A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
CIVIL I - anotações da aula e resumo - Prof Rosângela Lira - 2GQ

Pré-visualização | Página 3 de 4

de forma contrária aos interesses do 
representado (a pessoa age com desconformidade com o que tem ∕sabe que tem que fazer). 
Representação Direta: quando uma pessoa atua em nome e por conta de outra, produzindo uma 
relação direta e imediata entre o representado e terceiros. 
Representação Indireta: quando uma pessoa atua em nome próprio e por conta de outro adquirindo 
para si os direitos e obrigações do representado em frente a terceiros (ex: advogados). 
Situações de extinção de poder de representação: 
1. Quando for concluída sua finalidade; 
2. Pelo termo final do prazo fixado na procuração; 
3. Pela cessação da capacidade absoluta ou relativa; 
4. Pela superveniência da impossibilidade do exercício; 
5. Pela morte do representante ou representado; 
6. Pela revogação da representação convencional. 
Da Invalidade (Art. 166-184, CC) 
Nulidade Absoluta: (Art. 166-170) 
 Interesse público e coletivo; 
 Punição grave; 
 Efeitos Ex tunc e erga omnes; 
 Juiz age de ofício; 
 É imprescritível; 
Não pode ser convalidado nem 
ratificado; 
 Ação declaratória de Nulidade 
Nulidade Relativa: (Art. 171-184) 
 Interesse particular; 
 Punição branda; 
 Efeitos: ex tunc e inter partes; 
 Juiz não age de ofício; 
 É decadencial; 
 Pode ser convalidado e ratificado; 
 Ação de Anulação. 
 
Ratificação: Expressa: correção de negócio jurídico pelas partes. 
Tácita: você não procura a outra parte, mas age de maneira que infere-se que você 
quer manter o negócio jurídico. 
 De terceiros: exemplo: assistência; menor que celebra um negócio jurídico. 
Dos Vícios (ou defeitos) do Negócio Jurídico (Art. 138-165, CC) 
1) Do consentimento ou vontade: vão ocorrer quando uns sujeitos mantem uma relação jurídica 
com outro e um deles é prejudicado 
2) Sociais: aqueles em que as partes que participam da relação jurídica não sofrem mal algum 
(fraude contra credor; simulação) 
1) Dos Erros: é a ideia falsa da realidade. 
Substancial: o que anula 
 Acidental: Error in negatio (sobre o negócio) 
 Error in corpore 
 Erro in substantia 
 Erro in Persona (sobre a pessoa) 
2) Do Dolo: é o emprego de um artifício ou expediente malicioso para induzir alguém a prática de 
um ato que o prejudicado e aproveita ao autor do dolo. 
Dolo principal (dolo causum): anula o negócio jurídico; sempre mal (dolus malus); traz 
benefício para o indutor do dolo ou outrem. 
 Dolo acidental (dolus incidens): não anula; perda e danos. 
Dolus bobus: artifício utilizado, havendo engano, mas não há prejuízo. Ex: mídia (você lembra do 
produto e acaba comprando). 
Dolo positivo (comissivo) e dolo negativo (omissivo) 
3) Da Coação (Art. 151-155, CC): qualquer pressão, física ou moral, exercida sob a pessoa, sua 
família ou bens para obriga-lo ou induzi-lo a negócio jurídico. 
Tipos: - Moral ou psicológica (ex: chantagem) 
 - Física (vis corpolis ∕ vis absoluta) 
Vis absoluta: desconsiderada por não gerar efeitos no mundo jurídico. 
A coação não é personalíssima (diz respeito aquela pessoa) 
4) Estado de Perigo: (Art. 156, CC) 
Algo permanente = situação de urgência (você não pode esperar) 
A desproporção é maior e excessiva 
Ex: você está morrendo e oferece a alguém toda a sua fortuna. 
5) Lesão: (Art. 157, CC) 
Inexperiência 
Ex: o carro vale 70 mil e você paga 90 mil, sem saber; 
Associado ao tempo em eu se realizou o negócio jurídico. 
OBS: Estado de perigo é diferente de estado de necessidade. 
Ato ilícito é inválido 
 
6) Simulação: (Art. 167, CC) 
É uma falsa declaração de vontade, visando aparentar negócio diverso do efetivamente desejado. 
Divide-se em absoluta e relativa (objetiva e subjetiva) 
Características: aparecerá em negócios bilaterais; a vítima é “estranha”; visa enganar um terceiro e 
burlar a lei. 
Absoluta: as partes não realizam negócio jurídico algum, apenas fingem para criar uma aparência. 
Exemplo: José é casado com Maria e quer se divorciar então, sem que ela saiba, ele quer tirar os 
bens dela. Ai ele chama pessoas da confiança dele e assina títulos de crédito; os amigos entram 
com ação contra José e isso leva à penhora dos bens de patrimônio: na partilha do divórcio, Maria 
não terá acesso a nada.  Pode ser causa de nulidade absoluta. 
Relativa: compõe-se de dois negócios, sendo um o negócio simulado e outro dissimulado oculta-se 
o que é verdadeiro). 
7) Fraude contra credor: 
Ação pauliana ou revogatória (ação que faz com que se anule a fraude); é a prática maliciosa, pelo 
devedor, de atos que desfalcam o seu patrimônio com o objetivo de colocá-lo a salvo de uma 
execução por dívidas em detrimento dos direitos creditórios alheios” 
Execução por dívidas: ação de execução que o credor move quando o devedor não paga. 
Elementos: subjetivo (cosiluim fraudis) e objetivo (eventus damni) 
Negócios jurídicos suscetíveis de fraude: 
 - A título oneroso (objetivo e subjetivo) 
 - A título gratuito (doação) ou por remissão de dívidas = caso você esteja devendo e perdoe 
a dívida de alguém, será visto como fraude. 
OBS: art. 163 – presunção absoluta. 
Art. 158: credor sem garantia = credor quirografário (só possui a prova de que é um credor) 
Insolvência civil: patrimônio pequeno e dívidas superiores. 
OBS: fraude contra credores ocorre antes do processo de execução. 
Art. 161: ação pauliana atinge a todos – você entra com ação contra a pessoa com mais patrimônio. 
Art. 162: você paga a dívida ao credor mais recente – errado, já que deve ser respeitado o concurso 
de credores. 
Art. 164: presunção absoluta; mercadoria – as vendas não serão fraudes, já que é base familiar. 
 
 
Da Prescrição e da Decadência 
Da Prescrição (Art. 189 a 206, CC) 
Extingue a pretensão (o que quero obter ao exercer o direito de ação) 
Prazos somente estabelecidos em lei 
A parte não pode alega-la. Pode ser renunciada pelo devedor após a consumação 
Não corre contra determinadas pessoas (pois há regras que impedem). 
Previsão de casos de impedimento ou suspensão e interrupção. 
Atinge ações condenatórias. 
Prazo geral: 10 anos (Art. 205, CC) 
Prazos especiais: previstos no art. 206, CC 
Tipos: Extintiva – parte geral do CC 
 Aquisitiva (usucapião) – parte especial 
Ambos são institutos do direito civil que fazem parte de outros direitos  estudo com foco no 
tempo  no direito, a regra é que haja tempo para cada coisa. 
Da Decadência 
Pode ser de lei (legal) ou ajustada pelas partes (contrato – convencional) 
Extingue o direito 
Prazos estabelecidos em lei ou por convenção das partes – Miguel Reale afirma que devem ser 
explícitos quando se tratar de prazo decadencial, ex: Art. 178, CC) 
A decadência legal não pode ser renunciada, em qualquer hipótese. A comercial pode ser 
renunciada após a consumação. 
Corre contra todas as pessoas, com exceção dos absolutamente incapazes (art. 3, CC) 
Não pode ser impedida ou suspensa ou interrompida. 
Atinge ações constitutivas (ex: ação anulatória) 
Não há prazo geral 
Prazos especiais 
 
OBS: ações condenatórias = de cobrança; indenização. 
 
OBS: Da prescrição - 1ª tese: Clóvis Beviláqua 
 2ª tese: Agnelos Amorim (pretensão exclui o direito de ação) 
 
Prescrição e decadência – pontos em comum: 
O tempo corre (decurso do tempo) 
Uma pessoa que é negligente (inércia do titular de direito) – você não usa o instrumento certo no 
tempo certo 
 
Prescrição: aparece como instrumento de defesa. No processo há 3 meios de defesa do réu: 
1. Contestação 
2. Reconvenção: juiz julga 1º a reconvenção para depois julgar o pedido principal 
3. Exceção: você pode alegar prescrição, incompetência do juiz, etc; consegue parar o 
processo. 
Art. 206, parágrafo 5, II, CC: prazo para o advogado cobrar é de 5 anos. 
 
Impedimento ou suspensão: para o prazo e, caso volte, continua onde estava 
Interrupção: só pode ocorrer uma vez; o prazo começa do zero novamente 
Elementos acidentais do negócio jurídico 
 
Art. 121 a 137, CC: Condição: evento futuro e incerto.