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PROCESSAMENTO DE FILMES
INSTRUTOR: RAFAEL WILLAMES
CÂMARA ESCURA OU DE PROCESSAMENTO
	São salas onde são processadas as radiografias através de um processo manual ou automático. 
	A câmara escura é o último lugar por onde os filmes passam; devemos manter um rígido controle de qualidade, isto é, desde o controle de preparo dos químicos, limpeza das colgaduras no processo manual ou de todo o mecanismo no processo mecânico. 
	A câmara escura como o próprio nome diz, é uma sala onde não pode haver luz intensa na parte interna, nem se deve deixar que a luz externa entre. Tem como finalidade processar os filmes expostos (imagem latente).
CÂMARA ESCURA OU DE PROCESSAMENTO
DIVISÃO DA CÂMARA ESCURA
A câmara escura divide-se em duas partes: 
1. Parte seca: é o local onde se armazenam alguns acessórios radiológicos como: bancada com gaveta para filmes não expostos, caixa de filmes para reposição rápida, “box” de passagem, etc. 
2. Parte úmida: é o local onde são armazenados os tanques reservatórios de químicos (revelador e fixador), processadora e etc. 
Utensílios ou acessórios encontrados dentro da parte seca da câmara escura: 
Bancada: acessório de suma importância para o trabalho diário dentro da câmara escura, este pode ser em forma de armário baixo ou como cômoda.
DIVISÃO DA CÂMARA ESCURA
Seu tampo superior é revestido com uma capa de borracha, para evitar a eletricidade estática e facilitar o desempenho do profissional de técnicas radiológicas no manuseio dos acessórios (chassis e filmes). Em sua parte anterior, são encontradas gavetas que deverão acomodar os filmes não expostos e estarão em sentido vertical e em ordem decrescente (↓), direcionando o técnico à película adequada na hora da reposição do filme exposto. 
Caixa de filmes para reposição rápida: 
Não é uma estocagem, e sim, caixas de filmes adicionais, no máximo de duas caixas de cada tamanho, para uma possível reposição rápida, evitando que o profissional interrompa o processo de trabalho para fazer essa reposição.
CAIXAS DE FILMES RADIOGRÁFICOS
Tamanho dos filmes 
13x18; 18x24; 24x30; 30x40 ; 35x35 e 35x43, minhocão 30x90 ; 15x13 radiologia odontológica, entre outros que muitas vezes não são utilizados nos serviços de radiodiagnóstico por imagem do Brasil. Esses filmes podem variar de acordo com cada país. 
Termômetro 
Dentro da câmara escura tem por finalidade controlar a temperatura do ambiente, pois, as películas radiográficas não podem ficar em temperatura inferior a 10⁰C e superior a 24⁰C. Caso estas recomendações dos fabricantes não sejam respeitadas, a emulsão do filme poderá ser comprometida, alterando a qualidade do mesmo.
Hidroscópio 
Tem por finalidade medir a umidade relativa do ar da câmara escura, o ideal da sala é uma umidade relativa de 60%, variando entre 40% e 70%. 
Exaustor e/ou ventilador 
De acordo com as normas de segurança, toda câmara escura deverá ter exaustores ou ventiladores para dissipar os gases que são liberados pelos produtos químicos, com isto evitando um acúmulo de gases dentro da câmara escura. Em hospitais que possuem pessoas portadoras de necessidades especiais “deficiente visual”, como profissional atuante na câmara escura (auxiliar de radiologia), esses profissionais
acabam passando grande parte de seus períodos de trabalho dentro das salas, e se for grande o fluxo de clientes, a porta permanece fechada por muito tempo, sendo necessário reciclar o ar. 
Box de passagem 
Para transição do filme entre a câmara escura e a sala de exames, “box” em inglês quer dizer caixa, e estas, na maioria das vezes, são compostas de alumínio, com abertura para ambos os lados, com duas portas de cada lado, as quais são divididas por uma parede que separa o “box”de passagem em dois corredores, onde receberão as seguintes especificações: uma etiqueta para filmes expostos e outra para filmes não expostos. Esse acessório tem por finalidade servir como uma ponte entre o técni- 
co e a câmara escura, sem que haja a necessidade de abrir sempre a porta para o técnico. Com duas travas de segurança, a porta do “box” somente abrirá quando um dos lados já estiver travado, evitando acidentalmente que a luz entre dentro da câmara escura através do “box” de passagem e causando o velamento dos filmes não expostos . Ou seja, os dois lados do “box” nunca abrirão simultaneamente. 
Utensílios ou acessórios encontrados dentro da parte úmida da câmara escura: 
Tanque do revelador: compõe o primeiro passo no processamento das imagens das radiográficas.
Tanque do fixador 
Compõe o segundo passo processamento das imagens radiográficas, tornando possível a fixação das imagens na película de filmes. 
Tanque de água 
Compõe o terceiro passo no processamento das imagens radiográficas, tornando possível a lavagem e retirada por completo dos resíduos liberados no primeiro e segundo passo. 
Torneira de água corrente com filtro 
Essa tem por finalidade abastecer o tanque de água e também ajuda no processo de limpeza da câmara escura. 
REVELÇÃO AUTOMÁTICA
Tamanho da Câmara Escura 
De acordo com a portaria da Vigilância Sanitária 453 de 1º junho de 1998, deverá ser obedecida a metragem das câmaras escuras que não deverá ser inferior a 6 (seis)m², sala de raios X = 20 (vinte)m². 
Iluminação da Câmara Escura 
No alto das paredes laterais e posteriores da câmara escura será colocada uma lâmpada branca de 15 watts, com filtro de luz na cor âmbar. O número de lâmpadas varia de acordo com o tamanho da câmara escura, a distância da lâmpada não deve ser inferior a 1,2 m da bancada, pois os filmes não podem ficar expostos aos raios dessas lâmpadas por mais 60 segundos, porque passado esse tempo os filmes sofrem velamento progressivo, prejudicando a qualidade da imagem radiográfica.
Cor e limpeza da Câmara Escura 
Todas as paredes das câmaras escuras deverão ser de cores claras que facilitem a sua limpeza periodicamente, como: bege, creme, verde hospitais, cinza claro, azul claro ou até mesmo azulejada, o importante é que ela não seja de cores muito escuras, pois os resíduos químicos impregnados nas paredes e chão deverão ser retirados com uma limpeza do setor. Hoje já encontramos até câmara escura com paredes arredondadas para facilitar a limpeza do setor. Essa limpeza deverá ser feita diariamente, não deixando pó e sujidades dentro das salas, ou mesmo transformá-la em local de refeições . A falta de higiene pode danificar os écrans e comprometer os exames radiológicos. 
Verificar Vazamento de Luz Externa na Câmara Escura 
A câmara escura deverá ser bem vedada ( frestas de portas e fechaduras), para impedir entrada de luz externa e por ventura velar os filmes ainda não expostos à radiação . A melhor forma de saber se essa luz está entrando na câmara escura é fazendo o teste específico para essa finalidade. 
Teste: Consiste em deixar um filme não exposto sobre a bancada, com algum objeto sobre o mesmo, por volta de 5 minutos. Decorrido esse tempo, o filme deverá ser processado quimicamente e examinado de acordo com os conhecimentos técnicos adquiridos.
Ou seja, a sombra do objeto não deverá aparecer sobre a imagem formada; isso significa que a película deve apresentar apenas a velatura de base, que é de especificação dos fabricantes. 
Identificação dos filmes radiográficos
Essa identificação poderá ser feita de duas formas: 
1. Identificação manual 
Não existe uma identificadora manual, e sim, uma identificação manual que se dá através de um processo realizado, juntamente com exame radiográfico. Pois bem, essa identificação tem em sua composição um pequeno retângulo composto de um material radiotransparente, ou seja, não é exposto ao filme, com números de chumbo, feito em pó compactado no seu centro.
Para esse processo deverá ser montada uma placa com os seguintes dados: 
número de identificação do cliente; 
data da realização do exame; 
identificação do profissional de técnicas radiológicas, de forma abreviada. 
Essa identificação será colocada sempre no chassis na hora em que o exameestiver sendo realizado, sempre ao lado direito do cliente, seguindo a ordem geral do raio central do feixe de radiação, ex; se é em anteroposterior (AP) ou posteroanterior (PA). Essa placa será fixada junto ao chassi com uma fita adesiva, geralmente esparadrapo.
IDENTIFICADORES DE CHUMBO
IDENTIFICAÇÃO AUTOMÁTICA
	A maioria das identificações são realizadas de forma automática, que consiste em um retângulo de alumínio, com dimensões de 15 (quinze) cm de largura, 5 (cinco) cm de altura e 22 de (vinte e dois) cm de comprimento, e possui ainda no s eu canto superior esquerdo uma abertura retangular coberta por acrílico onde, a etiqueta ,com os dados do cliente ser á colocado e, em seguida, ao baixar a tampa da identificadora, é acionada uma luz que transpassa o papel e atinge o filme com os dados do cliente, lembrando que todos os exames deverão ser identificados corretamente com todos os dados do cliente: nome, número do registro, data e muitas vez es o horário, além do nome do profissional que realizou o exame.
	O tempo em que essa luz ficará acesa é algo em torno de milésimos de segundos. Se essa luz ficasse por um tempo maior ou desnecessário, o filme sofreria um velamento no espaço reservado à identificação. Vale lembrar que o aparelho é automático, mas o manuseio desse aparelho é feito de forma manual.
CÂMARA CLARA
	Como o próprio nome diz, é o local exposto a todo tipo de luz, está ao lado da câmara escura, local onde os profissionais de técnicas radiológicas ficam à espera das radiografias processadas para estudo das imagens, ou seja, um controle de qualidade, bem como, se estão identificadas corretamente como: nome, data, exame realizado, número de identificação, além de reconhecerem os processos de análise de imagens visando um ótimo padrão de qualidade, assim como, se o filme está velado, se todas as estruturas anatômicas estão presentes na imagem, se o posicionamento e o emprego correto das técnicas de KV e mAs estão corretos, enfim, ter certeza que essa imagem esteja em perfeitas condições para um bom diagnóstico médico.
Utensílios ou acessórios radiológicos 
encontrados na câmara clara
Negatoscópio: 
Existe em vários tamanhos e tipos, podem ser de um a seis corpos (01-06), constituído em chapa de aço pintada nas cores bege ou cinza (universal), com um visor de acrílico branco com aspecto leitoso em sua face anterior, onde são colocadas as radiografias para estudo, seus tamanhos variam para acomodar de 4 (quatro) a 12 (doze) filmes, os mesmos possuem lâmpadas fluorescentes, dentro dessa estrutura retangular de aço, são reatores convencionais ou de partida, ou seja, acendem mais rápido e são encontrados na câmara clara e, em salas para laudos de exames.
Luz de ponto focal: 
Esse acessório torna-se indispensável, quando não há um certo padrão de qualidade da imagem radiográfica, ou seja, quando as imagens estão superexpostas (escuras), em razão de as imagens radiográficas não terem sido realizadas de forma adequada. Para esses casos, quando as condições físicas do cliente não são propícias para a realização de novas radiografias, elas não são repetidas. Utiliza-se a luz de ponto focal para melhor visualização da região, direcionando um foco de luz incidente diretamente nas áreas das imagens onde não é possível a visualização em negatoscópio.
ÉCRANS
Em francês significa “luz”, é uma folha flexível de plástico (poliéster) ou papelão do tamanho correspondente ao tamanho do chassis e filmes, forram os chassis e devem ficar em íntimo contato com o filme, é revestido por material fluorescente que emite luz quando irradiado. Essa luz sensibilizará o filme, o que possibilita menor dose de radiação para formar a imagem. A luz produzida pelos écrans, quando excitados pelos raios x, irradiará na direção do filme, auxiliando com a luz a ação dos raios x sobre a emulsão sensível da película. 
ESTRUTURA DO ÉCRAN
Base => Serve apenas como b ase do material fluorescente e é constituída de cartolina (papelão) ou poliéster (plástico). 
Camada Fluorescente => É flexível e consiste em um a camada de cristais de um composto fluorescente (cristais de fósforo). 
Camada Refletora => P ode ou não compor o écran, quando usada, é colocada sob a c amada fluorescente, tendo como função aumentar o rendimento luminoso do écran por meio da reflexão da luz emitida pelos cristais. 
Camada Absorvente => Pode ou não faz er parte da composição de um écran, tem a função de absorver a luz difusa emitida p elos cristais, aumentando a nitidez da imagem. 
Camada Protetora => É uma película transparente e fina, tem a função de proteger os cristais da camada fluorescente e permitir a limpeza do écran.
ESTRUTURA DO ÉCRAN
O écran é constituído por: 
uma camada de suporte (base) que pode ser plástico ou papelão; 
uma camada de materiais fluorescentes, que contém cristais de fósforos aglutinados; 
separando as camadas de base e fluorescente, a maioria dos écrans possuem uma fina camada de material absorvedor ou refletor de luz recobrindo-os. 
uma camada (película) protetora, que evita desgaste, umidade ou manchas.
FUNÇÃO DO ÉCRAN
O filme tem capacidade de absorver apenas de 1% a 2% do feixe de raios x que o atinge, 98% são dispersos. O uso do écran fluorescente reduz essa perda, já que o filme é muito mais sensível a luz do que aos raios x. Por isso os écrans têm a função de emitir luz quando expostos aos raios x.
USO DE DOIS ÉCRANS ASSOCIADOS A UM FILME DE DUPLA EMULSÃO 
Esse conjunto aumenta a sensibilidade do receptor radiográfico. Nesse sistema muitas das vezes o par de écrans é assimétrico, ou seja, o écran anterior é mais fino (cristais de fósforo) do que o écran posterior. Isso é feito para igualar a absorção de raios x, a saída de luz dos dois écrans e produzir efeitos iguais nas duas emulsões do filme. O écran de passagem “anterior”, é mais fino, absorve uma porcentagem menor dos fótons de raios x do que o de retrocesso “posterior”, o que compensa a redução na intensidade dos raios x que atinge o écran posterior. 
CRISTAIS DE FÓSFORO 
(composição química dos écrans)
Tungstato de cálcio 
Emite luz azul, tem boa absorção dos raios x, mas não tem boa conversão dos raios x em luz. É um material comum, barato, porém, degrada-se facilmente e fica com sua coloração amarelada.
Fluocloreto de Bário 
Esse material apresenta as mesmas características do Tungstato de Cálcio, são enfim, muito parecidos, porém, com poucas indicações em radiologia. 
Terras raras (atuais) 
A vantagem de se trabalhar com esses écrans é que eles possuem alto poder de emitir luz (velocidade) e são mais usados com o objetivo principal de reduzir a dose no cliente, também são chamados de “Speed” e “Ultra Speed”. São elementos químicos, que conforme a sua pureza têm aplicações em diversas tecnologias. 
Oxisulfeto de Gadolínio 
Oxisulfeto de Ítrio 
Oxisulfeto de Lantânio 
Oxibrometo de Lantânio 
Esses elementos tem boa absorção dos raios x e boa conversão em luz.
FUNÇÕES DO ÉCRAN
(Absorção, Conversão e Emissão)
I. absorção dos raios x, que resulta na emissão de elétrons livres; 
II. A energia obtida através desses elétrons é então, convertida em fótons de luz, através do processo de Luminescência; 
III. Os fótons de luz produzidos expõem a película.
Limpeza dos écrans 
Utilizar algodão umedecido com espuma de sabão neutro, limpar toda a área e deixar secar por 30 minutos. Écrans com eletricidade estática, utilizar solução antiestática e álcool lisopropílico em toda a área e deixando secar também por 30 minutos.
FILMES RADIOGRÁFICOS
Os filmes radiográficos são constituídos por sete camadas (raios x convencional): 
1. Camada de revestimento/capa protetora; 
2. Emulsão/gelatina (camada fotossensível); 
3. Camada adesiva/substrato(proteção plástica) 
4. Base ou suporte; 
5. Camada adesiva/substrato(proteção plástica) 
6. Emulsão/gelatina (camada fotossensível); 
7. Camada de revestimento/capa protetora.
COMPOSIÇÃO DO FILME
1. Camada de revestimento 
É constituída por um materialque oferece proteção física contra rachaduras durante seu manuseio e processamento. 
2. Base ou suporte 
Produzida por um material de poliéster transparente, que tem 150 a 200 µm (micros) de espessura e fornece o grau adequado de força, rigidez boa estabilidade dimensional e absorve pouca água. 
3. Camada adesiva ou interface 
É uma substância de pouca espessura aplicada sobre a base do filme, possibilitando uma perfeita união entre a mesma e a emulsão.
4. Emulsão 
É uma gelatina (fotográfica) composta de inúmeros microcristais de brometo de prata ou grãos fotográficos diminutos de haleto de prata (composto de prata e bromo) suspensos na mesma. Os microcristais possuem um formato quase plano e triangular e se mantém unidos em uma estrutura cúbica, por um efeito de atração elétrica. 
Há nos filmes radiográficos cerca de 90% a 99% de AgBr (Brometo de Prata) e de 1% a 10 % de AgI (Iodeto de Prata – que tornam a emulsão muito mais sensível).
Essa camada possuí substâncias sensíveis à luz com comprimento de ondas grandes, em gelatina dispersa, o principal componente químico que compõe essa camada é o sal de Brometo de Prata (átomos). Nessa camada é que se origina a imagem radiográfica conhecida como ponto sensível ou agrupamento de átomos de prata sensibilizados pela luz emitida do écran. Importante: (Bromo e prata = Imagem latente).
Classificação da película quanto a 
emulsão
Filmes monoblocados: são filmes também conhecidos como mono-emulsionados ou monocapas.Possuem emulsão ape nas de um lado, enquanto o outro lado é formado pela base. Muito utilizados em tomografia computadorizada (TC), ultrassom, ressonância magnética (RNM) e mamografia. 
Filmes biblocados: possuem emulsão dos dois lados e são chamados de bi-emulsionados ou bicapas. São utilizados para os raios x convencionais.
Observações: 
A base dos filmes radiográficos é relacionada a cores: 
base azul; 
base verde; 
base lilás;
 
Filmes de base azul 
São filmes como o próprio nome diz, sensíveis a luz emitida pelo écran, possuem sensibilidade e velocidade menor que os filmes de luz verde ou lilás, que possuem uma quantidade e tamanho dos haletos maiores do que eles. Por exigir um tempo maior de exposição, resulta em maiores doses para o cliente, sendo por isso a preferência aos filmes de luz verde. 
Filmes de base lilás 
São filmes intermediários, suas características estão entre a dos filmes de luz azul e luz verde.
Filmes de base verde 
Fabricados nos Estados Unidos e Europa à partir de1973, seguem as mesmas regras dos filmes de luz azul, diferindo porém, nos tamanhos dos haletos que são menores e na quantidades desses haletos. 
Sua malha de cristais possui em média 4 gramas de prata por metro quadrado, isto faz com que o filme seja de alto contraste e de alta sensibilidade. Esses filmes necessitam de chassis aderente, com menor absorção, feltro bem acoplado, e feixes firmes a fim de que 0s mesmos fiquem bem firmes.
SENSIBILIDADE DOS FILMES RADIOGRÁFICOS 
O filme radiográfico é sensível a vários fatores: 
Luz 
Raios x 
Raios gama
Gases 
Vapores 
Umidade 
Calor 
Temperatura
Os filmes devem ser armazenados sob uma temperatura de 10°C a 24ºC e a umidade relativa do ar, por volta de 40% a 70%, sendo o ideal de 60%. As caixas não devem ser armazenadas umas sobre as outras, e sim, na vertical. O manejo dos filmes radiográficos deve ser cuidadoso e delicado ao ser retirado da caixa e dos chassis. A reposição não deve tocar bruscamente as extremidades dos chassis.
Efeito “Fog” 
Velamento progressivo dos filmes radiográficos, também chamado de véu ou velatura bruta, corresponde ao escurecimento, por deposição de prata em áreas da película que não houve exposição, aumentando a densidade em regiões da película que deveriam ficar transparentes, ou seja, revelação de cristais de prata que não foram expostos a radiação. 
Causas do efeito “Fog” nos filmes de raios x 
Condições ambientais de armazenamento inadequado; 
Altas temperaturas; 
Altos índices de umidade relativas do ar; 
Contaminação com gases e vapores de substâncias químicas; 
Efeitos mecânicos, dobramento brusco e acentuado ou uma pressão localizada, como por exemplo, com as unhas. 
Radioatividade: associada a proibitiva proximidade da sala de exposições com raios x; 
Empilhamento das caixas dos filmes em posição horizontal; 
distância incorreta da distância da luz de segurança da câmara escura; 
Observação: um filme com efeito “Fog” elevado, apresenta imagens escuras e com pouco contraste.
ARMAZENAMENTO DOS FILMES NA CÂMARA ESCURA 
QUATRO ESTÁGIOS DO FILME RADIOLÓGICO 
Filme (virgem) não exposto: película radiográfica que não sofreu efeito de luminosidade externa ou efeito da radiação. 
Filme velado: película radiográfica que sofreu por algum motivo efeito de luminosidade externa antes do processo de revelação. 
Filme com imagem latente: película radiográfica que foi sensibilizada com a luminosidade provinda do écran, contém uma imagem, porém, não pode ser vista a olho nu. 
Filme radiográfico ou Radiografia: Película que passou por todo o processamento químico dos filmes e contém uma imagem anatômica ou de um objeto que pode ser visto a olho com o auxílio de um negatoscópio.
QUÍMICOS
Revelador 
O revelador é uma solução química que transforma a imagem latente no filme em uma imagem visível. 
Representado universalmente pela cor vermelha. 
Agentes que compõem o revelador: 
Solventes 
Agentes redutores ou reveladores 
Agentes ativadores ou aceleradores 
Agentes retardadores ou antevéu 
Agente preservativo 
Agente endurecedor 
Observação: cada um com sua função específica.
SOLUÇÃO QUÍMICA DO REVELADOR PARTES A,B E C
COMPONENTES QUÍMICOS DO REVELADOR E SUAS FUNÇÕES
Agente ativador ou acelerador 
Componentes químicos: 
Carbonato de sódio 
Carbonato de potássio 
Hidróxido de sódio 
Hidróxido de potássio 
Função: 
amolecer a gelatina (permitir a pene tração dos químicos) 
ativar (acelerar) a reação da revelação 
Agente redutor ou revelador 
Componentes químicos: 
Metol 
Hidroquinona 
Fenidona 
Glicina 
Paraminofenol 
Função: 
transformar os haletos de prata metálica em prata metálica enegrecida. 
separar a prata do bromo.
Agente preservativo 
Componentes químicos: 
Sulfito de sódio 
Sulfito de potássio
Função: 
evitar a oxidação da solução devido ao contato com o ar. 
manter a atividade do revelador (concentração).
Agente retardador ou antevéu 
Componentes químicos: 
Brometo de potássio 
Iodeto de potássio 
Função: 
proteger os grãos de brometo de prata (AgBr) da ação do revelador. 
regular a duração da revelação evitando velamentos. 
Agente endurecedor 
Componentes químicos: 
Alúmen de potássio 
Glutaraldeído 
Função: 
retardar o inchaço da emulsão. 
impedir que a gelatina amoleça ou se desfaça durante a lavagem ou durante a secagem. 
COMPONENTES QUÍMICOS DO FIXADOR E SUAS FUNÇÕES
	Para completar a revelação, é necessário eliminar os cristais, não revelados no filme, desta forma o filme não irá descolorir ou escurecer com o tempo.
	A fixação é importante para manter a qualidade de uma radiografia.
	Durante esse processo, ocorre basicamente:
Clareamento  Remoção dos cristais de haleto de prata que não foram revelados.
Endurecimento  Endurecimento da gelatina.
Os ingredientes básicos para um banho de fixação são:
Ácido acético / sulfúrico
Neutralização das porções alcalinas do revelador
Agente Acidificante
Os ingredientes básicos para um banho de fixação são:
Tiossulfato de amônia / sódio
Hipossulfito de sódio
Remoção dos cristais de haletos de prata não revelados e tornar transparente as áreas não irradias.
Agente Fixador / Clarificante
Os ingredientes básicos para um banho de fixação são:
Sulfito de sódio
Evitar a decomposição do fixador e auxilia no clareamento do filme
Agente Preservador
Os ingredientes básicos para um banho de fixação são:
Alúmen de potássio / cromo
Cloreto de alumínio e sulfato de alumínio 
Impede o amolecimento da gelatina
Agente Endurecedor

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