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SUMÁRIO LEI COMPLEMENTAR Nº 004/91 .................................................................................................................................................... 2 LEI COMPLEMENTAR Nº 019/2004 ................................................................................................................................................ 7 LEI COMPLEMENTAR Nº 034/2006 .............................................................................................................................................. 10 LEI COMPLEMENTAR Nº 0144/2013 ............................................................................................................................................ 12 LEI COMPLEMENTAR Nº 0137/2013 ............................................................................................................................................ 13 LEI COMPLEMENTAR Nº 037/2007 .............................................................................................................................................. 19 LEI COMPLEMENTAR Nº 038/2007 .............................................................................................................................................. 52 LEI MUNICIPAL Nº 6.794/1990 ....................................................................................................................................................... 73 ESTUDO COMPLEMENTAR LEI FEDERAL Nº 13.022/2014 ................................................................................................. 115 Lei Complementar nº 004/91 e suas alterações dispõe sobre a organização, finalidade, competência, estrutura organizacional básica da guarda municipal de fortaleza e dá outras providências. TÍTULO I da finalidade, da competência, da estrutura organizacional, básica e da organização da guarda municipal de fortaleza. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ART 1º- Esta lei dispõe sobre a Guarda Municipal de Fortaleza, sua finalidade, competência, estrutura orga- nizacional básica e sobre o regime jurídico dos dirigentes e dos demais servidores integrantes do seu Qua- dro de Pessoal. CAPÍTULO II DA FINALIDADE E DA COMPETÊNCIA Art. 2° - A Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), órgão da administração direta do Poder Executivo Munici- pal, subordinada à Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, (SESEC) tem como finalidade a proteção preventiva e ostensiva dos bens e instalações, a garantia dos serviços públicos municipais e a defesa civil do Município, bem como formular as políticas e as diretrizes para a Segurança Municipal. (Redação pelo art. 2º da Lei Complementar nº 0144/13). ART. 3º - Compete à Guarda Municipal de Fortaleza: I- executar a vigilância e promover a preservação dos bens, serviços, instalações e logradouros públicos do Município, realizando rondas diurnas e noturnas; II - realizar a segurança do Prefeito, do Vice-Prefeito e, em caráter eventual, de outras autoridades indicadas pelo Chefe do Executivo Municipal; (Ver § único deste artigo). III - efetuar serviço de apoio e fiscalização, na área de segurança, aos eventos de interesse da Prefeitura Municipal; IV - executar o serviço de orientação e salvamento de banhistas no município, atuando em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado; (Ver § único deste artigo). V - apoiar as promoções de incentivo ao turismo local; VI - executar as ações preventivas e emergenciais de Defesa Civil do Município, quando da ocorrência de calamidade pública, prestando socorro às vítimas, em parceria com o competente órgão de Defesa Civil do Estado; (Ver § único deste artigo). VII - realizar a vigilância e a preservação do meio ambiente, do patrimônio histórico, cultural, ecológico e paisagístico, incluindo os logradouros, praças e jardins; VIII - atuar como corpo voluntário de combate a incêndios, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado; IX - auxiliar na área de segurança a Agência Reguladora de Limpeza na fiscalização da prestação dos servi- ços alusivos às atividades do exercício de polícia nas praças, jardins e logradouros públicos; X - auxiliar a Agência Reguladora de Limpeza na fiscalização da prestação dos serviços de limpeza urbana nas praças, jardins e logradouros públicos; XI – firmar convênios com órgãos e entidades públicas, nas esferas municipal, estadual e federal, visando à prestação de serviços pertinentes à área de segurança; (Ver Art. 13. LC 0137/2013). XII – colaborar na fiscalização e garantir a prestação dos serviços públicos de responsabilidade do Municí- pio, desempenhando atividade de polícia administrativa (é exercida por órgãos administrativos de caráter fiscalizador, incide sobre bens, direitos e atividades) nos termos previstos no§ 8º do Art. 144 da Constituição Federal, combinado com o inciso XII do Art. 76 da Lei Orgânica do Município. Parágrafo Único - As competências previstas nos incisosII, IV e VI deste artigo poderão ser desempenhadas em conjunto ou mediante auxílio dos órgãos de Segurança Pública do Estado, mediante celebração de con- vênio de cooperação técnica.(Redação dada pelo artigo 2º da LC nº 019/04 e pelo artigo 1º da LC nº 0144/2013). CAPITULO III DA ESTRUTURA BÁSICA ART. 4º - A estrutura organizacional da Guarda Municipal de Fortaleza passa a ser a seguinte: (Ver Decreto 13.130/2013). I - Direção-Geral, a ser exercida pelo Diretor-Geral da Guarda Municipal de Fortaleza; II - Direção Adjunta, a ser exercida pelo Subdiretor da Guarda Municipal de Fortaleza; III - Órgãos de Atuação Programática; IV - Órgãos de Execução Instrumental; (Ver Art. 1º, III do Decreto 13.130/2013). V - transforma-se a Assessoria de Defesa Civil em Coordenadoria de Defesa Civil, com simbologia DNS-1, vinculada à Guarda Municipal de Fortaleza, que terá como agregados a Comissão de Defesa Civil e os Agentes de Defesa Civil, tendo para tanto total autonomia administrativa e financeira, cujas funções serão objeto de regulamentação por Decreto do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complemen- tar nº 019/04). Art. 4º-A - A dotação orçamentária destinada à Defesa Civil, oriunda do orçamento municipal para exercício de 2004, será executada em conjunto pela Diretoria-Geral da Guarda Municipal de Fortaleza e a Coordena- doria de Defesa Civil, instituída pelo inciso V do art. 4º desta Lei Complementar. (Este é um artigo de tran- sitoriedade, atualmente perdeu a eficácia, pois o ato seria para 2004, ou seja, constitui letra morta). CAPÍTULO IV DA DIREÇÃO SUPERIOR SEÇÃO I DO DIRETOR GERAL ART. 5º - Para ocupar a função de Diretor-Geral e subdiretor da Guarda Municipal de Fortaleza, a escolha, preferencialmente, deverá recair entre os inspetores em fim de carreira, exigindo-se formação de nível supe- rior e notáveis conhecimentos administrativos e jurídicos por período nunca inferior a 2 (dois) anos na área de segurança pública, podendo também recair a escolha sobre oficiais superiores das forças armadas e das polícias federal e estadual, sendo referida nomeação feita por livre convencimento do chefe do Poder Execu- tivo Municipal. § 1º - O Diretor-Geral da Guarda Municipal participará como membro do Conselho de Orientação Política e Administrativa do Município (COPAM), gozando das prerrogativas e honras protocolares correspondentes às de Titular de Autarquia ou Fundação Municipal, sendo substituído nos casos de ausência ou impedimento pelo Subdiretor. § 2º - O Diretor-Geral da Guarda Municipal terá à sua disposição Secretário Executivo nomeado, em comis- são, pelo Prefeito Municipal. (Redação dada pelo art. 8º da Lei Complementar n°034/06). ART. 6º - São atribuições do Diretor Geral da Guarda Municipal de Fortaleza: I – elaborar de forma participativao plano de trabalho da Guarda e submetê-lo à consideração do Chefe do Poder Executivo; (Ver Art.6º, § 2º) II – cumprir e fazer cumprir as determinações emanadas do Chefe do Poder Executivo; III – expedir atos administrativos de sua competência; IV – zelar pelo o nome da instituição, representando-a diante dos demais órgãos municipais; V – fazer respeitar as determinações desta Lei; VI – articular-se com o IMPARH, objetivando aprimorar o Corpo da Guarda nos seus serviços específicos junto à comunidade; VII – manter atualizadas informações estatísticas das atividades da Guarda; VIII – exercer outras atribuições inerentes às funções de seu cargo. § 1º - o Diretor Geral da Guarda Municipal terá a sua disposição Secretário Executivo nomeado, em comis- são, pelo Prefeito Municipal; § 2º - Quando da elaboração do plano de trabalho da Guarda será obrigatório à participação de um repre- sentante da Associação da Guarda Municipal de Fortaleza.(Ver Art. 6º, I) Art. 7º - O Diretor Adjunto da Guarda Municipal de Fortaleza, portador de Diploma de Curso Superior e de ilibado ―Curriculum vitae‖ será nomeado em comissão pelo Prefeito Municipal. SEÇÃO II DIRETOR ADJUNTO ART. 8º - São atribuições do Diretor Adjunto da Guarda Municipal: I – responder pelo Diretor Geral nos seus afastamentos e impedimentos legais; II – divulgar, semanalmente, perante toda corporação ou parte desta, o Boletim dos serviços a serem execu- tados; e promover e acompanhar sua execução avaliando a qualidade do desempenho. III – promover a elaboração e fiscalizar as escalas de serviços e as alterações, comunicando-as sempre ao Diretor Geral da Guarda; IV – cumprir e fazer cumprir as ordens do superior hierárquico; V – fiscalizar sempre que for necessário, os postos de serviços, visando a um maior controle das atividades desempenhadas; VI – executar outras atribuições que lhe forem conferidas ou delegadas pelo o Diretor Geral. Art. 9º– A estrutura organizacional da Guarda Municipal de Fortaleza será definida em Decreto do Poder Executivo Municipal, no prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir da data da publicação desta Lei. (Ver Decreto nº 13.130/13). Art. 10º - Ficam acrescidos à locação da Guarda Municipal de Fortaleza, estabelecida na Lei nº 6.480/1989, os cargos comissionados constantes do anexo I desta Lei a serem distribuídos por Decreto. Art. 11º - Ficam excluídos da lotação da Guarda Municipal de Fortaleza e considerados extintos os cargos comissionados criados pela Lei nº 6.480/89. Art. 12º- VETADO. Art. 13º- O regime jurídico dos servidores lotados na Guarda Municipal de Fortaleza, pertencentes ou não à categoria funcional de Guarda, Agente de Cidadania e Agente Especial, será objeto de Lei de plano de car- gos e carreiras, específicos para os servidores da Guarda Municipal de Fortaleza, aplicando-se, subsidiaria- mente, a Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990, e do Plano Municipal de Cargos e Carreiras. (Redação dada pela LC n.º 019/04 e os cargos foram atualizados pelo art. 4º da LC nº 038/07 - PCCS). Art. 14º - A nomeação para cargo efetivo inicial do corpo da Guarda Municipal, das carreiras: Segurança Pública, Defesa Civil e Segurança Institucional, depende de aprovação em concurso de provas ou de provas e títulos, segundo os critérios estabelecidos em edital do concurso público. Parágrafo Único - O concurso público para ingresso na carreira far-se-á apenas para os níveis iniciais de Guarda Municipal, de Agente de Defesa Civil e de Agente de Segurança Institucional.(Redação dada pelo Art. 1º da LC nº 034/06).(Ver art. 6º da LC nº 038/07). CAPÍTULO II DO CORPO DA GUARDA MUNICIPAL ART. 15º – São requisitos indispensáveis para a investidura nos cargos do corpo da Guarda Municipal, em todas as suas classes: I – Ensino Médio concluído; II – Idade Mínima de 18 (dezoito) anos; III – Boa saúde física e mental, e não ser portador de deficiência física incompatível com o exercício do car- go; IV – Reputação ilibada, comprovada mediante documentação a ser exigida no edital do concurso público. Parágrafo Único - O requisito de saúde mental previsto no inciso III será exigido, no concurso público, me- diante exame psicotécnico, nos termos do edital. (Acrescentado pelo artigo 2º da Lei Complementar nº 034/06). Art. 16º – A hierarquia é a ordenação de autoridade, em níveis diferentes, estabelecida em sua escala pela qual são uns em relação aos outros, superiores e subordinados hierarquicamente. (Ver os Arts 3º, 6º, 8º, 9º e 10º da LC nº 037/07 - RDI). Art. 17-O ordenamento hierárquico da Guarda Municipal, compreende as seguintes classes: 1 - Classe de Guarda - a) Guarda Aspirante; b) Guarda de 29; c) Guarda de 19; II - CVásse de Sublnspetor: a) Sub Inspe- tor Aspirante; b) Sublnspetor de 3?; c) Sublnspetor dê 21; d) Sublnspetorde 15; III - Classe de Inspetor: a) Inspetor de 39; b) Inspetor de 25; c) Inspetor de IS. (Este artigo foi REVOGADO pelo art. 4ª da Lei Com- plementar nº 038/07 (PCCS) e de acordo com o art. 41 da citada lei). Art. 18º – Os integrantes do Corpo da Guarda serão subordinados à disciplina básica da mesma, onde quer que exerçam suas atividades, sujeitando-se também às normas dos órgãos onde desenvolverem suas ativi- dades, desde que estas não conflitem com as do Corpo da Guarda, que são soberanas. Art. 19 - Os servidores do Corpo da Guarda Municipal de Fortaleza, quando em efetivo exercício, a ser regu- lado em ato administrativo do Diretor da Guarda farão jus à gratificação de risco de vida, de 40% (quarenta por cento) até o limite de 100% (cem por cento) do vencimento-base desses servidores, conforme regula- mento interno da Guarda Municipal. Parágrafo Único - A gratificação de risco de vida, referida no caput deste artigo, incorpora-se aos proventos de aposentadoria, desde que comprovada a percepção do benefício por um período superior a 2 (dois) anos, de forma ininterrupta, na data da postulação da aposentadoria. (Redação pela LC n.º 0019/2004). Este Artigo foi (REVOGADO) pelo Art. 22 da Lei Complementar nº 038/07 (PCCS) e de acordo com o artigo 41 da citada Lei. Portanto, desconsidere-o Art. 20º - Os servidores lotados na Guarda Municipal de Fortaleza, pertencentes ou não às Classes do Cor- po da Guarda, farão jus à progressão, promoção e demais vantagens nos termos do Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza e do Plano Municipal de Cargos e Carreiras. (Atualizado Pelo Art. 9º da Lei Complementar nº 038/07). Art. 21º - O Corpo da Guarda Municipal está especificado no anexo único desta Lei Complementar, com denominação e qualificação ali previstas. § 1o - A Categoria de Guarda Municipal organiza-se em 5 (cinco) Classes, na forma estabelecida pelo anexo único desta Lei Complementar. § 2o - A nova distribuição substitui e extingue a atual denominação, descrita na Lei Complementar n° 0007, de 01 de setembro de 1992. (Este artigo foi REVOGADO pelo art.7ª da Lei Complementar nº 034/06 e 4º e 41 da LC nº 038/07 e ainda pelo art. 176 da LC nº 037/07). Art. 22º - O regime disciplinar da Guarda Municipal de Fortaleza tem por finalidade especificar as transgres- sões disciplinar, estabelecer normas relativas à aplicação das punições disciplinares, à classificação do comportamento e dos recursos contra a aplicação das punições. Art. 23º- É proibido o uso do uniforme ao Guarda Municipal, quando: I - não mais pertencer ao efetivo da Guarda Municipal de Fortaleza; II - estiver exercendo função comissionada ou à disposição de outro órgão não pertencente à Prefeitura Mu- nicipal de Fortaleza, desde que esteja realizando atividade não inclusa nas competências legais do cargo de Guarda Municipal; III - passar para a inatividade. Parágrafo Único - O Regime Disciplinar da Guarda Municipal poderáprever proibições ao uso do uniforme, não constantes neste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 019/2004. Ver Art. 13º da Lei Complementar nº 037/07). SEÇÃO II DAS PROIBIÇÕES DO USO DO UNIFORME ART. 24º – O Diretor Geral da Guarda Municipal de Fortaleza proibirá o uso do integrante que: I – estiver disciplinarmente afastado do cargo; II – exercer atividades incompatíveis com o cargo; III – mostrar-se infiel á disciplina; IV – praticar atos de incontinência pública e escandalosa: a) de vícios; b) de jogos proibidos; c) embriaguez habitual; V – por recomendação da Junta Médica Municipal; VI – passar para inatividade. Parágrafo único – o regime disciplinar da Guarda Municipal poderá prever proibições ao uso do uniforme, não constantes neste artigo. Art. 25º - Dentro de 90 (noventa) dias, contados a partir da publicação desta Lei, O Diretor Geral da Guarda em conjunto com o Secretário de Administração, baixará Edital de seleção interna, visando a prover as va- gas existentes no quadro de pessoal da Guarda Municipal, observado o limite estabelecido no Art. 26º desta Lei. Art. 26º - Haverá vacância de cargo de provimento efetivo no quadro de pessoal da Guarda Municipal de Fortaleza, somente quando a soma dos cargos ocupados da parte permanente com as funções da parte Especial, de mesma denominação, for inferior ao número de vagas previstas para o referido cargo na parte permanente. ART. 27º – O dia da Guarda Municipal será comemorado a 10 de julho, a nesta data, far-se-á a outorga do titulo de Guarda Padrão Municipal. ART. 28º – Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal estão dispensados da ―assinatura do ponto‖, sen- do seu controle estabelecido pela Administração da Guarda, através de escalas. Art. 29º - VETADO ART. 31º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Juraci Vieira de Magalhães – Prefeito Municipal. Lei Complementar nº 019/2004 (Publicada no Diário Oficial do Município de 16 de junho de 2004) Altera a Lei Complementar n° 004, de 16 de julho de 1991, bem como a Lei nº 8.811, de 30 de dezembro de 2003, que dispõe sobre a finalidade, competência, estrutura organizacional básica da Guarda Municipal de Fortaleza, e cria o Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil e Cidadania. . Obs: A Lei Complementar nº 017/04 foi novamente colocada em votação devido alguns vetos, desta vez com nova numeração, sendo então aprovada com o mesmo teor, agora com nova numeração (Lei Complementar nº 019/04), como as duas leis complementares são iguais, só está disponível neste material a LC nº 019/04. Os artigos 1° ao 12° apenas alteraram artigos da Lei Complementar n° 004/91 . ART. 1º – Altera o art. 2º da Lei complementar nº 004/91. ART. 2º – Altera o art. 3º da Lei complementar nº 004/91. ART. 3º – Altera o art. 4º da Lei complementar nº 004/91. ART.4º – altera o art. 4º da Lei complementar nº 004/91. ART. 5º – Altera o art. 5º da Lei complementar nº 004/91. ART. 6º – Altera o art. 13º da Lei complementar nº 004/91. ART. 7º – Altera o art. 14º da Lei complementar nº 004/91. ART. 8º – Altera o art.15º da Lei complementar nº 004/91. ART. 9º – Altera o art. 17º da Lei complementar nº 004/91. ART. 10 – Altera o art. 19º da Lei complementar nº 004/91. ART. 11 – Altera o art. 23º da Lei complementar nº 004/91. ART. 12 – Altera o art. 21º da Lei complementar nº 004/91. ART. 13 - A Guarda Municipal será composta por um contingente de Guardas, Subinspetores, Inspetores, Agentes de Defesa Civil e Agentes de segurança Institucional correspondente aos cargos necessários ao cumprimento de suas finalidades, sendo um efetivo fixado no limite de 2.675 (dois mil e seiscentos e setenta e cinco) componentes. (Redação dada pelo art. 3º da LC nº 034/06 na disposição de contingente e os cargos foram atualizados pelo art. 4º da LC nº 038/07). Art. 14 – O preenchimento dos cargos previstos no caput do art. 9° desta Lei Complementar dar-se-á pelo efetivo já existente da Guarda Municipal de Fortaleza e as promoções dar-se-ão pelos critérios estabelecidos no regulamento, a ser aprovado por Lei Complementar, dentro dos limites e quantitativos abaixo: I - 106 Inspetores; II - 525 Subinspetores; III - 1.814 Guardas Municipais; IV - 200 Agentes de Defesa Civil; V - 30 Agentes de Segurança Institucional. (Redação dada pelo art. 4º da LC nº 034/06 e os cargos foram atualizados pelo art. 4º da LC nº 038/07). ART. 15 – A composição e atribuições dos setores e diversas funções da estrutura organizacional da Guar- da Municipal de Fortaleza fixada por Regulamento a ser aprovado, através de Decreto pelo Chefe do Execu- tivo Municipal, no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da publicação desta Lei Complementar. (Este é um artigo de transitoriedade, atualmente perdeu a eficácia, pois o ato seria para 2004, ou seja, constitui letra morta). ART 16 - Fica criado o Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil e Cidadania, constituídos pelos meca- nismos consolidados por esta Lei Complementar, objetivando a integração das ações preventivas de segu- rança patrimonial, Defesa Civil e de serviços públicos, no âmbito dos órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal. Parágrafo Único – As atividades a serem regulamentadas para o Sistema Municipal de Segurança, Defesa Civil e Cidadania, referido no caput deste artigo, sob nenhuma hipótese, deverão invadir as competências funcionais da Guarda Municipal de Fortaleza, notadamente as da área da segurança. ART 17 - A formulação do Plano Integrado de Segurança e Cidadania observará as seguintes diretrizes: I – ação integrada com as demais políticas municipais, principalmente no meio ambiente, educação, saúde, cultura e ação social; II – promoção de campanhas educativas de estimulo à diminuição da violência, preservação do patrimônio público e meio ambiente; III – Integração do serviço de segurança patrimonial do município, inclusive aquele prestado por empresas terceirizadas; IV – unificação do serviço de radiocomunicação operado no âmbito da Prefeitura Municipal; V – integração com o Sistema de Segurança Pública Estadual, visando obter informações estatísticas de interesse às ações a serem desenvolvidas no âmbito municipal. Art. 18 – A Jornada de Trabalho dos servidores, integrantes do quadro de pessoal da Guarda Municipal de Fortaleza, é estabelecida no art. 4o da Lei n° 6.794, de 27 de dezembro de 1990, Estatuto dos Servidores do Município, podendo, entretanto, ser estabelecido um sistema de escala de serviço e de aferição de frequên- cia, visando atender ao interesse público.(A carga horária foi atualizada pelo Art. 25º da LC nº 038/07 – PCCS). ART. 19 - A Guarda Municipal terá direito a passe livre nos transportes coletivos de passageiros no âmbito do município de Fortaleza. § 1º - usufruirá desse direito o Guarda, o Subinspetor e o inspetor da Guarda Municipal, bem como o Agente de Defesa Civil e o Agente de Segurança Institucional, quando estiverem a serviço da municipalidade, devi- damente uniformizados; § 2° - O documento de identidade profissional, na forma prevista no Regulamento Geral, é de uso obrigatório no exercício da atividade do Guarda Municipal, Agente de Defesa Civil e o Agente de Segurança Institucio- nal, e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais. (O 2º parágrafo foi acrescido pelo art. 6º da LC n° 034/06 e os cargos foram atualizados pelo art. 4º da LC nº 038/07). Art. 20 - Excluídas as gratificações por tempo de serviço e as demais percebidas por direito adquirido, todos os Guardas Municipais, ativos e inativos, em suas respectivas classes, deverão receber seus vencimentos e proventos com percepção igualitáriana forma prevista em lei. Art. 21 – Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal de Fortaleza poderão utilizar armamentos e equipa- mentos para ações defensivas, de acordo com o Estatuto do Desarmamento, Lei Federal nº. 10.826, de 22 de dezembro de 2003, e devidamente regulamentado pelo Poder Executivo Municipal através de decreto. Art. 22 – As despesas decorrentes da execução desta Lei Complementar correrão por conta das dotações orçamentárias da Guarda Municipal, acrescida dos créditos suplementares necessários. Art. 23 – A transgressão disciplinar é a infração administrativa caracterizada pela violação dos deveres dis- postos no Decreto Regulamentar de Punições a ser editado posteriormente, cominando ao infrator as san- ções previstas no Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza, Lei n° 6.794, de 27 de dezembro de 1990, sem prejuízo das responsabilidades penal e civil cabíveis ao caso (REVOGADO pelos Arts. 23º e 176º da LC nº 037/07). Art. 24 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação oficial, revogadas as disposições em contrário. ANEXO ÚNICO CARGO QUANTIDADE Guarda Municipal 1.814 Subinspetor 525 Inspetor 106 Agente de Defesa Civil 200 Agente de Segurança Institucional 30 Total 2.675 (Alterado pelo Art. 7º da Lei Complementar nº 034/06). Paço da Câmara Municipal de Fortaleza José Barros de Alencar, em 08 de setembro de 2004. Carlos Alber- to Gomes Mesquita – Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza. Lei Complementar nº 034/2006 (Publicada no Diário Oficial do Município de 18 de Dez / 2006) Modifica a Lei Orgânica da Guarda Municipal, Lei Complementar n° 0004, de 16 de julho de 1991, modifica- da pelas Leis Complementares n° 0017, de 07 de julho de 2004, e n°. 0019, de 08 de setembro de 2004, e dá outras providências. Faço saber que a Câmara municipal de Fortaleza aprovou e eu sanciono a seguinte lei complementar: Art. 1° - O art. 14, da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, modificado pelo art. 7°, da Lei Complementar nº 0017, de 07 de junho de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 14 – A nomeação para cargo efetivo inicial do corpo da Guarda Municipal, das carreiras: Segurança Pública, Defesa Civil e Segurança Institucional, depende de aprovação em concurso de provas ou de provas e títulos, segundo os critérios estabelecidos em edital do concurso público. Parágrafo Único – O concurso público para ingresso na carreira far-se-á apenas para os níveis iniciais de Guarda Municipal, de Agente de Defesa Civil e de Agente de Segurança Institucional. Art. 2° - O art. 15, da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, modificado pelo art. 8°, da Lei Complementar nº 0019, de 08 de setembro de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 15 – São requisitos indispensáveis para a investidura nos cargos do corpo da Guarda Municipal, em todas as suas classes: .......... II– idade mínima de 18 (dezoito) anos; ....... Parágrafo Único – O requisito de saúde mental previsto no inciso III será exigido, no concurso público, me- diante exame psicotécnico, nos termos do edital." (AC) Art. 3° - O art. 13, da Lei Complementar nº 0019, de 08 de setembro de 2004, passa a vigorar com a seguin- te redação: ―Art. 13 – A Guarda Municipal será composta por um contingente de Guardas correspondente aos cargos necessários ao cumprimento de suas finalidades, sendo um efetivo de Guardas, Agentes de Cidadania e de Agentes Especiais fixado no limite de 2.675 (dois mil e seis centos e setenta e cinco) componentes." (NR) Art. 4° - O art. 14, da Lei Complementar nº 0019, de 08 setembro de 2004, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 14 – O preenchimento dos cargos previstos no caput do art. 9° desta Lei Complementar dar- se-á pelo efetivo já existente da Guarda Municipal de Fortaleza e as promoções dar-se-ão pelos critérios estabelecidos no regulamento, a ser aprovado por Lei Complementar, dentro dos limites e quantitativos abaixo: I - 106 Inspetores; II - 525 Subinspetores; III - 1.814 Guardas Municipais; IV - 200 Agentes de Defesa Civil; V - 30 Agentes de Segurança Institucional. Art. 5° - Ficam criadas 320 (trezentas e vinte) novas vagas para o cargo de Guarda Municipal, a par das existentes. Art. 6° - Fica acrescido ao art. 19, da Lei Complementar nº 0019, de 08 de setembro de 2004, o seguinte parágrafo, numerando-se o atual parágrafo único como § 1°: ―Art. 19 - ....... § 1º (parágrafo único original) ........ § 2° - O documento de identidade profissional, na forma prevista no Regulamento Geral, é de uso obrigatório no exercício da atividade do Guarda Municipal, Subinspetor, Inspetor, Agente de Defesa Civil e Agente de Segurança Institucional, e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais. Art. 7° - O Anexo único da Lei Complementar nº 0019/2004 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 8° - O art. 5° da Lei Complementar nº 0004, de 16 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação: CARGO QUANTIDADE Guarda Municipal 1.814 Subinspetor 525 Inspetor 106 Agente de Defesa Civil 200 Agente de Segurança Institucional 30 TOTAL 2.675 "Art. 5° - Para ocupar a função de Diretor-Geral e Subdiretor da Guarda Municipal de Fortaleza, a escolha, preferencialmente, deverá recair entre os Inspetores em fim de carreira, exigindo-se formação de nível supe- rior, e notáveis conhecimentos administrativos e jurídicos por período nunca inferior a 2 (dois) anos na área de segurança pública, podendo também recair a escolha sobre oficiais superiores das forças armadas e das polícias federal e estadual, sendo referida nomeação feita por livre convencimento do chefe do Poder Execu- tivo Municipal." (NR) Art. 9° - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação oficial, revogadas as disposições em contrário. Paço da Prefeitura Municipal de Fortaleza, em 18 de dezembro de 2006. Luizianne de Oliveira Lins – Prefeita Municipal de Fortaleza. Lei Complementar nº 0144/2013 (Publicada no Diário Oficial do Município de 27 de Mar / 2013) Altera a Lei Complementar n° 04/1991, que dispõe sobre a organização, estrutura e competências da Guar- da Municipal de Fortaleza e dá outras providências. faço saber que a câmara municipal de fortaleza aprovou e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1° - É acrescentado ao art. 3° da Lei Complementar n° 04 de 16 de julho de 1991, o seguinte parágrafo único: ―Art. 3° -......................................................... Parágrafo Único - As competências previstas nos incisos II, IV e VI deste artigo poderão ser desempenha- das em conjunto ou mediante auxílio dos órgãos de Segurança Pública do Estado, mediante celebração de convênio de cooperação técnica. ‖ Art. 2° - O art. 2° da Lei Complementar n° 04, de 16 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte re- dação: ―Art. 2° - A Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), órgão da administração direta do Poder Executivo Munici- pal, subordinada à Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, tem como finalidade a proteção preventiva e ostensiva dos bens e instalações, a garantia dos serviços públicos municipais e a defesa civil do Município, bem como formular as políticas e as diretrizes para a Segurança Municipal. ‖ Art. 3° - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, em 27 de março de 2013. Roberto Cláudio Rodri- gues Bezerra - PREFEITO MUNICIPAL DE FORTALEZA. Lei Complementar nº 0137/2013 Dispõe Sobre a organização Administrativa da Prefeitura Municipal De Fortaleza e dá outras Providências.faço saber que a câmara municipal de fortaleza aprovou e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º - A administração pública municipal compreende os órgãos e as entidades que atuam na esfera do Poder Executivo, os quais visam atender às necessidades coletivas: § 1° - O Poder Executivo tem a missão básica de conceber e implantar políticas públicas, planos, programas, projetos e ações que traduzam, de forma ordenada, os princípios emanados da Constituição, das leis e dos objetivos do Governo, em estreita articulação com os demais Poderes e com os outros níveis de Governo. § 2° - O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado diretamente pelo Vice-Prefeito, Secretários Mu- nicipais e dirigentes de entidades da administração indireta para cumprimento de suas atribuições e compe- tências constitucionais, legais e regulamentares. criação da secretaria municipal de segurança cidadã - sesec Art. 2º - Ficam criadas a Secretaria de Governo, a Secretaria de Segurança Cidadã, a Secretaria Extraor- dinária da Copa, a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos e a Secretaria da Controladoria e Trans- parência. Art. 3º - Ficam fundidas a Secretaria Municipal de Administração e a Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento, passando a denominar-se Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão; a Secretaria Muni- cipal de Defesa do Consumidor e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, passando a denominar-se Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos. Art. 4º - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (SEMAM) passa a ser denominada de Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (SEUMA), mantendo suas atuais atribuições, acresci- das a estas as competências relativas ao urbanismo provenientes da SEPLA e relativas ao desenvolvimento urbano provenientes da SEINF. Parágrafo Único - As atribuições citadas no caput do artigo recebidas da SEPLA e da SEINF ficam suprimidas de seus órgãos originários. Art. 5º - A Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) passa a ser denominada de Secretaria Muni- cipal de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (SETRA), mantendo suas atuais atribuições, acrescidas as competências relativas ao Trabalho e Qualificação oriundas da Secretaria de Desenvolvimen- to Econômico (SDE) e as atividades de Combate à Fome no Município de Fortaleza. Art. 6º - Ficam criadas as Coordenadorias de Políticas sobre Drogas; de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Coordenadoria de Participação Popular, unidades administrativas vinculadas ao Gabinete do Prefeito, com status de Secretaria de Município, responsáveis por coordenar e desenvolver políticas públicas nas suas respectivas áreas de atuação. Parágrafo Único – O Poder Executivo regulamentará por Decreto as competências e atribuições das coor- denadorias criadas por este artigo. Art. 7º - A estrutura administrativa básica da Prefeitura Municipal de Fortaleza passa a ser a seguinte: I — ADMINISTRAÇÃO DIRETA: (Ver art. 1º da LC nº 0145/2013) 1. Gabinete do Prefeito (GAB); 2. Gabinete do Vice- Prefeito (GABIVICE); 3. Secretaria Municipal de Governo (SEGOV); 4. Procuradoria Geral do Município (PGM); 5. Secretaria da Controladoria e Transparência (SECOT); 6. Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (SESEC); 6.1 -Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza (GMF);(Redação dada pelo art. 1º da LC nº 0145/2013) 7. Secretaria Municipal de Finanças (SEFIN); 8. Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPOG); 9. Secretaria Municipal de Educação (SME); 10. Secretaria Municipal de Saúde (SMS); 11. Secretaria Municipal Extraordinária da Copa (SECOPA); 12. Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINF); 13. Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP); 14. Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SECEL); 15. Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE); 16. Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (SEUMA); 17. Secretaria Municipal de Turismo de Fortaleza (SETFOR); 18. Secretaria Municipal de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (SETRA); 19. Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH); 20. Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza (SECULTFOR); 21. Secretaria Regional I; 22. Secretaria Regional II; 23. Secretaria Regional III; 24. Secretaria Regional IV; 25. Secretaria Regional V; 26. Secretaria Regional VI; 27. Secretaria Regional do Centro; II —ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: 1. AUTARQUIAS: 1.1. Vinculada ao Gabinete do Prefeito: 1.1.1. Instituto de Planejamento de Fortaleza (IPLANFOR); 1.2. Vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão: 1.2.1. Instituto Municipal de Pesquisa, Administração e Recursos Humanos (IMPARH); 1.2.2. Instituto de Previdência do Município (IPM);1.3. Vinculada à Secretaria Municipal de Saúde: 1.3.1. Instituto Dr. José Frota (IJF); 1.4. Vinculada à Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos: 1.4.1. Autarquia Municipal de Trânsi- to, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza (AMC);1.4.2. Instituto de Pesos e Medidas (IPEM); 2. FUNDAÇÕES: 2.1. Vinculado ao Gabinete do Prefeito: 2.1.1. Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (HABITAFOR); 2.2. Vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico: 2.2.1. Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (FUNCET); 2.3. Vinculada à Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos: 2.3.1. Fundação da Criança e da Família Cidadã (FUNCI); 3. SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA: 3.1. Vinculada à Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos: 3.1.1. Companhia de Transporte Coletivo S.A. (CTC): 3.1.2. Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza S.A. (ETUFOR); 4. EMPRESAS PÚBLICAS: 4.1. Vinculada à Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos; 4.1.1. Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (EMLURB). Parágrafo Único - Permanecem inalteradas as competências e atribuições dos demais órgãos e estruturas administrativas existentes não mencionadas nesta Lei. Art. 8º - Respeitadas as limitações constitucionais, o Poder Executivo regulamentará por Decreto a organi- zação, a estrutura, a distribuição, a denominação dos cargos e o funcionamento dos órgãos e entidades da administração pública municipal. Art. 9º - Os cargos de Secretário do Município têm a seguinte denominação: I — Secretário Chefe do Gabinete do Prefeito; II — Secretário Municipal de Governo; III — Procurador Geral do Município; IV — Secretário Municipal de Segurança Cidadã; V — Secretário da Controladoria e Transparência; VI — Secretário Municipal de Finanças; VII — Secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão; VIII — Secretário Municipal de Educação; IX — Secretário Municipal de Saúde; X — Secretário Municipal Extraordinário da Copa; XI — Secretário Municipal de Infraestrutura; XII — Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos; XIII — Secretário Municipal de Esporte e Lazer; XIV — Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico; XV — Secretário Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente; XVI — Secretário Municipal de Turismo; XVII — Secretário Municipal de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome; XVIII — Secretário Municipal de Cidadania e Direitos Humanos; XIX — Secretário Municipal de Cultura; XX — Secretário da Regional I; XXI — Secretário da Regional II; XXII — Secretário da Regional III; XXIII — Secretário da Regional IV; XXIV — Secretário da Regional V; XXV — Secretário da Regional VI; XXVI — Secretário da Regional do Centro. § 1º - Os Secretários de Município terão honras compatíveis com a dignidade da função. § 2º - Equiparam-se a Secretários de Município os representantes do Instituto de Planejamento de Fortaleza (IPLANFOR), da Fundaçãode Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (HABITAFOR). Art. 10 - Ficam criados os cargos de Secretário de Município e Secretário Executivo na forma do Anexo I, parte integrante desta Lei. Art. 11 - À Secretaria Municipal de Governo compete: promover a articulação política do Prefeito com os demais Poderes, órgãos e entidades da administração; assessorar o Prefeito Municipal de Fortaleza na área administrativa e financeira; controlar a publicação das leis, atos oficiais, convênios e contratos; assistir, direta e indiretamente, o Prefeito na execução das políticas públicas, programas, projetos e atividades, além de organizar, mobilizar e coordenar os eventos oficiais, podendo, para essas missões, firmar convênios, contra- tar compra de materiais e serviços de qualquer natureza, além de pesquisas de avaliação do impacto das ações governamentais, incumbindo-se ainda de planejar e executar as políticas públicas de comunicação e o assessoramento de imprensa governamental e da realização das licitações para contratação dos serviços de publicidade legal e institucional de todos os órgãos da administração municipal direta e indireta, podendo, para estes fins, exercer outras atribuições necessárias ao cumprimento de suas finalidades e desempenhar outras atividades correlatas. Art. 12 - À Secretaria Municipal da Controladoria e Transparência compete: elaborar normas e instruções e definir procedimentos necessários à execução de suas responsabilidades; realizar auditoria em projetos de investimentos amparados por contratos e convênios, onde o Município seja parte; emitir relatórios conclusi- vos de auditoria e controladoria para o gestor maior do Município, secretarias e órgãos interessados; acom- panhar e controlar a qualidade das informações constantes do portal da transparência da Prefeitura Munici- pal de Fortaleza; apoiar tecnicamente e orientar os órgãos da administração direta e indireta em assuntos de sua alçada; estabelecer controles e promover o acompanhamento necessário ao cumprimento da Lei Com- plementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000, que dispõe sobre a responsabilidade na gestão fiscal e realização de auditorias nos órgãos da administração pública municipal; subsidiar o Conselho de Orientação Política e Administrativa do Município (COPAM) no desempenho das atividades de suas competências e exercer todas as atribuições que lhe forem delegadas pelo Prefeito Municipal de Fortaleza. Art. 13 - À Secretaria Municipal de Segurança Cidadã compete: Estabelecer as políticas, diretrizes e programas de segurança cidadã no Município de Fortaleza; Executar, através de seus órgãos, as políticas públicas de interesse da pasta, coordenando e gerenciando a integração com as políticas sociais do Municí- pio que, direta ou indiretamente, interfiram nos assuntos de segurança cidadã da cidade; Estabelecer rela- ção com os órgãos de segurança estaduais e federais, visando ação integrada no Município de Fortaleza, inclusive com planejamento e integração das comunicações; Propor prioridades nas ações de policiamento investigativo, preventivo e ostensivo realizadas pelos órgãos de segurança pública do Estado e da União que atuam no Município de Fortaleza, por meio de intercâmbio permanente de informações e gerenciamen- to; Estabelecer ações, convênios e parcerias, quando necessário, com as entidades nacionais ou estrangei- ras que exerçam atividades destinadas a estudos e pesquisa de interesse da segurança urbana; Contribuir para a prevenção e a diminuição da violência e da criminalidade, promovendo a mediação de conflitos e o respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos; Valer-se de dados estatísticos das polícias estaduais para o estabelecimento de prioridades das ações de segurança cidadã municipal; Promover parcerias com insti- tuições voltadas às áreas de serviço social e psicologia visando trabalho da Guarda Municipal de Fortaleza de pequenos conflitos sociais que, por sua natureza, possam dar origem a violência e criminalidade; Rece- ber através de serviço disque-denúncia denúncias de vandalismo praticado contra os equipamentos públicos municipais; Executar a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) em âmbito local; Coordenar as ações do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) no âmbito local, em articulação com os governos federal e estadual, nos termos da Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril de 2012. § 1º - A Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituída pela Lei Complementar nº 17, de 07 de ju- nho de 2004, e posteriores modificações, ficam subordinadas à Secretaria Municipal de Segurança Cidadã. § 2º - A Guarda Municipal é o principal órgão de execução da política municipal de segurança urbana, e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil o principal órgão de execução da Política Municipal de Proteção e Defesa Civil. Art.14 - À Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo compete: coordenar, desenvolver e implementar as ações de turismo, eventos, mobilização, promoção, marketing, capacitação e mobilidade do Executivo Muni- cipal referentes à preparação do Município de Fortaleza para a Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014; ga- rantir a inclusão de atividades voltadas para o desenvolvimento social nos grandes projetos contratados para a Copa do Mundo FIFA 2014; planejar e coordenar as ações visando maximizar o legado econômico e social da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014; executar, acompanhar, orientar e fiscalizar a aplicação das obras e os recursos financeiros destinados à implementação dos projetos para a realização da Copa do Mundo FIFA 2014, realizar a interlocução entre o governo municipal, a FIFA, o Comitê Organizador Local (LOC) no Brasil e Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sobre os assuntos relativos à realização da Copa do Mundo FIFA 2014; captar a realização de eventos ligados à Copa do Mundo FIFA 2014; estabelecer o rela- cionamento institucional do Município de Fortaleza com as representações governamentais e esportivas in- ternacionais, visando à realização dos evento relacionados com a Copa do Mundo FIFA 2014 e exercer to- das as atribuições que lhe forem delegadas pelo Prefeito Municipal de Fortaleza relativas à Copa do Mundo de 2014. Art. 15 – À Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos compete: planejar, coordenar, discipli- nar, executar e orientar as políticas públicas de trânsito, transporte público urbano, limpeza urbana, ilumina- ção pública, regular as concessões de serviços públicos, coordenar a execução das atividades pertinentes ao Sistema Nacional de Metrologia; planejar, coordenar, controlar e monitorar as atividades de serviços ur- banos do Município, zelando pelas áreas municipais; apoiar tecnicamente e orientar as ações de serviços urbanos do Município e exercer todas as atribuições que lhe forem delegadas pelo Prefeito Municipal de Fortaleza. Parágrafo Único - A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza (AMC), instituída pela Lei nº 8.419, de 31 de março de 2000, e posteriores modificações, o Instituto de Pesos e Me- didas (IPEM), instituído pelo Decreto Municipal nº 3.417, de 16 de abril de 1970, e posteriores modificações, a Companhia de Transporte Coletivo (CTC), instituída pela Lei nº 2.729, de 30 de setembro de 1969, e pos- teriores modificações, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza S.A. (ETUFOR), instituída pela Lei nº 7.481, de 23 de dezembro de 1993, e posteriores modificações, a Empresa Municipal de Limpeza e Urbani- zação (EMLURB), criada pela Lei nº 4.255, de 19 de outubro de 1973, e posteriores modificações, ficam to- das vinculadas a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. Art. 16 - Os servidores das Secretarias Municipais de Administração e de Planejamento e Orçamento ficam removidos para a Secretaria Municipalde Planejamento, Orçamento e Gestão, bem como os servidores das Secretarias Municipais de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos ficam removidos para a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos, sem prejuízo de remoções posteriores, mediante Decreto. Art. 17 - O Instituto de Planejamento Urbano de Fortaleza (IPLANFOR) passa a ser denominado Instituto de Planejamento de Fortaleza (IPLANFOR) e fica vinculado diretamente ao Prefeito Municipal de Fortaleza. Art. 18 – Fica autorizado o Secretário Extraordinário da Copa 2014 a solicitar prioritariamente, para o funcio- namento da SECOPA, servidores do Poder Executivo ou Legislativo Municipal. Art. 19 – A Secretaria Especial da Copa 2014 (SECOPA) funcionará no período compreendido entre a publi- cação desta Lei e 31 de dezembro de 2014, data em que se dará sua extinção. Art. 20 - A Comissão Permanente de Licitação (CPL), instituída pelo Decreto Municipal nº 11.102, de 09 de Janeiro de 2002, e a Comissão Especial de Licitação (CEL), criada pelo Decreto nº 12.357, de 26 de feverei- ro de 2008, ficam vinculadas à Procuradoria Geral do Município (PGM), e a Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (HABITAFOR) fica vinculada diretamente ao Prefeito. Art. 21 - Fica autorizada a transferência dos bens patrimoniais, móveis, equipamentos, instalações, arqui- vos, projetos, documentos e serviços existentes entre as secretarias fundidas, nos termos desta Lei. Parágrafo Único - Medidas de operacionalização do disposto neste artigo serão definidas em Decreto do chefe do Poder Executivo. Art. 22 - Fica autorizada por decreto do chefe do Poder Executivo a remoção dos servidores lotados nas secretarias fundidas, a ser realizada estritamente em razão do interesse do serviço, tendo sempre em vista o interesse público, obedecidos os requisitos legais e resguardados os direitos dos servidores. Parágrafo Único - Os servidores removidos na conformidade deste artigo passam a integrar o. Quadro de Pessoal do Órgão ou Entidade receptor, no mesmo grupo ocupacional e nível vencimental de origem, sem prejuízo de remoções, mediante Decreto, obedecidos os requisitos legais, resguardados os direitos dos ser- vidores. Art. 23 – Fica autorizado o Poder Executivo, para atender à nova estrutura organizacional do Município, a abrir, à vigente lei orçamentária anual, crédito especial até o limite dos saldos das dotações dos programas, ações e grupos de despesas de órgãos e entidades extintos, incorporados e desmembrados, através da transposição, remanejamento ou transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro em favor dos órgãos criados, fundidos e incorporados, observado o disposto no art. nº 43, § 1º, inciso III, da Lei Federal nº 4.320/1964. § 1º - A estrutura programática expressa por categoria de programação, conforme definida no art. 4º, § 4º, da Lei nº 9.015, de 03 de agosto de 2012, inclusive os títulos descritores, metas e objetivos, deverá ser man- tida pelo órgão e pela entidade que incorporaram as competências e atribuições dos órgãos desmembrados, incorporados e extintos. § 2º - Fica autorizada a utilização das dotações orçamentárias dos órgãos e entidades extintos, incorporados ou desmembrados pelos gestores dos órgãos e entidades sucessores, para cumprimento das competências e atribuições transferidas, até que sejam implementadas as adequações citadas no caput. § 3º - Os direitos e obrigações dos órgãos e entidades sucedidos transferem-se aos órgãos e entidades su- cessores no limite das competências transferidas. § 4º - Excluam-se do estabelecido no caput deste artigo as determinações constantes do inciso I, do art. 6º, da Lei Municipal nº 9.962, de 24 de dezembro de 2012. Art. 24 - Autoriza a criação de elemento de despesa para cada secretaria criada por esta Lei. Art. 25 - Ficam consolidados os atuais cargos de provimento em comissão já existentes na estrutura admi- nistrativa do Poder Executivo Municipal, de acordo com os quantitativos, símbolos e valores discriminados no Anexo II, parte integrante desta Lei. Parágrafo Único – Os cargos a que se refere o caput deste artigo serão denominados e distribuídos através de Decreto do chefe do Poder Executivo. Art. 26 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas todas as dis- posições em contrário. paço da prefeitura municipal de fortaleza, em 08 de janeiro de 2013. roberto cláudio rodrigues bezerra - pre- feito municipal de fortaleza. Lei Complementar nº 037/2007 Institui o Regulamento Disciplinar Interno da Guarda Municipal de Fortaleza e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Fortaleza aprovou e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - O Regulamento Disciplinar dos Servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituí- do por esta Lei Complementar, tem a finalidade de definir os deveres, tipificar as infrações disciplinares, re- gular as sanções administrativas, os procedimentos processuais correspondentes, os recursos, o comporta- mento e as recompensas aos referidos servidores. Art. 2º - Este regulamento aplica-se aos servidores pertencentes ao efetivo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, incluindo-se, ainda, os ocupantes exclusivamente de cargos em comissão, os servidores de atividades administrativas e os de nível superior. TÍTULO II DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I DA HIERARQUIA E DISCIPLINA Art. 3º - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, sendo a hierarquia a ordenação de autoridade, em níveis diferentes de uma escala existindo superiores e subordinados; e a disciplina a rigorosa observância e acatamento das leis, regulamentos, decretos e as de- mais disposições legais, traduzindo se pelo voluntário e adequado cumprimento ao dever funcional. Art. 4º - São princípios norteadores da disciplina e da hierarquia da Guarda Municipal e Defesa Civil de For- taleza: I - o respeito à dignidade humana; II - o respeito à cidadania; III - o respeito à justiça; IV - o respeito à legalidade democrática; V - o respeito à coisa pública. Art. 5º - São superiores em razão do cargo, ainda que não pertencentes às carreiras do Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza: I - Chefe do Poder Executivo Municipal; II – Diretor geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. Art. 6º - As ordens legais devem ser prontamente executadas, cabendo responsabilidade à autoridade que as determinar. § 1º - A hierarquia confere ao superior o poder de transmitir ordens, de fiscalizar e de rever decisões em re- lação ao subordinado. § 2º - Os integrantes do Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza serão subordinados à disci- plina básica da mesma, onde quer que exerçam suas atividades, sujeitando-se também às normas dos ór- gãos onde desenvolvam suas atividades, desde que estas não conflitem com as da instituição, que são so- beranas. § 3º - No caso de dúvida acerca dos procedimentos a serem adotados nas ações práticas, será assegurado o esclarecimento ao subordinado. Art. 7º - Todo servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza que se deparar com ato contrário à disciplina da instituição deverá adotar medida saneadora. Parágrafo Único - Se detentor de hierárquica sobre o infrator, o servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza deverá adotar as providências cabíveis pessoalmente; se subordinado, deverá comunicar às autoridades competentes. Art. 8º - O ordenamento hierárquico da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza compreende 3 (três) carreiras, sendo: I - Carreira de Segurança Pública;II - Carreira de Defesa Civil; III - Carreira de Segurança Institucional. Art. 9º - A precedência hierárquica, salvo nos casos a que se refere o art. 5º desta Lei, é regulada pelos car- gos. Art. 10 - Na igualdade de cargos, terá precedência hierárquica: I - o servidor mais antigo no cargo; II - o servidor mais antigo na Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; III - pela posição nas escalas numéricas, número funcional ou registros similares. Art. 11 - São deveres do servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, além dos demais elen- cados neste regulamento: I - ser assíduo e pontual; II – cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais; III - desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido; IV - guardar sigilo sobre os assuntos da administração; V - tratar com urbanidade os companheiros de trabalho e o público em geral; VI - manter sempre atualizada sua declaração de família, de residência e de domicílio; VII - zelar pela economia do material do Município e pela conservação do que for confiado à sua guarda e utilização; VIII - proceder, pública e particularmente, de forma que dignifique a função pública; IX - cooperar e manter o espírito de solidariedade, afeição e camaradagem com os companheiros de traba- lho; X - estar em dia com as leis, regimentos, regulamentos, instruções e ordens de serviço que digam respeito as suas funções; XI - prestar continência a seu superior hierárquico; XII – comparecer convenientemente trajado em serviço e com o uniforme determinado para a ocasião; XIII - zelar pela boa apresentação individual. Parágrafo Único - Fazem parte da boa apresentação individual a barba e cabelos cortados, unhas aparadas e, para o efetivo feminino, os cabelos curtos ou presos segundo os tipos prescritos, sendo permitido o uso de brincos discretos e maquiagem leve, segundo as demais disposições deste regulamento. CAPÍTULO II DO USO DO UNIFORME Art. 12 - O uso correto dos uniformes é fator primordial na boa apresentação individual e coletiva do quadro de pessoal da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, contribuindo para o fortalecimento da disciplina e da imagem da instituição perante a opinião pública. § 1º - É obrigatório o uso do uniforme limpo e completo pelo Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, quando em efetivo serviço, salvo por exigência do serviço prestado com a devida autorização da Direção-Geral. § 2º - Os servidores de carreira pertencentes ao Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, quando investidos em cargos de comissão poderão usar o uniforme, dentro da conveniência de suas ativi- dades ou por determinação da Direção-Geral. Art. 13 - É vedado ao Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza o uso do uniforme quando: I - não mais pertencer ao Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; II - passar para a inatividade; III - praticar atos de incontinência pública e escandalosa de vícios, jogos proibidos ou embriaguez habitual; IV - estiver disciplinarmente afastado do cargo; V - estiver à disposição, com ou sem ônus para a origem, excetuados os casos previstos em convênios com outros órgãos públicos; VI - estiver em gozo de férias ou licenças médicas; VII - estiver afastado de suas funções para trato de interesse particular, para concorrer ou desempenhar mandato eletivo ou de representação sindical; VIII – participar de manifestações de caráter político-partidárias. CAPÍTULO III DA CONTINÊNCIA Art. 14 - Os servidores ocupantes de cargo efetivo dentro da Carreira de Segurança Pública da Guarda Mu- nicipal e Defesa Civil de Fortaleza manifestarão respeito e apreço aos seus superiores, pares e subordina- dos através da continência: I - dirigindo-se a eles ou atendendo-os, de modo disciplinado; II - observando a hierárquica; III - observando que a continência é impessoal e que visa à autoridade e não à pessoa. IV - verificando que a continência parte sempre do servidor de menor precedência hierárquica; V - reconhecendo que todo servidor deve, obrigatoriamente, retribuir a continência que lhe é prestada; se uniformizado, prestará a continência individual; se à paisana, responderá com um movimento de cabeça e com um cumprimento verbal. Art. 15 - Têm direito à continência: I – a Bandeira Nacional: a) ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou cívica; b) por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporação, nas formaturas; c) quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda ou por organização civil, em cerimônia cívica; II - o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica; III - o chefe do Poder Executivo Municipal; IV - os superiores hierárquicos. CAPÍTULO IV DO COMPORTAMENTO DO SERVIDOR Art. 16 - Ao ingressar no Corpo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, o servidor será classificado no comportamento ―BOM‖. Art. 17 - Para fins disciplinares e para os demais efeitos legais, o comportamento do servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza será considerado: I - EXCELENTE, quando no período de 4(quatro) anos não tiver sofrido qualquer punição; II - BOM, quando no período de 3(três) anos não tiver sofrido pena de suspensão; III - INSUFICIENTE, quando no período de 2(dois) anos tiver sofrido até 2 (duas) suspensões ou equivalen- tes (§ 1º); IV - RUIM, quando no período de 1(um) ano tiver sofrido o somatório de mais de 15 (quinze) dias de sus- pensão. § 1º - Para a classificação de comportamento, 2 (duas) advertências equivalerão a 1 (uma) suspensão. § 2º - A avaliação do comportamento dar-se-á anualmente através de portaria do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, de acordo com os critérios estabelecidos neste artigo. § 3º - A contagem de tempo para a melhoria de comportamento começará a partir da data em que se encer- rar o cumprimento da punição. § 4º - O conceito atribuído ao comportamento do servidor, nos termos do disposto neste artigo, será conside- rado para: I - indicação para participação em cursos de aperfeiçoamento; II - submissão à participação em programa educativo, nas hipóteses dos incisos III e IV do caput deste arti- go, se a soma das penas de suspensão aplicadas for superior a 30 (trinta) dias. Art. 18 - Anualmente será elaborado pela Corregedoria da Guarda Municipal o relatório de avaliação disci- plinar do efetivo da Guarda Municipal, o qual será submetido à apreciação da Assessoria Jurídica e do dire- tor- geral. § 1º - A Corregedoria da Guarda Municipal convidará 1 (um) servidor de cada categoria profissional do Cor- po da Guarda Municipal e Defesa Civil para acompanhar os trabalhos de formação do relatório citado no caput deste artigo. § 2º - Os critérios de avaliação terão por base a aplicação desta Lei Complementar. § 3º - A avaliação deverá considerar a totalidade das infrações punidas, a tipificação e as sanções corres- pondentes e o cargo do infrator. Art. 19 - Do ato do diretor-geral que classificar os integrantes da instituição caberá recurso, dirigido à própria direção da instituição, devendo conter a justificativa para o recebimento deste. Parágrafo Único - O recurso previsto neste artigo deverá ser interposto no prazo de 15 (quinze) dias, conta- dos da data da publicação oficial do ato impugnável e terá efeito suspensivo. CAPÍTULO V DAS RECOMPENSAS Art. 20 - As recompensas constituem-se em reconhecimento aos bons serviços, atos meritórios e trabalhos relevantes prestados pelo servidor. Art. 21 - São recompensas da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza: I – condecorações por serviços prestados; II - elogios. § 1º - Condecoraçõesconstituem-se em referências honrosas e insígnias conferidas aos integrantes da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza por sua atuação em ocorrências de relevo na preservação da vida, da integridade física e do patrimônio municipal, podendo ser formalizadas independentemente da clas- sificação de comportamento, com a devida publicidade no Diário Oficial do Município e registro em pasta funcional. § 2º - Elogio é o reconhecimento formal da administração as qualidades morais e profissionais daqueles que compõem a Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, com a devida publicidade no Diário Oficial do Mu- nicípio e registro em pasta funcional. § 3º - As recompensas previstas neste artigo serão conferidas por determinação do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. CAPÍTULO VI DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. 22 - É assegurado ao servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza o direito de requerer ou representar, quando se julgar prejudicado por ato ilegal praticado por superior hierárquico, desde que o faça dentro das normas de urbanidade. Parágrafo Único - Os requerimentos deverão ser endereçados à Ouvidoria da instituição, que se encarrega- rá de adotar as providências que julgar necessárias para o andamento dos pedidos. TÍTULO III DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES Art. 23 - Infração disciplinar é toda qualquer violação aos deveres funcionais, aos princípios éticos e nortea- dores da conduta dos integrantes da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, podendo esta transgres- são se manifestar através de ação ou omissão, desde que contrarie os preceitos estabelecidos nesta Lei Complementar, no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e as demais leis, regulamentos, normas e disposições legais, sem prejuízo da aplicação de sanções de natureza penal. Art. 24 - As infrações, quanto à sua natureza, classificam-se em: I - leves; II - médias; III - graves. Art. 25 - São infrações disciplinares de natureza Leve: I – chegar atrasado, sem justo motivo, a ato ou ao posto de serviço; II - permutar serviço sem permissão da autoridade competente; III - deixar de usar uniforme, ou usá-lo incompleto, contrariando as normas respectivas ou trajar vestuário incompatível com a função; IV - suprimir a identificação do uniforme ou utilizar-se de meios ilícitos para dificultar a identificação; V - descurar-se do asseio pessoal ou coletivo, conforme o art. 11, parágrafo único, desta Lei Complementar; VI - negar-se a receber uniforme, equipamentos ou outros objetos que lhe sejam destinados ou que devam ficar em seu poder; VII - conduzir veículo da instituição sem autorização da unidade competente; VIII - fumar, estando de serviço, nos locais em que tal procedimento seja vedado; IX - deixar de encaminhar documentos no prazo legal; X - negar-se a prestar continência a seus superiores, de acordo com Capítulo III deste regulamento. Art. 26 - São transgressões disciplinares de natureza Média: I - faltar ou ausentar se do serviço sem motivo justificável; II - deixar de comunicar ao superior imediato ou, na sua ausência, a outro superior, informação sobre per- turbação da ordem pública, logo que dela tenha conhecimento; III - encaminhar documentos ao superior hierárquico comunicando infração disciplinar inexistente ou sem indícios de fundamentação fática; IV - desempenhar inadequadamente suas funções por falta de atenção; V - afastar-se, momentaneamente, sem justo motivo, do local em que deva encontrar-se por força de ordens ou disposições legais; VI - deixar de apresentar-se, nos prazos estabelecidos, sem motivo justificado, nos locais em que deva com- parecer; VII – representar a instituição em qualquer ato sem estar autorizado pela Direção-Geral; VIII - deixar de se apresentar à instituição, mesmo estando de folga, após ato convocatório do diretor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; IX - sobrepor ao uniforme insígnias de sociedades particulares, entidades religiosas ou políticas ou, ainda, usar indevidamente medalhas desportivas, distintivos ou condecorações, sem motivo justificado; X - dirigir veículo da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza em desobediência às determinações con- tidas no Código de Trânsito Brasileiro, salvo se em caso de emergência e no estrito cumprimento do dever; XI - deixar de preencher relatório de atividades ou omitir informações decorrentes da operação realizada, salvo por motivo justificável; XII - ofender a moral e os bons costumes, por meio de atos, palavras ou gestos; XIII - responder por qualquer modo desrespeitoso a servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortale- za, com função superior, igual ou inferior, ou a qualquer munícipe; XIV - deixar de zelar pela economia do material do Município e pela conservação do que for confiado à sua guarda ou utilização; XV - designar ou manter sob sua chefia imediata cônjuge, companheiro ou companheira ou parente até 2º grau; XVI - coagir ou aliciar subordinados com objetivos de natureza político- partidária; XVII - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição; XVIII - recusar fé a documentos públicos; XIX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública; XX - deixar de manter em dia a escrituração do setor onde trabalha no que for da sua competência; XXI - permitir a presença de pessoas estranhas ao serviço, em local em que seja proibida; XXII - permitir que o subordinado exerça função incompatível com suas atribuições ou proibidas por lei ou regulamento. Art. 27 - As transgressões disciplinares de natureza Grave classificam-se em 4 (quatro) Grupos. § 1º - São transgressões disciplinares do Primeiro Grupo: I - deixar de assumir a responsabilidade por seus atos ou pelos atos praticados por servidor da Guarda Mu- nicipal e Defesa Civil de Fortaleza em função subordinada que agir em cumprimento de sua ordem; II - permanecer uniformizado, não estando em serviço, em boates, casas de prostituição, bares suspeitos, clubes de carteados, salões de bilhar, bingos ou semelhantes, locais em que se realizem corridas de cavalo ou quaisquer outros locais em que pela localização, frequência ou prática habitual, possam comprometer a Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e a administração pública municipal; III - deixar de comunicar a seu chefe imediato faltas graves ou crimes de que tenha conhecimento em razão da função; IV - deixar, quando solicitado, de prestar auxílio na manutenção ou restabelecimento da ordem pública, quando ao seu alcance; V - ingerir bebida alcoólica estando uniformizado; VI - introduzir ou tentar introduzir bebidas alcoólicas em dependências da instituição ou postos de serviço; VII - solicitar a interferência de pessoas estranhas à instituição, a fim de obter para si ou para outrem qual- quer vantagem ou benefício; VIII - fornecer à imprensa informações que ultrapassem a sua competência ou que sejam de caráter sigiloso; IX - divulgar decisão, despacho, ordem ou informação, antes de oficialmente publicada; X - exercer atividade incompatível com a função de guarda, subinspetor, agente de segurança institucional e agente de defesa civil; XI - assinar documentos que importem ordem ou determinação a superior; XII - apresentar-se uniformizado quando proibido; XIII - praticar quaisquer atos que ponham em dúvida a sua honestidade funcional; XIV - espalhar notícias falsas em prejuízo da ordem e da disciplina da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e do serviço público municipal como um todo; XV - apresentar-se publicamente em situação que denigra a imagem da instituição, em decorrênciado con- sumo de bebidas alcoólicas, estando em serviço ou no uso do fardamento; XVI - fazer propaganda político-partidária nas dependências da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortale- za ou em qualquer outro local estando fardado, vinculando a imagem do serviço público municipal a qual- quer partido político ou candidato; XVII - entrar ou permanecer em comitê político ou participar de comícios estando uniformizado, salvo quan- do em serviço; XVIII - utilizar-se do anonimato para macular ou ferir pares, superiores ou subordinados; XIX - deixar com pessoas estranhas à Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza sua carteira de identificação funcional ou simulacros; XX - faltar com a verdade junto a depoimentos em relatórios e declarações, por ocasião de ocorrências de qualquer natureza; XXI - desempenhar inadequadamente suas funções de modo intencional; XXII - alegar doença para esquivar-se ao cumprimento do dever, sem apresentar atestados ou laudos médi- co periciais, dentro dos prazos legais, que comprovem sua situação; XXIII - vender, ceder, doar ou emprestar peças de uniforme e/ou equipamento ou quaisquer materiais per- tencentes à instituição; XXIV – abandonar o serviço para o qual tenha sido designado, sem a devida justificativa e autorização do chefe imediato; XXV - retirar ou tentar retirar de local sob a administração da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza objeto ou viatura, sem ordem dos respectivos responsáveis; XXVI - usar expressões jocosas ou pejorativas que atentem contra a raça, a religião, o credo ou orientação sexual e cultural; XXVII - participar da gerência ou administração de empresas privadas, em especial aquelas da área de se- gurança; XXVIII - omitir, em qualquer documento, dados indispensáveis ao esclarecimento dos fatos; XXIX - transportar na viatura, que esteja sob seu comando ou responsabilidade, pessoa ou material, sem autorização da autoridade competente. § 2º - São transgressões disciplinares do Segundo Grupo: I - ofender colegas com gestos, palavras ou escritos; II - introduzir, distribuir ou tentar fazer, nas dependências da instituição ou em lugar público, estampas e publicações que atentem contra a disciplina ou a moral; III - introduzir ou tentar introduzir em dependências da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza ou ou- tra repartição pública, material inflamável ou explosivo sem permissão do superior hierárquico; IV - dificultar ao servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza em função subordinada a apre- sentação de reclamação, recurso ou exercício do direito de petição; V - praticar violência, em serviço ou em razão dele, contra servidores ou particulares, salvo se em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever; VI - deixar de providenciar para que seja garantida a integridade física de pessoas detidas ou sob sua guar- da ou responsabilidade; VII - publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos ou documentos privativos da Direção da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; VIII - recusar-se a auxiliar as autoridades públicas ou seus agentes que estejam no exercício de suas fun- ções e que, em virtude destas, necessitem do auxílio imediato, desde que esteja dentro de suas atribuições; IX - contribuir para que pessoas detidas ou sob guarda ou responsabilidade conservem em seu poder obje- tos não permitidos; X - abrir ou tentar abrir setor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, sem autorização, salvo se em caso de urgência ou emergência; XI - ofender, provocar ou desafiar autoridade ou servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza que exerça função superior, igual ou subordinada, com palavras, gestos ou ações; XII - deixar de cumprir escala ou retardar serviço ou ordem legal, sem motivo escusável; XIII – descumprir preceitos legais durante a custódia de pessoas detidas sob sua guarda ou responsabilida- de; XIV - aconselhar ou concorrer para o descumprimento de ordem legal de autoridade competente; XV - referir-se depreciativamente às ordens legais em informações, pareceres, despachos, pela imprensa ou por qualquer meio de divulgação; XVI - publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos ou documentos afetos à Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza que possam concorrer para ferir a disciplina ou a hierarquia ou comprometer a se- gurança institucional. § 3º - São transgressões disciplinares do Terceiro Grupo: I - dar ordem ilegal ou claramente inexequível; II - violar ou deixar de preservar local de crime; III - ameaçar, induzir ou instigar alguém a prestar declarações falsas no procedimento penal, civil ou admi- nistrativo; IV - deixar de comunicar ato ou fato irregular que presenciar, de qualquer servidor integrante da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, mesmo quando não lhe couber intervir; V - deixar de auxiliar o companheiro de serviço envolvido em ocorrência; VI – trabalhar em estado de embriaguez ou sob efeito de substância entorpecente; VII - praticar atos obscenos em lugar público ou acessível ao público. § 4º - São transgressões disciplinares do Quarto Grupo: I - extraviar, danificar ou subtrair, em benefício próprio ou de outrem, documentos de interesse da adminis- tração; II - valer-se ou fazer uso de cargo ou função pública para praticar assédio sexual ou moral; III - procurar a parte interessada em ocorrência para obtenção de vantagem indevida; IV – acumular ilicitamente seu cargo público no Município de Fortaleza, com qualquer outro, nas esferas municipal, estadual ou federal, nos termos da Constituição Federal; V - não acatamento de ordem superior que importe prejuízos graves à administração pública ou a terceiros. § 5º - Verificada em processo administrativo a acumulação ilícita, desde que seja comprovada a boa fé, o servidor optará por 1 (um) dos cargos e, se não o fizer dentro de 15 (quinze) dias, será exonerado de qual- quer deles, a critério da administração. CAPÍTULO II DAS SANÇÕES DISCIPLINARES Art. 28 - As sanções disciplinares aplicáveis aos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortale- za, nos termos dos artigos precedentes, são: I - ressarcimento ao erário público municipal; II - advertência; III - suspensão; IV - destituição de cargo em comissão; V - demissão; VI – demissão a bem do serviço público. SEÇÃO I DO RESSARCIMENTO AO ERÁRIO, DA ADVERTÊNCIA E DA SUSPENSÃO Art. 29 - O ressarcimento ao erário é a forma que o Poder Público Municipal tem de reaver, financeiramente, o gasto que foi obrigado a suportar em decorrência do procedimento negligente, imprudente ou imperito de seus agentes, nos moldes dos arts. 99, 100 e 170 da Lei Municipal n° 6.794, de 27 de dezembro de 1990, e ocorrerá quando: I - o agente público cometer infrações de trânsito, comprovadas por meio de notificações dos órgãos de trânsito; II - o agente público causar danos a terceiros, comprovados por meio de orçamentos próprios; III - houver a perda do material de trabalho, no que importar prejuízos ao desempenho das atividades labo- rais. Parágrafo Único - O ressarcimento ao erário será precedido do competente processo administrativo disci- plinar, o qual garantirá a ampla defesa e o contraditório ao servidor envolvido, nos moldes da legislação vi- gente. Art. 30 - A advertência será aplicada às faltas de natureza leve, terá publicidade no Diário Oficial do Municí- pio, e constará da pasta funcional individual do infrator, não sendo levada em consideração para os efeitos do disposto no art. 17 deste regulamento. Parágrafo Único – Para a primeira transgressão disciplinar de natureza leve, aplica-se a pena de advertên- cia; para a primeira reincidência, aplica-se a pena de suspensão por 1 (um) dia; para a segundareincidên- cia, aplica-se a pena de suspensão de 2 (dois) dias; para a terceira, aplica-se a pena de suspensão de 4 (quatro) dias, seguindo-se a contagem com múltiplos de 2 (dois) até o limite de 30 (trinta) dias, respeitando sempre as circunstâncias atenuantes e agravantes. Art. 31 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será aplicada ao servidor que rein- cidir na prática de infrações de natureza leve e infringir as transgressões de natureza média e grave, tendo publicidade no Diário Oficial do Município, devendo, igualmente, ser averbada na pasta funcional individual do infrator, para os efeitos do disposto no art. 17 deste regulamento. § 1º - Para a primeira transgressão disciplinar de natureza média, aplica-se a pena de suspensão de 1 (um) dia; para a primeira reincidência, aplica- se a pena de suspensão de 3 (três) dias; para a segunda reincidên- cia, aplica-se a pena de 6 (seis) dias, seguindo-se a contagem com múltiplos de 3 (três) até o limite de 30 (trinta) dias, respeitando sempre as circunstâncias atenuantes e agravantes. § 2º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do primeiro grupo, comina-se a pena de suspensão de 3 (três) dias; para a primeira reincidência, a pena cominada será de 5 (cinco) dias; para a segunda, a pena cominada será de 10 (dez) dias, seguindo-se a contagem com múltiplos de 5 (cinco) até o limite de 90 (noventa) dias. § 3º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do segundo grupo, comina-se a pena de suspensão de 5 (cinco) dias; para a primeira reincidência a pena cominada, será de 10 (dez) dias; para a segunda, a pena cominada será de 20 (vinte) dias, seguindo-se a contagem com múltiplos de 10 (dez) até o limite de 90 (noventa) dias. § 4º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do terceiro grupo, comina-se a pena de suspensão de 10 (dez) dias; para a primeira reincidência, a pena cominada será de 15 (quinze) dias; para a segunda, a pena cominada será de30 (trinta) dias, seguindo-se a contagem com múltiplos de 15 (quinze) até o limite de 90 (noventa) dias. § 5º - Às transgressões disciplinares de natureza grave, do quarto grupo, comina-se a pena de suspensão de 21 (vinte e um) a 30 (trinta) dias; para a primeira reincidência, a pena cominada será de até 60 (sessenta) dias, não inferior à pena de transgressão; para a segunda, a pena cominada será de 90 (noventa) dias. Art. 32 - Durante o período de cumprimento da suspensão, o servidor perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo, exceto quando houver conveniência para o serviço quando a pena de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia da remuneração, sendo o servidor, nesse caso, obrigado a permanecer em exercício. SEÇÃO II DA DEMISSÃO Art. 33 - Será aplicada a pena de demissão, conforme determina o art. 211, § 3º, da Lei Municipal nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990, nos casos de: I - crime contra a administração pública; II - abandono de cargo, quando o servidor faltar, sem justa causa, ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos; III - faltas ao serviço, sem justa causa, por mais de 60 (sessenta) dias interpolados durante o período de 12 (doze) meses; IV - improbidade administrativa; V – infringência ao disposto no art. 27, § 4º, inciso V, deste regulamento; VI - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo se em legítima defesa própria de outrem e/ou em defesa do patrimônio público municipal; VII - aplicação irregular de dinheiro público; VIII - revelação de segredo apropriado em razão do cargo; IX - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal; X - acumulação ilegal de cargos públicos, ressalvado o disposto no art. 27, § 5º, desta Lei Complementar; XI - transgressões ao art. 168, incisos X a XV, da Lei Municipal nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990. Art. 34 - As penalidades poderão ser abrandadas pela autoridade que as tiver de aplicar, levadas em conta a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias atenuantes e o anterior comportamento do servidor. Art.35 - Uma vez submetido a inquérito administrativo, o servidor só poderá ser exonerado a pedido, depois de ocorrida a absolvição ou após o cumprimento da penalidade que lhe houver sido imposta. Parágrafo Único - O disposto neste artigo não se aplica, a juízo da autoridade competente, para impor a pe- nalidade, aos casos previstos nos incisos II e III do art. 33 desta Lei. SEÇÃO III DA DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO Art. 36 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao servidor, de conformidade com o art. 211, § 3º, da Lei Municipal nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990: I - praticar, em serviço ou em razão dele, atos atentatórios à vida e à integridade física de qualquer pessoa, salvo se em legítima defesa própria ou de outrem e/ou em defesa do patrimônio público municipal; II - praticar crimes hediondos previstos na Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, alterada pela Lei Federal nº 8.930, de 06 de setembro de 1994, crimes contra a administração pública, a fé pública, a ordem tributária e a segurança nacional, bem como de crimes contra a vida, salvo se em legítima defesa, mesmo que fora de serviço; III - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; IV - conceder vantagens ilícitas, valendo-se da função pública; V - praticar insubordinação grave; VI - receber ou solicitar propinas, comissões ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermé- dio de outrem, ainda que fora de suas funções, mas em razão delas; VII - exercer a advocacia administrativa; VIII - praticar ato de incontinência pública e escandalosa ou dar-se ao vício de jogos proibidos, quando em serviço; IX - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo ou função, desde que o faça dolosa- mente, com prejuízo para o Município ou para qualquer particular. TÍTULO IV DA OUVIDORIA E DA CORREGEDORIA DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA CIVIL DE FORTALEZA CAPÍTULO I DA OUVIDORIA DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA CIVIL DE FORTALEZA Art. 37 - Fica criada a Ouvidoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, como setor vinculado dire- tamente à Diretoria-Geral da Guarda Municipal e que terá a seguinte composição: I - 1 (um) ouvidor, simbologia DAS-1; II - 2 (dois) auxiliares de Ouvidoria, simbologia DNI-1. Art. 38 – Os cargos de ouvidor e de auxiliar de Ouvidoria são cargos em comissão, integrantes da estrutura administrativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza, de livre nomeação e exoneração pelo chefe do Poder Executivo Municipal. Parágrafo Único- O chefe do Poder Executivo Municipal, através de decreto, regulamentará os cargos de ouvidor e de auxiliar de Ouvidoria, bem como indicará suas respectivas gratificações. Art. 39 - A Ouvidoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza tem as seguintes competências: I - receber e encaminhar à Direção-Geral as denúncias, reclamações e representações sobre atos conside- rados ilegais, arbitrários, desonestos ou que contrariem o interesse público, praticado por servidores públi- cos, em todos os seus níveis, da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; II - realizar diligências nas unidades da administração, sempre que necessário, para o desenvolvimento dos seus trabalhos; III - manter sempre o sigilo sobre denúncias e reclamações, bem como sobre sua fonte, providenciando junto aos órgãos competentes proteção aos denunciantes, de acordo com as disponibilidades de cada ór- gão; IV - manter serviço telefônico gratuito, quando possível, destinado exclusivamente a receber denúncias e/ou reclamações; V - manter atualizado arquivo de documentação relativa às denúncias, reclamações e representações rece-bidas; VI - elaborar e publicar, trimestralmente, relatório de suas atividades e, anualmente, a consolidação dos 4 (quatro) relatórios trimestrais. Art. 40 - O ouvidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza tem como atribuições: I - propor ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a instauração de sindicâncias, inquéritos e outras medidas destinadas à apuração de responsabilidade administrativa, civil e criminal, fa- zendo à Polícia Civil, ao Ministério Público ou ainda ao Poder Judiciário as devidas comunicações, quando houver indícios ou suspeita de crime; II - requisitar, diretamente e sem qualquer ônus de qualquer órgão municipal, informações, certidões, cópia de documentos ou volumes de autos relacionados com a investigação em curso; III - recomendar a adoção de providências que entender pertinentes, necessárias ao aperfeiçoamento dos serviços prestados à população pela Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; IV - recomendar aos órgãos da administração a adoção de mecanismos que dificultem e impeçam a viola- ção do patrimônio público e outras irregularidades comprovadas; V - monitorar o andamento de procedimentos administrativos enviados ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza ou à Corregedoria- Geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, a fim de que sejam cumpridas as sugestões propostas; VI – imputar responsabilidades aos membros da Corregedoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Forta- leza ou aos membros da Comissão Processante, no caso de paternalismo, protecionismo ou qualquer outra forma violadora do Direito, que possa ensejar ou levar à impunidade. Art. 41 - No que se refere exclusivamente a infrações envolvendo servidores do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, é atribuída ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza competência para: I - determinar a instauração: a) das sindicâncias em geral; b) dos procedimentos especiais de exoneração em estágio probatório; c) dos inquéritos administrativos; II - decidir, por despacho, os processos de inquérito administrativo, nos casos de: a) absolvição; b) suspensão resultante de desclassificação da infração ou de abrandamento da penalidade; c) suspensão ou demissão, nas hipóteses de: abandono do cargo; faltas ao serviço, sem justa causa, por mais de 60 (sessenta) dias interpolados durante o ano; ou ineficiência no serviço, nos termos da legislação específica. Parágrafo Único - A competência estabelecida neste artigo abrange as atribuições para decidir os pedidos de reconsideração, apreciar e encaminhar os recursos e os pedidos de revisão de inquérito ao chefe do Po- der Executivo Municipal. Art. 42 - Os auxiliares de Ouvidoria serão responsáveis pelo atendimento direto das denúncias, dessa ma- neira, poderão executar as mesmas atribuições do ouvidor, quando na ausência deste. Art. 43 - Para a consecução de seus objetivos a Ouvidoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza atuará: I - por iniciativa própria, em decorrência de denúncias, reclamações e representações de qualquer do povo ou de entidades representativas da sociedade; II - por solicitação do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. CAPÍTULO II DA CORREGEDORIA DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA CIVIL DE FORTALEZA Art. 44 - Fica criada a Corregedoria no âmbito da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, sendo um setor autônomo e independente, responsável pela apuração das infrações disciplinares atribuídas aos inte- grantes da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, às correições em seus diversos setores e à apre- ciação das representações relativas à atuação irregular de seus membros. Art. 45 - À Corregedoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, compete: I - apurar as infrações disciplinares atribuídas aos servidores integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; II - realizar visitas de inspeção e correições extraordinárias em qualquer unidade da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; III - apreciar as representações que lhe forem dirigidas relativamente à atuação irregular de servidores inte- grantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; IV – promover investigação sobre o comportamento ético, social e funcional dos candidatos a cargos na Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, bem como dos ocupantes desses cargos em estágio probató- rio e dos indicados para o exercício de chefias, observadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. Art. 46 – A Corregedoria será composta de 1 (uma) Comissão Processante e 1 (uma) Comissão de Sindi- cância, formadas cada uma por 3 (três) servidores municipais e terá a seguinte estrutura: I - 1(um) corregedor, simbologia DNS-2; II - 2 (dois) auxiliares de Corregedoria, simbologia DAS-3; III - 1 (um) presidente de Comissão de Sindicância, simbologia DAS-1; IV - 2 (dois) secretários, simbologia DNI-1. Art. 47 - Os componentes da Comissão Processante e da Comissão de Sindicância da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza deverão ser servidores de carreira, estáveis no serviço público municipal, ter prefe- rencialmente formação acadêmica em Direito, ter conhecimento da Legislação Municipal e, ainda, gozarem de comportamento funcional excelente. § 1º - O cargo de corregedor será preenchido por indicação do chefe do Poder Executivo Municipal e recairá em um servidor da Prefeitura de Fortaleza, que se enquadre nas condições expostas no caput deste artigo, e que tenha experiência profissional em sindicâncias e processos administrativos disciplinares. Art. 48 - O diretor-geral encaminhará ao chefe do Poder Executivo os nomes dos servidores que se encon- trarem habilitados para ocupar os cargos descritos no art. 45 desta Lei Complementar, para análise e poste- rior nomeação. Parágrafo Único - O chefe do Poder Executivo Municipal, através de decreto, disporá sobre a regulamenta- ção dos cargos de corregedor, de auxiliar de Corregedoria, de presidente da Comissão de Sindicância e de secretários, bem como indicará suas respectivas gratificações. Art. 49 - O corregedor tem como atribuições: I - assistir o diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza nos assuntos disciplinares; II - manifestar-se sobre assuntos de natureza disciplinar que devam ser submetidos à apreciação do diretor- geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, bem como indicar a composição da Comissão Pro- cessante; III - dirigir, planejar, coordenar e supervisionar as atividades, assim como distribuir os serviços da Correge- doria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; IV - apreciar e encaminhar as representações que lhe forem dirigidas relativamente à atuação irregular de servidores integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, bem como propor ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a instauração de sindicâncias administrativas e de procedimentos disciplinares, para a apuração de infrações administrativas atribuídas aos referidos servidores; V - avocar, excepcional e fundamentadamente, processos administrativos disciplinares e sindicâncias admi- nistrativas instauradas para a apuração de infrações administrativas atribuídas a servidores integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; VI - responder às consultas formuladas pelos setores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza sobre assuntos de sua competência; VII - determinar a realização de correições extraordinárias nas unidades da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, remetendo sempre relatório reservadoao diretor-geral da Guarda; VIII – elaborar e encaminhar à Assessoria Jurídica e ao diretor-geral a lista de classificação anual dos servi- dores pertencentes ao efetivo da Guarda Municipal; IX - remeter ao diretor-geral da Guarda Municipal relatório circunstanciado sobre a atuação pessoal e funci- onal dos servidores integrantes do Quadro dos Profissionais da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortale- za em estágio probatório, propondo, se for o caso, a instauração de procedimento especial, observada a legislação pertinente. Art. 50 - São atribuições dos auxiliares de Corregedoria: I - preparar o local onde serão instalados os trabalhos da Comissão Processante; II - assistir e assessorar o corregedor no que for solicitado ou se fizer necessário; III - guardar sigilo sobre os fatos e assuntos tratados na Corregedoria; IV - evitar a comunicação entre as testemunhas processuais durante as audiências; V - propor medidas no interesse dos trabalhos da Comissão Processante; VI - assinar atas e termos; VII - participar da elaboração do relatório conclusivo. Art. 51 - São atribuições do presidente da Comissão de Sindicância: I - instalar os trabalhos da Comissão Sindicante; II - exercer a presidência e a representação dos trabalhos da Comissão Sindicante, dirigindo todas as ações necessárias ao bom desempenho daquela; III - efetuar a designação dos demais membros para exercerem as funções de secretariado aos trabalhos; IV - determinar as notificações das pessoas que forem parte da Sindicância; V - determinar a lavratura dos termos dos atos praticados pela Comissão Sindicante; VI - estipular os locais, horários e prazos a serem cumpridos pelos membros e partes da Sindicância; VII – assinar todo e qualquer documento necessário ao desenvolvimento dos trabalhos; VIII - laborar no sentido de que os direitos legais do sindicado sejam rigorosamente obedecidos; IX – providenciar as qualificações das partes e reduzir a termo as declarações prestadas; X - determinar diligências e os demais atos processuais, juntadas de documentos, desde que de interesse da Comissão de Sindicância; XI - manter informados o corregedor e o diretor-geral da Guarda Municipal acerca do andamento dos traba- lhos de Sindicância; XII - determinar o encerramento dos trabalhos de apuração; XIII - emitir o relatório final, juntamente com o encaminhamento dos autos ao corregedor da Guarda Munici- pal e Defesa Civil de Fortaleza. Art. 52 - Os secretários da Comissão de Sindicância têm como atribuições: I - atender às determinações do presidente da Comissão; II - preparar o local de trabalho e todo o material necessário e imprescindível às apurações dos fatos em análise; III - ter cautela nos seus escritos; IV - montar o Processo de Sindicância; V - rubricar os documentos que produzir ou atuar; VI – receber e expedir papéis e documentos atinentes à apuração dos fatos; VII - juntar aos autos as vias das notificações; VIII - organizar o arquivo de processos e peças processuais; IX - guardar sigilo e comportar-se com discrição e prudência. TÍTULO V DAS NORMAS GERAIS SOBRE O PROCEDIMENTODISCIPLINAR CAPÍTULO I DAS MODALIDADES DE PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES Art. 53 - São procedimentos disciplinares: I - de preparação e investigação: (Ver Art.110) a) o relatório circunstanciado e conclusivo sobre os fatos; b) a sindicância; II - do exercício da pretensão punitiva: (Ver art. 116) a) inquérito administrativo; III - a exoneração em período probatório.(Ver art. 139) CAPÍTULO II DA PARTE E DE SEUS PROCURADORES Art. 54 - São considerados parte, nos procedimentos disciplinares de exercício da pretensão punitiva, o ser- vidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e o titular de cargo em comissão. Art. 55 - Os servidores incapazes temporária ou permanentemente, em razão de doença física ou mental, serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil. Parágrafo Único – Inexistindo representantes legalmente investidos, ou na impossibilidade comprovada de trazê-los ao procedimento disciplinar, ou, ainda, se houver pendências sobre a capacidade do servidor, se- rão convocados como seus representantes os pais, o cônjuge ou companheiro, os filhos ou parentes até segundo grau, observada a ordem aqui estabelecida. Art. 56 - A parte poderá constituir advogado legalmente habilitado para acompanhar os termos dos procedi- mentos disciplinares de seu interesse. § 1º - Nos procedimentos de exercício da pretensão punitiva, se a parte não constituir advogado ou for de- clarada revel, ser-lhe-á dado defensor, na pessoa de procurador municipal, que não terá poderes para rece- ber citação e confessar. § 2º - A parte poderá, a qualquer tempo, constituir advogado, hipótese em que se encerrará, de imediato, a representação do defensor dativo. § 3º - Ser-lhe-á dado também defensor dativo quando, notificada de que seu advogado constituído não pra- ticou atos necessários, a parte não tomar qualquer providência no prazo de 3 (três) dias. CAPÍTULO III DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS SEÇÃO IDAS CITAÇÕES Art. 57 - Todo servidor que for parte em procedimento disciplinar de exercício da pretensão punitiva será citado, sob pena de nulidade do procedimento, para dele participar e se defender. Parágrafo Único - O comparecimento espontâneo da parte ou qualquer outro ato que implique ciência ine- quívoca a respeito da instauração do procedimento administrativo suprem a necessidade de realização de citação. Art. 58 – A citação far-se-á, no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas antes da data do interrogatório designado, da seguinte forma: I – por entrega pessoal do mandado ou por meio do setor ou Departamento de Recursos Humanos da res- pectiva pasta; II – por correspondência; III - por edital. Art. 59 - A citação por entrega pessoal far-se-á sempre que o servidor estiver em exercício. Art. 60 - Far-se-á a citação por correspondência quando o servidor não estiver em exercício ou residir fora do município, devendo o mandado ser encaminhado, com aviso de recebimento, para o endereço residencial constante do cadastro de sua lotação. Art. 61 - Estando o servidor em local incerto e não sabido, ou não sendo encontrado, por 2 (duas) vezes, no endereço residencial constante do cadastro de sua lotação, promover-se-á sua citação por editais, com pra- zo de 15 (quinze) dias, publicados no Diário Oficial do Município de Fortaleza durante 3 (três) edições con- secutivas. Art. 62 - O mandado de citação conterá a designação de dia, hora e local para interrogatório e será acom- panhado da cópia da denúncia administrativa, que dele fará parte integrante e complementar. SEÇÃO II DAS INTIMAÇÕES Art. 63 - A intimação de servidor em efetivo exercício será feita por publicação impressa no Diário Oficial do Município de Fortaleza, que também é acessível em versão digital, disponibilizada no sítio eletrônico: www.fortaleza.ce.gov.br/serv/diom.asp. Parágrafo Único – O chefe da Unidade de Pessoal deverá diligenciar para que o servidor tome ciência da publicação. Art. 64 - O servidor que, sem justa causa, deixar de atender à intimação com prazo marcado poderá ser apenado com as sanções administrativas cabíveis, por decisão do diretor-geral da Guarda Municipal e Defe- sa Civil de Fortaleza. Art. 65 - A intimação dos advogados e do defensor dativo será feita por intermédio de publicação no Diário Oficial do Município de Fortaleza, devendo dela constar o número do processo, o nome dos advogados e da parte. § 1º- Dos atos realizados em audiência reputam-se intimados, desde logo, a parte, o advogado e o defensor dativo. § 2º - Quando houver somente um defensor dativo designado no processo, a Corregedoriaencaminhar-lhe- á os autos por carga, diretamente, independentemente de intimação ou publicação, devendo ser observado, na sua devolução, o prazo legal cominado para a prática do ato. CAPÍTULO IV DOS PRAZOS Art. 66 - Os prazos são contínuos, não se interrompendo nos feriados e serão computados excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o dia do vencimento. Parágrafo Único- Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil, se o vencimento cair em fim de semana, feriado, ponto facultativo municipal ou se o expediente administrativo for encerrado antes do horário normal. Art. 67 - Decorrido o prazo, extingue-se para a parte, automaticamente, o direito de praticar o ato, salvo se esta provar que não o realizou por evento imprevisto, alheio à sua vontade ou à de seu procurador, hipótese em que o corregedor permitirá a prática do ato, assinalando prazo para tanto. http://www.fortaleza.ce.gov.br/serv/diom.asp Art. 68 - Não havendo disposição expressa nesta Lei e nem assinalação de prazo pelo corregedor, o prazo para a prática dos atos no procedimento disciplinar, a cargo da parte, será de 5 (cinco) dias. Parágrafo Único - A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente a seu favor. Art. 69 - Quando, no mesmo procedimento disciplinar, houver mais de 1 (uma) parte, os prazos serão co- muns, exceto para as razões finais, quando será contado em dobro, se houver diferentes advogados. § 1º - Havendo no processo até 2 (dois) defensores, cada um apresentará alegações finais, sucessivamente, no prazo de 10 (dez) dias cada um. § 2º - Havendo mais de 2 (dois) defensores, caberá ao corregedor conceder, mediante despacho nos autos, prazo para vista fora da repartição, designando data única para apresentação dos memoriais de defesa na repartição. CAPÍTULO V DAS PROVAS SEÇÃO IDISPOSIÇÕES GERAIS Art. 70 - Todos os meios de prova admitidos em Direito e moralmente legítimos são hábeis para demonstrar a veracidade dos fatos. Art. 71 - O corregedor poderá limitar e excluir, mediante despacho fundamentado, as provas que considerar excessivas, impertinentes ou protelatórias. SEÇÃO II DA PROVA FUNDAMENTAL Art. 72 - Fazem a mesma prova que o original as certidões de processos judiciais e as reproduções de do- cumentos autenticadas por oficial público, ou conferidas e autenticadas por servidor público para tanto com- petente. Art. 73 - Admitem- se como prova as declarações constantes de documento particular, escrito e assinado pelo declarante com firma devidamente reconhecida em cartório, bem como depoimentos constantes de sindicâncias, que não puderem, comprovadamente, ser reproduzidos verbalmente em audiência. Art. 74 - Servem também à prova dos fatos o telegrama, o radiograma, a fotografia, a fonografia, a fita de vídeo e outros meios lícitos, inclusive os eletrônicos. Art. 75 - Caberá à parte que impugnar a prova produzir a perícia necessária à comprovação do alegado. SEÇÃO III DA PROVA TESTEMUNHAL Art. 76 - A prova testemunhal é sempre admissível, podendo ser indeferida pelo corregedor: I - se os fatos sobre os quais serão inquiridas as testemunhas já foram provados por documentos ou confis- são da parte; II - quando os fatos só puderem ser aprovados por documentos ou perícia. Art. 77 - Compete à parte entregar na repartição, no tríduo probatório, o rol das testemunhas de defesa, in- dicando seu nome completo, endereço e respectivo código de endereçamento postal (CEP). § 1º - Se a testemunha for servidor municipal, deverá à parte indicar o nome completo, unidade de lotação e o número de sua matrícula. § 2º - Depois de apresentado o rol de testemunhas, a parte poderá substituí-las até a data da audiência de- signada, com a condição de ficar sob sua responsabilidade, levá-las à audiência. § 3º - O não comparecimento da testemunha substituída implicará desistência de sua oitiva pela parte. Art. 78 - Cada parte poderá arrolar, no máximo, 3 (três) testemunhas. Art. 79 - As testemunhas serão ouvidas, de preferência, primeiramente as da Corregedoria e, após, as da parte. Art. 80 - As testemunhas deporão em audiência perante o corregedor, os auxiliares de Corregedoria e o defensor constituído e, na sua ausência, o defensor dativo. § 1º - Se a testemunha, por motivo relevante, estiver impossibilitada de comparecer à audiência, mas não de prestar depoimento, o corregedor poderá designar dia, hora e local para inquiri-la. § 2º - Sendo necessária a oitiva de servidor que estiver cumprindo pena privativa de liberdade, o corregedor solicitará à autoridade competente a permissão para ter acesso ao local para inquirir o servidor. Art. 81 - Incumbirá à parte levar à audiência, independentemente de intimação, as testemunhas por ela indi- cadas que sejam servidores municipais, decaindo o direito de ouvi-las, caso não compareçam. Parágrafo Único - As chefias imediatas diligenciarão para que sejam dispensados os servidores no momento das audiências, devendo para tanto serem informadas a respeito da designação da audiência com 24 (vinte e quatro) horas de antecedência. Art. 82 - Antes de depor, a testemunha será qualificada, indicando nome, idade e profissão, local e função de trabalho, número da cédula de identidade, residência e estado civil, bem como se tem parentesco com a parte e, se for servidor municipal, o número de sua matrícula. Art. 83 - A parte cujo advogado não comparecer à audiência de oitiva de testemunha será assistida por um defensor designado para o ato pelo corregedor. Art. 84 - O corregedor interrogará a testemunha, cabendo, primeiro aos comissários e depois à defesa for- mular perguntas tendentes a esclarecer ou complementar depoimento. Parágrafo Único- O corregedor poderá indeferir as reperguntas, mediante justificativa expressa, no termo de audiência. Art. 85 - O depoimento, depois de lavrado, será rubricado e assinado pelos membros da Comissão Proces- sante, pelo depoente e defensor constituído ou dativo. Art.86 - O corregedor poderá determinar de ofício ou a requerimento: I - a oitiva de testemunhas referidas nos depoimentos; II - a acareação de 2 (duas) ou mais testemunhas, ou de alguma delas com a parte, quando houver diver- gência essencial entre as declarações sobre fato que possa ser determinante na conclusão do procedimen- to. SEÇÃO IV DA PROVA PARCIAL Art. 87 - A prova pericial consistirá em exames, vistorias e avaliações e será indeferida pelo corregedor, quando dela não depender a prova do fato. Art. 88 - Se o exame tiver por objeto a autenticidade ou falsidade de documento, ou for de natureza médico- legal, a Comissão Processante requisitará, preferencialmente, elementos junto às autoridades policiais ou judiciais, quando em curso investigação criminal ou processo judicial. Art. 89 - Quando o exame tiver por objeto a autenticidade de letra ou firma, o corregedor, se necessário ou conveniente, poderá determinar à pessoa à qual se atribui a autoria do documento que copie ou escreva, sob ditado, em folha de papel, dizeres diferentes, para fins de comparação e posterior perícia. Art. 90 - Ocorrendo necessidade de perícia médica do servidor denunciado administrativamente, o órgão pericial da Municipalidade dará à solicitação da Comissão Processante caráter urgente e preferencial. Art. 91 - Quando não houver possibilidade de obtenção de elementos junto às autoridades policiais ou judi- ciais e a perícia for indispensável para a conclusão do processo, o corregedor solicitará ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a contratação de perito para esse fim. CAPÍTULO VI DAS AUDIÊNCIAS E DO INTERROGATÓRIO DA PARTE Art. 92 - A parte será interrogada na forma prevista para a inquiriçãode testemunhas, vedada à presença de terceiros, exceto seu advogado. Art. 93 - O termo de audiência será lavrado, rubricado e assinado pelos membros da Comissão, pela parte e, se for o caso, por seu defensor. CAPÍTULO VII DA REVELIA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS Art. 94 - O corregedor decretará a revelia da parte que, regularmente citada, não comparecer perante a Co- missão no dia e hora designados. § 1º - A regular citação será comprovada mediante juntada aos autos: I - da contrafé do respectivo mandato, no caso de citação pessoal; II – das cópias dos 3 (três) editais publicados no Diário Oficial do Município de Fortaleza, no caso de citação por edital; III - do Aviso de Recebimento (AR), no caso de citação pelos Correios. § 2º - Não sendo possível realizar a citação, o intimador certificará os motivos nos autos. Art. 95 - A revelia deixará de ser decretada ou, se decretada, será revogada quando verificado, a qualquer tempo, que, na data designada para o interrogatório: I - a parte estava legalmente afastada de suas funções por licença maternidade ou paternidade, em gozo de férias, presa, provisoriamente ou em cumprimento de pena, ou em licença-médica se impossibilitada de prestar depoimento, podendo a Comissão realizar audiência em domicílio ou no lugar onde se encontre o servidor. II - a parte comprovar motivo de força maior que tenha impossibilitado seu comparecimento tempestivo. Parágrafo Único- Revogada a revelia, será realizado o interrogatório, reiniciando-se a instrução, com apro- veitamento dos atos instrutórios já realizados, desde que ratificados pela parte, por termo lançado nos autos. Art. 96 - Decretada a revelia, dar-se-á prosseguimento ao procedimento disciplinar, designando-se defensor dativo para atuar em defesa da parte. Parágrafo Único – É assegurado ao revel o direito de constituir advogado em substituição ao defensor dativo que lhe tenha sido designado. Art. 97 - A decretação da revelia acarretará a preclusão das provas que deveriam ser requeridas, especifi- cadas e/ou produzidas pela parte em seu interrogatório, assegurada a faculdade de juntada de documentos com as razões finais. Parágrafo Único - Ocorrendo a revelia, a defesa poderá requerer provas no tríduo probatório. Art. 98 - A parte revel não será intimada pela Comissão Processante para a prática de qualquer ato, consti- tuindo ônus da defesa comunicar-se com o servidor, se assim entender necessário. § 1º - Desde que compareça perante a Comissão Processante ou intervenha no processo, pessoalmente ou por meio de advogado com procuração nos autos, o revel passará a ser intimado pela Comissão, para a prática de atos processuais. § 2º - O disposto no § 1º deste artigo não implica revogação da revelia nem elide os demais efeitos desta. CAPÍTULO VIII DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO Art. 99 - É defeso aos membros da Comissão Processante exercer suas funções em procedimentos discipli- nares: I - de que for parte; II - em que interveio como mandatário da parte, defensor dativo ou testemunha; III - quando a parte for seu cônjuge, parente consanguíneo ou afim, em linha reta ou na colateral, até segun- do grau, amigo íntimo ou inimigo capital; IV - quando em procedimento estiver postulando como advogado da parte seu cônjuge ou parentes consan- guíneos ou afins, em linha reta ou na colateral, até segundo grau; V - quando houver atuado na sindicância que precedeu o procedimento do exercício de pretensão punitiva; VI - na etapa da revisão, quando tenha atuado anteriormente. Art. 100 - A arguição de suspeição de parcialidade de alguns ou de todos os membros da Comissão Pro- cessante e do defensor dativo precederá qualquer outra, salvo quando fundada em motivo perveniente. § 1º - A arguição deverá ser alegada pelos citados no caput deste artigo ou pela parte, em declaração escrita e motivada, que suspenderá o andamento do processo. § 2º - Sobre a suspeição arguida, o diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza: I - se a acolher, tomará as medidas cabíveis necessárias à substituição do suspeito ou dos suspeitos; II - se a rejeitar, motivará a decisão e devolverá o processo ao corregedor, para prosseguimento. CAPÍTULO IX DA COMPETÊNCIA Art. 101 - A decisão nos procedimentos disciplinares será proferida por despacho devidamente fundamenta- do da autoridade competente, no qual será mencionada a disposição legal em que se baseia o ato. Art. 102 - O diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, em se tratando de inquérito ad- ministrativo, tem como atribuições: I – determinar a instauração: a) das sindicâncias em geral; b) dos procedimentos de exoneração em estágio probatório; c) dos inquéritos administrativos; II - decidir, por despacho, os processos de inquérito administrativo, nos casos de: a) absolvição; b) desclassificação da infração ou abrandamento de penalidade de que resulte a imposição de pena de re- preensão ou de suspensão; c) aplicação da pena de suspensão; d) envio dos autos ao chefe do Poder Executivo Municipal para aplicação de pena de demissão nas hipóte- ses desta Lei. § 1º - A competência estabelecida neste artigo abrange as atribuições para decidir os pedidos de reconside- ração, apreciar e encaminhar os recursos e os pedidos de revisão de inquérito ao chefe do Poder Executivo Municipal. § 2º - Poderá ser delegada ao corregedor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza a compe- tência prevista nos incisos I, alínea a, e II, deste artigo. Art. 103 – O diretor-geral poderá acompanhar o processo disciplinar, bem como requisitar cópia de peças processuais que julgar relevantes. Art. 104 - Na ocorrência de infração disciplinar envolvendo servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, de mais de 1 (um) setor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, caberá às chefias ime- diatas com responsabilidade sobre os servidores infratores elaborar relatório circunstanciado sobre a irregu- laridade, e remetê-lo à Corregedoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza para o respectivo pro- cessamento. CAPÍTULO X DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE E DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR Art. 105 - Extingue-se a punibilidade: I – pela morte da parte; II - pela prescrição; III - pela anistia. Art. 106 – O procedimento disciplinar extingue-se com a publicação do despacho decisório pela autoridade administrativa competente. Parágrafo Único - O processo, após sua extinção, será enviado à Unidade de Pessoal para as necessárias anotações na pasta funcional e arquivamento, se não interposto recurso. Art. 107 - Extingue-se o procedimento sem julgamento de mérito, quando a autoridade administrativa com- petente para proferir a decisão acolher proposta da Comissão Processante, nos seguintes casos: I - morte da parte; II - ilegitimidade da parte; III – quando a parte já tiver sido demitida, dispensada ou exonerada do serviço público, casos em que se farão as necessárias anotações na pasta funcional para fins de registro de antecedentes; IV - quando o procedimento disciplinar versar sobre a mesma infração de outro, em curso ou já decidido. Art. 108 – Extingue se o procedimento com julgamento de mérito, quando a autoridade administrativa profe- rir decisão: I - pelo arquivamento do processo disciplinar; II - pela absolvição ou imposição de penalidade; III- pelo reconhecimento da prescrição. TÍTULO VI DOS PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES CAPÍTULO I DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR DE PREPARAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DO RELATÓRIO CIRCUNS- TANCIADO E CONCLUSIVO SOBRE FATOS Art. 109 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a tomar providências objetivando a apuração dos fatose responsabilidades. § 1º - As providências de apuração terão início imediato após o conhecimento dos fatos e serão adotadas na unidade onde estes ocorreram, consistindo na elaboração de relatório circunstanciado conclusivo sobre os fatos e encaminhado à Corregedoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza para a instrução, com a oitiva dos envolvidos e das testemunhas, além de outras provas indispensáveis ao seu esclarecimen- to. § 2º - A apuração será cometida aos auxiliares de Corregedoria. § 3º -A apuração deverá ser concluída no prazo de 20 (vinte) dias, findo o qual os autos serão enviados ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, que determinará: I – a instauração do procedimento disciplinar cabível e a remessa dos autos ao corregedor da Guarda Muni- cipal e Defesa Civil de Fortaleza, para a respectiva instrução quando: a) a autoria do fato irregular estiver comprovada; b) encontrar-se perfeitamente definida a responsabilidade subjetiva do servidor pelo evento irregular; c) existirem fortes indícios de ocorrência de responsabilidade funcional, que exijam a complementação das investigações mediante sindicância; II - o arquivamento do feito, quando comprovada a inexistência de responsabilidade funcional pela ocorrên- cia irregular investigada; III - a aplicação de penalidade, nos termos do art. 30, quando a responsabilidade subjetiva pela ocorrência encontrar-se definida, porém a natureza da falta cometida não for grave, não houver dano ao patrimônio público ou se este for de valor irrisório. SEÇÃO I DA SINDICÂNCIA Art. 110 - A sindicância é o procedimento disciplinar de preparação e investigação, instaurada por determi- nação do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, quando os fatos não estiverem defi- nidos ou faltarem elementos indicativos da autoria. Parágrafo Único - O corregedor, quando houver notícia de fato tipificado como crime, enviará a devida co- municação à autoridade competente, se a medida ainda não tiver sido providenciada. Art. 111 - Na sindicância serão ouvidos todos os envolvidos nos fatos. Parágrafo Único - Os depoentes poderão fazer-se acompanhar de advogado. Art.112 - Se o interesse público o exigir, o diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza decretará, no despacho instaurador, o sigilo da sindicância, facultado o acesso aos autos exclusivamente às partes e seus patronos. Art. 113 – É assegurada vista dos autos da sindicância, nos termos do art. 5º, inciso XXXIII, da Constituição Federal, e da legislação municipal em vigor. Art. 114 - Quanto recomendar a abertura de procedimento disciplinar de exercício da pretensão punitiva, o relatório da sindicância deverá apontar os dispositivos legais infringidos e a autoria apurada. Art. 115 - A sindicância deverá ser concluída no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por mais 15 (quinze) dias, a critério do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, mediante justificativa fun- damentada. CAPÍTULO II DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO Art. 116 - Instaurar-se-á inquérito administrativo quando a falta disciplinar, por sua natureza, puder determi- nar a suspensão, a dispensa dos servidores admitidos, estáveis ou não, a demissão e a demissão a bem do serviço público. Parágrafo Único - No inquérito administrativo é assegurado o exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. Art. 117 – São fases do inquérito administrativo: I - instauração e denúncia administrativa; II - citação; III - instrução, que compreende o interrogatório, a prova da Comissão Processante e o tríduo probatório; IV - razões finais; V - relatório final conclusivo; VI - encaminhamento para decisão; VII- decisão. Art. 118 - O inquérito administrativo será conduzido pela Comissão Processante. Art. 119 - O inquérito administrativo, uma vez determinado pelo diretor-geral, será instaurado pelo correge- dor, com a ciência dos demais membros da Comissão Processante. Art.120 - A denúncia administrativa deverá conter obrigatoriamente: I - a indicação da autoria; II - os dispositivos legais violados e aqueles que preveem a penalidade aplicável; III - o resumo dos fatos; IV - a ciência de que a parte poderá fazer todas as provas admitidas em Direito e pertinentes à espécie; V - a ciência de que é facultado à parte constituir advogado para acompanhar o processo e defendê-la, e de que, não o fazendo, ser-lhe-á nomeado defensor dativo; VI - designação de dia, hora e local para o interrogatório, ao qual a parte deverá comparecer, sob pena de revelia; VII - nomes completos e registro funcional dos membros da Comissão Processante. Art. 121 - O servidor acusado da prática de infração disciplinar será citado para participar do processo e se defender. § 1º - A citação será feita conforme as disposições do Título V, Capítulo III, Seção I, desta Lei Complemen- tar, e deverá conter a transcrição da denúncia administrativa. § 2º - A citação deverá ser feita com antecedência de, no mínimo, 72 (setenta e duas) horas da data desig- nada para o interrogatório. § 3º - O não comparecimento da parte ensejará as providências determinadas nos arts. 95 a 98, com a de- signação de defensor dativo. Art. 122 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente, desde que o faça com urbanidade, e de intervir, por seu defensor, nas provas e diligências que se realizarem. Art. 123 – Regularizada a representação processual do denunciado, a Comissão Processante promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova e, quando necessário, recorrerá a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. Parágrafo Único - A defesa será intimada de todas as provas e diligências determinadas, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, sendo-lhe facultada a formulação de quesitos, quando se tratar de prova pericial, hipótese em que o prazo de intimação será ampliado para 5 (cinco) dias. Art. 124 - Realizadas as provas da Comissão Processante, a defesa será intimada para indicar, em 3 (três) dias, as provas que pretende produzir. Art. 125 - Encerrada a instrução, dar-se-á vista ao defensor para apresentação, por escrito, e no prazo de 8 (oito) dias úteis, das razões de defesa do denunciado. Art. 126 - Apresentadas as razões finais de defesa, a Comissão Processante elaborará o parecer conclusi- vo, que deverá conter: I – a indicação sucinta e objetiva dos principais atos processuais; II - análise das provas produzidas e das alegações da defesa; III -conclusão, com proposta justificada e, em caso de punição, deverá ser indicada a pena cabível e sua fundamentação legal. § 1º - Havendo consenso, será elaborado parecer conclusivo unânime e, havendo divergência, será proferi- do voto em separado, com as razões nas quais se funda a divergência. § 2º - A Comissão deverá propor, se for o caso: I - a desclassificação da infração prevista na denúncia administrativa; II - o abrandamento da penalidade, levando em conta fatos e provas contidas no procedimento, a circuns- tância da infração disciplinar e o anterior comportamento do servidor; III - outras medidas que se fizerem necessárias ou forem do interesse público. Art. 127 – O inquérito administrativo deverá ser concluído no prazo de até 90 (noventa) dias, a critério do corregedor da Guarda Municipal, mediante justificativa fundamentada. Parágrafo Único – Nos casos de prática das infrações previstas no art. 27 desta Lei, ou quando o servidor for preso em flagrante delito ou preventivamente, o inquérito administrativo deverá ser concluído no prazo de 60 (sessenta) dias, contados da citaçãoválida do indiciado, podendo ser prorrogado, a juízo da autoridade que determinou a instauração, mediante justificação, pelo prazo máximo de 60 (sessenta) dias. Art. 128 - Com o parecer conclusivo os autos serão encaminhados ao diretor-geral da Guarda Municipal para decisão ou manifestação e encaminhamento ao chefe do Poder Executivo Municipal, quando for o ca- so. SUBSEÇÃO I DO JULGAMENTO Art. 129 - A autoridade competente, para decidir, não fica vinculada ao parecer conclusivo da Comissão Processante, podendo, ainda, converter o julgamento em diligência para os esclarecimentos que entender necessário. Art. 130 - Recebidos os autos, o diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, quando for o caso, julgará o inquérito administrativo em até 30 (trinta) dias, prorrogáveis, justificadamente, por mais 15 (quinze) dias. Parágrafo Único - A autoridade competente julgará o inquérito administrativo, decidindo, fundamentada- mente: I - pela absolvição do acusado; II – pela punição do acusado; III - pelo arquivamento, quando extinta a punibilidade. Art. 131 - O acusado será absolvido, quando reconhecido: I - estar provada a inexistência do fato; II – não haver prova da existência do fato; III - não constituir o fato infração disciplinar; IV - não existir prova de ter o acusado concorrido para a infração disciplinar; V - não existir prova suficiente para a condenação; VI - a existência de qualquer das seguintes causas de justificação: a) motivo de força maior ou caso fortuito; b) legítima defesa própria ou de outrem; c) estado de necessidade; d) estrito cumprimento do dever legal; e) coação irresistível. SUBSEÇÃO II DA APLICAÇÃO DAS SANÇÕES DISCIPLINARES Art. 132 - Na aplicação da sanção disciplinar serão considerados os motivos, circunstâncias e consequên- cias da infração, os antecedentes e a personalidade do infrator, assim como a intensidade do dolo ou o grau da culpa. Art. 133 - São circunstâncias atenuantes: I - estar classificado, no mínimo, na categoria de bom comportamento, conforme disposição prevista no art. 17, inciso II, desta Lei; II - ter prestado relevantes serviços para a Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; III - ter cometido a infração para preservação da ordem ou do interesse público. Art. 134 - São circunstâncias agravantes: I - mau comportamento, conforme disposição prevista no art. 17, inciso IV, desta Lei; II - prática simultânea ou conexão de 2 (duas) ou mais infrações; III - reincidência; IV - conluio de 2 (duas) ou mais pessoas; V - falta praticada com abuso de autoridade. § 1º - Verifica-se a reincidência quando o servidor cometer nova infração depois de transitar em julgado a decisão administrativa que o tenha condenado por infração anterior. § 2º - Dá-se o trânsito em julgado administrativo quando a decisão não comportar mais recursos. Art. 135 - Em caso de reincidência, as faltas leves serão puníveis com advertência; e as médias, com sus- pensão superior a 15 (quinze) dias, de acordo com os arts. 30 e 31 desta Lei. Parágrafo Único - As punições canceladas ou anuladas não serão consideradas para fins de reincidência. Art. 136 - O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições, sendo responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, causar à Fazenda Municipal, por dolo ou culpa, devidamente apurados. Parágrafo Único - As cominações civis, penais e disciplinares poderão cumular-se, sendo independentes entre si, assim como a instância civil, penal e administrativa. Art.137 - Na ocorrência de mais de 1 (uma) infração, sem conexão entre si, serão aplicadas as sanções cor- respondentes isoladamente. SUBSEÇÃO III DO CUMPRIMENTO DAS SANÇÕES DISCIPLINARES Art. 138 - A autoridade responsável pela execução da sanção imposta a subordinado que esteja a serviço ou à disposição de outra unidade fará a devida comunicação para que a medida seja cumprida. CAPÍTULO III DA EXONERAÇÃO NO ESTÁGIO PROBATÓRIO Art. 139 - Instaurar-se-á procedimento especial de exoneração em estágio probatório, nos seguintes casos: I - inassiduidade; II - ineficiência; III - indisciplina; IV - insubordinação; V - desídia; VI - conduta moral ou profissional que se revele incompatível com suas atribuições; VII - por irregularidade administrativa grave; VIII - pela prática de delito doloso, relacionado ou não com suas atribuições. Art. 140 - O chefe mediato ou imediato do servidor formulará representação, preferencialmente, pelo menos 4 (quatro) meses antes do término do período probatório, contendo os elementos essenciais, acompanhados de possíveis provas que possam configurar os casos indicados no art. 139 desta Lei, e o encaminhará ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza que apreciará o seu conteúdo, determinando, se for o caso, a instauração do procedimento de exoneração. Parágrafo Único - Sendo inviável a conclusão do procedimento de exoneração antes de findo o estágio pro- batório, o diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza poderá convertê-lo em inquérito ad- ministrativo, prosseguindo-se até final decisão. Art.141 - O procedimento disciplinar de exoneração de servidor em estágio probatório será instaurado pelo corregedor, com a ciência dos demais membros da Comissão Processante, e deverá ter toda a instrução concentrada em audiência. Art. 142 – O termo de instauração e intimação conterá, obrigatoriamente: I - a descrição articulada da falta atribuída ao servidor; II – os dispositivos legais violados e aqueles que preveem a tipificação legal; III - a designação cautelar de defensor dativo para assistir o servidor, se necessário, na audiência concen- trada de instrução; IV - a designação da data, hora e local para interrogatório, ao qual deverá o servidor comparecer, sob pena de revelia; V - a ciência ao servidor de que poderá comparecer à audiência acompanhado de defensor de sua livre escolha, regularmente constituído; VI - a intimação para que o servidor apresente, na audiência concentrada de instrução, toda prova documen- tal que possuir, bem como suas testemunhas de defesa, que não poderão exceder a 3 (três); VII - a notificação de que, na mesma audiência, serão produzidas as provas da Comissão Processante, de- vidamente especificadas; VIII - os nomes completos e registros funcionais dos membros da Comissão Processante. Parágrafo Único - No caso comprovado de não ter o servidor tomado ciência do inteiro teor do termo de instauração e intimação, ser-lhe-á facultado apresentar suas testemunhas de defesa no prazo determinado pela presidência, sob pena de decadência. Art. 143 - Encerrada a instrução, dar-se-á vista à defesa para apresentação de razões finais, no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 144 - Após a defesa, a Comissão Processante elaborará relatório conclusivo, encaminhando-se o pro- cesso para decisão da autoridade administrativa competente. TÍTULO VII DOS RECURSOS E DA REVISÃO DAS DECISÕES EM PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES Art. 145 - Das decisões nos procedimentos disciplinares caberão: I - pedido de reconsideração; II – recurso hierárquico; III - revisão. Art. 146 - As decisões em grau de recurso e revisão não autorizam a agravação da punição do recorrente. Parágrafo Único - Os recursos de cada espécie previstos no art. 145 desta Lei, poderão ser interpostos ape- nas uma única vez, individualmente, e cingir-se-ão aos fatos, argumentos e provas, cujo ônus incumbirá ao recorrente. Art. 147 - O prazo para interposição do pedido de reconsideração e do recurso hierárquico é de 15 (quinze) dias, contados da data da publicação oficial do ato impugnado.Parágrafo Único – Os recursos serão processados em apartado, devendo o processo originário segui-los para instrução. Art. 148 - As decisões proferidas em pedido de reconsideração, recurso hierárquico e revisão serão sempre motivadas e indicarão, no caso de provimento, as retificações necessárias e as providências quanto ao pas- sado, dispondo sobre os efeitos retroativos à data do ato ou decisão impugnada. CAPÍTULO I DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO Art. 149 - O pedido de reconsideração deverá ser à mesma autoridade que houver expedido o ato ou profe- rido a decisão e sobrestará o prazo para a interposição de recurso hierárquico. Art. 150 - Concluída a instrução ou a produção de provas, quando pertinentes, os autos serão encaminha- dos à autoridade para decisão no prazo de até 30 (trinta) dias. CAPÍTULO II DO RECURSO HIERÁRQUICO Art. 151 - O recurso hierárquico deverá ser dirigido à autoridade imediatamente superior àquela que tiver expedido o ato ou proferido a decisão e, em última instância, ao chefe do Poder Executivo Municipal. Parágrafo Único – Não constitui fundamento para o recurso a simples alegação de injustiça da decisão, ca- bendo ao recorrente o ônus da prova de suas alegações. TÍTULO VIII DA REVISÃO Art. 152 - A revisão será recebida e processada mediante requerimento quando: I - a decisão for manifestadamente contrária a dispositivo legal ou à evidência dos autos; II - a decisão se fundamentar em depoimentos, exames periciais, vistorias ou documentos comprovadamen- te falsos ou eivados de erros; III - surgirem, após a decisão, provas da inocência do punido. Parágrafo Único - Não constitui fundamento para a revisão a simples alegação de injustiça da penalidade. Art. 153 - A revisão, que poderá verificar-se a qualquer tempo, de acordo com os requisitos do art. 217 da Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990, será sempre dirigida ao diretor-geral da Guarda Municipal e Defe- sa Civil de Fortaleza, que decidirá quanto ao seu processamento. Art. 217 - O processo disciplinar poderá ser revis- to, a qualquer tempo, a pedido ou de oficio, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetí- veis de justificar a inocência do punido ou a inade- quação da penalidade aplicada. § 1º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do ser- vidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. § 2º - No caso de incapaci- dade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador. Art. 154 - Ocorrendo o falecimento do punido, o pedido de revisão poderá ser formulado pelo cônjuge, com- panheiro ou parente até segundo grau. Art. 155 - No processo revisional, o ônus da prova incumbirá ao requerente e sua inércia no feito, por mais de 60 (sessenta) dias, implicará o arquivamento do feito. Art. 156 - Instaurada a revisão, a Comissão Processante deverá intimar o recorrente a comparecer para in- terrogatório e indicação das provas que pretende produzir. Parágrafo Único - Se o recorrente for ex-servidor, fica vedada designação de defensor dativo pela Correge- doria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. Art. 157 – Julgada procedente a revisão, a autoridade competente determinará a redução, o cancelamento ou a anulação da pena. Parágrafo Único - As decisões proferidas em grau de revisão serão sempre motivadas e indicarão, no caso de provimento, as retificações necessárias e as providências quanto ao passado, dispondo sobre os efeitos retroativos à data do ato ou da decisão impugnada e não autorizam a agravação da pena. TÍTULO IX DO CANCELAMENTO DA PUNIÇÃO Art. 158 - O cancelamento de sanção disciplinar consiste na eliminação da respectiva anotação na pasta funcional do servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, sendo concedido de ofício ou medi- ante requerimento do interessado, quando este completar, sem qualquer punição: I - 5 (cinco) anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for de suspensão; II - 3 (três) anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for de advertência. Art. 159 - O cancelamento das anotações na pasta funcional do infrator e no banco de dados da Corregedo- ria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza dar-se-á por determinação do corregedor, em 15 (quin- ze) dias, a contar da data do seu pedido, registrando-se apenas o número e a data do ato administrativo que formalizou o cancelamento. Art. 160 - O cancelamento da punição disciplinar não será prejudicado pela superveniência de outra sanção, ocorrida após o decurso dos prazos previstos no art. 162 desta Lei Complementar. Art. 162 - Prescreverá: I - em 6 (seis) meses, a falta que sujeite à pena de advertência;II - em 2 (dois) anos, a falta que sujeite à pena de suspen- são;III- em 5 (cinco) anos, a falta que sujeite à pe- na de demissão a bem do serviço público, demis- são ou destituição de cargo em comissão. Parágra- fo Único. A infração também prevista como crime na lei penal prescreverá juntamente com este, apli- cando-se ao procedimento disciplinar, neste caso, os prazos prescricionais estabelecidos no Código Penal Brasileiro ou em leis especiais que tipifiquem o fato como infração penal, quando superiores a 5 (cinco) anos. Art. 161 - Concedido o cancelamento, o conceito do servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortale- za será considerado tecnicamente primário, podendo ser reclassificado, desde que observados os demais requisitos estabelecidos no art. 17 desta Lei. Art. 17 - Para fins disciplinares e para os demais efeitos legais, o comportamento do servidor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza será considerado: I - EXCELENTE, quando no período de 4(quatro) anos não tiver sofrido qualquer puni- ção; II - BOM, quando no período de 3(três) anos não tiver sofrido pena de suspensão; III - INSUFI- CIENTE, quando no período de 2(dois) anos tiver sofrido até 2 (duas) suspensões ou equivalentes (§ 1º); IV - RUIM, quando no período de 1(um) ano tiver sofrido o somatório de mais de 15 (quinze) dias de suspensão. § 1º - Para a classificação de comportamento, 2 (duas) advertências equivalerão a 1 (uma) suspensão. § 2º - A avaliação do com- portamento dar-se-á anualmente através de porta- ria do diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, de acordo com os critérios esta- belecidos neste artigo. § 3º - A contagem de tempo para a melhoria de comportamento começará a partir da data em que se encerrar o cumprimento da punição. § 4º - O conceito atribuído ao compor- tamento do servidor, nos termos do disposto neste artigo, será considerado para: I - indicação para participação em cursos de aperfeiçoamento; II - submissão à participação em programa educativo, nas hipóteses dos incisos III e IV do caput deste artigo, se a soma das penas de suspensão aplica- das for superior a 30 (trinta) dias. Art. 162 - Prescreverá: I - em 6 (seis) meses, a falta que sujeite à pena de advertência; II - em 2 (dois) anos, a falta que sujeite à pena de suspensão; III - em 5 (cinco) anos, a falta que sujeite à pena de demissão a bem do serviço público, demissão ou desti- tuição de cargo em comissão. Parágrafo Único - A infração também prevista como crime na lei penal prescreverá juntamente com este, aplicando-se ao procedimento disciplinar, neste caso, os prazos prescricionais estabelecidos no Código Pe- nal Brasileiro ou em leis especiais que tipifiquem o fato como infração penal, quando superiores a 5 (cinco) anos. Art. 163 - A prescrição começará a correr da data em que a autoridade tomar conhecimento da existência do fato, ato ou conduta que possa ser caracterizada como infração disciplinar. Art. 164 - Interromperá o curso da prescrição o despacho que determinara instauração de procedimento de exercício da pretensão punitiva. Parágrafo Único -Na hipótese do caput deste artigo, todo o prazo começa a correr novamente por inteiro da data do ato que a interrompeu. Art. 165 - Se, após instaurado o procedimento disciplinar houver necessidade de se aguardar o julgamento na esfera criminal, o feito poderá ser sobrestado e suspenso o curso da prescrição até o trânsito em julgado da sentença penal, a critério do diretor- geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. TÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 166 - Após o julgamento do inquérito administrativo, é vedado à autoridade julgadora avocá-lo para mo- dificar a sanção aplicada ou agravá-la. Art. 167 - Durante a tramitação do procedimento disciplinar, fica vedada aos órgãos da administração muni- cipal a requisição dos respectivos autos, para consulta ou qualquer outro fim, exceto àqueles que tiverem competência legal para tanto. Art. 168 - Os procedimentos disciplinados nesta Lei Complementar terão sempre tramitação em autos pró- prios, sendo vedada sua instauração ou processamento em expedientes que cuidem de assuntos diversos da infração a ser apurada ou punida. § 1º - Os processos acompanhantes ou requisitados para subsidiar a instrução de procedimentos disciplina- res serão devolvidos à unidade competente para prosseguimento, assim que extraídos os elementos neces- sários, por determinação do corregedor. § 2º - Quando o conteúdo do acompanhante for essencial para a formação de opinião e julgamento do pro- cedimento disciplinar, os autos somente serão devolvidos à unidade após a decisão final. Art. 169 - O pedido de vista de autos em tramitação, por quem não seja parte ou defensor, dependerá de requerimento, por escrito, e será cabível para a defesa de direitos e esclarecimentos de situações de inte- resse pessoal. Parágrafo Único - Poderá ser vedada a vista dos autos até a publicação da decisão final, inclusive para as partes e seus defensores, quando o processo se encontrar relatado. Art. 170 - Fica atribuída ao corregedor da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza competência para apreciar e decidir os pedidos de certidões e fornecimento de cópias reprográficas, referentes a processos administrativos que estejam em andamento na Corregedoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortale- za. Art. 171 - A Lei Municipal nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990, e o Decreto-Lei nº 3.689/41 (Código de Processo Penal Brasileiro), quando não incompatíveis com esta Lei Complementar, poderão ser usados subsidiariamente para fundamentação dos casos disciplinares. Art. 172 - Os processos administrativos disciplinares já instaurados na Procuradoria-Geral do Município, através da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar, serão analisados pelos membros da CPAD- PGM e empós encaminhados ao diretor-geral para tomar as providências legais cabíveis. Art. 173 – O diretor-geral da Guarda Municipal, naquilo que não confrontar à Legislação Vigente, poderá emitir de portarias disciplinadoras sobre assuntos relacionados à aplicação das normas de hierarquia, com- posição de pelotões, postos de serviço e setores administrativos, como também regime e escalas de traba- lho dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. Art. 174 - O chefe do Poder Executivo regulamentará por decreto o funcionamento e as respectivas Comis- sões Integrantes da Corregedoria e da Ouvidoria da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza. Art. 175 - As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias. Art. 176 - Esta Lei Complementar entra em vigor 30 (trinta) dias após a data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, em 10 de julho de 2007. Luizianne de Oliveira Lins - PREFEITA MUNICIPAL DE FORTATALEZA. Lei Complementar nº 038/2007 Aprova o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos Servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Fortaleza aprovou e eu sanciono a seguinte lei complementar: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Fica aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos Servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, estruturado na forma do Anexo I, obedecendo às diretrizes contidas nesta Lei. § 1º - O Plano de Cargos, Carreiras e Salários e a que se refere o caput deste artigo abrange apenas os servidores ocupantes dos cargos/funções de: I - Inspetor, Subinspetor e Guarda Municipal; II - Agente de Defesa Civil; III - Agente de Segurança Institucional. § 2º - Aos aposentados e pensionistas da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza são estendidos os benefícios deste Plano, no que se refere ao vencimento básico, diferencial de hierarquia e vantagem pecuni- ária fixa, criadas nesta Lei, nos termos do § 8º, do art. 40, da Constituição Federal. Art. 2º - O Plano de Cargos, Carreiras e Salários resultante da aplicação das diretrizes estabelecidas nesta Lei será composto por: I - estrutura do plano: carreiras, classes e cargos/funções – Anexo I; II - tabela de conversão de cargos - Anexo II; III - quadro de pessoal - Anexo III; IV - descrição dos níveis de capacitação - Anexo IV; V - matrizes hierárquicas salariais - Anexo V e V-A; VI - tabela de conversão de tempo de serviço - Anexo VI; VII - descrição das atribuições dos cargos/funções - Anexo VII; VIII - Manual de Avaliação de Desempenho; IX - Quadro Discriminativo de Enquadramento. (Alterado Pela LC Nº 154/13) Parágrafo Único - O Manual de Avaliação de Desempenho e o Quadro Discriminativo de Enquadramento serão regulamentados por decreto do chefe do Poder Executivo. Art. 3º - Para os efeitos desta Lei, considera-se: I - Plano de Cargos, Carreiras e Salários: conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desen- volvimento profissional dos servidores ocupantes de cargos/funções que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão; II - Cargo Público: é o lugar inserido no sistema administrativo municipal caracterizando-se, cada um, por determinado conjunto de atribuições e responsabilidades de natureza permanente, com denominação pró- pria, número certo, pagamento pelo erário municipal, criação por lei, e sua investidura depende de aprova- ção prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos; III - Função: é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um servidor, extintas quando va- gar; IV - Padrão de Vencimento: é a posição do servidor na escala de vencimento, em função do cargo/função, do nível de capacitação e da classe; V - Referência: posição do servidor no padrão de vencimento em função do tempo de serviço; VI - Nível de Capacitação: posição do servidor na matriz hierárquica dos padrões de vencimento em decor- rência da capacitação profissional para o exercício das atividades do cargo/função ocupado; VII - Classe: é a divisão básica da carreira, agrupando os cargos/funções da mesma denominação, segundo o nível de responsabilidade e complexidade; VIII - Carreira: é o conjunto de cargos de mesma natureza, na qual o servidor se desloca nos níveis de ca- pacitação e nos padrões de vencimento. CAPÍTULO II DO QUADRO DE PESSOAL Art. 4º - Ficam transferidos para este Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Guarda Municipal e Defesa Civil os cargos especificados na Lei Complementar nº 0034, de 18 de dezembro de 2006, organizados nos termos do Anexo II, assim redenominados: I - inspetor; II - subinspetores de 1ª e 2ª classes passam a ser denominados Subinspetor; III - guardas de 1ª e 2ª classespassam a ser denominados Guarda Municipal; IV - agente municipal de serviços públicos e cidadania passa a ser denominado Agente de Defesa Civil; V - agente especial de serviços públicos passa a ser denominado Agente de Segurança Institucional. Art. 5º - O quadro de pessoal da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza fica organizado em carreiras, na forma do Anexo III desta Lei, estruturado em 2 (duas) partes: I - parte permanente: composta de cargos de carreira; II - parte especial: composta por funções, a serem extintas quando vagarem. CAPÍTULO III DO INGRESSO NA CARREIRA Art. 6º - O ingresso na carreira dar-se-á mediante concurso público, para padrão de vencimento inicial do primeiro nível de capacitação, com nível de escolaridade mínima de ensino médio, na forma disciplinada pelo Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990) e na Lei Orgânica da Guarda Municipal. Parágrafo Único - Os requisitos para o preenchimento do cargo serão publicados através de edital para con- curso público, ressalvando-se que não haverá concurso público para subinspetor e inspetor. Art. 7º - As carreiras são organizadas em classes de cargos/funções dispostos de acordo com o nível de responsabilidade e complexidade. Art. 8º - Os servidores não poderão ser disponibilizados ou cedidos para outros órgãos municipais, estadu- ais ou federais, para executar funções diferentes daquelas previstas nas atribuições do seu respectivo cargo, salvo para exercer mandato em entidades de representação sindical, para assumir cargo em comissão, mandato eletivo e as demais exceções previstas em lei. CAPÍTULO IV DO DESENVOLVIMENTO DO SERVIDOR NA CARREIRA Art. 9º - O desenvolvimento do servidor na carreira ocorrerá da seguinte forma: I - promoção por capacitação; II - progressão por tempo de serviço. § 1º - As formas de desenvolvimento, disciplinadas nesta Lei, dependem de disponibilidade orçamentária e da existência de vaga, conforme os quantitativos estabelecidos no Anexo III, além dos critérios e requisitos que lhes são peculiares, na forma da legislação vigente. §2º- Regulamento disporá sobre os critérios a serem observados para as formas de desenvolvimento profis- sional. Art. 10 - Não participarão dos processos de promoção por capacitação e progressão por tempo de serviço os ocupantes dos cargos/funções que, embora implementadas todas as condições, incorrerem em 1 (uma) das seguintes hipóteses: I - tiverem punição disciplinar que importe suspensão ou 2 (duas) advertências no período entre uma pro- gressão/promoção e outra; II - tiverem cometido mais de 5 (cinco) faltas não justificadas, a cada ano, nos últimos 24 (vinte e quatro) meses; III - terem sido condenados em processo criminal no período entre uma progressão/promoção e outra. Art. 11 - Será criada uma comissão setorial, definida em regulamento, não remunerada, que coordenará e encaminhará os processos de promoção à Secretaria de planejamento, orçamento e gestão, (SE- POG)(Redação dada pela Lei Complementar nº 0137/13). Parágrafo Único - A comissão referida no caput deste artigo, funcionalmente subordinada à comissão per- manente da Secretaria de planejamento, orçamento e gestão, (SEPOG)será renovada ou revalidada a cada 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 0137/13). SEÇÃO I DA PROMOÇÃO POR CAPACITAÇÃO Art. 12 - O processo de promoção por capacitação é a passagem do servidor ocupante de um dos car- gos/funções definidos nesta Lei, de um nível de capacitação para outro imediatamente subsequente, através da obtenção de certificados em cursos compatíveis com o cargo/função ocupado e cargas horárias definidas no Anexo IV. Art. 13 - A promoção ocorrerá no interstício de 36 (trinta e seis) meses, a partir do segundo enquadramento. § 1º - Somente serão considerados cursos técnicos de segurança pública e defesa civil aqueles promovidos por entidades previamente credenciadas pelo Município de Fortaleza. § 2º - Respeitada a carga horária definida no Anexo IV, será permitida a soma das horas em cursos correla- tos, desde que estes tenham, no mínimo, 20 (vinte) horas/aula para os oferecidos pela Prefeitura Municipal de Fortaleza ou 40 (quarenta) horas/aula nos demais casos, e que tenham sido concluídos posteriormente a janeiro de 2005. Art. 14 - Também será promovido por capacitação o servidor da carreira de segurança pública que estiver no último nível de sua classe (de guarda para subinspetor e de subinspetor para inspetor), atendidos os se- guintes requisitos: I - existência de disponibilidade orçamentária; II - existência de cargos vagos nas classes subsequentes, observada, como critério para desempate; a anti- guidade no cargo (no cargo de guarda, quando a promoção se der para o cargo de subinspetor, no cargo de subinspetor, quando a promoção se der para o cargo de inspetor);(Alterado Pela LC Nº 156/13) III - aprovação em cursos de formação específicos na carreira de segurança pública; IV - existência de necessidade de profissionais nas classes, determinada pela Direção da Guarda. § 1º - Quando o servidor se deslocar para outra classe, após a promoção, este ocupará o nível de capacita- ção I na nova posição hierárquica, permanecendo no padrão de vencimento relativo ao que ocupava anteri- ormente. § 2º - Também será considerado requisito para esta promoção o tempo de serviço prestado pelos servidores à Guarda Municipal de Fortaleza. SEÇÃO II DA PROGRESSÃO POR TEMPO DE SERVIÇO Art. 15 - A progressão por tempo de serviço é a passagem do servidor, ocupante de um cargo/função defini- do nesta Lei, de um padrão de vencimento para o imediatamente superior, dentro da mesma classe e do mesmo nível de capacitação a que pertence. § 1º - Haverá progressão por tempo de serviço a cada 24 (vinte e quatro) meses de efetivo exercício, conta- dos a partir da primeira fase do enquadramento. § 2º - Para efeitos desta progressão, será levado em consideração o tempo de serviço prestado ao Município de Fortaleza, como também o tempo de serviço disponibilizado à União, Estados e Municípios, com ônus para origem. CAPÍTULO V DA REMUNERAÇÃO Art. 16 - A composição da remuneração dos servidores contemplados por este PCCS dar-se-á da seguinte forma: I - vencimento básico; II - gratificação de risco de vida; III - gratificação de desempenho específica de segurança e defesa civil; IV - diferencial de hierarquia, para os subinspetores e inspetores; V - incentivo à titulação; VI- vantagens pecuniárias previstas em legislação específica. Art. 17 - O vencimento básico corresponde ao valor estabelecido para o padrão de vencimento da classe e do nível de capacitação ocupado pelo servidor. Art. 18 - A tabela de valores dos padrões de vencimento encontra-se definida no Anexo V e V-A deste Pla- no. Parágrafo Único - Os reajustes concedidos a título de revisão geral da remuneração dos servidores munici- pais somente incidirão sobre o vencimento básico. (Alterado Pela LC Nº 154/13) Art. 19 - O Incentivo à Titulação de que trata a presente Lei será calculado sobre o vencimento básico de referência do servidor. Art. 20 -As vantagens pecuniárias são aquelas previstas no Estatuto do Servidor do Município (Lei nº 6.794, de 27 de dezembro de 1990) e legislação específica do Município de Fortaleza. SEÇÃO I DAS GRATIFICAÇÕES Art. 21 - Fica instituída a Gratificação de Desempenho Específica de Segurança e Defesa Civil (GDESD), de percentual variável de 50 (cinquenta) a 100 (cem), calculada sobre o vencimento básico, devida mensalmen- te aos servidores referidos nesta Lei, em efetivo exercício no cargo, visando ao melhor desempenho das atribuições por eles realizadas. § 1º- A gratificação referida no caput deste artigo será atribuída com base em avaliação de aferição mensal, cujos critérios objetivos serão estabelecidos em decreto do chefe do Poder Executivo. § 2º - A GDESD é incorporável aos proventos, dos servidores, atendidos os seguintes requisitos: a) no caso dos servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998, desde que a tenham percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) meses ininterruptos; b) no caso dos servidores admitidos após 15 de dezembro de 1998, desde que a tenham percebido por um período superior a 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados; c) para os servidores enquadrados nos cargos de agente de defesa civil e agente de segurança institucional anteriormente à publicação desta Lei, desde que percebida por um período superior a 24 (vinte e quatro) meses ininterruptos. § 3º - Para efeito do cálculo do valor a ser incorporado aos proventos, tomar-se-á como base a média dos valores percebidos de acordo com os períodos estabelecidos pelo § 2º deste artigo. § 4º - Para aqueles servidores que, na data da publicação desta Lei, tiverem 67 (sessenta e sete) anos ou mais de idade, fica garantida a incorporação da GDESD para fins de aposentadoria compulsória. Art. 22 - Os servidores contemplados nas carreiras deste PCCS, quando em efetivo exercício, farão jus à Gratificação por Atividade de Risco à Vida (GARV), equivalente a 40% (quarenta por cento), calculado sobre o vencimento básico. § 1º - Não será paga a gratificação mencionada no caput deste artigo àqueles que estiverem à disposição de outros órgãos que não a Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, executados os casos dos represen- tantes sindicais pertencentes às carreiras abrangidas por este Plano, mandatos eletivos e os demais casos previstos em lei. § 2º - A gratificação de que trata o caput deste artigo é incorporável aos proventos para fins de aposentado- ria, desde que o servidor a tenha percebido por um período superior a 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados, ressalvados os servidores que, na data da publicação desta Lei, já haviam implementado o tempo mínimo de percepção de 24 (vinte e quatro) meses ininterruptos da referida gratificação, prevista na Lei Orgânica da Guarda Municipal. § 3º - Os servidores que estiverem à disposição da Câmara Municipal de Fortaleza não serão enquadrados na restrição do § 1º deste artigo, desde que estejam no exercício das suas funções. Art. 23 - Fica instituído o Diferencial de Hierarquia (DH) para os servidores da carreira de segurança pública, calculado sobre o vencimento básico, nos seguintes percentuais: I - classe B, 10% (dez por cento), calculados sobre o vencimento básico, para servidores ocupantes do car- go/função de Subinspetor; II - classe C, 15% (quinze por cento), calculados sobre o vencimento básico, para servidores ocupantes do cargo/função de Inspetor. Parágrafo Único- O diferencial de que trata o caput deste artigo constitui vantagem incorporável aos pro- ventos para fins de aposentadoria, para os servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998, desde que o tenham percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) meses ininterruptos; e os demais servidores, 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados. Art. 24 - Fica instituído o Incentivo à Titulação, calculado sobre o vencimento básico, aos servidores que adquirirem os seguintes títulos: I - título de graduação, 10% (dez por cento); II - título de pós-graduação, 15% (quinze por cento). § 1º - Na aplicação do disposto do caput deste artigo, caso seja o servidor portador de mais de 1 (um) título, prevalecerá o correspondente ao de maior percentual, desprezando-se os demais, não sendo admitida a percepção cumulativa. § 2º - O incentivo será incorporado aos respectivos proventos, desde que os servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998 o tenham percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) meses ininterruptos; e os demais servidores, o tenham percebido por um período superior a 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados. § 3º - Os cursos de graduação e pós-graduação, para fins de concessão do incentivo, deverão ser reconhe- cidos pelo Ministério da Educação, bem como guardar correlação com a área de segurança e defesa civil, nos termos do regulamento a ser editado pelo chefe do Executivo. CAPÍTULO VI DA JORNADA DE TRABALHO Art. 25–A jornada de trabalho dos servidores integrantes do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS da Guarda Municipal e Defesa Civil, fica estabelecida em: I – 180 (Cento e oitenta) horas mensais, sendo 30 (trinta) semanais efetivamente trabalhados, cujos venci- mentos são os estabelecidos no anexo V;(Acrescentado pela LC Nº 154/13) II – 240 (Duzentos e quarenta) horas mensais, sendo 40 (quarenta) semanais efetivamente trabalhados, cujos vencimentos são os estabelecidos no anexo V-A;(Acrescentado pela LC Nº 154/13) § 1º - Para fins de cumprimento da jornada de trabalho, poderá ser estabelecido sistema de escalas de ser- viço e aferição de frequência, visando atender ao interesse público. § 2º - O Diretor da Guarda Municipal de Fortaleza poderá regulamentar, por Portaria, o sistema de escala estabelecido no § 1º, adequando-o às instituições e à necessidade do serviço, desde que observada a jor- nada semanal de trabalho definida nos incisos I e II deste artigo. (Os § 1º e § 2º foram acrescentados pela LC nº 154/13) CAPÍTULO VII DA ESTRUTURA DO PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E SALÁRIOS SEÇÃO I DAS CARREIRAS, CLASSES E NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO Art. 26 - Ficam criadas 3 (três) carreiras: I - carreira de segurança pública:formada por inspetores, subinspetores e guardas municipais; II - carreira de segurança institucional: formada por agentes de segurança institucional; III - carreira de defesa civil: formada por agentes de defesa civil. § 1º - A carreira de segurança pública é composta por 3 (três) classes: I - classe A: guarda municipal; II - classe B: subinspetor; III - classe C: inspetor. § 2º - As carreiras de segurança institucional e defesa civil são compostas por classe única. § 3º - Cada classe definida nesta Lei compreende 4 (quatro) níveis de capacitação. § 4º - Cada nível de capacitação contém 20 (vinte) padrões de vencimento estruturados na forma do Anexo V, parte integrante desta Lei. SEÇÃO II DA MATRIZ HIERÁRQUICA SALARIAL Art. 27 - As matrizes hierárquicas salariais das carreiras definidas nesta Lei são as previstas nos Anexos V e V-A. (Alterado pela LC Nº 154/13) CAPÍTULO VIII DO ENQUADRAMENTO NA MATRIZ HIERÁQUICA Art. 28 - O enquadramento do servidor na matriz hierárquica dar-se-á na carreira, classe, cargo/função e padrão de vencimento correspondente à situação funcional quando da vigência desta Lei, considerando ain- da a Tabela de Conversão de Tempo de Serviço, na forma do Anexo VI. Parágrafo Único - Para efeito da contagem de tempo de serviço de que trata o caput deste artigo serão arre- dondadas para 1 (um) ano as frações de tempo iguais ou superiores a 11 (onze) meses. Art. 29 - O período para a apuração de tempo de serviço para o enquadramento será da data de efetivação do servidor no Município de Fortaleza até a data da publicação desta Lei. Parágrafo Único - Não serão contados na apuração de tempo de serviço para efeito de enquadramento o período probatório, período referente a afastamentos não remunerados, férias e licença-prêmio não gozadas e contadas em dobro ou qualquer outro tipo de averbação. Art. 30 - O servidor que não possuir a escolaridade exigida para o exercício do cargo/função e já o estiver exercendo, na data da vigência desta Lei, ficará enquadradoem cargo correlato, ficando dispensado do pré- requisito de escolaridade. SEÇÃO I DAS FASES DO ENQUADRAMENTO Art. 31 - O enquadramento será realizado em 2 (duas) fases: I - fase I, a partir de maio de 2007, sendo: a) enquadramento na classe, tendo em vista o cargo/função em exercício; b) enquadramento no nível de capacitação inicial da classe; c) enquadramento no padrão de vencimento conforme tabela de conversão do tempo de serviço. II - fase II, 12 (doze) meses após a primeira fase, sendo o servidor enquadrado definitivamente no nível de capacitação. Art. 32 - Após a primeira fase do enquadramento, o servidor deverá informar os cursos de capacitação na área de segurança e defesa civil, devidamente reconhecidos e/ou credenciados pelo Município de Fortaleza, que porventura tenha concluído a partir de janeiro de 2005. Art. 33 - O enquadramento dos servidores neste PCCS será automático, mas estes podem se manifestar formalmente pela opção do não enquadramento, permanecendo, portanto, no sistema de remuneração da legislação anterior. Parágrafo Único - A manifestação de que trata o caput deste artigo deverá ser efetivada no prazo de até 90 (noventa) dias contados da data de publicação desta Lei. CAPÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 34 - O servidor que se julgar prejudicado, quando do seu enquadramento neste Plano de Cargos, Car- reiras e Salários, poderá requerer a reavaliação junto à Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, até 90 (noventa) dias após a publicação do Quadro Discriminativo de Enquadramento no Diário Oficial do Município (DOM). Parágrafo Único - Fica assegurado àqueles que não optarem pelo enquadramento de que trata esta Lei o reajuste de seus vencimentos básicos nos mesmos percentuais e datas em que se verificar o reajuste geral dos servidores do Poder Executivo Municipal. Art. 35 - As atribuições relativas aos cargos/funções descritos neste Plano de Cargos, Carreiras e Salários são as constantes do Anexo VII. Art. 36 - O Plano de Cargos, Carreiras e Salários obedecerá, exclusivamente, às normas estabelecidas nes- ta Lei, não prevalecendo para nenhum efeito planos, reclassificações e enquadramentos anteriores. Parágrafo Único - Os servidores contemplados neste PCCS farão jus a uma vantagem pecuniária fixa de R$ 110,00 (cento e dez reais), reajustável nos mesmos índices aplicados ao vencimento básico, a qual não se incorpora a este para qualquer finalidade, garantida, porém, a sua incorporação aos proventos, atendidas as seguintes condições: I - no caso dos servidores admitidos até 15 de dezembro de 1998, que a tenham percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) meses ininterruptos; II - nos demais casos, que a tenham percebido pelo período de 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oi- tenta e quatro) meses intercalados. Art. 37 - Os Agentes de Defesa Civil e de Segurança Institucional, ao serem enquadrados neste PCCS, dei- xarão de perceber a gratificação de aumento de produtividade variável prevista na Lei nº 8.419, de 31 de março de 2000, regulamentada pelo Decreto nº. 10.850, de 15 de agosto de 2000. § 1º - Os servidores referidos no caput deste artigo, além da vantagem prevista no parágrafo único do art. 36 desta Lei, farão jus a uma vantagem pecuniária pessoal fixa de R$ 35,09 (trinta e cinco reais e nove centa- vos), reajustável nos mesmos índices aplicados ao vencimento básico, a qual não se incorpora a este para qualquer finalidade, garantida, porém, a sua incorporação aos proventos, desde que percebida por um perí- odo mínimo de 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados. § 2º - Os servidores acima mencionados, antes submetidos a uma carga horária de 8 (oito) horas diárias, nos termos do Edital 001, de 28 de abril de 2000, deixarão de perceber a complementação salarial de 60 (sessenta) horas; conforme o art. 25 desta Lei passarão a ter carga horária de 180 (cento e oitenta) horas mensais. Art. 38 - Os inspetores, além da vantagem prevista no parágrafo único do art. 36 desta Lei, farão jus a uma vantagem pessoal fixa de R$ 366,08 (trezentos e sessenta e seis reais e oito centavos), reajustável nos mesmos índices aplicados ao vencimento básico, a qual não se incorpora a este para qualquer finalidade, garantida, porém, a sua incorporação aos proventos, desde que os servidores admitidos até 15 dedezembro de 1998 a tenham percebido por um período superior a 36 (trinta e seis) meses ininterruptos; e os demais servidores, 60 (sessenta) meses ininterruptos ou 84 (oitenta e quatro) meses intercalados. Art. 39 - Os atos regulamentares do Poder Executivo vinculados a esta Lei deverão ser aprovados por de- cretos, dentro de 90 (noventa) dias contados da publicação desta Lei. Art. 40 - As despesas decorrentes da implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de que trata esta Lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias da Guarda Municipal e Defesa Civil de Forta- leza, que serão suplementadas em caso de insuficiência de recursos. Art. 41 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, exceto quanto aos seus efeitos financeiros que retroagirão a 1º de maio de 2007, ficando revogadas as disposições em contrário. Paço Da Prefeitura Municipal De Fortaleza, em 10 de julho de 2007. ANEXOS ANEXO I ESTRUTURA DAS CARREIRAS, CLASSES ANEXO II TABELA DE CORRELAÇÃO DOS CARGOS/FUNÇÕES ANEXO III QUADRO DE PESSOAL CARREIRA CLASSE CARGO ATUAL Segurança Pública C Inspetor B Subinspetor A Guarda Municipal Segurança Institucional Única Agente de Segu- rança institucional Defesa Civil Única Agente de Defesa Civil CARREIRA CARGO ANTERIOR CARGO ATUAL Segurança Pú- blica Inspetor Inspetor Subinspetor de 1ª classe Subinspetor Subinspetor de 2ª classe Guarda de 1ª classe Guarda Municipal Guarda de 2ª classe Segurança Insti- tucional Agente Especial de Serviços Públicos Agente de Segu- rança Institucional Defesa Civil Agente de Serviços Públicos e Cidada- nia Agente de Defesa Civil PARTE PERMANENTE CARREIRA CARGOS NÚMERO DE CARGOS Segurança Pública Inspetor 106 Subinspetor 525 Guarda Municipal 1814 Segurança Institucional Agente de seguran- ça institucional 30 Defesa Civil Agente de Defesa Civil 200 2.675 ANEXO IV DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO DA CAREIRA DE SEGURANÇA PÚBLICA PARTE ESPECIAL (EXTINTA QUANDO VAGAR) CARREIRA CARGOS NÚMERO DE CARGOS Segurança Públi- ca Inspetor 6 Subinspetor 287 Guarda Municipal 11 Total 304 CLASSE NÍVEL DE CAPACITAÇÃO CARGA HORÁRIA DE CAPACITA- ÇÃO CRITÉRIOS A I Exigência mínima da classe Ensino médio e curso de forma- ção de Guarda Municipal II 80 horas Curso de capacitação em segu- rança pública III 120 horas Curso de capacitação em segu- rança pública IV 180 horas Curso de capacitação em segu- rança pública B I Exigência mínima da classe Curso de Formação de Subinspe- tor II 80 horas Curso de capacitação em segu- rança pública III 120 horas Curso de capacitação em segu- rança pública IV 180 horas Curso de capacitação em segu- rança pública C I Exigência mínima da classe Curso de Formação de Inspetor II 80 horas Curso de capacitação em segu- rança pública III 120 horas Curso de capacitação em segu- rança pública IV 180 horas Curso de capacitação em segu- rança públicaDESCRIÇÃO DOS NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO DA CARREIRA DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL E DE DEFESA CIVIL ANEXO V Matriz Salarial Hierárquica do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído pela Lei Complementar nº 0038/2007 - 180 horas mensais. PADRÃO DE VENCIMENTO MATRIZ HIERARQUICA 01 SEGURANÇA PÚBLICA CLASSE A CLASSE B CLASSE C GUARDA MUNICIPAL SUBINSPETOR INSPETOR NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO N R$ I II III IV I II III IV I II III IV 1 630,61 630,61 2 643,21 643,21 643,21 3 656,07 656,07 656,07 656,07 4 669,19 669,19 669,19 669,19 669,19 5 682,58 682,58 682,58 682,58 682,58 682,58 6 696,21 696,21 696,21 696,21 696,21 696,21 696,21 7 710,17 710,17 710,17 710,17 710,17 710,17 710,17 710,17 8 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 CLASSE NÍVEL DE CAPACITAÇÃO CARGA HORÁRIA DE CAPACITAÇÃO CRITÉRIOS ÚNICA I Exigência mínima da classe Ensino médio II 80 horas Curso de capacitação em Defesa Civil e segurança institucional III 120 horas Curso de capacitação em Defesa Civil e segurança institucional IV 180 horas Curso de capacitação em Defesa Civil e segurança institucional 9 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 10 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 11 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 12 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 13 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 14 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 15 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 16 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 17 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 18 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 19 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 20 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 21 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 22 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 23 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 24 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 25 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 26 1.034,54 1.034,54 1.034,54 1.034,54 1.034,54 1.034,54 1.034,54 27 1.055,25 1.055,25 1.055,25 1.055,25 1.055,25 1.055,25 28 1.076,37 1.076,37 1.076,37 1.076,37 1.076,37 29 1.097,89 1.097,89 1.097,89 1.097,89 30 1.119,81 1.119,81 1.119,81 31 1.142,23 1.142,23 1.142,23 ANEXO V-A Matriz Salarial Hierárquica do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído pela Lei Complementar nº 0038/2007, alterada pela Lei Complementar nº 0154/2013 - 240 horas mensais. PADRÃO DE VENCIMENTO MATRIZ HIERARQUICA 01 SEGURANÇA PÚBLICA CLASSE A CLASSE B CLASSE C GUARDA MUNICIPAL SUBINSPETOR INSPETOR NÍVEIS DE CAPACI- TAÇÃO N R$ I II III IV I II III IV I II III IV 1 840,81 840,81 2 857,61 857,61 857,61 3 874,76 874,76 874,76 874,76 4 892,25 892,25 892,25 892,25 892,25 5 910,11 910,11 910,11 910,11 910,11 910,11 6 928,28 928,28 928,28 928,28 928,28 928,28 928,28 7 946,89 946,89 946,89 946,89 946,89 946,89 946,89 946,89 8 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 9 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 10 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 11 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 12 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 13 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 14 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 15 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 16 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 17 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 18 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 19 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 20 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 21 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 22 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 23 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 24 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 25 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 26 1.379,40 1.379,40 1.379,40 1.379,40 1.379,40 1.379,40 1.379,40 27 1.406,98 1.406,98 1.406,98 1.406,98 1.406,98 1.406,98 28 1.435,11 1.435,11 1.435,11 1.435,11 1.435,11 29 1.463,81 1.463,81 1.463,81 1.463,81 30 1.493,08 1.493,08 1.493,08 31 1.522,94 1.522,94 Matriz Salarial Hierárquica do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído pela Lei Complementar nº 0038/2007 - 180 horas mensais. PADRÃO DE VENCIMENTO MATRIZ HIERARQUICA 02 DEFESA CIVIL CLASSE ÚNICA AGENTE DE DEFESA CIVIL NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO N R$ I II III IV 1 682,58 682,58 2 696,21 696,21 696,21 3 710,17 710,17 710,17 710,17 4 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 5 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 6 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 7 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 8 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 9 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 10 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 11 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 12 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 13 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 14 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 15 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 16 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 17 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 18 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 19 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 20 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 21 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 22 1.034,54 1.034,54 1.034,54 23 1.055,25 1.055,25 Matriz Salarial Hierárquica do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído pela Lei Complementar nº 0038/2007, alterada pela Lei Complementar nº 0154/2013 - 240 horas mensais. PADRÃO DE VENCIMENTO MATRIZ HIERARQUICA 02 DEFESA CIVIL CLASSE ÚNICA AGENTE DE DEFESA CIVIL NÍVEISDE CAPACITAÇÃO N R$ I II III IV 1 910,11 910,11 2 928,28 928,28 928,28 3 946,89 946,89 946,89 946,89 4 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 5 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 6 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 7 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 8 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 9 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 10 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 11 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 12 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 13 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 14 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 15 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 16 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 17 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 18 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 19 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 20 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 21 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 22 1.379,40 1.379,40 1.379,40 23 1.406,98 1.406,98 Matriz Salarial Hierárquica do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído pela Lei Complementar nº 0038/2007 - 180 horas mensais. PADRÃO DE VENCI- MENTO MATRIZ HIERARQUICA 03 SEGURANÇA INSTITUCIONAL CLASSE ÚNICA AGENTE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO N R$ I II III IV 1 682,58 682,58 2 696,21 696,21 696,21 3 710,17 710,17 710,17 710,17 4 724,35 724,35 724,35 724,35 724,35 5 738,83 738,83 738,83 738,83 738,83 6 753,63 753,63 753,63 753,63 753,63 7 768,71 768,71 768,71 768,71 768,71 8 784,08 784,08 784,08 784,08 784,08 9 799,73 799,73 799,73 799,73 799,73 10 815,74 815,74 815,74 815,74 815,74 11 832,05 832,05 832,05 832,05 832,05 12 848,69 848,69 848,69 848,69 848,69 13 865,67 865,67 865,67 865,67 865,67 14 882,97 882,97 882,97 882,97 882,97 15 900,66 900,66 900,66 900,66 900,66 16 918,64 918,64 918,64 918,64 918,64 17 937,03 937,03 937,03 937,03 937,03 18 955,78 955,78 955,78 955,78 955,78 19 974,89 974,89 974,89 974,89 974,89 20 994,38 994,38 994,38 994,38 994,38 21 1.014,27 1.014,27 1.014,27 1.014,27 22 1.034,54 1.034,54 1.034,54 23 1.055,25 1.055,25 . Matriz Salarial Hierárquica do Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS dos servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza, instituído pela Lei Complementar nº 0038/2007, alterada pela Lei Complementar nº 0154/2013 - 240 horas mensais. PADRÃO DE VENCI- MENTO MATRIZ HIERARQUICA 03 SEGURANÇA INSTITUCIONAL CLASSE ÚNICA AGENTE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL NÍVEIS DE CAPACITAÇÃO N R$ I II III IV 1 910,11 910,11 2 928,28 928,28 928,28 3 946,89 946,89 946,89 946,89 4 965,80 965,80 965,80 965,80 965,80 5 985,11 985,11 985,11 985,11 985,11 6 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 1.004,84 7 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 1.024,95 8 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 1.045,44 9 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 1.066,31 10 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 1.087,65 11 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 1.109,40 12 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 1.131,59 13 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 1.154,23 14 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 1.177,29 15 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 1.200,88 16 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 1,224,85 17 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 1.249,37 18 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 1.274,37 19 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 1.299,85 20 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 1.325,84 21 1.352,36 1.352,36 1.352,36 1.352,36 22 1.379,40 1.379,40 1.379,40 23 1.406,98 1.406,98 ANEXO VI TABELA DE CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO TEMPO DE SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL EM ANOS PADRÃO DE VENCIMENTO - PV 1 mês a 2 anos e 11 meses 1 3 2 4 5 6 3 7 8 9 4 10 11 12 5 13 14 15 6 16 17 18 7 19 20 21 8 22 23 24 9 25 26 27 10 28 29 30 11 31 32 33 12 34 35 ou mais ANEXO VII DESCRIÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES DE CARGOS/FUNÇÕES GUARDAS MUNICIPAIS I - defender e preservar os bens que compõem o patrimônio público municipal; II - manter a segurança e a integridade dos logradouros, prédios, praças e parques públicos municipais; III - desenvolver ações de preservação de segurança urbana no âmbito do município de Fortaleza; IV - desenvolver ações de preservação de segurança de patrimônios artístico, histórico, cultural e ambiental do município de Fortaleza; V - realizar a segurança pessoal do chefe do Poder Executivo Municipal; VI - executar serviço relativo à segurança nas promoções públicas de incentivo ao turismo local; VII - promover a segurança nos terminais de transporte coletivo urbano de Fortaleza; VIII - executar o serviço de orientação e salvamento de banhistas nas praias, e nos rios e lagoas, quando necessário; IX - proceder a serviços de ronda, de acordo com o comando operacional, com exceção de monitoramento em postos de trabalho; X - atender prontamente as convocações de seus superiores hierárquicos; XI - prestar socorro em época de calamidade pública e em situação de emergência; XII - prestar auxílio na manutenção ou restabelecimento da ordem pública; XIII - desenvolver outras atividades correlatas à segurança e à defesa civil. SUBINSPETORES I - defender e preservar os bens que compõem o patrimônio público municipal; II - coordenar ações de preservação de segurança urbana no âmbito do município de Fortaleza; III - coordenar ações de preservação de segurança de patrimônios artístico, histórico, cultural e ambiental do município de Fortaleza; IV – supervisionar os guardas municipais no exercício de suas funções; V - comandar grupamento de guardas municipais; VI - fazer ronda nos postos de serviço em que se encontram escalados guardas municipais; VII - proceder à distribuição dos guardas municipais, que estejam sob seu comando, em seus respectivos postos de serviço; VIII - elaborar, coordenar e planejar planos nos postos de serviço; IX - fazer escala geral de serviço, após autorização do chefe imediato; X - convocar seus subordinados para reuniões, eventos e operações, quando necessários; XI - chefiar e/ou delegar aos subordinados o comando das patrulhas de guardas municipais para serviços de rotina; XII – obedecer a escalas de serviço, trabalhando como adjunto do inspetor, sendo responsável pela guarni- ção, quando solicitado; XIII - prestar socorro em época de calamidade pública e em situação de emergência; XIV - prestar auxílio na manutenção ou restabelecimento da ordem pública; XV - desenvolver outras atividades correlatas à segurança e à defesa civil; XVI – executar o serviço de orientação e salvamento de banhistas nas praias, rios e lagoas, quando neces- sário. INSPETORES I - defender e preservar os bens que compõem o patrimônio público municipal; II - desenvolver ações de preservação de segurança urbana no âmbito do município de Fortaleza; III – desenvolver e ordenar ações de preservação de segurança de patrimônios artístico, histórico, cultural e ambiental do município de Fortaleza; IV - supervisionar os guardas e subinspetores; V - comandar grupos organizados De Guardas municipais e/ou subinspetores; VI - solicitar, junto à Direção-Geral, a organização de formaturas; VII - elaborar, coordenar e planejar planos nos postos de serviço; VIII - convocar seus subordinados para reuniões, eventos e operações, quando necessários; IX– orientar seus subordinados na execução de suas missões; X – prestar auxílio na manutenção ou restabelecimento da ordem pública; XI - prestar socorro em época de calamidade pública e em situação de emergência; XII - fazer escala geral de serviço; XIII - fazer levantamento do serviço de ronda; XIV – coordenar esquema de rondas nos postos de serviço; XV - distribuir tarefas para seus subordinados; XVI - chefiar e/ou delegar aos subordinados o comando das patrulhas de guardas municipais para serviços de rotina; XVII - atuar como inspetor responsável pelo plantão da guarnição de dia, quando necessário; XVIII - desenvolver outras atividades correlatas à segurança e à defesacivil. AGENTES DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL I - auxiliar a Assessoria de Segurança Institucional da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; II - coletar e analisar dados e informações sobre temas sobre relacionados à segurança institucional da esfe- ra municipal, promovendo a necessária interação de informações entre os órgãos municipais; III - elaborar relatórios de acordo com análise de informações coletadas para realização de atividades de segurança institucional; IV - realizar estudos estratégicos relacionados com a prevenção da ocorrência e articulação do gerencia- mento de crises, em caso de grave e iminente ameaça à estabilidade institucional; V - atuar em atividades de segurança institucional, por meio da produção de conhecimentos sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência no processo decisório e na ação governamental e sobre a sal- vaguarda e a segurança da sociedade e do município de Fortaleza; VI - atuar em ações de segurança institucional, através da adoção de medidas que protejam os assuntos sigilosos relevantes do município de Fortaleza; VII - supervisionar e garantir segurança institucional e pessoal de autoridades do Gabinete do Chefe do Po- der Executivo e de outros órgãos determinados pelo diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de For- taleza; VIII – realizar segurança pessoal e institucional de autoridades, quando determinado pelo chefe do Poder Executivo Municipal e/ou pelo diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; IX - apoiar a equipe de segurança do chefe do Poder Executivo Municipal, em situações de emergência, quando solicitado pelo diretor-geral da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza; X - solicitar aos órgãos da administração pública municipal e aos setores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza informações ou documentos necessários ao atendimento de demandas de segurança instituci- onal; XI - elaborar e executar planos operacionais de segurança pública para realização de eventos de médio e grande porte, promovidos pela Prefeitura Municipal de Fortaleza; XII - elaborar e executar planos de segurança patrimonial, a fim de assegurar a integridade física das insta- lações dos órgãos que compõem a estrutura administrativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza. AGENTES DE DEFESA CIVIL I - realizar o levantamento das famílias habitantes de áreas de risco, bem como proceder ao cadastramento destas para ulteriores ações de defesa civil; II - estudar e elaborar mapas temáticos de ameaças, riscos e vulnerabilidades, de acordo com levantamento de áreas de risco; III – coletar dados e informações básicas para o gerenciamento de emergências e contingências de risco ambientais e sociais no município; IV - atuar em conjunto com os órgãos e Secretarias da administração municipal em programas de orientação à população sobre direitos humanos, cidadania e práticas que ponham em risco a incolumidade dos muníci- pes; V - participar de capacitações, treinamentos, práticas e simulados, inerentes a ações de defesa civil; VI- atuar nas açõesde socorro, assistência e reabilitação das populações vitimadas por situações de emer- gência ou desastres; VII - executar, acompanhar e coordenar planos de ações preventivas, de contingência e de recuperação; VIII - planejar a intervenção preventiva, o isolamento e a evacuação da população de áreas de risco intenso e das edificações vulneráveis; IX - avaliar, preparar e efetuar o isolamento e a evacuação da população de áreas de risco intenso e das edificações vulneráveis; X - realizar serviços de entrega de materiais de distribuição gratuita nos abrigos públicos às famílias atingi- das por calamidades; XI - executar campanhas públicas e educativas para estimular o envolvimento da população, motivando ações relacionadas com a defesa civil; XII – planejar e executar as ações de competência da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), nas fases de prevenção, preparação e resposta às emergências e desastres, e na reconstrução e recupera- ção, como dispõe a Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC); XIII - vistoriar edificações e áreas de risco juntamente com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ur- bano e Infraestrutura (SEINF) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (SEMAM) e o Corpo de Bombeiros; XIV - articular junto a outras instituições para que dêem apoio à Comissão de Defesa Civil à arrecadação de alimentos e roupas, através de campanhas de doações. Lei MUNICIPAL nº 6.794/1990 Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza e dá outras providências. TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS Art. 1º- Esta Lei regula o regime jurídico dos servidores municipais de Fortaleza, tendo em vista o disposto no art. 39, da Constituição da República Federativa do Brasil e na Lei Complementar nº 002, de 17de se- tembro de 1990. § 1º- Servidor Público Municipal, para fins deste Estatuto, é a pessoa legalmente investida em cargo público de provimento efetivo, de carreira ou isolado, ou de provimento em comissão, que receba remuneração dos cofres públicos e cujas atribuições correspondam a atividades caracteristicamente estatais da Administração Pública Municipal. (redação dada pela Lei nº 6.901/91). § 2º- Cargo público é o lugar, inserido no Sistema Administrativo do Município, caracterizando-se, cada um, por determinado conjunto de atribuições e responsabilidades de natureza permanente, com denominação própria, número certo e pagamento pelo Erário Municipal e criação por Lei. § 3º- Para os efeitos desta Lei, considera-se Sistema Administrativo o complexo de órgãos dos Poderes Le- gislativo e Executivo e suas entidades autárquicas e fundacionais. XVI - atender, nos prazos da lei ou regulamento, os requerimentos de certidões para defesa de direitos ou esclarecimentos de situações: XVII - ser parcimonioso e cauteloso no uso dos recursos públicos, buscando sempre o menor custo e o mai- or lucro social no seu emprego. A Lei 6.794/90 estabelece que se entende por Servi- dor Público Municipal, para fins deste Estatuto, a pessoa legalmente investida em cargo público de provimento efetivo, de carreira ou isolado, ou de pro- vimento em comissão, que receba remuneração dos cofres públicos e cujas atribuições correspondam a atividades caracteristicamente estatais da Adminis- tração Pública Municipal. É importante saber a dife- rença entre cargo e função. Cargo Público: são ―as mais simples e indivisíveis unidades de competência a serem expressadas por um agente, previstas em número certo, com denomi- nação própria, retribuídas por pessoas jurídicas de direito público e criadas por lei‖ (MELLO. Celso An- tônio Bandeira. Curso de Direito Administrativo. São Paulo.). Função Pública: ―é o conjunto de atividades atribuí- das a um cargo ou emprego público, seja este cargo isolado ou de carreira, para provimento efetivo, vitalí- cio ou em comissão. Com efeito, pode se definir que todo cargo ou emprego público deve ter função esti- pulada por lei, que corresponde às tarefas a serem executadas pelo servidor públicoque, de forma lícita ocupar.‖ (CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Juspodvm. 3º Edição). Ressalte-se, no entanto, que os cargos públicos po- dem ser efetivos ou em comissão, a depender da forma de provimento. Com efeito, cargos efetivos são aqueles preenchidos por agentes aprovados em con- curso público, enquanto cargos em comissão são aqueles ocupados após nomeação livre, sem a ne- cessidade de realização de concurso público, para ocupar funções de direção, chefia ou assessoramen- to. Art. 2º- Os servidores municipais abrangidos por esta Lei serão integrados em Plano de Carreira específico, conforme dispuser lei própria, distribuindo-se em Quadro de Cargos Efetivos e Quadro de Cargos Comissio- nados. Art. 3º- São direitos assegurados aos servidores municipais da administração pública direta, autárquica e funcional: I - política de recursos humanos; II - acesso a cargos, obedecidas às condições e requisitos fixados em Lei; III - irredutibilidade de vencimentos; IV - vencimento base não inferior ao salário mínimo nacional; V – 13ª remuneração; VI - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; VII - remuneração do trabalho extraordinário superior, no mínimo em 50% (cinquenta por cento) à da hora normal de trabalho; VIII - salário-família: IX - auxílios pecuniários, adicionais e gratificações na forma estabelecida nesta Lei: X - licenças, na forma estabelecida nesta Lei; XI - gozo de férias anuais remuneradas, com acréscimo de pelo menos 1/3 (um terço) da remuneração nor- mal: XII - amparo de normas técnicas de saúde, higiene e segurança do trabalho, sem prejuízo de adicionais re- muneratórios por serviços penosos, insalubres ou perigosos: XIII - aposentadoria; XIV - participação em órgãos colegiados municipais que tenham atribuições para discussão e deliberação de assuntos de interesse profissional dos servidores; XV - proteção ao trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, na forma da Lei; XVI - proibição de diferenças remuneratórias, de exercício de cargos e de critérios de admissão, por motivo de cor, idade, sexo ou estado civil; XVII - inexistência de limite de idade para o servidor público, em atividade, na participação em concursos; XVIII - proteção ao trabalho do portador de deficiência, na forma constitucional; XIX - o adicional de 1% (um por cento) por anuência de tempo de serviço; XX - promoção por merecimento e antiguidade, conforme critérios estabelecidos em Lei; XXI - pensão especial à família, na forma da lei, se falecer em consequência de acidente de serviço ou de moléstia dele decorrente; XXII – VETADO. XXIII - proteção ao mercado de trabalho das diversas categorias profissionais, mediante exigência dehabili- tação específica declarada pelos respectivos órgãos regionais fiscalizadores; XXIV - percepção de todos os direitos e vantagens, inclusive promoções, quando à disposição dos demais poderes e órgãos ou entidade do Município, para exercer cargos em comissão; XXV - direito de greve, nos termos da Lei; XXVI - ao servidor público municipal é livre a associação profissional ou sindical, nos termos da Legislação em vigor. Art. 4º - São deveres dos servidores municipais: I - cumprir jornada de trabalho de 08 (oito) horas diárias e 40 (quarenta) semanais: II - desempenhar suas atribuições em dia e de acordo com as rotinas estabelecidas ou as determinações recebidas de seus superiores: III - justificar, em cada caso e de imediato, o não cumprimento do serviço cometido ou de parte dele: IV - observar todas as normas legais e regulamentares em vigor; V - cumprir as ordens de seus superiores, salvo quando manifestamente impraticáveis, abusivas ou ilegais: VI - atender com presteza e precisão ao público externo e interno: VII - responder direta e permanentemente pelo uso de material de consumo e bens patrimoniais, sob sua guarda ou responsabilidade: VIII - levar à autoridade superior as irregularidades que vier a conhecer, quando do exercício de suas fun- ções; IX - guardar sigilo profissional: X - ser assíduo e pontual ao serviço; XI - observar conduta funcional e pessoal compatível com a moralidade administrativa e profissional: XII - representar à instancia superior contra ilegalidade ou abuso de poder: XIII - abster-se de anonimato: XIV - atender às notificações para depor ou realizar perícias ou vistorias nos procedimentos disciplinares; XV - atender, nos prazos da lei ou regulamento, as requisições para defesa da Fazenda Pública; XVI - atender, nos prazos da lei ou regulamento, os requerimentos de certidões para defesa de direitos ou esclarecimentos de situações: XVII - ser parcimonioso e cauteloso no uso dos recursos públicos, buscando sempre o menor custo e o mai- or lucro social no seu emprego. TÍTULO II DO PROVIMENTO DOS CARGOS CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. 5º - Os cargos dispõem-se em padrões horizontais e classes verticais, formados das categorias funcio- nais de cada grupo, nos níveis básicos, médio e superior, a serem providos de acordo com os requisitos constitucionais. Parágrafo único - Os cargos, padrões, classes, categorias funcionais, grupos ocupacionais e referências integrarão o Plano Municipal de Cargos e Carreiras. Art. 6º - O provimento dos cargos far-se-á por ato do Prefeito ou do Presidente da Câmara Municipal de For- taleza e do Dirigente de autarquias ou de fundação pública, conforme o caso. A investidura em cargo público ocorre com a posse. Não devemos confundir, portanto investidura com provimento. Provimento ―é um ato administrativo por meio do qual há esse preenchimento de cargo, atri- buindo as funções a ele inerentes a uma determina- da pessoa. A lei e a doutrina costumam dividir as hipóteses de provimento de cargos públicos em dois grupos: provimento originário e provimento derivado.‖ (CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Adminis- trativo. Juspodvm. 3º Edição). Art. 7º - São formas de provimento dos cargos: I - nomeação: II - promoção: III - transferência: IV - readaptação: V - reversão: VI - reintegração: VII - recondução: VIII – aproveitamento. Observando o que dispõe a lei municipal, o provi- mento dos cargos poderá ser Originário: ―Nomeação‖ ou Derivado: ―nomeação‖; ―promoção‖; ―transferên- cia‖; ―readaptação‖; ―reversão‖; ―reintegração‖; ―re- condução‖ e ―aproveitamento‖. Art. 8º - Os cargos são de provimento efetivo ou comissionado, devendo ser considerados como requisitos básicos para a sua investidura:(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). I - ser brasileiro;(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). Percebam que a lei não faz diferença sobre a ne- cessidade de o brasileiro ser nato ou naturalizado. É importante saber, no entanto, que não há qualquer inconstitucionalidade em lei que autorize a participa- ção de estrangeiros no serviço público. Com efeito, o art. 37, I, da CF/88, afirma que: ―os cargos, em- pregos e funções públicas são acessíveis aos brasi- leiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei‖. Assim, percebe-se que a CF autoriza a partici- pação de estrangeiros no serviço público. II - estar em gozo dos direitos políticos;(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). III - nível de escolaridade para o exercício do cargo;(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). IV - aptidão física e mental.(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). §1º - Os cargos comissionados são de livre provimento e exoneração, respeitados a especificação e os pré- requisitos exigidos para o seu exercício, 50% (cinquenta por cento) deles, devendo ser providos por servido- res municipais, a estes reservados os de símbolo DNI.(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). § 2º - As reservas feitasno disposto no parágrafo anterior não se aplicam aos cargos de Secretário Munici- pal, Chefe de Gabinete do Prefeito, Procurador Geral do Município, Presidente ou Superintendente de Au- tarquia, Fundação, Empresa Pública e de Sociedade Mista e ainda aqueles que integram a rede ambulatorial e hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), gerido pela Secretaria de Saúde do Município.(com redação dada pela Lei nº 7.044/91). CAPÍTULO II Do Concurso Público Art. 9º - O concurso será de caráter competitivo, eliminatório e classificatório e poderá ser realizado em 02 (duas) etapas, quando a natureza do cargo o exigir. § 1º - A primeira etapa, de caráter eliminatório, constituir-se-á de provas escritas. § 2º - A segunda etapa, de caráter classificatório, constará de cômputo de títulos e/ou de treinamento, cujo tipo e duração serão indicados no edital do respectivo concurso. Art. 10 - O concurso terá validade de até 02 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. Parágrafo único - O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edi- tal, que serão publicados no Diário Oficial do Município e em jornal diário de grande circulação, não se abrindo novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior e cujo prazo não tenha expirado. CAPÍTULO III Da Nomeação, da Posse e do Exercício SEÇÃO I Da Nomeação Art. 11 - Haverá nomeação: I - para provimento de cargos efetivos de classe inicial de carreira; II - para provimentos de cargos comissionados. A nomeação é a única forma de provimento origi- nário, admitida pelo ordenamento jurídico. Ressal- te-se que apenas a posse (investidura) é capaz de atribuir a qualidade de servidor público ao nomea- do. Sobre o assunto, relembrem o entendimento sumulado do STF: Súmula 685 convertida em Sú- mula Vinculante 43: É inconstitucional toda modali- dade de provimento que propicie ao servidor inves- tir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. Art. 12 - A nomeação para cargo efetivo inicial de carreira depende de aprovação em concurso público, ob- servada a ordem de classificação e dentro do prazo de sua validade. Parágrafo único - O concurso observará as disposições constitucionais e as condições fixadas em edital es- pecífico. Art. 13 - O servidor nomeado em virtude de concurso público tem direito à posse, observado o disposto no § 1º do Art.14 desta Lei. Art. 14, § 1º A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contado da publicação do ato de nomeação, prorrogável por mais de 30 (trinta) dias, a requeri- mento do interessado ou por quem o represente legalmente. Art. 14 - Posse é a investidura no cargo, com aceitação expressa das atribuições, condições e responsabili- dades a ele inerentes, formalizada em assinatura do termo respectivo pela autoridade competente e pelo empossado. § 1º - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contado da publicação do ato de nomeação, prorrogável por mais de 30 (trinta) dias, a requerimento do interessado ou por quem o represente legalmente. § 2º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica. § 3º - Em se tratando de servidor em licença ou em qualquer outro tipo de afastamento legal, o prazo será contado do término do afastamento. § 4º - A posse ocorrerá em virtude de nomeação para cargos de provimento efetivo e em comissão. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). § 5º - No ato da posse, o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração dos bens e valores que consti- tuem seu patrimônio e declaração sobre exercício de outro cargo, emprego ou função pública. Art. 15 - A posse dependerá de prévia inspeção médica, pela Junta Médica Municipal, para comprovar que o candidato se encontra apto para o desempenho das atribuições do cargo. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). SEÇÃO III Do Exercício SUBSEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. 16 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. § 1º - É de 30 (trinta) dias improrrogáveis o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data da posse. § 2º - Será revogado o ato de nomeação, se não ocorrerem a posse e o exercício nos prazos previstos nesta Lei. § 3º - A autoridade dirigente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe exer- cício. Art. 17 - O início, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no cadastro funcional do servidor. Art. 18 - O exercício de cargo comissionado exigirá de seu ocupante integral dedicação ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. SUBSEÇÃO II Do Estágio Probatório Art. 19 - Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a está- gio probatório por período de 02 (dois) anos, durante o qual sua aptidão e capacidade para o desempenho do cargo serão avaliados trimestralmente, por critérios próprios, fixados em regulamento, observados espe- cialmente os seguinte requisitos: I - idoneidade moral; II- assiduidade; III - pontualidade; IV - disciplina; V - eficiência. DA ESTABILIDADE NA CF/88 – A CF/88 prevê que: ―São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.‖ Percebe - se, portanto, a diferença entre estágio probatório e estabilidade. Estágio probatório é a ―fase na qual o servidor está sendo avaliado, dentro da execução da atividade pública, com a intenção de se verificar se possui aptidão para o exercício daquelas funções para as quais foi designado, analisando aspectos como a sua aptidão e capacidade para o desempe- nho do cargo, observados os fatores de assiduida- de, disciplina, capacidade de iniciativa, produtivida- de e responsabilidade necessários à garantia de eficiência na prestação da atividade pública pelo órgão. ‖ CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Juspodvm. 3º Edição.). Estabilidade é ―uma prerrogativa constitucional atribuída aos servidores públicos, detentores de cargos de provimento efetivo, após aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, de permanência no serviço público desde que não advenha alguma das situações regulamentadas pelo próprio texto da carta Magna.‖ (CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Jus- podvm. 3º Edição. p. 787). A lei municipal estabelece que: Art. 19 - Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 02 (dois) anos, durante o qual sua aptidão e capacidade para o desempenho do cargo serão avaliados trimestralmente, por critérios pró- prios, fixados em regulamento, observados especi- almente os seguinte requisitos: Percebam que o prazo previsto na lei de 2 anos é diferente daquele previsto na CF para fins de estágio probatório. Com efeito, o prazo de 3 anos previsto na CF apenas começou após a EC 19/98, ou seja, depois da edi- ção da lei municipal que é de 1996. Sendo assim, entendo que a mesma posição tomada para o prazo previsto na lei federal deverá ser adotada na lei aqui estudada, ou seja, adota-se o prazo previsto na CF/88 (3 anos), vejamos o entendimento do STF: A nova norma constitucional do art. 41 é imediatamen- te aplicável. Logo, as legislações estatutárias que previam prazo inferior a três anos para o estágio probatório restaram em desconformidade com o comando constitucional. Isso porque, não há como se dissociar o prazo do estágio probatório do prazo da estabilidade. Art. 20 - O chefe imediato do servidor sujeito a estágio probatório, 60 (sessenta) dias antes dotérmino des- te, informará ao órgão de pessoal sobre o servidor, tendo em vista os requisitos enumerados no artigo ante- rior. §1º - A vista de informação da chefia imediata do servidor, o órgão de pessoal emitirá parecer escrito, con- cluindo a favor ou contra a confirmação do estagiário. §2º - Desse parecer, se contrário à confirmação, dar-se-á vista ao estagiário, pelo prazo de 10 (dez) dias, para oferecer defesa. §3º - Julgados o parecer e a defesa, o órgão de administração geral, se considerar aconselhável a exonera- ção do servidor estagiário, encaminhará ao chefe do Poder competente o respectivo decreto com exposição de motivos sobre o assunto. §4º - Se o despacho do órgão de pessoal for favorável à permanência do servidor estagiário, fica automati- camente ratificado o ato de nomeação. §5º - A apuração dos requisitos exigidos no estágio probatório deverá processar-se de modo que a exonera- ção do servidor estagiário possa ser feita antes de findar o período do estágio. §6º - O órgão de pessoal diligenciará junto às chefias que supervisionam servidor em estágio probatório, de forma a evitar que se dê por mero transcurso de prazo. SUBSEÇÃO III Da Lotação, da Relotação e da Remoção Art. 21 - Entende-se por lotação o número de cargos existentes em cada Órgão da Administração Direta, que constituem o Quadro Único de Pessoal, e o número de cargos constantes nos Quadros de Pessoal das Entidades da Administração Indireta e Fundacional do Poder Executivo Municipal. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). Art. 22 - Relotação é o deslocamento do servidor, com o respectivo cargo, de um para outro órgão do mes- mo Poder, observado sempre o interesse da Administração. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). Parágrafo único - A relotação dependerá da existência de vaga e será processada por ato do Chefe do Po- der Executivo. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). Art. 23 - A remoção é o deslocamento do servidor de um para outro órgão de unidade administrativa e pro- cessar-se-á "ex-officio" ou a pedido do servidor, respeitada a lotação de cada Secretaria ou entidade. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). CAPÍTULO IV Da Ascensão Funcional Art. 24 - O desenvolvimento do servidor municipal na carreira ocorrerá mediante ascensão funcional em su- as modalidades: progressão, promoção, readaptação e transformação. SEÇÃO I Da Progressão, Promoção, Readaptação e Transformação Art. 25 – Progressão é a passagem do servidor de uma referência para a seguinte, dentro da mesma classe, obedecidos os critérios de merecimento ou antiguidade. Art. 26 – Promoção é a passagem do servidor de uma classe para a imediatamente superior, dentro da mesma carreira, obedecidos os critérios de merecimento ou antiguidade. Art. 27 - Readaptação é a passagem do servidor de uma carreira para outra carreira diferente, de referência de igual valor salarial, mais compatível com sua capacidade funcional, podendo ser de oficio ou a pedido e dependerá, cumulativamente, de: I - inspeção da Junta Médica Municipal que comprove sua incapacidade para a carreira ou classe que ocupa e capacidade para a nova carreira ou classe; II - possuir habilitação legal para o ingresso na nova carreira ou classe; III - existência de vaga. Art. 28 - Transformação é a passagem do servidor de qualquer classe de nível básico para a inicial de nível médio ou superior, ou de qualquer classe de nível médio para a primeira de nível superior, obedecidos os critérios exigidos para o ingresso nas respectivas carreiras. § 1º - A transformação depende de habilitação em seleção interna de caráter competitivo, eliminatório e classificatório que poderá ser realizada em duas etapas, a seguir definidas: a) a primeira etapa, de caráter eliminatório, constituir-se-á de provas escritas, b) a segunda etapa, de caráter classificatório, constará de cômputo de títulos e/ ou treinamento, cujo tipo e duração serão indicados no edital da respectiva seleção. § 2º - As vagas reservadas para transformação não poderão ultrapassar o limite de 50% (cinquenta por cen- to) dos cargos não preenchidos. Sobre as formas de provimento derivado, tratados na lei, temos: A Progressão que é a passagem do servidor de uma referência para a seguinte, dentro da mesma classe, obedecidos os critérios de me- recimento ou antiguidade. A Promoção que é a passagem do servidor de uma classe para a imediatamente superior, dentro da mesma carreira, obedecidos os critérios de mere- cimento ou antiguidade. A Readaptação é a passagem do servidor de uma carreira para outra carreira diferente, de referência de igual valor salarial, mais compatível com sua capacidade funcional, podendo ser de oficio ou a pedido e dependerá, cumulativamente, de: I - inspeção da Junta Médica Municipal que comprove sua incapacidade para a carreira ou classe que ocupa e capacidade para a nova carreira ou clas- se; II - possuir habilitação legal para o ingresso na nova carreira ou classe; III - existência de vaga. Já a Transformação (STF entende inconstitucional) que seria a passagem do servidor de qualquer classe de nível básico para a inicial de nível médio ou superior, ou de qualquer classe de nível médio para a primeira de nível superior, obedecidos os critérios exigidos para o ingresso nas respectivas carreiras. Art.28, § 1º - A Transformação depende de habilitação em seleção interna de caráter com- petitivo, eliminatório e classificatório que poderá ser realizada em duas etapas, a seguir definidas: a) a primeira etapa, de caráter eliminatório, consti- tuir-se-á de provas escritas, b) a segunda etapa, de caráter classificatório, constará de cômputo de títulos e/ ou treinamento, cujo tipo e duração serão indicados no edital da respectiva seleção. CAPÍTULO V Da Transferência Art. 29 - A transferência é a passagem do servidor de cargo de carreira para outro de igual denominação, classe e referência, pertencentes a Quadro de Pessoal diverso. Art. 30 - A transferência ocorrerá de ofício ou a pedido do servidor, atendido o interesse do serviço mediante o preenchimento de vaga. CAPÍTULO VI Da Reversão Art. 31 - Reversão é o reingresso do aposentado no serviço público municipal, após verificado, em processo, que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria. Art. 32 - A reversão far-se-á a pedido do servidor. § 1º - A reversão depende de exame médico, pela Junta Médica Municipal, em que fique comprovada a ca- pacidade para o exercício da função. § 2º - Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do servidor que não tomar posse ou não entrar em exercício nos prazos previstos nesta Lei. Art. 33 - Não ocorrerá reversão nas hipóteses de servidor aposentado voluntariamente. (com redação dada pela Lei nº 6.901, de 25 de junho de 1991). Art. 34 - A reversão dar-se-á, de preferência, no mesmo cargo anteriormente ocupado. Art. 35 - A reversão não dará direito, para nova aposentadoria e disponibilidade, à contagem do tempo em que o servidor esteve aposentado. CAPÍTULO VII Da Recondução Art. 36 – Recondução é o retorno do servidor ao cargo anteriormente ocupado. § 1º - A recondução decorrerá de reintegração do anterior ocupante. § 2º - Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observando o dis- posto no art. 127. Art. 127 - O retorno à atividade de servidor em dis- ponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obri- gatório em cargo de atribuições e vencimentos com- patíveis com o anteriormente ocupado. CAPÍTULO VIII Da Reintegração Art. 37 – Reintegração é a reinvestidura do servidor no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação,quando invalidada a sua demissão ou readaptação, por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). § 1º - Encontrando-se provido o cargo, o seu ocupante será reconduzido ao cargo de origem, ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade com remuneração integral. § 2º - Comprovada a má fé por parte de que deu causa à demissão invalidada, responderá este, civil, penal e administrativamente. Art. 38 - O servidor reintegrado será submetido à inspeção médica, pela Junta Médica Municipal, e aposen- tado, se julgado incapaz. TÍTULO III DA VACÂNCIA E SUBSTITUIÇÃO CAPÍTULO I Da Vacância Art. 39 - A vacância do cargo público decorrerá de: I – exoneração; II – demissão; III – promoção ou readaptação. (com redação dada pela Lei nº 6.901, de 25 de junho de 1991). IV – aposentadoria; V – falecimento; VI – transferência. Art. 40 - A exoneração de cargo de carreira dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício. Parágrafo único - a exoneração de oficio será aplicada; a) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; b) quando o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido Lei. Art. 41 - A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: I - a juízo da autoridade competente; II - a pedido do próprio servidor. Art. 42 - A vaga ocorrerá na data: I - da vigência do ato administrativo que lhe der causa; II - da morte do ocupante do cargo: III - da vigência do ato que criar e conceder dotação para o seu provimento ou de que determinar esta última medida, se o cargo já estiver criado; IV - da vigência do ato que extinguir cargo e autorizar que sua dotação permita o preenchimento de cargo vago. Parágrafo único - Verificada a vaga, serão consideradas abertas, na mesma data, todas as que decorrerem de seu preenchimento. CAPÍTULO II Da Substituição Art. 43 - Os ocupantes de cargos em comissão terão substitutos indicados no regulamento ou estatuto do órgão ou Entidade ou, em caso de omissão, previamente designados pela autoridade competente. Parágrafo único - O substituto assumirá automaticamente o exercício do cargo nos afastamentos ou impe- dimentos do Titular e fará jus à remuneração pelo seu exercício, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, facultada a opção, na hipótese do servidor exercer outro cargo em comissão. TÍTULO IV DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I Do Tempo de Serviço Art. 44 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias que serão convertidos em anos, considerado o ano de trezentos e sessenta e cinco dias. Art. 45 - Serão considerados de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I - férias; II - casamento, até oito dias corridos. III - luto até cinco dias corridos, por falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta, padrasto, filhos, enteados, irmãos, genros, noras, avós, sogro e sogra. IV - nascimento de filho, até cinco dias corridos; V - exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgãos ou entidades dos Poderes da União, Estados, Municípios ou Distrito Federal, quando legalmente autorizado; VI - convocação para o Serviço Militar; VII - júri e outros serviços obrigatórios por Lei; VIII - estudo em outro Município, Estado ou País, quando legalmente autorizado; IX - licença: a) à maternidade, à adotante e à paternidade; b) para tratamento de saúde; c) por motivo de doença em pessoa da família; d) para o desempenho de mandato eletivo; e) prêmio. Art. 46 - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidade dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal e Município, autar- quia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa pública. Art. 47 - Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria, disponibilidade e promoção por antiguidade: (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). I - o tempo de serviço público prestado à União, Estado ou outro Município; II - a licença para mandato eletivo; III - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social. Parágrafo único - O tempo de serviço prestado às Forças Armadas, em operações de guerra, será contado em dobro. (acrescentado pela Lei nº 6.901/91). CAPÍTULO II Das Férias Anuais SEÇÃO I Do Direito a Férias e a da sua Duração Art. 48 - O servidor faz jus, anualmente, a 30 (trinta) dias consecutivos de férias, que podem ser acumuladas até o máximo de 02 (dois) períodos, no caso de necessidade do serviço. § 1º - Para cada período aquisitivo serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. § 2º - É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. Art. 49 - As férias poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convoca- ção para o júri, serviço militar ou eleitoral ou necessidade comprovada de retorno inadiável ao trabalho. SEÇÃO II Da Concessão e da Época das Férias Art. 50 - As férias serão concedidas por ato do Dirigente da Unidade Administrativa, em um só período, nos 12 (doze) meses subsequentes a data em que o servidor tiver adquirido o direito. Parágrafo único - Somente em casos excepcionais serão as férias concedidas em dois períodos, um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos. Art. 51 - A concessão das férias será participada, por escrito, ao servidor, com antecedência de no mínimo 15 (quinze) dias, cabendo a este assinar a respectiva notificação. Parágrafo único - O período de férias não gozadas durante a vida funcional, por necessidade de serviço, será contado em dobro para efeito de apo- sentadoria e disponibilidade. Art. 52 – A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do Serviço Público, obedecidas as respectivas escalas, elaboradas, dentro do possível, atendendo aos interesses do servidor. SEÇÃO III Da Remuneração e do Abono de Férias Art. 53 - O servidor perceberá, antes do início do gozo de suas férias, a remuneração que lhe for devida na data da respectiva concessão, acrescida de pelo menos 1/ 3 (um terço). SEÇÃO IV Dos Efeitos da Exoneração ou Demissão Art. 54 - Concretizada a exoneração ou demissão de cargo efetivo, será devida ao servidor a remuneração correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. Parágrafo único - O servidor exonerado terá direito a remuneração relativa ao período incompleto de férias, na proporção de 1/ 12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 (quinze) dias. CAPÍTULO III Das Licenças SECÃO I Das Disposições Preliminares Art. 55 – Conceder-se-á ao servidor licença; I - para tratamento de saúde; II - por motivo de doença em pessoa da família; III – maternidade; IV - paternidade; V - para serviço militar obrigatório; VI - para acompanhar o cônjuge ou companheiro; VII - para desempenho de mandato eletivo; VIII - prêmio. Art. 56 - A licença para tratamento de saúde depende de inspeção médica, pela Junta Médica Municipal, e terá a duração que for indicada no respectivo laudo. §1º - Terminado o prazo, o servidor será submetido a nova inspeção médica, devendo o laudo concluir pela volta do servidor ao exercício, pela prorrogação da licença ou, se for o caso, pela aposentadoria. § 2º - Terminada a licença o servidor reassumirá imediatamente o exercício. Art. 57 - A licença poderá ser terminada ou prorrogada de ofício ou a pedido. Parágrafo único - O pedido de prorrogação deverá ser apresentado antes de finda a licença e, se indeferi- do, contar-se-á como licença o período compreendido entre a data do término e a do conhecimento oficial do despacho. Art. 58 - As licenças concedidas dentro de 60 (sessenta)dias, contados do término da anterior, serão consi- deradas em prorrogação. Parágrafo único - Para efeito deste artigo, somente serão levadas em consideração as licenças da mesma espécie, com o mesmo objetivo. Art. 59 - Todas as licenças serão concedidas pelo Prefeito, Presidente da Câmara Municipal ou Dirigente da Entidade ou por delegação destes a pessoa credenciada. Art. 60 - O ocupante do cargo em comissão, não titular de cargo de carreira, terá direito às licenças referidas nos itens I a IV do art. 55. Art. 55 – Conceder-se-á ao servidor licença; I - para tratamento de saúde; II - por motivo de doen- ça em pessoa da família; III – maternidade e IV – paternidade. SEÇÃO II Da Licença para Tratamento de Saúde Art. 61 - A licença para tratamento de saúde será ―ex-ofício‖ ou a pedido do servidor ou de seu legítimo re- presentante, quando aquele não puder fazê-lo. Parágrafo único - O servidor licenciado para tratamento de saúde, não poderá dedicar-se a qualquer ativida- de remunerada, sob pena de ser cassada a licença. Art. 62 - O exame, para concessão de licença para tratamento de saúde será feito pela Junta Médica Muni- cipal, salvo se fora do Município. Parágrafo único - O atestado ou laudo passado por médico ou junta médica particular, só produzirá efeitos depois de homologado pela Junta Médica Municipal. Art. 63 – Será punido disciplinarmente, com suspensão de 30 (trinta) dias, o servidor que recusar a subme- ter-se a exame médico, cessando o efeito da penalidade, logo que se verifique o exame. Art. 64 - Considerado apto, em exame médico, o servidor reassumirá, sob pena de se apurarem, como faltas injustificadas, os dias de ausência. Parágrafo único - No curso da licença poderá o servidor requerer exame médico, caso se julgue em condi- ções de reassumir o exercício. Art. 65 - A licença a servidor atacado de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira ou redução de vista que lhe seja praticamente equivalente, hanseníase, espondilartrose anquilosante, epilepsia vera, nefropatia grave, estados avançados de Paget (osteite deformante) ou de outra moléstia que,a juízo de Junta Médica Municipal, ocasionar incapacidade total e definitiva, será concedida quando o exame médico não concluir pela concessão imediata da aposentadoria. Art. 66 - Será integral a remuneração do servidor licenciado para tratamento de saúde. SEÇÃO III Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. 67 - Será concedida licença ao servidor, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, padrasto ou madrasta, ascendentes, descendentes, enteado e colateral consanguíneo ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação médica. § 1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestado simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado através de acompanhamen- to social. § 2º - A licença será concedida sem prejuízo de remuneração integral. SEÇÃO IV Da Licença Maternidade Art. 68 - A servidora gestante, mediante inspeção médica, será licenciada por 120 (cento e vinte) dias corri- dos com remuneração integral. § 1º - A prescrição médica determinará a data de início da licença a ser concedida à gestante. §2º- Aplica-se à servidora adotante o disposto no caput deste artigo. SEÇÃO V Da Licença Paternidade Art. 69 - Será concedida licença paternidade ao servidor que, por ocasião do nascimento de filho ou adoção, apresentar registro civil de nascimento da criança ou prova da adoção. Parágrafo único - A licença paternidade é de 05 (cinco) dias corridos, contados a partir do nascimento ou adoção da criança. Conforme previsto no Ato das Disposições Consti- tucionais Transitórias, art.10, § 1º- Até que a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7º, XIX, da Constituição, o prazo da licença paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias. SEÇÃO VI Da Licença para Serviço Militar Obrigatório Art. 70 - Ao servidor que for convocado para o serviço militar, e outros encargos de segurança nacional, será concedida licença com remuneração integral. § 1º - A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a incorporação. § 2º - Da remuneração descontar-se-á a importância que o servidor perceber na qualidade de incorporado, salvo se optar pelas vantagens do serviço militar. § 3º - Ao servidor desincorporado conceder-se-á prazo não excedente a 30 (trinta) dias, para que reassuma o exercício, sem perda de remuneração. § 4º - A licença de que se trata este artigo será também concedida ao servidor que houver feito curso para ser admitido como oficial das Forças Armadas, durante os estágios prescritos pelos regulamentos militares, aplicando-se o disposto no § 2º deste artigo. SEÇÃO VII Da Licença para Acompanhar o Cônjuge ou Companheiro Art. 71 - O servidor, cujo cônjuge ou companheiro tiver sido mandado servir, independentemente de solicita- ção, em outro ponto do território nacional, ou no estrangeiro, terá direito a licença sem remuneração; § 1º - Excluem-se da regra do caput deste artigo os municípios integrantes da Região Metropolitana de For- taleza. § 2º - A licença será concedida mediante pedido devidamente instruído e vigorará pelo tempo que durar a comissão ou a nova função do cônjuge ou companheiro. SEÇÃO VIII Da Licença para Desempenho de Mandato Eletivo Art. 72 - O servidor investido em mandato eletivo será considerado em licença, aplicando-se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado do seu cargo, emprego ou função sem remuneração; II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibili- dade, será aplicada a norma do inciso anterior. §1º - A licença prevista neste artigo considerar-se-á automática com a posse no mandato eletivo. §2º - O servidor municipal, afastado nos termos deste artigo, só poderá reassumir o exercício do cargo, após o término ou renúncia do mandato. Art. 73 - O servidor ocupante de cargo em comissão será exonerado com a posse no mandato eletivo. Parágrafo único - Se o ocupante do cargo em comissão for também de um cargo de carreira ficará exone- rado daquele e licenciado deste, na forma prevista no artigo anterior. Art. 74 - O servidor municipal deverá licenciar-se antes da eleição a que for concorrer na forma dos disposi- tivos legais que regulamentam a matéria. SEÇÃO IX Da Licença-Prêmio Art. 75 – Após cada quinquênio de efetivo exercício o servidor fará jus a 03 (três) meses de licença, a título de prêmio por assiduidade, sem prejuízo de sua remuneração. § 1º - Para que o servidor titular de cargo de carreira, no exercício de cargo em comissão, goze de licença- prêmio, com as vantagens desse cargo, deve ter nele pelo menos dois anos de exercício ininterruptos. § 2º - Somente o tempo de serviço público prestado ao Município de Fortaleza, será contado para efeito de licença-prêmio. Atualmente, encontra-se suspensa conforme art. 1º do Decreto nº 13.960, de 12 de Janeiro de 2017 - Art. 1º - Fica suspenso pelo prazo de 03 anos o de- ferimento, a partir da publicação deste Decreto, do gozo ou pagamento em pecúnia, de licença prêmio e licença especial por parte dos servidores públicos efetivos do Município de Fortaleza. Art. 76 – Não se concederá licença-prêmio ao servidor que no período aquisitivo: I - sofrerpenalidade disciplinar de suspensão. II - afastar-se do cargo em virtude de: a) licença para tratamento em pessoa da família por mais de 04 (quatro) meses ininterruptos ou não; b) para trato de interesse particular; c) por afastamento para acompanhar o cônjuge ou companheiro, por mais de 03 (três) meses ininterruptos ou não: d) licença para tratamento de saúde por prazo superior a 06 (seis) meses ininterruptos ou não; e) disposição sem ônus. (acrescentada pela Lei nº 6.901/91). Parágrafo único - As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de um mês para cada alta. Art. 77 - A licença-prêmio, a pedido do servidor, poderá ser gozada por inteiro ou parceladamente. Parágra- fo único - Requerida para gozo parcelado, a licença-prêmio não será concedida por período inferior a um mês. Art. 78 - É facultado à autoridade competente, tendo em vista o interesse da Administração, devidamente fundamentado, determinar, dentro de 90 (noventa) dias seguintes da apuração do direito, a data do início do gozo pela licença prêmio, bem como decidir se poderá ser concedida por inteiro ou parceladamente. Art. 79 - A licença-prêmio poderá ser interrompida, de ofício, quando o exigir interesse público, ou a pedido do servidor, preservado em qualquer caso, o direito ao gozo do período restante da licença. Art. 80 - É facultado ao servidor contar em dobro o tempo de licença-prêmio não gozada, para efeito de aposentadoria e disponibilidade. Art. 81 - O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da licença prêmio. Parágrafo único - O direito de requerer licença-prêmio não está sujeito à caducidade. CAPÍTULO IV Dos Afastamentos SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. 82 - O servidor poderá se afastar do exercício funcional: I – sem prejuízo da remuneração, quando: a) for estudante para incentivo à sua formação profissional e dentro dos limites estabelecidos nesta Lei; b) for realizar missão ou estudo fora do Município de Fortaleza; c) por motivo de casamento até o máximo de 08 (oito) dias; d) por motivo de luto, até 05 (cinco) dias; e) - VETADO. II - sem direito a percepção da remuneração quando se tratar de afastamento para o trato de interesse parti- cular; III - com ou sem direito a percepção da remuneração, conforme se dispuser em lei ou regulamento, quando para o exercício das atribuições de cargo, função ou emprego em órgãos ou entidades da Administração Federal, Estadual ou Municipal; Parágrafo único - Os servidores ocupantes de cargo de carreira ou comissão poderão devidamente autori- zados, integrar ou assessorar comissões, grupos de trabalho ou programas, com ou sem prejuízos da remu- neração. SEÇÃO II Para Trato de Interesse Particular Art. 83 - Depois de 3 (três) anos de efetivo exercício, o servidor poderá obter autorização de afastamento para o trato de interesse particular, por um período não superior a 10 (dez) anos, consecutivos ou não.(alterado pela LC n 150/13). Parágrafo único - O servidor deverá aguardar em exercício a autorização do seu afastamento. Art. 84 - Não será autorizado o afastamento do servidor removido antes de ter assumido o exercício. Art. 85 - O afastamento para o trato de interesse particular será negado quando for inconveniente ao inte- resse público. Art. 86 - Quando o interesse do serviço o exigir, a autorização poderá ser revogada, a juízo da autoridade competente, devendo, neste caso, o servidor ser expressamente notificado para apresentar-se ao serviço no prazo máximo de 30(trinta) dias, prorrogável por igual período, findo o qual caracterizar-se-á o abandono do cargo. Art. 87 - O servidor poderá a qualquer tempo reassumir o exercício, desistindo da autorização. SEÇÃO III Das Autorizações para o Incentivo à Formação Profissional do Servidor Art. 88 - Poderá ser autorizado o afastamento, de até 02 (duas) horas diárias, ao servidor que frequente curso regular de 1º grau, 2º grau ou do ensino superior, a critério da Administração. Parágrafo único - A autorização prevista neste artigo poderá dispor que a redução dar-se-á por prorrogação do início ou antecipação do término do expediente diário, conforme considerar mais conveniente ao estudan- te e aos interesses da repartição. Art. 89 - O afastamento para missão ou estudo fora do Município ou no estrangeiro será autorizado nos mesmos atos que designarem o servidor a realizar a missão ou estudo, quando do interesse do Município. Art. 90 - As autorizações previstas nesta seção dependerão de comprovação, mediante documento oficial, das condições previstas para as mesmas, podendo a autoridade competente exigi-la, prévia ou posterior- mente, conforme julgar conveniente. CAPÍTULO V Do Direito de Petição Art. 91 - É assegurado ao servidor o direito de petição para requerer ou representar e pedir reconsideração. §1º - VETADO. §2º - O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primei- ra decisão, não podendo ser renovado. § 3º - O pedido de reconsideração deverá ser decidido dentro do prazo de 30 (trinta) dias. Art. 92 - Caberá recurso: I – do indeferimento do pedido de reconsideração; II – das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. Parágrafo único - O recurso, que não terá efeito suspensivo, será dirigido à autoridade imediatamente su- perior a quem tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala, às demais autori- dades. Art. 93 - O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá: I – em 05 (cinco) anos, quanto aos atos de que decorrerem demissão, cassação de aposentadoria ou dispo- nibilidade; II – em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos. Art. 94 - O prazo de prescrição contar-se-á da data da publicação do ato impugnado e quando esta for de natureza reservada, da data em que o interessado dele tiver ciência. Art. 95 - O pedido de reconsideração, quando cabível, interrompe a prescrição. Parágrafo único - A prescri- ção interrompida recomeçará a correr pela metade do prazo da data do ato que a interrompeu, ou do último ato ou termo do respectivo processo. CAPÍTULO VI Do Vencimento e Remuneração Art. 96 - Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei. Art. 97 - Remuneração é o vencimento do cargo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes ou temporárias estabelecidas em Lei. Parágrafo único- VETADO. Art. 98 - O servidor perderá: I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, salvo os casos previstos nesta Lei; II – a parcela da remuneração diária proporcional aos atrasos, ausências e saídas antecipadas, na forma que se dispuser por Decreto. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). Art. 99 - O vencimento, a remuneração, o provento ou qualquer vantagem pecuniária atribuída ao servidor, não sofrerão descontos além dos previstos expressamente em lei, nem serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, salvo em se tratando de: I – prestação de alimentos, determinada judicialmente ou acordada; II – reposição ou indenização devida à Fazenda Municipal. Art. 100 - As reposições e indenizações à Fazenda Municipal serão descontadas em parcelas mensais não excedentes da 10ª (décima) parte da remuneração. Parágrafo único - Quando o servidor for exonerado ou demitido, a quantia por ele devida será inscrita como divida ativa para os efeitos legais. Art. 101 - O servidor que não estiver no exercício do cargo somente poderá perceber vencimento ou remu- neração nos casos previstos em lei ou regulamento. Art. 102 - A remuneração do servidor e os proventos do aposentado, quando falecidos, são indivisíveis epagos de acordo com a ordem de preferência estabelecida na lei civil. CAPÍTULO VII Das Vantagens Pecuniárias SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. 103 - Juntamente com o vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I – 13ª Remuneração; II – gratificação de insalubridade, periculosidade e risco de vida; III – gratificação por serviço extraordinário; IV – gratificação por participação em órgão de deliberação coletiva; V – gratificação por participação em comissão examinadora de concurso; VI – gratificação por exercício de magistério; VII – diárias e ajuda de custo;(alterado pela LC nº 233/17. VIII – adicional por tempo de serviço; IX – adicional por trabalho noturno; X – gratificação por representação; XI – gratificação pelo aumento de produtividade; XII – (suprimido pela Lei nº 6.901, de 25 de Junho de 1991). XIII – gratificação pela execução de trabalho relevante, técnico ou científico; XIV – retribuição adicional variável; XV – gratificação de raio X; XVI – gratificação pela prestação de serviço em regime de sobre aviso permanente; XVII – gratificação de plantão. Parágrafo único – Leis específicas regulamentarão as vantagens pecuniárias constantes nos incisos VI, XI, XII, XIII, XV e XVI deste artigo. SEÇÃO II Da 13ª remuneração Art. 104 - A 13ª remuneração corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício, no respectivo ano. Parágrafo único - A fração igual ou superior a 15 (quinze) dia será considerada como mês integral. Art. 105 - No caso de vacância em cargo de carreira, qualquer que seja a sua causa, o servidor perceberá 13ª remuneração proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculada sobre a remuneração do úl- timo mês trabalhado. Art. 106 - A 13ª remuneração não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. SEÇÃO III Da Gratificação de Insalubridade, Periculosidade e Risco de Vida Art. 107 - São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os servidores a agente nocivo à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. Art. 108 - A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: I - com adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao servidor, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. Parágrafo único - A insalubridade e periculosidade serão comprovadas por meio de perícia médica. Art. 109 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção da gratificação de insalubridade. Parágrafo único - A gratificação a que se refere o caput deste artigo se classifica segundo os graus máximo, médio e mínimo, com valores de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do vencimento base do servidor, respectivamente. Art. 110 - São consideradas atividades ou operações perigosas, aquelas que, por sua natureza ou método de trabalho, impliquem em contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acen- tuado. Parágrafo único - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao servidor uma gratificação de 30% (trinta por cento) sobre o vencimento base. Art. 111 - Pela execução de trabalho de natureza especial com risco de vida será concedida uma gratifica- ção de 20% (vinte por cento), calculada sobre o vencimento base do servidor. Art. 112 - O direito do servidor à gratificação de insalubridade, periculosidade ou risco de vida, cessará com a eliminação do risco à saúde ou integridade física. Art. 113 - O servidor poderá optar pela gratificação de insalubridade, periculosidade ou risco de vida, vedada a acumulação dessas gratificações, garantida a incorporação aos proventos desde que comprovada a per- cepção do benefício por período superior a 02 (dois) anos, de forma ininterrupta, na data de postulação da aposentadoria. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). SEÇÃO IV Da Gratificação por Serviço Extraordinário Art. 114 - O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, incidindo sobre a remuneração do servidor, excetuando-se a representação de car- go comissionado. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). Art. 115 - Somente será permitido serviço extraordinário para atender situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo de 02 (duas) horas diárias. SEÇÃO V Das Diárias Art. 116 - O servidor que, a serviço, se afastar do Município, em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do Território Nacional, fará jus a passagens e diárias, para cobrir as despesas de hospedagem, ali- mentação e locomoção, cujo valor será fixado por ato do Prefeito ou Presidente da Câmara, conforme o ca- so. Parágrafo único - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o des- locamento não exigir pernoite fora do Município. Art. 117 - O servidor que receber diárias e não se afastar do Município, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las, integralmente, no prazo de 05 (cinco) dias. Parágrafo único - Na hipótese do servidor retornar ao Município em prazo menor do que o previsto para seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em exces- so no prazo de 05 (cinco) dias. Art. 117- AO servidor que, com habitualidade, realizar deslocamentos por necessidade do serviço poderá, a critério da Administração, receber ajuda de custo para compensar as despesas decorrentes daqueles deslo- camentos, conforme estabelecido em Decreto, por questão de eficiência ou economicidade, para cargos ou funções específicas. Parágrafo único. A ajuda de custo a que se refere o caput possui natureza indenizatória, não poderá ser computada para a concessão de décimo terceiro salário, férias ou qualquer outra vantagem, não servindo de base de cálculo para fins previdenciários e não podendo ser incorporada para qualquer fim." (acrescentado pela LC nº 233/17 SEÇÃO VI Do Adicional por Tempo de Serviço Art. 118 - O adicional por tempo de serviço é devido à razão de 1% (um por cento) por anuênio de efetivo serviço público, incidente sobre o vencimento do servidor. §1º - O servidor fará jus ao adicional por tempo de serviço a partir do mês subsequente àquele em que com- pletar anuênio §2º - O limite do adicional a que se refere o ―caput‖ deste artigo é de 35% (trinta e cinco por cento). (acres- centado pela Lei nº 6.901/91). §3º - O anuênio calculado sobre o vencimento, mantidas as condições estabelecidas pela Lei nº 5.391, de 06 de maio de 1981 e pelo Art. 53 da Lei Complementar nº 001, de 13 de setembro de 1990, incorporando-se aos vencimentos para todos os efeitos, inclusive para aposentadoria e disponibilidade. (acrescentado pela Lei nº 6.901/91). § 4º - Não poderá receber o adicional a que se refere este artigo o servidor que perceber qualquer vantagem por tempo de serviço, salvo opção por uma delas. (acrescentado pela Lei nº 6.901/91). SEÇÃO VII Do Adicional por Trabalho Noturno Art. 119 - O trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre a hora diurna. § 1º - A hora do trabalho noturno será computada como de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segun- dos. § 2º - Considera-se noturno, para efeito deste artigo, o trabalho executado entre às 19 (dezenove) horas de um dia e às7 (sete) horas do dia seguinte. (com redação dada pela Lei nº 7.442/93). § 3º - Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. SEÇÃO VIII Da Gratificação de Representação Art. 120 - A gratificação de representação é atribuída aos ocupantes de cargos em comissão e outros que a legislação determinar, tendo em vista despesas de natureza social e profissional determinadas pelo exercí- cio funcional. Parágrafo único - Os percentuais da gratificação serão estabelecidos em Lei, em ordem decrescente, a partir da remuneração de Secretário Municipal. Art. 121 - O servidor investido em cargo em comissão, quando deste afastado depois de 08 (oito) anos sem interrupção ou 10 (dez) anos consecutivos ou não, fica com o direito de continuar a perceber a representa- ção correspondente ao cargo em comissão que ocupava à época do afastamento, garantida a incorporação desta vantagem aos proventos de aposentadoria. §1º - Também para integralização do tempo de serviço exigido no caput deste artigo, computar-se-á: I - O período em que o servidor atuar como membro de comissão, percebendo gratificação equivalente a cargo comissionado, a qualquer tempo. § 2º - O servidor beneficiado pelo disposto neste artigo poderá optar pela maior representação dos cargos em comissão exercidos, no qual tenha permanecido por um período mínimo de 12 (doze) meses. Art. 122 - O servidor que já tenha adicionado aos seus vencimentos a vantagem do artigo anterior, quando nomeado para cargo comissionado, poderá perceber, a título de verba especial, o valor correspondente a 60% (sessenta por cento) da representação do cargo em comissão que esteja exercendo. Parágrafo único - O direito à percepção da vantagem de que trata este artigo cessa quando o servidor dei- xar de exercer o cargo em comissão, não podendo esta vantagem, sob qualquer hipótese, ser adicionada ou incorporada a seus vencimentos ou proventos, para nenhum efeito. CAPÍTULO VIII Da Estabilidade Art. 123 - O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de carreira adquirirá estabilida- de no serviço público após 02 (dois) anos de efetivo exercício. Art. 124 - O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. Art. 125 - Invalidada a demissão do servidor estável será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em dispo- nibilidade. CAPÍTULO IX Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. 126 – Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração integral. Art. 127 - O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Art. 128 – O aproveitamento de servidor que se encontra em disponibilidade a mais de 01 (hum) ano depen- derá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por Junta Médica Municipal. § 1º - Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de 30 (trinta) dias contados da pu- blicação do ato de aproveitamento. § 2º - Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será aposentado. Art. 129 - Será tornado sem efeito o aproveitamento e cessada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por Junta Médica Municipal. TÍTULO V DA PREVIDÊNCIA E DA ASSISTÊNCIA CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. 130 - O Município assegurará a manutenção de um sistema de previdência e assistência que, dentre outros, preste os seguintes benefícios ao servidor e à sua família: I – aposentadoria; II – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). III – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). IV – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). V – pensão; VI – assistência médica, odontológica e hospitalar; VII – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). VIII – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Parágrafo único - Os benefícios e serviços serão concedidos, nos termos e condições definidos em regu- lamento, observadas as disposições desta Lei. Art. 131 - O recebimento indevido de benefícios havidos por fraude, dolo ou má fé, implicará devolução ao Erário do total auferido, sem prejuízo da ação cabível. CAPITULO II Da Aposentadoria SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. 132 - O servidor será aposentado: I - por invalidez permanente; II – compulsoriamente; III - voluntariamente. Art. 133 - A proporcionalidade dos proventos da aposentadoria, com base no tempo de serviço, obedecerá sempre aos seguintes percentuais sobre o vencimento do cargo: I - até 10 (dez) anos de tempo de serviço, 50% (cinquenta por cento); II - de mais de 10 (dez) anos até 15 (quinze) anos de tempo de serviço, 60 % (sessenta por cento); III - de mais de 15 (quinze) até 20 (vinte) anos de tempo de serviço, 70% (setenta por cento); IV - de mais de 20 (vinte) anos até 25 (vinte e cinco) anos de tempo de serviço, 80% (oitenta por cento); V - de mais de 25 (vinte e cinco) e menos de 30 (trinta) e 35 (trinta e cinco) anos, conforme o caso, 90% (no- venta por cento). Parágrafo único - O resultado da aplicação da proporcionalidade, na forma prevista no caput deste artigo, constituirá a parte fixa dos proventos do inativo, a que se acrescentarão as vantagens pecuniárias que deve- rão integrá-los. Art. 134 - O servidor que contar tempo de serviço igual ou superior ao fixado para aposentadoria voluntária com proventos integrais, ou aos 70 (setenta) anos de idade, aposentar-se-á com as vantagens do cargo em comissão, em cujo exercício se encontrar, desde que haja ocupado durante 05 (cinco) anos ininterruptamen- te ou 07 (sete) anos consecutivos ou não. Parágrafo único - O servidor beneficiado pelo disposto neste artigo poderá optar pela maior representação dos cargos em comissão exercidos, e no qual tenha permanecido por um período mínimo de 12 (doze) me- ses. Art. 135 - Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos inativos quais- quer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade, inclusive quando de- correntes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. SEÇÃO II Da Aposentadoria por Invalidez Art. 136 - O servidor será aposentado por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando: I - decorrer de acidente em serviço: II - por moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, inclusive: a) quando acometido de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira ou redução de vista que lhe seja praticamente equivalente; Atentepara o Art. 40 da CF/88 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é asseguradoregime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio fi- nanceiro e atuarial e o disposto neste artigo. II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;(Redação dadapela Emenda Constitucional nº 88, de 2015) e para a Lei Complementar nº 152/15, Art. 2º - Serão aposentados compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 75 (setenta e cinco) anos de idade: I - os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações; e ainda, para a NOTA EXPLICATIVA nº 05/2016/CGNAL/DRPSP/SPPS/MTPS que dispõe que, diante do exposto, conclui-se que: O art. 40 da Constituição Federal e as leis que o disciplinam devem ser aplicados obrigatória e imediatamente por todos os entes federativos que instituíram, por lei, Regimes Próprios de Previdência Social - RPPS para seus servidores e Desde 04/12/2015 data de publicação da Lei Complementar nº 152/2015, a idade limite de 75 anos, para a permanência no cargo pelos segurados amparados pelos RPPS da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mesmo que ainda não tenha havido atualização da norma local. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc88.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc88.htm#art1 b) quando acometido de hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiartrose anquilosante, epilepsia vera, nefropatia grave e estados avançados de Paget (os- teíte deformante) e síndrome da imunodeficiência adquirida.(com redação dada pela Lei nº 7.723/95). §1º - Entende-se por acidente em serviço todo aquele que, acarretando dano físico ou mental para o servi- dor, ocorra em razão do desempenho do cargo, ainda que fora da sede, ou durante o período de trânsito, inclusive no deslocamento do ou para o trabalho. §2º - Considera-se também acidente em serviço, para efeito desta Lei, a agressão sofrida e não provocada pelo servidor, em decorrência do desempenho do cargo, ainda que fora do local de trabalho. § 3º - Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições de serviço de fato nele ocorridas, devendo o laudo médico estabelecer-lhe a precisa caracterização. § 4º - A prova de acidente será feita em processo especial, no prazo de 10 (dez) dias, prorrogáveis quando as circunstâncias o exigirem, sob pena de suspensão de quem omitir ou retardar providências. § 5º - Nos demais casos, os proventos de aposentadoria por invalidez serão proporcionais ao tempo de ser- viço, na forma prevista pelo art. 133, deste Estatuto. (com redação dada pela Lei nº 6.901/91). SEÇÃO III Da Aposentadoria Compulsória Art. 137 - O servidor será aposentado compulsoriamente aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço. Parágrafo único - O retardamento do ato que declarar a aposentadoria compulsória não impedirá que o servidor se afaste do exercício de seu cargo ou função no dia imediato ao que atingir a idade limite. (acres- centado pela Lei nº 6.901/91). Atentepara o Art. 40 da CF/88 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Dis- trito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (seten- ta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015) e para a Lei Complementar nº 152/15, Art. 2º - Serão aposentados compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 75 (setenta e cinco) anos de idade: I - os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí- pios, incluídas suas autarquias e fundações; e ainda, para a NOTA EXPLICATIVA nº 05/2016/CGNAL/DRPSP/SPPS/MTPS que dispõe que, diante do exposto, conclui-se que: O art. 40 da Constituição Federal e as leis que o disciplinam devem ser aplicados obrigatória e imediatamente por todos os entes federativos que instituíram, por lei, Regimes Próprios de Previdência Social - RPPS para seus ser- vidores e Desde 04/12/2015 data de publicação da Lei Complementar nº 152/2015, a idade limite de 75 anos, para a permanência no cargo pelos segurados amparados pelos RPPS da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mesmo que ainda não tenha havido atualização da norma local. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc88.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc88.htm#art1 SEÇÃO IV Da Aposentadoria Voluntária Art. 138 - O servidor será aposentado voluntariamente: I - aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta), de mulher, com proventos integrais; II - aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em função de magistério, se professor, e 25 (vinte e cinco), se professora, com proventos integrais; III - aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher, com proventos proporcio- nais a esse tempo; IV - aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta), se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço. Parágrafo único - O servidor que requerer aposentadoria nos termos deste artigo, poderá afastar-se do exercício de seu cargo ou função após decorridos 60 (sessenta) dias da data da postulação, mediante expe- dição de documento fornecido pelo órgão, comprobatório de que o servidor implementou o tempo de serviço necessário à aposentadoria.(acrescentado pela Lei nº 6.901/91). CAPÍTULO III Do Salário-Família Art. 139 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 140 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 141 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 142 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003) Art. 143 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 144 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). CAPÍTULO IV Do Auxílio-Natalidade Art. 145 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 146 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). CAPÍTULO V Do Auxílio-Funeral Art. 147 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 148 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 149 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). CAPÍTULO VI Da Pensão (O regime previdenciário (PREVIFOR) é atualmente disciplinado na Lei nº 9.103/2006). Art. 150 – Por morte do servidor, os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor correspondente, até o limite fixado em lei, ao da respectiva remuneração ou proventos. Art. 151 - As pensões distinguem-se quanto à natureza em vitalícia e temporária. § 1º - A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes, que somente se extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários. § 2º - A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem extinguir-se ou reverter por motivo de morte, cessação da invalidez ou maioridade do beneficiário. Art. 152 - São beneficiários das pensões: I – vitalícia: a) cônjuge; b) a pessoa separada judicialmente ou divorciada, com percepção de pensão alimentícia; c) a companheira que comprove convivência há 05 (cinco) anos ou que tenha filho em comum com o servi- dor; d) a mãe e/ou pai que comprovem dependência econômica ao servidor; e) a pessoa designada maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de deficiência que viva sob a de- pendência econômica do servidor; II – temporária: a) Os filhos de qualquer condição, ou enteados até 21 (vinte e um) anos de idade, ou se inválidos enquanto durar a invalidez; b) - O menor sob a guarda ou tutela até 21(vinte e um) anos de idade; c) - O irmão órfão de pai e sem padrasto, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido que comprove dependência econômica ao servidor; e d) - a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou invá- lida. Art. 153 – Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão vitalícia, o valor será distribuído em partes iguais entre os beneficiários habilitados. Art. 154 – Ocorrendo habilitação às pensões vitalícia e temporária, metade do valor caberá ao titular ou titu- lares da pensão vitalícia, sendo a outra metade rateada, em partes iguais entre os titulares da pensão tem- porária. Art. 155 - Ocorrendo habilitação somente à pensão temporária, o valor integral da pensão será rateado, em partes iguais, entre os que se habilitarem. Art. 156 – Concedida a pensão, qualquer prova posterior ou habilitação tardia que implique exclusão de be- neficiário ou redução de pensão só produzirá efeitos a partir da data em que foi oferecida. Art. 157 – Será concedida pensão provisória por morte presumida do servidor ou inativo, nos seguintes ca- sos: I – declaração de ausência, pela autoridade judiciária competente; II – desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio, ou acidente não caracterizado como em servi- ço. III – desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo. Art. 158 - A pensão será transformada em vitalícia ou temporária, conforme o eventual reaparecimento do servidor. Art. 159 – Acarreta perda da qualidade de beneficiário: I - o seu falecimento; II - a anulação do casamento, quando a decisão ocorrer após a concessão da pensão ao cônjuge; III - a cessação de invalidez em se tratando de beneficiário inválido; IV - a maioridade de filho, irmão, órfão ou pessoa designada aos 21 (vinte e um) anos de idade: V - a acumulação de pensão na forma do art. 163; VI - a renúncia expressa. Art. 160 - Por morte ou perda da qualidade de beneficiário a respectiva cota reverterá: I - da pensão vitalícia para os remanescentes desta ou para os titulares da pensão temporária, se não hou- ver pensionista remanescente de pensão vitalícia; II - da pensão temporária para os co-beneficiários ou, na falta destes, para o beneficiário da pensão vitalícia. Art. 161 – A pensão poderá ser requerida a qualquer tempo, prescrevendo tão somente as prestações exigí- veis há mais de 05 (cinco) anos. Art. 162 – As pensões serão automaticamente atualizadas na mesma proporção e condições dos reajustes dos vencimentos dos servidores em atividade. Art. 163 – Ressalvado o direito de opção, é vedada a percepção cumulativa de pensão, salvo a hipótese de 02 (duas) pensões originárias de cargos ou empregos públicos constitucionalmente acumuláveis. CAPÍTULO VII Do Pecúlio Art. 164 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). Art. 165 – (Revogado pela Lei nº 8.814/2003). TÍTULO VI DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I Das Faltas ao Serviço Art. 166 – Nenhum servidor poderá faltar ao serviço sem causa justificada, sob pena de ter descontados dos seus vencimentos os dias de ausência. Parágrafo único – Considera-se causa justificada o fato que por natureza e circunstância, possa razoavel- mente constituir escusa do comportamento. Art. 167 - O servidor que faltar ao serviço fica obrigado a justificar a falta, por escrito, ao chefe imediato, no primeiro dia em que comparecer ao trabalho. §1º - Não poderão ser justificadas as faltas que excederem de 20 (vinte) por ano, obedecido o limite de 03 (três) ao mês. §2º - O chefe imediato do servidor decidirá sobre a justificação das faltas, até o máximo de 10 (dez) por ano; a justificação das que excederem a esse número até o limite de 20 (vinte) será submetida, devidamente in- formada por essa autoridade, à decisão do seu superior hierárquico, no prazo de 05 (cinco) dias. § 3º - Para justificação de faltas, poderão ser exigidas provas do motivo alegado pelo servidor. § 4º - A autoridade competente decidirá sobre a justificação no prazo de 05 (cinco) dias, cabendo recurso para autoridade superior, quando indeferido o pedido. § 5º - Deferido o pedido de justificação da falta, será o requerimento encaminhado ao órgão de pessoal para as devidas providências. CAPÍTULO II Das Proibições Art. 168 - Ao servidor é proibido: I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato; II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição; III – recusar fé a documentos públicos; IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço; V - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder Público, mediante manifestação escrita ou oral; VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em Lei, o desempenho de encargos que sejam da sua competência ou de seu subordinado; VII – compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação à associação profissional ou sindical, ou a parti- do político; VIII – manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil; IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pú- blica; X - exercer comércio ou participar de sociedade comercial, exceto como acionista, cotista ou comandatário; XI – participar de gerência de administração de empresa privada e, nessas condições, transacionar com o Estado; XII – receber propina, comissão, presente ou vantagens de qualquer espécie, em razão de suas atribuições; XIII – praticar usura sob qualquer de suas formas; XIV – proceder de forma desidiosa; XV - cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações de emer- gência e transitórias; XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; XVII – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo e com o horário de trabalho; XVIII - acumular cargos, funções e empregos públicos nos termos da Constituição Federal; Parágrafo único - Verificada em processo administrativo a acumulação ilícita, desde que seja comprovada a boa-fé, o servidor optará por um dos cargos e, se não o fizer dentro de 15 (quinze) dias, será exonerado de qualquer deles, a critério da Administração. CAPÍTULO III Das Responsabilidades Art. 169 – O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. Art. 170 - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, de que resulte prejuízo ao Erário ou terceiros. Parágrafo único - Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Mu- nicipal em ação regressiva, nos casos de dolo ou culpa. Art. 171 - A responsabilidade penal abrange os critérios e contravenções, imputadas ao servidor, nesta qua- lidade. Art. 172 - A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. Art. 173 – As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. Art. 174 – A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição crimi- nal que neguem a existência do fato ou sua autoria. CAPÍTULO IV Das Penalidades Art. 175 – São penalidades disciplinares: I – advertência; II – suspensão; III – demissão; IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; V – destituição de cargo em comissão. Art. 176 - Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela proverem para o serviço público, ascircunstâncias agravantes ou atenuantes e os ante- cedentes funcionais. Art.177 - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibições constantes do art. 168, incisos I a IX, e de inobservância de dever funcional previsto nesta Lei, regulamento ou normas inter- nas. Art.178 - A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de viola- ção das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo ex- ceder de 90 (noventa) dias. Parágrafo único – Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia da remuneração, ficando o servidor obri- gado a permanecer em serviço. Art. 179 – As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de 03 (t rês) e 05 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse perío- do, praticado nova infração disciplinar. Art. 180 - A demissão será aplicada nos seguintes casos: I - crime contra a administração pública; II - abandono de cargo; III – inassiduidade habitual; IV – improbidade administrativa; V – insubordinação grave em serviço; VI - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de ourem; VII – aplicação irregular de dinheiro público; VIII – revelação de segredo apropriado em razão do cargo; IX - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal; X – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, ressalvado o disposto no parágrafo único do art.168; XI – transgressão do art. 168, incisos X a XV. Art. 181 – Entende-se por abandono de cargo a deliberada ausência ao serviço, sem justa causa, por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. Art. 182 – Entende- se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por 60 (sessenta) dias, interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses. Art.183 – O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. Art. 184 - As penalidades disciplinares serão aplicadas: I - pelo Prefeito, Presidente da Câmara ou dirigente superior de autarquias ou fundações, as de demissão, cassação de disponibilidade e aposentadoria; II - pelo Secretário Municipal ou autoridade equivalente, a de suspensão superior a 30 (trinta) dias; III - a aplicação das penas de advertência e suspensão até 30 (trinta) dias é da competência de todas as autoridades administrativas em relação a seus subordinados; IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão de não ocupante de cargo de carreira. Art. 185 - A ação disciplinar prescreverá: I - em 05 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria e disponibi- lidade e destituição de cargo em comissão. II - em 02 (dois) anos, quanto à suspensão; e III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência. § 1º - O prazo de prescrição começa a correr da data em que o ilícito foi praticado. § 2º - Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas tam- bém como crime. § 3º - A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. § 4º - Suspenso o curso da prescrição, este recomeçará a ocorrer, pelo prazo restante, a partir do dia em que cessara suspensão. § 5º - São imprescritíveis o ilícito de abandono de cargo e a respectiva sanção. TÍTULO VII DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. 186 – A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa. Art. 187 – As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identifica- ção e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade. Art. 188 – Ao ato que cominar sanção precederá sempre procedimento disciplinar, assegurado ao servidor ampla defesa, nos termos desta Lei, sob pena de nulidade da cominação imposta. Art. 189 - A autoridade que determinar a instauração da sindicância terá prazo nunca inferior à (30) trinta dias, para a sua conclusão, prorrogáveis até o máximo de 15 (quinze) dias, à vista da representação motiva- da do sindicante. Art. 190 - Da sindicância instaurada pela autoridade poderá resultar: I – arquivamento do processo; II - abertura de inquérito administrativo. Art. 191 - A sindicância será aberta por portaria, em que se indique seu objeto e um servidor ou comissão de servidores, para realizá-la. § 1º - Quando a sindicância for realizada apenas por um sindicante este designará outro servidor para secre- tariar os trabalhos mediante a aprovação do superior hierárquico. § 2º - O processo de sindicância será sumário, feitas as diligências necessárias à apuração das irregularida- des e ouvido o indiciado e todas as pessoas envolvidas nos fatos, bem como peritos e técnicos necessários ao esclarecimento de questões especializadas. CAPÍTULO II Do Processo Disciplinar Art. 192 – O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infra- ção praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação mediata com as atribuições do cargo em que se encontre investido. Art. 193 – O processo disciplinar será conduzido por Comissão de Inquérito Composta de servidores desig- nados pela autoridade competente que indicará, dentre eles, o seu presidente e secretário. Parágrafo único - Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. Art. 194 - A Comissão de Inquérito exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegu- rado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da Administração, sem prejuízo do direito de defesa do indiciado. SEÇÃO I Do Inquérito Art. 195 – O inquérito administrativo será contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a utiliza- ção de meios e recursos admitidos em direito. Art. 196 - O relatório da sindicância integrará o inquérito administrativo, como peça informativa da instrução do processo. Parágrafo único - Na hipótese do relatório da sindicância concluir pela prática de crime, a autoridade com- petente oficiará à autoridade policial, para abertura do inquérito, independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. Art. 197 - O prazo para a conclusão do inquérito não excederá 60 (sessenta) dias úteis, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circuns- tâncias o exigirem. Parágrafo único - Sob pena de nulidade, as reuniões e as diligências realizadas pela comissão de Inquérito serão consignadas em atas. Art. 198 – Na fase do inquérito a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. Art.199 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo, pessoalmente ou por intermédio de advogado, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial. § 1º - O Presidente da Comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelató- rios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.§ 2º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimen- to especial do perito. Art. 200 – As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo Presidente da Comis- são, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos. Parágrafo único - Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandato será imediatamente comunicada ao chefe da re- partição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. Art. 201 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo à testemunha trazê-lo por escrito. § 1 º - As testemunhas serão inquiridas separadamente. § 2 º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirme, proceder-se-á à acareação entre os depoentes. Art. 202 – Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado, ob- servados os procedimentos previstos nos artigos 200 e 201. § 1º - No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que divergi- rem em suas declarações sobre os fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles. § 2º - O defensor do acusado poderá assistir ao interrogatório bem como a inquirição das testemunhas, po- dendo reinquiri-las por intermédio do Presidente da Comissão. Art. 203 – Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade competente que ele será submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um mé- dico psiquiatra. Parágrafo único - O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo pericial. Art. 204 – Tipificada a infração disciplinar será elaborada a peça de instrução do processo com a indicação do servidor. § 1º - O indiciado será citado por mandado expedido pelo Presidente da Comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se- lhe vista do processo na repartição. § 2º - Havendo 02 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum é de 20 (vinte) dias. § 3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado, pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis. § 4º - No caso de recusa do indiciado em apor o ciente no mandado de citação, o prazo para defesa contar- se-á da data declarada em termo próprio, pelo servidor encarregado da diligência. Art. 205 - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar á comissão o lugar onde poderá ser encontrado. Art. 206 – Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado no Diário Oficial do Município e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido, para apre- sentar defesa. Parágrafo único - Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partis da última publicação do edital. Art. 207 – Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal. § 1º - A revelia será declarada por despacho nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. § 2º - Para defender o indiciado revel, a autor idade instauradora do processo designará um defensor dativo, que deverá ser um advogado. Art.208 – Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. § 1º - O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. § 2º - Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. Art. 209 – O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à autor idade que determinou a sua instauração, para julgamento. Art. 210 – Aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras contidas nos Códigos de Processo Civil e Penal. SEÇÃO II Do Julgamento Art. 211 – No prazo de 60 (sessenta) dias, contados do recebimento do processo, a autor idade julgadora proferirá a sua decisão. § 1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo. § 2º - Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá a autoridade competen- te para a imposição da pena mais grave. § 3º - Se a penalidade prevista for à de demissão ou cassação de aposentadoria ou cassação de disponibili- dade, o julgamento caberá ao Prefeito, Presidente da Câmara Municipal, ou ao dirigente superior de autar- quia ou fundação. Art. 212 - O julgamento acatará o relatório da comissão de inquérito, salvo quando contraditórias as provas dos autos. Parágrafo único - Quando do relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la, ou isentar o servidor de responsabilida- de. Art. 213 – Verifica-se a existência de vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade do proces- so ou de atos do processo e ordenará a constituição de outra comissão, para instauração de novo processo. § 1 º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. § 2º - A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. 185, § 2º será responsabilizada na forma do capítulo IV, do Título VI, desta Lei. Art. 214 – Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. Art. 215 – Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao Ministé- rio Público para instauração da ação penal, ficando traslado repartição. Art. 216 - O servidor que responde a processo disciplinar só poderá ser exonerado, a pedido, do cargo, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplica- da. SEÇÃO III Da Revisão do Processo Art. 217 - O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de oficio, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. § 1º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. § 2º - No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador. Art. 218 - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente. Art. 219 – A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão que re- quer elementos novos, ainda não apreciados no processo originário. Art. 220 – O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Secretário Municipal ou autor idade equi- valente, que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se origi- nou o processo disciplinar. Parágrafo único - Recebida à petição, o dirigente do órgão ou entidade providenciará a constituição da co- missão, na forma prevista no art. 193 desta Lei. Art. 221 - A revisão correrá em apenso ao processo originário. Parágrafo único - Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que ar rolar. Art. 222 - A comissão revisora terá até 60 (sessenta) dias, para a conclusão dos trabalhos, prorrogável por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem. Art. 223 – Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos pró- prios da comissão de inquérito. Art. 224 - O julgamento caberá: I - ao Prefeito, Presidenteda Câmara Municipal ou dirigente superior da autarquia ou fundação, quando do processo revisto houver resultado pena de demissão ou cassação de aposentadoria ou cassação de dispo- nibilidade; II - ao Secretário Municipal ou autoridade equivalente, quando houver resultado penalidade de suspensão ou de advertência; III - à autoridade responsável pela designação quando a penalidade for destituição de cargo em comissão. § 1º - O prazo para julgamento será de até 60 (sessenta) dias contados do recebimento do processo, no curso do qual a autor idade julgadora poderá determinar diligências. § 2º - Concluídas as diligências; será renovado o prazo para julgamento. Art. 225 – Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo- se todos os direitos atingidos, exceto em relação à destituição de cargo em comissão, hipótese em que ocor- rerá apenas a conversão da penalidade em exoneração. Parágrafo único - Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da penalidade. TÍTULO VIII CAPÍTULO ÚNICO Das Disposições Gerais Transitórias Art. 226 - O dia do servidor público será comemorado a 28 de outubro, e nesta data, considerado ponto fa- cultativo, far-se-á a outorga do título de Servidor Padrão Municipal, a ser regulamentado em Lei. Art. 227 - O servidor é dispensado do expediente de trabalho no dia do seu aniversário natalício, sem prejuí- zo da sua remuneração. Art. 228 – Contar-se-ão por dias corridos os prazos previstos nesta Lei, salvo exceções expressamente pre- vistas. Parágrafo único - Na contagem dos prazos, salvo disposições em contrário, excluir-se-á o dia do começo e incluir-se-á o dia do vencimento; se esse dia cair em véspera de feriado, sexta- feira, sábado, domingo, feri- ado ou dia de ponto facultativo, o prazo considera- se prorrogado até o primeiro dia útil. Art. 229 - O Regime Jurídico decorrente desta Lei é igualmente aplicável aos servidores que, por força do que dispõe a Lei Complementar nº 02, de 17 de setembro de 1990, exerçam funções da Parte Especial do Quadro de cada órgão da administração direta, autárquica e fundacional. Art. 230 – Ficam mantidas as atuais jornadas de trabalho dos servidores da administração direta, autarquia e fundacional. Art. 231 – São isentos de taxas ou emolumentos os requerimentos, certidões e outros papéis que, na ordem administrativa, interessar ao servidor público municipal ativo e ao inativo. Art. 232 - Poderão ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivos e Legislativo, os seguintes incentivos funcionais, além daqueles já previstos nos respectivos planos de cargos e carreiras: I - prêmios pela apresentação de ideias, inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento de produtividade e a redução dos custos operacionais; e II - concessão de medalhas, diploma e honra ao mérito, condecoração e elogio. Art. 233 - O Prefeito, o Presidente da Câmara e o dirigente superior de autarquia e fundação poderão dele- gar a seus auxiliares as atribuições que lhe são cometidas por esta lei, exceto as que impliquem em punição de servidor. Art. 234 - As atuais funções gratificadas passam à categoria de cargos em comissão, convertendo- se au- tomaticamente os valores das gratificações em gratificações de representação, mantida a simbologia vigen- te. Art. 235 - É assegurado o exercício de cargo comissionado de símbolo DAS-2 ou DAS-3, que esteja sendo exercido por servidor não ocupante de cargo efetivo ou função no Município de Fortaleza, até a respectiva exoneração. Art. 236 - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias de cada órgão ou entidade, podendo ser suplementadas se insuficientes. Parágrafo único - Os efeitos finan- ceiros, da aplicação desta lei, serão produzidos a partir do primeiro dia do mês subsequente ao da publica- ção desta lei no Diário Oficial do Município. Art. 237 - O Prefeito e o Presidente da Câmara expedirão a regulamentação necessária à per feita execução desta Lei. Art. 238 - Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, ficando revogadas todas as disposições le- gais ou regulamentares que, implícita ou explicitamente, colidam com esta Lei, especialmente a Lei nº 3174, de 31 de dezembro de 1965, com nova redação dada pela Lei nº 4058, de 02 de outubro de 1972. Paço da Prefeitura Municipal de Fortaleza, em 27 de dezembro de 1990. JURACI VIEIRA DE MAGALHÃES Prefeito Municipal Estudo Complementar Lei FEDERAL Nº 13.022/2014 Dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a se- guinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1o Esta Lei institui normas gerais para as guardas municipais, disciplinando o § 8o do art. 144 da Cons- tituição Federal. Art. 2o Incumbe às guardas municipais, instituições de caráter civil, uniformizadas e armadas conforme previsto em lei, a função de proteção municipal preventiva, ressalvadas as competências da União, dos Es- tados e do Distrito Federal. CAPÍTULO II DOS PRINCÍPIOS Art. 3o São princípios mínimos de atuação das guardas municipais: I - proteção dos direitos humanos fundamentais, do exercício da cidadania e das liberdades públicas; II - preservação da vida, redução do sofrimento e diminuição das perdas; III - patrulhamento preventivo; IV - compromisso com a evolução social da comunidade; e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144§8 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144§8 V - uso progressivo da força. CAPÍTULO III DAS COMPETÉNCIAS Art. 4o É competência geral das guardas municipais a proteção de bens, serviços, logradouros públicos municipais e instalações do Município. Parágrafo único. Os bens mencionados no caput abrangem os de uso comum, os de uso especial e os do- miniais. Art. 5o São competências específicas das guardas municipais, respeitadas as competências dos órgãos federais e estaduais: I - zelar pelos bens, equipamentos e prédios públicos do Município; II - prevenir e inibir, pela presença e vigilância, bem como coibir, infrações penais ou administrativas e atos infracionais que atentem contra os bens, serviços e instalações municipais; III - atuar, preventiva e permanentemente, no território do Município, para a proteção sistêmica da população que utiliza os bens, serviços e instalações municipais; IV - colaborar, de forma integrada com os órgãos de segurança pública, em ações conjuntas que contribuam com a paz social; V - colaborar com a pacificação de conflitos que seus integrantes presenciarem, atentando para o respeito aos direitos fundamentais das pessoas; VI - exercer as competências de trânsito que lhes forem conferidas, nas vias e logradouros municipais, nos termos da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), ou de forma concorren- te, mediante convênio celebrado com órgão de trânsito estadual ou municipal; VII - proteger o patrimônio ecológico, histórico, cultural, arquitetônico e ambiental do Município, inclusive adotando medidas educativas e preventivas; VIII - cooperar com os demais órgãos de defesa civil em suas atividades; IX - interagir com a sociedade civil para discussão de soluções de problemas e projetos locais voltados à melhoria das condições de segurança das comunidades; X - estabelecer parcerias com os órgãos estaduais e da União, ou de Municípios vizinhos, por meio da cele- bração de convênios ou consórcios, com vistas ao desenvolvimento de ações preventivas integradas; XI - articular-se com os órgãos municipais de políticas sociais, visando à adoção de ações interdisciplinaresde segurança no Município; XII - integrar-se com os demais órgãos de poder de polícia administrativa, visando a contribuir para a norma- tização e a fiscalização das posturas e ordenamento urbano municipal; XIII - garantir o atendimento de ocorrências emergenciais, ou prestá-lo direta e imediatamente quando depa- rar-se com elas; XIV - encaminhar ao delegado de polícia, diante de flagrante delito, o autor da infração, preservando o local do crime, quando possível e sempre que necessário; XV - contribuir no estudo de impacto na segurança local, conforme plano diretor municipal, por ocasião da construção de empreendimentos de grande porte; XVI - desenvolver ações de prevenção primária à violência, isoladamente ou em conjunto com os demais órgãos da própria municipalidade, de outros Municípios ou das esferas estadual e federal; XVII - auxiliar na segurança de grandes eventos e na proteção de autoridades e dignatários; e XVIII - atuar mediante ações preventivas na segurança escolar, zelando pelo entorno e participando de ações educativas com o corpo discente e docente das unidades de ensino municipal, de forma a colaborar com a implantação da cultura de paz na comunidade local. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm Parágrafo único. No exercício de suas competências, a guarda municipal poderá colaborar ou atuar con- juntamente com órgãos de segurança pública da União, dos Estados e do Distrito Federal ou de congêneres de Municípios vizinhos e, nas hipóteses previstas nos incisos XIII e XIV deste artigo, diante do compareci- mento de órgão descrito nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal, deverá a guarda municipal prestar todo o apoio à continuidade do atendimento. CAPÍTULO IV DA CRIAÇÃO Art. 6o O Município pode criar, por lei, sua guarda municipal. Parágrafo único. A guarda municipal é subordinada ao chefe do Poder Executivo municipal. Art. 7o As guardas municipais não poderão ter efetivo superior a: I - 0,4% (quatro décimos por cento) da população, em Municípios com até 50.000 (cinquenta mil) habitantes; II - 0,3% (três décimos por cento) da população, em Municípios com mais de 50.000 (cinquenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, desde que o efetivo não seja inferior ao disposto no inciso I; III - 0,2% (dois décimos por cento) da população, em Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habi- tantes, desde que o efetivo não seja inferior ao disposto no inciso II. Parágrafo único. Se houver redução da população referida em censo ou estimativa oficial da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é garantida a preservação do efetivo existente, o qual deverá ser ajustado à variação populacional, nos termos de lei municipal. Art. 8o Municípios limítrofes podem, mediante consórcio público, utilizar, reciprocamente, os serviços da guarda municipal de maneira compartilhada. Art. 9o A guarda municipal é formada por servidores públicos integrantes de carreira única e plano de car- gos e salários, conforme disposto em lei municipal. CAPÍTULO V DAS EXIGÊNCIAS PARA INVESTIDURA Art. 10. São requisitos básicos para investidura em cargo público na guarda municipal: I - nacionalidade brasileira; II - gozo dos direitos políticos; III - quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - nível médio completo de escolaridade; V - idade mínima de 18 (dezoito) anos; VI - aptidão física, mental e psicológica; e VII - idoneidade moral comprovada por investigação social e certidões expedidas perante o Poder Judiciário estadual, federal e distrital. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 Parágrafo único. Outros requisitos poderão ser estabelecidos em lei municipal. CAPÍTULO VI DA CAPACITAÇÃO Art. 11. O exercício das atribuições dos cargos da guarda municipal requer capacitação específica, com matriz curricular compatível com suas atividades. Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, poderá ser adaptada a matriz curricular nacional para formação em segurança pública, elaborada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Mi- nistério da Justiça. Art. 12. É facultada ao Município a criação de órgão de formação, treinamento e aperfeiçoamento dos inte- grantes da guarda municipal, tendo como princípios norteadores os mencionados no art. 3o. § 1o Os Municípios poderão firmar convênios ou consorciar-se, visando ao atendimento do disposto no caput deste artigo. § 2o O Estado poderá, mediante convênio com os Municípios interessados, manter órgão de formação e aperfeiçoamento centralizado, em cujo conselho gestor seja assegurada a participação dos Municípios con- veniados. § 3o O órgão referido no § 2o não pode ser o mesmo destinado a formação, treinamento ou aperfeiçoamen- to de forças militares. CAPÍTULO VII DO CONTROLE Art. 13. O funcionamento das guardas municipais será acompanhado por órgãos próprios, permanentes, autônomos e com atribuições de fiscalização, investigação e auditoria, mediante: I - controle interno, exercido por corregedoria, naquelas com efetivo superior a 50 (cinquenta) servidores da guarda e em todas as que utilizam arma de fogo, para apurar as infrações disciplinares atribuídas aos inte- grantes de seu quadro; e II - controle externo, exercido por ouvidoria, independente em relação à direção da respectiva guarda, qual- quer que seja o número de servidores da guarda municipal, para receber, examinar e encaminhar reclama- ções, sugestões, elogios e denúncias acerca da conduta de seus dirigentes e integrantes e das atividades do órgão, propor soluções, oferecer recomendações e informar os resultados aos interessados, garantindo- lhes orientação, informação e resposta. § 1o O Poder Executivo municipal poderá criar órgão colegiado para exercer o controle social das atividades de segurança do Município, analisar a alocação e aplicação dos recursos públicos e monitorar os objetivos e metas da política municipal de segurança e, posteriormente, a adequação e eventual necessidade de adap- tação das medidas adotadas face aos resultados obtidos. § 2o Os corregedores e ouvidores terão mandato cuja perda será decidida pela maioria absoluta da Câmara Municipal, fundada em razão relevante e específica prevista em lei municipal. Art. 14. Para efeito do disposto no inciso I do caput do art. 13, a guarda municipal terá código de conduta próprio, conforme dispuser lei municipal. Parágrafo único. As guardas municipais não podem ficar sujeitas a regulamentos disciplinares de natureza militar. CAPÍTULO VIII DAS PRERROGATIVAS Art. 15. Os cargos em comissão das guardas municipais deverão ser providos por membros efetivos do quadro de carreira do órgão ou entidade. § 1o Nos primeiros 4 (quatro) anos de funcionamento, a guarda municipal poderá ser dirigida por profissio- nal estranho a seus quadros, preferencialmente com experiência ou formação na área de segurança ou de- fesa social, atendido o disposto no caput. § 2o Para ocupação dos cargos em todos os níveis da carreira da guarda municipal, deverá ser observado o percentual mínimo para o sexo feminino, definido em lei municipal. § 3o Deverá ser garantida a progressão funcional da carreira em todos os níveis. Art. 16. Aos guardas municipais é autorizado o porte de arma de fogo, conforme previsto em lei. Parágrafo único. Suspende-se o direito ao porte de arma de fogo em razão de restrição médica, decisão judicial ou justificativa da adoção da medida pelo respectivo dirigente. Art. 17. A Agência Nacional de Telecomunicações(Anatel) destinará linha telefônica de número 153 e faixa exclusiva de frequência de rádio aos Municípios que possuam guarda municipal. Art. 18. É assegurado ao guarda municipal o recolhimento à cela, isoladamente dos demais presos, quando sujeito à prisão antes de condenação definitiva. CAPÍTULO IX DAS VEDAÇÕES Art. 19. A estrutura hierárquica da guarda municipal não pode utilizar denominação idêntica à das forças militares, quanto aos postos e graduações, títulos, uniformes, distintivos e condecorações. CAPÍTULO X DA REPRESENTATIVIDADE Art. 20. É reconhecida a representatividade das guardas municipais no Conselho Nacional de Segurança Pública, no Conselho Nacional das Guardas Municipais e, no interesse dos Municípios, no Conselho Nacio- nal de Secretários e Gestores Municipais de Segurança Pública. CAPÍTULO XI DISPOSIÇÕES DIVERSAS E TRANSITÓRIAS Art. 21. As guardas municipais utilizarão uniforme e equipamentos padronizados, preferencialmente, na cor azul-marinho. Art. 22. Aplica-se esta Lei a todas as guardas municipais existentes na data de sua publicação, a cujas dis- posições devem adaptar-se no prazo de 2 (dois) anos. Parágrafo único. É assegurada a utilização de outras denominações consagradas pelo uso, como guarda civil, guarda civil municipal, guarda metropolitana e guarda civil metropolitana. Art. 23. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 8 de agosto de 2014; 193o da Independência e 126o da República.