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RECEITAS PRA FICAR DOENTE

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Dr. Márcio Bontempo 
 
RECEITAS PARA FICAR DOENTE 
A ironia dos hábitos alimentares, da 
medicina e da vida atual 
5ª. 
edição revista 
 
 
Este trabalho é dedicado à classe médica alopática radical, no 
intento de ajudá-la a superar suas limitações e o controle que 
sofre, pois à semelhança de outras profissões ligadas à doença, 
ela não sabe que também está doente, nem tem uma idéia 
clara do que seja saúde. 
Autor 
 
Doença é o conjunto das alterações funcionais e orgânicas, de 
caráter evolutivo, que se manifesta em um indivíduo atingido por 
um agente exterior, contra o qual o seu organismo reage. 
Professor W. Maffei 
 
Todas as leis, mutáveis e imutáveis, deste mundo carecem de 
garantia e estabilidade. 
Gautama Buda 
 
ÍNDICE 
Sobre o autor ..................... 11 
Introdução ........................... 13 
1. Um mundo de doentes .. 17 
2. Uma medicina doente ..... 25 
3. A doença gerada pelo meio ambiente........ 43 
4. Conselhos gerais para ser doente........ 69 
5. O peixe morre pela boca....... 73 
6. Como adquirir as principais doenças..... 95 
7. Receitas deliciosas e seus efeitos....... 153 
 
 
SOBRE O AUTOR 
Dr. Márcio Bontempo é médico, sociólogo e escritor. Bacharel 
em Medicina pela Universidade Sul Fluminense, Estado do Rio 
de Janeiro. Especialista em Saúde Pública pela Universidade 
São Camilo, São Paulo. Presidente da Associação Brasileira de 
Medicina Integral. Presidente do Grupo de Defesa do 
Consumidor Naturalista (PRONACON). Criador do Movimento 
Médicos Pés Descalços na cidade de São Lourenço, Minas 
Gerais. Autor do Projeto de Medicina Alternativa para 
Comunidades Carentes. Autor das seguintes obras, entre 
outras: 
 
Relatório Orion — Denúncia médica sobre os perigos dos 
aditivos alimentares e dos agrotóxicos. L&PM Editores, Porto 
Alegre. 
AIDS — Esclarecimento global e uma abordagem alternativa. 
Hemus Editora, São Paulo. 
Almanaque pés descalços — Guia alternativo para a auto-
suficiência e consciência planetária, L&PM Editores, Porto 
Alegre. 
Livro de bolso da medicina natural. Editora Ground, São Paulo. 
Estudos atuais sobre os efeitos da cannabis sativa. Editora 
Global, São Paulo. 
Bases fundamentais do irisdiagnóstico. Editora Ground, São 
Paulo. 
Introdução à macrobiótica e dieta dos dez dias. Editora 
Ground, São Paulo. 
As mais deliciosas e equilibradas receitas da culinária natural 
brasileira. Editora Ground, São Paulo. 
 
O autor hoje dedica-se à criação de um hospital de bases 
alternativas, publica trabalhos em vários órgãos de imprensa, 
profere palestras em diversas universidades no Brasil e no 
Exterior, ministra o Curso Intensivo de Medicina Natural em 
várias capitais brasileiras, participa de Seminários e 
Congressos onde apresenta suas teses e sua experiência 
clínica. Milita pela paz mundial, pela compreensão entre os 
povos, pela defesa da natureza e das minorias, dirigindo os seus 
esforços no sentido de ajudar a humanidade a atingir um 
estado superior de consciência. 
 
INTRODUÇÃO 
Este livro foi escrito para ensinar o digníssimo leitor a sofrer das 
doenças modernas da nossa civilização. Pode parecer 
estranho que um médico escreva isto, mas sobram razões 
para tanto. 
Há muitos anos dedicamo-nos ao esclarecimento da população 
quanto às causas ambientais das doenças, seja no tocante à 
alimentação industrializada, às condições de trabalho, à 
neurose, à poluição em todos os níveis (atmosférica, sonora, 
informativa, cultural, ideológica etc), seja quanto aos fatores 
sócio-econômicos, políticos, culturais e até hereditários. Temos 
tentado mostrar como a nossa sociedade desenvolveu um 
sofisticado sistema de exploração e manutenção da doença, 
com a criação do famigerado complexo médico industrial-
hospitalar. 
Também é fato conhecido que a medicina oficial é envolvida 
por interesses multinacionais de lucro e que tenta desviar a 
atenção das causas sócio-econômicas e culturais das doenças 
para etiologias específicas, "biologizando" e individualizando o 
problema. Deste modo, recomenda o uso de medicamentos 
geralmente paliativos, caros e quase sempre perigosos, que 
oneram violentamente a já combalida economia brasileira. Não 
existe um programa eficaz que esclareça a população quanto 
às causas reais das doenças. Toda tentativa de estabelecer 
medidas de caráter preventivo não vinga, devido às "forças 
ocultas" que comandam surdamente a economia, 
principalmente no Terceiro Mundo. 
Nesse processo, a classe médica, principal responsável pelo 
esclarecimento da população, é frenada em sua ação graças a 
uma falsa ideologia que é injetada no aluno desde o primeiro 
ano de faculdade. Esta, por sua vez, não forma um profissional 
da saúde, mas um técnico, um soldado contra a doença, 
treinado para ser um inconsciente vendedor de medicamentos 
disfarçado de branco. 
Sendo assim, as técnicas alternativas de medicina, mais 
baratas, eficazes e geralmente inofensivas, representam 
enorme perigo para os lobbies multinacionais, que exploram a 
doença em nome da boa saúde da coletividade. 
Escrever, então, um manual que ensine a ficar doente é uma 
variação de estilo que se encaixa bem com a inversão de 
valores que caracteriza a nossa civilização. Talvez assim o 
alcance seja maior do que tem sido até hoje, através dos 
manuais práticos de medicina natural, alimentação natural, 
denúncias e assim por diante, que são escritos de forma direta 
e logram resultados apenas parciais, limitados e temporários. 
Ficar doente é hoje um privilégio, é sentir-se normal, é 
participar da situação de todos, é ser igual. Os naturalistas, 
macrobióticos, médicos alternativos, os que não usam o 
perigoso e traiçoeiro açúcar branco, os vegetarianos, os iogues 
etc. são vistos como seres estranhos. Desde que a medicina 
oficial exigiu que o médico assumisse uma posição de poder e, 
através do uso e do abuso do monopólio do conhecimento 
científico, impusesse aos seus pacientes as suas ordens e 
determinações, o doente perdeu sua auto-suficiência, sua 
autopercepção e a dignidade de conhecer o seu próprio corpo 
e as causas dos seus males. A utilização de drogas e cirurgias, 
unicamente, apenas perpetua o processo. Raríssimos são os 
médicos que se preocupam com as causas alimentares da 
maioria das doenças modernas, estando eles próprios 
sujeitos às mesmas, pois também alimentam-se 
pessimamente e não conhecem a composição dos alimentos 
industrializados, que constituem causas de 85% das doenças 
degenerativas. 
Então, dada a condição contraditória da nossa civilização e os 
valores hoje considerados normais e aceitos, ensinaremos aqui 
como adoecer. Talvez assim esclareçamos melhor nossa 
gente, acostumada a seguir conselhos esdrúxulos e absurdos 
difundidos por uma imprensa manipulada por interesses 
escusos, que induzem ao consumo desenfreado, controlando 
a opinião pública ao seu bel-prazer. 
Se o digníssimo leitor sentir algum toque de ironia neste 
trabalho, não se preocupe; a realidade e a condição humanas 
são muito mais irônicas do que se possa imaginar. 
 
 
 
Vivemos num mundo cercado pela doença. Seja ela física, 
psíquica, mental, congênita ou hereditária, seu fantasma 
ronda solto. Em cada época da história da humanidade, a 
ameaça de uma ou mais doenças sempre esteve presente: no 
passado, a peste, a lepra e as infecções; hoje, o câncer, o 
enfarte e outras. Mas é necessário lembrar, no entanto, que 
hoje é muito mais frequente a morte por acidentes de trânsito, 
guerras e guerrilhas, por efeito dos agrotóxicos e uso de 
medicamentos do que por todas as doenças que a 
humanidade possa ter tido. As causas da morte são geradas 
pelo homem, e não pela vida em si. 
O homem moderno tem um novo componente no seu crítico 
quadro de anomalias e desequilíbrios, que são as doenças 
psíquicas e mentais. Há muito se sabe que os estados 
emocionais e as tensões podem gerar doenças físicas ou 
orgânicas (doenças psicossomáticas), mas até bem pouco 
tempo quase nada se sabia a respeito da origem dessastensões e males psíquicos agora tão comuns. Apesar das 
muitas teorias a respeito, devemos concluir que o homem 
criou uma sociedade repressora e opressora, que tiraniza o 
próprio criador. O homem de hoje praticamente perdeu sua 
liberdade individual e segue valores e padrões de 
comportamento que não são legitimamente seus. Sem saber, 
persegue ideais e objetivos como o poder, a fama, o sucesso e 
a fortuna, que não lhe trazem nenhum sentido pessoal. São 
formas alienantes de existir. Quando o indivíduo-consegue 
atingir esses ideais, cai em depressão, pois percebe que a 
felicidade não está ali. Frequentemente, nessa situação, busca 
ansiosamente mais e mais: mais poder, mais fama, mais 
dinheiro, continuando, assim, a alimentar um processo ilusório 
que traz apenas desgaste e o distanciamento de si mesmo. 
Quando não consegue atingir seus objetivos, fica pelo 
caminho, acreditando que não é feliz por não ter "chegado lá". 
São poucas as pessoas neste mundo que vivem intensamente 
o momento; geralmente vivemos voltados para o futuro ou 
para o passado. Pensamos que é no futuro que estaremos 
bem ou felizes. Lutamos para atingir certas metas que 
geralmente não nos trazem prazer ou aquilo que esperávamos. 
Isso faz com que frequentemente a pessoa, após anos e anos 
de luta, ao se ver frustrada, entristecida e sem energia, se 
volte para o passado, acreditando que "naqueles tempos, sim, 
era feliz e não sabia". 
Nossa cultura está estruturada de modo a dominar o indivíduo 
e a submetê-lo às suas exigências. Infelizmente, quem assim 
se submete, total e incondicionalmente, só conhece a tristeza, 
o desgaste, o envelhecimento doentio e a neurose. Substituiu-
se o "ser" pelo "ter" e valorizou-se preferencialmente o poder 
ao prazer de existir, pura e simplesmente. Sabemos que a 
maior parte dos suicídios ocorrem no auge do sucesso, do 
poder, da riqueza ou em sociedades ultra-organizadas. Isto 
acontece porque o indivíduo vivência a angústia de não ver 
mais a saída do labirinto existencial enganoso em que entrou. 
Não vê mais sentido em prosseguir naquele caminho e 
desconhece outros. 
A neurose e a psicose são talvez as piores doenças, pois nada 
deve ser pior do que viver em ansiedade intensa, deprimido, 
inseguro, angustiado e triste. Pior talvez que uma dor aguda, 
pois o indivíduo perde os seus próprios valores e persegue a si 
próprio, sendo atormentado a cada instante pelo seu ego, num 
processo infernal. Isto ocorre devido à repressão das forças 
espontâneas de prazer que emanam do inconsciente. Parece 
que o início do processo se dá na vida intra-uterina e na tenra 
infância, quando os moldes neuróticos dos pais e da sociedade 
começam a exercer sua influência sobre a criança, de modo a 
ajustá-la às prerrogativas e exigências do status quo. A criança 
aprende desde cedo a reprimir seus impulsos naturais e a 
submeter-se a vontades que não são propriamente as suas. 
Com isto, acaba por formar uma personalidade e estruturar 
seu caráter de acordo com o que lhe ensinam ou forçam. Este 
processo cria os primeiros bloqueios energéticos, que refletem, 
nas características individuais, a repressão sofrida pela pessoa. 
Quanto mais repressão, tanto maior a ansiedade, a angústia, o 
ódio, a revolta, a melancolia e o distanciamento de si mesmo. 
É fato corrente que o ser humano nasce para amar. Nasce com 
pleno e total potencial de amor, mas, se não pode dar ou 
receber amor de modo conveniente, acaba por bloquear-se. 
Passa a desenvolver a antítese do amor, que é o ódio. O 
mesmo ódio que fez do homem um ser fratricida, genocida, 
agressivo e destrutivo. 
Nossa cultura possui valores alienantes, pois ensina o indivíduo 
a voltar-se para o mundo exterior, objetivo e "real". Quando o 
indivíduo não age de acordo com aquilo que se considera 
"comportamento normal", voltando-se mais para o seu interior 
e buscando compreender seus próprios valores, passa a ser 
visto como uma pessoa estranha, louca ou desequilibrada. 
Assim sendo, a sociedade cerceia o legítimo direito que o 
cidadão tem de conhecer o seu próprio mundo interno, onde 
residem a serenidade, a calma, o prazer, o discernimento e a 
espiritualidade. O homem moderno, ao contrário, está alienado 
dos lídimos valores fundamentais para a sua evolução. Passa 
pela vida sofrendo, fazendo do trabalho um meio escravizante 
de se manter; é influenciado pelos mais diversos estímulos, 
que o impulsionam ao consumismo, à superficialidade, à 
exterioridade, ao imediatismo e à praticidade. Vive 
perseguindo a felicidade e o bem-estar, mas por caminhos 
indevidos. Goethe retratou bem a situação humana em Fausto. 
Fausto vendeu a alma a Mefistófeles, que em troca lhe 
prometeu coisas que nunca poderiam ser cumpridas. 
Esta condição neurótica acaba influenciando o indivíduo em 
todos os sentidos. A sexualidade humana parece ser a área 
mais aflitiva. O prazer é perseguido ansiosamente, no entanto, 
o cidadão é treinado desde a infância para reprimi-lo. 
Confunde-se também liberdade sexual com libertinagem, amor 
com paixão, esta última, destrutiva e escravizante. Poucos são 
aqueles que possuem uma sexualidade satisfatória, obtendo 
dela um prazer calmo, relaxante e profundo. As relações 
humanas estão controladas. Vários são os elementos que 
influenciam na questão do sexo. Wilhelm Reich foi perseguido 
e preso por ter apontado as causas sociais da neurose e seus 
reflexos na sexualidade. Ele mostrou que grande parte da 
energia que poderia ser convertida em prazer sexual é 
desviada para alimentar uma determinada organização ou 
para criar e manter um tipo de personalidade forjada pelas 
exigências do meio social. Assim surgem os desvios da 
sexualidade, o medo inconsciente do prazer, as proibições, o 
falso moralismo, a depravação, a pornografia etc. 
Escravo de si mesmo, o homem moderno desenvolveu a 
capacidade de negar-se e adaptar-se. Vítima de grande 
ansiedade, suas tensões transparecem em seus atos e 
decisões, provocando, em última instância, as revoltas sociais, 
o controle do homem pelo homem, a luta de classes, os 
desníveis sociais, a fome, a pobreza, a violência e a guerra. 
Todos esses fenômenos têm causas muito complexas e, para 
que se possa compreendê-las, deve-se estudar bem o 
inconsciente do homem, onde as forças se acham reprimidas 
por um ego despótico, criado, desenvolvido e estimulado pela 
própria sociedade. 
Existe uma relação dialética entre o homem e o seu meio. O 
equilíbrio entre ambos é indispensável para que haja saúde 
emocional e uma vida serena, isto é, o homem deve manter 
uma certa conduta em grupo ao mesmo tempo que cultiva 
também o seu mundo interno. Uma vez que é o próprio homem 
que cria as regras da sociedade, quanto mais neurótico ele for, 
mais o será também o seu meio social. Uma sociedade 
repressora, divisionista e fragmentária é a própria expressão 
da condição dos indivíduos que a compõem. 
Sendo assim, o ser humano vive atualmente uma imensa 
contradição. Para alcançar a almejada felicidade, deve rejeitar 
os valores básicos da sociedade. Se viver conforme os padrões 
socialmente aceitos, fica verdadeiramente alienado, até e 
principalmente de si mesmo. Portanto, está dividido, em 
constante conflito com o mundo externo. 
Existe assim uma interação e uma interdependência entre o 
indivíduo e a sociedade. Contraditoriamente, aquele que aceita 
todos os valores da sociedade é, de fato, um alienado (dos 
seus próprios valores e dos valores relacionados a princípios 
universais superiores, altruísticos e humanísticos), pois a 
sociedade é moldada a partir de bases neuróticas. Por outro 
lado, quando o indivíduo questiona as regras e os valores da 
sociedade em que vive, é considerado um alienado, um 
desequilibrado. Quer dizer, para ser feliz é necessário que o 
indivíduo (etimologicamente: não dividido) se torne um 
"divíduo", ou seja, dividido, separado. Não é à toa que os 
grandes movimentos sociais que questionaram mais 
profundamente os valores burgueses da sociedade industrial 
tenham sidochamados de loucos pelas classes dominantes 
bem comportadas. Ironicamente, a sociedade desenvolveu 
técnicas que procuram reajustar a pessoa que não segue os 
padrões de comportamento aceitos. Por meio da psiquiatria 
medicamentosa ou por métodos psicoterapêuticos baseados 
em sistemas interpretativos e explicativos procura-se ajustar a 
teoria ao caso, e não o contrário. Estas técnicas vêem o caso 
através de um conjunto de informações e dados previamente 
estabelecidos pelos próprios valores sócio-culturais. As 
interpretações baseiam-se em teorias geralmente inflexíveis, 
procurando ajustar o indivíduo doente ao próprio meio gerador 
da doença, seja ela física, psíquica ou mental. 
Como resultado de todo esse processo, temos a vasta gama 
dos chamados sintomas emocionais, como a ansiedade, a 
angústia e a depressão, já considerados normais pelo cidadão 
do nosso século. Quem não possui esses sintomas deve ser 
um estranho, principalmente se vive numa sociedade que 
existe e se mantém graças ao cerceamento do prazer 
individual, que tece a trama do mecanismo de controle social e 
da escravização do homem. 
 
 
 
"A tecnocracia mutilou a personalidade dos discípulos de 
Hipócrates." 
Dr. Nelson Senise 
em Medicina e Impunidade 
Até meados do século passado, sabia-se que a doença era o 
resultado de uma desarmonia entre o homem e o seu meio 
ambiente, a natureza. Depois do advento da era microbiana, 
com Pasteur e Koch, esse modo de pensar mudou. Já se podia 
culpar um determinado germe por causar uma doença. 
Imaginou-se então que todas as doenças deveriam ser 
provocadas por um bichinho invisível. Apesar de toda a 
oposição sofrida por Pasteur e suas teorias revolucionárias — 
Pierre Pochet, então professor de fisiologia de Tolouse, em 
1872, chegou a afirmar que a teoria dos germes de Louis 
Pasteur era "uma ficção ridícula" — a teoria microbiana firmou-
se e acabou dominando toda a doutrina médica, a tal ponto 
que hoje não se entende mais a relação do ser humano com 
seu meio ambiente. Tudo pode ser e é tratado com drogas e 
cirurgias. Esqueceu-se completamente que o ser vivo interage 
com a natureza. 
A medicina enveredou por um caminho obscuro, organicista e 
tecnicista, desligado das leis naturais. O médico, outrora um 
sacerdote, transformou-se num profissional, um técnico duro e 
frio manipulado por interesses ligados ao lucro, fazendo parte 
de um complexo mecanismo, cujo objetivo é a perpetuação 
das doenças. Com a despersonalização do médico e a 
intromissão dos trustes econômicos no comércio da doença, a 
medicina tornou-se quantitativa e adoeceu. Como diz o 
professor Jaime Landmann: "As indústrias médicas nascidas do 
progresso científico, a gestão hospitalar irracional, a 
intervenção das multinacionais na indústria farmacêutica 
mundial e as doenças transformadas em mercadoria são 
mecanismos que contribuem para fabricar doentes numa 
sociedade de consumo." 
Infelizmente, hoje somos forçados a conviver com uma medicina 
que perdeu suas elegantes vestes sacerdotais antigas para 
converter-se em um foco de interesses mercantilistas, cúmplice 
dos mesmos mecanismos que exercem o controle social. O 
médico moderno é induzido, desde o início da faculdade de 
medicina, a agir conforme a conveniência de tais interesses. 
Aprende uma técnica de tratamento baseada apenas em recursos 
medicamentosos e cirúrgicos; é levado a abominar e a duvidar de 
qualquer modalidade alternativa de tratamento possível, 
frequentemente considerada nos meios acadêmicos 
(principalmente nos países subdesenvolvidos) como não-científica 
e charlatanesca. A ciência moderna é descaradamente utilizada 
pelos detentores do poder para dominar e destruir. 
A medicina moderna, limitada pelo seu enfoque puramente 
analítico e cartesiano, vê o doente por meio de um prisma 
tortuoso, enxergando apenas uma parte do processo. Devido às 
suas bases fragmentárias, está dividida em especialidades e 
departamentos. 
A ideologia médica e sua doutrina, alimentadas por uma filosofia 
paupérrima, criam profissionais que não sabem nem mesmo 
prevenir ou tratar suas próprias doenças, estando sujeitos a 
adquirir uma anomalia a qualquer instante. Temos então a 
insatisfação de deparar com endocrinologistas obesos, 
gastroenterologistas ulcerosos, psiquiatras neuróticos, 
dermatologistas com doenças de pele crónicas, cujas causas eles 
mesmos desconhecem, clínicos com obstipação intestinal, 
médicos fumantes e uma série infindável de exemplos grotescos 
e paradoxais, porém infelizmente reais. Será tudo isto 
invencionice? 
Sabemos perfeitamente que a tecnologia médica progrediu muito, 
e graças a isto aperfeiçoaram-se técnicas cirúrgicas e 
terapêuticas que salvam vidas. A traumatologia e a medicina de 
urgência evoluíram muito. Algumas drogas interessantes foram 
descobertas, mas, por outro lado, houve um decepcionante 
empobrecimento da filosofia médica. Deve-se considerar 
também que a terapêutica medicamentosa e as mutilações 
cirúrgicas produzem muitos danos devido aos efeitos 
colaterais, como acidentes com drogas, intoxicações lentas, 
doenças iatrogênicas (provocadas por medicamentos), 
cirurgias desnecessárias, choques anafiláticos e anestésicos, 
mutilações cirúrgicas e erros médicos. Isto torna a medicina 
moderna extremamente perigosa. 
Entendemos também que os Conselhos de Medicina (CRMs) 
existem para manter a medicina adaptada aos interesses do 
sistema. Ademais seu objetivo é controlar e reprimir o 
profissional, e não auxiliá-lo. A serviço do complexo médico-
industrial, procuram manter o médico submetido a uma norma 
de conduta (ética médica) que convenha aos interesses do 
mecanismo de controle social. Frequentemente "abafam" erros 
médicos e defendem situações criminosas. Aventuram-se a 
julgar casos profissionais que deveriam estar sob a alçada do 
poder público. Como pretexto para a sua legitimidade como 
entidade representativa da medicina e da profissão médica — 
existe uma quantidade imensa de médicos que não aceitam 
seu controle — utilizam o argumento de "zelar e preservar a 
boa imagem do médico". 
A doença, assim como a fome e a miséria, é um mal necessário 
para a manutenção do controle social; não tem causa clara e 
é de difícil eliminação. Não pode desaparecer enquanto 
existirem ambição, poder e domínio, pois é usada pelos 
detentores das rédeas do controle económico e político para 
manter a continuidade do establishment. 
Ficaríamos muito felizes se este trabalho ajudasse a classe 
médica e demais profissionais ligados direta ou indiretamente 
à área da saúde a compreenderem melhor a doença e suas 
causas, a todo custo mascaradas por teorias rígidas e interesses 
antagónicos à felicidade e ao bem-estar social. O médico, 
principal responsável pelas condições de saúde da sociedade, ao 
contrário, tornou-se um agente deste jogo de interesses. É um 
profissional inseguro e manipulado. Transformaram-no num 
vendedor sofisticado de remédios que não sabe bem o que é a 
saúde, lançando mão de uma terminologia técnica hermética e 
enganosa. 
Presenciamos, com tristeza, a existência da chamada "máfia de 
branco", das clínicas clandestinas de aborto, dos maus serviços 
públicos — quando o direito do cidadão à saúde é garantido pela 
Constituição e pelas organizações internacionais de saúde —, dos 
atendimentos "relâmpagos", das receitas "carimbadas", das 
comissões pela venda de medicamentos, dos conchavos, das 
propinas, dos apadrinhamentos e de outras falcatruas que 
mancham a digna e nobre profissão médica. A imagem do médico 
nunca esteve tão desgastada como hoje. 
Os médicos possuem hoje uma imensa bagagem de tabus e 
preconceitos científicos; rejeitam a medicina popular, o empirismo 
e as ervas medicinais (que consideram ineficazes e perigosas), 
como se a ciência experimental pudesse existir sem a ciência 
empírica. Também não entendem nada de alimentação 
(alimentam-se eles mesmos de forma péssima), desintoxicação, 
depuração natural e naturismo. Apresentam opiniões duvidosassobre a medicina da natureza e dos astros, pouco ou nada 
entendendo do assunto. Como exemplo do que foi exposto, cito o 
caso seguinte: 
Atendi em meu consultório um rapaz de 30 anos, portador de uma 
sintomatologia vaga, caracterizada por sensação de insegurança 
ocasional, suor profuso, taquicardia, sensação de ter um bicho no 
abdômen que o corroía por dentro e tremor nas extremidades. 
Tudo isso surgia geralmente pela manhã, durava pouco tempo e 
vinha acompanhado de intensa vontade de ingerir açúcar. Às 
vezes, o quadro era acompanhado de leve tontura. O paciente 
já havia feito vários tratamentos, principalmente psiquiátricos. 
No entanto, nenhum profissional havia perguntado o que ele 
comia. Ocorre que sua alimentação era péssima e ingeria 
grande quantidade de açúcar. Um exame de sangue e uma 
curva glicêmica revelaram uma condição anômala conhecida 
como hipoglicemia, que indica baixa quantidade de açúcar no 
sangue e ocorre quando o indivíduo ingere muito açúcar 
branco. Foi estabelecido um tratamento dietético que resultou 
em excelente recuperação e eliminação total das drogas 
psiquiátricas. 
Tendo eu viajado, fiquei por dois meses aproximadamente 
sem ver o paciente, que, ao ter uma leve recaída, visitou seu 
médico anterior. Este receitou-lhe os antigos remédios 
psiquiátricos e aconselhou-o a voltar à dieta "normal". Se 
tivesse algum problema, poderia chupar algumas balas, pois 
afinal de contas, a hipoglicemia "não tem solução, é uma 
doença da moda", foram as palavras do médico. Que o leitor 
julgue a situação conforme o seu discernimento. 
Este outro caso retrata melhor ainda a forma parcial e 
fragmentária como o médico enxerga o doente: 
A senhora E.L.A., 39 anos, casada, três filhos, funcionária 
pública, sofria de halitose, gosto muito amargo na boca, grande 
quantidade de gases, flatulência, má digestão e intestino 
preso. Passando por muito sofrimento, procurou diversos 
médicos e especialistas, sem obter alívio e sem que a sua 
terrível halitose, que quase a impedia de ter um convívio social 
e familiar adequado, fosse eliminada. Todos os tratamentos, a 
não ser o psiquiátrico, a que também se submetera, em vão, 
eram à base de drogas, analgésicos, enzimas, antiflatulentos 
etc. Também sofrera muito com uma infinidade de radiografias, 
contrastes e endoscopias. 
Prescrevi-lhe uma dieta simples, à base de cereais integrais, 
frutas, legumes, verduras, leguminosas, raízes, tubérculos, pão 
integral e carnes brancas. Foram eliminados da dieta os alimentos 
químicos, artificiais, as carnes vermelhas, o açúcar branco e seus 
derivados, os laticínios e os enlatados. Com esse regime e um 
conjunto de chás medicinais e homeopatia, a paciente eliminou 
totalmente aqueles sintomas em pouco mais de uma semana, 
para seu grande alívio. 
O mais curioso no caso é que, mesmo tendo passado por cinco 
gastroenterologistas, nenhum deles perguntou o que ela comia. A 
referida paciente ingeria grande quantidade de carnes 
industrialmente processadas, como salsichas, presunto, 
mortadela, salame e linguiça, pão branco, massas e de 4 a 6 
colheres diárias de açúcar branco. Tomava quase 1 litro de 
refrigerante às refeições, comia feijoada duas vezes por semana, 
tanto da fresca quanto da enlatada, tomava 1 ou 2 sorvetes 
sempre que saía do trabalho e adorava carne de porco. Sua dieta, 
como se pode notar, era pobre em fibras e rica em toxinas e 
carboidratos. Diriam os nutricionistas que esta dieta está bem 
balanceada e equilibrada? Não duvido que muitos não 
procurassem modificá-la. Tenho certeza de que esta senhora 
aprendeu agora como se fica doente, pois divide sua vida em 
duas fases distintas: antes e depois do tratamento que eliminou 
as causas de suas doenças. 
Como se vê, existe grande dificuldade por parte da ciência de 
abordagem apenas analítica de entender a relação íntima entre a 
pessoa, seu meio e sua alimentação. Ao procurarmos causas 
específicas e isoladas, perdemos a noção do todo, do conjunto. 
Assim podemos inferir que tanto a medicina como a nutrição estão 
doentes, filosoficamente falando. 
A nutrição acadêmica também enveredou por caminhos 
estritamente cartesianos, utilizando-se quase que somente do 
enfoque quantitativo em relação à dietética. Consideramos que a 
saúde depende muito da qualidade dos alimentos que ingerimos. 
Mas o termo qualidade também é compreendido apenas 
parcialmente pela medicina e a nutrição, que acreditam estar 
ligado apenas à ausência de germes, detritos e 
macroelementos. Esquecem-se de que a industrialização injeta 
vários aditivos sintéticos perigosos e desnecessários e que a 
maior parte dos alimentos disponíveis hoje contém 
agrotóxicos. 
Tanto a medicina como a nutrição são omissas quanto à sua 
responsabilidade no tocante à saúde da coletividade e suas 
relações com a alimentação. Ambas resultam de uma ciência 
parcial, que enxerga apenas para a frente. Decorre disso a 
profunda insegurança que caracteriza os profissionais das suas 
áreas, uma vez que o seu conhecimento assenta-se em teorias 
apenas, brincando com um jogo de hipóteses. A grande 
preocupação dos cientistas modernos é com a evolução da 
ciência, e, à medida que esta cresce, surgem novas teorias 
para derrubar as anteriores. Quanto mais vertiginosamente 
caem as velhas teorias, tanto mais rapidamente cresce a 
ciência. Isto produz a sensação de insegurança que tanto 
maltrata os homens da ciência, pois não se pode ter certeza 
de muita coisa nem afirmar categoricamente nada. 
Entenda-se que essa insegurança ocorre exatamente pela 
necessidade de firmar-se uma teoria e poder aplicá-la ad 
infinitum. Pobres iludidos! Se assim ocorresse, haveria a 
estagnação e o apodrecimento da própria ciência, pois o 
conhecimento é dinâmico em sua essência. Há então esse 
terrível e indissolúvel paradoxo para aqueles que não 
compreendem o processo dialético que caracteriza a vida em 
todas as suas dimensões. Sofrem aqueles que tudo vêem por 
meio da contida e limitada razão, com sua lógica medrosa. 
A dialética relativista mostra que o antagonismo e a 
contradição são necessários para imprimir dinamismo à 
evolução, e que tudo no universo possui o seu contrário. Para 
que a ciência evolua, é necessário não criar bases rígidas, 
para que ela não se cristalize, não estagne. Pior é quando o 
cientista, ou o profissional que utiliza os conhecimentos da 
ciência, julga-se um sábio. Existem várias fábulas famosas 
para satirizar esta situação. Encontramos também muitas 
frases e citações que mostram a pobreza da ciência médica 
em seu limitado casulo. Eis algumas delas: 
"A medicina é uma velha comédia que, de tempos em tempos, 
volta ao cenário com vestes apropriadas à época." 
Semmola 
"Livre-me Deus da medicina que das doenças livro-me eu." 
Alfredo Helby 
"Não há uma doutrina da medicina; há, sim, inúmeros 
conhecimentos não relacionados." Dr. Pierre Winter 
"Creio em tudo, menos na medicina." 
Citação do dr. Liautand, médico da corte francesa, quando 
questionado por um sacerdote se acreditava em Deus, 
momentos antes da sua morte. 
"As porcentagens de mortalidade nos Estados Unidos, em 
1944, foram as mais baixas até então registradas, quando da 
escassez de pessoal médico por ocasião da guerra." 
El Imparcial, Chile, 12/03/1946. 
 
Comentando-se a notícia anterior, sabe-se que as taxas de 
mortalidade diminuem por ocasião das greves médicas. Fato 
semelhante ocorreu com a grande greve dos médicos em Los 
Angeles, Estados Unidos, em 1968, e o fenômeno foi 
comprovado em várias partes do mundo. 
Mas a medicina moderna afirma, orgulhosa, que as drogas e o 
avanço da tecnologia médica e cirúrgica permitiram a eliminação 
de várias doenças que antes ceifavam muitas vidas, como a 
tuberculose, a peste, a cólera, a lepra, a sífilis etc. Apesar de no 
Brasil ainda morrer uma pessoa a cada 25 minutos de tuberculose, 
os antibióticos e os quimioterápicos realmente representam um 
importante avanço. Afirma-se também que o homem moderno 
tem uma expectativa de vidamaior. Isto também é verdade, mas 
é necessário lembrar que ao lado de um aumento quantitativo de 
vida houve um imenso decréscimo na qualidade da mesma. Vive-
se mais, porém carregando numerosas doenças e distúrbios. 
Pode-se dizer que a ciência tornou-se eficaz contra as doenças 
agudas, mas, devido às más condições do ambiente, como 
alimentação inadequada, poluição, medicamentos etc, fez 
explodir incontrolavelmente o índice de doenças crônicas e 
degenerativas: o câncer, a arteriosclerose, a diabete, o enfarte, a 
hipertensão e outras, para as quais os medicamentos e as 
cirurgias são apenas recursos paliativos. 
Hoje podemos até mesmo dividir as doenças em dois grandes 
grupos e relacioná-los com as condições sócio-econômicas da 
população. As doenças crônicas e degenerativas ocorrem 
comumente nos grupos de alta renda, onde se consome maior 
quantidade de alimentos, ricos em proteínas, gorduras, vitaminas 
e açúcar. São as denominadas doenças por excesso de consumo 
de alimentos. Por outro lado, as classes menos favorecidas sofrem 
das doenças infecto-contagiosas: tuberculose, lepra, 
esquistossomose, doença de Chagas, gastrenterite etc. São 
enfermidades que ocorrem em grupos sociais de baixo poder de 
consumo, onde predomina uma dieta pobre em proteínas, rica em 
carboidratos, com poucas vitaminas e sais minerais. Porém, estas 
pessoas também sofrem, em proporções menores, de enfarte, 
hipertensão, diabete, câncer etc, consideradas erroneamente 
como doenças apenas de ricos. 
 
Um outro indicador da queda de qualidade da vida no planeta é o 
alto índice de nascimento de crianças com peso abaixo do 
normal até mesmo nas grandes potências, resultado da vida anti-
natural que a tecnosfera por nós criada nos obriga a levar. 
 
Ásia: estima-se em 15 milhões os nascimentos com peso baixo, 
ou 20% do total de 73 milhões de nascidos vivos, em 1979. 
O peso médio ao nascer, na Ásia, é de 2.900 gramas. 
 
África: estima-se em 3,2 milhões, ou 15% de um total de 21 
milhões, os bebês nascidos com peso baixo. 
O peso médio ao nascer, na África, é de 3.000 gramas. 
 
América Latina: estima-se em 1,4 milhão o número de bebês 
nascidos com peso baixo, ou 11% do total de 12,4 milhões de 
nascidos vivos. O peso médio ao nascer na América Latina é 
de 3.100 gramas. 
 
Europa: estima-se em 536.000 os nascimentos com baixo peso, 
ou 8% do total de 7 milhões de nascidos vivos. O peso médio ao 
nascer na Europa é de 3.200 gramas. América do Norte: estima-
se em 269.000, ou 7% do total de 3,6 milhões de nascidos vivos, 
os nascimentos com peso baixo, no Canadá e nos Estados 
Unidos. O peso médio ao nascer, na América do Norte, é de 
3.200 gramas. 
 
Oceania: estima-se em 62.000 o número de bebês nascidos com 
baixo peso, ou 12 % do total de 506.000 nascidos vivos. 
 
União Soviética: estima-se em 380.000 o número de nascimentos 
com peso baixo, ou 8% de um total de 4,7 milhões de nascidos 
vivos. 
Não se conhecem os pesos médios ao nascer nas duas últimas 
regiões. 
 
Fonte: Organização Mundial de Saúde (WHO) 
 
A verdade é que, ricos ou pobres, todos adoecem. Vivemos 
num imenso hospital. A drástica diminuição da incidência 
mundial de doenças agudas não tem muito significado diante 
do absurdo crescimento das taxas de mortalidade por doenças 
crônicas, enraizadas no organismo da humanidade. Afirma-se, 
com muita propriedade, que vivemos hoje uma situação de 
degenerescência biológica, a tal ponto que certas doenças 
começam a ser aceitas como normais. Em Nova Iorque, um 
congresso de psiquiatria concluiu será depressão um 
fenômeno normal no ser humano, por ocorrer hoje com tanta 
frequência. A diabete é uma doença que vem tomando tal 
vulto que qualquer pessoa que tenha um parente materno ou 
paterno diabético pode ser considerada pré-diabética. O 
número de diabéticos e pré-diabéticos cresce 
assustadoramente no mundo todo e, de certa forma, a 
humanidade está se acostumando à doença, adaptando-se a 
ela, criando aparelhos e drogas sofisticadas para que o ser 
humano do futuro já nasça diabético. Enquanto isso, o açúcar 
refinado continua a ser consumido em grandes quantidades e 
recomendado por muitos médicos e nutricionistas. Afinal, 
ninguém ousa alterar os hábitos alimentares do povo. 
O homem moderno, desde que não seja pobre, ingere uma 
quantidade de nutrientes muito acima daquela que seria 
recomendável para o tipo de vida que leva. As proteínas, 
doces e gorduras absorvidos, ideais para um lenhador, atleta 
ou vaqueiro, acumulam-se e desequilibram o organismo de 
um indivíduo sedentário e tenso. Surgem distúrbios como 
prisão de ventre (intestino preso), retenção de líquidos, 
obesidade, hemorróidas e outros. As vias digestivas estão 
flácidas e dilatadas devido ao acúmulo de alimentos, resíduos, 
líquidos e fermentações. Muitos destes problemas já estão 
sendo herdados pelas novas gerações, até mesmo o hábito de 
mastigar pouco os alimentos que, além de ajudar a dilatar o 
estômago e os intestinos, produz uma digestão difícil, tornando 
os dentes fracos e amolecidos; segundo a velha lei do 
uso/desuso, o que não é usado, atrofia, e o que é usado em 
demasia, hipertrofia. Podemos até imaginar como será o 
homem daqui a algumas décadas: baixinho, gordo, com o 
ventre extremamente grande, careca, com pernas finas, 
tórax pequeno, sem dentes (sugará os alimentos inteiros), 
míope, diabético, com um aparelho tipo "pâncreas artificial" e 
um paladar extremamente desenvolvido. Buscando a maior 
parte do seu prazer na comida, sua atividade sexual será bem 
reduzida, pois terá o centro de suas sensações no estômago e 
nos intestinos, razão pela qual poderá perfeitamente chamar-
se homo intestinalis, 
O leitor diria que isto é um exagero, um excesso, uma visão 
absurda? Infelizmente os fatos estão aí. Cada vez mais 
surgem doenças tidas como normais e a medicina oficial não 
parece preocupada com as alterações genéticas que se vêm. 
produzindo. Vejamos alguns dados curiosos sobre a situação da 
saúde no planeta, segundo a Organização Mundial de Saúde: 
— Há no mundo cerca de 30 milhões de cegos. 
— Estima-se que no ano 2000 teremos 750 milhões de famintos 
(Edward Saouma). 
— 500 milhões de pessoas vivem em absoluta pobreza no 
mundo inteiro. 
— 0,5% da população mundial é epiléptica, índice que 
vem aumentando. 
— 10% da população mundial sofre de algum tipo de psicose. 
— 1/4 da população mundial está sujeita a ter câncer de 
algum tipo e 25 milhões de pessoas têm câncer nos Estados 
Unidos. 
— Mais de 50% da população mundial é neurótica. 
— 1/3 da população mundial tem ou terá diabete. 
— 530.000 morrem por ano nos Estados Unidos de doença 
coronariana de origem arteriosclerótica. 
— Nos Estados Unidos há cerca de 2 milhões de pessoas 
com doença vascular cerebral e 200 mil mortes anuais 
em média em decorrência disso (McDowel). 
— 10 milhões de pessoas são alcoólatras nos Estados Unidos, 
sendo que de 1 a 2 milhões possuem complicações 
renais graves (Isbell). 
 
Dados para o Brasil 
— 10 milhões de brasileiros sofrem de esquistossomose 
(O Estado de S. Paulo, 25/9/85). 
— 5 milhões sofrem do mal de Chagas (O Estado de S.Paulo, 
6/6/82). 
— 12 milhões sofrem de reumatismo (O Estado de S. PauIo, 
24/2/82). 
— 7 milhões têm osteoporose (Folha de S. Paulo, 11/10/84). 
— 3 milhões são diabéticos (O Estado de S. Paulo, 24/12/84). 
— 13 milhões sofrem de úlcera (O Estado de S. Paulo, 24/2/85). 
— 10 milhões sofrem de bócio endêmico (12/4/81). 
— 20 milhões têm asma (O Estado de S. Paulo, 20/11/81). 
— No Brasil há cerca de 1 milhão de cegos (Folha da Tarde, 
10/11/83). 
— 10 milhões têm deficiência mental (Folha de S. Paulo, 
9/9/84). 
— 20 milhões são anêmicos (Jornal da Tarde, 27/11/84). 
— 13 milhões são hipertensos (Folha de S. Paulo, 9/8/84). 
— 1 milhão e 300 mil são portadores de glaucoma. (O 
Estado de S. Paulo, 24/2/85). 
— Só no Nordeste há 47% de desnutridos (SUDENE). 
— A cada 1 minuto e 42 segundos morre uma criança (O 
Estado de S. Paulo, 2/12/84). 
— 250mil crianças têm lábio leporino e "goela de lobo" 
(Visão, 7/1/85). 
— 13 milhões sofrem de câncer (O Estado de S. Paulo, 1/5/85). 
— 50% dos jovens são incapacitados para o serviço militar 
(Folha de S. Paulo, 22/6/83). 
— No Brasil há um milhão de leprosos (Folha da Tarde, 
12/7/82). 
— A cada 5 minutos morre 1 pessoa de problemas cardíacos 
(INPS). 
— 10% da população é alcoólatra (OPAS). 
— 30 a 60% da população sofre de neurose (OPAS). 
— 7% da população é epiléptica (OPAS). 
— 1% da população é esquizofrênica (OPAS). 
Entenda-se, ainda, que estes dados referem-se aos casos 
notificados. Temos, neste "vasto hospital" chamado Brasil, 
milhares de pessoas doentes que nunca procuram os serviços 
sanitários ou qualquer tratamento médico. Só em 1983 o 
INAMPS realizou cerca de 500 milhões de consultas, segundo o 
então ministro Jarbas Passarinho, em que foram gastos 2 
bilhões e 600 milhões de dólares em medicamentos. Com tudo 
isso, não se conseguiu alterar o enorme quadro patológico da 
população brasileira. 
Percebe-se que não é difícil ser doente, basta morar no Brasil, 
um país que apresenta uma das mais altas estatísticas de 
doenças no mundo. Também é um país onde o sistema de 
assistência médica é impróprio, mal adaptado às reais 
necessidades do povo. Utiliza-se medicamentos em demasia e 
dá-se pouca importância aos recursos terapêuticos naturais, mais 
baratos e comprovadamente eficazes. Estabeleceu-se uma 
medicina curativa e nao preventiva, de baixíssima qualidade e que 
atende muito mal os doentes. 
O modelo de assistência médica brasileiro é próprio para países 
industrializados, onde o doente procura, por conta própria, o 
atendimento médico. O povo brasileiro não tem instrução 
suficiente para saber exatamente quando deve procurar o 
médico, fazendo-o apenas quando tem alguma queixa ou dor. 
Frequentemente aparecem nos hospitais públicos casos já muito 
adiantados, onerosos e de difícil solução. Num país como o 
nosso, o sistema de atendimento deveria aproximar-se mais do 
modelo da China, Índia, Cuba e mesmo da União Soviética, onde 
os médicos e os agentes de saúde vão ao encontro da população 
em suas casas. Trata-se de um sistema comunitário, que, 
inclusive, valoriza os recursos mais simples. Esta sim é uma 
verdadeira medicina preventiva, necessária em um país onde o 
índice de pobreza ainda é muito grande. 
Entretanto, parece haver interesse em que tal situação seja e 
continue como está. Não é à toa que inúmeros projetos, que 
propõem a utilização de técnicas alternativas, ervas medicinais, 
homeopatia e a contratação de agentes de saúde de nível 
secundário comandados por uma equipe de multi-profissionais 
para atuar em comunidades carentes, tenham sido arquivados, 
após tramitarem longamente pela Câmara Federal. 
As doenças do povo brasileiro geram lucros incalculáveis. Se 
tivéssemos aqui um modelo de assistência médica diferente, com 
certeza as remessas de lucros e royalties, bem como a 
importação de medicamentos diminuiriam, pondo em risco a 
estabilidade das multinacionais que forjaram tal trama. Neste jogo 
de interesses estão envolvidos autoridades sanitárias, deputados, 
governantes, empresários e burocratas, atuando através dos 
lobbies e trustes farmacêuticos há muitos anos enraizados no 
país. 
 
 
 
 
Só recentemente a humanidade vem se preocupando com o 
aumento da poluição ambiental. Também é recente a 
preocupação das autoridades sanitárias e dos governos em 
relação ao assunto, mas é bem mais antiga a ação de degradar a 
natureza com poluentes, numa paradoxal atividade de sujar e 
envenenar a própria casa onde se mora. 
A poluição do ar é aquela que mais chama a atenção e também 
a forma mais comum de degradação ambiental. Ocorre 
constantemente, tanto nos grandes centros urbanos como nos 
campos, sendo levada pelos ventos pelo fenômeno da dispersão e 
concentrando-se mais nas zonas industriais, onde é 
potencializada pelo fenômeno da inversão térmica. 
O ar aquecido impede a elevação dos agentes poluentes para as 
camadas atmosféricas superiores, mantendo-os próximos do solo. 
Deste modo, o ar vai sendo progressivamente contaminado por 
substâncias tóxicas que perturbam profundamente o equilíbrio 
orgânico e a saúde. Quando a concentração de poluentes atinge 
níveis elevados, a situação fica bem mais crítica, e a ameaça à 
saúde passa a ser bem maior. Existem episódios célebres de 
mortes por poluição atmosférica, como o de Londres em 1952, 
com 4.000 mortes em uma semana. Também em Londres, quatro 
anos depois, ocorreram mais 1.000 mortes por poluição do ar; na 
Bélgica (Vale do Mosa), em 1930, 60 mortes; no México (Posa 
Rica), em 1950, 22 mortes. Mas o problema principal ocorre 
silenciosamente, através da intoxicação e da degradação lenta e 
invisível decorrentes da poluição. 
No Brasil, os casos de morte por intoxicação e inversão térmica são 
frequentes, mas pouco notificados. Cerca de dez pessoas 
morreram em 1985 na cidade paulista de Bauru, e dezenas de 
outras sofreram intoxicações. É também a poluição atmosférica 
que causa intoxicações e mortes na cidade de Cubatão, em São 
Paulo, onde são comuns os casos de nascimentos com anomalias 
congénitas, como a anencefalia, tendo sido elevada à categoria 
de cidade mais poluída do mundo. 
Os principais poluentes atmosféricos são o dióxido de enxofre, o 
monóxido de carbono, os hidrocarbonetos, os óxidos de nitrogênio, 
os oxidantes fotoquímicos e a matéria fragmentada em 
suspensão. Cerca de 25% dos poluentes no Brasil são oriundos 
das fábricas; 30% da queima de óleos combustíveis com elevado 
teor de enxofre; 40% dos escapamentos dos automóveis com 
motores a gasolina, e 5% da incineração de lixo. 
Nos campos e áreas mais distantes, principalmente agrícolas, os 
agentes poluentes são os esgotos, os resíduos das atividades 
agrícolas, pecuárias e de mineração, que exterminam os peixes e 
outras formas de vida animal. Os esgotos contaminam as águas e 
disseminam várias doenças, como a hepatite, a salmonelose, as 
doenças de pele e outras infecções. Os esgotos que recebem 
tratamento não propagam estas doenças, mas carregam grande 
quantidade de poluentes, como os detergentes, que destróem 
completamente a vida aquática, permitindo apenas o crescimento 
exagerado de algas. Consequentemente, há destruição do 
plâncton e diminuição do oxigênio livre, eliminando a vida animal e 
vegetal. 
Os motores de explosão a álcool eliminam aldeídos, sobretudo o 
formaldeído, que é altamente irritante para os olhos, nariz, 
garganta e pulmões, e constitui fator cancerígeno, podendo 
causar o carcinoma nasal. Estes motores eliminam também o 
perigoso etilnitrito, capaz de produzir anomalias genéticas. 
A poluição atmosférica age no organismo provocando irritação, 
inflamação e constrição das vias respiratórias. Em decorrência 
disso, ocorre aumento da produção de muco, desenvolvimento 
excessivo das células de revestimento respiratório, perda dos 
cílios da árvore brônquica e indução da metaplasia escamosa 
como fase prévia do câncer. 
A contaminação dos alimentos por agrotóxicos, cada vez mais 
utilizados, é outra importante fonte de doenças. Só nos Estados 
Unidos são produzidas anualmente 600.000 toneladas de 
pesticidas, herbicidas, agentes desfolhantes etc. Essa quantidade 
equivale a 30% de toda a produção mundial de agrotóxicos. Se 
distribuída entre os cidadãos dos Estados Unidos, chega-se à 
absurda cifra de três quilos por habitante. 
Segundo a FAO (Field and Agriculture Organization), os países 
subdesenvolvidos são a principal vítima do uso indiscriminado de 
agrotóxicos, decorrendo daí doenças, degenerações e mortes. O 
Terceiro Mundo utiliza-se anualmente de mais de 400.000 
toneladas de agrotóxicos. 
Só em 1982 ocorreram 375.000 casos de intoxicação nos países 
subdesenvolvidos, com cerca de 10.000 mortes. Os dados da 
FAO não fazem referência aos casos não notificados, que devem 
ser de igual monta. 
A produção mundial de agrotóxicos aumentou de 200.000 para 
quase 2 bilhões de libras(1 libra = 454 gramas) em trinta anos, 
representando a terceira principal fonte de incomensuráveis lucros 
(Friends of Earth, Califórnia, EUA). 
O Congresso dos Estados Unidos emitiu em 1982 um importante 
relatório, apontando que 80% dos agrotóxicos em uso não 
haviam sido adequadamente testados quanto aos seus efeitos 
cancerígenos; 90% quanto aos danos genéticos, e 65% quanto à 
capacidade de gerar anomalias congénitas. Os agrotóxicos 
contaminam a cultura, o solo, as plantas e os animais, os rios, 
lagos, cachoeiras e lençóis freáticos, chegando a atingir até o 
oceano, que já apresenta elevados níveis de agentes poluentes 
oriundos da agropecuária, tendo sido detectado DDT em 
pinguins, baleias e focas. No entanto, não são tão eficazes no 
combate às pragas, como propalado pelas indústrias. Há trinta 
anos atrás, os Estados Unidos usavam 25.000 toneladas de 
agrotóxicos e perdiam apenas 7% da lavoura antes da colheita; 
hoje usam doze vezes mais agrotóxicos e perdem o dobro do que 
perdiam antes (Institute for Food & Development Policy, São 
Francisco, EUA). 
No Brasil, que hoje é o terceiro importador mundial de 
agrotóxicos, o número de pragas aumentou para 22 espécies por 
ano, apesar de intensificar-se cada vez mais o uso de 
agrotóxicos (professor Adilson Paschoal, do departamento de 
zoologia da Universidade de São Paulo). 
O DDT, proibido nos Estados Unidos, continua sendo o inseticida 
do grupo dos organoclorados mais usado no mundo todo, sendo 
utilizado em outras áreas além da agricultura. Possui uma longa 
vida residual e fixa-se no tecido gorduroso. A intoxicação aguda 
pelo DDT produz um quadro neurológico característico, mas seu 
principal problema é sua ação crônica e insidiosa por 
acumulação. E um agente cancerígeno, teratogênico (provoca 
distúrbios congênitos) e capaz de provocar esterilidade. Além 
disso, está relacionado à degeneração gordurosa do coração e 
fígado. Este inseticida está tão presente em nosso meio 
ambiente que a Organização Mundial de Saúde e a FAO 
estabeleceram o valor de 0,005 mg por quilo como ingestão diária 
aceitável para cada cidadão. 
No entanto, a concentração de DDT no leite materno variava de 
0,05 a 0,2 mg já em 1951 (Lang e cols., 1951; Egan e cols., 1965; 
Heydricky e Mães, 1969), o que fazia com que uma criança 
ingerisse cerca de duas a quatro vezes mais DDT que o 
estabelecido pelas autoridades sanitárias internacionais. 
O professor Domingos de Paola, titular de patologia da faculdade 
de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma 
em seu livro Câncer e meio ambiente (Medsi, 1ª. ed., 1985) que o 
uso do DDT é tão comum que se está chegando à possibilidade de 
definir a nacionalidade de uma pessoa pela dosagem quantitativa 
de DDT em seu organismo. Os norte-americanos apresentam 
doze ppm (partes por milhão) e os europeus, de um a dois ppm. 
Infelizmente, o estudo não aponta dados para os países 
subdesenvolvidos. 
Ainda na lista dos inseticidas, temos os compostos 
organofosfatados, como o paration, o malation, o pirofosfato 
tetraetílico e outros. Estes são derivados de gases neurotóxicos 
letais empregados na Segunda Guerra Mundial, como o tabum, o 
sarim e o diisopropil-fluorfosfato. São menos estáveis e têm vida 
residual mais curta, porém são extremamente tóxicos e 
mortíferos. A morte dá-se pela falta de respiração como resultado 
da constrição dos brônquios, do excesso de secreção brônquica 
e da paralisia dos músculos respiratórios. 
Existem também os compostos fluorados, utilizados na fabricação 
de venenos para baratas, formigas e ratos, capazes de intoxicar o 
homem, causando fibrilação ventricular, alucinações, convulsões 
epileptiformes e morte. Os carbamatos, derivados do ácido 
carbâmico, são inseticidas de efeitos semelhantes aos dos 
organofosforados. 
Na vasta lista de agrotóxicos potentes estão os herbicidas, 
compostos usados para eliminar as plantas indesejáveis à 
cultura. Entre os mais usados estão o sulfato de amônia, o ácido 
tricloroacético, 2,4 do ácido clorofenoxiacético, os óleos 
derivados do petróleo e os compostos creosotados, o arseniato de 
sódio, o acetato de fenolmercúrio, o tiróxido de arsênio e o temível 
pentaclorofenol, responsável pelo famoso acidente da Union 
Carbide, em Bopal, na Índia, vitimando milhares de pessoas 
inocentes. Os herbicidas são considerados os principais 
poluentes do solo. No homem, grande parte deles produz lesões 
cutâneas e das mucosas, age sobre o sistema nervoso e sobre a 
medula óssea. Estudos epidemiológicos associam o uso de 
herbicidas à incidência de câncer em várias regiões do mundo. 
Devemos também considerar a importância de diversos resíduos 
e partículas comumente encontrados em ambientes insalubres de 
trabalho, como o cimento, a sílica livre, o asbesto, o pó de ferro, o 
carvão, o berilo etc, que podem provocar fibrose pulmonar, 
câncer e alterações sanguíneas. Sendo assim, uma das melhores 
receitas para padecer destes males é trabalhar num local onde 
qualquer destes compostos esteja presente, como minas, 
indústrias, pólos extrativos, ferrovias, porões de navios, portos e 
no transporte dos mesmos. 
O problema dos agrotóxicos cresceu tanto que várias entidades 
ambientalistas e governamentais uniram-se no combate a eles. 
Como não é possível evitar o uso dos mesmos, foram 
selecionados os doze agrotóxicos mais perigosos, cognominados 
de "a dúzia suja", cuja maioria já foi proibida em muitos países. 
São eles: 
1. Endrin, Aldrin e Dieidrin 7. Parathion 
2. DDT 8. Monocrotofos 
3. Clordane 9. Aldicarb (Temik) 
4. Heptacloro 10. 2,3,5 T 
5. Lindane e BHC 11. Paraquat 
6. Endossulfan 12. Mercuriais 
 
Não podemos esquecer também da contribuição da 
radioatividade, tão comum na atualidade como consequência das 
explosões atômicas, dos vazamentos nas "ultra-seguras" usinas 
nucleares e do lixo atômico, capaz de provocar as mais temíveis 
doenças que o homem já inventou. 
As partículas atômicas presentes no nosso meio ambiente, 
associadas aos compostos químicos da poluição do ar, dos rios, 
da terra, dos lençóis freáticos e dos alimentos, permitem-nos 
identificar a existência da "tecnosfera", que surgiu como resultado 
da ação do homem sobre o ambiente. Esta tecnosfera, dada a 
sua característica antinatural, opondo-se às leis da natureza, 
antagoniza-se à biosfera, representando uma ameaça à própria 
existência. O fato agrava-se devido ao crescimento da tecnosfera 
em contraste com a degradação da biosfera. Os compostos e 
produtos químicos que, juntamente com os derivados atômicos, 
compõem a tecnosfera estão relacionados no Quadro 1. 
 
 
QUADRO GERAL DO PROCESSO DE 
ADOECIMENTO 
O quadro que se segue apresenta uma síntese dos principais 
fatores determinantes de doenças ligados a causas ambientais. 
Pode também ser chamado de quadro etiopatogênico ambiental. 
Contrariamente à postura da ciência oficial analítica, que 
geralmente busca uma causa isolada para uma determinada 
doença, procuramos dar aqui uma ideia geral dos variados 
elementos causadores de doenças presentes em nosso meio 
ambiente. Sabemos que, comumente, qualquer doença tem 
causas multifatoriais e seu surgimento ou não depende de um 
amplo e complexo mecanismo. 
Uma visão geral do seguinte quadro permite entender isso. 
Contudo, isto não quer dizer que determinado fator, agindo 
intensamente sobre um órgão, não possa ser causa exclusiva de 
um problema específico. Por exemplo: a ação de substâncias 
corrosivas sobre a pele provoca um mal imediato, sem 
necessidade da ação de outras possíveis determinantes, como os 
fatores genético, alimentar etc. 
Uma das tendências mais fortes da medicina moderna, de cunho 
mais eclético, é entender que a doença é o resultado de um ou 
mais agentes causais incidindo sobre um organismo suscetível 
ou prediposto. Na seguinte fórmula: 
 
D= S+ Fd 
 
Que por extenso significa: 
 
Doença = Suscetibilidade + Fator desencadeante 
Preferimos substituiro termo doença por doente, uma vez que 
ele é sujeito, e não objeto. É a pessoa que sofre a doença, e esta 
não existe sem aquela. 
Suscetibilidade ou predisposição é a condição herdada pelo 
indivíduo e que determinará a sua maior ou menor vulnerabilidade 
em relação a um processo mórbido. 
Fator desencadeante é o determinante ambiental. Geralmente 
corresponde aos germes, à poluição ambiental, a causas 
alimentares, medicamentos, drogas e assim por diante. E 
conveniente observar que estas causas estão geralmente 
interligadas, daí a dificuldade de se isolar uma única causa 
específica, como quer a medicina oficial. 
 
 
 
EXPLICANDO O QUADRO ETNOPATOGÊNICO 
AMBIENTAL 
Setor 1 - BOCA 
Representa tudo aquilo que é ingerido por via oral e que pode 
gerar anomalias orgânicas, funcionais ou metabólicas. É uma 
síntese dos determinantes patológicos ingeridos como 
alimentos. Infelizmente, estes são os produtos que comumente 
constituem os alimentos modernos. Segundo os ecologistas 
clínicos dos Estados Unidos (nova especialidade médica que 
surge exatamente no seio da medicina analítica tecnicista, mas 
que apresenta uma tendência eclética, globalizante), 85% das 
doenças degenerativas modernas são provocadas pela 
alimentação, que hoje é poluída por numerosos sais, metais, 
produtos químicos, orgânicos e agro-tóxicos. 
Setor 2 - INTESTINOS 
O bolo alimentar passa para os intestinos e neles provoca 
alterações ou não, conforme a qualidade dos alimentos. Sendo 
assim, o homem moderno tem os intestinos muito irritados, com 
acúmulo de resíduos, fermentações e flatulência. A assimilação é 
prejudicada por um ambiente intestinal em tal estado. Entenda-se 
que nem sempre um intestino nestas condições apresenta 
sintomas. O mais comum é que se adapte, como sempre o faz, a 
esta situação e funcione, apesar da dificuldade. 
Setor 3 - SANGUE 
Dos intestinos os nutrientes passam para o sangue, influenciando 
sobremaneira a qualidade deste. Sabe-se que da qualidade do 
sangue depende a qualidade da vida do organismo em geral. Se 
o sangue carrega consigo os produtos citados, todo o corpo, com 
suas funções sutis, também estará comprometido. 
Setor 4 - SANGUE VISCOSO 
Com a presença de tantos produtos e compostos degradantes, a 
qualidade do sangue do homem moderno é bastante 
insatisfatória, apresentando um baixo nível de oxigênio e elevado 
nível de gás carbônico, acidez, toxicidade, além de maior 
densidade e viscosidade. 
Setor 5 - TECIDOS 
A cada sístole, o coração bombeia sangue para todas as partes 
do organismo. Se este estiver contaminado com um ou mais 
elementos referidos no setor 3, há prejuízo dos tecidos. Quanto 
mais sutil a função destes, tanto pior os efeitos e o desequilíbrio. 
Um sangue viscoso, ácido e intoxicado passa com dificuldade 
pelas pequenas artérias e arteríolas, diminuindo assim a 
respiração dos tecidos e provocando congestão e acúmulo nos 
tecidos e espaços intersticiais. Com o tempo, as substâncias 
tóxicas tendem a agredir mais imensamente o tecido envolvido, 
prejudicando a sua função. É assim que surgem as doenças. 
Setores 6, 7 e 8 - AGRAVANTES 
Como resultado direto dos hábitos, costumes, tendências, 
influências, incidências, tensões, herança e vícios da vida 
moderna, os chamados. agravantes frequentemente são causas 
quase diretas e exclusivas de doenças e mortes. O setor 8 indica 
fatos agravantes relativamente recentes na história da 
humanidade. Temos agora excesso de ruídos de todos os tipos, 
imagens em todos os lugares aliciando-nos a consumir (existe 
até mesmo propaganda de papel higiênico!), uma informação 
controlada e dirigida, além de uma imensa diversidade de formas 
de pensar e entender a vida. Tudo isso auxilia na gênese das 
doenças, pois aumenta o stress e tira a liberdade de ser e 
pensar. 
Setor 9 - CÉLULA 
Há bem pouco tempo o homem conseguiu uma enorme façanha 
no campo da biologia: a poluição intracelular. Com a criação de 
produtos químicos de baixo peso molecular e a ação intensa dos 
agentes poluentes presentes no sangue, o espaço intracelular 
encontra-se hoje contaminado, com excesso de ácido láctico, 
havendo, além disso, uma baixa nos teores de oxigênio do 
sangue. As enzimas intracelulares e as funções das organelas 
estão sofrendo a interferência de muitos elementos novos. Isto 
representa um perigo particular, pois este fenómeno pode 
desorganizar de tal forma as funções celulares a ponto de não só 
gerar doenças como o câncer, mas também determinar 
alterações genéticas na humanidade dificilmente previsíveis. Não 
é à toa que diversas escolas apontam o câncer como resultado de 
uma desintoxicação do organismo, que tenta se livrar de material 
tóxico, ou mesmo como resultado de uma tentativa de adaptação 
do organismo ao meio externo poluído e antinatural. Se o meio 
externo está degradado e degenerado, nada mais coerente com 
isso que gerar um tumor maligno. 
Setor 10 - FUNÇÃO CELULAR 
Este setor indica que as alterações patológicas dependerão do 
tipo e da função da célula agredida. As células mais nobres, como 
os neurônios, as células glandulares, os nepatócitos e outras, 
tendem a sofrer e a comprometer mais ainda todo o resto do 
organismo. 
Setor 11 - HIPERATIVIDADE / HIPOATIVIDADE 
Com a presença de agentes poluentes, as células iniciam o seu 
processo mórbido, trabalhando mais intensamente devido ao 
excesso de estímulos, como se estivessem "neurotizadas", 
ansiosas. Depois da hiperatividade sobrevêm o desgaste e a 
baixa produção. Assim é que diversos órgãos, forçados a se 
excederem em suas funções, começam mais precocemente a 
apresentar o seu "cansaço" sob a forma de doença. Vemos que 
o coração, o pâncreas, o estômago e os intestinos, como 
exemplos mais claros, têm hoje que trabalhar muito mais devido a 
excessos como o abuso de líquidos, açúcar, álcool, alimentos etc. 
Temos então que o surgimento da angina, da arteriosclerose, do 
enfarte, da diabete (pâncreas endócrino), da gastrite, das úlceras, 
da colite e demais doenças também estariam relacionadas com o 
cansaço dos órgãos correspondentes. 
Setor 12 - EFEITOS PATOLÓGICOS 
Este setor resume praticamente todos os tratados de patologia, 
pois qualquer doença passa por estas fases antes de surgir, ou 
então está localizada numa delas. 
 
Setor 13-GERMES 
Os microorganismos são hoje responsabilizados pela maioria 
das doenças existentes, assim como antes da teoria microbiana o 
eram as entidades mórbidas dos astros e humores. A cada época 
o homem adquire crenças "oficiais" e as impõe como verdades 
universais eternas. Atualmente, a ciência, devido ainda a esta 
tendência, transformou-se num conglomerado de dogmas, uma 
vez que continua a persistir nos mesmos erros históricos que 
acabam por ridicularizar o homem. 
Um dos erros principais é atribuir ao germe a responsabilidade 
exclusiva de provocar doenças. Claude Bernard, o pai da 
fisiologia, já declarava em seu tempo que "o germe não é nada, o 
terreno é tudo". Deu-se mais importância ao germe, esquecendo-
se que mesmo uma infecção grave só ocorre se existirem 
condições propícias. Essas condições dependem da resistência e 
do equilíbrio do "terreno", que é o organismo. A imunologia já 
avança célere dentro deste raciocínio, para agonia dos cientistas 
e médicos mais atrasados, que necessitam fixar-se em uma 
teoria sólida e imutável como se isso fosse possível. 
Citamos os germes neste setor, apresentando-os apenas como 
oportunistas. Basta olhar para o Quadro Geral e ver a proporção de 
influência destes na determinação das enfermidades. 
Para se ter uma idéia da quantidade de doenças que a medicina 
atribui aos micróbios, mostramos no Quadro 2 a lista das principais 
enfermidades que se acredita serem por eles provocadas. 
 
 
 
 
 
Setor 14 - MÁS-FORMAÇÕES CONGÊNITAS 
Este setor é apresentado num círculo tracejado e interrompido, 
pois as doenças congênitas não são fatores determinantes de 
doenças, mas resultado da influência mórbida dos elementos 
referidos no QuadroGeral, isto é, ocorrem devido à poluição 
ambiental que age nos organismos dos fetos e embriões durante 
a vida intra-uterina, via mãe. 
Apesar da medicina oficial não acreditar e negar o fato, as 
doenças congênitas, as anormalidades no nascimento, as 
teratogenias e as más-formações estão aumentando no mundo 
todo, como expressão da degeneração biológica que a raça 
humana vem sofrendo. 
Em 1900, a incidência de tais doenças era de 3,3% da população 
mundial; em 1964 ela já alcançava 25% (Bearn, A. — Cornell 
University Medical College, Nova Iorque); hoje estamos beirando 
os 30%. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 7% das 
crianças do orbe terrestre sofrem de más-formações congênitas. 
Mesmo com estas evidências, a maioria dos médicos assume 
uma posição cética quanto aos perigos dos agentes ambientais. 
Simplesmente não acreditam nisso e negam-se, baseados em 
observações parciais e dados isolados, a aceitar que os 
elementos estranhos que hoje fazem parte da nossa biosfera 
possam provocar doenças hereditárias ou congênitas. 
Vemos autoridades mundiais da medicina fazerem citações 
absurdas e incongruentes, como é o caso do professor Alexander 
G. Bearn, catedrático do departamento de medicina da Cornell 
University Medical College e clínico-chefe do New York Hospital, 
no seguinte texto: 
"A importância dos medicamentos como possíveis agentes 
etiológicos das más-formações foi talvez supervalorizada após a 
tragédia da talidomida." 
A talidomida foi um medicamento usado como calmante para 
gestantes, provocando uma terrível deformidade nos fetos 
denominada focolemia, que consiste em grave atrofia dos 
membros. O fato foi marcante e chocou toda a humanidade. Os 
laboratórios fabricantes suspenderam imediatamente a produção 
e tiveram de pagar vultosa indenização, o que absolutamente 
não remedia o mal provocado. Na época, os efeitos da 
talidomida fizeram com que as autoridades dispensassem maior 
atenção aos efeitos congênitos dos medicamentos. Mas o 
professor Bearn acha que esta atenção foi excessiva. Da mesma 
forma, as autoridades médicas menosprezam os determinantes 
alimentares, aditivos e agrotóxicos como elementos capazes de 
produzir más-formações, mesmo que já tenham demonstrado o 
seu potencial teratogênico em animais de laboratório. Eles diferem 
da talidomida apenas por não produzirem resultados imediatos e 
agirem mais silenciosamente através de pequenas doses 
presentes nos alimentos. Durante os testes da talidomida, ela 
demonstrou baixo potencial para provocar más-formações em 
animais de laboratório. Mas o professor Bearn, representando 
aqui a opinião da classe médica norte-americana, vai mais 
adiante: 
"A suposição de que um medicamento nocivo a uma espécie 
animal seja necessariamente prejudicial ao homem é tão errada 
quanto supor que um medicamento inofensivo aos animais o 
seja também ao homem." 
De acordo com esta citação, não se deveria nunca ingerir 
nenhum remédio alopático, pois eles são testados em cobaias 
primeiro. Se as respostas e efeitos não são os mesmos para os 
organismos humano e animal, não se pode ter certeza dos 
efeitos experimentais e do potencial dos mesmos para provocar 
más-formações. 
Parece que o doutor Bearn prega aqui a total anarquia e 
desconhecimento em termos de farmacologia. Decerto esqueceu-
se que em biologia a célula humana é igual à dos animais, 
possuindo as mesmas organelas, tendo as mesmas necessidades 
nutricionais e respondendo de forma semelhante ao ambiente. 
Nos primeiros anos do curso primário aprende-se que o homem é 
classificado como um animal mamífero. Talvez o doutor Bearn 
tenha estudado tanto a medicina que se esqueceu das primeiras 
lições da escola. Mas o pior é negligenciar a possibilidade de 
ocorrerem más-formações por agentes e medicamentos para os 
quais ainda não foram observados efeitos teratogênicos, como 
ocorreu antes com a talidomida, que foi considerada inocente. 
Prossegue o doutor Bearn: 
"É importante acentuar que, se a talidomida, ao invés de 
provocar graves más-formações, tivesse apenas aumentado a 
ocorrência daquelas mais comuns, como o lábio leporino ou a 
fenda palatina, o reconhecimento da correlação causal poderia 
ter passado despercebido ou ter sido postergado por muito 
tempo." 
O referido médico quer dizer que a talidomida poderia muito bem 
ter ficado quietinha, produzindo efeitos mais brandos e 
silenciosos, assim ela permaneceria, talvez, entre os 
medicamentos teratogênicos até hoje usados, que não são 
retirados de circulação por não ter sido possível provar os seus 
efeitos negativos. Pergunta-se: por que não se evita um 
medicamento enquanto não se tem plena certeza de seus 
efeitos, ao invés de usá-lo à vontade? O raciocínio dos médicos é 
exatamente o oposto: usa-se o remédio (de modo irresponsável) 
até que, de repente, ele apresente o seu efeito nefasto. 
O doutor Bearn parece também entender que lábio leporino e 
fenda palatina são más-formações comuns, simples, sem 
problemas. Será que se ele tivesse lábio leporino ou um filho com 
fenda palatina continuaria a ter a mesma opinião? 
É o próprio doutor Bearn que aponta que 7.000 crianças no mundo 
inteiro foram afetadas pela talidomida durante os três anos em 
que a droga foi usada. Ele diz também que apenas a talidomida e o 
aminopterin (antineoplásico) foram relatados como 
comprovadamente teratogênicos para a espécie humana. 
Esqueceu-se de que já em 1973 a FAO apontava cerca de 
dezesseis agentes comprovadamente teratogênicos. Diante de 
tais fatos, pergunta-se: qual o motivo deste comportamento 
alienado da classe médica e dos catedráticos? Por que tanta 
omissão? Por que se defende tanto a indústria farmacêutica? Por 
que não se procura, ao invés disso, proteger de todas as formas a 
saúde das pessoas? Por que as opiniões académicas são cercadas 
de tanta certeza, como o foram aquelas relacionadas à segurança 
do uso da talidomida? Pode-se confiar neste tipo de autoridade? 
Mas há uma resposta só para todas estas questões, que é o tema 
básico deste trabalho: tudo isso ocorre porque a doença é uma 
coisa necessária; todos devem adoecer; todos querem adoecer; 
todos vão adoecer. 
Para refrescar a memória daqueles que compartilham das 
mesmas idéias e teorias do doutor Bearn, é que apresentamos o 
Quadro 3, que se refere às más-formações congênitas e sua 
frequência em cada 1.000 nascimentos. 
 
 
 
Para completar o raciocínio, apresentamos uma relação das 
doenças ocasionadas por deficiências genéticas do metabolismo. 
São anomalias que ocorrem por distúrbios na transmissão genética. 
Como prova de que estamos sofrendo alterações patológicas 
progressivas, as doenças relacionadas estão aumentando em sua 
frequência, lentamente. Hoje surgem novas doenças genéticas, que 
vêm aumentar aind.s mais o número de distúrbios e anomalias que a 
humanidade já está tornando comuns. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 — Ao primeiro sinal ou sintoma, qualquer que seja, procure o seu 
médico, de preferência da rede pública de atendimento, e siga 
estritamente as suas orientações, sem discutir o tratamento com ele. 
Se por acaso ele perguntar sobre a sua alimentação, o que é muito 
raro, não lhe dê atenção e diga-lhe que isso não tem nada a ver 
com o seu problema. 
2 — Faça uso somente de remédios de farmácia, evitando a 
homeopatia, as ervas medicinais, a alimentação integral etc. 
3 — Procure levar uma vida sempre agitada, intensa e ansiosa, pois 
mais vale viver pouco, mas intensamente, do que ter uma vida longa, 
mas monótona. 
4 — Fume bastante tabaco e faça largo uso de drogas. 
5 — Coma bastante e abuse do sal, das gorduras, do açúcar e das 
proteínas animais. 
6 — Coma a toda hora, principalmente ao deitar-se. Se possível, 
acorde de madrugada para "fazer uma boquinha". 
7 — Nunca resista às suas vontades. Não se reprima quanto aos 
sorvetes, doces e assim por diante, pois, deste modo, estará 
aumentando a sua ansiedade. Viva a liberdade! 
8 — Em caso de problemas emocionais e existenciais, não procurea 
psicoterapia eclética. Siga as ordens do psiquiatra clássico, que 
receitará drogas psicotrópicas que abafarão os sintomas 
psíquicos. A psicanálise arcaica, conduzida por mãos inábeis, 
pode ser uma boa opção. 
9 — Habite os grandes centros e evite o campo. 
10 — Assista e acompanhe todas as novelas. Você conseguirá 
sentir-se alienado o suficiente para ser enquadrado dentro do 
chamado "comportamento normal". 
11 — Leia apenas gibis de super-heróis espaciais e jogue vídeo 
game o tempo todo com as crianças. 
12 — Evite exercitar-se e estar em contato com o ar puro. 
13 — Durma bastante e faça uso de tranquilizantes e soníferos. 
14 — Siga estritamente o que pregam as propagandas de 
produtos alimentícios da televisão, rádio, outdoors, jornais e 
revistas. Compre tudo o que lhe indicarem, principalmente 
quando o produto é apresentado como sendo benéfico à saúde, 
vantajoso, nutritivo e natural. 
15 — Não ingerir habitualmente águas minerais alcalinas, 
magnesianas, sulfurosas, ferruginosas, etc, principalmente das 
estâncias de São Lourenço, Caxambu, Poços de Caldas, Águas de 
São Pedro, etc. 
 
 
 
"Até o momento, a epidemiologia nutricional tem sido alvo de 
críticas, uma vez que a metodologia atual é muito pobre para que 
se obtenham dados confiáveis." 
Mann, 1977 
 
Neste capítulo mostraremos como o homem desenvolve doenças 
através do que entra pela sua boca, à semelhança do peixe, que 
encontra a morte ao ingerir a atraente isca presa a um anzol bem 
disfarçado. 
Temos a certeza de que as informações seguintes são 
desconhecidas pela maioria das pessoas, profissionais de saúde e 
autoridades sanitárias, porque tratam de fatos propositalmente 
omitidos, visando a preservação de interesses industriais de lucro. 
Como se poderá constatar, o homem desenvolveu uma poderosa 
indústria da doença, através da utilização de alguns produtos ditos 
alimentícios, aditivos alimentares, bebidas alcoólicas, cigarros e 
remédios farmacêuticos. Todos eles serão apresentados a seguir, 
bem como seus efeitos no organismo humano, sua composição e 
demais produtos químicos acrescentados. 
Procuramos expor o assunto de forma sintética e concisa, uma vez 
que a lista dos alimentos que contêm aditivos e produtos nocivos é 
muito grande. Aconselhamos quem quiser aprofundar-se em 
detalhes neste estudo a utilizar a nossa obra Relatório Orion -
denúncia médica sobre os perigos dos aditivos e agrotóxicos 
(LEPM Editores, Porto Alegre, 1985). 
ADITIVOS QUÍMICOS 
A indústria química desenvolveu os mais variados tipos de 
produtos, que são hoje adicionados aos alimentos. Os principais 
grupos são: 
Acidificantes Corantes 
Antioxidantes Edulcorantes 
Antiumectantes Espessantes 
Aromatizantes Estabilizantes 
Conservantes Flavorizantes 
 
Por serem de origem sintética, estes aditivos estão relacionados a 
muitos distúrbios e anomalias. Eles representam, no entanto, uma 
fabulosa fonte de lucros. Muitos são criados, usados na indústria 
e consumidos pelo homem. Depois de algum tempo, a maior 
parte é retirada de circulação ou proibida, ao se constatar perigo 
para a saúde. Grande parte desses aditivos, hoje proibidos, foram 
antes permitidos como sendo inócuos. Apesar da reação dos 
órgãos internacionais de saúde, as grandes multinacionais do 
setor de alimentos continuam a influenciar livremente os 
governos e a opinião pública. Apresentam os seus produtos como 
benfeitores da humanidade e são apoiados, recomendados e 
aplaudidos por médicos e nutricionistas alienados, que ignoram 
por completo a existência de aditivos nos alimentos 
industrializados. Segundo pesquisas no mundo inteiro, os aditivos 
podem ajudar a humanidade a adquirir os seguintes males: 
 
Agenesia de órgãos e Descalcificação de 
atresias dentes e ossos 
Agranulocitose Desequilíbrio hormonal 
Anemia Dificuldade de aprendizagem 
Anencefalia Distúrbios gastrintestinais 
Ansiedade infantil Doenças hereditárias 
Câncer Leucemia 
Deficiência mental Má-formação congênita 
Deficiência imunológica Reações alérgicas 
 Resistência bacteriana 
 
AÇÚCAR BRANCO 
Este é um dos mais recentes produtos utilizados pelo homem. Há 
pouco mais de 200 anos era desconhecido, sendo que se usava 
o açúcar mascavo muito raramente e, mesmo assim, buscando 
os seus efeitos medicamentosos. Hoje há um consumo 
exagerado de doces, balas, refrigerantes, sorvetes e do próprio 
pó branco e "puro". Só nos Estados Unidos, a média de consumo 
diário por pessoa é de 300 gramas, o que equivale a cerca de 
nove quilos mensais ou aproximadamente cem quilos ao ano por 
pessoa. Lembramos que o açúcar é totalmente desnecessário e 
supérfluo para o organismo e, se ingerido em excesso, é 
considerado muito prejudicial por médicos, nutricionistas e 
dentistas judiciosos. Mas as autoridades competentes 
aconselham o consumo de açúcar para aqueles que desejam 
adquirir as seguintes doenças: 
 
Arteriosclerose Diabetes mellitus 
Câncer Hipoglicemia 
Cáries dentárias Leucemia 
Deficiência imunológica Obesidade 
Depressão Osteoporose 
Efeitos decorrentes da ingestão diária de açúcar branco e/ou 
seus derivados: 
Perda (depleção) lenta e constante de magnésio — infecções, 
câncer 
Perda (depleção) lenta e constante de cálcio — cáries e 
osteoporose 
Precipitação e retenção de sais de cálcio — arterio e 
aterosclerose 
Perda (depleção) lenta e constante de vitaminas do complexo B 
Formação de placas bacterianas no sulco gengival — doença 
periodontal 
Acidificação constante do sangue — desequilíbrio imunológico 
Perturbação do metabolismo glicídico — hipoglicemia e diabete 
Perturbação do metabolismo lipídico — obesidade, 
arteriosclerose 
CARNE DE VACA 
Enganam-se muitos médicos e nutricionistas quando julgam que 
a carne bovina é apenas composta de proteínas, gorduras, sais e 
vitaminas. Hoje ela pode ser causa de doenças, pois é 
enriquecida com alguns produtos tóxicos, tais como: 
Ácido úrico — aumentado pelo tempo de congelamento 
DDT — resultante da aplicação de carrapaticidas 
Dietiletilbestrol — hormônio sintético feminino para engordar 
Indol, escatol, cadaverina e putrecina — toxinas naturais 
Nitrato de sódio ou potássio — para dar aspecto saudável 
Parasitas intestinais 
Sulfito de sódio — para dar cor vermelha 
 
Doenças relacionadas à ingestão de carne bovina: 
Arteriosclerose Desequilíbrios sexuais 
Aterosclerose Gota 
Câncer Infecções 
Deficiência imunológica Putrefação intestinal 
Desequilíbrio menstrual Solitária 
Lembramos ao leitor que os produtos derivados da carne bovina 
ou suína, como linguiças, mortadela, rosbife, presunto, salame, 
carnes enlatadas e demais carnes condicionadas, assim como a 
maioria dos alimentos enlatados, produzem o mesmo efeito. 
Aqueles que desejarem adquirir as doenças decorrentes da 
ingestão de carne poderão fazê-lo, com vantagem, utilizando-se 
destes produtos no caso da falta de carne bovina. Além de terem 
a mesma composição, são acrescidos de antibióticos 
conservantes do grupo das tetraciclinas. 
LEITE DE VACA 
O leite e seus derivados, considerados excelentes alimentos, 
estão hoje sendo postos em questão por muitos médicos e 
nutricionistas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Os 
estudos do doutor Frank A. Oski e John D. Bell apontam que, 
mesmo não acrescentando nenhum aditivo ou açúcar aos 
laticínios, não são alimentos apropriados para o homem, uma vez 
que a natureza faz com que cada espécie de mamífero produza o 
leite adequado para a sua cria. O leite de vaca possui vários 
componentes em quantidades desproporcionais para o homem, 
como a caseína, a lactoalbumina, as proteínas etc, além de 
conter imunoglobulinas,que provocam reações de alergia 
alimentar em mamíferos diferentes do bezerro, e excesso de 
cálcio. Por esta razão, o leite está sendo relacionado como 
causador dos seguintes males: 
 
Alergias alimentares Aterosclerose coronariana 
Alergias de pele Cálculos biliares 
Alergias subclínicas Cálculos renais 
Arteriosclerose cerebral Diarréias 
Artrite Infecções intestinais 
Asma e bronquite Reumatismo 
 
PÃO E MASSAS BRANCAS 
Quem diria que o pãozinho diário e as massas são capazes de 
provocar outros problemas, além de fazerem engordar? 
Na farinha branca vamos encontrar vestígios de agrotóxicos, 
brometo de etila (usado como conservante) e outros. O pão 
branco contém ainda bromato de potássio, capaz de provocar 
falta de memória, alterações motoras, perturbações metabólicas 
diversas. Entre as consequências do consumo de pão e massas 
brancas, temos: 
 
Diverticulite e diverticulose Gastrite 
Falta de vitaminas do Hemorróidas 
complexo B Má digestão 
Fermentação intestinal Prisão de ventre (devido à 
Gases e flatulência ausência de fibras, 
 retiradas na decorticação) 
 
FRUTAS E LEGUMES 
Nossas frutas e legumes, comprados nos supermercados e feiras 
livres, estão saturados de agrotóxicos, sendo infectados desde a 
produção até a venda ao público. Os próprios distribuidores 
acrescentam venenos para evitar a deterioração e o ataque de 
insetos. Mas as maiores quantidades de compostos tóxicos são 
encontrados nas frutas fora de estação e frutas secas. Nestas, a 
quantidade de substâncias tóxicas pode ser muito grande e vários 
conservantes são usados, como: 
 
Antibióticos Formiato de etilo 
Bicloreto de carbono Fungicidas 
Bicíoreto de etileno Gás cianídrico 
Bissulfureto de carbono Óxido de etileno 
Brometo de metila Tetracloreto de carbono 
 Cloropicrina (gás lacrimogênio) 
Informamos que, com exceção dos antibióticos, antifúngicos e do 
brometo de etila, todos os demais produtos são proibidos por lei, 
pois não são sequer aceitos como aditivos alimentares. Apesar 
de provocarem males imprevisíveis, são usados quase à 
vontade, sem nenhum controle eficaz e seguro para a população. 
As frutas secas são, portanto, mais uma boa dica para adoecer. 
 
SAL REFINADO 
O sal de cozinha, industrializado e refinado, faz parte do grupo 
conhecido como "três assassinos brancos", do qual fazem parte 
também o açúcar e a farinha branca. O sal refinado é produzido a 
partir do sal natural, chamado sal marinho, que é um produto rico 
e benéfico, portanto não deve ser usado pelas pessoas que 
querem ficar doentes. Dele são retirados industrialmente cerca 
de oitenta elementos naturais e acrescidos os seguintes 
compostos químicos: 
 
Carbonato de cálcio lodeto de potássio 
Dextrose e talco mineral Óxido de cálcio 
Ferrocianato de sódio Prussiato amarelo de sódio 
Fosfato tricálcico de Silicato aluminado de sódio 
alumínio 
 
O sal refinado é recomendado para aqueles que desejam 
padecer das seguintes doenças: 
 
Arteriosclerose cerebral Edemas 
Ateroscierose Gastrite 
Cálculos biliares Hipoplasia da tireóide 
Cálculos renais Nódulos da tireóide 
Cálculos vesicais Pressão alta 
Disfunções paratireoidianas Retenção de líquidos 
Eclâmpsia e pré-eclâmpsia 
 
ÁLCOOL 
Não é preciso dizer que o alcoolismo é um fato comum a toda a 
humanidade. Só no Brasil são consumidos anualmente perto de 
dois bilhões de litros de cachaça, o que supera a produção 
mundial de uísque. Trata-se de um vício que acaba não afetando 
apenas quem bebe, mas a família e a sociedade. Quem bebe está 
sujeito a sofrer de diversos problemas, entre eles: 
 
Arteriosclerose Infarto do Miocárdio 
Câncer da vesícula biliar Infecções 
Câncer do estômago Inflamações dos órgãos 
 Digestivos 
Câncer do fígado Irritação da mucosa digestiva 
Câncer do pâncreas Morte súbita 
Cirrose hepática Neurite alcoólica 
Convulsões epilépticas Pancretite aguda e crônica 
Delirius tremem Perda da coordenação motora 
Diminuição da resistência Perturbação da função renal 
Orgânica Pressão alta 
Diminuição do apetite Tuberculose 
Distúrbios da conduta 
Distúrbios psíquicos 
variados 
Hepatite 
 
TABACO 
Apesar de todas as campanhas no sentido de diminuir o 
consumo de cigarros e seus similares, o número de fumantes no 
mundo vem aumentando a cada dia. Isto mostra que as pessoas 
optaram definitivamente por ficarem doentes. Em breve o cigarro 
será responsável por aproximadamente trinta milhões de mortes 
em todo o orbe terrestre, gerando problemas orgânicos em mais 
de trezentos milhões de pessoas. Só no Brasil existem perto de 
trinta milhões de fumantes (muitos deles são médicos...), com 
100.000 mortes anuais. Metade dos homens e 1/3 das mulheres 
fumam. A questão do tabagismo não afeta apenas os fumantes, 
mas também quem está próximo deles, provocando irritação nos 
olhos, tosse, dor de cabeça, problemas respiratórios, ajudando a 
piorar casos de bronquite, asma, rinite, infecções das amígdalas, 
adenóides e afetando também o crescimento. Fumando 
ajudamos também uma criança a ser doente, principalmente se 
é uma gestante que fuma. Quem acredita que o problema do 
cigarro está apenas na nicotina, está muito enganado. Eis o resto 
dos componentes: 
Ácido cítrico Amoníaco 
Ácido málico Benzopireno 
Ácido nítrico Extratos azotados 
Ácido oxálico Nicotina 
Ácido tânico Proteínas insolúveis 
Alcatrão Solamina 
 
Estes ingredientes permitem concluir que quem fuma não tem 
apenas "uma coisa em comum", mas sim várias, que são as 
doenças provocadas pelo fumo. E já que fumar é "uma questão 
de bom senso" e uma "decisão inteligente", nada melhor que 
sentir o "sabor de aventura" de conhecê-las : 
 
Alterações da percepção Diminuição da produção do 
Alterações nervosas suco gástrico 
Alucinações Diminuição da salivação 
Arritmia cardíaca Diminuição ou abolição do olfato 
Arterite tabágica (às vezes 
exigindo amputação) Enfisema pulmonar 
Bronquite tabágica Espasmos vasculares 
Câncer da boca, garganta e Gastrite 
esôfago Inapetência 
Câncer do pulmão Infarto do miocárdio 
Câncer nasal Irritação brônquica 
Cefaléias Pressão alta 
Diminuição da capacidade Úlceras gastroduodenais 
respiratória Vertigens 
Diminuição da gustação 
 
REMÉDIOS ALOPÁTICOS 
A indústria farmacêutica desenvolveu nos últimos cinquenta anos 
vários milhares de drogas para uso médico e veterinário. Pode-se 
dizer que, paralelamente, a medicina foi-se adaptando e, hoje, 
está praticamente limitada à utilização de drogas ou cirurgias 
como recursos terapêuticos. A filosofia médica parece entender 
que para cada doença ou problema orgânico tem que haver uma 
ou mais drogas que realizem o "milagre da cura". Embora tenham 
sido criadas drogas que ajudaram e ajudam a tratar de muitas 
doenças, surgiu, como consequência dos mesmos, o fantasma do 
efeito colateral e da doença iatrogênica.Se não houver o devido 
cuidado, os medicamentos farmacêuticos podem provocar mais 
danos que os "benefícios" propalados pela propaganda. As bulas 
dos remédios, mesmo omitindo alguns fatores, mostram-nos um 
mundo de perigos e efeitos indesejáveis. De um modo geral, 
pode-se concluir que os medicamentos provocam mais danos do 
que benefícios. São conhecidas as situações em que o doente 
toma remédios, não se cura, e acaba morrendo em decorrência 
do tratamento. Vamos conhecer uma das formas mais fáceis de 
adoecer, que é justamente a de usar os próprios remédios que a 
humanidade criou para combater os seus males. 
Segundo informe do Momento Terapêutico, documento oficial 
publicado pela Central de Medicamentos (Ministério da 
Previdência Social — 1983/84), as reações adversas e os agentes 
farmacológicos determinantes são os seguintes: 
Medicamentos que podem provocar ou piorar uma doença 
renal 
Acetazolamida 
Amitriplina 
Antineoplásicos 
Ácido etacrínico 
Anfotericina B 
Arsina e arsênico 
Aminonucleotídios 
Anilina 
Bacitracina 
Benzeno 
Berílio 
Bismuto 
Cádmio 
Canta ridina 
Clormerodrin 
Clorotiazida 
Colchicina 
Colistin 
Compostos de antimônio 
Compostos de cobre 
Contrastes 
Corticosteróides 
Cresol 
Dietileno glicol 
Diuréticos em geral 
Espirolactona 
Estreptomicina 
Éter 
Etileno glicol 
Fenacetina 
Fenilbutazona 
Fenindiona 
Fenobarbital 
Furosemida 
Gentamicina 
Hidralazina 
Hidroclortiazida 
Inibidores da anidrase carcônica 
Kanamicina 
Manitol 
Melaruride 
Mercaptomerin 
Mercúrio 
Mersalil 
Metil álcool 
Metoxofluorano 
Monóxido de carbono 
Neomicina 
Nitrofuranos 
Paradiona 
PAS 
Penicilina 
Polimixina B 
Probenecida 
Propileno glicol 
Sais de chumbo 
Sais de ouro 
Sais de prata 
Salicilatos 
Tetraciclinas 
Tetracloreto de carbono 
Trimatereno 
Trimetadiona 
Vancomicina 
Zaxozolamina 
Medicamentos que provocam lesão no fígado 
 
Ácido etacrínico 
Carbamazepina 
Clorpropamida 
Dinitrofenol 
Fenacetina 
Glicosulfona 
Halotano 
Iproniazida 
lsocarboxida 
lsoniazida 
Metimazol 
Noretinodrel 
PAS 
Penicilina 
Propiltiouracil 
6 Mercaptopurina 
Sulfadiazina 
Sulfonamidas 
Trimetadiona 
 
Medicamentos que provocam diabete 
 
Ácido etacrínico Diazóxido 
Ácido nicotínico Furosemida 
ACTH Glicocorticóides 
Aloxano Hidroclortiazida 
Cloreloxene Politiazida 
Clortalidona Solfonamidas 
Clortiazida 
Medicamentos que podem provocar leucopenia (diminuição 
dos glóbulos brancos) 
 
Ácido acetil salicílico Penicilina 
Aminopirina Pirazolona 
Carbamazepina Proclorperazine 
Citarabina Promazina 
Clofibrato Propiltiouracil 
Cloranfenicol Quinidina 
Clorpromazina Sulfadiazina 
Clortiazida Sulfonamidas 
Estreptomicina Tetraciclina 
Fenilbutazona Tioridazina 
Fenindiona Tiouracil 
lmipramina Tolbutamida 
Mepazine Trimetadiona 
Metildopa Tripelanamina 
Metimazol 
Medicamentos que atacam o aparelho auditivo (surdez e 
vertigem) 
 
Ácido etacrínico Gentamicina 
Colimicin Kanamicina 
Diidrestreptomicina Neomicina injetável 
Estreptomicina Quinina 
Fenilbutazona Salicilatos 
 
Medicamentos que provocam crises asmáticas 
 
Acetil cisteína Mercuriais 
Anestésicos locais Metacolina 
Aspirina Neomicina 
Bromosulfaleína Parassimpaticomiméticos 
Cefaloridina Penicilina 
Eritromicina Pirazolona 
Etionamida Propanolol 
Extratos alergênicos Suxametônio 
Griseofulvina Tetraciclinas 
Histamina Vacinas 
lnibidores da MAO Vitamina K 
Medicamentos que provocam acne 
 
ACTH Hormônios masculinos 
Brometos lodetos 
Cianocobalamina Metiltestosterona 
Contraceptivos orais Metrandostenolona 
Corticosteróides 
Medicamentos que podem provocar ginecomastia 
(crescimento da glândula mamaria) 
Androgênios Gonadotrofina humana 
Bussulfan Griseofulvina 
Clortetraciclina Haloperidol 
Contraceptivos orais Heroína 
Dietiletilbestrol Hormônios adrenocorticais 
Digitálicos lsoniazida 
Espirolactona Metildopa 
Estrogênios Reserpina 
Fenelzina Vitamina D2 
Fenotiazinas Voncristina 
 
Medicamentos que podem provocar anemias (aplástica, 
megaloblástica e hemolítica) 
 
Acetanilida 
Acetazolanida 
Acetofenedina 
Acido acetil salicílico 
Ácido amino salicílico 
Aminopirina 
Anfetaminas 
Anilinas 
Antineoplásicos em geral 
Arsênico 
Barbitúricos 
Benzol 
Carbamazepina 
Cimetidine 
Citarabine 
Clofibrato 
Cloranfenicol 
Clorotiazida 
Clorpropamida 
Difenilhidantoina 
Drogas radioativas 
Estreptomicina 
Fenacemida 
Fenelzine 
Fenilbutazona 
Fenilhidrazina 
Metildopa 
Metimazol 
Metofenobarbital 
Metrotrexato 
Neomicina 
Penicilina 
Pirimetamina 
Quinacrina 
Quinidina 
Tiosemicarbazona 
Tolbutamida 
Trimetadiona 
 
Medicamentos que provocam hemorragia digestiva 
 
Ácido etacrínico 
Acido flufenâmico 
Ácido trimetilcolchicínico 
5-fluoracil 
Cloreto de potássio 
Corticosteróides 
Duazomicina 
Fenacetina 
Fenilbutazona 
Fluorodeoxiuridina 
Hidroxiuréia 
Ibufemac 
Indometacina 
lodetos 
Metrotexate 
Pirazolônicos 
Reserpina 
Salicilatos 
Thiotepa 
Vincristina 
 
Medicamentos que causam queda de cabelo e alopecia 
 
Agentes alquilantes (para câncer) 
Anticoagulantes 
Antimetabólicos (para câncer) 
Clofibrato 
Colchicina 
Contraceptivos orais 
Hipervitaminose A 
Mefenitozoina 
Mepessulfato 
Metimazol 
Norentindrona 
Quinacrina 
Tálio 
Trimetadiona 
Triparanol 
Warfarin 
 
Medicamentos que podem provocar urticária 
 
ACTH 
Atofan 
Aureomicina 
Barbitúricos 
Brometos 
Bromossulfaleína 
Cloranfenicol 
Codeína 
Dextrans 
Digital 
Enzimas 
Eritromicina 
Estreptomicina 
Fenolftaleina 
Griseofulvina 
Hidantoinas 
Insulinas 
lodetos 
Meperidina 
Meprobamato 
Mercuriais 
Nitrofurantoina 
Novobiocina 
Opiáceos 
Penicilina 
Procarbamazina 
Propoxifeno 
Salicilatos 
Tetraciclinas 
Tiamina 
Tiouracil 
Viomicina 
 
Drogas que diminuem acentuadamente os batimentos 
cardíacos 
 
Acetilcolina Pilocarpina 
Digital Quinina 
Muscarina Sais de bário 
Parassimpaticominnéticos Sais de chumbo 
 
Drogas que provocam cianose (cor azulada da pele) 
Anestésicos Monóxido de carbono 
Anilinas Naftalina 
Benzol Nitratos 
Cianetos Nitritos 
Clorato de potássio 
Drogas que provocam colapso e choque (entre outras) 
 
Cicutoxina Morfina 
Cloro Muscarina 
Codeína Nicotina 
Diazepina Pilocarpina 
Drogas que provocam convulsões 
Álcool metílico Cardiazol 
Anilinas Estricnina 
Arsênico Picrotoxina 
Atropina Sais de chumbo 
Drogas que provocam estados de agitação 
 
Álcool etílico Benzol 
Atropina Digital 
Azeite de quenopódio Escopolamina 
Bário Mercúrio 
Benzedrinas Perventin 
Benzina Quinina 
 
Drogas que provocam a eliminação anormal de albumina 
pela urina 
 
Ácido bórico Naftalina 
Arsénico Salicilatos 
Azeite de quenopódio Sulfato de cobre 
Mercúrio Tálio 
Drogas que elevam a pressão arterial 
Ácido etacrínico Compostos de sódio 
Benzedrinas Corticóides 
Clortiazida Perventin 
Drogas que provocam a perda temporária da consciência 
 
Aconitina Fenóis 
Álcool etílico Hipnóticos 
Álcool metílico Monóxido de carbono 
Anestésicos Morfina 
Atropina 
Drogas que provocam vômitos 
Ácidos ColchicinaÁlcool metílico Fenóis 
Benzina Fósforo 
Benzol Metais pesados 
Drogas que provocam taquicardia 
Anfetaminas Digital 
Atropina Fenproporex 
Cafeína Monóxido de carbono 
Cocaína Tálio 
Drogas que provocam cólicas: aspirina, sais de ouro, 
corticosteróides etc. 
 
Drogas que provocam estomatite: bismuto, mercuriais, 
penicilina, arsenicais, sulfas, estreptomicina, aspirina etc. 
 
Drogas que provocam câncer no fígado: fenelzina, 
anticoncepcionais, ciclamatos, sacarinas etc. 
 
Drogas que provocam falta de ar: insulina, aspirina, quinina, 
cocaína, penicilina etc. 
 
Drogas que provocam tosse, coriza e rinite: arsfenamina, 
neoarsfenamina, mafarsen, nafazolina, aspirina, tiamina. 
 
Drogas que provocam frigidez: anticoncepcionais, cimetidina, 
cafeína etc. 
 
Drogas que provocam enxaqueca: tripsina, pancreatina. 
 
Drogas que provocam conjuntivite: piramido, anestésicos, 
aspirina, propanolol, practoiol, arsfenamina. 
 
Drogas que tornam a visão turva: fenilbutazona, diazepan, 
cloroquina, hidrocloroquina etc. 
 
Drogas que provocam neurite: sais de curo, cloranfenicol, 
isoniazida, etambutol. 
 
Drogas que provocam tumefação de gânglios linfáticos: 
antipirina, salvarsan, anticonvulsivos. 
 
Drogas que produzem quadro semelhante ao lúpus 
eritematoso: hidralazina, metildopa, procainamida, 
anticoncepcionais, griseofulvina, tronvacil, tetraciclinas, 
hidantoinas, sais de ouro. 
 
Drogas que provocam cirrose hepática: metrotrexato, 
azotioprina, maleato de perhexilina. 
 
Drogas que provocam câncer da mama: Rauwolfia serpentina, 
corticosteróides, dietiletilbestrol, anticoncepcionais. 
 
Drogas que provocam priapismo: fenotiazinas, prazosin, 
guanetidina, hidralazina, clorpromazina. 
 
Drogas que provocam insuficiência cardíaca: carbenoxolona, 
timolol tópico. 
 
Drogas que provocam colite aguda: clindamicina, trimetropin, 
sulfametoxazol, neomicina, sulfato de colistina, anticoncepcionais. 
 
Drogas que provocam úlcera no esôfago: doxiclina, aspirina. 
 
Drogas que provocam pancreatite aguda hemorrágica: 
clortalidona, corticóides. 
 
Drogas que provocam lesões de pele variadas: antimônio, 
fenolftaleina, mercuriais, sulfas, quinidina, antipirina, barbitúricos, 
fenacetina, sais de ouro, cloroquina, efedrina, tiamina, brometos, 
resorcina, fenilbutantoina, griseofulvina, tiamina etc. 
Fonte: Arquivos Brasileiros de Medicina, Jan/Fev 1986, vol. 60, n.° 
1. 
 
 
 
COMO CONTRAIR O CÂNCER 
O câncer é a doença mais comum hoje em dia, portanto não é 
necessário grande esforço para adquiri-la. De repente, sem que 
você faça nada, surge em qualquer parte do corpo. Há, no entanto, 
alguns fatores que auxiliam: 
1 — O uso do açúcar branco é de grande valia, pois a 
sacarose concentrada elimina do organismo uma grande 
quantidade de vitaminas do complexo B, cálcio e o importante íon 
magnésio, que participam do mecanismo de defesa do organismo 
na renovação de células sadias e em diversas fases bioquímicas do 
metabolismo. Como estes efeitos só ocorrem com o uso constante 
do açúcar a longo prazo, não são notados pela ciência imediatista. 
O açúcar também é responsável pela acidificação do sangue, 
favorecendo o acúmulo de ácido láctico nos interstícios, dificultando 
a oxigenação das células e criando um ambiente favorável ao 
desenvolvimento de tumores. 
2 — Quem quiser contrair o câncer não pode se esquecer de 
consumir bastante carne, principalmente a vermelha, 
pois o metabolismo nitrogenado acentuado, juntamente 
com a putrefação intestinal intensa, são fatores importantes 
para o surgimento da doença. As carnes acondicionadas, 
como salsicha, linguiça, presunto, salame e mortadela, são 
mais valiosas, pois possuem uma quantidade bem maior de 
sulfito de sódio (que produz o câncer digestivo) e de nitrato 
de potássio, usado para dar coloração vermelha à carne. Os 
nitratos transformam-se em nitrosaminas, elementos cancerígenos 
que bloqueiam a ação da enzima catalase, que impede a 
reprodução desordenada das células. Deve-se dar preferência aos 
hambúrgueres, pois as carnes próprias para sanduíches são ricas 
em benzopireno, que é o segundo elemento cancerígeno criado 
pelo homem. 
3 — As pesquisas indicam que as pessoas que comem 
muito estão mais sujeitas a ter tumores. Fica aí a dica. 
4 — Fumar diariamente uma grande quantidade de cigarros. 
5 — Levar uma vida desregrada, dormindo e acordando tarde. 
Dar preferência à vida noturna, fugindo da luz do dia. 
6 — Na praia, evitar tomar sol pela manhã, preferindo a 
tarde, pois os raios solares mais diretos favorecerão o surgimento 
do câncer de pele. 
7 — Morar em áreas bem poluídas. 
8 — Dar preferência aos apartamentos úmidos, que não recebem 
a luz do sol. 
9 — Não praticar exercícios e evitar saunas e passeios ao ar livre, 
em contato com a natureza. 
10 — Usar apenas água de torneira nos grandes centros, 
evitando a água de fontes e nascentes. 
11 — Consumir bebidas alcoólicas diariamente, de preferência as 
fortes, adocicadas e coloridas artificialmente. 
12 — Manterá geladeira sempre repleta de refrigerantes, 
sorvetes e sucos artificiais, e a despensa cheia de enlatados, 
produtos artificiais e sintéticos. Não esquecer do nutritivo e 
delicioso bacon, dos ovos de granja ricos em antibióticos e 
dietilbestrol e dos adoçantes sintéticos. Para os bebês, comprar 
sopinhas e alimentos prontos, que não dão nenhum trabalho para 
mamães e babás atenciosas. 
13 — Os avós e pais carinhosos não podem se esquecer 
de levar para casa aquilo que as crianças adoram (comprando 
em grande quantidade para fazer economia), ou seja, chocolates, 
balas, chicletes, pirulitos e assim por diante. A leucemia e os 
linfomas estão estreitamente relacionados com estes produtos. 
14 — Tomar remédios alopáticos aos primeiros sinais e 
sintomas, quaisquer sejam eles, principalmente as febres, 
dores de cabeça e diarréias, pois, suprimindo a reação natural do 
organismo, as energias mórbidas se acumularão e a poluição 
residual resultante facilitará o surgimento de tumores. As mulheres 
que desejam evitar filhos devem tomar por longos anos as pílulas 
anticoncepcionais, que provocam o câncer da mama e do útero, 
entre outros. 
15 — Não usar métodos naturais de tratamento, evitar as 
verduras cruas, as plantas medicinais, os chás e principalmente, o 
arroz integral, pois promovem oxigenação orgânica e vitalização 
das funções metabólicas. 
16 — Evitar a ingestão de vitamina A ou dos alimentos 
que a contêm, pois esta vitamina reduz a carcinogênese, que é a 
formação de tumores malignos (Cameron e Pauling, 1973; 
Miswish, 1972). A vitamina A é encontrada em abundância nos 
legumes (cenoura, nabo comprido etc), azeite de dendê, cereais 
integrais e outros. 
17 — Aconselha-se também a quem quiser ter câncer 
que não reduza de maneira brusca a quantidade de alimentos em 
sua dieta habitual. A simples redução calórica numa dieta inibe a 
formação de tumores em vários tecidos (Clayson, 1975). 
18 — Submeter-se constantemente a radiografias ou trabalhar 
ligado a um serviço radiológico, onde haja exposição constante às 
chapas. 
 
Daqui a algumas gerações talvez seja normal que cada um tenha o 
seu câncer, ainda mais em uma sociedade que desenvolveu um 
poderoso império económico calcado no comércio da doença, onde 
o câncer vem a ser exatamente a doença que permite os maiores 
lucros do mercado. As drogas antineoplásicas custam caríssimo e 
as cirurgias são quase sempre necessárias, embora, de modo 
geral, apresentem poucos resultados satisfatórios. As aplicações de 
cobalto e radioterapia são também muito onerosas para o doente, 
seu organismo e o Estado. 
Quem visitar um hospital do câncer, mais especialmente a imensa 
sala de espera, poderá ver o verdadeiro "pavilhão da morte", onde 
se encontram pessoas sofridas, mutiladas, intoxicadas, 
desesperançosas, resignadas, criancinhas apresentando imensas 
massas tumorais, outras esverdeadas e com sua energia vital 
sugada, quando não pelo tumor, pelo tratamento. Por trás disso, 
explorandotodo este sofrimento e muito mais, está a máfia do 
câncer, poderosa e extensa trama, cujos objetivos não são nada 
humanitários ou caridosos. 
Observação importante: As pessoas deprimidas, muito ansiosas 
e que possuem um forte componente autodestrutivo em sua 
personalidade adquirirão a doença mais facilmente, sem 
necessidade de seguir à risca as orientações deste manual. 
 
COMO FICAR DIABÉTICO 
Não é preciso fazer muito esforço para tornar-se diabético, basta 
seguir exatamente os hábitos modernos de alimentação. Afinal, a 
humanidade está cada vez mais diabética e quase ninguém está 
preocupado com isto. Dados oficiais mostram que em cada dez 
pessoas no mundo, uma tem, teve ou terá diabete. Se a doença 
não for combatida e continuar a aumentar, em oito gerações a raça 
humana será diabética em sua totalidade, praticamente, tornando-
se inviável biológicamente. 
A condição essencial para adquirir o mal é possuir parentes 
próximos que sejam diabéticos. Se você tem um parente paterno ou 
materno (melhor se ambos os pais forem doentes) diabético, 
considere-se um felizardo! A ciência já o classifica como pré-
diabético e suas chances de adquirir o mal crescem bastante. O 
resto é com você: consuma grandes quantidades de açúcar branco 
e doces. 
O açúcar branco é considerado como principal causa da diabete. O 
consumo desta droga é um hábito muito recente da humanidade. 
Há cerca de cem anos não existia ainda, sendo que nos últimos 
trinta anos seu uso (e abuso) intensificou-se. Atualmente o consumo 
diário de açúcar per capita no mundo todo é de cerca de 200 
gramas. Isto significa que cada habitante do planeta ingere seis 
quilos de açúcar por mês e cerca de setenta a cem quilos por ano. 
Sendo assim, uma pessoa pode chegar a consumir 
aproximadamente uma tonelada de açúcar em uma década. Não 
há, porém, necessidade orgânica alguma, sendo, além de 
supérfluo, perigoso. Mas a propaganda afirma que "açúcar é 
energia", o que faz entender que seu consumo é necessário. Esta 
é uma das grandes mentiras modernas que enganam todas as 
pessoas, até mesmo médicos e educadores. 
Para completar, tome muitos cafezinhos, sorvetes, coma doces, 
chocolates, balas e participe de festas infantis, nas quais, 
ultimamente, houve uma diminuição radical das diversões, 
passando a concentrar-se a atenção dos petizes nas guloseimas 
das mais variadas cores e sabores artificiais. Não se esqueça de 
frequentar bombonieres e docerias, pedir sobremesas sofisticadas 
nos restaurantes e preparar ótimas receitas domésticas de doces. 
Existem centenas de livros de receitas (ver indicações bibliográficas 
ao fim deste livro e também o capítulo de receitas especiais). Não se 
esqueça também de assistir aos excelentes programas de televisão 
(geralmente à tarde) que ensinam as receitas de doces mais 
mirabolantes e deeeeeeeeeeeliciosos! 
Seguindo estes conselhos você estará contribuindo para a 
continuidade do nosso atual processo cultural e civilizatório, pois 
necessitará de medicamentos, cirurgias e tratamentos caros. Assim 
não é rompido o ciclo causa-efeito-utilização-manipulação da 
doença, que alimenta a atual indústria da morte. 
Uma vez que você tenha adquirido a diabete, evite usaras ervas 
medicinais conhecidas como pedra ume kaá, pata-de-vaca, dente-
de-leão, jambolão e carqueja, pois diminuem a quantidade de 
açúcar no sangue e facilitam a oxigenação das células, além de 
serem diuréticas e depurativas. 
Na homeopatia, evite os tratamentos de fundo unicistas. Prefira os 
complexos homeopáticos que têm efeito apenas superficial. Uma 
dica especial para quem é diabético: não siga uma alimentação 
natural, nem se trate pela acupuntura, pois tornam o organismo 
mais forte e resistente, permitindo que os mecanismos de 
compensação estejam mais equilibrados. 
 
COMO CONTRAIR INFECÇÕES 
 
Hoje em dia não é difícil adquirir infecções. Para tanto é necessário 
ingerir grande quantidade de proteínas animais, principalmente a 
carne de porco, o presunto, salsichas (de preferências as 
enlatadas), linguiças, mortadela etc. Os ovos de granja favorecem 
bastante a ocorrência de vários tipos de infecção, pois contêm 
pequenas quantidades de antibióticos, utilizados como 
conservantes. Sabe-se que o consumo de pequenas doses diárias 
de agentes antimicrobianos tornam as bactérias resistentes, o que 
facilita o desenvolvimento de infecções. As crianças que comem 
ovos são aquelas felizardas mais propensas a terem infecções, 
como amigdalites, otites, rinites e infecções de pele. 
Uma alimentação rica em proteínas fornece também grande 
quantidade de toxinas que interferem nas defesas orgânicas, 
diminuindo-as. Um excesso de proteínas produz, também, elevação 
do metabolismo nitrogenado, permitindo que compostos nocivos 
provenientes do catabolismo perturbem a capacidade do organismo 
de defender-se. A carne de vaca é a mais indicada para quem 
quiser ter infecções, pois é rica em toxinas, sulfito de sódio, salitre, 
antibióticos etc. 
Não podemos deixar de citar também um dos principais culpados 
pelo aumento da tendência a adquirir infecções existentes na 
nossa civilização: o açúcar branco refinado, um antinutriente que, 
por ser muito concentrado, rouba importantes elementos do nosso 
organismo, como as vitaminas do complexo B, o cálcio e o 
magnésio, todos fundamentais para a manutenção da resistência do 
organismo aos germes. Como isso ocorre de forma crónica, lenta e 
constante, apresentando consequências geralmente a médio e 
longo prazo, a medicina moderna, imediatista, superficial e "cura-
tiva", não tem tempo a perder com esse fenômeno. 
Para padecer de infecções de qualquer tipo, é necessário tomar 
sempre antibióticos ao menor sinal de infecção, bem corno nos 
casos de gripe e resfriados, ainda que os antibióticos não sejam 
eficazes contra vírus. O organismo ficará muito mais 
enfraquecido, a flora intestinal será atingida e o sistema de 
defesa tornar-se-á mais vulnerável Você deve seguir 
estritamente a ordem dos médicos e nutricionistas, sem 
pestanejar, a não ser que já esteja com uma conjuntivite 
bacteriana. Neste caso você vai ter que pestanejar bastante. 
Para ter infecções, evite as ervas medicinais e os tratamentos 
homeopáticos de base. Não coma arroz integral, prefira o arroz 
branco e os alimentos preparados com farinha branca. Coma 
margarina ou frituras em abundância. Dispense as raízes e 
saladas, pois são ricas em magnésio e clorofila, que aumentam 
a capacidade de resistência orgânica. Não pratique jejum e fuja 
das saunas, pois estas técnicas produzem desintoxicação 
profunda do corpo e tornam-no mais protegido contra os 
germes. As ervas medicinais precisam ser evitadas, pois ervas 
como chapéu-de-couro, cipó-cabeludo, salsa parrilha e gervão 
roxo depuram o organismo e são diuréticas. Existe um tipo de 
tempero japonês chamado missô, preparado com soja e cereais 
integrais fermentados em sal marinho que, quando usado como 
tempero de alimentos, mantém o organismo forte e saudável. 
Deve ser evitado pelas pessoas que querem adoecer. 
Mas, pensando bem, não é necessário fazer grande esforço 
para adquirir infecções. Basta ser internado hoje em grandes 
hospitais, por qualquer motivo. Lá vai ser relativamente fácil 
adquirir as famosas infecções hospitalares, ocasionadas por 
germes de grande resistência. Lembre-se disso. 
 
COMO SER DONO DE UMA ENORME BARRIGA 
Para aumentar o volume abdominal e desenvolver uma barriga 
indecente existem várias dicas muito importantes. Hoje em dia, uma 
grande barriga, exceto nos casos de gravidez, esquistossomose, 
cirrose etc, significa status para o seu portador. Isto já faz parte da 
nossa cultura, pois um homem bem-sucedido só terá uma aparência 
adequada ao seu nível social se ostentar um ventre avolumado. 
O primeiro passo é comer bastante, principalmente carnes e 
massas, como macarrão (com bastante molho de tomate e queijo) 
e pão branco, e beber muito líquido durante as refeições. Deve-se 
mastigar pouco (ou nada) e levar uma vida sedentáriaao extremo. 
Em vez de praticar exercícios, tomar bastante cerveja e chope com 
os amigos, diariamente. Em tais ocasiões, deve-se pedir sempre um 
tira-gosto com muita pimenta e outros condimentos para 
acompanhar. Se quiser praticar algum exercício, deve preferir as 
caminhadas, que deixam as pernas mais rijas e finas, mas não 
resolvem o problema da barriga, que continua a crescer. 
De preferência, ande apenas de automóvel, com bancos bem 
confortáveis e curvos. Em casa, tenha sofás bem fofos, daqueles 
que deixam a barriga em evidência e a coluna torta. Nas horas de 
lazer fique o tempo inteiro em frente da televisão, frequente 
cantinas e restaurantes e tome bastante líquido. Se você sofrer de 
prisão de ventre e muitos gases, tudo ficará mais fácil. Não tome 
laxantes, nem vá à sauna. Quando sua barriga estiver imensa, 
quase estourando, procure um psicanalista freudiano ortodoxo ou 
lacaniano, gaste bastante e não chegue a nenhum resultado. Em 
alguns anos você ficará consciente do tamanho de sua barriga, 
porém se conformará, pois, apesar de tudo, está na moda. 
 
COMO ADQUIRIR E MANTER UMA ÚLCERA 
DIGESTIVA 
Esta é uma doença cuja incidência aumentou consideravelmente 
devido à complexidade da vida moderna, principalmente nos 
grandes centros. A humanidade está se tornando cada vez mais 
suscetível às úlceras do estômago e do duodeno, e a doença já 
apresenta uma tendência hereditária. O fato é inusitado, pois há 
cerca de cem anos a humanidade não apresentava este 
comportamento genético. 
A primeira e mais importante condição para se adquirir este mal é 
ter parentes com úlcera (melhor ainda se for o pai ou a mãe) ou 
gastrite. O candidato à úlcera também deve preocupar-se 
profundamente e à toa com as mínimas coisas. Muitos portadores 
de úlcera não demonstram ser tensos ou nervosos, mas no íntimo 
são assim. Então, não é necessário demonstrar nervosismo, mas ter 
capacidade de reprimir fortemente os sentimentos e as emoções, 
como se fosse um bujão de gás. A pessoa não deve descarregar 
suas tensões, e sim "engolir" tudo. Frequentemente, pessoas deste 
tipo não sabem por que são assim, pois são treinadas para se 
comportarem deste modo desde a primeira infância. 
Uma vez cumpridas as condições acima, pode-se completar o 
esquema causal com uma dieta absurda, como se segue: 
1 — Ingerir bastante frituras; os óleos ácidos agridem a mucosa 
digestiva, facilitando a sua erosão. Melhor ainda é comer coxinhas, 
bolinhos, croquetes, quibes, empadinhas e demais guloseimas de 
bares e botequins, encharcadas de óleo. 
2 — Tomar muitos refrigerantes e bebidas gaseificadas; 
elas provocam dilatação do estômago e, com isso, eleva-se a 
produção de ácido clorídrico, o que provoca azia e irritação 
da mucosa. 
3 — Manter o hábito de tomar aperitivos antes das refeições, 
principalmente pinga, caipirinha, vodka, uísque e de 
mais bebidas destiladas. Elas agridem diretamente a mucosa 
digestiva dos organismos suscetíveis. 
4 — Tomar vários cafezinhos entre as refeições. A cafeína estimula a 
produção de ácidos no estômago e é uma das 
causas alimentares das úlceras. 
5 — Mastigar sempre pouco, assim haverá menor salivação e a 
presença de alimentos inteiros no estômago exigirá maior produção 
de ácido. Pela falta do elemento alcalino presente na saliva, 
aumenta a quantidade de ácido clorídrico, tornando o suco gástrico 
mais abrasivo. 
6 — Tomar sempre muito líquido durante as refeições, 
melhor ainda se estiverem bem gelados (chope, cerveja, 
refrigerantes, água). O excesso de líquidos prejudica a digestão, 
pois dilui o suco gástrico, exigindo mais trabalho e elaboração de 
matérias ácidas. Os produtos gelados dificultam 
a digestão e enfraquecem o estômago, que necessita sempre 
de temperatura mais elevada para executar convenientemente 
suas funções. 
7 — Como sempre se aconselha a quem quer adoecer, 
deve-se comer bastante e com frequência para que se adquira uma 
úlcera. Mas dormir após uma lauta refeição é melhor ainda: ajuda 
não só a ter úlceras como a desenvolver hérnias de hiato. 
8— Quem não quiser curar-se das úlceras deve tomar sempre 
remédios alopáticos como os antiácidos e inibidores da secreção 
do estômago, normalmente receitados pelos 
gastrenterologistas. Alguns outros medicamentos também 
ajudam, como as aspirinas, que atacam a mucosa gástrica e os 
corticosteróides. Lembre-se de que tratamentos clínicos com 
antiácidos (muitos são úteis também para prender os 
intestinos), inibidores, bloqueadores de secreção (cimetidine e 
outros), sedativos, antidistônicos, ansiolíticos (vallium e outros) e 
demais drogas, além de serem caros e provocarem inúmeros 
efeitos colaterais, são apenas paliativos. Mas, se você tem muito 
dinheiro e quer ser doente como todos, então use-os. Melhor 
ainda são essas dietas clássicas, já impressas, que são 
distribuídas aos ulcerosos pelos médicos. São qualitativamente 
pobres, pastosas, insípidas, fracas, de efeito provisório e não 
contêm fibras. De qualquer forma, produzem algum resultado, 
pois muitos alimentos causadores de úlceras são eliminados. 
9 — Para quem quer ter úlceras, desaconselhamos o uso dos 
cereais integrais, chás medicinais, confrei e alface (ambos têm 
ação cicatrizante), inhame, missô (pasta fermentada de soja), 
saladas frescas e frutas cítricas, pois estes produtos ajudam a 
curá-las. 
10 — Para finalizar, desaconselhamos também o relaxamento, 
as massagens, a auriculo-acupuntura, a meditação e a vida 
simples ao ar livre, pois também são importantes fatores de 
cura. 
 
COMO TER FILHOS DOENTES 
Atualmente, com o auxílio das propagandas de televisão, dos 
conceitos modernos da nutrição acadêmica e da pediatria de bases 
farmacológicas, a coisa mais fácil é ter filhos doentes. 
Na televisão, no rádio e em outdoors, observamos uma propaganda 
maciça induzindo ao consumo de toda sorte (ou todo azar) de 
guloseimas, doces, sorvetes, refrigerantes e outros meios de 
provocar câncer, leucemia, retardamento do crescimento, 
dificuldade de aprendizado, cáries dentárias, perturbações visuais, 
infecções, imunidade baixa, resistência fraca e diabete nos infantes. 
Isto se deve à presença de corantes e aromatizantes artificiais 
cancerígenos, do famigerado açúcar branco, que tanto atrai 
crianças e adultos com carência afetiva, dos antibióticos 
conservantes e muitos outros aditivos recomendados pelos 
nutricionistas menos conscientes. 
Quem quiser ter filhos com leucemia deve levá-los com frequência a 
festinhas infantis, que já há muito tempo perderam os atrativos dos 
jogos e brincadeiras para se transformarem num festival de 
glutonaria. As vias digestivas transformam-se então num parque de 
diversões. As crianças são atraídas por miríades de cores, sabores, 
embalagens brilhantes e surpresas adocicadas. Se prestarmos 
bem atenção a uma festa de aniversário infantil, poderemos notar 
que, de fato, a petizada não se diverte, mas comporta-se frenetica-
mente, demonstrando um alto nível de ansiedade. Procuram 
avidamente não sabem bem o que, ficam irritadiças, choram, 
xingam, agridem-se, competem por brinquedos ou objetos e entram 
em luta corporal, ou então permanecem tímidas, presas à saia da 
mãe ou amuadas num canto. Dirão alguns que isto se deve à 
personalidade de cada criança, mas o que as faz se agitarem tanto 
numa festa? Por que comem tanto doce e com uma avidez 
inusitada? De onde vem essa carga tão grande de ansiedade? 
 
 
A televisão induz as crianças a acreditarem que terão muito prazer 
se ganharem determinado brinquedo. Quando conseguem o que 
querem, abandonam o objeto pouco depois, quebram-no ou 
ostentam-no perante os amiguinhos como uma vantagem. Como o 
brinquedo não proporcionou o prazer imaginado, acreditam não ser 
bem aquele brinquedo o que gostariam de ter, mas algum outro. 
Assim passam a desejar outra coisa e a atormentar os pais até que 
conseguem o que querem, para dar início a uma nova frustração. 
Muitos pais costumam dar brinquedos às crianças julgando que 
com isso aproximam-semais delas. Puro engano. Compensar a falta 
de proximidade afetiva com objetos é apenas uma medida paliativa. 
Conclui-se, portanto, que uma criança necessita, de fato, de um 
profundo e honesto carinho e também dar e receber amor. Isto não 
significa que se deva mimá-la ou fazer todas as suas vontades. 
Não. Uma criança amada aprende também a amar. Ela não cairá 
no engodo da propaganda. Não ficará ansiosa buscando em coisas 
externas e no ambiente que a cerca o prazer que não tem dentro de 
si. Amará e respeitará os pais, vendo na vida um reflexo deles e do 
seu lar. Não desenvolverá medos, insegurança, agressividade e 
ódio. Não aprenderá a cultuar a personalidade, a buscar 
vantagens, a competir deslealmente e a se iludir. Estará bem 
plantada na vida. 
Para ter filhos doentes, aconselhamos exatamente o contrário disso, 
pois se você tiver filhos bem equilibrados e saudáveis, será tido 
como um ser esquisito e desequilibrado, ainda mais se em sua 
casa só entrarem alimentos naturais. Então será a desgraça total! 
Os avós, tios, sogros, vizinhos, as comadres e todos aqueles 
iludidos pelos valores invertidos da nossa civilização, criticarão 
duramente. 
Se a televisão e a propaganda ajudam a criar doentes, também 
ajudam a mantê-los, sendo que não faltam anúncios (proibidos 
por lei) de remédios alopáticos como analgésicos, antitérmicos, 
antigripais, xaropes, pomadas, talcos medicinais, sabonetes 
medicinais, pós curativos, supositórios, reguladores menstruais 
etc. Qualquer um destes medicamentos pode ser comprado e 
usado pelas mamães, que irão ministrar esses produtos 
"milagrosos" aos filhos sem nenhuma orientação médica. Muitos 
remédios provocam efeitos colaterais, ou suprimem sintomas e 
sinais importantes que ajudariam a compreender melhor o 
problema. 
Finalmente, se a criança doente escapa da medicação alopática 
doméstica, frequentemente vai para as mãos da pediatria 
farmacológica. Nestas circunstâncias é comum a mãe não 
receber nenhuma orientação nutricional para eliminar o açúcar, 
os sorvetes, os refrigerantes, a salsicha, o presunto, o pão 
branco (muito fermentativo), mas portar uma tranquilizante e 
criptográfica receita (que assume, quase sempre, ares de poder 
e mistério) de antibióticos potentes, antiinflamatórios, 
supositórios, analgésicos proibidos (novalgina, magnopirol etc.) e 
vitaminas sintéticas. Isto quando não são receitados barbitúricos 
ou estimulantes do metabolismo cerebral para uma pequena 
disritmia cerebral. Em casos de ansiedade, depressão e 
agitação, as causas emocionais geralmente não são 
pesquisadas ("isto é coisa de psicólogo", dizem), e a criança com 
"cérebro doente" recebe uma receita de ansiolíticos, 
antidepressivos, antipsicóticos e assim por diante, tudo 
fundamentado em teorias, hipóteses, idéias e experiências. 
Mas, para ser igual aos outros, siga a corrente. Afinal, ter filhos 
saudáveis dá muito trabalho, não é mesmo? 
 
COMO CONTRAIR A ARTERIOSCLEROSE E A 
ATEROSCLEROSE 
Não fique triste, mas, assim como a diabete, você jamais 
conseguirá adquirir estas doenças de uma hora para a outra. É 
necessário que exista uma suscetibilidade e fatores hereditários 
que influenciem a sua gênese. No entanto, alegre-se pelo fato de 
que a incidência destas doenças está aumentando muito de uns 
anos para cá e, cada vez mais, as pessoas têm arteriosclerose 
(principalmente cerebral) e aterosclerose (a mais comum é a 
coronariana, que pode levar ao infarto). 
É bem óbvio que uma vida sedentária, sem exercícios, com 
excesso de cigarros (tabaco) e o uso sistemático de bebidas 
alcoólicas favorecem o endurecimento das artérias e a deposição 
de placas de cálcio no interior dos vasos sanguíneos, com a 
diminuição do calibre dos mesmos. Com isso, há diminuição na 
respiração das células e perda precoce de sua função. Mas nada 
disso acontece sem os fatores principais que causam estes 
problemas: é necessário consumir gorduras animais saturadas, 
muito sal refinado (que é rico em cálcio de origem inorgânica ou 
industrial), açúcar branco (que mantém o sangue acidificado), 
muito leite e queijo (ricos em cálcio). 
Fato interessante é assistir à deterioração mental e senilidade 
precoce das pessoas acometidas de arteriosclerose cerebral, que 
produz um quadro variado de alterações no comportamento, 
tornando-o bizarro e grotesco. Nestas condições, o indivíduo é 
afastado da convivência com os parentes e passa a viver em 
asilos. Felizmente não existem campanhas educativas para a 
população e nem as autoridades sanitárias, nem os médicos 
parecem preocupar-se com a questão. 
Para ter estas doenças, evite comer arroz integral e frutas 
cítricas, pois estes alimentos afinam o sangue, prevenindo o 
endurecimento das artérias e a deposição de placas 
ateromatosas. Não use, de modo algum, o chá da erva chamada 
chapéu-de-couro ou cipó-cabeludo, pois o chá das duas ervas 
combinadas, usado três vezes ao dia após as refeições, 
constantemente e por tempo indeterminado, provoca de-
puração do sangue, eliminando muitas toxinas, sendo que 
dificilmente o organismo acumulará sedimentos e partículas. 
Uma dieta com pouquíssimo sódio auxilia os efeitos deste chá. 
Cuidado! 
 
COMO SOFRER DA COLUNA OU APRENDA A 
VIVER BEM COM A COLUNA DOENTE QUE VOCÊ 
TEM 
Para ter problemas de coluna, é necessário que haja predisposição. 
Se você tiver parentes próximos que sofram deste mal, fica mais 
fácil, mas não é tão necessário assim, pois existem diversas 
maneiras de adquiri-lo. 
Primeiro, é necessário não se incomodar com a postura corporal. 
Ao sentar-se numa cadeira, procure arquear o tronco como se 
fosse sentar sobre a coluna. Prefira sempre poltronas bem 
confortáveis, de modo que o pescoço fique curvado para a frente, 
saindo do eixo da espinha dorsal. O resto do tronco também deve 
ficar curvado durante bastante tempo. 
Ao escolher um automóvel, procure um cuja poltrona confortável 
mantenha o seu corpo curvado ao máximo, afundado nela. 
Mas todos sabem que a grande dica para se ter alterações na 
coluna é dormir em colchão bem fofinho, mole e confortável. 
Quando seu colchão, principalmente se for de molas, ficar velho e 
bem irregular, não o jogue fora. É neste estado que ele favorece 
mais ainda o aparecimento de dores lombares, escolioses, sifoses, 
hérnias de disco, lordoses, pinçamentos, artrose e doenças mistas 
da coluna. 
Os males da coluna podem ser acentuados também pelo uso do 
elegante sapato de salto alto, através do qual ocorrem tensões nos 
pequenos músculos da espinha dorsal. É mais uma contribuição 
dos costumes e da moda para o nosso quadro de doenças. 
A tudo isso, associe uma vida sedentária, não pratique esportes, 
durma bastante, carregue peso de qualquer modo, não pratique 
hatha ioga e não se submeta à quiroprática (técnica de correção 
dos distúrbios da coluna pela manipulação apropriada e por 
massagens), nem à acupuntura, pois são muito úteis no tratamento 
e na eventual cura de tais doenças. 
 
COMO FICAR DECRÉPITO ANTES DO TEMPO 
Devido ao fenômeno de degeneração biológica pela qual está 
passando atualmente a raça humana, é muito comum que as 
pessoas envelheçam precocemente. 
Antigamente, as pessoas envelheciam somente com idade 
avançada. Possuíam vigor e saúde plena e, ao atingirem a 
velhice, com idade provecta, chegavam à sapiência devido à sua 
larga experiência de vida. 
Hoje, devido ao desgaste emocional, mental e ao stress, 
envelhece-se mais cedo. As células passam por intensa 
sobrecarga, assim como os órgãos e as funções de compensa-
ção e equilíbrio. Há um forte desgaste de oligoelementos, como 
o zinco, o magnésio, o selênio e o cobre, causado pelos excessos 
cometidos. 
Necrópsias feitas em soldados jovens, de 22 a 25 anos, mortos 
no Vietnã, apontaram aterosclerose coronariana e calcificação 
de grandes artérias. 
Há cerca de 150 anos, as mulheres podiam ter filhos normais até 
mesmo com 55 e 60 anos, idades em que hoje são consideradas 
velhas, sem condições para procriar. A menopausa, que antes 
apareciaapós os 60 anos, atualmente ocorre em torno dos 40. A 
impotência sexual, outrora rara na velhice, é fato comum e 
representa um dos maiores receios do homem. 
Sabe-se que a vida agitada, o desgaste emocional, o abuso 
sexual, os excessos alimentares, as libações alcoólicas, o fumo, 
a poluição ambiental e os remédios alopáticos diminuem o 
tempo de vida, acelerando o envelhecimento. 
Muitos são os casos em que, ao chegar a um estado de 
envelhecimento precoce, o indivíduo não cumpre todas as fases 
de amadurecimento emocional, deixando muitas por viver. 
Sendo assim, muitos não atingem a plenitude em seu 
desenvolvimento, mas a decrepitude, pois trazem conflitos e 
tendências mal resolvidos em sua estrutura psíquica. 
A antiga velhice, saudável e respeitada, cedeu lugar à velhice 
doente, onde imperam a arteriosclerose cerebral, a 
aterosclerose coronariana, o câncer, a impotência, a prostração, 
a fraqueza, a psicose senil, a calvície e o enrugamento. Aliado a 
esses fatores, a sociedade trata o idoso com desrespeito e pouco 
caso, deixando-o no esquecimento e isolamento. 
Concluindo, para ser velho e decrépito, basta seguir à risca tudo 
aquilo que é considerado normal em nossa sociedade. Os asilos 
também entram nesta classificação... 
 
COMO TER PRISÃO DE VENTRE 
Todos os hábitos modernos facilitam a obstipação intestinal, 
conhecida como prisão de ventre. O hábito de evacuar 
diariamente tornou-se raro em nossa civilização, sendo que 
quase se considera normal evacuar somente de duas a três 
vezes por semana. 
Segundo os médicos naturalistas, os intestinos representam a 
"raiz da vida". Neles são assimilados os nutrientes necessários à 
manutenção das funções vitais e é produzido o sangue que 
circula pelo corpo, levando a vida a todas as suas partes. 
Segundo K. Shishima, professor de fisiologia médica da 
Universidade de Tóquio, as células vermelhas não nascem na 
medula óssea, mas sim nas vilosidades intestinais, através de 
um complexo mecanismo. Se houver fermentação, toxinas, 
compostos irritantes e gases nos intestinos, todo o organismo 
fica comprometido e enfraquecido. Pode-se imaginar que todo 
esse quadro piora se houver obstipação intestinal. Com uma 
dieta rica em carnes e carboidra-tos haverá não somente uma 
absorção maior de toxinas, como também de ureia, o que 
prejudica até mesmo a capacidade de memória e retenção de 
informações pelo cérebro. 
Curiosamente, poucos são os médicos que sabem disso e se 
importam com a condição intestinal dos doentes sob a sua 
responsabilidade. Raramente, numa consulta médica, é dada a 
devida atenção à condição dos intestinos do paciente, mesmo 
porque frequentemente o próprio médico tem os intestinos 
presos e não sabe o que fazer. Ingerir laxantes ou outros 
remédios similares é uma medida paliativa, além de ser perigoso 
e viciante, pois os intestinos passam a funcionar apenas com o 
seu uso. São raros os que procuram compreender as causas 
alimentares da prisão de ventre. 
Parece que todos querem ficar doentes, por isso damos a seguir as 
principais orientações para ter os intestinos sempre presos: 
1 — Ingerir massas e alimentos feitos apenas com farinha 
branca, para que o bolo alimentar seja pobre em fibras, bem 
pastoso e fermentativo. 
2 — Evitar as massas e pães integrais, pois eles aumentam 
a massa do bolo fecal e são ricos em fibras, que favorecem a 
eliminação do conteúdo intestinal. O farelo de trigo também 
é perigoso, pois se você utilizar uma colher de sopa na água, 
suco ou sopa três vezes ao dia, constituirá um dos melhores 
remédios para a prisão de ventre. 
3 — Evitar frutas como o mamão, pois, se for ingerido com 
um pouco de sementes e a placenta, tem ação laxativa natural, 
reeducando os intestinos. 
4 — Quando sentir vontade de evacuar, principalmente 
se estiver sentado trabalhando, ou numa festa, ou em reuniões 
sociais importantes, não vá ao banheiro. Procure prender os 
intestinos, pois pode parecer anti-social, ou mesmo 
uma gafe, sair para evacuar. No trabalho, então, nem se fale. 
Fica chato se os outros virem você sair para ir ao banheiro. 
Depois de alguma prática, os intestinos aprendem a se manter 
silenciosos. 
5 — Se você leva uma vida agitada, não tenha uma hora 
certa para evacuar, principalmente pela manhã, ao levantar-se. 
Este é um recurso eficaz que educa os intestinos, para 
que não fiquem presos. 
6 — Tome laxantes constantemente, sobretudo aqueles 
mais modernos, sem nenhum componente natural. 
7 — Um bom recurso é aplicar supositórios de contato, do 
tipo fabricado com glicerina. Estes produtos, além de não 
resolverem o problema, ainda provocam doenças locais na 
mucosa do reto e do sigmóide. Fica aí a dica. Para os 
aficcionados, é bom lembrar que a prisão de ventre também 
favorece o surgimento de hemorróidas, basta fazer bastante 
esforço na hora de evacuar. 
8 — Muitas pessoas adquirem intestinos preguiçosos por 
herança. São contempladas já ao nascer e não precisam de 
quase nenhum esforço para terem prisão de ventre. 
9 — Finalmente, desaconselhamos as dietas naturais, as 
frutas, os legumes, as verduras frescas, os cereais integrais, a 
mastigação adequada, a ingestão de líquidos em jejum ou de 
azeite puro de olivas, as ervas medicinais laxativas e fibras 
alimentares, a ginástica, o do-in, as massagens do tipo shi- 
a-tsu e a hatha ioga, pois são poderosos recursos que ajudam 
a eliminar o problema. 
 
COMO TORNAR-SE OBESO 
Sobre este tema, não vamos apresentar aqui nenhuma novidade. 
Todos sabem como tornar-se obeso, ainda mais no mundo de hoje, 
onde se aprende desde cedo a guardar e reter tudo o que 
pudermos, até a banha. 
Como sempre, a hereditariedade é um fator importante. Se o (a) 
candidato (a) à obesidade tiver parentes gordos, será mais fácil. 
Devemos convir que existe uma relação dialética (antagônica e 
complementar) entre a obesidade e a magreza extrema (ou 
caquexia). No mundo atual há uma má distribuição de riquezas, 
matérias-primas, energia, alimentos e poder. Existem áreas 
abastadas, onde os excessos se acumulam, e áreas carentes, onde 
tudo falta. Dizem os especialistas que, se todo o alimento produzido 
no planeta fosse distribuído equitativamente, não haveria fome. No 
entanto, o que ocorre de fato é que uns comem em excesso, e até 
desperdiçam, exatamente aquilo que falta a quem sofre das 
agruras da fome. 
Os Estados Unidos, maiores consumidores mundiais, são, também, 
os que mais desperdiçam. As estatísticas apontam que mais de um 
terço de toda a produção de alimentos nesse país é desperdiçada, 
seja no local da colheita, pelas pragas, seja no transporte, nos 
supermercados, restaurantes (pratos que voltam e vão para o lixo), 
ou nos lares (restos no prato do filho que não quis comer, a torta que 
sobrou, o pouco de leite que ficou no copo etc). 
É justamente nas áreas mais ricas do planeta, onde há maior 
desperdício, que vamos observar maior incidência de gordos. 
Embora existam vários tipos classificados de obesidade, desde o 
desequilíbrio hormonal herdado até a mais pura glutonaria ansiosa, 
o excesso de ingestão e a retenção de substâncias pelo corpo são 
os principais responsáveis pela doença. 
Então, como primeiro passo para tornar-se obeso, é preciso comer 
muito, principalmente massas, doces, açúcares, líquidos e gorduras 
animais saturadas. Comer a toda hora, ter os intestinos presos, rins 
preguiçosos e alguns distúrbios glandulares também ajudam 
bastante. 
O porco é um animal que nos dá um bom exemplo de como ser 
gordo. Se observarmos a avidez com que ele se alimenta, como vive 
dormindo e é pouco interessado por sexo, poderemos entender um 
pouco mais o obeso. Outra boa dica, portanto, é comer carne de 
porco, rica em colesterol e gorduras pesadas. 
Aconselhamos aqueles que querem ser gordos a comer tudo o que 
bem entenderem, a qualquer hora, com muita alegria e 
despreocupação. Não adianta deixar-se levar pela culpa após uma 
refeição farta. Se ela aparecer, enfie o dedo na garganta, vomite 
tudo e... coma mais.Lembre-se que o melhor remédio para a culpa 
é comer novamente. 
Para que uma pessoa se mantenha gorda, não deve jamais tratar 
de sua ansiedade, principalmente com terapias alternativas. 
Existem infinitas clínicas que prometem tomar o obeso magro como 
um palito, sem que seja necessário muito esforço. Há também 
tratamentos fantásticos que fazem com que a pessoa emagreça 
rapidamente à custa de fórmulas herméticas, compostas de 
diuréticos potentes, sedativos, inibidores de apetite, hormônios 
tireoidianos, anfetaminas e outros medicamentos capazes de fazer 
emagrecer, mas que podem provocar gravíssimos desequilíbrios 
orgânicos e psíquicos. 
Atualmente abundam as clínicas de emagrecimento, que cobram 
preços exorbitantes e aplicam métodos ultramodernos mediante os 
famosos "pacotes" de dietas forçadas, exercícios, pílulas milagrosas, 
injeções misteriosas, chás medicinais, massagens sensuais e 
demais "vantagens", produzindo resultados momentâneos ou 
superficiais. Quem dispõe de condições econômicas pode 
peregrinar à vontade por essas clínicas sofisticadas, pois representa 
status gastar fortunas e encontrar amigos nestes locais. 
Mas os gordos podem tentar quaisquer tipos de tratamento que 
será muito difícil perder os excessos adquiridos. Isto porque, 
inconscientemente, o gordo não quer emagrecer. Só o conseguirá 
quando a ansiedade, enraizada profundamente em sua estrutura 
psicofísica, for aplacada, deixando surgir o medo terrível que ele 
tem de ser e existir, que permanece latente nas mais profundas 
camadas do seu ser. Por isso, falham as dietas milagrosas, 
psicanálises freudianas ortodoxas, drogas, hipnoses e assim por 
diante. O gordo quer e tem que ser como é para defender-se de 
uma realidade externa que lhe foi colocada desde a infância como 
agressiva e perigosa. 
Diante deste quadro, fica claro que o emagrecimento rápido, sem 
um acompanhamento psicoterapêutico ideal, é perigoso e 
inconsequente. Não é raro ocorrerem desequilíbrios psíquicos e 
sensações estranhas nesses casos, como modificação brusca da 
compreensão, da auto-imagem e do foco de percepção, e 
fenómenos esquizóides que perturbam profundamente a vida do 
obeso. 
Por isso diz-se que o obeso, se não quiser curar-se, não deve ter 
coragem de enfrentar o seu medo. Melhor é ser igual a todos. 
Melhor é ser gordo e feliz, até explodir de tanta felicidade, comendo 
de tudo, sem se reprimir. Afinal, as clínicas de emagrecimento, os 
endocrinologistas, os psicanalistas ortodoxos e as butiques de 
roupas para gordos precisam continuar existindo. 
Desaconselha-se também a acupuntura, a macrobiótica, as 
ervas medicinais depurativas, diuréticas e lipolíticas (congonha-
de-bugre, chapéu-de-couro, tanchagem, cipó-cabeludo, 
jurubeba etc), a ginástica, a atividade física e a bioenergética, 
pois representam recursos eficazes para tratar da obesidade. 
Fazem com que a pessoa perca peso lenta mas 
progressivamente, adaptando-a física e psiquicamente à nova 
condição, evitando o retorno à situação inicial, respeitando e 
promovendo o equilíbrio glandular e estabelecendo o equilíbrio 
metabólico perdido. Portanto, quem desejar ficar gordo para 
sempre, pois não quer fazer nenhum esforço, deve evitar estas 
técnicas e continuar a frequentar docerias e bons restaurantes. 
 
COMO TORNAR-SE NEURÓTICO E PSICÓTICO 
"No hay locos; hay interés en hacer locos. La locura esta en el 
médio." 
Heyward & Varigas 
 
De certa forma, todos temos um certo grau de neurose, psicose ou 
ambos (psiconeurose). Podemos até afirmar, com toda segurança, 
que este é um mundo de neuróticos e psicóticos, haja visto a 
situação iminente de destruição global da humanidade pelas duas 
superpotências que dominam o mundo, numa gigantesca 
hecatombe nuclear. 
A neurose pode ser observada na conduta do cidadão mais 
comum, que abraça uma rotina de vida, luta para se manter, passa 
uma vida inteira de sacrifícios, adoece, envelhece, vive sem prazer e 
morre, tudo para manter a continuidade de um mundo que gera 
neuróticos e cuja cultura tradicional escraviza o homem e reprime o 
seu prazer de ser e existir. 
Podemos observar a neurose também no fenômeno da "geolatria", 
ou seja, o amor pela terra natal, pela pátria, que gera uma 
mentalidade divisionista. Esta tem a sua origem no primitivo homem 
pré-histórico, forçado a defender o seu território, causando guerras, 
genocídio e estabelecendo a conduta fratricida do homem. O medo 
de ter o seu território invadido faz com que surjam forças armadas 
para defender a terra e seus cidadãos. Estas forças, ao crescerem 
muito, passam a ser uma ameaça para o território vizinho que, por 
sua vez, também se armará. A guerra é criada por líderes psicóticos 
e utiliza-se de homens patrióticos para criar e desenvolver um 
fenômeno neurótico. Este tipo de neurose só desaparecerá quando 
o homem superar os seus instintos animalescos e destruir suas 
fronteiras, tornando o mundo um só país, uma só nação, o que 
caracterizaria uma consciência cósmica. Isto porém, não pode 
ocorrer de imediato. E preciso ser doente e estar num mundo 
igualmente doente para que se aprenda a transformá-lo. 
Mas não basta apenas fazer parte deste mundo. Outro fator 
fundamental para que se adquira tais doenças é ter pais 
emocionalmente desequilibrados e receber desde a vida uterina 
estímulos negativos do ambiente familiar, como brigas, atritos, 
agressões, medo, drogas e medicamentos. Uma boa situação para 
desencadear psicoses é o aborto ou a intenção dele, que passa 
para o bebe os dolorosos estímulos de rejeição. 
Na infância, os elementos que determinam a neurose são o 
desamor, a falta de atenção, a carência afetiva, a culpa, a falta de 
contato corporal, diálogo, carinho, compreensão e amamentação (a 
falta de um contato ideal com o seio materno cria inseguranças e 
bloqueios). 
Adiantamos que ninguém vai conseguir ser um bom neurótico sem 
seguir estes parâmetros. Eles influenciarão muito a sexualidade, 
criando bloqueios, inibições, excessos, desgastes, desvios sexuais 
como o sadismo, o masoquismo, o sadomasoquismo, a sodomia, a 
ninfomia, a homossexualidade, a frigidez, a impotência (viril ou 
orgástica) etc. Devemos convir que não existe neurótico que não 
tenha distúrbios de sexualidade. A recíproca também é verdadeira. 
Também haverá influência forte no modo de relacionar-se do 
indivíduo, em suas decisões, seu comportamento, suas sensações e 
sua cosmovisão. 
Nos casos de psicose mais acentuada, os agentes determinantes 
são tão incidentes e profundos que o ego não tem mais condições 
de manter o selfem contato com a realidade. O indivíduo passa 
então a estar mais em contato com o seu id ou inconsciente. Há 
também casos de psicoses alternadas, cíclicas, definitivas, limítrofes 
(os borderliners), psiconeuroses etc. 
Quando a neurose encontra-se em estado adiantado e não é 
tratada, pode ocorrer a "fuga psicótica", em que o indivíduo 
transforma-se num esquizofrênico, num PMD, como rotula a 
psiquiatria. 
Existem várias novas áreas de psiquiatria clássica (como a 
antipsiquiatria) que vêem estes fenômenos de um modo muito 
diferente, preferindo não forçar um diagnóstico. Estas linhas 
compreendem que cada indivíduo vê o mundo a seu modo e tem o 
direito de existir conforme seus valores e padrões. Vêem os casos 
psiquiátricos como resultado da ação da própria sociedade sobre o 
indivíduo. O tratamento com choques elétricos e insulínicos, drogas, 
psicotrópicos e alucinógenos potentes tem adeptos e inimigos. 
Grande é a diversidade de escolas e teorias, mas poucos se 
preocupam com o fato de que existe uma relação dialética entre o 
indivíduo e o meio cósmico, interno e externo, no qual vive. 
Para quem quiser continuar a viver em neurose, não 
aconselhamos as psicoterapias de cunho mais dialético, portanto 
menos analítico, as psicoterapias ecléticas e sem nome, a 
bioenergética, a biodança, o psicodrama, a gestalt, as psicoterapias 
corporais de abordagem existencialista, o rolfing, o tai chi chuan, às 
artes marciais,as terapias de enfoque não-invasivo ou explicativo. É 
melhor procurar a psicanálise tradicional, a de linha Iacaniana, a 
psiquiatria medicamentosa oficial ou então deixar-se tratar por 
psicólogos cheios de conflitos pessoais não resolvidos, por 
terapeutas sem formação académica, por filósofos que se julgam 
psico-terapeutas, por pessoas que se julgam aptas a tratar de 
problemas psíquicos de outrem, por psiquiatras deprimidos, por 
bioenergéticos mal preparados, por terapeutas sexuais que
procuram manter relações sexuais com pacientes e por grupos 
de terapia Rajneesh, que pioram muitos casos, pois não têm 
competência para fazer aquilo que se propõem. Incluímos aqui 
também os falsos videntes, as cartomantes oportunistas, os 
charlatões, os astrólogos principiantes e sem preparação 
suficiente, o animismo e a magia negra. 
Nos casos mais graves de problemas emocionais e quando 
existem fenômenos estranhos, aconselha-se a insistir na 
terapia clássica e nas drogas, e não procurar respostas com 
videntes sérios, no ocultismo responsável, no espiritismo de 
nível superior, na astrologia médica consciente, nos sensitivos 
honestos, nos médiuns cirurgiões (principalmente aqueles 
perseguidos pela medicina oficial e condenados pelos 
conselhos de medicina), na medicina espiritual, nas orações, 
nas rezas e na ioga. Estes recursos produzem resultados muito 
satisfatórios quando bem aplicados, e sua casuística é muitas 
vezes superior à psicanálise e à psiquiatria, razão pela qual 
também não devem ser utilizados por quem não deseja curar-
se. 
 
COMO TER UMA GESTAÇÃO RUIM, UM PARTO 
DIFÍCIL E EVITAR A LACTAÇÃO 
Para ter uma gravidez problemática, dificultar o parto e impedir a 
produção ideal de leite no pós-parto, basta desrespeitar as leis da 
natureza da seguinte forma: 
1 — Não controlar a alimentação, comendo de tudo e a 
toda hora. 
2 — Ingerir bastante açúcar branco, doces, refrigerantes, 
confeitos, bolos, tortas, chocolates, café etc. 
3 — Usar sal refinado à vontade. 
4 — Abusar dos líquidos. 
5 — Comer basicamente alimentos de origem animal, 
evitando os cereais integrais, as verduras, os legumes, as 
leguminosas, as raízes e os tubérculos. 
6 — Evitar o consumo de missô (pasta de soja), usado 
milenarmente no Oriente para tornar o parto mais saudável 
e auxiliar a lactação. 
7 — Não praticar ginástica adequada nem os exercícios 
recomendados para um bom parto. 
8 — Evitar a prática dos exercícios respiratórios indicados 
para a gravidez. 
9 — Procurar manter uma vida sedentária, evitando as 
caminhadas. 
10 — Tomar bastante vitaminas sintéticas, que contenham flúor, 
conforme recomendado por muitos obstetras. 
11 — Fumar bastante, pois assim o bebê estará fumando 
também e, portanto, sujeito às mesmas doenças que a mãe, 
além de nascer com peso abaixo da média. 
12 — Abusar das bebidas alcoólicas. 
13 — Evitar a meditação, o contato afetivo-telepático 
com o bebê, o parto natural, a ioga para gestantes, as leituras 
espirituais, a alimentação natural e a participação 
atenciosa do marido na gestação. 
14 — Tomar remédios alopáticos à vontade, como aspirinas, 
laxantes, xaropes, antialérgicos, antiinflamatórios e outros. 
15 — Programar-se para a cesariana, pois os partos nor 
mal e natural podem ser perigosos. Com toda a tecnologia 
moderna, estes tipos de parto viraram coisas do passado. 
16 — Se faltar o leite, ótimo, hoje em dia isto é muito comum. Para 
isso existem as grandes multinacionais que produzem um tipo de 
leite em pó que, segundo elas, é melhor que o seu próprio leite 
para o bebê. 
As mães modernas e atualizadas sabem muito bem que passar 
dificuldades na gestação, ter que fazer cesariana e não ter leite 
são fatores normais. Quem não tem problemas na gestação não 
deve ter seguido bem as orientações da obstetrícia e da nutrição 
acadêmica. Quem faz parto normal corre o risco de "ficar muito 
larga", ter rupturas e, mais tarde, ser obrigada a fazer uma 
cirurgia de correção do períneo. Quem amamenta, principalmente 
por longo tempo, fica com seios grandes, moles e caídos. Pior é 
que pode também ter o leite fraco e não estar nutrindo 
convenientemente a criança. Para isso existem o leite em pó e os 
alimentos prontos para bebês, tão carinhosamente fabricados 
pelas empresas, que só querem a saúde deles. 
Estas e outras opiniões absurdas, completamente disparatadas, 
são responsáveis por uma infinidade de problemas, mas ajudam 
os interessados a lucrarem bastante, desde as cirurgias 
cesarianas desnecessárias até o leite em pó com hormônios, 
desequilibrado em termos de proporção de nutrientes. A 
amamentação artificial ocasiona o afastamento da criança do 
seio materno, o que lhe cria frustrações e carências. É 
desconhecido de obstetras, pediatras, nutricionistas e demais 
especialistas que os elementos mais importantes na 
amamentação são a energia vital, sob a forma de calor, contida 
no leite materno e o amor que a mãe transmite através dele. 
Mas quem quiser ser moderno não deve dar ouvidos a estas 
bobagens, tão ultrapassadas. Melhor é seguir o rebanho para não 
ser diferente. 
 
COMO TER PRESSÃO ALTA 
O primeiro passo é ter predisposição à doença, determinada pela 
existência de um parente próximo hipertenso, preferencialmente 
os pais. Depois, a própria vida moderna favorecerá muito o 
surgimento da hipertensão. 
Para facilitar, convém ter uma dieta bem irregular, constituída de 
carne animal em abundância, sal refinado, açúcar branco, doces 
e bebidas alcoólicas, principalmente as fermentadas. Deve-se 
comer sempre grandes quantidades e não praticar exercícios. 
Levar uma vida tensa, agitada e caótica também ajuda muito. 
Uma vez adquirida a doença, convém seguir estes conselhos para 
mantê-la, além de tomar sempre os famosos diuréticos e remédios 
para abaixar a pressão vendidos nas drogarias. Não curam a 
hipertensão arterial, mas mantêm-na próxima dos valores 
normais, até que o doente se habitue ao remédio e o supere, 
morrendo das doenças geradas pela hipertensão, como a 
insuficiência cardíaca, a aterosclerose, a arteriosclerose, as 
doenças de circulação renal, o derrame, os acidentes vasculares 
cerebrais e outras. 
A humanidade está-se tornando cada vez mais hipertensa, ou 
seja, a pressão arterial elevada é um problema cada vez mais 
comum entre nós. Os remédios alopáticos usados contra este mal 
estão ajudando a disseminar cada vez mais este distúrbio nos 
genes dos seres humanos. 
Para manter-se hipertenso, desaconselhamos a alimentação 
natural, a moderação no uso do sal e o uso do sal marinho 
(composto de apenas 30% de sódio, pois contém outros 
numerosos sais para lhe dar sabor, como o cloreto de magnésio e 
outros), o do-in, as ervas medicinais diuréticas e hipotensoras, a 
ioga, o relaxamento e a adoção de uma vida mais simples, com 
hábitos mais equilibrados. 
Melhor é levar uma vida desregrada, fumar bastante, passar noites 
em claro, divertindo-se e cometendo excessos. Afinal, com ou sem 
pressão alta, todos vamos morrer um dia, portanto é melhor 
aproveitar bastante enquanto se está vivo. 
 
COMO TER PROBLEMAS MENSTRUAIS 
Os desequilíbrios hormonais e as alterações do ciclo menstrual são 
tão comuns hoje em dia que é raro encontrar uma mulher que não 
tenha cólicas, ciclos curtos, ciclos longos, excesso de 
sangramento, tensão pré-menstrual, depressão pré-menstrual, 
cetaléia, enjôo e vômitos, queixas cada vez mais comuns. Estes 
sintomas podem ser acompanhados de esterilidade, frigidez, 
corrimentos, cistos, miomas, cervicites, tumores malignos, pólipos 
e uma infinidade de outros problemas ginecológicos. 
A vida agitada, os excessos, o açúcar branco e as guloseimas, o 
álcool, o cigarro, os alimentos enlatados e artificiais favorecem o 
surgimento destes distúrbios, mas é necessário destacar a 
importância da presença do hormônio feminino chamado 
dietiletilbestrol nas carnes bovinas, ovinas, suínas e nos ovos de 
granja, como um importante fator de desequilíbrio hormonal. Este 
produto está presenteem quantidades variáveis nas carnes e sua 
detecção é muito difícil. É usado para engordar os animais, devido 
à sua ação anabólica. No organismo humano, atua como fator de 
desequilíbrio dos mecanismos de feedback, prejudicando o 
trabalho da hipófise em sua função de verdadeiro cérebro 
eletrônico do nosso sistema endócrino. Não se sabe bem de que 
maneira, nem quanto, mas tem-se a certeza de que a presença 
desta substância nos alimentos é capaz de provocar as 
alterações acima citadas. 
Os anticoncepcionais, embora usados para "regular" o ciclo 
hormonal, são uma faca de dois gumes. Produzem um ciclo 
artificial que dá uma falsa impressão de normalidade, pois o fluxo 
menstrual surge ao término dos comprimidos tomados em um 
período de 28 dias. Se a paciente parar com-pletamente de torná-
las, vai verificar que seu ciclo continua caótico e, às vezes, fica 
pior que antes. Tudo isto sem contar o perigo do câncer e outras 
doenças que os anticoncepcionais podem provocar. Basta ler a 
bula de qualquer um deles para saber o quanto são perigosos. 
Para dar continuidade a um ciclo menstrual irregular, convém 
evitar a homeopatia, a macrobiótica científica, a alimentação 
natural, o do-in, a acupuntura, as ervas medicinais, a hidroterapia 
(tratamento por meio da água), os banhos de assento com ervas 
e os emplastros de argila no abdômen. 
 
COMO TER VARIZES E HEMORRÓIDAS 
Para sofrer destes males é necessário que fatores hereditários 
favoreçam a dilatação das veias. Certas profissões exigem que 
se fique em pé ou sentado por longo tempo, constituindo 
fatores desencadeantes ou facilitadores. Assim, opte por ser 
dentista, cobrador, secretária, gerente de banco etc. Uma 
alimentação rica em açúcar branco, doces e sorvetes também 
ajudará muito. Se você tiver prisão de ventre e fizer muita força 
para evacuar, não se preocupe, as hemorróidas estarão a 
caminho. 
Tanto para ter varizes como para ter hemorróidas, evite ervas 
como hamamelis (maravilha-dos-campos), castanha-da-índia e 
peônia, pois quando tomadas três vezes ao dia, sob a forma 
de tintura vegetal, na dose de uma colher de chá de cada, 
misturadas em um pouco de água, tendem a diminuir o calibre 
das veias. Evite também os supositórios feitos com as mesmas 
ervas, pois dificultam o surgimento das hemorróidas. Não 
pratique exercícios e tenha uma vida sedentária. Deste modo 
você poderá adquirir estes problemas facilmente. 
 
COMO TER OLHOS FRACOS E DOENTES 
Para possuir olhos fracos e doentes não é preciso muito es-
forço. Basta alimentar-se pessimamente, ingerindo açúcar e 
seus derivados e muita proteína. Evite as raízes, como ce-
noura crua, nabo comprido e rabanete, as verduras e as frutas. 
Hoje em dia é muito fácil ter problemas nos olhos, graças à 
poluição atmosférica, aos estímulos visuais excessivos pro-
porcionados pela televisão, vídeo games etc. Cresce o número 
de pessoas que necessitam usar óculos e já existem 
avançadas cirurgias corretivas. 
Ler letras miúdas e jornais em longas viagens de carro, trem 
ou ônibus, bem como sob luz fraca pode ser uma ajudazinha 
para diminuir sua acuidade visual. Devido à degeneração 
biológica que a raça humana sofre atualmente, as pessoas 
adquirem mais precocemente a "vista cansada" ou presbiopia, 
um tipo de hipermetropia senil. A nossa medicina oficial nada 
faz no sentido de prevenir o problema. Sendo assim, ninguém 
tem problemas de visão porque quer, só aqueles que podem. 
Este tipo de doença você tem que aguardar que surja. É só ir 
vivendo e, de repente, começa a ter dificuldades para en-
xergar. Lembramos que a medicina oficial também sofre dos 
olhos: ela é míope. 
 
COMO SOFRER DE SINUSITE 
Para adquirir este distúrbio deve-se tomar bastante leite, comer 
muito queijo, requeijão e demais laticínios, pois são alimentos 
mucogênicos (produzem muco e catarro) e alergênicos. Ingerir 
doces e açúcar em abundância, tomar líquidos bem gelados, 
expor-se à friagem, ficar frequentemente gripado ou resfriado 
pode ajudar a desencadear o processo. Morar em locais úmidos 
e ter suscetibilidade a doenças respiratórias também são 
valiosos auxiliares para o surgimento da sinusite e rinite. 
Na sinusite ocorre inflamação dos seios intra-ósseos situados na 
face. Há acúmulo de secreção, pus e toxinas. Para que isso 
ocorra, é necessário que o sangue esteja ácido, repleto de 
mucopolissacarídeos provenientes da alimentação e que haja 
uma certa condição alérgica. Fumantes e usuários de 
vasoconstritores nasais com toda certeza serão mais facil-
mente contemplados com a contração da doença. 
Para que a sinusite permaneça, deve-se evitar o uso de ervas 
medicinais como o cambará-do-campo, o assa-peixe, as 
inalações com eucalipto, a sauna, as dietas naturais sem lati-
cínios e açúcar, o própolis, a raiz de lótus, a ameixa umeboshí e 
o magnésio (oligoelemento). Todos são muito potentes no 
combate e na eliminação de tais doenças. 
 
COMO TER CORRIMENTO VAGINAL 
Não é necessário quase nenhum esforço para ter corrimento 
vaginal, pois mais de 90% das mulheres modernas apresentam 
diversos tipos e formas deste mal, a tal ponto que a medicina já o 
definiu como mais uma doença "normal", própria da espécie 
humana. 
Uma dieta rica em toxinas animais, açúcar e derivados, assim 
como leite e queijo, pode provocar leucorréia. Contudo, a má 
higiene íntima, lavagens vaginais constantes, parceiros sexuais 
variados, alergia a certos tecidos de calcinhas, desequilíbrio 
hormonal e friagens são outros fatores que também se deve levar 
em conta. 
Para as pessoas que não pretendem curar-se, desaconselhamos 
as dietas naturais, as frutas cítricas (principalmente o limão), os 
chás de barbatimão, folhas de nabo comprido e o alho. Um banho 
de assento diário com um chá forte feito com folhas de nabo 
comprido japonês é um remédio poderoso; deve-se evitá-lo caso 
se queira continuar doente. 
 
COMO SOFRER DE REUMATISMO, ARTRITE, 
ARTROSE E GOTA 
O primeiro passo para sofrer destas doenças é passar a vida 
inteira tomando leite de vaca e comendo queijos, banha de porco, 
sal refinado e doces em abundância. A hereditariedade e a 
predisposição também são fatores importantes, associados a uma 
vida sedentária e sem exercícios, para "enferrujar" as 
articulações. 
Para completar, especialmente para a gota, deve-se comer 
bastante vísceras animais, como moela, coração, rins, cérebro, 
fígado, mocotó, testículos, dobradinha, paio, chouriço e outras 
delícias, riquíssimas em ácido úrico (principal fator 
desencadeante da crise de gota) e recomendados por médicos e 
nutricionistas pelo seu elevado teor de proteínas, ferro e outros 
nutrientes, como se não existissem outras fontes menos 
perigosas... 
Nestes casos, para piorar, o paciente deve tomar bastante cerveja 
e comer semanalmente uma feijoada caprichada. 
E importante evitar a alimentação natural, as ervas medicinais 
depurativas e a homeopatia, que podem ser de grande valia na 
cura destas doenças. 
 
COMO FICAR CARECA 
Para ficar careca ou ter queda intensiva de cabelos é necessário 
herdar tal suscetibilidade. Fatores da vida moderna poderão 
contribuir também, como a alimentação industrializada, o excesso 
de bebidas alcoólicas (principalmente as mais fortes), excesso de 
proteína animal e frituras. É claro que tudo fica mais fácil se o 
felizardo viver profundamente preocupado, dormir tarde, cometer 
excessos, permanecer muito tempo sob luz fluorescente e evitar 
o sol matinal, a sauna e o ar livre e puro. 
O uso de xampus industrializados, repletos de produtos químicos, 
também contribui para o enfraquecimento do couro cabeludo. 
Segundo estudos recentes, o uso constante de antibióticos ajuda 
a tornar um indivíduo careca. Porém, para que os cabelos caiam 
rapidamente, não há nada melhor que uma boa seção de 
quimioterapia, utilizada para combater o câncer ou a leucemia. 
 
COMO FICAR IMPOTENTE 
A condição básica para ficar impotente, caso a pessoa não sofra 
de problemas orgânicos (hormonais, infecciosos, congênitos etc), 
é tertido uma infância neurótica, cheia de conflitos afetivos, com 
pais castradores e opressores que tenham transferido para o filho 
muita culpa e autocontrole excessivo. Uma alimentação rica em 
açúcar refinado, doces, bebidas alcoólicas e cigarros pode ajudar 
bastante também. E só uma questão de tempo. 
A leitura de livros de psicologia moderna, que ensinam que sexo 
é para ser pensado e refletido, e não para ser sentido, é outro 
fator que contribui muito para tornar o indivíduo impotente. Estes 
textos apresentam o sexo como um "problema" que deve ser 
racionalizado e afirmam que entregar-se aos próprios 
sentimentos não é civilizado. A moderna psiquiatria também pode 
ser de grande valia, pois baseia-se no uso intensivo de drogas 
ansiolíticas, amidepressivas etc. 
Há também um hormônio, utilizado em larga escala nos alimentos, 
hoje em dia, que é capaz de provocar a impotência sexual: o 
dietilbestrol. E utilizado para engordar vacas e porcos bem antes 
do abate, apesar de ser proibido por lei. Trata-se de um hormônio 
feminino sintético injetado nos animais, impregnando sua carne. 
O cozimento apenas concentra o seu teor. Quem come muita 
carne pode tornar-se impotente não só por isto, mas também 
devido à presença de nitrato de potássio (salitre), usado para dar-
lhe um aspecto mais saudável. Este produto é famoso porque 
diminui o interesse sexual masculino, e assim é utilizado na dieta 
de soldados, seminaristas, marinheiros e nos conventos. As sal-
sichas e linguiças, a mortadela, o salame, os ovos, as conservas 
de carne e vários outros produtos também contêm salitre. 
Você duvida? Então faça a experiência: coma bastante carne de 
vaca, encontrada nos supermercados e grandes açougues, e 
carnes condicionadas, como a salsicha enlatada. Você ficará feliz 
com os resultados. 
 
COMO SOFRER DO CORAÇÃO 
 
Não é difícil sofrer do coração. Basta ter uma vida sedentária, 
preocupar-se com as mínimas coisas, sobrecarregar-se de 
responsabilidades, iludir-se com os objetivos de vida 
estabelecidos pela nossa sociedade e perseguir ideais como 
fama, fortuna e poder. No entanto, a doença só surgirá se você 
se alimentar com abundância, ingerindo bastante gordura 
animal, leite, ovos, açúcar e sal refinado. 
Dicas especiais: 
— Jamais faça exercícios. 
— More em locais poluídos. 
— Fume bastante. 
— Leve uma vida muito ativa e sob constante tensão. 
— Evite o lazer. 
— Assista à televisão deitado e comendo biscoitos doces, 
nos fins de semana, o que o ajudará também a ter barriga e 
varizes. 
— Consuma bastante açúcar branco e doces em geral, 
não esquecendo dos refrigerantes. 
— Coma sempre muito, várias vezes ao dia. 
— Engorde bastante, pois assim o coração terá de esforçar-se 
para cumprir suas funções habituais. 
Dica dietética: 
Todas as manhãs, prepare quatro ovos de granja (que inclusive 
já vêm com antibióticos para facilitar. Você não paga nem um 
tostão a mais por esta vantagem) com várias fatias de bacon. 
Coma este saboroso e nutritivo desjejum acompanhado de uma 
grande xícara de café com leite com bastante açúcar e pão 
repleto de margarina (que tem mais colesterol que a manteiga, 
pois é enriquecida com sebo, leite e gorduras, que fazem 
muito bem ao coração). 
Geralmente, você só saberá que já adquiriu a doença 
repentinamente. Pode começar com uma simples dor no peito, 
ou então com um infarto fulminante. Aconselhamos que, 
quando o problema for descoberto, você não procure mudar os 
seus hábitos e nem pense em tornar-se naturalista. Siga 
estritamente as ordens do cardiologista e tome vários remé-
dios. Melhor seria abrir uma conta numa boa farmácia mais 
próxima. Evite as ervas medicinais, a homeopatia e a 
acupuntura. Cuidado com a macrobiótica, pois é coisa de malu-
cos alienados da nossa sociedade. 
O infarto e as doenças cardíacas lideram as estatísticas de 
causas de morte no mundo. Se você sofrer destes males, es-
tará identificando-se com a atual condição humana e então 
poderá sentir-se integrado na nossa cultura. Afinal, só nos 
Estados Unidos, morrem anualmente milhões de pessoas de 
doenças cardíacas. Esperamos um dia imitar os norte-
americanos também nesta área e, quem sabe, até superá-los, 
pois estamos nos transformando numa grande potência. 
As modernas cirurgias cardíacas, particularmente as de ponte 
de safena, têm contribuído muito para a redução da 
mortalidade por estas doenças. Surgiu assim o clube dos sa-
fenados e cateterizados. Você também pode fazer parte 
deste clube, adquirindo status e sendo invejado pelos sadios. 
Basta seguir nossos conselhos. 
 
COMO ADQUIRIR CÁRIES DENTÁRIAS 
Adquirir cáries é também muito fácil. Se todos têm cáries, por 
que você não vai ter também? A primeira condição é ingerir 
bastante açúcar, refrigerantes, doces, chocolates, massas 
brancas e farináceos, que ajudam a tornar o sangue ácido e a 
precipitar o cálcio orgânico. Favorecem também a formação 
das placas bacterianas no sulco gengival, que provoca a 
doença periodontal, com amolecimento e eventual perda do 
dente. 
A presença de carboidratos concentrados na saliva acidifica o 
meio oral, perturbando o metabolismo do cálcio e interferindo 
na formação dos cristais de hidroxiapatita, enfraquecendo o 
dente e permitindo a ação das bactérias cariogênicas. 
Então, para provocar o aparecimento de cáries, não se deve 
escovar os dentes após as refeições ou após comer doces e 
derivados, ou, pelo menos, deve-se esperar meia hora para dar 
tempo suficiente de se formarem as placas bacterianas. Você 
vai saber se a fórmula está dando certo quando perceber que 
as gengivas sangram na escovação e, ao visitar o dentista, ele 
ficar impressionado com a quantidade de cáries em seus 
dentes ou nos das crianças. 
As autoridades sanitárias mandam aplicar flúor na água das 
torneiras, e é bom você ficar feliz com isto. Não que esse tipo 
de flúor tenha alguma influência na questão das cáries, mas 
porque, ingerindo constantemente flúor nos alimentos e nas 
pastas dentais, você pode adquirir outras doenças cuja relação 
de causa e efeito com o flúor talvez seja difícil, mas possível, 
como o câncer, a osteoporose, as colagenoses, a 
arteriosclerose e diversas doenças renais. 
Outra boa dica é escovar os dentes sempre com substâncias 
abrasivas, como o cloreto de sódio, o bicarbonato de sódio e o 
dentifrício macrobiótico conhecido como dentie. Embora sejam 
úteis em determinadas circunstâncias, agridem o esmalte dos 
dentes e favorecem o surgimento de cáries. 
Para ter cáries, jamais use fio dental ou dentifrícios vegetais, 
pois eles eliminam os resíduos dos espaços entre os dentes e 
protegem a gengiva. Cuidado! 
 
COMO SOFRER DE AIDS 
Todos sabem que para adquirir a AIDS, doença tão moderna e 
atual, basta ter uma vida sexual promíscua, preferentemente 
homossexual, embora a doença atinja também bissexuais, 
mulheres de hábitos sexuais normais, crianças e bebês dentro 
do útero, invadindo também quartéis, escolas e conventos. 
Mas o que poucos sabem é que, para adquirir a AIDS, não basta 
apenas isto. É necessário que já se possua um tipo de 
deficiência imunológica que permita a penetração do frágil 
vírus nas células de defesa. É ridículo acreditar que um mi-
croorganismo tão frágil como o vírus da AIDS possa desequi-
librar um sistema de defesa. Não é bem isso que ocorre. Ele já 
encontra o organismo debilitado, e só assim é que pode 
desencadear todo o processo patológico e sua evolução 
característica. 
Desconhece-se também que essa debilidade prévia, que 
permite a instalação do vírus, é produzida pelo uso de drogas 
injetáveis ou aspiráveis, por tratamentos alopáticos com ex-
cesso de antibióticos e pela alimentação desequilibrada, rica em 
carnes condicionadas, açúcar refinado, enlatados e produtos 
artificiais. A vida desregrada, mais noturna que diurna, a 
escassez de sol e oxigénio e a tensão emocional favorecem 
muito a diminuição da resistência. Mas só irão adquirir a doença 
aquelas pessoas que, além de tudo isto, ainda têm um forte 
componenteautodestrutivo em sua personalidade e sofrem de 
depressão psíquica. Os bebês, as crianças e os hemofílicos, que 
acabam adquirindo a doença por via indireta, têm 
predisposição ao vírus devido a um tipo de deficiência 
imunológica ainda não explicada. 
Sabe-se que ninguém morre de AIDS, mas das doenças 
desencadeadas pela baixa imunidade. A medicina oficial, no 
entanto, ainda conhece pouco ou quase nada sobre o modo 
de aumentar a imunidade de um indivíduo. Por outro lado, 
conhece milhares de técnicas para diminuí-la. 
A AIDS tem sido uma doença explorada pela sociedade a fim 
de culpar e reprimir ainda mais os homossexuais, doentes que 
ela mesma gerou. A medicina oficial, como fiel servidora dos 
interesses desta mesma sociedade, aplica apenas os métodos 
oficializados no combate à doença. Vê-se pessoas morrerem, 
mas não se tenta aplicar nenhum recurso alternativo. 
Como em outros casos de deficiência imunológica, a aplicação 
de uma dieta composta apenas de arroz integral durante 21 
dias, associada a ervas medicinais tonificantes, sumos 
vegetais, homeopatia, acupuntura, hidroterapia e argila, pode 
produzir bons resultados. Portanto, quem deseja continuar e 
morrer com AIDS não deve tentar utilizá-la, muito menos ler 
meu livro AIDS, esclarecimento global e uma abordagem 
alternativa, desta mesma editora, onde o assunto é melhor 
explicado. Não deve correr o risco de prevenir-se desta 
doença tão atual, ou então se sentirá marginalizado por não 
ser como todos. 
 
 
 
 
TORTA DA MAMÃE 
 
Ingredientes: 
 
Massa: 
1 xícara de açúcar branco 
2 colheres de sopa de margarina 
3 ovos 
2 colheres de sopa de chocolate em pó 
1 xícara de leite de vaca 
2 colheres de sopa de café forte 
1 xícara de farinha de trigo branca 
1 colher de sopa de fermento em pó 
1 cálice de licor de cacau 
Cobertura: 
2 colheres de sopa de margarina 
1 xícara de chá de chocolate em pó 
1 xícara de chá de leite 
1 xícara de açúcar branco 
Modo de preparar: 
Bata a margarina até virar um creme. Junte o açúcar, as gemas e 
o chocolate altemadamente, em pequenas porções e batendo 
sempre. Acrescente o leite, o café e a farinha. Por fim, adicione as 
claras em neve, misturando tudo suavemente. Asse em forma 
untada, em forno brando, por 40 minutos. Deixe esfriar, 
desenforme e cubra com o licor. Prepare então a cobertura, 
juntando os ingredientes ao fogo e mexendo até dar um ponto de 
bala mole. Retire do fogo, bata até perder a fervura e derrame 
sobre o bolo. 
Efeitos: 
Trata-se de um excelente prato para a mamãe ficar forte, pois, se 
comido com frequência, pode deixá-la gorda como uma pipa. Seu 
efeito mais surpreendente é acumular gorduras em locais 
inconvenientes. Favorece o aparecimento de celulite, estrias e o 
acúmulo de gordura nas mamas. Se a mamãe comer este prato 
desde mocinha, tenderá a entrar na menopausa precocemente e 
a ter distúrbios intestinais e diabetes. 
 
TORTA PARA O DIA DO PAPAI 
Ingredientes.- 
1ª. e 5ª. camadas 
10 colheres de sopa bem cheias de açúcar branco 
10 ovos 
10 colheres de sopa de farinha de trigo branca 
1 colher de sopa de fermento em pó 
1 pitada de canela em pó 
2ª. camada 
1 copo grande de açúcar branco 
300 g de ameixa seca sem caroço 
2 copos de água 
3ª. camada 
12 gemas 
3 claras 
250 g de açúcar branco 
1 colher de sopa de semolina 
5 cravos-da-índia 
4ª. camada 
500 g de açúcar branco 
1 xícara bem cheia de margarina 
4 gemas 
1 pacote de coco ralado 
2 copos de água 
 
6ª. camada (superior): 
500 g de creme de leite gelado 
5 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro 
1 colher de chá de essência artificial de baunilha 
 
Modo de preparar: 
Para a primeira e a quinta camadas, bater os ovos inteiros, 
acrescentando açúcar aos poucos, até dobrar de volume. Juntar 
as especiarias e a farinha já com o fermento. Misturar tudo sem 
bater e dividir em duas formas redondas forradas com papel. 
Assar em forno moderado e reservar. 
Para a segunda camada, levar tudo ao fogo, mexendo bem até 
formar uma pasta cremosa, e reservar. 
Para a terceira camada, bater as gemas com as claras até 
dobrarem de volume. Retirar da batedeira e misturar a semolina, 
batendo a massa com um garfo. Levar ao forno quente em forma 
redonda como a que foi utilizada para a primeira camada, forrada 
com papel e bem untada. Levar ao fogo o açúcar, a água e os 
cravos-da-índia. Deixar ferver até o ponto de fio, despejar sobre a 
massa sem tirá-la da forma e reservar. 
Para a quarta camada, levar ao fogo o açúcar e a água até 
atingirem o ponto de pasta fina. Retirar, juntar a margarina, o 
coco, as gemas e levar ao fogo mexendo sempre, até engrossar. 
Reservar. 
Para arrumar a torta, coloque a primeira camada de bolo no prato 
escolhido, cubra com doce de ameixa e sobre este coloque a 
terceira camada (papo de anjo). Depois, acrescente a camada de 
doce de coco, terminando com a quinta camada. Enfeite com 
creme chantilly, preparado com os ingredientes referidos na 6ª. 
camada, que é a superior. 
 
Efeitos: 
Se o papai comer sempre este delicioso bolo, feito com tanto 
carinho, não vai sobreviver por muito tempo. São quase três 
quilos de açúcar, 30 ovos, margarina, farinha e outros produtos 
nutritivos. É sem dúvida uma receita bastante rica em 
colesterol e carboidratos, o suficiente para que se acumulem 
nas artérias do papai uma boa quantidade de placas 
ateromatosas. Também vai provocar nele desequilíbrios no 
metabolismo de açúcares, favorecendo a hipoglicemia, a 
diabete e a obesidade. 
É bom que a mamãe faça esta torta no dia dos pais. Se ele 
aprovar esta receita, ela poderá repeti-la com frequência. Mas 
é bom avisá-la de que este bolo também ajuda a provocar 
desinteresse sexual e impotência. 
 
CHARLOTTE FRANCESA PARA CRIANÇAS 
Ingredientes: 
1 xícara de açúcar 
50 g de uvas passas 
10 colheres de sopa de margarina 
200 g de sorvete de morango 
1 xícara de creme de chantilly 
100 g de coco ralado 
200 g de biscoitos champagne 
1/2 xícara de rum 
1/2 xícara de licor de cacau 
50 g de frutas cristalizadas picadas 
Rendimento: 8 a 10 porções 
Modo de preparar: 
Deixar as passas de molho por alguns minutos em água morna, 
escorrendo-a depois. Misturar as passas, as frutas cristalizadas e 
o coco ralado. Adicionar o rum e macerá-las por alguns minutos. 
Bater a margarina com o açúcar até obter um creme. Acrescentar 
as frutas maceradas ao rum, misturar bem e reservar. Molhar os 
biscoitos ligeiramente no licor de cacau, e forrar com eles o fundo 
e as laterais de uma forma redonda média, de uns oito 
centímetros de altura. Colocar, por cima, metade da mistura 
reservada. Acrescentar o sorvete e, por cima, a outra metade da 
mistura reservada. Levar ao congelador por duas horas. Servir 
com chantilly. 
 
Efeitos: 
Deliciosa sobremesa, que atrai muito as crianças por ser uma 
mistura de bolo com sorvete e biscoitos. Favorece muito o 
surgimento de cáries dentárias, a fermentação intestinal e é 
muito eficiente para inibir o apetite das crianças para os 
alimentos naturais. Se ingerida com frequência, diminui a 
resistência às infecções e viroses, estimula a amigdalite e 
provoca infecção nos ganglios linfáticos. Atrapalha também o 
metabolismo do cálcio e interfere negativamente no cres-
cimento. Pode ocasionar problemas visuais e dificuldade de 
memorização, além de fazer com que as crianças menores 
urinem na cama à noite. 
 
 
 
 
FEIJOADA SUCULENTA 
Ingredientes: 
200 g de focinho de porco 
200 g de rabo de porco 
200 g de pé de porco 
350 g de costela salgada de porco 
250 g de paio 
250 g de linguiça de porco 
200 g de linguiça de vaca 
400 g de carne seca 
350 g de toucinho fresco de porco 
100 g de toucinho defumado de porco 
(Obs.: Não seria melhor colocar um porco inteiro?) 
Modo de preparar: 
Deixar de molho, de véspera, as carnes salgadas, separadas 
umas das outras. No dia seguinte, fervê-las separadamente, 
para tirar bem o sal. Numa panela grande, preparar um quilo 
de feijão preto de modo tradicional. Numa panela maior, juntaras carnes, acrescentando como tempero alho, louro, cheiro 
verde, cebola e pimenta-do-reino a gosto. Servir com arroz, 
couve picada, laranja e caipirinha com bastante açúcar e gelo. 
Efeitos: 
Se a feijoada não provocar indigestão, diarréia, cólicas e 
tenesmo logo após a refeição, vai ajudar a causar outros 
problemas. O excesso de gorduras polissaturadas e pesadas, 
quando não ataca de imediato a vesícula e o fígado, enriquece o 
sangue de matérial graxo ultrapesado, favorecendo a deposição 
de gorduras nas artérias, no coração, no fígado, nos rins e assim 
por diante. Podemos dizer que a feijoada é o prato mais rico do 
mundo em matérias gordurosas. Meia hora após a ingestão de 
uma feijoada, se retirarmos uma amostra de sangue venoso, ele 
estará esbranquiçado, devido à grande quantidade de partículas 
de gordura dissolvidas. Se este mesmo sangue for colocado em 
um recipiente para descansar, as partículas gordurosas tenderão 
a se juntar, formando uma imensa gota de sebo. 
Basta ingerir semanalmente este delicioso prato para contrair as 
seguintes doenças: obesidade, distensão abdominal, putrefação 
intestinal, arteriosclerose cerebral, aterosclerose coronariana, 
aterosclerose generalizada, infarto do miocárdio, angina pectoris, 
reumatismo, artrite, gota, lipomatose, cistos sebáceos, 
envelhecimento precoce, discinésia vesicular, gastrite, colite, 
enterite, hemorróidas, varizes, pressão alta, retenção de líquidos, 
glaucoma e outras. 
 
Bom apetite! 
 
 
 
 
 
Obs.: Na impossibilidade de preparar uma feijoada fresca, ou 
mesmo por preguiça, adquira a feijoada enlatada, cujos efeitos 
são ainda piores.

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