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Sistema Respiratório ➔ NARIZ/CAVIDADE NASAL O termo nariz compreende a projeção visível na face, enquanto isso, a cavidade nasal é uma cavidade que se estende posteriormente ao nariz. A cavidade nasal abre-se, portanto, anteriormente, no meio externo, através de aberturas do nariz externa (narinas) e, posteriormente, na parte nasal da faringe (nasofaringe), através dos coanos As aberturas de comunicações externa da cavidade nasal, as narinas, estão imediatamente adjacentes ao assoalho da cavidade nasal, e assim, durante a respiração normal, a tendência do ar inspirado é passar pelas porções inferiores da cavidade nasal Nariz externo O nariz externo apresenta uma extremidade livre, ou ápice do nariz, e outra inserida na fronte, a raiz do nariz. A margem arredondada, entre o ápice e a raiz, é denominada dorso do nariz. Inferiormente, em uma região chamada base do nariz, estão presentes duas aberturas, as narinas, limitadas medialmente pelo septo nasal, e que se estendem lateralmente nas asas do nariz ->O nariz externo tem parte óssea (osso nasal e processo frontal do maxilar) chamada de raiz, com borda chamada de dorso. Além de ápice, base com as narinas e asa. A porção cartilaginosa do nariz é formada, na parede lateral, pela cartilagem lateral, limitando a asa do nariz, pela cartilagem alar maior (ramo lateral e medial que se juntam na cartilagem septal), menor e acessória, e cartilagem septal. Entre as cartilagens há tecido fibroadiposo. A parte óssea superior do nariz, inclusive sua raiz, é coberta por pele fina. No entanto, a parte cartilagínea do nariz é coberta por pele mais espessa No nariz externo, há ainda dois pequenos espaços dilatados, um de cada lado, internamente às narinas e às asas do nariz, denominado vestíbulo do nariz. Esse espaço contem inúmeros pelos, as vibrissas, cujas função é filtrar partículas de poeira do ar que entra na cavidade nasal Esqueleto do Nariz: O esqueleto de sustentação do nariz é formado por osso e cartilagem hialina. A parte óssea do nariz consiste em ossos nasais, processos frontais das maxilas, parte nasal do frontal e sua espinha nasal. A parte cartilagínea do nariz é formando um arcabouço cartilaginoso, composto por cinco cartilagens principais: ✔ Cartilagem Septal ✔ Cartilagem Alar Maior ✔ Cartilagem Alar Menor ✔ Cartilagem Lateral ✔ Cartilagem Nasal Acessória Septo nasal O septo nasal divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda. Essa estrutura tem uma parte óssea e uma parte cartilagínea móvel flexível. O septo nasal constitui-se: • Cartilagem do Septo Nasal, anteriormente • Osso Vômer, póstero-inferiormente Julia Jordão TXXII • Lamina Perpendicular do Osso Etmoide, póstero- superiormente A margem posterior, livre, do vômer, ligeiramente côncava, constitui o limite medial dos coanos (abertura posterior da cavidade nasal) De cada lado do septo nasal, na porção mais anterior da face superior da lamina horizontal do palatino, há a presença de dois forames, os forames incisivos. Cada forame dá acesso à um canal incisivo. Esses canais incisivos, por sua vez, se juntam e desembocam na fossa incisiva, a qual é ocupada pela papila incisiva na cavidade oral. Esta relação estabelece uma comunicação entra a cavidade nasal e a cavidade oral na porção mais anterior. Tal comunicação é preenchida por estruturas nervosas e vasculares Cavidade nasal O termo cavidade nasal refere-se a toda a cavidade ou à metade direita ou esquerda, dependendo do contexto Relaçoes Anatomicas da cavidade nasal: As relações mais importantes da cavidade nasal são superiormente o seio frontal, a fossa anterior do crânio, o seio esfenoidal e a fossa media do crânio; inferiormente, o palato duro, que a separa da cavidade oral; lateralmente, a orbita e os seios maxilar e etmoidal; posteriormente, comunica-se com a parte nasal da faringe Ela se comunica com o exterior através das narinas, mas seu limite ósseo, no crânio, é a abertura piriforme, limitada superiormente pelos ossos nasais e, lateral e inferiormente, pelas maxilas. Os coanos marcam o limite ósseo entre a cavidade nasal e a parte nasal da faringe Limites das cavidades nasais A cavidade nasal é dividida em metades, denominada fossas nasais direita e esquerda, por uma divisão mediana, o septo nasal. Cada metade apresenta um teto, um assoalho, uma parede lateral e uma parede medial (esta última é o septo nasal) O teto da cavidade nasal se estende do esqueleto cartilaginoso do nariz, anteriormente, e ao longo da superfície inferior dos ossos nasal, frontal e lâmina cribriforme do osso etmoide, onde alcança o seu ponto mais alto. Aqui, a cavidade nasal está separada da fossa craniana anterior somente pela delgada lamina óssea, crivada de pequenos forames, do osso etmoide. Deste modo, lesões ósseas neste nível podem estabelecer uma comunicação entre o espaço subaracnóideo e a cavidade nasal, através da qual o liquido cerebrospinal flui para a cavidade e escoa pelas narinas Posteriormente à lamina cribriforme do etmoide, o teto da cavidade nasal constitui-se do corpo do esfenoide e que tem no seu interior o seio esfenoidal. A parte occipital (com a qual o corpo do esfenoide se articula) constituem, inferior e posteriormente, o teto da parte nasal da faringe Na parte basilar do osso occipital, o tubérculo faríngeo indica o ponto posterior extremo da mucosa faríngea na base do crânio e o ponto de sua reflexão sobre a musculatura da parede posterior da parte nasal da faringe. O tubérculo faríngeo serve assim para a fixação da faringe O assoalho da cavidade nasal é formado pelo palato duro, o qual constitui-se do processo palatino da maxila, anteriormente, e da lamina horizontal do osso palatino, posteriormente A parede lateral da cavidade nasal é formada pelos ossos etmoide, maxilar e palatinos, principalmente O osso etmoide fica abaixo da porção mediana do osso frontal e entre as orbital. É formado por duas massas de células pneumáticas chamadas labirintos etmoidais; por uma lamina cribriforme, horizontal, que une os labirintos; e por uma lamina perpendicular, que contribui para a formação do septo nasal Conchas e meatos nasais As conchas nasais oferecem uma barreira mecânica para a passagem do ar, fazendo com que o ar em turbilhonamento fique mais tempo em contato com a mucosa, altamente vascularizada, aquecendo-o. A parede medial de cada labirinto etmoidal apresenta, em geral, duas projeções ósseas recurvadas, as conchas nasais superior e media, que se projetam na cavidade nasal. A parede lateral, lâmina papirácea, forma a maior parte da parede medial da orbita correspondente Os dois ossos, etmoide e maxilar, projetam na cavidade nasal as conchas nasais, as duas superiores do osso etmoide e a inferior, formando um osso isolado, une-se a maxila O espaço situado superior e posteriormente à concha superior é o recesso esfenoetmoidal e recebe a abertura do seio esfenoidal. O espaço entre as conchas superior e media é o meato superior e nele abre-se o grupo de células etmoidais posteriores O meato médio é o espaço entre as conchas inferior e media. No meato médio, o labirinto etmoidal, situado lateralmente, apresenta uma elevação, visível na parede lateral do meato, denominado bolha etmoidal, onde se abrem as células etmoidais medias. Anterior e inferiormente à bolha etmoidal pode ser identificada um fenda, o hiato semilunar, onde se abre o seio maxilar, e, mais anteriormente, as células etmoidais anteriores. Supero- anteriormente ao hiato semilunar, está situado o infundíbulo etmoidal, onde ocorre a drenagem seio frontal, via ducto frontonasal O meato inferior é o espaço situado inferiormente à concha inferior e recebe a abertura do ductolacrimonasal, através do qual a secreção lacrimal escoa na cavidade nasal Divisão da cavidade nasal É possível dividir a cavidade nasal em vestíbulo, parte respiratória e parte olfatória: Vestíbulo: Pequena área situada internamente à abertura de cada narina, revestida de pele que apresenta vibrissas (pelos), glândulas sebáceas e sudoríferas Parte Respiratória: Forma a maior parte da cavidade nasal. Sua mucosa é continua com a mucosa que reveste os seios paranasais e parte nasal da faringe. Apresenta glândulas mucosas e serosas e células caliciformes, nas secreções das quais as partículas de ar inspirados ficam presas. A mucosa é ricamente vascularizada, aquecendo e umidificando o ar inspirado, uma condição importante para melhor aproveitamento do ar na hematose Parte Olfatória: Limita-se à concha nasal superior e terço superior do septo nasal. É suprida por fibras sensitivas do nervo olfatório, que atravessam os forames da lamina cribriforme do etmoide e terminam no bulbo olfatório Vascularização A irrigação arterial das paredes medial e lateral da cavidade nasal tem cinco procedências: • Artéria etmoidal anterior (da artéria oftálmica) • Artéria etmoidal posterior (da artéria oftálmica) • Artéria esfenopalatina (da artéria maxilar) • Artéria palatina maior (da artéria maxilar) • Ramo septal da artéria labial superior (da artéria facial) Essas artérias, responsáveis pela irrigação da cavidade nasal, costumam se anastomosar. As hemorragias nasais (epistaxe) são geralmente, devidas a rupturas dos ramos da artéria esfenopalatina OBS. Os vasos e nervos esfenopalatinos penetram os forames incisivos, atravessam os canais incisivos e entram na cavidade oral, via fossa incisiva Um rico plexo venoso submucoso situado profundamente à túnica mucosa do nariz proporciona drenagem venosa do nariz por meio das veias esfenopalatina, facial e oftálmica. O plexo venoso é uma parte importante do sistema termorregulador do corpo, trocando calor e aquecendo o ar antes de entrar nos pulmões Seios paranasais Alguns ossos do crânio são classificados como pneumáticos por possuírem uma cavidade no seu interior. Essas cavidades constituem os seios paranasais As relações dos seios paranasais com a orbita, a cavidade nasal e a fossa anterior do crânio é de alto risco, pois, quase sempre, as paredes ósseas divisórias entre as diversas cavidades são muito delgadas, e, assim, podem ser destruídas nos processos patológicos, os quais, por sua vez, passam a ter liberdade se difundir livremente de uma cavidade para outra OBS. Exemplificando o parágrafo acima, uma inflamação da mucosa que reveste os seios paranasais é denominada sinusite, que pode ter origem de uma rinite (inflamação da mucosa da cavidade nasal) que tenha se propagado para os seios paranasais Seio Maxilar: O seio maxilar, situado na maxila, é o maior de todos. Tem formato de uma pirâmide e seu teto é o assoalho da orbita; já o seu assoalho é o processo alveolar da maxila onde estão implantados os dentes superiores. Cada seio maxilar drena através de uma ou mais abertura, o ostio maxilar, para o meato nasal médio da cavidade nasal, por meio do hiato semilunar. Em quadros de sinusite, a tendência é da secreção permanecer acumulado, já que a abertura é superior em relação ao assoalho. Seio Etmoidal: O seio etmoidal compreende numerosas pequenas cavidades do labirinto etmoidal, denominadas células etmoidais. As células etmoidais tratam-se de pequenas invaginações da túnica mucosa dos meatos nasais médio e superior para o etmoide entre a cavidade nasal e a orbita. OBS: Em traumas na cabeça, partes moles da órbita podem invadir as células etmoidais. Uma fratura no assoalho da órbita, poderá haver deslocamento do globo ocular para o seio maxilar. Distinguem-se em células etmoidais anteriores, que se abrem no meato médio, através do infundíbulo etmoidal; células etmoidais medias, que se abrem no meato médio, atreves da bolha etmoidal; e as células etmoidais posteriores, que se abrem no meato superior Seio Frontal: Os seios frontais direito e esquerdo estão entre as lâminas externa e interna do osso frontal, posteriormente aos arcos superciliares e à raiz do nariz. Cada seio frontal drena através de um ducto frontonasal para o infundíbulo etmoidal, que se abre, supero- anteriormente ao hiato semilunar, no meato nasal médio. Os seios frontais possuem dimensões bem variadas e pode ser separado, aparecendo como duas ou mais cavidades de cada lado. OBS: todos os seios se comunicam com a cavidade nasal, que se comunica com o meio externo. Microrganismos podem invadir a cavidade nasal e comprometer os seios. No caso do seio frontal, uma fina lâmina óssea protege a região de meninges/encéfalo, de forma que, pode ser destruída (por ser muito frágil) e evoluir para infecção intracraniana. Seio Esfenoidal: O seio esfenoidal está situado no corpo do osso esfenoide. São divididas de modo desigual e separados por um septo ósseo. Essa estrutura abre-se na cavidade nasal pelo recesso esfenoetmoidal OBS: é possível procedimento cirúrgico para remoção da hipófise através da boca e faringe → LARINGE Trata-se de uma estrutura semi-rigida, com esqueleto cartilagíneo, no qual as cartilagens se articulam em articulações sinoviais. A laringe é bastante superficial, anteriormente; e está em relação com a parte laríngea da faringe, posteriormente • Funções: A laringe é um órgão do sistema respiratório que comunica a parte inferior da faringe com a traqueia, possuindo quatro funções: • Age como uma válvula para impedir não só a passagem de ar durante a deglutição como também que partículas alimentarem possam penetrar na via respiratória • Consiste em uma das partes da via aérea • Trata-se de um órgão essencial da formação dos sons (função vocalizadora) • Age, ainda, nos esforços ao levantar pesos, no trabalho de parto, na tosse, na defecação e na micção. Nestes dois últimos, sua ação ocorre quando houver uma grande necessidade de aumentar a pressão intra-abdominal. O mecanismo é baseada no fechamento da glote pelas pregas vocais • CARTILAGENS As cartilagens da laringe são: a tireóidea, a cricóidea e a epiglótica (impares) e a aritenoidea, a corniculada e a cuneiforme (pares). As cartilagens tireóidea, cricóidea e aritenoidea são cartilagens hialinas e podem sofrem calcificação, que inicia depois dos 20 anos. Já as cartilagens epiglótica, corniculada e cuneiforme são cartilagens elásticas Cartilagem Tireóidea: A cartilagem tireóidea constitui-se de duas laminas divergentes unidas anteriormente em ângulos de 90º, no homem, e aproximadamente 120º na mulher, o que lhe confere a forma de escudo (tireoide significa “em forma de escudo”) No ponto de união das laminas, superiormente, há uma projeção anterior, a proeminência laríngea, mais acentuada no homem, palpável e visível in vivo As margens superior e inferior das laminas divergem formando as incisuras tireóideas, superior e inferior. Já a margem posterior de cada lamina prolonga-se superior e inferiormente para formar os cornos superior e inferior, respectivamente Na superfície lateral de cada lamina vê-se uma crista, a linha obliqua, onde fixam os músculos constritor inferior da faringe, esternotireoideo e tireo-hioideo Cartilagem cricóidea: A cartilagem cricóidea recebe este nome porque cricóidea significa “em forma de anel” e esta é exatamente a sua forma, com uma placa posterior, a lamina da cartilagem cricóidea, e um arco anterior, o arco da cartilagem cricóidea Nas suas faces laterais, há facetas que se articulam com os cornos inferiores da cartilagem tireóidea, as faces articulares tireóideas; e ainda, na parte póstero-superior de sua lamina, há facetas que se articulamcom as cartilagens aritenoidea, as face articulares aritenoideas No plano mediano da lamina da cartilagem cricóidea, eleva-se uma crista que serve de inserção para musculatura longitudinal do esôfago, o tendão cricoesofagico A margem inferior da cartilagem cricóidea marca o termino da laringe e da faringe e o início da traqueia e do esôfago Cartilagem Aritenoideas: As cartilagens aritenoideas situam-se sobre a margem posterior da lamina da cartilagem cricóidea. Tem a forma de uma pirâmide triangular, apresentando um ápice superior, que se articula com a cartilagem corniculada, e uma base inferior. Desta destacam-se dois processos: o processo vocal, anteriormente, e o processo muscular, lateralmente • Processo Vocal: O processo vocal é a única parte dessas cartilagens que não sofre ossificação, pois é constituído de cartilagem elástica. Nele insere o ligamento vocal • Processo Muscular: No processo muscular inserem-se os músculos tireoaritenoideo e cricoaritenoideos, lateral e posterior A face medial da cartilagem aritenoidea é recoberta pela mucosa da laringe. Musculos e ligamentos cobrem a maior parte das cartilagens aritenoideas Cartilagens Corniculadas: As cartilagens corniculadas, direita e esquerda, estão situadas no ápice da cartilagem aritenoidea correspondente, na espessura da prega ariepiglotica Cartilagens Cuneiformes: As cartilagens cuneiformes, direita e esquerda, localizam-se na prega ariepiglotica, na frente da cartilagem corniculada Epiglote: A epiglote contem a cartilagem epiglótica, ímpar e mediana, que tem a forma de uma folha A sua porção superior é livre, larga e arredondada, ao passo que a porção inferior, o pecíolo da epiglote, está fixada à porção mediana do osso hioide e à cartilagem tireóidea pelos ligamentos hioepiglotico e tireoepiglotico, respectivamente Na sua face posterior, a sua margem superior e a parte superior de sua face anterior são recobertas pela mucosa da laringe A cartilagem epiglótica está unida ao ápice da cartilagem aritenoidea, de cada lado, por uma prega da mucosa, a prega ariepiglotica Como já foi descrito, estão incluídas nestas pregas as pequenas cartilagens corniculadas e cuneiformes, que são inconstantes As presas glossoepigloticas, que unem a base da língua à epiglote, podem ser consideradas como ligamentos extrínsecos desta cartilagem • ARTICULAÇOES Dois pares de articulações sinoviais devem ser mencionados na laringe: Articulação Cricotireoidea: A articulação cricotireoidea, que ocorrem entre os cornos inferiores da cartilagem tireóidea e a face lateral da cartilagem cricóidea, permitem movimentos de flexão e extensão de uma cartilagem sobre a outra Articulação Cricoaritenoidea: A articulação cricoaritenoidea ocorre entre as bases das cartilagens aritenoideas e a face superior das cartilagens cricóideas. As superfícies de contato são incongruentes, mas a articulação permite o movimento de rotação das aritenoideas em torno de um eixo vertical, bem como a rotação lateral daquelas cartilagens • Ligamentos Diversas estruturas ligamentosas devem ser referidas com relação à laringe. São elas: ligamentos tireo-hioideos mediano e laterais: A membrana tireo-hioidea é responsável por ligar a margem superior da cartilagem tireoide à margem supero-posterior do osso hioide. A membrana é espessa na sua porção mediana, o ligamento tireo-hioideo mediano, e nas suas margens livres posteriores, os ligamentos tireo- hioideos laterais, nos quais podem existir incrustações cartilagíneas (cartilagem tritícea) OBS. O ramo laríngeo interno (ramo do nervo laríngeo superior) e a artéria laríngea superior (ramo da artéria tireóidea superior) perfuram lateralmente a membrana tireo-hioidea ligamentos cricotireoideo e Vocal: O cone elástico e o ligamento cricotireoideo, que, em conjunto, constituem uma lamina de tecido conectivo cuja inserção inferior se faz em toda a margem superior do arco da cartilagem cricóidea, de uma faceta articular a outra A parte mediana desta lamina prende-se superiormente à cartilagem tireóidea, constituindo o ligamento cricotireoideo mediano As partes laterais não se prendem à margem inferior da cartilagem tireóidea: passam internamente a ela e prendem-se, posteriormente, aos processo vocais da cartilagem aritenoidea e, anteriormente, encontram-se, ao se inserir, medianamente, na metade da face posterior do ângulo da cartilagem tireóidea Estas partes laterais formam o cone elástico, um de cada lado. A margem superior, livre, de cada cone elástico, constitui o ligamento vocal, elástico e que constitui revestido por músculos e mucosa constituirá a prega vocal ligamento vestibular: A membrana quadrangular é uma delgada lamina conectiva que se prende, superiormente, na prega ariepiglotica e que, inferiormente, termina em uma margem livre, o ligamento vestibular. Anteriormente, a membrana quadrangular prende- se na face posterior do ângulo da cartilagem tireóidea. Desta forma, o ligamento vestibular vai da cartilagem aritenoidea ao ângulo da cartilagem tireóidea, situando-se alguns milímetros acima do ligamento vocal. O ligamento vestibular é a estrutura de sustentação da prega vestibular e o limite superior do ventrículo da laringe ADITO E CAVIDADE DA LARINGE O adito da laringe corresponde a entrada da laringe e encaminha o ar da parte laríngea da faringe para o interior da cavidade da laringe. Seus limites, antero-laterais, são a margem da epiglote, as pregas ariepiglotica e, posteriormente, uma prega que une as cartilagens aritenoideas, a prega interaritenoidea. O fechamento do adito protege a via respiratória contra a penetração de partículas alimentares e de corpos estranhos A cavidade da laringe é dividida em três porções: o vestíbulo, a glote e a cavidade infraglotica: Vestíbulo: O vestíbulo vai do adito da laringe às pregas vestibulares, no sentido supero-inferior. Estas, que vão da cartilagem tireóidea, anteriormente, à cartilagem aritenoidea, posteriormente, incluem os ligamentos vestibulares e são revestidas por mucosas. O espaço entre as pregas vestibulares é a rima do vestíbulo Glote: A glote que compreende a parte intermediaria e que engloba as quatro pregas (duas vestibulares e duas vocais), além do espaço entre elas (de cada lado) denominado ventrículo da laringe. O espaço entre as duas pregas vocais é conhecida como rima da glote Ventrículos: Os ventrículos correspondem a um espaço em forma de canoa, de cada lado cavidade da laringe, limitado superiormente pela prega vestibular e inferiormente pela prega vocal, e ainda a porção intermediaria, mediana, que se situa entre os espaços direito e esquerdo. Cada ventrículo apresenta um divertículo, o sáculo, que possui glândulas mistas, cuja secreção lubrifica as pregas vocais. As pregas estendem-se da cartilagem tireóidea ao processo vocal das cartilagens aritenoideas e incluem o ligamento e o musculo vocal, revestido pela mucosa. A parte mais anterior da rima da glote, localizada entre as regas vocais, é a sua parte intermembranacea, já a porção que situa entre os processos vocais é a parte intercartilaginea. O espasmo da glote é um dos acidentes frequentes durante a anestesia geral. Enquanto as pregas vocais são de grande importância na produção da voz, as pregas vestibulares exercem função protetora e, normalmente, não participam da fonação Cavidade Infraglotica: A cavidade infraglotica está situada entre as pregas vocais, superiormente, e o início da traqueia, inferiormente MUSCULOS Há dois grupos de músculos da laringe, os extrínsecos e os intrínsecos. Os extrínsecos compreendem o tireo-hioideo, o estilo-hioideo, o milo-hioideo, o digastrico,o estilo-faríngeo e o palato-faringeo, que são levantadores da laringe, e o omo-hioideo, o esterno-hioideo e o esternotireoideo, que são os abaixadores da laringe Dos músculos intrínsecos da laringe três originam- se da cartilagem cricoide: Musculo cricotireoideo: O musculo cricotireoideo, de trajeto ascendente e posterior, com suas fibras se inserindo na margem inferior da lamina da cartilagem tireóidea e na margem anterior do corno inferior Musculo cricoaritenoideo lateral: O musculo cricoaritenoideo lateral, de trajeto posterior, com suas fibras se inserindo no processo muscular da cartilagem aritenoidea Musculo cricoaritenoideo posterior: O musculo cricoaritenoideo posterior, cujas fibras, com trajeto lateral, inserem-se no processo muscular da cartilagem aritenoidea Dois músculos, intimamente ligados entre si, unem as cartilagens tireóidea e aritenoideas: Musculo tireoaritenoideo: O musculo tireoaritenoideo, vai da face lateral da cartilagem aritenoidea à face posterior da cartilagem tireóidea nas proximidades do plano mediano. Suas fibras são paralelas ao ligamento vocal e estão fixadas à margem lateral deste ligamento onde constituem o músculo vocal Musculo Vocal: O musculo Vocal, constituído pela porção medial do musculo tireoaritenoideo, de orientação paralela, fixada ao ligamento vocal Duas cartilagens unem as cartilagens aritenoideas entre si: Musculo aritenoideo transverso: O musculo aritenoideo transverso, espessa faixa muscular que une posteriormente as cartilagens aritenoideas Musculo aritenoideo obliquo: O musculo aritenoideo obliquo, formado por dois feixes musculares que cruzam posteriormente o musculo aritenoideo transverso e se fixam, por um lado, no processo muscular da cartilagem aritenoidea e, por outro, no ápice da cartilagem aritenoidea do lado oposto Um músculo une as cartilagens aritenoideas à epiglote: Musculo ariepiglotico: O musculo ariepiglotico, que é parte do musculo aritenoideo obliquo Um músculo une as cartilagem tireóidea à epiglote: Musculo tireoepiglotico: O musculo tireoepiglotico, que é parte do musculo tireoaritenoideo VASCULARIZAÇAO As artérias laríngeas, superior e inferior, ramos, respectivamente, das artérias tireóidea superior e inferior, irrigam a laringe. A artéria laringe superior acompanha o nervo laríngeo interno e ambos perfuram a membrana tireo-hioidea para penetrar na laringe. A artéria laringe inferior acompanha o nervo laríngeo recorrente As veias acompanham as artérias