Logo Passei Direto
Buscar

Crescimento pos-natal

Resumo sobre crescimento pós‑natal e crescimento ósseo: definições de crescimento, desenvolvimento e maturação; métodos de estudo (antropologia, histologia, implantes, marcadores, radiografias cefalométricas); osteogênese (intramembranosa, endocondral, mista); curvas, teorias (Hunter, Brodie, Sicher, Scott, Moss, Enlow), mecanismos e crescimento de maxila, mandíbula e surto puberal.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Crescimento pós-natal 
 
Definições: 
• Crescimento: sequência de 
modificações somáticas desde a 
fecundação até a maturidade, como: 
aumento em tamanho e/ou volume, 
mudança em proporção e 
complexidade progressiva. 
 - Aspecto quantitativo do processo 
(altura e peso). 
 
• Desenvolvimento: diferenciação dos 
componentes do organismo que 
conduz à maturação das diversas 
funções físicas e psíquicas, tendo um 
aumento de complexidade. 
 - Aspecto qualitativo do processo. 
 - Fenômeno fisiológico e 
comportamental. 
 
• Maturação: especialização das 
funções físicas e psíquicas. 
 
 
 
 
 
 
 
Estudo do crescimento ósseo 
• Antropológico: estuda a origem e a 
evolução do homem. 
• Histológico: estuda o tecido ósseo, 
membranoso e cartilaginoso. 
• Implantes: estudo do crescimento da 
face utilizando implantes. 
 
 
 
 
 
 
• Corantes e radioisótopos: são 
substâncias marcadoras que se 
tornam partes do tecido. 
• Radiografias cefalométricas: 
sobreposições que avaliam os vetores 
de crescimento e as suas épocas 
ativas. 
 
Osteogênese 
É um mecanismo de crescimento ósseo, 
sendo que os ossos que compõem o 
complexo craniofacial têm origens 
diferentes: 
• Ossificação intramembranosa: 
origina-se a partir de membranas 
(periósteo, endósteo), sendo esse 
tecido mais susceptível aos fatores 
ambientais e é responsável pela 
remodelação óssea; 
• Ossificação endocondral (tecido 
de suporte): maior parte dos ossos 
da base craniana, côndilos 
mandibulares, apófise coronóide e 
apófise goníaca; 
• Mista: mandíbula e base do osso 
occipital; 
 
Crescimento diferencial dos 
tecidos 
Os diferentes tipos de tecidos - 
linfóide, neural, lingual, mandíbula, 
geral e genital, apresentam épocas 
distintas de crescimento. 
 
Curva de crescimento de Scammon 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teorias de crescimento 
 
• Teoria de John Hunter (1871) – 
Aposição e reabsorção no 
ramo mandibular, para permitir 
a erupção dos molares 
permanentes; 
• Teoria de Brodie (1941) – O 
papel da programação 
genética é fundamental no 
estabelecimento do padrão 
facial básico. 
• Hipótese de Sicher (1947) – As 
suturas são passivas e atuam 
regulando o crescimento, 
afirmou também que tanto o 
condrocrânio quanto o 
desmocrânio crescem sobre 
um controle genético bastante 
forte. 
• Hipótese de Scott (1953) – O 
crescimento da cartilagem do 
septo nasal empurra os ossos 
faciais para baixo e para 
frente, permitindo que haja 
crescimento nas suturas faciais. 
Cartilagem como centro 
primário de crescimento. 
• Hipótese de Moss (1962) – O 
crescimento craniofacial 
depende do crescimento e 
função das matrizes funcionais; 
- Tecidos moles e elementos 
esqueléticos em uma só 
função: componentes 
funcionais cranianos; 
- Totalidades de elementos 
esqueléticos em uma só 
função: unidade esquelética; 
- Totalidade de tecidos moles 
em uma só função: matriz 
funcional; 
- Componentes funcionais 
maxilares: órbita (olho), nasal 
(aeração), alveolar (dente), 
basal (estrutura nervosa); 
- Componentes funcionais da 
mandíbula: alveolar (dente), 
coronóide (músculo), condilar 
(músculo), basal (inervação); 
 
• Enlow (1965) – Crescimento em 
“V”. O crescimento sobre os 
extremos livres aumenta a 
distância entre eles mesmos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mecanismos de crescimento 
ósseo 
Envolve um processo de aposição na 
superfície externa, acompanhado por 
um processo de reabsorção 
internamente. A combinação do dois, 
provocam um movimento de 
deslizamento, e para isso existe uma 
remodelação para manter a 
configuração do osso, porém permite 
alterações na forma e nas dimensões 
e proporções de cada região do osso. 
• Movimento de crescimento – 
Deslizamento: é o movimento 
causado pelo crescimento real 
de um osso, envolve aposição 
(+) e reabsorção óssea (-). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Movimento de crescimento – 
Deslocamento: é o movimento 
de todo o osso como uma 
unidade. 
- Primário: movimento do osso 
como uma unidade pelo seu 
próprio crescimento; 
- Secundário: se dá pelo 
deslocamento de outros ossos 
relacionados a ele direta ou 
indiretamente; 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Crescimento da maxila: tecido 
intramembranoso, cresce 
principalmente por 
remodelação, em locais como 
processo alveolar frontal, 
zigomático e palatino, túber da 
maxila, suturas, processo 
pterigóide, espinha nasal e seio 
maxilar. Deslocamento para 
frente e para baixo, e sofre 
influência de fatores 
ambientais, 
• Crescimento da mandíbula: 
osso membranoso e 
cartilaginoso, corpo cresce por 
remodelação, em locais como 
cabeça da mandíbula, 
superfície posterior do ramo e 
do corpo mandibular, além do 
processo alveolar. Desloca 
para frente e para baixo. 
 
 
 Curva de crescimento puberal 
Aparecimento das características 
sexuais secundárias, e surto de 
crescimento corporal; 
A infância inicia-se no final do período 
gestacional e estende-se a 
aproximadamente 10 a 12 anos. 
Dividida em: 
- 1ª Infância – de 0 a 3 anos; 
- 2ª Infância – de 3 até 10 a 12 anos 
de idade. 
A adolescência se estende aos 14/18 
anos; 
 
 
 
 
 
 
 
 Predileção de crescimento 
Indicadores biológicos são utilizados 
para localizar o paciente na cura de 
crescimento da adolescência. A 
idade dentária não é confiável, neste 
caso utiliza-se a radiografia carpal ou 
do polegar; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Não houve início do crescimento pela 
ausência do sesamóide, estágio 
anterior à puberdade; 
2. Não houve início do crescimento pela 
ausência do sesamóide, início do ciclo 
puberal; 
3. Aparecimento do osso sesamóide, 
denunciando o início do surto de 
crescimento da adolescência; 
4. Capeamento epifisário, pico de 
velocidade de crescimento estrutural; 
5. Fusão epífise-diáfise, representando o 
estágio pós-pico; 
6. Fusão completa epífise-diáfise, 
apontando a maturidade óssea; 
 
Crescimento das más oclusões 
• Classe I: apresenta a relação 
anteroposterior correta, mas pode 
apresentar apinhamentos, mordida 
aberta, mordida cruzada e/ou 
profunda. Relação de molares correta 
com o suco mésio-vestibular do 1º MS 
ocluindo no sulco mésio-vestibular do 
1º MI. Perfil Reto. 
 
- Dentadura decídua: análise de 
caninos, se oclui entre CI e 1º MI. 
Trespasse horizontal e vertical positivos 
e normais. Relação caixa-tampa com 
o arco superior abraçando o arco 
inferior. 
 
 
 
 Dentição permanente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dentição decídua 
 
 
 
 
 
 
• Classe II: mandíbula se encontra para 
a distal em relação a maxila, sendo 
considerada uma distoclusão. Perfil 
convexo. 
 
- Dentadura decídua: apresenta 
trespasse horizontal acentuado. 
 
 
 
 
 Dentição permanente 
 
 
 
 
 
 
 
 Dentição decídua 
 
 
 
 
 
• Classe III: mandíbula encontra-se 
protruída em relação à maxila, sendo 
considerado uma mésioclusão. Perfil 
côncavo. Pode iniciar o tratamento 
por volta de 5 anos. 
 
- Dentadura decídua: trespasse 
horizontal invertido. 
 
 
 Dentição permanente 
 
 
 
 Dentição decídua