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Cap. 6 _ As Raízes da psicologia social moderna_ domingo, 6 de setembro de 2020 16:12 Leitura: As Raízes da psicologia social moderna_ Cap. 6 A individualização da psicologia social na américa do Norte_ Roberto M. Farr · Pelo menos desde a época do Renascimento, o individualismo tem sido um componente essencial da tradição intelectual do ocidente; · No ramo ocidental da cristandade, a Reforma reforçou a causa da individualidade. (...) A perseguição no Velho Mundo levou a uma migração seletiva para o Novo Mundo. Isto por sua vez, levou o individualismo a tornar-se um valor mais central na América do Norte, do que na Europa Central; · Ideologia fica igualada às crenças coletivas, quando o objeto destas crenças é o indivíduo, isto não é entendido como ideologia - ao contrário é visto como uma antítese da ideologia; · As raízes do individualismo estão enterradas no solo de toda a tradição intelectual do ocidente, mas seu florescimento é um fenômeno caracteristicamente americano; · Se o individualismo é um valor central dentro de uma cultura particular, então deveria ser possível detectar seus efeitos na história da ciência social; · No período que seguiu à segunda guerra mundial, as ciências sociais do comportamento, passaram a ser chamadas de ciências do comportamento; · Na época a psicologia social não tinha tanto investimento porque os políticos não distinguiam ciências sociais e socialismo; · F. H. Allport em 1924 escreve o livro ‘Psicologia social’, ele propõe construir a psicologia social como uma ciência comportamental e experimental. As relações entre seu behaviorismo e seu individualismo ficam bastante explicitas na forma como ele delimita o campo da psicologia social; · F. H. Allport foi um crítico severo de todas as pessoas que parecessem estar atribuindo capacidade de ação a qualquer outra entidade que não o indivíduo; · G.W Allport “Com poucas exceções, os psicólogos sociais veem sua disciplina como uma tentativa de entender e explicar como o pensamento, o afeto e o comportamento dos indivíduos são influenciados pela presença real, imaginada ou implícita de outros.”; · Para F. H. Allport a realidade ultima é o comportamento, só os indivíduos se comportam; · Ele não se recusa a falar sobre termos como consciência ou mente. A consciência, entretanto, é a consciência dos indivíduos. É ocioso falar de consciência de multidão, uma multidão não possui sistema nervoso; · “Quando os indivíduos se tornam agentes da instituição, deixam de ser agentes moralmente autônomos”; · Os estados unidos receberam muitos estudiosos no período do Nazismos, principalmente alemães, o que influenciou a psicologia ali; · E foi quando os psicólogos da Gestalt migraram para os estados unidos que se depararam com o behaviorismo e quando isso ocorreu se opuseram a ele; · Gestalt tb teve influencia no individualismo da psicologia social criada nos estados unidos; · Heider afirmou que era difícil representar o espeço vital de um individuo dentro do espeço vital e outro indivíduo, quando tratamos de relações sociais; · As formulações de Lewin sobre o espaço vital psicológico do individuo são muito mais individualizantes do que a concepção da psicologia das relações interpessoais de Heider; · Heider foi mais decisivo no desenvolvimento da psico social nos estados unidos e quem instituiu a psico social experimental lá na era moderna, da mesma forma que F. H. Allport duas décadas antes a institui como uma ciência comportamental e experimental; · Ambos individualizaram a psicologia social, tanto em termos de teoria, behaviorismo e Gestalt, como em metodologia, experimental; · O individualismo com um valor cultural central também se evidencia na história da psicologia no geral, não apenas da social;