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RECURSOS EM ESTÉTICA 
CAPILAR
DOENÇAS DO COURO 
CABELUDO
AULA VI
Prof. Valmira Araujo de Lima
Graduada em Tecnólogo em Estética e cosmética.
Esp.Gestão em Docência do Ensino Superior
MICOSES SUPERFICIAIS
 Conceito
 Fungos parasitam apenas camadas mais
superficiais do estrato córneo
 Induzem apenas alterações estéticas
 Apresentam características comuns:
 -Prevalente em zonas de climas tropical e
 sub-tropical
 -Freqüente em adolescentes e adultos
 Principais micoses superficiais 
relacionadas ao cabelo:
 Piedra branca
 Piedra negra
Piedras
Micromorfologia da colônia - presença de blastosporos e artrosporos
hialinos de Trichosporon spp.. Diniz LM, Souza Filho JB..
Piedra branca
 É uma infecção fúngica crônica da cutícula
do pêlo, rara, descrita originalmente por
Beigel em 1865.
 Tem como agente etiológico a levedura
Trichosporon beigelii, mas a partir de estudos
moleculares foram determinadas seis
espécies de Trichosporon: T. ashii, T.
asteroides, T. cutaneum (sinônimo de T.
beigelii),T. mucoides,T. ovoides eT. inkin.
Piedra branca
 Distribuição universal,com predileção por
regiões temperadas e tropicais.
 No Brasil é alta sua freqüência na Região
Norte.
 Afeta indivíduos de ambos os sexos e
pode comprometer qualquer faixa etária
Piedra branca 
 O Trichosporon beigelii habita solo, água e
vegetais, como também já foi encontrado em
macacos,cavalos e fazendo parte da flora
normal da pele (principalmente área
inguinocrural) e mucosa oral.
 Porém o meio de transmissão permanece
desconhecido.
 Observa-se que a piedra branca não está
relacionada à falta de higiene ou a baixo padrão
socioeconômico e não tem transmissão sexual.
Piedra branca
 Caracteriza-se clinicamente pela presença
de nódulos moles, de coloração variando
do branco ao castanho-claro, de diversas
formas e tamanhos,
assintomáticos,comprometendo a haste
dos pêlos:
 das áreas genitais, das axilas, barba e
bigode, menos freqüentemente do couro
cabeludo, podendo acometer cílios e
sobrancelhas.
Terapêutica de escolha da Piedra 
branca
 Cortar o pêlo da área afetada, e, devido à
recorrência
 freqüente, são indicados antifúngicos
tópicos, como imidazólicos,
ciclopiroxolamina, piritionato de zinco.
Piedra branca
Exame micológico direto mostrando nódulo amarelado ao redor do fio de 
cabelo, formado por hifas e artrosporos. An Bras Dermatol. 2005;80(1):49-52.
Piedra branca
 Formam nódulos branco-amarelados
facilmente deslocados do pêlo
 Nódulos visíveis a olho nu
Piedra branca
PIEDRA NEGRA
 Ataca os cabelos, formando nódulos
de coloração escura, firmemente
aderidos. Não apresenta sintomas.,
não há queda de cabelo.
Agente: Piedraia hortai
 No homem, a piedra negra ocorre em
regiões tropicais e subtropicais com
precipitações pluviais abundantes,
temperaturas elevadas e alta umidade
do ar.
Piedra negra
 Piedra negra é uma infecção causada por
um ascomiceto, Piedraia hortae que se
caracteriza pelo aparecimento no terço
distal dos cabelos de nódulos fusiformes
de consistência dura e coloração preta
constituídos por massas compactas e
organizadas de fungos
Piedra negra
 Encontrada apenas nos cabelos
 Nódulos endurecidos de coloração 
escura
 Fortemente aderidos
 São mais frequentes na América do Sul, 
Indonésia e Vietnã
 Agente Etiológico: Piedraia hortae
Piedra negra
 Transmissão: 
É direta, de pessoa 
para pessoa, ou por meio 
de objetos contaminados. 
Tratamento: 
Tricotomia (remoçao 
de pêlos) e aplicação de 
substâncias anti-fúngicas
 Endêmica na Amazônia -
tirana ou quirana
DERMATOFITOSES
Dermatofitoses
 Conceito
 Infecções fúngicas superficiais dos tecidos
cutâneos queratinizados causadas por
dermatófitos
 3 gêneros: Microsporum, Tricophyton,
Epidermophyton
 40 espécies
Tinha do couro cabeludo ou 
Tinea capitis
 É uma infeccão da pele e pêlos do couro
cabeludo causada por dermatófitos dos gêneros
Microsporum eTrychophyton.
 É uma micose superficial de distribuicão
universal, com predilecão por regiões tropicais
e subtropicais, constituindo um problema de
saúde publica em alguns países.
Tinha do couro cabeludo
 A prevalência dos dermatófitos é variável
nas diversas regiões do mundo e dentro
de um mesmo país, devido a fatores
como:
 clima, condicões socioeconômicas e
higiênicas da populacão, urbanizacão,
sistema imunológico do hospedeiro,
características e acões terapêuticas.
Tinha do couro cabeludo
 As tinhas do couro cabeludo sao
infecções exógenas, tendo como fonte de
contágio:
 o homem (fungos antropofílicos, como
o Trichophyton tonsurans),
 animais (fungos zoofilicos, como o
Microsporum canis)
O solo (fungos geofilicos, como o
Microsporum gypseum), mais raros
Tinha do couro cabeludo
Fonte: www.cabelo.med.br
Tinha do couro cabeludo
 Os dermatófitos zoofílicos determinam
lesões nas áreas expostas do corpo
(couro cabeludo, braços, mãos e pés) por
contato direto com animais domésticos
(cães e gatos) ou com seus pelos
depositados no meio ambiente da casa.
 O Microsporum canis determina
normalmente lesões tegumentares nos
cães, mas os gatos podem ser portadores
sãos ou apresentar pequenas lesões.
 A transmissão inter-humana do
Microsporum canis é extremamente rara
Terapêutica
 A terapêutica da tinha do couro cabeludo
deve ser realizada com antifúngicos
sistêmicos, como griseofulvina,
cetoconazol, itraconazol, fluconazol,
terbinafina.
 Associada a antifúngicos tópicos: xampus
de sulfeto de selênio 2,5%, ou
cetoconazol, imidazois (clotrimazol,
econazol, miconazol, etc.), alilaminas e
ciclopiroxolamina.
Tinea capitis
 Muito frequente em crianças pré-
escolares;
 Placa de cabelos picotados;
 Descamação no centro;
 Quando apresenta pus, forma o quadro
denominado de Kerion celsii, podendo até
deixar cicatriz.
Tinha do couro cabeludo
Fonte: Gurtler et al. An Bras Dermatol. 2005;80(3):267-72.
Tinha do couro cabeludo
Fonte: Gurtler et al. An Bras Dermatol. 2005;80(3):267-72.
 DOENÇAS DO COURO CABELUDO
SEBORRÉIA
É uma complicação da pele
oleosa e resulta num aumento da
atividade das glândulas sebáceas
principalmente por modificações
hormonais.
Glândulas sebáceas – considerações gerais
 Estão presentes em toda a superfície da pele
exceto as palmas das mãos e o dorso dos
pés;
 Maiores glândulas: face e couro cabeludo;
 Na pele abrem-se todas em folículos pilosos
que podem ser até mesmo pêlos velos
(muito pequenos);
 São funcionais ao nascimento e cedo no
lactente sob a influência dos androgênios
maternos, na infância permanecem pequenas
e inativas.
Glândulas sebáceas – considerações gerais
 Com a aproximação da puberdade (aumento
da concentração de androgênios): 9-10 anos,
as glândulas sebáceas aumentam e a
produção de sebo começa;
 13-16 anos produção de sebo igual ♀♂, mas
o nível aumenta nos homens para atingir um
máximo na idade de cerca de 20 anos;
 Homens: permanece alta até idade avançada;
 Mulheres: diminuição acentuada na
menopausa.
Características da Seborréia
 Pele e cabelos untuosos
 Odor desagradável
 Aparência antiestética relacionada com 
sujeira e assepsia 
 Estimulação das glândulas sebáceas
 Perda temporária dos pêlos do couro 
cabeludo (Alopecia)
 Hirsutismo
DERMATITE SEBORREICA 
OU DERMATITE DAS ÁREAS 
SEBÁCEAS
Dermatite seborreica
 Popularmente conhecida como caspa,
caracteriza-se por uma oleosidade
excessiva (seborréia) no couro cabeludo,
seguida por inflamação e descamação.
Fonte: 
www.cabelo.med.br
Dermatite seborreica
 A inflamação (irritação) produz uma
vermelhidão e sensibilidade no couro
cabeludo, enquanto a descamação pode
variar de finas escamas (lembrando
polvilho) à intensa, formando crostas,
muitas vezes aderidas e que ao serem
removidas deixam o couro cabeludo
ferido
Dermatite seborréica
 Também conhecida pelos nomes de
seborréia, caspa ou eczema, é uma
afecção crônica que semanifesta em
partes do corpo onde existe maior
produção de óleo pelas glândulas
sebáceas ou a presença de um fungo, o
Pityrosporum ovale.
Causas 
 A causa da dermatite seborréica é
desconhecida mas a oleosidade excessiva e um
fungo (Pityrosporum ovale) presente na pele
afetada estão envolvidos no processo.
 A maior atividade das glândulas sebáceas ocorre
sob a ação dos hormônios androgênicos, por
isso, o início dos sintomas ocorre geralmente
após a puberdade.
 Nos recém nascidos também podem ocorrer
manifestações da doença, devido ao androgênio
materno ainda presente.
Manifestações clínicas
 Ela se manifesta sob a forma de lesões
avermelhadas que descamam e coçam.
 Ocorre principalmente no couro
cabeludo, sobrancelhas, barba, perto do
nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito,
nas costas e nas dobras de pele (axilas,
virilhas e debaixo dos seios).
Manifestações clínicas
 Nos bebês, é conhecida como crosta
láctea, uma placa gordurosa que adere ao
couro cabeludo, mas que pode também
aparecer na região das fraldas.
A dermatite seborréica não é contagiosa.
Dermatite seborreica
Manifestações clínicas
 Caráter crônico: tendência de períodos
de melhora e piora;
 Maior agravo: inverno, situações de fadiga
e estresse emocional;
 As manifestações mais frequentes
ocorrem no couro cabeludo e são
caracterizadas por intensa produção de
oleosidade (seborréia), descamação
(caspa) e prurido (coceira).
Manifestações clínicas
 A caspa pode variar desde fina
descamação até a formação de grandes
crostas aderidas ao couro cabeludo;
 A coceira, que pode ser intensa, é um
sintoma frequente nesta região e também
pode estar presente com menor
intensidade nas outras localizações.
Manifestações clínicas
 Quando atingem a pele, as 
lesões da dermatite seborréica
são avermelhadas e com descamação 
gordurosa. 
 As áreas mais atingidas são a face
(principalmente o contorno nasal,
supercílios e fronte), pavilhões auriculares
e região retroauricular e o centro da
região torácica anterior e posterior
Sintomas 
 Lesões avermelhadas com descamação e
coceira que pode ser mais ou menos
intensa.
 No couro cabeludo, essa descamação
pode soltar-se e cair em pequenos
fragmentos, dando origem ao que
popularmente se chama de caspa.
Tratamento 
 Não existe medicação que acabe
definitivamente com a dermatite
seborréica porém seus sintomas podem
ser controlados. Deve-se evitar a ingestão
de alimentos gordurosos e de bebidas
alcoólicas e o banho muito quente.
Tratamento 
 O tratamento geralmente é feito com
medicações de uso local na forma de
sabonetes, xampus, loções capilares ou
cremes, que podem conter anti-fúngicos ou
corticoesteróides, entre outros componentes.
 Em casos muito intensos, medicações via oral
podem ser utilizadas. O tratamento adequado
vai depender da localização das lesões e da
intensidade dos sintomas, e deve ser indicado
por um médico Dermatologista seguido de
uma programa de tratamento feito pelo
Terapeuta Capilar
Dermatite seborreica
Dermatite seborreica
Couro cabeludo
 Isoladamente é o local mais acometido 
pela DS,
 Diferentes graus de descamação,
 Reação inflamatória ou não-inflamatória
 Na prática clínica, podemos diferenciar o 
quadro em 2 grupos:
 Pityriasis capitis
 Pityriasis steatoides
 Pityriasis sicca ou 
 Pityriasis capitis ou
 Caspa
(Forma não-inflamatória)
Pitiríase – caspa seca
 As células da epiderme levam de 30 a 45
dias para se renovarem totalmente, ou
seja, para que um queratinócito basal se
divida, migre lentamente da epiderme até
a superfície.
 As células descamam diariamente sob a
forma de uma fina poeira invisível
 Nos casos de caspa esse processo fica
extremamente modificado e exagerado.
Pitiríase – caspa seca
 As células epidérmicas, aglomeradas umas 
às outras sob a forma de escamas visíveis;
 Essas alterações resultam de uma 
descamação excessivamente rápida, 
devido a uma maior produção de células 
epidérmicas
Caspa 
 É uma das manifestações leves da
dermatite seborréica.
A caspa pode ser identificada pela
descamação do couro cabeludo, escamas
brancas ou amarelas, coceira e
vermelhidão.

A caspa provoca uma série de
inconvenientes, principalmente em relação
à beleza dos cabelos.
Agente etiológico
 No nosso couro cabeludo, existe um
número normal de fungos e bactérias que
convivem bem sem causar problemas; são
chamados de flora normal e podem ser
encontrados em diversas regiões do corpo.
 Dentre estes está o fungo Pityrosporum ovale,
que quando presente em grande quantidade
causa caspa e dermatite seborréica.
Causas 
 proliferação do Pityrosporum ovale, fungo que
vive naturalmente no couro cabeludo, que
passa a ser produzido em grande quantidade,
provocando irritação e descamação;
 excesso de produção das glândulas sebáceas,
couro cabeludo oleoso, fazendo com que as
descamações fiquem aderidas à pele;
 distúrbios hormonais ou glandulares;
 permanentes, alisamentos ou colorações em
excesso;
Causas 
 utilização de produtos inadequados;
 processos alérgicos;
 gravidez;
 instabilidade emocional (ansiedade, estresse, 
depressão, entre outros);
 na seborréia: ingestão em excesso de 
gorduras; 
 na caspa seca: falta de óleos e gorduras de 
boa qualidade na alimentação, deixando o 
couro cabeludo ressecado.
Características clínicas
 Pequenas escamas brancas ou cinzentas 
acumulam-se na superfície do cabelo em 
áreas localizadas mais ou menos 
segmentadas.
Tratamento 
 Shampoos medicamentosos que atuam na
causa do problema, combatendo o fundo
Pityrosporum ovale.
 Normalmente a base de cetoconazol que
também apresenta ação antiinflamatória,
culminando em eliminar os sintomas de
vermelhidão e coceira.
Tratamento 
 Normalmente o tratamento é efetuado usando-se
o shampoo para lavar o couro cabeludo duas vezes
por semana.
 Após aplicação do shampoo com o massageamento
do couro cabeludo (nunca utilizar unhas, mas as
pontas dos dedos) em movimentos circulares,
esperar cerca de 5 minutos para enxaguar.
 O tratamento pode durar cerca de 1 mês, mas em
muitos casos a melhora já começa a ser observado
na segunda semana, entre a 3ª e 4ª aplicação do
shampoo
Pityriasis capitis
Pityriasis steatoides
(Forma inflamatória)
Pityriasis steatoides
ou Pitiríase graxa
 Placas arredondadas, bordos nítidos,
 Escamas amareladas, oleosas e ardentes
sobre base eritematosa,
 Nuca e região retroauricular, pode se
estender,
 Pústulas foliculares freqüentes,
Pityriasis steatoides
ou Pitiríase graxa
 Escamas mais grossas, amarelas e 
pegajosas
 Leve eritema na região frontal elateral do 
couro cabeludo (coroa seborreica)
 Associada com a hiperseborréia
 Difere da dermatite seborreica por não 
apresentar prurido
 Presença do Pitirosporum ovale
CAUSAS 
 Presença de sebo na epiderme pode
facilitar o surgimento da caspa;
 Pitirosporum ovale é uma levedura lipofílica
capaz de hidrolisar triglicérides do sebo
Tratamento
 Xampu de sulfeto de selênio:
 Xampu de piritionato de zinco:
 Xampu de cetoconazol:
Diferenças
 Caspa seca: minúsculas películas que 
“empoeiram” o pescoço e os ombros, sem 
processo inflamatório.
·Caspa gordurosa: escamas embebidas em 
sebo, mais grossas e aderentes à pele do 
couro cabeludo e à raiz do cabelo, 
acompanhada de processo inflamatório de 
intensidade variável.
 Produz uma enzima digestiva (lipase) que
quebra e se alimenta do sebo produzido
pelas glândulas sebáceas.
 O couro cabeludo com quantidade
excessiva de pêlo é propício para sua
proliferação.
Referencias Bibliográficas
DAWBER, R.VAN NESTE,D. Doenças dos cabelos e do couro
cabeludo, São Paulo, Ed.Manole Ltda.
PEREIRA, J. M. Propedêutica das doenças do cabelo e couro
cabeludo. São Paulo:Atheneu, 2001
Microepidemia de tinha do couro cabeludo por Microsporum canis em
creche de Vitoria – Espirito Santo (Brasil). Thaiz Gava RigoniGurtler, Lucia
Martins Diniz, Larissa Nicchio. An Bras Dermatol. 2005;80(3):267-72.
Estudo de 15 casos de Piedra branca observados na Grande Vitória
(Espírito Santo - Brasil) durante cinco anos. Lucia Martins Diniz. João
Basilio de Souza Filho. An Bras Dermatol. 2005;80(1):49-52.
Site: www.drauziovarella.ig.com.br
Site: www.dermatologiaonline.com
Site: sitemedico.com.br
Site: www.clinicasabbag.com.br
Site: www.cabelo.med.br

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