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David Goodwin | Iury Costa 
 
 
2 Introdução 
 
SUMÁRIO 
Introdução ......................................................................................................................................................................... 3 
Conselhos gerais ........................................................................................................................................................ 4 
Qualidade da água .................................................................................................................................................... 4 
Alimentação ................................................................................................................................................................. 6 
Doenças .......................................................................................................................................................................... 8 
O aquário .................................................................................................................................................................... 10 
Plantas aquáticas ................................................................................................................................................... 16 
Informação geral .................................................................................................................................................... 23 
Guia de peixes – Tetras ............................................................................................................................................ 26 
Guia de peixes – Barbos ........................................................................................................................................... 58 
Guia de peixes – Killies ............................................................................................................................................. 69 
Guia de peixes – Danios ........................................................................................................................................... 75 
Guia de peixes – Anabantídeos ............................................................................................................................ 81 
Guia de peixes – Ciclídeos .................................................................................................................................... 105 
Guia de peixes – Corydoras ................................................................................................................................. 126 
Guia de peixes – Peixes-gato .............................................................................................................................. 139 
Guia de peixes – Limpa-fundos ......................................................................................................................... 155 
Guia de peixes – Arco-íris .................................................................................................................................... 161 
Guia dos peixes – Rasboras ................................................................................................................................. 171 
Guia de peixes – Tubarões ................................................................................................................................... 175 
Guia de peixes – Outras Espécies ..................................................................................................................... 178 
Guia de peixes – Guppies...................................................................................................................................... 186 
Guia de peixes – Platys .......................................................................................................................................... 193 
Guia de peixes – Espadas ..................................................................................................................................... 201 
Guia de peixes – Mollies ....................................................................................................................................... 209 
Guia de peixes – Caudas-de-véu ....................................................................................................................... 214 
Guia de peixes – Outros peixes ......................................................................................................................... 217 
Créditos ......................................................................................................................................................................... 240 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
3 Introdução 
INTRODUÇÃO 
 Observar os peixes a nadar num aquário é extremamente relaxante e 
tranquilizador, especialmente depois de um dia muito intenso. Depois de despender 
tempo e dinheiro na concepção e montagemn de um aquário, é muito gratificante observar 
o fruto do nosso trabalho florescer e até reproduzir-se. Os peixes possuem, sem dúvida, 
um efeito calmante e terapêutico sobre a mente humana. Um número crescente de 
empresas, hospitais e zonas de recepção integra um aquário a fim de ajudar os clientes a 
relaxar antes das visitas. 
 Os peixes tropicais são excelentes animais de estimação para as crinaças. Ao 
contrário dos animais maiores, como os cães e os gatos, os peixes não têm que ser levados 
a passear nem exigem cuidados de higiene. Tem que se lhes dar comida e limpar o aquário, 
mas esta é uma introdução muito legeira à responsabilidade de cuidar de um ser vivo. 
 Os custos de manutenção de um aquário de peixes tropicais dependem muito do 
tamanho do aquário que escolher. A maior despesa é a compra inicial do aquário, móvel e 
equipamento necessário para mantê-lo de forma eficaz. Compre o melhor que puder. Os 
custos de manutenção geral são bastantes baixos: alguns alimentos podem ser 
confeccionados e uma parte do alimento vivo, como a dáfnia e os ciclopes, pode apanhar-
se em lagos ou ribeiros locais. Seixos grandes, de forma interessante, podem ser 
apanhados durante um passeio pela praia, mas nunca se esqueça de fervê-los, esfregar e 
esterilizar completamente antes de introduzi-los no seu aquário. Podem colar-se 
fragmentos finos de rocha ou ardósia, usando silicone para aquário, de modo a construir 
grutas ou esconderijos para os seus peixes. (Conselho: nunca use silicone para casas de 
banho no seu aquário. Este contém diversos pigmentos coloridos que são tóxicos para os 
peixes.) Pode colar uns aos outros pequenos pedaços de tubo de plástico e revesti-los de 
areão de modo a que se confundam com a decoração, proporcionando mais uma vez 
esconderijos para os peixes. 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
4 Introdução 
CONSELHOS GERAIS 
 Primeiro, procure uma loja 
especializada bem apetrechada, com 
pessoal competente e solícito. Vale a 
pena visitar várias, a fim de comparar 
preços e stocks. Frequentando 
regularmente a mesma loja, construirá 
um melhor relacionamento com os 
empregados, sendo mais bem servido. 
 Verifique se o estabelecimento 
mantém os seus aquários em condições 
e nunca compre peixes que pareçam 
doentes e em mau estado. 
 Não receie fazer perguntas sobre 
os peixes, plantas ou material. 
 Planeie cuidadosamente o 
tamanho do aquário que pretende e 
avalie os seus custos (todos os 
aquariofilistas que conheço desejavam 
um aquário maior passados seis meses). 
 As crianças gostarão de ajudar a montar o aquário, mas vigie-as de perto, em 
especial se tal envolver produtos químicos ou electricidade. 
 
QUALIDADE DA ÁGUA 
 A qualidade da água varia com a região; o nível de acidez ou alcalinidade, e 
portanto o valor do pH, depende da fonte da água. Na escala do pH, 0 é o extremo ácido e 
10 o alcalino. Um intervalo entre 6,8 e 7 é considerado neutro. Os peixesde aquário devem 
viver em água com um pH correcto. Se assim não for, podem ser incapazes de se 
reproduzir e, nalguns casos, se ele for demasiado baixo, mesmo morrer. A maior parte do 
rio Amazonas, na América do Sul, está no limite ácido do intervalo neutro, enquanto os 
lagos do vale do Rift, em África, possuem água muito dura, cujos valores de pH nunca 
descem de 8. Verifique sempre as necessidades relativamente à água dos peixes que quer 
comprar e não os submeta a sofrimento ou stress desnecessários. 
 Como regra geral para um aquário comunitário normal, um pH algures entre 6,6 e 
7,5, deverá ser adequado. 
 Nalgumas regiões, a água é referida como “branda”, o que significa que é 
ligeiramente ácida por ser pobre em cálcio e vários outros minerais. Se o sabão faz espuma 
com facilidade com a água da sua torneira, provavelmente reside numa região de água 
branda. 
 A água “dura” é arrastada por substratos principalmente de calcário, arenito ou giz, 
o que lhe confere um pH alcalino. A água da torneira pode ter um aspecto turvo ou 
esbranquiçado devido ao teor de cálcio e o sabão não faz espuma com tanta facilidade. Há 
dois tipos de dureza: a dureza temporária é provocada pela presença de bicarbonatos de 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
5 Introdução 
cálcio e magnésio, que podem ser removidos. A dureza permanente deriva de uma série de 
sulfatos, como os de cálcio e magnésio, assim como dos compostos de cloro que se usam 
para a purificação da água. 
 
Testar e modificar o valor do pH 
 Existe uma série de fitas, líquidos, pastilhas e aparelhos electrónicos para medir os 
valores de pH. Um vendedor local recomendar-lhe-á o que comprar, sendo igualmente 
capaz de lhe dar uma boa ideia dos níveis de pH da sua zona. Ferver a água e deixá-la 
arrefecer antes de colocá-la no aquário pode eliminar muito facilmente a dureza 
temporária. Sob nenhuma circunstância deverá deitar água muito quente ou a ferver 
dentro do aquário. A dureza permanente pode ser eliminada, mas tal não é aconselhável 
para os peixes tropicais. Se necessitar de elevar o pH, junte bicarbonato de sódio em 
pequenas quantidades e verifique constantemente até os valores estarem correctos. 
Também se podem adquirir tampões ácidos. 
 
Substâncias tóxicas 
 Podem acumular-se substâncias tóxicas no aquário devido à decomposição de 
detritos, ao excesso de população e à filtração ineficaz. Os nitritos e a amónia podem se 
altamente tóxicos para os peixes, memo em níveis muito baixos. Os nitritos formam-se 
devido à falta de oxigênio e são altamente venenosos, mesmo se presentes numa 
concentração muito fraca. 
 Uma combinação de níveis elevados de amoníaco e de valores de pH acima dos 6,8 
ajuda à formação de amónia dentro do aquário. Níveis baixos de amoníaco não são um 
problema por si só, mas aumentarão se existir matéria em decomposição combinada com 
excesso de peixes no aquário e comida a mais. 
 Estas substâncias podem ser evitadas muito facilmente mantendo-se um número 
de peixes consistente com o tamanho do aquário e assegurando-se que o sistema de 
filtração seja eficaz. Alimente os peixes várias vezes, com pouca quantidade. Mude 
regularmente a água, substituindo 25% por mês ou, de preferência, 10% por semana. Os 
kits de testes são fáceis de encontrar e deve testar a água com regularidade, idealmente 
todas as semanas. Se os valores forem demasiado elevados, substitua imediatamente 25% 
da água e teste 30 minutos depois. Se ainda estiverem mais altos do que o normal, mude 
mais 25%. Veja se existem peixes mortos e em decomposição e deite-os fora. 
 Os peixes podem desenvolver resistência aos níveis elevados de nitratos e de 
amónia. A única forma de detectar estas substâncias é testando a água regularmente. 
 Os aquários podem ser cheios com água de diversas origens. A água de torneira é 
tratada quimicamente para estar apta para o consumo humano e deve ser-lhe removido o 
cloro antes de ser usada num aquário. Em alternativa, pode ser arejada mantendo-se num 
recipiente durante 24 horas, o que também assegura que adopta a mesma temperatura do 
que o aquário. 
 A água destilada e muito cara para encher um aquário e faltam-lhe muitos dos 
minerais essenciais necessários aos peixes. Pode usar-se em pequenas percentagens em 
aquários de reprodução para certos peixes. 
 A água da chuva é uma fonte útil se viver numa zona rural, mas a chuva urbana 
conterá certamente demasiados tóxicos. Recolha a chuva numa vasilha de madeira ou 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
6 Introdução 
plástico. Deixe sempre assentar duas ou três horas e nunca a aproveite toda até ao fim, 
deixando sempre cerca de 15 cm no fundo. 
 A água dos lagos é outra fonte importante, mas conterá organismos desconhecidos 
e nocivos, devendo se muito bem filtrada. 
 A água filtrada por osmose inversa passa através de uma membrana 
semipermeável que lhe remove até 90% dos minerais e impurezas. Pode ser excelente 
quando usada para reproduzir e manter certos peixes. O processo de filtração baixará os 
níveis de pH, que deverá, portanto, ser testado. 
 
ALIMENTAÇÃO 
 
Existem muitos tipos de comida. Muitos peixes necessitam diariamente de determinadas 
vitaminas e outros nutrientes, os quais podem ser proporcionados por uma dieta variada. 
 Compre sempre os flocos de melhor qualidade que encontrar. A gama é hoje 
vastíssima, com alguns a incluir aditivos como a espirulina, para os peixes comedores de 
algas, intensificadores da cor para melhorar o colorido dos seus peixes e medicamentos 
em doses baixas para manter a saúde geral. Existe alimento em flocos de diversos 
tamanhos para peixes maiores. 
 Comece por um alimento base normal e estude depois as necessidades individuais 
dos seus peixes. Tenha sempre três ou quatro tipos diferentes de comida. Não ofereça 
apenas flocos, pois os peixes preferem uma alimentação variada. 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
7 Introdução 
 O alimento seco existe também em pellets, pastilhas e congelado. A comida em 
pellets destina-se principalmente a comedores de superfície e de fundo; existem diversos 
tamanhos, conforme as dimensões dos peixes. Algumas delas contêm bolhas de ar que as 
fazem flutuar e são ideais para os peixes cuja boca está voltada para cima para que se 
alimentem à superfície. Outras se afundam rapidamente e, à medida que se vão saturando, 
amolecem para que os peixes as ingiram. O alimento em pastilhas normalmente também 
se afunda, tornando-se ideal para peixes como os corydoras e muitos outros peixes-gato. A 
comida congelada é útil se lhe for difícil encontrar com facilidade alimento vivo como as 
dáfnias, os bloodworms, o tubifex e as larvas de mosquito preto. 
 
Comida viva 
 Algumas lojas de aquários não têm 
fluxo de vendas que lhes permita 
armazenar comida viva, portando pode 
ser difícil encontrar um fornecedor. 
Existem muitos alimentos vivos, como 
tubifex, dáfnias, bloodworms, glassworms, 
larva de mosquito preto, artémia e 
camarão de rio. Compre apenas o que os 
seus peixes comem num dia, a menos que 
esteja preparado para conservar estes 
alimentos, pois terá de refrigerar alguns 
deles. A adição deste tipo de comida 
provocará uma agitação entre os peixes, 
que o continuarão a procurar avidamente 
depois de todo consumido. Passe sempre 
esta comida por água limpa antes de 
colocá-la no aquário. Tenha cuidado com 
os glassworms – apesar de muito pequenos, podem ser predadores se colocados num 
aquário com alevins. 
 
Comida congelada 
 A comida congelada é provavelmente a forma mais conveniente de alimentar os 
peixes. As muitas variedades hoje existentes servem para qualquer tipo de peixes. Os 
packs multi-menu contêm quatro ou cinco tipos diferentes numa prática embalagem que 
permite usar um pequeno cubo de cada vez. 
 
Comida caseira 
 Os peixes também podem comer certos legues e carne em pequenas quantidades. 
Os peixes comedores de algas e de plantasadoram ervilhas cozidas. As grandes folhas 
exteriores de uma alface tenra também podem ser usadas. Lave-as em água fresca 
corrente e mergulhe-as alguns segundos em água a ferver. Prendendo um pequeno peso à 
parte de baixo da folha, esta afundará fazendo as delícias dos seus peixes. Os peixes 
carnívoros apreciam coração de vaca. Congele uma pequena quantidade e, uma vez sólido, 
rale apenas o suficiente para uma dose. Descongele e ofereça. 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
8 Introdução 
 
Outros alimentos 
 As minhocas são excelentes para os peixes carnívoros maiores. Devem limpar-se 
previamente, colocando-se num pires raso com leite durante alguns minutos e 
escorrendo-se depois em papel absorvente cerca de 5 minutos. Podem ser picadas ou 
partidas em cubinhos antes de se deitarem no aquário. Os vermes da farinha também são 
muito bons, mas apenas para os peixes maiores. Utilize apenas alguns de cada vez, pois são 
um alimento muito gordo e sujam a água muito rapidamente se não forem consumidos. Os 
grilos vivos dão uma refeição muito saborosa para os peixes realmente grandes. 
 Alimente os peixes todos os dias à mesma hora: o peixe acaba por conhecer quem 
lhe dá de comer. Poderá ser sensato restringir este ato a apenas uma pessoa, o que ajudará 
a assegurar que não são alimentados em excesso. Essa pessoa saberá também com 
precisão que tipo de comida os peixes receberam. Se passados 10 minutos ainda houver 
comida no aquário, está a exagerar na quantidade. Retire o excesso para evitar sujar o 
aquário. 
DOENÇAS 
 A fim de reduzir o risco de qualquer tipo de doença no aquário principal, deverá 
adquirir um pequeno aquário de quarentena. Todos os peixes novos devem ser ali 
colocados cerca de 10 dias ou até se ter a certeza de que estão saudáveis. Podem, então, 
ser transferidos para o aquário principal. Se um peixe deste aquário necessitar de 
tratamento, pode usar o de quarentena para tratá-lo. Um aquário de quarentena apenas 
necessita de ser muito básico: filtrado e 
arejado, possivelmente com um filtro 
interior que faça ambas as coisas, e 
depois aquecido à temperatura correta. 
Tirando isto, não precisa ter mais nada. 
 Existem basicamente três tipos de 
doenças: bacterianas, parasitárias e 
virais. Os problemas de fungos são, em 
geral, afecções secundárias. 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
9 Introdução 
Íctio – Ichthyophtirius 
 Este é, de longe, o problema mais 
comum nos aquários e, normalmente, é 
provocado por um choque ou pelo stress. 
Basta apanhar ou transportar um peixe, 
bater no vidro do aquário ou provocar 
grandes oscilações de temperatura para 
desencadeá-lo. Os sintomas são que o 
peixe começa a roçar-se em tudo o que 
está no aquário e dois surgem minúsculos 
pontos brancos, tipo cabeça de alfinete, no 
seu corpo e barbatanas. Se não for tratado, 
o peixe pode morrer. Existem muitos 
tratamentos específicos para o íctio. Em 
alternativa, aumente a temperatura 50C 
durante 24 horas, voltando depois aos 
valores normais. Isto, em geral, resolve o 
problema. Não deite água quente ou fria 
no aquário para alterar a temperatura. 
Deixe que o termóstato o aqueça e depois deixe arrefecer naturalmente até aos valores 
normais. 
 
Veludo – oodinium 
 É semelhante ao íctio, mas normalmente está limitado aos flancos e ao dorso. As 
manchas são muito delicadas, como pó, e de cor dourada. É mais fácil de ver quando o 
peixe está a nadar e se volta sob a luz. É muito fácil de curar com a medicação adequada. Se 
tiver um aquário de quarentena, coloque nele o peixe e trate com 28g de sal de aquário por 
cada 3,8l de água. Isto deverá curá-lo em dois ou três dias. Se se revelar tenaz, adicione 
mais 38g de sal por 3,8l de água. Passados mais um ou dois dias, deverá dar o peixe como 
curado. 
 
Úlceras 
 Surgem pequenos nódulos sob a pele que crescem lentamente, como bolhas. A pele 
ulcera, deixando feridas de mau aspecto. O melhor tratamento é colocar o peixe num 
aquário de quarentena com água limpa, aumentar um pouco a temperatura e pedir numa 
loja especializada um medicamento para este problema. É preciso tempo e paciência para 
curar esta afecção. 
 
Infecções das guelras 
 Este tipo de infecção pode ser provocada quer por problemas bacterianos quer por 
parasitas. Estude o caso e os sintomas e consulte um fornecedor local, que lhe 
recomendará um medicamento. Um remédio bacteriano não curará uma afecção 
parasitária ou vice-versa. 
Problemas fúngicos 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
10 Introdução 
 Os esporos dos fungos estão sempre presentes nos aquários e os peixes sãos, em 
geral, não são afetados por eles. Contudo, os peixes não saudáveis são mais susceptíveis. 
Os fungos da boca podem ser um problema nos peixes que se alimentam no fundo em 
aquários com base de gravilha. Podem aparecer fungos no corpo se os peixes forem 
manuseados sem cuidado, pois a parte exterior da sua pele pode ser removida pela 
abrasão provocada pela rede ou por lutas com outros peixes. Se a camada protetora da 
pele for danificada ou removida, os esporos entrarão em ação. O manuseamento cuidadoso 
pode evitar isto, assim como a utilização de areão sem arestas no fundo. 
 Os problemas acontecem mesmo nos aquários mais bem tratados. Se o seu peixe 
adoecer, não entre em pânico e tente resolver a questão o mais rapidamente possível. 
Sugestão: use luvas de plástico ou cirúrgicas quando tratar os peixes para que não lese a 
sua pele se entornar medicamentos ou químicos. Verifique sempre o prazo de validade dos 
remédios: a vida de alguns é muito curta depois de abertos. Deite-os fora com cuidado e de 
forma correta e compre substitutos apenas quando necessário. 
 Certifique-se de que os peixes que vai adquirir nadam ativamente e parecem 
saudáveis, sem feridas ou lesões evidentes. Embora muitas doenças sejam fáceis de tratar, 
se o peixe que comprar tiver problemas, fale com o vendedor sobre isso e deixe que ele os 
resolva antes da aquisição. Eles podem nem sempre dar pelos problemas e agradecer-lhe-
ão o aviso. 
 
O AQUÁRIO 
 Durante muitos anos, os aquários com esquadria metálica eram o único tipo 
disponível, mas hoje foram suplantados pelos totalmente de vidro ou perspex. Os de 
plástico são bons para incubar ovos e mantê-los durante uns dias, mas riscam-se muito 
facilmente. Antes de adquirir um aquário, decida onde o quer colocar, pois isso 
determinará o tamanho. Quanto maior, melhor. É mais fácil gerir a qualidade de um 
volume maior de água. Se uma doença atacar, num pequeno volume rapidamente se torna 
um problema dominante, ao passo que numa área maior não passa de um problema sem 
importância, pois se vê alastrar e trata-se num estádio mais precoce. 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
11 Introdução 
Onde colocar o aquário 
 Tente encontrar um local sem muito 
sol. Muita luz natural produz um grande 
crescimento de algas em todas as superfícies, 
incluindo plantas e areão. A menos que tenha 
muitos peixes comedores de algas, será um 
constante pesadelo de limpeza. Não coloque o 
aquário num canto muito escuro ou mal 
conseguirá ver o seu conteúdo. Se o for 
integrar num nicho da parede, certifique-se 
de que tem espaço suficiente para a 
manutenção regular. Não o coloque junto a 
um aquecedor por causa das flutuações de 
temperatura. 
 
Design 
 Hoje existem aquários de todas as formas e tamanhos, sendo o design limitado 
apenas pela sua imaginação. Pode comprar o aquário sozinho e colocá-lo numa base ou 
adquirir um já com móvel. Há-os com diversos acabamentos e um deles deverá condizer 
com a decoração da sua casa. O aquário vai ser uma peça da mobília, portanto perca tempo 
a pensar num de que realmente goste e a procurá-lo. 
 
Montar um aquário 
 Antes de iniciar a montagem propriamente dita, decida que tipo de substrato e de 
pedras usar. O substrato varia da gravilha ao areão colorido, de quartzo ou tipo ervilha. 
Este últimoé o melhor, já que permite a passagem de bastante água aquando da filtração, 
não possui arestas vivas para que os peixes não se magoem na boca ao comer e é 
semelhante em tamanho àquele sobre o qual os peixes nadam em liberdade. 
 Lave bem o areão antes de introduzi-lo no aquário, para lhe retirar o pó. Verifique 
que as pedras são adequadas 
procedendo ao “teste do vinagre”. Se 
deitar umas gostas de vinagre sobre a 
pedra e ela fervilhar, não a coloque no 
aquário. Se ele apenas escorrer sem 
reagir, lave bem a pedra e utilize-a. 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
12 Introdução 
 Esquematize um plano da disposição 
das plantas e decoração do aquário. Se for 
colocar uma foto de fundo por trás, faça-o já, 
pois não conseguirá mover o aquário depois de 
cheio. 
 Verifique que o suporte ou armário são 
seguros e estáveis e coloque sobre eles uma 
folha de poliestireno com cerca de 13 mm, com 
as mesmas dimensões do aquário. Erga e o 
assente cuidadosamente sobre ela. Peça 
sempre ajuda para isto, a fim de não se magoar. 
 Coloque a placa de fundo dentro do 
aquário (fig.1), assegurando-se de que não fica 
nada sob os bordos ou não ocorrerá uma 
vedação adequada. Se quiser, pode usar cola de 
silicone para aquário para ligar a placa ao 
fundo, mas será difícil removê-la se o fizer. Terá ainda de esperar 24 horas até que o 
silicone seque. 
 Coloque o tubo elevador no lugar, certificando-se de que a abertura superior fica 5-
7 cm abaixo do nível da água quando o aquário estiver cheio (fig.2). Deite o areão sobre a 
placa, primeiro ao centro (fig.3). Quando tiver deitado todo o areão, empurre-o para os 
cantos. Para que seja um filtro biológico eficiente, é necessária uma altura mínima de 8 cm. 
Regra geral é necessário 7 Kg de areão por cada 30 cm2 de fundo e normalmente sai mais 
barato adquiri-lo em sacos de 25 Kg. 
 Quando começar a encher o aquário, coloque um prato voltado para cima sobre o 
areão, no centro do aquário, para impedir que o areão seja disperso, principalmente se o 
modelou (fig.4). Continue a deitar água até o aquário estar a meio e depois retire o prato. 
 O passo seguinte é o termóstato (fig.5). Regule-o para 240C e passe o cabo elétrico 
para fora do aquário pela abertura do canto. Usando as ventosas fornecidas, fixe o 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
13 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
14 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
15 Introdução 
termóstato à parede posterior do aquário, num ângulo de 450, com a extremidade do 
controlo para cima. Não coloque nenhuma parte no areão, pois poderia aquecer 
demasiado e tornar-se perigoso. Se se começar a acumular areão junto a ele, remova-o 
sempre. Em seguida, coloque o termómetro. Se for do tipo autocolante, cole-o por fora da 
parede anterior do aquário, num dos cantos superiores. Se for um termómetro de vidro, 
use a ventosa de borracha para fixá-lo, por dentro da parede anterior, a um dos cantos 
superiores. 
 Prenda o suporte da lâmpada à tampa do aquário e encaixe o tubo fluorescente nos 
terminais. Ligue o tubo de ventilação à bomba e introduza a outra extremidade no tubo 
elevador. Empurre-o até ao fim e depois erga-o 2,5 cm do fundo. 
 Certifique-se de que todas as ligações elétricas estão corretas, mas não as ligue 
ainda. Recorde o projeto inicial e verifique se tudo está pronto. Disponha então as rochas 
ou troncos (fig.6) e mude-as até estar satisfeito com a disposição. É mais fácil fazer isto 
com um nível de água baixo. 
 Uma vez tudo em ordem, volte a colocar o prato e a deitar água até o aquário estar 
cheio. Retire então o prato, limpe a água eventualmente derramada nas calhas e coloque a 
tampa. Pouse o refletor sobre o aquário, certificando-se de que não há fios elétricos 
presos. Ligue a eletricidade. 
 Se tudo tiver sido ligado 
corretamente, a luz deverá acender, o 
aquecedor deve funcionar e a bomba 
deve fazer sair bolhas de ar pelo tubo 
elevador. Pode então introduzir as 
plantas (fig.7). 
 Coloque as plantas no seu lugar 
e enterre-lhes os pés no areão 
certificando-se de que as raízes ficam 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
16 Introdução 
debaixo deste. Use adubo em granulado para alimentar as raízes, especialmente quando o 
aquário é novo, enterrando-o no areão ao lado das plantas. 
 
Cuidados posteriores 
 Demorará entre 24 e 36 horas até que a temperatura estabilize, e será uma boa 
ajuda deixar a luz acesa durante este período. Uma vez isto conseguido, adicione um 
condicionador da água para melhorar a sua qualidade e espere mais 24 horas até que este 
atue. Qualquer eventual turbidez da água deverá dissipar-se, ficando esta clara como 
cristal. Se se mantiver turva, desligue a eletricidade e mude 50% da água. Volte a ligar a 
energia e espere mais 24 horas. Quando tudo estiver bem, estará apto a comprar alguns 
peixes (fig.8). 
 
PLANTAS AQUÁTICAS 
 Existem muitos tipos diferentes de plantas à disposição do aquariofilista. Algumas 
são verdadeiramente aquáticas e muitas outras apenas plantas de zonas alagadiças, 
cultivadas e vendidas pelas suas cores e valor decorativo. Infelizmente, estas últimas não 
sobrevivem muito tempo quando totalmente imersas num aquário. As plantas mostradas 
nas páginas a seguir são capazes de sobreviver numa situação de completa imersão. 
 As plantas possuem valor enquanto decoração e como zonas para os peixes 
descansarem, desovarem e se esconderem quando se sentem ameaçados. As plantas 
absorvem ainda dióxido de carbono, libertando oxigénio para a água. 
 A luz natural é, obviamente, a melhor fonte de luz mas, se o aquário estiver numa 
zonas escura, terá de se usar iluminação artificial. Deverá usar-se uma combinação de 
lâmpadas diferentes, pois cada uma delas emite luz numa determinada faixa do espectro. 
Se possível, use um temporizador para ligar e desligar as luzes em alturas diferentes, 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
17 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
18 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
19 Introdução 
criando um “nascer” e um “pôr do Sol” para os 
peixes e as plantas. Substitua as lâmpadas a 
intervalos regulares, aproximadamente a cada 
seis a nove meses. 
 Em geral, quanto mais escuras as 
folhas da planta, menos luz ela requer. Por 
exemplo, as Anubia nana possuem folhas 
muito escuras e podem ser plantadas numa 
zona de sombra criada por um tronco ou 
rocha. A Cabomba tem uma cor muito mais 
clara, devendo ser plantada num espaço 
aberto. 
 A filtração é uma opção pessoal, mas 
as placas de fundo são excelentes para o 
desenvolvimento das plantas desde que se 
tenham cuidados regulares. As plantas 
necessitam que se lhes limpe regularmente os 
detritos que se acumulam no areão, em volta 
da base dos caules, para que os sistemas 
radiculares continuem a alimentar-se dos 
nutrientes e bactérias. 
 As plantas de aquário beneficiam da 
adubagem, do mesmo modo que as de jardim 
ou de interior. Existem adubos líquidos, em 
pastilhas e em granulado para utilizar com 
bastante segurança nos aquários. Não use 
adubo para plantas de casa, pois poderia envenenar os peixes. A última e a mais eficaz das 
formas de cuidar das plantas é instalando um sistema de CO2 no seu aquário. 
 A escolha dos peixes a colocar num aquário plantado também é muito importante. 
Alguns peixes comem as plantas ou arrancam-nas do solo, portanto escolha-os com 
cuidado se pretende um aquário bem plantado. Lembre-se, contudo, de que as plantas são 
instaladas principalmente para benefício dos peixes e não vice-versa. 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
20 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
21 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
22 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
23 Introdução 
 
INFORMAÇÃO GERAL 
 Este livro pretende proporcionar 
uma introdução geral à manutenção 
diária dos peixes.Tentámos evitar 
utilizar informações demasiado técnicas, 
mas há certos factos que são vitais para 
ter peixes saudáveis. Desde o século 
XVIII que os cientistas classificam todos 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
24 Introdução 
os seres vivos por géneros (ou famílias) e espécies. Nesta obra registámos tanto o nome 
latino como o nome comum do peixe. O nome latino consiste no género, seguido da 
espécie; o tubarão bicolor, por exemplo, é Labeo bicolor; sendo Labeo o género e bicolor a 
espécie. 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
25 Introdução 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
26 Guia de peixes – Tetras 
GUIA DE PEIXES – TETRAS 
Tetra neon / Paracheirodon innesi 
Este é um dos três peixes de aquário mais populares do mundo. 
Vivendo melhor em cardumes de 10 ou mais elementos, 
proporcionarão um excelente efeito num aquário ao nadar 
constantemente em grupo. Não os coloque num aquário novo; 
espere 10 a 12 semanas até que as bactérias dos filtros tenham 
começado a atuar. Podem ser um pouco susceptíveis quando 
transportados, portando dê atenção ao íctio durante alguns dias e, 
se necessário, trate-o mas não deixe que isso o demova de os 
adquirir. Cuide bem deles e dar-lhe-ão muito prazer, vivendo por 
muito tempo. Assegure-se de que tem bastantes plantas altas e 
delicadas no aquário (como as Cabomba ou Elodea), para que se 
possam esconder se se sentirem ameaçados. As fêmeas tendem a 
ter um corpo muito mais cheio do que os machos. 
 
Alimentação 
Aceitarão todo o tipo de alimento, mas dão-se muito melhor com 
uma larga variedade de comida seca, congelada e viva. Certifique-
se de que os pedaços são suficientemente pequenos para que os 
possa ingerir. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
27 Guia de peixes – Tetras 
 
Tetra cardinal / Cheirodon axelrodii 
Este é outro peixe extremamente popular. Vivendo melhor em 
cardumes de 10 ou mais elementos, possuem uma intensa 
coloração vermelha e azul de grande efeito visual. Ao contrário do 
neon, as riscas coloridas do cardinal estendem-se a todo o 
comprimento do corpo. Num aquário novo, introduza os cardinais 
passados aproximadamente 10 a 12 semanas, quando as bactérias 
dos filtros estiverem ativas. Estes peixes também são muito dados 
ao íctio, portando trate-os, se necessário. Na República Checa 
existem muitos cardinais de excelente qualidade à venda em 
criadores. Assegure-se de que há bastantes plantas altas e 
delicadas (como a Cabomba e a Elodea) para que, caso se sintam 
ameaçados, se possam camuflar. As fêmeas tendem a ter um corpo 
muito mais cheio do que os machos. 
 
Alimentação 
Aceitarão todo o tipo de alimento, mas dão-se muito melhor com 
uma larga variedade de comida seca, congelada e viva. Certifique-
se de que os pedaços são suficientemente pequenos para que os 
possa ingerir. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
7/10 
pH 
6,7-7,4 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
28 Guia de peixes – Tetras 
Tetra nariz-de-bêbado / Hemigrammus rhodostomus 
Outro peixe muito popular, extremamente fácil de manter. Os 
tetras nariz-de-bêbado gostam de plantas de folhas finas e reagem 
bem vivendo em cardumes de 10 ou mais elementos, mantendo-se 
quase sempre em grupo. Estes peixes podem ser introduzidos no 
aquário despois de este estar em funcionamento entre seis a oito 
semanas, altura em que os níveis de bactérias nos filtros são 
adequados. A característica mais evidente deste peixe é o nariz 
vermelho vivo, que lhe dá o nome. Peixes longos e esguios, os 
tetras nariz-de-bêbado são nadadores velozes. As fêmeas tendem 
a ter um corpo muito mais cheio do que os machos. Podem 
reproduzir-se em aquário, se tiverem condições adequadas, mas 
assim que os ovos são postos pela fêmea e fertilizados pelo 
macho, os pais tentam encontrá-los e comê-los. 
 
Alimentação 
Os tetras nariz-de-bêbado gostam de uma dieta variada, com 
diversos tipos de flocos. Aceitam prontamente alimento vivo, 
como bloodworms, tubifex ou glassworms. Também é aconselhável 
dar-lhes dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5,5 cm 
Macho 5,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
29 Guia de peixes – Tetras 
Tetra limão / Hyphessobrycon pulchiprinnis 
O tetra limão é um pequeno peixe muito pacífico e atraente, com 
manchas amarelo-vivas e pretas nas barbatanas dorsal e anal. 
Como a maioria dos tetras, dá-se melhor em grupos de cinco ou 
mais elementos. Fortes e resistentes para o seu tamanho, as 
barbatanas do tetra limão estão quase sempre totalmente eretas 
enquanto nadam e, se assim não for, algo pode estar errado no 
aquário. Gostam da segurança de muitas plantas altas e que lhes 
sirvam de cobertura, como as enormes Valisnerias, a Wisteria ou 
Cabomba. São peixes muito fáceis de reproduzir, como os alevins a 
crescer até cerca dos 2 cm em aproximadamente oito semanas. 
Distinguir os sexos é muito fácil, já que as fêmeas têm corpos 
muito mais cheios do que os machos. 
 
Alimentação 
Aceitarão todo o tipo de alimento, mas dão-se muito melhor com 
uma larga variedade de comida seca, congelada e viva. Certifique-
se de que os pedaços são suficientemente pequenos para que os 
possam ingerir. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
30 Guia de peixes – Tetras 
Viúva negra / Gymnocorymbus ternetzi 
Com as duas listas pretas num corpo prateado em forma de disco, 
este peixe é excepcionalmente atraente. A coloração negra 
desvanece-se muito rapidamente quando o peixe está 
desadaptado mas volta ao normal em algumas horas. 
A coloração é sempre mais forte nos peixes jovens e atenua-se 
suavemente à medida que envelhecem. A viúva negra é conhecida 
há muitos anos e é muito popular, nadando orgulhosamente pelo 
aquário com as barbatanas erguidas. A reprodução pode 
conseguir-se muito facilmente, mas é necessário um aquário 
separado pois, tal como os outros tetras, são ávidos comedores de 
ovos. As fêmeas são bastante fáceis de distinguir, pois são 
ligeiramente mais alongadas e, quando cheias de ovos, de corpo 
bastante roliço. 
 
Alimentação 
Aceitarão todo o tipo de alimento, mas dão-se muito melhor com 
uma larga variedade de comida seca e congelada. Tubifex, 
bloodworms e glassworms também serão recebidos de bom grado 
e devem ser dados regularmente. Dáfnia uma ou duas vezes por 
semana também lhes fará bem. 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5,5 cm 
Macho 5,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
31 Guia de peixes – Tetras 
Hassemania / Hasemania nana 
As hassemanias machos possuem uma cor ligeiramente mais 
intensa do que as fêmeas, com um tom bronze, uma linha negra na 
parte de trás do corpo e as pontas das barbatanas brancas. De 
corpo alongado, estes peixes são nadadores velozes e ficam 
especialmente atraentes em pequenos cardumes. Dão-se melhor 
num aquário cheio de plantas densas, com uma zona de clareira 
central à frente. São peixes muito pacíficos mas são muito 
curiosos relativamente às novas adições ao aquário, que 
provavelmente molestarão inofensivamente. 
 
Alimentação 
As hassemanias aceitarão todo o tipo de alimentos, mas preferem 
a“carne”, como bloodworms e tubifex. Comerão mesmo pequenas 
aparas de coração de vaca ralado. Estão sempre entre os 
primeiros a chegar à comida, portanto certifique-se de que deita o 
suficiente para os peixes de fundo. Tenha cuidado para não dar de 
mais. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
32 Guia de peixes – Tetras 
Neon rosa / Hemigrammus erythrozonus 
O neon rosa é um peixe extremamente pacífico, muito fácil de 
manter. O corpo é semitranslúcido, com uma risca avermelhada 
dourada intensa a todo o comprimento do corpo. A barbatana 
dorsal possui um pequeno toque de vermelho e a anal e pélvica 
têm as pontas brancas, sendo as restantes transparentes. Gostam, 
como a maioria dos tetras, de ser mantidos em pequenos 
cardumes e com outros peixes pequenos. As fêmeas têm o corpo 
mais cheio do que os machos. Nas condições certas, podem viver 
quatro ou cinco anos. A reprodução é bastante difícil, pois as 
características da água têm que ser corretas mas, se o conseguir, 
os alevins são muito fáceis de criar e crescem muito rapidamente. 
 
Alimentação 
Estes peixes aceitarão todo o tipo de comida, mas necessitam de 
uma boa variedade de alimentos de qualidade. A comida viva é 
prontamente aceite, mas necessita ser parte de uma dieta variada. 
Certifique-se de que o que quer que dê é suficientemente 
pequeno. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
33 Guia de peixes – Tetras 
Tetra chama / Hyphessobrycon flammeus 
Este peixe gosta de muita cobertura vegetal e de esconderijos. 
Levará cerca de uma semana para o tetra chama se adaptar a um 
aquário novo mas, uma vez instalado, é um deleite vê-lo e é fácil 
de manter. Os machos tendem a parecer menores do que as 
fêmeas, porque estas são mais cheias. A cor dos machos é muito 
mais intensa, com o corpo e barbatanas vermelhos e as orlas das 
barbatanas pretas. São fáceis de distinguir. O tetra chama também 
é muito fácil de reproduzir e ideal para os aquariofilista 
principiantes. 
 
Alimentação 
O tetra chama aceitará a maioria dos tipos de alimento, mas 
necessita de uma boa variedade, suficientemente pequena para 
que a consuma. A comida viva é prontamente aceite. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
34 Guia de peixes – Tetras 
Neon negro / Hyphessobrycon herbertaxelrodi 
O neon negro é um peixe ousado e robusto, tendo o macho e a 
fêmea um corpo bastante roliço. É muito pacífico, embora pareça 
um pouco belicoso. As marcas corporais consistem numa lista 
negra a todo o comprimento do corpo e uma linha dourada a 
verde clara acima desta, dependendo da luz. As barbatanas são, 
sobretudo transparentes, mas existe uma coloração branca leitosa 
em volta dos bordos da barbatana dorsal e da cauda. É um peixe 
muito atraente. Os neons negros nadam a meio do aquário, 
misturando-se prontamente com todos os outros peixes 
pequenos. Os sexos são fáceis de distinguir, pois a fêmea tem o 
corpo mais cheio e também são muito fáceis de reproduzir. São 
recomendados aos principiantes. 
 
Alimentação 
O neon negro aceitará a maioria dos tipos de alimento e necessita 
de variar. A comida viva é prontamente aceite, particularmente 
tubifex ou bloodworms. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
35 Guia de peixes – Tetras 
Tetra coração-de-sangue / Hyphessobrycon erythrostigma 
A maioria dos tetras coração-de-sangue provém das quantidades 
aparentemente ilimitadas capturadas do estado selvagem, 
principalmente no Peru. Este peixe prefere água ligeiramente 
mais branda do que a maioria dos tetras, e aí se mostrará no seu 
melhor. É um peixe excepcionalmente atraente, com uma 
tonalidade vermelha intensa em todo o corpo, uma mancha 
vermelho-escura a meio, uma barbatana dorsal longa e flutuante 
no macho e arredondada na fêmea. A barbatana dorsal do macho 
é principalmente preta, tornando-se vermelha na base, enquanto 
na fêmea possui uma pincelada cor-de-rosa em cima, tornando-se 
branca. Ficam muito bem em pequenos cardumes, contra o verde 
vivo das plantas de aquário. A diferença da coloração torna muito 
fácil distinguir os sexos. A reprodução é possível mas não é fácil. 
 
Alimentação 
Este peixe aceitará todo o tipo de comida, mas necessita de uma 
boa variedade de alimentos de qualidade. A comida viva é 
prontamente aceite, em especial os bloodworms vivos. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,6-7,2 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
36 Guia de peixes – Tetras 
Serpae / Hyphessobrycon serpae 
Os serpae são excepcionalmente robustos e resistentes. Quatro a 
cinco são o ideal para colocar num aquário montado pela primeira 
vez. De corpo vermelho, barbatana dorsal preta com orlas brancas 
e uma mancha preta atrás do olho, estes peixes são muito 
atraentes. A fêmea distingue-se facilmente do macho pelo seu 
corpo mais cheio quando apta a reproduzir-se. Perseguem outros 
peixes do aquário, mas não lhes fazem mal. O serpae é um dos 
tetras mais fáceis de reproduzir mas, para que isto seja bem 
sucedido, deve estar sozinho. São peixes excelentes para os 
iniciados. 
 
Alimentação 
Os serpae aceitarão todo o tipo de alimentos, mas para mantê-los 
em condições óptimas necessitam de uma boa variedade. A 
comida viva é prontamente aceite. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
37 Guia de peixes – Tetras 
Tetra imperador púrpura / Inpaichthys Kerri 
Este peixe também é conhecido como tetra imperador azul devido 
aos diferentes tons da sua coloração. É um peixe belo, originário 
de uma vasta área do rio Amazonas. A diferenciação sexual é 
muito simples: ambos os sexos têm a mesma risca larga a todo o 
comprimento do corpo, mas só os machos possuem um tom 
púrpura ou azul. Logo depois de colocado no aquário, as cores 
parecerão deslavadas mas voltarão passados um ou dois dias de 
aclimatação. Se mantido corretamente, este peixe atinge cerca de 
5 cm e possui um corpo forte. Como a maioria dos tetras, 
beneficiará da segurança de um aquário bem plantado. 
 
Alimentação 
O tetra imperador púrpura necessita de uma boa variedade de 
alimentos de qualidade. Glassworm e dáfnias serão perseguidos 
por todo o aquário até totalmente ingeridos e os outros alimentos 
vivos também são prontamente aceites. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
38 Guia de peixes – Tetras 
Tetra imperador negro / Nematobrycon palmeri (black) 
Este peixe é um parente próximo do tetra imperador púrpura e 
uma variedade colorida do tetra imperador comum. Num bom 
exemplar, a coloração negra cobre todo o corpo e o olho possui 
um anel azul metálico em volta. Depois de adulto, o macho 
desenvolve extensões nos raios superior einferior da cauda e uma 
terceira extensão no meio das outras duas. Se as condições do 
aquário forem corretas, são muito fáceis de reproduzir. 
Necessitam de muitas plantas altas, de folhas finas e plumosas (ex: 
Cabomba, Netella) e desovam entre elas, deixando os ovos 
aderentes às folhas. 
 
Alimentação 
Os tetras imperadores negros necessitam de uma boa variedade 
de alimentos de qualidade, incluindo os vivos como a dáfnia e 
glassworms. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
39 Guia de peixes – Tetras 
Tetra imperador / Nematobrycon palmeri 
Este é geralmente considerado o tetra imperador original. 
Encontrado há muitos anos, tem sido sempre um dos preferidos 
dos aquariofilistas. Com um anel azul vivo em volta do olho, uma 
lista negra a todo o comprimento do corpo e um tom metalizado 
azul e vermelho na metade superior do corpo, é um belo reforço 
para qualquer aquário. Embora este peixe prefira água 
ligeiramente acida, dá-se bastante bem uma vez acostumado às 
características da água local. Porque é um peixe naturalmente 
gregário; é aconselhável manter vários deles juntos no seu 
aquário. O macho possui três extensões na barbatana caudal. 
 
Alimentação 
Os tetras imperadores necessitam de uma boa variedade de 
alimentos de qualidade, incluindo os vivos como a dáfnia e os 
glassworms. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
40 Guia de peixes – Tetras 
Tetra fantasma negro / Megalamphodus megalopterus 
Originário da Colômbia, na América do Sul, este peixe é 
relativamente novo nos aquários. Quando descoberto pela 
primeira vez, há cerca de 35 anos, era tido como muito raro e 
difícil de manter e reproduzir, mas este mito foi rapidamente 
dissipado. Com uma marcante tonalidade negra em todo o corpo e 
barbatanas e manchas pretas na barbatana dorsal quando em 
boas condições, o fantasma negro é muito popular entre os 
aquariofilista e faz um belo efeito em cardumes de 10 a 15 
elementos. A fêmea tem o corpo mais cheio do que o macho 
quando traz ovos. A reprodução é relativamente fácil e os alevins 
crescem bem. Alguns exemplares excelentes, de tamanho, cor e 
corpo muito fortes, são criados comercialmente na República 
Checa. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam da comida em pedaços pequenos. Os flocos 
precisam ser esfarelados entre os dedos. Alimentos vivos de 
pequenas dimensões, como dáfnias bebés, microworms e 
pequenos bloodworms, são também prontamente acolhidos. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
41 Guia de peixes – Tetras 
Tetra fantasma vermelho / Megalamphodus sweglesi 
Parente próximo do tetra fantasma negro, este é também uma 
aquisição recente dos aquários europeus. Descoberto pouco 
depois do fantasma negro, também foi visto como um peixe 
sensível. Possui uma impressionante coloração vermelha no corpo 
e barbatanas, orlas negras na barbatana dorsal e uma pequena 
mancha branca intensa na barbatana dorsal da fêmea. Quando se 
consegue reproduzi-los, os alevins são muito fáceis de criar e na 
República Checa a criação comercial é bem sucedida. Existem 
outros dois fantasmas neste género, mas raramente se veem, 
sendo normalmente importados apenas acidentalmente. 
 
Alimentação 
Este peixe gosta de comida pequena. Os flocos precisam ser 
esfarelados entre os dedos. Alimentos vivos de pequenas 
dimensões, como dáfnias bebés, microworms e pequenos 
bloodworms, são também prontamente acolhidos. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
7/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
42 Guia de peixes – Tetras 
Moenkhausia / Moenkhausia sanctaefilomenae 
Peixe muito robusto e resistente, a moenkhausia é ideal para 
colocar num aquário novo. Tanto a fêmea como o macho possuem 
corpos maciços e podem ser bastante turbulentos mas, se 
mantidos em pequenos cardumes de 5 ou 6, perseguir-se-ão uns 
aos outros, deixando as demais espécies em paz. O corpo é 
prateado, com uma mancha preta na base da cauda e um 
semicírculo vermelho sobre o olho. Se este peixe se sentir infeliz 
ou mal, a sua cor mudará para preto-prateado. É muito fácil de 
reproduzir, mas os adultos devem ser retirados assim que 
terminarem a postura. 
 
Alimentação 
As moenkhausias comerão praticamente tudo o que se lhes der, 
incluindo coração de vaca ralado, minhocas picadas, 
grindleworms, etc. Continuarão a comer enquanto houver comida 
no aquário, pelo que é aconselhável oferecer pequenas 
quantidades de cada vez, assegurando que haja comida suficiente 
para os outros ocupantes do aquário. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,8 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
43 Guia de peixes – Tetras 
Peixe-lápis três linhas / Nannostomus trifasciatus 
Este peixe dá-se excepcionalmente bem num aquário de espécie 
ou em cardumes de 15 ou mais elementos. Nadam apontando 
ligeiramente o nariz para baixo e são peixes calmos, não 
incomodando nenhum dos seus companheiros. Com um corpo 
dourado, listas pretas do nariz à cauda e manchas vermelhas nas 
barbatanas e corpo, são adições interessantes para o aquário. 
Quando se reproduzem, espalham os ovos, gostando de fazer a 
postura em plantas como o musgo de Java, onde os ovos caem 
entre os filamentos e ficam escondidos até eclodirem. Quando os 
alevins nadam livremente, necessitam de alimentos como 
Microsorium, infusórios e artémia recém-nascida. Também 
utilizarão aquele tipo de plantas para se esconder quando 
ameaçados. 
 
Alimentação 
Este peixe possui uma boca tubular muito pequena e necessita de 
comida miúda. Os flocos precisam ser esfarelados entre os dedos e 
alimentos vivos de pequenas dimensões, como dáfnias bebés, 
microworms e pequenos bloodworms, são também prontamente 
acolhidos. 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
44 Guia de peixes – Tetras 
Peixe-lápis marginatus / Nannostomus marginatus 
Originário dos Suriname e da Guiana, o peixe-lápis marginatus 
existe em quantidades abundantes, reproduzindo-se muito 
livremente no seu habitat natural. Dá-se excepcionalmente bem 
num aquário de espécie ou em cardumes de 15 ou mais elementos 
e é um peixe muito calmo. Pode confundir-se com o peixe-lápis de 
três riscas, mas as barbatanas pélvica e anal são vermelho-vivas. 
Quando estes peixes estão aptos a reproduzir-se, dispersam os 
ovos em plantas muito delicadas, onde permanecem até à eclosão 
sem quaisquer cuidados parentais. Quando os alevins nadam 
livremente, necessitam de alimentos como Microsorium, 
infusórios e artémia recém-nascida e escondem-se naquele tipo 
de plantas quando se sentem ameaçados. 
 
Alimentação 
Como a maioria dos peixes-lápis, gostam da comida miúda. Os 
flocos precisam ser esfarelados entre os dedos e alimentos vivos 
de pequenas dimensões, como dáfnias bebés, microworms e 
pequenos bloodworms, são também prontamente acolhidos. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
ExcelenteTAMANHO ADULTO 
Fêmea 3,5 cm 
Macho 3,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
45 Guia de peixes – Tetras 
Peixe-lápis harrisonii / Nannostomus harrisonii 
O peixe-lápis harrisonii é um dos maiores do seu grupo. Possui 
uma lista preta mosqueada que lhe atravessa o olho e se estende 
até à ponta da cauda e tem uma mancha vermelha sobre a lista, na 
cauda. A cor base do corpo é o verde-azeitona. Possui um corpo 
longo, tubular, e nada principalmente de nariz para cima. A fêmea 
pode reconhecer-se pelo corpo ligeiramente mais roliço durante a 
postura. Todas as espécies de Nannostomus são peixes 
comunitários, sendo muito fáceis de manter. Estes peixes também 
se misturam entre si sem problemas e gostam de muitas plantas 
para nadar entre elas. Quando os alevins nadam livremente, 
necessitam de alimentos como microsorium, infusórios e artémia 
recém-nascida. Também utilizarão aquele tipo de plantas para se 
esconder quando ameaçados. 
 
Alimentação 
Gostam de comida miúda. Os flocos têm que ser esfarelados entre 
os dedos e alimentos vivos de pequenas dimensões, como dáfnias 
bebés, microworms e pequenos bloodworms, são também 
prontamente acolhidos. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
46 Guia de peixes – Tetras 
Tetra do Congo / Phennocogrammus interuptus 
O tetra do Congo macho é um peixe de corpo muito compacto. As 
barbatanas alongam-se em filamentos e os adultos possuem uma 
extensão central da cauda. A coloração deste peixe aclara ou 
intensifica-se dependendo da luz que nele incide. Possui uma 
larga faixa azul-esverdeada cuja cor se mistura com a da parte 
superior e inferior do corpo: uma lista dourada clara em cima, 
sendo a parte de baixo prateada. Nenhuma destas cores tem 
limites definidos. A barbatana dorsal é pontiaguda e as barbatanas 
possuem orlas brancas. A fêmea não possui a extensão na cauda e 
a sua barbatana dorsal é arredondada. Podem atingir os 9 cm e 
necessitam de muito espaço para nadar, pelo que é preciso um 
aquário de bom tamanho. São bons peixes comunitários e não 
perturbam os peixes menores. 
 
Alimentação 
Este peixe aceitará quase tudo o que lhe der, da comida em flocos 
às minhocas picadas. 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
47 Guia de peixes – Tetras 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
48 Guia de peixes – Tetras 
Tetra vermelho do Congo / Bathyaethiops breuseghemi 
Existem cinco ou seis espécies deste grupo que partilham o 
mesmo nome comum. Esta, em particular, é a mais vulgar mas só 
recentemente foi adquirida pelos aquariofilista. Quando o peixe é 
jovem, pode ver-se nele o potencial de coloração, mas só quando 
atingir a maturidade exibe todo o seu esplendor. A forma do corpo 
é oval, com uma cor base verde-azeitona claro, uma pequena 
mancha escura atrás do opérculo, uma mancha escura grande no 
fim do corpo e uma marca vermelha na barbatana dorsal, 
principalmente na base dos raios principais. A cor do corpo muda 
quando o peixe se volta sob a luz. 
 
Alimentação 
Este peixe prefere alimento vivo, como bloodworms e tubifex. 
Mais ou menos uma semana depois de instalado no aquário, 
aceitará comida congelada sem problemas. Flocos grandes 
também serão prontamente aceites. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 3,5 cm 
Macho 3,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
49 Guia de peixes – Tetras 
Tetra Aphyocharax annisitsi / Aphyocharax annisitsi 
Existem três peixes por vezes designados em comum mas que, 
quando observados juntos, são claramente diferentes. O 
aphyocharax annisitsi é o mais comum. É um peixe esguio e 
alongado e a zona posterior do corpo parece ter sido fortemente 
beliscada. É esta a sua forma natural. O corpo é semitranslúcido, 
com zonas vermelho-vivas na metade inferior e na cauda. Levará 
dois ou três dias até que este peixe se ambiente e adquira a sua 
coloração plena. Viverá bem sozinho, em pares ou em pequenos 
cardumes. 
 
Alimentação 
Este tetra aceitará prontamente qualquer alimento, mas pode ser 
bastante mais lento do que os outros ocupantes do aquário 
quando se oferece comida viva. Cerca de uma semana depois de 
instalado no aquário, aceitará comida congelada sem qualquer 
problema. Flocos grandes também serão prontamente aceites. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
50 Guia de peixes – Tetras 
Tetra rosado / Hyphessobrycon roseaceus 
Uma vez totalmente adaptado ao aquário, este é um dos tetras 
mais bonitos que existem. O corpo tem uma tonalidade vermelha 
generalizada e um vermelho mais sólido nas barbatanas anal e 
caudal. A barbatana dorsal do macho é bastante longa e termina 
em ponta, enquanto a da fêmea é muito mais curta e arredondada, 
com uma orla vermelha rosada na parte superior. O tetra rosado 
nada geralmente com as barbatanas totalmente estendidas, o que 
o torna um peixe bastante espetacular. Prefere peixes de tamanho 
similar como companheiros de aquário. Dá-se muito bem em água 
branda, mas aceitará água da torneira. A reprodução é possível 
mas bastante difícil, a menos que as condições sejam as 
adequadas. 
 
Alimentação 
Este peixe prefere alimento vivo, como bloodworms e tubifex. 
Mais ou menos uma semana depois de instalado no aquário, 
aceitará comida congelada sem problemas. Os flocos também 
serão prontamente aceites, mas terá de esfarelá-los entre os 
dedos. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
51 Guia de peixes – Tetras 
Pristela / Pristella maxillaris 
Neste peixe, a bexiga natatória e os contornos das escamas são 
visíveis mas o resto do carpo é opaco. As barbatanas caudal e anal 
são vermelhas e a dorsal é preta, amarela e branca, portanto é um 
peixe muito bonito. É também extremamente robusto, adaptando-
se à maior parte dos tipos de água. É um peixe comunitário e um 
dos mais fortes que se podem introduzir num aquário novo. Se 
criar um cardume, normalmente nadam juntos e preferem um 
aquário bem plantado. Extremamente fáceis de manter, são um 
dos tetras mais fáceis de reproduzir, mas terá de remover os 
adultos depois da postura. 
 
Alimentação 
Este peixe alimenta-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. São excepcionalmente rápidos quando se 
deita a comida no aquário, em detrimento dos outros peixes. 
Cuidado para não alimentar em excesso. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
52 Guia de peixes – Tetras 
Pinguim / Thayeria boehlkei 
É um peixe muito vistoso, com uma grossa lista negra a todo o 
comprimento do corpo, atravessando o lobo caudal inferior, a 
metade inferior do corpo prateada e uma brilhante metade 
superior dourada. Quando está parado, deixa descair a cauda a 
450 e depois, com um golpe de cauda, volta a alinhar o corpo. Os 
pinguins perseguem os outros peixes de vez em quando, mas sem 
lhes fazer mal. As fêmeas têm um ventremuito mais volumoso, 
mas ambos os sexos são bastante entroncados. Reproduzir os 
pinguins pode ser bastante difícil, embora, caso tenha êxito, os 
alevins sejam fáceis de criar. Dão-se muito bem em cardumes 
pequenos de entre cinco e dez peixes. 
 
Alimentação 
Este peixe alimenta-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. São excepcionalmente rápidos quando se 
deita a comida no aquário, em detrimento dos outros peixes. 
Cuidado para não alimentar em excesso. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6,5 cm 
Macho 6,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
53 Guia de peixes – Tetras 
Olho-de-fogo / Hemigrammus occelifer 
O olho-de-fogo vai buscar o seu nome à cor vermelha viva da 
metade superior do seu olho. Existe uma linha preta que corre 
desde imediatamente abaixo da barbatana dorsal até à caudal, 
terminando numa mancha dourada. O corpo é semitranslúcido, 
sendo as barbatanas transparentes à exceção das peitorais e anal, 
que possuem branco nos raios anteriores. Tanto os machos como 
as fêmeas têm um corpo volumoso mas, quando vistos de cima, é 
claro que o macho é o mais esguio. Os olhos-de-fogo gostam de ter 
muitas plantas no aquário. São peixes ideais para principiantes 
por serem tão fáceis de manter e reproduzir. 
 
Alimentação 
Este peixe aceitará todo o tipo de alimentos. Não são 
excepcionalmente rápidos a comer, portanto assegura-se de que 
há comida suficiente para eles, sem se exceder. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
54 Guia de peixes – Tetras 
Tetra loretto / Hyphessobrycon loretoensis 
Quando importados do estado selvagem, estes peixes são muito 
magros e sem cor, o que significa que não existe muito alimento 
disponível no seu habitat natural. Levará cerca de 14 dias até que 
o corpo encha, se lhes der três a quatro pequenas refeições 
diárias. A cor também se intensificará, revelando um peixe 
verdadeiramente belo. Possuem um vermelho forte nas suas 
barbatanas de pontas brancas, a metade superior do corpo é 
dourada e uma larga faixa negra a todo o comprimento do corpo. 
Dão-se excepcionalmente bem em cardume, especialmente num 
aquário bem plantado. Os tetras loretto preferem estar com 
peixes do seu tamanho. 
 
Alimentação 
Estes peixes aceitarão prontamente a maioria dos tipos de 
alimento. Uma alimentação de elevada qualidade, como artémia 
ou bloodworms, é essencial quando introduzidos no aquário. Uma 
vez restabelecida a cor e a forma do corpo, deve oferecer-se uma 
dieta mais variada. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
55 Guia de peixes – Tetras 
Peixe cego / Astyanax fasciatus mexicanus 
O peixe cego é naturalmente cego, pois vive em cavernas onde a 
visão não tem utilidade para eles. Desenvolverem gradualmente 
um “sistema de radar”, pelo que raramente batem contra outros 
peixes ou elementos do aquário. São quase os primeiros a sentir 
que se deitou comida no aquário e não têm problemas em 
encontrá-la. Com um corpo basto de cor creme rosado, destacar-
se-ão certamente no aquário. Nadam de modo muito dócil até se 
colocar comida no aquário, altura em que se tornam 
inesperadamente rápidos. Não há quaisquer problemas com 
outros peixes e são bastante fáceis de reproduzir. 
 
Alimentação 
Não terá problemas para conseguir que estes peixes se 
alimentem. Aceitarão prontamente todo o tipo de comida. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América Central 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
56 Guia de peixes – Tetras 
Pyrrhulina / Pyrrhulina sp. 
Uma vez adaptados ao aquário, o que demorará uma semana ou 
duas, estes peixes são fáceis de manter. Estes tetras necessitam de 
muitas plantas densas, de folhas delicadas, no aquário. 
Conseguem escapar saltando por quaisquer pequenas fendas na 
tampa do aquário, portanto certifique-se de que não existem 
buracos. No seu habitat natural reproduzem-se saltando fora de 
água e fazendo aderir os ovos à face inferior das folhas de plantas 
pendentes sobre a água. Podem ser induzidos a pôr os ovos no 
aquário, embora, ao eclodir, os alevins sejam minúsculos e muito 
difíceis de criar. 
 
 
Alimentação 
Estes peixes aceitarão prontamente todos os tipos de comida. Não 
são peixes extraordinariamente rápidos a alimentar-se, portanto 
certifique-se de que sobra comida suficiente para eles, sem 
contudo dar demasiada. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
57 Guia de peixes – Tetras 
Tetra Colômbia 95 / Astyanax sp. 
O Colômbia 95 só é conhecido na aquariofilia há pouco tempo, daí 
o seu nome um tanto utilitário. O macho é, de longe, o mais 
colorido, com a cauda, a barbatana adiposa e a barbatana anal 
vermelhas vivas. À medida que envelhece, todo o corpo se torna 
azul intenso. Quando este peixe se volta sob as luzes do aquário, 
pode ver-se uma multitude de azuis no seu corpo. Embora seja um 
peixe novo, já se verificou que se reproduz muito facilmente. Pode 
colocar-se um casal saudável sozinho num aquário com plantas de 
folhas delicadas. Quando começarem a reproduzir-se, porão entre 
seis e dez ovos por dia e podem deixar-se os adultos durante a 
postura sem qualquer receio de que ingiram os ovos. Deverá 
deixá-los descansar um pouco a cada duas semanas para que 
possam recuperar a forma ótima. 
 
Alimentação 
Estes peixes podem comer todo o tipo de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. Para obter o melhor deste peixe, dê apenas 
alimentos da melhor qualidade. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
58 Guia de peixes – Barbos 
GUIA DE PEIXES – BARBOS 
Barbo cereja ou titeia / Barbus titteya 
Os barbos têm fraca reputação enquanto peixes comunitários, 
mas o barbo cereja é exceção e pode ser considerado uma boa 
adição para qualquer aquário. O macho apenas adquire 
plenamente a cor que lhe dá o nome quando atinge a maturidade. 
Em cativeiro, o macho apresenta uma cor vermelho-viva em todo 
o corpo, incluindo nas barbatanas, mas a fêmea exibe uma 
coloração mais suave. É um peixe excepcionalmente popular dada 
a sua natureza pacífica e aspecto atraente. Na época de 
acasalamento, o macho nada em volta da fêmea, abrindo as 
barbatanas de tal forma que parece que se vão partir. Depois da 
postura, os adultos devem ser retirados do aquário para não 
procurarem e comerem os ovos. 
 
Alimentação 
Este peixe comerá todos os tipos de alimento vivo, congelado ou 
em flocos. Enquanto forem pequenos, assegura-se de que os flocos 
são partidos. 
 
 
ORIGEM 
Sri Lanka 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
59 Guia de peixes – Barbos 
Barbo tigre / Barbus tetrazona 
O nome deste peixe vem das suas marcas e cor. Por vezes 
perseguem os outros peixes e mordem-lhes as barbatanas, mas se 
viverem com grupo de sete ou oito tendem a deixarem paz os 
outros habitantes do aquário. De corpo dourado, quatro listas 
negras em toda a volta do corpo e barbatanas vermelhas, estes 
peixes são muito atraentes. São criados para fins comerciais e, por 
isso, muito fáceis de obter mas, tal como acontece com a maioria 
dos outros barbos, têm de ser afastados dos ovos logo após a 
postura para que não os comam. Os seus alevins são fáceis de 
criar. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. Também aceitarão coração de vaca ralado fino. 
Garanta que se mantêm bem alimentados para que não persigam 
os outros peixes do aquário. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
60 Guia de peixes – Barbos 
Barbo verde / Barbus tetrazona 
O barbo verde é uma variedade do barbo tigre. Existem outas 
variedades, mas estas são os mais populares. Estes peixes 
parecem ser menos perseguidores e turbulentos do que a 
variedade comum, mas continua a ser conveniente mantê-los em 
grupos de sete ou oito elementos. Trata-se de um peixe muito 
atraente, com o seu corpo verde-veludo. Também é criado para 
fins comerciais e, por isso, muito fácil de encontrar. São peixes 
ideais para aquários de principiantes, mas devem ser afastados 
dos ovos logo que estes são postos. Os alevins são fáceis de criar. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. Também aceitarão coração de vaca ralado fino. 
Garanta que se mantêm bem alimentados para que não persigam 
os outros peixes do aquário. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
61 Guia de peixes – Barbos 
Barbo xadrez / Barbus oligolepis 
Este peixe robusto e pacífico é bem conhecido dos aquariofilista 
há muitos anos. Quando bem adaptados, os machos apresentam 
cor negra na orla das escamas do centro do corpo, daí o seu nome. 
As escamas são de um dourado profundo e as barbatanas 
vermelhas apresentam as pontas negras. As fêmeas são mais 
discretas e exibem um corpo mais cheio do que os machos. O 
barbo xadrez nada com as barbatanas eretas; se estas se 
apresentarem fechadas ou baixas durante algum tempo, isso 
habitualmente significa que o peixe está doente ou infeliz, por isso 
vigie-os com cuidado. Criar estes barbos é bastante fácil mas, tal 
como a maioria dos outros barbos, é preciso afastar os adultos dos 
ovos logo que termine a postura. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. Certifique-se de que estão bem alimentados, mas 
sem sujar o aquário, porque não são dos mais rápidos a reagir no 
momento da alimentação. 
 
 
ORIGEM 
Indonésia/Sumatra 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
62 Guia de peixes – Barbos 
Barbo conchonius / Barbus conchonius 
Os barbos conchonius são peixes grandes e entroncados que 
normalmente nadam juntos em volta do aquário em movimentos 
lentos e letárgicos, a menos que estejam acompanhados por 
outros machos, situação em que se exibem no seu maior 
esplendor. O macho apresenta uma cor de base dourado no corpo, 
com uma camada de vermelho nos dois terços posteriores. A 
barbatana dorsal é vermelha e preta, a caudal vermelha e a anal 
transparente, exceto na ponta, que é negra. 
A fêmea é muito mais discreta e apresenta corpo dourado com 
uma marca negra mais visível perto do pedúnculo caudal. Na 
época reprodutiva, as fêmeas apresentam um corpo muito mais 
cheio. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. São muitas vezes os primeiros a chegar à comida, 
por isso certifique-se de que deita o suficiente para os outros 
peixes no aquário. 
 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
63 Guia de peixes – Barbos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
64 Guia de peixes – Barbos 
Barbo conchonius véu / Barbus conchonius 
O barbo conchonius véu é uma variante do barbo conchonius 
comum. O macho apresenta uma cor de base dourada no corpo, 
com uma sobreposição de vermelho nos dois terços posteriores. A 
barbatana dorsal é vermelha e preta, a caudal é vermelha e a anal 
transparente exceto na orla negra. As barbatanas dos machos são 
muito maiores do que na variedade comum. A fêmea é muito mais 
discreta e apresenta corpo dourado com uma marca negra mais 
visível perto do pedúnculo caudal. Na época reprodutiva, as 
fêmeas exibem um corpo muito mais cheio. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. São muitas vezes os primeiros a chegar à comida, 
por isso certifique-se de que deita o suficiente para os outros 
peixes no aquário. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
65 Guia de peixes – Barbos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
66 Guia de peixes – Barbos 
Barbo dourado / Barbus schuberti 
O barbo dourado é um peixe popular entre os criadores há muitos 
anos. Apresenta um lindo corpo amarelo-dourado, com as 
barbatanas vermelhas, e destaca-se bem num aquário. Os adultos 
têm um corpo bastante cheio e de coloração intensa. Os machos 
apresentam geralmente uma fila de manchas negras que começam 
logo atrás das guelras até ao pedúnculo caudal e as fêmeas 
apresentam habitualmente algumas manchas negras no corpo. A 
reprodução pode ser difícil porque as fêmeas nem sempre estão 
dispostas a desovar, por muita atenção que o macho lhes dê. Se a 
procriação tiver êxito, os alevins são muito pequenos e 
inicialmente necessitam de ser alimentados com Microsorium. 
 
Alimentação 
Os barbos dourados comerão todos os tipos de alimento vivo, 
congelado ou em flocos. São muitas vezes os primeiros a chegar à 
comida, por isso certifique-se de que deita o suficiente para os 
outros peixes no aquário. 
 
 
ORIGEM 
Ásia/China 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
67 Guia de peixes – Barbos 
Barbo de cinco listas / Barbus pentazona 
Os programas de criação destes peixes na República Checa 
tornaram-no atualmente mais fácil de encontrar. Tal como o nome 
sugere, apresenta 5 barras verticais que variam do verde-escuro 
ao preto. A cor base do corpo é um dourado-claro refletor com 
matizes azuladas ao longo do dorso e as barbatanas dorsal, 
pélvica e anal são vermelhas, por isso é um peixe que se destaca. 
Ficam muito bonitos em pequenos cardumes e preferem nadar 
juntos entre a linha média e a metade inferior do aquário. O 
macho apresenta uma coloração ligeiramente mais viva do que a 
fêmea e é também ligeiramente mais esguio. Gostam de muitas 
plantas de folhas largas para se esconderem quando se assustam. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado 
ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e não serão os 
primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o 
suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
ORIGEM 
Sudeste Asiático 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
68 Guia de peixes – Barbos 
Barbo stolickhanus / Barbus stoliczkanus 
Os barbos stolickhanus parecem-se muito com o barbo ticto e 
discute-se se são, na realidade, espécies diferentes. Seja qual for a 
resposta, este peixe é uma lindíssima e pacífica adição a qualquer 
aquário. A cor de base do corpo é bronze, com duas manchas 
pretas tanto no macho como na fêmea; o macho apresenta uma 
barra larga vermelha sobreposta a todo o comprimento do corpo. 
A barbatana dorsal no macho é também salpicada de vermelho e 
preto. Estes peixes não se encontram com facilidade, por isso vale 
a pena compra-los se os vir à venda. Para procriar, coloque um 
macho com várias fêmeas e retire os ovos logo que termine a 
postura. 
 
Alimentação 
Os barbos stolickhanus comerão todos os tipos de alimento vivo, 
congelado ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiro a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
69 Guia de peixes – Killies 
GUIA DE PEIXES – KILLIES 
Aphyosemion australe / Aphyosemion australe 
Durante muitos anos, os killies foram considerados peixes para 
especialistas, mas, com poucas exceções, as espécies agora 
disponíveis são peixes comunitários. O Aphyosemion australe é 
um dos mais fáceis de encontrar. Com vermelhos vivos, amarelos 
e azuis metálicos e verdes no corpo e nas barbatanas, e com 
extensões da cauda em branco, em cima e em baixo, este é um 
belíssimo peixe. O seu tempo médio de vida num aquário 
comunitário é de cerca de dois anos, mas são muito fáceis de criar. 
 
Alimentação 
Os Killies comerão todos os tipos de alimento vivo, congelado ou 
em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e não serão os 
primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o 
suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África Ocidental 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
70 Guia de peixes – Killies 
Aphyosemion gardneri / Aphyosemion gardneri 
Com manchas vermelhas num corpo dourado, cauda em vermelho 
vivo e amarelo, este é um peixe comunitário muito colorido, 
embora as fêmeas do género Aphyosemion sejam todas muito 
simples e desinteressantes. Os killies podem ser divididos em dois 
grupos: os que põem ovos em fios de lã e os que mergulham na 
turfa. Os Aphyosemion pertencem ao primeiro grupo: os peixes 
fazem aderir os seus ovos a fios de lã suspensos na água a partir 
de uma cortiça. Os ovos são então retirados do aquário e 
colocados numa zona aquecida durante um curto período de 
tempo antes de serem transferidos para um aquário menor onde 
eclodem e os alevins podem crescer. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
ORIGEM 
África Ocidental 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
71 Guia de peixes – Killies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
72 Guia de peixes – Killies 
Aphyosemion scheeli / Aphyosemion scheeli 
Este killies é uma explosão de cor, com o seu corpo azul-metálico, 
manchas em vermelho vivo por todo o lado e barbatanas em 
amarelo-claro, amarelo-escuro e vermelho-vivo. É difícil perceber 
porque razão não vemos mais peixes destes quando apresentam 
esta variedade de cores e marcas. É muito difícil identificar as 
marcas das espécies individuais sem recorrer a um livro 
especializado ou a um vendedor experiente. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África Ocidental 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
73 Guia de peixes – Killies 
Aphyosemion striatum / Aphyosemion striatum 
Este é outro peixe chamativo, com linhas de pequenas manchas 
vermelho-vivo que correm paralelas ao longo de todo o corpo 
sobre um verde refletor. A barbatana dorsal apresenta duas linhas 
grossas vermelho-vivas e a cauda uma coloração vermelha, 
amarela, laranja e azul. As fêmeas são muito menos coloridas. Tal 
como a maioria dos killies, gostam de estar num aquário com 
bastantes plantas de folhas finas para se esconderem ou 
desovarem. É um peixe sociável que será uma mais-valia no seu 
aquário. 
 
Alimentação 
Os Aphyosemion striatum alimentam-se de todos os tipos de 
comida viva, congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior 
do aquário e não serão os primeiros a chegar à comida, por isso 
assegure-se de que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África Ocidental 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
74 Guia de peixes – Killies 
Nothobranchius rachovii / Nothobranchius rachovii 
Os killies Nothobranchius são originários de África e este, em 
especial, provém de Moçambique. Tal como a maioria dos killies, 
não gostam de grandes alterações nas condições da água, por isso 
verifique o pH da água em que vivem e ajuste-os gradualmente às 
novas condições. Embora prefiram água branda e turfa castanha, 
aceitarão uma água da torneira mais dura depois de um período 
de adaptação. As fêmeas mergulham num substrato de turfa para 
pôr os ovos e o macho segue imediatamente atrás para fertilizá-
los. A turfa é retirada do aquário e seca. Mais tarde, volta a 
colocar-se num pequeno aquário com cerca de 5 cm de água para 
que ocorra a eclosão. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
75 Guia de peixes – Danios 
GUIA DE PEIXES – DANIOS 
Zebra / Brachydanio rerio 
Os zebras são simultaneamente um dos peixes mais robustos e 
mais fáceis de manter. São ideais para aquário novos por causa da 
sua adaptabilidade. São pacíficos, adaptam-se bem em aquários 
comunitários e são perfeitos para um criador inexperiente, por 
serem muito prolíficos. Tanto os machos como as fêmeas 
apresentam faixas douradas e azuis ao longo do corpo e da cauda, 
mas a fêmea tem um corpo um pouco mais cheio. A forma do 
corpo é longa e esguia, o que faz com que nadem de forma 
extremamente rápida. Quando ao tentar apanhar, use uma rede 
tão grande quanto o possível por causa da sua velocidade. A 
reprodução é extremamente fácil, mas os alevins são minúsculos e 
muitos lotes têm sido deitados fora porque são muito difíceis de 
ver durante os primeiros quatro a cinco dias após a eclosão. 
 
Alimentação 
Os zebras alimentam-se de todos os tipos decomida viva, 
congelada ou em flocos. Nadam em todos os níveis do aquário e, 
estejam onde estiverem, serão sempre dos primeiros a chegar à 
comida no momento da alimentação. 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
76 Guia de peixes – Danios 
Danio leopardo / Brachydanio frankei 
Os danios leopardos são robustos, fáceis de manter e 
reprodutores prolíficos, pelo que são ideais para aquários novos, 
aquários comunitários e para quem se inicia na criação. Ambos os 
sexos possuem um belo corpo dourado coberto de manchas azul-
escuras e a fêmea é ligeiramente mais cheia de corpo. De corpo 
longo e esguio, são nadadores extremamente velozes. A 
reprodução é muito fácil, mas lembre-se de que os alevins são 
minúsculos e serão muito difíceis de ver nos primeiros quatro ou 
cinco dias após a eclosão. 
 
Alimentação 
Como todos os danios, alimentam-se de todos os tipos de comida 
viva, congelada ou em flocos. Nadam em todos os níveis do 
aquário e, estejam onde estiverem, serão sempre os primeiros a 
chegar à comida no momento da alimentação. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
77 Guia de peixes – Danios 
Danio pérola / Brachydanio albolineatus 
Este é mais um peixe extremamente robusto e adaptável para um 
aquário novo ou um aquariofilista principiante. Como todos os 
danios, é um peixe gregário e pode ser facilmente mantido em 
cardumes de 20 ou mais elementos sem qualquer problema. 
Ambos os sexos possuem um corpo azul-aço, com uma linha 
vermelha muito fina a todo o comprimento do corpo. Existe 
também uma nuance avermelhada na região ventral do macho. A 
fêmea é um peixe de corpo muito mais cheio do que o macho. A 
reprodução é muito fácil: coloque duas vezes mais machos do que 
fêmeas no aquário de reprodução e retire os adultos assim que 
terminar a postura, ou eles procurarão e devorarão os ovos. 
 
Alimentação 
Os danios pérola alimentam-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. Nadam em todos os níveis do aquário e, 
estejam onde estiverem, serão sempre os primeiros a chegar à 
comida no momento da alimentação. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
78 Guia de peixes – Danios 
Danio gigante / Danio aequipinnatus 
O danio gigante é um dos maiores danios e atinge cerca de 10 cm 
de comprimento, com um corpo volumoso. É um peixe muito vivo, 
veloz e turbulento, sem características más. Tanto o macho como 
a fêmea são muito bonitos, com um irregular padrão mosqueado 
azul-aço sobre um fundo dourado. À medida que o peixe nada e se 
volta sob a luz do aquário, o azul muda para vários tons 
diferentes, todos muito atraentes. Durante a reprodução, a fêmea 
é ligeiramente mais volumosa e cheia na região do ventre. Como 
todos os danios, são fáceis de reproduzir e, depois de os alevins 
começarem a comer, são muito fáceis de criar. 
 
Alimentação 
Os danios gigantes alimentam-se de todos os tipos de comida viva, 
congelada ou em flocos. Nadam em todos os níveis do aquário e, 
estejam onde estiverem, serão sempre dos primeiros a chegar à 
comida no momento da alimentação. 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
79 Guia de peixes – Danios 
Danio dourado véu / Brachydanio rerio 
O danio dourado véu foi criado especialmente a partir do zebra e 
depois introduzido na natureza, tendo-se adaptado bem em certas 
regiões. Adultos cuidadosamente selecionados, com uma cor 
atraente e longas barbatanas foram cruzados para criar uma nova 
variedade de zebras. 
 
Alimentação 
Alimentam-se de todos os tipos de comida viva, congelada ou em 
flocos. Nadam em todos os níveis do aquário e, estejam onde 
estiverem, serão sempre dos primeiros a chegar à comida no 
momento da alimentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Híbrido 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
80 Guia de peixes – Danios 
Tanichthys albonubes / Tanichthys albonubes 
Uma vez ambientado e adaptado ao aquário, é um peixe 
verdadeiramente robusto e ideal para um novo aquário. Aceitará 
uma larga variedade de características da água sem demasiados 
problemas. Também pode ser mantido em água fria, mas é muito 
mais ativo a temperaturas tropicais. É um peixe muito colorido, 
com um corpo castanho-bronze, uma linha verde fluorescente a 
todo o seu comprimento, uma cauda vermelho-viva e franjas 
vermelhas na barbatana dorsal e anal. Exibem-se no seu melhor 
quando nadam em cardume de bom tamanho. São muito fáceis de 
reproduzir, mas necessitam de plantas densas para que os ovos 
sejam deixados em paz. 
 
Alimentação 
Alimentam-se de todos os tipos de comida viva, congelada ou em 
flocos. Nadam em todos os níveis do aquário e, estejam onde 
estiverem, serão sempre dos primeiros a chegar à comida no 
momento da alimentação. 
 
 
 
 
ORIGEM 
China 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
81 Guia de peixes – Anabantídeos 
GUIA DE PEIXES – ANABANTÍDEOS 
Combatente, beta / Betta splendens 
Tal como o nome sugere, os machos podem ser extremamente 
belicosos, mas apenas contra machos da mesma espécie. No 
Extremo Oriente eram encarados muito ao estilo dos galos de 
combate, mas atualmente este desporto foi proibido. 
No estado selvagem, os combatentes são normalmente de um 
verde escuro muito vulgar mas, através de cruzamentos 
selecionados, pode conseguir-se uma vasta gama de cores 
(vermelhos, azuis, verdes e mesmo rosa). A fêmea é a menor dos 
dois, com barbatanas mais curtas e uma cor muito mais vulgar. É 
aconselhável colocar pelo menos quatro ou cinco fêmeas num 
aquário com um macho, para que este possa dividir entre elas as 
suas atenções. 
Os combatentes reproduzem em ninhos feitos de bolhas. Quando 
colocados num aquário de reprodução, o macho construirá um 
ninho de bolhas flutuante revestindo bolhas de ar com saliva e 
cuspindo-as em seguida. Continuará a fazer isto durante bastante 
tempo, até que o ninho atinja vários centímetros de diâmetro e até 
2,5 cm de altura. Depois de terminar, o macho corteja a fêmea até 
a atrair para debaixo do ninho, onde envolve estreitamente o 
corpo dela com o seu para ela expulsar os ovos, que depois 
fertiliza. A fêmea afunda-se no aquário, num estado semiconsciente, enquanto o macho 
recolhe os ovos com a boca e os expele para a proteção do ninho de bolhas. Por esta altura, 
a fêmea estará pronta para o próximo abraço. Quando já não tiver mais ovos, é afastada. 
Nesta altura, remova a fêmea e coloque-a num aquário pequeno para que recupere do 
cansaço. 
O macho continuará a reparar o ninho e a apanhar com a boca os alevins que dele caiam, 
voltando a coloca-los lá dentro. Passadas 36 a 48 horas, os alevins começam a eclodir, 
sendo em geral cerca de 200 a 250. À medida que eclodem, caem para o fundo do aquário e 
o macho apanha-os repetidamente e volta a coloca-los no ninho, onde ficam com as caudas 
de fora. Quando conseguem nadar livremente, o macho já não é capaz de cuidar deles, 
sendoaconselhável devolvê-lo ao aquário comunitário. Os alevins têm que receber comida 
muito pequena, como infusórios e Microsorium, durante os primeiros cinco a sete dias, e 
depois progressivamente maiores. 
 
Alimentação 
Os combatentes não têm problemas para se alimentar e aceitarão todos os tipos de comida 
viva, congelada ou em flocos. Nadam bastante devagar e nem sempre são os primeiros na 
fila para comer, portanto assegure-se de que há comida suficiente para eles, sem sujar o 
aquário. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Tailândia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
82 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
83 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
84 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
85 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
86 Guia de peixes – Anabantídeos 
Colisa chuna / Colisa chuna 
Peixe excepcionalmente pacífico, o colisa chuna é um anão quando 
comparado com a maioria dos gouramis. É um peixe ideal para um 
aquário comunitário, pois é robusto, adaptável e não causa 
problemas aos seus companheiros. Gosta de muitas plantas 
densas no aquário e pode ser tímido enquanto não está 
ambientado. O macho possui um corpo dourado-mel, com uma 
faixa negra desde o nariz até à parte inferior do corpo e incluindo 
a primeira metade da barbatana anal. A cor dourado-mel cobre o 
resto desta barbatana e toda a dorsal. A cauda começa com esta 
cor a partir do corpo, mas a sua metade posterior é transparente. 
Se o peixe estiver assustado, a barra preta desvanece-se muito 
rapidamente e pode levar várias horas a regressar. Em 
comparação, a fêmea é muito lisa. 
 
Alimentação 
Em geral, não é um problema persuadir o colisa chuna a 
alimentar-se. Contudo, a comida tem de ser bastante pequena, 
portanto, se oferecer flocos, lembre-se de parti-los em pedaços 
muito menores. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
87 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
88 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
89 Guia de peixes – Anabantídeos 
Colisa lalia / Colisa lalia 
O colisa lalia macho é um peixe absolutamente espetacular. Com 
as suas muitas riscas vermelho-vivas, compostas por várias 
manchas percorrendo de alto a baixo o corpo e barbatanas de um 
azul metálico e todo pintalgado de vermelho, tem todas as razões 
para tê-lo no seu aquário. Tem ainda uma mancha azul-celeste nas 
faces, de ambos os lados da cabeça. 
As barbatanas ventrais deste peixe servem de sensores, sentindo 
aquilo em que tocam, e são usadas constantemente. A fêmea 
possui uma cor prateada e riscas azuis muito ténues percorrendo 
o corpo, pelo que é muito fácil de identificar. A reprodução é 
muito similar à do combatente, exceto que o macho não é tão 
agressivo. Os machos desta espécie coexistem sem quaisquer 
problemas. 
 
Alimentação 
O colisa não é um comedor agressivo, mas é muito requintado nos 
seus hábitos alimentares. Deverá assegurar que haja comida 
suficiente no aquário para que ele receba a sua parte, sem 
contudo sujar a água. Este peixe aceitará a maioria dos alimentos 
que lhe oferecer. 
 
ORIGEM 
China 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
90 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
91 Guia de peixes – Anabantídeos 
Colisa pôr-do-sol / Colisa lalia 
As fotos apresentadas nas páginas seguintes pertencem ao colisa 
pôr-do-sol e colisa neon, variantes do colisa lalia standard. Se 
quiser reproduzi-los, verá que se cruzam segundo a sua coloração. 
Estas variantes de cor foram produzidas a pedido dos 
aquariofilista e os criadores comerciais, principalmente no 
Extremo Oriente, dão o seu melhor para satisfazer este tipo de 
procura. 
 
Alimentação 
O colisa não é um comedor agressivo, mas é muito requintado nos 
seus hábitos alimentares. Deverá assegurar que haja comida 
suficiente no aquário para que ele receba a sua parte, sem 
contudo sujar a água. Este peixe aceitará a maioria dos alimentos 
que lhe oferecer. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
China 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
92 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
93 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
94 Guia de peixes – Anabantídeos 
Beijador / Helostoma temminkii 
Este peixe torna-se muito grande, se tiver as condições 
adequadas. Num aquário normal, atingirá cerca de 15 cm. 
Crescem muito lentamente e vivem em geral bastante tempo. O 
corpo é normalmente de um creme rosado, com barbatanas 
transparentes. É difícil distinguir o macho da fêmea. Um casal em 
postura porá literalmente milhares de ovos, mas é muito difícil 
criar os alevins. O seu nome vem do fato de se “beijarem” uns aos 
outros: uma prova de força e persistência mais do que de afeto. 
São peixes comunitários ideais até se tornarem demasiados 
grandes para o aquário. 
 
Alimentação 
Os beijadores comerão algumas das plantas mais tenras e 
saborosas do aquário, raspando ainda as algas dos vidros e das 
plantas de folhas mais rijas. Assegure-se de que recebem 
bastantes alimentos contendo algas, spirulina e outros aditivos 
vegetais. Comerão quatro ou cinco vezes por dia. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 30 cm 
Macho 30 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
Vegetal 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
95 Guia de peixes – Anabantídeos 
Gourami pérola / Trichogaster leeri 
Embora atinjam um tamanho considerável, são uma adição 
extremamente pacífica para um aquário. São, sem dúvida, peixes 
muito coloridos. O corpo é castanho com uma linha negra 
partindo do nariz, atravessando o olho e detendo-se a três quartos 
do comprimento total do corpo. Todo o corpo está coberto de 
pintas. Quando o macho amadurece, a sua barbatana dorsal 
alonga-se até ficar suspensa sobre a cauda e a barbatana anal tem 
extensões de raios únicos. Desenvolve ainda um sobretom 
vermelho na região do peito. A fêmea também é muito colorida 
mas as suas barbatanas são arredondadas 
 
Alimentação 
Os gouramis pérola são muito fáceis de alimentar, aceitando a 
maioria das comidas que se lhes oferecem. Viverão muito felizes 
com uma dieta composta por comida viva, congelada e em flocos. 
Também apreciam suplementos ocasionais de larva de mosquito. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 11 cm 
Macho 11 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
96 Guia de peixes – Anabantídeos 
Gourami de três pintas / Trichogaster trichopterus 
Os peixes do grupo dos trichogaster são parentes próximos uns 
dos outros, mas diferentes na sua coloração e marcas. O gourami 
de três pintas atinge um tamanho respeitável e é um bom peixe 
comunitário. Todo o corpo é de um azul pálido, com um tom de 
azul ligeiramente mais escuro num efeito ondulante sobre aquele. 
O macho possui barbatanas dorsal e anal alongadas e 
pontiagudas, enquanto as da fêmea são mais curtas e 
arredondadas. Têm ainda duas manchas bemevidentes, sendo o 
olho a terceira a que se refere o nome. Estes peixes são bastante 
robustos no que diz respeito às condições da água. Gostam de 
aquários bem plantados, sendo as plantas grandes preferíveis às 
menores. São muito fáceis de reproduzir, mas deverão pôr os ovos 
num aquário à parte. 
 
Alimentação 
Os gouramis de três pintas aceitarão de bom grado uma dieta 
composta por comida viva, congelada e em flocos. Também 
apreciam suplementos ocasionais de larva de mosquito. 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 11 cm 
Macho 11 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
97 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
98 Guia de peixes – Anabantídeos 
Gourami azul / Trichogaster trichopterus 
Existem três variedades coloridas de Trichogaster trichopterus. 
Este peixe, o gourami azul, é muito semelhante ao de três pintas, 
mas não possui manchas no corpo e o tom de azul é muito mais 
vivo e intenso. O azul mais escuro aparece como um marmoreado 
em vez do padrão ondulante e também é muito atraente. É um 
bom peixe comunitário, embora se for incomodado por outros os 
persiga para assustá-los, mas sem lhes fazer mal. Este grupo de 
peixes vem à superfície para aspirar golfadas de ar, pelo que não 
exigem níveis de oxigénio na água tão elevados como a maioria 
dos outros peixes. 
 
Alimentação 
Os gouramis azuis aceitarão de bom grado uma dieta composta 
por comida viva, congelada e em flocos. Também apreciam 
suplementos ocasionais de larva de mosquito. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 11 cm 
Macho 11 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
99 Guia de peixes – Anabantídeos 
Gourami dourado / Trichogaster trichopterus 
Este é, talvez, o membro mais conhecido dos Trichogaster, 
provavelmente devido à sua coloração intensa. Possui uma cor 
amarelo-dourada cobrindo todo o corpo, que se estende até às 
barbatanas e se vai desvanecendo de modo que as pontas são 
transparentes. A exceção é a barbatana anal, onde existem pintas 
brancas e, num bom exemplar, uma orla branca em toda a 
extensão. Os machos possuem barbatanas longas e pontiagudas e 
a cor da fêmea não é tão forte como a do macho. São fáceis de 
reproduzir e ideais para os principiantes. Os jovens crescem até 
cerca de 3,5 cm e desenvolvem a cor plena em cerca de oito 
semanas 
 
Alimentação 
Os gouramis dourados aceitarão de bom grado uma dieta 
composta por comida viva, congelada e em flocos. Também 
apreciam suplementos ocasionais de larva de mosquito. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 11 cm 
Macho 11 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
100 Guia de peixes – Anabantídeos 
Colisa fasciata / Colisa fasciata 
Os anabantídeos são originários de águas escuras, sem oxigénio e 
as suas cores fortes são necessárias para atrair os parceiros. Este 
peixe é típico, com um corpo volumoso e maciço e marcar fortes. 
O macho possui um corpo castanho avermelhado a que se 
sobrepõem cerca de sete faixas verticais de um azul vivo 
metalizado. O azul percorre também toda a extensão da barbatana 
anal junto ao corpo, tendo esta ainda uma orla cor de laranja vivo. 
A barbatana dorsal possui uma orla branca e a cauda é 
transparente, coberta de pintas azuis e com um rebordo 
vermelho. As barbatanas ventrais são cor de laranja vivo. A 
barbatana dorsal é também alongada e pontiaguda. A cor e marcas 
da fêmea são muito mais vulgares. 
 
Alimentação 
Como quase todos os gouramis estes peixes são fáceis de 
alimentar com uma dieta composta por comida viva, congelada e 
em flocos. Também apreciam suplementos ocasionais de larva de 
mosquito, um alimento natural para eles no seu estado selvagem. 
 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
101 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
102 Guia de peixes – Anabantídeos 
Trichopsis pumila / Trichopsis pumila 
Este belo peixe passa frequentemente despercebido por ser tão 
pequeno. Uma vez adaptado ao aquário, a cor do corpo é um 
prateado muito homogéneo, com manchas castanho-
avermelhadas a todo o comprimento do corpo. As barbatanas 
possuem tons fortes de azul e vermelho, com branco brilhante nas 
ventrais. Todas as escamas do corpo são refletoras e, sob uma boa 
iluminação do aquário, o peixe faísca literalmente. 
 
Alimentação 
Estes gouramis aceitarão de bom grado uma dieta composta por 
comida viva, congelada e em flocos. Possuem boca pequena, 
portanto certifique-se de que a comida é suficientemente pequena 
para que a consigam comer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia/Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
103 Guia de peixes – Anabantídeos 
Colisa labiosa / Colisa labiosa 
Parente muito próximo do colisa fasciata, o colisa labiosa é uma 
espécie independente. Embora tenha o mesmo formato de corpo, 
o colisa labiosa não atinge o mesmo tamanho do primeiro. O 
macho possui normalmente um corpo castanho chocolate com 
faixas azul metálico, mas estão são mais juntas do que as do colisa 
fasciata. Os lábios são azul-escuros, o que acentua o seu tamanho. 
A fêmea tem uma cor muito mais clara. Durante o período 
reprodutivo, a cor do macho muda quase para preto. Ambos os 
peixes nadam com as barbatanas ventrais apontadas para frente 
para sentir o que está na água. 
 
Alimentação 
Como quase todos os gouramis, são fáceis de alimentar com uma 
dieta composta por comida viva, congelada e em flocos. Também 
apreciem suplementos ocasionais de larva de mosquito, um 
alimento natural para eles no seu estado selvagem. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia/Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
104 Guia de peixes – Anabantídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
105 Guia de peixes – Ciclídeos 
GUIA DE PEIXES – CICLÍDEOS 
Escalar / Pterophyllum scalare 
Os escalares têm má reputação por perseguirem e comerem 
peixes menores. Até atingirem os 7 cm são inofensivos mas, se 
não forem bem alimentados quando crescem, predam os peixes 
menores. Contudo, são peixes lindíssimos, de cores e padrões 
muito variados. 
Os escalares são vendidos com cerca de 3 cm. São muito 
resistentes e toleram um vasto leque de condições da água. Muitas 
espécies têm barbatanas compridas, pelo que não deverá ter no 
aquário objetos aguçados, como gravilha ou peixes que 
mordiscam barbatanas. Estas ficarão rasgadas e susceptíveis a 
doenças como fungos e podridão. As diferentes variedades de 
escalares convivem bem dentro do mesmo aquário. 
Os escalares põem ovos com facilidade, mas leva-los a eclodir e 
criar os alevins é mais complicado. Os casais imaturos comem os 
seus ovos nas 24 horas seguintes, por isso coloque-os num 
aquário à parte logo após a postura. Trate-os contra os fungos e 
disponibilize muita oxigenação para que choquem. Se tiver a sorte 
de conseguir um bom casal de adultos verificará que, quando os 
ovos são postos, ambos os progenitores se revezam 
abanando a água com as barbatanas, o que 
impede que os detritos se depositem nos ovos, desenvolvendo 
fungos. Por vezes, um dos adultos levanta um ovo infectadoe come-o, para que não contamine os outros ovos. 
 
Alimentação 
Em geral, estes peixes 
são fáceis de alimentar. 
A boca distende-se e 
abre muito. Aceitarão 
alimentos grandes e a 
dieta deve incluir 
comida viva, congelada e 
em flocos. Aceitarão 
também minhocas e 
coração de vaca picados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa quando 
pequenos 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
106 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
107 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
108 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
109 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
110 Guia de peixes – Ciclídeos 
Discos / Symphysodon sp. 
Os discos estão entre os peixes mais diversificados que existem, 
encontrando-se à venda numa imensa variedade de cores e 
padrões. Não são baratos, o seu preço varia de alguns euros até 
200€ ou 300€. Crescem bastante, mas são muito sociáveis e 
coexistem pacificamente com cardinais, neons ou tetras nariz-de-
bêbado. A diferenciação entre os sexos é muito difícil por isso é 
aconselhável comprar vários peixes jovens e esperar conseguir 
entre eles um casal para procriar. 
 
Alimentação 
Depois de comprados, podem demorar alguns dias para comer, 
mas logo que se ambientam tudo deverá ficar bem. A boca 
distende-se e abre-se bastante. Gostam de pedaços grandes de 
comida viva, congelada e em flocos. Também comem minhocas e 
coração de vaca picados. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
111 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
112 Guia de peixes – Ciclídeos 
Ramirezi / Microgeophagus ramirezi 
Existem três tipos diferentes deste peixe, todos eles excelentes 
mais-valias para um aquário. São geralmente conhecidos como 
ciclídeos anões, apresentam um corpo muito entroncado, uma 
barbatana dorsal grande e ereta e muitas cores diferentes no 
corpo e nas barbatanas. A cor base do corpo é azul acinzentado 
com preto, amarelo e dourado por cima. Apresenta um anel 
vermelho vivo em volta do olho e uma barra preta vertical que o 
atravessa. As barbatanas pélvicas são principalmente em 
vermelho vivo, tal como os lobos superior e inferior da cauda. A 
diferenciação entre sexos é bastante fácil porque os primeiros 
raios da barbatana dorsal do macho são mais longos. As fêmeas 
tendem a apresentar uma matiz vermelha em volta da área 
ventral e um corpo ligeiramente mais claro. Gostam de ter 
esconderijos para onde possam nadar quando se sentem 
perturbados. 
 
Alimentação 
Os ramirezis alimentam-se de todos os tipos de comida fresca, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
113 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
114 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
115 Guia de peixes – Ciclídeos 
Apistogramma agassizi / Apistogramma agassizi 
Existem diversos tipos deste peixe, com diferentes cores, alguns 
bastante deslavados e outros de cores exuberantes. Esta variante 
em particular apresenta uma cor castanho-dourada com uma 
barra central escura a todo o comprimento do corpo. Apresenta 
uma faixa negra correndo ao longo do corpo na base da barbatana 
dorsal, sendo o resto desta barbatana laranja vivo. A barbatana 
anal também é laranja e preta, e a cauda tem um espigão preto 
rodeado de cor de laranja vivo que se projeta do corpo. As orlas 
ostentam uma faixa de preto esbatido. A fêmea é semelhante, mas 
não tão vistosa e um pouco menor do que o macho. Este peixe 
precisa de grutas ou pequenas formações rochosas 
principalmente para procriar e para servirem de esconderijo 
quando se sentem inquietos. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de todos os tipos de comida fresca, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. A alimentação deve 
incluir bloodworms, tubifex e outros alimentos cárneos. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
116 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
117 Guia de peixes – Ciclídeos 
Apistogramma cacatoides / Apistogramma cacatoides 
O apistogramma cacatoides possui muitas variedades de cor e 
proveniência embora, no contexto taxonômico, sejam todas o 
mesmo peixe. Este peixe é reconhecido pelos primeiros raios da 
barbatana dorsal, que são muito compridos. Todas as variedades 
deste peixe apresentam marcas de cores fortes, como o vermelho 
e o laranja vivo ou o negro profundo. A fêmea é habitualmente 
muito discreta em comparação com o macho e também 
consideravelmente menor. No entanto, durante a postura, a fêmea 
resiste aos avanços do macho até que esteja preparada para ele. 
Precisam de uma gruta ou de um vaso para desovar e ambos 
tomarão conta dos ovos até que tenham eclodido. Normalmente, 
os casais continuam a tomar conta das crias durante as primeiras 
duas ou três semanas. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de todos os tipos de comida fresca, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. A alimentação deve 
incluir bloodworms, tubifex e outros alimentos cárneos. 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
118 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
119 Guia de peixes – Ciclídeos 
Apistograma nijsseni / Apistogramma nijsseni 
O apistrogramma nijsseni é ideal para os criadores inexperientes 
por ser excepcionalmente fácil de manter. Não crescem tanto 
como os outros ciclídeos anões, mas compensam com uma grande 
variedade de cores em tons pastel. O macho é normalmente 
cinzento azulado ardósia com manchas ligeiramente mais escuras 
e com uma mancha escura no pedúnculo caudal. As barbatanas 
ventral e anal são amarelo limão, a cauda apresenta uma orla 
interna azul acinzentada clara e externa laranja claro. A barbatana 
dorsal apresenta, ao longo de todo o topo, duas linhas em 
vermelho intenso e azul muito claro. A fêmea é ligeiramente 
menor e de coloração muito mais fraca. Precisam de alguns 
esconderijos porque podem ser um pouco tímidos, mas também 
para procriar. A postura é difícil e errática, mas são peixes muito 
bonitos, fáceis de tratar e manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de todos os tipos de comida fresca, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. A alimentação deve 
incluir bloodworms, tubifex e outros tipos de carne. 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃOTodos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
120 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
121 Guia de peixes – Ciclídeos 
Apistogramma vietjita / Apistogramma vietjita II 
Estes peixes são particularmente atarracados e de corpo 
volumoso, ideais para os principiantes, porque são resistentes e 
se adaptam com facilidade a novos ambientes. A cor é muito 
intensa nos bons exemplares. Os vermelhos e laranja das 
barbatanas são muito vivos, o que lhes acentua o tamanho. As 
fêmeas são menores e muito mais deslavadas do que os machos. A 
verdadeira beleza desta espécie não se manifesta até que o peixe 
tenha atingido a maturidade e, como apenas se vendem 
exemplares imaturos, não são particularmente populares. A 
reprodução é fácil. 
 
Alimentação 
São peixes que se alimentam de todos os tipos de comida fresca, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. A alimentação deve 
incluir bloodworms, tubifex e outros alimentos cárneos. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
122 Guia de peixes – Ciclídeos 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
123 Guia de peixes – Ciclídeos 
Aequidens maronii / Aequidens maronii 
Com um corpo castanho, este não é um dos peixes mais coloridos, 
embora seja certamente um dos ciclídeos mais pacíficos. Os 
ciclídeos têm a reputação de estragar as plantas do aquário, mas o 
aequidens maronii é uma exceção. Quando crescem ficam muito 
entroncados e de corpo grosso. A diferenciação sexual é muito 
difícil, exceto quando a fêmea está cheia de ovos e pronta a 
desovar. Estes peixes não se reproduzem de uma forma regular. A 
postura ocorre duas ou três vezes depois para, por vezes durante 
alguns meses. Depois da desova e do nascimento dos alevins, 
verificará que são muito fáceis de criar, pois atingem os 3 cm em 
oito a dez semanas. 
 
Alimentação 
Estes peixes comem todo o tipo de comida viva, congelada ou em 
flocos; bem como coração de vaca bem picado. Alimentam-se com 
delicadeza e lentidão. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
124 Guia de peixes – Ciclídeos 
Pelmatochromis thomasi / Pelmatochromis thomasi 
O pelmatochromis thomasi é um velho favorito pela sua beleza e 
sociabilidade. Também pertence ao pequeno grupo de ciclídeos 
que podem ser colocados num aquário comunitário. Têm grandes 
barbatanas dorsais que, quando estendidas, apresentam linhas 
amarelas e vermelhas nas orlas com um leve padrão branco no 
resto da barbatana. A barbatana caudal apresenta ainda uma orla 
vermelha. O corpo é muito entroncado e volumoso, com escamas 
brilhantes que mudam de cor quando o peixe se volta sob a luz. 
Estes peixes são ovíparos típicos e são bastante fáceis de 
reproduzir. Limpam o local que escolhem antes de desovar e 
ambos os progenitores tomarão conda dos ovos até estes 
eclodirem e os alevins nadarem livremente. 
 
Alimentação 
São peixes que se alimentam de todos os tipos de comida fresca, 
congelada ou em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e 
não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de 
que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
125 Guia de peixes – Ciclídeos 
Neolamprolugus leleupi / Neolamprologus leleupi 
Originários dos lagos africanos, o habitat natural destes peixes é 
um afloramento vasto e rochoso. Num aquário gostam de ter 
muitas rochas para se esconder e eventualmente procriar. 
Também se podem usar vasos de terracota. A coloração deste 
peixe é fora do comum porque é todo amarelo vivo, incluindo as 
barbatanas, o que faz com que se destaque bastante num aquário. 
As barbatanas dorsal e anal estendem-se praticamente a todo o 
comprimento do corpo. O corpo é comprido e tubular, o que 
sugere serem nadadores velozes e também lhes permitem 
esgueirarem-se por entre as frestas das rochas quando se sentem 
ameaçados. 
 
Alimentação 
Estes peixes comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e 
em flocos. Alimentam-se com voracidade três a quatro vezes por 
dia, sem problemas. Requerem uma dieta variada, com 
ingredientes vivos que nadem, tais como dáfnias, ciclopes e 
glassworms, se disponíveis. 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
126 Guia de peixes – Corydoras 
GUIA DE PEIXES – CORYDORAS 
Corydoras agassizi / Corydoras agassizi 
De corpo prateado e padrão negro, este é um peixe que sobressai 
bem num aquário. A cor de base do corpo é branco-prateado 
muito vivo, com quatro linhas pretas interrompidas constituídas 
por manchas pequenas e de bordas irregulares. Apresenta uma 
mancha grande, em preto intenso, na base da barbatana dorsal, 
que se prolonga para o corpo. As barbatanas são claras e a cauda 
apresenta um bonito padrão de linhas verticais. O corydoras 
agassizi é um peixe robusto, que pode ser facilmente introduzido 
num aquário novo com cerca de 4 semanas. É preferível manter 
um pequeno cardume destes peixes, porque gostam de sondar o 
substrato em conjunto, à procura de comida. A reprodução é 
conseguida com facilidade, desde que tenham as condições 
adequadas. 
 
Alimentação 
Tal como os outros corydoras, comem quase todo o tipo de 
comida viva, congelada e em flocos. Nadam na metade inferior do 
aquário e não serão os primeiros a chegar à comida, por isso 
assegure-se de que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
127 Guia de peixes – Corydoras 
Corydora albino / Corydoras aeneus 
Este é um dos três corydoras mais fáceis de encontrar, em parte 
porque é simples de criar. O corydoras albino é um dos peixes 
totalmente fornecido por criadores comerciais (nenhum é 
capturado no seu habitat natural). São muito robustos e podem 
ser colocados num aquário com duas semanas. Este peixe é uma 
forma albina do corydoras aeneus. Não só os olhos são rosa 
avermelhado, como o corpo é totalmente cor-de-rosa. A 
diferenciação sexual é bastante fácil: quando vista de cima, a 
fêmea parece ter o corpo mais arredondado do que o macho. Use 
apenas areão arredondado, que não estraga os seus longos 
barbilhões. Tal como para todos os outros corydoras, um 
substrato de areia será o mais adequado. 
 
Alimentação 
Comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e em flocos. 
Nadam na metade inferior do aquário e não serão os primeiros a 
chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o suficiente, mas 
sem exagerar. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
128 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras arcustus super / Corydoras arcuatus super 
O corydoras arcuatus super é um peixe muito atraente e robusto. 
Tem um corpo atarracado, com uma coloração da base branco-
creme e umabarra preta larga que atravessa o olho e segue o 
contorno das costas até ao lobo inferior da cauda. Esta barra preta 
praticamente desaparece quando o peixe está em stress ou 
assustado. Logo que se acalme, ela reaparece. O nariz é muito 
arredondado, com barbilhões proeminentes. O acasalamento é 
razoavelmente fácil, mas cria-los pode ser um desafio. Logo que as 
condições sejam adequadas, os alevins são bastante fáceis de 
criar. 
 
Alimentação 
Estes peixes comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e 
em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e não serão os 
primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o 
suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
129 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras aeneus / Corydoras aeneus 
Este é um dos três corydoras mais fáceis de encontrar, em parte 
por serem tão simples de criar. Quase todos os corydoras aeneus 
são fornecidos por criadores comerciais do Extremo Oriente, não 
sendo capturados nos seus habitats naturais. São muito robustos, 
embora possam ser tímidos e esconder-se entre as plantas. São 
castanho bronze e normalmente apresentam duas manchas 
grandes e muito escuras no corpo. Este peixe é ideal para juntar a 
um aquário com duas semanas. Use apenas areão arredondado, 
que não estraga os seus longos barbilhões. Tal como para todos os 
outros corydoras, um substrato de areia será o mais adequado. 
 
Alimentação 
Estes peixes comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e 
em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e não serão os 
primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o 
suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
130 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras elegans / Corydoras elegans 
Estes peixes são conhecidos pelos criadores há muitos anos. Não 
crescem tanto como muitos dos outros corydoras e, por isso, são 
adequados a aquários menores. São fáceis de encontrar e 
razoavelmente baratos. São muito fáceis de manter e a 
diferenciação dos sexos é simples: o macho é bastante esguio e a 
fêmea, vista de cima, é mais arredondada. A reprodução e criação 
são simples porque não são necessários cuidados parentais por 
parte dos adultos. É melhor que desovem num aquário à parte, 
onde depois os alevins podem ser criados. 
 
Alimentação 
Estes peixes comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e 
em flocos. Nadam na metade inferior do aquário e não serão os 
primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o 
suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
131 Guia de peixes – Corydoras 
Corydora anão / Corydoras habrosus 
O corydoras habrosus é um de entre um pequeno grupo de 
verdadeiros corydoras anões. Quando importados não medem 
mais de 1,5 a 2 cm. No seu habitat natural vivem em cardumes 
grandes, por isso, quantos mais colocar no seu aquário, mais 
felizes serão. Tendem a nadar e pairar em conjunto, mesmo junto 
ao fundo do aquário, em vez de sondarem o substrato à procura 
de comida, como a maioria dos outros corydoras. São pequenos 
peixes muito atraentes, com um corpo redondo e bonitas marcas. 
É muito fácil distinguir os sexos, pois a fêmea é muito mais larga 
do que o macho, mas são difíceis de criar. 
 
Alimentação 
Comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e em flocos. 
Nadam na metade inferior do aquário e não serão os primeiros a 
chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o suficiente, mas 
sem exagerar. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4 cm 
Macho 4 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
132 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras jullii / Corydoras jullii 
O corpo do corydoras jullii apresenta-se coberto de pequenas 
manchas pretas com uma linha de manchas ligeiramente maiores 
ao longo da linha lateral do peixe, sobre uma cor de base branco-
prateado. A barbatana dorsal apresenta uma grande mancha preta 
na parte de cima e a cauda um padrão fino em toda a sua 
extensão. É um peixe muito bonito. O nariz é extremamente 
arredondado e rombo. O corydoras jullii é um dos corydoras mais 
vulgares. Ao procriar, este peixe cruza-se facilmente com o 
corydoras trillineatus, o que origina uma ligeira variação no 
padrão. São muito fáceis de manter e gostam da água bem 
oxigenada e bem filtrada. 
 
Alimentação 
Comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e em flocos. 
Nadam na metade inferior do aquário e não serão os primeiros a 
chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o suficiente, mas 
sem exagerar. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
133 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras melini / Corydoras melini 
Este peixe é uma adição recente ao mundo dos aquários, mas 
encontra-se atualmente já bem estabelecido. Não é tão fácil de 
encontrar como os outros tipos e é um pouco mais caro do que a 
maioria dos outros corydoras. É um peixe muito bonito e sólido, 
com uma cor de base creme no corpo e uma barra preta que parte 
da barbatana dorsal, passa pela linha média dorsal e prolonga-se 
até ao lobo inferior da cauda. Também apresenta uma barra preta 
larga e vertical que lhe atravessa o olho e é conhecida como 
máscara. É um peixe bastante resistente, que aceita pequenas 
alterações de pH, mas que precisa de elevados níveis de 
oxigenação e de um bom sistema de filtragem. Não tolera 
quaisquer problemas com nitritos. 
 
Alimentação 
Comem quase todo o tipo de comida viva, congelada e em flocos. 
Nadam na metade inferior do aquário e não serão os primeiros a 
chegar à comida, por isso assegure-se de que têm o suficiente, mas 
sem exagerar. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
134 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras paleatus / Corydoras paleatus 
Este peixe é um dos três corydoras mais populares. Os criadores 
comerciais fornecem a maior parte deles, uma vez que são tão 
fáceis de reproduzir. São extremamente pacíficos, robustos e 
longevos e possuem o fascinante costume de pousarem no 
substrato e olhar através do vidro frontal do aquário, “piscando o 
olho” para quem olha para eles. A cor do corpo é verde-azeitona, 
com um mosqueado verde-escuro, quase preto. Não há dois peixes 
como o mesmo padrão. A cauda possui manchas pálidas e as 
demais barbatanas são geralmente desprovidas de cor. O macho 
possui uma barbatana dorsal muito maior e pontiaguda, embora a 
forma do corpo seja um meio mais claro de identificação. 
 
Alimentação 
Comerão praticamente todo o tipo de alimentos vivos, congelados 
e em flocos. A comida viva, como tubifex e bloodworms, é ideal 
para este tipo de peixes que escavam o fundo, especialmente se 
viverem num substrato de areia. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todosos tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
135 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras punctatus / Corydoras punctatus 
Podem adquirir-se tantas variedades deste peixe em termos de 
padrão que é difícil fazer uma descrição concisa e precisa. Em 
geral, a barbatana dorsal possui uma grande mancha negra e o 
corpo é coberto de pintas pretas (das muito pequenas às 
grandes), a cauda possui marcas ténues tipo pintas, as outras 
barbatanas são transparentes e o nariz arredondado. 
Basicamente, todas elas possuem um padrão preto e branco e as 
variantes são muito bonitas. Tal como todos os outros corydoras, 
são peixe comunitários, sempre esquadrinhando o fundo do 
aquário, à procura de comida. São um dos corydoras mais fáceis 
de reproduzir. Põem ovos adesivos, normalmente na parede do 
aquário, que ali permanecem até à eclosão e depois caem para o 
fundo. Não há cuidados parentais por parte dos adultos. 
 
Alimentação 
Comerão praticamente todo o tipo de alimentos vivos, congelados 
e em flocos. A comida viva, como tubifex e bloodworms, é ideal 
para este tipo de peixes que escavam o fundo, especialmente se 
viverem num substrato de areia. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
136 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras robbinae / Corydoras robbinae 
Este é um peixe ativo e que chama a atenção, constantemente em 
movimento e com distintas marcas pretas e brancas na cauda. Não 
é um peixe tímido, que se esconda entre as plantas, mas está 
quase sempre na parte da frente do aquário, a exibir-se. Há muito 
pouca informação acerca da reprodução. O macho e a fêmea 
possuem marcas idênticas, mas a fêmea, como a maioria dos 
outros corydoras, é mais cheia. 
 
Alimentação 
Como os outros corydoras, comem quase todo o tipo de comida 
viva, congelada e em flocos. Nadam na metade inferior do aquário 
e não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se 
de que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
137 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras schwartzi / Corydoras schwartzi 
Existem tantas variedades deste peixe que é muito difícil dar uma 
descrição precisa. Em geral, existe uma faixa larga preta subindo à 
frente da barbatana dorsal. O corpo possui linhas interrompidas a 
todo o comprimento, compostas por manchas que vão do muito 
pequeno ao grande. A cauda tem pintas miúdas, as outras 
barbatanas são transparentes e o nariz arredondado. Os 
barbilhões são brancos e bastante pronunciados. Basicamente, 
todas possuem um padrão preto e branco e as variantes são muito 
bonitas. Tal como todos os outros corydoras, são peixes 
comunitários, esquadrinhando frequentemente o fundo do 
aquário, à procura de comida. São um dos corydoras mais fáceis 
de reproduzir. Põem ovos adesivos, normalmente na parede do 
aquário, que ali permanecem até à eclosão e depois caem para o 
fundo. Não há cuidados parentais por parte dos adultos. 
 
Alimentação 
Como os outros corydoras, comem quase todo o tipo de comida 
viva, congelada e em flocos. Nadam na metade inferior do aquário 
e não serão os primeiros a chegar à comida, por isso assegure-se 
de que têm o suficiente, mas sem exagerar. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
138 Guia de peixes – Corydoras 
Corydoras sterbai / Corydoras sterbai 
Este é outro peixe relativamente novo no hobby, e um muito 
bonito. O corydoras sterbai é um peixe muito encontrado, pois 
tem o corpo bastante largo e volumoso e com um padrão vistoso. 
Ostenta linhas verticais muito marcadas, formadas por grandes 
pintas, e também ostenta padrões nas barbatanas. Possui longos 
barbilhões para poder escavar o solo à procura de comida. O nariz 
é afilado e arredondado. Este peixe é muito semelhante ao 
corydoras haroldchultzi e é facilmente confundido com ele. Pouco 
se sabe sobre sua reprodução, mas pensa-se que seja idêntica à 
dos outros corydoras. 
 
Alimentação 
Como os outros corydoras, alimentam-se praticamente de todo o 
tipo de comida viva, congelada e em flocos. Nadam na metade 
inferior do aquário e não são os primeiros a comer, por isso 
certifique-se de que há comida suficiente para eles, sem pôr 
demais. 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
139 Guia de peixes – Peixes-gato 
GUIA DE PEIXES – PEIXES-GATO 
Plecostomo / Hypostomus plecostomus 
O plecostomo é como algo saído da era dos dinossauros, com 
escamas grandes e duras e consequentemente poucos inimigos. 
Colam-se às paredes do aquário ou a ornamentos ou troncos, 
comendo alguma alga que possa aí ter crescido. Quaisquer plantas 
deverão ser fortes e robustas. O plecostomo cresce bastante, mas 
não é uma ameaça para outros peixes. Não se cola aos outros 
peixes a menos que estejam gravemente doentes ou a morrer. O 
principal problema, contudo, é crescerem demasiado para o 
aquário. 
 
Alimentação 
Embora comam quaisquer algas do aquário, têm necessidades 
alimentares específicas. Alimentam-se de quase toda a comida, 
mas preferem folhas de alface escaldadas, ervilhas cozidas e 
espinafres. Os espinafres têm de ser sem açúcar e de preferência 
enlatados. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 30 cm 
Macho 30 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
140 Guia de peixes – Peixes-gato 
Plecostomo vermelho / Pterygoplichthys gibbiceps 
Os plecostomos vermelhos parecem-se com os ameaçadores 
plecostomos, com escamas duras e grandes no corpo. Sondam as 
paredes do aquário e os ornamentos em busca de algas e, embora 
cresçam bastante, são gigantes gentis. 
 
Alimentação 
Embora comam quaisquer algas do aquário, têm necessidades 
alimentares específicas. Alimentam-se de quase toda a comida, 
mas preferem folhas de alface escaldadas, ervilhas cozidas e 
espinafres. Os espinafres têm de ser sem açúcar e de preferência 
enlatados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 30 cm 
Macho 30 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
141 Guia de peixes – Peixes-gato 
Flash peckoltia L204 / L204 Flash peckoltia 
Estes peixes só recentemente foram identificados, daí o código 
L204. Quando são importados medem apenas cerca de 5 a 6 cm, 
mas o seu padrão e beleza são os mesmos nesse tamanho em 
adultos. Possuem um distinto corpo castanho escuro com finas 
listas de um branco vivo em todo o corpo e barbatanas. São 
bastante caros, mas a sua beleza compensa-o. Estes peixes 
necessitam de troncos verdadeiros para se esconderem debaixo 
deles e os sugarem, arrancando pedaços muito pequenos que 
ajudam na sua digestão. 
 
Alimentação 
Amêijoas e mexilhões picados são a alimentação principal destes 
peixes. Consumirão quantidades mínimas de comida colocada no 
aquário para os outros peixes, mas não sobrevivem com isso. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
amêijoas e mexilhões 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
142 Guia de peixes – Peixes-gato 
Baryancistrus L18 / L18 Baryancistrus sp. 
Este belo peixe não foi ainda definitivamente classificado. Com 
uma cor base muito escura no corpo e nas barbatanas, tem pintas 
amarelas vivas distribuídas ao acaso por todo o lado. Possui 
também uma orla amarela viva ao longo da barbatana dorsal e na 
ponta da cauda. Estas marcas são semelhantes às do L81, que 
ostenta pequenas pintas amarelas. Este peixe necessita de troncos 
verdadeiros para se esconder debaixo deles e os sugar, 
arrancando pedaços muito pequenos que ajudam na sua digestão. 
 
Alimentação 
Amêijoas e mexilhões picados são a alimentação principal destes 
peixes. Consumirão quantidades mínimas de comida colocada no 
aquário para os outros peixes, mas não sobrevivem com isso. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
amêijoas e mexilhões 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
143 Guia de peixes – Peixes-gato 
Baryancistrus L177 / L177 Baryancistrus sp. 
Este é outra bela aquisição para o seu aquário, que, como com os 
outros peixes “L” aqui mostrados, não foi ainda classificado. Este 
peixe tem um padrão muito semelhante ao L18 e ao L81, sendo a 
principal diferença que, quando adultos, têm orlas amarelas mais 
largas nas barbatanas. Há muito pouca informação sobre os 
hábitos de reprodução deste peixe. Este peixe necessita de 
troncos verdadeiros para se esconder debaixo deles e os sugar, 
arrancando pedaços muito pequenos que ajudam na sua digestão. 
 
Alimentação 
Amêijoas e mexilhões picados são a alimentação principal destes 
peixes. Consumirão quantidades mínimas de comida colocada no 
aquário para os outros peixes, mas não sobrevivem com isso. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
amêijoas e mexilhões 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
144 Guia de peixes – Peixes-gato 
Hypancistrus L262 / L262 Hypancistrus sp. 
Embora não seja ainda oficialmente identificado e batizado, este 
peixe já recebeu o nome de hypancistrus. Tornou-se um peixe 
muito procurado devido ao seu padrão muito brilhante e distinto. 
Quando importado, mede apenas cerca de 3 a 4 cm, mas o seu 
padrão e beleza são os mesmos nesse tamanho do que quando 
atinge a fase adulta. A cor negra no corpo e as pequenas pintas 
brancas vivas sobre todo o corpo e barbatanas tornam-no muito 
distinto. Este peixe necessita de troncos verdadeiros para se 
esconder debaixo deles e os sugar, arrancando pedaços muito 
pequenos que ajudam na sua digestão. 
 
Alimentação 
Amêijoas e mexilhões picados são a alimentação principal destes 
peixes. Consumirão quantidades mínimas de comida colocada no 
aquário para os outros peixes, mas não sobrevivem com isso. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
amêijoas e mexilhões 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
145 Guia de peixes – Peixes-gato 
L260 / L260 
O L260 está hoje largamente difundido e é extremamente robusto 
e muito fácil de cuidar assim que se ambientar ao aquário. As 
informações sobre os hábitos de acasalamento e reprodução 
destes peixes são limitadas, mas eles têm o hábito de se colocarem 
em cima de rochas ou troncos apenas a olhar para si. Este peixe 
necessita de troncos verdadeiros para se esconder debaixo deles e 
os sugar, arrancando pedaços muito pequenos que ajudam na sua 
digestão. 
 
Alimentação 
Amêijoas e mexilhões picados são a alimentação principal destes 
peixes. Consumirão quantidades mínimas de comida colocada no 
aquário para os outros peixes, mas não sobrevivem com isso. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
amêijoas e mexilhões 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
146 Guia de peixes – Peixes-gato 
Ancistrus albino / Ancistrus sp. Gold albino 
Os peixes albinos são raros em liberdade, mas este é criado 
comercialmente para a aquariofilia. Os machos têm espículas em 
volta do queixo e até ao centro da cabeça, enquanto as fêmeas só 
as ostentam na orla do queixo, portanto distinguir o sexo destes 
peixes é muito fácil. Têm boca de ventosa e sondam as plantas e as 
paredes do aquário, comendo as algas que ali crescem. Têm 
espinhas afiadas nas guelras, por isso mexa-lhes com muito 
cuidado. 
 
Alimentação 
Alimentam-se de praticamente qualquer comida que deitar no 
aquário, mas folhas de alface escaldadas, ervilhas cozidas e 
espinafres cortados são os preferidos. Os espinafres têm de ser 
sem açúcar e de preferência enlatados. Amêijoas e mexilhões 
picados também serão aceites 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
147 Guia de peixes – Peixes-gato 
Ancistrus dolichopterus / Ancistrus dolichopterus 
Existem bastantes variedades de espécies de ancistrus, mas só 
uma ou duas se encontram difundidas. Todas possuem uma boca 
ventosa por baixo da cabeça e os machos têm todos espículas 
carnudas em volta do queixo e até ao centro da cabeça. As fêmeas 
só as ostentam à volta do queixo, por isso distingui-los é fácil. 
Usam a boca para se segurarem às plantas, às paredes do aquário, 
comendo as algas que crescem. Têm também espinhas afiadas nas 
guelras, que usam para sua defesa, por isso mexa-lhes com muito 
cuidado. Quando se reproduzem, repare que os ovos são 
amarelos, em vez da cor normal ou opaca. 
 
Alimentação 
Estes peixes alimentam-se de quaisquer algas do aquário, mas 
também comem praticamente qualquer comida que lá deite. 
Folhas de alface escaldadas, ervilhas cozidas e espinafres cortados 
são os preferidos destes peixes. Os espinafres têm de ser sem 
açúcar e de preferência enlatados. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
148 Guia de peixes – Peixes-gato 
Chaetostoma thomasi / Chaetostoma thomasi 
Existem somente dois tipos de chaetostoma disponíveis para 
aquariofilia: este e outro com pintas, sendo esta a única diferença 
entre eles. Conforme é típico de um pecostomo, as escamas são 
duras e ásperas ao toque. Os seus olhos são pequenos para um 
peixe que cresce até cerca de 15 cm, mas a sua visão é excelente. 
Gostam de sondar os troncos e as paredes do aquário e a boca é 
uma ventosa muito eficiente. Têm também a capacidade de 
fecharem as barbatanas quando se sentem ameaçados. As 
diferenças entre os sexos não são conhecidas. 
 
Alimentação 
Como os plecostomos, alimentam-se de quaisquer algas do 
aquário, assim como de folhas de alface escaldadas, ervilhas 
cozidas e espinafres cortados. Os espinafres têm de ser sem 
açúcar e de preferência os enlatados. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
149 Guia de peixes – Peixes-gato 
Peixe- vidro / Kryptopterus bicirrhis 
Uma vez instalado e ambientado, este peixe érobusto e fácil de 
cuidar. São peixes tímidos e geralmente escondem-se debaixo de 
plantas de folhas largas, em vez de nadarem livremente por todo o 
aquário. Mantê-los num cardume de 5 ou 6 elementos ajuda-os a 
sentir-se mais seguros. Como o nome sugere, pode ver através do 
seu corpo. Têm dois barbilhões tipo pêlos a meio do corpo, que 
usam como sensores. Não possuem uma barbatana dorsal 
tradicional, pois a deles é constituída por um só raio. O 
dimorfismo sexual e a reprodução deste peixe são ainda 
desconhecidos. O íctio pode ser um pequeno problema, mas é fácil 
de identificar e de tratar. 
 
Alimentação 
O peixe-vidro aceita todos os tipos de alimento, mas prefere uma 
vasta variedade de alimentos em flocos, congelados e vivos, com 
um suplemento de larvas de mosquito preto. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
150 Guia de peixes – Peixes-gato 
Limpa-vidros / Otocinclus arnoldi 
Se tiver problemas com o crescimento de algas, então este peixe é 
absolutamente essencial, pois se alimenta continuamente, 
limpando quaisquer algas no aquário. Por serem tão pequenos, 
têm de ter sempre comida disponível, senão morrem à fome 
muito depressa. Em alguns aquários será aconselhável adicionar 
comprimidos que estimulam o crescimento de algas. Não 
agredirão outros peixes e apenas são incompatíveis com peixes 
maiores que sejam agressivos. Quando importados ou mudados 
para um novo aquário, os limpa-vidros podem ter tendência a ter 
íctio, mas isto pode ser facilmente tratável e curado. As fêmeas 
distinguem-se quando estão cheias de ovos e prontas a procriar. 
 
Alimentação 
Embora as algas constituam a sua principal dieta, aceitam 
prontamente folhas de alface escaldadas, ervilhas cozidas ou 
espinafres cortados. Alimentos dados a outros peixes serão 
consumidos em pequenas quantidades, mas é preferível uma dieta 
vegetal. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetais 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
151 Guia de peixes – Peixes-gato 
Loricaria / Loricaria sp. 
Este loricaria só se encontra com facilidade desde há três ou 
quatro anos, mas é hoje criado comercialmente na República 
Checa. São peixes de corpo longo e fino, sendo mais largos na 
cabeça. A cauda tem longas extensões filamentosas que podem 
atingir metade do comprimento do corpo. Esta espécie tem uma 
coloração vermelho ocre em todo o corpo, com pequenas manchas 
marmoreadas mais escuras. São peixes extremamente pacíficos, 
que deslizam pelo aquário em vez de nadar. Gostam de pousar e 
de sondar plantas de folhas grandes, como os espadas do 
Amazonas. Vista de cima, a fêmea é mais larga do que o macho, 
logo a seguir às barbatanas peitorais. A reprodução é possível e, 
quando bem sucedida, o macho cuidará dos ovos até à eclosão. 
 
Alimentação 
As algas constituem a sua principal alimentação, mas aceitam 
prontamente folhas de alface escaldadas, ervilhas cozidas ou 
espinafres cortados. Aceitam também outros alimentos, como 
camarão picado e peixe branco cozinhado. 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetais 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
152 Guia de peixes – Peixes-gato 
Loricaria teffiana / Loricaria teffiana 
Os loricaria teffiana são atualmente comercializados na República 
Checa. São peixes com um corpo fino e longo e mais largos na 
cabeça. Têm largas faixas negras ao longo do corpo e uma lista 
muito mais clara entre elas. A cauda tem longas extensões 
filamentosas que podem atingir metade do comprimento do 
corpo. São peixes extremamente pacíficos, que deslizam pelo 
aquário em vez de nadar. Gostam de pousar e de sondar plantas 
de folhas grandes, como as espadas do Amazonas. Vista de cima, a 
fêmea é mais larga do que o macho, logo a seguir às barbatanas 
peitorais. 
 
Alimentação 
Embora as algas constituam a sua principal dieta, aceitam 
prontamente folhas de alface escaldada, ervilhas cozidas ou 
espinafres cortados. Alimentos dados a outros peixes serão 
consumidos em pequenas quantidades, mas uma dieta vegetal é 
preferível. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 18 cm 
Macho 18 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetais 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
153 Guia de peixes – Peixes-gato 
Farlowella / Farlowella acus 
No estado selvagem, a forma e coloração deste peixe servem de 
camuflagem para protegê-los de outros predadores. No aquário é 
extremamente dócil e um excelente peixe comunitário. O aquário 
necessita de ter plantas com folhas largas para que eles possam 
pousar sobre elas e limpá-las das algas que crescem. Levam uns 
dias a habituar-se a um novo ambiente e terão tendência a 
esconder-se mas, uma vez adaptados, são muito ativos e sem 
medo de serem a figura central do seu aquário. A diferenciação 
sexual é difícil até atingirem certo grau de maturidade, quando a 
fêmea será ligeiramente mais largo do que o macho na zona logo a 
seguir à cabeça. 
 
Alimentação 
Embora as algas constituam a sua principal dieta, aceitam 
prontamente folhas de alface escaldada, ervilhas cozidas ou 
espinafres cortados. Alimentos dados a outros peixes serão 
consumidos em pequenas quantidades, mas uma dieta vegetal é 
preferível. 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 20 cm 
Macho 20 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetais 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
154 Guia de peixes – Peixes-gato 
Synodontis nigriventris / Synodontis nigriventris 
Estes peixes nadam de cabeça para baixo a maioria do tempo. 
Fazem-no em todos os níveis do aquário, mas depois nadam do 
modo convencional para sondarem o substrato e assim se 
alimentarem. As suas espinhas são afiadas e podem facilmente 
perfurar a pele, por isso, tenha cuidado quando os agarrar. Farão 
ruídos crocitantes quando forem levantados da água. Peixes 
ativos; são vendidos quanto têm cerca de 3 a 4 cm, mas 
rapidamente atingem um tamanho mais substancial. 
 
Alimentação 
Este peixe aceita qualquer tipo de alimento. Alimentam-se à 
superfície, virados de barriga para cima, de alimentos flutuantes 
ou nadam até ao fundo do aquário e recolhem comida do 
substrato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
155 Guia de peixes – Limpa-fundos 
Guia de peixes – Limpa-fundos 
Botia palhaço / Botia macracantha 
Apesar do seu grande tamanho, os botias palhaço podem ser 
adicionados a um aquário com cardumes de peixes muito 
pequenos, como os cardinais. São peixes muito ativos e preferem 
viver num cardume pequeno de 3 ou 4. Com a sua intensa 
coloração laranja e negra, este peixe é certamente admirável. São 
dados ao íctio e, visto serem peixes sem escamas, a melhor 
maneira de tratá-los é aumentar a temperatura do aquário. Tem 
havido êxito na sua reprodução, mas só em aquários muito 
grandes ou tanques. 
 
Alimentação 
Necessitam de alimentos verdes na sua alimentação, como alface 
escaldada ou ervilhas cozidas. São também apreciadores de 
camarão picado, ovas de bacalhau, tubifex e bloodworms. Quando 
têm cerca de 3 a 4 cm de comprimento, necessitam de três a 
quatro pequenas refeições por dia.ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 20 cm 
Macho 20 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Essencialmente 
vegetais 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
156 Guia de peixes – Limpa-fundos 
Neomochielus botis / Neomochielus botia 
Embora de coloração escura, o padrão marmoreado deste peixe 
torna-o extremamente admirável. É um peixe ativo, 
constantemente em movimento, à procura de comida, com o 
corpo longo, esguio e tubular a fazer dele um nadador veloz. Tem 
pequenas espinhas afiadas, por isso tente evita-las quando o 
agarrar. A reprodução em cativeiro ainda não foi registada e 
diferenciar os sexos é muito difícil. 
 
Alimentação 
Estes limpa-fundos gostam de uma dieta variada, com diversos 
tipos de flocos. Aceitam prontamente alimento vivo, como 
bloodworms, tubifex ou glassworms, assim como dáfnias vivas uma 
ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
157 Guia de peixes – Limpa-fundos 
Khuli / Acanthopthalmus khulii 
Os padrões dos peixes vendidos como khuli são excepcionalmente 
variáveis. Uns têm uma faixa em volta de todo o corpo; outros só 
até meio do corpo; e ainda outros possuem só uma fina linha de 
pintas na linha média dorsal, a todo o comprimento do corpo. Tem 
a aparência de uma enguia e são tão rápidos que é quase 
impossível apanhá-los num aquário com plantas. 
Os khuli nadam muito depressa de um sítio para o outro e depois 
descansam por um momento. Geralmente nadam junto ao fundo 
do aquário e tornam-se excelentes escavadores, comendo 
alimentos deixados por outros habitantes. São conhecidos por 
serem peixes que desovam em grupo e as fêmeas são mais roliças 
que os machos, mas isto é tudo o que se sabe sobre seus hábitos 
de reprodução. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada, com diversos tipos de flocos. 
Aceitam prontamente alimento vivo, como bloodworms, tubifex ou 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
158 Guia de peixes – Limpa-fundos 
Lepidocephalus scatarugu / Lepidocephalus scatarugu 
Estes peixes são difíceis de encontrar, embora não sejam 
especialmente caros. Ficam na parte da frente do aquário, 
aparentemente a observá-lo a olhar para eles. São peixes 
comunitários e não são problema quando estão com outros 
peixes. Normalmente vendidos quando têm cerca de 3 a 4 cm, 
adaptam-se muito rapidamente ao aquário e alimentam-se sem 
problemas. Uma vez ambientados, os anéis à volta do corpo 
tornar-se-ão bastante escuros e o seu verdadeiro padrão começa a 
aparecer. Não há, neste momento, informação sobre reprodução 
ou dimorfismo sexual destes peixes. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada, com diversos tipos de flocos. 
Aceitam prontamente alimento vivo, como bloodworms, tubifex 
ou glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
159 Guia de peixes – Limpa-fundos 
Botia dario / Botia dario 
Quando inicialmente se batizou este peixe, concluiu-se que o seu 
padrão era semelhante ao do tigre de Bengala, razão pela qual 
também é conhecido como botia de Bengala. Tem faixas bastante 
largas amarelo-areia e negras e o padrão e as cores tornam-se 
bastante mais fortes à medida que o peixe cresce. Têm tendência a 
ter um corpo mais volumoso do que muitos outros limpa-fundos, 
o que os faz parecer ligeiramente mais gordos. Embora não sejam 
tímidos, gostam de ter onde se esconderem. Sabe-se muito pouco 
sobre a reprodução ou dimorfismo sexual deste peixe. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada, com diversos tipos de flocos. 
Aceitam prontamente alimento vivo, como bloodworms, tubifex 
ou glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
160 Guia de peixes – Limpa-fundos 
Botia striata / Botia striata 
Este é um peixe com um padrão muito marcado, mesmo quando 
jovem. Tem uma miríade de faixas finas e largas à volta da maior 
parte do corpo, geralmente de cor castanho chocolate. A barriga é 
bege clara, lisa. É um peixe muito ativo e, se há três ou quatro num 
aquário, normalmente nadam juntos. É aconselhável providenciar 
locais para se esconderem à noite. O íctio pode ser um pequeno 
problema quando transferidos pela primeira vez, mas é facilmente 
tratado. Sabe-se muito pouco sobre os hábitos de reprodução 
deste peixe, exceto que a fêmea fica mais cheia no ventre. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada, com diversos tipos de flocos. 
Aceitam prontamente alimento vivo, como bloodworms, tubifex 
ou glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia/Índia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
161 Guia de peixes – Arco-íris 
GUIA DE PEIXES – ARCO-ÍRIS 
Glossolepis incissus / Glossolepis incissus 
Os machos são vermelho-vivos e as fêmeas são de uma cor 
dourada, mais clara, por isso distingui-los não constitui problema. 
À medida que crescem e amadurecem, o corpo do macho torna-se 
muito volumoso, com um dorso visivelmente alto. A fêmea tem 
tendência a ser mais comprida. Ambos atingem um bom tamanho, 
mas mesmo em adultos são excelente peixes comunitários. A 
reprodução é fácil, pois dispersam os ovos, mas têm de ser 
afastados depois de terminada a desova. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Papua Nova Guiné 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 13 cm 
Macho 13 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
162 Guia de peixes – Arco-íris 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
163 Guia de peixes – Arco-íris 
Melanotaenia trifasciata / Melanotaenia trifasciata 
Existe uma série de variedades desta espécie em termos de cor e 
origem. Tendo por base as barbatanas vermelhas, as principais 
diferenças são diversos tons e intensidades de vermelho. As 
variedades recebem o nome do rio em que se podem encontrar, 
por exemplo, Giddy-river ou Goyder-river. São oriundos de 
afluentes lentos, com muitos arbustos pendendo sobre as águas. É 
aconselhável colar no aquário algumas plantas grandes onde se 
possam esconder. Tendem a ser nadadores bastante calmos, só se 
movendo com rapidez quando necessário. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Austrália 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
164 Guia de peixes – Arco-íris 
Melanotaenia praecox/ Melanotaenia praecox 
Este peixe só foi descoberto por volta de 1994 e, desde então, 
tem-se tornado num dos arco-íris mais populares. O macho possui 
um belo corpo azul metalizado com orlas vermelhas nas 
barbatanas e, sob a luz do aquário, o corpo reflete muitos tons 
diferentes de azul. São pacíficos, fáceis de manter e de reprodução 
fácil. Num aquário de vegetação pouca densa, depositarão entre 
seis e oito ovos por dia numa planta, onde ficam sem cuidados 
parentais até eclodirem. Os ovos são muito pequenos e difíceis de 
ver; após a eclosão, os alevins parecem pelos minúsculos. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Papua Nova 
Guiné/Papua 
Ocidental 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 107 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
165 Guia de peixes – Arco-íris 
Melanotaenia maccullochi / Melanotaenia maccullochi 
Este peixe arco-íris há muito que é popular no meio aquariofilista. 
Uma vez ambientado e feliz, nada com as barbatanas 
completamente estendidas. O corpo possui uma cor base 
dourado-esverdeada, com uma série de linhas pretas a todo o 
comprimento do corpo e as barbatanas tingidas de um vermelho 
que se torna mais forte à medida que o peixe amadurece. Este 
peixe é extremamente pacífico e, como os outros arco-íris 
mostrados neste livro, tem mais uma barbatana dorsal do que a 
maioria dos outros peixes. As fêmeas não têm cores tão fortes 
como os machos. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Austrália 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
166 Guia de peixes – Arco-íris 
Melanotaenia boesmani / Melanotaenia boesmani 
A cor deste peixe é absolutamente fascinante: a metade posterior, 
incluindo a cauda, é de um amarelo-alaranjado vivo e intenso e a 
metade anterior cinzento azulado ardósia com duas listas 
amarelas. A forma do corpo é um oval alongado. Gostam de ter 
muitas plantas altas no aquário onde descansar. Desovam 
continuamente nas folhas das plantas durante dois ou três dias de 
seguida, mas depois interrompem a postura até daí a um mês. Se 
conseguir manter os ovos e criar os alevins, serão muito fáceis de 
reproduzir e de cuidar. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América Central 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
167 Guia de peixes – Arco-íris 
Iraterina / Iratherina werneri 
Este peixe é extremamente esguio e as barbatanas do macho são 
exageradas. Uma vez ambientado e bem adaptado, a parte 
superior do corpo cobre-se de um lilás metalizado e a metade 
inferior possui uma tonalidade vermelha. As barbatanas 
alongadas são de um preto intenso, exceto a caudal, que é 
transparente à parte as orlas vermelhas nos lobos superior e 
inferior. Quando a fêmea está pronta a desovar e há mais do que 
um macho, estes proporcionarão um bom espetáculo exibindo-se 
uns aos outros estendendo as barbatanas e competindo pelas 
atenções da fêmea. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. Assegure-se de que o alimento é suficientemente 
pequeno para que o possam ingerir. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Papua Nova 
Guiné/Austrália 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
168 Guia de peixes – Arco-íris 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
169 Guia de peixes – Arco-íris 
Melanotaenia lacustris / Melanotaenia lacustris 
Estes peixes são muito recomendados para os aquariofilista 
iniciados, pois são muito fáceis de cuidar e extremamente 
robustos. Adaptar-se-ão às condições do novo aquário muito 
rapidamente. É aconselhável adquiri-los aos pares (macho e 
fêmea), pois nadarão juntos, exibindo-se um ao outro nas suas 
mais belas cores. A metade superior do corpo é azul-turquesa, 
desvanecendo-se até ao branco da parte inferior. O azul é refletor 
e parece mudar quando o peixe se volta sob a luz do aquário. 
Existe ainda uma faixa azul muito escura na zona central do corpo. 
À medida que envelhecem, o corpo torna-se muito volumoso e o 
nariz bastante afilado. São arco-íris muito típicos na sua postura, 
espalhando os ovos entre as plantas. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
ORIGEM 
Papua Nova Guiné 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
170 Guia de peixes – Arco-íris 
Telmaterina / Telmatherina ladigesi 
As telmaterinas foram apresentadas pela primeira vez em 1993 e 
continuam a ser populares. Quando introduzidos pela primeira 
vez no aquário, é provável que se escondam até se terem 
ambientado. À primeira vista, pareceria serem um tipo de peixe-
vidro, mas apenas a sua metade posterior é transparente. É um 
peixe muito atraente, com uma linha azul percorrendo a zona 
média do corpo na metade posterior e um contorno amarelo-
dourado vivo na orla inferior. As barbatanas são pretas e 
amarelas. Com os demais arco-íris, também possuem duas 
barbatanas dorsais. O macho tem as barbatanas maiores e uma 
cor mais intensa do que a fêmea. 
 
Alimentação 
Gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam 
prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
ORIGEM 
Indonésia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
171 Guia dos peixes – Rasboras 
GUIA DOS PEIXES – RASBORAS 
Arlequim / Rasbora heteromorpha 
Para tirar o melhor partido deste peixe, é aconselhável comprar 
um cardume de 10 a 12, pois se dão muito melhor em grupo e 
encontram segurança na quantidade. A sua forma é invulgar, pois 
o corpo é bastante volumoso para um peixe pequeno e depois 
afunila muito rapidamente até à cauda. O corpo tem uma 
tonalidade dourada e uma cunha triangular preta-azulada na 
metade posterior. As barbatanas são sobretudo vermelhas, à 
exceção da cauda, que é transparente. Gostam de ter muitas 
plantas e folhas finas no aquário para se esconderem. As fêmeas 
são normalmente mais volumosas do que os machos e, quando 
prontas a desovar, possuem um dourado mais intenso. Este peixe 
pode ser confundido com o rasbora espei, que é muito mais esguio. 
Existem atualmente duas variedades deste peixe: o arlequim 
negro e o arlequim dourado. 
 
Alimentação 
O arlequim gosta de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceita prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Assegure-se,porém, de que a comida é 
suficientemente pequena para que a possa comer. 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 4,5 cm 
Macho 4,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
172 Guia dos peixes – Rasboras 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
173 Guia dos peixes – Rasboras 
Tesoura / Rasbora trilineata 
Este peixe é longo, esguio e ágil e um nadador muito veloz. 
Robusto, é fácil de manter e ideal para se colocar num aquário 
novo. O corpo é semitransparente, com uma linha negra desde 
imediatamente atrás do opérculo até ao pedúnculo caudal. A 
cauda possui duas manchas negras, uma em cada lobo, cada uma 
ladeada por duas manchas amarelas. 
 
Alimentação 
Os tesouras gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
174 Guia dos peixes – Rasboras 
Olho esmeralda / Rasbora dorsiocellata 
Infelizmente, este peixe nem sempre se encontra facilmente à 
venda nas lojas da especialidade. Não é particularmente colorido, 
mas é muito pacífico e extremamente robusto. É um peixe ideal 
para começar, em especial para os aquariofilista jovens. Nada 
bastante devagar, geralmente do meio do aquário para baixo. 
Possui uma cor verde viva na metade inferior do olho e a 
barbatana dorsal tem uma mancha preta e branca. O corpo é 
bastante desprovido de cor. Não há diferenças visíveis entre o 
macho e a fêmea, embora quando pronta a desovar a região 
ventral desta seja muito mais cheia. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6,5 cm 
Macho 6,5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
175 Guia de peixes – Tubarões 
GUIA DE PEIXES – TUBARÕES 
Tubarão bicolor / Labeo bicolour 
Este grupo de peixes e apenas se parece com os tubarões: o seu 
corpo é cilíndrico e a alta barbatana dorsal também é grande. O 
corpo e as barbatanas são normalmente pretas e a cauda é 
vermelho-viva. Por vezes têm uma pequena pincelada de branco 
na ponta da barbatana dorsal, o que faz destes peixes bastante 
notados. Quando jovens esta coloração é esbatida e só se acentua 
com a maturidade. (Não se trata de uma diferença entre machos e 
fêmeas). Não são tímidos mas sim muito ativos, por vezes 
nadando de cabeça para baixo para poderem sondar a face 
inferior das folhas. Há poucos relatos da reprodução destes peixes 
em cativeiro. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. Também se lhes deve oferecer uma pequena quantidade 
de matéria vegetal. 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
176 Guia de peixes – Tubarões 
Tubarão frenatus / Labeo erythrurus 
Estes peixes são muito robustos e aceitarão uma vasta gama de 
condições no aquário. Possuem uma forma aerodinâmica que os 
torna nadadores velozes. A cor do corpo é verde azeitona 
acinzentado e as barbatanas são vermelhas. Há uma mancha 
negra no pedúnculo caudal. Tal como os labeo bicolor, são peixes 
ativos, nadando principalmente na metade inferior do aquário. Se 
houver mais do que um, perseguir-se-ão de tempos a tempos, mas 
normalmente sem fazer mal. A diferenciação sexual é muito difícil, 
embora a fêmea seja ligeiramente mais arredondada do que o 
macho. Há muito pouca informação sobre a reprodução destes 
peixes. A variedade albina é mostra na página seguinte. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. Também se lhes deve oferecer uma pequena quantidade 
de matéria vegetal. 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
177 Guia de peixes – Tubarões 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
178 Guia de peixes – Outras Espécies 
GUIA DE PEIXES – OUTRAS ESPÉCIES 
Abelhinha goby / Brachygobius xanthozonus 
O nome comum deste peixe condiz certamente com sua forma e 
coloração. São peixes muito pequenos, atingindo um comprimento 
máximo de 5 cm, e nadadores lentos que gostam de pousar em 
rochas ou folhas durante longos períodos. Os peixes maiores e 
mais rápidos podem perturbá-los, portanto tente tê-los apenas 
com peixes pequenos. É aconselhável ter um pequeno cardume no 
aquário, pois se ambientarão e adaptar-se-ão muito mais 
depressa. Pensa-se que o macho, quando pronto a procriar, tem 
uma coloração muito mais intensa, mas isto ainda não está 
provado. Há muito pouca informação relativa à reprodução destes 
peixes. 
 
Alimentação 
Este peixe é muito lento a comer e prefere alimentos como 
tubifex, whiteworms, bloodworms e microworms. Aceitará 
pequenas quantidades de flocos esfarelados, mas não parece dar-
se muito bem só com isso. 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
179 Guia de peixes – Outras Espécies 
Tateurndina ocellicauda / Tateurndina ocellicauda 
A semelhança de muitos outros peixes de Papua Nova Guiné trata-
se de uma bela espécie. Possuem um corpo tubular e a cabeça não 
é afilada. A cor azul ardósia do corpo está presente em todas as 
barbatanas. Existe uma série de barras verticais incompletas 
vermelho-vivas a todo o comprimento do corpo e um motivo 
vermelho em todas as barbatanas, mas diferente em cada uma 
delas. Ambas as barbatanas dorsais possuem uma orla amarelo-
viva e a anal é orlada de vermelho. A fêmea possui uma cor apenas 
ligeiramente mais clara e a barriga um pouco mais cheia do que o 
macho. Desovam em pequenas grutas e a fêmea cuida dos ovos. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Papua Nova Guiné 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
180 Guia de peixes – Outras Espécies 
Machadinha vidro / Carnigiella myersi 
Estes peixes possuem uma forma muito peculiar: vistos de cima, o 
corpo parece extremamente delgado e possuem também 
barbatanas peitorais muitíssimo grandes. Se assustados ou 
perturbados, usarão a força das suas barbatanas peitorais para se 
lançarem fora de água, parecendo voar, portanto coloque uma 
tampa justa no aquário. Durante a maior parte do tempo nadam 
muito perto da superfície. Não existe informação relativamente ao 
dimorfismo sexual ou à reprodução deste peixe. 
 
Alimentação 
Quando come, o maxilar inferiordeste peixe descai e ele consegue 
facilmente apanhar alimentos flutuantes. Alimenta-se de uma 
dieta variada de comida em flocos e aceita prontamente comida 
viva, como glassworms ou dáfnias. As larvas de mosquito são 
muito bem-vindas como petisco e podem encontrar-se 
congeladas. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 3 cm 
Macho 3 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
181 Guia de peixes – Outras Espécies 
Machadinha / Thoracocharax stellatus 
Esta é uma machadinha maior do que muitas delas, tendo também 
um corpo delgado. Nunca engorda e possui barbatanas peitorais 
extremamente grandes que usa para se impulsionarem para fora 
da água quando assustada. Pode “voar” até cerca de 3 cm para 
escapar a um predador, portanto coloque uma tampa justa no 
aquário. Durante a maior parte do tempo nada muito perto da 
superfície. Não existe informação relativamente ao dimorfismo 
sexual ou à reprodução deste peixe. 
 
Alimentação 
Quando come, o maxilar inferior deste peixe descai e ele consegue 
facilmente apanhar alimentos flutuantes. Alimenta-se de uma 
dieta variada de comida em flocos e aceita prontamente comida 
viva, como glassworms ou dáfnias. As larvas de mosquito são 
muito bem-vindas como petisco e podem encontrar-se 
congeladas. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 8 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
182 Guia de peixes – Outras Espécies 
Machadinha mármore / Carnigiella strigata 
Com um padrão negro marmoreado no corpo, este peixe é fácil de 
identificar. Como as outras machadinhas mostradas, tem o corpo 
delgado e grandes barbatanas peitorais. Nada junto à superfície e 
praticamente não existe informação sobre a reprodução. 
 
Alimentação 
Quando come, o maxilar inferior deste peixe descai e ele consegue 
facilmente apanhar alimentos flutuantes. Alimenta-se de uma 
dieta variada de comida em flocos e aceita prontamente comida 
viva, como glassworms ou dáfnias. As larvas de mosquito são 
muito bem-vindas como petisco e podem encontrar-se 
congeladas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 5 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
183 Guia de peixes – Outras Espécies 
Peixe-elefante / Gnathonemus petersii 
O peixe-elefante, de longo nariz, é um bom peixe comunitário, mas 
possui alguns requisitos especiais. É preferível um substrato de 
areia, pois usam o seu nariz proeminente para sondar o solo à 
procura de comida e não o podem fazer no areão. Embora sejam 
peixes bastante grandes, podem ser tímidos pelo que é preciso 
bastante camuflagem. Será melhor colocar apenas peixes menores 
e mais calmos com eles. Com um corpo escuro castanho chocolate 
e duas barras rosadas na parte posterior do corpo, destacam-se 
contra um substrato de areia, que deve ser de sílica e não das 
obras. Sabe-se pouco sobre o dimorfismo sexual ou a reprodução 
destes peixes. 
 
Alimentação 
A comida em flocos não é muito boa para estes peixes, portanto 
dê-lhes tubifex ou bloodworms, que se enterram no substrato, 
permitindo-lhes que se alimentem naturalmente. 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 25 cm 
Macho 25 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
184 Guia de peixes – Outras Espécies 
Epalzeoryhnchus kallopterus / Epalzeoryhnchus kallopterus 
Este peixe tornou-se extremamente popular entre os 
aquariofilista, embora apenas apareça à venda em certas alturas 
do ano. Robustos, fáceis de manter, são peixes velozes embora 
acalmem e se apoiem elevados nas suas barbatanas peitorais a 
olhar para fora do aquário. São peixes atraentes, com uma lista 
central preta e dourada desde a ponta do nariz até à cauda. A 
parte de cima das costas possui uma risca negra a todo o 
comprimento do corpo. As barbatanas ostentam manchas pretas. 
Dois ou mais no mesmo aquário perseguir-se-ão uns aos outros 
com bastante agressividade. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
185 Guia de peixes – Outras Espécies 
Ampulária / Ampullaria cuprina 
Os caracóis não são em geral populares, mas estes se arrastam 
pelo aquário, limpando as algas e criando infusórios a partir dos 
seus excrementos, alimento ideal para alevins recém-eclodidos. 
Requerem água ligeiramente dura para manter a dureza da sua 
casca, que é de um amarelo-dourado vivo. A reprodução é fácil: 
sobem acima do nível da água e põem ovos cor-de-rosa uns sobre 
os outros no vidro do aquário até parecerem uma framboesa. 
Desde que os ovos não sequem demasiado, eclodirão em cerca de 
três semanas, regressando depois ao aquário. Estes caracóis não 
gostam de água de má qualidade, devendo portanto fazer-se 
mudanças regulares. 
 
Alimentação 
Folhas de alface escaldadas são a dieta principal. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
186 Guia de peixes – Guppies 
GUIA DE PEIXES – GUPPIES 
Guppy / Poecilia reticulatus 
Os guppies são um dos peixes tropicais mais conhecidos e surgem 
em muitas cores e formas de cauda diferentes. São geralmente 
muito robustos e aceitam uma vasta gama de condições no 
aquário, mas, por a sua cauda ser muito delicada, não os introduza 
num aquário novo durante as primeiras seis semanas. 
A diferenciação sexual é muito fácil, pois o macho possui uma 
cauda ondulante e um corpo com motivos, muito colorido 
enquanto as fêmeas são bastante vulgares. Os machos perseguem 
constantemente as fêmeas, por isso, se quiser fazer uma 
reprodução seletiva, misture-os com cuidado. A maioria dos 
peixes criados comercialmente é produzida nos países do 
Extremo Oriente, como Singapura, Malásia, Tailândia e Sri Lanka. 
Entre os diferentes tipos de guppies disponíveis, encontram-se os 
de cauda redonda, cauda em lira, em espada superior, inferior ou 
dupla, em alfinete, em véu e muitas outras. Alguns só se 
encontram em criadores especialistas em guppies, mas existem 
diversas coletividades dedicadas aos guppies ou aos peixes 
vivíparos, que são fonte de muita informação e de conhecimentos 
especializados. 
Quando estão grávidas, as fêmeas possuem uma mancha escura 
na parte posterior da região do ventre conhecida como ponto grávido. Em condições 
normais, o período de gestação é entre 28 e 35 dias. Sendo peixes vivíparos, quando os 
alevins são libertados são imediatamente capazes de nadar livremente e procuram 
cobertura, tentando manterem-se escondidos por uns tempos. Produzem cerca de 70 a 80 
alevins de cada vez e podem trazer simultaneamente mais do que uma ninhada, 
resultantes de várias fertilizações, mas o número de alevins será menor. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou duas vezes por 
semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América Central 
TEMPERATURA 
22-260CSOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
187 Guia de peixes – Guppies 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
188 Guia de peixes – Guppies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
189 Guia de peixes – Guppies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
190 Guia de peixes – Guppies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
191 Guia de peixes – Guppies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
192 Guia de peixes – Guppies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
193 Guia de peixes – Platys 
GUIA DE PEIXES – PLATYS 
Platy / Xiphophorus maculatus 
Os platys são outra espécie de peixes tropicais bem conhecidas 
em todo o mundo. São muito robustos e toleram uma grande 
variedade de condições, o que os torna ideais para colocar num 
aquário novo. 
O macho possui uma barbatana anal modificada chamada 
gonopódio. Os machos perseguem constantemente as fêmeas, 
portanto, se quiser reproduzi-los seletivamente, misture-os com 
cuidado. 
Alguns platys apenas se encontram em criadores especializados e 
podem ser difíceis de adquirir. Infelizmente não há procura 
suficiente para que possam ser criados comercialmente, mas uma 
coletividade especializada será uma preciosa fonte de informação. 
Em geral pode encontrar os contatos destes grupos nas revistas 
de aquariofilista. 
Tal como os guppies, os platys exibem um ponto grávido na parte 
posterior do abdómen e a gestação dura 28 a 35 dias. Entre 70 a 
80 alevins são libertados, nadando em busca de cobertura vegetal, 
já que não dispõem de cuidados parentais. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam prontamente 
comida viva, como bloodworms, tubifex e glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou 
duas vezes por semana. 
 
 
ORIGEM 
América Central 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 5 cm 
Macho 7 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
194 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
195 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
196 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
197 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
198 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
199 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
200 Guia de peixes – Platys 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
201 Guia de peixes – Espadas 
GUIA DE PEIXES – ESPADAS 
Espada / Xiphophorus helleri 
O espada é um peixe tropical popular, mas não é comum 
encontrarem-se todas as suas variedades disponíveis. São peixes 
muito robustos e aceitam uma vasta gama de condições, pelo que 
são ideais para um aquário recém-montado. 
O macho possui uma barbatana anal modificada chamada 
gonopódio e o lobo inferior da cauda possui uma extensão que 
pode atingir metade do comprimento do corpo e que confere à 
espécie o seu nome comum. Os machos perseguem as fêmeas na 
tentativa de acasalar, portanto, se pretende fazer uma criação 
seletiva, misture-os com cuidado. A maioria destes peixes é criada 
no Extremo Oriente e outros tipos de espada só estão disponíveis 
em criadores especializados. Infelizmente, não há procura 
suficiente para se criarem comercialmente. 
Como os guppies e os platys, as fêmeas grávidas exibem um ponto 
grávido, uma mancha escura na parte posterior do abdómen. Os 
espadas são vivíparos e, após uma gestação de 28 a 35 dias, os 
alevins nascem e nadam direitos às plantas para se esconderem. A 
fêmea adulta pode ter cerca de 70 a 80 alevins, mas estes não 
dispõem de cuidados parentais. As fêmeas podem ter e podem 
trazer simultaneamente mais do que um grupo de alevins 
resultante de várias fertilizações, mas o número de nascidos diminui. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam prontamente 
comida viva, como bloodworms, tubifex e glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou 
duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América Central 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 11 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
202 Guia de peixes – Espadas 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
203 Guia de peixes – Espadas 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
204 Guia de peixes – Espadas 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
205 Guia de peixes – Espadas 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
206 Guia de peixes – Espadas 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
207 Guia de peixes – Espadas 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
208 Guia de peixes – Espadas 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
209 Guia de peixes – Mollies 
GUIA DE PEIXES – MOLLIES 
Molly, molinésia / Poecilia velifera 
Os mollies são peixes tropicais populares e existem numa grande 
variedade de cores. São peixes robustos e aceitam uma vasta 
gama de condições ambientais, mas preferem uma pequena 
quantidade de sal no aquário (1 colher de chá por 4,5 litros). São 
dados ao “shimmying”, que é provocado pelo choque ou 
arrefecimento do peixe. Um banho salgado, com 4 colheres de chá 
de sal bem dissolvidos em 4,5 litros de água, durante 20 minutos 
por dia, três dias seguidos deverá resolver este problema. 
Também sofrem ocasionalmente de oodinium, que é 
frequentemente confundido com o íctio. Uma combinação de sal e 
da medicação apropriada curará facilmente esta afecção. 
O macho possui uma barbatana anal modificada, conhecida como 
gonopódio, e persegue constantemente as fêmeas, portanto, se 
pretende fazer uma criação seletiva, misture-os com cuidado. 
Alguns tipos de mollies só se encontram em criadores 
especializados; infelizmente, não há procura suficiente para se 
criarem com fins comerciais. As coletividades especializadas em 
vivíparos são uma excelente fonte de informação. 
Os mollies são vivíparos e, após uma gestação de 28 a 35 dias, os 
alevins nascem e nadam direitos às plantas para se esconder. A 
fêmea adulta pode ter cerca de 60 a 70 alevins, mas estes não dispõem de cuidados 
parentais. As fêmeas podem trazer mais de um grupo de alevins de várias fertilizações, 
mas o número de nascidos diminui. 
 
Alimentação 
Os mollies gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam prontamente 
comida viva, como bloodworms, tubifex e glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou 
duas vezes por semana. 
 
ORIGEM 
América Central 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 11 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
210 Guia de peixes – Mollies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
211 Guia de peixes – Mollies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
212 Guia de peixes – Mollies 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
213 Guia de peixes – Mollies 
 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
214 Guia de peixes – Caudas-de-véu 
GUIA DE PEIXES – CAUDAS-DE-VÉU 
Cauda-de-véu, oranda / Carassius sp. 
A maioria das variedades de caudas-de-véu, ou orandas, é 
originária da China e algumas se tornam mais do que uma 
variedade de cor. Os celestiais, por exemplo, têm os olhos muito 
no alto da cabeça, parecendo olhar o céu, os olho-de-bolha 
possuem grandes sacos unidos à cabeça, que lembram bolhas, e os 
cabeça-de-leão ostentam uma formação tipo amora no alto da 
cabeça. Os criadores chineses reproduzem seletivamente e criam 
novas variedades destes peixes há centenas de anos e 
praticamente todos os tipos e todas as cores aparecem à venda 
algures durante o ano. 
Embora os caudas-de-véusejam tidos como peixes de água fria e 
muitas pessoas os coloquem em lagos, na verdade isso não é 
aconselhável. Com a chegada do Outono, a água torna-se 
demasiado fria e eles têm que ser colocados num aquário para 
passar o inverso. Há sempre exceções, e alguns poderão 
sobreviver à estação fria num lago, mas essa não é a regra. Estes 
peixes dar-se-ão bem num aquário com uma temperatura máxima 
de cerca de 260C. Misturam-se bem com peixes tropicais 
comunitários que também prefiram uma temperatura 
ligeiramente mais baixa, mas assegure-se de que estes não os 
perseguem ou mordiscam as suas grandes barbatanas ondulantes. Se a temperatura do 
aquário estiver demasiado elevada, o metabolismo deste peixe acelerará e a sua esperança 
de vida diminui. Mudanças regulares da água são necessárias, pois os caudas-de-véu 
produzem uma grande quantidade de excrementos, que podem sujar a água, 
especialmente se o sistema de filtração não for eficiente. Também exigem um nível de 
oxigénio mais elevado do que os peixes tropicais convencionais. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. Aceitam prontamente 
comida viva, como bloodworms, tubifex e glassworms, assim como dáfnias vivas uma ou 
duas vezes por semana. 
 
 
ORIGEM 
China 
TEMPERATURA 
20-250C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
215 Guia de peixes – Caudas-de-véu 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
216 Guia de peixes – Caudas-de-véu 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
217 Guia de peixes – Outros peixes 
GUIA DE PEIXES – OUTROS PEIXES 
Julidochromis marlieri / Julidochromis marlieri 
No género julidochromis existem apenas cinco espécies aceites, 
mas há uma série de subespécies que são variedades locais em 
que o padrão ou a cor são ligeiramente diferentes dos da espécie 
original. Estes peixes requerem um aquário decorado com 
bastantes rochas e pedras grandes e redondas para que possam 
criar os seus próprios territórios e zonas de reprodução, pois 
desovam em grutas. Quando um par compatível se forma, limpa 
uma área e entra no processo de acasalamento. Quando os ovos 
eclodem, os pais revezam-se para tomar conta das crias de 
defendê-las-ão vigorosamente. São peixes comunitários, mas 
ficarão melhores num aquário com peixes maiores ou num 
montado especificamente, como biótipo de lago africano. São 
peixes robustos e fáceis de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes ficarão contentes com uma dieta variada de 
alimentos em flocos. Aceitam prontamente comida viva, como 
bloodworms, tubifex e glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas 
vezes por semana. 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
218 Guia de peixes – Outros peixes 
Julidochromis transcriptus / Julidochromis transcriptus kissi 
Esta subespécie possui um padrão um pouco mais marcado do 
que o original julidochromis transcriptus e é uma variedade local 
da região Kissi, no extremo norte do lago Tanganica. Desovando 
em grutas, estes peixes precisam de um aquário com muitas 
rochas e pedras grandes e redondas para criarem os seus próprios 
territórios e zonas de reprodução. O casal limpa uma área e entra 
no processo de acasalamento. Quando os ovos eclodem, amos os 
pais tomam conta das crias e defendê-las-ão vigorosamente. São 
peixes comunitários, mas ficarão melhores num aquário com 
peixes maiores ou montado especificamente, como biótopo de 
lago africano. São peixes robustos e fáceis de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes ficarão contentes com uma dieta variada de 
alimentos em flocos. Aceitam prontamente comida viva, como 
bloodworms, tubifex e glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas 
vezes por semana. 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente (apenas 
com peixes maiores) 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 9 cm 
Macho 9 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
219 Guia de peixes – Outros peixes 
Lamprologus brichardi / Neolamprologus brichardi 
Há muitos anos este peixe é popular entre os aquariofilista. Gosta 
de um aquário com rochas e pedras grandes e redondas, pois 
desova em grutas. Os casais tomam conta das crias em conjunto e 
defendê-las-ão vigorosamente. Sendo peixes comunitários, só 
devem ser colocados num aquário com peixes maiores ou 
montado especificamente, como biótopo de lago africano. Esta 
espécie viverá bem em cardume e é robusta e fácil de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
220 Guia de peixes – Outros peixes 
Neolamprologus orange / N. oscellatus orange 
Esta é uma variedade do n. oscellatus e só recentemente apareceu 
à disposição dos aquariofilista. Preferem um aquário com muitas 
rochas e pedras grandes e redondas, mas na verdade moram em 
conchas. O casal procura e esvazia uma concha suficientemente 
grande para os dois e entra no processo de acasalamento. Quando 
os ovos eclodem, ambos os pais tomam conta das crias. Sendo 
peixes comunitários, só deverão ser colocados num aquário com 
peixes maiores ou num montado, como biótopo de lago africano. 
Esta espécie viverá bem em cardume e é robusta e fácil de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente (apenas 
com peixes maiores) 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
221 Guia de peixes – Outros peixes 
Neolamprologus brevis / Neolamprologus brevis 
São peixes com um padrão muito vivo, com listas brancas verticais 
no corpo e uma orla amarela na barbatana dorsal e na cauda. 
Possuem ainda uma orla negra na barbatana anal quando estão 
aptos a reproduzir-se. Preferem um aquário com muitas rochas e 
pedras grandes e redondas, mas na verdade moram em conchas. O 
casal procura e esvazia uma concha suficientemente grande para 
os dois e entra no processo de acasalamento. Quando os ovos 
eclodem, ambos os pais tomam conta das crias e defendê-las-ão 
vigorosamente. Sendo peixes comunitários, só deverão ser 
colocados num aquário com peixes maiores ou num montado, 
como biótopo de lago africano. Esta espécie viverá bem em 
cardume e é robusta e fácil de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 6 cm 
Macho 6 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
222 Guia de peixes – Outros peixes 
Tropheus diboisi / Tropheus duboisi 
Quando jovem, o troféus duboisi possui um corpo preto com 
pintas brancas muito vivas; quando cresce, o padrão modifica-se. 
À medida que algumas das pintas começam a desvanecer-se e a 
desaparecer,surge uma risca larga e interrompida no seu lugar. 
As manchas acabam por desaparecer completamente, sendo 
substituídas por faixas brancas sobre o corpo preto. Preferem um 
cenário rochoso, que lhes proporciona segurança e zonas de 
reprodução. Cuidarão das suas crias nas primeiras semanas, 
defendendo-as de potenciais predadores. Trata-se de um peixe 
muito robusto que é fácil de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente (apenas 
com peixes maiores) 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
223 Guia de peixes – Outros peixes 
Frontosa / Cyphotilapia frontosa 
O frontosa atinge um tamanho considerável e exige um aquário de 
pelo menos 2 m de comprimento e 60 cm de altura. Nada de uma 
foram muito descontraída e serena, parecendo apenas vaguear 
pelo aquário. O macho adulto possui uma proeminência craniana 
na parte da frente da cabeça que é muito distinta e a fêmea 
ostenta uma menor. Põem apenas cerca de 50 ovos, mas cuidam 
muito bem deles, agitando a água e limpando-os até à eclosão. Os 
alevins são mantidos num grupo coeso até serem suficientemente 
grandes para se alimentarem e defenderem sozinhos. Com 
paciência, podem ser domesticados de modo a virem comer à 
mão. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago 
Tanganica) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente (de 
preferência com a 
própria espécie) 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 35 cm 
Macho 35 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
224 Guia de peixes – Outros peixes 
Pseudotropheus / Pseudotropheus red/blue sp. 
Estes peixes são ideais para inaugurar um aquário montado 
especificamente para ciclídeos africanos. São excepcionalmente 
robustos e aceitarão condições bastante variáveis no aquário. 
Preferem um cenário rochoso que lhes proporcione segurança e 
zonas para reprodução. É fácil diferenciar os dois sexos, pois o 
macho é de uma cor e a fêmea de outra. São também muito fáceis 
de reproduzir e, como a maioria dos ciclídeos de lago, cuidarão 
das usas crias durante as primeiras semanas, defendendo-as dos 
predadores. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África (lago Malawi) 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Boa, apenas com 
peixes maiores 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
225 Guia de peixes – Outros peixes 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
226 Guia de peixes – Outros peixes 
Boca-de-fogo / Thorichthys meeki 
Seria um bom peixe para começar um aquário comunitário de 
peixes maiores. São excepcionalmente robustos, aceitarão 
condições variáveis no aquário e são muito fáceis de cuidar. 
Quando apto a acasalar, o macho possui a região da garganta de 
um vermelho vivo e exibe-se aos outros machos do aquário 
abrindo os seus grandes opérculos, competindo pela atenção da 
fêmea. O casal, depois de pôr até 200 ovos numa pedra plana, 
cuidará deles, agitando a água com as barbatanas. Defendem os 
ovos – e os alevins, depois da eclosão – contra potenciais 
predadores. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa com 
peixes do mesmo 
tamanho 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
227 Guia de peixes – Outros peixes 
Pseudotropheus daemonsoni / Pseudotropheus daemonsoni 
Trata-se de um bom peixe para começar um aquário comunitário 
de peixes maiores. São excepcionalmente robustos, aceitarão 
condições variáveis no aquário e são muito fáceis de cuidar. 
Podem ser agressivos, mas se colocados num aquário com 
bastantes rochas e grandes pedras e outros ciclídeos africanos, 
contentar-se-ão em demarcar o seu território, perseguindo 
apenas os outros de forma inofensiva. Como muitos outros 
ciclídeos dos lagos africanos, macho e fêmea têm ambos cores 
vivas ou intensas. Os machos acasalarão com mais de uma fêmea 
ao mesmo tempo. Os ovos são postos em grutas, pelo que não os 
poderá ver antes da eclosão. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Dê dáfnias vivas uma ou duas vezes por semana. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa (mas 
necessita de estar 
num aquário 
africano) 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 15 cm 
Macho 15 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
228 Guia de peixes – Outros peixes 
Kribensis / Pelvicachromis pulcher 
O kribenis viverá bem com outros peixes comunitários, como 
platys grandes, espadas e corydoras, mas certamente não com 
outros menores, como tetras e danios, por exemplo. Qualquer 
peixe comunitário com mais de 6-7 cm será provavelmente 
adequado. O macho é, de longe, o maior do casal e também possui 
barbatanas maiores. A fêmea é um peixe muito mais atarracado 
que, quando pronta a reproduzir-se, apresenta a região do ventre 
vermelho-escura. São peixes fortes e muito fáceis de cuidar. Os 
exemplares criados comercialmente encontram-se com facilidade, 
mas existem subespécies importadas do estado selvagem com 
diferentes padrões e cores. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms e também gostam de coração de vaca ralado fino. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa com 
peixes maiores 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 7 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
229 Guia de peixes – Outros peixes 
Laetocara curviceps / Laetocara curviceps 
Como o kribensis, este peixe viverá bem com outros peixes 
comunitários como grandes platys, espadas, corydoras ou 
qualquer outro com mais de 6-7 cm. O macho é o maior do casal e 
também possui barbatanas mais longas. A fêmea possui um corpo 
muito mais cheio. Estes peixes põem ovos em grandes folhas de 
plantas, como as espadas do Amazonas, ou em pedras grandes e 
lisas ou xistos. Ciclídeos típicos protegem os alevins dos outros 
habitantes e cuidarão deles durante sete a dez dias. São peixes 
fortes e muito fáceis de cuidar. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms e também gostam de coração de vaca ralado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Muito boa com 
peixes maiores 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 8 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
230 Guia de peixes – Outros peixes 
Chilodus punctatus / Chilodus punctatusEste ginasta nada sempre com o nariz para baixo, num ângulo 
muito acentuado. São muito tímidos e necessitam de ser mantidos 
com outros peixes não agressivos e lentos a nadar. Gostam da 
segurança de um aquário bem plantado e levarão normalmente 
quatro a cinco dias para se adaptarem a um novo ambiente. São 
dados ao íctio devido ao stress de serem deslocados. A 
diferenciação dos sexos é muito difícil. Sabe-se que dispersam os 
seus ovos entre as plantas, mas não lhes prestam cuidados 
parentais. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. Podem ser lentos a alimentar-se, portanto assegure-
se de que oferece comida suficiente sem, contudo sujar o aquário. 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Excelente com peixes 
calmos 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
231 Guia de peixes – Outros peixes 
Piranha / Serrasalmus nattereri 
Este peixe tem geralmente má fama enquanto peixe agressivo. 
Pode ser excepcionalmente agressivo e predador se não for 
suficiente ou corretamente alimentado. Não são, definitivamente, 
peixes para colocar num aquário comunitário, pois provavelmente 
comeriam os outros habitantes. No estado selvagem – ambiente 
difícil de recriar – vivem em cardumes muito grandes. Perseguem-
se e arrancam uns aos outros bocados de barbatanas, pelo que é 
muito invulgar ver-se uma piranha em excelente forma. Na 
eventualidade de querer ter este peixe, eles são muito robustos e 
nada dados a doenças. Desovam em grupos, dispersam os ovos e 
depois tentam devorá-los. 
 
Alimentação 
Estes peixes gostam de uma dieta variada de alimentos em flocos. 
Aceitam prontamente comida viva, como bloodworms, tubifex e 
glassworms. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com seus 
iguais 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 25 cm 
Macho 25 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
232 Guia de peixes – Outros peixes 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
233 Guia de peixes – Outros peixes 
Peixe-faca / Sternarchus albifrons 
Este peixe negro, longo e esguio gosta de um aquário bem 
plantado para que possa simplesmente desaparecer nas sombras 
entre as plantas e descansar. Se não houver plantas, repousará 
deitado de lado no substrato ou atrás de uma rocha, parecendo 
morto. No estado selvagem, detecta a comida emitindo impulsos 
elétricos para localizá-la e encontrar. Possuem olhos muito 
pequenos para o tamanho do corpo. São tímidos e não gostam de 
grandes mudanças na qualidade da água do aquário. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerá uma dieta variada de diversos alimentos em 
flocos, mas isso não é o melhor para ele. A comida viva, como 
bloodworms, tubifex, minhoca picada e glassworms, é o tipo de 
alimento mais adequado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
maiores e não 
agressivos 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 20 cm 
Macho 20 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
234 Guia de peixes – Outros peixes 
Scatophagus rubrifrons / Scatophagus rubrifrons 
Tente não manter este peixe num aquário bem plantado, pois ele 
comerá as plantas. Crescem muito e as suas necessidades 
alimentares são substanciais. Use canas de bambu e um substrato 
de areia num aquário tão grande quanto possível. Precisam 
também de algum sal no aquário, pois são peixes de água salobra. 
Quando se tornam adultos, exigirão níveis mais elevados de sal. 
No estado selvagem deslocam-se e reproduzem-se na água doce, 
mas regressam aos afluentes salobros de onde vieram. Níveis 
elevados de filtração, qualidade da água e oxigénio são também 
necessários. São peixes gregários e normalmente muito pacíficos. 
Não há informações relativamente à sua reprodução ou 
dimorfismo sexual. 
 
Alimentação 
Estes peixes aceitam de bom grado uma dieta variada de diversos 
alimentos em flocos de alta qualidade. Comem comida viva, como 
bloodworms, tubifex e glassworms, mas a alface é o seu alimento 
preferido. 
 
 
 
ORIGEM 
Sri Lanka 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
grandes e não 
agressivos 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 20 cm 
Macho 20 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
235 Guia de peixes – Outros peixes 
Scatophagus argus / Scatophagus argus 
Como o scatophagus rubrifrons, este também come as plantas do 
aquário e possui necessidades alimentares substanciais. Use canas 
de bambu e um substrato de areia num aquário tão grande quanto 
possível. Precisam também de algum sal no aquário, pois são 
peixes de água salobra. Quando se tornam adultos, exigirão níveis 
mais elevados de sal. No estado selvagem deslocam-se e 
reproduzem-se na água doce, mas regressam aos afluentes 
salobros de onde vieram. Níveis elevados de filtração, qualidade 
da água e oxigénio são também necessários. São peixes gregários 
e normalmente muito pacíficos. Não há informações 
relativamente à sua reprodução ou dimorfismo sexual. 
 
Alimentação 
Estes peixes aceitam de bom grado uma dieta variada de diversos 
alimentos em flocos de alta qualidade. Comem comida viva, como 
bloodworms, tubifex e glassworms, mas a alface é o seu alimento 
preferido. 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
grandes, não 
agressivos 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 20 cm 
Macho 20 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
vegetal 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
236 Guia de peixes – Outros peixes 
Potomotrygon / Potomotrygon sp. 
Ainda há muito que aprender acerca deste peixe. Aparece à venda 
com cerca de 10 cm e, uma vez adaptado, cresce muito bem. Um 
substrato de areia é essencial, para que se possam enterrar. Não 
tolerarão nitritos na água, pelo que as mudanças regulares são 
essenciais, assim como um elevado grau de filtração e oxigenação. 
Levarão tempo a ambientar-se a um novo aquário, mas é um 
prazer tê-los. São peixes ativos, nadando pelas paredes do aquário 
acima. 
 
Alimentação 
Estes peixes comerão uma dieta variada de diversos alimentos em 
flocos. A comida viva, como bloodworms e tubifex, é aceite, mas 
preferem refeições regulares de camarão do rio. Também 
aceitarão pequenos pedaços de peixe branco cozido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORIGEM 
América do Sul 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
grandes, não 
agressivos 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 25 cm 
Macho 25 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Principalmente 
camarão de rio 
MANUTENÇÃO 
8/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
237 Guia de peixes – Outros peixes 
Barbo listado / Barbus fasciatus 
O barbo listado cresce tornando-se um peixe encorpado, de linhas 
claras. O macho é ligeiramente mais esguio do que a fêmea. São 
nadadores velozes e estão constantemente em movimento. 
Necessitam de ser mantidos com peixes comunitários maiores 
porque tendem a nadar “através” dos peixes menores em vez de à 
sua volta. Quando jovens, possuem barras verticais que, à medida 
que crescem, se tornam num padrão axadrezado e depois em 
listas, quando adultos. Durante muitos anos só se importavam 
jovens ou adultos e estes eram tidos como duas espécies 
diferentes. São típicos espalhadores de ovos, desovando entre as 
plantas de folhas finas e voltando para devorá-los. São geralmente 
muito robustos e fáceis de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes preferem uma dieta variada de diversas comidas em 
flocos. Alimento vivo, como bloodworms, tubifex e glassworms, é 
prontamente aceite.ORIGEM 
África 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
maiores 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 12 cm 
Macho 12 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
238 Guia de peixes – Outros peixes 
Barbo “T” / Barbus lateristriga 
O barbo “T” é um peixe aerodinâmico, mas de corpo muito mais 
volumoso do que o barbo listado, sendo o macho ligeiramente 
mais esguio do que a fêmea. São nadadores velozes e estão 
constantemente em movimento. Necessitam de ser mantidos com 
peixes comunitários maiores, porque tendem a nadar “através” 
dos peixes menores em vez de à sua volta. Quando jovens, 
possuem barras verticais que, à medida que crescem, se tornam 
num padrão axadrezado e depois em listas, quando adultos. 
Durante muitos anos só se importavam jovens ou adultos e estes 
eram tidos como duas espécies diferentes. São típicos 
espalhadores de ovos, desovando entre as plantas de folhas finas e 
voltando para devorá-los. São geralmente muito robustos e fáceis 
de manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes preferem uma dieta variada de diversas comidas em 
flocos. Alimento vivo, como bloodworms, tubifex e glassworms, é 
prontamente aceite. 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
maiores 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 18 cm 
Macho 18 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
9/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
239 Guia de peixes – Outros peixes 
 
Peixe-paraíso / Macropodus opercularis 
O peixe-paraíso ameaçará os peixes menores, nadando direito a 
eles e marrando-lhes ou mesmo mordendo-lhes. Reproduzem-se 
em ninhos de bolhas e porão até 500 ovos. A fêmea deve ser 
retirada do aquário de reprodução assim que terminar de 
desovar, ou será gravemente ferida ou mesmo morta pelo macho. 
O macho tomará muito bem conta de todos os alevins dentro do 
ninho de bolhas, que pode atingir os 12 cm de largura e 2 cm de 
altura. Quando os alevins eclodem, necessitam de muitos 
infusórios nos primeiros dois a cinco dias, após o que poderão ser 
alimentados com comida própria para alevins. O macho necessita 
de ser retirado nesta altura. São muito robustos e fáceis de 
manter. 
 
Alimentação 
Estes peixes preferem uma dieta variada de diversas comidas em 
flocos. Alimento vivo, como bloodworms, tubifex e glassworms, é 
prontamente aceite. 
 
 
 
 
ORIGEM 
Ásia 
TEMPERATURA 
22-260C 
SOCIABILIDADE 
Apenas com peixes 
maiores 
TAMANHO ADULTO 
Fêmea 10 cm 
Macho 10 cm 
ALIMENTAÇÃO 
Todos os tipos 
MANUTENÇÃO 
10/10 
pH 
6,8-7,5 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
240 Créditos 
CRÉDITOS 
 
 
 
 
Créditos e agradecimentos 
 
Este livro é dedicado à minha mulher, por toda a sua paciência, amor e apoio. 
 
O autor e editores desejam agradecer à Langley’s Wholesale Company pelo fornecimento 
de produtos secos. 
 
Dave Goodwin está envolvido na indústria aquática há 30 anos. Para além de aquariofilista 
e criador, tem sido ainda juiz e orador da FBAS, organizador de concursos internacionais 
em convenções, tendo publicado um livro de testes. Possui as suas próprias lojas e, desde 
os últimos cinco anos, é o dono de uma firma muito bem sucedida de importação e 
revenda de peixes em Essex. 
 
 
 
David Goodwin | Iury Costa 
 
 
241 Créditos

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