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Estudo dirigido de História Econômica Geral Textos: 1)Expansão Comercial, Industrial e Financeira – (livro: História Econômica Geral. Autores: Franco Jr e Chacon, Editora Atlas, 1986.) - disponível no acervo da turma – AVA - pasta 22/08 2) Mercantilismo e O Estado Absolutista ( Livro História Econômica Geral – Autores: Flávio Azevedo M. Saes e Alexandre Macchione Saes. Editora Saraiva – 2013) – pasta 22/08 Entregue na aula dia 05/09 Responda as questões: 1) O que se entende por Mercantilismo? Mercantilismo é a expansão comercial e marítima como conjunto de medidas políticas econômicas na Europa no séc. XV, buscando a expansão das economias europeias a nível mundial. Essas medidas foram um conjunto de ações da burguesia mercantil e da nobreza, juntamente com o suporte do Estado. Segundo Deyon, mercantilismo é o conjunto das teorias e das práticas de intervenção econômica que se desenvolveram na Europa moderna desde a metade do Séc XV. Assim, foi uma política de intervenção econômica praticada pelo Estado Moderno, no período Absolutista, como instrumento de unificação, de superação de crises e de engrandecimento nacional. 2) Explique o que o autor, Heckscher (Apud, Saes & Saes, 2013) quer dizer quando entende o mercantilismo como uma forma da história política econômica em que o Estado é o sujeito e o objeto dessa política. O Estado é sujeito porque foi ele quem implementou essa política mercantilista, e objeto pois tem em vista aumentar a riqueza e o poder dele mesmo e não de seus súditos. Assim, o Estado tem autonomia em relação a sociedade por ser ao mesmo tempo sujeito e objeto da política econômica. 3) Como Hecksher explica os fins (objetivos) do Mercantilismo como sistema de poder dividido em dois prismas: Interno e externo. O autor destaca o prisma interno como um aspecto do caráter unificador, harmonizando plenamente pois trata-se de afirmar o Estado diante dos súditos. Esse caráter unificador é definido através da luta contra o universalismo e o particularismo medieval. Referente ao universalismo, é destacada a força influenciadora exercida pela Igreja sobre as populações. Ainda no âmbito interno, temos o particularismo como a dificuldade que o Estado encontrava para a integração econômica de territórios amplos que eram subdivididos em unidades políticas autônomas: alfândegas, pedágios, sistemas de pesos e medidas, regimes monetários. Já referente sistema de poder visto pelo prisma externo, o autor o caracteriza como sendo o mais importante pelo fato de garantir o poder do Estado perante outros Estados. Salienta ainda que o aumento de poder de um Estado só era possível através dos recursos de outros países, assim, aparecem as guerras, principalmente de conquista que agregava territórios e consequentemente recursos ao Estado vencedor. Ao fazer essa afirmação, fica claro que a ideologia mercantilista tinha a geração de riqueza como seu objetivo. Dessa forma, cabe ao Estado traçar ações para garantir e manter o poder, como por exemplo, defesa terrestre, navegação e abastecimento dos gêneros essenciais. 4) De que forma o mercantilismo serviu para promover o capitalismo comercial? O capitalismo comercial carecia de apoio extra econômico para se manter, e esse apoio veio através do Estado por meio da política mercantilista com o intuito de gerar uma contínua acumulação de capital. Assim, o mercantilismo buscou superar o bloqueio que setores não capitalistas impunham ao crescimento do capitalismo comercial, trouxe o acúmulo de capital e progresso técnico, o que mais tarde possibilitou a Revolução Industrial e o desenvolvimento econômico. 5) Qual o papel desempenhado pelos mercantilistas (burguesia) na formação dos Estados absolutistas? A burguesia comercial aliou-se aos monarcas para promover a constituição dos Estados Nacionais e um território unificado. Com a unificação de uma área em Estado centralizado, os problemas da excessiva fragmentação política (cobrança de pedágios e tributos em cada unidade de território) reduziriam e isso era vantajoso para a burguesia comercial, que via na unificação e nas padronizações político-administrativas um meio eficaz para ampliar seus ganhos comerciais. Essa descentralização política, o pagamento de tributos feudais e a falta de uma unidade monetária limitavam imensamente os ganhos comerciais. Com a criação de um território unificado, onde só o Estado cobrava impostos e existia uma mesma moeda, era possível aumentar os lucros da burguesia. No entanto, o monarca ou aquele que pretendia se tornar rei dependia de recursos para contratar e pagar um exército permanente e bem equipado com as últimas armas, e esses empréstimos em dinheiro eram fornecidos em grande parte pela burguesia comercial. 6) O mercantilismo foi a força e a fraqueza do Estado Moderno. Explique esta afirmação. O Estado apoiava o comércio e se mantinha por meio dos tributos pagos pelo mesmo, porém, isso fortaleceu a burguesia e desequilibrou o sistema. Portanto, fazia-se necessário manter o equilíbrio social e para isso, o Estado deveria sustentar a nobreza decadente, necessitando de recursos provenientes do mercantilismo. Devido a isso, o mercantilismo foi a força e a fraqueza do Estado Moderno por provocar a ruptura do equilíbrio e comprometer sua própria existência.