contado: da juntada, na carta, da certificação da citação, quando versarem unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora, da avaliação ou da alienação dos bens e a juntada, nos autos de origem, do comunicado de que trata cartas precatórias ou rogatórias ou, não havendo este, da juntada da carta devidamente cumprida. 107. IESES/ALGÁS/2017 Suspende-se a execução: a) No todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução. b) Se a alienação dos bens penhorados não se realizar por falta de licitantes e o exequente, em 20 (vinte) dias, não requerer a adjudicação nem indicar outros bens impenhoráveis. c) Quando o executado possuir bens penhoráveis. d) Pela não admissão de incidentes de demandas repetitivas. 108. IMA/Prefeitura de Penalva に MA/2017 De acordo com a Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015, são títulos executivos judiciais: a) A certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 152 295 b) A certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. c) Os honorários do perito aprovados por decisão judicial. d) A escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor. 109. FAUEL/Prev São José に PR/2017 Acerca da penhora, do depósito e da avaliação, de acordo com o Novo Códigode Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), é INCORRETO afirmar que: a) tratando-se de penhora de bem indivisível, o equivalente à quota-parte do coproprietário ou do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem. b) para presunção absoluta de conhecimento por terceiros, cabe ao exequente providenciar a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, mediante apresentação de cópia do auto ou do termo, independentemente de mandado judicial. c) não se procederá à avaliação quando se tratar de veículos automotores ou de outros bens cujo preço médio de mercado possa ser conhecido por meio de pesquisas realizadas por órgãos oficiais ou de anúncios de venda divulgados em meios de comunicação, caso em que caberá a quem fizer a nomeação o encargo de comprovar a cotação de mercado. d) quando não encontrar bens penhoráveis, o oficial de justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica, desde que exista ordem judicial nesse sentido. e) são impenhoráveis os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra. 110. CETRO/TJ-RJ/2017 No que se refere à necessidade de intimação de cônjuge e ex-cônjuge quando da penhora de bem imóvel, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) É dispensável a intimação de ex-cônjuge que foi casado pelo regime de separação convencional de bens da penhora sobre bem imóvel de propriedade do outro, sobre o qual não detém direito de meação. ( ) É dispensável a intimação de ex-cônjuge que foi casado tanto pelo regime de separação convencional de bens quanto pelo regime de comunhão parcial de bens da penhora sobre bem imóvel de propriedade do outro, sobre o qual não detém direito de meação. ( ) É obrigatória a intimação de ex-cônjuge que foi casado tanto pelo regime de separação convencional de bens quanto pelo regime de comunhão parcial de bens da penhora sobre bem imóvel de propriedade do outro, ainda que sobre o qual detenha direito de meação. ( ) É dispensável a intimação de ex-cônjuge que foi casado pelos regimes de separação convencional de bens ou comunhão universal da penhora sobre bem imóvel de propriedade do outro, sobre o qual não detém direito de meação. Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 153 295 a) V/ F/ F/ F b) F/ F/ V/ F c) F/ V/ F/ F d) F/ F/ F/ V e) F/ F/ F/ F 111. IADES/CRFにDF/2017 Sobre o processo de execução de título extrajudicial e o cumprimento de sentença, com base no Novo Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta. a) Quando o executado alegar que o exequente, em excesso de execução, pleiteia quantia superior à resultante da sentença, deverá o próprio exequente, isto é, o credor, apontar o valor correto, porque se cuida de ônus próprio da parte interessada na execução. b) A apresentação de impugnação não impede a prática dos atos executivos, inclusive os de expropriação. Todavia, poderá o juiz, ex officio, mesmo que sem garantia do juízo com penhora, caução ou depósito suficientes, atribuir-lhe efeito suspensivo, se seus fundamentos forem relevantes e se o prosseguimento da execução for manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. c) A concessão de efeito suspensivo à impugnação deduzida por um dos executados suspenderá a execução contra os que não impugnaram, quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao impugnante. d) A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial e) A sentença arbitral, por se tratar de ato jurídico entre privados, tem força de título executivo extrajudicial. 112. FUNDEP/MPE-MG/2017 Acerca do sistema executivo, é CORRETO afirmar: a) Após a expedição da carta de arrematação ou da ordem de entrega, a invalidação da arrematação poderá ser pleiteada pelos embargos do devedor de segunda fase. b) Os embargos de terceiro podem ser opostos no cumprimento de sentença ou no processo de execução, até 5 (cinco) dias depois da adjudicação, da alienação por iniciativa particular, da arrematação ou de declaração de fraude à execução. c) A decisão judicial ainda não transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário de 15 (quinze) dias. d) Na execução e cumprimento da sentença de alimentos, verificada a conduta procrastinatória do devedor, o juiz deverá, se for o caso, dar ciência ao Ministério Público dos indícios da prática do crime de abandono material. 113. MPE-RS/MPE-RS/2017 Ricardo Torques Aula 12 Direito Processual Civil p/ TJDFT (AJAJ e Oficial de Justiça) Com Videoaulas - 2019 www.estrategiaconcursos.com.br 1168000 154 295 Assinale a alternativa INCORRETA sobre o tema da execução, segundo disposto no Código de Processo Civil. a) Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado que, intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. b) A execução pode ser promovida contra o responsável titular do bem vinculado por garantia real ao pagamento do débito. c) Se a execução tiver por objeto obrigação de que seja sujeito passivo o proprietário de terreno submetido ao regime do direito de superfície, ou o superficiário, responderá pela dívida, exclusivamente, o direito real do qual é titular o executado, recaindo a penhora ou outros atos de constrição exclusivamente sobre o terreno, no primeiro caso, ou sobre a construção ou a plantação, no segundo caso. d) Na execução de obrigação de fazer ou de não fazer fundada em título extrajudicial, ao despachar a inicial, o juiz fixará multa por período de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida. e) A cobrança de multas ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé ou de prática de ato atentatório à dignidade da justiça será promovida em autos apartados. 114. IBFC/EBSERH/2017 Assinale a alternativa INCORRETA sobre a adjudicação de bens penhorados em execução monetária após analisar os itens a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 13.105, de 16/03/2015 (Novo Código de Processo Civil). a) É lícito ao exequente, desde que oferecendo preço superior ao da avaliação, requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados. b) Requerida a adjudicação, o executado será intimado do pedido pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos, por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos autos ou por meio eletrônico, quando, sendo empresa constituída sob a forma de sociedade anônima, não tiver procurador constituído nos autos. c) É dispensável a intimação do executado, citado por edital, diante do requerimento de adjudicação quando ele não tiver procurador constituído nos autos. d) Transcorrido o prazo de 10 (dez) dias, contado da última intimação, e decididas eventuais questões, o juiz ordenará a lavratura do auto de adjudicação. e) Considera-se perfeita e acabada a adjudicação com a lavratura e a assinatura do auto pelo juiz, pelo adjudicatário, pelo escrivão ou chefe de secretaria, e, se estiver presente, pelo executado, expedindo-se a carta de adjudicação e o mandado de imissão na posse, quando se tratar de bem imóvel ou a ordem de entrega ao adjudicatário, quando se tratar de bem móvel. 115. IDECAN/Câmara de Aracruz に ES/2016 Ricardo Torques Aula 12 Direito