A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
78 pág.
Estatuto-da-OAB-Esquematizado-Lei-8906-1994

Pré-visualização | Página 9 de 15

especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os que 
 
41 
 
exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública 
direta e indireta; (Vide ADIN 1127-8) 
 
O STF, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n°1.127-8; reconheceu que 
os juízes eleitorais e seus suplentes, podem advogar, desde que não sejam remunerados. 
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou 
indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço 
público; 
 
IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do 
Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro; 
 
(OAB-SP/CESPE/2008) - Quanto à incompatibilidade e ao impedimento do advogado, assinale a 
opção correta. 
a) Auditor fiscal de secretaria estadual da fazenda que desempenhe função de lançamento, 
arrecadação ou fiscalização de tributos está impedido de exercer a advocacia contra a União. 
b) Bacharel em direito que exerce as funções de assessor de gabinete de desembargador está 
em situação de impedimento para o exercício da advocacia. 
c) Servidor da justiça do trabalho não possui capacidade postulatória, por exercer função 
incompatível com a advocacia. 
d) Militares, de qualquer natureza, que estejam na reserva são impedidos do exercício da 
advocacia. 
Gabarito: Letra C. 
 
42 
 
V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de 
qualquer natureza; 
VI - militares de qualquer natureza, na ativa; 
VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação ou 
fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; 
VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive privadas. 
§ 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de 
exercê-lo temporariamente. 
PAULO LUIZ NETTO LÔBO diz que: 
"A incompatibilidade abrange os peritos criminais, os médicos-legistas, os despachantes 
policiais, os datiloscopistas, os guardas de presídios.” 
§ 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante 
sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da OAB, bem como a 
administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. 
Art. 29. Os Procuradores Gerais, Advogados Gerais, Defensores Gerais e dirigentes de órgãos 
jurídicos da Administração Pública direta, indireta e fundacional são exclusivamente legitimados 
para o exercício da advocacia vinculada à função que exerçam, durante o período da 
investidura. 
 
Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia: 
 
43 
 
I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os 
remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora; 
II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas 
jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações 
públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço 
público. 
Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. 
 
 
 
44 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
CAPÍTULO VIII - DA ÉTICA DO ADVOGADO 
Art. 31. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que 
contribua para o prestígio da classe e da advocacia. 
Comentários: Acerca do tema, tome nota de alguns preceitos do CED: 
- O advogado deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para 
o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos; 
 
46 
 
- É defeso ao advogado expor os fatos em Juízo ou na via administrativa falseando 
deliberadamente a verdade e utilizando de má-fé; 
- É vedado o oferecimento de serviços profissionais que implique, direta ou indiretamente, 
angariar ou captar clientela; 
- O advogado deve informar o cliente, de modo claro e inequívoco, quanto a eventuais riscos da 
sua pretensão, e das consequências que poderão advir da demanda. Deve, igualmente, 
denunciar, desde logo, a quem lhe solicite parecer ou patrocínio, qualquer circunstância que 
possa influir na resolução de submeter-lhe a consulta ou confiar-lhe a causa; e 
- O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome conhecimento no exercício 
da profissão, observada as exceções legais. 
§ 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer 
circunstância. 
 
O advogado, ainda que vinculado ao cliente ou constituinte, mediante relação empregatícia ou 
por contrato de prestação permanente de serviços, ou como integrante de departamento 
jurídico, ou de órgão de assessoria jurídica, público ou privado, deve zelar pela sua liberdade e 
independência (art. 4º, CED). 
Ademais, a OAB não mantém com órgãos da Administração Pública qualquer vínculo funcional 
ou hierárquico (art. 44, §1º do EAOAB). 
§ 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer em 
impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão. 
Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo 
ou culpa. 
Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com 
seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em 
ação própria. 
Comentários: Segundo o CED, é dever do advogado, dentre outros, desaconselhar lides 
temerárias, a partir de um juízo preliminar de viabilidade jurídica. 
No mesmo sentido, verifica-se que a conduta dos interessados, no processo disciplinar, que se 
revele temerária ou caracterize a intenção de alterar a verdade dos fatos, assim como a 
interposição de recursos com intuito manifestamente protelatório, contrariam os princípios do 
CED, sujeitando os responsáveis à correspondente sanção. 
 
Art. 33. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres consignados no Código de 
Ética e Disciplina. 
 
47 
 
Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do advogado para com a 
comunidade, o cliente, o outro profissional e, ainda, a publicidade, a recusa do patrocínio, o 
dever de assistência jurídica, o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos 
disciplinares. 
 
 Atenção ao art. 2º do CED. 
 
 
 
CAPÍTULO IX - DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES 
Art. 34. Constitui infração disciplinar: 
I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu 
exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos; 
II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; 
 
48 
 
III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber; 
IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros; 
V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não tenha 
feito, ou em que não tenha colaborado; 
VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado na 
inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior; 
VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional; 
 
VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do 
advogado contrário; 
IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio; 
X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em que 
funcione; 
XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da 
renúncia; 
XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude de 
impossibilidade da Defensoria Pública; 
XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.