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1 Resumo Embriologia I – Monitora Gabriela G. Desenvolvimento Fetal → Período embrionário (3ª à 8ª semana) • 3ª semana o Início: aspecto ovoide o Final: somitos e sulco neural • 4ª semana o 22º dia: embrião quase reto e tubo neural formado com neuropóros o 24º dia: primeiro par de arcos faríngeos e coração primitivo o 26º dia: embrião curvado, saliência do encéfalo, fosseta óptica e placodes do cristalino o 28º dia: brotos dos membros, 4 pares de arcos faríngeos, neuropóros fechados, sistema cardiovascular se desenvolve • 5ª semana o Pequenas mudanças corporais o Cabeça excede o crescimento de outras regiões o Formação das cristas mesonéfricas • 6ª semana o Presença de reflexos ao toque o Desenvolvimento dos raios digitais das mãos o Saliências auriculares o Movimentos espontâneos o Olhos evidentes (pigmentação da retina e pálpebra) o Cabeça muito maior que o tronco • 7ª semana o Presença de chanfraduras entre os raios digitais das placas das mãos o Início da ossificação dos membros superiores • 8ª semana o 52º dia: dedos das mãos separados (unidos por membrana) e presença de plexo vascular de couro cabeludo o 56º dia: dedos mais compridos, primeiros movimentos voluntários dos membros, ossificação do fêmur, características nitidamente humanas, cabeça desproporcional ao corpo → Período fetal (9ª à 38 semanas – nascimento) • Caracterizado por: • Rápido crescimento corporal • Maturação de tecidos órgãos e sistemas • Diminuição relativa do tamanho da cabeça em relação ao resto do corpo 2 Resumo Embriologia I – Monitora Gabriela G. • Elevado ganho de peso nas últimas semanas → Idade fetal: pode ser estimada pelas medidas de comprimento cabeça-nádegas (CCN) ou comprimento craniocaudal (CCC). → Modificações mensais • 3º mês: metade do tamanho é cabeça • 5º mês: cabeça 1/3 do tamanho • Nascimento: cabeça ¼ do tamanho → 9ª-12ª semana (3º mês) • Início 3º mês: face alargada, olhos separados e orelhas com implantação baixa • Final do 3º mês: olhos migram para o aspecto ventral da face, orelhas “sobem” e pálpebras fundidas • Genitálias: o Final da 9ª semana: genitálias externas ainda indiferenciadas o 12ª semana: sexo do feto pode ser determinado por USG → 13ª-16ª semana (4º mês) • Movimentos dos membros se tornam coordenados • Ossificação primária (diáfise) ativa → 17ª-20ª semana (5º mês) • Movimentos fetais (pontapés) • Pele é coberta do vernix caseoso (gordura) e lanugo (penugem) para proteção • 20ª semana: cabelos e sobrancelhas tornam- se visíveis • Gordura parda se forma como fonte de calor → 2ª metade do período fetal – 6º-9º mês • 7º mês: o Pulmões alcançam maturação suficiente para trocas gasosas o SN maduro e dirige movimentos respiratórios rítmicos e controle da temperatura corporal o Em caso de prematuridade, feto sobrevive 3 Resumo Embriologia I – Monitora Gabriela G. • 8º mês: o Feto segura-se com firmeza o Feto orienta-se espontaneamente a luz • Quase a termo: SN suficientemente maduro → Nascimento: ocorre geralmente 38 semanas após a fertilização ou 40 semanas após a última menstruação → Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) ou Doença da Membrana Hialina: pulmões dos recém-nascido não permanecem abertos por causa da elevada tensão superficial resultante da produção insuficiente de surfactante. Ocorre majoritariamente em prematuros. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. → Surfactantes • Composição: fosfolipídios (lectina) + proteínas • Produção e armazenamento: o Pneumócitos do tipo II o Células ricas em corpos lamelares (CL), ricas em lipídios o 24ª-34ª semana gestacional • Atuação: o Diminuem a “tensão superficial” o Mantém a expansão alveolar em pressões fisiológicas. Ou seja, diminuem a força necessária para a expansão pulmonar, facilitando as trocas gasosas o Formam camada de filmes que permite adequada abertura dos alvéolos pulmonares, evitando o colabamento pulmonar • Ausência ou diminuição: pequenos espaços aéreos colapsam, podendo levar a diminuição da capacidade pulmonar • Mensuração de surfactante no feto: líquido amniótico, já que sua formação tem contribuição do líquido pulmonar • Relação lecitina/esfingomielina (L/E): alteração relativa da concentração de lecitina em relação a esfingomielina no líquido amniótico através da cromatografia. o Condensação de esfingomielina se mantém constante no último trimestre de gestação, serve como padrão com o qual a concentração de lecitina pode ser comparada. o Quanto maior a idade gestacional, maior a relação L/E, devido a maturação pulmonar • Prevenção da prematuridade: fator de risco principal para SDR • Administração de corticoides a gestante para acelerar a produção de surfactante • Se prematuridade: tratamento do neonato imediatamente após o nascimento com surfactante exógeno por via endotraqueal.