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lOMoARcPSD|12007598 
 
 
Sebenta III 
Contabilidade Financeira I (Universidade da Beira 
Interior) 
https://www.studocu.com/en-us/document/universidade-da-beira-interior/contabilidade-financeira-i/sebenta-iii/18169057?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=sebenta-iii
https://www.studocu.com/en-us/course/universidade-da-beira-interior/contabilidade-financeira-i/4306033?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=sebenta-iii
https://www.studocu.com/en-us/course/universidade-da-beira-interior/contabilidade-financeira-i/4306033?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=sebenta-iii
lOMoARcPSD|12007598 
Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 1 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR (UBI) 
FACULDADE CIÊNCIAS SOCIAS E HUMANAS (FCSH) 
DEPARTAMENTO DE GESTÃO E ECONOMIA (DGE) 
CURSO: (1466) 1.º CICLO EM ECONOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEBENTA II: CLASSE 2 (continuação) 
 
 
UNIDADE CORRICULAR: (12 077) Contabilidade Financeira I 
DOCENTE 
 ANA PAULA MATIAS GAMA 
 
(Em construção) 
 
Classe 2: Clientes, Vendas, IVA, Sistemas de inventário e sistemas de 
custeio 
 
3.1. Introduçao 
3.2. Vendas e prestações de serviços 
 3.2.1. Vendas a crédito 
 3.2.2. Vendas com desconto de pronto pagamento fora da fatura 
 3.2.3. Prestação de serviços com desconto comerciais na fatura 
 3.2.4. Venda a um cliente residente noutro estado-membro 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 2 
 
 
 
 3.2.5. Venda com devolução parcial 
 3.2.6. Venda com desconto comercial concedido fora da fatura 
 3.2.7. Titularização de dívidas 
 3.2.7.1. Saque e pagamento 
 3.2.7.2. Saque e desconto 
 3.2.7.3. Saque, desconto, recambio e novo saque 
 3.2.8. Adiantamentos de clientes 
 3.2.8.1. Adiantamento de clientes sem preço fixado 
 3.2.8.1. Adiantamento de clientes com preço fixado 
 3.2.9. Factoring 
 3.2.9.1. Factoring com recurso 
 3.2.9.2. Factoring sem recurso 
 3.2.10 DDiferenças cambiais de clientes 
 3.2.10.1. Diferença cambial na liquidação da dívida 
 3.2.10.2. Diferença cambial à data de relato 
 3.2.11 Imparidade e reversões 
 3.2.11.1 A Perda por imparidade da dívida do cliente 
 3.2.11.2 Reversão de uma perda por imparidade 
 
 
3.1. Introdução 
Clientes 
As notas de enquadramento do SNC referem que na conta 21 - Clientes devem estar 
reconhecidos "os movimentos com os compradores de mercadorias, de produtos e de serviços". 
As questões que se levantam relativamente às operações com clientes são: 
• A mensuração inicial da dívida, isto é, a quantia a considerar no momento da transação, 
pelo uso do método do custo ou custo amortizado; 
• A titularização da dívida; 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 3 
 
 
 
 
• As dívidas que são envolvidas numa operação de factoring; 
• Os adiantamentos recebidos (com e sem preço fixado); 
• As diferenças cambiais que surjam por transações em moeda estrangeira; 
• O reconhecimento de perdas por imparidade e reversões - mensuração subsequente. 
 
Note-se que devido às exigências de divulgação da NCRF 5 - Divulgação de partes 
relacionadas, a conta 21 Clientes encontra-se subdividida em clientes gerais, cliente 
empresamãe, subsidiárias, associadas, empreendimentos conjuntos e outras, sendo de 
reconhecer as transações que ocorram com este tipo de entidades na conta respetiva, sempre 
que estas se encontrem na qualidade de clientes da entidade. 
 
21 – Clientes 
211 Clientes c/c 
2111 Clientes gerais 
2112 Clientes – empresa-mãe 
2113 Clientes –empresas subsidiárias 
2114 Clientes – empresas associadas 
2115 Clientes –empreendimentos conjuntos 
2116 Clientes – outras partes relacionadas 
… 
212 Clientes – títulos a receber 
2121 Clientes gerais 
2122 Clientes – empresa-mãe 
2123 Clientes – empresas subsidiárias 
2124 Clientes – empresas associadas 
2125 Clientes – empreendimentos conjuntos 
2126 Clientes – outras partes relacionadas 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
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3.2. Vendas e prestações de serviços 
As dívidas de clientes, seja por venda de inventários ou pela prestação de serviços, 
caracterizam-se por serem um ativo financeiro. 
O §5 da NCRF 27 define ativo financeiro, entre outras, como qualquer ativo que seja "um 
direito contratual de receber dinheiro ou outro ativo financeiro de outra entidade." Assim sendo, 
o reconhecimento e mensuração das dívidas de clientes enquadra-se no âmbito da NCRF 27 - 
instrumentos Financeiros. 
De acordo com esta norma, as dívidas de clientes podem ser mensuradas ao custo ou ao 
custo amortizado menos qualquer perda por imparidade (alínea a do §11 da NCRF 27). 
Nota: NCRF – Norma Contabilística de Relato Financeiro. 
 
3.2.1. Vendas a crédito 
Ao dia 5 de Janeiro de N, a entidade Douro, Lda encomendou-nos 5.000 unidades da 
mercadoria X ao preço unitário de 1,50€, que seguiram de imediato para o cliente. Para o efeito, 
ao dia 5 de Janeiro foi emitida a fatura nº 1.199, estando as mercadorias sujeitas a IVA à taxa 
normal. 
 
 
Sociedade de Revenda, Lda Factura n.º 1.199 
Lisboa S/NIF: 500 000 201 Cliente 
 Douro, Lda 
Data: 5 Jan N Lisboa S/NIF: 500 000 112 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
MX Mercadoria X 5,000 1.50 € 7,500.00 € 23% 
 
Condições de pagamento: Pagamento a 60 dias. 
 
Sub-total s/IVA 7,500.00 € 
IVA 1,725.00 € 
Valor total 9,225.00 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
 Processado por computador 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
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Problemática 
Esta resolução incide sobre o reconhecimento e mensuração do activo financeiro - dívida do 
cliente. 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 20 - §§9,10 NCRF20-§14 NCRF 27 - 
§11 a), §12 a) e §14 a) 
§ 12.2 §12.4 §17.7 a) 
O §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro peio custo. 
Contabilização: 
Diário - 05 de Janeiro de N - Venda de mercadorias 
________________________________5/1/N______________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
Nota: O ativo financeiro proveniente desta transação pode ser mensurado ao custo ou custo 
amortizado menos perdas por imparidade (§ 11 e 12 da NCRF 27). Atendendo as condições 
da transação utilizou-se o método do custo menos perdas por imparidade. 
Apontamento Fiscal 
Na data da transmissão dos bens fica o sujeito passivo de IVA obrigado à liquidação do 
imposto (alínea a do n.º l do CIVA). O cliente fica então devedor da quantia referente à venda 
e do IVA exigido (pela fatura nº 1.199), de acordo com o art. 16º CIVA. 
Nota: CIVA – Código do Imposto Sobre o Valor Acrescentado. 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
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3.2.2.Vendas com desconto de pronto pagamento fora da fatura 
Ao dia 15 de Janeiro de N, a entidade Tejo, Lda encomendou à entidade Revenda, Lda, 3.000 
unidades da mercadoria K que é vendida ao preço unitário de 2,00€ (sujeitas a IVA à taxa 
normal). Para o efeito, aos dias 15 de Janeiro foi emitida a fatura n.º 1.200, com a observaçãode que se a entidade Tejo, Lda efetuasse o pagamento até 30 dias seria concedido um desconto 
de pronto pagamento de 2,5%. 
Sociedade de Revenda, Lda Factura n.º 1.200 
Lisboa S/NIF: 500 000 201 Cliente 
 Tejo Lda 
Data: 15 Janeiro N Lisboa S/NIF: 500 000 112 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
MX Mercadoria X 3,000 2.00 € 6,000.00 € 23% 
 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 60 dias. O pagamento a 30 dias 
concede um desconto de 2.5%. 
Sub-total s/IVA 6,000.00 € 
IVA 1,380.00 € 
Valor total 7,380.00 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
 Processado por computador 
 
Sabendo que o cliente Tejo, Lda efetuou o pagamento a 5 de Fevereiro, proceda ao tratamento 
contabilístico das operações acima descritas. 
Problemática 
Esta resolução está relacionada com o reconhecimento, mensuração e desreconhecimento do 
ativo financeiro (divida do cliente). 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 20 - §§9,10 
NCRF20-§14 
NCRF 27 - §11 a), . §12 a) e §14 a) 
§12.2 
§12.4 
§ 17.7 a) 
a) 0 §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 7 
 
 
 
 
Contabilização Diário 
15 de Janeiro de N - Venda ao cliente Tejo, Lda 
_____________________________________15/1/N______________________________ 
 
 
 
 
 
 
5 de Fevereiro N - Pagamento do cliente com desconto de pronto pagamento 
_____________________________________05/2/N______________________________ 
 
 
 
 
 
 
 2.50% 
Ao efetuar a venda de mercadorias, se esta transação satisfizer todos os requisitos do §14 da 
NCRF 20 - Rédito, deve a entidade reconhecer o rédito proveniente desta, pelo justo valor da 
retribuição a receber, tendo em conta os descontos comerciais e de quantidade concedidos pela 
entidade (§9 e 10 da NCRF 20). 
 
3.2.3 Prestação de serviços com desconto comerciais na fatura 
Ao dia 15 de Março de N, a entidade Serviços, Lda emitiu a fatura n.º 1.200 pela 
prestação do serviço X, a qual incluía um desconto comercial de 3%. Ao valor acordado da 
prestação de serviços deve ser acrescido IVA à taxa normal. Proceda ao tratamento 
contabilístico correspondentes aos factos acima apresentados. 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
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Serviços, Lda Factura n.º 1.200 
Lisboa S/NIF: 500 000 101 Cliente 
 Sociedade X, Lda 
Data: 15 Março N Lisboa S/NIF: 500 000 100 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
PSI Prestação Serviços X 1 25,000.00 € 3% 24,250.00 € 23% 
 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 60 dias. 
Sub-total s/IVA 24,250.00 € 
IVA 5,577.50 € 
Valor total 29,827.50 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
 Processado por computador 
 
Problemática 
Esta resolução está relacionada com o reconhecimento e mensuração inicial do ativo 
financeiro (dívida do cliente), tendo em consideração que o desconto concedido está 
explícito na fatura. 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 20 - §§9,10 
NCRF 20-§20 
NCRF 27 - §11 a), §12 a)e do §14 a) 
§12,2 
§12.7 
§ 17.7 a) 
a) O §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro peio custo. 
 
 
Contabilização Diário 
15 de Janeiro X – Prestação de serviços 
_____________________________________15/3/N______________________________ 
 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
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Ao proceder à mensuração do ativo financeiro (dívida do cliente) deve ser considerado que 
o desconto concedido está explícito na fatura, logo o ativo financeiro será mensurado 
inicialmente, tendo em conta aquela redução (desconto comercial), o que não aconteceria se 
este desconto constasse em nota de crédito (o ativo financeiro seria reduzido posteriormente). 
No que diz respeito à mensuração da prestação de serviços (conta 72), se esta transação 
satisfizer todos os requisitos do §14 da NCRF 20 - Rédito, deve a entidade reconhecer o rédito 
proveniente desta pelo justo valor da retribuição a receber, tendo em consideração os 
descontos comerciais e de quantidade concedidos pela entidade (§9 e 10 da NCRF 20). O rédito 
da prestação de serviços é reconhecido quando estiverem satisfeitas as condições do §20 da 
NCRF 20, o qual considera que o rédito associado à transação deve ser reconhecido com 
referência à fase de acabamento. Neste sentido, o rédito é reconhecido na sua totalidade nesse 
mesmo período, uma vez que a prestação de serviço esta concluída. 
 
3.2.4 Venda a um cliente residente noutro estado-membro 
Em 5 de Janeiro de N, a entidade Espanhola encomendou à entidade Alentejo, Lda 1.000 
unidades da mercadoria Y que é vendida ao preço unitário de 1,50€. Para o efeito, ao dia 7 de 
Janeiro foi emitida a fatura n.º 1.209. Proceda ao tratamento contabilístico correspondente aos 
factos acima descritos. 
 
 
Alentejo, Lda Factura n.º 1.209 
Évora: S/N NIF: PT 500 000 111 Cliente 
Espanhola, 
 Lda 
Data: 7 Janeiro N Badajoz S/NIF: ES 400 000 444 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 10 
 
 
 
MY Mercadoria Y 1,000 1.50 € 0% 1,500.00 € 0% 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 60 dias. 
Sub-total s/IVA 1,500.00 € 
IVA 
Valor total 1,500.00 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
 Processado por computador 
 
Problemática 
Esta resolução está relacionada com a venda de mercadorias a um cliente espanhol, pelo que 
deve ser tido em consideração a mensuração do ativo financeiro (dívida do cliente) e o 
tratamento do IVA. 
 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 20 - §§9,10 
NCRF 20-§14 
NCRF 27 - §11 a},) §12 a e §14 a) 
§ 12.2 
§12.4 
§ 17.7 a) 
a) O §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
Contabilização Diário 
7 de Janeiro - Venda de mercadorias a um cliente residente em Espanha 
_______________________________________7/1/N______________________________ 
 
 
 
Apontamento Fiscal 
A operação apresentada acima enquadra-se, em sede de IVA, no conceito de transmissão 
intracomunitária de bens, estando isenta do imposto ao abrigo do nº l do art. 14º do R.I.T.I.. 
Nota: R.I.T.I. – Regime de Iva de Transmissões Intracomunitárias 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 11 
 
 
 
 
3.2.5 Venda com devolução parcial 
A sociedade de Revenda, Lda vendeu em 28 de Abril N, ao seu cliente Gama, Lda 2.000 
unidades da mercadoria K ao preço unitário de 7,00€, conforme N/Fatura n.º 1.567. 
Contudo a 30 de Abril, o cliente verificou que 500 unidades daqueles inventários estavam 
danificadas à entrada do seu armazém, pelo que procedeu à devoluçãodas respetivas unidades 
(Nota de Crédito - NCR n.º 15). Proceda ao tratamento contabilístico dos factos acima descritos. 
 
Sociedade de 
Revenda, Lda Factura n.º 1. 567 
Lisboa S/NIF: 500 
000 201 Cliente 
 Gama, Lda 
Data: 28 Abril N Lisboa: S/NIF: 500 000 114 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
MK Mercadoria K 2,000 7.00 € 0% 14,000.00 € 23% 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 60 dias. 
Sub-total s/IVA 14,000.00 € 
IVA 3,220.00 € 
Valor total 17,220.00 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
 Processado por computador 
 
Problemática 
A resolução dos factos descritos anteriormente incide sobre a mensuração, quer do ativo 
financeiro (dívida do cliente), quer do rédito previamente reconhecido. Deverá ainda ser tido 
em consideração os efeitos do IVA incidente sobre as referidas transações. 
 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 20 - §§9,10 
NCRF 20-§14 
NCRF 27 - §11 a), §12 a) e §14 a) 
§12.2 
§12.4 
§ 17.7 a) 
lOMoARcPSD|12007598 
Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 12 
 
 
 
a) o §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
Contabilização 
28 de Abril de N - Venda de mercadoria K 
____________________________________28/4/N______________________________ 
 
 
 
 
 
 
Sociedade de 
Revenda, Lda N/Crédito n.º 15 
Lisboa S/NIF: 500 000 
201 Cliente 
 Gama, Lda 
Data: 30 Abril N Lisboa: S/NIF: 500 000 114 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
MK Mercadoria K 500 7.00 € 0% 3,500.00 € 23% 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 60 dias. 
Sub-total s/IVA 3,500.00 € 
IVA 805.00 € 
Valor total 4,305.00 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
Processado por 
 computador 
 
 
30 de Abril de N - Devolução das mercadorias vendidas 
_____________________________________30/4/N______________________________ 
 
 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 13 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apontamento Fiscal 
O imposto subjacente a uma devolução de mercadorias pode ser regularizado no âmbito do 
art. 78º Regularizações do CIVA. Note-se que é referido pelo art. 29 º deste código que, sempre 
que o valor tributável de uma operação seja alterado, deve ser emitido uma fatura ou documento 
equivalente que corresponda à alteração efetuada. 
 
3.2.6 Venda com desconto comercial concedido fora da fatura 
A Sociedade de Revenda, Lda emitiu, em 15 de Abril de N, a Nota de Crédito n.º 189 
sobre o cliente Epsilon, Lda. relativa a um desconto de quantidade de 5% que incide sobre a 
venda efetuada em 5 de Abril de N de 2.000 unidades da mercadoria K ao preço unitário de 
7,00€ (Fatura n.º 1.876). Proceda ao tratamento contabilístico correspondente aos factos 
acima descritos. 
 
 
Sociedade de 
Revenda, Lda N/Crédito n.º 189 
Lisboa S/NIF: 500 000 201 Cliente 
 Epsilon, 
 Lda 
Data: 15 Abril N Lisboa: S/NIF: 500 000 104 
CL Designação QDE Pu %Des Valor IVA 
Desconto concedido de 5% 
DESC sobre a fatura n.º 1876 1 700.00 € 0% 700.00 € 23% 
 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 60 dias. 
Sub-total s/IVA 700.00 € 
IVA 161.00 € 
Valor total 861.00 € 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
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Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 14 
 
 
 
Processado por 
 computador 
 
Problemática 
Nesta resolução deve ser tido em consideração as alterações à quantia escriturada do 
activo financeiro devido ao desconto concedido fora da fatura. NCRF especificamente 
aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 20 - §§9,10 
NCRF20-§14 
NCRF 27 - §11 a), §12 a) e §14 a) 
 §12.2 
 §12.4 
§ 17.7 a) 
a) O §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
 
Diário 
15 de Abril de N - Desconto concedido 
_____________________________15/1/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
for anulada a operação ou reduzido o seu valor tributável em consequência de invalidade, 
resolução, rescisão ou redução do contrato, pela devolução de mercadorias ou pela concessão 
de abatimentos ou descontos, o fornecedor do bem ou prestador do serviço pode efetuar a 
dedução do correspondente imposto até ao final do período de imposto seguinte àquele em que 
Apontamento Fiscal 
O nº 2 d o art. 78º d o CIVA diz que " se depois de efetuado o registo referido no artigo 45.º 
lOMoARcPSD|12007598 
Contabilidade Financeira I 
 
Departamento de Gestão e Economia (DGE) Page 15 
 
 
 
 
se verificarem as circunstâncias que determinaram a anulação da liquidação ou a redução do 
seu valor tributável", sendo explicitado no n.º 5 deste mesmo artigo que "quando o valor 
tributável de uma operação ou o respetivo imposto sofrerem retificação para menos, a 
regularização a favor do sujeito passivo só pode ser efetuada quando este tiver na sua posse 
prova de que o adquirente tomou conhecimento da retificação ou de que foi reembolsado do 
imposto, sem o que se considera indevida a respetiva dedução." 
 
3.2.7 Titularização de dívidas 
Def: A titularização de uma dívida por uma letra dá ao credor uma garantia suplementar, 
permitindo que possa ser endossada a uma instituição de crédito, possibilitando assim o 
recebimento da quantia em dívida antecipadamente ao seu vencimento, ainda que sujeito a 
suportar os gastos inerentes a esta operação (exceto quando os gastos são debitados ao cliente, 
o que geralmente se verifica). 
As letras enquadram-se no conceito de títulos a receber, dando o saque origem à 
movimentação da conta 212 Clientes – títulos a receber. 
As questões que se levantam nesta temática relacionam-se com o reconhecimento do: 
• saque efetuado ao cliente; 
• endosso que possa surgir em virtude de entrega da letra ao banco; 
• reforma da letra; 
• recâmbio da letra. 
 
3.2.7.1 Saque e pagamento 
À data de 20 de Janeiro de N, a entidade Delta, Lda por sua própria iniciativa efetuou o saque 
n.º 12 ao cliente Alfa, Lda a 60 dias no valor de 3.000,00. O cliente efetuou o pagamento da 
letra no dia 20 de Março. 
Problemática 
Esta resolução envolve o tratamento contabilístico da emissão da letra e a sua "regularização" 
por pagamento do cliente. 
 
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NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27 - alínea a) do §11, alínea a) do §12 e 
alínea a) do §14 
§ 17.7 a) 
a) O §17,7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração desce tipo de instrumento financeiro peio custo. 
 
Contabilização 20 de Janeiro de N - Saque ao cliente 
_____________________________20/1/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
20 de Março de N - Pagamento do cliente 
_____________________________20/03/N_____________________________ 
 
 
_____________________________//_____________________________3.2.7.2 Saque e desconto 
À data de 20 de Janeiro de N a entidade Sacadora, Lda efetuou o saque n.º 15 ao cliente 
Sacado, Lda a 60 dias, no valor de 5.000,00. No dia 25 a Sacadora efetuou o desconto desta 
letra no Banco Jota, nas seguintes condições: taxa de juro (i) = 5%; imposto (y) = 2 %; outras 
despesas (D) = 45,00€. Em 30 de Janeiro a entidade sacadora emite a Nota de Débito n.º 156 
sobre a Sacado, Lda relativa aos encargos do desconto. Proceda ao tratamento contabilístico 
correspondente aos factos acima apresentados. 
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Problemática 
Nesta resolução deve ser considerada a reclassificação da dívida pelo saque que foi efetuado 
ao cliente (sacado). Posteriormente a letra foi colocada a desconto no banco Jota, o que resulta 
em encargos para a entidade emissora (Sacadora). 
NCRF especificamente aplicáveis 
 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27 - §11 a), §12 a) e §14 a) §17.7 a) 
O §17,7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE apenas 
permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
 
 
Contabilização 25 de Janeiro de N – Saque da letra 
_____________________________20/01/N_____________________________ 
 
 
 
A entidade decidiu proceder ao desconto da letra no Banco Jota, reconhecendo nesta altura 
todos os encargos bancários inerentes a esta operação em resultados, sendo estes posteriormente 
debitados ao cliente. 
_____________________________25/01/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Os encargos bancários com o endosso da letra são o resultado do seguinte somatório: Juros 
+ imposto + outras despesas. Os juros são calculados pela seguinte fórmula: Juro (J) = VN * i 
* (N + 2) 
365 
 
30 de Janeiro de N - Nota de Débito sobre o cliente relativa aos encargos da letra 
_____________________________30/01/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
Após o saque da letra, a entidade descontou a letra no banco, o que resulta em encargos 
bancários. Estes encargos bancários são inicialmente reconhecidos como gastos da entidade, 
contudo, devem posteriormente ser desreconhecidos e debitados ao cliente. 
 
3.2.7.3 Saque, desconto, recambio e novo saque 
À data de 3 de Fevereiro de N foi efetuada uma venda ao cliente Alfa, pela qual foi emitida 
a nossa fatura n.º 1.664, no valor total de 123.000,00€, com saque de uma letra a 90 dias e 
despesas a pagar pelo cliente (Nota de débito n.º 123). 
Passados 5 dias, por uma questão de liquidez, teve lugar o desconto da letra ao banco Jota, 
nas seguintes condições: taxa de juro (i) = 6,5%; imposto (y) = 4 %; outras despesas (D) = 
16,00€. Na data de vencimento, o cliente Alfa não liquidou a letra, tendo esta sido devolvida. 
As despesas com o recâmbio da letra ascenderam a 35,00€. 
Após negociações com o cliente ficou acordado um pagamento de 60.000,00€ (reforma de 
50% da letra inicial) e ainda a emissão de uma nova letra a 60 dias, pela parte restante da dívida 
e com os encargos incluídos no valor nominal da nova letra no valor de 768,00€. Tendo em 
conta as informações anteriores, proceda ao tratamento contabilístico de acordo com o SNC. 
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Problemática 
Neste caso a problemática provém da reclassificação da dívida do cliente, do desconto 
efetuado junto do banco Jota e ainda a reforma da letra, sendo posteriormente emitida uma nova 
letra. 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27 - alínea a) do §11, alínea a) do §12 e 
alínea a) do §14 
§ 17.7 a) 
a) O §17,7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração desce tipo de instrumento financeiro peio custo. 
 
 
Contabilização 
03 de Fevereiro N - Venda de mercadorias ao cliente 
_____________________________3/02/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
03 de Fevereiro N - Saque da letra 
_____________________________3/02/N_____________________________ 
 
 
 
08 de Fevereiro de N- desconto da letra 
Os encargos bancários com o desconto da letra são o resultado do seguinte somatório: Juros + 
Imposto + outras despesas. 
_____________________________8/02/N_____________________________ 
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Os juros são calculados pela seguinte fórmula: 
Juro {J) = VN * i * (N + 2) 
365 
 
10 de Fevereiro de N- débito dos encargos ao cliente 
_____________________________10/02/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05 de Maio de N - Recâmbio da letra descontada 
_____________________________5/05/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
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Nota: A não liquidação da letra pelo cliente, resulta num retorno desta dívida à conta de 
clientes c/c e no pagamento ao banco pelo adiantamento efetuado (aquando do desconto). Pelo 
retorno desta quantia a entidade incorre em encargos bancários de 35,00. 
05 de Maio de N – Imputação dos encargos com recâmbio ao cliente 
_____________________________5/05/N_____________________________ 
 
 
Encargos com recâmbio 
_____________________________5/05/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
O cliente Alfa renegociou com a entidade a reforma da letra e assumiu os encargos que resultaram da não 
liquidação da primeira letra emitida. 
 
05 de Maio de N - Pagamento do cliente de 50% do dívida 
_____________________________5/05/N_____________________________ 
 
 
 
05 de Maio de N – Imputação dos encargos com o não pagamento da letra inicial 
_____________________________5/05/N_____________________________ 
 
 
 
05 de Maio de N - Saque da nova leira com encargos incluídos 
_____________________________5/05/N_____________________________ 
 
 
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3.2.8 Adiantamentos de clientes 
 
Os adiantamentos de clientes podem ser de duas naturezas: adiantamentos sem preço fixado 
e adiantamentos com preço fixado, atendendo à qualificação dos adiantamentos em monetários 
ou não monetários. 
Apontamento fiscal 
Seja para os adiantamentos com preço fixado ou sem preço fixado, no que diz respeito ao 
IVA, de acordo com a alínea c) do art. 8.º do CIVA o imposto torna-se exigível se a transmissão 
de bens ou prestação de serviços derem lugar ao pagamento, ainda que parcial, antes da emissão 
da factura, nos termos do art. 8º do CIVA: 
Artigo 8.º Exigibilidade do imposto em caso de obrigação de emitir fatura 
1 - (...), sempre que a transmissão de bens ou prestação de serviços dê lugar à obrigação de 
emitir uma fatura ou documento equivalente, nos termos do artigo 29º, o imposto torna-se 
exigível: 
a) Se o prazo previsto para a emissão de fatura ou documento equivalente for respeitado, no 
momento da sua emissão; 
b) Se o prazo previsto para a emissão não for respeitado, no momento em que termina; 
c) Se a transmissão de bens ou a prestação de serviços derem lugar ao pagamento, aindaque 
parcial, anteriormente à emissão da fatura ou documento equivalente, no momento do 
recebimento desse pagamento, pelo montante recebido, sem prejuízo do disposto na alínea 
anterior. 
Assim sendo, quando a entidade regista o adiantamento de um cliente, fica obrigada à 
liquidação do imposto, sendo a situação regularizada num momento posterior. 
 
3.2.8.1 Adiantamento de clientes sem preço fixado 
A data de 15 de Setembro de N a Gráfica Imprime, Lda recebeu do seu cliente Sociedade 
Livro, Lda um montante de 1.500,00€ por forma assegurar a impressão de 10.000 livros. Nesta 
data, não foram definidos com exatidão o nº de páginas dos livros. 
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No final do mês de Setembro foi realizada impressão dos mesmos, tendo sido emitida a 
fatura n.º 1.009 pelo total de 4.612,50€ (IVA incluído à taxa normal). 
 
Problemática 
Os adiantamentos de clientes podem ser com preço fixado ou sem preço fixado. Neste 
sentido, em termos de reconhecimento, existe uma distinção clara a efetuar em termos de código 
de contas, utilizando-se a conta 218 quanto o preço não é fixado e a conta 276 quando o 
preço é fixado. 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27 - alínea a) do §11, alínea a) do §12 
e alínea a) do §14 
 § 17.7 a) 
a) 0 §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
 
Contabilização: 
15 de Setembro N - Adiantamento do cliente 
_____________________________15/09/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
20 de Setembro - Prestação de serviço 
_____________________________20/09/N_____________________________ 
 
 
 
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20 de Setembro de N - Regularização do adiantamento 
_____________________________20/09/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.2.8.2 Adiantamento de clientes com preço fixado 
À data de 21 de Outubro de N a Sociedade de Revenda, Lda recebeu do seu cliente Alfa, Lda 
uma encomenda de 2.000 unidades da mercadoria Y. Após nossa confirmação da encomenda, 
o cliente Alfa, Lda efetuou um adiantamento de 738,00€. 
A 25 de Outubro de N foi realizada a venda da mercadoria, tendo sido emitida a fatura n.º 
1.010 no valor de 1.845 euros (IVA à taxa normal). 
 
1 de Outubro - Adiantamento do cliente 
_____________________________21/10/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
23 de Outubro - Venda da mercadoria 
_____________________________25/10/N_____________________________ 
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25 de Outubro - Regularização do adiantamento efetuado 
_____________________________25/10/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
3.2.9 Factoring 
3.2.9.1 Factoring com recurso 
Definição: 
O factoring é uma atividade que permite às entidades aderentes receber as quantias em dívida 
dos seus clientes através do recurso a uma outra entidade que, por sua vez, antecipa os 
recebimentos. Esta atividade consiste na aquisição das dívidas por parte de uma entidade 
financeira, o factor, à qual os aderentes cedem as dívidas que os seus clientes constituíram. 
Uma operação de factoring envolve três intervenientes: 
i) a entidade aderente, ii) o fator e iii) o devedor. O fator e a entidade aderente são as 
entidades que dão início às operações futuras, sendo o devedor informado do contrato que 
aquelas duas entidades formaram envolvendo o seu pagamento futuro. 
O financiamento através de factoring envolve a cedência das dívidas da entidade aderente, a 
qual pode ser efetuada "com recurso" ou "sem recurso" por parte da fator. 
Um contrato de factoring com recurso permite ao fator, caso não receba a quantia do devedor 
no prazo de recebimento estipulado, exigir da entidade aderente a liquidação daquela quantia. 
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Verifica-se então que a dívida que foi enviada pela entidade aderente para desconto é devolvida 
(devolução da fatura). 
Se o contrato for sem recurso, então o fator assume a totalidade do risco de incobrabilidade 
da dívida, ou seja, verifica-se a transmissão do risco de crédito da entidade aderente para o 
fator. Nesta modalidade, os encargos com a operação de financiamento são superiores uma vez 
que o fator assume um maior risco. 
Exemplo: 
A entidade Aderente, Lda apresenta a 1 de Novembro de N na sua conta de clientes gerais 
tinha uma dívida do cliente Jota, Lda que ascende ao montante de 50.000,00€. Decidiu nesta 
data ceder esta dívida à entidade Factor, S.A. acordando uma operação de factoring com 
recurso, tendo a Jota, Lda sido informada desta. 
As condições subjacentes a esta operação são as seguintes: 
 Comissão de cobrança 0,030% 
 Taxa de juro anual + Spread 5,52% 
 Taxa de juro equivalente diária 0,01% 
A 7 de Novembro de N a entidade Factor, S.A. adiantou à Aderente, Lda 70% da dívida 
cedida, tendo o remanescente sido entregue no final deste mês. 
Note-se que incide imposto do selo sobre a comissão de cobrança e sobre os juros (4% 
conforme tabela geral do imposto do selo), e ainda sobre o crédito concedido (0,04% conforme 
tabela geral do imposto do selo). 
Problemática: 
Esta resolução implica o reconhecimento do financiamento e dos gastos associados, bem 
como eventual pormenorização da conta de clientes. 
 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27 - §11 a), do §12 a) e §14 a) § 17.7 a) 
a) 0 §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
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01 de Novembro N - Transferência da dívida de clientes c/c para clientes em Factoring 
_____________________________1/11/N_____________________________ 
 
 
 
 
Nota: 
Para o reconhecimento na conta de clientes e de financiamentos obtidos não existe uma 
subconta tipo código de contas ficando ao critério de cada entidade criar uma subconta 
apropriada às suas necessidades. 
 
07 de Novembro - Adiantamento de 70% do fator 
_____________________________7/11/N_____________________________ 
 
 
 
 
 70% 
30 de Novembro N– Recebimento dos restantes 30% e reconhecimento dos encargos como 
financiamento 
_____________________________30/11/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notas: 
* Neste momento, no pagamento do fator são descontados os encargos subjacentes ao 
financiamento. 
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*Destes encargos fazem parte os juros, a comissão de cobrança e o imposto do selo. *Uma vez 
que neste financiamento houve um adiantamento de 70%, é sobre este montante que incidirá a 
taxa de juro, tendo em conta o período que decorreu entre o adiantamento e o final do 
financiamento (23 dias). 
* Cálculo dos juros: 35.000,00 x 0,01% x 23 = 80,50€. 
*A este valor foi acrescido o imposto do selo: 80.5 x 4% = 3,22€. 
Os juros e respetivo imposto de selo foram reconhecidosem Juros suportados / Juros de 
financiamentos obtidos (conta 6911), 
* Os Outros gastos e perdas (6981), estes dizem respeito à comissão de cobrança na 
percentagem de 0,3% que incida sobre a quantia cedida ao factor (0,03% x 50.000,00)=15€; 
* Ao imposto de selo incide a comissão de cobrança de (0,04% x 15,00=0,006€). 
* Esta conta engloba também o imposto do selo sobre crédito concedido, leia-se sobre o 
adiantamento, que totaliza a quantia de 14,00€ (0,04% x 35,000€). 
 
30 de Novembro N– Regularização do financiamento obtido 
_____________________________30/11/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
Comentário à resolução 
Assume-se que a dívida do cliente, apesar de ainda existir, já não deve estar reconhecida na 
conta corrente, mas sim numa subconta específica para o efeito (que cada entidade deve criar 
consoante as suas necessidades), por exemplo a conta 2141 Clientes - Em factoring - Clientes 
gerais. É ainda de referir que de acordo com as necessidades de divulgação prescritas na NCRF 
5, a conta 214 Clientes em factoring deveria ser subdividia em: 
2141 Clientes gerais 
2142 Clientes - empresa-mãe 
2143 Clientes - empresas subsidiárias 
2144 Clientes - empresas associadas 
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2145 Clientes - empreendimentos conjuntos 
2146 Clientes - outras partes relacionadas 
Neste sentido, considera-se ainda pertinente criar uma subconta na conta 251 
Financiamentos obtidos - Instituições de crédito e sociedades financeiras, como a 2514 
Factoring, por forma a relevar o financiamento obtido daquele tipo de entidades. 
 
3.2.9.2 Factoring sem recurso 
A entidade Aderente, Lda apresenta a 1 de Novembro de N na sua conta de clientes gerais 
uma dívida do cliente Jota, Lda que ascende ao montante de 20.000,00€. Decidiu nesta data 
ceder esta dívida à entidade Factor, S.A., acordando uma operação de factoring sem recurso, 
tendo a Jota, Lda sido informada desta cedência. 
As condições subjacentes a esta operação incluem juro no montante de 2.080,00€ e comissão 
de cobrança de 120,00€ (ambas as quantias incluem imposto do selo). 
 
Problemática 
A questão que se coloca no factoring sem recurso é o desreconhecimento da dívida que deixa 
de permanecer no ativo da entidade e o reconhecimento dos gastos inerentes a esta operação 
de financiamento. 
 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
a) do §11, alínea a) do §12 e alínea a) do §14 §17.7 a) 
O §1,7.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
01 de Novembro de N - Recebimento do fator 
_____________________________01/01/N_____________________________ 
 
 
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Na modalidade de factoring sem recurso, a entidade aderente deixa de ter qualquer tipo de 
passivo, pois o fator assume o risco de não pagamento na sua totalidade. Por este motivo os 
gastos inerentes a esta operação de financiamento sem recurso são superiores do que se fossem 
com recurso. 
A adesão à modalidade de factoring sem recurso garante à entidade aderente o recebimento 
do ativo financeiro (a dívida do cliente), podendo assim proceder ao seu desreconhecimento. 
 
3.2.10 Diferenças cambiais de clientes 
Os efeitos que surgem por via de alterações em taxas de câmbio são tratados de acordo com 
a NCRF 23 - Os efeitos de alterações em taxas de câmbio. Assim sendo, de acordo com o §3 
desta norma (âmbito), a mesma deve ser aplicada na contabilização de transações e saldos em 
moedas estrangeiras. As questões que se levantam são: 
i) com a (s) taxa (s) de câmbio a usar e ; ii) com o relato dos efeitos das alterações nas taxas 
de câmbio nas demonstrações financeiras" (§2). 
A transação efetuada em moeda estrangeira (como a venda de inventários ou a prestação de 
serviços) deve ser: 
i) inicialmente registada aplicando a taxa de câmbio correspondente à data da transação 
(§20 e 21 da NCRF 23); 
ii) data em que lívida é liquidada pelo cliente; iii) 
 data do relato; 
em que podem as taxas de câmbio serem diferentes da taxa de câmbio que foi aplicada no 
reconhecimento inicia (§27 da NCRF 23). 
 
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3.2.10.1 Diferença cambial na liquidação da dívida 
O cliente British, Ltd tinha em dívida um saldo de £25.576,00 referente a uma venda de 
mercadoria (máquina de produção da série X) efetuada em condições normais de crédito à data 
de 15 de Agosto de N. Na data da transação o câmbio era de £0,8879 (1€ = £0,8879). 
 
Sociedade de 
Revenda, Lda Factura n.º 1786 
Lisboa S/NIF: 500 Lisboa S/NIF: 500 
000 201 000 110 Cliente 
 
 British,Ltd 
Data: 15 Agosto N Cambridgen: S/NIF:UK 400 000 002 
CL Designação QDE Pu £ %Des Valor IVA 
 Máquina de produção 
MSX em série 1 £25,576.00 0% £25,576.00 0% 
 
Transmissão de bens isentas de IVA nos termos do art. 14,º 
do RITI 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 30 dias. 
Sub-total s/IVA £25,576.00 
IVA 
 £ 
 - 
Valor total £25,576.00 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
Processado por 
 computador 
 
A 20 de Setembro desse ano o cliente pagou a sua dívida através do envio do cheque nº 
11001 no valor de £25.576,00. Nesta data o câmbio era de £0,8799. 
Proceda ao reconhecimento contabilístico dos factos apresentados, tendo em consideração 
que os câmbios são apresentados na ótica do banco. 
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Problemática 
Na resolução deste caso, há que considerar que estamos perante uma transação estrangeira, pelo 
que a problemática incide sobre o reconhecimento de diferenças cambiais data da liquidação da 
entidade. 
 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 23 - Alínea a do §23 e §27 Alínea a do §15.3 e §15.4 
 
 
15 de Agosto N- Venda ao cliente British 
_____________________________15/8/N_____________________________ 
 
 
20 de Setembro N - Recebimento da dívida do cliente e reconhecimento da diferença cambial 
_____________________________20/09N_____________________________ 
 12 Depósitos à ordem 29 066.94 € 
a Diverss 
 Recebimento 
a 
7887 Diferenças de câmbio favoráveis 261.89 € 
 
a 2111 Clientes gerais 28 805.05 € 
 0.8879 
3.2.10.2 Diferença cambial à data de relato 
A entidade Lisboa, Lda (cuja atividade incide no comércio a retalho de sabonetes) mantém 
estreitas relações comerciais com algumas entidades pertencentes ao mercado inglês. 
No final do mês de Outubro de N a Lisboa recebeu uma encomenda do seu cliente London, 
Ltd para 20.000 unidades do seu sabonete Cleaner, que é vendido ao preço unitário de £2,00. 
Em 15 de Novembro foi emitida a fatura nº 1.788 referente à venda efetuada. 
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Lisboa, Lda Factura n.º 1.788 
Lisboa S/NIF: 500 000 Lisboa S/NIF: 500 000 
201 110 Cliente 
 London Ltd 
Data: 15 Novembro N London: S/NIF:UK 400 000 002 
CL Designação QDE Pu £ %Des Valor IVA 
 
SC 2 Sabonete Cleaner 20,000 £ 2.00 0% £40,000.00 0% 
Transmissão de bens isentas de IVA nostermos do art. 14,º do RITI 
Condições de pagamento: 
Pagamento a 90 dias. 
Sub-total s/IVA £40,000.00 
IVA 
 £ 
 - 
Valor total £40,000.00 
Observação: Os bens e serviços constantes deste documento foram postos à disposição nesta data. 
Processado por 
 computador 
 
 
Dados: 
À data de relato (31 Dezembro de N) estas dívidas persistiam nas contas da entidade Lisboa. 
Os câmbios nas datas referidas eram os seguintes (ótica do banco): 
Datas Compra Venda 
15-11 0,89990 0,88764 
 
31-12 0,89746 0,88487 
 
Os valores apresentados representam o valor de 1€ em unidades de moeda. Dando como 
exemplo a cotação de compra de notas GBP, o valor de 1€ é £0,89990. Proceda de acordo com 
os factos apresentados. 
Problemática 
Uma vez que estamos perante uma transação denominada em moeda estrangeira, a 
problemática incide sobre o reconhecimento de diferenças cambiais à data do relato da entidade. 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
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NCRF 23 - Alínea a do §23 e §27 Alínea a do §15.3 e §15.4 
 
15 de Novembro N – Venda ao cliente 
_____________________________15/11/N_____________________________ 
 
 
 
 
 0.8999 
31 de Dezembro N - Reconhecimento do diferença cambial favorável relativa à dívida do 
cliente 
_____________________________31/12/N_____________________________ 
 
 
 
 
 
b) E se os câmbios à data de relato fossem os seguintes (ótica do banco): 
Data Compr a Venda 
31-1 0,9001 0,89987 
 
Os valores apresentados representam o valor de 1€ em unidades de moeda. 
 
31 de Dezembro N - Reconhecimento da diferença cambial desfavorável para a dívida do 
cliente 
_____________________________31/12/N_____________________________ 
 
 
 
 
 0.9001 
3.2.11 Imparidade e reversões 
Uma entidade à data de relato deve, para os ativos financeiros que estejam mensurados ao 
custo ou custo amortizado, deve efetuar testes de imparidade aos mesmos (§23 da NCRF 
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27). 0 §24 desta norma identifica algumas possíveis situações que sejam evidência objetiva de 
que um ativo financeiro está em imparidade. Se existir uma evidência objetiva de imparidade, 
a entidade deve reconhecer uma perda por imparidade na demonstração de resultados. 
De acordo com aquele parágrafo são "dados observáveis que chamem a atenção ao detentor 
do ativo sobre os seguintes eventos de perda: 
a) Significativa dificuldade financeira do emitente ou devedor; 
b) Quebra contratual, tal como não pagamento ou incumprimento no pagamento do juro 
ou amortização da dívida; 
c) O credor, por razões económicas ou legais relacionados com a dificuldade financeira do 
devedor, oferece ao devedor concessões que o credor de outro modo não consideraria; 
d) Torne -se provável que o devedor irá entrar em falência ou qualquer outra reorganização 
financeira; 
e) O desaparecimento de um mercado ativo para o ativo financeiro devido a dificuldades 
financeiras do devedor; 
f) Informação observável indicando que existe uma diminuição na mensuração da 
estimativa dos fluxos de caixa futuros de um grupo de ativos financeiros desde o seu 
reconhecimento inicial, embora a diminuição não possa ser ainda identificada para um 
dado ativo financeiro individual do grupo, tal como sejam condições económicas 
nacionais, locais ou sectoriais adversas." 
 
As perdas por imparidade são reconhecidas em contas de resultados (§23), nomeadamente 
na conta 65 Perdas por imparidade, sendo a contrapartida uma conta associada ao ativo (que 
reduzam a sua quantia escriturada), que no caso da dívida dos clientes corresponde à conta 219 
Perdas por imparidade acumuladas. 
 
Em termos de mensuração, de acordo com o §27 da NCRF 27, a quantia da perda por 
imparidade a reconhecer deve corresponder à diferença entre a quantia escriturada e, 
a) o valor presente (atual) dos fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juro 
original efetiva do ativo financeiro, quando o método de mensuração do mesmo é o 
custo amortizado, ou 
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b) a melhor estimativa de justo valor do referido ativo, quando o método de 
mensuração do mesmo é o custo . 
 
3.2.11.1 A Perda por imparidade da dívida do cliente 
A 31 de Dezembro de N, o saldo em dívida do cliente Beta, S.A, é de 5.000,00€. Sabe-se 
nesta data que esta entidade encontra-se em processo de falência, apesar do tribunal não ter 
ainda declarado sentença. 
Problemática 
À data do relato uma entidade deve avaliar a existência de imparidade em todos os ativos 
financeiros que estejam mensurados ao custo ou ao custo amortizado. 
 
NCRF especificamente aplicáveis 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27 - §11 a), §12 a), §14 a), NCRF 27 - 
§§23 e 24 
§17.7 a) §§17.11 e 17.12 
a) O §17,7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
31 de Dezembro N- Reconhecimento da perda por imparidade 
_____________________________31/12/N_____________________________ 
 
 
 
O facto do cliente estar em processo de falência é indicativo de que a dívida a receber pode 
não ser recuperada, logo deve ser reconhecida uma perda por imparidade na totalidade da dívida 
(§24 da NCRF 27). Uma dívida só deve ser considerada incobrável e consequentemente ser 
desreconhecida quando existe certeza que a dívida não será recuperada. 
Apontamento Fiscal 
 Em termos fiscais, a alínea a) do art. 35º do CIRC (19) refere que podem ser deduzidas 
para efeitos fiscais as perdas por imparidade "contabilizadas no mesmo período de 
tributação ou em períodos de tributação anteriores as relacionadas com créditos resultantes da 
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actividade normal que, no fim do período de tributação, possam ser considerados de cobrança 
duvidosa e sejam evidenciados como tal na contabilidade." 
 
De forma mais específica, o art. 36º referente a perdas por imparidade em créditos 
refere que: 
"1 - Para efeitos da determinação das perdas por imparidade previstas na alínea a) do nº 1 do 
artigo anterior, consideram-se créditos de cobrança duvidosa aqueles em que o risco de 
incobrabilidade esteja devidamente justificado, o que se verifica nos seguintes casos: 
a) O devedor tenha pendente processo de insolvência e de recuperação de empresas ou 
processo de execução; 
b) Os créditos tenham sido reclamados judicialmente; 
c) Os créditos estejam em mora há mais de seis meses desde a data do respetivo vencimento 
e existam provas objetivas de imparidade e de terem sido efetuadas diligências para o seu 
recebimento. 
2 - O montante anual acumulado da perda por imparidade de créditos referidos na alínea c) do 
número anterior não pode ser superior às seguintes percentagens dos créditos em mora: 
a) 25 % para créditos em mora há mais de 6 meses e até 12 meses; 
b) 50 % para créditos em mora há mais de 12 meses e até 18 meses; 
c) 75 % para créditos em mora há mais de 18 meses e até 24 meses; 
d) 100 % para créditos em mora há mais de 24 meses." 
 
3.2.11.2 Reversão de uma perda por imparidade 
A 31 de Dezembro de N, a entidade apresentava o saldo de 10.000,00€ na sua conta 
corrente, o qual já venceu há 14 meses. A conta 219 Perdas por imparidade acumuladas tem 
nesta data um saldo de 2.500,00€ referentes a esta dívida. Nesta data a entidade reavalioua 
situação do cliente e em função de garantias que ele nos prestou está convicta do 
recebimento integral da dívida a curto prazo. 
Pretende-se o tratamento contabilístico do facto acima apresentado na data de relato. 
 
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Problemática 
Nesta resolução pretende-se a análise das condições à data de relato e consequente 
verificação da eventual reversão da perda por imparidade. 
NCRF especificamente aplicáveis 
 
NCRF NCRF-PE 
NCRF 27-§11 a), §12 a), §14 a), NCRF 
27-§§23, 24 e 28 
§17.7 a) §§17.11,17,12 e 17.15 
a) 0 §17.7 da NCRF-PE é equivalente ao parágrafo 12 da NCRF 27, sendo que a NCRF-PE 
apenas permite a mensuração deste tipo de instrumento financeiro pelo custo. 
 
 
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31 de Dezembro de N - Reversão da perda por imparidade 
_____________________________31/12/N_____________________________ 
 
 
 
Apontamento fiscal 
O nº 3 do art. 35º do CIRC prevê a reversão das perdas por imparidade quando deixar de se 
verificar a sua necessidade. 
Nota: CIRC – Código fo Imposto sobre o valor de Pessoas Coletivas 
 
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ANEXO: 
LISTA DE CONTAS 
243 - IVA 
2431 - IVA – Suportado (uso facultativo) 
2432 - IVA – Dedutível 
24321 - Inventários 
243211 - Mercado Nacional 
2432111 - Taxa de 6% 
2432112 - Taxa de 13% 
2432113 - Taxa de 23% 
243212 - UE 
2432121 - Taxa de 6% 
2432122 - Taxa de 13% 
2432123 - Taxa de 23% 
243213 - Fora UE 
2432131 - Taxa de 6% 
2432132 - Taxa de 13% 
2432133 - Taxa de 23% 
24322 - Activos fixos tangíveis 
 243221 - Mercado Nacional 
2432211 - Taxa de 6% 
2432212 - Taxa de 13% 
2432213 - Taxa de 23% 
 243222 - UE 
2432221 - Taxa de 6% 
2432222 - Taxa de 13% 
2432223 - Taxa de 23% 
 243223 - Fora UE 
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 2432231 - Taxa de 6% 
 2432232 - Taxa de 13% 
2433 - IVA – Liquidado 
 24331 - Inventários 
 243311 - Mercado Nacional 
2433111 - Taxa de 6% 
2433112 - Taxa de 13% 
2433113 - Taxa de 23% 
 243312 - UE 
2433121 - Taxa de 6% 
2433122 - Taxa de 13% 
2433123 - Taxa de 23% 
 243313 - Fora UE 
2433131 - Taxa de 6% 
2433132 - Taxa de 13% 
2433133 - Taxa de 23% 
 24332 - Activos fixos tangíveis 
 243321 - Mercado Nacional 
2433211 - Taxa de 6% 
2433212 - Taxa de 13% 
2433213 - Taxa de 23% 
 243322 - UE 
2433221 - Taxa de 6% 
2433222 - Taxa de 13% 
2433223 - Taxa de 23% 
 243323 - Fora UE 
2433231 - Taxa de 6% 
2433232 - Taxa de 13% 
2433233 - Taxa de 23% 
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 24333 - Outros bens e serviços 
 243331 - Mercado Nacional 
 2433311 - Taxa de 6% 
2433312 - Taxa de 13% 
2433313 - Taxa de 23% 
 243332 - UE 
2433321 - Taxa de 6% 
2433322 - Taxa de 13% 
2433323 - Taxa de 23% 
 243333 - Fora UE 
2433331 - Taxa de 6% 
2433332 - Taxa de 13% 
2433333 - Taxa de 23% 
 2434 IVA – Regularizações 
24341 Mensais (ou trimestrais) a favor da entidade 
24342 Mensais (ou trimestrais) a favor do Estado 
2435 IVA – Apuramento 
2436 IVA – A pagar 
2437 IVA – A recuperar 
2438 IVA – Reembolso pedidos 
2439 IVA - Liquidações oficiosas 
 
	UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR (UBI)
	SEBENTA II: CLASSE 2 (continuação)
	DOCENTE
	Clientes
	3.2. Vendas e prestações de serviços
	3.2.1. Vendas a crédito
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Diário - 05 de Janeiro de N - Venda de mercadorias
	Apontamento Fiscal
	3.2.2.Vendas com desconto de pronto pagamento fora da fatura
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização Diário
	3.2.3 Prestação de serviços com desconto comerciais na fatura
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização Diário
	3.2.4 Venda a um cliente residente noutro estado-membro
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização Diário
	Apontamento Fiscal
	3.2.5 Venda com devolução parcial
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização
	Apontamento Fiscal
	3.2.6 Venda com desconto comercial concedido fora da fatura
	Problemática
	Diário
	3.2.7 Titularização de dívidas
	3.2.7.1 Saque e pagamento
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização 20 de Janeiro de N - Saque ao cliente
	3.2.7.2 Saque e desconto
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização 25 de Janeiro de N – Saque da letra
	3.2.7.3 Saque, desconto, recambio e novo saque
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Contabilização
	03 de Fevereiro N - Saque da letra
	08 de Fevereiro de N- desconto da letra
	3.2.8 Adiantamentos de clientes
	Apontamento fiscal
	Artigo 8.º Exigibilidade do imposto em caso de obrigação de emitir fatura
	3.2.8.1 Adiantamento de clientes sem preço fixado
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	3.2.8.2 Adiantamento de clientes com preço fixado
	3.2.9 Factoring
	Comentário à resolução
	3.2.9.2 Factoring sem recurso
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	3.2.10 Diferenças cambiais de clientes
	ii) data em que lívida é liquidada pelo cliente; iii) data do relato;
	ii) data em que lívida é liquidada pelo cliente; iii) data do relato;
	3.2.10.1 Diferença cambial na liquidação da dívida
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	3.2.10.2 Diferença cambial à data de relato
	Problemática
	3.2.11 Imparidade e reversões
	3.2.11.1 A Perda por imparidade da dívida do cliente
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	3.2.11.2 Reversão de uma perda por imparidade
	Problemática
	NCRF especificamente aplicáveis
	Apontamento fiscal
	LISTA DE CONTAS