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PROVA 03 ANÁLISE DE TEXTOS LITERÁRIOS PROSA E POESIA

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Questões resolvidas

Leia o seguinte excerto de um poema: “Elegia 1938 Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, ? onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.? Praticas laboriosamente os gestos universais,? sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.? Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,? e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012/1940, p. 22.
O poema em destaque se configura como uma elegia, o que é destacado já no título a ele atribuído, “Elegia 1938”. Considerando essa informação e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre modalidades poéticas, assinale a alternativa que corresponde à caracterização correta desse tipo de composição quanto ao seu conteúdo:
A Composição que se inicia com um “mote” – ou motivo/tema – que será desenvolvido ao longo do poema por meio de “voltas”/estrofes.
B Composição poética curta, que busca expressar um sentimento de forma engenhosa ou original, com destaque para o sentido satírico ou festivo.
C Texto poético de teor melancólico e triste, com conotação de lamento, que, em alguns casos, configura-se como uma composição fúnebre. “Elegia é um tipo de composição pensada e produzida para circunstâncias de luto ou de caráter fúnebre, com teor melancólico e triste” (livro-base, p . 23). O tema da Elegia em destaque é melancólico e triste, associa-se à falta de sentido do mundo ao redor e à impotência do sujeito diante das tragédias individuais e coletivas.
D Composição destinada ao canto e baseada na repetição. A mesma ideia ou frase é repetida no final de cada estrofe, formando o que chamamos de refrão.
E Texto poético que expressa galanteio ou confissão de amor. Em sua forma clássica, apresenta-se em uma estrofe só, composta por seis ou dez versos.

Considere o extrato de texto: “O texto do romance pode ainda conter referências a outro tempo – o tempo da instância narrativa, o tempo em que se situa e se processa a própria escrita do romance. Esse tempo, imediatamente vinculado com a voz do narrador e com a focalização da narrativa, pode manter relações muito importantes com o tempo da diegese e com o tempo do discurso”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 750.
Conforme o extrato textual e os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos em uma obra, Ducrot e Todorov tratam da quantidade proporcional de “tempo da história” em uma unidade de “tempo da escrita”, enumerando cinco possibilidades. Sobre essa classificação, relacione corretamente os elementos às suas respectivas características:
( ) Quando a unidade de tempo da escrita se alonga.
( ) Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa.
( ) Quando não há correspondência, na escrita, a um período da história.
( ) Quando um longo período da história é condensado em poucas páginas.
( ) Quando uma unidade da escrita corresponde a uma unidade de tempo da história, como nos diálogos.
A 5 – 1 – 4 – 3 – 2
B 2 – 3 – 5 – 4 – 1
C 1 – 2 – 3 – 5 – 4
D 3 – 4 – 2 – 1 – 5
E 4 – 5 – 1 – 2 – 3

Atente para a citação: “A importância assumida pelo tempo nas obras modernas mais significativas nem por isso facilita a missão do crítico, pois que a palavra tempo reveste significações diferentes consoante os quadros de referência que lhe damos”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 170.
Em conformidade com a citação e com os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “os problemas temporais da ficção”, o teórico inglês Adam Abraham Mendilow aponta três características do tempo. Analise as assertivas e indique aquela que menciona corretamente que características são essas:
A Passado, presente e futuro.
B Brevidade, distância e velocidade.
C Transitoriedade, sequência e irreversibilidade.
D Fugacidade, transcendência e perpetuidade.
E Perenidade, pausa e efemeridade.

Considere o soneto a seguir: “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor �ES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2. p. 202.
Considerando a estrutura do soneto clássico camoniano, a temática apresentada no poema e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia, assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem mais recorrente na composição desse poema:
A Hipérbole, tendo em vista os exageros poéticos da composição.
B Metáfora, uma vez que o sentimento amoroso não é objetivo.
C Eufemismo, uma vez que há sutileza na expressão do sentimento.
D Antítese, tendo em vista as contradições da experiência amorosa.
E Ironia, uma vez que o eu-lírico ironiza o sentimento amoroso.

Leia o fragmento de texto: “A diegese, como sucessão de eventos, comportando um ‘antes’, um ‘agora’ e um depois, é inconcebível fora do fluxo do tempo. O discurso narrativo, que institui o universo diegético, existe também, como sequência mais ou menos extensa de enunciados, no plano da temporalidade (aliás, como qualquer texto literário). Estes dois tempos, o tempo da diegese [...] e o tempo do discurso narrativo, e as suas inter-relações constituem um dos problemas mais importantes do romance [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 745.
Partindo do fragmento textual e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo” na narrativa, aponte a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo cuja tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade:
A Paul Ricoeur.
B Edward Forster.
C Edwin Muir.
D Jean Pouillon.
E Adam Abrahan Mendilow.

Examine o trecho de texto: “ANTI-HERÓI – Designa o protagonista de romance que apresenta características opostas às do herói do teatro clássico ou da poesia épica. Seu aparecimento resultou da progressiva desmistificação do herói [...]: com o despontar do romance, no século XVIII, os representantes de todas as classes sociais entraram a substituir os seres de eleição, semidivinos, que antes povoavam as tragédias e epopeias”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29.
Tendo por referência o trecho de texto e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a caracterização do anti-herói, examine as sentenças que seguem e marque a alternativa que corretamente aponta um exemplo dessa figura no Romantismo brasileiro:
A A personagem indígena Peri, em O guarani, de José de Alencar.
B Augusto, o protagonista de A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.
C Manecão, cuja noiva é “roubada” por Cirino em Inocência, de Alfredo de Taunay.
D Leôncio, o grande vilão em A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães.
E Leonardo, em Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

Considere a seguinte citação: “Lírica – Grego lyrikós, cantar ao som da lira. Lira (instrumento musical de corda). A conotação do vocábulo ‘lírica’ articula-se estreitamente à sua etimologia: no início, designava uma canção que se entoava ao som da lira. [...] O caráter emocional da poesia lírica explicaria o consórcio com a música: esta, porque fluida, meramente sonora, não vocativa, não significativa, parece traduzir de modo flagrante os contornos íntimos e difusos do poeta, infensos ao vocabulário comum”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Editora Cultrix, 1995, p. 305-310.
Considerando essa definição de lírica apresentada na citação e também a conceituação do termo no livro-base Análise de textos literários: poesia, analise as alternativas a seguir e assinale a única correta:
A Contemporaneamente, o conceito de lírica afastou-se definitivamente da música, tendo em vista a objetividade do sujeito moderno.
B A modernidade estabeleceu a associação entre o instrumento musical conhecido como Lira e o caráter emocional do exercício poético.
C A Lira é um instrumento musical que, ao longo de milênios, acompanha a prática poética, sendo necessária em todas as suas manifestações.
D O termo “lírica” pode ser compreendido como sinônimo de poesia no mundo contemporâneo, no sentido em que mantém a associação entre música e poesia.

Tendo em conta a citação e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o conceito de “cronotopo” artístico-literário, sabe-se que ele se refere à interligação das relações temporais e espaciais.
Marque a alternativa que aponta corretamente o teórico que formulou tal conceito:
A Gaston Bachelard, em A poética do espaço.
B Mikhail Bakhtin, no texto “Formas de tempo e de cronotopo no romance”, reunido em Questões de literatura e de estética: a teoria do romance.
C Michel Butor, no ensaio “O espaço no romance”, que integra o livro Repertório.
D Antonio Dimas, em Espaço e romance.
E Luis Alberto Brandão, em Teorias do espaço literário.

Considerando os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre a estrutura do soneto clássico, assinale a alternativa correta quanto ao esquema métrico e de rimas do poema citado:
Assinale a alternativa correta quanto ao esquema métrico e de rimas do poema citado:
A Versos de sete sílabas poéticas (heptassílabos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
B Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
C Versos de cinco sílabas poéticas (pentassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDC nos tercetos.
D Versos de doze sílabas poéticas (alexandrinos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
E Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas CDCD nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.

Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre reflexões sistemáticas pioneiras quanto à constituição do “narrador”, relacione corretamente os autores às suas respectivas intervenções:
Selecione a sequência correta:
( ) Defende que o narrador do romance tem que parecer impessoal, não deve intervir, bem como não deve fazer digressões que desviem o foco da história.
( ) Um de seus objetos de estudo é a obra de Nikolai Leskov. Tal escolha decorre da percepção do crítico “de que a arte de narrar está em vias de extinção”.
( ) Superando de vez o risco de se compreender autor como a pessoa do escritor, deve-se a esse crítico a expressão autor implícito, a qual até hoje permanece eficaz.
( ) Defende que a complexa questão do método, no fazer ficcional, é guiada pelo questão do ponto de vista, isto é, da relação estabelecida entre o narrador e a história.
A 2 – 1 – 4 – 3
B 1 – 3 – 2 – 4
C 4 – 2 – 3 – 1
D 4 – 3 – 1 – 2
E 3 – 4 – 2 – 1

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Questões resolvidas

Leia o seguinte excerto de um poema: “Elegia 1938 Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, ? onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.? Praticas laboriosamente os gestos universais,? sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.? Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,? e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012/1940, p. 22.
O poema em destaque se configura como uma elegia, o que é destacado já no título a ele atribuído, “Elegia 1938”. Considerando essa informação e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre modalidades poéticas, assinale a alternativa que corresponde à caracterização correta desse tipo de composição quanto ao seu conteúdo:
A Composição que se inicia com um “mote” – ou motivo/tema – que será desenvolvido ao longo do poema por meio de “voltas”/estrofes.
B Composição poética curta, que busca expressar um sentimento de forma engenhosa ou original, com destaque para o sentido satírico ou festivo.
C Texto poético de teor melancólico e triste, com conotação de lamento, que, em alguns casos, configura-se como uma composição fúnebre. “Elegia é um tipo de composição pensada e produzida para circunstâncias de luto ou de caráter fúnebre, com teor melancólico e triste” (livro-base, p . 23). O tema da Elegia em destaque é melancólico e triste, associa-se à falta de sentido do mundo ao redor e à impotência do sujeito diante das tragédias individuais e coletivas.
D Composição destinada ao canto e baseada na repetição. A mesma ideia ou frase é repetida no final de cada estrofe, formando o que chamamos de refrão.
E Texto poético que expressa galanteio ou confissão de amor. Em sua forma clássica, apresenta-se em uma estrofe só, composta por seis ou dez versos.

Considere o extrato de texto: “O texto do romance pode ainda conter referências a outro tempo – o tempo da instância narrativa, o tempo em que se situa e se processa a própria escrita do romance. Esse tempo, imediatamente vinculado com a voz do narrador e com a focalização da narrativa, pode manter relações muito importantes com o tempo da diegese e com o tempo do discurso”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 750.
Conforme o extrato textual e os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos em uma obra, Ducrot e Todorov tratam da quantidade proporcional de “tempo da história” em uma unidade de “tempo da escrita”, enumerando cinco possibilidades. Sobre essa classificação, relacione corretamente os elementos às suas respectivas características:
( ) Quando a unidade de tempo da escrita se alonga.
( ) Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa.
( ) Quando não há correspondência, na escrita, a um período da história.
( ) Quando um longo período da história é condensado em poucas páginas.
( ) Quando uma unidade da escrita corresponde a uma unidade de tempo da história, como nos diálogos.
A 5 – 1 – 4 – 3 – 2
B 2 – 3 – 5 – 4 – 1
C 1 – 2 – 3 – 5 – 4
D 3 – 4 – 2 – 1 – 5
E 4 – 5 – 1 – 2 – 3

Atente para a citação: “A importância assumida pelo tempo nas obras modernas mais significativas nem por isso facilita a missão do crítico, pois que a palavra tempo reveste significações diferentes consoante os quadros de referência que lhe damos”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 170.
Em conformidade com a citação e com os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “os problemas temporais da ficção”, o teórico inglês Adam Abraham Mendilow aponta três características do tempo. Analise as assertivas e indique aquela que menciona corretamente que características são essas:
A Passado, presente e futuro.
B Brevidade, distância e velocidade.
C Transitoriedade, sequência e irreversibilidade.
D Fugacidade, transcendência e perpetuidade.
E Perenidade, pausa e efemeridade.

Considere o soneto a seguir: “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor �ES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2. p. 202.
Considerando a estrutura do soneto clássico camoniano, a temática apresentada no poema e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia, assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem mais recorrente na composição desse poema:
A Hipérbole, tendo em vista os exageros poéticos da composição.
B Metáfora, uma vez que o sentimento amoroso não é objetivo.
C Eufemismo, uma vez que há sutileza na expressão do sentimento.
D Antítese, tendo em vista as contradições da experiência amorosa.
E Ironia, uma vez que o eu-lírico ironiza o sentimento amoroso.

Leia o fragmento de texto: “A diegese, como sucessão de eventos, comportando um ‘antes’, um ‘agora’ e um depois, é inconcebível fora do fluxo do tempo. O discurso narrativo, que institui o universo diegético, existe também, como sequência mais ou menos extensa de enunciados, no plano da temporalidade (aliás, como qualquer texto literário). Estes dois tempos, o tempo da diegese [...] e o tempo do discurso narrativo, e as suas inter-relações constituem um dos problemas mais importantes do romance [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 745.
Partindo do fragmento textual e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo” na narrativa, aponte a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo cuja tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade:
A Paul Ricoeur.
B Edward Forster.
C Edwin Muir.
D Jean Pouillon.
E Adam Abrahan Mendilow.

Examine o trecho de texto: “ANTI-HERÓI – Designa o protagonista de romance que apresenta características opostas às do herói do teatro clássico ou da poesia épica. Seu aparecimento resultou da progressiva desmistificação do herói [...]: com o despontar do romance, no século XVIII, os representantes de todas as classes sociais entraram a substituir os seres de eleição, semidivinos, que antes povoavam as tragédias e epopeias”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29.
Tendo por referência o trecho de texto e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a caracterização do anti-herói, examine as sentenças que seguem e marque a alternativa que corretamente aponta um exemplo dessa figura no Romantismo brasileiro:
A A personagem indígena Peri, em O guarani, de José de Alencar.
B Augusto, o protagonista de A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.
C Manecão, cuja noiva é “roubada” por Cirino em Inocência, de Alfredo de Taunay.
D Leôncio, o grande vilão em A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães.
E Leonardo, em Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

Considere a seguinte citação: “Lírica – Grego lyrikós, cantar ao som da lira. Lira (instrumento musical de corda). A conotação do vocábulo ‘lírica’ articula-se estreitamente à sua etimologia: no início, designava uma canção que se entoava ao som da lira. [...] O caráter emocional da poesia lírica explicaria o consórcio com a música: esta, porque fluida, meramente sonora, não vocativa, não significativa, parece traduzir de modo flagrante os contornos íntimos e difusos do poeta, infensos ao vocabulário comum”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Editora Cultrix, 1995, p. 305-310.
Considerando essa definição de lírica apresentada na citação e também a conceituação do termo no livro-base Análise de textos literários: poesia, analise as alternativas a seguir e assinale a única correta:
A Contemporaneamente, o conceito de lírica afastou-se definitivamente da música, tendo em vista a objetividade do sujeito moderno.
B A modernidade estabeleceu a associação entre o instrumento musical conhecido como Lira e o caráter emocional do exercício poético.
C A Lira é um instrumento musical que, ao longo de milênios, acompanha a prática poética, sendo necessária em todas as suas manifestações.
D O termo “lírica” pode ser compreendido como sinônimo de poesia no mundo contemporâneo, no sentido em que mantém a associação entre música e poesia.

Tendo em conta a citação e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o conceito de “cronotopo” artístico-literário, sabe-se que ele se refere à interligação das relações temporais e espaciais.
Marque a alternativa que aponta corretamente o teórico que formulou tal conceito:
A Gaston Bachelard, em A poética do espaço.
B Mikhail Bakhtin, no texto “Formas de tempo e de cronotopo no romance”, reunido em Questões de literatura e de estética: a teoria do romance.
C Michel Butor, no ensaio “O espaço no romance”, que integra o livro Repertório.
D Antonio Dimas, em Espaço e romance.
E Luis Alberto Brandão, em Teorias do espaço literário.

Considerando os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre a estrutura do soneto clássico, assinale a alternativa correta quanto ao esquema métrico e de rimas do poema citado:
Assinale a alternativa correta quanto ao esquema métrico e de rimas do poema citado:
A Versos de sete sílabas poéticas (heptassílabos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
B Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
C Versos de cinco sílabas poéticas (pentassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDC nos tercetos.
D Versos de doze sílabas poéticas (alexandrinos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
E Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas CDCD nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.

Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre reflexões sistemáticas pioneiras quanto à constituição do “narrador”, relacione corretamente os autores às suas respectivas intervenções:
Selecione a sequência correta:
( ) Defende que o narrador do romance tem que parecer impessoal, não deve intervir, bem como não deve fazer digressões que desviem o foco da história.
( ) Um de seus objetos de estudo é a obra de Nikolai Leskov. Tal escolha decorre da percepção do crítico “de que a arte de narrar está em vias de extinção”.
( ) Superando de vez o risco de se compreender autor como a pessoa do escritor, deve-se a esse crítico a expressão autor implícito, a qual até hoje permanece eficaz.
( ) Defende que a complexa questão do método, no fazer ficcional, é guiada pelo questão do ponto de vista, isto é, da relação estabelecida entre o narrador e a história.
A 2 – 1 – 4 – 3
B 1 – 3 – 2 – 4
C 4 – 2 – 3 – 1
D 4 – 3 – 1 – 2
E 3 – 4 – 2 – 1

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PROVA 03
Questão 1/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Leia o seguinte excerto de um poema:   
“Elegia 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, ?
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.?
Praticas laboriosamente os gestos universais,?
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.?
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,?
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção [...]”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012/1940, p. 22. 
O poema em destaque se configura como uma elegia, o que é destacado já no título a ele atribuído, “Elegia 1938”. Considerando essa informação e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre modalidades poéticas, assinale a alternativa que corresponde à caracterização correta desse tipo de composição quanto ao seu conteúdo:
Nota: 0.0
	
	A
	Composição que se inicia com um “mote” – ou motivo/tema – que será desenvolvido ao longo do poema por meio de “voltas”/estrofes.
	
	B
	Composição poética curta, que busca expressar um sentimento de forma engenhosa ou original, com destaque para o sentido satírico ou festivo.
	
	C
	Texto poético de teor melancólico e triste, com conotação de lamento, que, em alguns casos, configura-se como uma composição fúnebre.
“Elegia é um tipo de composição pensada e produzida para circunstâncias de luto ou de caráter fúnebre, com teor melancólico e triste” (livro-base, p. 23). O tema da Elegia em destaque é melancólico e triste, associa-se à falta de sentido do mundo ao redor e à impotência do sujeito diante das tragédias individuais e coletivas.
	
	D
	Composição destinada ao canto e baseada na repetição. A mesma ideia ou frase é repetida no final de cada estrofe, formando o que chamamos de refrão.
	
	E
	Texto poético que expressa galanteio ou confissão de amor. Em sua forma clássica, apresenta-se em uma estrofe só, composta por seis ou dez versos.
Questão 2/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Considere o extrato de texto:
“O texto do romance pode ainda conter referências a outro tempo – o tempo da instância narrativa, o tempo em que se situa e se processa a própria escrita do romance. Esse tempo, imediatamente vinculado com a voz do narrador e com a focalização da narrativa, pode manter relações muito importantes com o tempo da diegese e com o tempo do discurso”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 750.
Conforme o extrato textual e os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos em uma obra, Ducrot e Todorov tratam da quantidade proporcional de “tempo da história” em uma unidade de “tempo da escrita”, enumerando cinco possibilidades. Sobre essa classificação, relacione corretamente os elementos às suas respectivas características:
1. Escamoteamento
2. Resumo
3. Estilo direto
4. Análise
5. Digressão
( ) Quando a unidade de tempo da escrita se alonga.
( ) Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa.
( ) Quando não há correspondência, na escrita, a um período da história.
( ) Quando um longo período da história é condensado em poucas páginas.
( ) Quando uma unidade da escrita corresponde a uma unidade de tempo da história, como nos diálogos.
Agora, selecione a sequência correta:
Nota: 0.0
	
	A
	5 – 1 – 4 – 3 – 2
	
	B
	2 – 3 – 5 – 4 – 1
	
	C
	1 – 2 – 3 – 5 – 4
	
	D
	3 – 4 – 2 – 1 – 5
	
	E
	4 – 5 – 1 – 2 – 3
Comentário: A alternativa (e) está certa, pois a sequência 4 – 5 – 1 – 2 – 3 está correta, ou seja: “O passo seguinte no texto de Ducrot e Todorov é o exame da forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos: o tempo da história e o tempo da escrita. A primeira relação diz respeito à direção das duas temporalidades [...]. A segunda relação refere-se à distância entre os dois tempos [...]. A terceira relação tem em vista a quantidade proporcional de tempo da história em uma unidade de tempo da escrita. São enumeradas cinco possibilidades: [1] quando não há correspondência, na escrita, a um período da história, trata-se do escamoteamento. [2] Quando um longo período da história aparece em poucas páginas, a denominação é evidente: resumo. [3] Quando uma unidade de tempo da escrita corresponde a uma unidade de tempo na história, como nos diálogos, trata-se do estilo direto. [...]. A seguinte é bastante evidente: [4] quando a unidade de tempo da escrita se alonga mais, comporta a análise. Finalmente, a última [...] trata-se da [5] digressão. Pode ocupar menos de uma linha ou até páginas, pode ser uma descrição ou uma reflexão de caráter filosófico. Quanto à sua eficácia, depende sempre da situação e também da percepção do leitor. Pode servir como pista para aclarar uma situação ou o caráter de uma personagem, assim como pode provocar o desinteresse do leitor. Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa” (livro-base, p. 183-185).
Questão 3/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Atente para a citação:
“A importância assumida pelo tempo nas obras modernas mais significativas nem por isso facilita a missão do crítico, pois que a palavra tempo reveste significações diferentes consoante os quadros de referência que lhe damos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 170.
Em conformidade com a citação e com os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “os problemas temporais da ficção”, o teórico inglês Adam Abraham Mendilow aponta três características do tempo. Analise as assertivas e indique aquela que menciona corretamente que características são essas:
Nota: 0.0
	
	A
	Passado, presente e futuro.
	
	B
	Brevidade, distância e velocidade.
	
	C
	Transitoriedade, sequência e irreversibilidade.
Comentário: A alternativa (c) está certa, pois: Mendilow, “no capítulo intitulado ‘Os problemas temporais da ficção’, um trecho enfeixa os ditos problemas: ‘A linguagem, então, é um meio formado de unidades consecutivas que constituem uma forma de expressão linear, a qual progride, sujeita às três características do tempo – transitoriedade, sequência e irreversibilidade. Como pode o romancista trabalhando em tal meio veicular uma impressão de simultaneidade, de movimento para a frente e para trás, de imobilidade? Como pode comunicar imediação, e o senso do fluir da vida, e a duração em todos os seus modos? [...]” (livro-base, p. 170).
	
	D
	Fugacidade, transcendência e perpetuidade.
	
	E
	Perenidade, pausa e efemeridade.
Questão 4/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Considere o soneto a seguir: 
“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
 
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
 
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
 
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?”. 
Após esta avaliação, caso queira ler integralmente a coletânea em que se encontra o poema: CAMÕES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2. p. 202. 
Considerando a estrutura do soneto clássico camoniano, a temática apresentada no poema e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia, assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem mais recorrentena composição desse poema:
Nota: 0.0
	
	A
	Hipérbole, tendo em vista os exageros poéticos da composição.
	
	B
	Metáfora, uma vez que o sentimento amoroso não é objetivo.
	
	C
	Eufemismo, uma vez que há sutileza na expressão do sentimento.
	
	D
	Antítese, tendo em vista as contradições da experiência amorosa.
Letra d, pois todo o soneto é construído pelas oposições que o eu-lírico percebe no sentimento amoroso. “Ao tematizar o sentimento amoroso, Camões investe nas antíteses, ou seja, na contradição própria da experiência do amor” (livro-base, p. 31).
	
	E
	Ironia, uma vez que o eu-lírico ironiza o sentimento amoroso.
Questão 5/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Leia o fragmento de texto:
“A diegese, como sucessão de eventos, comportando um ‘antes’, um ‘agora’ e um depois, é inconcebível fora do fluxo do tempo. O discurso narrativo, que institui o universo diegético, existe também, como sequência mais ou menos extensa de enunciados, no plano da temporalidade (aliás, como qualquer texto literário). Estes dois tempos, o tempo da diegese [...] e o tempo do discurso narrativo, e as suas inter-relações constituem um dos problemas mais importantes do romance [...]”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 745.
Partindo do fragmento textual e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo” na narrativa, aponte a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo cuja tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade:
Nota: 0.0
	
	A
	Paul Ricoeur.
Comentário: A alternativa correta é a letra (a), pois: “O filósofo francês Paul Ricoeur dedicou-se à reflexão sobre o tempo na narrativa, estendendo-se em alentados três volumes, sob o título Tempo e narrativa, cuja publicação data de 1983-1985, com tradução brasileira de 1994-1997. Sua tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade, quer se trate da narrativa histórica, quer se trate da narrativa de ficção” (livro-base, p. 164,165).
	
	B
	Edward Forster.
	
	C
	Edwin Muir.
	
	D
	Jean Pouillon.
	
	E
	Adam Abrahan Mendilow.
Questão 6/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Examine o trecho de texto:
“ANTI-HERÓI – Designa o protagonista de romance que apresenta características opostas às do herói do teatro clássico ou da poesia épica. Seu aparecimento resultou da progressiva desmistificação do herói [...]: com o despontar do romance, no século XVIII, os representantes de todas as classes sociais entraram a substituir os seres de eleição, semidivinos, que antes povoavam as tragédias e epopeias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29.
Tendo por referência o trecho de texto e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a caracterização do anti-herói, examine as sentenças que seguem e marque a alternativa que corretamente aponta um exemplo dessa figura no Romantismo brasileiro:
Nota: 0.0
	
	A
	A personagem indígena Peri, em O guarani, de José de Alencar.
	
	B
	Augusto, o protagonista de A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.
	
	C
	Manecão, cuja noiva é “roubada” por Cirino em Inocência, de Alfredo de Taunay.
	
	D
	Leôncio, o grande vilão em A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães.
	
	E
	Leonardo, em Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida.
Comentário: Está correta a alternativa (e), pois: “Carlos Reis e Ana Cristina M. Lopes ensinam que a posição do ‘anti-herói na estrutura narrativa é, do ponto de vista funcional, idêntica à que é própria do herói: [...] cumpre um papel de protagonista e polariza em torno das suas ações as restantes personagens, os espaços em que se move e o tempo em que vive’ [...]. No mesmo estudo, destaca-se ainda o fato de que essa figura é mais frequente na literatura pós-romântica, ainda que a encontremos em obras anteriores, como é o caso de Dom Quixote, protagonista da narrativa que está na proto-história do romance moderno. Na literatura brasileira, Leonardo, o protagonista de Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, de 1853, já é caracterizado como anti-herói [...]” (livro-base, p. 83). Nas alternativas (a), (b) e (c), temos três exemplos de heróis românticos. Finalmente, na alternativa (d), encontramos um exemplo de antagonista, que é o opositor do herói – e não o anti-herói.
Questão 7/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Considere a seguinte citação: 
“Lírica – Grego lyrikós, cantar ao som da lira. Lira (instrumento musical de corda). A conotação do vocábulo ‘lírica’ articula-se estreitamente à sua etimologia: no início, designava uma canção que se entoava ao som da lira. [...] O caráter emocional da poesia lírica explicaria o consórcio com a música: esta, porque fluida, meramente sonora, não vocativa, não significativa, parece traduzir de modo flagrante os contornos íntimos e difusos do poeta, infensos ao vocabulário comum”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Editora Cultrix, 1995, p. 305-310.
Considerando essa definição de lírica apresentada na citação e também a conceituação do termo no livro-base Análise de textos literários: poesia, analise as alternativas a seguir e assinale a única correta:
Nota: 0.0
	
	A
	Contemporaneamente, o conceito de lírica afastou-se definitivamente da música, tendo em vista a objetividade do sujeito moderno.
	
	B
	A modernidade estabeleceu a associação entre o instrumento musical conhecido como Lira e o caráter emocional do exercício poético.
	
	C
	A Lira é um instrumento musical que, ao longo de milênios, acompanha a prática poética, sendo necessária em todas as suas manifestações.
	
	D
	O termo “lírica” pode ser compreendido como sinônimo de poesia no mundo contemporâneo, no sentido em que mantém a associação entre música e poesia.
Segundo o livro-base, “com o passar dos séculos – e com o advento da escrita – a prática de composições líricas afastou-se significativamente da música e do acompanhamento por instrumento musical, mas manteve a estrutura de ritmo que diferencia um texto lírico de um texto de outra natureza” (livro-base, p. 21).
	
	E
	O exercício poético contemporâneo mantém as mesmas linhas de realização do mundo clássico, quando o termo “lírica” se formou.
 
Questão 8/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Considere a citação:
“[...] os teorizadores do novo romance acentuam a complementaridade tempo/espaço, resolvida no interior da narrativa a partir do ato da leitura, independentemente desse exterior assim neutralizado – neutralização que de certo modo traduz a negação de uma racionalidade reclamada sobretudo pela literatura realista”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: REIS, Carlos; LOPES, Ana Cristina M. Dicionário de narratologia. Coimbra: Livraria Almedina, 1990. p. 134.
Tendo em conta a citação e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o conceito de “cronotopo” artístico-literário, sabe-se que ele se refere à interligação das relações temporais e espaciais. Sendo assim, verifique as seguintes opções e marque a alternativa que aponta corretamente o teórico que formulou tal conceito:
Nota: 0.0
	
	A
	Gaston Bachelard, em A poética do espaço.
	
	B
	Mikhail Bakhtin, no texto “Formas de tempo e de cronotopo no romance”, reunido em Questões de literatura e de estética: a teoria do romance.
Comentário: A alternativa (b) está correta, pois: “Mikhail Bakhtin, no texto ‘Formas de tempo e de cronotopo no romance’, produzido em 1937-1938 e publicado como um capítulo do volume Questões de literatura e de estética: a teoria do romance, [...] propõe chamar cronotopo‘à interligação fundamental das relações temporais e espaciais, artisticamente assimiladas na literatura [...]; nele é importante a expressão da indissolubilidade de espaço e de tempo (tempo como a quarta dimensão do espaço)’ [...]” (livro-base, p. 193).
	
	C
	Michel Butor, no ensaio “O espaço no romance”, que integra o livro Repertório.
	
	D
	Antonio Dimas, em Espaço e romance.
	
	E
	Luis Alberto Brandão, em Teorias do espaço literário.
Questão 9/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Atente para o poema a seguir:
 
“Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prêmio pretendia.
 
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.
 
Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida;
 
Começa de servir outros sete anos,
Dizendo – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida”. 
Após esta avaliação, caso queira ler integralmente a coletânea em que se encontra o poema, ela está disponível em: CAMÕES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2, p. 242
Considerando os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre a estrutura do soneto clássico, assinale a alternativa correta quanto ao esquema métrico e de rimas do poema citado:
Nota: 0.0
	
	A
	Versos de sete sílabas poéticas (heptassílabos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
	
	B
	Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
Em se tratando de um soneto de forma clássica, Camões obedece ao esquema tradicional de versos decassílabos e rimas ABBA nos quartetos e CDE nos tercetos (livro-base, p. 26).
	
	C
	Versos de cinco sílabas poéticas (pentassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDC nos tercetos.
	
	D
	Versos de doze sílabas poéticas (alexandrinos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
	
	E
	Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas CDCD nos quartetos e rimas CDE nos tercetos.
Questão 10/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia
Examine o excerto textual:
“[...] o narrador do romance [...] perde a distância, torna-se íntimo, ou porque se dirige diretamente ao leitor, ou porque nos aproxima intimamente das personagens e dos fatos narrados. Essa proximidade pode nos dar a ilusão de que estamos diante de uma pessoa nos expondo diretamente seus pensamentos, quando, na verdade, tanto o NARRADOR como o leitor ao qual ele se dirige são seres ficcionais que se relacionam com os reais, através das convenções narrativas [...]”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo. 4. ed. São Paulo: Ática, 1989. p. 11,12.
Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre reflexões sistemáticas pioneiras quanto à constituição do “narrador”, relacione corretamente os autores às suas respectivas intervenções:
1. Walter Benjamin
2. Henry James
3. Percy Lubbock
4. Wayne Booth
( ) Defende que o narrador do romance tem que parecer impessoal, não deve intervir, bem como não deve fazer digressões que desviem o foco da história.
( ) Um de seus objetos de estudo é a obra de Nikolai Leskov. Tal escolha decorre da percepção do crítico “de que a arte de narrar está em vias de extinção”.
( ) Superando de vez o risco de se compreender autor como a pessoa do escritor, deve-se a esse crítico a expressão autor implícito, a qual até hoje permanece eficaz.
( ) Defende que a complexa questão do método, no fazer ficcional, é guiada pelo questão do ponto de vista, isto é, da relação estabelecida entre o narrador e a história.
Agora, selecione a sequência correta:
Nota: 0.0
	
	A
	2 – 1 – 4 – 3
Comentário: A alternativa correta é a letra (a), pois a sequência correta é 2 – 1 – 4 – 3. 2. “Na opinião de James, o narrador do romance deve parecer impessoal, sem interferências e sem digressões que desviem a atenção da história” (livro-base, p. 112). 1. “Um dos textos mais citados a respeito do assunto [...] é o ensaio intitulado justamente ‘O narrador’, de Walter Benjamin [...]. A motivação do ensaísta para abordar esse autor [Nikolai Leskov] decorre da percepção ‘de que a arte de narrar está em vias de extinção’, arte da qual Leskov é um remanescente, na avaliação de Benjamin [...]” (p. 108,109). 4. “A complementaridade está em expressão cunhada por Booth, autor implícito, que supera definitivamente o risco de se entender autor como a pessoa do escritor, expressão que não perdeu sua eficácia ainda hoje” (p. 116). Por fim, 3. Percy Lubbock “Depois de fazer o percurso analítico, centrando-se em obras específicas e eventualmente evocando outros autores para comparação, sempre atento aos procedimentos do narrador, o primeiro parágrafo do capítulo final não poderia ser mais claro quanto à importância deste: ‘Tenho para mim que toda a intrincada questão do método, no ofício da ficção, é governada pelo problema do ponto de vista – o problema da relação que se estabelece entre o narrador e a história [...]” (p. 115).
	
	B
	1 – 3 – 2 – 4
	
	C
	4 – 2 – 3 – 1
	
	D
	4 – 3 – 1 – 2
	
	E
	3 – 4 – 2 – 1