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2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA Conforme a norma regulamentadora – NR-6, é considerado Equipamento de Proteção Individual –EPI, qualquer dispositivo ou produto, que seja de uso individual utilizado pelo trabalhador em seu ambiente de trabalho com finalidade de proteger de riscos suscetíveis e de ameaças a segurança e a saúde no trabalho. Segundo Cunha (2006) e a Norma Regulamentadora NR-6, ‘Equipamento de Proteção Individual (EPI), refere-se a um equipamento de uso particular, tendo como função a de minimizar certos acidentes e também a proteger contra certas doenças que poderiam ser ocasionadas pelo ambiente de trabalho. Portanto, entende-se como equipamento conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos. Sendo que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente. A resistência ao uso dos EPI por parte dos profissionais é uma realidade, os principais motivos para esse comportamento seriam a autoconfiança proveniente da experiência, a sobrecarga de trabalho, o desconhecimento parcial dos riscos a que estão susceptíveis, a perda de habilidade, o desconforto no uso e as falhas na vigilância da equipe de saúde e no processo educacional de orientação e aprendizagem. O uso de EPI não elimina os riscos de possíveis acidentes e de exposição a agente biológicos, mas ao serem utilizados de forma correta, diminuem substancialmente esses riscos. Também é importante destacar, que o uso desses equipamentos não elimina as medidas de higienização pessoal, como a desinfecção das mãos (DIAS ACB, et al., 2015; PINA E, 2010). Qualquer ato inseguro é uma ação, que pode favorecer a ocorrência de um acidente e o fator pessoal de segurança é a causa relativa ao comportamento humano, levando a ocorrência do acidente ou a prática e ato inseguro. Respeitar as normas de segurança permite ao colaborador o desempenho de tarefas de maneira adequada, evitando assim compromissar a sua segurança e a de seus colaboradores. “A adesão ao uso junto com maneiras proativas por parte de cada profissional no sentido de exercer os conceitos de prevenção de acidentes, buscando proteger colegas de trabalho, a si mesmo é o mais formidável. ” (VIEIRA, et al, 2015). O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a proteção do trabalhador, evitando consequências negativas em casos de acidentes de trabalho. Além disso, o EPI também é usado para garantir que o profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos profissionais durante e depois da fase ativa de trabalho. Para que uma empresa possa conhecer todos os equipamentos de proteção individual que devem ser fornecidos aos seus funcionários, é necessário elaborar um estudo dos riscos ocupacionais. Esse tipo de trabalho facilita a identificação dos perigosos dentro de uma planta industrial, por exemplo, e ajuda a empresa a reduzi-los ou neutralizá-los. Figura 1: Exemplo de EPI na área da saúde. Fonte: Bspot Estes produtos ajudam a proteger de forma muito eficaz os respetivos utilizadores, nomedamente de faíscas, de líquidos, de ácidos e de fogo, na medida em que são constituídos por materiais muito resistentes e tecnologicamente avançados. O uso de EPI não elimina todos os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos, porém reduz a possibilidade de ocorrer acidentes. Um exemplo é a exposição dos profissionais de saúde, que inclui o manuseio de perfurocortantes, bem como a exposição cutânea de mucosas ao sangue e às secreções corpóreas contaminadas durante a realização de alguma atividade. Esse contato e os ferimentos provocados por materiais perfurocortantes são considerados extremamente perigosos por serem potencialmente capazes de permitir a veiculação de mais de 20 tipos de patógenos diferentes, sendo os vírus da imunodeficiência humana (HIV), da hepatite B (HBV) e da hepatite C (HCV) os agentes infecciosos mais frequentes. Portanto, o mais importante é a adesão ao uso de EPI com adoção de atitudes proativas pelos profissionais no sentido de cumprir as medidas de prevenção de acidentes, bem como buscando a proteção dos outros profissionais e de si próprio.