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RELATÓRIO DE INSPEÇÃO TERMOGRÁFICA 
 
XXXXX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2021 
 
 
 
 
1. Objetivos 
 
 Na realização de uma inspeção termográfica em sistemas elétricos é importante 
salientar seus objetivos básicos: 
a) Detectar o processo de falha em um componente através de uma anomalia térmica 
antes que a mesma se manifeste como interrupção da função. 
b) Quantificar essa falha em termos de risco e impacto à produção (custo). 
c) Evitar que tal evento ocorra novamente através da identificação do modo de falha e 
dos componentes ou áreas da empresa mais sujeitas a ocorrências. 
 Os resultados econômicos das inspeções variam entre 5 e 50 vezes o custo das 
mesmas, considerando-se os custos das paradas na produção que ocorreriam na falha 
não prevista do componente. 
 
2. Conceito da Inspeção Termográfica 
 
 Inspeção Termográfica: é a técnica de inspeção não destrutiva realizada com a 
utilização de sistemas infravermelhos (radiômetros, visores térmicos ou termovisores), 
para a medição de temperaturas ou observação de padrões diferenciais de distribuição 
de calor, com o objetivo de propiciar informações relativas à condição operacional de 
um componente, equipamento ou processo. 
 Estação Termográfica de Trabalho: é o conjunto de recursos técnicos e humanos 
capacitado a desempenhar tarefas de medição e processamento dos dados térmicos, 
produzindo resultados analíticos quanto às inspeções termográficas realizadas. 
 
3. Protagonistas das Inspeções Termográficas 
 
 Inspetor de Termografia: é o profissional habilitado a realizar inspeções termográficas, 
através da operação de um sistema infravermelho, registro de imagens e documentação 
de todas as informações térmicas pertinentes, relativas ao equipamento inspecionado. 
As seguintes situações devem ser garantidas, na atuação do Inspetor de Termografia: 
 
 
 
 
 
 
- Deslocar-se sempre acompanhado nas instalações da contratante. 
- Somente realizar atividades em condições permitidas aos funcionários da contratante. 
- Não envolver-se em atividades operacionais de equipamentos da contratante. 
- Não realizar abertura e fechamento de painéis elétricos ou medições de corrente 
elétrica. 
 
 Analista de Termografia: é o profissional que realiza análises sobre os dados coletados 
durante as inspeções termográficas, podendo ser, ao mesmo tempo, o realizador da 
mesma (Inspetor). Sua principal atribuição é a classificação das anomalias encontradas, 
segundo critérios pré-estabelecidos. 
 Consultor de Termografia: é o profissional que desenvolve metodologias e programas 
de inspeção, bem como a análise das causas das alterações térmicas encontradas. O 
Consultor de Termografia deve conhecer em profundidade os fundamentos e as 
aplicações da Termografia, além dos aspectos técnicos dos equipamentos 
inspecionados. 
 Acompanhante / Assistente: é o profissional da empresa contratante, designado para 
acompanhar e dar o necessário suporte à realização da inspeção termográfica, suas 
principais atribuições são; 
- estar familiarizado com os equipamentos inspecionados, se possível seu histórico. 
- orientar a realização da melhor rota para a inspeção. 
- conhecer as normas de segurança de cada área da empresa, bem como os EPI’s 
necessários. 
 A prática tem demonstrado que um melhor resultado é obtido durante as inspeções se 
o Assistente tiver treinamento em Termografia. Nesse caso é denominado Assistente 
Qualificado. 
 
5. Aplicações da Termografia 
 
 Por sua característica básica a Termografia se integra perfeitamente em programas de 
manutenção preventiva e programas de confiabilidade em indústrias metalúrgicas, 
petroquímicas, têxteis, plásticos, papel e celulose, instalações prediais e empresas 
seguradoras. 
 
 
 
 
 
 
 Aplicação Elétrica: detecção de componentes aquecidos na rede de energia elétrica, 
nas quais interrupções no fornecimento, devido a mau contato, oxidação ou desgaste, 
causam graves problemas à produção. 
 Aplicação Térmica: na localização de perdas de calor em equipamentos como fornos, 
estufas, caldeiras e linhas de vapor. 
 Os resultados econômicos das inspeções variam entre 5 a 50 vezes o custo das 
mesmas, considerando-se os custos das paradas na produção que ocorreriam na falha 
não prevista do componente. 
 
6. Critério Flexível de Classificação de Aquecimentos (CFCA) 
 
 Com a implantação da técnica de inspeção radiométrica ou termográfica em redes e 
sistemas elétricos é necessária a adoção de um critério para a classificação dos 
componentes aquecidos detectados de acordo com sua gravidade e urgência na 
intervenção. 
 O critério de classificação apresentado a seguir foi desenvolvido pelo Eng. Attílio Bruno 
Veratti em 1982, após pesquisa em trabalhos semelhantes realizados por empresas 
norte-americanas, inglesas e francesas. A principal vantagem da metodologia proposta 
é permitir que medições realizadas em situações aleatórias possam ser convertidas para 
uma condição padrão (100% de carga / sem vento). 
 Uma vez padronizadas, as medições podem passar pelo processo de classificação e 
comparadas com outras medições. O aquecimento do componente é definido como a 
diferença entre sua temperatura e a temperatura ambiente 
 
A = TC – TA 
 
onde: 
A = aquecimento medido 
TC = temperatura do componente 
TA = temperatura ambiente 
 
 
 
 
 
 
 
 Para que os aquecimentos possam ser submetidos a um processo de classificação 
torna-se necessária a introdução das correções de carga (FCC) e vento (FCV), as quais 
são calculadas com base nos mecanismos de troca térmica segundo metodologia 
desenvolvida pela ICON Tecnologia. 
 
AC = A x FCC x FCV 
 
onde: 
AC = aquecimento corrigido 
 
 A classificação dos aquecimentos corrigidos é realizada através de sua comparação 
com o máximo aquecimento admissível (MAA), assim definido: 
 
MAA = MTA – TA 
 
onde: 
MTA = máxima temperatura admissível para o componente 
TA = temperatura ambiente ou temperatura média local 
 
 Os valores de Máxima Temperatura Admissível (MTA) podem ser obtidos a partir das 
especificações técnicas dos componentes ou junto aos fabricantes. Caso não se saiba 
de antemão a MTA a ser considerada recomenda-se a fixação de 90 graus centígrados 
como valor de referência para conexões e componentes metálicos e de 70 graus 
centígrados para cabos isolados. A seguir são apresentados alguns valores para a MTA 
baseados em normas ABNT, tabelas de fabricantes, referências da IEC (International 
Electrical Commission) e na experiência prática do autor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir dos dados acima pode-se classificar o aquecimento medido. O critério 
proposto é chamado “flexível” porque estabelece uma graduação de criticidade que se 
estende desde a temperatura ambiente até a máxima temperatura admissível, como 
pode ser visto na tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entende-se por "intervenção" não apenas a troca do componente, como também 
sua limpeza e/ou reaperto. A "observação" envolve a verificação periódica da evolução 
térmica de um componente que a priori não apresenta aquecimento que justifique uma 
ação sobre ele.

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