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Processos Fonológicos
Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS
Disciplina: Estudos Fonéticos
Discentes:
Antônio César
 Ellen Felício
Erica Lima
Igor Miranda
Janaíne Lílian
Rayana Cecília
Yasmin Rocha
 
 
Definição e Origem
I
Como ocorrem
II
Processos de Supressão
III
Processos de Inserção
IV
Temas abordados
V
Processos de Alteração
CALLOU, Dinah & LEITE, Yonne. Iniciação à fonética e à fonologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1990. 
ROBERTO, T. M. G. Fonologia, fonética e ensino: guia introdutório. São Paulo: Parábola, 2016.
CÂMARA JR., J. Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Vozes, 1970. 
Marco teórico:
Definição e Origem
I
DEFINIÇÃO
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
"Processos fonéticos e fonológicos são fenômenos de alteração que ocorrem com os fonemas e fones, facilitando a realização de dado som ou grupo de sons, seja pela criança, em fase de aquisição da linguagem, ou pelo adulto, em sua fala cotidiana."(ROBERTO, 2016, p.134)
Metaplasmos
Do grego: ---------------------Méta + plasmos -------------------- "mudança de forma"
-------------------------------
O conceito de metaplasmo é sincrônico: refere-se às formas e suas variantes. "Chama-se metaplasmo uma mudança fonética que consiste na alteração de uma palavra pela supressão, adição ou permuta de formas."
(CÂMARA JR, 1970)
Latim Clássico
Latim Vulgar
Ramificações do Latim
Catalão
Castelhano
Italiano
Francês
Português
Romeno
Reto-Românico
Pronveçal
Franco-Provençal
Português Europeu
Português Brasileiro
Português Africano
Latim
Filologia comparada e os Neogramáticos
"Uma série regular de mudanças [fonéticas] constitui, na filologia comparada, uma lei. Os neogramáticos acreditavam na hipótese de estas leis não terem exceções; em outras palavras, em uma determinada época, todas as palavras contendo um som em um dado ambiente fonético mudariam da mesma forma.”
(cf. Teyssier, História da língua portuguesa, p.14-15)
“Formularam uma teoria, na qual se assumiu que as mudanças fonéticas tinham um caráter de absoluta regularidade e, portanto, deveriam ser entendidas como leis que não admitiam exceções.” (FARACO, 2012, p.51-52)
Sincronia
Diacronia
Um processo ocorrido na passagem do latim para o português pode estar se verificando hoje, no português atual, e talvez as causas estejam relacionadas entre si. Com este tipo de abordagem, pode-se falar então em "tendências evolutivas do português do Brasil". Callou & Leite (p.43): "Os processos que produziram mudanças históricas são os mesmos que estamos testemunhando a cada momento".
Como Ocorrem
II
Princípio da Lenta Evolução
Lei do Menor Esforço
A
B
C
Princípios genéricos:
Princípio da Não Consciência
Lei do Menor Esforço
“Eu vou para a praia”
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3x3-JaPz7NI
Processos de Supressão
III
Supressão de Segmento
Aférese
Apócope
Síncope
Um segmento deixa de ser articulado no início da palavra.
inodiu > enojo > nojo
inamorare > enamorar > namorar
Aférese
Um segmento deixa de ser articulado no meio da palavra.
calidus > caldo
apícula > apicla > abelha
Síncope
• Da vogal postônica imediata 
Exemplos:
carro > cao 
(no caso de uma criança de 42 meses)
xícara > xicrinha
• Da vogal pretônica imediata
 piscina > p[ ]scina
 
Tipos de Síncope
• De consoantes sonoras intervocálicas
manum > mão
panem > pão
• De semivogais 
baixo > baxo
beijo > bejo > bjo
feira > fera
• Degeminação
equivalente da crase em relação às consoantes:
guttam > gota
vaccam > vaca
• Haplologia
saudade+-oso → *saudadoso > saudoso
idade+-oso → *idadoso > idoso
trágico+cômico → tragicômico
Tipos de Síncope
• Da consoante em encontros consonantais intervocálicos
 Tal como ocorre nos padrões intervocálicos, muitas plosivas seguidas de -r- podem sofrer síncope, após hipotética lenização.
quadraginta > coreenta > corenta ~ quarenta (restauração)
director > diretor ~ director
Um segmento deixa de ser articulado no final da palavra.
Mortale > Mortal
Amare > Amar
Metire > Medir
Apócope
Processos de 
Inserção
IV
Processo de inserção (adição)
		Definição	Exemplo 1	Exemplo 2
	Prótese	Acréscimo de fonema no início da palavra	i>aí
stare>estar	mostrar>amostar
levantar> alevantar
	Epêntese	Acréscimo de fonema no meio da palavra
	vena>vea>veia
vinum > vĩo > vinho	 boa> boua
doze> douze
Ritmo> Ritimo
	Paragoge	Acréscimo de fonema no fim da palavra	ante>antes
Jesu> Jesus 	club> clube
short> shorti
Processos de Alteração
V
É a transformação de fonemas contíguos diferentes em fonemas iguais ou semelhantes
Fame > fome
Muito > mui[n]to
Assimilação
Consiste na transformação de fonemas contíguos iguais ou semelhantes em fonemas diferentes
Borboleta > Barbuleta > Brabuleta
Liliu > Lírio
Calamellu > Caramelo
Redução de ditongo
Despalatalização
Lotização
Dissimilação
Consiste na transformação das consoantes surdas em posição intervocálica em consoantes sonoras
Focu > Fogo
Totu > Todo
Amicu > Amigo
Sonorização
Vocalização
Transformação de uma consoante em vogal
Nocte > noite
Octo > oito
(Velho > véio > véi)
Redução vocálica
Enfraquecimento de uma vogal em posição átona
Carta > Carteiro
Veneno > Envenenar
Palatalização
Transformação de grupos consonânticos ou consoantes seguidas de i (em latim), para grupos consonânticos palatais.
Flamma > Lamma > Chama
Plenus > lenus > chenus > cheno > cheo > cheio
Planus > chanu > chão 
 Terra:
Chão / Solo / Terreno
X
 PLANO = CHÃO TERRA = CHÃO TERRA = PLANO
Planus > Chanu > Chão 
Consiste na transposição de fonemas na mesma sílaba dentro de um vocábulo
Estuprar > estrupar
Feria > Feira
Lagarta > Largata
Metátese
Aglutinação de duas vogais em uma só
Leer > Ler
Preegar > Pregar
A + A = À
Crase
É como se denomina a contração de duas vogais em um ditongo
Pi-e-do-so > Pie-do-so
Pi-a-no > Pia-no
Su-a-ve > Sua-ve
Lu-a-na > Lua-na
Os encontros vocálicos das palavras acima podem ser pronunciados como hiatos ou ditongos.
Sinérese
Conclusão:
Conclui-se que os Processos Fonológicos são variados e possuem sua origem histórica na evolução e derivação da língua, mas é de suma importância entendermos que esses processos continuam ocorrendo e muitos são os responsáveis por motivar grande parte da Variação Linguística presente na contemporaneidade. 
VIARO, Mário E. Fonética Histórica: Fonética e Fonologia do Português. (FLC 0275 - DLCV/FFLCH-USP)
TEYSSIER, Paul. História da língua portuguesa. 2. ed. Tradução de Celso Cunha. São Paulo: Martins, 2014.
Processos fonológicos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UlLhtgGSJYg. Acesso em: 21 de maio de 2021.
REFERÊNCIAS:
Agradecemos pela atenção!

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