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IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NOMEMCLATURA COMUM DO MERCOSUL NCM • A Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) é uma Nomenclatura regional para categorização de mercadorias adotada pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai desde 1995, sendo utilizada em todas as operações de comércio exterior dos países do Mercosul. Vincula-se com o Sistema Harmonizado (SH), da Organização Mundial de Âlfandegas (OMA). NCM IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO A) Competência: União Federal (Art. 153, I da CF); ESTRUTURA LEGAL B) Norma Geral (Art. 19 a 22 do CTN); C) Decreto-lei n.º 37/66 (Lei do Imposto de Importação – Status de L.O.) F) Decreto 92.930/86 - Implementação do artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (Código de Valoração Aduaneira) e seu Protocolo Adicional; D) Decreto 6.759/09 – Regulamento Aduaneiro; E) Decreto 660/92 – Sistema de Comércio Exterior; A) Quanto a Função: FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS • Extrafiscal (Combate ao Dumping) O dumping, previsto no artigo VI do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio – GATT, existe quando se introduzem produtos de um país no comércio de outro país, por valor abaixo do normal, causando ou ameaçando causar prejuízo a uma indústria esta- belecida no território de um Estado contratante do GATT. PROTEÇÃO DA INDUSTRIA NACIONAL! ANTIDUMPING & SALVAGUARDAS • O item 2 º do artigo VI do GATT prevê que “com o fim de neutralizar ou impedir dumping a parte contratante poderá cobrar sobre o produto objeto de um dum -ping um direito antidumping que não exceda a margem de dumping desse artigo (...) • Os direitos antidumping são cobrados por força da Lei n. 9.019/95, regulamenta da pelo Decreto n. 1.602/95. Em síntese, o direito antidumping é exigido no momento da importação, juntamente com o imposto de importação. A) Antidumping: ANTIDUMPING & SALVAGUARDAS A) Antidumping: ANTIDUMPING & SALVAGUARDAS STJRECURSO ESPECIAL Nº1.117.205-ES (2009/0008655-6) RELATOR: MINISTRO HA -MILTON CARVALHIDO RECORRENTE : MINERAÇÃO GUIDONI LTDA ADVOGADO: VINICIUS PEREIRA DE ASSIS E OUTRO (S) RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL DECISÃO. Recurso especial interposto pela Mineração Guidoni Ltda, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, impugnando acórdão da Sétima Turma Es- pecializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado: "ADMINISTRA- TIVO E ECONÔMICO. DIREITO ANTIDUMPING. NATUREZA JURÍDICA NÃO TRIBU- TÁRIA. DRAWBACK. 1. Os direitos antidumping e os direitos compensatórios, a teor do art. 1º, parágrafo único, c/c art. 2º da Lei nº. 9.019/95, não possuem natureza tributária, mas administrativa, não estando incluídos, portanto, na isenção garanti- da pelo regime de drawback. ANTIDUMPING & SALVAGUARDAS B) Salvaguardas: • Funcionam como um "remédio" temporário contra importações que, mesmo sendo lícitas e permitidas, causam prejuízo à indústria doméstica. O processo de salvaguarda é conduzido, de acordo com o definido no Dec. nº 1.488/95, pela Secretária de Comércio Exterior – SECEX, a investigação é responsabi- lidade do Departamento de Defesa Comercial (DECOM). • Medidas de salvaguarda podem tomar a forma de (i) elevação dos impostos de importação, por meio de adicional à Tarifa Externa Comum (TEC) por alí- quota ad valorem, específica ou da combinação de ambas ou (ii) restrições quantitativas. https://www.gov.br/pt-br/categorias/empresa-industria-e-comercio/comercio-exterior/medidas-de-salvaguarda FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS B) Exceção ao Princípio da legalidade: Art. 153, § 1º da CF – “É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I (IMPORTAÇÃO), II (EX- PORTAÇÃO), IV e V.” *Alteração de alíquota (pelo Pres. da Camex), independe de Lei, pois é exceção ao Principio da Legalidade. C) Exceção ao Princípio da Anterioridade: FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Art. 21 do CTN – “O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.” C) Exceção ao Princípio da Anterioridade: FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Art. 150, § 1.º da CF – “ A vedação do inciso III, b (ANTERIORIDA- DE ANUAL), não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I (IMPORTAÇÃO), II (EXPORTAÇÃO), IV e V; e 154, II; e a ve- dação do inciso III, c, (ANTERIORIDADE NONAGESIMAL) não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I (IMPORTAÇÃO), II (EXPORTAÇÃO), III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.” FATO GERADOR - ASPECTO MATERIAL A)Introdução efetiva de mercadoria importada e definitiva a economia nacional: • Importar produto estrangeiro (Art. 19 do CTN) • A entrada de mercadoria estrangeira no território aduane- iro (Art. 72 do Decreto 6.759/09) B) DICOTOMIA: Produto x Mercadoria Produto: “Bem móvel e corpóreo para uso, podendo ser des- tinado a revenda (...)” Mercadoria: “Bem móvel e corpóreo destinado ao comércio.” FATO GERADOR - ASPECTO MATERIAL FATO GERADOR - ASPECTO MATERIAL C) Produtos Usados: A importação de mercadorias usadas está sujeita a licencia- mento não-automático, previamente ao embarque dos bens no exterior, nos termos dos Arts. 41 a 69 da Portaria Secex nº 23/2011; “Art. 57. Não será autorizada a importação de bens de consumo usados.” Portaria Secex 23/2011 “Art. 59. Não será autorizada a importação de pneumáticos recauchutados ou usados, seja como bem de consumo, seja como matéria-prima, classificados na posição 4012 da NCM. (Redação dada pela Portaria SECEX nº 29, de 2012)” FATO GERADOR - ASPECTO MATERIAL C) Produtos Usados: A importação de carros usados é vetada no Brasil desde 1991 pela Portaria nº 18 do Departamento de Comércio Exterior. Hoje, a única exceção prevista é para carros antigos, com mais de 30 anos de fabricação, para fins culturais e de coleção. ASPECTO NÃO MATERIAL A) Conceituações: Mercadoria estrangeira = Proveniente do exterior; Produto nacional: Aquele produzido no Brasil, mesmo que utilize de partes ou peças importadas; Produto nacionalizado: O de origem estrangeira que tenha sido importado a título definitivo, mesmo que em sua composição haja partes brasileiras; ASPECTO NÃO MATERIAL B) Admissão Temporária (Art. 353 do Decreto 6.759/2009) Simples trânsito da mercadoria ou a entrada meramente física no território nacional não dá ensejo à incidência do Imposto de Importação. “Ato Concessório que defere.” Obs: É possível cobrança parcial, no caso de utilização econômica! Ex: Bens para feiras e eventos, que permanecerão em território nacional apenas pelo período em que o evento se realiza. Equipamentos da Fórmula 1. Olímpi- adas. Maquinários e Showroom para stands de feiras e etc. ASPECTO NÃO MATERIAL C) Mercadorias nacionais ou nacionalizadas que: • Enviada em consignação e não vendida no prazo autorizado; • Devolvida por motivo técnico para reparo ou substituição; • Por motivo de modificações na sistemática de importação por parte do país importador; • Por motivo de guerra ou calamidade pública; • Por outros fatores alheios à vontade do exportador. ASPECTO NÃO MATERIAL D) Fatos Diversos • IMPORTAÇÃO ILÍCITA: Reconhecida a ilicitude e aplicada a pena de perdimento, não poderá ser cobrado imposto de importação, já que “importar mercadorias” é elemento essen- cial do tipo tributário. Assim, a ilicitude da importação afeta a própria incidência da regra tributária no caso concreto. Superior Tribunal de Justiça, Recurso Especial 984.607-PR, 2ª Turma, Rel. Min. Castro Meira, j. 07.10.2008, D.J. 05.11.2008. A) Sujeito Ativo: FATO GERADOR - ASPECTO PESSOAL • União - SRFB B) Sujeito Passivo (Art. 31 do DL 37/66): • O importador, assim considerada qualquer pessoa que promova a entrada de mercadoria estrangeirano Terri- tório Nacional (Conta própria ou encomendante); MODALIDADES A)Importação “Direta”: Importador efetua a importação de bem ou mercadoria para seu uso ou revenda; B) Importação “Por Conta e Ordem de Terceiros”: O Impor- tador efetua a importação com os recursos do adquirente. Prestação de serviços. Tradings; C) Importação “Por Encomenda”: O Importador efetua a im- portação com os recursos próprios, para venda ao encomen- dante. Operação comercial. Tradings; B) Sujeito Passivo: (Art. 31 do DL 37/66) • O destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente; • O adquirente de mercadoria entrepostada, ou importada por conta e ordem; • O arrematante, em leilão de bens apreendidos ou abandonados. (Obs: Art. 20, III do CTN); FATO GERADOR - ASPECTO PESSOAL C) Reponsabilidade Pelo Pagamento do Imposto: (Art. 32, do DL 37/66) • O transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduane- iro, inclusive em percurso interno; • O depositário, assim considerada qualquer pessoa incubida da custódia de mercadoria sob controle aduaneiro; FATO GERADOR - ASPECTO PESSOAL D) Reponsabilidade Solidária Pelo Pagamento do imposto: (Art. 32, § Único do DL 37/66) • O adquirente ou cessionário de mercadoria bene- ficiada com isenção ou redução do imposto; • O representante, no País, do transportador es- trangeiro; FATO GERADOR - ASPECTO PESSOAL D) Reponsabilidade Solidária Pelo Pagamento do imposto: (Art. 32, § Único do DL 37/66) • O adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora; FATO GERADOR - ASPECTO PESSOAL D) Reponsabilidade Solidária Pelo Pagamento do imposto: (Art. 32, § Único do DL 37/66) • O encomendante predeterminado que adquire mercadoria de procedência estrangeira de pes- soa jurídica importadora; FATO GERADOR - ASPECTO PESSOAL FATO GERADOR - ASPECTO ESPACIAL A)Território Aduaneiro: Zona Primária: “Área terrestre ou aquática, contínua ou de scontínua, ocupada por portos, aeroportos alfandegados e pontos de fronteira” Ex: Portos, aeroportos, locais de entra- da e saída de pessoas e mercadorias; Zona Secundária: O restante do território nacional, incluin- do águas territoriais e o espaço aéreo; B) Free Shops: • Área especialmente delimitada (portos, aeroportos e ro- doviárias), em território nacional, com tratamento fiscal diferenciado. Portaria 559/2019 do Ministério da Economia: “Limite de US$ 1.000,00 para isenção de compras em Aeroportos/Portos, e de US$ 300,00 para isenção nas entradas por fronteira terrestre e rodoviária.” - Cota de compras domésticas no exterior inalteradas (US$ 500,00) - FATO GERADOR - ASPECTO ESPACIAL FATO GERADOR & ASPECTO TEMPORAL A)Fato Gerador: • É a entrada de mercadoria estrangeira no território adua- neiro. (Art. 72, Decreto n.º 6759/2009) B) Entrada da Mercadoria: • O núcleo da conduta refere-se ao fato de importar. É a impor- tação que determina o nascimento da obrigação tributária. FATO GERADOR & ASPECTO TEMPORAL C) Momento do Fato Gerador (Art. 73 do Decreto n.º 6759/2009) • Na data do registro da declaração de importação de mercadoria submetida a despacho para consumo (IMPORTAÇÃO DIRETA, CONTA E ORDEM OU ENCOMENDA); • No dia do lançamento do crédito tributário, quando se tratar de bens contidos em remessa postal internacional (Ex. ALI-EXPRESS, EBAY E ETC) não suje- itos ao regime de importação comum e bens compreendidos no conceito de bagagem, acompanhada ou desacompanhada (EX. COMPRAS EM VIAGENS DE “FÉRIAS” INTERNACIONAIS); FATO GERADOR & ASPECTO TEMPORAL C) Momento do Fato Gerador (Art. 72, §1.º, Decreto n.º 6759/2009) • Considera-se entrada no território aduaneiro a mercadoria que conste como importada e cujo extravio tenha sido veri- ficado pela autoridade aduaneira; FATO GERADOR & ASPECTO TEMPORAL Observação: • Despacho Aduaneiro: Procedimento administrativo que disponibiliza para uso e consumo mercadoria estrangeira. Inicia-se com a Declaração de Importação. • Desembaraço Aduaneiro: É a liberação de uma merca- doria pela alfândega para a entrada no país. Define-se como sendo o ato final ao despacho aduaneiro (FG). ASPECTO QUANTITATIVO A) Valor Aduaneiro: • É o preço do produto no país de destino desem- barcado (Valor de Mercado), sem despesas de armazenagem e capatazia (movimentação inter- na de mercadoria dentro do porto), MAS ADICIONADOS, o frete, seguro e despesa de embarque na base de cálculo. ASPECTO QUANTITATIVO B) Alíquotas: Específicas (Valor Fixo): Incide sobre uma unidade de medida – metragem, peso, volume, etc. (Em desuso) Ad Valorem(%): Incide sobre um valor determina- do (valor aduaneiro); ASPECTO QUANTITATIVO C) Fixação de Alíquotas: Para o/pelo MERCOSUL: Advém da TEC (Tarifa Externa Comum) (Cada país pode ter até 100 ex- ceções a alíquota comum); Ad Valorem: CAMEX (CAMEX/GECEX (Art. 7.º, IV do Decreto 10.044/2019); ASPECTO QUANTITATIVO D) Base de Cálculo: Específicas: A quantidade de mercadoria ex- pressa na unidade de medida estabelecida; (Quando de sua utilização) Ad Valorem: O valor aduaneiro* apurado segun -do as normas do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT 1994) (Art. 4.º da IN SRF 327/03); ASPECTO QUANTITATIVO D) Base de Cálculo: Leilão: Preço de arrematação de produto apre- endido ou abandonado. REGIMES ESPECIAIS A) Regime de Tributação Simplificado: RTS: O Regime de Tributação Simplificada (RTS) é o que permite o pagamento do Imposto de Importação na impor- tação de bens contidos em remessa internacional, destina da a pessoa física ou jurídica, mediante aplicação da alíquota única de 60% (sessenta por cento). Os bens contidos em remessa internacional deverão ter valor total de até US$ 3.000,00. REGIMES ESPECIAIS A) Regime de Tributação Simplificado: REGIMES ESPECIAIS A) Regime de Tributação Simplificado: Exceção: Importação de medicamentos, por pessoa física para uso próprio ou individual, cuja remessa total seja no valor de até US$ 10.000,00*, a alíquota do Imposto de I mportação será de 0%. *Embora os valores do frete e do seguro integrem o valor tributável dos bens, estes não devem ser considerados para fins de cálculo dos limites acimas estabelecidos. REGIMES ESPECIAIS B) Regime de Tributação Especial para Bagagens (Desacompanhada): A bagagem desacompanhada está isenta de tributos rela- tivamente a bens de uso pessoal, usados, livros, folhetos e periódicos. Para os demais bens conceituados como bagagem, sujeitando-se o viajante ao pagamento do im- posto de importação, calculado à alíquota de 50% sobre o valor total dos bens. https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/viagens-internaciona is/guia-do-viajante/entrada-no-brasil/mudanca-brasil REGIMES ESPECIAIS B) Regime de Tributação Especial para Bagagens (Desacom/Acompanhada): *Concedida a cada intervalo de 1 (um) mês. REGIMES ESPECIAIS B) Regime de Tributação Especial para Bagagens (Desacom/Acompanhada): REGIMES ESPECIAIS B) Regime de Tributação Especial para Bagagens (Acompanhada): J1 Slide 47 J1 Checar limite de isenção terrestre. Joadir de Souza Junior; 22/02/2021 B) Regime de Tributação Especial para Bagagens (Acompanhada): REGIMES ESPECIAIS C) Regime de Tributação Unificado: • O Regime de Tributação Unificada regulamenta a importação, por via terrestre, de mercadorias vindas do Paraguai. O objetivo do regime é facilitar os trâmites tributários e burocráticos na importação. • Apenas MEI e empresas enquadradas no Simples Nacional, p odem se inscrever em tal regime. • Os produtos da lista positiva só poderão ser adquiridos com fi- nalidade exclusiva de venda a consumidor final, no Brasil. • Lista Negativa: Armas, munições, fogos de artifício e explosivo s, cigarros, bebidas alcóolicas e etc REGIMES ESPECIAIS C) Regime de Tributação Unificado: Cotas e limites: O microimportador habilitado poderá importar atéo limite máximo anual de R$ 110.000,00, observados os seguintes limites (art. 3º do Decreto nº 6.956/2009): - primeiro e segundo trimestres: R$ 18.000,00 - terceiro e quarto trimestres: R$ 37.000,00 Alíquotas: Os produtos importados por meio do RTU estão sujeitos à tributação de 32% sobre sobre o valor total das faturas emitidas por lojas de Ciudad del Este, no Paraguai, sendo: - 25% destinada à União (DARF 2911) - 7% destinada ao Estado onde o importador mantiver sua inscrição e stadual (GNRE 1000080). REGIMES ESPECIAIS D) Isenção: Portaria MF nº 156, de 24 de junho de 1999, que dispõe, no § 2º do art. 1º, que “os bens que integrem remessa postal internacional no valor de até US$ 50,00 (cinqüen- ta dólares dos Estados Unidos da América) ou o equi- valente em outra moeda, serão desembaraçados com ise nção do Imposto de Importação, desde que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas. LANÇAMENTO A) Homologação: • Seu pagamento antecipado é efetivado na data do registro da declaração de importação (procedimento executado pelo contribuinte), com base na taxa de câmbio, em vigor na data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 97 do Decreto 6759/09. IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO ESTRUTURA LEGAL A) Competência: União Federal (Art. 153, II da CF); B) Norma Geral (Art. 23 a 28 do CTN); C) Decreto 6.759/09 – Regulamento Aduaneiro; D) Decreto Lei 1.578/77 – Disposição sobre o Imposto de Ex- portação; E) Decreto 660/92 – Sistema de Comércio Exterior; A) Quanto a Função: FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS • Extrafiscal; • Decorre da necessidade de o país manter saldos positivos da Balança Comercial; • Política fiscal de incentivo às exportações: Maioria dos produtos são exportados com alíquota zero. • INCIDÊNCIA SOBRE: FUMO, CIGARRO, PAPEL DE CIGARRO, ARMAS E MUNIÇÕES – 150% (Art. 10 e 18 do Anexo XVII da Portaria 23/2011 do SECEX) FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS B) Exceção ao Princípio da legalidade: Art. 153, § 1º da CF – “É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I (IMPORTAÇÃO), II (EX- PORTAÇÃO), IV e V.” FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS B) Exceção ao Princípio da legalidade: Em prol do controle no fluxo de riquezas no país, são outorgados poderes ao Executivo para instituir, majorar ou diminuir o IE relativos aos produtos exportados, através de decretos ou instruções normativas, podendo entrar em vigor imediata- mente após a publicação. C) Exceção ao Princípio da Anterioridade: FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Art. 26 do CTN – “Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-los aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.” C) Exceção ao Princípio da Anterioridade: FINALIDADE & PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Art. 150, § 1.º da CF – “ A vedação do inciso III, b (ANTERIORIDA- DE ANUAL), não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I (IMPORTAÇÃO), II (EXPORTAÇÃO), IV e V; e 154, II; e a ve- dação do inciso III, c, (ANTERIORIDADE NONAGESIMAL) não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I (IMPORTAÇÃO), II (EXPORTAÇÃO), III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.” ASPECTO MATERIAL A) Saída do território nacional de produto nacional (aquele de origem e produção nacional) ou nacionalizado (produto de origem estrangeira que foi importado definitivamente). Art. 23 do CTN e Art. 1.º do DL 1578/77: A) Sujeito Ativo: ASPECTO PESSOAL • União - SRFB B) Sujeito Passivo: Exportador Direto: É o dono das mercadorias ou expor- tador propriamente dito, que realiza toda a negociação e promove o FG; Exportador Indireto: O intermediário ou interveniente que promove o FG (Tradings, Cooperativas e etc); ASPECTO ESPACIAL • O fato jurídico tributário ocorre em qualquer ponto do território nacional, de onde ocorra a saída do produto. FATO GERADOR E ASPECTO TEMPORAL • O fato ocorre na data do registro da declaração de expor- tação no Siscomex, nos termos do art. 1.º, § 1.º, do DL n. 1578/77; • Se houve o registro da exportação, mas a mercadoria não saiu efetivamente do Brasil, o exportador terá direito a restituição do que foi pago, pois o fato gerador não acon- teceu. ASPECTO QUANTITATIVO • É o preço normal que a mercadoria, ou seu si- milar, alcançaria ao tempo da exportação, em uma venda em condições de livre concorrência (valoração aduaneira). Não é o valor declarado pelo contribuinte! A) Valor Aduaneiro: ASPECTO QUANTITATIVO B) Alíquota (Específica e Ad valorem): • Fixação de Alíquotas – CAMEX/GECEX (Art. 7.º, III do Decreto 10.044/2019) – de 0% a 150%; (fumo, armas, munições, etc.) (REsp 614890/RS). • Existência de alíquota mínima de 30% dada pelo DL 1578/77, contudo está em desuso. LANÇAMENTO A) Declaração: • O sujeito passivo ou terceiro possuem a obrigação acessória de prestar à autoridade Administrativa informações sobre a matéria tributável, para que esta, aponte o valor devido do tributo; • DU-E – Declaração Única de Exportação - (Portaria Conjunta RFB/SECEX n.º 349/2017;