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@estudo.terapia 
 
Fisioterapia 
Pneumofuncional II 
Ventilação Mecânica na SARA ou SDRA 
 
Definição 
É uma lesão pulmonar caracterizada por um 
processo inflamatório no parênquima 
pulmonar, que resulta em um edema 
pulmonar agudo e hipoxemia severa. 
• Consiste em um conjunto de 
achados clínicos, é um 
desenvolvimento agudo, apresenta 
raio x com infiltrados bilaterais, sinal 
de borboleta. e hipotransparente 
• O que diferencia LPA da SARA é a 
PaO2.. 
• Geralmente os dois pulmões são 
acometidos. 
• A sara é complicação de uma 
doença., e nela há alvéolos com 
processo inflamatório, alvéolos 
iniciando processo inflamatório, e 
alvéolos sem processo inflamatório, 
mais tudo misturado, por isso é tão 
difícil o tratamento. 
• Indivíduos com SDRA são pacientes 
restritivos, porque tem alteração na 
complacência. (dificuldade na fase 
inspiratória) 
Definição e Critérios de Diagnósticos 
• O que diferencia LPA da SARA é a PaO2.. 
Todo pcte que tem SARA tem uma Pa02 
menor que 200, e todo pcte que LPA tem 
Pao2 menor que 300.. Pois tanto a SARA e a 
LPA, apresentam no raio-x infiltrados difusos 
(parece esfumaçados) 
Mecanismo de Lesão Pulmonar 
Causas Direta 
• Aspiração de suco gástrico 
• Pneumonia importante 
Causas Indiretas 
• Sepse 
Politraumas 
• Múltiplas transfusões 
 
Fatores de Risco 
• Pneumonia 
• Sepse 
• Trauma 
• Contusão pulmonar 
• Pancreatite 
• Injuria por inalação 
• Grande queimado 
• Choque- não cardiogênico 
• Overdose de drogas 
Alterações histológicas 
 
Ocorre um edema no parênquima pulmonar, 
gerando um processo inflamatório e o 
aumento da permeabilidade da membrana 
alvéolo-capilar, com extravasamento de 
fluidos ricos em células e proteínas para 
dentro do interstício pulmonar. Deixando a 
membrana alvéolo- capilar (membrana basal) 
mais espessa, há o aumento da quantidade de 
secreção (que é uma forma d expulsar o 
corpo estranho), dificultando a hematose e 
diminuindo a complacência pulmonar. 
 @estudo.terapia 
 
Redução da Complacência e da Troca 
Gasosa 
• O edema faz com que as fibras 
elásticas dos pulmões fiquem mais 
rígidas, diminuindo a complacência 
pulmonar, ou seja, a capacidade do 
pulmão de se expandir, e a 
membrana basal tanto do alvéolo, 
quanto do capilar fica mais espessa 
dificultando a troca gasosa. 
• As células pneumócitos tipo II que 
são responsáveis pela produção de 
surfactante, que ajudam os alvéolos 
a se manterem abertos, pois diminui 
a tensão superficial, e quando 
ocorre o edema essas células 
também são afetadas, podendo 
ocorrer atelectasia. Por isso na VM 
pacientes com SDRA são ventilados 
altas pressões, para manter esses 
alvéolos abertos. 
• Todo o processo inflamatório acaba 
causando lesão, então ocorre o 
processo cicatricial, que é a 
deposição de fibrinas, resultando em 
áreas com fibrose, o que contribui 
também na diminuição da 
complacência pulmonar. 
Fisiopatologia 
Primeiramente ocorre a fase exsudativa, onde 
tem edema caraterizado pelo 
extravasamento de fluidos ricos em células e 
proteínas para dentro do parênquima 
pulmonar. Posteriormente ocorre a fase 
proliferativa que é onde há o processo 
inflamatório do alvéolo e interstício, deixando 
a membrana basal mais espessa, dificultando 
a troca gasosa. E por último a fase fibrótica, 
onde ocorre todo o processo de cicatrização 
no parênquima pulmonar, deixando o pulmão 
com menor complacência. 
Ventilação Protetora 
• Modo PCV e VCV ambos os modos 
tem desvantagem, pois o modo PCV 
não controla volume e pcts com 
SARA o volume corrente tem que 
ser baixo, o modo VCV não controla 
a pressão, e pcts com SARA 
necessitam de pressões alta para 
manter os alvéolos abertos, porém o 
modo PCV é a primeira opção, é o 
ideal, e se caso o paciente não se 
adaptar pode ser VCV. 
• Volumes corrente baixos, para evitar 
lesão; 
• PEEP alta; 
• Pressão Platô: 30-35 cmH2O; 
• Fio2 <60 para PaO2< 70 mmhg; 
• Delta de diferença de pressão 
normal é 15, e ele é a diferença entre 
a PEEP e Pressão Inspiratória (que é 
a pressão controlada); 
• Nos pcts com SARA no modo PCV, 
o delta de diferença de pressão tem 
quer menor que 15 para manter o 
volume corrente baixo. 
PEEP e Fio2 
• Quando for alterar algo no VM em 
pct com SARA, sempre diminuir 
primeiro a FiO2, depois a PEEP, e 
posteriormente P. inspiratória 
(P.controlada). 
• PEEP ideal em pcte com SARA seria 
10, e depois ir aumentando de dois 
em dois, sempre analisando a 
quantidade de volume corrente, e se 
precisar ir adequando a P. Inspiratória. 
Manobras de Recrutamento Alveolar 
• Objetivo melhorar oxigenação e 
troca gasosa; 
• Essa manobra consiste em colocar 
uma PEEP muito alta e depois retirar, 
sendo que o paciente deve estar 
sedado. 
• Outra forma de recrutamento 
alveolar e posicionar o paciente em 
prono (DV), porque tem mais 
unidades alveolares na parte 
posterior do pulmão, e devido essa 
parte ficar em contato com a maca 
não consegue ter uma boa 
expansibilidade, pois o peso do corpo 
pressiona os alvéolos. 
• Em prono deve-se sempre colocar 
um rolo de pano na região superior 
do tórax e na região do quadril, e 
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deixa-lo nessa posição de 4 a 6 horas 
no máximo. 
• Contra-indicação: Fraturas das 
costelas, fraturas da articulação do 
quadril 
OBS: As MHP, MHB também podem ser 
utilizadas normalmente. 
 
 
 
 
Raio -X 
• Infiltrados bilaterais 
• Sinal de borboleta. 
• Hipotransparente

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