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Praticas_ 2011_fundamentos ciencia solo

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principais limitações relacionadas com os solos hidromórficos 
associados ao relevo. 
USO ATUAL 
 Na maior parte da área estão sendo utilizados com pastagens naturais. Dis-
tribuídas na área da unidade são encontradas pequenas lavouras de milho, mandioca, 
trigo e melancia. 
 O reflorestamento com eucalipto é também bastante encontrado. A maior parte 
da área encontra-se com a vegetação natural de pastagens. 
USO POTENCIAL 
 As principais limitações destes solos dizem respeito a fertilidade natural que é 
baixa, susceptibilidade a erosão e baixa capacidade de retenção de umidade. 
Podem ser cultivadas satisfatoriamente com culturas anuais, podendo serem 
mecanizadas sem maiores problemas, mas necessitando adubação e correções maciças, 
bem como praticas de conservação do solo e da água. Quando possível deve ser feita a 
incorporação de matéria orgânica, a fim de melhorar suas propriedades físicas. 
Utilização destes solos com culturas perenes ou pastagens cultivadas é bastante 
recomendável. 
39 
 
O melhoramento dos campos através da limpeza, manejo adequado, adubação e 
correção é aconselhável. 
 
ASSOCIAÇÕES 
 Os solos São Pedro também ocorrem associados a outros solos constituindo as 
seguintes unidades de mapeamento: 
 — ASSOCIAÇÃO SÃO PEDRO —SANTA MARIA 
 Esta associação ocorre nos municípios de São Gabriel e Rosário do Sul ocu-
pando área de 255km
2
 correspondendo a 0,09% da área do Estado. Nesta associação os 
solos São Pedro sempre ocupam o terço superior das coxilhas. 
 — ASSOCIAÇÃO SÃO PEDRO - AFLORAMENTO DE ROCHAS 
 Esta associação ocorre nos municípios de Candelária, Cachoeira do Sul e Jaguari 
ocupando área de 460km
2
, correspondendo a 0,17% da área do Estado. 
 — ASSOCIAÇÃO SÃO PEDRO — PEDREGAL — ESCOBAR — 
AFLORAMENTO DE ROCHAS 
 Esta associação ocorre nos municípios de Santana do Livramento, Rosário do 
Sul e Alegrete ocupando área de l.115km
2
 correspondendo a 0,41% da área do Estado. 
 — ASSOCIAÇÃO SÃO PEDRO - LIVRAMENTO 
 Esta associação ocorre no município de Santana do Livramento ocupando área 
de 325km
2
 correspondendo a 0,19% da área do Estado. 
 
Perfil RS — 135 
Unidade de mapeamento: SÃO PEDRO 
Localização: A 42km da cidade de Rosário do Sul, na estrada Rosário do Sul-
Livramento. 
Situação: Corte de estrada na meia encosta de uma elevação com 5% de declive . 
Altitude: 200 metros. 
Relevo: Ondulado com declives em dezenas de metros. 
Material de origem: Arenito. 
Cobertura vegetal: Campo natural com incidência de barba-de-bode. 
Drenagem: Bem drenado. 
 
40 
 
A1 0-25cm; bruno amarelado escuro (10YR 3/4, úmido); franco arenoso; fraca 
pequena média granular; muito poroso; solto, muito friável, não plástico e não 
pegajoso; transição difusa e plana; raízes abundantes. 
A2 25-65cm; bruno escuro (7,5YR 3/2, úmido); franco arenoso; fraca média blocos 
subangulares; muito poroso; solto, muito friável, não plástico e não pegajoso; 
transição difusa e plana; raízes abundantes. 
AB 65-l00cm; bruno avermelhado escuro (5YR 3/4, úmido); franco argilo arenoso; 
fraca média blocos subangulares; poroso; ligeiramente duro, friável, ligeiramente 
plástico e ligeiramente pegajoso; transição gradual e plana; raízes muitas. 
BA 100-130cm; bruno avermelhado escuro (2,5YR 3/4, úmido); franco argilo 
arenoso; moderada pequena e média blocos subangulares; poroso; ligeiramente 
duro, friável, ligeiramente plástico e ligeiramente pegajoso; transição gradual e 
plana; raízes poucas. 
BC 130-160cm; vermelho escuro (2,5YR 3/6, úmido); mosqueado pouco pequeno e 
proeminente bruno escuro (10YR 3/3, úmido); franco argilo arenoso; moderada 
pequena blocos subangulares; cerosidade fraca e pouca; poroso; duro, friável, 
ligeiramente plástico e ligeiramente pegajoso; transição gradual e plana; raízes 
raras. 
C 160-210 cm+; vermelho (2,5YR 4/6, úmido); mosqueado pouco pequeno e 
proeminente bruno escuro (10YR 3/3, úmido); franco argilo arenoso; fraca 
média blocos subangulares; cerosidade fraca e pouca; poroso; duro, friável, 
ligeiramente plástico e ligeiramente pegajoso; raízes raras. 
Obs.: — Nos horizontes B2 e B3 foi notada a presença de concreções tipo 
"chumbo de caça", provavelmente de ferro. 
 
ANALISE MINERALÓGICA 
RS — 135 São Pedro 
A1 Areias grossa e fina — 100% de quartzo vítreo incolor, alguns hialinos, 
desarestados (rolados); traços de: ilmenita, concreções ferruginosas, feldspato 
semi-intemperizado, biotita e detritos: fragmentos de raiz e sementes. 
A2 Areias grossa e fina — Idem à fração areia da amostra anterior. 
AB Areias grossa e fina — Idem à fração areia da amostra anterior. 
41 
 
BA Areias grossa e fina — Idem à fração areia da amostra anterior. Não se observa a 
ocorrência de detritos. 
BC Areias grossa e fina — Idem à fração areia da amostra anterior. 
C Cascalho — 100% de concreções ferruginosas e argilo-ferruginosas com 
 inclusões de quartzo; l fragmento de carvão e l fragmento de quartzo. 
42 
 
Perfil: RS – 135 SÃO PEDRO 
Horizonte Amostra seca ao ar (%) pH Equivalente 
de 
umidade 
Símbolo 
 
Profundidade 
(cm) 
Calhaus 
> 20mm 
Cascalho 
20-2mm 
Terra fina 
< 2mm 
Água KCl 
A1 0-25 0 0 100 5,0 4,1 10 
A2 25-65 0 0 100 5,0 4,0 11 
AB 65-100 0 0 100 5,1 4,1 16 
BA 100-130 0 0 100 5,2 4,0 19 
BC 130-160 0 0 100 5,2 4,0 18 
C 160-210+ 0 X 100 5,0 4,0 20 
 
 
Ataque por H2SO4 D=1,47 (%) 
Ki Kr 
Al2O3/ 
Fe2O3 
P 
(mg.l
-1
) SiO2 Al2O3 Fe2O3 TiO2 P2O5 MnO 
5,9 13,5 1,7 0,24 0,05 2,86 2,18 3,09 3 
6,4 4,6 1,8 0,27 0,05 2,36 1,89 4,09 <1 
11,7 9,0 3,2 0,39 0,04 2,22 1,81 4,40 <1 
14,5 11,3 4,3 0,43 0,05 2,18 1,77 4,11 <1 
13,5 10,3 4,0 0,42 0,04 2,23 1,79 4,04 <1 
14,0 11,0 3,9 0,44 0,04 2,16 1,77 4,50 <1 
43 
 
Complexo sortivo (cmolc Kg
-1
) V 
(%) 
Al 
(%) Ca
++
 Mg
++
 K
+
 Na
+
 Valor S Al
+++
 H
+
 CTC pH 7 
0,9 0,8 0,08 0,03 1,8 1,1 2,5 5,4 33 38 
1,2 0,5 0,05 0,03 1,8 1,0 2,9 5,7 32 36 
3,1 0,9 0,05 0,04 4,1 1,0 4,1 9,2 45 20 
3,2 1,2 0,10 014 4,6 1,3 3,7 9,6 48 22 
2,0 1,2 0,06 0,03 3,3 1,7 3,2 8,2 40 34 
2,1 0,7 0,06 0,03 2,9 1,9 2,5 7,3 40 40 
 
 
C 
g Kg
-1
 
 
N 
g Kg
-1
 
 
C/N 
 
 
Composição Granulométrica g Kg
-1
 
Argila 
Dispersa 
g Kg
-1
 
Grau de 
Floculação 
% 
Silte/ 
Argila 
 
Areia grossa 
(2-0,20 
mm) 
Areia fina 
(0,20-0,05mm) 
Silte 
(0,05-0,002mm) 
Argila 
(<0,002 
mm) 
6,9 0,7 10 430 300 120 150 80 47 0,80 
6,9 0,7 10 460 320 100 120 100 17 0,83 
6,0 0,6 10 340 260 110 290 180 38 0,38 
6,8 0,7 10 300 240 110 350 270 23 0,31 
5,2 0,5 10 290 270 120 320 270 16 0,38 
4,0 0,4 10 260 270 120 350 10 97 0,34 
44 
 
PRÁTICA 5 – FATORES E PROCESSOS DE FORMAÇÃO DO SOLO 
 
Objetivo 
Relacionar os fatores e processos de formação do solo com algumas 
características morfológicas externas e internas dos solos característicos de uma 
topossequência (catena) localizada na Depressão Central. 
Material a ser utilizado 
Trado holandês, trena, caderneta de Munsell e frasco com água. 
Método 
Percorrer uma toposseqüência característica da região, fazendo no mínimo 4 
tradagens (conforme figura abaixo) para verificar as características morfológicas (cor, 
textura, espessura) e associar essas características com os processos de formação de 
cada solo. 
 
 
 
 
Ponto 
3 
Ponto 
2 
Ponto 
1 
Topo da 
Coxilha 
Várzea 
Ponto 
4 
45 
 
 
Exercícios 
1) Preencha a tabela abaixo com as informações coletadas. 
Características 
 do solo 
Ponto 1 Ponto 2 Ponto 3 Ponto 4 
Cor Hz. 1 
Cor Hz. 2 
Cor Hz. 3 
Cor Hz. 4 
Cor Hz. 5 
Textura Hz. 1 
Textura Hz. 2 
Textura Hz. 3 
Textura Hz. 4 
Textura Hz. 5 
Espessura Hz. 1 
Espessura Hz. 2 
Espessura Hz. 3 
Espessura Hz. 4 
Espessura Hz. 5 
Profundidade com 
presença de água 
 
Mosqueados 
(presença/ausência) 
 
Processo de 
Formação 
 
 
2) Qual o significado das cores encontradas em cada