Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE	
	DA POSSE
	
	O Código Civil regula os poderes próprios à posse e propriedade, onde a posse é um fenômeno fático exercido sobre a coisa, e o requisito para a posse é exercer um dos poderes inerentes à propriedade, que são eles, Gozar, Reaver, Usar e Dispor. Esse entendimento está disposto no Artigo 1.196 /CC. 
“Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade.”
	Como ponto fundamental para ter uma ação julgada procedente, é necessário provar a sua Posse Pretérita, onde deverá ser demonstrada a posse anterior, podendo ter como prova, por exemplo: conta de luz, água, taxas de condomínio, etc., documentos estes que deverão estar registrados em nome próprio, mostrando assim, que houve “Animus domini”.
Em alguns casos muitas não são possuidoras, como dispõe o art. 1.196 do CC: "Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade", apenas proprietárias, onde, nesses casos, não caberiam a Ação de Reintegração. 
		
	AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE	
	DA AÇÃO
	
	Nas palavras de Maria Helena Diniz (2015, p.104), “A ação de reintegração de posse é a movida pelo esbulhado, a fim de recuperar posse perdida em razão da violência, clandestinidade, ou precariedade e ainda pleitear indenização por perdas e danos”. 
Antes de entrar com a ação de reintegração de posse, deve ser analisado se o proprietário teve a posse pretérita do imóvel, e observar os requisitos para a ação correta, pois, não havendo comprovação da posse pretérita, deverá ser manejada outra ação, cabível com as devidas provas que o proprietário possui.
	No mesmo entendimento de Arnaldo Rizzardo (2004 Em seu livro Direito das Coisas Pag. 103) “sem a posse anterior devidamente comprovada, não se admite reintegratória. É a posse o primeiro e o principal requisito de toda ação possessória”.
Desse modo, na prática, o Requerente que ingressar em juízo com a Ação de Reintegração de posse precisa descrever e demonstrar nos fatos a sua posse anterior e provar ao juiz que em virtude de esbulho possessório ele não possui mais a posse sobre o bem, ou seja, houve como resultado a perda da posse.
		É importante, também, saber diferenciar as ações possessórias, pois todas têm características similares, e são aplicadas em casos distintos, para não ocorrer improcedência da ação.
	AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE	
	DA TURBAÇÃO E ESBULHO
	
	Outro ponto importante para a ação, é saber diferenciar a Turbação e o Esbulho. O perfeito entendimento desses dois fatos é extremamente importante para a ação de reintegração de posse.
A turbação ocorre quando um terceiro impede o titular da posse de exercer seu direito de forma livre, tendo esse o objetivo de prejudicar a posse do titular do bem. Por exemplo a Compra de um terreno, que, antes de construir no local, o titular se depara com o início de uma construção irregular, sem sua autorização, sendo esse turbado do exercício livre sobre o bem.
Nessa linha de intelecção, dispõe o livro de Carlos Roberto Gonçalves, em Direito Civil Brasileiro 2011 Pag. 151 “a turbação é todo ato que embaraça o livre exercício da posse.” 
	Já o Esbulho, ocorre quando o titular do terreno fica totalmente impedido da posse, ou seja, houve uma ocupação ou tomada de bem injustamente. Assim, ocorre quando um terceiro se apodera ilegalmente de uma propriedade, por atos violentos, clandestinos ou precários. 
Trazendo com fulcro o autor Sílvio de Salvo Venosa, em seu livro Direito Civil 2015, Pag. 146, “esbulho existe quando o possuidor fica injustamente privado da posse. Não é necessário que o desapossamento decorra de violência. Nesse caso, o possuidor está totalmente despojado do poder de exercício de fato sobre a coisa”.
Considerando os exemplos acima, se uma família ou um grupo de pessoas, invadem um terreno ou imóvel, que, visivelmente está abandonado e ali se tem por moradia sem que a posse lhe fosse passada, estaria considerado o esbulho.
		
	AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE	
	DA TURBAÇÃO E ESBULHO
	
	O Código Civil dispõe os artigos 1.200 e 1.208 que esclarece o assunto:
“Art. 1200 É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária;
Art. 1208 Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade.”
	Assim, fica necessário definir o conceito de violência, clandestinidade e precariedade, pois, o esbulho só ocorre quando estão presentes uma dessas três situações:
A violência é quando fica demonstrada utilização da força ou ameaça contra a pessoa do possuidor ou seus detentores.
 A precariedade é a conduta de quem se recusa a restituir o bem após o término da relação contratual que lhe conferiu a posse direta.
E a clandestinidade seria a conduta daquele que, aproveitando-se da ausência do vizinho, por exemplo, invade determinado bem.

Mais conteúdos dessa disciplina