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MAPA CONCEITUAL 
Rodrigo Santana RGM: 19275188 
Rosângela Pereira RGM: 16033426 
Vitória Oliveira RGM: 19873719 
FATORES QUE INTERFEREM NA BIODISPONIBILIDADE DOS FÁRMACOS 
RELACIONADOS AOS MEDICAMENTOS 
 SÃO PAULO/2020 
Daniel Camargo RGM: 19387873
MAPA CONCEITUAL 
Biodisponibilidade 
Biodisponibilidade é definida com a extensão e a velocidade da absorção do fármaco a 
partir de uma determinada forma farmacêutica, acessando a circulação sistêmica 
(corrente sanguínea). Quando fármacos de ação sistêmica são administrados por via 
extra vasculares, a absorção passa a ser um pré-requisito para o efeito terapêutico 
dos mesmos e a biodisponibilidade passa a ser associada diretamente à qualidade do 
medicamento. A definição sugerida pela FDA é a mais utilizada mundialmente e 
refere-se à quantidade absorvida de um fármaco, a partir de sua forma farmacêutica, e 
a velocidade pela qual esse processo ocorre. De acordo com essa definição verifica-se 
que a biodisponibilidade é uma propriedade que deriva da administração do 
medicamento ao organismo e que pode citar a forma farmacêutica, deixa claro que a 
mesma pode influenciá-la. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A velocidade de absorção varia de 
acordo com as formas 
farmacêuticas 
Absorção e circulação sistêmica 
são a base para a 
biodisponibilidade 
MAPA CONCEITUAL 
 
 
Fatores que interferem na biodisponibilidade 
A solubilidade é determinante para a liberação e absorção onde é extremamente 
importante na biodisponibilidade. Se a base é fraca e o pH baixo ou o, ácido fraco e o 
pH alto a dissolução é mais rápido. Liberado a partir de uma forma farmacêutica na 
circulação sistêmica. 
Instabilidade química; fatores ligados às suas propriedades físicas químicas, bem 
como aqueles relacionados aos excipientes empregados na formulação, além do 
processo de fabricação, têm sido considerados responsáveis por alterações no efeito 
dos medicamentos, uma vez que pode afetar a biodisponibilidade dos fármacos. 
A forma farmacêutica influencia na absorção e interfere diretamente na 
biodisponibilidade, por exemplo, a suspensão geralmente é utilizada para fármacos 
insolúveis ou poucos solúveis. A absorção é a transferência do fármaco do local de 
administração para a corrente sanguínea. Para que a absorção do fármaco ocorra, o 
fármaco deve atravessar a membrana das células da parede intestinal, o local de 
maior absorção é o intestino delgado. 
Metabolismo de primeira passagem (metabolismo pré-sistêmico ou efeito de primeira 
passagem) é um fenômeno do metabolismo dos fármacos no qual a concentração do 
fármaco é significantemente reduzida (e inativada) pelo fígado antes de atingir a 
circulação sistêmica, sendo assim, muitas vezes não suprindo a necessidade do 
paciente e tendo que aumentar a dose do medicamento, então comprometendo alguns 
órgãos. 
O consumo de alimentos com medicamentos pode ter efeito marcante sobre a 
velocidade e extensão de sua absorção. A administração de medicamentos com as 
refeições, segundo aqueles que a recomendam, se faz por três razões fundamentais: 
possibilidade de aumento da sua absorção; redução do efeito irritante de alguns 
fármacos sobre a mucosa gastrintestinal; e uso como auxiliar no cumprimento da 
terapia, associando sua ingestão com uma atividade relativamente fixa, como as 
principais refeições. 
 
 
 
MAPA CONCEITUAL 
 
 
 
Interação fármaco-nutriente 
Interações entre nutrientes e fármacos podem alterar a disponibilidade, a ação ou a 
toxicidade de uma destas substâncias ou de ambas. Elas podem ser físico-químicas, 
fisiológicas e patofisiológicas. 
Interações físico-químicas são caracterizadas por complexação entre componentes 
alimentares e os fármacos. As fisiológicas incluem as modificações induzidas por 
medicamentos no apetite, digestão, esvaziamento gástrico, biotransformação. 
Analgésico e anti-inflamatório, por exemplo, são com frequência administrados com 
alimentos. O objetivo é diminuir as irritações da mucosa gástrica provocadas, 
principalmente, pela administração destes medicamentos por tempo prolongado. De 
acordo com a maioria das pesquisas realizadas, os nutrientes diminuem a velocidade 
de absorção dos fármacos, provavelmente por retardarem o esvaziamento gástrico. 
O retardo na absorção de certos fármacos, quando ingeridos com alimentos, nem 
sempre indica redução da quantidade absorvida. Mas, provavelmente, poderá ser 
necessário um período maior para se alcançar sua concentração sangüínea máxima, 
interferindo na latência do efeito. 
O sistema renal constitui uma das principais vias de excreção de fármacos, sendo 
importante no processo de interação. O pH urinário sofre variações conforme a 
natureza ácida ou alcalina dos alimentos ou de seus metabólitos. Assim, dietas ricas 
em vegetais, leite e derivados elevam o pH urinário, acarretando um aumento na 
reabsorção de fármacos básicos, como, por exemplo, as anfetaminas. No entanto, 
com fármacos de carácter ácido, como barbitúricos, verifica-se elevação da excreção. 
Por outro lado, ovos, carnes e pães acidificam a urina, tendo como consequência o 
aumento da excreção renal de anfetaminas e outros fármacos básicos. 
 
 
 
MAPA CONCEITUAL 
 
REFERENCIAS: 
ASHFORD, M. Introdução à biofarmácia. In: AULTON, M.E. Delineamento de formas 
farmacêuticas. 2.ed, Porto Alegre: Artmed, 2005a. cap.15, p.225- 228. 
BONAMICI, DENISE. Sistema de classificação biofarmacêutica e bioisenções. 
Dissertação para mestre. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2009. 
BUENO, M.M. Implantação, evolução, aspectos técnicos e perspectivas da 
regulamentação técnica de biodisponibilidade relativa e bioequivalência de 
medicamentos genéricos e similares no Brasil. São Paulo, 2005. 1993.p, Dissertação 
de mestrado - Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo. 
M. RIBEIRO LEITE, F. GUILHERMO. Interação Fármaco-Nutriente – Artigo Ciêntifico 
de Revisão, Revista, Nutrientes Campinas, 15(2):223-228, maio/agosto 2002
MAPA CONCEITUAL 
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