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2
apresenta
2ª edição
sumário
vida longa à artéria!
bruna callegari e rafael buosi
apresentação: o fenômeno artéria
omar khouri e paulo miranda
nomuque edições: à margem do sistema editorial brasileiro
omar khouri e paulo miranda
linha do tempo: artérias, 1975-2011 
poesia no muque
julio mendonça
mínimo divisor comum: artéria 
lúcio agra
augusto de campos _sobre artéria
entrevista com o poeta
coletânea de poemas publicados
colaboradores
sobre os editores 
english version
7
9
15
16
42
44
47
52
136
137
138
7
A CAIXA é uma empresa pública brasileira que 
prima pelo respeito à diversidade, e mantém comitês 
internos atuantes para promover entre os seus empre-
gados campanhas, programas e ações voltados para 
disseminar idéias, conhecimentos e atitudes de respei-
to e tolerância à diversidade de gênero, raça, orientação 
sexual e todas as demais diferenças que caracterizam a 
sociedade.
A CAIXA também é uma das principais patrocina-
doras da cultura brasileira. Somente em 2015, investi-
mos R$ 76 milhões em 539 projetos em todo o Brasil, 
visitados por 931 mil brasileiros. Em 2016 serão mais 
R$ 75 milhões para patrocínio a projetos culturais em 
espaços próprios e espaços de parceiros, com mais ên-
fase para exposições de artes visuais, peças de teatro, 
espetáculos de dança, shows musicais, festivais de tea-
tro e dança em todo o território nacional, e artesanato 
brasileiro.
Os projetos patrocinados são selecionados via edi-
tal público, uma opção da CAIXA para tornar mais de-
mocrátiva e acessível a participação de produtores e ar-
tistas de todas as unidades da federação, e mais trans-
parente para a sociedade o investimento dos recursos 
da empresa em patrocínio.
Patrocinar a exposição Artéria 40 anos é investir 
na pluralidade das linguagens artísticas contemporâne-
as, sobretudo na divulgação da poesia visual brasileira. 
Desta maneira, a CAIXA contribui para promover e di-
fundir a cultura nacional e retribui à sociedade brasilei-
ra a confiança e o apoio recebidos ao longo de sua se-
cular atuação e de efetiva parceira no desenvolvimento 
das nossas cidades. 
Para a CAIXA, a vida pede mais que um banco. Pede 
investimento e participação efetiva no presente, com-
promisso com o futuro do país, e criatividade para con-
quistar os melhores resultados para o povo brasileiro.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
 
Travamos o primeiro contato com a revista 
Artéria há cerca de 5 anos, por intermédio do poeta 
Walter Silveira, de quem estávamos realizando uma 
exposição individual. Em sua casa, ele nos mostrou a 
Zero à Esquerda, uma caixa de papelão de onde salta-
ram poemas em serigrafia. Era coisa linda! 
No processo de preparação daquela expo-
sição, pudemos conhecer ainda a Quadradão e a 
Fantasminha, outras edições de Artéria e, o melhor, 
os seus idealizadores, Paulo Miranda e Omar Khouri, 
poetas incríveis, realizadores incansáveis e pesso-
as muito generosas. Assim nasceu o desejo de de-
senvolver um projeto que resgatasse a história da 
revista e divulgasse para um público maior aquele 
feito tamanho.
Sempre independente e ainda em atividade, 
Artéria veiculou o melhor da poesia experimental (ou 
intersemiótica) brasileira dos anos 1970 até hoje. Ao 
longo de seus 40 anos, lançou 10 edições numeradas 
e outras duas que escaparam à numeração (Balalaica, 
1979, e Zero à Esquerda, 1981), assumindo os mais di-
versos formatos, meios e técnicas de produção: de ca-
derno offset à revista virtual interativa, de fita cassete 
à caixa de poemas soltos. 
Publicou trabalhos preciosos, reunindo mais de 
100 artistas, que transitaram entre diversos códigos e 
linguagens, sempre preocupados com a visualidade de 
suas obras. Alguns nomes que passaram pela Artéria: 
Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Décio 
Pignatari, Ronaldo Azeredo, José Lino Grünewald, 
Julio Plaza, Regina Silveira, Arnaldo Antunes, Tadeu 
Jungle, Walter Silveira, Lenora de Barros e outros. 
Apresentando mais de 80 trabalhos de cerca 60 
artistas, a exposição busca refletir a experiência da 
Artéria, explorando variados suportes, formatos e téc-
nicas: adesivos, objetos, serigrafias, áudios e vídeos. 
Todas as edições da Artéria foram digitalizas e 
organizadas em um banco de dados com informações 
sobre autor, data e técnica de cada trabalho publica-
do. O público pode conferir os 40 anos de publicação 
da revista, em sua totalidade, em uma plataforma in-
terativa sensível ao toque (touch screen), podendo rea-
lizar buscas e manipular os poemas conforme desejar. 
Uma das preciosidades da exposição é o vídeo de 
making of de Zero à Esquerda, praticamente inédito, 
realizado por Tadeu Jungle e Walter Silveira e exibido 
uma única vez durante o lançamento da revista em 
1981, na extinta discoteca Pauliceia Desvairada, em 
São Paulo. O vídeo demonstra como era produzida 
a revista, literalmente no muque, e apresenta seus 
poetas e poemas. 
Tendo já realizado a exposição no Rio de Janeiro, 
é com maior alegria que agora a trazemos para São 
Paulo, reduto de seus criadores e colaboradores. O ca-
tálogo, em nova edição ampliada, traz textos de Lúcio 
Agra e Julio Mendonça, além da entrevista inédita que 
realizamos com Augusto de Campos, um dos maiores 
poetas-inventores de todos os tempos, e que colabo-
rou em todas as edições de Artéria. 
Como se não bastasse, a exposição também co-
memora o lançamento da tão aguardada ARTÉR11A, 
da qual tivemos o orgulho de participar. Agradecemos 
a todos os artistas e poetas que integram a exposição 
e, sobretudo, aos curadores Paulo e Omar por sua con-
fiança, amizade e generosidade.
Vida longa à Artéria!
vida longa à Artéria!
Julio Plaza
Arte = Verba, anos 70 1970’s
Etiqueta com carimbo
Label and stamp 6x 4,5 cm
Publicado em Published in Artéria 2, 1976
Bruna Callegari e Rafael Buosi
Espaço Líquido | Projeto e realização
9
A revista Artéria começou a ser pensada por 
Omar Khouri e Paulo Miranda no ano de 1974, em 
Pirajuí, interior do Estado de São Paulo, aos quais se 
juntaram os irmãos Figueiredo, da vizinha cidade de 
Presidente Alves: Luiz Antônio, Carlos e José Luiz. A 
de número 1 saiu em meados de 1975, já congregan-
do um conjunto significativo de poetas, incluindo os 
concretistas históricos do Grupo Noigandres em sua 
formação inicial: Haroldo de Campos, Augusto de 
Campos e Décio Pignatari.
Artéria já nasceu com as vocações intersemió-
tica (interdisciplinar) e mutante (proteica) e assim 
foi abrigando poesia com forte visualidade e trans-
formando-se ao longo desses 40 anos: mudança de 
formato, de processos de impressão, de mídia, e até 
de nome (Balalaica, Zero à Esquerda integram o con-
junto) e congregando, cada vez mais, um número 
ampliado de colaboradores: poetas, artistas plásti-
cos, artistas gráficos, músicos, fotógrafos. 
Dentre as revistas experimentais que proliferaram 
nos anos 1970, Artéria foi a que mais se metamorfor-
seou: foi caderno, sacola, fita cassete, caixa-de-poe-
mas-exposição-portátil, website e até caixa de fósforos! 
Artéria nasceu sob o impacto de Código, Polem 
e Navilouca, revistas que vieram retomar a linha 
experimental da Poesia em periódicos no Brasil 
(muito embora nenhuma, dentre as que ultrapas-
saram o primeiro número, tenha tido periodicidade 
regular) e dadas certas facilidades apresentadas, 
à época, com relação aos meios de reprodução, no 
âmbito gráfico. As revistas proliferaram nos anos 
1970, mas poucas tiveram longa vida como Artéria. 
De Pirajuí, Artéria transferiu-se para São Paulo, 
com quem já estabelecia uma espécie de simbiose e 
seu quadro de editores/organizadores foi-se modi-
ficando, saindo uns e entrando outros, como Walter 
Silveira, Sonia Fontanezi, Tadeu Jungle, porém, man-
tendo o núcleo inicial com O. Khouri e P. Miranda.
Nessas 4décadas, foram impressos apenas 10 
números + 2. Porém, há planos para próximas edi-
ções. A alegria de fazer e de vir a público com um 
time numeroso de criadores garantiu a continuidade 
da revista, sempre independente e livre de patrocí-
nios, que não é propriamente uma revista, mas que 
é uma Revista. Mutante, com alguma permanência, 
Artéria comemora os seus 40 anos. Auguri!
Omar Khouri e Paulo Miranda 
São Paulo, março de 2015
apresentação
Zero à Esquerda, 1981
Revista em serigrafia, offset, tipografia e carimbo
Magazine – Screen printing, offset typography and stamp
51,6 x 28,2 cm / 500 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
11
Muito já se falou sobre a importância das revis-
tas para a divulgação de trabalhos poéticos, artísticos 
e teóricos, no Brasil e no mundo, desde antes, mas 
principalmente a partir da eclosão dos Modernismos, 
inícios do século XX, até à atualidade, e das dificul-
dades de se editarem essas publicações, mesmo em 
época mais recente em que, dados os progressos de 
ordem técnica, verificou-se um barateamento de cus-
tos, o que fez com que houvesse uma proliferação de 
“jornaizinhos”, periódicos (sem propriamente periodi-
cidade regular), poemas em edições autônomas, fan-
zines etc. Isto, considerando apenas o suporte papel, 
sem que adentremos o terreno das novas tecnologias 
com suportes não-materiais e as facilidades de se ter 
um blog, por exemplo, que pode, na maior parte das 
vezes, abrigar materiais de um único indivíduo. 
Revista ou suposta revista - porque aqui, em sua 
maior parte as revistas não conseguiram manter algo 
fundamental, que é a periocidade regular e muitas de-
las, quando saíam do nº 1, mal chegavam ao 3 – é sinô-
nimo de publicação coletiva e é aí que a denominação 
se fixa. Raros são os exemplos das que conseguiram 
chegar ao 10º número e até ultrapassá-lo, como foi 
o caso de Código-Bahia e de Artéria. Uma das coisas 
que Julio Plaza sempre dizia, chamava, mesmo, a 
atenção, era para a questão das facilidades que pas-
saram a existir a partir de um certo momento e que 
propiciaram, de fato, a multiplicação de publicações 
à margem do sistema editorial brasileiro, em nosso 
caso. E, do início dos anos 1970 até os 90, assistiu-se 
a toda uma série de inovações de cunho tecnológico, a 
que especificamente Artéria não ficou indiferente, ao 
mesmo tempo em que antigas tecnologias, no campo 
das Artes Gráficas, continuaram a existir e a prestar 
serviços, com bastante eficiência.
Uma revista existe (dessas que não recebem sub-
venções e que primam pela ousadia e experimenta-
ção) enquanto existe um certo entusiasmo por parte 
dos que com ela se envolvem verdadeiramente, como 
já escreveu Mário da Silva Brito abordando o caso 
Klaxon. Portanto, as revistas que resistem e insistem, 
mesmo depois de décadas de seu 1º número, é porque 
os que se envolvem intimamente com a sua feitura 
ainda acreditam em trabalhos coletivos. Artéria é um 
caso especial, pois, até hoje teve apenas 10 números 
+ 2 com outros nomes e se foi metamorfoseando, e 
houve números em que teve nomes duplo e triplo (as 
de nº 5 e 6) e houve as que receberam, na ânsia de 
transformação, outros nomes, como a fita Balalaica 
e a caixa-de-poemas Zero à Esquerda, o que nos faz 
considerar ter chegado Artéria, já, ao nº 12. 
Mesmo considerando a vontade de mudança, a 
não-repetição possível, Artéria conservou um núcleo 
de colaboradores, como poucas revistas, congregan-
do experimentadores experientes e jovens poetas. 
Artéria pertence àquela leva de revistas que brota-
ram a partir da 1ª metade dos anos 1970, em parte 
herdeiras de Noigandres e Invenção dos concretistas, 
em parte abertas para outras pesquisas, numa época 
que se convencionou chamar Pós-Modernidade e que 
Haroldo de Campos ponderou pelo Pós-Utópico. E, 
dessas revistas, convém mencionar Navilouca, Polem, 
Código, Invenção Bahia, Artéria, Poesia em Greve, 
Qorpo Estranho, Muda, Viva Há Poesia, Atlas e algumas 
outras poucas. Vivia-se ainda, naquele começo, a épo-
ca da Ditadura Militar, o que implicava censura, que se 
abateu quase-nada sobre essas revistas experimen-
tais, mas mais sobre publicações de uma vanguarda 
política. De qualquer modo, o medo pairava sobre to-
dos, nós de Artéria, inclusive.
Artéria, assim como outras publicações da mes-
ma estirpe, seria “revista” ou “antologia”? Esta é a 
primeira questão que surge quando examinada, em 
seu conjunto – do 1º número (1975) ao 10º + Balalaica 
(1979) e Zero à Esquerda (1981) - já que não hou-
ve uma periodicidade regular, tampouco uma forma 
o fenômeno artéria
fixa, um formato regular, uma única mídia utilizada, 
um nome único. A questão de classificar a publicação 
nunca nos deixou preocupados, muito embora mais 
adequado fosse chamá-la “antologia”, como lembrou 
várias vezes Augusto de Campos. Artéria e tantas ou-
tras publicações similares, que circularam a partir da 
1ª metade dos anos 1970, sempre foram chamadas 
“revistas” por seus idealizadores e colaboradores, po-
rém, escapam à noção tradicional de revista. No caso 
específico de Artéria, mais ainda, pois o ser mutante 
foi uma de suas principais características: configurou-
-se caderno com encarte, sacola, caixa, fita cassete, 
site na REDE, de novo caderno, e até chegou a trocar 
de nome no percurso.
Para falar sobre Artéria, temos de vinculá-la à 
Nomuque Edições, editora fundada por nós, há 41 
anos (1974), em Pirajuí, e que sempre funcionou à 
margem do sistema editorial brasileiro, carecendo de 
registro como empresa editorial, o que a fez correr o 
risco de perder legalmente o nome. Nomuque = no 
muque (no braço, na força muscular) existe à medida 
que existam trabalhos que ela venha a editar e gra-
ças aos recursos provindos dos próprios editores-co-
laboradores (a editora nunca contou com patrocínios 
de fora – antes, por princípio, depois, por força do há-
bito). Essa atividade editorial ocorria mais ou menos 
esporadicamente, bem porque, não visando a lucros e 
não dispondo de infraestrutura empresarial, só pode-
ria mesmo funcionar assim, às vezes acontecendo de 
uma publicação ser lançada dez anos após o início de 
sua impressão que, por sinal, em algumas ocasiões, 
foi feita por seus editores que, além de poetas, eram 
(são) técnicos em serigrafia, programadores visuais 
etc. (os poucos que se dispuseram e se dispõem a este 
tipo de trabalho artesanal). Se bem que, atualmente, o 
trabalho artesanal tem sido deixado de lado, cedendo 
espaço ao offset que, de qualquer modo, esteve pre-
sente desde o primeiro número de Artéria. Portanto, 
mais que editora, a Nomuque é gráfica e, além da se-
rigrafia, utilizou, ao longo de seus mais de 40 anos de 
existência, outros processos artesanais de impressão 
e, também, processos industriais. 
A Nomuque Edições (“nomuque, edições”, na ori-
gem) nasceu em Pirajuí, interior de São Paulo, trans-
ferindo-se, a seguir, para a capital, onde ainda opera. 
Há vantagens e desvantagens nessa estrutura de fun-
cionamento da editora: por um lado tem-se liberdade 
plena para tudo e não há o perigo de ficar insolvente 
ou mesmo o de ir à falência, já que, legalmente, não 
existe. Por outro, os custos acabam por onerar os 
poucos que se dispõem a reservar parte de seu salá-
rio para os gastos da editora e, o mais grave: o crôni-
co problema da distribuição do pouco material que é 
editado e que, fatalmente, fica em parte encalhado na 
casa de alguém, que se dispõe a guardá-lo.
Artéria começou a ser pensada em 1974, a partir 
do momento em que sentimos a necessidade de uma 
publicação coletiva (até hoje, temos muito mais pra-
zer em veicular nossos trabalhos em publicações co-
letivas, que em separado: poemas reunidos em livro 
ou veiculados autonomamente). O nome: um achado 
(pronto), pois, além de tudo o que traz de positivo a 
palavra Artéria, contém Arte! Tendo,naquele ano, visto 
Polem e Código (Navilouca, pouco depois), percebemos 
que o projeto de uma revista de poesia seria viável. 
Daí, conversando e travando contato com os irmãos 
Figueiredo (Luiz Antônio, Carlos e Zéluiz), configurou-
-se a possibilidade, e, o número 1, já com colaboração 
dos poetas concretos (que prontamente se dispuseram 
a nos enviar trabalhos inéditos) – Augusto de Campos, 
Décio Pignatari e Haroldo de Campos - saiu em 1975 
(lançamento em 15/07, em São Paulo, numa peque-
na reunião no Krystal Chopps, no Bairro das Perdizes, 
com as nossas presenças, mais as de Luiz Antônio de 
Figueiredo, Carlos Valero, Hermelindo Fiaminghi, Décio 
Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos). 
1313
Artéria 2 já viveu uma crise entre os organizado-
res, posto que uns queriam algo arrojado em termos 
de mídia e outros ponderavam pelo que seria possí-
vel, em termos de viabilidade econômica, e a revista 
foi feita, com alguma modificação do projeto inicial, 
mas mantendo o arrojo. Saiu em 1977, mas consta a 
data de 76, ano em que praticamente ficou pronta, 
só faltando alguns detalhes (o invólucro, uma sacola, 
causou alguns transtornos até ficar pronto, já que o 
trabalho de Julio Plaza – Alechinsky-Lichtenstein – foi 
visto como perigoso por gráficos-impressores e sua 
publicação teve de ser adiada e a capa do envelope 
ser refeita): a revista mostrou, nesse número, seu ca-
ráter mutante (já indiciado na de número 1, em que 
aparecia um encarte: o poema “Reviravolta”, de Paulo 
Miranda). Tendo um formato diferente, não podendo 
simplesmente ser colocada numa estante, chegou a 
ser recusada por algumas livrarias, que costumavam 
receber as nossas revistas em consignação, exceção 
feita à Duas Cidades, que chegou a distribuí-la nacio-
nalmente no ano de 1977, assim como Artéria 1 e ou-
tras publicações da mesma estirpe. 
Os irmãos Figueiredo – Luiz Antônio e Carlos – 
eram, dos envolvidos no processo Artéria, os que mais 
insistiam para que a forma da revista não se repetisse. 
O número 3 não existiu - uma caixa de fósforos tra-
zia o nome Artéria 3: ART3RIA – produção de Carlos 
Valero (de Figueiredo). O número 4 foi feito pela 
Nomuque Edições mais o Estúdio OM, projeto e execu-
ção de Carlos Valero, e era constituído por um estojo 
que continha um caderno com especificações técnicas 
para a audição de uma fita cassete C60 – o tal caderno 
poderia ter existência autônoma como revista, tão pri-
moroso graficamente era (muito embora a reprodução 
– eram apenas 100 exemplares – fosse reprográfica: 
xerox) e tudo ia dentro de um estojo azul, com impres-
são serigráfica em branco. Convém lembrar, aqui, que 
Artéria IV foi precedida por BALALAICA (também pro-
jetada e executada por Carlos Valero e ambas as fitas 
se encontram, hoje, na REDE: nomuque.net), outra fita 
cassete C60, sendo as datas de lançamento 1979-80 e, 
diga-se, isto tudo ocorreu antes da febre da dita “poe-
sia sonora”, no Brasil. A novidade nas fitas não estava 
no fato de se gravarem poemas, coisa que acontecia 
há décadas, mas de ser um trabalho de poesia sonora/
sonorizada coletivo: uma revista sonora, contendo até 
o que se poderia chamar de ‘radionovela’. 
Nesta altura, já faziam parte da equipe de pro-
dução, também, Walter Silveira, Sonia Fontanezi, 
Tadeu Jungle, Júlio Mendonça e, mais tarde, 
Arnaldo Antunes (que se ocupou de outras publica-
ções e atuava, também, em outro campo: o da mú-
sica popular, como se sabe). Em 6 de maio de 1981 
foi lançada uma grande caixa, com poemas soltos 
e utilizando vários processos de impressão: Zero à 
Esquerda, num espetáculo multimídia, na discoteca 
Pauliceia Desvairada. Esta revista da Nomuque não 
levou o nome Artéria.
Alguns outros projetos foram sendo feitos pela 
Nomuque que, ao mesmo tempo, tentava viabilizar 
Artéria 5 (Fantasma), enfim, lançada no MASP, em 
seu mezanino, em 1991, com uma grande exposição 
“comemorativa” dos 17 anos da editora, e Artéria 6 
(Quadradão) 31 x 31, que só foi lançada em 1993, na 
Livraria Augôsto Augusta-MIS. Artéria 6 foi a revista de 
mais longa gestação na história da cultura brasileira: 
pensada desde 1981, começou a ser impressa (toda em 
serigrafia, como a de número 5) em 1983 e, daí, passa-
ram-se dez anos até o seu lançamento. Nesse tempo 
todo, várias revistas foram pensadas e até projetadas, 
porém, os custos as inviabilizaram (a maior revista do 
Brasil, em formato A2, e outra composta de grandes 
cartazes 66 x 96 cm, contendo os poemas). 
A seguir, fizemos Arteriaset (AR7ERIA – Artéria 7) 
– mais uma longuíssima gestação - em offset, obvia-
mente, que teve algo singular: ficou pronta em 2004, 
depois de Artéria8, que está na REDE desde o 2º se-
mestre de 2003 (em 2001, colocamos no ar, com Fábio 
Oliveira Nunes, que também fez o desenho de Artéria 8, 
Sígnica, reunindo principalmente poemas de alunos 
da Universidade – IA-UNESP, FACOM-FAAP e PUC-SP). 
Na REDE não é preciso fazer números 1, 2, 3 etc., pois a 
publicação é, por natureza, crescente e mutante. 
A questão da visualidade sempre apareceu em 
Artéria (que tem mantido um núcleo de editores, com 
evasões e adesões, ao longo do tempo) e com o passar 
dos anos, foi-se acentuando, até culminar com as re-
vistas de números 5 e 6. Fizemos a de nº 9 mantendo 
o formato aproximado da de nº 7 e preparamos a de nº 
10, que foi lançada no ano de 2011. E não descartamos 
a feitura dos números 11 e 12 de Artéria.
Artéria se insere na tradição de revistas que pri-
maram por veicular uma produção poética mais ex-
perimental, mais construtivo-formalista (e aí não vai 
teor depreciativo), tais como, entre nós, Noigandres, 
Invenção, Navilouca, Polem, Código (editada em 
Salvador-Bahia por Erthos Albino de Souza, e que 
durou 12 números: um verdadeiro prodígio!), Poesia 
em Greve, Qorpo Estranho, Kataloki, Zero à Esquerda, 
Atlas etc. Dessas, algumas tiveram apenas um núme-
ro. Artéria prossegue e penso ser a única revista atu-
almente no Brasil a se preocupar com a questão da 
visualidade e da experimentação em Poesia.
O que faz com que, apesar de tudo, uma publi-
cação (que não vem a ser propriamente uma revista, 
como a definem os dicionários) sobreviva por déca-
das? Diríamos que o amor pela poesia e a crença de 
que tal trabalho seja necessário e, talvez, o que vem 
a ser o mais importante, a alegria que existe em pôr 
à luz mais uma publicação coletiva, já que há aqueles 
que preferem publicar coletivamente do que reunir 
periodicamente seus próprios trabalhos, mesmo que 
o avanço em anos seja notório. Artéria chega aos 40 
anos e com indícios de que vai continuar. XAIPE! 
Omar Khouri e Paulo Miranda
São Paulo, março de 2015
Regina Vater
Abaixo do Equador, 1978 - 2002
Série de fotografias, 132 x 30 cm
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
Coleção Paulo Miranda Collection
Paulo Miranda
Che move il sole
Objeto luminoso, Luminous object, 80 x 15 cm
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981 
Coleção Paulo Miranda Collection
15
A Nomuque Edições, editora fundada por Omar 
Khouri e Paulo Miranda, em 1974, funcionou à mar-
gem do sistema editorial brasileiro e está intima-
mente ligada à revista Artéria, que editou a partir 
de 1975. 
Nomuque = no muque (no braço) existe à me-
dida que existam trabalhos que ela venha a editar e 
com os recursos provindos dos próprios editores e 
colaboradores, já que nunca contou com nenhuma 
forma de patrocínio.
Essa atividade editorial ocorre esporadicamen-
te, bem porque, não visando a lucros e não dispon-
do de infraestrutura empresarial, só poderia mesmo 
funcionar assim: às vezes – acontecendo de uma 
publicação ser lançada dez anos após o início de sua 
impressão, que também tem sido quase sempre fei-
ta por seus próprios editores. Estes, além de poetas, 
são técnicos em serigrafia, programadores visuais, 
etc (os poucos que se dispuserame se dispõem a 
este tipo de trabalho artesanal). Portanto, além de 
uma editora, a Nomuque é, também, gráfica e, além 
à margem do sistema editorial brasileiro
Sessão de impressão serigráfica da revista Zero à Esquerda,
realizada na escola ASTER, em 1980;
da serigrafia, tem utilizado outros processos artesa-
nais de impressão, bem como os industriais.
A Nomuque Edições nasceu em Pirajuí, interior 
de São Paulo, transferindo-se para a capital, onde 
ainda opera. Do núcleo inicial de editores-colabo-
radores, composto por Omar Khouri, Paulo Miranda, 
Luiz Antônio de Figueiredo, Carlos Valero e Zéluiz 
Valero, hoje permanecem os dois primeiros. Outros, 
porém, se foram juntando, com maior ou menor atu-
ação: Walter Silveira, Tadeu Jungle, Sonia Fontanezi, 
Julio Mendonça, Arnaldo Antunes, Fábio Oliveira 
Nunes. Da repografia e mimeografia, enveredando 
pelo offset e a serigrafia, passou para a fita mag-
nética (em associação com o estúdio ON, de Carlos 
Valero) e para a REDE (web). Sem preconceitos. Sem 
limites: formas sem fôrmas, Artéria, antologias, edi-
ções autônomas de poemas, livros. De edições míni-
mas a 1500 exemplares e à investida no Planeta, com 
Artéria 8 na Internet.
Nomuque Edições: enquanto houver entusiasmo 
por parte de seus editores.
Texto originalmente publicado no catálogo 
Edições Nomuque: 30 anos, Senac São Paulo, 2004.
nomuque edições
Confecção da antologia Não muito mas muito da poesia segundo o século XX
linha do tempo
1975 1976 1977 1979 1980 1981 1991 1992 2004 2003 2007 2011 
1918
artéria 1
(Pirajuí: Nomuque Edições, 1975)
_1232 exemplares. 
_16 x 23 cm. Offset. Sulfite – Gráfica Souza Reis-Bauru, 
Capa plastificada.
_Planejamento gráfico: Omar Khouri
_Capa + 4ª capa: Omar Khouri
William Carlos Williams POEM original 2ª capa
Iumna Maria Simon e Luiz Antônio de Figueiredo: 
Tradução POEMA (WCW) 3ª capa
_Lançamento no Krystal Chopps – São Paulo, na noi-
te de 15 de julho de 1975. Presentes: Augusto de 
Campos, Carlos Valero, Décio Pignatari, Haroldo de 
Campos, Hermelindo Fiaminghi, Luiz Antônio de 
Figueiredo, Omar Khouri e Paulo Miranda.
_Distribuição: de mão em mão, consignação em al-
gumas livrarias e em feiras de publicações marginais, 
até hoje. Distribuição também gratuita e doações a bi-
bliotecas e museus. Em 1977, a Livraria e Editora Duas 
Cidades se dispôs a fazer uma distribuição nacional de 
algumas publicações que estavam à margem do siste-
ma editorial brasileiro e distribuiu ARTÉRIA 1.
_Pagou-se, com as vendas, a médio prazo.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores, 
ou os responsáveis.
* O encarte reviravolta, de Paulo Miranda teve uma 
1ª tiragem em plast plate, feita numa tipografia de 
Bauru; considerada insatisfatória pelos editores, mas 
foi utilizada para o lançamento, donde alguns dos 
primeiros exemplares a portarem. Logo em seguida 
foi feita a tiragem na gráfica Souza Reis-Bauru, em 
offset. O: Ai!cai, de Décio Pignatari, não foi assumido 
por ele em sua obra completa. Tendo saído o um dos 
textos de Galáxias em CÓDIGO 2, Haroldo de Campos 
enviou para ARTÉRIA 1, outro e a Nomuque publicou 
os dois. A página de Waldeyr de Oliveira deveria es-
tar em negativo, mas, por engano, a seguinte, com 
poema de Haroldo de Campos é que acabou ficando. 
O texto de Décio Pignatari ditado a Luiz Antônio de 
Figueiredo, pelo autor, por telefone: o título deveria 
ser Franquisténs II.
AUTORES/COLABORADORES:
_Paulo Miranda: reviravolta (encarte) 
_Décio Pignatari: Ai!cai 
_Zéluiz Vtalero: Pollocklee + seven _ Fotomontagem
_Haroldo de Campos: 2 fragmentos: tudo isto tem que ver… 
e passatempos e matatempos…
_Luiz Antônio de Figueiredo: Textocidade para o poeta 
e tradução de poema de Catulo Carmen XXXII, com 
a colaboração de Ênio Aloísio Fonda
_Carlos Alberto de Figueiredo: Arte e sociedade: manifesto
_Décio Pignatari: Incipit
_Arnaldo Caiche D’Oliveira: pássaro
_Augusto de Campos: traduções: Canção – Guillaume de 
Poitiers e da Conferência sobre nada – John Cage
_Omar Khouri: releitura de Amor Humor, 
de Oswald de Andrade
_Gabriel Emídio Silva: Amor/Humor: o máximo do mínimo
_Waldeyr de Oliveira: Videre et non videre
_Haroldo de Campos: texto (sic) ruínas
_Zéluiz Valero: Cabeça mecânica de Hausmann + Dito + Dito 
Chorão_ Fotomontagem
_Décio Pignatari: Franquisteins II
_Luiz Antônio de Figueiredo: PS
_Omar Khouri: logotipo da Nomuque Edições
_Zéluiz Valero: foto NOB
Paulo Miranda
Reviravolta, 1974
Objeto em metal serigrafado, 18 x 18 x 20 cm
Silkscreened metal object
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
Artéria 1, 1975
Revista em offset
Offset magazine 
23 x 16 cm / 1232 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
2120
(Pirajuí: Nomuque Edições, 1976)
_1000 exemplares.
_24 X 34 cm (envelope + sacola de plástico transparente)
_Caderno: 15,5 X 21,5 cm. Offset - Gráfica Souza Reis - Bauru.
_Planejamento gráfico: vários. 
_Capa (envelope - serigrafia): Omar Khouri
_Capa (caderno - offset): Julio Plaza
_Trabalhos acondicionados no envelope, em diversos 
formatos: serigrafia, tipografia e offset + etiqueta 
colocada externamente (carimbo).
_Trabalhos serigráficos: Edson - Bauru
_Tipografia: Pirajuí
_Lançamento: não houve, propriamente, a não ser uma 
tentativa em Avaré, com público escasso, e em que ne-
nhum exemplar chegou a ser vendido.
_Distribuição: de mão em mão, a partir do 1º semestre 
de 1977, consignação em algumas livrarias e em feiras 
de publicações marginais, até hoje. Num certo momen-
to (1977), a Livraria Duas Cidades chegou a fazer dis-
tribuição nacional de ARTÉRIA 2 (incluindo a de nº 1), 
assim como de outras publicações da mesma estirpe. 
Distribuição também gratuita, doação a instituições 
culturais (bibliotecas, museus, coleções particulares).
_Provavelmente não se pagou.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores ou 
os responsáveis.
*Dados erros gráficos de responsabilidade dos execu-
tores da Souza Reis, os 1000 exemplares do caderno 
tiveram de ser refeitos e a edição refugada foi destruí-
da. A capa – frente do envelope – não encontrou gráfica 
que imprimisse o trabalho “Alechinsky-Lichtenstein”, 
de Julio Plaza, por achar que poderia ter problema 
com a censura, pois havia, ali, uma conotação erótica 
ou mesmo pornográfica, alegou-se. O referido trabalho 
acabou sendo publicado em ZERO À ESQUERDA.
AUTORES/COLABORADORES:
ETIQUETA ATADA À SACOLA PLáSTICA: 
Julio Plaza: ARTE = VERBA
CADERNO:
_Julio Plaza: Arte: técnica quirúrgica, continua à página 3
_Haroldo de Campos: anamorfose
_Luiz Antônio de Figueiredo: chamar-te vulva…
_Décio Pignatari: Pessoinhas
_Décio Pignatari + Fernando Lemos: Logotipo rejeitado.
_Augusto de Campos: Tradução de poema de 
E. E. Cummings: minha especialidade é viver…
_Regina Silveira: São Paulo turístico. Museu de Arte
_Luiz Antônio de Figueiredo: mínimas
_Zéluiz Valero: Fotografia
_Régis Bonvicino: poema
ENVELOPE:
_Zéluiz Valero: Em caso de qualquer irregularidade…
_Carlos Valero de Figueiredo: Hitler X Satie
_Cláudio Cortez: mpb 1. Arte-final: Zéluiz Valero
_Pedro Osmar: VIDA
_José Augusto Nepomuceno: Observo…
_Paulo José Ramos de Miranda: E. E. Cummings. 
não-tradução
_Omar Khouri: KITSCHICK!
_Walter Franco: o ab surdo não h ouve. Projeto gráfico: 
Omar Khouri
_Pedro Tavares de Lima e Régis Rodrigues Bonvicino: d
_Edgard Braga: linotipoema
_Omar Khouri: sem título (E DI)
_Paulo José Ramos de Miranda: Soneto
artéria 2
Artéria 2, 1976
Revista em offset, serigrafia, tipografia e carimbo
Magazine – offset, silk-screen, typography and stamp
34 x 24 cm / 1000 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
2322
(São Paulo: Editor Carlos Valero, 1977)
_Trata-se de uma caixa (maço) de fósforos,que saiu nas 
cores vermelho e branco, com impressão ART3RIA em 
dourado. Iniciativa de Carlos Valero, frente ao impasse 
da dúvida, depois de ARTÉRIA de nº 2: a revista ainda 
sairia? Como seria?
_38 x 48 x 5 x 2 mm. Foi distribuída aos amigos e conta-
tos vários no ano de 1977. 
_Tiragem: ? talvez 100 exemplares, sendo que alguns 
ainda se conservam.
*A ideia de Carlos Valero surgiu frente a um certo impas-
se que se observou com relação à continuidade ou não 
de ARTÉRIA, cujo nome será retomado com ARTÉRIA 4, 
uma fita cassete C60, pela Nomuque Edições e Estúdio 
OM, totalmente editada por Carlos Valero, que reuniu 
colaboradores contumazes e novos. Um ano antes: 
BALALAICA. Tinha havido um mal-estar com relação a 
ARTÉRIA 2 e as adaptações que teve de sofrer para po-
der ser viabilizada.
artéria 3
Artéria 3, 1977
Carteira de fósforos
Matchbook
4.5 x 5.5 cm / 100 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
2524
balalaica
[O SOM DA POESIA]
(São Paulo: Nomuque Edições-Estúdio OM, 1979).
_Tiragem: ? (hoje, na internet, em nomuque.net)
_Fita cassete C60. Estojo próprio da fita. Capa: 
BALALAICA: Carlos Valero + folha-índice.
_Produção e trabalhos técnicos: Carlos Valero.
_Distribuída de mão em mão a partir de 1979.
_Lançamento na Livraria Muro, 
Rio de Janeiro, em 08 de maio de 1980.
_Pagou-se, se não se considera o fator trabalho. 
_Cessão de direitos autorais pelos pró-
prios autores ou os responsáveis.
*Carlos Valero montou um estúdio caseiro, tendo assis-
tido a gravação da maior parte dos trabalhos. Balalaica 
já é uma espécie de ARTÉRIA sonora. De qualquer 
modo, mostrou que uma revista sonora era viável.
AUTORES/COLABORADORES:
_Villari Herrmann: Sombras / vozes: Paulo Miranda 
e Omar Khouri
_Augusto de Campos: O quasar / Augusto de Campos
_Walter Franco: Mamãe d’Água / Walter Franco
_Augusto de Camos: Cidade / Augusto de Campos
_Omar Khouri: Facturas / Carlos Valero
_Augusto de Campos: dias dias dias / Caetano Veloso.
_Luiz Antônio de Figueiredo: O dedo de Leda / 
Radionovela – vários
_Décio Pignatari e Gilberto Mendes: beba coca cola – 
motet em ré menor / Ars Viva
_V. Khliébnikov (tradução Augusto de Campos): 
hoje de novo / Carlos Valero
_John Cage (trad. A. de Campos): da Conferência 
sobre nada / Carlos Valero
_Margareth Young (trad. Décio Pignatari): 
A morte pela raridade / Vários
_Omar Khouri: Marta e Romeu: uma estória de 
morrer / Marlene Avelar e Stela Avelar
_Décio Pignatari + Willy Corrêa de Oliveira: 
Um movimento / Ars Viva
_Lewis Carroll (trad. De A. de Campos): Jaguadarte / 
Paulo Miranda
_William Blake (trad. de A. de Campos): 
A rosa doente / Roberto Ghiotto
_Fernando Pessoa: A casa branca nau preta / 
Carlos Valero
_Stéphane Mallarmé (trad. Haroldo de Campos): 
Um lance de dados / Vários
_Oswald de Andrade (versão inglesa: Paulo Miranda): 
The masses… / Paulo Miranda
_Oswald de Andrade: Balada do Esplanada e Erro de por-
tuguês / Oswald de Andrade
_Marcial: Mammas… / Omar Khouri
_Pedro Kilkerry: É o silêncio / Neoclair Coelho
_Bernart de Ventadorn + Augusto de Campos: 
Intradução / Augusto de Campos
_V. Maiakóvski (trad. Augusto de Campos): Balalaica / 
Stela Avelar
Balalaica, 1979
Fita cassete C60 5 x 3,5 cm
C60 cassette tape
Produção e trabalhos técnicos: Carlos Valero
Production and technical work: Carlos Valero
Disponível em available at www.nomuque.net
Coleção Omar Khouri Collection
2726
(São Paulo: Nomuque Edições-Estúdio OM, 1980)
_Tiragem: 100 exemplares.
_Estojo em papel Carmen 180 g azul ultramar. 13,7 x 
21,5 x 1,1 cm, contendo fita cassete C60 e caderno-ín-
dice 21 x 6,8 cm.
_Capa: Carlos Valero. Texto interno: Luiz Antônio de 
Figueiredo. Impressão serigráfica de Paulo Miranda.
_Caderno: sulfite 72 g, em reprografia (xerox).
_Produção sonora e gráfica: Carlos Valero.
_Lançamento na casa de chá Nastassika, em 22 de no-
vembro de 1980.
_Distribuição: à época do lançamento, esteve à venda, 
mesmo para os colaboradores que poderiam comprar 
1 e levar duas. A edição original deve ter-se esgotado 
e outras cópias foram feitas, porém, sem a sofisticação 
do estojo + caderno-índice, como na primeira tiragem. 
Em época recente, remasterizada, entrou para o site da 
Nomuque Edições.
_Pagou-se, se não se considera o fator trabalho.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores ou 
os responsáveis.
*ARTÉRIA 4, assim como BALALAICA, trouxe uma espé-
cie de radionovela tétrico-erótica. 
AUTORES/COLABORADORES:
_Oscar Wilde? Poeta / voz de Paulo Miranda
_Carlos Valero. Radionovela A vingança do vampiro / vários
_Augusto de Campos: Roer… / Carlos Valero
_Beatles + Caetano Veloso: Colagem? Beatles + 
Caetano Veloso
_Augusto dos Anjos: Budismo moderno e Mistérios 
de um fósforo / Beto Xavier + Neoclair Coelho
_Sonia Fontanezi: Alice / Paulo Miranda
_Anônimo: Circular o desejo proibido / Carlos Valero
_Luiz Antônio de Figueiredo: no cúlmen do teu ponto 
culminante / LAF
_Haroldo de Campos: de Galáxias (frag. Inicial) /HC
_Stéphane Mallarmé: Soneto em yx / Neoclair Coelho
_Walter Franco / Walter Franco
_Omar Khouri: Autorretrato em baixo astral / 
Carlos Valero
_E. E. Cummings Quase Cummings / Vinicius Dantas
_Carlos Valero + M. McLuhan: Rodapé McLuhan?
_Maurizio Prati Trepa dorme / MP
_Augusto de Campos: Memos / Júlio Mendonça
_Lívio Tragtenberg: Mariceli / piano: LT
_Walter Silveira: O dodói da dendeca / WS
_Neoclair Coelho e L. A. de Figueiredo: um campo 
amplo/ Maíza M. Figueiredo
_Edgard Braga: Uivoo / Walter Silveira
_Carlos Valero: Stalin / Carlos Valero
_Paulo Leminski: Você com quem falo / Walter Silveira
_Tadeu Junges: Você eu / TJ
_V. Maiakóvski (trad. A de Campos) Fragmento… / 
Maiakóvski + A. de Campos
_Carlos Valero: Maristela / Carlos Valero
_Paulo Miranda: Poema de valor / vários
_V. Maiakóvski (trad. A de Campos) / Carlos Valero
_José Lino Grünewald: Onão o putodor / Omar Khouri
artéria 4
Artéria 4, 1980
Fita cassete e encarte em serigrafia e xerox
Produção e trabalhos técnicos: Carlos Valero
Cassette tape and silk-screen and Xerox insert 
Production and technical work: Carlos Valero
5 x 3,5 cm / 21 x 13,8 cm / 100 exemplares copies
Disponível em available at www.nomuque.net
Coleção Omar Khouri Collection
2928
(São Paulo: Nomuque Edições, 1981)
_ Tiragem: 500 exemplares.
_51,6 x 28,3 x 1,2 cm. Invólucro: caixa de papelão. 
_Trabalhos soltos em diversos formatos, papéis e téc-
nicas de impressão (serigrafia, offset, tipografia, carim-
bo).
_Impressão: Nomuque (serigrafia: ASTER) e outras.
_Idealizadores: Omar Khouri e Paulo Miranda.
_Produtores e impressores dos trabalhos serigrá-
ficos: Carlos Valero, Júlio Mendonça, Omar Khouri, 
Paulo Miranda, Sonia Fontanezi, Tadeu Junges, Walter 
Silveira, Zéluiz.
_Capa: Walter Silveira, Paulo Miranda e Sonia Fontanezi.
_Lançamento em 06 de maio de 1981, na Discoteca 
Pauliceia Desvairada, com um evento multimídia.
_Distribuição: aos colaboradores, vendas no lançamen-
to e algumas consignações, doações, vendas em feiras 
de publicações especiais, até hoje.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores ou 
os responsáveis.
*ZERO À ESQUERDA foi quase toda impressa no Aster, 
um centro de estudos de Arte, nas Perdizes-SP, nos 
anos de 1980 e 81 (parte do 1º semestre). Houve traba-
lhos em offset feitos fora. O de Villari Herrmann (∞) foi 
o último a chegar: produzido pelo autor, não coube na 
caixa-invólucro, que já estava pronta – como a margem 
em branco excedia, foi aparada e, daí, tudo deu certo. A 
montagem da revista se deu em casa de Paulo Miranda.
AUTORES/COLABORADORES:
_Aldo Fortes: (Sem título) /9º cigarro
_Augusto de Campos: Limite
_Carlos Valero: Maristela
_Carlos Valero: Poesia
_Décio Pignatari: Poeminha poemeto poemeu 
poesseu poessua da flor
_Edgard Braga: Sem título
_Elcio Carriço: O q está embaixo é como o q está no alto
_Haroldo deCampos: Ode (explícita) em defesa da poesia
_Haroldo de Campos: Li Tai Poema
_Júlio Mendonça: Eclipse
_Julio Plaza: Alechinsky-Lichtenstein
_Lenora de Barros: Poema
_Luiz Antônio de Figueiredo: Exercício cubista
_Luiz Antônio de Figueiredo: Soneto (No cúlmen 
do teu ponto culminante)
_Luiz Antônio de Figueiredo e 
Neoclair João Vito Coelho: P/ os q pensam
_Lygia de Azeredo Campos: Adormeço
_Lygia de Azeredo Campos: Amortecemeamor
_Neoclair João Vito Coelho: Hellás
_Omar Khouri: Eu nos amo
_Paulo Miranda: Che move il sole
_Paulo Miranda: La vie en
_Paulo Miranda (e Carlos Valero): A POE M
_Regina Silveira: Anamorfa
_Renato Ghiotto: Sem título (50135)
_Samira Chalhub: Sem título (As praias, as preias, 
as peias)
_Sonia Fontanezi: Atravessa
_Tadeu Junges: Justu nu meu!
_Tadeu Junges: Passe a mão
_Villari Herrmann (e Carlos Valero): Sem título (∞)
_Walt B. Blackberry: Cardiografia: coração partido
_Zéluiz: Sem título (.)
zero à esquerda
Zero à Esquerda, 1981
Revista em serigrafia, offset, tipografia e carimbo
Magazine – Screen printing, offset typography and stamp
51,6 x 28,2 cm / 500 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
3130
[FANTASMINHA]
(São Paulo: Nomuque Edições, 1991)
_Tiragem: 160 exemplares.
_34 X 25 X 1 cm (caixa-invólucro). Capa: duplex, 
com impressão em branco sobre branco (FANTASMA) 
e sobrecapa em Kraft com impressão serigráfica 
em vermelho (ARTÉRIA 5).
_Idealização: Omar Khouri e Paulo Miranda. 
_Projeto da capa: Omar Khouri, Paulo Miranda e 
Arnaldo Antunes.
_Equipe de realização: Arnaldo Antunes, 
Júlio Mendonça, Omar Khouri, Paulo Miranda, 
Sonia Fontanezi e Walter Silveira.
_Gráfica: Nomuque Edições – oficina de serigrafia.
_Lançamento: Mezanino do MASP, com a Exposição 
Nomuque Edições 17 anos, em 10 de abril de 1991.
_Difícil saber se se pagou, pelo menos em 50%, pois 
foram feitos apenas 160 exemplares, distribuídos a 
colaboradores (1 para cada) e o restante, vendido e 
doado. Pelo fato de ter sido totalmente impresso pela 
Nomuque Edições, em serigrafia, não se computou o 
fator trabalho, emprestado pela equipe de realização.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores ou 
os responsáveis.
*ARTÉRIA 5 / FANTASMA foi pensada em função de 
ARTÉRIA 6, sendo que o que não entrasse nesta (as 
colaborações), entraria na outra. E assim foi, com um 
longo período de gestação.
AUTORES/COLABORADORES:
_Adriana Freire: All ways
_Aldo Fortes: Sem título (Cage)
_André Vallias: Égloga
_Arnaldo Antunes: Tudo ou tudo
_Arnaldo Antunes: ?
_Arnaldo Antunes: !
_Augusto de Campos: ly
_Celso Marques: “OM”: variações
_Décio Pignatari: Logochicomendes
_Décio Pignatari: Bashô: Velha lagoa
_Edgard Braga: Ocaos
_Erthos Albino de Souza: Ready-made para Caetano
_Gastão Debreix: O Sol se mostra ao meio
_Gastão Debreix: Varal
_Gilberto José Jorge: Exercício nº 1 – Dédalo
_Go: ã
_Haroldo de Campos: Como ela é
_Ivan Cardoso: Sem título
_Júlio Mendonça: ADN
_Julio Plaza: Sempre há algo na realidade que 
você não vê
_Lenora de Barros: Há vida
_Lygia de Azeredo Campos: Ave útero memória.
_Omar Khouri: Factura da série oidípous ópsimos
_Omar Khouri: Sin palabras
_Omar Khouri: !
_Oswald de Andrade: Amor
_Paulo Miranda: Il fabbro
_Regina Silveira: da série: Corredores para abutres
_Regina Vater: Projeto para Performance de sombras
_Salvador Martins: Palavra
_Samira Chalhub: Amor en carte
_Sonia Fontanezi: Azul era o céu de quando eu tinha 
minha mãe
_Sonia Fontanezi: Era briluz (poema-objeto extra-caixa)
_Tadeu Jungle: Zoológico
_Walt B. Blackberry: Singer
_Walt B. Blackberry: Sem título
_Zaba Moreau: Sem título
artéria 5
Artéria 5, 1991
Revista em serigrafia Silk-screen magazine
34 x 24 cm / 160 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
3332
[QUADRADÃO | 31 x 31]
(São Paulo: Nomuque Edições, 1992)
_Tiragem: 180 exemplares.
_31 X 31 cm. Sulfite 180 (miolo) e cartão (capa). 
Impressão serigráfica.
_Idealização: Omar Khouri e Paulo Miranda. 
_Projeto gráfico/equipe de realização: 
Arnaldo Antunes, Júlio Mendonça, Omar Khouri, 
Paulo Miranda, Sonia Fontanezi e Zéluiz Valero.
_Gráfica: Nomuque Edições.
_Capa: Paulo Miranda, Arnaldo Antunes e Omar Khouri. 
_Lançamento: Livraria Augôsto Augusta MIS-SP, em 15 
de abril de 1993.
_Distribuição: distribuição a colaboradores e vendas, 
no dia do lançamento e após, pela livraria onde foi lan-
çada, de mão em mão, a partir do 1º semestre de 1993, 
consignação em algumas livrarias e em feiras de publi-
cações marginais, até hoje (vendas esporádicas).
_Difícil saber se se pagou, pelo menos em 50% (prova-
velmente não), pois foram feitos apenas 180 exempla-
res, distribuídos a colaboradores (1 para cada) e o res-
tante, vendido e doado. Pelo fato de ter sido totalmen-
te impresso pela Nomuque Edições em serigrafia (em 
cerca de 10 anos), não se computou o fator trabalho, 
por parte da equipe de realização. 
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores ou 
os responsáveis.
*ARTÉRIA 6, em verdade, começou a ser pensada em 
1981 e foi lançada em 1993. Pode ser considerada a 
revista de mais longa gestação na história da cultura 
brasileira. Assim como outras publicações artesanais 
da Nomuque, ARTÉRIA 6 tem sido muito procurada nos 
últimos anos.
AUTORES/COLABORADORES:
_Aldo Fortes: Cummings: não-tradução 2
_Paulo Leminski e João Virmond Suplicy: haiku da 
cigarra [de Winterverno]
_Omar Guedes: Sem título
_Betty Leirner: Les êtres lettres
_Go: o que digo
_Erthos Albino de Souza: Louvação para Pagu
_Ivan Cardoso: Cinema
_Júlio Bressane: Rio
_Ronaldo Azeredo: noite noite noite
_Gastão Debreix: Poesia
_Lenora de Barros: Eu não disse nada
_Samira Chalhub: Destra: ção
_Walt B. Blackberry: Banheiro publyko: stylografico punk
_Júlio Mendonça: Zero à esquerda
_Glauco Mattoso: Dactylogramma sos
_Décio Pignatari: solviete para o verão de Maiakóvski
_Lúcio Kume: Alvo
_Augusto de Campos: Intradução: amorse
_Sonia Fontanezi: Pós-imagem para Júlia Fontanezi
_Carlos Valero: Albers + Gertrude Stein
_Josely Vianna Baptista e Guilherme Zamoner: Noites
_Julio Plaza: Pré-dado
_Arnaldo Antunes: Sem título
_Raider: Soneto para Volpi
_Luciano Figueiredo: Bye bye baby… (roda de stills 
favoritos)
_Regina Silveira: Para Lizárraga
_Edgar Braga: Cartoonpoem (poema da infância)
_Omar Khouri: O que estarão essas crianças fazendo?
_Gilberto José Jorge: Logovampiro
_Marco Antônio Amaral Rezende: Tela e pele de Isabella Cabral
_Paulo Miranda: Correção: Rauschenberg (para Erthos 
Albino de Souza)
_André Vallias: Nous n’avons pas compris Descartes
_Tadeu Jungle: O lance do gago
_Safo e Haroldo de Campos: Em torno a Selene esplêndida
_Maurizio Prati: Sem título
artéria 6
Artéria 6, 1992
Revista em serigrafia Silk-screen magazine 
31 x 31 cm / 180 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
3534
(São Paulo: Nomuque Edições, 2004)
_Tiragem: 1.000 exemplares.
_19 x 28 cm. Papel sulfite, impressão offset.
_Capa: Paulo Miranda e Vanderlei Lopes.
_Projeto Gráfico: Vanderlei Lopes.
_Gráfica: Impressograf
_Lançamento no Restaurante SPOT, 
São Paulo, em 18 de janeiro de 2005.
_Distribuição: aos colaboradores, doações, alguma 
consignação, feiras de edições especiais.
_Não se pagou e a editora ainda conserva mais 
da metade da edição.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores 
ou os responsáveis.
*A gestação de ARTÉRIA 7 foi, também, 
longa: quase 1 década.
AUTORES/COLABORADORES:
_Editorial (Omar Khouri e Paulo Miranda)
_Paulo Miranda: Already-made
_Antonio Risério: (Frasis)
_Aldo Fortes: Heráclito revisitado
_Zéluiz Valero: Pollocklee
_Samira Chalhub: Aperto: para Ed
_Carlos Rennó: When 2 are in love
_Sebastião Nunes: Arte poética
_José Augusto Nepomuceno: Sem título
_Tadeu Jungle: Autorretratos publicitários car-de-cu
_Alice Ruiz: Medo
_Erthos Albino de Souza: Homenagem a Glauber Rocha
_Raider: Grafito70
_Go: Sem título
_Peter de Brito: Desgaste
_J. Medeiros: Life para Signatari
_Diniz Gonçalves: Itinerário
_Júlio Mendonça: Buraco negro da linguagem
_Thiago Rodrigues: Rime
_Avelino de Araújo: Soneto cotidianso
_João Bandeira: Sem título
_Vanderlei Lopes: Ephemeras
_Décio Pignatari: Guarda-roupa
_Walter Silveira e Fernando Laszlo: Objeto dado
_Gastão Debreix: Diálogo
_Fernanda Brenner: Sem título
_Lenora de Barros: Em forma de família
_Edson Pfützenreuter: Luznoite
_Fábio Oliveira Nunes: Volátil
_Regina Silveira: Latin American puzzle
_Tiago Lafer: Dead or alive
_Sonia Fontanezi: Teia digital para Edgard Braga
_Inês Raphaelian: Roseta byte
_André Vallias: Seixo
_Haroldo de Campos: D’Amor
_Felipe Martins-Paros: Como dizer tudo em grego
_Waly Salomão: Tal qual Paul Valéry
_Augusto de Campos: Ronda
_Giberto José Jorge: Beijo
_Walt B. Blackberry: Mamãe consolação
_Lívio Tragtenberg: Continuidades
_Edgard Braga: Olhos submersos e Retrato de velho
_Omar Khouri e Zéluiz Valero: Sem título
_Denilson Souza: Sem título
_Daniele Gomes de Oliveira: Desafiamos
_Arnaldo Antunes: Ver
_Gerty Saruê: Sem título
_Lúcio Agra: Imantagma: 5 X Signo
_Julio Plaza: Sem título
_Regina Vater: Antes e depois ou Ontem e hoje
_Glauco Mattoso: O jogo da velha (ria) 
ou A história em quadrinhos
_Omar Khouri: readymadenemtanto
_Paulo Miranda: Logo Artéria 7 (3ª capa)
_Elson Fróes: Sem título (4ª capa)
artéria 7
Artéria 7, 2004
Revista em offset Offset magazine 
19 x 28 cm / 1000 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
3736
[∞] 
(São Paulo: Nomuque Edições, 2003…) 
www.nomuque.net/arteria8 
(Revista digital: Crescente e mutante).
_Organização: Omar Khouri e Fábio Oliveira Nunes.
_Web designer: Fábio Oliveira Nunes.
_No ar desde 2003.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios autores 
ou os responsáveis.
*Entrou no ar antes que fosse concluída 
e lançada ARTÉRIA 7.
AUTORES/COLABORADORES:
Editorial: Proteica: uma metamorfose arterial
_Alckmar Luiz dos Santos e Gilberto 
Prado: Memória (Hai-Kai)
_Alexandre Azeredo: O seu nu meu
_André Vallias: De verso
_Arnaldo Antunes: Cresce
_Augusto de Campos: Pérolas para Cummings
_Avelino de Araújo: (Em breve…?)
_Brócolis (Leandro Vieira e Mariana Meloni): Hello
_Célia Mello: Eusencontroseusencontros
_Daniele Gomes de Oliveira: Êxito
_Décio Pignatari: Cri$to é a solução
_Diniz Gonçalves: Santos
_Edgard Braga: Cartoonpoem (poema da infância)
_Elson Fróes: Chaves de ouro
_Erthos Albino de Souza: Volat irrevocabile tempus
_Fábio Oliveira Nunes: Dúvida à Cuchot
_Felipe Paros: Língua universal
_Fernanda Brenner: Falsas memórias
_Glauco Mattoso: Sonetos plásticos e plasmados
_Gregório Graziosi: Masturbação
_Haroldo de Campos e Safo: Em torno a Selene esplêndida
_Inês Raphaelian: Oroboros
_Jorge Luiz Antônio e Regina Célia Pinto: Logo Logos
_José Lino Grünewald: Forma
_Josiel Vieira: Instável 2060
_Júlio Mendonça: Zoomanosluz
_Julio Plaza: TV
_Lenora de Barros: See me
_Letícia Tonon: Arteriografia
_Lúcio Agra: Eu não precisava…
_Omar Guedes: Sem título (Folha)
_Omar Khouri: Góngora. 1582 a(h)ora. 1990
_Paulo Miranda: La vie en
_Pedro Xisto: Epitalâmio II
_Peter de Brito: Impressões oftálmicas
_Priscilla Davanzo: Kiss: a kiss… un baiser… un bacio
_R2 (Thiago R. E Guilherme Ranoya): Nada x nada
_Regina Silveira: Descendo a escada
_Roland Campos: Cineró(p)tico
_Ronaldo Azeredo: Céu Mar
_Sílvia Laurentiz: Móbile 3
_Sonia Fontanezi: Edgardigitalbraga
_Tadeu Jungle: Tudo pode
_Tiago Lafer: Jogo de amarelinha
_Vanderlei Lopes: Powderhead
_Villari Herrmann: somBRas
_Walter Silveira: (Em breve…?)
_Zéluiz Valero: Sem título (.)
artéria 8
Artéria 8, 2003
Revista eletrônica Electronic magazine 
Programação Programming: Fábio Oliveira Nunes
Disponível em available at www.arteria8.net
3938
(São Paulo: Nomuque Edições, 2007)
_Tiragem: 1000 exemplares.
_19 x 28 cm. Sulfite (miolo) e cartão 
(capa) impressão em offset.
_Projeto gráfico e diagramação: Vanderlei Lopes
_Capa e 4ª capa: Trabalho de Inês Raphaelian.
_Gráfica: Pancrom.
_Lançamento na Casa das Rosas, São 
Paulo, em 15 de dezembro de 2007.
_Distribuição: aos colaboradores, doações, alguma 
consignação, feiras de edições especiais.
_Não se pagou e a editora ainda conserva 
mais da metade da edição.
_Cessão de direitos autorais pelos próprios 
autores ou os responsáveis.
*O excesso de cuidado, por parte dos 
editores, para evitar transparência tornou 
a revista difícil de ser manuseada.
AUTORES/COLABORADORES:
_Inês Raphaelian: The Art (capa e 4ª capa)
_Luz del Olmo: 4 Haikus (2ª capa)
_Editorial (Omar Khouri e Paulo Miranda)
_Ronaldo Azeredo: Velocidade (com comentário 
de Omar Khouri)
_André Vallias: Tradução mais
_Roland de Azeredo Campos: Ah Carnot
_Décio Pignatari: 2 poemas para uma nova terra
_Fábio Oliveira Nunes: Nov(e)
_Gerty Saruê: Muro
_Fernando Laszlo: Sem título
_Eric Rieser: Sem título
_Felipe Paros: Alfa blonde e o ômega da minha cabeça
_Priscilla Davanzo: Stupid enough
_Regina Silveira: Brasil [Brazil]
_Fernanda Brenner: Sem título
_Marcial, Dr. Ângelo Monaqueu e Prof. Omar Khouri: 
Mentula tam magna
_Anna Barros: Nonamenameno
_Tadeu Jungle: Mulher de areia [Ralph Lauren style]
_Antonio Lizárraga: A mulher de meia idade
_Diniz Gonçalves: Margens de Vênus
_Gil Jorge: Sem título
_Júlio Mendonça: Para Julio Plaza
_Dumas: Sem título
_Célia Mello: EUSENCONTROSEUSENCONTROS
_Daniele Gomes de Oliveira: Duchampignon
_Edgard Braga: Olho objeto
_Felipe Paros: Jamais chorar, jamais rir
_Erthos Albino de Souza: D’après Baudelaire
_Elson Fróes: Sem título
_Ivana Vollaro: Portuñol/portunhol
_Gustavo Arruda: Fora
_Ivan Cardoso: Sem título
_K. Kaváfis e Haroldo de Campos: Juliano e os 
antioquenses [tradução]
_Dulce Horta: New York
_Julio Plaza: Braquebra
_Lúcio Agra: Inscrição rupestre da memória ou 
Delvaux gráfico
_Aldo Fortes: Sem título
_Sérgio Monteiro de Almeida: Sem título
_Tiago Lafer: Épico
_Zéluiz Valero: Eppur si muove
_Vinicius de Oliveira: Duchamp
_Arnaldo Antunes: Handmade
_Jorge Luiz Antonio: A past paper I at final pass
_Lenora de Barros: Não me mostre
_Thiago Rodrigues: Noite
_Ernane Guimarães Neto: Forma
_Go: A mínima noite que de cada objeto parte…
_Marcos Rogério Ferraz: São tantas as certezas | 
São tantas as verdades
_Augusto de Campos: O datilógrafo [ready made]
_Júlio Mendonça: O lugar fora das ideias
_Paulo Miranda: Quer ir de táxi?
_Carlos Rennó: Fiel a você à minha moda
_Glauco Mattoso: Soneto musical
_Peter de Brito: Autorretrato
_Alice Ruiz: Efêmero
_João Bandeira: Suor
_Vanderlei Lopes: Árvore
_Sonia Fontanezi: Bilhete
_Fabiana de Barros: Culture Kiosk, NY
_Betty Leirner e Francisco Magaldi + equipe: [do filme] 
O reino menos o rei
_Alexandre Azeredo: Poema a Descartes
_Walter Silveira: Lição das férias
_Regina Vater: Abaixo do Equador
_Letícia Maria Tonon: Carimbo sobre pele
_Marcelo Mota: Interrogação
_Fernando Angulo: Tríptico objetos urbanos
_Gustavo Vinagre: 2 poemas
_Gabriel Marzinotto: 8 frames de construção [para Xenakis]
_Gastão Debreix: 1,5 m de poesia (3ª capa)
artéria 9
v
4140
(São Paulo: Nomuque Edições, 2011)
_Tiragem: 500 exemplares.
_Caderno em sulfite, impressão offset 
PB e capa, com 8 faces e impressão 
quadricrômica. 17,5 x 25 cm. 64 páginas.
_Projeto gráfico e diagramação: Fernando 
Angulo e Cassiano Tosta.
_Gráfica Águia.
_Lançamento na Galeria Vermelho/Livraria 
Tijuana, São Paulo, em 21 de maio de 2011.
_Distribuição: aos colaboradores, vendas 
durante o lançamento, doações, alguma 
consignação, feiras de edições especiais.
_Não se pagou e a editora ainda 
conserva parte da edição.
*Cessão de direitos autorais pelos próprios 
autores ou os responsáveis.
*Quadricromias em offset: capa com 8 faces.
AUTORES/COLABORADORES:
NA CAPA:
_Regina Silveira: Azzurro
_Gastão Debreix: Enigma
_Erthos Albino deSouza: Poema da série Musa Speculatrix
_Marcela Tiboni: em De La Tour
_André Vallias: F. Nietzsche: Sobre a Minha Porta – 
tradução e design
_Peter de Brito: Mimese
_Tadeu Jungle: Angústia
_Sonia Fontanezi: Estudos para Logotipo
CORPO DA REVISTA:
_Fabiana de Barros: Santa Milla (encarte-santinho)
_Editorial (Omar Khouri e Paulo Miranda)
_Fernando Laszlo: Luz Preta
_Dumas: Kurt Schwitters interpretiert die Ursonate
_Dr. Ângelo Monaqueu e Omar Khouri: A beleza não é tudo
_Gerty Saruê: Ângulos com A
_Regina Vater: Time
_Ezra Pound: Em uma estação de metrô. Tradução de Lara Werner
_Demósthenes Agrafiotis: Definições. Tradução de 
Haroldo de Campos
_Soraya Braz: Fruição / Micção
_Fábio Oliveira Nunes: Poemaparte
_Alberto Oliveira: Sem título (da série Hagar).
_Júlio Mendonça: Sem título
_Anna Barros: Nanopaisagem
_Walter Silveira: Vocemia
_Célia Mello: Sem título (Hotel Borges)
_Anderson Gomes: Sem título
_Rafael Trabasso: Tradução Interlingual
_Aldo Fortes: Sem título
_Décio Pignatari: Logograma
_João Bandeira: UR
_Daniel Scandurra: Vão
_Inês Raphaelian: Amazing Amazon
_Elson Fróes: XXX
_Gil Jorge: Entrodução
_Gustavo Vinagre: receita de sour cream
_Diniz Gonçalves: Metálica
_Lenora de Barros: Já vi tudo
_Frederico Barbosa: O anoitecer das ninfas
_Arnaldo Antunes: Inversión
_Alexandre Azeredo: Poema à espera de uma música
_Edgard Braga: Asas da Noite
_Vanderlei Lopes: Sopro
_Carlos Rennó: Tendeu?
_Paulo Miranda: Falso cognato
_Daniele Gomes de Oliveira: Termo de Compromisso
_Ivana Vollaro: Sem título
_Lúcio Agra: Olho por olho de Haroldo de Campos
_Cláudio Daniel: Portão Sete (fragmentos)
_Fernando Angulo: Sem título
_Lygia de Azeredo Campos: os corpos se juntam
_Antonio Lizárraga: de noite
_Priscilla Davanzo: Garota do verão
_Vinícius Alcadipani: Canto das formigas
_Ricardo Coelho: Davi e Narciso
_Felipe Paros: Variações ladinas
_Augusto de Campos: Profilogramallarmé
_Clemente Padín: Canción de protesta nahuatl
_Paulo de Toledo: DI(C)(V)E
_Glauco Mattoso: Molecada malcriada I, II e III
_Pipol: Chapelaria Garcia
_Gustavo Arruda: Oriki de Ifá
_Alice Ruiz: Baú de guardados
_Marie Ange Bordas: (da série) Sem remendo
_Jorge Luiz Antonio: Logo logos
_Julio Plaza: Sem título
_Zéluiz Valero: Walter Franco
artéria 10
Artéria 10, 2011
Revista em offset Offset magazine
18 x 14 cm / 500 exemplares copies
Coleção Omar Khouri Collection
4342
john cage mostrou que para manter um compromisso precisamos admitir a 
descontinuidade
nexo: banheiro publyko
a poesia de artéria não é poesia concreta não é poesia visual não chama o 
nome disso mas as onze edições da revista estão atravessadas por esse 
compromisso compreensivo com a interdependência nossa com tudo que nos 
toca que há 60 anos recebeu o nome verbivocovisual
paraporquê viver? ninguém fará isso por nós a gente compreende o 
passado enquanto faz, agora, o que precisa ser feito
re
vira
volta
re
existe alguma pessoa ou instituição habilitada a afirmar qual o tipo de poesia 
que deve ser feita agora? ou se trata de afirmar com qual passado a poesia de 
agora deve estar comprometida? ou podemos entender que certas formas de 
fazer poesia foram/são mais capazes de descontinuar os compromissos com o 
que estava/está à sua volta
sabem ler (,) os contemporâneos? 
os poetas de artéria não são conduzidos a passos cautelosos pelo 
compromisso com a página em branco com o livro com o desejo 
de publicar um livro a cada dois anos com a necessidade de construir 
uma identidade por meio de uma coerência interna perceptível na ocorrência 
recorrente de determinados temas e formas expressivas com a 
OBRA
os diversos formatos e mídias que as diferentes edições da revista têm adotado 
são uma manifestação ao mesmo tempo hiperbólica e natural do seu 
compromisso com a descontinuidade
signo dos signos,
não fico – passo 
a consciência de não possuir nada: poesia
omar khouri e paulo miranda sempre chamam as obras dos participantes da 
revista de trabalhos regina silveira (que é chamada de artista plástica), 
tadeu jungle (que é chamado de videomaker e poeta), andré vallias (que é 
chamado de poeta e designer), entre tantos outros, enviaram trabalhos 
não são poemas? é difícil predizer o futuro disto
se linguagem e mundo não podem coincidir fisicamente no mesmo lugar, 
diferentes formas de linguagem podem entremear-se e interpenetrar-se
não são as mesmas respostas porque novas perguntas estão sendo feitas 
cada edição de artéria é uma antologia de respostas im/possíveis
poesia no muque
4544
A expressão de um certo modo singular de cria-
ção em poesia que ao mesmo tempo que flerta com 
todas as dimensões do perigo, do heroísmo under-
ground, dos sentidos reversores da contracultura, 
mesmo sendo a afirmação do que possa haver de me-
lhor no do it yourself, é uma atitude de recusa termi-
nante a tudo que ele possa ter de pior. Essa é, a meu 
ver, a sofisticada e difícil via da revista Artéria.
 Nesta perspectiva é uma corajosa incursão na 
contracultura pela perspectiva da invenção, cujos tra-
ços de um discurso “maldito” não se forjam pela se-
mântica, por um anti-conformismo meramente com-
portamental.
As noites infinitas de suor sobre as pranchas de 
serigrafia e o árduo trabalho que resultou em objetos 
tão singulares e extraordinários que, em si mesmos, 
sustentam-se como obras, cada um deles, uma dobra-
dura, um volume, um recorte inusitado, são o exercí-
cio das artes marciais na poesia. Com uma disciplina 
monástica, Omar Khouri e Paulo Miranda forjaram, no 
tempo, edifícios raros.
Non multa sed multum. Ou, na frase proposta pelo 
próprio duo Nomuque: “não muito mas muito”. A fór-
mula latina dita a procura por “essências e medulas” 
ao invés da obra proliferante. Sob o signo de uma eco-
nomia estética rigorosa, a prática de criação e produ-
ção de Artéria é descendende direta de uma das ver-
tentes que a Poesia Concreta legou, sobretudo a partir 
de sua auto-transformação nos anos 60, quando aban-
dona a ortodoxia do movimento vanguardista e passa 
a abrir-se como um olhar de referência para a poesia 
no Brasil e no mundo. Outras vertentes que puxaram a 
presença do corpo, a pop art, o barroco e muitos outros 
desdobramentos da arte contemporânea se espraia-
ram ao longo das décadas seguintes. Artéria seguiu na 
proximidade daquela posição chamada, às vezes, com 
certa ingenuidade, de minimalista. 
Com o passar dos anos, os valores de uma so-
ciedade acelerada e intensamente competitiva dei-
xariam no esquecimento gente que, a exemplo de 
Marcel Duchamp ou Ronaldo Azeredo, produziam um 
trabalho a cada muitos anos. 
Trata-se não tanto de ter muito a dizer do que 
dizer com muito pouco. Cada elaboração de um vo-
lume de Artéria levava anos a fio. Os intervalos entre 
os números são surpreendentes1. Seria possível dizer, 
durante cada época, que aquele seria o último, mas 
outro logo assomava.
A relativa aceleração perceptível a partir do sécu-
lo 21 é, em grande parte, devida à “editoração eletrô-
nica”, às facilidades trazidas pelo mundo digital. Esse 
último permanece como área de processo e não de re-
sultados, exceto pelo singular número 8, saído em or-
dem trocada (antes dia 7), e lançado na web em nome 
da noção de infinito. Uma jóia única, autorada admira-
velmente por Fabio Fon, a Arteria 8, com seu desenho 
de pérolas em círculo sobre um fundo vermelho, fez 
saltar para a rede mundial de computadores poemas 
que talvez devessem desde sempre ter sido pensados 
para o meio digital. Me lembro do caso específico de 
Koito, de Vilari Hermann que publicamos em 2003 na 
Córtex, outra dessas revistas de número único que 
gravitaram em torno da Artéria. Eu, Thiago Soares e 
Guilherme Ranoya buscamos,de certo modo, tecer 
uma homenagem ao que outras como Qorpo Estranho, 
Código, Muda, Polem, Navilouca, Bahia Invenção fize-
ram Brasil a fora, às vezes com um único evento edi-
torial – como foram os casos de Zero à Esquerda (den-
tro da própria Nomuque edições), ou Atlas, ou ainda 
Kataloki. 
Houve um tempo em que essa atitude de eco-
nomia e desprezo ao desperdício era de rigueur. 
Completamente diferente do que se vê hoje no am-
biente da poesia, cada vez mais “literário” até mesmo 
no sentido da quantidade apresentada como qualida-
de. Nenhum poeta aspirante soltava seu primeiro livro 
antes de muito meditar e mais ainda burilar. Os radi-
ciais, como alguns da Artéria, jamais fizeram “livros” 
mas sim poemas-coisa que circularam em revistas 
não convencionais ou pequenas edições. Na Artéria 
– como acontece em Código – não se evita o poema 
com palavras mas é nítido o influxo de uma poesia vi-
sual e sônica (vide Balalaica). Há claro interesse por 
uma proposta de leiaute, uma atenção a cada detalhe 
do formato. São lendárias as histórias de perdas de 
exemplares inteiros por conta de pequenos erros nos 
números serigrafados (como o Quadradão, Artéria 6, 
relíquia que guardo cuidadosamente no meu acervo 
mínimo divisor comum: artéria
e a cujo lançamento no MIS, nos anos 90, compareci 
quando ainda nem era amigo de Omar e Paulo)2. 
Artéria também revela, além de seus editores, 
Omar Khouri e Paulo Miranda, toda uma geração de so-
fisticados poetas não verbais, ainda hoje muito pouco 
“lidos”: Vilari Hermann, Gastão Debreix, Aldo Fortes, 
Julio Mendonça, Sonia Fontanezi, Zéluiz Valero, André 
Vallias. Tem a ver com o “pulsar quase mudo” de 
Ronaldo Azeredo e, além dos irmãos Campos, Décio 
Pignatari, Arnaldo Antunes, ou seja, nomes conhe-
cidos que comparecem em outras inúmeras publica-
ções, ainda fez cruzar, em seus caminhos Lenora de 
Barros, Julio Plaza, Edgar Braga, Erthos A. de Souza, 
ou seja, gerações diversas que se constelam, com os 
mais jovens, em torno desse núcleo de singularidades, 
tendo à frente os incansáveis Walter Silveira e Tadeu 
Jungle, colaboradores desde sempre.
No Quadradão (1992) está um fotograma de Ivan 
Cardoso, um poema visual perfeito, a síntese de boa 
parte de seu trabalho. Um cinema em si mesma, a revis-
ta-álbum ainda carrega um Rio de Julio Bressane, jus-
to na época em que lançava o seu Tabu, filme-ícone do 
seu homônimo alemão e da figura de Lamartine Babo, 
tudo interconectado pela vertigem das analogias.
Do Soneto Fita Métrica à Artéria “inferno portátil”, 
uma caixa de fósforos ou uma fita, uma pasta-portfó-
lio, uma etiqueta (como a de Julio Plaza Arte=Verba, 
Artéria 2), atravessam-se anos de absoluta pertinácia, 
de obstinação permanente. Artéria é um diamante 
sem jaça, polido ao longo de décadas, arestas cuida-
dosamente alinhadas.
Para concluir lembro os grafitos de Walt B. 
Blackberry, presentes em vários números, em meio 
a rigorosos exercícios de ortogonalidade, sugerindo 
uma síntese, aquela mesma que já estava em vários 
escritos de Haroldo de Campos: “concentração mo-
nádica e caos proliferante”. Ou ainda: adesão total 
à independência de produção e recusa total ao des-
mantelo, ao desleixo, à frouxidão autocomplacente. 
Medula e osso, sem dúvida.
1. Os números 1, 2 e 3 sucedem-se anualmente: 1975, 76 e 77, respectivamente. Balalaica e Artéria4 (ARTERIV) são de 1979 e 80. Zero 
à esquerda é de 1981. Segue-se um longo intervalo e, em 1991 aparece o número 5 (Fantasma) e o número 6 (Quadradão) no ano 
seguinte, 1992. Mais outro longo intervalo vai ver surgir o número 8 em 2003, o número 7 em 2004, o 9 em 2007 e o 10 em 2011. Os 
editores já anunciaram que prosseguirão nessa irregularidade.
2. 
Texto originalmente publicado na revista Circuladô, 
4a ed., Poiesis/Casa das Rosas, abril de 2016.
Devo a Omar Khouri uma correção sobre esse lançamento. Tendo visto a versão anterior desse texto, publicada no dossiê da revista 
Circuladô (número 4, março 2016 http://casadasrosas.org.br/centro-de-referencia-haroldo-de-campos/revista-circulado) dedicado 
à revista Artéria, Omar me advertiu de que o lançamento no MASP foi de Artéria5, e não a 6, conforme eu escrevera então. Esta foi 
lançada no MIS, quando ainda existia ali a filial da Livraria aogosto augusta.
4746
augusto de campos
A revista Artéria, se não me engano, surgiu em 
1975. Eu já tinha tido contato com o Omar Khouri um 
ano antes, e depois também com o Paulinho Miranda, 
que são os dois criadores dessa publicação. Eles se 
aproximaram de mim, de Haroldo de Campos e de Décio 
Pignatari, por conta de uma afinidade de projeto, uma 
vez que todos nós tínhamos em comum o interesse em 
torno da poesia de novos media¹, chamada intersemió-
tica naquela época, e que se expressava, principalmen-
te por conta dos meios de que dispúnhamos, ainda no 
papel ou através do livro, mas apontando já para novas 
possibilidades de veículos para a poesia. 
Nós havíamos lançado a Poesia Concreta, 
Haroldo, Décio, eu e outros participantes, em 1956 
no Museu de Arte Moderna de São Paulo, e vínhamos 
publicando, desde 1952, algo que se parecia com 
uma publicação do tipo revista, a Noigandres. Na 
verdade, não era bem uma revista, era uma revista-
-livro, ou mais propriamente um compêndio da nos-
sa produção poética. Os primeiros livros de Haroldo 
e de Décio foram publicados em 1950 pelo Clube de 
Poesia, foram O Auto do Possesso e Carrossel. No ano 
seguinte, nós já estávamos desligados do Clube, pois 
não concordávamos com a orientação do grupo da 
Geração de 45. O meu primeiro livro O rei menos o rei-
no (1951), por exemplo, já saiu às nossas custas. 
A Noigandres surgiu justamente dessa necessida-
de de publicarmos juntos as nossas produções poé-
ticas. Então, a primeira saiu em 1952, a segunda em 
1955, a terceira em 1956 já com o subtítulo de Poesia 
Concreta, e os outros dois números em 1958 e 1962. 
Criou-se, então, um histórico de uma revista pouco co-
mum que, pela sua continuidade ao longo desse perío-
do, trazendo os nossos poemas, marcou época. 
Já em 1962, surgiu uma outra revista, essa com 
o sentido mais comum do termo, a Invenção, que 
saiu concomitantemente com o último número de 
Noigandres. Nessa revista, já havia uma colaboração 
mais diferenciada, pois nós resolvemos abrir para 
outras tentativas ou projetos paralelos não neces-
sariamente ligados à Poesia Concreta. Daí, penso eu, 
que se construiu, aos olhos daqueles jovens que nos 
procuraram, o desejo de também publicarem os seus 
trabalhos nessa mesma linha de revista dedicada es-
pecialmente às poéticas experimentais. 
revistas na pororoca
O Omar Khouri tem uma tese que chegou a ser 
publicada parcialmente em forma de livro, Revistas na 
era pós-verso (Ateliê Editorial, 2003), em que ele es-
tuda abrangentemente esse período em que surgiram 
várias revistas com essa mesma perspectiva experi-
mental. Ele cita, se bem me lembro, no pórtico, uma 
frase do Paulo Leminski em que ele diz que a melhor 
poesia da época é a que havia sido produzida nessas 
revistas de cunho experimental². 
A primeira que surgiu nessa fase dos anos 1970 
foi a revista Código, na Bahia, em fevereiro de 1974, 
dirigida pelo Erthos Albino de Souza, precursor da po-
esia digital no Brasil, e pelo Antonio Risério, jovem po-
eta que tinha 20 anos naquela época. Em seguida, saí-
ram as revistas Polem, do Rio de Janeiro, dirigida pelo 
Duda Machado, que também era ligado, de alguma 
forma, ao grupo da Bahia, e finalmente a Navilouca, 
que teve um único número e que foi lançada em de-
zembro de 1974, criada pelo Torquato Neto e Waly 
Salomão. Então, houve aí uma confluência de poetas 
que provinham também do contato com o grupo poé-
tico e musical da Tropicália.
O contato que fiz com aquele grupo que trazia 
uma nova linguagem para a música popular, Caetano, 
Gil, Torquato eoutros, acho que contribuiu para que 
houvesse uma confluência muito especial de interes-
se artístico e de propostas de vanguarda entre os que 
faziam a poesia de ponta nos anos 1950 e 60 e aque-
les que emergiam em grande parte da área da música 
popular, mas também com outras referências. 
O Paulo Leminski, em uma carta que dirigiu ao 
Antonio Risério em 1974, fala desse encontro que 
Ronaldo Azeredo 
(colaboração: M. A. Amaral Rezende)
Noite noite noite, 1989
Objeto Object
28 x 28 x 28 cm
Publicado em Published in Artéria 6, 1992 
Coleção Omar Khouri Collection
sobre Artéria
1. Teorizado por Marshall McLuhan, o conceito dos novos media preconizava a ampliação do suporte do livro sob o influxo do mosaico 
de novas tecnologias como a televisiva, eletroacústica e a da computação gráfica. 
2. “As revistas são a obra prima da poesia brasileira”. Paulo Leminski, 1982. 
4948
desviou o projeto das poéticas brasileiras do eixo Rio 
- São Paulo e subitamente convergiu para São Paulo - 
Salvador, e que ele chamou de pororoca. 
Nós conhecemos o Leminski quando ele tinha 18 
para 19 anos. Ele tinha seguido para um congresso, 
a Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo 
Horizonte, sem ter sido convidado; ele foi porque que-
ria se encontrar com os poetas. E quando eu voltei des-
se simpósio, dessa reunião de poetas, ele ficou na minha 
casa. Passou a noite sem dormir lendo Os Cantos (1915-
1962), do Ezra Pound. E daí, começou o contato entre o 
Leminski e o grupo dos concretos, especialmente comigo, 
com quem ele tinha uma relação mais próxima. Leminski 
se considerava praticamente um discípulo dos concretos. 
De repente, surgiram no mundo das artes Caetano 
e Gil, da mesma geração que o Leminski, e tomaram 
muito da nossa atenção. Nós saíamos a campo para 
defendê-los quando eram atacados por todo mundo. E 
o Leminski, então, escreve essa carta ao Risério e, em 
certa altura, ele diz assim: “quando Augusto virou-se 
para a Bahia, tive uma crise de compreensão, depois 
entendi e começou então a pororoca”. Quer dizer, hou-
ve um desvio que ele achou produtivo e interessante, 
que era esse encontro inédito, subitamente um inter-
curso literário poético, que não vinha mais do fla-flu 
São Paulo – Rio de Janeiro, mas que estabelecia uma 
conexão inesperada com a Bahia.
O Décio diria no final da vida: “movimentos movi-
mentam”. Eu acredito que foi justamente no bojo dessa 
movimentação dos anos 1970, que se criou, também 
aqui em São Paulo, uma resposta brilhante para tudo 
isso: a revista Artéria.
difícil circulação da poesia
A poesia nunca foi muito popular. Os jovens poe-
tas sempre encontram dificuldade para publicar o seu 
trabalho e acabam, eles mesmos, financiando suas 
edições. Isto é um denominador comum. Agora, no 
nosso caso, havia um agravante: a Poesia Concreta en-
controu uma grande resistência nos meios intelectuais 
brasileiros, nas universidades e nos próprios jornais, 
porque era uma poesia muito nova, que abolia ou pelo 
menos relativizava o uso da sintaxe normal, discursi-
va, preferindo uma linguagem mais visual. Poemas que 
eram organizados visualmente através de um projeto 
tipográfico, por exemplo, eram realmente até difíceis 
de serem publicados em jornal. Então, a resistência do 
meio cultural universitário ou convencional foi muito 
grande. Esse tipo de poesia que fazíamos teve realmen-
te que encontrar um caminho à margem para circular. 
O meu primeiro livro publicado por uma editora 
comercial foi o Viva Vaia, em 1979. Eu tinha 48 anos. 
Até então, só havia publicado particularmente em edi-
ções de autor, inclusive Poemóbiles (1974) e Caixa pre-
ta (1975), com Julio Plaza. O primeiro de nós ligados à 
Poesia Concreta a publicar um livro foi o Haroldo, Xadrez 
de Estrelas, que saiu em 1976. Nos anos ‘70, eu frequen-
tava muito a livraria Duas Cidades, que ficava no centro 
de São Paulo. Inclusive levava sempre os livros de auto-
res e as revistas que fazíamos para serem vendidos lá. 
Era uma forma de distribuição, quando não eram distri-
buídas de mão em mão. A verdade é que essas revistas, 
em grande parte, eram dadas e não vendidas. 
Eu frequentava muito a livraria, até que um dia, o 
dono, vendo que havia certo interesse por parte da clien-
tela, me propôs reeditar a Teoria da Poesia Concreta, que 
tinha saído apenas como edição de autor também. Eu 
me lembro que, preocupado com essa inviabilidade de 
divulgação dos nossos poemas, propus a ele que edi-
tasse primeiro o livro do Décio. O Décio era quatro anos 
mais velho do que eu, eu também não tinha livro edita-
do, mas achei que o do Décio deveria ser primeiro, já que 
o Haroldo tinha conseguido a edição com a Perspectiva 
em 1976. Então, eu propus uma troca: editamos a Teoria 
da Poesia Concreta, se editarem o livro do Décio. E as-
sim foi: Poesia Pois é Poesia saiu em 1977 e, em segui-
da, o meu Viva Vaia. Veja: se eu tinha 48 anos na época, 
o Décio tinha mais do que 50. Imagine, para ter o seu 
primeiro livro de poesia lançado por editora comercial! 
Então, só por esses exemplos, já se percebe a dificuldade 
que era fazer circular essa poesia. 
E mais, as edições de autor que fazíamos eram pe-
quenas. Por exemplo: o número 1 de Noigandres teve 
apenas 300 exemplares. O número 2, por causa dos 
poemas reproduzidos em até 6 cores, teve apenas 100 
exemplares, dos quais meia dúzia se estragou, pois era 
composição manual e problemas de registro inviabiliza-
ram alguns exemplares. Então, pouca gente teve acesso. 
Somente a número 5, Antologia, é que teve 1000 exem-
plares, já em 1962.
Foram essas revistas como a Artéria que nos acolhe-
ram. Poderiam não ter acolhido, poderiam ter publicado 
só a obra dos jovens. Mas havia uma afinidade de pro-
jeto literário muito grande entre nós. Fomos acolhidos 
por essas revistas e nossa produção toda fluiu através 
delas. Foi muito importante para nós e para os nossos 
trabalhos também. Nós não tínhamos espaço nos jor-
nais, alguma coisa passava pelo suplemento literário do 
Estado de São Paulo, e tivemos, por um certo período, no 
ano de 1960 (de 17 de janeiro de 1960 a 26 de feverei-
ro de 1961), uma página semanal no Correio Paulistano 
mas, em geral, era muito difícil o escoamento da nossa 
produção. Ela realmente fluiu, em grande parte, através 
de revistas como Artéria. 
era da internet
A linguagem digital e o instrumental fornecido pe-
los computadores veio colocar à mão dos poetas tudo 
aquilo que a gente imaginava nos anos 1950. Eu tenho 
uma introdução ao Poetamenos (1953), conjunto de 
poemas em cores, que comecei a publicar produzindo 
numa máquina de escrever com carbonos coloridos etc. 
Na época, eu pensava: “quando teremos o instrumental 
que têm os filmes de cinema, os luminosos...?”, e ima-
ginava os poemas em grandes letras na cidade etc. Mas 
não tínhamos nada disso à mão. Então, tentávamos 
projetar no futuro. Imagine, nem a televisão era em co-
res. Havia só o cinema e por ali nós sonhávamos. Não 
se suspeitava, àquela altura, da revolução que seria a 
informática. Artéria se adaptou a essa nova realidade 
e procurou tirar partido disso, tendo feito um número 
também na linguagem da informática (Artéria 8, 2003). 
Tudo isso é importante, mas eu acho que hoje 
ainda se investe muito pouco em criatividade nessa 
área digital. Na literatura, existe toda uma dialética 
que é difícil de acompanhar, ainda mais para os con-
temporâneos. É difícil fazer uma avaliação precisa ou 
justa, mas acho que houve um retrocesso em relação 
ao que produziram essas revistas experimentais. Em 
duas décadas houve um refluxo, uma linguagem mais 
moderada, mais normativa e isto muito por conta do 
que se chamou de pós-moderno, que é uma expressão 
literariamente pouco precisa e que muitas vezes mes-
mo abriga uma espécie de retrô-moderno, ao invés de 
pós-moderno. Parece ter havido uma fugadas lingua-
gens mais problemáticas, que buscam aventurar-se 
por caminhos ainda não percorridos. É sempre mais 
cômodo você trabalhar produzindo belos poemas, boas 
obras dentro de um leito já conhecido. Acho que houve 
um certo refluxo para uma poesia mais conservadora 
e, mesmo as revistas que surgiram mais recentemente, 
são revistas interessantes, de bom nível, mas são mais 
ecléticas, não têm aquela paixão da aventura poética. 
São revistas mais conformadas. Muito bem feitas, mas 
em poucas vejo a prática ou a vontade de partir pra no-
vos rumos.
A internet, hoje, acaba sendo praticamente um 
refúgio dos poetas. Atualmente, eu só publico na in-
ternet. Tem a Cronópios, a Musa Rara, a Zunái, que são 
revistas de poesia e literatura que abrigam a produção 
nova na web. E talvez a mais ousada delas, a Errática, 
dirigida pelo André Vallias, que é uma figura muito pre-
sente na prática das novas linguagens. 
Os meus últimos poemas têm sido publica-
dos quase sempre na internet, dentro dessas revis-
tas. Vários desses poemas do meu último livro Outro 
(Perpectiva, 2015) foram publicados originariamente 
na web, alguns com animação digital. Pensei em fazer 
um cd-rom, mas isso também já está em desuso, abdi-
quei da ideia e simplesmente indiquei no final do livro 
o endereço eletrônico dos poemas que têm correspon-
dentes em animação digital. Vários deles eu já coloquei 
direto no Youtube, como eu digo em um dos meus po-
emas, atualizando Mallarmé e atualizando a mim mes-
mo na série Tvgrama (1988), em que eu fazia uma certa 
brincadeira: Ah mallarmé (...) tudo existe para acabar em 
5150
tv. Agora eu fiz a errata, que é o Tvgrama 4 erratum: Ah 
mallarmé (...) já pairas sobre o sub, tudo existe para aca-
bar em youtube³. 
invenção como projeto
Em todas as fases de recursos tecnológicos, o que 
sempre dirigiu a utilização das técnicas, seja da serigrafia, 
da holografia ou mesmo do vídeo, foi uma questão de pro-
jeto. Enfatizada talvez pela postura do grupo dos poetas 
concretos, a sua sequência ou a sua descendência em São 
Paulo se voltou especialmente para o interesse em novas 
linguagens. Mas há outras formas de fazer poesia, essa 
não é a única, pelo contrário, a maioria da produção po-
ética é feita em termos mais subjetivos, as pessoas que-
rem expressar as suas emoções, às vezes com resultados 
muito bonitos, mas sem a preocupação de explorar novos 
caminhos. Acho que é um tipo de postura poética. 
O Ezra Pound tinha uma classificação para os poetas: 
os inventores, que são aqueles preocupados com as no-
vas linguagens, os mestres e os diluidores, que escrevem 
mais ou menos na linguagem do período. Não quer dizer 
que uns sejam melhores do que outros, mas todo mun-
do almeja ou ser mestre ou ser inventor, não é? O Mário 
Faustino, que era um grande poeta e intelectual da minha 
época, dizia com muito humor que queria ser mestre, os 
concretos tomaram a linha dos inventores, mas ele não ti-
nha essa pretensão. Queria ser mestre, porém, se tivesse 
que ser um diluidor, que fosse, então, um diluidor útil!
Acho que tudo é uma questão projetual. Eu não 
sei dizer porque razão, mas parece que essa ideolo-
gia de buscar o experimental ficou mais agregada aos 
grupos de São Paulo, que derivaram da aventura da 
Poesia Concreta, que, por sua vez, foi precedida por 
outra grande aventura que a foi a dos modernistas de 
1922, com Oswald de Andrade à frente. Criou-se uma 
certa anti-tradição em São Paulo, e que teve reflexo na 
Bahia, por conta dos inovadores da música popular. A 
Tropicália, por exemplo, enfrentou uma situação seme-
lhante à dos concretos: produzir coisas novas a custo 
da incompreensão geral, ou então, não produzir nada. 
A paixão por perseguir novas formas, até inaceitáveis e 
combatidas. Eu penso que essa coisa vem mesmo como 
uma questão de projeto: ou se tem ou não se tem. Você 
até pode fazer coisas boas e tal, mas sem ter essa cara-
terística de invenção. A linguagem propriamente está 
à disposição de todos e aceita qualquer tipo de pro-
dução. Mas a linguagem que se empenha em explorar 
regiões desconhecidas da poética é também uma pre-
ferência. Eu prefiro. 
poemas publicados em artéria
Eu sempre entregava à Artéria as minha últimas e 
supostamente melhores produções. Entregava somente 
o que eu tinha feito de novo. Em grande parte, os poe-
mas foram publicados pela primeira vez nessas revistas 
experimentais e especialmente em Artéria. 
O poema Profilogramallarmé (2009), por exemplo, 
só foi publicado na Artéria 10 e na minha antologia fran-
cesa, organizada pelo Jacques Donguy, quando fiz 80 
anos, em 2011. Aliás eu nem teria onde publicar, pois 
eu não tenho acesso aos jornais. Agora que lancei o meu 
novo livro Outro (Perspectiva, 2015) e que ganhei um 
prêmio internacional (Prêmio Iberoamericano de Poesia 
Pablo Neruda), eventualmente pode ser que publiquem 
algumas coisas minhas por aí. 
Apesar dos muitos anos de trabalho literário e po-
ético, eu não sou requisitado pelos jornais para publi-
car poemas, ainda mais nos últimos tempos, em que os 
jornais encolheram suas áreas dedicadas à literatura. 
Hoje, eles tratam mais propriamente de divertimento, 
muito pouco de literatura e menos ainda de poesia. Até 
os anos 1990, você tinha publicações como o Folhetim, 
que era um caderno, ou tabloide, em que a última pá-
gina era reservada à poesia. Eles mandavam buscar na 
minha casa um poema pronto, às vezes em cores, que 
eu entregava já diagramado e era publicado. Muitos po-
emas que foram até objetos de polêmica, como o Poema 
bomba (1983) ou o Pós-tudo (1984), saíram pela primeira 
vez em jornal, mas hoje isso não é mais possível.
Com relação a essas revistas experimentais, eu 
não era consultado e nem participava da organização 
de nenhuma delas, apenas com a Qorpo Estranho (1976-
1982) aconteceu algo estranho. Quando me chamaram, 
o Julio Plaza e o Regis Bonvicino, eu não quis participar 
da revista. Achei que ia ficar muito visado e eu sou muito 
rigoroso com negócio de poesia, não gosto nem da mi-
nha, difícil gostar da dos outros. No final, acabei ficando 
como uma espécie de consultor e alguns números fiz in-
teiros praticamente só com o Julio. 
Mas de Artéria eu nunca participei na produção, 
apenas mandava minhas colaborações e confiava nos 
jovens. Como dizem os jogadores de futebol de hoje: eu 
dava o melhor de mim! Eles é que faziam a festa. 
Eu me sentia inteiramente familiarizado, fazia par-
te daquela família! Tudo me interessava. Me lembro com 
muita admiração de números particularmente diferen-
tes como Zero à Esquerda (1981), que foi uma publicação 
até fora da Artéria, ela não foi numerada como Artéria, 
mas era uma caixa de poemas soltos. Lembro do seu 
lançamento espetaculoso, foi um happening!
Minha memória poderá fazer injustiça a muita 
gente, mas um poema que me vem logo à cabeça quan-
do penso em Artéria é aquele soneto da fita-métrica, do 
Paulinho Miranda (Soneto, 1975, publicado em Artéria 
2, 1976). Esse é um dos hits sem dúvida! Mas são mui-
tos, tudo que saia me interessava imediatamente, fazia 
parte da minha vida artística, estava tudo ligado.
diálogo e continuidade
Eu entendo que o que ocorreu aqui em São Paulo, 
com as revistas Artéria, Qorpo Estranho e outras que 
apareceram divulgando esse tipo de poesia experi-
mental, foi um fenômeno muito particular e que até 
hoje não foi bem compreendido. No final das contas, o 
que veio a emergir mais na superfície foi a poesia que 
ficou conhecida como poesia marginal, aquela em que 
as pessoas faziam um livrinho mimeografado e levavam 
para vender nos bares. Era uma poesia mais fácil, mais 
vulgar, que não enfrentava problemas novos de lingua-
gem e que se tornou popular e logo foi prestigiada pe-
los setores universitários. Basta lembrar que a primeira 
antologia dos poetas marginais, 26 poetas hoje(1976), 
foi lançada na PUC-Rio pela professora Heloisa Buarque 
de Holanda. Eu nunca vi movimento de vanguarda ser 
lançado por universidade, quer dizer, já era uma coisa 
suspeita. Mas foi essa a poética prestigiada pelo esta-
blishment. Em geral, era uma poesia muito conservado-
ra do ponto de vista estético.
Artéria era outra coisa: era de um experimenta-
lismo radical. Eu penso que até hoje não foi bem com-
preendido o papel que essas revistas exerceram como 
promotoras de novas linguagens e de projetos de pon-
ta. Inclusive, muitas vezes Artéria saiu do formato do 
livro, investindo em meios diversos de apresentação 
dos poemas, como caixa de poemas soltos, grafias dife-
renciadas e até cassetes. Houve dois números de Artéria 
(Balalaica, 1979, e Artéria IV, 1980) com produção so-
nora, tendo ênfase em novos experimentos vocais. Era 
realmente uma coisa nova que se procurava fazer com 
a poesia e o som. 
Essas revistas de poesia mais experimental dura-
vam pouco, em geral. Às vezes, tinham um único núme-
ro, como foi o caso da Navilouca ou da Polem. A Artéria 
é das poucas que conseguiram, ao logo do tempo, se 
manter. E no meio das maiores dificuldades. Eu me lem-
bro que eles faziam serigrafia em apartamento... Não 
sei como conseguiam! Era uma atividade de uma abne-
gação muito grande e de uma grande generosidade, que 
é uma característica mesmo dessas revistas todas. 
Quando se faz uma revista, em vez de se estar ba-
talhando pelo seu nome em particular, por sua obra in-
dividual, você está abrindo para o concurso de outros 
artistas, muitas vezes até em prejuízo da própria obra. 
Este foi o caso, por exemplo, do Erthos Albino de Souza, 
que nunca teve livro publicado. Ele financiava e publica-
va o dos outros. 
Eu diria que esse diálogo com os jovens foi muito 
importante para nós. Isso permitiu que sobrevivêsse-
mos intelectualmente durante décadas. Porque o aces-
so aos grandes meios de publicação sempre foi muito 
difícil. Era mais fácil publicar traduções de poesia, mas 
não tanto poemas novos. Até porque havia casos em 
que era indispensável um trabalho gráfico especial, que 
um jornal ou uma publicação mais comum não admiti-
ria. Então, justamente esse diálogo com as revistas foi 
essencial para a continuidade do nosso trabalho poéti-
co. Com elas, pudemos travar um diálogo criativo e, por 
muito tempo, essas revistas foram o primeiro veículo de 
publicação de novos poemas. 
Realmente é surpreendente e é excepcional que a 
Artéria tenha sobrevivido e ainda esteja em atividade. 
Isso é um trabalho meio que feito graciosamente, mais 
por amor à causa do que por outra coisa. Eu acho que 
Artéria pertence a essa estirpe, que eu vejo como uma 
nobre estirpe de revistas, como a Código e tantas ou-
tras, que caminham realmente em um percurso parale-
lo, à margem. E especialmente Artéria que, aos 40 anos, 
continua viva! Promete até um novo número, o 11, se 
não me engano! Eu não me lembro a quantos números 
chegou a Código, acho que foram 12... Vamos chegar lá 
certamente! Vamos chegar ao 13, desconfio.
São Paulo, 24 de julho de 2015. 
Entrevista concedida a Bruna Callegari para o docu-
mentário “Artéria 40 anos”. Estavam presentes Lygia 
de Azeredo Campos, Omar Khouri, Rafael Buosi e 
Lorena Pazzanese. 
 
Augusto de Campos é poeta, tradutor, ensaísta, 
crítico de literatura e música. Nascido em 1931, em 
São Paulo, publicou o seu primeiro livro de poemas, O 
rei menos o reino, em 1951. No ano seguinte, com seu 
irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, lançou a 
revista Noigandres, origem do grupo que iniciou o mo-
vimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. 
A maioria dos seus poemas acha-se reunida em Viva 
Vaia (1979), Despoesia (1994) e NÃO (com um CDR de 
seus clip-poemas, 2003). Outras obras importantes 
são Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975), coleções 
de poemas-objetos em colaboração com o artista 
plástico e designer Julio Plaza. Seu último livro, Outro, 
foi lançado em 2015.3. Veja em: http://www.erratica.com.br/opus/98/index.html
53
Augusto de Campos
Profilogramallarmé, 2009
Poema em offset, Offset poem, 18 x 28 cm
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Próximas páginas:
Zéluiz Valero
Pollocklee + seven, anos 70 1970’s
Fotomontagem Photomontage
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
Haroldo de Campos
Fragmento de Excerpt from Galáxias, anos 60 1960’s
Poema em offset, Offset poem , 23 x 16 cm
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
5554
Zéluiz Valero e Décio Pignatari 
Cabeça Mecânica + Dito Chorão & Franquisténs II, anos 70 1970’s
Fotomontagem e poema em offset, 46 x 16 cm
Photomontage and offset poem
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
5958
Zéluiz Valero e Décio Pignatari 
Cabeça Mecânica + Dito Chorão & Franquisteins II, anos 70 1970’s
Fotomontagem e poema em offset, 46 x 16 cm
Photomontage and offset poem
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
Omar Khouri
Auto-retrato em baixo astral 
Poema em offset, 16 x 23 cm
Offset poem
Publicado em Published in Artéria 1 , 1975 
Página ao lado:
Oswald de Andrade e Omar Khouri
AH!, 1974
Print digital a partir de offset, 29x21cm
Digital offset printing
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
60
Décio Pignatari
Ai!cai, anos 70 1970’s
Poema em offset, 23 x 16 cm
Offset poem
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
6362
Gastão Debreix
Diálogo, anos 90 1990’s
Serigrafia sobre papel, 80 x 60 cm 
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Coleção Gastão Debreix Collection
Gastão Debreix
Poesia, 1991
Serigrafia sobre papel, 80 x 60 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Coleção Espaço Líquido Collection
6564
Paulo Miranda
Soneto, 1975
Serigrafia sobre papel, 21 x 32 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 2, 1976
Coleção Paulo Miranda Collection
Gastão Debreix
1,5 m de poesia, 1996
Serigrafia sobre papel , 85 x 40 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
Coleção Gastão Debreix Collection
6766
Omar Khouri
Participação de Participation by Carlos, Stela & cia & co.
Eu nos amo [I love us], 1980
Print digital a partir de serigrafia, Silk-screen digital printing, 32 x 29 cm
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Édipo tardio... [Late Oedipus…], 1983
Print digital a partir de serigrafia, Silk-screen digital printing, 32 x 29 cm
Publicado em Published in Artéria 5, 1991
O que estarão essas crianças fazendo? [What are these children doing?], 1982
Print digital a partir de serigrafia, Silk-screen digital printing, 32 x 29 cm
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Omar Khouri
E DI, 1976
Serigrafia sobre papel, 23 x 30 cm
Screen print on paper 
Publicado em Published in Artéria 2, 1976
6968
João Bandeira
Sem título, anos 90 1990’s
Serigrafia sobre papel, 71 x 51 cm
Screen print on paper 
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Coleção Omar Khouri Collection
Zéluiz Valero
Sem título, 1980
Impressão digital a partir de serigrafia, 100 x 50 cm
Digital printing
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Coleção Paulo Miranda Collection
7170
Neoclair Vito Coelho
Hellás, anos 70 1970’s
Print digital a partir de serigrafia, 31 x 16 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Luiz Antônio de Figueiredo
Exercício cubista, anos 70 1970’s
Print digital a partir de serigrafia, 31 x 31 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Elcio Carriço
O que está embaixo é como o que está no alto, 1980 
Print digital a partir de serigrafia, 31 x 31 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
7372
André Vallias
Nous n’avons pas compris Descartes, 1991
Serigrafiasobre papel, 31 x 31 cm
Screen print on paper 
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Villari Herrmann
Sem título, 1980
Print digital a partir de impressão em offset, 47 x 27 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Coleção Paulo Miranda Collection
7574
Carlos Valero
Arbers + Gertrude Stein, 1980
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Décio Pignatari
Solviete para o verão de Maiakovski, 1983
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
7776
Augusto de Campos
Intradução: amorse, 1985 
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Safo & Haroldo de Campos
Em torno a Selene esplêndida, s.VII-VI a.c. / Anos 60 1960’s
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
7978
Julio Mendonça
Zero à esquerda, 1981
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm 
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Ivan Cardoso
Cinema, s.d. undated
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
8180
Tadeu Jungle
O lance do gago, dez. 82 jan. 83 dec. 82 jan. 83
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Edgard Braga
Cartoonpoem (poema da infância), 1974
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm 
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
8382
Sonia Fontanezi
Céuazul, 1988
Print digital a partir de serigrafia, 31 x 31 cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 5, 1991
Erthos Albino de Souza
Louvação para Pagu, 1982
Serigrafia, 32 x 32 cm 
Silk-screen
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Coleção Omar Khouri Collection
8584
Paulo Miranda
Correção: Rauschenberg, 1985
Serigrafia sobre papel, 31 x 31 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Maurizio Prati
Sem título, 1982
Print digital a partir de serigrafia, 50 x 50 cm 
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
8786
Lenora de Barros
Eu não disse nada, 1990
Serigrafia sobre papel , 31 x 31 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Gô
O que digo, 1983
Print digital a partir de serigrafia, 31 x 31cm
Silk-screen digital printing
Publicado em Published in Artéria 6, 1992 
8988
Samira Chalhub
Destra: ção, 1991
Serigrafia sobre papel, 31 x 31 cm 
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Gil Jorge
Logovampiro, 1984
Serigrafia sobre papel, 31 x 31 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
9190
Walt B. Blackberry
Nexo, 1981 - 2013
Escultura em ferro, 90 x 146 x 15cm
Iron sculpture
Publicado em Published in Artéria 5, 1991
Coleção Espaço Líquido Collection
Walt B. Blackberry
Banheiro publyko: stylografico punk, 1982
Série de 6 serigrafias sobre papel, 75 x 60 cm
Series of 6 screen prints on paper
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Coleção Espaço Líquido Collection
9392
Walt B. Blackberry
Cardiografia, 1980
Serigrafia e objeto em acrílico, 53 x 27 cm
Painted calligraphy and acrylic object
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Tadeu Jungle
Zoológico, julho 1982
Print digital a partir de serigrafia, 60 x 40 cm
Digital Printing
Publicado em Published in Artéria 5, 1991 
9594
Walter Franco
O ab surdo não houve, 1975
Adesivo a partir de serigrafia, 70 x 70 cm
Silk-screen die-cut sticker
Publicado em Published in Artéria 2, 1976
Alice Ruiz
Efêmero, 2005
Adesivo a partir de offset, 120 x 120 cm
Offset sticker
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
9796
Arnaldo Antunes
! ?, 1988
Serigrafia sobre papel, 10 x 14 cm
Screen print on paper
Publicado em Published in Artéria 5, 1991
Julio Plaza
Sem título, anos 80
Adesivo de recorte a partir de offset, 110 x 70 cm
Offset die-cut sticker
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
9998
Lara Werner
Tradução de: Ezra Pound
Em uma estação de metrô, 2009
Adesivo a partir de offset, 125x60cm
Offset sticker
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Lygia de Azeredo Campos
Adormeço, Janeiro 1978
Adesivo de recorte a partir de serigrafia, 103 x 33,9 cm
Silk-screen die-cut sticker
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Thiago Rodrigues
Noite, 2004
Adesivo a partir de offset, 200 x 63 cm
Offset sticker
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
103102
Gerty Saruê
Ângulos com A, 2006
Pôster a partir de offset, 40 x 60 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Ivana Vollaro
Portuñol/portunhol, 2004
Pôster a partir de offset, 40 x 60 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
105104
Inês Raphaelian
Roseta byte, 1994
Pôster a partir de offset, 40 x 60 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Soraya Braz
Fruição / Micção, 2010
Pôster a partir de offset, 40 x 60 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 10, 2011.
107106
Julio Plaza
Pré-dado, 1976
Pôster a partir de offset, 40 x 40 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
Glauco Mattoso
O jogo da velha(ria) ou a história em quadrinhos, anos 90 1990’s
Pôster a partir de offset, 42 x 34 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
109108
Clemente Padín
Canción de protesta nahuatl, 2007
Pôster a partir de offset, 40 x 60 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Júlio Mendonça
Buraco negro da linguagem, 1991
Pôster a partir de offset, 60 x 28 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
111110
Julio Mendonça
Sem título, 2010-2015
Print digital sobre vidro, 70 x 65 cm
Digital printing on glass
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Edgard Braga
Linotipoema, anos 70 1970’s
Print digital a partir de serigrafia, 25 x 32 cm
Digital printing
Publicado em Published in Artéria 2, 1976
113112
Regina Silveira
Corredores para abutres, 1982
Adesivo a partir de serigrafia, 75 x 122 cm
Silk-screen sticker
Publicado em Published in Artéria 5, 1991
Regina Silveira
Anamorfa, 1980
Print digital a partir de serigrafia, 36 x 24 cm
Digital printing
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
115114
Fernando Laszlo
Luz preta, 2010
Metacrilato, 60 x 40 cm
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Coleção ICCo Collection
Vanderlei Lopes
Ephêmeras, 2004
Papel queimado, 22,5 x 31 cm
Burned paper
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Coleção Omar Khouri Collection
117116
Paulo Miranda
Reviravolta, 1974
Objeto em metal serigrafado, 18 x 18 x 20 cm
Silkscreened metal object
Publicado em Published in Artéria 1, 1975
Coleção Espaço Líquido
Fernando Laszlo e Walter Silveira
Dado, 1997-98
Objeto, 6,5 x 6,5 x 6,5 cm
Object
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Coleção Fernando Laszlo Collection
119118
Sonia Fontanezi
Atravessa, anos 70 1970’s
Placa de metal, 40 x 20 cm
Metal plate
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Coleção Paulo Miranda Collection
Aldo Fortes
Sem título (Cage), anos 70 1970’s
Placa adesivada, 1,7 x 1,25 m
Sticker
Publicado em Published in Artéria 5, 1991
121120
Fábio Oliveira Nunes
Volátil, 2004
Pôster a partir de offset, 50 x 35 cm
Poster
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Ricardo Coelho
Davi e Narciso, set. 2008
Fotografia, 40 x 35 cm
Photograph
Publicadoem Published in Artéria 10, 2011
123122
Dumas Seixas
Kurt Schwitters interpretiert die Ursonate, 2010
Reprografia e guache sobre papelão, 30 x 38 cm cada - série com 8
Reprography and gouache on cardboard paper
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Coleção Omar Khouri Collection
125124
Zéluiz Valero
Pollocklee, anos 70
Print digital, 50 x 60 cm
Digital printing
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Coleção Paulo Miranda Collection
Julio Plaza
Sem título, anos 80 1980’s
Pôster a partir de offset, 60 x 40 cm
Offset poster
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
127126
Renato Ghiotto 
50135, 1980
Montagem fotográfica, 31 x 23 cm
Photomontage
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Arte final: Zéluiz Valero
Coleção Omar Khouri Collection
Lúcio Agra
Olho por olho de Haroldo de Campos, 1990
Colagem, 30 x 45 cm
Collage
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
129128
Lenora de Barros
Poema, 1980
Fotografia, 16 x 63 cm
Publicado em Published in Zero à Esquerda, 1981
Foto-realização: Fabiana de Barros
Coleção Omar Khouri Collection
Lenora de Barros
Em forma de família, 1994
Fotocolagem , 48 x 70 cm
Photo collage
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
130
Vanderlei Lopes
Sopro, 2010
Série de duas fotografias, 40 x 23 cm
Series of two photographs
Publicado em Published in Artéria 10, 2011
Daniele Gomes de Oliveira
Duchampignon, 2005
Print digital
Publicado em Artéria 9, 2007
133132
Na página ao lado:
Peter de Brito
Mimese, 2005
Série de três fotografias, 25 x 38 cm
Series of three photographs
Publicado em Published in Artéria 10, 2011 
Célia Mello
Eusencontros, 1991
Série de fotografias, 30 x 24 cm
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
Coleção Omar Khouri
135134
Arnaldo Antunes
Ver, 2004
Fotografia, 71 x 47,5 cm
Photography
Publicado em Published in Artéria 7, 2004
Peter de Brito
Autorretrato, 2005
Pôster 1,3 x 1 m
Poster
Publicado em Published in Artéria 9, 2007
Coleção Espaço Líquido Collection
137136
.Adriana Freire
.Alberto Oliveira
.Alckmar Luiz dos Santos 
.Aldo Fortes
.Alexandre Azeredo
.Alice Ruiz
.Anderson Gomes
.André Vallias
.Anna Barros
.Antonio Lizárraga
.Antonio Risério
.Arnaldo Antunes
.Arnaldo Caiche D’Oliveira
.Augusto de Campos
.Avelino de Araújo
.Beto Xavier
.Betty Leirner
.Caetano Veloso
.Carlos Rennó
.Carlos Valero de Figueiredo
.Célia Mello
.Celso Marques
.Cláudio Cortez
.Cláudio Daniel
.Clemente Padín
.Décio Pignatari
.Daniel Scandurra
.Daniele Gomes de Oliveira
.Denilson Souza
.Diniz Gonçalves
.Dulce Horta
.Dumas
.Edgard Braga
.Edson Pfützenreuter
.Elcio Carriço
.Elson Fróes
.Ênio Aloísio Fonda
.Eric Rieser
.Ernane Guimarães Neto
.Erthos Albino de Souza
.Fabiana de Barros
.Fábio Oliveira Nunes
.Felipe Paros
.Fernanda Brenner
.Fernando Laszlo
.Fernando Lemos
.Francisco Magaldi
.Gabriel Emídio Silva
.Gabriel Marzinotto
.Gastão Debreix
.Gerty Saruê
.Gilberto José Jorge
.Gilberto Prado
.Glauco Mattoso
.Go
.Gregório Graziosi
.Guilherme Ranoya
.Guilherme Zamoner
.Gustavo Arruda
.Gustavo Vinagre
.Haroldo de Campos
.Inês Raphaelian
.Iumna Maria Simon
.Ivan Cardoso
.Ivana Vollaro
.J. Medeiros
.João Bandeira
.João Virmond Suplicy
.Jorge Luiz Antônio
.José Augusto Nepomuceno
.José Lino Grünewald
.Josely Vianna Baptista
.Josiel Vieira
.Júlio Bressane
.Júlio Mendonça
.Julio Plaza
.Lara Werner
.Leandro Vieira
.Lenora de Barros
.Letícia Tonon
.Lívio Tragtenberg
.Luciano Figueiredo
.Lúcio Agra
.Lúcio Kume
.Luiz Antônio de Figueiredo
.Luz del Olmo
.Lygia de Azeredo Campos
.Maíza M. Figueiredo
.Marcela Tiboni
.Marcelo Mota
.Marco Antônio Amaral Rezende
.Marcos Rogério Ferraz
.Mariana Meloni
.Marie Ange Bordas
.Marlene Avelar
.Maurizio Prati
.Neoclair Coelho
.Omar Guedes
.Omar Khouri
.Paulo de Toledo
.Paulo Leminsky
.Paulo Miranda
.Pedro Osmar
.Pedro Tavares de Lima
.Pedro Xisto
.Peter de Brito
.Pipol
.Priscilla Davanzo
.Rafael Trabasso 
.Raider
.Regina Célia Pinto
.Regina Silveira
.Regina Vater
.Régis Bonvicino
.Renato Ghiotto
.Ricardo Coelho
.Roberto Ghiotto
.Roland Campos
.Ronaldo Azeredo
.Salvador Martins
.Samira Chalhub
.Sebastião Nunes
.Sérgio Monteiro de Almeida
.Sílvia Laurentiz
.Sonia Fontanezi
.Soraya Braz
.Stela Avelar
.Tadeu Jungle
.Thiago Rodrigues
.Tiago Lafer
.Vanderlei Lopes
.Villari Herrmann
.Vinícius Alcadipani
.Vinicius Dantas
.Vinicius de Oliveira
.Waldeyr de Oliveira
.Walter Franco
.Walter Silveira
.Waly Salomão
.Willy Corrêa de Oliveira
.Zaba Moreau
.Zéluiz Valero
colaboradores de artéria
collaborators
Omar Khouri 
Nasceu em Pirajuí (SP/Brasil) em 1948. Formado em 
História e Mestre e Doutor em Comunicação e Semiótica. 
Pintor, passou a praticar poesia a partir de 1974. 
É co-editor de Artéria e tem poemas publicados em Qorpo 
Estranho, Muda, Caspa, Kataloki, Atlas e outras. Participou 
de inúmeras exposições de poesia visual, no Brasil e 
em outros países. Promotor de eventos, co-fundador 
da Nomuque Edições, impressor e estudioso de poesia. 
Professor universitário, vive e trabalha em São Paulo.
Paulo Miranda
Nasceu em Pirajuí (SP/Brasil) em 1950. Estudioso de 
poesia e poeta, desde a infância. É co-editor de Artéria 
e tem veiculado sua produção em publicações coletivas: 
Corpo Extranho, Almanak 80, Kataloki (Almanak 81), 
Atlas (Almanak 88) e outras. Participou de inúmeras 
exposições de poesia visual, no Brasil e em outros paí-
ses. É, também, promotor de eventos, co-fundador da 
Nomuque Edições e impressor-serígrafo. 
Vive e trabalha em São Paulo.
sobre os editores
Os editores da revista Artéria, Paulo Miranda e Omar Khouri. Maio, 2015
The editors of Artéria Magazine, Paulo Miranda and Omar Khouri. May 2015.
139138
Our first contact with Artéria Magazine was about 5 years ago, 
thanks to the poet Walter Silveira, of whom we were holding an in-
dividual exhibition. At his house, he showed us Zero à Esquerda, a 
cardboard box from where individual silk-screen poems sprung. 
During the preparation of that exhibition, we had the chance 
to go over Quadradão and Fantaminas, other editions of Artéria, and 
even better, to meet its creators, Paulo Miranda and Omar Khouri, 
incredible poets, tireless producers and extremely generous people. 
That was when we felt like developing a project that would revive the 
history of the magazine and disseminate that great achievement to 
a larger audience!
Always independent and still active, Artéria published the best 
of Brazilian experimental (or intersemiotic) poetry from the 1970s 
until today. Throughout its 40 years, it has launched 12 editions, as-
suming many different formats, means and production techniques: 
From offset notebook to interactive online magazine, from cassette 
tape to poetry box. 
It has published precious works, gathering more than 100 art-
ists concerned about the visual aspects of their works that used a 
large variety of codes and languages. Some names that took part in 
Artéria: Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Décio Pignatari, 
Ronaldo Azeredo, José Lino Grünewald, Julio Plaza, Regina Silveira, 
Arnaldo Antunes, Tadeu Jungle, Walter Silveira, Lenora de Barros 
and others. 
Featuring more than 80 works by 60 artists, the exhibition aims 
at reflecting Artéria’s experience, exploring different media, formats 
and techniques: stickers, objects, stencils, audios and videos. 
One of the treasures of the exhibition is the making of video 
of Zero à Esquerda, made by Tadeu Jungle and Walter Silveira and 
shownonly once during the magazine’s launch in 1981, in the former 
nightclub Pauliceia Desvairada, in São Paulo. The video demonstrates 
how the magazine was produced, manually (no muque), presenting 
its collaborators and poems. 
We also digitized every edition of the magazine, creating a 
data bank with information on the authors, dates and techniques 
used in each work published. The attendees will have access to 40 
years of publications, in their entirety, on a touch screen platform, 
being able to search and manipulate the poems as they wish. 
It is a transforming shock with the language and its thousands 
of possibilities, a Homeric undertaking, and a slap in the face of 
Poetry. You cannot escape Artéria unscathed. 
We would like to thank every poet who participated in the 
exhibition, especially the curators Paulo and Omar for their trust 
and generosity. 
Long live Artéria!
Bruna Callegari and Rafael Buosi
Espaço Líquido - Design and execution
long live artéria! the artéria phenomenon
Much has been said about the importance of magazines to 
the dissemination of poetic, artistic and theoretical works, both in 
Brazil and abroad, especially since the emergence of Modernisms 
in the early twentieth century. The difficulties in editing these 
publications have also been discussed, even more recently, when 
technical advances led to a reduction in prices and a proliferation 
of small newspapers, periodicals (not necessarily regular), poems 
in single editions, fanzines, etc. That is, considering paper-based 
formats, without entering the realms of new technologies with 
non-material tools or considering how easy it is to have a blog, for 
example, which can, most of the time, contain materials from a 
single individual. 
Magazines or assumed magazines - because here, most of 
them did not manage to maintain something essential, which is 
the periodicity, and barely reached number 3 – are synonymous 
with collective publications and that’s where the name is based 
on. There are rare examples of magazines that made it to the 10th 
number or even surpassed it, as it was the case of Código-Bahia 
and Artéria. One of the things that Julio Plaza always said and 
called attention to was how things became easier at some point, 
leading to the actual proliferation of publications on the margins 
of the Brazilian publishing system, in our case. From the early 70s 
to the 90s, there has been a whole series of technological innova-
tions, to which Artéria was not indifferent. At the same time, old 
technologies continue to exist and offer quite efficient services in 
the field of Graphic Arts. 
A magazine exists (those that do not receive subsidies and 
strive for boldness and experimentation) while there is some en-
thusiasm on the part of those who are truly involved, as Mário da 
Silva Brito wrote addressing the Klaxon case. Therefore, some 
magazines resist and insist, sometimes for decades after their 
first numbers because those who are closely involved with their 
production still believe in group work. Artéria is a special case, be-
cause, so far, there have been only 10 editions + 2 with different 
names, and it has undergone a metamorphosis over time. Some 
numbers had double or triple names (numbers 5 and 6), and some, 
due to an urge for change, were given other names, such as the 
Balalaica cassette tape and the poetry box Zero à Esquerda, so we 
consider the magazine to have reached number 12. 
Even with its will to change, the possible non-repetition, 
Artéria kept its core collaborators, as few magazines do, bringing 
experienced experimenters and young poets together. Artéria be-
longs to the generation of magazines that emerged as from the 
first half of the 70’s, in part heirs of the concretists Noigandres 
and Invenção, in part open to further research, at a time conven-
tionally called Postmodernity and that Haroldo de Campos consid-
ered the Post-Utopian period. Some of these magazines are worth 
mentioning, such as Navilouca, Polem, Código, Invenção Bahia, 
Artéria, Poesia em Greve, Qorpo Estranho, Muda, Viva Há Poesia, 
Atlas, and a few others. At that time, we still lived under a mili-
tary dictatorship, which implied censorship, but that had almost 
no impact on experimental magazines, as opposed to political 
avant-garde publications. Anyway, we all lived in fear, including 
us from Artéria.
Would Artéria, as well as other publications of the same kind, 
be a “magazine” or an “anthology”? That is the first question 
that arises when the publication is examined as a whole - from 
the 1st number (1975) to the 10th + Balalaica (1979) and ZERO À 
ESQUERDA (1981) – seeing that there was neither regular period-
icity nor a fixed format, a habitual format, a single media being 
used, a single name. Classifying the publication has never been 
something that worried us, although it would be more appropriate 
to call it “anthology”, as mentioned several times by Augusto de 
Campos. Artéria and many other similar publications, which cir-
culated as from the first half of the 70’s, have always been called 
“magazines” by its creators and collaborators. However, they do 
not follow the traditional concept of magazine. Especially Artéria, 
since being mutable was one of its main characteristics: It has cir-
culated as a notebook with an insert, bag, box, cassette tape, web-
site, notebook again, and has even changed names on the way.
In order to talk about Artéria, we have to link it to Nomuque 
Publishing, a publisher founded by us 41 years ago (1974), in 
Pirajuí, and that has always operated on the margins of the 
Brazilian publishing system, not being registered as an official 
publishing company, running the risk of losing its name. Nomuque 
= using the muscles, the muscular force, physical work, as there 
are jobs that have been published thanks to resources provided by 
the publishers-collaborators themselves. The publisher has never 
counted on external sponsors - at first, as a matter of principle, 
then from force of habit. This publishing activity would take place 
quite sporadically because, not aiming at generating profit and 
not having a corporate infrastructure, it could only work like that. 
Sometimes, a publication would be released ten years after the 
beginning of its printing process, which, by the way, sometimes 
was carried out by its publishers, who in addition to being poets, 
were (are) screen printing technicians, visual programmers, etc. 
(the few who were and are willing to do this kind of craftwork). 
Although, nowadays, the craftwork has been put aside, giving way 
to the offset, which, by the way, has been present since Artéria’s 
first edition. More than a publisher, Nomuque is a printing compa-
ny, and in addition to screen printing techniques, it has used, over 
the last 40 years, both handmade and industrial printing process. 
Nomuque Publishing (originally nomuque, publishing) was 
born in Pirajuí, countryside of São Paulo State, and then trans-
ferred to the capital of the state, where it still operates. There are 
advantages and disadvantages in this operating structure: on the 
CAIXA is a Brazilian public enterprise that 
distinguishes itself by its respect to diversity by promoting 
campaigns, programs and actions among its employees, 
focused on disseminating ideas, knowledge and respect to 
the diversity of gender, race, sexuality and all diferences 
that characterize society.
CAIXA is also one of the major supporters of Brazilian 
culture. Only in 2015, we invested R$ 76 million in 539 
projects throughout Brazil, visited by 931.000 Brazilians. 
2016 will be more R$ 75 million to sponsorship of cultural 
projects in its own exhibition halls and other galleries, 
emphasizing visual art exhibitions, theatrical productions, 
dance performances, musicalshows, and theatrical and 
dance festivals throughout the country as well as Brazilian 
handcrafts.
The sponsored projects are selected via public notices, 
a CAIXA option to provide more accessibility to producers 
and artists all over the country, making the investments of 
the company’s resources more transparent to society.
Sponsoring the exhibition Artéria 40 years is investing 
in the plurality of the contemporary artistic languages. 
In this way, CAIXA contributes toward the promotion and 
diffusion of national culture reciprocuting to society the 
trust and support received over its 155 years of activities 
in the country and effective partnership in the development 
of our cities. 
To CAIXA life requires more than a bank. It requires 
investment and effective participation in the present, 
commitment to the future and creativity to achieve the best 
results for the Brazilian people.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
en
gl
is
h 
ve
rs
io
n
141140
one hand, we have complete freedom for everything and there is 
no danger of the company being declared insolvent, seeing that, 
legally, it does not exist. On the other hand, the costs end up bur-
dening the few who are willing to save part of their salary for the 
publisher’s expenses, and the most serious issue: the distribution 
of the little material that is edited and that, inevitably, gets stuck 
in someone’s house, someone willing to keep it. 
Artéria began to be thought of in 1974, since we felt the need 
for a collective publication (we still take much more pleasure in 
publishing our work in collective vehicles, rather than separately: 
Collective poems as opposed to independent poems). The name: 
a real find (ready), because, in addition to being positive, the 
word artéria (artery) contains art in it. After having seen Polem 
and Código that year, and Navilouca (a little bit later), we realized 
that the idea of a poetry magazine was feasible. Then, by talking 
and getting in contact with the Figueiredo brothers (Luiz Antônio, 
Carlos and Zéluiz), we explored this possibility and number 1 was 
released in 1975, in collaboration with concrete poets (who have 
promptly sent us unpublished works) - Augusto de Campos, Décio 
Pignatari and Haroldo de Campos. The launch took place on July 
15 at Krystal Chopps, in the neighborhood of Perdizes, with our 
presence, and the presence of guests such as Luiz Antônio de 
Figueiredo, Carlos Valero, Hermelindo Fiaminghi, Décio Pignatari, 
Haroldo and Augusto de Campos). 
Artéria 2 has gone through a crisis, as some of its organizers 
wanted something daring in terms of media, while others pon-
dered about what would be financially viable, and the magazine 
was produced, with some minor changes in the initial design, but 
keeping its boldness. It was released in 1977, but registered in 
1976, year in which it was almost ready. There were only some de-
tails to be done (the case, a bag, has caused some problems until 
done, since Julio Plaza’s work - Alechinsky-Lichtenstein – was seen 
as dangerous by printing companies; its publication had to be 
postponed and the envelope’s cover had to be redone). The maga-
zine showed, in this edition, its mutable character (it had already 
shown signs on edition number one, which included an insert: the 
poem “Turnabout” [Reviravolta] by Paulo Miranda). Having a dif-
ferent format that could not simply be displayed on a shelf, it was 
refused by some bookshops, which used to receive our magazines 
on consignment, with exception to Duas Cidades that handled a 
national distribution in 1977, just like it did with ARTÉRIA 1 and 
other publications of the same kind. 
The Figueiredo brothers - Luiz Antônio and Carlos –, among 
those involved with the Artéria’s process, were the ones who 
strongly insisted that the magazine’s format should not remain 
the same. Number 3 never existed - a matchbox featured the 
name Artéria 3 on it: ART3RIA – produced by Carlos Valero (de 
Figueiredo). Number 4 was produced by Nomuque Publishing 
together with OM studio, with design and execution by Carlos 
Valdero, and consisted on a case, containing a booklet with tech-
nical specifications for a C60 cassette tape. Such booklet could be 
seen independently as a magazine, as it was graphically exquisite 
(although the reproduction – 100 copies only - was reprographic: 
Xerox) and it all came inside a blue case, with a screen print in 
white. It is important to remember here that Artéria IV was pre-
ceded by BALALAICA (which was also designed and executed by 
Carlos Valero and both cassettes are now available on the inter-
net, at nomuque.net), another C60 cassette tape; they were re-
leased in 1979-80, which by the way, was before the fever of the 
so-called “sound poetry”, in Brazil. The innovation in the tapes 
was not in the fact that it had recorded poems, something that 
had happened for decades, but in the fact that it was a collective 
sound poetry work: a sound magazine, containing even what we 
could call ‘radio soap opera’. 
At that point, Walter Silveira, Sonia Fontanezi, Tadeu Jungle 
and Júlio Mendonça were already part of the production team, 
which would also be joined by Arnaldo Antunes (who also en-
gaged in other publications and in the field of popular music, as 
we know). On May 6, 1981, a big box with poems printed using 
different printing processes: Zero à Esquerda, was launched in a 
multimedia show at Pauliceia Desvairada disco. This Nomuque 
magazine was not named Artéria.
Nomuque has carried out other projects, while trying to make 
Artéria 5 (Ghost) viable. It was launched, at last, at MASP’s mez-
zanine, in 1991, with a big “commemorative” exhibition to cel-
ebrate the publisher’s 17th anniversary. Artéria 6 (Big Square) 31 
x 31 was only released in 1993, at Augôsto Augusta-MIS. Artéria 
6 had the longest pregnancy in the history of Brazilian culture: It 
was first thought of in 1981, started to be printed in 1983 (screen 
printing such as number 5) and was launched only ten years af-
ter that. In all that time, several magazines were thought of and 
even designed; however, the costs made them impracticable 
(one of them would be the biggest magazine in Brazil - in A2 
paper size - and the other would feature big posters - 66 x 96 
cm - with poems on them). 
Then, we produced Arteriaset in offset (AR7ERIA – Artéria 7) 
– another long gestation period – and obviously, there was some-
thing singular about it: the magazine got ready in 2004, after 
Artéria 8, which had been available online since the second half of 
2003. We put it online in 2001, with Fábio Oliveira Nunes, who has 
also made the drawings of Artéria 8, Sígnica, a collection of poems, 
especially poems from university students – IA – UNESP – FACOM-
FAAP and PUC-SP). On the internet, it is not necessary to use the 
numbers 1, 2, 3, as the publication is, by nature, expandable and 
mutable. 
Visual arts have always been present in Artéria (which has 
kept its original publishers, with some members leaving and join-
ing the group over time) and have become more evident over the 
years, culminating in magazines number 5 and 6. We have pro-
duced number 9, maintaining approximately the same format of 
number 7, and prepared number 10, which was launched in 2011. 
Not to mention number 11 and 12.
Artéria fits the tradition of magazines focused on propagating 
a more experimental poetry production, a constructive formal-
ism (without being derogatory), such as, Noigandres, Invenção, 
Navilouca, Polem, Código (which was edited in Salvador-Bahia 
by Erthos Albino de Souza and lasted for 12 numbers: a true phe-
nomenon!), Poesia em Greve, Qorpo Estranho, Kataloki, Zero à 
Esquerda, Atlas etc. Some of them had one edition only. Artéria 
persists and I think that, currently, it is the only magazinein Brazil 
to care for the visual aspect and experimental poetry.
What causes a publication (which is not exactly a magazine 
according to the dictionaries) to survive for decades despite ev-
erything? We would say that is the love for poetry and the con-
viction that this work is necessary, and maybe, more importantly, 
the joy there is in giving life to a collective publication, since there 
are those who prefer collective publications than periodical collec-
tions of their own works, even if the progress is considerable over 
the years. ARTÉRIA is still alive after 40 years and it seems like it 
will stay like that for a long time. XAIPE! 
Omar Khouri and Paulo Miranda. 
São Paulo, March 2015. 
 about the editors
Omar Khouri 
was born in Pirajuí (SP, Brazil) in 1948. He has a Bachelor’sdegree 
in History and both a Master’s and a Doctor’s degree 
inCommunication and Semiotics. Originally a painter, he started 
producingpoetry in 1974. He is the co-editor of ARTÉRIA and 
had his poemspublished in QORPO ESTRANHO, MUDA, CASPA, 
KATALOKI, ATLAS and other periodicals. He has also participated 
in numerous visual poetry exhibitions both in Brazil and abroad. 
Promoter, cofounder of NomuqueEdições, printer, student of 
poetry and university professor, he lives and works in São Paulo.
Paulo Miranda
was born in Pirajuí (SP, Brazil) in 1950 and has been both a poet 
and a student of poetry since his childhood. Coeditor of ARTÉRIA, 
he had his work published in collective periodicals, such as: 
CORPO EXTRANHO, ALMANAK 80, KATALOKI (ALMANAK 81) and 
ATLAS (ALMANAK 88) and participated in numerous visual poetry 
exhibitions both in Brazil and abroad. Paulo Miranda is also a 
promoter, cofounder of Nomuque Edições and screen printer. He 
lives and works in São Paulo.
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ARTÉRIA 1 (Pirajuí: Nomuque Edições, 1975)
_1232 copies. 
_16 X 23 cm. Offset. Bond paper – Souza Reis Printing Company - Bauru, 
Laminated Cover.
_Graphic design: Omar Khouri
_Cover + back cover: Omar Khouri
William Carlos Williams POEM – original – inside front cover
Iumna Maria Simon and Luiz Antônio de Figueiredo: Translation POEMA 
(WCW) inside back cover
_Magazine Launch at Krystal Chopps - São Paulo, in the evening of July 
15, 1975. Attendees: Augusto de Campos, Carlos Valero, Décio Pignatari, 
Haroldo de Campos, Hermelindo Fiaminghi, Luiz Antônio de Figueiredo, 
Omar Khouri and Paulo Miranda.
_ Distribution: from hand to hand, consignment to some bookstores 
and in marginal publication fairs until now. Free distribution and dona-
tion to public libraries and museums as well. In 1977, the Library and 
Publisher Duas Cidades volunteered to handle a national distribution of 
some publications that were on the margins of the Brazilian publishing 
system, including ARTÉRIA 1.
_It paid for itself with the sales in the medium term.
_Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*The insert Reviravolta, by Paulo Miranda was printed in plast plate in 
Bauru font. The editors have considered it unsatisfactory, but it was 
used at the launch, where some of the first copies were handed. Soon 
after, the edition was printed at Souza Reis-Bauru printing company, in 
offset. O Ai!cai, by Décio Pignatari was not acknowledged by him in his 
complete works. A one of Galaxias’ text was part of CÓDIGO 2, Haroldo 
de Campos sent another text to ARTÉRIA 1 and Nomuque published 
both of them. Waldeyr de Oliveira’s page should have been negative, 
but by mistake, the following, with Haroldo de Campos’s poem ended 
up being negative. As for Décio Pignatari’s text, dictated to Luiz Antônio 
de Figueiredo, by the author, over the phone, the title should have been 
Franquisténs II.
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Paulo Miranda: Turnabout (Reviravolta) (insert) 
.Décio Pignatari: Ai!cai 
.Zéluiz Valero: Pollocklee + seven. Photomontage.
.Haroldo de Campos: 2 fragments: all this has to do with… (tudo 
isto tem que ver...) and pastimes and timekillers… (Passatempos e 
matatempos…)
.Luiz Antônio de Figueiredo: 
Catullus poem Carmen XXXII, in collaboration with Ênio Aloísio Fonda.
.Carlos Alberto de Figueiredo: Art and Society (Arte e sociedade): 
manifest
.Décio Pignatari: Incipit
.Arnaldo Caiche D’Oliveira: Bird (Pássaro)
.Augusto de Campos: translations: Song (Canção) – Guillaume de 
Poitiers and Conference about nothing (Conferência sobre nada) - John Cage
.Omar Khouri: reinterpretation of Love Humor by Oswald de Andrade
.Gabriel Emídio Silva: Love/Humor: the maximum of the minimum 
.Waldeyr de Oliveira: Videre et non videre
.Haroldo de Campos: text [sic] ruins
.Zéluiz Valero: Hausmann’s Mechanical Head + Dito + Dito Chorão - 
photomontage
.Décio Pignatari: Franquisteins II
.Luiz Antônio de Figueiredo: PS
.Omar Khouri: Nomuque Edições Logo
.Zéluiz Valero: NOB photo
ARTÉRIA 2 (Pirajuí: Nomuque Edições, 1976)
_1000 copies.
_24 x 34 cm (envelope + transparent plastic bag)
_Notebook: _15.5 X 21.5 cm. Offset - Souza Reis Printing Company-
Bauru.
_Graphic design: several. 
_Cover (envelope – screen printing): Omar Khouri
_Cover (notebook – offset): Julio Plaza
_Works included in the envelope, in different formats: Screen printing, 
typography and offset + external label (stamp).
_Screen printing works: Edson, Bauru
_Typography: Pirajuí
_Launch: There was not an actual launch, except for an attempt in the 
city of Avaré, with few attendees, where no copy was sold. 
_Distribution: from hand to hand, starting from the first half of 1977, 
on consignment in some bookstores and in marginal publication fairs, 
until now. At some point (1977), Duas Cidades Bookstore handled a 
nation distribution of ARTÉRIA 2 (including Number 1), as well as of 
other publications of the same type. Free distribution and donation to 
cultural institutions (libraries, museums, private collections).
It probably has not paid for itself.
_Assignment of copyrights by the authors or those responsible for it.
*Due to graphical errors made by Souza Reis’ executors, the 1000 cop-
ies of the booklet had to be reproduced and the rejected edition was 
destroyed. As for the cover – front of the envelope – no printing com-
pany would print the “Alechinsky-Lichtenstein”, work by Julio Praza, 
as they thought they could have problems of censorship due to an al-
leged erotic and even pornographic connotation. This work ended up 
being published in ZERO À ESQUERDA.
AUTHORS/COLLABORATORS.
LABEL ATTACHED TO A PLASTIC BAG: 
Julio Plaza: ARTE = VERBA.
BOOKLET:
.Julio Plaza: Art: surgical technique (Arte: técnica cirúrgica), 
continues on page 3.
.Haroldo de Campos: anamorphosis (anamorfose)
.Luiz Antônio de Figueiredo: call you vulva… (chamar-te vulva)
.Décio Pignatari: Little people (Pessoinhas).
.Décio Pignatari + Fernando Lemos: Rejected logotype.
.Augusto de Campos: Translation of a poem by E. E. Cummings: my 
specialty is living… (minha especialidade é viver…)
.Regina Silveira: Touristic São Paulo. Art Museum.
.Luiz Antônio de Figueiredo: minims (mínimas).
.Zéluiz Valero: Photograph.
.Régis Bonvicino: poem.
ENVELOPE:
.Zéluiz Valero: In case of any regularity (Em caso de qualquer 
irregularidade…)
.Carlos Valero de Figueiredo: Hitler X Satie.
.Cláudio Cortez: mpb 1. Final art: Zéluiz Valero:
.Pedro Osmar: LIFE (VIDA).
.José Augusto Nepomuceno: I observe… (Observo…)
.Paulo José Ramos de Miranda: E.E Cummings. Non-translation.
.Omar Khouri: KITSCHICK!
.Walter Franco: there was no absurd (o ab surdo não h ouve). 
Graphic design: Omar Khouri:
.Pedro Tavares de Lima and Régis Rodrigues Bonvicino: d.
.Edgard Braga: linotypepoem (linotipoema)
.Omar Khouri: No title E DI (sem título E DI)
.Paulo José Ramos de Miranda: Sonnet.
ARTÉRIA 3 (São Paulo: Publisher: Carlos Valero, 1977)
_A matchbox (pack), whichwas released in red and white, with ART3RIA 
printed in gold. Initiative of Carlos Valero, due to the deadlock reached 
after ARTÉRIA 2: would there be more numbers? How would them be?
_38 X 48 X 5 X 2 mm. It was distributed to several friends and contacts 
in 1977. 
_Circulation: ? maybe 100 copies, some of which are still preserved.
*Carlos Valero’s idea emerged due to a deadlock over the continuity of 
ARTÉRIA, whose name will be resumed with ARTÉRIA 4, a C60 cassette 
tape by Nomuque Publishing and OM Studio, fully edited by Carlos 
Valero, gathering both habitual and new collaborators. One year be-
fore: BALALAICA. There had been an unease about ARTÉRIA 2 and the 
adaptations that had to be made in order to make it viable.
BALALAICA: THE SOUND OF POETRY 
(São Paulo: Nomuque Publishing - OM Studio, 1979).
>Circulation: ? (now online, at nomuque.net)
> C60 cassette tape. Cassette’s case. Cover: BALALAICA: Carlos Valero 
+ index-paper.
>Production and technical works: Carlos Valero.
>Hand to hand distribution as from 1979.
>Launch at Muro Bookstore, Rio de Janeiro, May 8, 1980.
>It paid for itself, if we do not consider the workforce. 
> Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*Carlos Valero set up a home studio, and watched most of the work be-
ing recorded. Balalaica is a kind of sound ARTÉRIA. Anyway, the sound 
magazine was proven to be viable.
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Villari Herrmann: Shadows / voices: Paulo Miranda and Omar Khouri.
.Augusto de Campos: The quasar / Augusto de Campos.
.Walter Franco: Water momma (Mamãe d’Água) / Walter Franco.
.Augusto de Campos: Cidade / Augusto de Campos.
.Omar Khouri: Facturas / Carlos Valero.
.Augusto de Campos: days days days (dias dias dias) / Caetano Veloso.
.Luiz Antônio de Figueiredo: Leda’s finger (o dedo de Leda) Radio soap 
opera – several.
.Décio Pignatari and Gilberto Mendes: Drink coke (beba coca cola) - 
motet in D minor /Ars Viva.
.V. Khliébnikov (translation by Augusto de Campos): again today / 
Carlos Valero.
.John Cage (transl. A. de Campos): a conference on nothing / Carlos Valero.
.Margareth Young (transl. Décio Pignatari): Death due to rarity (A 
morte pela raridade) / Several.
.Omar Khouri: Marta and Romeu: A killing history (Marta e Romeu: uma 
estória de morrer) Marlene Avelar e Stela Avelar.
.Décio Pignatari + Willy Corrêa de Oliveira: A movement (Um movi-
mento) / Ars Viva.
.Lewis Carroll (transl. by A. de Campos): Jaguadarte / Paulo Miranda.
.William Blake (translation by A. de Campos): The sick rose (A rosa 
doente) / Roberto Ghiotto.
.Fernando Pessoa: The white house black boat (A casa branca nau 
preta) / Carlos Valero.
.Stéphane Mallarmé (transl. Haroldo de Campos): A throw of dice / 
Several.
.Oswald de Andrade (English version: Paulo Miranda): The masses… / 
Paulo Miranda.
.Oswald de Andrade: The lay of Esplanada and Portuguese error 
(Balada do Esplanada e Erro de português) / Oswald de Andrade.
.Marcial: Mammas… / Omar Khouri.
.Pedro Kilkerry: It is the silence / Neoclair Coelho.
.Bernart de Ventadorn + Augusto de Campos: Intranslation 
(Intradução) Campos.
.V. Maiakóvski (transl. Augusto de Campos: Balalaica / Stela Avelar.
ARTÉRIA 4 (São Paulo: Nomuque Edições - OM Studio, 1980)
>Circulation: 100 copies.
>Case in 180g ultramarine blue Carmen Paper. 13.7 x 21.5 x 1.1 cm, con-
taining C60 cassette tape and index notebook 21 x 6.8 cm.
>Cover: Carlos Valero. Internal text: Luiz Antônio de Figueiredo: Screen 
printing by Paulo Miranda.
>Notebook: Bond paper 72g, reprography (Xerox).
>Sound and graphic production: Carlos Valero.
>Launch at Nastassika teahouse on November 22, 1980.
>Distribution: at the time of the launch, it was for sale, even for collabora-
tors, who could buy one and take two. The original edition must have been 
sold out and additional copies were made; however, without the sophisti-
cation of the case + index notebook as in the first edition. Recently, it was 
remastered and published on Nomuque Edições’s website.
>It paid for itself, if we do not consider the work factor.
>Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*ARTÉRIA 4, just like BALALAICA, contained a kind of lurid-erotic radio 
soap opera. 
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Oscar Wilde? Poet / Paulo Miranda’s voice.
.Carlos Valero. Radio soap opera Revenge of the vampire (A vingança do 
vampiro) / others. 
.Augusto de Campos: Gnaw… (Roer…) / Carlos Valero.
.Beatles + Caetano Veloso: Collage? (Colagem?) Beatles + Caetano Veloso:
.Augusto dos Anjos: Modern Buddhism and Mysteries of a match (Budismo 
moderno e Mistérios de um fósforo) / Beto Xavier + Neoclair Coelho.
.Sonia Fontanezi: Alice / Paulo Miranda.
.Anonymous: Circulate the forbidden desire (Circular o desejo proibido) / 
Carlos Valero.
.Luiz Antônio de Figueiredo: In the culmen of your high point (no cúlmen 
do teu ponto culminante) / LAF
.Haroldo de Campos: from Galaxies (Galaxias) (initial excerpt) / HC.
.Stéphane Mallarmé Sonnet in yx (Soneto em yx) / Neoclair Coelho.
.Walter Franco / Walter Franco.
.Omar Khouri: Self-portrait in low spirits (Autorretrato em baixo astral) / 
Carlos Valero.
.E. E. Cummings Almost Cummings (Quase Cummings) / Vinicius Dantas.
.Carlos Valero + M. McLuhan: McLuhan’s footer? (Rodapé McLuhan)? 
.Maurizio Prati Trepa dorme / MP.
.Augusto de Campos: Memos / Júlio Mendonça.
.Lívio Tragtenberg: Mariceli / piano: LT.
.Walter Silveira: Dendeca’s wound / WS.
.Neoclair Coelho and L. A. de Figueiredo: a wide field (um campo amplo)/ 
Maíza M. Figueiredo.
.Edgard Braga: Howl (Uivoo) / Walter Silveira.
.Carlos Valero: Stalin / Carlos Valero.
.Paulo Leminski: You, with whom I speak (Você com quem falo) / Walter Silveira.
.Tadeu Junges: You and me / TJ.
.V. Maiakóvski (transl. A de Campos) Excerpt… (Fragmento…) + A. de Campos.
.Carlos Valero: Maristela / Carlos Valero.
.Paulo Miranda: A valuable poem (Poema de valor) / others.
.V. Maiakóvski (transl. A de Campos) / Carlos Valero.
.José Lino Grünewald: Onão o putodor / Omar Khouri.
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ZERO À ESQUERDA (São Paulo: Nomuque Edições, 1981).
>Circulation: 500 copies.
>51.6 x 28.3 x 1.2 cm. Case: cardboard box. 
>Individual works in various formats and printing techniques (screen 
printing, offset, typography, stamps). 
>Printing: Nomuque (screen printing: ASTER) e others.
>Creators: Omar Khouri and Paulo Miranda)
>Production and screen printing: Carlos Valero, Júlio Mendonça, Omar 
Khouri, Paulo Miranda, Sonia Fontanezi, Tadeu Junges, Walter Silveira, 
Zéluiz.
>Cover: Walter Silveira, Paulo Miranda and Sonia Fontanezi.
>Launch on May 6, 1981, at Pauliceia Desvairada Disco, with a multi-
media event. 
>Distribution: to collaborators, sales at the launch event, as well as 
consignations, donations, sales at special publication fairs, until today.
> Assignment of copyrights by the authors themselves or those re-
sponsible for it.
* ZERO À ESQUERDA was almost entirely printed at Aster, a center 
for art studies, in Perdizes - São Paulo, in 1980 and 1981 (part of the 
first half). Some offset works were printed outside the center. Villari 
Herrmann’s work (∞) was the last to arrive: produced by the author, it 
did not fit in the wrapping box, which was almost ready - the extra mar-
gin was cropped, and then it worked out. The magazine was assemble 
at Paulo Miranda’s house.
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Aldo Fortes: (No title) / 9th cigarette. 
.Augusto de Campos: Limit (Limite).
.Carlos Valero. Maristela.
.Carlos Valero. Poetry (Poesia).
.Décio Pignatari: Little poem, shortpoem, mypoem, yourpoem 
about the flower.
.Edgard Braga: No title.
.Elcio Carriço: What is below is like what is at the top (O q está 
embaixo é como o q está no alto).
.Haroldo de Campos: Ode (explicit) in defense of poetry 
(Ode (explícita) em defesa da poesia).
.Haroldo de Campos: Li Tai Poem (Li Tai Poema)..Júlio Mendonça: Eclipse.
.Julio Plaza: Alechinsky-Lichtenstein.
.Lenora de Barros: Poem (Poema).
.Luiz Antônio de Figueiredo: Cubist exercise.
.Luiz Antônio de Figueiredo: Sonnet (In the culmen of your high point).
.Luiz Antônio de Figueiredo and Neoclair João Vito Coelho: For those 
who think (P/ os q pensam).
.Lygia de Azeredo Campos: I fall asleep.
.Lygia de Azeredo Campos: Dampenmelove (Amortecemeamor).
.Neoclair João Vito Coelho: Hellás.
.Omar Khouri: I love us (Eu nos amo).
.Paulo Miranda: Che move il sole.
.Paulo Miranda: La vie en.
.Paulo Miranda (and Carlos Valero): A POE M.
.Regina Silveira: Anamorphic (Anamorfa).
.Renato Ghiotto: No title (50135).
.Samira Chalhub: No title (The beaches, the preys, the hindrances) / 
Sem título (As praias, as preias, as peias).
.Sonia Fontanezi: Cross it (Atravessa).
.Tadeu Junges: Did it have to be in mine? (Justu nu meu!).
.Tadeu Jungle: Place your hand (Passe a mão).
.Villari Herrmann (and Carlos Valero): No title (∞).
.Walt B. Blackberry: Cardiography: broken heart. (Cardiografia: 
coração partido).
.Zéluiz: No title (.).
ARTÉRIA 5 | GHOST (FANTASMA) 
(São Paulo: Nomuque Publishing, 1991)
>Circulation 160 copies.
>34 x 25 x 1 cm (wrapping box). Cover: double cover with white print on 
white background (GHOST) and jacket on Kraft paper and screen print-
ing in red (ARTÉRIA 5).
>Conception: Omar Khouri and Paulo Miranda. 
>Cover design: Omar Khouri, Paulo Miranda and Arnaldo Antunes.
>Execution team: Arnaldo Antunes, Julio Mendonça, Omar Khouri, 
Paulo Miranda, Sonia Fontanezi and Walter Silveira.
>Printing company: Nomuque Publishing – screen printing workshop.
>Launch:MASP’s mezzanine, with Nomuque’s 17th Anniversary 
Exhibition, on April 10, 1991.
>It is hard to know if it paid for itself, at least 50%, because only 160 
copies were printed, each collaborator got one copy and the rest was 
sold and donated. As it was totally printed by Nomuque Edições, in 
screen printing, the work force was not computed, it was offered by 
the execution team.
>Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*ARTÉRIA 5 / GHOST was thought of based on ARTÉRIA 6, and what 
could not be published in this edition, would be published in the other. 
And so it was, with a long gestation period.
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Adriana Freire: All ways.
.Aldo Fortes: No title (Cage).
.André Vallias: Eclogue.
.Arnaldo Antunes: Everything or everything (Tudo ou tudo)
.Arnaldo Antunes: ?.
.Arnaldo Antunes: !.
.Augusto de Campos: ly.
.Celso Marques: “OM”: variations
.Décio Pignatari: Logochicomendes.
.Décio Pignatari: Bashô: Old lagoon (Velha lagoa).
.Edgard Braga: Thechaos (Ocaos).
.Erthos Albino de Souza: Ready-made for Caetano.
.Gastão Debreix: The sun shows itself in half.
.Gastão Debreix: Clothesline (Varal).
.Gilberto José Jorge: Exercise No.1 – Labyrinth (Dédalo). 
.Go: ã.
.Haroldo de Campos: As she is (Como ela é).
.Ivan Cardoso: No title.
.Julio Mendonça: ADN.
.Julio Plaza: There is always something in the reality that you do not 
see (Sempre há algo na realidade que você não vê).
.Lenora de Barros: There is life (Há vida).
.Lygia de Azeredo Campos: Bird uterus memory (Ave útero memória).
.Omar Khouri: Part of the “oidípous ópsimos”.
.Omar Khouri: Sin palabras.
.Omar Khouri: !.
.Oswald de Andrade: Love (Amor).
.Paulo Miranda: Il fabbro.
.Regina Silveira: part of the series: Corridors for vultures (Corredores 
para abutres).
.Regina Vater: Draft of the “Performance of Shadows” (“Performance 
de sombras”)
.Salvador Martins: Word (Palavra)
.Samira Chalhub: Love in sert (Amor en carte).
.Sonia Fontanezi: The sky was blue when I had my mother (Azul era o 
céu de quando eu tinha minha mãe).
.Sonia Fontanezi: Era briluz (object poem extra box)
.Tadeu Jungle: Zoo (Zoológico)
.Walt B. Blackberry: Singer.
.Walt B. Blackberry: No title.
.Zaba Moreau: No title.
ARTÉRIA 6 | BIG SQUARE | 31 x 31 
(São Paulo: Nomuque Publishing, 1992)
>Circulation 180 copies.
>31 x 31 cm. Bond paper 180 (interior) and card paper (cover). Screen printing
>Conception: Omar Khouri and Paulo Miranda. 
>Graphic design/execution team: Arnaldo Antunes, Júlio Mendonça, 
Omar Khouri, Paulo Miranda, Sonia Fontanezi and Zéluiz Valero.
>Printing company: Nomuque Publishing.
>Cover: Paulo Miranda, Arnaldo Antunes and Omar Khouri. 
>Launch: Augôsto Augusta MIS-SP Bookstore, on April 15, 1993.
>Distribution: distribution to employees and sales, on the day of the 
launch and after it, by the bookstore where it was launched, from hand 
to hand, from the second half of 1993, consignment on some bookstores 
and marginal publication fairs, until today (sporadic sales).
>It is hard to know if it paid for itself, at least 50% (probably not), because 
only 180 copies were printed, each collaborator got one copy and the rest 
was sold and donated. As it was totally printed by Nomuque Edições, in 
screen printing (in about ten years), the work force was not computed, it 
was offered by the execution team. 
>Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*In fact, ARTÉRIA 6 started to be thought of in 1981 and was launched in 
1993. It can be considered the longest magazine gestation in the history 
of Brazilian culture. As well as other handmade magazines by Nomuque, 
ARTÉRIA 6 has been very popular in recent years.
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Aldo Fortes: Cummings: non-translation 2.
.Paulo Leminski and João Virmond Suplicy: the cicada’s haiku (haiku da 
cigarra) [Winterverno].
.Omar Guedes: No title.
.Betty Leirner: Les êtres lettres.
.Go: what I say (o que digo).
.Erthos Albino de Souza: Praising Pagu (Louvação para Pagu).
.Ivan Cardoso: Cinema.
.Júlio Bressane: Rio.
.Ronaldo Azeredo: night night night (noite noite noite).
.Gastão Debreix: Poetry (Poesia).
.Lenora de Barros: I did not say anything (Eu não disse nada).
.Samira Chalhub: Destra: ção.
.Walt B. Blackberry: Publyk bathroom (Banheiro publyko): punk stylogra-
phy (stylografico punk).
.Julio Mendonça: Leading zero (Zero à esquerda).
.Glauco Mattoso: Dactylogramma sos.
.Décio Pignatari: Solviete for Maiakóvski’s summer (solviete para o verão 
de Maiakóvski).
.Lúcio Kume: Target.
.Augusto de Campos: Intranslation (Intradução): lovese (amorse).
.Sonia Fontanezi: Afterimage to Júlia Fontanezi.
.Carlos Valero: Albers + Gertrude Stein.
.Josely Vianna Baptista and Guilherme Zamoner: Nights (Noites).
.Julio Plaza: Pré-dado.
.Arnaldo Antunes: No title.
.Raider: Sonnet to Volpi (Soneto para Volpi).
.Luciano Figueiredo: Bye bye baby… (favorite stills).
.Regina Silveira: To Lizárraga.
.Edgar Braga: Cartoonpoem (childhood poem).
.Omar Khouri: What are these children doing? (O que estarão essas 
crianças fazendo?)
.Gilberto José Jorge: Vampirelogo (Logovampiro)
.Marco Antônio Amaral Rezende: Screen and skin of Isabella Cabral (Tela 
e pele de Isabella Cabral).
.Paulo Miranda: Correction: Rauschenberg (to Erthos Albino de Souza).
.André Vallias: Nous n’avons pas compris Descartes.
.Tadeu Jungle: A throw of the stutterer. 
.Safo and Haroldo de Campos: Around the splendid Selene (Em torno a 
Selene esplêndida).
.Maurizio Prati: No title.
ARTÉRIA 7 (São Paulo: Nomuque Edições, 2004)
>Circulation: 1000 copies.
>19 x 28 cm. Bond paper, offset printing.
>Cover: Paulo Miranda and Vanderlei Lopes.
>Graphic design: Vanderlei Lopes.
>Printing company: Impressograf
>Launch at SPOT Restaurant, São Paulo, January 18, 2005.
>Distribution: to the collaborators, donation, consignment, special edition fairs.
>Did not pay for itself; the publisher still has more than half of the edition.
> Assignment of copyrights by the authors themselves or those responsible for it.
*ARTÉRIA 7 also had a long gestation period: almost a decade.
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Editorial (Omar Khouri and Paulo Miranda).
.Paulo Miranda: Already-made.
.Antonio Risério: (Frasis)..Aldo Fortes: Revisited Heraclitus (Heráclito revisitado).
.Zéluiz Valero: Pollocklee.
.Samira Chalhub: Firm hold (Aperto): to Ed.
.Carlos Rennó: When 2 are in love.
.Sebastião Nunes: Poetic art.
.José Augusto Nepomuceno: No title.
.Tadeu Jungle: Advertising self-portraits (Autorretratos publicitários car-de-cu).
.Alice Ruiz: Fear.
.Erthos Albino de Souza: Tribute to Glauber Rocha.
.Raider: Grafito 70.
.Go: No title.
.Peter de Brito: Wear (Desgaste).
.J. Medeiros: Life para Signatari.
.Diniz Gonçalves: Itinerary (Itinerário).
.Júlio Mendonça: Language black hole (Buraco negro da linguagem).
.Thiago Rodrigues: Rhyme (Rime).
.Avelino de Araújo: Everyday sonnet.
.João Bandeira: No title.
.Vanderlei Lopes. Ephemeras.
.Décio Pignatari: Wardrobe (Guarda-roupa).
.Walter Silveira and Fernando Laszlo: Die (Objeto dado).
.Gastão Debreix: Dialogue (Diálogo).
.Fernanda Brenner: No title.
.Lenora de Barros: Family-shaped (Em forma de família).
.Edson Pfützenreuter: Lightnight (Luznoite).
.Fábio Oliveira Nunes: Volatile (Volátil).
.Regina Silveira: Latin American puzzle.
.Tiago Lafer: Dead or alive.
.Sonia Fontanezi: Digital net to Edgard Braga (Teia digital para Edgard Braga).
.Inês Raphaelian: Roseta byte.
.André Vallias: Pebble (Seixo).
.Haroldo de Campos: Of love (D’Amor).
.Felipe Martins-Paros: How to say everything in Greek (Como dizer tudo 
em grego).
.Waly Salomão: Just like Paul Valéry (Tal qual Paul Valéry).
.Augusto de Campos: Patrol (Ronda).
.Gilberto José Jorge: Kiss (Beijo).
.Walt B. Blackberry: Mamãe consolação.
.Lívio Tragtenberg: Continuities (Continuidades).
.Edgard Braga: Sunken eyes and Portrait of an old man.
.Omar Khouri and Zéluiz Valero: No title.
.Denilson Souza: No title.
.Daniele Gomes de Oliveira: Challengers (Desafiamos).
.Arnaldo Antunes: To see (Ver).
.Gerty Saruê: No title.
.Lúcio Agra: Imantagma: 5 x sign.
Julio Plaza: No title.
.Regina Vater: Before and after or Yesterday and today (Antes e depois ou 
Ontem e hoje).
.Glauco Mattoso: Tic Tac Toe or comic book.
.Omar Khouri: Readymadebutnotsomuch (readymadenemtanto).
.Paulo Miranda: Artéria 7’s logo type (inside back cover)
.Elson Fróes: No title (back cover).
147146
ARTÉRIA 8 ∞ (São Paulo: Nomuque Publishing, 2003…) 
www.nomuque.net/arteria8 . 
Digital magazine: Expandable and mutable).
>Organization: Omar Khouri and Fábio Oliveira Nunes.
>Web designer: Fábio Oliveira Nunes:
>Online since 2003.
> Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*It went online before ARTÉRIA 7 was finished and launched.
AUTHORS/COLLABORATORS.
Editorial: ‘Multiform: an arterial metamorphosis’ (‘uma metamorphose 
arterial’)
.Alckmar Luiz dos Santos and Gilberto Prado: Memory (Memória) - Hai-Kai.
.Alexandre Azeredo: Your in mine (O seu nu meu).
.André Vallias: Verse (De verso).
.Arnaldo Antunes: It grows (Cresce).
.Augusto de Campos: Pearls for Cummings (Pérolas para Cummings).
.Avelino de Araújo: Soon…? (Soon…?)
.Broccoli (Leandro Vieira and Mariana Meloni): Hello.
.Célia Mello: Eusencontroseusencontros.
.Daniele Gomes de Oliveira: Success (Êxito).
.Décio Pignatari: Chri$t is the solution.
.Diniz Gonçalves: Santos.
.Edgard Braga: Cartoonpoem (childhood poem).
.Elson Fróes: Golden keys (Chaves de ouro).
.Erthos Albino de Souza: Volat irrevocabile tempus.
.Fábio Oliveira Nunes: A question to Couchot.
.Felipe Paros: Universal language (Língua universal).
.Fernanda Brenner: False memories (Falsas memórias).
.Glauco Mattoso: Plastic and shaped sonnets (Sonetos plásticos e plasmados).
.Gregório Graziosi: Masturbation (Masturbação).
.Haroldo de Campos and Safo: Around the splendid Selene (Em torno a 
Selene esplêndida).
.Inês Raphaelian: Oroboros.
.Jorge Luiz Antônio and Regina Célia Pinto: Soon Logos (Logo Logos).
.José Lino Grünewald: Shape (Forma).
.Josiel Vieira: Instable 2060 (Instável 2060).
.Júlio Mendonça: Light-yearzoom (Zoomanosluz).
.Julio Plaza: TV.
.Lenora de Barros: See me.
.Letícia Tonon: Arteriography (Arteriografia).
.Lúcio Agra: I did not need it… (Eu não precisava…).
.Omar Guedes: No title.
.Omar Khouri: Góngora. 1582. 1990.
.Paulo Miranda: La vie en.
.Pedro Xisto: Epithalamion II (Epitalâmio II).
.Peter de Brito: Ophthalmic impressions (Impressões oftálmicas).
.Priscilla Davanzo: Kiss: a kiss… un baiser… un bacio. 
.R2 (Thiago R. and Guilherme Ranoya): Nothing x nothing (Nada x nada).
.Regina Silveira: Going down the stairs.
.Roland Campos: Cinero(p)tic (Cineró(p)tico).
.Ronaldo Azeredo: Sea Sky (Céu Mar). 
.Sílvia Laurentiz: Mobile 3 (Móbile 3).
.Sonia Fontanezi: Edgardigitalbraga.
.Tadeu Jungle: You can do anything (Tudo pode).
.Tiago Lafer: Hopscotch (Jogo de amarelinha).
.Vanderlei Lopes Powderhead.
.Villari Herrmann: shaDOws (somBRas).
.Walter Silveira: (Em breve…?) (Soon…?).
.Zéluiz Valero: No title (.).
ARTÉRIA 9 (São Paulo: Nomuque Edições, 2007).
>Circulation 1000 copies.
>19 x 28 cm. Bond paper (interior) card paper (cover); offset printing.
>Graphic design and typesetting: Vanderlei Lopes
>Cover and back cover: Work by Inês Raphaelian.
>Printing company: Pancrom.
> Launch at Casa das Rosas, São Paulo, December 15, 2007.
>Distribution: to collaborators, donations, consignation, special edition fairs. 
>It did not pay for itself and still keeps more than a half of the edition.
> Assignment of copyrights by the authors themselves or those responsible 
for it.
*The excessive caution, on the part of the editors, to avoid the transparency, 
had made it difficult to handle the magazine. 
AUTHORS/COLLABORATORS.
.Inês Raphaelian: The Art (cover and back cover).
.Luz del Olmo: 4 Haikus (inside front cover).
.Editorial (Omar Khouri and Paulo Miranda)
.Ronaldo Azeredo: Speed (Velocidade) – with comments by Omar Khouri.
.André Vallias: More translation (Tradução mais).
.Roland de Azeredo Campos: Ah Carnot.
.Décio Pignatari: 2 poems for a new land (2 poemas para uma nova terra).
.Fábio Oliveira Nunes: Nin(e) (Nov(e)).
.Gerty Saruê: Wall (Muro).
.Fernando Laszlo: No title.
.Eric Rieser: No title.
.Felipe Paros: Alfa blonde and the omega in my head (Alfa blonde e o ômega 
da minha cabeça).
.Priscilla Davanzo: Stupid enough.
.Regina Silveira: Brasil [Brazil].
.Fernanda Brenner: No title.
. Marcial, Dr. Ângelo Monaqueu and Prof. Omar Khouri: Mentula tam magna.
.Anna Barros: Nonamenameno.
.Tadeu Jungle: Woman of sand [Ralph Lauren style].
.Antonio Lizárraga: A middle-aged woman.
.Diniz Gonçalves: The margins of Venus (Margens de Vênus).
.Gil Jorge: No title.
.Júlio Mendonça: For Julio Plaza:
.Dumas: No title.
.Célia Mello: Eusencontroseusencontros.
.Daniele Gomes de Oliveira: Duchampignon.
.Edgard Braga: Object-eye (olho objeto).
.Felipe Paros: Never cry, never laugh (Jamais chorar, jamais rir).
.Erthos Albino de Souza: D’après Baudelaire.
.Elson Fróes: No title.
.Ivana Vollaro: Portuñol/portunhol.
.Gustavo Arruda: Out (Fora).
.Ivan Cardoso: No title.
.K. Kaváfis and Haroldo de Campos: Juliano and the anthiochian 
(Juliano e os antioquenses) [translation].
.Dulce Horta: New York.
.Julio Plaza: Braquebra.
.Lúcio Agra: Rock inscription of the memory or graphic Delvaux.
.Aldo Fortes: No title.
.Sérgio Monteiro de Almeida: No title.
.Tiago Lafer: Epic (Épico).
.Zéluiz Valero: Eppur si muove.
.Vinicius de Oliveira: Duchamp.
.Arnaldo Antunes: Handmade.
.Jorge Luiz Antonio: A past paper I at final pass.
.Lenora de Barros: Do not show me (Não me mostre).
.Thiago Rodrigues: Night (Noite).
.Ernane Guimarães Neto: Shape (Forma).
.Go: The minimum night that departs from each object… (A mínima noite 
que de cada objeto parte…)
.Marcos Rogério Ferraz: There are so many certainties | There are so many 
truths. (São tantas as certezas | São tantas as verdades). 
.Augusto de Campos: The typist [ready-made].
.Julio Mendonça: The place outside of the ideas (O lugar fora das ideias).
.Paulo Miranda: Do you want to go by taxi?(Quer ir de táxi?)
.Carlos Rennó: Faithful to you and my fashion (Fiel a você à minha moda).
.Glauco Mattoso: Musical sonnet.
.Peter de Brito: Self-portrait (Autorretrato).
.Alice Ruiz: Ephemeral (Efêmero).
.João Bandeira: Sweat (suor).
.Vanderlei Lopes Tree (Árvore).
.Sonia Fontanezi: Ticket (Bilhete).
.Fabiana de Barros: Culture Kiosk, NY.
.Betty Leirner and Francisco Magaldi + team: [of the movie] The kingdom, 
except for the king (O reino menos o rei).
.Alexandre Azeredo: A poem to Descartes (Poema a Descartes).
.Walter Silveira: Holiday lesson (Lição das férias).
.Regina Vater: Under the Equator (Abaixo do Equador).
.Letícia Maria Tonon: Stamp on the skin (Carimbo sobre a pele).
.Marcelo Mota: Interrogation (Interrogação).
.Fernando Angulo: Urban objects triptych (Tríptico objetos urbanos).
.Gustavo Vinagre: 2 poems (2 poems).
.Gabriel Marzinotto: 8 building frames [for Xenakis].
.Gastão Debreix: 1.5 m of poetry (inside back cover).
ARTÉRIA 10 (São Paulo: Nomuque Publishing, 2011). 
>Circulation: 500 copies.
>Notebook on bond paper, in black and white offset printing, with 8 faces 
and four-color-process. >17,5 x 25 cm. 64 pages.
>Graphic design and typesetting: Fernando Angulo and Cassiano Tosta.
>Águia printing company
>Launch at Vermelho Gallery/Tijuana Bookstore, São Paulo, May 21, 2011.
>Distribution: to collaborators, ales during the launch, donations, consig-
nation, special edition fairs. 
>It did not pay for itself, and the publisher still keeps more than a half of 
the edition.
> Assignment of copyrights by the authors themselves or those respon-
sible for it.
*Four-color-printing in offset: cover with 8 faces.
AUTHORS/COLLABORATORS.
COVER:
.Regina Silveira: Azzurro.
.Gastão Debreix: Enigma.
.Erthos Albino de Souza: Poem of the Speculatrix Muse (Poema da série 
Musa Speculatrix).
.Marcela Tiboni: in De La Tour.
.André Vallias: F. Nietzsche: On my Door (Sobre a Minha Porta) - translation 
and design.
.Peter de Brito: Mimesis (Mimese).
.Tadeu Jungle: Anguish (Angústia).
.Sonia Fontanezi: Logo Studies (Estudos para Logotipo).
INSIDE:
.Fabiana de Barros: Santa Milla (insert)
.Editorial (Omar Khouri and Paulo Miranda).
.Fernando Laszlo: Black Light (Luz Preta).
.Dumas: Kurt Schwitters interpretiert die Ursonate.
.Dr. Ângelo Monaqueu and Omar Khouri: Beauty is not everything (A 
beleza não é tudo).
.Gerty Saruê: Angles with A (Ângulos com A).
.Regina Vater: Time.
.Ezra Pound: At a subway station. Translation by Lara Werner.
.Demósthenes Agrafiotis: Definitions (Definições). Translation by Haroldo 
de Campos.
.Soraya Braz: Fruition / Urination (Fruição / Micção).
.Fábio Oliveira Nunes: Poemapart (Poemaparte).
.Alberto Oliveira: No title (from the Hagar series).
.Júlio Mendonça: No title.
.Anna Barros: Microlandscape (Nanopaisagem).
.Walter Silveira: Vocemia.
.Célia Mello: No title Borges Hotel (Hotel Borges).
.Anderson Gomes: No title.
.Rafael Trabasso: Interlingual translation 
.Aldo Fortes: No title.
.Décio Pignatari: Logogram. 
.João Bandeira: UR.
.Daniel Scandurra: Void (Vão)
.Inês Raphaelian: Amazing Amazon.
.Elson Fróes: XXX.
.Gil Jorge: Entroduction (Introduction).
.Gustavo Vinagre: sour cream recipe.
.Diniz Gonçalves: Metallic.
.Lenora de Barros: I have seen everything (Já vi tudo).
.Frederico Barbosa: The nightfall of the nymphs (O anoitecer das ninfas). 
.Arnaldo Antunes: Inversión.
.Alexandre Azeredo: Poem waiting for a song (O anoitecer das ninfas).
.Edgard Braga: Wings of the Night (Asas da Noite).
.Vanderlei Lopes: Puff of air (Sopro).
.Carlos Rennó: Got it? (Tendeu)
.Paulo Miranda: False friend (Falso cognato). 
.Daniele Gomes de Oliveira: Term sheet (Termo de compromisso).
.Ivana Vollaro: No title.
.Lúcio Agra: Eye for an eye (Olho por olho) by Haroldo de Campos.
.Cláudio Daniel: Gate seven (Portão Sete)- excerpts.
.Fernando Angulo: No title.
.Lygia de Azeredo Campos: the bodies come together (os corpos se juntam).
.Antonio Lizárraga: in the evening (de noite).
.Priscilla Davanzo: Girl of the summer (Garota do verão). 
.Vinícius Alcadipani: The cant of the ants (Canto das formigas).
.Ricardo Coelho: David and Narcissus (Davi e Narciso). 
.Felipe Paros: Ladino variations (Variações ladinas).
.Augusto de Campos: Profilogramallarmé.
.Clemente Padín: Canción de protesta nahuatl.
.Paulo de Toledo: DI(C)(V)E.
.Glauco Mattoso: Naughty young children I, II and II (Molecada malcriada 
I, II e III).
.Pipol: Garcia Hat Shop (Chapelaria Garcia).
.Gustavo Arruda: Oriki de Ifá.
.Alice Ruiz: Chest of memories (Baú de guardados).
.Marie Ange Bordas: (of the series) No patches (Sem remendo).
.Jorge Luiz Antonio: Soon logos (Logo logos).
.Julio Plaza: No title.
.Zéluiz Valero: Walter Franco.
149148
Nomuque Edições, a publishing company founded by 
Omar Khouri and Paulo Miranda 42 years ago, in 1974, has 
operated on the margins of the Brazilian publishing sector 
and has a close link to Artéria magazine, which Nomuque has 
edited since 1975.
Nomuque = using the (arm) muscles exists while there 
are works to edit; the resources are provided by the editors and 
collaborators themselves as the publishing house has never 
received any sponsorship.
This publishing activity takes place every now and then, 
because as Nomuque is a not-for-profit publishing house 
that doesn’t have corporate infrastructure, that’s the only 
way it could work: sometimes. In fact, it has happened that a 
publication was released ten years after they started printing it. 
Usually, printing is also carried out by the editors themselves, 
who, in addition to being poets, are silkscreen technicians, 
designers etc. (the few who are willing to do this kind of 
artisanal work). Therefore, Nomuque is more than a publishing 
house. It is a printing company that offers other artisanal and 
industrial printing techniques in addition to silkscreen. 
Nomuque Edições was born in Pirajuí, in the countryside 
in São Paulo state, and it was then moved to the capital, where 
it still operates. From the first group of editors-collaborators 
that included Omar Khouri, Paulo Miranda, Luiz Antônio de 
Figueiredo, Carlos Valero, and Zéluiz Valero, today only Omar 
Khouri and Paulo Miranda remain at Nomuque. Others, however, 
have joined them, making either major or minor contributions: 
Walter Silveira, Tadeu Jungle, Sonia Fontanezi, Julio Mendonça, 
Arnaldo Antunes, Fábio Oliveira Nunes. From reprography and 
mimeograph, tending towards offset and silkscreen, it has 
changed to magnetic tape (in collaboration with Carlos Valero’s 
studio, ON) and the WEB. No prejudice. No limits: shapes with 
no molds, Artéria, anthologies, independent editions of poems, 
books. From minimal editions to 1,500 copies and the undertaking 
of the enterprise Planeta, with Artéria 8 on the internet.
Nomuque Edições: as long as its editors still have 
enthusiasm.
This text was originally published in the catalog Edições 
Nomuque: 30 anos, Senac São Paulo, 2004.
least common denominator: artéria
The expression of a singular form of poetry composition, 
which flirts with all dimensions of danger, of the underground 
heroism, the oppositional senses of counterculture, even being 
the assertion of the best of do it yourself, is at the same time, 
an attitude that completely rejects everything that may be the 
worst of it. That is, in my view, the sophisticated and hard path 
of Artéria magazine.
 It is a bold foray into counterculture from the perspective of 
invention, where the traits of a “cursed” speech are not forged by 
semantics or a purely behavioral nonconformity. 
The endless nights of sweat leaned over screen printing 
platens and the hard work that resulted in such singular and 
extraordinary objects - which support themselves as pieces of art, 
each one of them, paper art,volumes, unusual shapes - are the 
practice of martial arts in poetry. With a monastic discipline, Omar 
Khouri and Paulo Miranda forged, over time, rare edifices.
Non multa sed multum. Or, according to the sentence 
posed by Nomuque’s duo: “not many things but much”. The 
Latin formula dictates the search for “essences and medullas” 
instead of a proliferating work. Under the sign of a strict aesthetic 
economy, Artéria’s creation and production practices descended 
directly from one of the aspects bequeathed by Concrete 
Poetry, especially with its self-transformation in the 60’s, when 
it abandoned the orthodoxy of the avant-garde movement and 
started opening up as a benchmark look into poetry both in Brazil 
and abroad. Other areas that encouraged the presence of the 
body, such as pop art, baroque and many other developments 
of contemporary art have spread over the subsequent decades. 
Artéria has moved somewhere close to that position, which, 
sometimes, is naively called minimalist. 
Over the years, the values of a busy and intensively 
competitive society have consigned to oblivion those who, like 
Marcel Duchamp or Ronaldo Azeredo, would produce one piece of 
work every couple of years. 
It is not about having a lot to say but saying it without saying 
much. Each edition of Artéria would take years and years to be 
produced. The hiatus between editions is surprising1. It would be 
possible to say, in each and every season, that that would be the 
last edition, but soon there was a new edition on the way.
The relative perceptible acceleration, which started in the 
21st century, was largely due to the “desktop publishing” and 
the facilities of the digital world. The latter remains an area of 
processes not results, except for the singular number 8, which 
was released before number 7, and on the internet, to represent 
the concept of infinity. A unique jewel - admirably developed by 
Fabio Fon, Artéria 8 with its design of pearls forming a circle on 
a red background – that took to the World Wide Web poems that 
were probably meant for the digital world anyway. I remember the 
specific case of Koito by Vilari Hermann that we published in 2003 
in Cortex, another of these one-edition magazines that gravitated 
around Artéria. Thiago Soares, Guilherme Ranoya and I, in a 
certain way, sought to pay homage, like others such as Corpo 
eXtranho, Código, Muda, Pólem, Navilouca, Bahia Invenção did 
throughout Brazil, sometimes with a single editorial event - as it 
was the case of de Zero à Esquerda (also by Nomuque Edições), 
Atlas, or even Kataloki. 
There was a time when the culture of economy and 
disapproval of wastage was de rigueur. Completely different 
from what we see on the poetry scene nowadays, as it is more 
and more “literary”, even in the sense that quantity is presented 
as quality. No aspiring poets would release their books before 
meditating on it and even polishing it. The radical ones, such 
as some from Artéria, have never published “books” but object-
poems that circulated in non-conventional magazines or small 
editions. It is not that Artéria – or Código – avoids poems 
containing words, but the influx of visual and sound poetry 
(such as in Balalaica) is apparent. There is a clear interest in 
the layout, an attention to every detail of the format. There are 
legendary stories of entire copies that were lost due to small 
errors in screen printing editions (such as Big Square, Artéria 6, 
a relic that I carefully keep in my collection. I attended its launch 
in the 90’s at MIS (Museum of Image and Sound), when I was not 
even friends with Omar and Paulo yet)2. 
Artéria has also revealed, in addition to its editors, Omar 
Khouri and Paulo Miranda, a whole generation of sophisticated 
non-verbal poets, who are still not much “read”. Vilari Hermann, 
Gastão Debreix, Aldo Fortes, Julio Mendonça, Sonia Fontanezi, 
Zéluiz Valero, André Vallias. It has to do with the “almost mute 
pulsation” of Ronaldo Azeredo, and in addition to featuring the 
Campos Brothers, Décio Pignatari and Arnaldo Antunes, that 
is, well-known names that appear in many other publications, 
Artéria crossed paths with Leonora de Barros, Julio Plaza, Edgar 
Braga and Erthos A. de Souza. That is, different generations that 
constellate, together with young artists, around this nucleus of 
singularities led by the tireless Walter Silveira and Tadeu Jungle, 
collaborators since forever.
In the Big Square edition (1992) we can see a photogram 
by Ivan Cardoso, a perfect visual poem, a synthesis of great part 
of his work. A cinema itself, the album-magazine still features 
“Rio” by Julio Bressane, just at the time when he was to release 
his “Taboo” (Tabu), a movie that is an icon of its German homonym 
and of Lamartine Babo’s figure, all interconnected by the vertigo 
of analogies.
From the Tape Measure Sonnet (Fita Métrica) to Artéria 
“portable hell”, a matchbox or a tape, a portfolio-folder, a label (such 
as Julio Plaza’s Arte=Verba, Artéria 2), there have been years of 
absolute pertinacity, and permanent resolution. Artéria is a flawless 
diamond, polished over decades, with carefully aligned edges.
Finally, I would like to mention the graffiti by Walter P. 
Blackberry, which appeared in several editions amid rigorous 
orthogonality exercises, suggesting a synthesis, the same 
that was found in many of Haroldo de Campos’ compositions: 
“monadic concentration and proliferating chaos”. Or yet: total 
adhesion to production independence and complete refusal of 
disarray, sloppiness, and self-indulgent weakness. Medulla and 
bone, undoubtedly.
1 Numbers 1, 2 and 3 were published annually in 1975, 76 and 77, respectively. Balalaica and Artéria 4 (ARTERIAIV) in 1979 
and 80. Zero à Esquerda in 81. There was a long hiatus and then we had number 5 (Ghost) and number 6 (Biq Square) the following year, 
92. Another long hiatus, then number 8 in 2003, number 7 in 2004, number 9 in 2007 and number 10 in 2011. The editors have already 
announced that this irregularity will be maintained.
2 Thanks to Omar Khouri I could make a correction regarding this launch. When reading the previous version of this text, 
published in Circuladô magazine’s dossier (number 4, March 2016 http://casadasrosas.org.br/centro-de-referencia-haroldo-de-campos/
revista-circulado) and dedicated to Artéria magazine, Omar warned me that it was Artéria 5 and not Artéria 6 that was launched at 
MASP, as I had written. Artéria 6 was launched at MIS, when there was still a branch of aogosto augusta bookstore there.
on the margins of the brazilian publishing sector
nomuque edições
150
john cage has shown that to keep a commitment we have to acknowledge 
discontinuity
nexus: publyk bathroom
artéria’s poetry is not concrete poetry is not visual poetry it doesn’t bear the 
name of that but the eleven editions of the magazine are filled with this 
comprehensive commitment to our interdependence with everything that 
touches us that 60 years ago was named verbivocovisual
whatfor to live? no one will do it for us we understand the past as we do, 
now, what has to be done
turn
around
about
turn
is there any qualified person or institution that can affirm the kind of poetry that 
should be made now? or is it about affirming to which past the current poetry 
should be committed? or can we understand that certain ways of making poetry 
were/are more able to discontinue the commitments to what was/is around you
can they read (,) the contemporaries? 
artéria’s poets are not led at cautious steps by the commitment to a blank page 
to a book to the desire to publish a book every two years to the 
need to build an identity through a perceptible internal coherence found in the 
recurrent occurrence of certain themes and meansof expression 
to the WORK
the different formats and media that different editions of the magazine have 
adopted are a hyperbolic and natural demonstration of its commitment to 
discontinuity
sign of the signs,
I don’t stay – I pass by 
the awareness of having nothing: poetry
omar khouri and paulo miranda have always called works the art of the 
participants of the magazine regina silveira (who is called plastic artist), 
tadeu jungle (who is called videomaker and poet), andré vallias (who is called 
poet and designer), among many others, have submitted their works 
aren’t they poems? it’s hard to predict the future of that
if language and the world can’t physically coincide in the same place, different 
kinds of language can intermix and interpenetrate
they are not the same answers because new questions are being asked 
every edition of artéria is an anthology of im/possible answers
poetry using the muscles (no muque)
153152
 Artéria magazine, if I am not mistaken, emerged in 
1975. I had contact with Omar Khouri and Paulinho Miranda, 
the two creators of the publication, a year before that. They 
approached Haroldo de Campos, Décio Pignatari and I, due to 
an affinity between our projects. We shared an interest in poetry 
in the context of new media1. It was called intersemiotics at 
that time and expressed primarily through the means that were 
available, still on paper or in books, but aiming at new possible 
vehicles for poetry. 
We launched the Concrete Poetry movement, Haroldo, 
Décio and I, among other participants, in 1956 at São Paulo 
Museum of Modern Art. We had been publishing, since 1952, 
something that looked like a magazine, Noigandres. Actually, 
it was not quite a magazine; it was a magazine-book, or 
properly speaking, a compendium of our poetic production. 
The first books by Haroldo and Décio, published in 1950 by 
Clube de Poesia (Poetry Club), were O Auto do Possesso (Act 
of the Possessed) and Carrossel (Carrousel). The following 
year, we were no longer part of the Club, as we did not agree 
with the orientation of the Generation of '45. My first book, O 
Rei Menos o Reino (The King Minus the Kingdom; 1951), for 
example, was published entirely at our expense. 
Noigandres came precisely from this need to publish 
our poetic productions together. The first edition came out 
in 1952; the second in 1955; the third in 1956, already with 
Concrete Poetry as subtitle; and other two numbers in 1958 
and 1962. It was the beginning of the history of an unusual 
magazine, which marked an epoch by bringing out our poems 
during this period. 
In 1962, another magazine emerged. It was released 
simultaneously with the last number of Noigandres. This 
one in the strictest sense of the term Invenção (Invention). 
The contributions in this magazine were more diverse, as we 
decided to open up to other tries and side projects that were 
not necessarily related to concrete poetry. I think that it 
has created, in those young artists who came to us, a desire 
to publish their works in this type of magazine dedicated 
especially to experimental poetry. 
magazines in a tidal wave (pororoca)
Omar Khouri has a theory that was published in the 
form of a book, Revistas na Era pós-verso (Magazines in the 
Post-Verse Era - Atelier Editorial, 2003), where he conducts a 
comprehensive study on this period when many magazines 
with the same experimental perspective emerged. He quotes, 
as far as I recall, on the porch, a phrase from Paulo Leminski 
in which he says that the best poetry of that time was the one 
made in these experimental magazines2. 
The first magazine to appear in the 70’s was Código, on 
February 1974 in Bahia. It was run by both Erthos Albino de Souza, 
a precursor of digital poetry in Brazil, and Antonio Risério, a young 
poet that was 20 years old at the time. Afterwards, there were the 
magazines Polem, from Rio de Janeiro, run by Duda Machado, 
who was somewhat connected to the group from Bahia, and 
finally, Navilouca, which had one single number; it was created 
by Torquato Neto and Waly Salomão and released on December 
1974. Then, there was a confluence of poets that resulted, among 
other things, from the contact with the poetic and musical group 
Tropicália. 
I think that the contact I made with that group, which was 
bringing a new language to popular music, Caetano, Gil, Torquato 
and others, contributed to the existence of a very special 
confluence of artistic interests and avant-garde practices among 
those who were making top-notch poetry in the 50’s and 60’s, 
and those who emerged mostly out of the popular music but had 
other references as well. 
Paulo Leminski, in a letter addressed to Antonio Risério in 
1974, spoke of this encounter that suddenly moved the Brazilian 
poetry project from the Rio-São Paulo axis to São Paulo-Salvador’s, 
a phenomenon that he called pororoca (tidal wave). 
We met Leminski when he was 18 to 19 years old. He had 
gone to a congress, the National Week of Vanguard Poetry, in Belo 
Horizonte, without being invited; he did so because he wanted to 
meet the poets. And when I came back from this symposium, 
from this meeting of poets, he stayed at my house. He spent the 
whole night reading The Cantos (1915-1962), by Ezra Pound. That 
was how the contact between Leminski and the group of concrete 
poets began, especially with me, with whom he had the closest 
relationship. Leminski considered himself practically a disciple of 
the concrete poets. 
Suddenly, Caetano and Gil, who belonged to the same 
generation as Leminski, appeared in the art world, and received 
a lot of our attention. We would defend them while they were 
being attacked by everyone else. Leminski then wrote this letter 
to Risério and, at some point, he said: “when Augusto turned to 
Bahia, I had a comprehension crisis, then I understood it, and 
then came the pororoca”. That is, there had been a deviation that 
he found productive and interesting, this unprecedented meeting, 
a subtle literary and poetic interchange that no longer came from 
the classic São Paulo-Rio de Janeiro axis, and that established an 
unexpected connection with Bahia. 
Décio would say at end of his life: “movements move”. I 
believe that it was precisely in the midst of these movements 
of the 1970’s that a brilliant response to all of this was given: 
Artéria magazine.
the circulation of poetry
Poetry has never been very popular. Young poets have 
always had difficulties having their works published, so they 
end up financing their editions themselves. This is a common 
denominator. However, in our case, there was an aggravating 
factor: Concrete Poetry met with great resistance from Brazilian 
intellectual circles, universities and even newspapers, as it was a 
very new kind of poetry that abolished or at least relativized the 
use of normal discursive syntax, giving preference to a more visual 
language. Poems that were visually organized in typographic 
designs, for example, were hardly ever published in newspapers. 
So, the resistance from both university and conventional groups 
was considerable. The kind of poetry that we made had to find a 
way on the margins of the society to circulate. 
My first book to be published by a commercial publisher 
was Viva-vaia (Long-live Boo), in 1979. I was 48 years old. Before 
that, I published particularly in author’s editions, including 
Poemóbiles (Poemobiles - 1974) and Caixa Preta (Black box - 
1975), together with Julio Plaza. The first of us, in the Concrete 
Poetry group, to have a book published was Haroldo, Xadrez de 
Estrelas (Chess of Stars), which was released in 1976. In the 70's, 
I was a frequent visitor to Duas Cidades bookstore, located in 
the center of São Paulo. I would alwaystake the author's books 
and magazines that we produced to be sold there. It was a way to 
make the publications circulate when they were not distributed 
from hand to hand. The truth is that great part of these magazines 
were given away and not sold. 
I would visit the bookshop very often, and then one day, 
after realizing that there was some interest on part of the clients, 
the owner proposed that Teoria da Poesia Concreta (Theory 
of Concrete Poetry) be republished, as it had also been printed 
solely as an author's edition. I remember that, worried with the 
impracticability of publicizing our poems, I proposed that he edit 
Décio’s first book. Décio was four years older than me. None of 
my books had been edited as well, but I thought Décio should go 
first, considering that Haroldo managed to have his book edited 
by Perspectiva in 1976. So, I proposed a deal: we agreed to edit 
Theory of Concrete Poetry if they edited Décio’s book. And so it 
was: Poesia Pois é Poesia (Poetry, that’s it, Poetry) came out in 
1977, just before my Viva Vaia (Long-live Boo). Look: If I was 
48 years old at the time, Décio was more than 50. Imagine, all 
this time to get our first poetry book published by a commercial 
publisher! By these examples, we can realize how difficult the 
circulation of this kind of poetry was. 
In addition, the author’s editions we produced were small. 
For example, Noigandres number 1 was limited to 300 copies. 
Number 2, because of the poems that were reproduced in up to 
6 colors, was limited to 100 copies, of which half a dozen was 
damaged. The typesetting was manual and registration problems 
made some copies impracticable. So, few people have had access 
to it. Number 5, Antologia (Anthology) was the only to have 1000 
copies, that in 1962.
Magazines like Artéria were the ones that welcomed us. 
They could have chosen to publish young authors’ works only. 
But there was a great affinity between our literary projects. We 
were welcomed by those magazines and our entire production 
flowed through them. That was very important to us and also to 
our work. There was no space for us in newspapers, some things 
were accepted by Estado de São Paulo literary supplement, and 
we had, for a certain period in the year of 1960 (from January 
1960 to February 26, 1961), a weekly page in Correio Paulistano, 
but, in general, it was hard to disseminate our production. It really 
flowed, in large part, through magazines like Artéria. 
internet era
Both the digital language and the tools provided by 
computers have placed in the hands of poets everything 
we imagined in the 1950’s. There was this introduction to 
Poetamenos (Minuspoet;1953), a collection of poems that I 
started producing on a typewriter with colored carbon paper, 
etc. At the time, I thought: “when will we have the instruments 
that movies have, those lights…?”, and I imagined poems in large 
letters throughout the city, etc. But we did not have anything 
like that at our disposal. So, we tried to model the future. Try to 
imagine that, we did not even have color television. There was 
online the cinema, and we dreamed about it. We would never 
imagine, at that point, the revolution that computers would bring. 
Artéria has adapted to this new reality and sought to benefit 
from it, producing a number in digital language (Artéria 8, 2003). 
All of this is important but I think that too little is 
invested in creativity in this digital area. In literature, there is 
a whole dialectic process that is hard to follow, especially for 
contemporaries. It is difficult to make a precise or even fair 
evaluation but I believe that we have seen a regression in the 
production of these experimental magazines. In two decades, the 
tide began to ebb, the language became more moderate, more 
normative, mostly because of what was called post-modern, a 
literarily imprecise expression that many times is more retro-
modern than post-modern. It seems to me that there has been an 
attempt to escape the more problematic languages that venture 
into paths not yet taken. It is always more comfortable to work 
composing beautiful poems, nice pieces of art in a well-known 
territory. I think there has been a certain regression to a more 
conservative poetry. Even in the most recent magazines. There 
are interesting high-level magazines but they are more eclectic; 
they do not have that passion for poetic adventures. These are 
more resigned magazines. Very well-produced, but I do not see 
the practice or the will to follow new directions.
The internet, today, ends up being practically a refuge 
for poets. Currently, I publish only on the internet. We have 
Cronópios (Cronopio), Musa Rara (Rare Muse), Zunái, which are 
poetry and literary magazines that host the new productions 
on the web. And perhaps the boldest of them, Errática (Erratic), 
run by André Vallias, who is very active figure in the practice of 
new languages. 
Almost all of my latest poems have been published on 
the internet, inside those magazines. Many of the poems from 
my latest book Outro (Other; Perspectiva, 2015) were originally 
published on the web, some of them with digital animations. I 
thought of producing a CD-ROM, but those have also become 
obsolete, so I abdicated the idea and simply indicated, at the end 
of the book, the link to the poems having corresponding digital 
animations. I put many of them directly on YouTube, as I say in 
one of my poems, bringing Mallarmé to the present, and bringing 
myself to the present - in the series Tvgrama (1988), in which I 
made a joke: Ah mallarmé (...) everything exists to end up on tv. 
Now, there is the erratum, the Tvgrama 4 erratum: Ah mallarmé 
(...) you will never have a sub, now everything exists to end up 
on youtube.3 
invention as a project
In all stages of the technological development, the adoption 
of techniques, such as silk screen, holography, or even video, has 
always been defined by the project. Perhaps emphasized by the 
attitude of the concrete poetry group, its sequence or its lineage 
1 Theorized by Marshall McLuhan, the concept of new media advocated the expansion of the book format considering the influx of 
new technologies, such as television, electroacoustics and computer graphics. 
2 “Magazines are the masterpieces of Brazilian poetry”. Paulo Leminski, 1982. 
3 Refer to: http://www.erratica.com.br/opus/98/index.html
about Artéria
augusto de campos
155154
has turned especially to the interest in new languages. But there 
are other ways to compose poetry, this is not the only one, on 
the contrary, most poetry works are produced in more subjective 
terms. People want to express their emotions, and sometimes they 
achieve beautiful results but lack the will to explore new paths. I 
think it is a kind of poetic attitude. 
Ezra Pound has classified poets into different types: 
inventors, who are those concerned with new languages; masters 
and diluters, who write more or less in the language of their 
period. It does not mean that one is better than the other, but 
everyone longs to be either a master or an inventor, right? Mário 
Faustino, who was a great poet and intellectual of my time, 
would humorously say that he wanted to be a master; concrete 
poets chose to be inventors, but he had no intention to be one. 
He wanted to be a master; however, if he had to be a diluter, he 
wanted to be a useful diluter!
 I think it is all a matter of project. I cannot say why, but it 
seems to me that this ideology, the willingness to seek experimental 
forms of expression was more associated with the groups in São 
Paulo that derived from the Concrete Poetry movement, which, 
in turn, was preceded by another great adventure, that of the 
modernists of 1922, led by Oswald de Andrade. A certain anti-
tradition movement was establishedin São Paulo and reflected 
in Bahia thanks to the innovative popular music group. Tropicália 
and the concrete poets faced a similar dilemma: producing 
new things at the cost of general incomprehensibility or not 
producing anything. The passion for pursuing new formats, even 
unacceptable and combatted ones. I think that it all comes as a 
matter of project: you either have it or you do not. You may even 
do good things but they will not have this inventive character. The 
language itself is available to everyone and it accepts any kind of 
production. But the language that engages in exploring unknown 
regions of poetry is a matter of preference. I prefer it. 
poems published in artéria
I would always leave my latest and supposedly better 
productions to Artéria. I would only submit unpublished material. 
Great part of the poems was published for the first time in these 
experimental magazines, especially in Artéria. 
The poem Profilogramallarmé (2009), for example, was not 
published until Artéria 10, the same with my French anthology, 
which was compiled by Jaques Donguy and published when I 
turned 80, in 2011. In fact, I did not have anywhere to publish it, as 
I do not have access to newspapers. Now that I published my new 
book Outro (Other; Perspectiva, 2015) and won an international 
prize (Pablo Neruda Ibero-American Poetry Prize), they may 
eventually publish one of my works. 
Despite the many years of literary and poetic work, 
newspapers do not invite me to publish poems, especially now 
that the sections dedicated to literature are shrinking and 
shrinking. Nowadays, they are more about entertainment, very 
little about literature and even less about poetry. Until the 1990’s 
we had publications such as Folhetim, a tabloid, with its last 
page reserved to poetry. They use to come to my house to get 
the poems, sometimes colored ones, on their final layout and 
then publish them. Many poems that were objects of controversy, 
such as Poema bomba (Bomb poem;1983) or Pós-tudo (Post-
everything;1984), were first published in newspapers, but that is 
no longer possible.
With respect to these experimental magazines, I was 
not consulted and I did not participate in the organization of 
any of them, it was just with Qorpo Estranho (1976-1982) that 
something strange happened. When they invited me, Julio Plaza 
and Regis Bonvicino, I did not want to participate in the magazine. 
I thought that I would be much in evidence and I am very strict 
when it comes to poetry. I do not even like my poetry, so it is hard 
to like other people’s poetry. I ended up being a kind of consultant 
and produced some numbers with Julio from beginning to end. 
But I have never taken part in Artéria’s production, I would 
only send my contributions and trust the youngsters. As soccer 
players say nowadays: I would give my best! And they would 
organize the party. 
I felt entirely familiar with it; I was part of that family! 
Everything interested me. I remember with great admiration of 
particularly different numbers, such as Zero à Esquerda (Leading 
Zero, 1981), which was published outside of Artéria - it was not 
numbered as an edition of Artéria – and it consisted in a box 
with loose poems. I remember its spectacular launch; it was a 
happening!
My memory may do many people an injustice, but the poem 
that comes right to my mind when I think of Artéria is the tape 
measure sonnet by Paulinho Miranda (Sonnet, 1975, published in 
Artéria 2, 1976). This is one of the hits, no doubt about it! But 
there are many of them; everything that came out would interest 
me, it was part of my artistic life, everything was connected.
 dialogue and continuity
I believe that what happened here in São Paulo with Artéria, 
Qorpo Estranho and other magazines disseminating this kind of 
experimental poetry was a very particular phenomenon that has 
not yet been fully understood. In the end, what emerged on the 
surface was the poetry that became known as marginal poetry, 
in which people would use the mimeograph machine to print 
books and sell them in bars. It was an easier, more vulgar poetry 
that would not face new language problems. It became popular 
and esteemed among university sectors. The first anthology of 
the marginal poets, 26 poetas hoje (26 poets today; 1976) was 
released in PUC-RJ (Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro) 
by Professor Heloisa Buarque de Holanda. I have never seen an 
avant-garde movement being launched by a university, I mean, it 
was suspicious enough. But that was the poetry that was esteemed 
by the Establishment. In general, it was a very conservative poetry 
from an aesthetic point of view.
Artéria was something else: its experimentation was 
radical. I think that the role these magazines played as promoters 
of new languages and cutting-edge projects has not yet been 
fully understood. Many times Artéria strayed from the traditional 
book format, investing in different media to present its poems, 
such as a box of loose poems, unusual writing styles and even 
cassette tapes. Two numbers of Artéria (Balalaica, 1979, and 
Artéria IV, 1980) had sound productions, with emphasis on vocal 
experiences. It was something completely new being done with 
poetry and sound. 
These more experimental poetry magazines would not 
last long, in general. Sometimes, they had a single number, as it 
was the case of Navilouca or Polem. Artéria was one of the few 
magazines that managed to survive over time. And in the midst 
of great difficulties. I remember that they would made serigraphs 
in an apartment… I do not know how they could do it! It was an 
activity that required great abnegation and generosity, which were 
characteristics of all these magazines. 
When producing a magazine, instead of fighting for your 
name in particular, for your work as an individual, you leave it open 
to the competition of other artists, many times at the cost of your 
own work. That was the case of Erthos Albino de Souza, who has 
never had a book published, for example. He would finance and 
publish books by other artists. 
I would say that this dialogue with young artists was very 
important to us. It made it possible for us to intellectually survive 
for decades. Because the access to major means of publication 
has always been hard. It was easier to publish poetry translations 
than new poems. Especially because there were cases in which 
a special graphic work was indispensable, even for ordinary 
newspapers or journals. So, it was precisely this dialogue with 
the magazines that was essential to the continuity of our poetry 
work. With it, we could begin a creative dialogue and, for a long 
time, these magazines have been the first vehicle of publication 
for new poems. 
It is really surprising and exceptional that Artéria has 
survived and is still active. A work that is carried out graciously 
more for love of a cause than anything else. I think Artéria 
belongs to this noble lineage of magazines, such as Código 
and many others that actually walk on a parallel route, on the 
margins. Especially Artéria that is still alive after 40 years! 
There is even the promise of a number 11, if I am not mistaken! 
I do not remember how many numbers Código has published; 
12 I think… We are certainly going to get there! We are going to 
get to number 13, I suspect.
 
São Paulo, July 24, 2015. 
Interview given to Bruna Callegari for the documentary “40 
years of Artéria". Lygia de Azeredo Campos, Omar Khouri, Rafael 
Buosi and Lorena Pazzanese were present at the interview. 
Augusto de Campos is a poet, translator, essayist, 
literary and music critic. He was born in 1931, in São Paulo, 
and published his first book of poems, O Rei Menos o Reino, 
in 1951. The following year, together with Décio Pignatari and 
his brotherHaroldo de Campos, he launched the magazine 
Noigandres that initiated the international movement of 
Concrete Poetry in Brazil. Most of his poems were assembled 
in Viva Vaia (1979), Despoesia (1994) and NÃO (with a CDR of 
his clip-poems, 2003). Other important works are Poemóbiles 
(1974) and Caixa Preta (1975), collections of object-poems in 
partnership with the graphic artist and designer Julio Plaza. 
His latest book, O Outro, was launched in 2005.
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President of the Republic
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Finance Minister
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President of CAIXA
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Cummings: não-tradução 2, anos 70 1970’s
Adesivo a partir de serigrafia, 320 x 22 cm
Silk-screen die-cut sticker 
Publicado em Published in Artéria 6, 1992
CURADORIA OMAR KHOURI E PAULO MIRANDA
DE 14 DE MAIO A 17 DE JULHO DE 2016
TERçA A DOMINGO, DAS 9H àS 19H
As obras pertencem às coleções:
 
Espaço Líquido
Fernando Laszlo
ICCo– Instituto de Cultura Contemporânea
Lenora de Barros
Omar Khouri
Paulo Miranda
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 Centro
São Paulo/SP CEP 01001-001
Terça a domingo, das 9h às 19h
Prefira transporte público
Entrada Gratuita
Acesse www.caixacultural.gov.br
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Curta facebook.com/CaixaCulturalSaoPaulo
A Caixa está junto com o Brasil no combate 
ao mosquito. #ZIKAZERO
Visitas monitoradas
Transporte gratuito para escolas 
e instituições públicas.
Agendamento e informações: 
(11) 3321-4400
as praias, as preias, as peias, as teias, as eias, as ei, as as, as asas
Samira Chalhub
As praias 
Anos 70 1970’s
Impressão digital a partir 
de serigrafia 
Digital printing
Publicado em Published in 
Zero à Esquerda, 1981

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