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Comitê Popular da Copa de São Paulo* 
 
*O Comitê Popular da Copa de São Paulo, criado em 2011, é um grupo de articulação contra os impactos e as 
violações de direitos humanos da Copa do Mundo de 2014 em SP. Este texto foi publicado originalmente no site do 
Comitê, onde mais informações podem ser encontradas: comitepopularsp.wordpress.com/ 
 
Adaptado do artigo publicado em < http://www.cartacapital.com.br/sociedade/argumentos-para-continuar-protestando-
contra-a-copa-do-mundo-no-brasil-9970.html.> Acesso em Março, 2014. 
IFSULDEMINAS – VESTIBULAR 2º SEMESTRE DE 2014 
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Texto 02: 
Veja sete argumentos econômicos para defender a Copa do Mundo no Brasil 
O UOL Esporte pesquisou estudos, levantou informações públicas do governo federal e ouviu a opinião de 
economistas e especialistas em planejamento urbano para montar uma lista com sete tópicos que mostram o 
que o Brasil tem a ganhar com a organização do evento neste ano. 
 
1 – Turistas estrangeiros devem gastar 42% mais 
O turismo é um dos setores da economia que mais pode se beneficiar da realização da Copa no 
Brasil. Entre junho e julho, são esperados 600 mil turistas estrangeiros, segundo o Ministério do Turismo – 
cerca de 10% do total de visitantes de outros países que o Brasil recebeu em 2013, ano com o maior número 
de chegada de estrangeiros na história. 
O Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) estima que o gasto médio desses turistas será até 42% 
maior que o normal. Os estrangeiros devem deixar R$ 6,85 bilhões no País nos 30 dias do Mundial, contra 
R$ 11,8 bilhões gastos pelos turistas de outros países que vieram ao Brasil no ano passado. 
Os economistas do Embratur estimam, ainda, que os três milhões de turistas brasileiros que vão circular pelo 
País por causa do Mundial devem injetar R$ 18,35 bilhões na economia. O turismo pode se beneficiar, ainda, 
da exposição do Brasil na imprensa internacional e da divulgação de destinos que ficam fora da rota das 12 
cidades-sede, segundo especialistas. 
 
2 – Economia pode ganhar até R$ 142 bilhões 
Os setores de turismo e serviços devem colocar em movimento cerca de R$ 142 bilhões na economia 
brasileira entre 2010 e 2014, segundo estudo da Ernst&Young. Comparado com o resultado do PIB (Produto 
Interno Bruto) do último ano, a riqueza gerada pela Copa equivaleria a 2,9% do PIB de 2013. 
 
3 – Capacidade dos aeroportos deve dobrar 
O governo federal costuma dizer que alguns investimentos em infraestrutura nas cidades sedes foram 
antecipados ou priorizados por causa da Copa do Mundo. Ainda que as obras não fiquem prontas a tempo do 
Mundial, devem melhorar a qualidade de alguns serviços prestados. 
 
4 – Microempresas movimentaram R$ 280 milhões 
A Copa do Mundo rendeu cerca de R$ 280 milhões em negócios para micro e pequenas empresas. 
Até o final do evento a expectativa é que o faturamento chegue a R$ 500 milhões, segundo levantamento 
realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). 
 
5 – Obras geram mais empregos 
A construção dos seis estádios da Copa das Confederações foi responsável pela geração de 24,5 mil 
empregos, de acordo com balanço do governo federal. O programa de alimentos e bebidas da Copa do 
Mundo criará 12 mil empregos temporários em bares e lanchonetes. Além disso, a União pretende capacitar 
90 mil pessoas por meio de cursos técnicos relacionados a serviços e turismo. 
 
6 – Arrecadação de tributos pode crescer R$ 18,1 bilhões 
A despeito da isenção fiscal para a Fifa e seus vários parceiros, os governos podem aumentar sua 
arrecadação de tributos por causa da Copa do Mundo. A pesquisa da FGV e da Ernst&Young aponta que o 
incremento do turismo, a geração de empregos e o consequente aumento do consumo no período do Mundial 
devem mexer com toda a economia. 
Como reflexo disso, a arrecadação de tributos para União, Estados e municípios pode crescer R$ 
18,1 bilhões. A previsão do governo federal é um pouco menos otimista: R$ 16,1 bilhões, segundo 
documento preparado pelo Ministério do Esporte em 2010. 
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7 – Imagem internacional e autoestima 
Estudos internacionais sugerem que há ganhos não mensuráveis relacionado a grandes eventos como 
a Copa do Mundo, como a melhoria da autoestima da população e da imagem do país no exterior, o que, 
indiretamente, pode influenciar em ganhos em turismo nos anos seguintes. 
"Dependendo do sucesso dos jogos e de como conseguir capitalizar essa imagem positiva, o País terá 
benefícios por muitos anos. A boa imagem lhe renderá, por exemplo, um incremento na atividade turística, a 
atração de investimentos estrangeiros, mais visibilidade e credibilidade", diz o estudo Brasil Sustentável. 
 
Tiago Dantas 
 
Disponível em <http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/03/06/veja-sete-argumentos-para-
defender-a-copa-do-mundo-no-brasil.htm> Acesso em Março, 2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA 
 
Amor e outros males 
 Rubem Braga 
Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois 
amantes que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a 
leitora estranha é que o cronista "qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de 
coisa tão incômoda". E diz mais: "Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um 
sentimento de tal grandeza incômodo". 
Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que 
tenho de meu último amor, anos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – 
"incômodo". Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que infeliz, era 
grande; mas é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode deixar apenas 
uma lembrança mesquinha; daquele ficou apenas esse adjetivo, que a aborreceu. 
Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque 
só de revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e 
sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual a muitas 
outras e inferior a várias. 
A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter 
contado em uma só frase. Mas o pior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha delicada 
leitora – incomodou. 
Eu andava pela rua e sua lembrança era alguma coisa encostada em minha cara, travesseiro 
no ar; era um terceiro braço que me faltava, e doía um pouco; era uma gravata que me enforcava 
devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagerado se eu lhe dissesse que aquele amor 
era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto 
e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço que de vez em quando doía como 
bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói de se dar guinchos, de se ter vontade de 
saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca um amor como aquele. 
Bursite é uma dor burra, que dói, dói, mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma 
doçura, um instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica 
sonhando, como um menino bobo que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa 
pedra. E a angústia lenta de quem parece que está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento 
de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a "vontade de 
chorar e de morrer", de que fala o samba? 
Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me 
deseje

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