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Praticas_ 2011_fundamentos ciencia solo

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e) Separar as unidades estruturais das amostras de solo e classificá-las de acordo com o 
formato e o grau de desenvolvimento. 
 
 
Solo Forma Grau de desenvolvimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
PRÁTICA 5 – MORFOLOGIA DO SOLO: DESCRIÇÃO DE UM PERFIL Á 
CAMPO 
Objetivos: 
Aplicar os conhecimentos de morfologia do solo e fazer a descrição morfológica 
de um perfil de solo á campo. 
 
Conteúdos trabalhados: 
a) Identificação e separação dos horizontes do solo 
b) Determinação da cor do solo com a caderneta de Munsell; 
c) Determinação da textura do solo através do tato; 
d) Determinação da estrutura do solo; 
e) Consistência do solo e sua determinação pelo tato; 
f) Identificar outras características morfológicas: cerosidade, concreções etc. 
g) Coletar amostras de solo de cada horizonte para a determinação da textura em 
sala de aula. 
 
Metodologia: 
a) Seleção do local: deve ser representativo da área e sempre que possível, sob 
vegetação natural, permitindo a caracterização adequada da referida unidade. Para abrir 
a trincheira deve-se atingir a profundidade desde a superfície até o material de origem, 
com largura de cerca de 2 m e exposição do perfil ao Sol. Quando em corte de estrada, o 
perfil não deve ter influência de insolação ou chuva sobre os horizontes. Após, inicia-se 
o exame do perfil pela separação dos horizontes e, ou, camadas, que são diferenciadas 
basicamente pela variação perceptível das características morfológicas (cor, textura, 
estrutura, consistência, etc) avaliadas em conjunto. 
b) Características morfológicas internas do perfil do solo (anatômicas): são 
características visíveis a olho nu ou perceptível por manipulação. Nesta etapa descreve-
se a aparência do solo, ou mais especificamente, do perfil do solo. As características 
morfológicas internas do perfil do solo são: espessura e transição entre horizontes, cor, 
textura, estrutura, porosidade, consistência, cerosidade, slickensides, nódulos e 
concreções minerais. 
Material necessário: pá, faca, trena, caderneta de Munsell, água, sacos plásticos, ficha 
de anotação e manual de descrição e coleta de solo á campo. 
34 
 
FICHA PARA DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO SOLO 
Projeto: 
Perfil Nº: 
Classificação: 
Localização: 
Situação de declive: 
Altitude: 
Material de origem: 
Relevo: 
Erosão: 
Drenagem: 
Vegetação (primária e atual): 
Uso atual: 
Unidade de mapeamento: 
Clima: 
Pedregosidade: 
Rochosidade: 
Data: 
Descrito por: 
 
Horizontes 
Profundidade 
(cm) 
Transição entre 
horizontes 
Cor 
Textura 
Estrutura 
Grau Forma Seco Úmido Tipo Tamanho Grau de 
desenvolvimento 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
 
FICHA PARA DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO SOLO 
Horizontes 
Consistência 
Cerosidade Raízes Porosidade Mosqueados Concreções Seco Úmido Molhado 
Plasticidade Pegajosidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observações: 
 
36 
 
Exemplo: Descrição morfológica da Unidade de mapeamento São Pedro (Brasil, 
1973) 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 ARGISSOLO VERMELHO AMARELO textura média relevo ondulado subs-
trato arenito. 
 PALEUDALF (44). 
 DYSTRIC NITOSOLS (12). 
CARACTERÍSTICAS GERAIS 
 Esta unidade de mapeamento caracteriza-se por apresentar solos profundos, 
avermelhados textura superficial arenosa, friáveis e bem drenados. 
 São ácidos, com saturação de bases baixa a média e pobres em matéria orgânica 
e na maioria dos nutrientes. 
 Apresentam seqüência de horizonte A, B e C, bem diferenciados com as se-
guintes características morfológicas: 
 — Horizonte A profundo, normalmente bruno avermelhado escuro ou bruno 
escuro; textura franco argilo arenosa e franco arenosa; estrutura fracamente 
desenvolvida em blocos subangulares; friáveis, não a ligeiramente plástico e não 
a ligeiramente pegajoso. A transição para o horizonte B é gradual e plana. 
— Horizonte B profundo com cores avermelhadas; textura argilo arenosa a 
franco argilo arenosa; estrutura fraca ou mais raramente moderada em blocos 
subangulares; friável, ligeiramente plástico e ligeiramente pegajoso. 
— Horizonte C formado pelo arenito já bastante decomposto apresentando 
textura argilo arenosa ou mais leve, de coloração variável. 
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS 
 — Capacidade de troca de cátions: O valor T é baixo (menor que 5,5cmolc kg
-1
 
de solo) no A, aumentando com a profundidade (até 9,6cmolc kg
-1
 de solo). 
— Saturação de bases. O valor V é baixo (menos de 35%) no horizonte A e 
médio (ao redor de 45%) no horizonte B. 
— Bases trocáveis. O valor S é baixo aumentando com a profundidade (menos 
de 2cmolc kg
-1
 de solo no A e mais de 3,0cmolc kg
-1
 de solo no B). Os teores de 
cálcio são dominantes, sendo ligeiramente superiores ao do magnésio no A e o 
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dobro ou mais no horizonte B. O potássio normalmente é inferior a 0,08cmolc 
kg
-1
 de solo. 
— Matéria orgânica. São solos pobres em matéria orgânica cujos teores são 
sempre inferiores a 2% 
— Fósforo disponível. São muito pobres em fósforo disponível, apresentando 
teores menores que 3 ppm. 
— Alumínio trocável. O teor de alumínio trocável está ao redor de 1,0cmolc kg
-1
 
 de solo, embora em alguns perfis possam alcançar valore. de 4,0cmolc/kg de solo 
ou mais no horizonte B. 
— pH. São solos francamente ácidos, com pH água em torno de 5,0 
apresentando pequenas variações para mais ou para menos, ao longo do perfil. 
— A relação SiO2/Al2O3 (Ki) é ligeiramente superior a 2,2. 
VARIAÇÕES E INCLUSÕES 
 Como variações, tem-se perfis de solos com horizonte A mais leve (areia fraca) 
e perfis com transição abrupta para o horizonte B. 
 Como inclusões, tem-se a ocorrência em cerca de 20% da área de solos hi-
dromórficos indiscriminados principalmente do grande grupo Gley Pouco Húmico. 
Também pequena ocorrência de perfis de solos da unidade Santa Maria. 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 
 Esta unidade ocorre nos municípios de São Pedro, Santa Maria, Restinga Seca, 
Formigueiro, Jaguari, General Vargas, Cacequi, São Gabriel, São Francisco de Assis, 
Alegrete Uruguaiana, Quaraí, Santana do Livramento, Rosário do Sul. Totalizam uma 
área de 6.675 km
2
, o que representa cerca de 2,48% da área do RS. 
DESCRIÇÃO GERAL DA ÁREA DA UNIDADE 
 Material de origem. Solos formados a partir de arenitos. 
Relevo e altitude. O relevo predominante é o ondulado formado por elevações 
arredondadas com declives em torno de 8 a 10% pendentes em centenas de metros. 
A altitude média em que são encontrados situa-se ao redor de 150 metros. 
Vegetação. A vegetação dominante é a de campo grosso apresentando pequena 
cobertura, sendo formados predominantemente por Paspalum notatum e outras 
gramíneas secundárias. São bastante infestados de barba-de-bode, (Aristida pallens) e 
outras espécies invasoras. 
38 
 
 Clima. Nas áreas onde ocorre esta unidade de mapeamento o tipo fundamental é 
o Cfa 2 (33) de Koeppen. A temperatura média anual fica compreendida entre 19,2 a 
17,9°C. A precipitação média anual pode variar de 1404 a 1769mm. As normais 
mensais são bem distribuídas (30). 
 Nesta região são freqüentes períodos secos podendo ter 100mm de déficit de 
cinco vezes cada 10 anos e maior que 300mm l vez cada 10 anos. Períodos secos são 
freqüentes em novembro, dezembro e janeiro. 
GRAUS DE LIMITAÇÃO AO USO AGRÍCOLA 
 Fertilidade natural: Forte. São solos arenosos pobres em matéria orgânica e em 
nutrientes disponíveis. 
 Erosão: Moderada a forte. São solos bastante susceptíveis à erosão devido a 
textura e ao relevo em que ocorrem. 
 Falta d'água: Moderada, possuem baixa capacidade de retenção de água. A 
irrigação mesmo em áreas de chuvas normais é julgada conveniente (3). 
 Falta de ar Nula. São solos bem drenados, porosos e profundos. 
 Uso de implementos: Ligeira a moderada. São poucos os impedimentos à 
mecanização sendo as