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Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Neoplasias malignas Neoplasias malignas são doenças crônico- degenerativas, podendo estar ligada a genética. É uma doença multifatorial (mais de 1 fator atuante), ou seja, tanto fatores intrínsecos como os extrínsecos podem estar atuando. 2ª causa de morte por doença no Brasil. • Carcinoma: células epiteliais (90% na cavidade bucal); • Sarcoma: células mesenquimais; • Leucemia/linfoma: células hematopoiéticas. 1. Carcinoma Verrucoso (Carcinoma da placa de rapé) É uma neoplasia maligna da boca, que foi descrito por Ackermann (Carcinoma de Ackermann). Lembram verrugas, aquelas lesões papilomatosas (o diagnóstico diferencial, quando as lesões são pequenas, é com o papiloma). Possui consistência endurecida, crescimento lento e é indolor. 75% são encontrados na boca (mais comum no rebordo alveolar superior e palato duro) e 10-25% na laringe. • É frequentemente associado ao uso do tabaco: o tabaco fumado e principalmente aquele tabaco mascado (essa lesão tende a se desenvolver na região onde o usuário coloca o tabaco para mascar). • Provável origem do HPV, embora os estudos ainda sejam inconsistentes; • Lesão exofítica (cresce para o exterior) e papilar. • Acomete frequentemente homens > 55, mas está muito relacionada ao tabagismo, então pessoas mais jovens que fazem uso desde muito cedo, poderão apresentar. Características histopatológicas • Diagnóstico microscopicamente não é muito fácil, precisa complementar com os aspectos clínicos e precisa de experiência, pois lembra muito as lesões benignas papilomatosas; • Tampão de ceratina que faz na superfície; • Empurra o tecido conjuntivo para baixo; • Infiltrado inflamatório; • Hipercromatismo na camada basal; • Essa lesão tende a não romper a camada basal (bom em termos de prognóstico); • Raramente disseminam para os linfonodos regionais, e quando disseminam é para linfonodos sentinelas (nódulo linfático mais próximo); • Não tem tendência a metástases. Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Tratamento e prognóstico • Prognóstico é bom; • Biópsia deve conter tecido normal, já que as células atingidas não apresentam muita alteração; • Tratamento prioritariamente cirúrgico; • Remoção com margem de segurança (bases e margens livres); • Não tende a recidivar. 2. Sarcoma de Kaposi • Causado pelo HHV-8 (Família do Herpes); • Ele passou a ser mais conhecidos depois do avento da AIDS; • Tipos clínicos Clássico: acomete membros inferiores e é de baixa agressividade; Endêmico: acontece em locais onde tem pacientes subnutridos e também se manifesta principalmente nos membros inferiores; Iatrogênico (por imunossupressão): pacientes que tomam altas doses de corticoides, então o vírus se aproveita da baixa imunidade e então desenvolve o sarcoma de Kaposi. Passou a ser relatado nos pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida (década de 80 e 90). Na forma relacionada a AIDS, eles são múltiplos podendo acometer pele e mucosa. Na AIDS, a região de cabeça e pescoço é acometida. • É um tumor de vasos sanguíneo (angiosarcoma). • Na forma relacionada à AIDS, o palato duro, a gengiva e a língua são os mais afetados; • Lembra o hemangioma, mas geralmente são múltiplas geralmente a das mucosas e são acompanhadas por lesões de pele; • Caiu mais a incidência pelo uso do coquetel anti- HIV, e não se desenvolvem a doença. Características histopatológicas • Em menor aumento, muito semelhante ao hemangioma juvenil; Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE • Em maior aumento, já tem maior extravasamento de hemácias, alguns vasos sanguíneos, algumas mitoses (mitoses bipolar) → a célula endotelial que estão se proliferando é maligna. • Tem que haver a história relacionada, pois o patologista pode achar que é um angiosarcoma. Tem que saber que o paciente tem a imunossupressão, soropositivo. • Não é fácil o diagnóstico, precisa de uma maior experiência. Diagnóstico Quando for dado um diagnóstico de lesões múltiplas, com esses aspectos citados acima, se o paciente ainda não tem o diagnóstico de HIV positivo, deve-se solicitar a sorologia dele para que possa fazer o tratamento com os antirretrovirais, para não progredir para um caso mais grave e não ter retorno. Tratamento • Radioterapia; • Quimioterapia sistêmica e intralesional; • Agentes esclerosantes: para parar o sangramento. • Regressão após medicação antirretroviral: quando ele faz uso para curar a doença de base (SIDA), geralmente a lesão regride. Às vezes não precisa de outras intervenções, se tiver sangramento terá que tomar outras medidas. 3. Melanoma, melanoma maligno ou melanocarcinoma • Neoplasia maligna de origem melanocítica, ou seja, dos melanócitos; • Mais agressivo das neoplasias malignas; • Acomete pele e mucosas; • O melanoma bucal geralmente é mais agressivo e mais raro (0,2-8%); Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Fases de crescimento • Radial (maioria): onde as células malignas crescem no epitélio; • Vertical: quando as células passam a invadir. Formas clínicas • Superficial disseminante: representa 70% dos melanomas cutâneos; • Nodular: é a mais comum na boca (alguns autores). Nódulos de células (melanócitos malignos) penetrando no tecido conjuntivo, praticamente não possuem crescimento radial. • Lentiginoso maligno: 5 a 10% das lesões cutâneas • Lentiginoso das extremidades/das mucosas: já tem autores que dizem que essa é a mais comum na boca. Características clínicas (sistema ABCDE) • Assimetria: Formato irregular; • Bordas irregulares: Limites externos irregulares; • Coloração em matizes: mesmo lesões pequenas, tem grumos de melanina, alterações na coloração. Áreas mais enegrecidas e áreas com pouca melanina; • Diâmetro maior que 6mm: não é comum na boca lesões pigmentadas de grande volume, então ter cuidado; • Evolutivo: lesão com crescimento contínuo, diferente dos nevos que estaciona com o tempo OBS: Para distinguir dos nevos Lesões bucais pigmentadas de aparecimento recente e sintomáticas devem ser removidas com margem de segurança → paciente chega na clínica com uma lesão pigmentada, não lembra de quando apareceu ou diz que apareceu recentemente. Se ele tem sinais de alerta como sinais de ardência, dor, sangramento, prurido, essa lesão deve ser removida com margem de segurança (laterais e em profundidade) → biópsia excisional (de preferência), se a lesão for MUITO grande, deve-se fazer uma incisional (que é até contraindicada tanto em lesões vasculares como em melanomas, então só fazer essa quando for excluída a possibilidade de se fazer uma excisional). Os melanócitos são células da crista neural, células que migram durante a formação do embrião. Então elas têm um potencial de migração enorme. • Melanoma é considerado um dos tumores mais agressivos do ser humano. Histopatológico • Crescimento radial, ninhos de melanócitos malignos no epitélio, destruindo o epitélio → quando ocorre na pele se chama de epidermólise; • Melanomas nodulares: invasão do tecido conjuntivo mostrando grumos grosseiros de melanina. • As células névicas (“primas” dos melanócitos) só formam melanina quando estando chegando na superfície, então é um sinal de alerta quando os grumos de melaninas grosseiros estão sendo formados em profundidade; • Alterações mitóticas (mitoses atípicas que implicam em uma lesão maligna). Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Diagnóstico • Histopatológico; • Alguns marcadores imuno-histoquímicos: Melan-A Diagnóstico Diferencial • Tatuagem por amálgama; • Nevo melanocítico; • Carcinoma vaso celular pigmentado(pele). Tratamento • Remoção cirúrgica: com margem de segurança (ideal é remover o mais profundamente possível). • Quimioterapia; • Imunoterapia: células NK estão sendo estudadas para reconhecer as células malignas do melanoma. Tratamento individual (quase que produzir uma reação do indivíduo para aquelas células malignas do próprio tumor dele). Prognóstico • Prognóstico reservado • Os de pele: tem uma relação direta com o histopatológico → Níveis de Clark (profundidade das células malignas em relação ao epitélio): I: só em epitélio, II: região subepidérmica, III: tecido celular subcutâneo, tecido adiposo; IV: camada muscular. Quanto mais profundo, mais desfavorável o prognóstico, uma menor chance de sobrevida. • O de mucosa bucal: não fazemos muita essa relação porque não tem as estruturas da pele. 4. Fibrossarcoma • O Fibrossarcoma é pouco comum em crianças representando 5% das neoplasias malignas e 2,5% das neoplasias como um todo; • O fibrossarcoma é um tumor maligno de fibroblastos. Há algum tempo, o fibrossarcoma era considerado o sarcoma de tecido mole mais comum; Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE • Lesão pouco comum, não é tão frequente; • Sarcomas são mais vistos em pacientes jovens; • Lesões da cavidade oral representam menos que 2%; • O Fibrossarcoma primário do osso compreende 10,9% de todos os sarcomas ósseos; • Na maxila a incidência varia de 0 a 6,1%. • Os fibrossarcomas bem diferenciados são facilmente diagnosticados (confundidos) como lesão fibrosa, porém os indiferenciados assemelham-se a outras lesões. É um diagnóstico de exclusão; • Os fibrossarcomas também podem ser confundidos por serem de células fusiformes com outros tumores de origem muscular, neural (pois são de células fusiformes); • O principal diagnóstico histológico diferencial a ser considerado é de fibromatose; • É difícil a distinção entre os fibrossarcomas bem diferenciados e as fibromatoses; • Os fibrossarcomas de cabeça e pescoço geralmente são de baixo grau de diferenciação e padrão de crescimento (é de mais difícil o diagnóstico porque não vai ter as mitoses atípicas, e nem grandes alterações celulares); • Se apresentam como aumentos de volume de crescimento lento, que atingem tamanhos consideráveis antes de produzir dor; • Eles podem ocorrer em qualquer localização na região de cabeça e pescoço. Um número de casos tem sido relatado no nariz e nos seios paranasais, onde frequentemente resultam em sintomas obstrutivos. Prognóstico • Está mais associado ao grau de diferenciação e padrão de crescimento do tumor; • Lesões em crianças tem melhor prognóstico; • Na cavidade oral a taxa de sobrevivência é de 69% nas lesões de tecido mole e 27% em lesões que se originam no osso medular. • São lesões de crescimento mais rápido. Histopatológico • Feixes de células fusiformes; • Feixes fibrosos verticais e as vezes com algumas projeções laterais → aspectos de espinha de peixe; • Lesões são bem diferenciadas; • Se forem pouco diferenciadas, geralmente vai ter só células fusiformes e o diagnóstico vem pela imuno-histoquímica (pois só pelo HE não tem como dar o diagnóstico). Tratamento • Remoção cirúrgica; • Tumores são agressivos, mas a incidência nos maxilares é pequena. 5. Linfomas São agrupados em 2 grandes grupos: • Hodgkin: raro na boca porque praticamente acomete linfonodos; Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE • Não Hodgkin: Nodais, também nos linfonodos: tem casos relatados em mucosa jugal, assoalho de boca, mas menos comuns em boca. Extranodal (quando falarmos em boca, a maioria deles está relacionado aos extranodais). Características clínicas • Tumefações ulceradas, esponjosas e eritematosas: mais comuns são os extranodais; • Lesões ósseas (mais raro): pode ser metástase ou primário; • Lesão bem específica que pode, às vezes, até parecer uma lesão ulcerada do carcinoma epidermoide → micose fungóide. É um linfoma de células T cutâneo (mais comum), mas pode acometer a boca (epidermotropismo → destrói o epitélio da superfície, são células T). São raros na boca. Histopatológico • Infiltrado monótono de células • Tipo da célula (precursora e periférica): De células B (maioria dos casos) De células T Podemos classificar pelas células precursoras (T ou B) ou pela forma da célula (linfoma B de células clivadas, linfoma B de células pequenas, linfomas de células ovais, linfomas de células T grande). Atualmente existe uma tendência a fazer a imunofenotipagem → o mais importante para direcionar o tratamento. Usa marcadores CD para poder diferenciar a lesão. Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Tratamento • Quimioterapia, pois é uma neoplasia hematológica; • Remoção cirúrgica apenas quando houver comprometimento estético ou comprimir órgãos. 6. Linfoma de Burkitt • Também conhecido como linfoma africano dos maxilares (não se usa mais esse nome), pois foi diagnosticado inicialmente na África; • Denis Burkitt verificou, através de seus estudos de epidemiologia, ele viu que tinha um vetor que era determinante para o desenvolvimento dessa doença, vendo também que era mais comum em crianças; • Inicialmente achou que era um mosquito, mas depois foi visto que os pacientes tinham história de infecção prévia pelo vírus Epstein- Barr → provoca uma translocação genética produzindo alterações malignas nos linfócitos, produzindo o linfoma de Burkitt; • Pode ser endêmico: o mais comum que ocorre na África. No Brasil o que mais ocorre é esse; • Pode ser esporádico: nos EUA, o mais comum é o esporádico que ocorre no abdome (massas abdominais). Causas • Associado a baixa imunidade; • Desnutrição: provoca baixa da imunidade; • Presença do vírus Epstein-Barr circulando; • Aspecto radiográfico marcante: dentes estão destruídos (‘dentes flutuantes’). Afinidade pelos germes dentários, pois acomete criança e ele tem afinidade por áreas onde mais tem crescimento celular. Na radiografia: em torno dos germes passa a se proliferar mais, causando destruição. É comum um aspecto de dentes flutuando (destruição óssea); • Acometimento maior nos maxilares; • Crescimento rápido (24h o tumor pode duplicar o tamanho → linfócitos proliferam rápido); • Pode ser uni ou bilateral. Histopatológico • Aspecto de “céu estrelado”: estrelas seriam os macrófagos e o céu azul escuro seriam os linfócitos; • Um “mar” de linfócitos malignos, bem corados com macrófagos com citoplasma abundante; • Em maior aumento, os linfócitos crescem tão rápido que perdem sua forma redonda e ficam achatados → tipo um quebra-cabeça (vão se encaixando. Significa que o crescimento é rápido e isso provoca necrose fazendo com que os macrófagos fagocitem as células que vão morrendo e vão ficando com a gordura no seu citoplasma (membrana celular lipoproteica). • Mitoses atípicas. Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Tratamento • Quimioterapia. Neoplasias Malignas – Epiteliais • 94% de todas as malignidades orais são carcinomas de células escamosas; • O risco de câncer aumenta com a idade, principalmente em homens; • A hereditariedade parece não desempenhar papel principal na causalidade do carcinoma oral; CEC – Carcinoma Espinocelular (Câncer de Boca) • 90-95% das neoplasias malignas que acometem a boca; • Multifatorial: Fatores intrínsecos + extrínsecos; • 6º tumor mais incidente em homens e 8º em mulheres; • 8º em toda a população brasileira; • É o mais frequente na Índia, devido aos costumes da região (modo invertido de fumar); • Geralmente associados ou precedidos de lesão pré-cancerosa (leucoplasia). Histopatologia •Surge a partir de um epitélio de superfície displásico e é caracterizado histopatologicamente por ilhas e cordões invasivos de células escamosas epiteliais malignas; • Superficialmente invasivo ou microinvasivo – Diagnóstico precoce; • A invasão é representada pela extensão irregular do epitélio lesional através da membrana basal; • Relação núcleo-citoplasma aumentada: Citoplasma eosinofílico com núcleos grandes e coloração intensa (hipercromado); • Metástase: Célula alterada vai através da circulação sanguínea ou linfática. Pode-se apresentar: • Bem diferenciado: Apresenta característica do tecido de origem, com formação de pérolas de ceratina (a célula ainda produz); Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE • Moderadamente diferenciado: Apresenta características da célula de origem, mas não é visto as pérolas de ceratina, já aparecem mitoses atípicas e outras alterações; • Pouco diferenciado: Ninhos invadindo o tecido conjuntivo, histopatológico difícil (precisa de imuno-histoquímica para ver a célula de origem e confirmar o diagnóstico). Fatores Etiológicos • Tabagismo; • Álcool (cofator); • Exposição solar crônica (câncer em lábio); • Sífilis; • Anemia (deficiência de ferro); • Desnutrição. Tratamento e Prognóstico • Excisão cirúrgica; • Radioterapia e quimioterapia; • Alguns casos são inoperáveis; • Prognóstico: Relacionado ao sistema TNM (estadiamento clínico). o T – Tamanho do tumor; o N – Presença ou não de nódulos linfáticos acometidos; o M – Presença de metástase em outros órgãos. Localizações Anatômicas • Lábio (os que ocorrem em lábio superior são mais agressivos); • Língua (dorso); • Gengiva 1. CEC de Lábio • Ulceração endurecida (bordos), exofítica, verrucosa, indolor, crostosa e exsudativa; • < 1 cm de diâmetro; • Crescimento lento, metástase tardia; • Destruição de tecido normal (ulcerações); • Tipicamente em pessoas de pele clara com exposição prolongada a radiação UV, normalmente devido a profissão; • Pode aparecer no local que o paciente apoia o cigarro, charuto ou cachimbo; • Pode ser gerada através da queilite actínica Tratamento e Prognóstico • Remoção cirúrgica; • 8% de recidiva (lábio inferior) e 25% (lábio superior); • 95-100% taxa de sobrevida em 5 anos (lábio inferior) e 58% (lábio superior). Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE 2. CEC de Língua • Mais comum de todos os intraorais (50%); • Sítio mais acometido em jovens; • Geralmente estão presentes na superfície lateral posterior (representam 2/3) e ventral da língua (20%); • Massa exofítica ou úlcera endurecida indolor; • Metástase mais comum; Tratamento e Prognóstico • Feridas na boca que não cicatrizam com mais de 20 dias requerem biópsia; • Remoção cirúrgica radical e radioterapia; • Prognóstico: sombrio. 3. CEC de Assoalho de Boca • Mais frequente em adultos e idosos do sexo feminino; • 35% dos intraorais, 2º mais comum; • Frequentemente associado ao desenvolvimento de uma 2ª malignidade em outro local (trato aerodigestivo superior ou em um órgão distante); • São os mais propensos a originar-se de uma leucoplasia/eritroplasia; • Mais comum na linha média, próximo ao freio lingual; • Destruição de tecido normal; • Mobilidade lingual; Tratamento e Prognóstico • Remoção cirúrgica radical e radioterapia; • Prognóstico: sombrio. 4. CEC de Mucosa Jugal e Gengiva • 10% dos intraorais; • Predileção pelo sexo feminino; • Simula lesões benignas/reacionais; • Pode acometer rebordo; • Geralmente o carcinoma gengival destrói a estrutura óssea subjacente, causando mobilidade dentária; • Apresenta-se como uma úlcera, placa branca e exofítica; • Crescimento lento e metástase tardia (rara); • Tabaco é a principal causa; Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE • Homens na 7ª década de vida; • Lesões de rebordo tem que tratar rapidamente para evitar a disseminação óssea, pois afeta o prognóstico; Tratamento e Prognóstico • Remoção cirúrgica radical e radioterapia; • Prognóstico: Favorável. 5. CEC de Palato • No palato duro é menos frequente; • 10-20% dos casos; • Índia – Fumo invertido (tabaco sem fumaça); • Homens idosos (7ª década de vida); • Diagnóstico tardio devido a região; • Apresenta-se como úlceras, placa branca ou vermelhas, úlceras curatorial; • Crescimento lente e metástase rara; • Os tumores posteriores são maiores do que os anteriores; • Úlcera que não cicatriza. Histopatológico • Infiltrado inflamatório; Tratamento e Prognóstico • Remoção cirúrgica radical + radio e quimioterapia; • Prognóstico: Metástase – sombrio. Patologia Bucal II – Beatriz Suares e Iasmin Fares FOP/UPE Estadiamento • O tamanho do tumor e a extensão da disseminação metastática do carcinoma de células escamosas oral são os melhores indicadores do prognóstico do paciente; • O processo de quantificar esses parâmetros clínicos é denominado estadiar a doença; • Classificações TNM individualizadas são utilizadas para a maioria dos cânceres humanos, com cada sistema sendo aplicado exclusivamente para um sítio anatômico específico e um tipo de tumor específico; • Esse protocolo de estadiamento depende de três características clínicas básicas: T – Tamanho do tumor primário, em centímetros; N – Envolvimento de linfonodos locais M – Metástases a distância • Uma vez determinados os três parâmetros, seus valores são registrados conjuntamente a fim de determinar o estágio adequado. Quanto maior for o estágio da classificação, pior será o prognóstico.