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Região Abdominal fichamento de pontos importantes da aula - regiões supra e infra-mesocólica e retroperitoneal Eduarda Possidônio Importância clínica: traumas, oncologia, abdome agudo, hérnias abdominais, especialidades - ocorrências traumáticas e não traumáticas. Cavidade abdominal: peritônio, extensão, formato, esplâncnica. Limites da cavidade abdominal: diafragma, pelve, PA ântero-lateral, peritônio. Estratigrafia: Parede ântero-lateral: pele e TCS, aponeurose, músculos, fáscia endoabdominal (transversalis), peritônio. Na região umbilical a estratigrafia é diferente: região de acesso laparoscópico, não tem tecido adiposo, é de mais fácil acesso. Planos e regiões superficiais e profundas da cavidade abdominal: plano transpilórico ( L1, meio da fúrcula esternal e sínfise púbica), subcostal (L3), transtubercular (ramos ilíacos, L5, espinha ilíaca ântero-superior). Superficiais: hipocôndrios, flancos, ilíacas, epigástrica, umbilical e hipogástrica. Profundamente: dividida através do plano transpilórico, pois ele se confunde com o mesocólon transverso - este divide a cavidade abdominal profunda em supra-mesocólica e infra-mesocólica. Região supra-mesocólina: esofagogástrica, hepatobiliar e esplênica (situação, direção, meios de fixação e relações). Meio de fixação esofagogástrica: *tronco celíaco*. Relações esofagogástrica: parede abdominal (triângulo parietogástrico - GTT). Situação esplênica: protegida pelo gradil-costal. Direção esplênica: oblíqua. A artéria esplênica (que sai do TC) passa sobre o pâncreas até chegar ao hilo. Espaço de Traube: som timpânico, esplenomegalia - som timpânico. Normalmente, esse espaço é preenchido pelo estômago. Ligamento esplenocólico: *colectomias esquerdas*. Bissetriz do triângulo hepatobilipancreático - linha medial entre o processo xifoide e região umbilical, flanco D e linha no hipocôndrio D - cruza o fundo da vesícula: chamado ponto cístico ou ponto de Murphy. Ligamentos facilformes, triangulares e coronários: fígado e diafragma. Principal elemento de fixação do fígado: drenagem das veias hepáticas na veia cava inferior. Vascularização do fígado: veia porta e artéria hepática. Drenagem: veias hepáticas direita, média e esquerda drenando para a veia cava inferior. O fígado tem relações gástricas, intestinais, retroperitoneais e vesicular. Triângulo hepatobilipancreático: Triângulo de Calot - infundíbulo, linfonodo, sulco de Rouviere. Região infra-mesocólica: cólica (apendicular) e jejunoileal: situação, direção, meios de fixação, relações. Região retroperitoneal: duodenopancreática, vasos abdominais (aorta abdominal e suas ramificações e a formação da veia cava inferior) - situação, direção, meios de fixação e relações. Eduarda Possidônio Região cólica: é como s fosse uma moldura de um quadro que pega toda a região lateral superficial da cavidade abdominal. A região umbilical também pode ter parte da região do cólon devido à mobilidade do cólon - pode ocorrer ptose. A única região que o cólon não atinge é a epigástrica superior, pois a fixação gástrica não permite esse contato. Apendicite: dor na FID. Diverticulite: pode simular uma apendicite devido ao mesosigmoide inflamado. Superior: flexura esplênica - topografia mais ostio; Mais inferior: flexura hepática. Atenção ao plano transpilórico. Ligamento: ceco, cólon transverso e sigmoide. São móveis. O cólon ascendente e o descendente tem uma fáscia de coalescência formada a partir do peritônio parietal posterior que não permite a movimentação - diferente do mesocólon. As fáscias de coalescência tornam o cólon ascendente e descendente mais posteriores em relação às outras estruturas. Ligamentos infra-mesocólicos A região do cólon ascendentes é mais anteriorizada em contato com a parede abdominal anterior que o cólon descendente (este é mais recoberto por alças intestinais do intestino delgado). O cólon transverso é totalmente coberto pelo grande omento, sem contato direto com a parede anterior abdominal. Ponto de McBurney: linha imaginária que vai da região umbilical até a espinha ilíaca superior, dividida em três porções - o encontro do terço médio e lateral - é o ponto de projeção da região cecal e, a partir desta, o apêndice vermiforme. Limites da região cecal: anteriormente a parede abdominal anterior, posteriormente repousa sobre o psoas maior, medialmente é delimitado pelo íleo terminal e o mesocólon adjacente e superiormente cólon ascendente. A estratigrafia lateral da região do cecal é utilizada para o acesso cirúrgico na apendicectomia. Região jejunoileal: está dominada da região central direito do abdome - a região umbilical e hipogástrica estão tomadas pelo intestino delgado, assim como o flanco e a FIE. Projeção da alça intestinal em hérnias: obstruções. A região abdominal não tem um limite. O principal meio de fixação é o mesentério. Linhas divisoras em região umbilical Eduarda Possidônio O mesentério é uma dupla camada de peritônio que alberga a artéria e a veia mesentérica superiores - apesar de pequeno, fornece grande mobilidade às alças do intestino delgado. Relações: anteriormente PA e omento maior, superiormente cólon transverso e inferiormente órgãos pélvicos, lateralmente cólon, posteriormente retroperitônio. Região retroperitoneal: é o compartimento localizado posteriormente ao peritônio parietal posterior e anteriormente ao mm. abdominais (quadrado lombar e psoas). A região duodenopancreática (duodeno e pâncreas) é estudada é em conjunto devido à vascularização irmanada dessas sub-regiões: a artéria mesentérica superior e o tronco celíaco são autodependentes. Albernam entre T12 e L3. O mesocólon transverso (plano transpilórico) cruza essa região. Está em uma região tanto supra como infra-mesocólica (pancreatite: DOR EM FAIXA! Assim como a sintomatologia dos tumores pancreáticos não é específica). Situa-se na região superior da região umbilical e a porção epigástrica inferior. Parece uma letra "c". A cabeça do pâncreas é inferior à cauda pancreática - drenagem das secreções exócrinas do pâncreas. A porção inicial do duodeno está situada superiormente a sua porção final (esta está se relacionando com o hilo esplênico). As cirurgias nessa região são trabalhosas devido às fixações: anteriormente peritônio, as vias bileopancreáticas (drenagem da segunda porção duodenal e da cabeça do pâncreas, que auxiliam na união dos dois órgãos) e a vascularização (art. mesentérica superior e o tronco celíaco através dos arcos duodenopancreáticos arteriais anterior e posterior - ramificações do TC e A.M.). A porção do bulbo duodenal (do piloro ao colo da vesícula) é móvel. A porção terminal esplênica da cauda pancreática não é recoberta por peritônio. Para acessar a região é preciso retirar o mesocólon. É preciso deslocar superiormente o estômago para acessar o pâncreas. A própria raiz do mesentério se relaciona com o duodeno. Manobra cirúrgica de Kocher: é o deslocamento rotacional lateral da inserção da fáscia de coalescência do duodeno para conseguir ter acesso à porção retroduodeno pancreática. Com isso, tem-se acesso, também à saída da artéria mesentérica superior, à veia porta, à veia cava inferior e ao hilo renal D. Além disso, é possível visualizar a via biliar e ter acesso a toda sua extensão. A lesão aos vasos abdominais (retroperitônio) é de grande complicação - alta mortalidade. Esses vasos são de difícil acesso, ficam próximos aos ossos vertebrais. O retroperitônio, dentro da anatomia de superfície, domina a região central - epigástrica à umbilical. A VCI é 2x maior que a aorta abdominal. Ela tem uma grande extensão retrohepáticas (drenagem das veias hepáticas para a VCI). A VCI fica nas regiões umbilicais e hipogástricas à D e a aorta abm vai desde a região epigástrica e na linha transtubercular ocorre sua bifurcação - sopro muito grande nessa região: aneurisma de aorta abdominal - GRAVE! Eduarda Possidônio VCI: infraduodenal, retroduodenal, supraduodenal (praticamente não apresenta tributárias, não pode ser ligada, pois o sangue irá entrar no rim pelas artérias renaise não terá drenagem pela veia supraduodenal, fazendo com que haja a "explosão" renal), retrohepática. A VCI tem um ramo (linha de drenagem) acessória que é a veia ázigo que se encontra com a VCS através do retroperitônio e do mediastino superior. Aorta abdominal: celíaca (pequena curvatura do estômago), duodenopancreática (terceira porção duodenal e processo uncinado do pâncreas) e infraduodenal (projeção da raiz do mesentério). Vasos abdominais: holotipia, idiotopia, sintopia e esquelotopia. A VCI está localizada no retroperitônio à D da aorta abdominal e próxima aos ossos das vértebras lombares Idiotopia: estruturas tubulares com direção verticalizada, todas com acesso ao diafragma. Esqueletopia: passagem pelo diafragma e plano supracristal, ao nível de T12 e T8 - hiato do óstio da VCI e hiato aórtico do diafragma. Ao nível da cicatriz umbilical e das vértebras lombares (L4 e L5) ocorre os ramos terminais da aorta e iniciais da veia cava. Plexo nervoso simpático: acompanham as artérias em relação aos órgãos. Esses plexos simpáticos e parassimpáticos respondem às necessidades corporais, como em respostas às atividade física e digestão. A raiz do mesentérico passa sobre a aorta. A artéria mesentérica fica um pouco a direita, visto que ela toma conta de todo o mesentério. Aorta abdominal: hiato aórtico, tronco celíaco (ao nível do omento menor). TC: esplênica, hepática comum e gástrica esquerda. Para ter acesso à artéria esplênica é preciso retirar o omento maior. A gastroduodenal se transforma em hepática própria. Artéria mesentérica superior: emite os ramos pancreaticoduodenais, cólicas direita e média, intestinais e íleocólicas (cécon, cólon ascendente, apêndice). O ponto de reparo anatômico é o processo uncinado do pâncreas, à D da aorta, passa por cima da terceira porção duodenal. Os ramos jejunoileais estão à D e os cólicos estão à E - colectomia. Artéria mesentérica inferior: fica a E da aorta, mais inferior, próxima à flexura duodenojejunal: Ramos: cólica esquerda, sigmóides e retal superior (em direção à pelve). Veia Cava Inferior e seus ramos Plexos nervosos Eduarda Possidônio Existe um ponto de junção entres as artérias mesentéricas superior e inferior, chamada arcada marginal de Drummond: é como se fosse uma artéria que se forma próxima à parede do cólon que pode servir como um ramo de suporte nutricional acessório durante uma colectomia ou ligadura em algum vaso. Outro arco (Riolan) é um ramo que liga a artéria mesentérica superior e inferior (não está em todos os pacientes) - importante devido aos pontos críticos (nível da flexura esplênica - ponto de Griffith - (transição das mesentéricas sup. e inf.) e transição retosigmoideana (transição entre a ilíaca interna e a mesentérica) - ponto de Sudeck - ISQUEMIAS! Veia porta: formada a partir do tronco mesentérico esplênico (mesentérica inferior e veia esplênica) associado à veia mesentérica superior. Praticamente não tem tributárias nem válvulas. A tributária mais importante é a veia gástrica esquerda - isso é o que dá origem nas síndromes de hipertensão porta às varizes de esôfago - hemorragias. A veia porta nutre o fígago: carboidratos e oxigênio, por exemplo. É retropancreática. Não tem relação com a veia hepática. Nessa região forma-se um quadrilátero venoso (ROGIE ou RETROPANCREÁTICO) fica na transição entre o corpo e a cauda do pâncreas. É formado pelas veias mesentéricas inf., tronco mesentérico esplênico, veia mesentérica superior e veia renal D. É importante devido a presença de um vaso que sai da aorta chamado artéria mesentérica superior, onde lesões são altamente fatais. "ALMA DO CIRURGIÃO". Trauma vascular: exposição regional, controle proximal, acesso da lesão, restaurar o fluxo. Aorta celíaca: a exploração é feita pela secção dos elementos de fixação do fígado (LHE, ligamento triangular), hiato aórtico, abertura do omento menor, identificação do esôfago e da abertura diafragmática, por fim, acesso à aorta abdominal. Manobra de MATTOX: acesso às regiões mais inferiores - feita à E e libera a fáscia de coalescência, encontrando os vasos pela esquerda. Quadrilátero de Rogie Manobra de KOCHER: quando há lesões da veia cava. Liberação do duodeno para acessar a VCI na sua porção duodenal. Manobra de CATTEL-BRAASCH: quando se estende o deslocamento da fáscia de coalescência e tem acesso a porção infraduodenal da VCI.