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1 - Resumo Hidraulica HMP

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Hidráulica e Máquinas Pneumáticas 
Resumo
	Tópicos 
Fluido hidráulico
 Tipos de fluxo 
Velocidade x vazão
 Potência x eficiência
Cavitação
Fluido hidráulico
Fluido é uma substância que pode escoar (fluir) e, assim, o termo inclui líquidos e gases, que diferem, notavelmente, em suas compressibilidades; um gás é facilmente comprimido, enquanto um líquido é, praticamente, incompressível. 
 
 Sólido Liquido Gasoso
Propriedades Gerais dos Fluidos
A superfície livre de um líquido em equilíbrio é plana e horizontal.
2. A força exercida por um líquido sobre uma superfície qualquer é sempre perpendicular(normal) a essa superfície .Isto pode ser constatado quando furamos um vaso que contém líquidos e observamos que este se projecta (derrama, escoa) perpendicularmente à parede do vaso.
3. A terceira propriedade diz respeito à imiscibilidade de líquidos de diferentes densidades, quando em equilíbrio. É o que observamos, por exemplo, entre o óleo de cozinha e a água que, quando colocados em um mesmo recipiente, não se misturam, apresentando uma superfície de separação plana e horizontal. O óleo, por ser menos denso do que a água, se sobrepõe a ela. 
4. Você já deve ter observado que, ao mergulhar em uma piscina ou mesmo no mar, a "pressão" aumenta à medida em que é maior a profundidade que você alcança. Ou seja, ocorre uma variação de pressão, em função da profundidade. O estudo desta propriedade, com detalhes, será feito posteriormente. 
Peso
o Especifico
Definindo a massa específica pelarelação m/V, definiremos o peso específico de uma substância, que constitui um corpo homogéneo, como a razão entre o peso “P” e o volume “V” do corpo constituído da substância analisada.
• Designaremos, simbolicamente, o peso específico pela letra grega ρ (rô)
• Lembrete: P = m . g (massa x aceleração da gravidade)
P
Se o peso é expresso em Newton e o volume em m3, a unidade de peso específico, no SI, será o N/m3. No sistema prático (CGS), esta unidade será expressa em dina/cm3 e no MKGFS (técnico) é kgf/m3.
Exemplo
 Calcular o peso específico de um cano metálico de 6 kg e volume tubular de 0,0004 metros cúbicos.
 Peso = 6 x 9,8 = 58,8 N
 ρ = P/V
 ρ = 58,8 / 0,0004
 ρ = 147.000 N/m3
Densidade Relativa
 A densidade é definida como a relação entre as massas específicas de suas substâncias.
Em geral, usa-se a água como substância referência, de modo que podemos expressar a equação acima da seguinte maneira:
Por exemplo, a massa de 1 litro (1000 cm3)
de água é 1000 g; sua densidade, portanto, é
1000/1000 = 1
Experiência de Torriceli
Experiência de Torriceli
O físico italiano pegou um tubo de vidro de cerca de 1m de comprimento, fechado em uma das extremidades. Encheu o tubo de mercúrio, tampou a extremidade aberta, com o dedo, e inverteu o tubo, introduzindo-o em uma cuba de mercúrio. Observou, então, que o tubo não ficava completamente cheio, isto é, o nível de mercúrio diminuía no interior do tubo, mantendo uma altura de cerca de 760 mm em relação ao nível de mercúrio da cuba. A experiência comprova a existência da pressão atmosférica, ou seja, a coluna de mercúrio equilibra-se por acção da pressão que a atmosfera exerce sobre a superfície livre de mercúrio na cuba, e esta pressão é numericamente igual ao peso de uma coluna de mercúrio de 760 mm de altura. Variações em torno deste valor serão obtidas segundo o local em que se realize a experiência. Ao nível do mar, obtém-se 760 mmHg. Em lugares mais altos, como a pressão atmosférica é menor, a altura da coluna líquida de mercúrio também será menor. 
Medidores de pressão 
O tipo mais simples de medidor de pressão é o manómetro de tubo aberto, representado na figura abaixo. Consiste num tubo em forma de U, contendo um líquido, uma extremidade estando à pressão P que se deseja medir, enquanto a outra é aberta na atmosfera, à pressão Pa.
Princípio dos Vasos Comunicantes
O dispositivo da figura abaixo, demonstra como ocorre o princípio dos vasos comunicantes.
Na figura, os pontos A,B, e C estão situados a um mesmo nível em relação à superfície livre e, portanto, as pressões PA, PB, e PC são iguais entre si. Suponha que o líquido tenha massa específica μ. As pressões PA, PB, e PC são, respectivamente:
PA = Patm + μghA
PB = Patm + μghB
PC = Patm + μghC
Para que sejam efetivamente iguais, como deduzimos anteriormente, é necessário que as alturas hA = hB = hC sejam iguais entre si, isto é, hA = hB = hC.
Observe a figura b. As pressões, nos pontos A e B são, respectivamente: PA = Patm + µ0h0g O = óleo PB = Patm + µAhAg A = água 
Já sabemos que PA e PB são iguais, pois representam pressões aplicadas no mesmo nível de um líquido em equilíbrio, então: 
PA = PB 
Patm = µ0h0g = Patm + µAhAg
 µ0h0g = µAhAg
 µ0h0 = µAhA Com esta expressão, podemos calcular a densidade absoluta do óleo de qualquer outro não miscível.
Vaso de Pisani
O vaso de Pisani é mostrado na figura abaixo:
O corpo de massa m é abandonado, suavemente, na superfície do líquido. Recolhe-se líquido que extravasa o recipiente e determina- se sua massa mL. Esta água foi deslocada pelo corpo, logo, tem o mesmo volume que ele: Vc = Vd
 μc/μL = m/mL
Escoamento
fluido ideal, isto é, um fluido incompressível e que não tem força interna de atrito ou viscosidade.
O caminho percorrido por um elemento de um fluido em movimento é chamado linha de escoamento. Em geral, a velocidade do elemento varia em módulo e direcção, ao longo de sua linha de escoamento. Se cada elemento que passa por um ponto tiver a mesma linha de escoamento dos precedentes, o escoamento é denominado estável ou estacionário.
O escoamento
Mudança na forma do fluido sujeito a acção de uma tensão de cisalhamento.
O movimento de fluidos pode se processar, fundamentalmente, de duas maneiras diferentes:
 escoamento laminar (ou lamelar);
escoamento turbulento.
	Tipos de Escoamento
O escoamento laminar caracteriza-se pelo movimento ordenado das moléculas do fluido, e todas as moléculas que passam num dado ponto devem possuir a mesma velocidade. O movimento do fluido pode, em qualquer ponto,ser completamente previsto.
 O escoamento turbulento é o contrário do escoamento laminar. O movimento das moléculas do fluido é completamente desordenado; moléculas que passam pelo mesmo ponto, em geral, não têm a mesma velocidade e torna- se difícil fazer previsões sobre o comportamento do fluido.
Vazão
A vazão ou débito de um fluido é a razão entre o volume de fluido escoado em um tempo e o intervalo de tempo considerado.
 
 Q = V/t
Onde V é o volume escoado no tempo t, e Q é 
a vazão.
As unidades de vazão, você pode observar, são resultantes da razão entre unidades de volume e unidades de tempo. São ainda muito usadas as unidades litro por segundo e metro cúbico por hora (m3/h). Se tivermos num condutor um fluido em escoamento uniforme, isto é, o fluido escoando com velocidade constante, a vazão poderá ser calculada multiplicando-se a velocidade (v) do fluido, em dada seção do condutor, pela área (A) da seção considerada, ou seja:
 Q = Av
 
Para demonstrar, suponhamos um condutor de seção constante.
						L
 				 a 
 A
 v
O Volume escoado entre as seções (1) e (2) de área A é igual: 
V = A . L 
Porém L = vt (o movimento é uniforme) e, daí, temos que:
V = A vt
Como Q = V/t , temos: Q = Av
Exemplos
Um condutor de 20 cm2 de área de secção recta despeja gasolina num reservatório. A velocidade de saída da água é de 60 cm/s. Qual a vazão do fluido escoado?Suponha que, no exemplo, o reservatório tenha 1.200.000 cm3 de capacidade. Qual o tempo necessário para enchê-lo?
Solução
Sabemos que a vazão Q é dada por Q = V/T ou Q = Av
Neste caso, torna-se evidente que devemos usar a relação Q = Av, porque conhecemos a velocidade do fluido e a área da secção reta do condutor.
V = 60 cm3/s A = 20 cm2
Q = Av
Q = 20 x 60
Q = 1.200 cm3/s
2. Solução
Temos V = 1.200.000 cm3
Q = 1.200 cm3/s
T = ?
Aplicando a relação Q = V/t, tiramos t = V/Q
t = 1.200.000/1.200 t = 1.000 segundos
t = 16 minutos 40 s
Equação da continuidade nos escoamentos
Dizemos que um fluido encontra-se escoando em regime permanente quando a velocidade, num dado ponto, não varia com o tempo.
Assim, considerando A como um ponto qualquer no interior de um fluido, este estará em regime permanente, desde que toda partícula que chegue ao ponto A passe com a mesma velocidade e na mesma direcção. O mesmo é válido para os pontos B e C, porém não há obrigação que vb e vc sejam iguais a va. O importante é que toda partícula que passe por B tenha a mesma velocidade vb e por C a mesma velocidade vc.
Suponhamos, agora, um fluido qualquer escoando em regime permanente no interior de um condutor de secção reta variável.
A velocidade do fluido no ponto A1 é V1, e no ponto A2 é V2 . A1 e A2 são áreas da secção recta do tubo nos dois pontos considerados. Já vimos que Q = V/t e Q = Av, portanto podemos escrever que:
V/t = Av
V = A vt
Sabemos, ainda, que a massa específica é definida pela relação:
μ = m/V
m = μV
m = μAvt
Podemos, então, dizer tendo em vista esta última equação, que a massa de fluido passando através da secção A1 por segundo é m = μ1A1v1; e que a massa de fluido que atravessa a secção A2, em cada segundo é igual a m = μ2A2v2.
 
 μ1A1v1 = μ2A2v2 
 A1v1 = A2v2 ou Q1 = Q2.
 Equação da Continuidade
Medidor Venturi
Exemplo
Benzeno flui num medidor Venturi que tem 20 cm de diâmetro na sua parte mais larga e 8 cm na garganta. A pressão manométrica lida no manômetro é de 10 cm Hg. Calcular a vazão do benzeno, sabendo-se que sua massa específica vale 0,90 g/cm3 e que Hg = 13,6 g/cm3; g = 10 m/s2. 
Métodos de Medida e Viscosímetros
Quando um fluido qualquer escoa sobre uma placa plana horizontal, observa-se que a camada de fluido que está em contacto com a superfície da placa encontra-se em repouso devido ao fenómeno da aderência.
										
 A velocidade das partículas fluidas nas diferentes camadas vai aumentando gradativamente, à medida que é maior a distância da camada em relação à superfície da placa. 
Assim, numa determinada camada de fluido actuam duas forças: uma na direcção do escoamento e outra em sentido oposto.
Estas forças surgem devido ao que chamamos de viscosidade do fluido. A viscosidade é, para fluidos, uma grandeza análoga ao atrito, ou seja, a viscosidade é uma espécie de atrito entre as partículas do fluido que se movem com velocidades distintas.
Em geral, expressamos este atrito entre as partículas dos fluidos pela grandeza denominada coeficiente de viscosidade ou simplesmente viscosidade, que é característica para cada fluido. Denotaremos o coeficiente de viscosidade pela letra grega η (eta).
Lei de Poiseuille 
É evidente, pela natureza geral dos efeitos viscosos, que a velocidade de um fluido viscoso, que escoa através de um tubo, não será constante em todos os pontos de uma secção reta. A camada mais externa do fluido adere às paredes e sua velocidade é nula. As paredes exercem sobre ela uma força para trás e esta, por sua vez, exerce uma força na camada seguinte na mesma direcção e assim por diante. Se a velocidade não for muito grande, o escoamento será lamelar, a velocidade atingirá um máximo no centro do tubo, decrescendo a zero nas paredes. 
Considere a variação de velocidade em relação ao raio de um tubo, cujo raio interno é R, através do qual escoa um fluido coaxial, com um tubo, de raio r e comprimento. A força, na extremidade esquerda do tubo, é µ1 π r2 e, na direita, é µ2 π r2. A força propulsora é: 
Viscosímetros
Um viscosímetro ou viscômetro é um instrumento para medir viscosidades. A operação de um viscosímetro depende da realização de um escoamento laminar sob certas condições controladas.
Viscosímetro Saybolt
Este tipo de instrumento de medida e aferição é muito utilizado em indústrias, principalmente para produtos de petróleo e lubrificantes em geral. O líquido a ser testado é introduzido num tubo com uma rolha na extremidade inferior. Este tubo é imerso num banho líquido para manter a temperatura do líquido a testar. Quando o equilíbrio térmico é estabelecido, a rolha é retirada e o tempo necessário para 60 mililitros de fluido escoarem, é medido. Este tempo, medido em segundos, é chamado de leitura universal Saybolt. Entra- se num gráfico viscosidade x tempo e obtém-se o valor da viscosidade. Um desses gráficos é mostrado a seguir, para a temperatura de 38°C.
Observe que o gráfico apresenta valoresde viscosidade cinemática. Esta grandeza que
vamos expressar pela letra grega ν (nu) é definida
pela razão entre a viscosidade dinâmica
(η) e a massa específica da substância.
ν = η/μ
A viscosidade que estudamos até o momento
(η) é chamada de viscosidade dinâmica.
A unidade de viscosidade cinemática é o
cm2/s (no CGS).
Princípio de funcionamento do Sifão e
efeitos do Golpe de Aríete (martelo hidráulico)
Sifão – um sifão nada mais é que um tubo encurvado, aberto nos extremos e com um ramo maior que o outro.
Enchendo o tubo com líquido e introduzindo o extremo da parte mais curta num recipientecontendo o mesmo líquido com que se encheu o sifão, dá-se início a um escoamento
sem que haja necessidade de bombas ou outro equipamento qualquer. O fenómeno pode ser explicado da seguinte maneira: a pressão em A, que empurra o líquido para cima dentro do tubo, é igual à pressão atmosférica, menos o peso da coluna de líquido
DB.
Cavitação 
A cavitação é um fenómeno indesejado no funcionamento das máquinas de fluxo e ocorre em regiões de altas velocidades e baixa pressão dos tubos de sucção em máquinas motoras e geradoras.
A cavitação é causada pela formação e colapso de bolhas de vapor em um líquido, próximas a superfície metálica.
A cavitação é comum em bombas de água e de óleo, válvulas, turbinas hidráulicas, propulsores navais, pistões de automóveis entre outros.
Causas da formação de cavitação 
Procedimentos incorrectos na utilização da maquina;
Excessiva rotação da bomba;
Utilização de óleo de alta viscosidade;
Filtro de ar obstruído ou dimensionamento incorrecto;
Reservatórios despressurizados (que perdem pressão).
Como acontece?
Quando a pressão absoluta baixa até a pressão de vapor do líquido na temperatura em que se encontra, tem início o processo de vaporização;
 Formam-se pequenas bolhas, que depois entram em colapso formando assim cavidades (daí o nome cavitação) na superfície metálica do próprio material;
Esse processo é ciclíco.
Fenómeno da Cavitação:
1. Uma bolha de cavitação se forma no filme protector da superfície;
2. As bolhas entram em colapso e destroem o filme;
3. A superfície nova do metal fica exposta, se corrói e o filme é refeito;
4. Uma nova bolha de cavitação se forma no mesmo ponto;
5. A bolha entra em colapso e destrói o filme;
6. A área exposta se corrói e o filme se refaz.
Consequências da cavitação
Queda de rendimento;
Marcha irregular, trepidação e vibração da máquina, devido ao desbalanceamento gerado;
Ruído da implosão do fluido na parte sólida;
Redução da vazão da máquina devido à redução da seção útil de passagem de fluido devido ao preenchimento do espaço por bolhas;
Alteração nas curvas características devido à diferença de volume específico do fluido (líquido-vapor) e da turbulência;
 Interfere na lubrificaçãoe destrói a superfície dos metais.
Manómetros
São instrumentos utilizados na mecânica dos fluidos para medir e indicar a intensidade de pressão.
Um manómetro mede a diferença de pressão no ar ou em um líquido, comparando-a à pressão de uma fonte externa, geralmente uma amostra da atmosfera terrestre.
Os manómetros são classificados com base em princípios físicos utilizados para fazer a medição.
 Composição dos manómetros 
Podem ser fabricados pela associação de três partes: 
Elemento de recepção – aquele que recebe a pressão a ser medida e transforma em deslocamento ou força.
Elemento de condicionamento – aquele que amplia o deslocamento ou a força do elemento de recepção ou que transforma o mesmo em um sinal único de transmissão do tipo eléctrica ou pneumática, que é enviada ao elemento de indicação.
Elemento de indicação – aquele que recebe o sinal do elemento de condicionamento e indica ou registra a pressão medida.
Tipos de Manómetros 
Manómetro de líquido:
Utiliza um líquido como meio para se medir a pressão.
É constituído por um tubo de vidro com área seccional uniforme, uma escala gradual e um liquido de enchimento. 
É a maior aplicação em laboratório de calibração.
Tipos de manómetro de líquidos:
Manómetro tipo coluna em “U”
É utilizado para calibrar medidores de pressão pequena. Operam de acordo com o princípio da hidrostática, isto é, medem a pressão através de um balanço (ou equilíbrio) de forças em colunas de líquido confinadas num recipiente tipo tubo U.
Na condição de repouso (sem aplicação de pressão) como ambos abertos para a atmosfera a força actua nas superfícies consideradas como niveladas e simultaneamente referenciadas ao zero da escala. 
Manómetro tipo coluna inclinada – este manómetro é utilizado para medir baixas pressões na ordem de 50mmH2O.
Sua construção é feita inclinando um tubo recto de pequeno diâmetro, de modo a medir com precisão pressões em função do deslocamento do líquido dentro de tubo.
A vantagem adicional é a de expandir escala de leitura o que é muitas vezes conveniente para medições de pequenas pressões com boa precisão.
Manómetro tipo elástico:
Utiliza a deformação de um elemento elástico como meio para se medir a pressão.
A teoria da elasticidade baseia-se na Lei de Hooke sobre elasticidade dos materiais. 
- deformação elástica × plástica: trabalha sempre com deformações elásticas; 
- partes que podem compor os medidores.
Funcionamento deste tipo de manómetros: o elemento elástico sofre deformação proporcional à pressão detectada; esta deformação provoca um deslocamento linear, que é convertido de forma proporcional, em deslocamento angular; ao deslocamento angular é anexado um ponteiro, que percorre uma faixa linear, que representa a faixa de medição do aparelho.
Tipos de manómetro tipo elástico: 
Manómetro tipo tubo de Bourdon 
- Consiste em um tubo com secção oval, que poderá estar disposto em forma de "C", espiral ou helicoidal, tem uma de suas extremidades fechada, estando a outra aberta à pressão a ser medida.
A precisão dos dispositivos é uma função do diâmetro do tubo de Bourdon, da qualidade do projeto e dos procedimentos de calibração. Ela varia de 0,1% a 5% da amplitude de faixa, com a maioria cainda na faixa de 1%.
É utilizado em processos industriais, em equipamentos do comércio, em hospitais e mesmo em alguns equipamentos residenciais. 
Manómetro tipo C Manómetro tipo Espiral – é utilizado para medir pressões maiores.
 
Manómetro tipo Helicoidal 
Manômetro Duplo - São manômetros com dois Bourdons e mecanismos independentes e utilizados para medir duas pressões distintas, porém com mesma faixa de trabalho. 
A vantagem deste tipo está no facto de se utilizar uma única caixa e um único mostrador. 
 
Manómetro tipo Diafragma
Diafragma é um disco circular utilizado para medir pressões geralmente de pequenas amplitudes. É uma membrana fina de material elástico, metálico ou não, que fica sempre oposta à uma mola. 
Ao aplicar-se uma pressão no diafragma causará um deslocamento do mesmo até um ponto onde a força da mola se equilibrará com a força elástica do diafragma. Este deslocamento resultante é transmitido a um ponteiro que mostra a medição efectuada.
Possuem aplicações em controle pneumático e válvulas que requerem maior precisão. 
Recomendações de instalação 
Um manômetro jamais deve ser instalado sem a válvula de isolamento, pois: 
- ela dá segurança em caso de vazamento do tubo Bourdon; 
- ela permite a substituição do medidor sem interromper o processo; 
- em alguns casos, onde houver líquidos ou gases que põem em risco a saúde, deve haver uma válvula extra para dreno.  
Aplicações 
Nos circuitos pneumáticos e hidráulicos, os manómetros são utilizados para indicar o ajuste da intensidade de pressão nas válvulas, que podem influenciar a força ou o torque de conversores de energia.
Utilizado em indústrias, máquinas e equipamentos para medir pressão de líquido, fluido ou gás em ambientes fechados. 
Reservatórios Hidráulicos
 
Sistema Hidraulico
O sistema hidráulico tem o propósito de gerar movimento ou força através da pressurização (forma de igualar pressões no meio liquido ou gasoso) de um fluido resultando no que chamamos de força mecânica. Todo sistema composto recebe o nome de circuito. E um dos principais componentes de um circuito é o reservatório hidráulico.
Reservatórios Hidráulicos
São recipientes geralmente feitos de aço ou de materiais plásticos estes São usados para o armazenamento dos fluidos, contribui para a troca de calor e para eliminação de partículas contaminadas. Componentes necessários: 
Linhas de sucção; 
Retorno e drenos;
 Indicador de nível de óleo;
 Tampa para respiradouro e enchimento;
 Tampa para limpeza.
Funcionamento
Quando o fluido retorna ao reservatório, uma placa deflectora impede que este fluido vá directamente à linha de sucção. Isto cria uma zona de repouso na qual as impurezas maiores sedimentam, o ar sobe à superfície do fluido e dá condições para que o calor do fluido, seja dissipado para as paredes do reservatório. Todas as linhas de retorno devem estar localizadas abaixo do nível do fluido e no lado do deflector oposto à linha de sucção.
Atuadores
Atuadores
Atuador é um elemento que produz movimento, atendendo a comandos que podem ser manuais, elétricos ou mecânicos.
Estes mecanismos transformam, em geral, a energia de entrada em movimentos que se pode considerar energia cinética.
Atuadores Hidráulicos
Os atuadores hidráulicos convertem a energia de trabalho hidráulico em energia mecânica. São um dos principais ítens a serem consideradas no projeto da máquina.
Sua função é aplicar ou fazer atuar energia mecânica sobre uma máquina, levando-a a realizar um determinado trabalho.
Classificação dos atuadores hidráulicos
Quanto ao movimento que realizam, podem ser:
lineares: cilindros hidráulicos;
Rotativos.
Já os atuadores rotativos podem ser classificados em:
Angulares: Ângulo limitado: Osciladores hidráulicos.
Contínuos: Indeterminado: Motores hidráulicos.
Cilindros hidráulicos
Cilindros hidráulicos transformam trabalho hidráulico em energia mecânica linear, a qual é aplicada a um objeto resistivo para realizar trabalho.
Um cilindro consiste em uma camisa (tubo), de um pistão móvel e de uma haste ligada ao pistão.
NB.Uma carga que é empurrada pelo pistão recebe o nome de carga de compressão. A carga que está sendo puxada recebe o nome de carga de tração.
Componentes básicos do actuator linear
NB: O lado para o qual a haste opera é chamado de lado dianteiro ou "cabeça do cilindro". O lado oposto sem haste é o lado traseiro. 
Tipos comuns de cilindros
Atuadores rotativos
Convertem a energia hidráulica em movimento rotativo.
Osciladores hidráulicos
Motores hidráulicos
Campo de aplicação
São utilizados para:
Máquina ferramenta
Robótica
Comutação de válvulaLinhas de transferência,….
Osciladores hidráulicos
Tipos de osciladores hidráulicos
Oscilador de cremalheira e pinhão
Oscilador de palheta
Palheta simples
Palheta dupla
Convertem energia hidráulica em movimento rotativo sob um determinado número de graus.
Motores hidráulicos
Os motores hidráulicos transformam a energia de trabalho hidráulico em energia mecânica rotativa, que é aplicada ao objeto resistivo por meio de um eixo.
Tipos de motores hidráulicos
Motor de palheta
Motores de engrenagem
Válvulas 
Válvulas Pneumáticas
São elementos de comando que regulam vazão, pressão e
direcção do ar comprimido.
Classificação quanto ao tipo:
Direcionais;
Bloqueio ;
Reguladoras de fluxo;
De Pressão;
Válvula Direccional
Tem a função de orientar a direcção que o ar deve seguir para realizar o trabalho.
Simbologia
 Numero de posições - quantidade de manobras 
 que a válvula pode executar.
 Numero de vias - numero de conexões de trabalho
 que a válvula possui. Conexão de entrada de pressão,
 de utilização e a de escape. 
Identificação dos orifícios da válvula
Tipos de Accionamento
Válvula de Bloqueio
Bloqueia a passagem do ar em um sentido, permitindo a passagem livre no sentido oposto. A pressão no lado bloqueio actua sobre o elemento vedante, permitindo assim, a vedação perfeita da válvula.
Válvula reguladora de fluxo
Tem a função de restringir a quantidade de ar para regular a velocidade do cilindro ou para temporização pneumática.
 Tipo:
 Fixa ou variável
Unidireccional ou bidireccional
Válvula de pressão
Tem a função de influenciar ou ser influenciada pela intensidade da pressão de um sistema. Limitar a pressão que alimenta o equipamento pneumático.
Bombas
Bombas 
Bombas – As bombas são utilizadas nos circuitos hidráulicos para converter energia mecânica em energia hidráulica.
 As bombas são classificadas, basicamente, em dois tipos: hidrodinâmicas e hidrostáticas.
Hidrodinâmica 
É a hidráulica que trabalha com altas velocidades (altas vazões) e pressões baixas, em que a energia cinética prevalece para provocar movimentos.
Bombas
Hidrostática
É a hidráulica cuja pressão exercida no fundo dum recipiente é originada da altura do fluido. Tendo assim energia potencial.
Bombas hidrostática
São bombas de deslocamento positivo que fornecem determinada quantidade de fluido a cada rotação ou ciclo. 
As bombas hidrostáticas produzem fluxos de forma pulsativa, porem sem variação de pressão no sistema.
Bombas Hidráulicas
São dispositivos que fornecem energia aos líquidos, com o objectivo de eleva-los, através da conversão de energia mecânica.
Classificação quanto ao tipo:
Bombas de deslocamento positivo;
Bombas cinéticas (centrífugas);
Bombas de engrengem
A bomba de engrenagem consiste basicamente de uma carcaça com orifícios de entrada e de saída, e de um mecanismo de bombeamento composto de duas engrenagens. Uma das engrenagens, a engrenagem motora, é ligada a um eixo que é conectado a um elemento acionador principal. A outra engrenagem é a engrenagem movida.
Funcionamento
 No lado da entrada, os dentes das engrenagens desengrenam, o fluido entra na bomba, sendo conduzido pelo espaço existente entre os dentes e a carcaça, para o lado da saída onde os dentes das engrenagens engrenam e forçam o fluido para fora do sistema. Uma vedação positiva neste tipo de bomba é realizada entre os dentes e a carcaça, e entre os próprios dentes de engrenamento. As bombas de engrenagem têm geralmente um projeto não compensado.
Bomba de deslocamento positivo
A energia é fornecida a intervalos, mediante superfícies sólidas móveis, que deslocam porções de fluido desde a sucção até a linha de descarga. 
Principio de funcionamento
As bombas de deslocamento positivo liberam um determinado volume de fluido de acordo com a velocidade do sistema. Quando a saída se fecha a pressão aumenta e o fluxo da bomba deve ser dirigido para outro lugar, de maneira que se evite a sobre pressurização. 
Classificação das bombas de deslocamento
Bomba alternativa: usam um arranjo de pistão, diafragma e cilindro, com válvulas de sucção e descarga integradas na bomba. 
Bomba rotativa: isolam um volume de fluido e o transportam de uma zona baixa de pressão para uma zona de alta pressão.
Bomba alternativa - pistão
Linha de descarga
Válvulas de retenção
Linha de sucção
Pistão
cilindro
Bombas Rotativas
Na figura abaixo pode-se observar o princípio de funcionamento das bombas rotativas. Dentre as bombas rotativas, a de lóbulos é a mais amplamente usada na indústria de alimentos.
Bomba Cinética
Fornece energia continuamente a um fluido que escoa pelo interior dos elementos da bomba.
Principio de funcionamento
	Rotor
	Carcaça
	Sucção
	Pás
	Voluta
	Descarga
O movimento do rotor produz uma zona de vácuo (no centro) e outra de alta pressão (na periferia). 
O líquido é aspirado pela ação do rotor que gira rapidamente dentro da carcaça. 
Escoamento Radial
Escoamento Axial
Características das bombas cinéticas:
Adição contínua de energia ao fluido;
Conversão da energia transferida em energia cinética (aumento da velocidade);
Conversão da velocidade adquirida em um aumento de pressão;
Conversão de pressão em energia potencial de posição.

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