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REFORMA PROTESTANTEREFORMA PROTESTANTE A Reforma Protestante foi um movimento religioso que aconteceu na Europa, século XVI, fomentado por razões políticas e religiosas. O movimento teve como principal líder Martinho Lutero, um monge alemão, que por meio de 95 teses fez várias críticas à Igreja Católica e ao Papa. Naquele período, o principal embate acontecia entre a Igreja e Estado Monárquico. A primeira tese possuía domínio espiritual sobre o povo e detinha um certo controle administrativo dos reinos, que eram desejados pelos reis. Como forma de garantir o “direito divino dos reis’, os governantes cobiçavam o poder espiritual e ideológico pertencentes à Igreja e ao Papa. Além de desejarem cobrar tributos feudais. A burguesia também começou a incomodar-se com alguns ideais do catolicismo. Por exemplo, a usura (empréstimos com juros) era considerado um pecado pela Igreja, que também era contra o acúmulo de bens e o lucro. Quem também estava descontente com a Igreja era a população, cansada dos abusos da Igreja e da sua falta de propósito. Como os mosteiros e bispados ocupavam grandes terras, em muitos casos os superiores religiosos vivam às custas dos camponeses. A Reforma Protestante teve que enfrentar várias ameaças, entre elas a revolta dos camponeses e dos anabatistas e os conflitos causados pelos humanistas, que juntamente com Erasmo de Roterdão se separaram de Lutero. Apesar de tudo isso, entre 1520 e 1530 a Reforma se impôs e causou várias mudanças nos regimos eclesiásticos. Muitos grupos protestantes que eram ameaçados pelo imperador Carlos V se uniram em 1531, e por isso o imperador acabou por declarar a liberdade religiosa. A contra-reforma, ou reforma católica, foi a resposta da Igreja Católica em relação à Reforma Protestante, que ocorreu nos séculos XVI e XVII. A Reforma Protestante forçou a Igreja Católica a tomar medidas, e o Concílio de Trento foi o principal instrumento de reorganização do catolicismo. Este concílio foi instituído por Pio V e Gregório XIII e teve como objetivo reavivar a fé através de uma restruturação da disciplina religiosa. Através da contra-reforma a igreja católica conseguiu reconquistar alguns territórios que tinha sido "perdidos" para os reformistas protestantes.