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Gestão de Resíduos 
e Meio Ambiente
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde 
(PGRSS), Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Dr.ª Danielly Negrão
Revisão Textual:
Prof. Me. Luciano Vieira Francisco
Revisão Técnica:
Prof.ª M.ª Josiane Travençolo Silva
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Plano de Gerenciamento de Resíduos 
de Serviços de Saúde (PGRSS);
• Direitos do Trabalhador e 
Responsabilidade do Gerador de RSS.
Objetivos
• Conhecer os objetivos da implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços 
de Saúde (PGRSS);
• Entender cada etapa do PGRSS;
• Compreender as estratégias de monitoramento e os indicadores de desempenho gerencial;
• Discutir as responsabilidades e os direitos do trabalhador assegurados na legislação do Brasil.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços 
de Saúde (PGRSS), Monitoramento Gerencial e 
Direitos do Trabalhador
Fonte: Getty Im
ages
UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
Plano de Gerenciamento de 
Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)
Antes de entrarmos especificamente no PGRSS, leia o material que o Núcleo de Inteligên-
cia em Sustentabilidade (NIS) do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas 
(Sebrae) disponibiliza para as empresas de qualquer atividade, intitulado Como imple-
mentar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) em sua empresa. 
Disponível em: https://bit.ly/3scq9gn
O PGRSS é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos 
resíduos sólidos. Assim, nele são contemplados os aspectos referentes à geração, segre-
gação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte e disposição final, bem 
como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente.
Esse documento é uma exigência legal e a principal estratégia de materialização da 
gestão de RSS nos serviços de saúde. O PGRSS é de fundamental importância para o 
gerenciamento de RSS, de modo que veremos um passo a passo de como implementá-lo 
na prática.
Na internet é possível encontrar vários modelos e formatos de PGRSS, desde a um pequeno 
consultório de dentista até a um grande hospital, e ainda existe a possibilidade de fazer o 
PGRSS de forma digital, alimentando dados de geração mensalmente.
No vídeo é possível conferir um tutorial bem interessante e inovador sobre o tema. 
Disponível em: https://youtu.be/2V-unsoYefA
Veremos cada uma das etapas recomendadas na Resolução da Diretoria Colegiada 
(RDC) n.º 306/2004 e Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 
n.º 358/2005, conforme o modelo proposto por Cussiol (2008), no Manual da Fun-
dação Estadual do Meio Ambiente (Feam), que está descrito com uma linguagem bem 
simples – a autora é uma das profissionais mais experientes da área no Brasil.
O Manual na íntegra, disponível em: https://bit.ly/3s4ZzGb
A elaboração proposta por Cussiol (2008) descreve 27 etapas, aqui adaptadas com 
junções de alguns itens e inversão de fases de implantação, de modo que ficaram 20 
etapas descritas nos seguintes tópicos – e logo na sequência teremos o detalhamento de 
cada item:
1. Formação de equipe de trabalho;
2. Componentes da equipe de elaboração do PGRSS;
3. Diagnóstico da situação inicial;
4. Mapeamento de risco;
5. Dados sobre o estabelecimento;
6
7
6. Caracterização do estabelecimento;
7. Organograma do estabelecimento;
8. Caracterização do perfil de atendimento do estabelecimento, especialidades 
e serviços;
9. Responsabilidades das equipes: tais como Comissão de Controle de Infecção 
Hospitalar (CCIH), Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), Ser-
viço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho 
(SESMT) etc.;
10. Caracterização dos aspectos ambientais;
11. Descrição da política de segurança ocupacional;
12. Descrição do gerenciamento de cada grupo de resíduo em todas as etapas 
de manejo;
13. Gerenciamento do Grupo A: resíduos infectantes;
14. Gerenciamento do Grupo B: resíduos químicos;
15. Gerenciamento do Grupo C: rejeitos radioativos;
16. Gerenciamento do Grupo D: resíduos comuns;
17. Gerenciamento do Grupo E: resíduos perfurocortantes;
18. Monitoramento para controle e indicadores;
19. Plano de contingência de RSS;
20. Plano de educação continuada inicial.
Para visualizar um exemplo real de PGRSS, acesse o arquivo do Hospital Universitário da 
Universidade de São Paulo (HU-USP), disponível em: https://bit.ly/3s9FRJe
Formação de equipe de trabalho e componentes 
da equipe de elaboração do PGRSS
O estabelecimento de saúde deve compor uma comissão interna com representan-
tes de diversos setores e ter um responsável técnico, que deve ser um profissional com 
registro ativo no seu Conselho de Classe, com apresentação de Anotação de Responsa-
bilidade Técnica (ART), ou certificado de responsabilidade técnica, ou ainda documento 
similar – quando couber – para exercer a função de responsável pela elaboração e im-
plantação do um PGRSS, podendo ser assessorado por equipe de trabalho que detenha 
as qualificações correspondentes.
Nessa etapa, o Estabelecimento de Assistência à Saúde (EAS) deve designar o(s)
profissional(is) que deverá(ão) compor a equipe de trabalho, de acordo com os tipos de 
resíduos gerados.
A equipe de trabalho deve ter respaldo da alta direção do EAS, de modo que deverá 
ser designado um responsável legal e outro pelo PGRSS.
7
UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
O responsável legal consta do alvará sanitário emitido pela vigilância sanitária e o 
responsável pelo PGRSS deve elaborar, desenvolver, implantar e avaliar a aplicação do 
PGRSS de acordo com as especificações legais já mencionadas e supervisionar todas as 
etapas do plano.
Diagnóstico da situação inicial
Faz-se necessário ter um bom conhecimento sobre a legislação e as diversas normas 
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para o diagnóstico inicial. Assim, 
é possível fazer uma análise crítica de quanto realmente já foi feito ou ainda está por 
fazer no PGRSS.
Para identificar os problemas na gestão de resíduos, o estabelecimento pode fazer um 
diagnóstico da situação, conforme mostrado na Figura a seguir:
Quais são as atividades desenvolvidas no estabelecimento? Identi�car e mapear
O estabelecimento investe em capacitação e treinamento de seus 
colaboradores para o correto gerenciamento dos resíduos?
O resíduo é passível de:
Recuperação? Reaproveitamento? Reciclagem?
O resíduo é perigoso?Não Sim
Caracterização qualitativa e classi�cação dos resíduos:
Anotar o que é gerado em cada ponto ou unidade de geração e classi�car os resíduos
conforme a RDC nº 306/2004 da Anvisa
Qual é a geração mensal de cada grupo?
Há medidas de minimização da geração? Se sim, quais?
Quais são os cuidadosnecessários para o manuseio seguro?
Como é feita cada etapa da fase intraestabe-
lecimento? Segregação, acondicionamento, 
identi�cação, coletas 1 e 2 e transporte 
(frequência/�uxo/horário), armazemanento 
temporário e externo (tem área de higieni-
zação?), registro e controle dos materiais 
recicláveis. Há rede coletora de esgoto 
no estabelecimento?
Como é feita cada etapa da fase intraestabe-
lecimento? Segregação, acondicionamento, 
identi�cação, coletas 1 e 2 e transporte 
(frequência/�uxo/horário), armazemanento 
prévio (se houver), armazenamento tempo-
rário e externo (tem área de higienização?), 
registro e controle dos radioativos e 
químicos perigosos.
Como é feita cada etapa da fase extraesta-
belecimento? Coleta e transporte externos 
com licença de operação?
Como é feita cada etapa da fase extraesta-
belecimento? Coleta e transporte externos 
com licença de operação?
O resíduo é destinado para unidades de 
reciclagem e sistemas de disposição �nal 
(aterro sanitário) com licença de operação 
conforme exigência dos órgãos competentes?
O resíduo é destinado para unidades de 
tratamento externo e sistemas de disposi-
ção �nal com licença de operação conforme 
exigência dos órgãos competentes?
Figura 1 – Etapas do diagnóstico inicial
Fonte: Adaptada de CUSSIOL, 2008
8
9
Espera-se obter as seguintes informações no diagnóstico inicial:
• Dados sobre a composição e quantidade de cada tipo de resíduo;
• Detectar possibilidades de minimização da taxa de geração;
• Identificar não conformidades durante a execução das diversas etapas e nas insta-
lações (sala e abrigo de resíduos) e, consequentemente, necessidades de melhorias;
• Inventariar as necessidades: investimentos em infraestrutura física, materiais, recursos 
humanos, capacitação inicial e continuada;
• Compor o PGRSS.
A operação de quantificação deve ser feita durante sete dias consecutivos, devido à 
possível variação na quantidade de resíduos em função da dieta da cozinha e das ativi-
dades de assistência médica.
A partir dos dados obtidos, deve-se fazer também a previsão dos investimentos finan-
ceiros necessários para adequar o estabelecimento. Sugere-se fazer o registro em uma 
tabela, conforme o seguinte modelo, proposto por Cussiol (2008):
Tabela 1 – Investimentos necessários e recursos orçamentários correspondentes
Tipo de 
investimento Unidade Quantidade Valor unitário [R$] Valor total [R$]
Obras civis
Discriminar os tripos de obras 
necessários (sala de resíduo, abrigo de 
resíduos, sala de higienização, etc.)
– – –
Carros de coleta Discriminar o tipo, modelo,fabricante, volume, etc. – – –
Equipamentos 
de informática
Discriminar modelo, fabricante, 
programas necessários, etc. – – –
Outras máquinas 
e equipamentos
Discriminar os tipos de equipamentos, 
modelo, fabricante (autoclave, etc.) – – –
Móveis e utensílios Discriminar o mobiliárioe utensílios necessários – – –
Recursos humanos Discriminar as pessoas por área de formação e atuação – – –
Capacitação Discriminar o tipo de capacitação, instrutor, materiais, etc. – – –
Outros Discriminar outrosinvestimentos necessários – – –
 Fonte: Adaptada de CUSSIOL, 2008
Mapeamento de risco
O mapeamento de risco é um levantamento dos locais de trabalho apontando os 
riscos que são sentidos e observados pelos próprios trabalhadores. A Norma Regula-
mentadora (NR) 5 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) considera como riscos 
ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos, além de riscos ergonômicos e de 
acidentes, existentes nos locais de trabalho e que venham causar danos à saúde dos 
trabalhadores. Esses riscos podem prejudicar o bom andamento do trabalho, portanto, 
devem ser identificados, avaliados e controlados de forma correta.
9
UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
O mapa de riscos é representado graficamente por meio de círculos de cores e tama-
nhos proporcionalmente diferentes (riscos pequenos, médios e grandes), sobre o layout
do local avaliado no EAS e deve ficar afixado em local visível a todos os trabalhadores. 
A seguir, mostra-se uma Tabela contendo as cores usadas no mapa de riscos:
Tabela 2 – Cores usadas no mapa de riscos
Simbologia das Cores No mapa de 
risco, os riscos são representados e 
indicados por círculos coloridos de 
três tamanhos diferentes, a saber:
Risco Químico Leve Risco Mecânico Leve
Risco Químico Médio Risco Mecânico Médio
Risco Químico Elevado Risco Mecânico Elevado
Risco Biológico Leve Risco Ergonômico Leve Risco Físico Leve
Risco Biológico Médio Risco Ergonômico Médio Risco Físico Médio
Risco Biológico Elevado Risco Ergonômico Elevado Risco Físico Elevado
Fonte: Adaptada de CUSSIOL, 2008
A elaboração do PGRSS deve estar alinhada com o modelo de gestão do serviço de 
saúde, tornando possível vários formatos e layouts. Assim, realize uma busca rápida 
na internet para conferir as diversas possibilidades.
A seguir temos as etapas de elaboração, implantação e execução do PGRSS:
Dados sobre o estabelecimento
Razão social, tipo, endereço completo, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), 
horário de funcionamento, nome do responsável legal.
Caracterização do estabelecimento
Número de funcionários, tipos de serviços terceirizados, número total de funcionários 
de empresas terceirizadas, área total do terreno e construída, alvará sanitário, estrutura 
física etc.
Organograma do estabelecimento
Trata-se da versão completa e atualizada, deixando claro que a comissão de geren-
ciamento de RSS, por meio de seu responsável técnico, está ligada a uma área específica 
do organograma.
Caracterização do perfil de atendimento do 
estabelecimento por especialidades e serviços 
Informar os tipos de especialidades médicas e assistenciais, número de atendimentos 
por dia, de leitos por especialidade, de profissionais e o tipo de contrato dos profissionais 
que atuam diretamente com a gestão de RSS e todas as redes de referências.
Responsabilidades das equipes
Abordar as inter-relações entre as diversas estruturas existentes no estabelecimento 
(CCHI, Cipa, SESMT etc.) e fazer um resumo das responsabilidades e qualificações de 
10
11
cada uma, citando exemplos práticos, como a CCIH responsável por direcionar as re-
gras de classificação dos resíduos e tantas outras possibilidades .
Caracterização dos aspectos ambientais
Devem estar contemplados em todas as etapas, desde a solicitação da licença ambiental, 
planejamento dos recursos físicos, materiais e da capacitação dos recursos humanos 
envolvidos no manejo dos RSS. Caso a instituição pertença a algum programa de cer-
tificação ambiental, como a Organização Internacional de Normalização (ISO) 14000, 
deve ser citado e relacionado à gestão dos RSS, detalhando-se as seguintes informações:
• Abastecimento de água:
» Informar o sistema de abastecimento (rede pública ou solução alternativa: poço, 
caminhão-pipa etc.). No caso de poço, informar a licença de uso e outorga;
» Informar se existe aplicação de produtos químicos na água para o abastecimento;
» Informar se existe o controle interno ou externo de qualidade da água.
• Efluentes líquidos: informar o modo de esgotamento sanitário dos efluentes, se 
existe tratamento ou não dos efluentes no estabelecimento ou na rede coletora;
• Emissões gasosas: informar se existe geração de vapores e gases, identificar e 
localizar os pontos de geração.
Descrição da política de segurança ocupacional
É importante informar o que é feito para a segurança ocupacional, como exame 
médico admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função, exame 
demissional e o sistema de imunização do pessoal envolvido diretamente com os pro-
cessos de higienização, coleta, transporte, tratamento e armazenamento de resíduos;
Descrição do gerenciamento de cada grupo de resíduo 
em todas as etapas de manejo dos grupos A, B, C, D, E
Para iniciar a elaboração do PGRSS é fundamental saber se oestabelecimento 
de saúde atende aos requisitos mínimos da legislação nacional quanto ao gerencia-
mento interno. Assim, o seguinte Quadro sintético com as normas pode ser utilizado 
como roteiro inicial, constando, na última coluna, a checagem se atende ou não ao 
item da legislação quanto aos critérios de segregação, simbologia, normas de iden-
tificação e acondicionamento:
Tabela 3 – Verifi cação da gestão de RSS com a legislação
Segregação RDC 
306/04 Classifi cação Simbologia Identifi cação Acondicionamento
Atende à 
legislação?
Grupo A – 
Infectante
A1 – Sobras de 
bolsas transfusionais 
cheias em sala de 
operação que não 
estão próprias para 
o uso.
Resíduo Infectante
NBR 7500.
Saco de lixo branco leitoso, com 
impressão da simbologia de 
material infectante, fabricado 
com resina termoplástica de alta 
resistência compatível com a sua 
capacidade, para acondiciona-
mento de resíduos infectantes, 
estando em conformidade com as 
NBR 9191, 9195, 13055, 13056.
–
11
UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
Segregação RDC 
306/04 Classifi cação Simbologia Identifi cação Acondicionamento
Atende à 
legislação?
Grupo A – 
Infectante
A3 – Peças anatô-
micas ou membros 
de seres humanos 
menores de 500 g ou 
25 cm de estatura.
Símbolo infectante 
mais a descrição de 
peças anatômicas.
Saco vermelho com impressão 
da simbologia de material 
infectante fabricado com resina 
termoplástica de alta resistência 
compatível com a sua capacida-
de, para acondicionamento de 
resíduos infectantes, estando em 
conformidade com as NBR 9191, 
9195, 13055, 13056.
–
A4 – Resíduos com a 
presença de material 
biológico, filtro de 
anestesia, tecido 
adiposo e bolsas de 
sangue vazias, restos 
de curativos, gazes 
com sangue, com-
pressas e outros.
NBR 7500.
Símbolo infectante.
Saco branco leitoso padrão ABNT, 
substituído quando atingir 2/3 de 
sua capacidade ou, pelo menos, 
uma vez a cada 24h.
–
Grupo B – 
Químicos
Resíduos de medica-
ção com volume 
no frasco e 
todos da Portaria 
n.º 344/98 (psicotró-
picos, entorpecentes 
quimioterápicos e 
antineoplásticos)
NBR 7500. Símbolo 
do risco associado e 
com discriminação 
de substância quími-
ca e frases de risco.
Coletor rígido de plástico na cor 
laranja com as informações de 
segurança de produtos químicos 
(NBR 14725 e Decreto 
n.º 2.657/98).
–
Frascos vazios 
de formol e 
ácido peracético.
NBR 7500. Símbolo 
do risco associado.
Saco laranja com impressão da 
simbologia de rejeito químico 
fabricado com resina termoplás-
tica de alta resistência compatível 
com a sua capacidade, estando em 
conformidade com as NBR 9191, 
9195, 13055, 13056 e Resolução 
Conama n.º 257/2001.
–
Pilhas e baterias NBR 7500. Símbolo do risco associado.
Coletor próprio e depois trans-
ferido para papa-pilha central, 
seguindo a Resolução Conama 
n.º 257/2001.
–
Fixadores e revela-
dores de raios X. NBR 7500 – ABNT .
Contrato de logística reversa com 
empresa fornecedora em reserva-
tórios específicos e que atenda à 
Resolução Conama 
n.º 257/2001.
–
 Grupo C –
Radioativo
Resíduos 
radioativos.
Símbolo de rejeito 
radioativo, con-
forme a Norma da 
Comissão Nacional 
de Energia Nuclear 
(Cnen) n.º 6.905.
Não observada geração no 
centro cirúrgico. –
Grupo D – 
Não Recicláveis
Resíduos que não 
apresentam risco 
biológico, químico 
ou radiológico à 
saúde ou ao meio 
ambiente, podendo 
ser equiparados aos 
resíduos domici-
liares.
PLÁSTICO PAPEL NÃO 
RECICLÁVEL
NBR 7500.
Saco cinza não transparente, 
fabricado com resina termoplás-
tica de alta resistência compatível 
com a sua capacidade, para 
acondicionamento de resíduos 
infectantes, estando em confor-
midade com as NBR 9191, 9195, 
13055, 13056.
–
12
13
Segregação RDC 
306/04 Classifi cação Simbologia Identifi cação Acondicionamento
Atende à 
legislação?
Grupo D – 
Recicláveis
Papel/papelão e resí-
duos de papel limpo 
e seco e, nas salas de 
cirurgias, papel de 
grau cirúrgico, caixas 
de medicação, 
caixas de fios e 
outras embalagens.
PLÁSTICO PAPEL NÃO 
RECICLÁVEL
Identificação de 
acordo com a 
Resolução Conama 
n.º 257/2001 
(azul, papéis) .
Saco azul não transparente fabri-
cado com resina termoplástica de 
alta resistência compatível com a 
sua capacidade, para acondicio-
namento de resíduos infectantes, 
estando em conformidade com as 
NBR 9191, 9195, 13055, 13056.
–
Papel/papelão e resí-
duos de papel limpo 
e seco e, nas salas de 
cirurgias, papel de 
grau cirúrgico, caixas 
de medicação, 
caixas de fios e 
outras embalagens. 
PLÁSTICO PAPEL NÃO 
RECICLÁVEL
Identificação de 
acordo com a 
Resolução Conama 
n.º 257/2001 (ver-
melho, plásticos)
Saco vermelho não transparente 
fabricado com resina termoplás-
tica de alta resistência compatível 
com a sua capacidade, para 
acondicionamento de resíduos 
infectantes, estando em confor-
midade com as NBR 9191, 9195, 
13055, 13056.
–
Grupo E – 
Perfurocortantes
Materiais escarifi-
cantes: lâminas de 
bisturi, agulhas, 
escalpes, cateter in 
sitio (Jelcko), ampo-
las de vidro, brocas, 
lancetas, tubos 
capilares, lâminas e 
lamínulas, espátulas 
e outros.
Símbolo de subs-
tância infectante 
mais inscrição de 
resíduo perfuro-
cortante, indicando 
os riscos adicionais 
que apresentam o 
resíduo (químico 
ou radiológico), 
quando houver 
(NBR 7500).
Coletor de artigos descartáveis 
para descarte de material 
perfurocortante, confeccionado 
em material rígido, resistente a 
perfurações em qualquer ponto 
de sua superfície.
Materiais de grandes formatos 
são acondicionados em clean box, 
que seguem a mesma Norma.
Caixas seguem as normas de 
coletores, segundo a NBR 13853.
–
Fonte: Adaptada de Freepik
Baseando-se nas características dos resíduos gerados é importante detalhar a classi-
ficação que será adotada, descrever o manejo dos RSS em cada uma das 12 etapas e 
analisar as particularidades do estabelecimento de saúde e dos recursos disponíveis em 
cada município quanto ao tratamento e à disposição final.
No PGRSS deve-se ainda:
• Listar os tipos de resíduos gerados;
• Informar a quantidade de resíduos gerados por unidade;
• Informar a quantidade de resíduos gerados por grupo;
• Descrever como é feita cada etapa do gerenciamento de cada grupo de resíduo;
• Identificar e localizar em esquemas ou fluxogramas os locais de geração de resíduos 
por grupo, os fluxos e os roteiros a serem executados por tipo de resíduos e locais 
de armazenamento;
Serviços terceirizados, parceiros e redes de referências – como as Organizações Não 
Governamentais (ONG) de reciclagem –, caso estejam envolvidos, devem estar contem-
plados e informar nome, endereço, CNPJ e outros dados importantes (coleta/frequên-
cia, transporte/tipos de veículos, tratamento/tipo, transbordo, disposição final/tipo etc.).
Monitoramento para Controle e Indicadores de Gestão de RSS
O monitoramento visa checar e avaliar periodicamente se o PGRSS é executa-
do conforme o planejado, consolidando as informações por meio de indicadores e 
13
UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
eventualmente elaborando relatórios, de forma a melhorar a qualidade, eficiência e efi-
cácia, aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas.
Os resíduos devem ser quantificados, no mínimo, anualmente, por 7 dias consecuti-
vos para assegurar o cumprimento do inventário citado na RDC n.º 306/2004; contudo, 
mesmo não sendo uma obrigatoriedade, as recomendações internacionais ressaltam a 
importância do monitoramento quantitativo e qualitativo dos RSS durante todo o tempo 
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2012).
A pesagem dos RSS tem como objetivo principal a quantificação dos mesmos para o 
cálculo da taxa de geração e proporção. A taxa de geração dos RSS normalmente é cal-
culada por kg/local de geração e dos grupos segregados segundo a RDCn.º 306/2004.
Segundo o Manual de regulamento orientador para a construção dos indicadores de 
monitoramento, avaliação e controle de plano de gerenciamento de resíduos de serviços 
de saúde (BELO HORIZONTE, 2011), há algumas fórmulas que podem auxiliar nos 
cálculos relacionados aos RSS:
Taxa de geração = 
Peso RSS (kg) por grupo ou local de origem ou outros
Peso RSS (kg) SO total geral.
Variação da proporção = 
Peso RSS (kg) grupo ou local de origem ou outros × 100
Peso RSS (kg) SO total geral
Para análise dos dados do monitoramento é importante termos parâmetros de refe-
rência, como a proporção de resíduos não perigosos ou resíduos em geral, que são os 
que não têm contato com agentes infecciosos, produtos químicos perigosos ou substân-
cias radioativas. Uma proporção significativa (cerca de 85%) de todos os resíduos dos 
serviços de saúde corresponde aos resíduos não perigosos e, geralmente, é similar em 
características para resíduos sólidos urbanos. Mais da metade de todos os resíduos não 
perigosos de hospitais é de papel, papelão e plásticos, enquanto o restante é composto 
por alimentos descartados, metal, vidro, têxteis, plásticos e madeira.
Como já citado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que os RSS são, de fato, 
considerados como “perigosos” e podem representar uma série de riscos ambientais e 
de saúde, podendo variar de 10 a 25%, mas em outros estudos também está registrado 
que esse percentual pode mudar de acordo com a complexidade do cuidado e criticidade 
da unidade assistencial.
Nogueira (2014), quando analisou apenas os RSS do Centro Cirúrgico (CC) em seu 
estudo com o entendimento de que os grupos A, B, E representam os RSS perigosos, 
a representatividade desses resíduos foi de 52,25% do total gerado no CC, que é uma 
unidade de alta complexidade com elevada concentração de procedimentos invasivos e 
utilização de agentes químicos.
Um estudo realizado no Hospital Universitário de Brasília, DF, concluiu que nas uni-
dades críticas como CC, pronto-socorro, unidade de queimados, os resíduos mais fre-
quentes são os infectantes (A) e em segundo lugar os resíduos comuns (D), sendo que nas 
áreas não críticas esta ordem se inverte (DUTRA; MONTEIRO, 2011).
A Agenda Global para Hospitais Verdes e Saudáveis relata que de 75 a 85% dos RSS 
são similares aos resíduos urbanos, ou seja, fazem parte do Grupo D, classificados como 
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comuns reciclados e não reciclados. No estudo de Nogueira (2014), o valor atribuído a 
esse tipo de resíduo foi de 47,74% no CC, onde realizava-se a reciclagem dentro das 
salas de operação.
Na mencionada Agenda também é citado que a porcentagem dos resíduos químicos 
constitui cerca de 3% do total dos resíduos de saúde, enquanto na pesquisa de Nogueira 
(2014) o valor representativo foi de 1,64%, um pouco abaixo da referência, que neste 
caso é algo positivo (KARLINER; GUENTHER, 2013).
Grande parte das instituições de saúde não monitora de forma sistemática a pesa-
gem dos RSS por unidade de geração, de modo que os dados são analisados somente 
pela geração diária e classificados pelos grupos da legislação, através de uma pesagem 
feita no abrigo externo, antes da alocação desses resíduos no caminhão que recolherá 
os RSS para a gestão externa – até porque muitas vezes a cobrança é feita baseada no 
peso em quilogramas.
Os trabalhadores e acompanhantes, além dos pacientes/usuários, geram RSS, sendo 
necessário saber calcular considerando esta variável.
A implantação do monitoramento de indicadores de gestão de RSS direciona melhor 
as ações e estratégias gerenciais. Sendo assim, recomenda-se estratificar os RSS por 
local de geração e por grupos de geração da RDC n.º 306/2004.
O monitoramento pode avaliar a tendência de redução ou o aumento de geração 
de RSS com bases comparativas de um mês para o outro, ou períodos representativos 
na unidade.
Quanto aos indicadores de processo de gestão de RSS, cada instituição deve criar seus 
sinalizadores de processos, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na 
legislação, descreve como critérios mínimos o monitoramento dos seguintes indicadores:
• Taxa de acidentes com resíduos perfurocortantes;
• Variação da geração de resíduos;
• Variação da proporção de resíduos dos grupos A (infectantes), B (químicos), C (radioa-
tivos), D (comuns recicláveis e não recicláveis), E (perfurocortantes);
• Variação do percentual de resíduos encaminhados para a reciclagem;
• Número de pessoas capacitadas e/ou horas de treinamento em gerenciamento 
de resíduos;
• Monitorar os custos com a gestão de RSS, podendo eleger insumos como caixa de 
perfurocortantes, coletores químicos e sacos brancos leitosos como direcionadores 
de custos – os quais considerados bons indicadores de processo (NOGUEIRA, 2014).
Plano de contingência de RSS
Os responsáveis pelo gerenciamento de resíduos no estabelecimento devem estar 
capacitados para enfrentar emergências, acidentes e, assim, implementar as medidas 
previstas a tempo.
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UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
Instruções e procedimentos visando minimizar ou eliminar as consequências dessas 
situações deverão constar em um plano de contingência, devendo incluir, mas não se 
limitando a:
• Procedimentos de limpeza da área de derramamento de resíduos perigosos e prote-
ção do pessoal;
• Reembalagem em caso de ruptura de sacos ou recipientes;
• Isolamento da área em emergência e notificação à autoridade responsável;
• Alternativas para o armazenamento e tratamento dos resíduos em casos de falhas no 
equipamento respectivo de pré-tratamento;
• Alternativas de coleta e transporte externos e de disposição final em casos de falhas 
no sistema contratado.
Deve-se elaborar um relatório detalhado dos fatos, frequência e procedimentos adotados.
Plano de educação continuada inicial
Os serviços geradores de RSS devem implementar um programa de educação inicial 
e continuada, contemplando todos os recursos humanos, independentemente do vínculo 
empregatício existente. Deve-se usar de estratégias pedagógicas baseadas na problema-
tização com exemplos relevantes advindos da prática profissional com envolvimento dos 
profissionais na construção dos temas relevantes.
Instrumentos de divulgação e comunicação são fundamentais, aliados ao apoio direto 
da gerência com atitudes como flexibilização de horário e liberação para treinamento.
Os profissionais de saúde devem ter conhecimentos sobre os seguintes temas, de um 
modo geral:
• Definições, tipo e classificação dos resíduos e potencial de risco;
• Sistema de gerenciamento adotado internamente no estabelecimento;
• Formas de reduzir a geração de resíduos e reutilização de materiais;
• Responsabilidades e tarefas;
• Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção 
Coletiva (EPC) específicos de cada atividade, bem como sobre a necessidade de 
mantê-los em perfeita higiene e estado de conservação;
• Biossegurança;
• Higiene pessoal e dos ambientes;
• Proteção radiológica, quando houver rejeitos radioativos;
• Medidas a serem adotadas pelos trabalhadores na prevenção e no caso de ocorrên-
cia de incidentes, acidentes e situações emergenciais;
• Visão básica do gerenciamento dos resíduos sólidos no município;
• Noções básicas de controle de infecção e de contaminação química;
• Noções gerais sobre o ciclo da vida dos materiais;
• Conhecimento da legislação ambiental, de limpeza pública e de vigilância sanitária 
relativa aos RSS.
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O empregador deve manter os documentos comprobatórios da realização do trei-
namento que informem a carga horária, o conteúdo ministrado, o nome e a formação 
profissional do instrutor e dos trabalhadores envolvidos.
Os programas de educação continuada podem ser desenvolvidos sob a forma con-
sorciada entre os diversos estabelecimentos existentes na localidade, se for pertinente.
Direitos do Trabalhador e 
Responsabilidade do Geradorde RSS
Acabamos de conhecer cada uma das etapas que devem ser contempladas no PGRSS, 
ficando evidente a interligação com todas as áreas gerenciais dos serviços de saúde e 
que o foco da gestão de RSS é o manuseio seguro para a proteção dos trabalhadores e 
menor impacto no meio ambiente.
Faz-se relevante termos clareza dos direitos dos trabalhadores e como estão descritos 
na legislação, de modo que conferiremos os resultados de uma pesquisa que retrata 
muito bem a importância do PGRSS como parte da política institucional e das práticas 
sustentáveis de todos os serviços de saúde.
O Brasil é um país continental, com uma diversidade de realidades e por incrível que 
pareça, os municípios de pequeno porte, mesmo gerando menos RSS, têm maior dificul-
dade de cumprir a legislação na sua integralidade devido à falta de estrutura, tecnologia, 
sistemas de logística reversa, alternativas de tratamento e sistemas de destinação final.
Nogueira e Castilho (2014), por meio de uma pesquisa exploratória descritiva do 
texto legal da Anvisa (RDC n.º 306/2004), apresentaram, no Congresso Mundial de 
Gerenciamento de Resíduos, um trabalho que tinha por objetivo analisar a legislação 
nacional frente à perspectiva da segurança ocupacional do trabalhador de saúde e 
dar visibilidade para direitos já assegurados na atual legislação brasileira. Nesse sen-
tido, vejamos a seguinte Tabela, com as três principais categorias de análise da RDC 
n.º 306/2004:
Tabela 4 – Representação da análise documental em categorias da RDC n.º 306/2004
Categoria de análise 
da RDC n.º 306/2004 Referência da Lei Texto da Lei
Saúde ocupacional
Capítulo VII, Artigo 16.1.
Capítulo VII, Artigo 16.
• Os trabalhadores devem ser imunizados em conformi-
dade com o Programa Nacional de Imunização (PNI);
• Os trabalhadores imunizados devem realizar con-
trole laboratorial sorológico para avaliação da res-
posta imunológica.
Capacitação do 
trabalhador
Capítulo VII, Artigo 18.
Capítulo VII, Artigo 18.1.
Capítulo VII, Artigo 19.
• Capacitação na admissão do trabalhador e mantida 
em educação continuada;
• A capacitação deve abordar a importância da utiliza-
ção correta dos EPI;
• Todos os trabalhadores devem conhecer o PGRSS ado-
tado, os critérios de segregação, reconhecer os símbo-
los, cores e fluxos.
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UNIDADE 
Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
Monitoramento Gerencial e Direitos do Trabalhador
Categoria de análise 
da RDC n.º 306/2004 Referência da Lei Texto da Lei
Programa de educação 
continuada Capítulo VII, Artigo 20.
Programa de educação continuada contemplando, den-
tre outros temas:
• Noções gerais sobre o ciclo da vida dos materiais;
• Conhecimento da legislação ambiental;
• Noções do gerenciamento dos resíduos sólidos 
no município;
• Potencial de risco dos resíduos;
• Formas de reduzir a geração de resíduos e reutilização 
de materiais;
• Orientações sobre biossegurança (biológica, química 
e radiológica);
• Orientações quanto à higiene pessoal e dos ambientes;
• Orientações especiais e treinamento em proteção ra-
diológica quando houver rejeitos radioativos;
• Providências a serem tomadas em caso de acidentes e 
de situações emergenciais;
• Noções básicas de controle de infecção e de contami-
nação química.
Fonte: Adaptada de NOGUEIRA; CASTILHO, 2014
Na referida pesquisa concluíram que a legislação analisada dispõe sobre a segurança 
do trabalhador de forma apropriada, valorizando e promovendo a sua saúde, seja pela 
iniciativa da imunização, seja pelo direito à informação e sua capacitação para o traba-
lho. Sendo assim, ela reflete avanços e conquistas no campo da saúde ocupacional pelo 
fato de já estar em vigor no Brasil há mais de dez anos.
Verificamos que o PGRSS é de extrema importância para os estabelecimentos de saúde, 
para os profissionais que atuam na área e para o meio ambiente. As vantagens de sua im-
plantação são: redução de riscos ambientais, redução do número de acidentes de trabalho, 
redução dos custos de manejo dos resíduos, incremento da reciclagem.
O monitoramento e a criação de indicadores de desempenho gerencial de resíduos de 
serviços de saúde têm como objetivo conferir se o planejamento proposto no PGRSS é 
executado, e ainda gerar relatórios com dados estatísticos que, de certa forma, trazem 
mais visibilidade para possíveis desvios.
Conhecemos também as responsabilidades e os direitos do trabalhador, sendo assegura-
dos pela legislação brasileira que, por sua vez, mostrou-se alinhada com as práticas glo-
bais e com grandes perspectivas de avanço.
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
da Diretoria Colegiada (RDC) n.º 50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe so-
bre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação 
de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, DF, 2002. Dis-
ponível em: <http://www. anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf>. Acesso em: 
17/05/2016.
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______ __. Resolução n.º 275, de 25 de abril de 2001. Estabelece código de co-
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em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/ res/res01/res27501.html>. Acesso em: 
17/05/2016.
SÃO PAULO (Cidade). Secretaria Municipal de Finanças. Taxa do lixo (TRSD e TRSS). 
São Paulo, 2012. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/ 
financas/servicos/taxaderesiduos/index.php?p=2348>. Acesso em: 17/05/2016.
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Site Visitado
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Hospital Universitário. Plano de Gerenciamento 
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