49_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva

Versão digital 2 – Recife, 2006

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vereiro) ao calendário. Assim, todos os anos divisíveis por quatro possuem fevereiro com 29
dias e são denominados bissextos. O problema ainda não fica satisfatoriamente solucionado
porque 4 x 0,2422 não é um inteiro e sim 0,9688. Então, ao se incluir um dia a mais a cada
intervalo de quatro anos, comete-se um erro de 1–0,9688 = 0,0312 dias em 4 anos. O erro, por
excesso, introduzido a cada ano, seria

0,0312/4 = 0,0078 dias/ano

ou 7,8 dias a cada 1000 anos. Torna-se necessário compensar esse erro, não incluindo 29 de
fevereiro em alguns anos bissextos por milênio. Convencionou-se que somente os anos finais
de cada século (aqueles terminados em 00) que fossem divisíveis por 400 seriam bissextos. Os
demais, embora divisíveis por 4, não teriam o dia 29 de fevereiro. O ano 2000, por exemplo,
como é divisível por 400 tem 29 dias em fevereiro (1900 não teve). Esse procedimento corrige
a distorção de 7 dias por milênio, restando, ainda, 0,8 dias, o que é praticamente desprezível.

9.2 - Fusos horários.

A contagem do tempo depende do meridiano local e, portanto, o relógio teria que ser
ajustado todas as vezes que um eventual deslocamento do observador alterasse significativa-
mente sua longitude. Como o sol médio executa uma volta em torno da Terra a cada 24 horas,
15o de longitude correspondem à diferença de 1 hora, ou 15' de longitude implica a alteração
de 1 minuto no relógio.

Evitando que diferentes cidades adotassem horários próprios, gerando sérios proble-
mas, optou-se por aceitar que:

- a superfície da Terra seria dividida em 24 segmentos, cada um com 15o de longitude,
denominados fusos horários;

- em qualquer ponto de um dado fuso horário se adotaria a hora solar média correspon-
dente à do seu meridiano central;

- o meridiano de Greenwich seria considerado o meridiano central do fuso de referência,
ao qual estariam relacionados todos os demais.

O tempo cronometrado em relação ao meridiano de referência é conhecido como Tem-
po Médio de Greenwich (abreviadamente TMG).

A cada intervalo de 15o de longitude, a partir do meridiano de Greenwich, encontra-se o
meridiano central de um fuso horário. No 1º, 2º, 3º, ... fusos a oeste do de Greenwich o tempo
equivale a 1, 2, 3, ... horas mais cedo do que o cronometrado naquele meridiano, ou seja: a
TMG–1 h, TMG–2 h, TMG–3 h, ... respectivamente. Por outro lado, no 1º, 2º, 3º, ... fusos locali-
zados a leste do de Greenwich, o tempo corresponde a TMG+1 h, TMG+2 h, TMG+3 h,...

Qualquer fuso horário possui dois meridianos limítrofes, que o separa dos fusos vizi-
nhos. Haja vista a necessidade de ajustar o relógio todas as vezes que se cruzasse um desses
meridianos, alguns governos adotaram acidentes geográficos, ou fronteiras políticas (e não os
devidos meridianos limítrofes), como delimitadores práticos para fins de mudança de horário
em seus territórios. Definem, dessa maneira, uma sistemática própria de cronometrar o tempo