Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Mycobacterium 
 -bacilos gram-positivos fraco > pois possuem um alto conteúdo de ácido micólico e 
 de lipídeos na sua parede celular que previnem a entrada dos corantes empregados 
 na técnica de coloração de Gram ou passam muito lentamente; Os lipídeos da 
 parede celular ligam-se à fucsina carbólica que não é removida pelo descorante 
 álcool-ácido usado no método de coloração de Ziehl-Neelsen (ZN); os que se coram 
 de vermelho por esse método, são ditos ácido-resistentes (BAAR) ou 
 ZN-positivos; 
 -bastonetes finos; 
 - forma de bastão; 
 -aeróbios estritos; 
 -Não capsulados; 
 - Catalase positivos; 
 -Lisozima resistente; 
 -Não produzem toxinas; 
 - não-formadores de esporos 
 - imóveis 
 -nenhuma micobactéria produz toxinas; 
 -acidorresistentes; 
 -podem possuir ramificações; crescimento filamentoso ou miceliar que se fragmenta 
 em bastonetes ou cocos em algum estágio do crescimento; 
 - contêm alto teor de guanina–citosina (GC) (cerca de 65%) em seus genomas; 
 - 243 sp e 24 subsp no gênero Mycobacterium spp; 
 -0,2-0,7 µm de diâmetro e 1,0 - 10 µm de comprimento; 
 -Parede Celular semelhante: Nocardia e Rhodococcus 
 -colônias de morfologia variável, porém geralmente são secas e enrugadas . 
 -Colônias de M. avium ssp. hominissuis geralmente apresentam formato de domo 
 e a maioria das cepas virulentas é transparente e lisa , as quais gradativamente se 
 transformam em opacas e rugosas, uma vez que a virulência pode se perder depois 
 de repetidas culturas; 
 - membrana citoplasmática (MC) > é responsável pelo transporte e seleção de 
 substâncias e pela síntese de pigmentos carotenóides e niacina , utilizados nos 
 testes de identificação fenotípica; Grânulos de polifosfato são utilizados em 
 atividades energéticas e multiplicação celular e ribossomos, que possuem enzimas 
 necessárias à biossíntese celular, entre elas a responsável pela redução do nitrato a 
 nitrito; 
 -Método de coloração de ZIEHL-NEELSEN: As micobactérias apresentam grande 
 quantidade de lipídeos em suas paredes celulares. Quando tratadas pelo corante 
 Fucsina Fenicada, coram-se de vermelho e persistem ao descoramento 
 subsequente por uma solução de Álcool-ácido forte (diferenciador); 
 Por esse motivo são conhecidas como Bacilos Álcool-Ácido Resistentes (BAAR). As 
 outras bactérias, que não possuem tais paredes celulares ricas em lipídeos, têm a 
 sua coloração pela Fucsina descorada pela solução de Álcool-ácido e coram-se em 
 azul pela coloração de fundo do Azul de Metileno (contra-corante) 
 * Fucsina 
 * Álcool (97%) e ácido clorídrico (3%) 
 * Lavagem com água 
 * Azul de Metileno 
 - BAAR – Bacilos álcool-ácido resistentes > devido a grande quantidade de 
 lipídios [ácido micólicos e outros lipídios {60% da parede celular} > tais respondem 
 por propriedades patogênicas e imunológicas 
 - micosídeos de superfície ( principalmente glicolipídios e peptídeoglicolipídios ) 
 > determinam as características das colônias, as especificidades sorológicas e as 
 suscetibilidades a bacteriófagos; 
 - ácidos micólicos são ligados à camada mais interna de peptidoglicanos por meio 
 de arabinogalactanos > complexados com polissacarídeos e peptídeos ; A 
 determinação do comprimento da cadeia de ácido micólico tem importância 
 diagnóstica na identificação do gênero e das espécies, pois apresentam cadeias 
 mais longas, contendo 60 a 90 átomos de carbono; 
 -Alguns ácidos micólicos se ligam fracamente ao dissacarídio trealose , sob as 
 formas de monomicolato de trealose (TMM) e de dimicolato de trealose (TDM) >> 
 TDM foi identificado como fator “corda”, componente das micobactérias que lhes 
 confere aparência característica semelhante a serpentina, verificada na cultura em 
 alguns meios líquidos; está associado a várias funções nos mecanismos 
 fisiopatogênicos, protegendo as micobactérias da morte fagocítica e contribuindo 
 para a lesão das células do hospedeiro dentro do granuloma; 
 -seu peptidoglicano apresenta uma estrutura incomum > pois estão ligados com 
 ácido N-glicolilmurânico ao invés de ácido Nacetilmurâmico ; o componente da 
 subunidade dipeptídio muramil tem uma mistura de 50% de moléculas N -acetiladas 
 e 50% de moléculas N- glicosiladas, que é diferente dos 100% de típicas moléculas 
 N -acetiladas da maioria das eubactérias > diretamente relacionada com a 
 capacidade desse componente de potencializar a resposta imune humoral e a 
 resposta imune celular (adjuvanticidade) ; 
 - têm membranas celulares típicas, compostas de dupla camada de lipídios, mas têm 
 um importante glicolipídio da parede celular ( lipoarabnomanano, LAM ) > envolvido 
 na patogênese da infecção causada por micobactérias ( fagocitose e inibição de 
 fusões de fagolisossomos) especialmente por M. tuberculosis, pois é recoberto por 
 resíduos de manose (ManLAM); 
 -Outros lipídios ( glicolipídios, fosfolipídios, sulfolipídios e gorduras ) também 
 podem ter alguma participação nesses processos; 
 -A arquitetura da parede celular é completada pela presença de purinas e de outras 
 proteínas , tais como aquelas transportadoras envolvidas na aquisição de nutrientes ; 
 Algumas são antigênicas e grande quantidade delas pode ser facilmente detectada 
 no fluido sobrenadante do caldo de cultura; “secretam” s uperóxido dismutase , 
 L- alanina desidrogenase e glutamato sintetase ; 
 -Importância dos Lipídios: 
 1. identificação das micobactérias; 
 2. responsável pela hidrofobicidade em meio líquido; 
 3. lento crescimento; 
 4. resistência aos ácidos, aos desinfetantes, aos Ac; 
 5. resistência à dessecação; 
 6. Fator corda da parede celular: crescimento colonial das bactérias virulentas; 
 causada pela TDM; 
 -Resistência ao ressecamento; 
 -Não resistentes ao calor ou irradiação UV; 
 -Crescimento lento ou muito lento; 
 -Tempo de geração lento: 15 - 20 h (ou + sp patogênicas) 
 -Colônias visíveis após 2 - 20 dias em temperatura ótima (depende da sp; ); 
 -Amplamente distribuídos no solo e água; 
 ● Algumas sp são: parasitas obrigatórios e patógenos de vertebrados , 
 outros são saprófitas de vida livre ( micobactérias atípicas; 
 ocasionalmente provocam doenças em animais ); outras oportunistas . 
 -maioria dessas bactérias é saprófita e vive no ambiente; 
 - Mycobacterium bovis, M. tuberculosis e M avium subsp. paratuberculosis têm 
 temperatura de incubação ótima de 37°C . 
 -As micobactérias pertencentes ao complexo da M. avium crescem em temperaturas 
 que variam de 37 a 43°C 
 ● podem ser divididas em dois grupos com base na taxa de crescimento: 
 1. Os produtores rápidos formam colônias visíveis em meio sólido, muitas 
 vezes dentro de sete dias; 
 2. os produtores lentos, por exemplo , MAC (Mycobacterium avium), 
 demoram mais para produzir colônias visíveis. 
 ● Características culturais: 
 -sp de micobactérias patogênicas: podem ser diferenciadas por seu aspecto colonial 
 em meios à base de ovo; 
 - a influência do glicerol e de piruvato de sódio nas taxas de crescimento é usada 
 para diferenciar espécies patogênicas; 
 - a suplementação do meio com micobactina é requerida para M. avium subsp. 
 paratuberculosis > é extraída de raros isolados de M. avium subsp. paratuberculosis 
 não-dependentes de micobactina e mantidos em laboratório. 
 ● Diferenciação bioquímica 
 -baseada em métodos-teste específicos; 
 -auxilia na identificaçãode M. tuberculosis, M. bovis e M. avium . 
 -Alguns isolados micobacterianos podem não ser classificados em determinadas 
 espécies pela diferenciação bioquímica já que o seu perfil nos testes bioquímicos é 
 difícil de interpretar; 
 ● Exige meios orgânicos complexos: 
 -possuem: Glicerol que favorece o crescimento de M. tuberculosis e M. avium; 
 Piruvato favorece o crescimento do M. bovis; Espécies mamíferas : 33° a 39°C– 
 colônias secas e aspecto rugoso (esfarelado); Aviária e outras : 25 a 45°C – 
 colônias côncavas. 
 1. Lowenstein-Jensen (ovos inteiros) - A base do meio é constituída por 
 ovos integrais, o que permite amplo crescimento das micobactérias, 
 por conta que essas bactérias exigem lipídeos; composição - Citrato de 
 magnésio 0,6g Sulfato de magnésio 0,24g Fosfato potassico 
 monobasico 2,4g Asparagina 3,6g glycerol 13g verde malachita 0,3g 
 ovos 667mL agua deionizada; POSSÍVEIS RESULTADOS > Cor 
 original do meio: verde claro; Cultura negativa: ausência de 
 crescimento de colônias. Cultura positiva para BAAR: Crescimento de 
 colônias amarelas, quando for confirmado BAAR no esfregaço em 
 lâmina. Cultura contaminada: crescimento de outras bactérias que não 
 micobactérias. Formação de corda: As espécies do complexo M. 
 tuberculosis apresentam a formação de corda, ou grumos aglomerados 
 lineares. Geralmente os bacilos apresentam-se em paliçada adquirindo 
 um aspecto de corda. Outras vezes apresentam-se como grumos 
 compactos assemelhando-se a um borrão de corantes. 
 2. Middlebrook 7H11 - contém compostos inorgânicos que fornecem sais 
 inorgânicos essenciais para estimular o crescimento, bem como 
 vitaminas e co-fatores necessários; com uma adição de digestão 
 pancreática de caseína para facilitar o crescimento de culturas 
 fastidiosas de M. tuberculosis ; Produção de pigmentos Branco, creme 
 ou amarelo-claro = Não cromogénio (NC) Amarelo-limão, amarelo, 
 cor-de-laranja, vermelho = Cromogénio (Ch) 
 3. Stonebrink-Lesslie - 
https://en.wikipedia.org/wiki/Pancreatic
https://en.wikipedia.org/wiki/Casein
https://en.wikipedia.org/wiki/M._tuberculosis
 -propriedade útil para a classificação das micobactérias é a presença de pigmentos 
 carotenóides em algumas espécies (“cromogênicas” vs. “não cromogênicas ”) e 
 a sua dependência à luz (“fotocromogênicas” vs. “escotocromogênicas ”); 
 fotocromogênicas: crescimento lento (mais de sete dias de incubação) saprófitas, 
 mas doença rara no homem e nos animais. 
 escotocromógenos: produzem o pigmento principalmente na ausência de luz; 
 crescimento lento onipresente saprofíticos… 
 acromogênicos: produzem pouco ou nenhum pigmento amarelo-laranja, 
 independentemente da presença ou ausência de luz. 
 -Algumas sp produzem pigmentos: colônias geralmente róseas, laranjas ou 
 amarelas, especialmente quando expostas à luz; 
 -Pigmento não é difuso; superfície grosseira e rugosa; algumas espécies de difícil 
 crescimento; 
 -Há sp não são cultiváveis em meios de cultura ( M. leprae que infecta tatus > 
 crescimento muito lento ); 
 -Exigem manipulação sob cabinas de segurança (prevenir a disseminação de 
 patógenos ao homem); 
 -Uso de calor para a esterilização; 
 -as micobactérias são resistentes aos desinfetantes químicos e a 
 influências/estresses ambientais > isto por conta dos ácidos micólicos; 
 ● Relação com o hospedeiro: 
 1. Parasita obrigatório ( M. leprae e M. lepraemurium ). 
 2. Parasita intracelular facultativo : Maioria das micobactérias 
 patogênicas - Principais células que infectam são os macrófagos; Sp 
 parasitas (M): M. avium, M. bovis, M. tuberculosis, M. fortuitum, M. 
 marinum, M. ulcerans, M. kansasii, M. intracellulare, M. 
 scrofulaceum; 
 3. Parasita saprófito - a maioria das espécies; M. phlei, M. smegmatis, 
 M. butyricum, M. gordonae ; 
 - ESPÉCIES IMPORTANTES: 
 ➔ M. tuberculosis : homem, psitacídeos, bovinos e suínos. 
 ➔ M. bovis: bovinos, suínos, felinos, equinos, primatas, humanos, caninos, 
 ovinos e caprinos. 
 ➔ M. avium : aves, suínos, equinos, bovinos e homem. 
 ➔ M. avium subsp. paratuberculosis : doença de Johne (bovinos, ovinos, 
 caprinos, ruminantes silvestres, coelhos e o homem); 
 ➔ M. lepraemurium: lepra felina e lesões cutâneas dos felinos. 
 ➔ M. caprae : TB em caprinos, ovinos, bovinos, suínos e homem. 
 -As principais espécies de Mycobacterium patogênicas que afetam animais 
 domésticos exibem um grau considerável de especificidade quanto ao hospedeiro, 
 embora possam produzir doença esporádica em vários outros hospedeiros; 
 -Fontes de micobactérias patogênicas: 
 ➔ Animais infectados ou animais silvestres (hospedeiro de manutenção 1 /ex. o 
 texugo na Europa, o gambá cauda-de-escova na Nova Zelândia, e o búfalo 
 do Cabo e outros ruminantes na África. Veados, tanto selvagens quanto de 
 propriedades, são particularmente suscetíveis e podem agir como 
 reservatórios ); 
 ➔ M. bovis: secreções respiratórias (aerossóis gerados por animais infectados), 
 fezes, leite contaminado ( provável via de transmissão para suínos e gatos ), 
 urina, semêm; 
 ➔ M. avium subsp. avium and M. avium subsp. paratuberculosis: fezes 
 contaminadas; 
 ➔ M. tuberculosis: principalmente por secreções respiratórias. 
 -Viabilidade: 
 ➔ Até uma 1h em suspensão no ar (ao abrigo da luz solar direta); 
 ➔ Até 2 anos em estábulos, pastos e esterco; 
 ➔ Até um 1 ano na água; 
 ➔ Até 10 meses nos produtos de origem animal; 
 1 aquele que mantém o agente por longo tempo. 
 Várias sorovares de M. avium avium são conhecidos, mas somente os tipos 1, 2 e 3 
 são patogênicos para pássaros; 
 M. bovis pode sobreviver na pastagem por ≥ 2 meses, M. avium sobrevive no solo 
 por ≥ 4 anos. 
 -coletivamente referidos como o complexo M. tuberculosis porque esses 
 organismos causam tuberculose, uma doença caracterizada pela formação de 
 tubérculos e necrose caseosa nos tecidos: Mycobacterium tuberculosis , M. 
 africanum , M. bovis , M. bovis BCG , M. microti , M. caprae e M. pinnipedii ; 
https://www.sciencedirect.com/topics/nursing-and-health-professions/tuberculosis
https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/microtus
https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/capra
 Lepra cutânea em um gato doméstico de pêlo curto, mostrando numerosas lesões 
 perioculares 
 ❖ TUBERCULOSE 
 -doença infecciosa e contagiosa de evolução crônica, caracterizada por lesões de 
 aspecto nodular, localizada principalmente em linfonodos e pulmões, causada por 
 diferentes sp de Mycobacterium, que acomete diversos animais podendo afetar o 
 homem. 
 -manifesta-se não somente na forma clássica de tuberculose intestinal ou 
 escrofulose (transmitida por alimentos), mas, principalmente, na forma pulmonar 
 (transmitida por aerossóis). 
 -Principais agentes Complexo M. tuberculosis: M. tuberculosis, M. africanum, M. 
 canettii, M. bovis, M. pinnipedii, M. caprae , M. microti; 
 -Complexo M. avium inclui: M. avium avium, M. avium hominissuis, M. avium 
 paratuberculosis, M. intracellulare; 
 -Importância social: 
 ● Mundo: Doença infecciosa que + mata em todo o mundo; Principal causa de 
 morte entre pessoas vivendo com HIV (PVHIV); 2018: no mundo 10,0 milhões 
 de pessoas adoeceram; 1,5 milhão morreram devido à TB; 251 mil 
 coinfectadas com TB/HIV. 
 ● Brasil: 3° lugar nasAméricas; 200 casos por dia; 73.864 mil casos novos 
 (2019); 4.490 mortes; Em tempos de pandemia do novo coronavírus, a 
 tuberculose, se não for tratada adequadamente, pode ser uma causa de 
 agravamento de um quadro de infecção pela covid-19 > Apesar de ter cura, é 
 justamente o abandono do tratamento o principal motivo para a tuberculose 
 ainda continuar causando mortes no país. 
 ● Importância econômica: Queda de produtividade; Descarte precoce; morte 
 de animais; condenação de carcaças; Perda da credibilidade da unidade de 
 criação; Custo/tempo de tratamento; queda no ganho de peso; diminuição na 
 produção de leite; 
 https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/brasil-registra-200-casos-det 
 uberculose-por . 
 ❖ TUBERCULOSE ANIMAL 
 -Epidemiologia: 
 1. Distribuição mundial; 
 2. Maior prevalência em países em desenvolvimento - Os índices de casos 
 variam amplamente por país, idade, raça, sexo e status socioeconômico; Em 
 2016, 64% dos novos casos ocorreram em 7 países; a maioria ocorreu na 
 Índia, mas também na Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria e África 
 do Sul; Alguns países, incluindo a Coreia do Norte, Lesoto, Moçambique, 
 Filipinas e África do Sul, tiveram taxas de incidência; A taxa de infecção e 
 mortalidade está caindo; Novos casos diminuíram 1,5% em 2014 e 2015, 
 ampliando uma tendência que vem ocorrendo há vários anos - em parte por 
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/brasil-registra-200-casos-detuberculose-por
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/brasil-registra-200-casos-detuberculose-por
 causa dos esforços globais de controle da TB que forneceram a mais pessoas 
 acesso a fármacos contra infecções por TB e HIV; Nos EUA, a taxa caiu de 
 1994 a 2014. Em 2016, 9.287 novos casos foram notificados ao CDC que 
 representaram uma taxa de 2,9/100.000, o que foi um ligeiro decréscimo em 
 relação a 2015 > Mais da metade desses casos ocorreu em pacientes 
 nascidos fora dos EUA em áreas de alta prevalência; O risco de infecção para 
 pessoas que moram em instalações comunitárias, como abrigos, instituições 
 de longa permanência ou estabelecimentos correcionais, bem como para os 
 sem-teto, aumentou no último ano. Em tais populações de alto risco, a 
 incidência de casos pode ficar próxima à de regiões do mundo de alto risco; 
 Houve um ressurgimento da tuberculose em regiões dos EUA e em outros 
 países desenvolvidos entre 1985 e 1992 > associado a vários fatores, 
 incluindo HIV pessoas sem-teto, deterioração da infraestrutura da saúde 
 pública e o surgimento da tuberculose mutlirresistente (TB-RMF); Embora 
 substancialmente controlada nos EUA pela saúde pública e por medidas 
 institucionais de controle de infecção eficazes, o problema da TB-RMF, 
 incluindo a tuberculose extensivamente fármaco-resistente, parece estar 
 aumentando no mundo, alimentado por recursos inadequados, incluindo 
 sistemas de fornecimento de tratamento e diagnóstico; 
 3. Erradicada ou em erradicação em alguns países desenvolvidos; 
 4. Brasil: Prevalência de rebanhos reagentes: 7,1%; Prevalência de animais 
 reagentes: 1,3% 
 - TB bovina: causada por M. bovis; Transmissão: de animais para seres humanos 
 ( normalmente pela inalação de aerossóis ou pela ingestão de leite não 
 pasteurizado ) e outros animais; bovinos são os principais hospedeiros, mas outros 
 animais domésticos e mamíferos silvestres podem ser infectados ( ovelhas, cabras, 
 cavalos, porcos, cachorros, furões, camelos, lhamas, muitas espécies de 
 ruminantes silvestres incluindo cervos e alces; elefantes, rinocerontes, 
 raposas, coiotes, mustelídeos, primatas, gambás, lontras, focas, leões 
 marinhos, lebres, guaxinins, urso, javalis, grandes felinos (incluindo leões, 
 tigres, leopardos, guepardos e linces) e várias espécies de roedores; Pouco se 
 sabe sobre a suscetibilidade de pássaros ao M. bovis, embora eles geralmente 
 sejam considerados resistentes; Recentemente infecções experimentais foram 
 relatadas em pombos após inoculação intratraqueal e em urubus após 
 inoculação intraperitoneal. Algumas espécies de aves, incluindo patos 
 silvestres, parecem ser resistentes a infecções ); 
 todos os vertebrados de sangue quente (exceto as aves); 
 -M. avium → pode afetar todas as espécies de aves, assim como suínos e 
 humanos; 
 -Bovinos e bubalinos → não desenvolvem tuberculose pelo M. avium (contudo, 
 dificulta o diagnóstico); 
 -M. tuberculosis → afeta principalmente os humanos, mas também: cães, gatos, 
 bovinos (doença autolimitante ) e suínos; 
 -Equinos: são raramente infectados; a infecção por M. avium ssp. hominissuis é 
 mais frequente que por M. bovis. Em geral, a porta de entrada da infecção é o trato 
 alimentar, com complexos primários relacionados com a faringe e o intestino; 
 possível notar lesões localizadas secundárias no pulmão, no fígado, no baço e em 
 membranas serosas, região faríngea e mesentérica; As lesões de vértebra cervical 
 podem ser decorrentes de periostite hipertrófica inespecífica secundária; 
 As lesões macroscópicas são semelhantes a tumor (neoplasias) : não apresentam 
 material caseoso (raro necrose caseosa) e calcificação macroscópica e contêm 
 poucos linfócitos; Observa -se proliferação de fibroblastos, mas geralmente não há 
 encapsulação firme; 
 -Ovinos (raro) e caprinos → são suscetíveis a M. bovis e, talvez um pouco menos 
 suscetíveis a M. avium ssp. hominissuis; resistentes à infecção progressiva causada 
 por M. tuberculosis; pulmonar; A doença é progressiva só nos jovens; 
 -Suínos → podem ser infectados por via alimentar; apenas M. bovis causa doença 
 progressiva com as lesões clássicas > as + frequentes são nos linfonodos da 
 cabeça, pescoço e abdômen ; infecções causadas por M. tuberculosis não 
 progridem além dos linfonodos regionais; infecção por M. avium ssp. hominissuis , 
 predominante em vários países, pode disseminar-se a vísceras, ossos e meninges; 
 As lesões não apresentam tubérculos organizados, mas contêm material 
 granulomatoso; Pode haver quantidade abundante de bactérias. 
 -Cães e gatos → são facilmente infectados por M. bovis , mas raramente por M. 
 avium ssp; cães também são suscetíveis a M. tuberculosis ; A localização intestinal e 
 abdominal da infecção é mais comum em gatos que em cães , sugerindo que a via 
 de exposição provavelmente seja o trato alimentar > altamente suscetíveis ao M. 
 bovis, (pela ingestão de leite "in natura" de vacas tuberculosas ou comendo carne 
 contaminada); Lesão primária: órgãos abdominais e secundariamente no pulmão, 
 muito semelhante ao linfossarcoma felino (neoplasia); 
 Lesões cutâneas ulcerativas são mais comuns em gatos que em outros hospedeiros, 
 bem como o envolvimento ocular, com coroidite tuberculosa que ocasiona cegueira; 
 As lesões, especialmente em cães, frequentemente parecem mais uma reação 
 induzida por corpo estranho que um tubérculo, uma vez que podem não apresentar 
 células gigantes e células epitelióides típicas, tampouco material caseoso, 
 calcificação e liquefação; Geralmente o curso da doença é progressivo; 
 ● Fontes de infecção e Vias de transmissão: 
 -Animais podem se contaminar por meio de:Animais doentes ou infectados, 
 (raramente o homem); 
 -Homem pode se contaminar por meio de: Animais doentes ou infectados: Através 
 do leite cru (normalmente tuberculose intestinal); Aquisição de doença profissional 
 (tratadores de animais, magarefes, veterinários [normalmente tuberculose pulmonar]; 
 Contato próximo com humanos infectados (secreções respiratórias); 
 ● Transmissão da Tuberculose 
 -De um animal infectado para outro animal sadio: 
 Vias mais comuns: 
 1. Aerossóis da respiração 
 2. corrimento nasal (orofaringe;) 
 3. Leite cru; 
 Vias menos comuns: 
 1. Fezes; 
 2. Urina; 
 3. Secreções vaginais/uterinas; 
 4. Sêmen; 
 -De um animal doente para o homem: 
 1. Aerossóis da respiração; 
 2. Leite cru; 
 3. Carne crua ou mal-cozida 
 -De um animal sem sintomas para outro animal: Animal recém infectado já pode 
 transmitir, mesmo sem lesões ou outros sinais de sua presença, a infecção para 
 outros animais; 
 Geralmente, animais + velhos têm mais chance de terem a doença mais adiantada e, 
 assim, serem a principal fonte de infecção para os mais jovens ; 
 ● TUBERCULOSE BOVINA 
 -doença bacteriana crônica que acomete ocasionalmente outras espécies de 
 mamíferos; 
 -zoonose; 
 -infecção por Mycobacterium bovis; 
 - Introdução da doença no rebanho: 
 1. Aquisição de animais infectados; 
 2. Participação em eventos; 
 3. Proximidade de outro rebanho positivo. 
 4. Micobactérias invadem o gado: trato respiratório (90-95%) e via oral (5-10%). 
 5. Infecção congênita nos fetos bovinos pode ocorrer a partir da mãe infectada 
 ( evento raro ); 
 6. Bezerros jovens são infectados pela ingestão de leite contaminado; 
 -TB humana causada pelo M. bovis tem caído acentuadamente com a pasteurização 
 do leite; 
 -Caracterizam-se pelo desenvolvimento progressivo de lesões nodulare s 
 denominadas tubérculos, que podem localizar-se em qualquer órgão ou tecido; 
 -generalização da infecção pode assumir duas formas: 
 1. miliar - quando ocorre de maneira abrupta e maciça, com entrada de um 
 grande número de bacilos na circulação; 
 2. protraída - mais comum, que se dá por via linfática ou sanguínea, 
 acometendo o próprio pulmão, linfonodos, fígado, baço, úbere, ossos, rins, 
 sistema nervoso central, disseminando-se por, praticamente, todos os tecidos; 
 -O animal poderá não sofrer generalização precoce, ou sofrê-la e não morrer, não 
 curar, ou se curar clinicamente e mais tarde tiver reabertura de focos por baixas de 
 resistência (fome, doenças intercorrentes, gestações e lactações continuadas, 
 tratamento por corticóides, descalcificação etc). 
 -Poderá apresentar reativação da doença por infecção endógena, ou poderá ainda 
 sofrer nova infecção exógena; 
 -Lesões de tuberculose podem ser: 
 1. miliar aguda 2 ; 
 2. nodulares 
 3. tuberculose crônica dos órgãos - normalmente limitada aos pulmões, 
 linfonodos pulmonares e linfonodos craniais. 
 -Em casos avançados, a dispnéia pode ser aparente, devido a extensas lesões 
 pulmonares que levam ao enfraquecimento das funções respiratórias , ou em 
 decorrência do aumento dos linfonodos bronquiais , que causam a obstrução das 
 vias aéreas; 
 -O comprometimento dos pulmões, leva também a uma tosse crônica , devido à 
 broncopneumonia, esta tosse ocorre vez ou outra e é deprimida, entrecortada e 
 produtiva; 
 -Pode ocorrer corrimento nasal seroso ou purulento, taquipneia e hiperpneia ; 
 -Raramente podem ser auscultadas áreas de vazio pulmonar, correspondente a 
 maciez percussora e às vezes ruídos de roce pleural, crepitações e sibilos. 
 -Em casos avançados de tuberculose pulmonar pode ocorrer hemoptise e a 
 respiração pode ficar profunda > Nestes casos os bovinos podem apresentar 
 emagrecimento progressivo, anorexia, febre e debilidade. 
 - linfonodos mesentéricos aumentados de volume podem provocar obstruções 
 intestinais , e o aumento dos linfonodos retrofaríngeos pode levar a disfagia, 
 estridores e salivação. 
 -ocorrência de diarréia é rara , e quando presente, resulta de ulceras tuberculosas no 
 intestino delgado 
 -Em infecções tuberculosas na glândula mamária , o achado característico é um 
 endurecimento e hipertrofia acentuada que envolve primeiro a parte superior do 
 úbere nos quartos posteriores. 
 -No início o leite não apresenta anormalidades macroscópicas, mas com o avanço 
 da doença, aparecem flocos muito finos que se depositam quando o leite está em 
 repouso, deixando-o com aspecto claro de coloração âmbar; 
 2 determinadas lesões que têm o tamanho de um pequeno milho. 
 - Em bovinos, as lesões de tuberculose causada pelo tipo aviária são comumente 
 encontradas nos linfonodos mesentéricos ; 
 -TB em pequenos ruminantes é rara. 
 -Suínos: pode ser causada pelos tipos bovina e aviária. 
 -Superinfecção é específica em bovinos. 
 -Zebuínos são mais resistentes que os taurinos e bubalinos (há cura natural de 
 muitos infectados e os efeitos da doença nos zebuínos são bem menos graves????); 
 - Cães das raças Fox Terrier e Irish Setter são mais frequentemente infectados que 
 cães das raças Dachshund e Doberman Pinscher; 
 Terrier e Doberman 
 -M. tuberculosis é a principal causa da tuberculose em humanos e pode infectar 
 bovinos, mas não causa doença progressiva nessa espécie, todavia pode 
 sensibilizá-los ao teste tuberculínico ; 
 -M. tuberculosis é menos patogênico para o bovino, e quando a doença ocorre, tem 
 caráter auto-limitante. 
 -Não há relatos de transmissão deste microrganismo entre bovinos ou de bovinos 
 para humanos; 
 -Bovinos leiteiros possuem uma taxa de infecção maior que os bovinos de corte > 
 em decorrência de confinamento mais estreito e estresse causado por maior 
 produtividade, em vacas leiteiras 
 ➢ Patogenia 
 -ruminantes são infectados por M. bovis geralmente pela via respiratória e, 
 ocasionalmente, pela ingestão dos bacilos 
 -Após atingir o alvéolo pulmonar, o bacilo é fagocitado por macrófagos e seu 
 desenvolvimento, ou não, no hospedeiro depende da infectividade do 
 microorganismo, da carga infectante e da resistência oferecida pelo organismo 
 invadido. 
 -Se não forem eliminados os bacilos se multiplicam no interior dos macrófagos até 
 destruí-los. 
 -Esses bacilos que saem dos macrófagos rompidos, são fagocitados por outros 
 macrófagos alveolares ou por monócitos vindos da corrente circulatória. 
 -Por volta de duas a três semanas após a inalação do agente infeccioso, para a 
 multiplicação do mesmo e ocorre resposta imune celular com reação de 
 hipersensibilidade tardia, com necrose de caseificação para conter o crescimento 
 intracelular das micobactérias > Esse processo envolve a mediação por linfócitos T, 
 com migração de novas células de defesa ao local da infecção, que levarão à 
 formação dos granulomas da tuberculose. 
 -Essas lesões são constituídas por uma parte central, às vezes com área de necrose 
 de caseificação, envolvida por células epitelióides, células gigantes, linfócitos, 
 macrófagos e uma camada de fibroblastos na superfície; 
 -Os bacilos da lesão da tuberculose no parênquima pulmonar, propagam-se para os 
 linfonodos regionais, nos quais desencadeiam a formação de novo granuloma e 
 assim formam o complexo primário; 
 -Nos pulmões, as lesões se iniciam na junção dos bronquíolos com os alvéolos, e se 
 disseminam para linfonodos e brônquios, podendo regredir,continuarem 
 estabilizadas ou progredir. A disseminação para outros órgãos pode ocorrer durante 
 o desenvolvimento da doença mais tardiamente, em função de uma queda na 
 imunidade do animal. 
 -Quando generalizada, a tuberculose bovina pode se apresentar sob duas formas: 
 1. miliar (quando acontece de forma abrupta e maciça, com entrada de um 
 grande número de bacilos na circulação); 
 2. protraída, que é a mais comum (a disseminação se dá por via linfática ou 
 sanguínea, acometendo o pulmão, linfonodos, fígado, baço, úbere, ossos, 
 rins, sistema nervoso central e dissemina-se por quase todos os tecidos. 
 ➢ Diagnóstico clínico e laboratorial 
 -Doença normalmente tem caráter crônico raramente se tornando aparente até que 
 tenha alcançado um estado avançado; 
 -é mais difícil diagnosticar porque a tuberculose tem um padrão crônico, ou seja, o 
 animal não demonstra que tem a doença tão rápido (ao contrário se ela fosse 
 aguda), então ela não surge rapidamente > por conta de sua parede, por conta da 
 bactéria; então ela precisa causar uma resposta bem exacerbada e letal pra 
 perceber (por conta de seus lipídeos) diferente da pneumonia, que é aguda > mata 
 mais rapido; por isso é mais letal; pode ter vários agentes; se replicam mais rápido; 
 curva q entra logo na fase de log, por isso é uma infecção aguda; 
 além disso, a patogênese da doença pode variar dentro de uma espécie, bem como, 
 entre espécies, resultando em diferentes vias de excreção e os padrões de 
 transmissão; Períodos de incubação mais prolongados, de até vários anos em 
 algumas espécies, indicam que os animais aparentemente saudáveis podem 
 transportar e excretar micobactérias patogênicas; Além disso, as micobactérias 
 podem ser eliminadas apenas intermitentemente por animais infectados, o que limita 
 a sensibilidade dos testes baseados na detecção de M. bovis nas excreções em um 
 único momento; 
 -diagnostico clínico da tuberculose é difícil devido ao fato de que os sinais 
 respiratórios, o emagrecimento e o aumento de tamanho de alguns linfonodos 
 ocorrem em casos avançados da enfermidade e podem ser confundidos com outras 
 doenças, por outro lado, um animal pode estar infectado, com um foco localizado e 
 apresentar-se aparentemente sadio > Alguns animais infectados parecem estar em 
 perfeitas condições de sanidade sem evidências de infecção até que sejam 
 abatidos ; 
 -Aspecto clínico: emagrecimento progressivo, tosse, aumento de volume dos 
 linfonodos, dispneia e diarreia intercalados com constipação, podendo ser afetados 
 qualquer órgão do corpo. 
 1. Histopatologia - consiste na análise de lesões suspeitas de tuberculose, 
 colhidas em carcaças submetidas à inspeção post mortem ( Exame após a 
 morte do anima l); são exames práticos, rápidos e de baixo custo, e 
 aumentam a sensibilidade de diagnóstico quando esta é realizada em 
 conjunto com a cultura, sendo um importante meio de diagnóstico a ser 
 aplicado principalmente em regiões de alta prevalência da doença: apenas 
 presuntivo, necessita confirmação por bacteriologia ; técnica indireta de 
 diagnóstico presuntivo de tuberculose que permite a verificação da presença 
 de granuloma, o que é considerado sugestivo da enfermidade, ou direta, 
 quando sob coloração especial de Ziehl-Neelsen, é pesquisada a presença 
 de bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR); 
 Depende dos critérios de inspeção (de carcaça e sítios); 
 Depende de coleta adequada pares de linfonodos (pelo menos seis): Cabeça 
 – mandibulares, parotídeos e retrofaríngeo; Tórax – mediastínicos e 
 bronquiais; Abdômen – mesentérios; Carcaça – pré-escapulares, ilíacos, 
 isqueáticos, sacral, inguinal superior 
 Amostras de órgãos acometidos: Pulmão, fígado; Intestinos; Baço; Rim; 
 Úbere; Órgãos genitais. 
 2. Baciloscopia (Exame Microscópico) - é a pesquisa de bacilos álcool-ácido 
 resistentes - BAAR em esfregaços da amostra, preparados e corados com 
 metodologia padronizada. em meios de cultivo específicos para 
 micobactérias; considerada o procedimento + rápido e fácil; 
 também utilizada quando se deseja confirmar a presença de BAAR no 
 crescimento de culturas em meio sólido; 
 É menos sensível que a cultura exige nos espécimes de origem pulmonar em 
 torno de 5.000 a 10.000 bacilos/ml da amostra; 
 Corantes fluorescentes: Auramina, Rodamina + Microscopia de fluorescência: 
 ↑ detecção e visualização; 
 3. Cultivo (Exame bacteriológico): Para primo isolamento de M. bovis: método 
 tradicional de descontaminação de Petroff > pois para o isolamento de 
 micobactérias, é necessário que o material clínico seja tratado para eliminar a 
 flora associada contaminante. Este processo ocorre fundamentalmente pela 
 utilização de determinadas concentrações de álcalis ou ácidos, que além de 
 cumprirem esta função, fluidificam a amostra, não interferindo diretamente 
 sobre a viabilidade das micobactérias, visto que estes microrganismos 
 apresentam resistência significativa às substâncias mencionadas; utiliza 
 hidróxido de sódio como elemento de descontaminação e digestão. 
 e semeadura em meios a base de ovo, como Stonebrink (contendo piruvato 
 de sódio e não glicerina); só consigo ver o crescimento após três a cinco 
 semanas de incubação a 37º C; Isolamento de M. bovis pode demorar até 
 mais de 12 semanas (podendo chegar a 90 dias); Identificação da cepa 
 isolada por métodos bioquímicos é demorada e utilização de sondas de DNA 
 pode facilitar > é um pequeno pedaço de DNA que é projetada para ter uma 
 sequência complementar a sequência particular do DNA na amostra. Isto 
 permite que a sonda hibride ou se ligue a um fragmento de DNA específico na 
 membrana. 
 4. Exame com o animal vivo: 
 ➢ Exame clínico: Palpação dos linfonodos; auscultação dos pulmões, 
 etc. 
 ➢ Testes tuberculínicos: Resposta de hipersensibilidade tardia 
 mediada por LT sensibilizados em indivíduos previamente expostos ao 
 bacilo tuberculoso; Consiste num infiltrado de células mononucleares 
 no local da aplicação, com formação de edema mais ou menos 
 pronunciado em no máximo 72 horas; 
 consiste na aplicação intradérmica de tuberculina (tuberculina 
 purificada derivada de proteína - PPD), que é um extrato, livre de 
 células, de proteínas e peptídeos liberados por M. tuberculosis no meio 
 de cultura; Essa inoculação intradérmica em indivíduos infectados 
 resulta em tumefação caracterizada por uma área endurecida 48 a 72 
 horas após a aplicação ( reação de hipersensibilidade retardada ); 
 Em bovinos, uma dose de 0,2 a 0,3 mg de PPD bovina (PPD de M. 
 bovis) é aplicada por via intradérmica na pele da região caudal, vulvar 
 ou anal ou, em algumas situações, na pele do pescoço. Nos casos 
 positivos, a tumefação (> 5 mm) se desenvolve dentro de 72 horas. 
 Embora a tuberculina não possa induzir uma condição de 
 hipersensibilidade, pode dessensibilizar os animais durante semanas 
 ou meses. Um teste positivo implica infecção no passado ou no 
 presente, exigindo que o animal reagente seja abatido e submetido à 
 necropsia . Ocorrem reações falso -positivas, as quais são explicadas 
 pela hipersensibilidade às bactérias não tuberculosas (p. ex., M. 
 avium) e aos microrganismosaparentados, como aqueles da família 
 Nocardiae; O uso simultâneo de “tuberculina” aviária (PPD de M. 
 avium) frequentemente auxilia a decidir, por meio de avaliação 
 comparativa do tamanho das duas reações, se a sensibilidade se deve 
 a M. bovis ou a outra micobactéria ; 
 O resultado falso -negativo é comum em animais muito recentemente 
 infectados e nos casos avançados, nos quais se desenvolve anergia 
 (ausência de reatividade) em razão do excesso de antígeno ou da 
 imunossupressão; 
 Fatores inespecíficos, como desnutrição, estresse e parição iminente 
 ou recente são outras causas de anergia; 
 “Tuberculinas” de especificidade apropriada são utilizadas em suínos e 
 aves domésticas. Nos suínos, a injeção é na orelha, e em aves, na 
 barbela; A confiabilidade dos testes de tuberculina em equinos, ovinos, 
 caprinos, cães e gatos não foi definida; Praticidade, sensibilidade e 
 baixo custo do teste cutâneo o definem como o teste de triagem ante 
 mortem mais efetivo em ruminantes; 
 Preparações de tuberculinas: PPD (purified protein 
 derivate/Derivado Protéico Purificado), é um derivado do 
 crescimento de bacilo em meio líquido, ajustando-se o conteúdo de 
 Nitrogênio protéico, conforme os padrões internacionais. PPD Bovino, 
 preparado com uma amostra de Mycobacterium bovis AN5. PPD 
 Aviário, preparado com uma amostra de Mycobacterium avium D4; 
 Sensibilidade e especificidade do teste: Não há consenso entre os 
 estudiosos, variando de: 
 *Sensibilidade: 75 a 99 %; 
 *Especificidade: 75,5 a 99,9 %; 
 Variações causadas por: 
 *Presença de outras micobactérias infectantes nos animais: M. 
 kansasii, M avium, M tuberculosis, M avium paratuberculosis, ou outras 
 que compartilham antígenos com M. bovis. 
 *Dosagem de tuberculina utilizada; 
 *diferentes potências do PPD ou tuberculina, etc; 
 *Intervalo após infecção; 
 *Tipo de teste, simples (caudal ou cervical) ou comparativo ; 
 *Presença de animais anérgicos; 
 Teste da prega caudal (TPC) - teste único intradérmico (prega da cauda), 0,1 
 mL de PPD bovino é injetado intradermicamente na prega caudal do rabo (6 a 
 10 cm de distância da base da cauda) > na junção da pele pilosa e da pele 
 glabra, após limpeza do local ; 
 Teste de triagem apenas em estabelecimento de pecuária de corte; 
 o local da injeção é examinado/leitura é feita 72 horas após ± 6 horas; 
 Interpretação: avaliação visual e palpação; 
 Animal reagente : qualquer aumento na prega inoculada. 
 Não reagente: ausência de qualquer reação no local da aplicação, 
 caracterizada por um aumento de volume endurecido ou edematoso; 
 detecta a resposta imune celular dos animais à infecção por M. bovis; 
 tem pouca sensibilidade e inespecificidade, ou seja, não detecta casos de 
 sensibilidade mínima, como os ocorridos nos estádios iniciais e finais da 
 doença em animais idosos e em fêmeas recém-paridas, e não diferencia as 
 reações paralérgicas ou inespecíficas causadas por bactérias atípicas; 
 Teste cervical simples (TCS): consiste na inoculação, intradérmica, de 0,1 
 ml de tuberculina PPD bovina, em local previamente depilado da região 
 cervical do animal ( Local de inoculação é no terço médio da tábua do 
 pescoço; região da espinha da escápula; (prévia tricotomia dos pelos – área 
 de 3 cm2 e mede-se a espessura da derme com um cutímetro de pressão) . 
 Ele requer, antes da aplicação da tuberculina, a medição da espessura da 
 dobra da pele do local da inoculação com cutímetro de pressão; 
 Sua leitura é realizada antes da aplicação e 48 a 72 ± 6 horas após a 
 aplicação da tuberculina, sendo a interpretação do resultado baseado nas 
 características da reação, podendo ser negativa, inconclusiva ou positiva; Os 
 animais com reação inconclusiva devem ser submetidos a testes 
 confirmatórios, 60 a 90 dias após, pelo Teste Cervical Comparativo. 
 Recomenda-se o TCS, como teste de rotina/triagem, em sistemas de 
 produção de gado de leite ou de corte, devendo ser realizado somente com o 
 objetivo de rastreamento da doença; 
 Teste cervical comparativo (TCC): é realizado com a utilização de dois tipos 
 de tuberculina , ou seja, a aviária (TA) e a bovina (TB ). Ambas as 
 tuberculinas são inoculadas na dose de 0,1 ml, em locais diferentes e 
 previamente depilados, no terço médio da tábua do pescoço do animal ou na 
 região da espinha da escápula ; Os locais de inoculação devem ser distantes, 
 cerca de 15 a 20 cm de distância, um do outro, em posição cranial e caudal, 
 sendo o primeiro reservado para a TA e o segundo para a TB; Antes e após 
 72 horas da aplicação das tuberculinas, mede-se a espessura da dobra da 
 pele, de ambos os locais de inoculação, com auxílio de um cutímetro; 
 Na sua leitura considera-se a diferença da subtração do resultado da 
 segunda medida (72 horas após a inoculação), com o resultado da primeira 
 medida (antes da inoculação); Como nos bubalinos as reações mostram-se 
 mais acentuadas e perduram por mais tempo que nos bovinos, a 
 interpretação do teste não deve ser a mesma para ambas as espécies. 
 Qualquer reação que se mostrar quente, dolorosa, com exsudato ou 
 necrosada deve ser considerada positiva. 
 Teste confirmatório permitido em estabelecimento de pecuária de leite ou 
 corte; 
 Teste de diagnóstico para rebanhos com ocorrência de reações 
 inespecíficas; 
 OBS: 
 ● Os testes alérgicos de tuberculinização intradérmica devem ser efetuados 
 somente em animais com ≥ a seis semanas; 
 ● não deve ser efetuado novo teste antes de 60 dias (falsos negativos), A 
 aplicação indevida da tuberculina pode interferir no resultado do teste. 
 ● Animais tuberculinizados apresentam sua capacidade de responder a novos 
 testes diminuída (dessensibilização) 
 ● não deve ser realizada no intervalo de 15 dias antes do parto e até 15 dias 
 após o parto (hipossensibilidade ocorre neste período); Testes: 60 a 90 dias 
 após o parto, obedecendo a um intervalo mínimo de 60 dias entre os testes; 
 ● Uso de anti-histamínicos, atropina e ergotina, dexametasona interferem no 
 teste; 
 ● Animais idosos, caquéticos e com lesões avançadas, e com infecção recente 
 até seis semanas podem estar anérgicos. 
 5. Outras provas de identificação: 
 ● Testes com gamainterferona - se baseiam na liberação de 
 gamainterferona do sangue total de animais infectados quando 
 misturado com antígenos de micobactérias (p. ex., PPD), como 
 resultado da ativação da resposta imune mediada por célula; estudos 
 sugerem que a adição de citocinas às análises, como interleucina 1b, 
 pode, também, aumentar a sensibilidade do teste; faz-se dosagem da 
 citocina (interferon-gama) em amostras de sangue de animais 
 infectados, após a prévia estimulação dos linfócitos com PPD bovino e 
 aviário; Testes com base no sangue, desenvolvidos para uso em 
 conjunto com teste da tuberculina; 
 ● ELISA para detecção de anticorpos circulantes 
 ● Métodos de amplificação genética: reação em cadeia da polimerase 
 (PCR); 
 ➢ Prejuízos que a doença causa nos animais 
 -Perda de peso; 
 -Atraso na primeira lactação; 
 -Menor número de lactações; 
 -Menor duração da lactação; 
 -Perdas econômicas pelo sacrifício de animais reagentes; 
 -Entraves para o comércio nacional e internacional; 
 -Possibilidade de contaminação para humanos.➢ Procedimentos em rebanho positivo: 
 -Esclarecimentos ao criador sobre a doença e suas implicações em saúde pública; 
 -Planejamento do combate da doença no rebanho; 
 -Destino dos animais reagentes, com abate sanitário ou destruição da carcaça na 
 propriedade; 
 -Isolamento dos animais com diagnóstico inconclusivo; 
 -Desinfecção de instalações, como cochos, bebedouros e salas de ordenha, 
 retirando-se todo o resíduo orgânico e desinfetando preferencialmente com 
 hipoclorito de sódio 10%; 
 -Examinar clinicamente o rebanho e verificar a possibilidade de existência de 
 animais não reagentes, como recém paridos, recém infectados ou em fase adiantada 
 de doença já “anérgicos”; 
 -Intervalo entre as tuberculinizações, de no mínimo 60 dias entre o teste de triagem e 
 o teste confirmatório ou 90 dias durante todo o período de saneamento do rebanho. 
 - Aconselhar a realização de exames de saúde das pessoas envolvidas. 
 - Verificar a possibilidade de contágio com outros animais da propriedade. 
 ➢ Controle e Profilaxia 
 -controle da tuberculose bovina baseia-se na: 
 realização periódica da prova da tuberculina e abate dos animais que reagirem 
 positivamente; áreas de produção de leite recomenda-se a tuberculinização anual; 
 áreas de produção de gado de corte identificar os estabelecimentos infectados por 
 meio de lesões observadas nos estabelecimentos de abate; 
 Medidas gerais de higiene, como limpeza e desinfecção das instalações; cuidado na 
 introdução de novos animais no rebanho (c/testes [-] provenientes de rebanhos 
 livres, quarentenários; isolamento de animais suspeitos e descarte; 
 - PNCEBT/MAPA (Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e 
 Tuberculose Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) >>> A 
 obtenção do certificado de estabelecimento de criação livre de tuberculose está 
 condicionada à realização de três testes de rebanho negativos [-] consecutivos 
 realizados em bovinos e bubalinos a partir de 6 semanas de idade, nu m intervalo de 
 90 a 120 dias entre o 1° e o 2° testes, e de 180 a 240 dias entre o 2º e o 3º testes; O 
 certificado de estabelecimento de criação livre de tuberculose tem validade de 12 
 meses; 
 ● PARATUBERCULOSE (DOENÇA DE JOHNE´ S) 
 -enterite granulomatosa, crônica, contagiosa, invariavelmente fatal, que pode afetar 
 ruminantes domésticos e silvestres; 
 -causada pelo agente M. avium subsp. paratuberculosis > um microrganismo 
 ácido-resistente anteriormente chamado Mycobacterium johnei; excretada em 
 grande número nas fezes de animais infectados e em menor número no colostro e 
 no leite ; Resistente a fatores ambientais e pode sobreviver em pastagens por > 1 
 ano; a sobrevivência na água é mais longa que no solo; 
 -pertence às enfermidades da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), que 
 compreendem as doenças transmissíveis de importância socioeconômica e/ou de 
 importância em saúde pública, cujo controle é necessário para o comércio 
 internacional de animais e alimentos de origem animal; 
 -animais jovens são mais suscetíveis à infecção; 
 -Os animais mais velhos podem ser infectados, porém com inóculo maior; 
 -Infecta e causa a doença em todos os outros ruminantes (ovelhas, cabras, lhamas, 
 veados) e em animais selvagens cativos e livres ; 
 -também foi reconhecida em onívoros e carnívoros , como coelhos selvagens, 
 raposas, doninhas, porcos e primatas não humanos; 
 -Distribuição é mundial. 
 -Maior prevalência relatada: gado leiteiro (20% a 80%); 
 -À semelhança dos demais gêneros de Mycobacterium, MAP é aeróbico, mas sua 
 multiplicação é extremamente lenta (8 a 12 semanas de incubação , em 37°C) em 
 meio de gema de ovo de Herrold; Os principais isolados clínicos requerem a adição, 
 ao meio, do sideróforo micobactina (um composto ligador de ferro derivado do 
 ácido hidroxâmico). 
 -caracterizada em bovinos por diarreia persistente, perda progressiva de peso, 
 debilitação edema intermandibular e morte. 
 -Diarreia não é um sinal clínico comum da doença, em ovinos e caprinos; 
 -Em ovinos e caprinos, as lesões intestinais são menos evidentes que em bovinos. 
 -Em caprinos acometidos, a perda de peso tem sido um achado consistente; 
 - patogênese: MAP provavelmente penetra na mucosa intestinal pelas células M; em 
 seguida, após a ingestão, é visto no interior de macrófagos, na submucosa da região 
 ileocecal e nos linfonodos adjacentes (ileocecal); O foco primário da infecção se 
 instala no intestino ; Inicialmente o animal não apresenta sinais de doença ; O período 
 de incubação, antes da manifestação clínica da doença, é de 12 meses ou mais 
 (pois sua multiplicação é muito lenta); A progressão da doença segue o curso de 
 outras infecções causadas por micobactérias, com formação de lesões 
 granulomatosas de progressão lenta ; Em alguns animais acometidos, o curso da 
 doença é acompanhado de má absorção, enteropatia com perda de proteína e 
 doença clínica evidente (apenas 3 a 5% dos animais de um rebanho infectado 
 progridem para essa fase terminal); O epitélio da mucosa apresenta aparência 
 característica ( mucosa corrugada ) que precede a síndrome de má absorção ; 
 lesões do intestino delgado caracterizam-se por espessamento acentuado da 
 mucosa >> resultado do acúmulo de células inflamatórias como parte da reação de 
 hipersensibilidade tardia que pode comprometer a absorção de nutrientes, 
 vascularização e drenagem linfática; assumindo um aspecto rugoso e aumento de 
 tamanho dos linfonodos mesentéricos. Após um longo período de incubação, cerca 
 de dois a três anos, a doença manifesta-se com diarréia e perda de peso dos 
 animais, sem apresentar sinais de febre; 
 -infecção é geralmente adquirida pela via fecal-oral ; 
 - Introdução da doença em um rebanho não infectado por portadores subclínicos ; 
 -Infecção é adquirida precocemente na vida - geralmente logo após o nascimento 
 mas os sinais clínicos raramente se desenvolvem em bovinos < 2 anos de idade 
 ( progressão para a doença clínica ocorre lentamente ); 
 -A resistência à infecção aumenta com a idade, e é muito menos provável que os 
 bovinos expostos como adultos sejam infectados; 
 -caracterizada pela inflamação crônica do intestino; 
 -Possível zoonose ??? 
 Embora ainda não seja classificada como uma zoonose, algumas pesquisas 
 detectaram indícios da presença da M. paratuberculosis na biópsia de intestinos com 
 a doença de Crohn. Essa doença apresenta características clínicas similares às da 
 paratuberculose. Desta maneira, caso a M. paratuberculosis esteja, de fato, 
 associada à doença de Crohn e que pode estar disseminada em tecidos e órgãos de 
 animais infectados, o leite poderia ser veículo deste agente , principalmente se for 
 comprovada a sua possível resistência à pasteurização; 
 A doença de Crohn é um processo crônico inflamatório, ocorre no trato digestivo de 
 humanos, principalmente na porção íleo terminal, como acontece com a 
 paratuberculose. Alguns aspectos da doença de Crohn são semelhantes aos da 
 paratuberculose, porém existem diferenças consideráveis entre estas duas 
 enfermidades; A OIE não considera uma zoonose, apesar dessa bactéria ter sido 
 relatada em leite cru e pasteurizado, bem como em produtos de origem animal;➢ Diagnóstico: 
 -Cultura fecal (baixa sensibilidade de detecção: intermitência na excreção 
 microbiana nas fezes; e consome muito tempo > 12 a 16 semanas de incubação) > 
 recomenda-se espera pelo menos 20 semanas antes de declarar como resultado 
 negativo, pois na fase inicial da infecção a bactéria ainda não está sendo eliminada 
 nas fezes, gerando falso-negativo; método de triagem; sensibilidade de 50 a 70% 
 -PCR 
 - Johnin intradérmico semelhante ao PPD bovino : ↑ 75,0% de falso positivos; 
 -Johnin intravenoso: ↑ 1,5 °C ou + na temperatura correlaciona casos clínicos 
 positivos (80,0%); não detecta portadores bem como ovinos e caprinos 
 -ELISA, FC, IDGA: triagem e confirmação de casos clínicos; 
 -Animais mortos: cultura e histopatológico 
 ➢ Controle e Prevenção 
 -Identificar e eliminar animais infectados; 
 -Prevenir a introdução de animais positivos no rebanho; 
 -Prevenir a exposição de animais susceptíveis ao Map; 
 -separação dos neonatos de suas mães e de outros animais adultos; 
 -garantia de que a parição ocorra em área não contaminada; 
 -não fornecimento de colostro ou leite não pasteurizado potencialmente infectante 
 aos neonatos 
 -Se a doença é confirmada, animais afetados devem ser sacrificados imediatamente 
 porque eles eliminam grande número de micobactérias capazes de contaminar 
 instalações e pastagens; 
 -é de difícil controle pois é difícil detectar os animais infectados que não mostram 
 sinais clínicos, por conta do longo período que o MO leva para se multiplicar e 
 causar reações, também por conta da baixa sensibilidade dos testes disponíveis, 
 pela alta resistência do MO no ambiente infectado; 
 ● Porque é difícil criar uma vacina para tuberculose ? 
 -porque as vacinas que são criadas não criam uma resposta imunológica tão boa e 
 tão duradoura em humanos quanto a que é dada em alguns animais, também é 
 difícil separar se o animal está vacinado ou com infecção, se está saudável ou não, 
 pois os testes podem dar cruzamento com outras bactérias (teste sempre dá 
 positivo), também o antígeno não funciona nos humanos na mesma maneira que 
 funciona nos animais, ou seja, é difícil prever se as respostas da vacina nos animais 
 serão iguais nos seres humanos, além disso esses MO se escondem em células 
 humanas como os macrófagos, podendo fazer com que uma vacina direcione uma 
 resposta imune na direção errada. 
 -há Vacinas inativadas com adjuvantes estão disponíveis. 
 -Em bovinos, a vacinação pode reduzir o número de casos clínicos, mas pode não 
 auxiliar na eliminação da doença do rebanho . 
 -Como os animais vacinados geralmente se tornam sensibilizados à tuberculina, o 
 uso da vacina em alguns países está sujeito a controle regulatório. A vacinação 
 pode prevenir infecção em ovinos.