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Prof. Ms. Gardênia Pinheiro Gomes Disciplina: Práticas Dietéticas III Exames Bioquímicos Parte 2 Perfil glicêmico Metabolismo de Carboidrato Fontes: Alimentação Glicogênio (Fígado e Tecido Muscular) Gliconeogênese = AA’s; Lactato...Outro substrato formando CHO. Na falta de CHO usa-se os corpos cetônicos (subst. solúveis em água, deriv. Da quebra de ácidos graxos) Metabolismo de Carboidrato Metabolismo de Carboidrato Dois hormônios auxiliam esse metabolismo: Insulina Aumento da glicemia Glucagon Aumento do jejum e estresse Aumento da Glicemia por hormônios (Adrenalina, Tiroxina e Cortisol) Inibição da Insulina Metabolismo de Carboidrato Após uma refeição com CHO, a elevação da glicose provoca: Remoção pelo fígado de 70% da glicose circulante Parte é oxidada e parte é convertida em glicogênio. O excesso é convertido em ác. Graxo e triglicerídeos Secreção de insulina: tecidos insulinodependentes Aumento da captação da glicose pelos tecidos periféricos Inibição de glucagon Exames do metabolismo de CHO Perfil glicídico Hemoglobina Glicada (Hb A1c) HbA1c é considerada o exame padrão-ouro para avaliar o controle metabólico do indivíduo com DM1 Fornece a avaliação do controle de glicemia dos últimos 90 -120 dias antes do exame. É uma medida indireta da glicemia – GME (Glicemia média estimada) Sofre interferência de algumas situações, como anemias, hemoglobinopatias e uremia Valor de referência = < 6% Acima desse valor aparecimento de complicações da DM. Repetir exame a cada 6 meses Hemoglobina Glicada (Hb A1c) Fonte: Diretrizes SBD, 2019-2020 Insulina Hormônio proteico produzido pelas células β das ilhotas de Langerhans do pâncreas. Estimula a captação da glicose pelos tecidos adiposos e musculares. Insulinemia 11 Usado para detectar resistência à insulina e detectar a hipoglicemia Insulinemia – HOMA IR 12 Fórmula que indica a presença da resistência à insulina. HOMA IR = insulinemia de jejum (um/mL) x glicemia de jejum (mg/dL x 0,05551) / 22,5 Perfil Lipídico Lipídeos Lipídios São componentes alimentares orgânicos que, por conterem menos oxigênio que os carboidratos e as proteínas, fornecem taxas maiores de energia. Os mais importantes - os fosfolipídios, o colesterol, os triglicerídeos e os ácidos graxos. Fosfolipídios Fosfolipídios atuam na formação de bicamadas – estrutura básica da membrana Colesterol Precursor dos hormônios esteroides, dos ácidos biliares e da vitamina D. Constituinte das membranas celulares Atua na fluidez das membranas e na ativação de enzimas aí situadas. Ácidos Graxos Classificados como: saturados (sem duplas ligações entre seus átomos de carbono), mono ou poli-insaturados, de acordo com o número de ligações duplas em sua cadeia. Os ácidos graxos saturados mais frequentemente presentes em nossa alimentação são: láurico, mirístico, palmítico e esteárico (que variam de 12 a 18 átomos de carbono). Ácidos Graxos Entre os monoinsaturados, o mais frequente é o ácido oleico (ômega 9) que contém 18 átomos de carbono. Óleos amarelos –> canola Os poli-insaturados, podem ser classificados como: ômega 3 (Eicosapentaenoico − EPA, Docosahexaenoico − DHA e linolênico); ômega 6 (linoleico), de acordo com presença da primeira dupla ligação entre os carbonos, a partir do grupo hidroxila. Triglicerídeos (TG) São formados a partir de três ácidos graxos ligados a uma molécula de glicerol; Constituem uma das formas de armazenamento energético mais importantes no organismo, sendo depositados nos tecidos adiposo e muscular. Hidrofóbicas Lipoproteínas/ Apoliproteínas Permitem a solubilização e o transporte dos lipídeos, que são substâncias geralmente hidrofóbicas no meio aquoso plasmático. São compostas por lipídeos e proteínas denominadas Apolipoproteínas (apo). As apos têm diversas funções no metabolismo das lipoproteínas, como a formação intracelular das partículas lipoproteicas. Lipoproteínas Classes de Lipoproteína As ricas em TG, maiores e menos densas, representadas pelos quilomícrons, de origem intestinal, e pelas Lipoproteínas de Densidade Muito Baixa (VLDL), de origem hepática; as ricas em colesterol, incluindo as LDL e as de alta densidade (HDL), de origem no fígado e intestino. Classes de lipoproteína Existe ainda uma classe de Lipoproteínas de Densidade Intermediária (IDL - intermediary density lipoprotein) e a Lipoproteína (a) − Lp(a), que resulta da ligação covalente de uma partícula de LDL à Apo (a). A função fisiológica da Lp(a) não é conhecida, mas, em estudos mecanísticos e observacionais, ela tem sido associada à formação e à progressão da placa aterosclerótica. Via Intestinal/ Exógena Via hepática/ Endógena Metabolismo das lipoproteínas Metabolismo das lipoproteínas LDL Tem um conteúdo apenas residual de TG e é composta principalmente de colesterol e uma única apo, a ApoB100. As LDL são capturadas por células hepáticas ou periféricas pelos Receptores de LDL (LDLR). No interior das células, o colesterol livre pode ser esterificado para depósito por ação da enzima Acil-CoA: Colesteril Aciltransferase (ACAT). HDL São formadas no fígado, no intestino e na circulação. Seu principal conteúdo proteico é representado pelas apos AI e AII. A HDL transporta o colesterol até o fígado. A HDL tem outras ações que contribuem para a proteção do leito vascular contra a aterogênese, como a remoção de lipídeos oxidados da LDL, a inibição da fixação de moléculas de adesão e monócitos ao endotélio, e a estimulação da liberação de óxido nítrico. VIA EXÓGENA GORDURA ALIMENTAR FÍGADO Colesterol endógeno Ac. Biliares + Colesterol Quilomicron Apo E, C II, B-48 Tec. Adiposo e Muscular capilar LP Lipase FFA Apo E, B-48 capilar LP Lipase FFA Tec. Adiposo e Muscular Receptores Colesterol alimentar Apo E, C II, B 100 VLDL Apo E, B-100 IDL Apo B 100 Receptor LDL TECIDOS EXTRA HEPÁTICOS Receptor LDL VIA ENDÓGENA LDL METABOLISMO LIPÍDICO INTESTINO Colesterol endógeno Hiperlipidemias Classificação etiológica Causas primárias: são aquelas nas quais o distúrbio lipídico é de origem genética. Causas secundárias: a dislipidemia é decorrente de estilo de vida inadequado, de certas condições mórbidas, ou de medicamentos HIPERLIPEMIAS SECUNDÁRIAS COLESTEROL TGL Hipotireoidismo DM Síndrome Nefrotica Obesidade Doenças biliares Álcool Gravidez Estrogênios orais Disglobulinemia Acromegalia/Corticóides Porfiria intermitente aguda Imunossupressores Anorexia nervosa Uremia Anabolizantes Tamoxifen/Interferon Progestágeno HIV / Inibidores de protease Diuréticos Isotretinoína Ciclosporina Lipodistrofia Gravidez B bloqueadores Avaliação física Xantoma eruptivo: reação inflamatória por deposição de Qm e VLDL; centro amarelado e bordas avermelhadas XANTOMAS e XATELASMA XANTOMAS e XANTELASMA Halo senil: zona opaca de infiltração lipídica próxima à periferia da córnea Xantelasma: Deposição de colesterol na pálpebra superior Xantoma tendinoso: aumento de colesterol Avaliação Laboratorial O jejum não é necessário para realização do CT, HDL-c e Apolipoproteínas (ApoAI e ApoB), pois o estado pós-prandial não interfere na concentração destas partículas. O período de jejum de 12 horas não representa nosso estado metabólico normal, pois não ficamos constantemente neste tempo sem nos alimentar. Cálculo de risco para doenças cardiovasculares Novo Guideline -American Heart Association (AHA) e American College of Cardiology (ACC) -2013 Doença cardiovascular SIM NÃO ≥ 75 anos – estatina de moderada potência ou se tolerar, alta potência ≤ 75 anos – estatina de alta potência LDL colesterol > 190 mg/dl ? SIM estatina de altapotência NÃO DM 1 ou 2 ** 40-75 anos ? SIM Calcular o risco CV em 10 anos ≥ 7,5 % - estatina de alta potência ≤ 7,5 % - estatina de moderada potência NÃO Idade entre 40-75 anos? Calcular o risco CV em 10 anos Idade > 20 anos SIM SIM ** LDL entre 70-190 mg/dl Valores referenciais do perfil lipídico Diretriz, 2017 -Valores referenciais para adultos > 20 anos Classificação Laboratorial Classificação Laboratorial Hipercolesterolemia isolada: aumento isolado do LDL-c (LDL-c ≥ 160 mg/dL). Hipertrigliceridemia isolada: aumento isolado dos triglicérides (TG ≥ 150 mg/dL ou ≥ 175 mg/dL, se a amostra for obtida sem jejum). Classificação Laboratorial Hiperlipidemia mista: aumento do LDL-c (LDL-c ≥ 160 mg/dL) e dos TG (TG ≥ 150 mg/dL ou ≥ 175 mg/ dL, se a amostra for obtida sem jejum). Se TG ≥ 400 mg/dL, o cálculo do LDL-c pela fórmula de Friedewald é inadequado, devendo-se considerar a hiperlipidemia mista quando o não HDL-c ≥ 190 mg/dL. HDL-c baixo: homens < 40 mg/dL e mulheres < 50 mg/dL isolada ou em associação ao aumento de LDL-c ou de TG. É importante ressaltar que esta atualização sugere ainda a inclusão de um texto observando que valores de CT ≥ 310 mg/dL (para adultos) ou CT ≥ 230 mg/dL (crianças e adolescentes) podem ser indicativos de HF – Hipercolesterolemia Familiar, se excluídas as dislipidemias secundárias. A HF é a mais comum entre as dislipidemias e seus portadores têm 20 vezes mais risco de morte precoce por DCV. Classificação Laboratorial Secundárias Medicamentoso Proteínas 48 Proteínas Hidrólise = aa (aminoácidos proteínas simples); A sequencia de aa’s, que define as características das PTNs, é determinada pelas informações genéticas contida no núcleo da célula. Função biológica: Enzimas Ptns transportadoras Ptns de armazenamento Ptns contráteis Ptn estruturais Ptn de defesa Ptn reguladora Albumina A albumina é a mais abundante proteína plasmática, perfazendo um total de 60% das proteínas totais do soro humano. Responsável por 80% da pressão coloidosmótica, porém, sob condições de concentrações de albumina extremamente reduzidas, surpreendentemente observa-se um edema discreto, sugerindo que esta função pode ser desempenhada por outras proteínas plasmáticas. TRANSPORTE moléculas lipossolúveis (ácidos graxos de cadeia longa, hormônios como a tiroxina, o cortisol e a aldosterona e pequenos íons como o cálcio, o cobre, o níquel e o zinco); RESERVATÓRIO DE AA contribuindo com cerca de 5% dos aa disponíveis para os tecidos periféricos, sendo que esta oferta encontra-se aumentada na presença de algumas doenças malignas, e em situações nas quais o balanço nitrogenado é negativo. Albumina INDICADOR de estado nutricional. A taxa de albumina sérica sofre alteração na presença de desnutrição proteico-calórica. Sintetizada no fígado (15g/dia) Degradação: 20 dias após sua excreção Funções: Regulação osmótica Transporte e armazenamento Albumina 53 Hiperalbuminemia Rara Desidratação; diarreia; gravidez; lúpus; pneumonia. Hipoalbuminemia Diminuição ou defeito na síntese devido a dano hepatocelular; Deficiência na ingestão de aa´s - Durante o jejum a síntese é reduzida em mais de 1/3 - Aumento de perdas de albumina – estresse fisiológico Albumina Consequências da Hipoalbuminemia Exame físico: • Edema facial • Revestimentos – gorduras subcutânea, pele áspera e seca, dermatoses doloridas, cabelo fino • Cardiovasculares – braquicardia, hipotensão, cardimegalia • Gastrointestinais –ascites, hepatoesplenomegalia • Musculoesqueléticos – perda muscular, retardo de crescimento, atrofia • Geniturinário – atrofia testicular • Endócrinos – ginecomastia, hipotermia Albumina Determinação da Albumina Sérica 55 Não deve consumir dieta rica em gordura por 48h. Albumina Sérica Valores Homens adultos 3,5 a 4,5 g/dL Mulheres adultas 3,7 a 5,3 g/dL Recém-nascidos 2,8 a 5,0 g/dL Acima de 60 anos 3,4 a 4,8 g/dL CONSIDERAÇÕES FINAIS -Variação intrapessoal -História natural da doença -Fatores ambientais, atividade física, genética -Presença de doenças – IRC, ICC, IR -Controle de qualidade http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.csu.com.br/image/pessoas.jpg&imgrefurl=http://the_other_side.blogs.sapo.pt/8653.html?mode=reply&h=326&w=450&sz=31&hl=pt-BR&start=1&sig2=43S95tNLegRplP1JJ2LHcA&tbnid=Edt9Gemo0XNVGM:&tbnh=92&tbnw=127&ei=e3anR8y8KKPgeKGK2PAC&prev=/images?q=pessoas&gbv=2&hl=pt-BR http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://brasilescola.com/imagens/biologia/anemia_vein.jpg&imgrefurl=http://www.brasilescola.com/doencas/anemia.htm&h=237&w=150&sz=25&hl=pt-BR&start=1&sig2=nwMdcY08Jc8fAPp5spgEGg&tbnid=uiPpjXX2zgPpWM:&tbnh=109&tbnw=69&ei=nHanR4-8GaOseffwsOcC&prev=/images?q=anemia+cr%C3%B4nica&gbv=2&hl=pt-BR http://www.apm.org.br/publico_leigo/materias/image/Anemia.jpg http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.mc.edu/campus/users/huff00/anemia_files/image012.jpg&imgrefurl=http://farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=3822&h=336&w=500&sz=45&hl=pt-BR&start=13&sig2=wy39pvCgb2XGX2UUkIwZRA&tbnid=qHzsT2jSwnjvmM:&tbnh=87&tbnw=130&ei=nHanR4-8GaOseffwsOcC&prev=/images?q=anemia+cr%C3%B4nica&gbv=2&hl=pt-BR