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BIOGEOGRAFIA 
8º semestre 
1º bimestre 
 
INTRODUÇÃO 
- estuda a vida no espaço e tempo 
- campo integrador de investigação (uma ciência multidisciplinar = Bio, Geo, Geologia, Paleontologia e Eco) 
- une conceitos e informações sobre ecologia, biologia evolutiva, geologia e geografia física 
- biogeografia é a ciência básica sobre o estudo da Biodiversidade 
- sistemática é a base da Biogeografia 
- biogeografia estuda o relacionamento evolutivo entre as espécies 
 
Tenta entender: 
- a grande riqueza de espécies 
- diferentes abundâncias 
- padrões de distribuição (se foram e serão os mesmos) 
- influencia dos humanos sobre os padrões de distribuição 
- diversidade Biológica ou biodiversidade 
 
Através de: Climatologia, Geologia, Pedologia, Fisiologia, Ecologia 
 
MACROECOLOGIA 
- estudos ecológicos e biogeográficos que vinculam grandes escalas espaciais e longas sequencias 
temporais 
 
PALEONTOLOGIA 
- através dela podemos conhecer os padrões de diversidade e sua distribuição no passado. 
= compreender os processos de extinção e surgimento de novas espécies 
(competição espacial com motivos alimentares, reprodutivos, fisiológicos (Ex: temperatura)) 
 
= compreendemos também o tempo (velocidade) de adaptação e evolução das espécies e cada 
vez mais, nossa influencia sobre estes fatores 
 
BIOGEOGRAFIA NÃO É ESTÁTICA... 
- alterações em teorias e conceitos são constantes = devido ao avanço tecnológico que fundamenta novas 
descobertas, tanto em níveis microscópicos recentes como macroecológicos (Astrobiologia). 
 
 
SISTEMÁTICA 
- inventariar e descrever a biodiversidade (classificação dos diversos organismos vivos) 
- compreender as relações filogenéticas entre os organismos 
- Inclui a taxonomia (descrição e classificação) e também a filogenia (relações evolutivas entre os org) 
 
* Nos últimos anos têm sido tentadas classificações baseadas na semelhança entre genomas 
 
FILOGENIA 
- relativo à gênese = origem 
- termo utilizado para hipóteses de relações evolutivas (relações filogenéticas) 
- determina as relações ancestrais entre espécies conhecidas (ambas as que vivem e as extintas) 
SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA 
- proposta por Willi Hennig em 1950 
- estudo filogenético desses grupos 
- finalidade de testar a validade de grupos e classificações taxonômicas 
- base sobre a qual diversos métodos foram desenvolvidos (o dominante atualmente é a Cladística) 
 
De acordo com esta abordagem: 
- grupos naturais = grupos comprovadamente monofiléticos 
 
NOMENCLATURA CIENTÍFICA 
- Carl Von Linné (Linnaeus) (1707-1778): sistema binominal de espécies (nomenclatura binomial) 
- Systema Naturae = descrição e nomenclaruta das spp de animais por ele conhecidas 
- Código Internacional de Nomenclatura Zoológica 
“Promover a estabilidade e a universalidade do nomes científicos dos animais e assegurar que o nome de 
cada táxon animal seja único e distinto” 
 
TAXONOMIA CLÁSSICA 
- utiliza padrões morfológicos (forma, tamanho e aparência) para diferenciar as espécies 
- devido ao processo de evolução contínua estes padrões podem não apresentar definições precisas 
- mesmo padrões bioquímicos também não são totalmente confiáveis 
 
Genética molecular 
- recentemente = ferramenta fundamental na diferenciação das espécies e suas relações evolutivas 
- também existem divergências quanto a sua utilização e definições de espécie 
- divergências associadas aos processos de especiação e até mesmo a capacidade tecnológica envolvida. 
 uma analise conjunta (morfológica, genética e biogeográfica) tem resolvido grande parte dos 
questionamentos. 
 
 
CONCEITO DE ESPÉCIE 
= Agrupamento de indivíduos... 
- com semelhanças recíprocas (estruturais e funcionais) 
- que mostram ainda acentuadas similaridades bioquímicas 
- que possuem idêntico cariótipo (equipamento cromossômico das células diplóides) 
- que possuem capacidade de reprodução entre si 
- que originam novos descendentes férteis e com o mesmo quadro geral de caracteres 
 
“Indivíduos de espécies diferentes não se cruzam por falta de condições anatômicas ou por 
desinteresse sexual (bioquímico). Quando se cruzam não geram descendentes porque seus 
cromossomos não formam pares. E, quando geram, esses descendentes são estéreis.” 
Ex: mula (cruzamento asno macho com a égua) 
 
CONCEITO MULTIDIMENSIONAL DE ESPÉCIE 
“Conjunto de populações naturais que partilham o mesmo fundo gênico e são capazes de cruzarem entre 
si, em condições naturais, estando isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes, e originando 
indivíduos férteis” 
 
CONCEITO DE ESPÉCIE MAIS COMUM (ATUAL) = CONCEITO BIOLÓGICO DE ESPÉCIE 
- Dobzhansky e Mayr 
“Espécies são grupos de populações naturais que estão ou tem o potencial de estar se intercruzando, e 
que estão reprodutivamente isolados de outros grupos” 
 
BIOGEOGRAFIA ECOLÓGICA E HISTÓRICA - CANDOLLE (1820): 
 
Biogeografia ecológica 
- estuda processos ecológicos em curto prazo 
- atuam sobre o padrão de distribuição dos organismos 
- analisa a distribuição em função de suas adaptações às condições atuais do meio 
 
Biogeografia histórica 
- estuda processos ecológicos em longo prazo 
- explica a distribuição do seres vivos em função de fatores históricos. 
Os organismos estão dispostos no planeta graças a tectônica, soerguimentos, estreitamento/alargamento 
de rios, glaciações, clima, etc. Por isso é indissociável ambas linhas de pensamento. 
 
ENTRETANTO... 
- elas estão indissoluvelmente "amarradas" uma à outra 
- tal divisão (e oposição) tem imposto mais obstáculos que benefícios ao desenvolvimento da ciência 
biogeográfica 
 
Diversos são os fatores que influenciaram e têm influenciado o modo como os organismos estão 
distribuídos no planeta: 
- tectônica de placas, soerguimentos, estreitamento/ alargamento do leito de um rio, glaciações, 
fisionomias vegetacionais, clima, umidade, correntes marinhas, etc. 
 
...torna-se difícil estabelecer uma linha divisória entre o que seria um fator "ecológico"ou "histórico" 
 
 
BIOGEOGRAFIA: ZOÓLOGOS X BOTÂNICOS 
ZOÓLOGOS 
- tendem a direcionar seus estudos biogeográficos a parte histórica... 
- menor número de espécies envolvidas em seu estudo 
- grande quantidade de fósseis inteiros = facilita a compreen. morfológica e relações evolutivas. 
 
BOTÂNICOS 
- tendem a biogeografia ecológica 
- grande número de espécies envolvidas e dificuldade de registros de fósseis completos 
- dificultando assim estudos evolutivos 
- atualmente = estudo de pólen fossilizado = compreensão dos padrões de distribuição vegetal 
 
 
HISTÓRIA DA BIOGEOGRAFIA 
 
Por que estudar os aspectos históricos de uma ciência? 
- Para melhor compreensão das atuais linhas de pensamento; 
- Evitar desgastes com “novas” teorias já testadas; 
- Fortalecer o senso crítico frente as “verdades absolutas”. 
 
- A Biogeografia teve origem no século XVIII 
- Cenário mundial era totalmente dominado pela bíblia 
= Todas espécies foram criadas por Deus e eram imutáveis, nunca participaram do processo evolutivo ou de 
extinção, assim existiam a poucos milhares de anos. 
 
Linneaus (1707-1778): 
- sistema binominal de espécies até hoje 
- acreditava que todas as spp vinham de uma espécie imutável criada por Deus 
- percebeu que algumas características não eram constantes e assim não imutáveis  (Entrou em choque mas 
aceitou!) 
- acreditava no dilúvio e na arca de Noé 
 todas as spp começaram a se distribuir a partir de um mesmo ponto onde a Arca de Noé atracou 
 padrão de distribuição estava relacionado ao recuo das águas após o grande dilúvio, sendo as regiões 
com baixas altitudes as últimas a serem colonizadas. 
 
- Começou a registrar o tipo de ambiente que cada espécie ocupava, sendo o inicio da biogeografia 
ecológica. 
 
Buffon (1707-1788): 
- descreveu sobre extinção de algumas espécies (ex: mamute) 
- diferenças entre mamíferos da América do Sule África 
 sugeriu que estes continentes tinham sido próximos ou unidos 
 e que devido as mudanças climáticas e a separação das espécies, elas se diferenciaram. 
- Passa a utilizar registros fósseis 
- diz que o inicio da vida deveria ter ocorrido a dezenas de milhares de anos... 
 direcionando que a geografia, clima e a biologia são mutáveis. 
- LEI: “regiões similares ambientalmente, mas separadas geograficamente possuem espécies diferentes” 
 
Johann Foster: 
- descreve os gradientes de diversidade para plantas. Maior número de espécies próximo a região do 
equador. 
 
Karl Willdenow (botânico): 
- propôs em 1792 que o momento único de criação ocorreu de forma simultânea em vários locais - Dilúvio 
 
Humboldt (1769-1859): 
- escalou o vulcão nos Andes, percebeu o zoneamento das plantas em relação a altitude (5.800m) 
- definiu os padrões da Fitogeografia 
 
Candolle (1778-1841): 
- Biogeografia ecológica (adotada por botânicos) e histórica (adotada por zoólogos) 
- padrões de dispersão por vento, água e animais 
- descreveu espécies endêmicas 
 
 
Lamarck (1744-1829): 
- iniciou com as teorias evolucionistas 
- organismos tidos como inferiores poderiam evoluir para superiores, aprimorando-se 
- tendência, inerente a vida, de aprimorarse 
 
Darwin (1809-1882): 
- base na observação dos pássaros de Galápagos = mecanismo de evolução 
“qualquer par de organismos produz mais descendentes para substituí-los” 
- ocorre a competição entre os descendentes, que não são idênticos 
 quem apresenta características favoráveis possuem maior sucesso na competição 
 as características favoráveis ao sucesso eram transmitidas geneticamente por gerações 
 
Adolf Engler (1844-1930): 
- pioneiro na ideia de um planisfério sobre a flora, sobre dispersão 
 
Philip Sclater (1829-1913): 
- zonas zoogeográficas (neártica, neotropical, paleártica, etiópica, oriental, australiana) 
 
Wallace (1823-1913): 
- viveu coletando Aves, Borboletas e besouros nas Índias Orientais e vendia para naturalistas. 
- estudou os modelos de Sclater e deduziu um mecanismo de evolução independentemente de Darwin. 
- Considerado o Pai da Biogeografia 
- Definiu: a importância do clima, extinção, dispersão, competição, predação e radiação adaptativa. 
- Defendeu a necessidade de estudos com fósseis e foi um dos precursores da biogeografia insular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Joseph Hooker (1817-1911): 
- percebeu lacunas nas teorias de Darwin e Wallace sobre a distribuição das espécies 
- Acreditava na necessidade dos continentes estarem próximos para ocorrer os padrões de distribuição 
das espécies no continente 
 
Wegener (1880-1930): 
- teoria da deriva continental (teoria que reforçou as ideias impostas por Hooker) 
- sua teoria foi comprovada nas partículas magnéticas de algumas rochas (em 1960) 
 
 
Leon Croizat (1894-1982): 
- defendeu a pan-biogeografia: “A Terra e a vida evoluem juntas”. 
 = biota e a área que abriga tal biota apresentam histórias correlacionadas. = co-evolução 
- diversificação (origem das espécies) se daria primordialmente por vicariância; 
 
Willi Hennig (1913-1976): 
- desenvolveu um método de inferência das relações de parentesco entre os seres vivos, que aliava 
objetividade à perspectiva evolutiva (sistemática filogenética, cladística); 
 
Robert Palmer e Donald Mackenzie (anos 60): 
- placas tectônicas 
Biogeografia marinha: padrões de distribuição diferenciados, dificuldades do meio aquático, padrões de 
diversidade latitudinal com eixos diferenciados... 
 
 
PADRÕES DE BIODIVERSIDADE 
 
BIODIVERSIDADE ≠ DIVERSIDADE 
 
BIODIVERSIDADE: 
 “A variabilidade dos organismos vivos incluindo ecossistemas terrestres, aquáticos e marinhos, assim 
como os elementos que compõem os complexos ecológicos incluindo a diversidade dentro de espécies, 
entre espécies e de ecossistemas” 
 
- conceito mais amplo: 
  abrange todos os grupos vivos de uma região (animais e plantas) 
 estuda uma ampla gama de organismos vivos, em vários habitats ou em um ou mais ecossistemas 
 estuda as relações entre as espécies e áreas. 
DIVERSIDADE 
- estuda uma pequena fração da biodiversidade. 
- abrange um único grupo (Ex: peixes, aves, répteis, plantas...) em poucos habitats ou em um ecossistema 
- tbm estuda as relações entre as espécies e áreas 
 
DIVERSIDADE = RIQUEZA + ABUNDÂNCIA + EQUITABILIDADE 
- riqueza, abundancia e equitabilidade determinam a diversidade 
 
Abundância: N° de indivíduos de uma spp. Quanto tem 
Riqueza: Refere-se ao número de spp presentes em uma determinada área. 
Equitabilidade (uniformidade) = é a distribuição da abundancia entre as espécies, em uma área 
 
DIVERSIDADE α: 
- número de espécies (riqueza) em uma área limitada com habitat relativamente uniforme 
- Importante conhecer os limites da comunidade e seu esforço amostral. 
Ex: - diversidade de peixes do canal do estuário de Santos. 
- diversidade de Briófitas no Morro da Nova Cintra... 
 
DIVERSIDADE γ: 
- diversidade para uma grande área regional. 
Ex: - diversidade de peixes de estuários do Atlântico Ocidental. 
- diversidade de Plantas na Mata Atlântica... 
 
DIVERSIDADE β: 
- diversidade entre habitats. 
- quanto maior a diferença de espécies entre habitats maior será esta diversidade. 
 
 
EQUITABILIDADE: 
 
 
 
Comunidade 1 possui maior uniformidade/equitabilidade do que 2 
Comunidade 1: 
- abundância de indivíduos distribuídos de forma homogênea entre as diferentes espécies 
 = MAIOR DIVERSIDADE 
 
Comunidade 2: 
- abundância de indivíduos distribuídos heterogeneamente entre as diferentes espécies 
= dominância = MENOR DIVERSIDADE 
DOMINÂNCIA  RELATIVO À ABUNDÂNCIA DE UMA ESPÉCIE 
 
ALTA DOMINÂNCIA = BAIXA DIVERSIDADE 
 BAIXA EQUITABILIDADE 
 
BAIXA DOMINÂNCIA = ALTA DIVERSIDADE 
 ALTA EQUITABILIDADE 
TENDÊNCIA: quanto maior a RIQUEZA maior a DIVERSIDADE (porém isso não é regra!) 
 
 
COMO SE ANALISA A DIVERSIDADE DE ESPÉCIES? 
 
1- CURVAS DE ABUNDÂNCIA RELATIVA DO COMPONENTE DOMINÂNCIA DA DIVERSIDADE 
= RAREFAÇÃO 
 
 
Curva A: menor uniformidade 
Curva B: maior uniformidade 
Curva C: uniformidade intermediária 
 
 
* quanto mais reta (curva A) 
= mais heterogênea 
= maior a dominância 
= menor a diversidade 
 
 
* quanto mais curva (curva B) 
 = mais homogênea 
 = menor a dominância 
 = maior a diversidade 
 
 
 
2. ÍNDICES DE DIVERSIDADE: 
Dominância = Simpson 
Riqueza, diversidade = Shannon-Weaver 
Uniformidade = Pielou 
 
Para escolher o índice ideal: 
- primeiramente deve-se conhecer o ambiente 
- depois analisar o que será estudado 
- escolher a amostra e determinar o tipo de coleta 
- analisar a sazonalidade (podem existir organismos que só tem em uma determinada época) 
- Escolher o índice ideal 
 
POR QUE ANALISAR A BIODIVERSIDADE ? 
1. É essencial entender os diferentes elementos da diversidade (Genética, Organismo e fisiológicas) 
2. É essencial entender as mudanças temporais da diversidade 
3. Compreensão de eventos de extinção e recuperação da diversidade ao longo da historia 
4. É essencial entender os padrões espaciais da distribuição (macroecológicos e inventários locais) 
5. Prever uma nova extinção em massa? Pode ser correlacionada com as atividades humanas? 
 
“Através de análises da biodiversidade entendemos as adaptações fisiológicas, de DNA; mudanças 
temporais da diversidade; compreensão de eventos de extinção e recuperação da diversidade, etc” 
 
 
 
COMO SÃO ESTIMADOS OS NÚMEROS DE ESPÉCIES? 
- extrapolações; 
- opinião de expertos; 
- discrição de padrões temporais de espécies; 
- proporção de espécies não descritas em amostras; 
- com base em áreas bem estudadas; 
- padrões da distribuição de abundância de espécies; 
- padrões de tamanho corporal; 
- padrões de relações tróficas; 
 
Número de espécies estimado: 12 a 30 milhões 
Espécies descritas:1,8 milhões (existe grande quantidade de espécies descritas duas ou três vezes) 
 
ESPÉCIE = Conceito mutável... Variável com a informação disponível, tecnologias... 
1. Morfologia (forma, coloração...); 
2. Fisiologia (adaptações ao ambiente); 
3. Comportamento (Alimentação, reprodução...); 
4. Molecular (DNA). 
* Espécies diferentes podem se cruzar  Mecanismos de especiação... 
 
 
GRADIENTES DE DIVERSIDADE 
Áreas das zonas climáticas: 
 
 
Zonas terrestres tropicais 
- área superficial total = climaticamente maior 
 
Zonas terrestres em latitudes mais altas, 
- área superficial total = climaticamente menor 
 
 flutuações de temperatura de mesma magnitude. 
 
* O ambiente de altas latitudes sofreram as maiores 
alterações devido ao degelo (glaciações) 
 
 
 
O número de Habitats e micro habitats de um ecossistema tem relação direta com o número de espécies 
suportadas. = Ex: Floresta tropical (microclimas) x Floresta Temperada 
 
 
HOTSPOTS DA BIODIVERSIDADE 
Locais que apresentam um grande número de espécies, mesmo quando comparados com regiões 
similares. 
- Correspondem a 50% da biodiversidade do planeta. 
- Não estão relacionados com áreas de preservação (áreas pouco impactadas) 
- Suportam 20% da população mundial. 
- Maior parte em baixas latitudes (próximas ao 0°) 
 
 
Regra, “Hipótese” da Rapoport 
- Organismos de altas latitudes (mais próximo dos polos) 
= tem maior tolerância ecológica (maior capacidade de adaptação) = glaciações 
= tem maior área de ocupação quando comparados a organismos de baixas latitudes 
 
 
SUCESSÕES 
= mudanças de diversidade em curto período de tempo 
Ex: “Invasão” da vegetação em decorrência ao recuo das geleiras do Alasca. 
 
T1: domínio das espécies mais adaptadas (pioneira ou ecese) = spp q vivem com pouco nutriente vegetal 
T2: inserção das menos adaptadas (intermediária ou séries); 
T3: redução das pioneiras (competição) e equilíbrio (clímax). 
 
 
 
 
Facilitador (FACILITAÇÃO) 
- é aquele de determina o processo de sucessão. 
- no exemplo acima: as espécies pioneiras foram as responsáveis pela facilitação 
- geralmente o processo de sucessão acarreta o aumento da diversidade 
- geralmente não apresenta espécies dominantes, em seu último estágio (clímax ou estágio de maturação) 
= as espécies já estão bem estabelecidas e equilibradas (competição) na área. 
 
O processo de sucessão após a morte ou consequência de eventos naturais (tempestades, 
queimadas, erosão, inundações de rios, etc) fortalece a diversidade local. 
 
 
DINÂMICA DA BIODIVERSIDADE 
- a Biodiversidade não apresenta uma distribuição estática. 
- podemos perceber alterações na distribuição das espécies (expansão ou refração). 
 
Teoria Neutra da Biodiversidade: 
- as espécies possuem variação de abundancia de forma aleatória. 
- considerando que todas as espécies possuem funções semelhantes, então não importa quais estão 
presentes em maior abundancia. 
- o ACASO está relacionado com os estágios iniciais, quando uma comunidade começa a se desenvolver. 
- as condições iniciais afetam o resultado final da diversidade, devido aos processos de SUCESSÃO. 
 
Teoria do Caos: 
- Existe uma tendência da população humana ser mais densa em Hotspots da Biodiversidade. 
 O impacto caudado pela presença da população humana acentua a biodiversidade? 
 Ou é apenas uma infeliz coincidência com danos na conservação das espécies? 
BIODIVERSIDADE MARINHA 
- pouco conhecida 
- alguns grupos possuem o mesmo padrão de distribuição que os observados em ambientes terrestres. 
- existem muitas dúvidas, como: por que na zona Antártica existe muito mais spp que na zona Ártica? 
 
 
PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO 
 
Distribuição: Relativo à habitats ou microhabitats de um ecossistema. 
 
Extensão: Tamanho métrico de cada habitat, microhabitat, ecossistema. 
 
- a maioria dos grupos filogeneticamente relacionados apresenta padrões de distribuição resultantes de 
Vicariância ou Dispersão 
 
 
 
 
 
Vicariância: Surgimento de uma barreira 
biogeográfica separando uma distribuição 
contínua em duas disjuntas e 
posteriormente levando à especiação. 
 
 
 
 
 
 
EXTINÇÃO 
- Processo pelo qual a população diminui a tal ponto que desaparece. 
- Extinção é um processo natural, pode ser provocada pelo homem. 
 
Pode ser por 3 fatores: 
- Decréscimo Reprodutivo 
- Incremento a Mortalidade 
- Desaparecimento de habitats 
- Zoocídio; Fitocídio (provocado pelo homem ou catástrofes) 
 
 
DISPERSÃO 
- migração de táxons através de barreiras biogeográficas (da área A para área B) 
- conjunto de processos que possibilitam a fixação de indivíduos de uma espécie num local diferente 
daquele onde viviam os seus progenitores. 
 
Para conseguir a dispersão o organismo deve: 
 - ser capaz de se deslocar para novas áreas 
 - resistir a condições ambientais desfavoráveis durante essa passagem 
 - estabelecer populações viáveis em seu local de chegada (podem perder capacidade de reprod.) 
 
 
VARIAÇÃO NA DISPERSÃO DENTRO DE POPULAÇÕES 
 
Diferenças sexuais 
AVES 
- comum às fêmeas se dispersarem 
- a competição pelo território é mais intensa entre os machos 
- machos tendem a ganhar mais através da filopatria = comportamento de não dispersão 
- e as fêmeas levam vantagem na escolha de qual macho irá se acasalar 
 
MAMÍFEROS 
- comum os machos se dispersam. 
- machos (maioria polígamos) = competir muito mais por uma fêmea, do que por um território 
 é possível áreas para se dispersar com um maior número possível de fêmeas 
 
Vantagens da filopatria: 
- cooperação entre os indivíduos da mesma família 
- evitar disputas territoriais (gressões ou intolerância de grupos não aparentados) 
 
Barreira social: 
- ex: leões = só os machos se dispensam = dificuldade para expandir território 
 
Diferenças ontogenéticas 
- Normalmente a dispersão é em Natal, ou seja, dispersão por juvenis (antes de reproduzirem pela 1ª vez). 
 
INVERTEBRADOS 
- possuem um estágio adulto séssil (reprodutiva) no qual as larvas são lançadas (idade pré-
reprodutiva) para a dispersão. 
 
INSETOS 
- a maioria possui um estágio séssil (larva) e um estágio adulto apto à dispersão. 
AVES E MAMÍFEROS 
- uma vez com capacidade de voo ou desmamados (independentes), possuem potencial para se 
dispersarem pelo resto de suas vidas. 
 
 
BARREIRAS 
 
*A área de distribuição possui em seu entorno, regiões (áreas) que não apresentam condições da 
manutenção de populações. Seja por motivos físicos ou bióticos 
 
Áreas adjacentes são BARREIRAS que precisam ser transpostas para aumentar a extensão ou 
distribuição. 
 
Barreiras podem ser: 
- Climáticas/ Fisiológicas: Isotermas  linhas de temperatura 
- Isobatas: linhas de profundidade 
- Ecológicas: comportamento, competição ou predação 
- Geográficas: mares, cadeias montanhosas, grandes rios 
Porém estas são determinadas pelas características fisiológicas de cada espécie. Nem sempre são letais. 
 
Fatores limitantes: 
 
- Físicos: Temperatura, Umidade, Salinidade, 
Luminosidade, Ph, etc. 
 
- Bióticos: Competição, Predação, etc. 
 
Zona de estresse fisiológico: 
Consegue viver, mas não consegue se 
reproduzir 
 
Zona de intolerâcia: 
Não consegue nem viver muito bem 
Espécies euritrópicas = conseguem suportar 
mais 
 
Ex: Peixes marinhos = barreira é a foz do rio Amazonas 
 
 
MECANISMOS DE DISPERSÃO 
 
Ativos: movimentos independentes, força própria (migração, motilidade). 
Ex: Pássaros, morcegos, grande insetos. 
 
Passivos: Carregados por agentes físicos. A maioria dos organismos dispersa por meios passivos. 
Ex: Plantas (sementes, pólen), animais, fungos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTAS DE DISPERSÃO 
 
Corredor 
- rota que permite expansão de muitos ou da maioria dos táxons de uma região a outra. 
- possui grande variedade de habitas, pouca dificuldade de superação. 
Ex: Biomascontínuos nos continentes facilitam difusão livre entre regiões: 
 - Floresta transcontinental temperada decídua 
- Estreito de Bering = Corredor entre Alasca e Sibéria na primeira metade do Cenozóico 
 
Filtro 
- rota que permite expansão de poucos táxons de uma região a outra. 
- possui pequena variedade de habitas, apresentando dificuldade de superação (Restrições). 
Ex:Frequentemente exibem descontinuidade de habitats 
- Subcontinente árabe = Eficiente filtro (xerófitas, certos mamíferos, répteis e aves não-passeriformes 
mantêm distribuição mais ou menos contínua entre África N e Ásia Central; mas organismos mais 
dependentes de água são barrados pelo deserto). 
 
- América Central é vulcânica = Rios correm para o mar e não ao longo do istmo: não há caminho de água 
doce da Nicarágua até a Colômbia. 
 
Lotéricas (Sweepstakes) 
- rota causada por eventos estocásticos, imprevisíveis e improváveis de acontecerem repetidas vezes. 
- são eventos raros de superação de grandes barreiras biogeográficas. 
Ex: Furacão = pode levar spp de um lugar para o outro 
 
 
TIPOS DE ESPÉCIES E PADRÕES 
 
Espécies Ocasionais ou visitantes 
- são espécies que estão no 1° passo para aumentar sua distribuição 
- embora não tenham capacidade de se estabelecer (formar população) nos locais visitados 
- Motivos: Aumento populacional, escassez de alimentos, competição, etc 
Ex: Spp de água salgada que visitam estuário 
 
Espécies endêmicas 
- geralmente estão confinadas às áreas de distribuição onde evoluíram. 
- grande parte desses animais são recentes evolutivamente e ainda não “tiveram tempo” para dispersão. 
Ex: Amblyrhynchus cristatus – Lagarto de Galápagos / Potamotrygon motoro – Raia da Amazônia 
 
Espécies cosmopolitas 
- ocorrem em amplas áreas. 
- encontram-se distribuídas em pelo menos 2/3 da superfície terrestre e estão presentes em todos os 
continentes com exceção da Antártida. 
- grande ocorrência principalmente em espécies aquáticas = ligação entre os oceanos 
- grande ocorrência em espécies ligadas ao homem 
Ex: Rato e a Barata. 
 
Espécie Exótica ou Invasora 
- espécie que prolifera sem controle e passa a representar ameaça para espécies nativas. 
Ex: Peixe-leão 
 
Padrões contínuos: 
- distribuição em áreas próximas mais ou menos ininterruptas. 
Ex: Spp que ocorrem na zona NeoÁrtica. 
 
 
 
 
Padrão descontínuo ou disjunto: 
- distribuição em áreas separadas em duas ou mais zonas 
- áreas separadas por uma distância superior a que a entidade biológica pode alcançar por seus meios de 
dispersão. 
- Somente duas espécies vivem hoje em áreas muito separadas na América do Norte e Sudeste Asiático. 
Ex: Ficus abutilifoli (planta), Gorilla gorila. = processo de especiação 
 
 
 
Remanescentes Climáticos: espécies com ampla distribuição no Passado (Principalmente nas 
Glaciações) que apresentam atualmente distribuição limitada. 
 
 
BIOGEOGRAFIA DE ILHAS 
 
 
 
ESPÉCIES DISPERSARÃO PARA AMBIENTES MAIS 
PRÓXIMOS E MAIORES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O número de espécies em uma ilha é o balanço entre taxas 
de imigração e extinção: 
 
Imigração ALTA = grande diversidade 
 
Extinção ALTA = baixa diversidade 
 
 
 
 
QUESTÕES: 
 
1. 7 passos da teoria das placas Era mesozóica, triassico, etc. ??? 
- PERMIANO = super continente Pangea 
 
- Início da Era Mesozóica (Triássico) = Fragmentação da PANGÉIA 
A fragmentação gera 2 super continentes: LAURASIA: Norte GONDWANA: Sul 
 
- Final da Era Mesozóica (Jurássico – Cretáceo) - Formação do Oceano Atlântico e deslocamento da 
India (Norte) 
 
- Início do TERCIÁRIO: formação das cadeias de Montanhas ATUAIS 
 
- Metade do Terciário - Formação da América Central e Fechamento do Mar Mediterrâneo 
 
- Posição Atual 
 
- Daqui a 250 milhões de anos = NOVA PANGÉIA 
 
2. Pesquisadores e seus respectivos feitos. ??? 
 
3. Dversidade biologia, alfa e a outra não lembro... ??? 
 
4. Biogeografia de ilhas ??? 
 
5. Duas fotos com 4spp de peixes: 
Comunidade 1 Comunidade 2 
 
 
 
 
 
 
 
Qual é mais rica e pq? 
R: Nenhuma, as duas possuem o mesmo número de spp, portanto possuem a mesma riqueza 
Qual tem mais dominância e pq? 
R: Comunidade 2, pois possui menor equitabilidade, a espécie azul possui maior abundância. 
Qual tem mais uniformidade e pq? 
R: Comunidade 1, pois a distribuição da abundancia entre as espécies está igual (3 indivíduos em cada 
spp)