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Teresa Cavalcanti- Medicina P2 Relatório sobre Hemocultura: 1. INTRODUÇÃO: A hemocultura é um exame realizado para isolar e identificar microorganismos presentes na corrente sanguínea para pacientes com suspeitas de um caso infeccioso, endocardite, meningites, pneumonia, sépsis, infecções em doentes imunodeprimidos, febre de origem desconhecida e bacteremia. Vale pontuar, que é um importante exame auxiliar, pois de acordo com o resultado de hemoculturas positivas é possível escolher quais são os antimicrobianos mais adequados para o tratamento daquele determinado paciente. Todavia, pode ocorrer uma contaminação de hemocultura devido a alguma técnica inadequada no momento da antissepsia, ocasionando um diagnóstico errôneo e a introdução de uma intervenção terapêutica desnecessária. Existem as infecções da corrente sanguínea que são uma das principais complicações da unidade de terapia intensiva (UTI) e representam, também, umas das principais causas de mortalidade em humanos, além de outros efeitos, como prolongamento no tempo da internação hospitalar e aumento nos custos de assistência. Os microorganismos a partir do sangue conseguem atingir qualquer sítio do organismo, causando o que é chamado de sítios infecciosos. Além disso, quando ocorre uma invasão temporária do microorganismo no sangue é denominado bacteremia, porém quando o microrganismo além de invadir também se multiplica na corrente sanguínea é chamado de septicemia. Na parte clínica, ocorre uma divisão das infecções da corrente sanguínea correlacionando com com síndromes de característica específicas, divididas em: 1. Infecções primárias da corrente sanguínea: Sem foco infeccioso primário identificável 2. Infecções secundárias da corrente sanguínea (ISCS): com foco infeccioso primário identificável em outra localização 3. Infecções da corrente sanguínea relacionadas ao cateter (ICS-CR): têm como fonte de infecção o cateter vascular. É relevante destacar, que os cateteres venosos e vasculares são uma das principais portas de entrada dos microrganismos, como vírus, bactérias e fungos, devido a isso pacientes que estão utilizando cateter central precisam realizar a curetagem de duas hemoculturas e uma hemocultura da ponta do cateter. 2. OBJETIVO: O objetivo desse relatório é entender como realizar a hemocultura, quais materiais utilizar, a importância desse exame para a identificação etiológica dos microorganismos e também para um tratamento terapêutico específico para o paciente. 3. MATERIAIS: ● Seringa de 20ml ● Luva de procedimento ● Luva estéril ● Algodão embebido com álcool ● Óculos de proteção ● Avental descartável ou jaleco ● Touca Teresa Cavalcanti- Medicina P2 ● Máscara descartável ● Amostra de sangue ● Swab ● Ágar de chocolate ● Bico de Bunsen para evitar a contaminação da amostra 4. METODOLOGIA: Inicialmente, vamos ter a explicação de como ocorreu a punção venosa que foi realizada em outra aula prática (14/03/2022). 1. Fazer a coleta do sangue antes da administração de antibióticos 2. Lavar as mãos, preferencialmente com sabonete antisséptico e secá-las, conforme Protocolo de Higienização das Mãos/CCIRAS 3. Remover os selos das tampas dos frascos de hemocultura e fazer assepsia prévia nas tampas com álcool 70% 4. Desprezar o algodão usado e deixar outro sobre a tampa até a inoculação do sangue 5. Explicar sempre que possível ao paciente o procedimento que será realizado 6. Garrotear o braço do paciente e selecionar uma veia adequada 7. Fazer a antissepsia com clorexidina alcoólica, friccionando a pele em círculos semi abertos a partir do ponto a ser puncionado. Secar por 30 segundos. Em seguida, aplicar novamente clorexidina alcoólica utilizando novo algodão ou gaze. Esperar cerca de 30 segundos para secar, repetir o procedimento por mais uma vez e aguardar secar. 8. Calçar luvas estéreis e realizar a punção sem colocar a mão no local 9. Aspirar os seguintes volumes de sangue: adulto: 8-10 ml por frasco; crianças 3 ml por frasco; neonatos até 1 ano: 0,5 - 1,5 ml, preferencialmente > 1 ml por frasco; (de peso corporal < 1800 g, coletar apenas 1 amostra) 10.Soltar o garrote 11. Retirar a agulha do local da punção 12.Pressionar o local da punção com gaze seca 13.Colocar o sangue coletado da seringa em um tubo vácuo ativador 14.E por fim da coleta, identificar os frascos com nome do paciente, setor, data, hora, local da punção e número da amostra. Obs: Caso use a etiqueta de identificação do paciente, não a coloque sobre o código de barras presente no frasco. 15.Depois de realizar todas essas etapas supracitadas, você irá realizar agora a hemocultura. Primeiramente, utilizará um swab descartável e mergulhará no sangue coletado anteriormente 16.E o swab deverá ser passado de forma linear ou helicoidal no ágar de chocolate (que já estava devidamente preparado quando chegamos no laboratório). Como o ágar estava dividido em 4 partes, deve-se escolher apenas uma para passar. O meu foi o número 19 do quadrante. 17.Quando estiver passando o swab no ágar de chocolate, é necessário que que esteja perto do bico de Bunsen para não ocorrer risco de contaminação da amostra 18.Depois colocamos o ágar de chocolate na incubadora na temperatura de 37º, ou seja, na temperatura ambiente, para posteriormente identificar se tinha alguma proliferação bacteriana ou fúngica na corrente sanguínea. 19.Por fim, descartamos todo o material coletado da maneira correta. Teresa Cavalcanti- Medicina P2 5.RESULTADOS E DISCUSSÕES: A hemocultura ocorreu no dia 25 de maio de 2022, e após 3 dias (72 horas) fui no laboratório identificar como estava a minha amostra. Para entrar no ambiente fui com a técnica do laboratório, Emanuelle, e foi necessário utilizar todos os EPIS de segurança, como jaleco, sapato fechado, máscara e luvas para a análise das amostras. Basicamente, o número do meu quadrante foi o 19 e eu tinha utilizado o meu próprio sangue que tinha sido coletado na aula de punção venosa. Vale pontuar, que o ágar de chocolate utilizado é um meio enriquecido com suplemento VX de forma a favorecer o crescimento de diversos patógenos, como Neisseira Gonorrhoeae e Hamoephilus Influenza. Existem também outros ágars que podem ser utilizados, como o GC médium e BHI (ágar e caldo). Imagem quando estava fazendo o procedimento perto do Bico de Bunsen para evitar a contaminação da amostra: Teresa Cavalcanti- Medicina P2 Imagem após a realização da hemocultura: Imagem da amostra sendo armazenada da incubadora: Teresa Cavalcanti- Medicina P2 Depois das 72 horas de cultivo, foi possível observar que houve o aparecimento de colônias de pequeno ou médio porte com um pigmento claro, sugestiva de Haemophilus spp. Contudo, é importante ressaltar que para identificar a etiologia do patógeno é necessário uma análise microscópica e para de fato diagnosticar uma doença é necessário também a realização de exames complementares. Ademais, o exame não foi fidedigno também, porque o exame foi realizado quase 2 meses depois da coleta venosa. Logo, a maioria das bactérias são sensíveis e podem morrer rapidamente se não forem semeadas logo após a coleta. Além de todos os fatos supracitados, é relevante citar que minha amostra também teve uma condensação de água na tampa, o que pode facilitar o aparecimento de fungos. Imagem da hemocultura após 72 horas do procedimento: (A minha parte é a que está próxima do dedo polegar) Imagem da tampa da minha cultura com condensação de água: Teresa Cavalcanti- Medicina P2 6.CONCLUSÃO: Dessa forma, é possível concluir que a metodologia utilizada para a realização deste trabalho foi algumas pesquisas científicas e a explicação teórica da professora, assim como também toda a experiência prática envolvida que foi essencial para entendermos a importância de todas as etapas para a realização da hemocultura. Por exemplo, ficou evidente que uma das partes mais relevantes é a da assepsia, pois se existir a contaminação da amostra com outros microorganismos externos ou com a bancada que estava sendo realizadoo procedimento, então o resultado da cultura estaria errado, prejudicando assim o diagnóstico médico e também o tratamento do paciente. Ademais, a aula foi uma experiência enriquecedora, pois nos permitiu manusear alguns equipamentos novos e entender suas funcionalidades, como o Bico de Bunsen, a incubadora, o ágar de chocolate, e assim contribuiu para crescimento do nosso conhecimento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Carlos A. G. Ferraz Jr. , Dr. Hamilton Bonilha. Protocolo de atendimento: Rotina de Hemoculturas, 2009. Disponível em: https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340447084ccih.pdf Acesso em: 30 maio, 2022. 2. Site Labnetwork. Hemocultura: microbiologia clínica aplicada no controle de infecções. Disponível em: https://www.labnetwork.com.br/noticias/hemocultura-microbiologia-clinica-apli cada-no-controle-de-infeccoes/ Acesso em 30 maio, 2022. 3. Site Laborclin. Meio de cultura destinado ao isolamento de microrganismos em amostras de sangue. Disponível em: https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HEMOCULTURA-M ANUAL.pdf Acesso em 30 maio, 2022. 4. Site GOV. Coleta de hemoculturas, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hu-uni vasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institucionais/Coletadehemocult ura.pdf. Acesso em 30 maio, 2022. 5. ANVISA. Microbiologia clínica para o controle de infecção relacionada à assistência à saúde, 2013. Disponível em: https://www.saude.go.gov.br/images/imagens_migradas/upload/arquivos/2017 -02/modulo-4---procedimentos-laboratoriais---da-requisicao-do-exame-a-anali se-microbiologica-e-laudo-final.pdf Acesso em 30 maio, 2022. 6. Site Laborclin. Suplemento VX, 2019. Disponível em: https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/05/suplemento_VX_52 1324.pdf Acesso em 30 maio, 2022. https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340447084ccih.pdf https://www.labnetwork.com.br/noticias/hemocultura-microbiologia-clinica-aplicada-no-controle-de-infeccoes/ https://www.labnetwork.com.br/noticias/hemocultura-microbiologia-clinica-aplicada-no-controle-de-infeccoes/ https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HEMOCULTURA-MANUAL.pdf https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HEMOCULTURA-MANUAL.pdf https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institucionais/Coletadehemocultura.pdf https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institucionais/Coletadehemocultura.pdf https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institucionais/Coletadehemocultura.pdf https://www.saude.go.gov.br/images/imagens_migradas/upload/arquivos/2017-02/modulo-4---procedimentos-laboratoriais---da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final.pdf https://www.saude.go.gov.br/images/imagens_migradas/upload/arquivos/2017-02/modulo-4---procedimentos-laboratoriais---da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final.pdf https://www.saude.go.gov.br/images/imagens_migradas/upload/arquivos/2017-02/modulo-4---procedimentos-laboratoriais---da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final.pdf https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/05/suplemento_VX_521324.pdf https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/05/suplemento_VX_521324.pdf