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PROPULSÃO E MISTURA DOS ALIMENTOS NO TRATO ALIMENTAR capítulo 64 Guyton

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sinais aferentes que se propagam pelo 
plexo mioentérico para dar início a ondas peristálticas no cólon 
descendente, sigmoide e no reto, empurrando as fezes na direção 
do reto. À medida que a onda peristáltica se aproxima do ânus, o 
esfíncter anal interno se relaxa, por sinais inibidores do plexo 
mioentérico; se o esfíncter anal externo estiver relaxado consciente 
e voluntariamente, ocorre a defecação. Normalmente, quando o 
reflexo intrínseco mioentérico de defecação funciona, por si só, é 
relativamente fraco. Para que ele seja efetivo em provocar a 
defecação, em geral é necessário o concurso de outro reflexo, 
chamado reflexo de defecação parassimpático, que envolve os 
segmentos sacros da medula espinal. Quando as terminações 
nervosas no reto são estimuladas, os sinais são transmitidos para a medula espinal e de volta ao cólon descendente, 
sigmoide, reto e ânus, por fibras nervosas parassimpáticas nos nervos pélvicos. Esses sinais parassimpáticos intensificam 
bastante as ondas peristálticas e relaxam o esfíncter anal interno, convertendo, assim, o reflexo de defecação 
mioentérico intrínseco de efeito fraco a processo intenso de defecação que, por vezes, é efetivo para o esvaziamento do 
intestino grosso compreendido entre a curvatura esplênica do cólon até o ânus. 
Sinais de defecação que entram na medula espinal iniciam outros efeitos, tais como inspiração profunda, fechar a glote e 
contrair os músculos da parede abdominal, forçando os conteúdos fecais do cólon para baixo e, ao mesmo tempo, 
fazendo com que o assoalho pélvico se relaxe e, ao fazê-lo, se projete para baixo, empurrando o anel anal para baixo para 
eliminar as fezes. 
Quando é oportuno para a pessoa defecar, os reflexos de defecação podem ser propositadamente ativados por 
respiração profunda, movimento do diafragma para baixo e contração dos músculos abdominais para aumentar a pressão 
abdominal, forçando assim o conteúdo fecal para o reto e causando novos reflexos. Os reflexos iniciados dessa maneira, 
quase nunca são tão eficazes como os que surgem naturalmente, razão pela qual as pessoas que inibem com muita 
frequência seus reflexos naturais tendam mais a ter constipação grave. 
Nos recém-nascidos e em algumas pessoas com transecção da medula espinal, os reflexos da defecação causam o 
esvaziamento automático do intestino, em momentos inconvenientes, devido à ausência do controle consciente exercido 
pela contração e pelo relaxamento voluntários do esfíncter anal externo. 
 
OUTROS REFLEXOS AUTÔNOMOS QUE AFETAM A ATIVIDADE INTESTINAL 
 
Além dos reflexos duodenocólicos, gastrocólicos, gastroileais, enterogástricos e de defecação, vários outros reflexos 
nervosos importantes também podem afetar a atividade intestinal, incluindo o reflexo peritoneointestinal, o reflexo 
renointestinal e o reflexo vesicointestinal. 
O reflexo peritoneointestinal resulta da irritação do peritônio e inibe fortemente os nervos entéricos excitatórios, 
podendo causar, assim, paralisia intestinal, em especial nos pacientes com peritonite. Os reflexos renointestinal e 
vesicointestinal inibem a atividade intestinal como resultado de irritação renal ou vesical, respectivamente.

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