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CONTABILIDADE 
INTERMEDIÁRIA 
PROFESSORES
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Me. Claudinei de Lima Nascimento
ACESSE AQUI 
O SEU LIVRO 
NA VERSÃO 
DIGITAL!
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3355
EXPEDIENTE
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. 
Núcleo de Educação a Distância. FRAGALLI, Adriana Casavechia. 
NASCIMENTO, Claudinei de Lima.
Contabilidade Intermediária. 
Adriana Casavechia Fragalli. Claudinei de Lima Nascimento.
Maringá - PR.: UniCesumar, 2021. 
224 p.
“Graduação - EaD”. 
1. Contabilidade 2. Intermediária 3. Estoque. EaD. I. Título. 
FICHA CATALOGRÁFICA
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4Jd. Aclimação - Cep 87050-900 | Maringá - Paraná
www.unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 
Coordenador(a) de Conteúdo 
Juliana Moraes da Silva
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli, Jhonny Coelho
e Thayla Guimarães
Editoração
Sabrina Novaes
Design Educacional
Amanda Peçanha
Revisão Textual
Nágela Neves da Costa e
Ariane Andrade Fabreti
Ilustração
Bruno Cesar Pardinho
Fotos
Shutterstock
CDD - 22 ed. 657
CIP - NBR 12899 - AACR/2
ISBN 978-65-5615-276-9
Impresso por: 
Bibliotecário: João Vivaldo de Souza CRB- 9-1679
DIREÇÃO UNICESUMAR
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff, James Prestes, Tiago Stachon Diretoria de Design Educacional Débora 
Leite Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia Coelho Diretoria de Cursos Híbridos Fabricio Ricardo 
Lazilha Diretoria de Permanência Leonardo Spaine Head de Curadoria e Inovação Tania Cristiane Yoshie 
Fukushima Head de Produção de Conteúdo Franklin Portela Correia Gerência de Contratos e Operações 
Jislaine Cristina da Silva Gerência de Produção de Conteúdo Diogo Ribeiro Garcia Gerência de Projetos 
Especiais Daniel Fuverki Hey Supervisora de Projetos Especiais Yasminn Talyta Tavares Zagonel Supervisora 
de Produção de Conteúdo Daniele C. Correia
Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de 
Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino 
de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi
BOAS-VINDAS
Neste mundo globalizado e dinâmico, nós tra-
balhamos com princípios éticos e profissiona-
lismo, não somente para oferecer educação de 
qualidade, como, acima de tudo, gerar a con-
versão integral das pessoas ao conhecimento. 
Baseamo-nos em 4 pilares: intelectual, profis-
sional, emocional e espiritual.
Assim, iniciamos a Unicesumar em 1990, com 
dois cursos de graduação e 180 alunos. Hoje, 
temos mais de 100 mil estudantes espalhados 
em todo o Brasil, nos quatro campi presenciais 
(Maringá, Londrina, Curitiba e Ponta Grossa) e 
em mais de 500 polos de educação a distância 
espalhados por todos os estados do Brasil e, 
também, no exterior, com dezenas de cursos 
de graduação e pós-graduação. Por ano, pro-
duzimos e revisamos 500 livros e distribuímos 
mais de 500 mil exemplares. Somos reconhe-
cidos pelo MEC como uma instituição de exce-
lência, com IGC 4 por sete anos consecutivos 
e estamos entre os 10 maiores grupos educa-
cionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos edu-
cadores soluções inteligentes para as neces-
sidades de todos. Para continuar relevante, a 
instituição de educação precisa ter, pelo menos, 
três virtudes: inovação, coragem e compromis-
so com a qualidade. Por isso, desenvolvemos, 
para os cursos de Engenharia, metodologias ati-
vas, as quais visam reunir o melhor do ensino 
presencial e a distância.
Reitor 
Wilson de Matos Silva
Tudo isso para honrarmos a nossa mis-
são, que é promover a educação de qua-
lidade nas diferentes áreas do conheci-
mento, formando profissionais cidadãos 
que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária.
P R O F I S S I O N A LT R A J E T Ó R I A
Me. Claudinei de Lima Nascimento
Doutorando em Controladoria e Contabilidade, na Universidade de São Paulo, no 
programa PPGCC-USP. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Universidade 
do Vale do Rio dos Sinos (2005) e graduação em Ciências Contábeis pelo Centro 
Universitário de Maringá (2002). Atualmente, é professor com dedicação exclusiva no 
curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência 
profissional, há mais de 26 anos, na área de contabilidade em empresas comerciais 
e industriais. Atua na área de Administração, com ênfase em Ciências Contábeis, 
atuando principalmente nos seguintes temas: contabilidade gerencial, contabilida-
de tributária, métodos de custeio, custos, qualidade, decisões e profissão contábil.
http://lattes.cnpq.br/4951288835363597 
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Mestrado em Contabilidade pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pós-
-graduanda em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário de Ma-
ringá (Unicesumar). Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade 
Estadual de Maringá (UEM). Atua como conteudista e professor formador em 
cursos a distância da Unicesumar.
http://lattes.cnpq.br/8193667547216940
A P R E S E N TA Ç Ã O D A D I S C I P L I N A
CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA
Olá, prezado(a) aluno(a)! Seja bem-vindo(a) ao livro de Contabilidade Intermediária. Este livro 
foi organizado, especialmente, para seus estudos intermediários na área contábil. Assim, 
escolhemos conteúdos que deverão, naturalmente, servir de base para todos os outros com-
ponentes curriculares do curso que virão, a seguir, em outros módulos, e que têm como base 
estudos básicos já apreendidos em componentes curriculares anteriores.
Na Unidade 1, apresentamos as operações com mercadorias que ocorrem no ambiente 
organizacional: as compras, as vendas, os adiantamentos, o custo de aquisição, os critérios 
de avaliação dos estoques, entre outros assuntos.
Na Unidade 2, estudamos o Imobilizado. Importante ativo empresarial, visto que nele se en-
contram os investimentos em bens operacionais utilizados pela empresa. A necessidade de 
avaliação do custo de aquisição dos bens, os métodos de depreciação e de reconhecimento 
do desgaste dos bens são importantes para o contador fazer os registros e os reportes de 
informação corretos.
Na Unidade 3, elencamos temas diversos de contabilidade de nível intermediário. As ope-
rações financeiras e as antecipações foram tratadas para discorrer sobre transações que, 
normalmente, acontecem no ambiente empresarial.
 A Unidade 4, por sua vez, apresenta as principais demonstrações contábeis: Balanço Patri-
monial e Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Suas estruturas trazem importantes 
informações sobre a empresa e seu desempenho. 
A Unidade 5 demonstra, de forma prática, como ocorre o processo contábil. Por meio dos 
dados de uma empresa fictícia, exemplificamos como a contabilidade registra os fatos con-
tábeis e processa os dados até chegar às demonstrações contábeis. 
Esperamos que os estudos deste material tragam a você conhecimento técnico, prático e 
teórico a respeito da contabilidade, e que eles possam contribuir com o avanço dos seus 
estudos, no curso, e no seu desenvolvimento pessoal e profissional. 
ÍCONES
Sabe aquela palavra ou aquele termo que você não conhece? Este ele-
mento ajudará você a conceituá-la(o) melhor da maneira mais simples.
conceituando
No fim da unidade, o tema em estudo aparecerá de forma resumida 
para ajudar você a fixar e a memorizar melhor os conceitos aprendidos. 
quadro-resumo
Neste elemento, você fará uma pausa para conhecer um pouco 
mais sobre o assunto em estudo e aprenderá novos conceitos. 
explorando ideias
Ao longo do livro, você será convidado(a) a refletir, questionar e 
transformar. Aproveite este momento! 
pensando juntos
Enquanto estuda, você encontrará conteúdos relevantes 
online e aprenderá de maneira interativa usando a tecno-
logia a seu favor. 
conecte-se
Quando identificar o ícone de QR-CODE, utilize o aplicativo Unicesumar 
Experience para ter acesso aos conteúdos online.O download do aplicativo 
está disponível nas plataformas: Google Play App Store
CONTEÚDO
PROGRAMÁTICO
UNIDADE 01 UNIDADE 02
UNIDADE 03
UNIDADE 05
UNIDADE 04
FECHAMENTO
OPERAÇÕES COM 
ESTOQUE
8
ATIVO IMOBILIZADO
48
87
OPERAÇÕES 
FINANCEIRAS E 
ANTECIPAÇÕES
118
BALANÇO 
PATRIMONIAL 
E DEMONSTRAÇÃO 
DO RESULTADO DO 
EXERCÍCIO
156
EXEMPLO PRÁTICO
203
CONCLUSÃO GERAL
1
OPERAÇÕES COM
ESTOQUE
PLANO DE ESTUDO 
A seguir, apresentam-se as aulas que você estudará nesta unidade: • Estoques • Custo de aquisição • Crité-
rios de avaliação de estoque • Livro de registo de inventário • Contabilização das operações com estoque.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
• Conceituar os estoques • Compreender a formação do custo de aquisição dos estoques • Conhecer os 
métodos de avaliação dos estoques • Aprender os diferentes livros de registro de inventário • Conhecer 
os principais lançamentos contábeis relacionados ao estoque.
PROFESSORES 
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Me. Claudinei de Lima Nascimento
INTRODUÇÃO
Olá, caro(a) aluno(a)! Iniciaremos nosso estudo de Contabilidade Inter-
mediária falando sobre o estoque. O estoque é um dos ativos mais im-
portantes de uma empresa, afinal de contas, na grande maioria dos casos, 
ele faz parte do negócio principal e está, diretamente, envolvido com a 
atividade geradora de resultados. Como esses resultados necessitam ser 
positivos, fica evidente sua tamanha importância. Iniciamos a unidade, 
desse modo, conceituando estoques em seus diversos tipos e utilidades 
nas empresas industriais, comerciais e de serviços. A valorização dos 
estoques será estudada, a seguir, quando discutirmos os conceitos e os 
cálculos dos custos de aquisição de estoques. 
Passaremos, a partir do entendimento dos custos de aquisição, à com-
preensão dos métodos de avaliação de estoques. Isso porque o custo de 
aquisição costuma variar, ou seja, você não compra um determinado item, 
sempre, pelo mesmo valor. Assim, devido ao fato de um mesmo tipo de 
item ter sido adquirido a valores diferentes, é necessário optar por um dos 
critérios de avaliação, de forma que haja consistência nos cálculos do custo 
dos estoques. Para tanto, conheceremos os diferentes critérios existentes e 
os seus respectivos mecanismos de elaboração. 
Na sequência, estudaremos o Livro de Registro de Inventário aplicado 
tanto às empresas com sistemas simples instalados quanto às empresas com 
sistemas mais complexos, uma vez que se trata de um documento fiscal 
obrigatório para todas as empresas comerciais e industriais. 
Encerramos a unidade, por fim, estudando a contabilização das opera-
ções de estoques, que vão desde as operações de compras até as operações 
de vendas de estoques, passando pelas operações normais que ocorrem nas 
empresas referentes a devoluções de compras e de vendas, abatimentos, 
entre outros. Desta forma, compreenderemos como a gestão dos estoques 
em uma empresa pode fazer parte das funções da contabilidade no am-
biente organizacional.
Ótimo estudo! 
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1 ESTOQUES
Contabilmente falando, os estoques são regulamentados pela Norma Brasileira 
de Contabilidade, NBC TG 16 (R2) - Estoques, de 24 de novembro de 2017 (CFC, 
2017, on-line). Segundo esta norma, os estoques são ativos:
 “ (a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;(b) em processo de produção para venda; ou(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou 
transformados no processo de produção ou na prestação de serviços 
(CFC, 2017, on-line).
Em empresas comerciais, chamamos os estoques mantidos para vendas de esto-
ques de mercadorias. Em empresas industriais, os estoques podem ser classifica-
dos da seguinte forma:
 ■ Estoque de matéria-prima: é o material que será transformado em pro-
duto acabado com a aplicação de tecnologia e mão de obra.
 ■ Estoque de produtos em processo: é o material que já entrou no pro-
cesso de transformação pela tecnologia e mão de obra, porém, ainda não 
se transformou, definitivamente, em produto acabado.
 ■ Estoque de produtos acabados: é o produto pronto para ser vendido 
pela indústria.
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Nas empresas de prestação de serviços, os estoques são de valores menos ex-
pressivos e representam materiais que são aplicados no processo de execução 
dos serviços. Na medida em que são consumidos, são considerados custos na 
determinação do resultado. São considerados, também, estoques os materiais 
de consumo utilizados pela empresa em suas atividades operacionais internas. 
São exemplos desses materiais: materiais de escritório, materiais de limpeza, 
entre outros. É comum tais materiais levarem a denominação materiais de 
expediente. A demonstração dos estoques no Balanço Patrimonial pode ser 
feita como no Quadro 1:
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO
ATIVO CIRCULANTE
 ESTOQUES
Estoques de Mercadorias
Estoques de Matéria-Prima
Estoques de Produtos em Processo
Estoques de Produtos Acabados
Estoque de Materiais
Quadro 1 - Posicionamento dos estoques no Balanço Patrimonial / Fonte: os autores.
Embora o exemplo demonstre os estoques como parte do Ativo Circulante, pode 
ocorrer de serem demonstrados no Ativo Não Circulante também. Isso depende 
do tempo de realização dos estoques, que, na verdade, depende do ciclo operacio-
nal da empresa. Isso pode ocorrer, por exemplo, em empresas de construção civil, 
em função do tempo necessário que se leva em suas edificações para venda. Na 
Demonstração do Resultado do Exercício de uma empresa comercial, os estoques 
vendidos são demonstrados como Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). Em 
uma empresa industrial, são demonstrados como Custos dos Produtos Vendidos 
(CPV). Em uma empresa prestadora de serviços, são demonstrados como Custo 
dos Serviços Prestados (CSP). Tal demonstração dos estoques na Demonstração 
do Resultado do Exercício pode ser feita como no Quadro 2:
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O que se pode expressar em um livro ou em qualquer material impresso são ideias, nor-
mas, regras, exemplos, entre outros, porém a criatividade do contador é um diferencial 
individual que as empresas buscam em seus profissionais. 
pensando juntos
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
Receita Bruta
(-) Deduções da Receita Bruta
Receita Líquida
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
(-) Custo dos Produtos Vendidos
(-) Custo dos Serviços Prestados
(=) Lucro Bruto
Quadro 2 - Posicionamento dos estoques vendidos na DRE / Fonte: os autores.
Como regra geral, os estoques vendidos, independentemente do tipo de empre-
sa, são apresentados na Demonstração do Resultado para formação do Lucro 
Bruto da empresa. Os estoques são itens importantes, também, para elaboração 
do Fluxo de Caixa e da Demonstração do Valor Adicionado. No Fluxo de Caixa, 
eles influenciam a movimentação do caixa referente às atividades operacionais da 
empresa. Na Demonstração do Valor Adicionado, compõem o custo dos insumos 
adquiridos para geração da riqueza a ser distribuída.
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O princípio contábil do registro pelo valor original determina que os compo-
nentes do patrimônio devem ser registrados, inicialmente, pelo custo histórico. 
Assim, os ativos devem ser registrados em função dos valores pagos para adquiri-
-los. No caso do custo de aquisição dos estoques, a NBC TG 16 (R2) (CFC, 2017, 
on-line) apresenta a seguinte descrição:
 “ O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperá-veis perante o fisco), bem como os custos de transporte, seguro, 
manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos 
acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos 
e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação 
do custo de aquisição. 
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CUSTO DE
AQUISIÇÃO
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O preço de compra é o valor negociado com o fornecedor. Os impostos são aqueles 
embutidos no preço de venda ou decorrentes da operação de compra que não forem re-
cuperáveis pela empresa adquirente. Os custosde transportes são os fretes de transportes 
das mercadorias e os seguros são os gastos necessários para realização desses transportes.
Em outras palavras, incluem-se todos os gastos que ocorrem e que são neces-
sários para colocar os estoques dentro da empresa, em condições de serem ven-
didos ou transformados no processo de produção. Quando o fornecedor concede 
descontos ou abatimentos, estes devem ser deduzidos dos referidos custos por re-
presentarem um benefício para a empresa. O custo de aquisição é calculado para 
a operação como um todo, porém é necessário conhecer o custo de cada unidade 
adquirida. Isso atende às necessidades gerenciais, fiscais e societárias da empresa.
Gerenciais
Facilita a formação do preço de venda e a mensuração da 
lucratividade de cada produto.
Fiscais
O regulamento do imposto de renda determina a mensu-
ração do custo unitário para fins de elaboração do Livro de 
Registro de Inventário.
Societárias
O controle do estoque pelos valores unitários de seus com-
ponentes facilita a elaboração das demonstrações contábeis 
e, consequentemente, as decisões institucionais da empresa.
Quadro 3 - Necessidades de calcular o custo de aquisição / Fonte: os autores.
O custo total de aquisição deve ser calculado da seguinte forma:
Figura 1 - Cálculo do custo total de aquisição / Fonte: os autores.
Impostos
Recuperáveis
Fretes Seguros Outros Gastos
Custo Total de Aquisição
Valor pago ao fornecedor
Descontos
e Abatimentos
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O custo unitário de aquisição deve ser calculado dividindo-se o custo total de 
aquisição pela quantidade adquirida, da seguinte forma:
Figura 2 - Cálculo do custo unitário de aquisição / Fonte: os autores.
Para facilitar a compreensão, acompanhe o exemplo a seguir.
Exemplo:
Imagine uma empresa comercial que revende instrumentos musicais. Ela rea-
lizou uma compra, a prazo, de 20 violões elétricos ao preço unitário de R$400,00. 
O total da compra é de R$8.000,00. Os impostos inclusos no preço somam um 
total de R$900,00 e são recuperáveis. Para o transporte, a empresa pagou com che-
que um valor de R$500,00 referente ao frete e, também, com cheque, um valor de 
R$200,00 referente ao seguro do frete. Considerando estas informações, o custo 
total e o custo unitário de aquisição são calculados conforme o quadro a seguir:
COMPRA 8.000,00
(-) Impostos Recuperáveis 900,00
(+) Fretes 500,00
(+) Seguros 200,00
(+) Outros Gastos 0,00
(=) Custo Total de Aquisição 7.800,00
(/) Quantidade Adquirida 20
(=) Custo Unitário de Aquisição 390,00
Quadro 4 - Cálculo do custo de aquisição total e unitário / Fonte: os autores. 
Quantidade Adquirida
Custo Unitário
de Aquisição
Custo Total de Aquisição
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Embora o preço de cada violão negociado com o fornecedor tenha sido de 
R$400,00, o custo de aquisição de cada um deles é de R$390,00. Isso porque a 
empresa adquiriu crédito de impostos para recuperar em períodos subsequen-
tes e tais créditos não devem fazer parte do custo de aquisição, por isso, foram 
deduzidos. Além disso, somam-se os gastos extras que foram necessários para 
viabilizar a compra e colocar os estoques em condições de serem vendidos, que 
são, no exemplo dado, o frete e o seguro. O valor do custo de aquisição unitário 
servirá de base para decisões gerenciais, como mencionado anteriormente, por 
exemplo, para formação do preço de venda. Também servirá para constar no livro 
de Registro de Inventário e no Balanço Patrimonial da empresa até ser vendido, 
quando, então, alimentará a Demonstração de Resultado do Exercício. Consi-
derando o exemplo apresentado, seriam realizadas as seguintes contabilizações:
Contabilização da compra
Considerando que a compra foi a prazo, a empresa precisa contabilizar a entrada 
de mercadorias no estoque e reconhecer a dívida adquirida:
Débito – Mercadorias (Ativo) 8.000,00
Crédito – Fornecedores (Passivo) 8.000,00
Contabilização dos impostos recuperáveis
Os impostos recuperáveis reduzem o custo de aquisição pelas razões já men-
cionadas, por isso, devem reduzir o saldo de estoques de mercadorias que re-
presentam esse custo. Ao mesmo tempo, este crédito tributário deve ser reco-
nhecido na contabilidade e, como se trata de um direito, deve ser reconhecido 
numa conta de ativo: 
Débito – Impostos a recuperar (Ativo) 900,00
Crédito – Mercadorias (Ativo) 900,00
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Contabilização do frete 
O frete deve ser reconhecido contabilmente, aumentando o valor do estoque, pois 
este compõe o custo de aquisição das mercadorias. Em contrapartida, como o paga-
mento foi realizado com cheque, deve-se reconhecer a redução do valor no banco:
Débito – Mercadorias (Ativo) 500,00
Crédito – Banco (Ativo) 500,00
Contabilização do seguro
Assim como o frete, o seguro também agrega valor ao estoque. E como o seguro, 
também, foi pago com cheque, deve-se reconhecer a diminuição do valor no banco:
Débito – Mercadorias (Ativo) 200,00
Crédito – Banco (Ativo) 200,00
Após todos os lançamentos contábeis efetuados, a movimentação da conta Mer-
cadorias deve apresentar, justamente, o valor do custo total de aquisição da refe-
rida compra, conforme demonstrado no razonete, a seguir.
Figura 3 - Razão da conta Mercadorias / Fonte: os autores.
O saldo final do razão será levado ao Balanço Patrimonial da empresa. Para saber 
a composição deste estoque, porém, o livro de registro de inventário é a melhor 
fonte, pois lá terá a seguinte informação:
Descrição Quantidade Custo Unitário Custo Total
Violão Elétrico 20 390,00 7.800,00
Quadro 5 - Livro de Registro de Inventário / Fonte: os autores.
Mercadorias
Compra
Frete
Seguro
8.000,00
500,00
200,00
900,00
7.800,00
D C
Impostos recuperáveis
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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 
DE ESTOQUE
O cerne da discussão a respeito da mensuração do estoque está no fato de que o custo 
de aquisição quase nunca se repete de uma operação para outra, mesmo adquirindo 
estoques de um mesmo fornecedor, em curto espaço de tempo. Os preços mudam, 
assim como as condições de negociação. Supondo que, em uma nova compra, o custo 
de aquisição unitário do violão seja de R$410,00. Qual será o custo a ser considerado 
pela empresa, na elaboração das demonstrações contábeis? Na formação do preço 
de venda? A ser demonstrado para as autoridades fiscais? Devido a essa variação no 
custo de aquisição, é necessário, portanto, adotar critérios para avaliar os estoques de 
forma contínua, permanente. Tais critérios serão estudados adiante.
De acordo com a NBC TG 16 (R2) (CFC, 2017, on-line), os critérios de avaliação 
de estoques são:
 ■ Identificação específica ou custo específico.
 ■ Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS). 
 ■ Custo médio ponderado.
Há, ainda, segundo a literatura contábil, o:
 ■ Último a entrar, primeiro a sair (UEPS).
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Os critérios são importantes para a contabilidade empresarial, em função de que 
determinam quais custos irão compor o resultado da empresa, na demonstração 
de resultado do exercício, ou seja, na composição do CMV, do CPV ou, ainda, 
do CSP. O custo específico utiliza o custo individual do bem, especificamente, o 
valor do custo de aquisição da entrada de cada item no estoque da empresa. O 
PEPS consiste em utilizar o custo mais antigo do estoque. O UEPS consiste em 
utilizar o custo mais recente. O custo médio ponderado utiliza um custo médio, 
considerando as entradas de diversos custos de aquisição diferentes. 
Para os estoques que tenham a mesma natureza ou formas de uso semelhantes, 
a empresa deve usar, sempre, o mesmo critério de avaliação. Contudo não descarta o 
uso de critérios diferentes, quando os estoques tenham naturezas diferentes. Apesar 
dos quatro critérios existentes, é importante lembrar que o regulamento do imposto 
de renda permite a utilização, apenas, do PEPS, do Custo Médio Ponderado e do 
Custo Específico. O UEPS não é um critério aceito para fins de apuração do lucro 
tributável do imposto de renda e da contribuiçãosocial das pessoas jurídicas. No 
Art. 307 do referido regulamento, está, assim, expresso: “o valor dos bens existentes 
no encerramento do período poderá ser o custo médio ou o dos bens adquiridos 
ou produzidos mais recentemente, admitida, ainda a avaliação com base no preço 
de venda, subtraída a margem de lucro” (BRASIL, 2018, on-line).
Quando se refere ao valor dos bens existentes no encerramento, o artigo se refe-
re aos bens em estoques no encerramento do Balanço Patrimonial, ou seja, aqueles 
que, ainda, não foram vendidos nem consumidos, por isso, permanecem registrados 
no Ativo. A estes, a empresa deve usar uma média ou um custo mais recente para 
valoração. O custo mais recente é o último que entrou. Assim, o último que entrou 
não pode ir para a Demonstração do Resultado, apenas, o primeiro (PEPS) ou a 
média. É esta interpretação feita para se afirmar, então, a não possibilidade de uso 
do UEPS como mencionado. Assim, tem-se o seguinte contexto:
 ■ A norma contábil sugere a utilização do PEPS, do custo médio ponderado 
ou do custo específico.
 ■ A literatura contábil inclui, além dos critérios mencionados, o UEPS como 
critério válido.
 ■ A legislação tributária do imposto de renda das pessoas jurídicas admite 
todos os critérios anteriores, com exceção do UEPS.
A sistemática de utilização de cada critério será estudada a seguir, quando abor-
darmos os Livros de Registro de Inventário.
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O inventário dos estoques é uma necessidade gerencial. O conhecimento do 
volume de estoque atual permite ao tomador de decisão escolher o que com-
prar e quando comprar. Isso é muito importante, em um contexto de mercado, 
altamente competitivo, em que é necessário manter mercadorias à disposição 
dos clientes e, ao mesmo tempo, diminuir custos com estocagem. Além de uma 
necessidade de gestão, o inventário atende à necessidade societária, no momento 
em que permite o levantamento das demonstrações contábeis e fiscais, pois o 
regulamento do imposto de renda das pessoas jurídicas exige de todas as em-
presas a elaboração do Livro de Registro de Inventário.
As empresas enquadradas no Simples Nacional e no Lucro Presumido devem 
elaborar o Livro de Registro de Inventário com a posição do estoque no último 
dia do ano, ou seja, em 31 de dezembro. Da mesma forma, são obrigadas as em-
presas enquadradas no Lucro Real Anual. As empresas enquadradas no Lucro 
Real Trimestral, por sua vez, devem elaborar o Livro de Registro de Inventário 
com a posição do estoque no último dia de apuração do imposto de renda, ou 
seja, em 31 de março, em 30 de junho, em 30 de setembro e em 31 de dezembro.
Não existe um modelo específico determinado pela legislação tributária para 
o Livro de Registro de Inventário. O Art. 276 do Regulamento do Imposto de 
Renda expressa o seguinte sobre as características do referido livro:
4 
LIVRO DE REGISTRO 
DE INVENTÁRIO
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 “ No livro de inventário deverão ser arrolados, com especificações que facilitem a sua identificação, as mercadorias, os produtos manufatu-rados, as matérias-primas, os produtos em fabricação e os bens em 
almoxarifado existentes na data do balanço patrimonial levantado 
ao fim de cada período de apuração (BRASIL, 2018, on-line).
Isso permite afirmar que os principais itens que devem compor o inventário são:
 ■ Data do levantamento do livro.
 ■ Descrição dos estoques separada por linhas, sublinhas, modelos, séries, 
entre outras subclassificações.
 ■ Quantidade existente no fim do período de apuração.
 ■ Custo unitário e total de cada item do estoque calculado pelos critérios 
de avaliação aceitos, já mencionados anteriormente.
O Livro de Registro de Inventário é, na verdade, um controle de estoque 
que ajuda a compreender a composição do patrimônio e do resultado do 
patrimônio de uma empresa. Existem dois sistemas de controle de estoques: 
controle periódico e controle permanente. Assim, podemos ter tipos de 
Livro de Registro de Inventário:
 ■ Livro de Registro de Inventário Periódico. 
 ■ Livro de Registro de Inventário Permanente.
Livro de Registro de Inventário Periódico
O inventário periódico permite a empresa levantar sua composição de es-
toques, no último dia do período de encerramento das demonstrações con-
tábeis. Se uma empresa encerra o período em 31 de dezembro, então, nesta 
data, os estoques precisam ser contados fisicamente e valorados. O valor de 
cada item dos estoques, neste caso, será, como já mencionado anteriormente, 
o custo médio de aquisição ou o custo mais recente desses estoques. Imagine 
que, no último dia do período de apuração do inventário, a empresa tenha 
feito a seguinte contagem nos seus estoques:
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Descrição da Mercadoria
Quantidade Física Existente em 31 
de Dezembro
Mercadoria A 40
Mercadoria B 80
Mercadoria C 120
Tabela 1 - Inventário Físico / Fonte: os autores.
Para atribuir valor ao estoque contado, a empresa pode determiná-lo com base 
nas notas fiscais de compra, realizadas durante o ano, calculando o custo médio 
de aquisição desse estoque, ou atribuir o custo de aquisição da compra feita mais 
recentemente. Supondo que a empresa tenha feito a opção em atribuir o último 
custo de aquisição, ou seja, o custo de aquisição mais recente calculado com base 
na última compra efetuada, esta escolha pode derivar da maior facilidade opera-
cional em encontrar este custo. Fazendo isso, o Livro de Registro de Inventário 
seria completado de acordo com a Tabela 2 adiante:
Descrição da 
Mercadoria
Quantidade Física Existente 
em 31 de Dezembro
Custo 
Unitário
Custo Total
Mercadoria A 40 30,00 1.200,00
Mercadoria B 80 82,00 6.560,00
Mercadoria C 120 90,00 10.800,00
Total 240 18.560,00
Tabela 2 - Inventário Físico e Monetário / Fonte: os autores.
No Balanço Patrimonial, o valor dos estoques será de R$18.560,00. Porém o le-
vantamento do CMV é mais complicado no inventário periódico, pois tem-se 
conhecimento da quantidade vendida durante o ano, mas não a do valor do custo 
a ser apresentado na Demonstração de Resultado do Exercício. Nesse tipo de 
inventário, o CMV deve ser calculado desta forma:
CMV = EI + C - EF
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 ■ Legenda
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas.
EI = Estoque Inicial.
C = Compras.
EF = Estoque Final.
No caso do exemplo apresentado, o valor de R$18.560,00 é o valor do estoque 
final do exercício. Considerando que, no início do período, ou seja, em 1º de 
janeiro, a empresa tinha um estoque total avaliado em R$15.650,00 e, durante o 
ano, realizou compras com custo total de aquisição no valor de R$120.000,00, 
pode-se encontrar o CMV da empresa da seguinte forma:
CMV = EI + C - EF
CMV = 
CMV =
15 650 00 120 000 00 18 560 00. , . , . ,� �
 117 090 00. ,
Dessa forma, o valor que irá para a Demonstração de Resultado do Exercício 
como CMV será de R$117.090,00. Para dar suporte contábil a estas operações, 
o plano de contas da empresa deve estar estruturado com as seguintes contas 
contábeis no seu grupo de estoques:
Grupo de contas Descrição da conta
Conta de grupo (Sintética) Estoques
Conta de subgrupo (Sintética) Mercadorias para revenda
Conta Analítica Estoque inicial
Conta Analítica Compras
Quadro 6 - Estrutura das Contas de Estoques no Plano de Contas / Fonte: os autores.
Seguindo o exemplo dado, os lançamentos contábeis, no encerramento da apu-
ração contábil do período, poderiam ser feitos da seguinte forma:
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Lançamento das compras
Vamos supor que, durante o ano, as compras foram realizadas a prazo, então, reco-
nhecemos a compra e, em contrapartida, o aumento da dívida com fornecedores:
Débito – Compras (Ativo) 120.000,00
Crédito – Fornecedores (Passivo) 120.000,00
É obvio que, durante o ano, foram realizadas várias compras de mercadorias que to-
talizaram R$120.000,00, mas, para simplificar, demonstramos um único lançamento.
Ajuste do saldo em estoque
O saldo anterior da conta de Estoque Inicial era de R$15.650,00. Como a conta-
gemrealizada demonstrou um estoque final de R$18.560,00, conclui-se que hou-
ve um aumento de R$2.910,00 no saldo do estoque. Então, devemos reconhecer 
esse aumento na conta Estoque Inicial. Em contrapartida, diminuímos a conta 
Compras para que esta apresente o saldo exato a ser transferido para conta CMV: 
Débito – Estoque inicial (Ativo) 2.910,00
Crédito – Compras (Ativo) 2.910,00
Como o saldo final de um período é o saldo inicial do próximo período, não há 
necessidade de transferir o valor da conta Estoque Inicial. Assim, no próximo 
período, é só contabilizar as compras e o ajuste, conforme já demonstrado.
Transferência para CMV
Agora que a conta Compras apresenta o valor correto do CMV do período, basta 
contabilizar a transferência:
Débito – CMV (Despesa) 117.090,00
Crédito – Compras (Ativo) 117.090,00
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Para compreender melhor como foram encontrados os saldos das contas, 
assista ao vídeo explicativo.
conecte-se
O balancete de verificação apresentará os saldos das contas envolvidas nestas 
operações da seguinte forma:
Conta
Saldo inicial 
(01/01)
Movimento do período Saldo final 
(31/12)Débito Crédito
Estoque 
Inicial
15.650,00 2.910,00 0,00 18.560,00
Compras 0,00 120.000,00 120.000,00 0,00
CMV 0,00 117.090,00 0,00 117.090,00
Tabela 3 - Saldo das contas no balancete de verificação / Fonte: os autores.
É importante deixar claro que o valor das compras utilizado na fórmula deve ser 
das compras líquidas, ou seja, o custo de aquisição descontado e acrescido dos 
gastos que impactam este valor. Como exemplo, suponha que uma empresa tenha 
apresentado os seguintes dados referentes a um período contábil:
Estoque inicial R$ 5.000,00
Compras R$ 18.000,00
Impostos recuperáveis R$ 3.780,00
Frete referente à compra R$ 2.000,00
Seguro sobre frete referente à compra R$ 800,00
Descontos sobre a compra R$ 1.800,00
Devolução de compras R$ 500,00
Estoque final R$ 6.300,00
Tabela 4 - Dados para cálculo do CMV / Fonte: os autores.
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3356
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A partir desses dados, é necessário, primeiramente, calcular as compras líquidas 
para, em seguida, aplicar a fórmula:
Compras (+) R$ 18.000,00
Impostos recuperáveis (-) R$ 3.780,00
Frete referente à compra (+) R$ 2.000,00
Seguro sobre frete referente à compra (+) R$ 800,00
Descontos sobre a compra (-) R$ 1.800,00
Devolução de compras (-) R$ 500,00
Compras líquidas R$ 14.720,00
Tabela 5 - Cálculo das compras líquidas / Fonte: os autores.
Agora sim, basta aplicar a fórmula:
CMV = EI + C - EF
CMV = 
CMV = 
5 000 00 14 720 00 6 300 00
13
. , . , . ,� �
.. ,420 00
 
Assim, considerando os dados informados, descobrimos que o custo das mer-
cadorias vendidas, no período, foi de R$13.420,00. Para tanto, a conta analítica 
Compras pode ser utilizada para registrar todos os valores envolvidos, como os 
impostos recuperáveis, o frete, o seguro, os descontos e as devoluções de compras. 
Porém, caso a empresa prefira, é possível, também, criar contas separadas para 
cada um dos gastos envolvidos. O tratamento dado às matérias-primas e a outros 
materiais em empresas industriais é o mesmo. Todavia, ao invés de se chegar ao 
CMV, chega-se ao custo da matéria-prima consumida no processo de produção 
para compor o custo dos produtos acabados.
Da mesma forma, a conta de estoque de produtos acabados pode seguir 
os mesmos procedimentos, considerando que, ao invés da conta de compras, 
existirá uma conta de produção, que receberá não só os lançamentos das ma-
térias-primas consumidas, no processo de produção, como também da mão de 
obra e outros custos de produção.
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É importante esclarecer que, mesmo sendo prático, o Livro de Registro de 
Inventário Periódico é recomendado, somente, para empresas de pequeno porte 
que não necessitam de controles mais precisos. Um controle permanente de es-
toque é sempre mais eficiente, isso, porém, pode aumentar os gastos da empresa.
Livro de Registro de Inventário Permanente
O inventário permanente tem por base o registro das entradas e saídas de estoque, 
cada vez que elas ocorrem dentro da empresa. Os dados monetários e físicos de 
cada entrada e cada saída são registrados de forma que, ao final do período de 
apuração, os saldos físicos, o custo unitário e o custo total dos estoques já são 
demonstrados. Assim, não é necessário fazer a contagem física para conhecer a 
quantidade que se tem no estoque. O que se pode proceder é a conferência física, 
uma vez que a quantidade já está demonstrada no livro. O custo unitário e total 
dos estoques, neste caso, depende do critério de avaliação escolhido pela empresa.
Como mencionado anteriormente, os critérios de avaliação de estoques acei-
tos pelas normas contábeis e pela legislação tributária são: PEPS, Custo Médio 
Ponderado e Custo Específico. Desta forma, no registro permanente, o custo 
unitário e total de cada item dos estoques estará baseado em um destes critérios. 
A utilização do registro permanente do inventário, portanto, simplifica a conta-
bilização, pois toda vez que há uma compra, o custo de aquisição é lançado em 
estoques e, toda vez que há uma venda, o custo do estoque é transferido para 
o CMV, de forma que, no final do período, o saldo do inventário é o valor do 
estoque no Balanço Patrimonial e o CMV já está lançado na Demonstração de 
Resultado do Exercício.
É necessário compreender, todavia, a dinâmica do funcionamento dos regis-
tros de entradas e saídas, no inventário e na contabilidade, em cada critério de 
avaliação de estoques, pois muda-se o critério e terá mudado o valor das demons-
trações contábeis. Cada tipo de estoque deve ter um controle que demonstre as 
entradas e saídas que ocorreram dentro de um período. Tradicionalmente, este 
controle é feito por meio de uma Ficha Kardex, que é uma Ficha de Controle de 
Estoques. Para cada tipo de estoque, uma ficha individual; e já faz algum tempo 
que esta ficha foi sistematizada nos sistemas de informática das empresas. 
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Mercadoria: _____________________ Critério:__________________
Data Descrição
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
- - - - - - - - - - -
Quadro 7 - Modelo de ficha de controle de estoque / Fonte: os autores.
Como a ficha é preenchida a cada movimentação ocorrida no estoque, os usuá-
rios da informação contábil conseguem obter, a qualquer momento, informações 
referentes às compras, às saídas (sejam para produção ou venda) e o saldo rema-
nescente de cada item do estoque, tudo isso em quantidade e valor. 
Para compreender melhor a sistemática dos critérios de avaliação, será dado 
um exemplo de movimentação de estoques e, depois, estes serão avaliados por 
cada um dos métodos. Imagine que uma empresa comercial vendeu um deter-
minado produto e, durante um mês, teve a seguinte movimentação:
Data Histórico Custo Total de Aquisição
02 de janeiro Compra de 100 unidades 2.000,00
04 de janeiro Venda de 70 unidades
08 de janeiro Compra de 100 unidades 2.200,00
12 de janeiro Venda de 80 unidades
18 de janeiro Compra de 100 unidades 2.300,00
31 de janeiro Venda de 140 unidades
Tabela 6 - Movimentação simulada de uma empresa / Fonte: os autores. 
No exemplo dado, o período começa em 1º de janeiro com saldo de estoque 
inicial zerado. Isso para facilitar o entendimento da sistemática de elaboração da 
Ficha de Estoque. Os valores correspondem aos custos de aquisição, tanto nas 
colunas de entradas quanto das saídas. Os valores pelos quais as mercadorias 
foram vendidas não devem aparecer no controle de estoques.
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Mercadoria: XXXXXXX Critério: PEPS
Data
Descri-
ção
Entrada Saída Saldo
Quant.
Valor 
Unit.
Total Quant.
Valor 
Unit.
Total Quant.
Valor 
Unit.
Total
01/01
Saldo 
inicial
- - - - - - 0 0,00 0,00
02/01 Compra 100 20,00 2.000,00 - - - 100 20,00 2.000,00
04/01 Venda - - - 70 20,00 1.400,00 30 20,00 600,00
08/01 Compra 10022,00 2.200,00 - - -
30
100
130
20,00
22,00
600,00
2.200,00
2.800,00
12/01 Venda - - -
30
50
80
20,00
22,00
600,00
1.100,00
1.700,00
50 22,00 1.100,00
18/01 Compra 100 23,00 2.300,00 - - -
50
100
150
22,00
23,00
1.100,00
2.300,00
3.400,00
31/01 Venda - - -
50
90
140
23,00
23,00
1.100,00
2.070,00
3.170,00
10 23,00 230,00
Total do período 300 6.500,00 290 6.270,00 10 230,00
Tabela 7 - Ficha de Controle de Estoque pelo Critério PEPS / Fonte: os autores.
Você pode observar que as movimentações de compra são registradas na coluna 
Entrada enquanto as movimentações de venda são registradas na coluna Saída 
ambas indicando a quantidade, o valor unitário e o valor total da transação. Na 
coluna Saldo ficam registrados os itens que permanecem em estoque. É impor-
tante esclarecer que, nesta coluna, na sistemática do PEPS, é necessário separar 
os lotes, de forma que seja possível identificar quantidade, valor unitário e valor 
total de cada lote. Assim, conforme ocorrem as vendas, é possível identificar o 
valor do lote mais antigo, o qual é o primeiro a ser baixado. 
Sistemática do PEPS
Com base nos dados apresentados, conheceremos, primeiramente, o método PEPS.
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Na compra do dia 2 de janeiro, o custo unitário, o custo total e a quantidade com-
prada são demonstrados na linha correspondente ao dia 02/01. O registro é feito na 
coluna das entradas e, como neste dia não há nenhuma saída e o saldo anterior era zero, 
a coluna de saldo do dia 02/01 apresenta os mesmos valores e quantidades da compra.
No dia 04/01, há a venda de 70 unidades. A questão é: com qual custo esta 
venda será registrada na ficha de estoque? Como no saldo de estoque, anterior a 
essa venda, o custo unitário de cada mercadoria era de R$20,00, o custo que deve 
ser registrado para a venda das 70 unidades é de R$1.400,00 (70*20,00). 
No dia 08/01, há uma nova compra, desta vez, com custo de aquisição 
unitário de R$22,00. Com isso, o estoque da empresa, neste dia, passa a ser 
composto por dois lotes: um lote com 30 unidades ao custo unitário de 
R$20,00, relativos à compra do dia 02/01; e outro lote com 100 unidades ao 
custo unitário de R$22,00, relativos à compra do dia 08/01. No total, são 130 
unidades ao custo total de R$2.800,00.
No dia 12/01, houve venda de 80 unidades. Agora, a questão é: com qual custo 
de aquisição cada unidade vendida será registrada na ficha de estoque? O PEPS 
determina que o primeiro que entrou deve ser o primeiro a sair. Assim, das 80 
unidades vendidas, 30 serão registradas pelo custo de R$20,00 cada, referentes 
ao valor do lote mais antigo que havia no estoque, e as outras 50 unidades serão 
registradas pelo custo da última entrada, ou seja, pelo valor de R$22,00 cada.
No dia 18/01, houve, novamente, uma compra, agora, pelo custo unitário de 
R$23,00. Assim, o saldo em estoque ficou composto por um lote com 50 unidades 
ao custo de R$22,00 cada, e outro lote com 100 unidades ao custo de R$23,00 cada. 
No dia 31/01, há uma nova venda, agora, de 140 unidades. Para tanto, pri-
meiramente, foi registrada a saída de 50 unidades ao custo de R$22,00 cada, 
referente ao lote mais antigo em estoque nesta data. As outras 90 unidades foram 
registradas por R$23,00 cada.
O saldo final do dia 31/01 da ficha de estoque vai alimentar o Livro de Re-
gistro de Inventário. Nele, constarão 10 unidades ao custo unitário de R$23,00, 
totalizando R$230,00. Este valor será apresentado na conta de Mercadorias no 
Balanço Patrimonial. A soma de todos os custos das saídas pelas vendas, que é 
de R$6.270,00, será levada para a Demonstração de Resultado do Exercício da 
empresa na linha referente ao CMV.
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A sistemática do UEPS é muito semelhante ao PEPS, ou seja, é necessário registrar, sepa-
radamente, o saldo em estoque dos lotes diferentes, de forma a identificar o valor dos lo-
tes mais antigos e dos lotes mais recentes. A única diferença é que, ao contrário do PEPS, 
em que são baixados, primeiramente, os lotes mais antigos, no UEPS, no momento da 
saída do estoque, são baixados, primeiramente, os lotes mais recentes, ou seja, o último 
a entrar é o primeiro a sair. 
explorando Ideias
Sistemática do Custo Médio Ponderado 
Pelo critério do Custo Médio Ponderado, ou simplesmente, custo médio, os cus-
tos das saídas são relativos ao custo atual do estoque. Este custo atual de cada 
unidade é encontrado, dividindo-se o custo total pela quantidade. Considerando 
a mesma movimentação apresentada anteriormente, a Ficha de Estoque ficaria 
como demonstrada adiante:
Mercadoria: XXXXXXX Critério: Custo Médio Ponderado
Data
Descri-
ção
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
01/01
Saldo 
inicial
- - - - - - 0 0,00 0,00
02/01 Compra 100 20,00 2.000,00 - - - 100 20,00 2.000,00
04/01 Venda - - - 70 20,00 1.400,00 30 20,00 600,00
08/01 Compra 100 22,00 2.200,00 - - - 130 21,54 2.800,00
12/01 Venda - - - 80 21,54 1.723,20 50 21,54 1.076,80
18/01 Compra 100 23,00 2.300,00 - - - 150 22,51 3.376,80
31/01 Venda - - - 140 22,51 3.151,40 10 22,51 225,40
Total do período 300 6.500,00 290 6.274,60 10 225,40
Tabela 8 - Ficha de Controle de Estoque pelo Critério do Custo Médio / Fonte: os autores.
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Como você pode observar, no custo médio, não há necessidade de separar 
os lotes, justamente, porque, agora, é calculado um valor médio. Percebe-se 
que cada unidade vendida recebe o custo unitário médio, imediatamente, 
anterior à data da saída. As 70 unidades vendidas, no dia 04/01, receberam o 
custo unitário de R$20,00, pois este era o custo unitário, atual, no momento 
da realização da venda. Já as 80 unidades vendidas, no dia 12/01, receberam 
o custo de R$21,54 cada, pois, após a compra do dia 08/01, esse passou a 
ser o custo unitário médio. Por fim, as 140 unidades vendidas no dia 31/01 
receberam o custo unitário de R$22,51. 
O custo médio unitário de cada unidade muda a cada nova compra rea-
lizada pela empresa. Como imaginamos, em tese, o custo de aquisição de 
uma compra nunca será exatamente igual a de outra compra, pode-se afir-
mar que o custo unitário de aquisição, sempre, mudará com novas entradas 
por compras. Considerando o exemplo apresentado, se a empresa utilizar o 
critério PEPS, o saldo final dos estoques será de R$230,00, que, como já men-
cionado, será levado ao Balanço Patrimonial. Pelo Custo Médio, o saldo final 
dos estoques será de R$225,40. Desta forma, repete-se a afirmação já feita 
anteriormente, muda-se o critério de avaliação de um elemento patrimonial 
e terá mudado seu montante. Da mesma forma, ocorre na Demonstração de 
Resultado do Exercício. Pelo PEPS, o CMV apurado será de R$6.270,00. Já 
pelo Custo Médio, o CMV apurado será de R$6.274,00 
Custo Específico
Por este critério, cada item do estoque tem seu próprio custo individual e es-
pecífico e, quando da saída por venda, o custo a ser registrado nas saídas na 
ficha de estoques é exatamente o custo da entrada daquele item. Imagine uma 
concessionária de veículos novos. A empresa pode ter diversas unidades de um 
determinado modelo de carro, inclusive com custos de aquisição diferentes. 
Porém, quando há a venda de um veículo, o custo a ser registrado é justamente 
daquele chassi que foi vendido. Em nada mais muda este critério dos outros 
que foram estudados, no que se refere à alimentação dos saldos no Balanço 
Patrimonial e no Livro de Registro de Inventário bem como na alimentação 
do CMV na Demonstração de Resultado do Exercício.
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As principais operações com estoque envolvem compras e vendas. Adiante, serão 
tratadas tais operações, seus detalhes e contabilização. As operações de compras 
são as primeiras a serem discutidas.
Operações de Compras
É normal que as compras de mercadorias ou de matérias-primas sejam feitas a 
prazo. O aumento nos estoques em função das compras tem como contrapartida 
o reconhecimento da obrigação a pagar com fornecedores.O lançamento das 
compras pode ser feito da seguinte forma:
Débito – Mercadorias (Ativo)
Crédito – Fornecedores (Passivo)
Caso a compra seja efetuada à vista, a conta Fornecedores é substituída pela forma 
de pagamento, ou seja, pelo Caixa ou pelo Banco. Uma compra em dinheiro, por 
exemplo, seria registrada da seguinte forma:
Débito – Mercadorias (Ativo)
Crédito – Caixa (Ativo)
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CONTABILIZAÇÃO DAS 
OPERAÇÕES COM 
ESTOQUE
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Os impostos recuperáveis são direitos da empresa. Tais direitos, uma vez adqui-
ridos em função das compras, devem ser reconhecidos como ativos. Em contra-
partida, esse direito diminui o custo de aquisição das mercadorias. O lançamento 
contábil dos impostos recuperáveis é o que segue:
Débito – Impostos a recuperar (Ativo)
Crédito – Mercadorias (Ativo)
Ao invés de efetuar um lançamento para a compra de mercadorias e um para 
os impostos recuperáveis, é possível efetuar um único lançamento composto. 
Neste caso, o valor a ser registrado na conta Mercadorias já deve estar des-
contado do valor dos impostos. Por exemplo: imagine uma compra a prazo, 
no valor de R$800,00, cujos impostos recuperáveis totalizam R$120,00, o 
lançamento composto seria: 
Débito – Mercadorias (Ativo) 680,00
Débito – Impostos a recuperar (Ativo) 120,00
Crédito – Fornecedores (Passivo) 800,00
O termo “impostos” deve representar o tributo que será compensado no futuro. 
É saudável para a contabilidade que tenha contas individuais para cada tipo de 
tributo a que tenha o referido direito. Assim, a conta de Impostos a recuperar 
deve ser subdivida, dentre outras, da seguinte forma:
 ■ ICMS a recuperar.
 ■ PIS a recuperar.
 ■ COFINS a recuperar.
 ■ IPI a recuperar.
 ■ ISS a recuperar.
Vale reforçar que, se houver gastos com frete, seguro de frete, transbordo, entre 
outros, estes deverão ser lançados de forma a aumentar o custo das mercadorias 
adquiridas, conforme apresentado anteriormente em “Custo de aquisição”. 
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Devoluções de Compras
Pode ocorrer de a empresa realizar uma compra de mercadorias ou matéria-
-prima e, por algum motivo, devolver os estoques comprados ao fornecedor. A 
devolução pode ser total ou parcial e implica a saída de estoques e a diminuição 
da obrigação com os fornecedores, caso a compra tenha sido feita a prazo:
Débito – Fornecedores (Passivo)
Crédito – Mercadorias (Ativo)
Quando a compra for realizada à vista e paga com dinheiro, com cheque ou 
com cartão de crédito/débito, no momento da devolução, o fornecedor deverá 
reembolsar a empresa. Assim, a conta a débito deverá ser o Caixa ou o Banco, 
isso dependerá da forma de reembolso. Vamos supor um reembolso em dinheiro:
Débito – Caixa (Ativo)
Crédito – Mercadorias (Ativo) 
São comuns, também, situações em que o fornecedor, no momento da devolução, 
aplica um crédito para a empresa para ser utilizado nas próximas compras que ela 
realizar. Neste caso, a empresa tem um direito a realizar contra o seu fornecedor. 
Desse modo, o lançamento seria:
Débito – Outros créditos (Ativo)
Crédito – Mercadorias (Ativo)
Independentemente da forma de devolução, se foram registrados impostos a 
recuperar no momento da compra, no momento da devolução, também, é ne-
cessário reconhecer o estorno desses impostos:
Débito – Mercadorias (Ativo)
Crédito – Impostos a recuperar (Ativo)
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Operações de Vendas
Muitas podem ser as modalidades de vendas que uma empresa pode adotar. 
O mercado exige que a empresa esteja preparada para suas exigências, tam-
bém, em relação a propiciar as melhores condições para seus clientes. Assim, a 
contabilidade cria meios de dar suporte às diversas transações de vendas que 
podem ocorrer, inclusive, com a finalidade de bem informar seus usuários. 
Algumas dessas transações são apresentadas adiante.
Vendas à vista em dinheiro
A venda à vista em dinheiro implica o aumento do saldo de caixa da empresa e 
no consequente aumento de suas receitas com vendas. O lançamento contábil 
da venda à vista é:
Débito – Caixa (Ativo)
Crédito – Receita de vendas (Receita)
Os lançamentos dos tributos sobre as vendas e dos custos sobre as vendas serão 
tratados mais adiante.
Vendas à vista com depósito bancário
Pode ocorrer que o cliente, ao invés de pagar em dinheiro, faça um depósito 
bancário na conta da empresa. Neste caso, o aumento não é no saldo de caixa, e 
sim, no saldo bancário. O lançamento ficaria assim:
Débito – Banco (Ativo)
Crédito – Receita de vendas (Receita)
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Vendas com cheque
Pode acontecer, também, de cliente pagar pela compra com cheque e, ainda, so-
licitar um prazo para a empresa descontar este cheque. É a venda com cheque 
pré-datado. Assim, a empresa pode vender com cheque e este ser descontado ime-
diatamente ou ser descontado após um prazo. Independentemente se o cheque é 
para compensação imediata ou posterior, a contabilidade da empresa pode criar 
uma conta no ativo que represente os cheques recebidos em função das vendas 
realizadas. Esta conta contábil pode ser descrita como Cheques a Receber. O 
lançamento contábil ficaria da seguinte forma:
Débito – Cheques a receber (Ativo)
Crédito – Receita de vendas (Receita)
Vendas com cartão de crédito
As vendas com cartão de crédito são comuns, principalmente, em empresas de 
varejo. Nesse caso, uma vez que a operação de venda foi autorizada pela admi-
nistradora de cartões, o direito da empresa que está efetuando a venda é com a 
referida administradora e não mais com o cliente. Não se trata de uma duplicata 
a receber, e sim, de um crédito representado por uma operação autorizada. A con-
tabilidade deve criar uma conta específica para registrar este crédito. Essa conta 
pode ser descrita como Operações com Cartão de Crédito/Débito a Receber e 
deve estar no grupo do ativo.
Se a empresa, porém, opera com diversas administradoras diferentes de car-
tão, pode criar uma conta para cada administradora dentro da conta de Opera-
ções com Cartão de Crédito/Débito a Receber. Isso facilita o controle dos valores 
a receber destas referidas administradoras. Outro detalhe é que, como a admi-
nistradora garante o pagamento em nome do cliente, assumindo o risco pela 
inadimplência, ela cobra da empresa que vende produtos e serviços com cartão 
uma taxa. Este valor já vem descontado, quando a empresa recebe o crédito da 
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administradora. Esta taxa representa, na verdade, uma despesa para a empresa 
que vende, em função da segurança que tem, nessa modalidade de venda. Em 
obediência ao regime de competência, essa despesa deve ser reconhecida na con-
tabilidade no mesmo momento da venda. Assim, o lançamento contábil seria:
Débito – Operações com cartão de crédito/débito a receber (Ativo)
Débito – Despesas com vendas (Despesa)
Crédito – Receita de vendas (Receita)
Percebe-se que a receita é reconhecida pelo valor total da venda. No mesmo 
momento, é reconhecida a despesa com a referida taxa. O valor a receber da 
administradora é o valor que, efetivamente, será recebido, descontando o 
valor da taxa. Quando a empresa receber o valor do crédito, a contabilização 
do recebimento será:
Débito – Banco (Ativo)
Crédito – Operações com cartão de crédito/débito a receber (Ativo)
Vendas a prazo
A venda a prazo é aquela que gera a duplicata a receber, ou seja, a empresa fica 
com o direito de receber do cliente futuramente. O lançamento contábil da venda 
a prazo é feito da seguinte maneira:
Débito – Duplicatas a receber (Ativo)
Crédito – Receita de vendas (Receita)
Sistemas de contas a receber informatizados são comuns no mercado de soft-
ware. Tais sistemas controlam as duplicatas a receber por cliente, contribuindo 
com a gestão financeira da empresa. Nesse caso, a conta contábil de Duplicatas 
a Receber pode englobar todos os clientes da empresa. Caso, porém, a empresa 
não tenha um sistema que ajude nesse controle, a última alternativa é criar uma 
conta contábil de Duplicatas a Receber para cada cliente.A conta de Receita de 
Vendas pode ser subdividida em Receita de Vendas à Vista e Receita de Vendas 
a Prazo. Isso pode melhorar o nível de informação contábil aos seus usuários.
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Baixa do estoque em função da venda
Independentemente das condições em que as vendas são efetuadas, a conta-
bilidade deve registrar o custo da mercadoria que foi vendida. O raciocínio 
é que, enquanto a mercadoria permanece em estoque, ela representa um bem 
para a empresa, devendo compor o Ativo. Quando a empresa vende essa 
mercadoria, ela deixa de compor o estoque e se transforma em uma despesa, 
denominada CMV, no caso de empresa comercial, CPV, no caso de indústria, 
ou ainda, CSP, em prestadoras de serviço. O valor dessa despesa será influen-
ciado pelo critério de avalição de estoque utilizado pela empresa. Conforme 
apresentado anteriormente, esses critérios podem ser o custo específico, o 
custo médio ou o PEPS. Independentemente, contudo, do critério, a conta-
bilização é feita da seguinte forma: 
Débito – CMV/CPV/CSP (Despesa)
Crédito – Mercadorias (Ativo)
O crédito na conta de Mercadorias é feito para reduzir seu saldo, uma vez que o 
estoque, por ter sido vendido, não faz mais parte do ativo da empresa. 
Tributos sobre vendas
Por força da legislação tributária, quando a empresa vende mercadorias, ela 
assume uma obrigação com o governo referente aos impostos incidentes sobre 
as vendas. O reconhecimento de tais impostos na contabilidade deve aconte-
cer no mesmo momento do reconhecimento da venda. Os impostos sobre as 
vendas representam uma despesa, sendo assim, são registrados em conta de 
resultado que pode ser denominada Impostos sobre vendas. Em contrapartida, 
assume-se o compromisso de recolher tais impostos para o governo, sendo re-
gistrado um passivo. O lançamento contábil para os impostos sobre as vendas 
pode ser feito da seguinte forma:
Débito – Impostos sobre vendas (Despesa)
Crédito – Impostos a recolher (Passivo) 
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A conta de Impostos sobre vendas deve ser, ainda, subdividida por tipo de tributo, 
da seguinte forma:
 ■ IPI sobre Vendas.
 ■ ICMS sobre Vendas.
 ■ COFINS sobre Vendas.
 ■ PIS sobre Vendas.
 ■ ISS sobre Vendas.
A conta de Impostos a recolher deve também ser subdividida, dentre outras, por 
tipo de tributo, da seguinte forma:
 ■ IPI a Recolher.
 ■ ICMS a Recolher.
 ■ COFINS a Recolher.
 ■ PIS a Recolher.
 ■ ISS a Recolher.
Devolução de vendas
Da mesma forma que uma empresa pode devolver para seus fornecedores as 
mercadorias compradas, ela também pode receber de seus clientes as mercado-
rias vendidas. As devoluções de vendas, assim como os impostos sobre vendas, 
representam deduções da receita bruta e devem ser registradas em conta contábil 
específica na contabilidade, dentro das contas de resultado. Se a venda foi à vista e, 
no momento da devolução, a empresa reembolsar o cliente, é necessário reconhe-
cer uma conta de despesa, denominada Devolução de Vendas, em contrapartida, 
a saída de recursos, seja por meio do caixa, seja da conta bancária da empresa. 
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Débito – Devolução de vendas (Despesa)
Crédito – Caixa/Banco (Ativo)
Se a venda, contudo, foi a prazo, a devolução diminuirá o valor a receber dos 
clientes, então, o lançamento será:
Débito – Devolução de vendas (Despesa)
Crédito – Duplicatas a receber (Ativo)
Se houve devolução de venda, a mercadoria recebida volta a compor o estoque, 
sendo assim, é preciso efetuar o seguinte lançamento:
Débito – Mercadorias (Ativo)
Crédito – CMV/CPV/CSP (Despesa)
Perceba que este lançamento é o inverso do lançamento efetuado no momento da 
venda, em função da baixa do estoque. Por fim, se, na venda, houve o reconhecimen-
to dos impostos a recolher, ou seja, gerou uma obrigação, a devolução de venda dimi-
nui essa obrigação, sendo necessário contabilizar também o estorno dos impostos:
 
Débito – Impostos a recolher (Passivo)
Crédito – Impostos sobre vendas (Despesa)
Só lembrando que o correto é reconhecer o tipo de imposto envolvido em contas 
específicas (ICMS, PIS, COFINS, IPI, ISS). 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a)! Nesta unidade, tratamos das diversas operações que envol-
vem o item estoques, dentro do Balanço Patrimonial, e os itens que compõem o 
resultado bruto na Demonstração de Resultado, tais como: receitas com vendas, 
deduções de vendas e custo das vendas de produtos e mercadorias. Tais operações 
são, na realidade, as principais operações da grande maioria das empresas que se 
dedicam a comprar, produzir e vender produtos, mercadorias e serviços. Estas 
atividades ocorrem nas empresas industriais, comerciais e de serviços. Assim, 
justifica-se uma unidade inteira dedicada a tais operações, uma vez que elas de-
terminam de forma relevante, como consequência, a situação patrimonial e de 
rentabilidade de uma empresa.
Vimos, também, nesta unidade, muito sobre o importante Livro de Registro 
de Inventário de estoques, que tem como função cumprir com a legislação tribu-
tária, mas que, como visto ao longo da unidade, cumpre uma importante função 
gerencial de controle e informação dos estoques, sem a qual uma empresa pode 
ter relevantes perdas em suas atividades operacionais.
A composição correta do custo de aquisição é um desafio para os profissionais 
contábeis e exige de todos, independentemente do foco de sua atuação, conheci-
mentos técnicos importantes sobre tributação na compra e venda, formação de 
custos e critérios de avaliação de estoques. Além disso, para fins gerenciais, é neces-
sário também o conhecimento a respeito de novas formas de avaliação que serão 
estudadas em outras disciplinas e que partem da base estudada nesta unidade.
Sendo assim, conseguimos visualizar a tamanha importância que o estoque, 
seja ele de matérias-primas, produtos acabados, mercadorias, seja de outros, pos-
sui para a empresa. Esperamos que tenha gostado e aproveitado, ao máximo 
possível, o conteúdo. Seguimos, assim, então, para a nossa próxima unidade.
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na prática
1. As contas contábeis funcionam como um nome para os elementos de uma empre-
sa, eles sofrem alterações conforme os fatos contábeis ocorrem. Por esse motivo, 
é importante que a conta busque retratar corretamente os elementos, de forma a 
facilitar a compreensão dos usuários. Nesse sentido, quais denominações se dão aos 
estoques, nos diversos tipos de empresas, no momento em que passam a compor 
a Demonstração de Resultado do Exercício?
2. As mercadorias, as matérias-primas, os produtos, entre outros itens, são registrados 
no Ativo da empresa. Para tanto, eles precisam representar um bem à disposição 
da empresa. Quando este bem é vendido ou consumido, ele deixa de compor o 
estoque. Assinale a alternativa que represente um bem em estoque.
a) Mercadorias vendidas a clientes.
b) Materiais a serem consumidos no processo de produção.
c) Produtos acabados vendidos a clientes.
d) Materiais consumidos na prestação de serviços.
e) Adiantamentos pagos a fornecedores. 
3. Uma empresa comercial realizou uma compra a prazo de 120 unidades de uma 
mercadoria ao preço unitário de R$35,00, totalizando R$4.200,00. Os impostos in-
clusos no preço somam um total de R$756,00 e são recuperáveis. Para o transporte, 
a empresa pagou com cheque um valor de R$180,00 de frete e, também com che-
que, um valor de R$100,00 de seguros. Qual é o custo de aquisição total e unitário 
dessa compra?
4. A empresa Alfa atua no comércio de produtos eletrônicos há cinco anos. No dia 10 
de julho de 20X0, a empresa adquiriu 15 aparelhos headset para revenda. A compra 
a prazo totalizou R$1.800,00 e será pago ao fornecedor após 30 dias. Sobre o valor 
total da compra, devem-se calcular os seguintes impostos recuperáveis: 12% de 
ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS. Com base nos dados apresentados, efetue 
os lançamentos contábeis destas operações. 
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na prática
5. Uma empresa iniciou o mês de janeiro com 30 unidades, em estoque, no valor de 
R$60,00cada. Em janeiro, ocorreram as seguintes operações:
Data Transação Valor unitário
05/01 Compra de 40 unidades 62,00
10/01 Venda de 50 unidades 90,00
12/01 Venda de 10 unidades 95,00
20/01 Compra de 40 unidades 65,00
31/01 Venda de 30 unidades 92,00
Tabela 1 - Fatos contábeis do mês de janeiro/ Fonte: os autores.
Utilizando os dados apresentados, elabore a Ficha de Estoques pelo critério PEPS.
6. A empresa Beta iniciou o mês de janeiro com estoque zero. Contudo, durante o mês, 
ocorreram as seguintes operações:
Data Transação Valor unitário
10/01 Compra de 200 unidades 20,00
14/01 Venda de 180 unidades 60,00
20/01 Compra de 200 unidades 22,00
31/01 Venda de 160 unidades 65,00
Tabela 2 - Fatos contábeis do mês de janeiro / Fonte: os autores.
Com base nestes dados, elabore a Ficha de Estoques pelo critério do Custo Médio 
Ponderado. 
45
aprimore-se
A norma contábil utiliza termos importantes que devem ser utilizados e com-
preendidos pelos profissionais de contabilidade. A norma contábil emanada 
pelo Conselho Federal de Contabilidade que trata dos estoques possuem as 
seguintes definições. 
6. Os seguintes termos são usados nesta Norma, com os significados especifi-
cados:
Estoques são ativos:
a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;
b) em processo de produção para venda; ou
c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transforma-
dos no processo de produção ou na prestação de serviços.
Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios 
deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados neces-
sários para se concretizar a venda.
Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago 
pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes 
do mercado na data de mensuração.
46
aprimore-se
7. O valor realizável líquido refere-se à quantia líquida que a entidade espera 
realizar com a venda do estoque no curso normal dos negócios. O valor justo 
reflete o preço pelo qual uma transação ordenada para a venda do mesmo 
estoque no mercado principal (ou mais vantajoso) para esse estoque ocorre-
ria entre participantes do mercado na data de mensuração. O primeiro é um 
valor específico para a entidade, ao passo que o segundo já não é. Por isso, o 
valor realizável líquido dos estoques pode não ser equivalente ao valor justo 
deduzido dos gastos necessários para a respectiva venda.
8. Os estoques compreendem bens adquiridos e destinados à venda, incluin-
do, por exemplo, mercadorias compradas por varejista para revenda ou 
terrenos e outros imóveis para revenda. Os estoques também compreen-
dem produtos acabados e produtos em processo de produção pela en-
tidade e incluem matérias-primas e materiais, aguardando utilização no 
processo de produção, tais como: componentes, embalagens e material de 
consumo. Os custos incorridos para cumprir o contrato com o cliente, que 
não resultam em estoques (ou ativos dentro do alcance de outro pronun-
ciamento), devem ser contabilizados de acordo com a NBC TG 47 – Receita 
de Contrato com Cliente.
Fonte: CFC (2017, on-line).
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eu recomendo!
Contabilidade Introdutória
Autores: Equipe de Professores da USP
Editora: Atlas
Sinopse: os livros que integram o conjunto Contabilidade Intro-
dutória (livro-texto, livro de exercícios e manual do professor) 
inovam o ensino da Contabilidade no Brasil. Permanentemente, 
revistos e atualizados, têm em vista não só sua adaptação aos 
modernos padrões de ensino da Contabilidade, como, ainda, as frequentes modi-
ficações introduzidas na legislação fiscal e societária do país. O conjunto originou-
-se de cursos desenvolvidos no Departamento de Contabilidade da FEA/USP, sob 
a preocupação básica de clareza e de didática na exposição da matéria. Quanto 
ao conteúdo e ao enfoque operacional, a diretriz central tem sido a de apresentar 
a Contabilidade como poderoso instrumento de administração.
livro
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ATIVO 
IMOBILIZADO
PROFESSORES 
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Me. Claudinei de Lima Nascimento
PLANO DE ESTUDO 
A seguir, apresentam-se as aulas que você estudará nesta unidade: • Conceitos do Ativo Imobilizado 
• Custo de aquisição • Métodos de depreciação • Alienação de bens do Ativo Imobilizado.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
• Conceituar Ativo Imobilizado • Compreender a formação do custo de aquisição dos imobilizados • 
Conhecer os diferentes métodos de depreciação • Conhecer os procedimentos contábeis relacionados 
à alienação de bens do Ativo Imobilizado..
INTRODUÇÃO
Prezado(a) aluno(a)! O ativo imobilizado abrange todos os bens tangíveis 
que atuam nas atividades produtivas e operacionais de uma empresa, os 
quais serão utilizados por mais de um período. São investimentos que, de 
alguma forma e, em algum momento, trarão benefícios para a empresa, 
sejam eles operacionais, sejam financeiros.
Os imobilizados caracterizam-se por não serem objetos de alienação 
da empresa, e sim, serem utilizados como suporte para suas atividades. 
Contudo, dependendo das estratégias da empresa, os imobilizados podem 
ser vendidos no intuito de serem repostos por itens mais novos e mais 
eficientes. Este grupo do ativo, também, envolve uma série de discussões 
fundamentais em contabilidade, em função da mensuração quantitativa 
do seu custo de aquisição e do reconhecimento contábil de sua perda de 
utilidade e de valor em função do seu desgaste pelo uso.
Os imobilizados, também, são alvos de uma série de regras fiscais. Isso 
porque o valor elevado em que são adquiridos e o referido reconhecimento 
do seu desgaste influenciam, diretamente, o lucro tributável das empresas e, 
consequentemente, o recolhimento de tributos. Apesar de não ser o intuito 
deste material tratar de questões tributárias, o correto reconhecimento dos 
ativos imobilizados é imprescindível para a atividade contábil. 
Sendo assim, nesta unidade, discutiremos, ainda, os critérios de mensu-
ração do custo de aquisição do ativo imobilizado; os métodos de deprecia-
ção do ativo imobilizado e a contabilização do registro do ativo imobilizado 
e da sua depreciação. Abordaremos este conteúdo levando em considera-
ção, como fator fundamental, a base das normas brasileiras de contabilida-
de emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. Esperamos que você 
tenha um bom aproveitamento desse conteúdo, afinal, ele será muito útil 
na continuidade dos seus estudos e na sua carreira profissional. Boa leitura!
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CONCEITOS DO
ATIVO IMOBILIZADO
A norma contábil brasileira que trata do ativo imobilizado é a NBC TG 27 (R4) 
– Ativo Imobilizado. Segundo esta norma:
 “ Ativo imobilizado é o item tangível que:a. é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e
b. se espera utilizar por mais de um período (CFC, 2017, on-line).
Esse conceito explica a razão de um bem adquirido nessas condições não poder 
ser considerado como uma despesa de imediato. Isso é derivado do princípio 
da competência, que determina que as receitas e as despesas precisam ser reco-
nhecidas no momento em que ocorrem. Sendo assim, a compra de um bem que 
beneficiará as atividades da empresa por mais de um período, ou seja, por mais 
de um ano, é um investimento e, como tal, deve ser registrado no ativo imobi-
lizado da empresa. No momento da aquisição, não houve, ainda, o desgaste do 
bem, porém, à medida que ele é utilizado, esse desgaste é reconhecido e, aí, sim, 
contabilizado como despesa da empresa.
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O desgaste pelo uso do bem, nas atividades da empresa, é representado, na 
contabilidade, pela depreciação, que consiste, segundo a referida norma, na alo-
cação do valor do bem à despesa ou ao custo da empresa, ao longo da sua vida 
útil. Em outras palavras, o valor do investimento se transfere do ativo imobilizado 
da empresa para o resultado, à medida que o bem é utilizado.A vida útil de um 
bem, segundo a referida norma, é:
 “ a. o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo; oub. o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que 
a entidade espera obter pela utilização do ativo (CFC, 2017, on-line).
Assim, quando um bem é adquirido, seu valor é ativado (registrado no ativo) 
por se tratar de um investimento. À medida que este bem é utilizado, parte do 
seu valor é transferido para despesa ou custo e isso ocorre durante a duração da 
vida útil deste bem. O valor de aquisição do bem do ativo imobilizado, deduzido 
de seu valor depreciado até um determinado momento, resulta no valor contábil 
do bem. Este valor é base para avaliação patrimonial de uma entidade e, conse-
quentemente, para consideração e apuração dos tributos envolvidos com tais 
bens. Para o correto tratamento contábil dos ativos imobilizados, é necessário, 
primeiramente, conhecer alguns termos:
 ■ Custos de aquisição são o valor gasto para adquirir o bem.
 ■ Valor residual é o valor estimado que a empresa espera recuperar com 
a venda do bem, após totalmente depreciado.
 ■ Valor depreciável é o custo de aquisição do bem menos o seu valor residual.
 ■ Depreciação é o reconhecimento sistemático do valor depreciável do 
bem, ao longo da sua vida útil.
 ■ Valor contábil é o custo de aquisição do bem deduzido da sua depre-
ciação acumulada.
As principais questões contábeis relativas ao ativo imobilizado referem-se, então, 
à mensuração do seu custo de aquisição, quando o investimento é feito, ao cálculo 
e à contabilização da depreciação dos bens, ao longo da sua vida útil, e ao correto 
reconhecimento da sua baixa. 
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Não basta compreender os termos contábeis, é preciso analisar a realidade de cada em-
presa de forma a não reconhecer, equivocadamente, o bem. Por exemplo, será que um 
carro ou imóvel, deve ser sempre reconhecido como ativo imobilizado?
pensando juntos
O ramo de atividade da empresa, assim como a utilidade do bem, influencia di-
retamente o reconhecimento contábil desse. Isso porque um determinado bem 
pode caracterizar um estoque para uma empresa, enquanto para outra representa 
um imobilizado. Como exemplo, podemos citar o carro. Quando ele for objeto 
de venda, como em uma concessionária, deve ser reconhecido como estoque, 
quando, porém, ele for utilizado para mobilidade, como no caso de veículos uti-
lizados para entrega de mercadorias, deve ser reconhecido como imobilizado. 
De qualquer forma, é comum observar a composição das contas de imobilizado, 
conforme demonstramos a seguir.
ATIVO
Ativo Não Circulante
Ativo Imobilizado
Bens em operação
Terrenos
Edificações
Instalações
Computadores e periféricos
Máquinas e equipamentos
Móveis e utensílios
Veículos
(-) Depreciação acumulada
(-) Terrenos
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ATIVO
(-) Edificações
(-) Instalações
(-) Computadores e periféricos
(-) Máquinas e equipamentos
(-) Móveis e utensílios
(-) Veículos
(-) Exaustão acumulada
(-) Terrenos
Imobilizados em andamento
Edificações
Instalações
Equipamentos
Quadro 1 - Composição das Contas do Imobilizado / Fonte: adaptado de CFC (2019, p. 29).
As contas contábeis de depreciação e exaustão acumulada são contas de natureza 
credora, pois são redutoras das contas contábeis do ativo imobilizado. Podemos 
dizer, então, que o imobilizado é composto por quatro grupos de contas. O pri-
meiro grupo (Bens em operação) é o de contas que representam diretamente os 
bens por seus custos de aquisição. O segundo e terceiro grupo são de contas redu-
toras denominadas depreciação e exaustão acumulada, que representam o valor 
da depreciação dos bens em função do tempo em que são utilizados. Por fim, o 
quarto grupo (Imobilizados em andamento) são contas de ativos imobilizados 
que estão em processo de construção, assim que finalizados, são transferidos para 
o primeiro grupo e começam a sofrer depreciação. 
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No Balanço Patrimonial, as contas do imobilizado são demonstradas de for-
ma sintética, constando, apenas, a conta que representa os custos de aquisição e 
a conta que representa a depreciação acumulada, ou simplesmente, uma única 
conta, evidenciando o valor resultante do custo de aquisição menos a depreciação 
acumulada, que é o valor contábil dos bens. A imagem, a seguir, foi retirada do 
Balanço Patrimonial da empresa WEG S.A. e demonstra a evidenciação do Ativo 
Imobilizado de forma sintética.
Figura 1 - Ativo da empresa WEG S.A. / Fonte: WEG S.A. (2020, p.11).
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Isso está de acordo com o que prescreve o item V do Art. 183 da Lei nº 6.404/76, 
quando determina que: os direitos são classificados no imobilizado pelo custo de 
aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou 
exaustão. Em notas explicativas, a empresa deve detalhar a composição das contas 
que pertencem ao ativo imobilizado da empresa; inclusive, mencionar as aqui-
sições e vendas feitas no período a que se referem as demonstrações contábeis.
Figura 2 - Nota Explicativa do Ativo Imobilizado da empresa WEG S.A.
Fonte: WEG S.A. (2020, p. 32).
As figuras são, apenas, para exemplificar como as informações sobre o ativo imo-
bilizado, normalmente, são evidenciadas nas demonstrações contábeis. De qual-
quer forma, para gerá-las, a contabilidade precisa manter registros detalhados 
sobre cada item do imobilizado. Estes registros começam pelo reconhecimento 
do custo de aquisição, que veremos a seguir. 
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Um ativo, para ser considerado como tal, deve atender ao requisito de propiciar 
benefícios futuros para a empresa, em termos de fluxo de caixa. Este conceito é, 
amplamente, discorrido na literatura contábil e já prescrito nas normas brasi-
leiras de contabilidade. Segundo a NBC TG 27 (R4) (CFC, 2017, on-line), um 
bem deve ser reconhecido como ativo imobilizado de uma empresa quando ele, 
efetivamente, trouxer para ela benefícios econômicos e quando seu valor puder 
ser mensurado, objetivamente. No momento da aquisição do bem, essa men-
suração se refere ao custo de aquisição do ativo imobilizado que, assim como o 
estoque, envolve outros fatores além do preço pago pela compra. Assim, o custo 
de aquisição pode ser, assim, calculado:
Preço de Compra
(-) Tributos Recuperáveis
(-) Descontos comerciais e Abatimentos
(+) Custos necessários de instalação e implantação
(+) Outros gastos
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CUSTO DE 
AQUISIÇÃO
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Considere a seguinte situação: em 31 de janeiro, uma empresa adquiriu a prazo 
uma máquina no valor de R$ 125.000,00 para ser utilizada no seu setor de pro-
dução. Devido ao regime tributário da empresa, é permitida a ela a recuperação 
de 12% de ICMS sobre o valor das compras de bens utilizados no processo pro-
dutivo. É importante esclarecer que esse percentual pode variar, já que o ICMS 
é definido pela legislação tributária de cada estado. O transporte da máquina foi 
pago à vista, com cheque no valor de R$ 3.000,00. Os gastos com a instalação 
física da máquina foram pagos a terceiros com cheque no valor de R$ 10.000,00.
Custo de aquisição (em R$)
Preço de compra 125.000,00
(-) Tributos recuperáveis (125.000 x 12%) 15.000,00
(+) Transporte 3.000,00
(+) Instalação 10.000,00
Total 123.000,00
Tabela 1 - Cálculo do Custo de Aquisição / Fonte: os autores.
O cálculo do custo de aquisição de um bem do ativo imobilizado é muito parecido 
com o cálculo do custo de aquisição de estoques para revenda ou de matéria-prima. 
Em síntese, todos os gastos necessários para colocar o bem em condições de uso 
pela empresa devem compor seu custo de aquisição. As contabilizações necessárias 
para registrar as aquisições podem ser feitas como demonstradas adiante:
 ■ Lançamento Contábil da Compra
Débito – Máquinas e equipamentos (Ativo) 125.000,00
Crédito – Outras contas a pagar (Passivo) 125.000,00
Registra-se o bem no ativo, mais especificamente, no ativo imobilizado, em con-
trapartida, como a comprafoi a prazo, reconhece a obrigação. Perceba que não 
utilizamos a conta Fornecedores, pois esta conta é específica para compra de 
mercadorias ou matéria-prima.
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 ■ Lançamento Contábil dos Tributos
Débito – ICMS a recuperar (Ativo) 15.000,00
Crédito – Máquinas e equipamentos (Ativo) 15.000,00
Como o imposto a recuperar será compensado, futuramente, com os impostos a 
recolher da empresa, ele reduz o custo de aquisição da máquina. 
 ■ Lançamento Contábil do Frete
Débito – Máquinas e equipamentos (Ativo) 3.000,00
Crédito – Banco (Ativo) 3.000,00
Como o gasto com o transporte compõe o custo de aquisição da máquina, seu 
valor é registrado na conta do ativo imobilizado. Em contrapartida, o pagamento 
efetuado com cheque provoca a diminuição da conta Banco. 
 ■ Lançamento Contábil da Instalação 
Débito – Máquinas e equipamentos (Ativo) 10.000,00
Crédito – Banco (Ativo) 10.000,00
Assim como o transporte, o gasto para instalar a máquina compõe o custo de 
aquisição. O saldo final da conta contábil de Máquinas, aparelhos e equipamentos, 
por sua vez, deve corresponder ao custo de aquisição calculado, anteriormente, 
que resultou em um valor de R$ 123.000,00. A movimentação da conta e o seu 
saldo final podem ser demonstrados na razão contábil demonstrada adiante.
Figura 3 - Razão da conta Máquinas, aparelhos e equipamentos / Fonte: os autores.
Máquinas e
equipamentos
Compra
Frete
Instalações
125.000,00
3.000,00
10.000,00
15.000,00
123.000,00
D C
Impostos recuperáveis
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O Art. 313 do Decreto nº 9.580/2018, que regulamenta o Imposto de Renda, de-
termina que a compra de um bem pelo valor unitário maior que R$ 1.200,00 (mil 
e duzentos reais) e com vida útil superior a um ano, deverá ser classificado como 
bem do ativo não circulante. Em outras palavras, bens com estas características 
não podem ser lançados como despesas do período.
Do ponto de vista da teoria da contabilidade, não parece ser correta a classi-
ficação de um bem com um valor relevante, diretamente, em despesa de um pe-
ríodo, quando, na verdade, esse bem beneficiaria outros períodos posteriores, em 
função de sua vida útil. Dessa forma, a prática de imobilizar esses gastos com bens, 
nessas condições, atende aos preceitos tributários e da teoria da contabilidade.
Aquisição por consórcio de bens
Uma empresa pode adquirir um bem para seu ativo imobilizado, por meio de 
consórcio de bens. Conceitualmente, o consórcio pode ser considerado uma 
modalidade de compra de bens. A empresa, na verdade, adquire uma quota de 
consórcio, isso lhe dá o direito de participar de um sorteio mensalmente. Caso 
seja sorteada, a empresa recebe o bem objeto do consórcio. Assim, a empresa 
poderá adquirir quotas de consórcio para garantir o referido direito. Depois de 
pagar algumas parcelas, ela recebe o bem efetivamente, caso seja sorteado. Desta 
forma, devemos considerar:
 ■ A compra das quotas de consórcio.
 ■ A aquisição do bem após a contemplação.
Na compra das quotas de consórcio, a empresa deve registrar na contabilidade 
o direito que é adquirido, na medida em que realiza os pagamentos das parcelas. 
Imagine que uma empresa adquiriu quotas de consórcio de um veículo. O prazo 
de duração é de 120 meses e o valor da parcela é de R$ 800,00, já inclusos taxas 
de administração e fundo de reserva. A contabilização dos pagamentos das par-
celas deve ser reconhecida em uma conta do realizável em longo prazo, dentro 
do grupo do ativo não circulante, em função do prazo em que este direito irá 
se realizar, que é mais de um ano. Assim, o registro contábil dos pagamentos 
das parcelas ficaria da seguinte forma:
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Débito – Direitos de consórcio (Ativo) 800,00
Crédito – Banco (Ativo) 800,00
A contabilização na conta Direitos de consórcio representa um direito conquis-
tado pela empresa a cada parcela paga. Em contrapartida, a empresa precisa de-
sembolsar o valor da parcela, que, no caso, consideramos ser paga com cheque. 
Considere que a empresa foi contemplada com o veículo depois de ter pago a 
quinquagésima parcela no mês de dezembro. O bem chegou à empresa com o 
valor de R$ 96.000,00, sendo que, deste total, R$ 40.000,00 (800,00 x 50) já foi 
pago e está acumulado na conta de Direitos de Consórcio. O restante do valor 
de R$ 56.000,00 será pago em mais 70 parcelas, sendo que 12 parcelas vencem 
no curto prazo e, o restante, no longo prazo. De posse da nota fiscal de aquisição 
do veículo, a contabilização será feita da seguinte forma:
Débito – Veículos (Ativo) 96.000,00
Crédito – Direitos de consórcio (Ativo) 40.000,00
Crédito – Consórcios a pagar – CP (Passivo) 9.600,00
Crédito – Consórcios a pagar – LP (Passivo) 46.400,00
Antes da contemplação, a empresa tinha um direito de consórcio registrado no 
seu ativo. A contemplação cumpriu esse direito. Restou, no entanto, a obrigação da 
empresa em continuar pagando as parcelas restantes do consórcio. Dessa forma, a 
conta do ativo de Direitos de Consórcio foi zerada. Foram criadas, no passivo da 
empresa, duas contas contábeis chamadas de Consórcios a Pagar, uma em curto 
e outra em longo prazo, para representarem a referida obrigação.
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Aquisição por Arrendamento Mercantil
O arrendamento mercantil é uma operação em que o proprietário de um deter-
minado bem o aluga (ou arrenda) a um terceiro que usufruirá, economicamente, 
desse bem e, para tanto, pagará uma espécie de aluguel pelo direito dessa utiliza-
ção. O proprietário jurídico do bem é chamado de arrendador e a entidade que 
empresta o bem é chamada de arrendatário. O arrendamento mercantil é dividido 
em arrendamento mercantil financeiro e arrendamento mercantil operacional.
No arrendamento mercantil financeiro, o arrendador transfere os riscos e 
os benefícios pelo uso do bem ao arrendatário, podendo também transferir sua 
propriedade ou não. No arrendamento mercantil operacional, por sua vez, não há 
essa transferência de riscos e benefícios. O inciso IV do Art. 179 da Lei 6.404/76 
determina que devem compor o ativo imobilizado:
 “ Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manuten-ção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à compa-
nhia os benefícios, riscos e controle desses bens (BRASIL, 1976, on-line).
Assim, quando uma empresa adquire um bem por meio de um arrendamento 
mercantil financeiro, embora, juridicamente, esse bem não seja de propriedade 
dela, ela deve registrar esse bem como ativo imobilizado. Essa determinação está 
em consonância com as normas internacionais de contabilidade. Considerando 
isso, o valor pelo qual o arrendamento mercantil financeiro foi acordado entre 
as partes é o custo de aquisição do bem mais outros gastos, desde que este valor 
seja menor do que o valor justo do referido bem, objeto deste arrendamento. 
Para ilustrar, imagine que uma empresa tenha feito, em janeiro, um contrato de 
arrendamento financeiro de um veículo com essas características:
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Bem: Veículo.
Prazo do arrendamento: 60 meses.
Valor do bem: R$ 120.000,00.
Valor dos juros totais do contrato: R$ 30.000,00.
Valor total do arrendamento: R$ 150.000,00 (120.000,00 + 30.000,00).
Valor da parcela com juros: R$ 2.500,00 (150.000,00/60).
Valor da parcela sem juros: R$ 2.000,00 (120.000,00/60).
O valor a ser contabilizado como ativo imobilizado é o valor do bem, ou seja, o 
valor de R$ 120.000,00. Como a dívida é de 60 meses e o contrato é de janeiro, 
12 parcelas devem compor o passivo circulante e as 48 restantes, o passivo não 
circulante. O registro contábil ficaria da seguinte forma:
Débito – Veículos (Ativo) 120.000,00
Crédito – Arrendamento mercantil a pagar - CP (Passivo) 24.000,00
Crédito – Arrendamento mercantil a pagar - LP (Passivo) 96.000,00
Este lançamento, porém, não reconhece o montante total da dívida, afinal, ainda 
existem mais R$ 30.000,00 de juros. Como ovalor dos juros já fixado, deve-se 
efetuar a seguinte contabilização:
Débito – Encargos financeiros a transcorrer - CP (Passivo) 6.000,00
Débito – Encargos financeiros a transcorrer - LP (Passivo) 24.000,00
Crédito – Arrendamento mercantil a pagar - CP (Passivo) 6.000,00
Crédito – Arrendamento mercantil a pagar - LP (Passivo) 24.000,00
Agora sim, a dívida reconhecida nas contas de arrendamento mercantil a pa-
gar, somando as de curto e longo prazo, totalizam o valor da dívida, ou seja, R$ 
150.000,00. À medida que os pagamentos são feitos, a contabilidade reconhece a 
diminuição do valor da dívida:
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Débito – Arrendamento mercantil a pagar – CP (Passivo) 2.500,00
Crédito – Banco (Ativo) 2.500,00
Ao reconhecer o pagamento, a empresa deve, também, apropriar parte dos 
juros como despesa. Essa apropriação segregada dos juros atende ao regime 
de competência. 
Débito – Despesas financeiras (Resultado) 500,00
Crédito – Encargos financeiros a transcorrer - CP (Passivo) 500,00
A aquisição de um bem, por meio de um financiamento de curto ou de longo 
prazo, deve resultar nas mesmas práticas de registro contábil vistas com o arren-
damento mercantil financeiro. A diferença, neste caso, é que:
 ■ No arrendamento mercantil financeiro, a nota fiscal de compra está em nome 
do banco (ou outra entidade) que é, juridicamente, o proprietário do bem.
 ■ No financiamento comum, a nota fiscal de compra está em nome da em-
presa que, efetivamente, adquiriu o bem, e que, além de ter o controle do 
bem, é, também, juridicamente, a sua proprietária.
De qualquer forma, o registro contábil envolve as mesmas contabilizações já 
apresentadas. 
Bens Usados Adquiridos para o Ativo Imobilizado
Quando uma empresa adquire um bem usado para seu ativo imobilizado, o va-
lor do custo de aquisição é o valor da operação de compra. Neste caso, como se 
trata de um bem que já foi depreciado em tempos anteriores por seu proprietário 
anterior, a dúvida é: qual a vida útil a ser considerada para este bem para fins de 
depreciação? Isto está apresentado mais adiante.
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Segundo o § 2º do Art. 183 da Lei nº 6.404/76, a diminuição do valor dos elemen-
tos do ativo imobilizado e intangível deve ser registrada nas contas de: 
 ■ Depreciação, quando se referir aos bens físicos que se desgastam com 
o uso. 
 ■ Amortização, quando se referir à perda do valor do ativo investido (in-
tangível) que possua duração limitada. 
 ■ Exaustão, quando se referir à perda de valor de recursos naturais em 
função de sua exploração.
Segundo a NBC TG 27 (R4) (CFC, 2017, on-line), “o valor depreciável de um 
ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada”. 
Sendo assim, cabe a cada empresa estimar a vida útil de cada elemento do ativo 
imobilizado, considerando as características do bem e sua forma de utilização. 
Imagine um veículo, em uma empresa, ele pode ser utilizado de vez em quando, 
apenas quando os gestores ou representantes da empresa participam de eventos 
ou reuniões. Já em outra empresa, um veículo pode ser utilizado, constantemente, 
para entregar produtos. Sendo assim, a forma de utilização do bem vai impactar 
a sua vida útil estimada. Contudo, enquanto as normas contábeis determinam a 
depreciação com base na vida útil, o que varia de empresa para empresa, a Receita 
Federal define taxas anuais específicas para os itens do ativo imobilizado.
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MÉTODOS DE 
DEPRECIAÇÃO
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BEM VIDA ÚTIL TAXA ANUAL
Móveis e utensílios 10 anos 10% ao ano
Computadores e periféricos 5 anos 20% ao ano
Tratores 4 anos 25% ao ano
Edificações 25 anos 4% ao ano
Veículos 5 anos 20% ao ano
Instalações 10 anos 10% ao ano
Máquinas e equipamentos 10 anos 10% ao ano
Tabela 2 - Taxas anuais de depreciação / Fonte: adaptada de Receita Federal (2017, on-line). 
O Art. 323 do Regulamento do Imposto de Renda (BRASIL, 2018, on-line) permi-
te a adoção da depreciação acelerada para bens móveis, quando a empresa traba-
lha em mais de um turno de 8 horas. Assim, as taxas serão acrescidas, aplicando-se 
a elas os coeficientes correspondentes a seguir, de acordo com a quantidade de 
turnos que a empresa emprega:
 ■ Dois turnos de 8 horas: 1,5.
 ■ Três turnos de 8 horas: 2,0.
Exemplificando, em uma empresa que trabalha em dois turnos de 8 horas, suas 
taxas anuais de depreciação serão as seguintes:
BEM TAXA ANUAL COEFICIENTE TAXA ANUAL ACELERADA
Máquinas e 
equipamentos
10% 1,5 15%
Tratores 25% 1,5 37,50%
Tabela 3 - Taxas anuais de bens que trabalham dois turnos de 8 horas / Fonte: os autores. 
Utilizando as taxas de depreciação acelerada, os bens serão totalmente deprecia-
dos antes de suas vidas úteis normais. A vida útil de um bem é determinada em 
condições de uso normal e, quando este uso ultrapassa a normalidade, como no 
caso dos turnos duplicados ou triplicados, ocorre o desgaste mais rapidamente e 
é justo que, na contabilidade, esse desgaste mais rápido seja reconhecido.
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Terrenos e edifícios, mesmo quando adquiridos de forma conjunta, devem ser contabili-
zados, separadamente. Com exceção dos casos em que o terreno tem vida útil limitada, 
como em pedreiras e aterros, normalmente, os terrenos têm vida útil ilimitada, sendo as-
sim, não sofrem depreciação. As obras de arte, como têm valorização, ao longo do tempo, 
também, não sofrem depreciação.
explorando Ideias
A vida útil de um bem adquirido já usado, para efeito do cumprimento do Art. 322 
do Regulamento do Imposto de Renda (BRASIL, 2018, on-line), deve ser o maior 
entre: “a metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo; ou o restante da 
vida útil, considerada essa em relação à primeira instalação para utilização do bem”. 
Considere que uma empresa comprou uma máquina usada. A máquina tem 
4 anos de uso e a vida útil de uma máquina nova, da mesma natureza, é de 10 
anos. Considerando o que determina o Regulamento, as possibilidades de vida 
útil da máquina seriam:
 ■ Metade da vida útil do bem novo: 5 anos (10 anos/2).
 ■ Restante da vida útil do bem usado adquirido: 6 anos (10 anos – 4 anos).
Como a vida útil desse bem deve ser o maior entre as duas opções anteriores, 
então, a empresa que adquiriu esse bem deverá depreciá-lo por mais 6 anos a 
uma taxa anual de 16,667% (100%/6 anos) sobre o valor pelo qual foi adquirido.
O Regulamento do Imposto de Renda das pessoas jurídicas, em seus Art. de 
317 a 329, trata da depreciação dos itens do ativo imobilizado e aborda os mé-
todos de depreciação que podem ser utilizados pelas empresas. A NBC TG 27 
(R4) (2017) também aborda os métodos de depreciação, por meio do item 62. A 
literatura contábil também aborda os métodos de depreciação.
Os principais métodos utilizados são:
 ■ Método das quotas constantes.
 ■ Método da soma dos dígitos.
 ■ Método de unidades produzidas.
 ■ Método das horas de trabalho.
Vamos conhecer cada um destes métodos de depreciação nos tópicos a seguir.
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Método das Quotas Constantes
No método das quotas constantes, conhecido também como método de deprecia-
ção linear, o valor da depreciação anual ou mensal é, sempre, o mesmo. A premissa 
é a de que o bem se desgasta de maneira uniforme ao longo de sua vida útil. É o 
método mais utilizado pelas empresas em função da facilidade de seu cálculo. É, 
também, o único método aceito pela legislação tributária do imposto de renda.
Imagine uma empresa que tenha adquirido uma máquina, para ser utilizada 
no seu processo de produção, com custo de aquisição total de R$ 160.000,00. Esta 
máquina será utilizada em apenas um turno de 8 horas. Esta simples operação 
de investimento resulta em uma série de questões que a contabilidade deve estar 
preparada para resolver:
Qual é sua vida útil?
Qual o valor residual?
Qual é a taxa anual e mensal de depreciação?
Qual é o valor anual e mensal de depreciação?
O valor da depreciação é custo ou é despesa?
Como contabilizar esta depreciação ao longo da vidaútil do bem?
Como visto anteriormente, os investimentos feitos em bens do ativo imobiliza-
do são contabilizados em contas do ativo imobilizado. Portanto, o custo de R$ 
160.000,00 deve ser registrado em uma conta de ativo imobilizado, que pode 
ser denominada Máquinas e equipamentos. A vida útil das máquinas, como de-
monstrado anteriormente, é de 10 anos. Isso resulta em uma taxa anual de 10% 
ao ano (100%/10 anos). Como a empresa irá utilizar a máquina em um turno de 
8 horas, não há aumento de taxa em função de depreciação acelerada. O valor 
residual desta máquina, ou seja, o valor que a empresa espera vender a máquina, 
ao final da sua vida útil, é de R$ 10.000,00. Considerando estas informações, 
primeiramente, é necessário definir o valor depreciável da máquina:
 ■ Valor depreciável = Custo - Valor residual.
 ■ Valor depreciável = 160.000,00 - 10.000,00 = 150.000,00.
Em seguida, calcula-se o valor da depreciação anual:
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 ■ Depreciação anual = Valor depreciável x Taxa anual.
 ■ Depreciação anual = 150.000,00 - 10% = 15.000,00.
Para calcular a depreciação mensal, utiliza-se a taxa de 0,833% (10%/12). Assim, 
o valor da depreciação mensal é calculado da seguinte forma:
 ■ Depreciação mensal = Valor depreciável x Taxa mensal.
 ■ Depreciação mensal = 150.000,00 x 0,833% = 1.250,00.
Se preferir, ao invés de utilizar a taxa, você pode calcular a depreciação, conside-
rando a vida útil do bem e chegará aos mesmos valores:
• 
• 
A questão sobre se o valor da depreciação, seja anual, seja mensal, deve ser regis-
trado como custo ou despesa, tem importância para fins de apuração de resultado 
e, consequentemente, para elaboração das demonstrações contábeis. Além disso, 
tem utilidade para fins gerenciais no processo de avaliação de desempenho.
Martins (2018) considera custos e despesas como gastos que ocorrem dentro 
de uma empresa. Porém os custos são gastos com bens ou serviços consumidos 
no processo de produção de outros bens ou serviços. Despesas são gastos consu-
midos nas atividades de administração e vendas de uma empresa. Como estamos 
utilizando um exemplo em que a máquina adquirida irá ser utilizada no processo 
de produção de bens ou serviços da empresa, então, o valor anual ou mensal da 
depreciação deve ser considerado pela contabilidade com custo de produção. A 
contabilização da depreciação mensal deve ser realizada da seguinte forma:
Débito – Produtos em elaboração (Ativo) 1.250,00
Crédito – Depreciação acumulada (Ativo) 1.250,00
A conta a débito é de estoque e serve para registrar desde todos os custos do 
processo de produção até o produto a ser finalizado. A conta a crédito, como já 
veDepreciação anual = Valor realizá l
Vida útil
� �
150 000
10
15. ..000
Depreciação mensal = Depreciação anual
 meses12
15 000 00
12
�
. ,
��1 250 00. ,
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mencionado anteriormente, é uma conta redutora da conta do ativo imobilizado. 
Caso a máquina fosse adquirida para ser utilizada no setor administrativo (admi-
nistração, faturamento, vendas, financeiro etc.), a contabilização da depreciação 
seria realizada em uma despesa e não como custo de produção:
Débito – Despesas administrativas (Resultado) 1.250,00
Crédito – Depreciação acumulada (Ativo) 1.250,00
De qualquer forma, considerando que a empresa tenha, apenas, esta máquina 
registrada no ativo imobilizado, os saldos das contas ficariam da seguinte forma:
ATIVO
Ativo Não Circulante
Ativo Imobilizado 158.750,00
Bens em operação 160.000,00
(-) Depreciação acumulada (1.250,00)
Tabela 4 - Demonstração do Valor do Imobilizado / Fonte: os autores.
Dessa forma, considerando um bem no valor de R$ 160.000,00 e uma depre-
ciação acumulada de R$ 1.250,00, o valor contábil do imobilizado seria de R$ 
158.750,00. Perceba que o valor residual não interfere na apresentação das infor-
mações do Ativo Imobilizado. Na verdade, o valor residual não é contabilizado, 
ele simplesmente interfere no cálculo da depreciação, ao ser deduzido do custo 
para encontrar o valor depreciável. 
Esse método de depreciação atende às regras da legislação tributária e, tam-
bém, às normas contábeis. A discussão maior que se faz, porém, é quanto às 
taxas de depreciação derivadas da vida útil, predeterminada pela Receita Federal. 
Afinal, seria possível realmente determinar, de forma objetiva, que este ou aquele 
bem irá se desgastar em um determinado período? A resposta é não. Qualquer 
que seja a forma como se determina essa vida útil, incorre-se em uma arbitrarie-
dade, em função da subjetividade desta determinação. O item 56 da NBC TG 27 
(R4) (2017, on-line) não determina a vida útil dos bens. Isso cabe à administração 
da empresa. Os seguintes fatores, contudo, devem ser considerados:
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 “ a. uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou produção física esperadas do ativo;b. desgaste físico normal esperado, que depende de fatores ope-
racionais tais como o número de turnos durante os quais o ativo 
será usado, o programa de reparos e manutenção e o cuidado e a 
manutenção do ativo enquanto estiver ocioso;
c. obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou 
melhorias na produção, ou de mudança na demanda do mercado 
para o produto ou serviço derivado do ativo. Reduções futuras espe-
radas no preço de venda de item que foi produzido usando um ativo 
podem indicar expectativa de obsolescência técnica ou comercial 
do bem, que, por sua vez, pode refletir uma redução dos benefícios 
econômicos futuros incorporados no ativo; 
d. limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas 
de término dos contratos de arrendamento mercantil relativos ao 
ativo (CFC, 2017, on-line).
Segundo o item 57 da referida norma, a estimativa da vida útil de um bem do 
ativo imobilizado envolve julgamentos que são baseados na experiência que a 
entidade possui com ativos semelhantes. Assim, podemos afirmar que:
 ■ A empresa é quem determina a vida útil dos bens com base nos fatores 
elencados.
 ■ A empresa define o melhor método de depreciação que deseja utilizar.
 ■ A legislação tributária exige que, caso o gasto levado a resultado com 
depreciação for maior do que aquela que seria apurada, utilizando o 
método de quotas constantes, ela deve fazer ajustes para atender às 
exigências tributárias.
A vida útil e os métodos de depreciação definidos e utilizados pela empresa 
devem ser adotados de forma constante pela empresa, sendo exigida, por força 
da legislação societária, a avaliação anual dos métodos utilizados. A empresa 
deve informar os critérios e métodos utilizados, principalmente, quando há 
mudanças na utilização deles.
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Método da Soma dos Dígitos
Enquanto no método linear (quotas constantes) considera-se que o bem se desgasta 
de forma uniforme e, assim, o valor da depreciação é constante, no método da soma 
dos dígitos, também conhecido como método dos saldos decrescentes, pressupõe-se 
que o bem se desgasta mais no início de sua vida útil do que no final. Assim, o valor 
da depreciação é maior no início e diminui, ao longo da sua vida útil. Neste método, 
primeiramente, é necessário calcular a soma dos dígitos, para tanto, define-se a vida 
útil do bem e, em seguida, somam-se os algarismos dessa vida útil. Supondo um bem 
com vida útil de 10 anos, a soma dos dígitos seria feita da seguinte forma:
Soma dos dígitos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 55
Em seguida, para calcular a depreciação, divide-se a vida útil restante do bem pela 
soma dos dígitos e multiplica-se pelo valor depreciável do bem:
Vida útil restante
Soma dos dígitos
Valor depreciável 
Por exemplo, no primeiro ano de depreciação, ainda, é necessário depreciar os 
10 anos, então, divide-se 10 por 55; já no segundo ano de uso, restam 9 anos a 
serem depreciados, então, divide-se 9 por 55 e assim por diante. Para exemplificar, 
considere os seguintes dados referentes a um bem do ativo imobilizado: 
Custo de aquisição R$ 120.000,00
Valor residualR$ 8.000,00
Valor depreciável R$ 112.000,00
Vida útil 10 anos
Tabela 5 - Dados para cálculo da depreciação pelo método da soma dos dígitos / Fonte: os 
autores.
Como demonstrado anteriormente, a soma dos dígitos para uma vida útil de 
10 anos é de 55. Assim, aplicando a fórmula, teríamos os seguintes valores 
de depreciação a cada ano:
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ANO CÁLCULO DEPRECIAÇÃO ANUAL (R$)
1º Ano .
10
55
112000,00 20363,64.
2º Ano .9
55
112000,00 . ,18 32727
3º Ano 000,.8
55
112 00 .16290,91
4º Ano
7
55
112000,00. 14254,54.
5º Ano
6
55
112000,00. 12218,18.
6º Ano
5
55
112000,00. 1018182. ,
7º Ano
4
55
112000,00. . ,814545
8º Ano .3
55
112000,00 610909. ,
9º Ano 000,.
2
55
112 00 4072,73.
10º Ano
1
55
112000,00. 2036,36.
TOTAL: 112000,00.
Tabela 6 - Depreciação pelo Método da Soma dos Dígitos / Fonte: os autores.
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Para se conhecer o valor da depreciação mensal, basta dividir o valor da de-
preciação anual por 12 meses. No primeiro ano, este valor seria de R$1.696,67 
(20.363,64/12 meses). A contabilização da depreciação mensal seria feita da 
seguinte forma:
Débito – Custos ou Despesa 1.696,67
Crédito – Depreciação acumulada (Ativo) 1.696,67
Lembrando que a conta a ser debitada depende da forma de utilização do bem, 
se ele for utilizado na área produtiva, a depreciação irá compor o custo de pro-
dução. Se o bem, porém, for utilizado na área administrativa, a depreciação será 
reconhecida como despesa. 
Método das Unidades Produzidas
Neste método, a depreciação é calculada não com base no tempo, mas na capaci-
dade produtiva do bem ao longo de sua vida útil, ou seja, baseia-se na estimativa 
de unidades que podem ser produzidas pelo bem, durante toda sua vida útil. Para 
exemplificar, imagine uma máquina de corte de tecido que foi adquirida por R$ 
30.000,00 e que possui capacidade para cortar 180.000 peças de roupa. Ao longo 
da sua vida útil, a máquina cortou as seguintes quantidades:
ANO QUANTIDADE DE PEÇAS DE ROUPA CORTADAS
1º Ano 40.000 peças
2º Ano 35.000 peças
3º Ano 45.000 peças
4º Ano 35.000 peças
5º Ano 25.000 peças
Total 180.000 peças
Tabela 7 - Dados para cálculo da depreciação pelo método das unidades produzidas / Fonte: 
os autores.
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Para calcular a depreciação, basta dividir o valor depreciável do bem pela sua 
capacidade produtiva total, em seguida, multiplicar pela quantidade produzida 
no período. Assim, considerando que o bem não possui valor residual, o cálculo 
da depreciação em cada período referente à máquina de corte seria:
ANO CÁLCULO DEPRECIAÇÃO DO PERÍODO (R$)
1º Ano
30000
180000
40000.
.
.
 
666,6. 67
2º Ano
30000
180000
35000.
.
. 5833,33.
3º Ano
30000
180000
45000.
.
. 7500,00.
4º Ano
30000
180000
35000.
.
. 5833,33.
5º Ano
30000
180000
25000.
.
. 4166,67.
Total: 30000,00. 
Tabela 8 - Depreciação pelo método das unidades produzidas / Fonte: os autores.
Para calcular a depreciação mensal, é correto considerar a produção de cada 
mês e não, simplesmente, dividir a depreciação anual por 12, como nos cálculos 
anteriores. Assim, supondo que, no primeiro mês de uso da máquina de corte, 
ela tenha cortado 3.500 peças, a depreciação seria de:
MÊS CÁLCULO DEPRECIAÇÃO DO PERÍODO (R$)
1º Mês
30000
180000
3500.
.
.
 
58333,
Tabela 9 - Depreciação do primeiro mês pelo método das unidades produzidas
Fonte: os autores.
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A contabilização da depreciação deste primeiro mês seria feita da seguinte forma:
Débito – Custos ou Despesa 583,33
Crédito – Depreciação acumulada (Ativo) 583,33
Método das Horas de Trabalho
O método das horas de trabalho segue o mesmo raciocínio do método das uni-
dades produzidas, mas, agora, ao invés de calcular a depreciação com base na 
capacidade produtiva em unidades, utilizamos a capacidade de horas de trabalho 
do bem. Dessa forma, esse método pode ser útil para bens que trabalham em 
períodos sazonais, já que, quando o bem não está em uso, também não sofre de-
preciação. Como exemplo, imagine um equipamento adquirido por R$70.000,00 
que possui uma capacidade de 30.000 horas de trabalho. Ao longo da sua vida 
útil, o equipamento trabalhou as seguintes horas:
ANO QUANTIDADE DE HORAS DE TRABALHO
1º Ano 8.500 horas
2º Ano 7.000 horas
3º Ano 7.800 horas
4º Ano 6.700 horas
Total 30.000 horas
Tabela 10 - Dados para cálculo da depreciação pelo método das horas de trabalho
Fonte: os autores.
Para calcular, basta dividir o valor depreciável do bem pela sua capacidade total 
de horas de trabalho, em seguida, multiplicar pelas horas de trabalho do período:
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ANO CÁLCULO DEPRECIAÇÃO DO PERÍODO (R$)
1º Ano
70000
30000
8500.
.
. 19833,33.
2º Ano
70000
30000
7000.
.
. 16333,33.
3º Ano
70000
30000
7800.
.
. 18200,00.
4º Ano
70000
30000
6700.
.
. 15633,33.
Total 70000,00.
Tabela 11 - Depreciação pelo método das horas trabalhadas / Fonte: os autores.
No que se refere à depreciação mensal, o correto é considerar as horas de trabalho 
do mês, e não apenas dividir a depreciação do ano por 12. Considerando que, no 
primeiro mês, o equipamento tenha trabalhado 900 horas, o cálculo seria: 
MÊS CÁLCULO DEPRECIAÇÃO DO PERÍODO (R$)
1º Mês
70000
30000
900.
. 
210000. ,
Tabela 12 - Depreciação do primeiro mês pelo método das horas trabalhadas / Fonte: os 
autores.
A contabilização da depreciação do primeiro mês seria feita da seguinte forma:
Débito – Custos ou Despesa 2.100,00
Crédito – Depreciação acumulada (Ativo) 2.100,00
Nesta aula, conhecemos os principais métodos de depreciação: quotas constantes 
(linear), soma dos dígitos (saldos decrescentes), quantidade produzida e horas 
de trabalho. A definição de qual método utilizar deve levar em consideração as 
características e forma de utilização do bem. O método linear, contudo, é o único 
aceito pela legislação tributária.
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Quando um bem não tem mais utilidade para a empresa, ou seja, não propicia mais ne-
nhum benefício para ela, deve ser baixado do ativo imobilizado. Esta baixa pode ocorrer 
com bens totalmente depreciados ou com algum saldo, ainda, a depreciar. Quando o 
bem, inutilizado, tiver sido totalmente depreciado, como no exemplo a seguir: 
ATIVO
Ativo Não Circulante
Ativo Imobilizado 0,00
Instalações 160.000,00
(-) Depreciação acumulada de instalações (160.000,00)
Tabela 13 - Bem totalmente depreciado / Fonte: os autores.
A contabilização é feita confrontando a conta contábil do bem com sua respectiva 
depreciação acumulada:
Débito – Depreciação acumulada de instalações (Ativo) 160.000,00
Crédito – Instalações (Ativo) 160.000,00
Este lançamento elimina o saldo do custo de aquisição do bem pelo qual ele foi 
contabilizado quando da sua aquisição e, também, elimina o saldo da depreciação 
acumulada, uma vez que, como o bem está totalmente depreciado, este valor é igual 
4 
ALIENAÇÃO DE BENS DO 
ATIVO IMOBILIZADO
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ao valor do custo de aquisição. Quando o bem inutilizado não tiver sido totalmente 
depreciado, ou quando possuir um valor residual, como no exemplo a seguir: 
ATIVO
Ativo Não Circulante
Ativo Imobilizado 0,00
Instalações 160.000,00
(-) Depreciação acumulada de instalações (120.000,00)
Tabela 14 - Bem parcialmente depreciado / Fonte: os autores.
No momento da contabilização o saldo não depreciado é reconhecido como 
perda, tendo em vista que a empresa não “consumiu” o bem completamente.
Débito – Depreciação acumulada de instalações (Ativo) 120.000,00
Débito – Perdas com baixa de imobilizado (Resultado) 40.000,00
Crédito – Instalações (Ativo) 160.000,00
Nestes dois exemplos, consideramos que a empresa simplesmente deu baixa no 
bem do seu imobilizado porque não tinha mais utilidade. A baixa de item do ativo 
imobilizado, contudo, pode ocorrer em função de venda. No caso de baixa pela 
venda de bens do ativo imobilizado, deve levar em consideração o valor contá-
bil do bem que, como já mencionado anteriormente, é o resultantedo custo de 
aquisição, menos o valor da depreciação acumulada. Esta transação pode resultar 
em ganhos, quando o valor da venda for maior que o valor contábil, ou em perda, 
quando o valor da venda for menor que o valor contábil. 
Quando uma empresa obtém ganhos de capital, deve apurar o imposto de renda 
e a contribuição social sobre o referido ganho. É considerado um resultado não ope-
racional. O Art. 501 do Regulamento do Imposto de Renda tem a seguinte redação:
 “ Serão classificados como ganhos ou perdas de capital e computados, para fins de determinação do lucro real, os resultados na alienação, na desapropriação, na baixa por perecimento, na extinção, no des-
gaste, na obsolescência ou na exaustão, ou na liquidação de bens do 
ativo não circulante, classificados como investimentos, imobilizado 
ou intangível (BRASIL, 2018, on-line).
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Assim, é necessário apurar o ganho ou perda de capital e fazer as contabilizações necessá-
rias para que este resultado seja inserido nas demonstrações contábeis da empresa. Consi-
dere uma empresa que tenha feito a venda de um veículo com as seguintes características:
 ■ Venda a prazo do veículo: R$ 15.000,00.
 ■ Custo de aquisição do veículo: R$ 32.000,00.
 ■ Depreciação acumulada do veículo: R$ 25.000,00.
O valor do ganho de capital desta venda é apresentado a seguir: 
Receita com a venda do imobilizado R$ 15.000,00
(-) Valor contábil do bem (32.000 – 25.000) R$ 7.000,00
(=) Ganho de capital R$ 8.000,00
Tabela 15 - Cálculo do Ganho de Capital / Fonte: os autores.
Com estes dados, a contabilização pode ser feita em duas etapas, conforme a seguir:
 ■ Contabilização da Venda
Débito – Duplicatas a receber (Ativo) 15.000,00
Crédito – Receita de venda de imobilizado (Resultado) 15.000,00
 ■ Contabilização da Baixa do Bem
Débito – Depreciação acumulada de veículos (Ativo) 25.000,00
Débito – Custo de venda de imobilizado (Resultado) 7.000,00
Crédito – Veículos (Ativo) 32.000,00
As contas contábeis de Receita com Venda de Imobilizado e Custo com Venda 
de Imobilizado fazem parte do grupo de contas de Ganho de Capital. Essa conta 
pode estar dentro do grupo de contas de Resultado das Operações Descontinua-
das. O ordenamento das contas pode ser demonstrado da seguinte forma:
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Operações Descontinuadas
Ganhos/Perdas de Capital 8.000,00
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Para compreender melhor o processo de contabilização da venda de imobi-
lizado, assista ao vídeo explicativo.
conecte-se
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Receita de venda de imobilizado 15.000,00
(-) Custo de venda de imobilizado (7.000,00)
Tabela 16 - Ganho de Capital na Demonstração de Resultado / Fonte: os autores.
Os tributos sobre o ganho de capital devem ser calculados por operação e, caso 
tenha havido ganho, deve ser contabilizado de forma a reduzir o valor do ganho. 
Supondo que sobre este ganho de R$ 8.000,00 tenha incidido um tributo de 
Imposto de Renda mais Contribuição Social no valor de R$ 1.200,00, a contabi-
lização dos tributos pode ser feita da seguinte forma:
Débito – Tributos sobre ganho de capital (Resultado) 1.200,00
Crédito – Tributos a recolher (Passivo) 1.200,00
Neste caso, o ordenamento das contas pode ser demonstrado da seguinte forma, 
pela contabilidade:
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Operações Descontinuadas
Ganhos/Perdas de Capital 6.800,00
Receita de venda de imobilizado 15.000,00
(-) Custo de venda de imobilizado (7.000,00)
(-) Tributos sobre ganho de capital (1.200,00)
Tabela 17 - Demonstração do Resultado das Operações Descontinuadas / Fonte: os autores.
Caso a venda de item do ativo imobilizado resulte em perda, a contabilização 
da venda e baixa do bem serão as mesmas, contudo, não haverá necessidade de 
contabilização dos tributos. 
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3357
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a)! Nesta unidade, buscamos discorrer, de forma clara e sim-
ples, sobre os conceitos de ativo imobilizado. Isto porque os investimentos que 
as empresas fazem em bens do ativo imobilizado, em muitos casos, formam um 
montante relevante em relação ao seu ativo total e, por isso, é muito importante 
compreender os aspectos que envolvem esse tipo de elemento patrimonial. Desta 
forma, abordamos, nesta unidade, o cálculo do custo de aquisição de tais inves-
timentos, a sua manutenção na contabilidade da empresa, os vários métodos de 
depreciação de tais bens e os resultados apurados quando os mesmos são baixa-
dos por inutilização ou por venda.
O método de depreciação definido e aceito pela legislação tributária determi-
na taxas de depreciação aceitas para a finalidade de apuração do lucro tributável. 
A norma contábil, porém, permite, para fins do atendimento à legislação socie-
tária, a utilização de taxas baseadas na realidade e experiência de cada empresa. 
Assim, o contador deve atender tanto às necessidades da legislação tributária 
quanto à legislação societária que visa ao atendimento das necessidades dos usuá-
rios externos.
É responsabilidade técnica do profissional contador compreender todas as 
características que envolvem o ativo imobilizado de forma que a contabilidade 
da empresa possa cumprir com suas funções de auxílio ao controle patrimonial 
e à geração de informações acerca do mesmo para tomada de decisões, inclusive 
de reinvestimentos.
Esperamos que, com os estudos desta unidade, você tenha a possibilidade de 
apreender as técnicas e práticas, aqui, apresentadas. Ocorrendo isto, certamente, 
estará preparado(a) para avançar em assuntos mais complexos sobre o mesmo 
tema e, evidentemente, estará mais bem preparado(a) para alcançar um nível 
profissional mais adequado às exigências que o mercado faz da profissão contábil.
82
na prática
1. A empresa Mais Produção Ltda. adquiriu um equipamento à vista no valor de R$ 
52.000,00. Como o equipamento será utilizado no setor de fabricação da empresa, 
a legislação tributária estadual permite a recuperação de 12% de ICMS sobre o valor 
deste bem. Para receber o equipamento, a empresa também pagou à vista o valor 
de R$ 2.000,00 referentes ao transporte. Com base nestes dados, apure o custo de 
aquisição desta compra e faça as contabilizações necessárias.
2. A empresa Investir Ltda. adquiriu quotas de consórcio de um veículo. O prazo de 
duração é de 60 meses e o valor da parcela é de R$ 1.500,00, já inclusos taxas de 
administração e fundo de reserva. A empresa foi contemplada com o veículo, depois 
de ter pago a trigésima parcela no mês de dezembro. O bem chegou à empresa 
com o valor de R$ 90.000,00, sendo que, deste total, R$ 45.000,00 (1.500,00 x 30) 
já haviam sido pagos. O restante do valor será pago em mais 30 parcelas, sendo 12 
parcelas com vencimento no curto prazo, e o restante, no longo prazo. Considerando 
estas informações, demonstre a contabilização do pagamento da primeira parcela 
do consórcio e da contemplação do veículo.
3. A empresa Renovar Ltda. adquiriu um bem para seu ativo imobilizado no valor de R$ 
500.000,00, com vida útil estimada de 5 anos. Ao final da vida útil do bem, a empresa 
espera vendê-lo por R$ 20.000,00. Utilizando o método da soma dos dígitos, calcule 
a depreciação dos 4 anos de vida útil do bem. Em seguida, calcule a depreciação do 
primeiro mês e realize a contabilização, considerando que o bem é utilizado pelo 
setor produtivo. 
83
na prática
4. Considere que uma empresa tenha comprado uma máquina usada. Segundo o 
antigo dono, a máquina já havia sido utilizada por 6 anos. A vida útil de uma má-
quina nova, contudo, da mesma natureza, é de 10 anos. Quanto tempo de vida útil 
a empresa deve considerar para efetuar o cálculo de depreciação dessa máquina? 
Assinale a alternativa correta.
a) 3 anos.
b) 4 anos.
c) 5 anos.
d) 6 anos.
e) 10 anos. 
5. Ao longo desta unidade, estudamos vários termos relacionados à contabilização 
de ativos imobilizados, como valor contábil, valor residual, custo de aquisição,valor 
depreciável, depreciação, entre outros. O correto emprego destes termos faz toda 
a diferença na geração das informações contábeis. Desta forma, como se chega ao 
valor contábil de um bem do ativo imobilizado?
a) Valor pago menos tributos recuperáveis.
b) Valor pago menos o valor residual do bem.
c) Valor do custo de aquisição menos o valor residual do bem.
d) Valor do custo de aquisição menos o valor da depreciação do mês.
e) Valor do custo de aquisição menos o valor da depreciação acumulada.
84
aprimore-se
A NBC TG 27 (R4) – Ativo Imobilizado traz a seguinte redação sobre o reconhecimen-
to contábil dos elementos deste grupo:
RECONHECIMENTO
7. O custo de um item de ativo imobilizado deve ser reconhecido como ativo se, e 
apenas se:
a. for provável que futuros benefícios econômicos associados ao item fluirão 
para a entidade; e
b. o custo do item puder ser mensurado confiavelmente.
8. Sobressalentes, peças de reposição, ferramentas e equipamentos de uso interno 
são classificados como ativo imobilizado quando a entidade espera usá-los por mais 
de um período. Da mesma forma, se puderem ser utilizados somente em conexão 
com itens do ativo imobilizado, também são contabilizados como ativo imobilizado.
9. Esta Norma não prescreve a unidade de medida para o reconhecimento, ou seja, 
aquilo que constitui um item do ativo imobilizado. Assim, é necessário exercer julga-
mento ao aplicar os critérios de reconhecimento às circunstâncias específicas da en-
tidade. Pode ser apropriado agregar itens individualmente insignificantes, tais como 
moldes, ferramentas e bases, e aplicar os critérios ao valor do conjunto.
10. A entidade deve avaliar, segundo esse princípio de reconhecimento, todos os 
seus custos com ativos imobilizados no momento em que eles são incorridos. Esses 
custos incluem custos incorridos inicialmente para adquirir ou construir item do ati-
vo imobilizado e os custos incorridos posteriormente para renová-lo, substituir suas 
partes, ou dar manutenção a ele. O custo de item de imobilizado pode incluir custos 
incorridos, relativos aos contratos de arrendamento de ativo, que são usados para 
construir, adicionar a, substituir parte ou serviço a item do imobilizado, tais como a 
depreciação de ativo de direito de uso. 
Fonte: CFC (2017, on-line).
85
eu recomendo!
Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as 
sociedades
Autores: Ernesto Rubens Gelbcke, Ariovaldo dos Santos, Sérgio 
de Iudícibus e Eliseu Martins
Editora: Atlas
Sinopse: tudo o que você precisa saber sobre contabilidade so-
cietária. Atualizado com os novos pronunciamentos, este manual 
manteve a essência e continua sendo a melhor referência e fonte segura de con-
sulta para contadores, técnicos e estudantes de Contabilidade. Desenvolvido pela 
Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI) e 
pela Editora Atlas, o Manual de Contabilidade Societária — Aplicável a Todas as So-
ciedades está ainda melhor. Além de apresentar projeto gráfico inovador, está to-
talmente de acordo com os pronunciamentos, as interpretações e as orientações 
do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e com as normas internacionais 
de Contabilidade emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board), 
incluindo o CPC 47 — Receita de Contrato com Cliente (IFRS 15) e o CPC 48 — Ins-
trumentos Financeiros (IFRS 9).
livro
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
anotações
3
OPERAÇÕES FINANCEIRAS 
E ANTECIPAÇÕES
PROFESSORES 
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Me. Claudinei de Lima Nascimento
PLANO DE ESTUDO 
A seguir, apresentam-se as aulas que você estudará nesta unidade: • Aplicações financeiras • Emprés-
timos e financiamentos • Desconto de duplicatas • Adiantamentos • Despesas antecipadas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
• Conhecer como são registradas as aplicações financeiras • Contabilizar empréstimos e financiamentos 
• Reconhecer contabilmente o desconto de duplicatas • Conhecer os registros contábeis relacionados 
aos adiantamentos • Contabilizar as despesas antecipadas.
INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), nesta unidade, discutiremos alguns tipos de fatos contá-
beis que, mesmo não sendo tão recorrentes para algumas empresas, quando 
ocorrem, exigem registros contábeis condizentes com a sua natureza, sob 
pena de distorcer o controle das contas contábeis e, por consequência, as 
informações da contabilidade. 
Inicialmente, trataremos, então, das operações financeiras. Estas se re-
lacionam, basicamente, aos processos de aplicação ou obtenção de recursos 
financeiros. Quando uma empresa possui dinheiro suficiente para manter 
suas atividades e, ainda, apresenta uma sobra, não é interessante que essa 
sobra fique parada no Caixa ou na conta corrente bancária. Assim, a em-
presa realiza aplicação financeira no intuito de fazer seu dinheiro render 
mais. Nesse sentido, estudaremos como registrar a aplicação financeira, 
seus rendimentos e seu resgate. 
Por outro lado, quando uma empresa precisa de dinheiro, é comum 
buscar recursos junto a instituições financeiras, na forma de empréstimos, 
financiamentos ou desconto de duplicatas. De qualquer forma, o controle 
destas obrigações, assim como o reconhecimento dos juros ou encargos 
envolvidos, demanda registros contábeis específicos.
Além das operações financeiras, estudaremos as antecipações que 
podem ocorrer, por meio de adiantamentos ou em função de despesas 
antecipadas. Os adiantamentos podem gerar direitos ou obrigações para a 
empresa. Sendo assim, é necessário observar se a empresa é que concede ou 
que recebe o adiantamento. A contabilização correta e o controle dos saldos 
destas contas contábeis são condições básicas para a boa prática contábil. 
Da mesma forma, as despesas antecipadas precisam ser entendidas e con-
troladas de forma a não distorcerem os resultados contábeis do período, 
considerando o regime de competência. Também têm importância sua 
contabilização correta e o controle dos seus saldos para manter a qualidade 
das informações contábeis.
Bons estudos!
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APLICAÇÕES 
FINANCEIRAS
As aplicações financeiras realizadas derivam das disponibilidades que uma em-
presa possui, de acordo com a administração do seu capital de giro. Evidente-
mente, uma empresa comercial, por exemplo, tem a preferência de investir seu 
dinheiro em mercadorias, pois, em tese, trazem-lhe maior rendimento. Entretan-
to, quando é possível ou necessário, podem aplicar dinheiro nas modalidades de 
investimentos. Quanto à sua natureza, podem ser classificadas em aplicações de 
renda fixa ou variável. Quanto ao tempo de realização, elas podem ser classifi-
cadas em aplicações de curto e de longo prazo. As aplicações financeiras podem 
ser, assim, observadas no Balanço Patrimonial:
ATIVO
Ativo Circulante
Disponibilidades
Aplicação Financeira de Liquidez Imediata
Aplicação Financeira
Aplicação Financeira
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Não se deve confundir as contas de aplicação financeira com o grupo Investimento do 
Ativo Não Circulante. Esse grupo se refere a investimentos dos quais a empresa não tem 
prazo para se desfazer, por exemplo, a participação em outras empresas.
explorando Ideias
ATIVO
Ativo não Circulante
Realizável em Longo Prazo
Aplicação Financeira
Quadro 1 - Aplicações financeiras no Balanço Patrimonial / Fonte: os autores.
Como se observa, podemos visualizar três formas de aplicações financeiras no 
Balanço Patrimonial:
1. Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata: este tipo de aplicação 
permite que o investidor resgate o dinheiro aplicado, em qualquer mo-
mento, por isso, fica no grupo das disponibilidades, em que se encontram 
também as contas Caixa e Banco. 
2. Aplicações financeiras de curto prazo: diferentemente das aplicações 
de liquidez imediata, essas possuem prazo determinado para resgate, que, 
no caso, vence no curto prazo.
3. Aplicações financeiras de longo prazo: esta também possui prazo pararesgate, mas este vencimento acontece no longo prazo.
Para explicar o processo contábil, consideraremos a aplicação financeira de liquidez 
imediata. Contudo os exemplos apresentados servem de base para a contabilização 
das outras formas de aplicação financeira. As aplicações de liquidez imediata po-
dem ser feitas e resgatadas, em qualquer momento, pela empresa. Tendo o montante 
em sua conta corrente bancária, a empresa pode, então, efetuar a aplicação. Esta 
decisão faz com que o saldo bancário seja reduzido e o saldo de aplicação, aumen-
tado. Considerando uma aplicação financeira de liquidez imediata, no valor de R$ 
15.000,00, o lançamento contábil pode ser feito da seguinte maneira:
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Débito – Aplicação Financeira de Liquidez Imediata (Ativo) 15.000,00
Crédito – Banco (Ativo) 15.000,00
Conforme determina o regime de competência, os rendimentos das aplica-
ções financeiras devem ser reconhecidos no período em que ocorrem, ou 
seja, não é necessário esperar o momento do resgate para reconhecer o ganho. 
Contabilmente, os rendimentos provocam aumento no saldo da conta de apli-
cações. Em contrapartida, registra-se o reconhecimento da receita financeira 
decorrente do rendimento. Supondo um rendimento no valor de R$ 200,00, 
a contabilização pelo valor bruto, sem retenção do imposto de renda retido, 
pode ser feita da seguinte maneira:
Débito – Aplicação Financeira de Liquidez Imediata (Ativo) 200,00
Crédito – Receitas Financeiras (Resultado) 200,00
A receita com aplicação financeira obtida pela empresa implica o pagamento do 
tributo do imposto de renda, retido na fonte. No caso das aplicações feitas em 
renda fixa, classificadas como de longo prazo, a Receita Federal, em seu Art. 6º da 
Instrução Normativa RFB nº 1585, define as seguintes alíquotas:
 “ I - 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em apli-cações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias;II - 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento 
e oitenta e um) dias até 360 (trezentos e sessenta) dias;
III - 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em apli-
cações com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 
(setecentos e vinte) dias;
IV - 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 
(setecentos e vinte) dias (BRASIL, 2015, on-line).
Para as aplicações feitas em renda fixa, porém, classificadas como de curto prazo, 
o Art. 8º da referida norma define as seguintes alíquotas:
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 “ I - 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em apli-cações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias;II - 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo acima de 180 
(cento e oitenta) dias (BRASIL, 2015, on-line).
Segundo a norma da Receita Federal, as aplicações financeiras estão sujeitas à 
incidência do imposto retido na fonte, conforme as alíquotas apresentadas, por 
ocasião do resgate. Isso significa que, no momento do resgate, é descontado do 
valor a ser recebido o montante referente ao imposto retido na fonte. Contudo 
as normas contábeis determinam o reconhecimento da receita pelo regime de 
competência. Sendo assim, deve ser feito, também, o reconhecimento do imposto 
de renda retido incidente sobre a receita (rendimento do período), embora ele só 
seja, realmente, pago, no momento do resgate da aplicação. 
Considerando o nosso exemplo, na aplicação financeira de liquidez ime-
diata, existe a incidência de R$ 45,00 (R$ 200,00 x 22,5%) referente a imposto 
de renda retido na fonte. Sendo assim, o lançamento contábil desta retenção 
deve ser feito da seguinte forma:
Débito – Impostos sobre aplicação financeira (Resultado) 45,00
Crédito – Aplicação financeira de liquidez imediata (Ativo) 45,00
Supondo que, após estes fatos, a empresa tenha decidido efetuar o resgate da 
aplicação financeira, sendo o valor depositado, na conta corrente da empresa, o 
lançamento a ser realizado deve ser o seguinte: 
Débito – Banco (Ativo) 15.155,00
Crédito – Aplicação financeira de liquidez imediata (Ativo) 15.155,00
Como o imposto de renda retido na fonte já havia sido contabilizado, no mo-
mento do resgate, basta reconhecer o aumento na conta corrente bancária e a 
diminuição do valor da conta aplicação financeira de liquidez imediata. O re-
conhecimento deste imposto como despesa se dá em função de que, no caso 
mencionado, não poderá ser compensado no ajuste anual, porque reduz o valor 
do rendimento obtido pela empresa. Da mesma forma que a receita com rendi-
mento não é inclusa na base de cálculo do imposto devido da pessoa jurídica, essa 
despesa também deve ser adicionada para se chegar ao lucro tributável. 
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EMPRÉSTIMOS E
FINANCIAMENTOS
De acordo com Gelbcke et al. (2018, p. 327), “as operações de empréstimos e 
financiamentos estão atreladas às necessidades de caixa das empresas para a ma-
nutenção ou expansão de suas atividades”. Sendo assim, os empréstimos e finan-
ciamentos são operações que permitem à empresa administrar seu capital de giro 
bem como ampliar ou modernizar suas atividades. Para exemplificar o processo 
de contabilização, utilizaremos o empréstimo bancário. A contabilização de um 
financiamento, contudo, segue, basicamente, as mesmas etapas. 
Quando uma empresa realiza um empréstimo, ela o faz por meio de tran-
sação bancária. O valor do empréstimo aumenta o saldo bancário da empresa, 
que passa a ter a obrigação de pagar o empréstimo. Quando todas as parcelas do 
empréstimo vencerem no curto prazo, o valor total da dívida é reconhecido no 
Passivo Circulante. Por outro lado, se o empréstimo for de longo prazo, deve-se 
reconhecer as parcelas que vencerão no curto prazo, no Passivo Circulante, e as 
parcelas que vencerão no longo prazo, no Passivo Não Circulante. Um emprésti-
mo de curto prazo pode ser contabilizado da seguinte maneira:
Débito – Banco (Ativo Circulante) 
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante)
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Um fator importante na contabilização dos empréstimos e dos financiamentos 
são os juros envolvidos na transação. Caso o valor dos juros seja conhecido, no 
momento da contratação do empréstimo, este deve ser contabilizado no Passivo, 
de forma a evidenciar o montante total da dívida. Assim, a contabilização dos 
juros aumenta o valor da dívida e se conhecem os juros a serem apropriados em 
conta redutora do Passivo:
Débito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Circulante) 
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante)
Conforme ocorre o pagamento das parcelas, os juros são apropriados, sistemati-
camente, para uma conta de despesa, seguindo, assim, o regime de competência. 
O pagamento de uma parcela pode ser contabilizado conforme segue:
Débito – Juros sobre empréstimos bancários (Resultado) 
Crédito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Circulante)
Se o valor dos juros, porém, variar em função de taxa ou câmbio de moeda, como 
no caso de empréstimo em dólar, deve-se aguardar o pagamento da parcela para 
reconhecer os juros, diretamente, em conta de despesa. Para exemplificar todo 
o processo contábil, considere uma empresa que tenha feito, em dezembro, um 
empréstimo de R$ 540.000,00 para ser pago em 36 parcelas, a partir do mês de 
janeiro. Sobre o valor contratado, o banco cobrará R$ 45.000,00 de juros, assim, o 
total da dívida é de R$ 585.000,00. O valor de cada parcela é de R$ 16.250,00 (R$ 
585.000,00/36), sendo que R$ 15.000,00 (R$ 540.000,00/36) refere-se à amorti-
zação do empréstimo e R$ 1.250,00 (R$ 45.000,00/36) à amortização dos juros. 
A parcela será fixa até o final do empréstimo.
 ■ Contabilização do empréstimo: registra-se o aumento na conta banco e, 
em contrapartida, a dívida assumida, sendo que 12 parcelas (R$ 15.000,00 
x 12 = 180.000,00) são reconhecidas no Passivo Circulante e as outras 24 
parcelas (R$ 15.000,00 x 24 = 360.000,00), no Passivo Não Circulante:
Débito – Banco (Ativo Circulante) 540.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (PassivoCirculante) 180.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Não Circulante) 360.000,00
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 ■ Contabilização dos juros: registra-se o aumento da dívida em função 
dos juros e, em contrapartida, os juros a serem apropriados. Isso consi-
derando as parcelas de curto (R$ 1.250,00 x 12 = 15.000,00) e as parcelas 
de longo prazo (R$ 1.250,00 x 24 = 30.000,00):
Débito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Circulante) 15.000,00
Débito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Não Circulante) 30.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante) 15.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Não Circulante) 30.000,00
 ■ Pagamento das parcelas: registra-se a diminuição da conta Banco e, em 
contrapartida, a diminuição da obrigação:
Débito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante) 16.250,00
Crédito – Banco (Ativo Circulante) 16.250,00
 ■ Apropriação dos juros: registra-se a despesa financeira referente aos 
juros e, em contrapartida, apropria-se uma parcela dos juros a apropriar:
Débito – Juros sobre empréstimos bancários (Resultado) 1.250,00
Crédito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Circulante) 1.250,00
A baixa do empréstimo, sempre, é feita na conta do Passivo Circulante. No final 
do ano, 12 parcelas terão sido pagas pela empresa; o saldo da conta contábil Em-
préstimos a Pagar do Passivo Circulante estará zerado e o saldo da conta contábil 
Empréstimos a Pagar do Passivo não Circulante será de R$ 360.000,00.
A contabilidade deve, no fim do ano, transferir os valores que serão pagos, nos 
próximos 12 meses, da conta do Passivo Não Circulante para a conta do Passivo 
Circulante. A contabilização desta transferência deve ser feita da seguinte forma:
Débito – Empréstimos a pagar (Passivo Não Circulante) 180.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante) 180.000,00
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Assista ao vídeo explicativo para compreender melhor a contabilização de 
um empréstimo bancário.
conecte-se
Conforme demonstrado, a contabilização dos empréstimos, assim como dos fi-
nanciamentos, registra o montante total da dívida que vence no curto e no longo 
prazo. Para auxiliar a compreensão dos usuários, é importante evidenciar, em notas 
explicativas, a quantidade de parcelas, o prazo previsto para o encerramento, a taxa 
de juros aplicada, entre outras informações importantes relacionadas à transação. 
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DESCONTO DE 
DUPLICATAS
Além dos empréstimos e financiamentos, outra forma de adquirir recursos é por 
meio de desconto de duplicata. Quando a empresa vende mercadorias a prazo, ela 
tem direito de receber do cliente, este direito gera uma duplicata, no caso, duplicatas 
a receber. Caso a empresa necessite de dinheiro, mas não queria realizar um em-
préstimo ou um financiamento, ela pode antecipar o recebimento de uma duplicata, 
decorrente de uma venda a prazo, junto a uma instituição financeira. 
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/3358
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 “ Nas operações de desconto de duplicatas, notas promissórias ou ou-tros títulos, a empresa procura uma instituição financeira para an-tecipar o recebimento desses títulos. Como contrapartida, o banco 
cobra uma taxa e a empresa recebe um valor menor pelo título. Di-
ferentemente da operação de risco sacado, no caso de descontos de 
duplicatas, caso o cliente não cumpra a obrigação, a empresa deverá 
pagar ao banco o valor da duplicata (GELBCKE et al., 2018, p. 340). 
Dessa forma, devemos considerar o desconto de duplicatas como se fosse um 
empréstimo, o qual a empresa entrega a duplicata à instituição financeira como 
garantia. Assim, ao descontar uma duplicata, a empresa assume um compro-
misso com o banco, tendo em vista que, caso o cliente não pague a duplicata no 
vencimento, a própria empresa deverá efetuar o pagamento.
Para exemplificar, imagine que uma empresa tenha uma duplicata a receber 
no valor de R$ 8.000,00. Contudo, como está precisando de dinheiro, decide 
descontá-la no banco dois meses antes do seu vencimento. Para tanto, o banco 
reteve o montante de R$ 640,00 referentes à taxa de despesa bancária e de juros, 
depositando o montante de R$ 7.360,00 na conta corrente da empresa. Este fato 
gera o seguinte lançamento contábil:
Débito – Banco (Ativo) 7.360,00
Crédito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo) 640,00
Crédito – Duplicatas descontadas (Passivo) 8.000,00
O valor reconhecido no banco se refere ao montante líquido depositado na conta 
corrente da empresa. Como o desconto da duplicata foi feito dois meses antes 
do seu vencimento, é necessário apropriar os encargos financeiros pelo regime 
de competência, ou seja, ao longo dos dois meses. Por fim, o valor da duplicata 
descontada é reconhecido no passivo, tendo em vista o compromisso que a em-
presa assumiu com o banco, já que, se o cliente não pagar, ela terá que honrar o 
compromisso. Desse modo, após 30 dias, a empresa deverá apropriar parte dos 
encargos financeiros. O lançamento contábil é feito conforme a seguir:
Débito – Despesas financeiras (Resultado) 320,00
Crédito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo) 320,00
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Este lançamento deverá ser repetido, após mais 30 dias, ou seja, ao término do 
prazo de dois meses. Quando chegar o vencimento da duplicata, se o cliente efe-
tuar o pagamento, o banco informa o recebimento para a empresa, que deverá 
efetuar o seguinte lançamento contábil:
Débito – Duplicatas descontadas (Passivo) 8.000,00
Crédito – Duplicatas a receber (Ativo) 8.000,00
Perceba que, somente quando o cliente efetivamente pagar, a empresa registrará 
a baixa na conta duplicatas a receber. E, no caso do desconto de duplicatas, a 
contrapartida é, justamente, o compromisso assumido com o banco. No entanto, 
caso o cliente não efetue o pagamento da duplicata até seu vencimento, a empresa 
é que deverá quitar a dívida com o banco. Nesse caso, o lançamento contábil seria 
conforme a seguir:
Débito – Duplicatas descontadas (Passivo) 8.000,00
Crédito – Banco (Ativo) 8.000,00
Então, como você pôde compreender, nesta aula, o desconto de duplicatas é uma 
importante opção para as empresas que necessitam de capital, mas não querem 
efetuar um empréstimo ou um financiamento. Contudo é preciso tomar cuidado, 
afinal, a empresa fica na dependência de o cliente honrar seu compromisso.
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4 ADIANTAMENTOS
Os adiantamentos podem ser registrados como Ativo ou como Passivo, depen-
dendo do fato ocorrido. Assim, é necessário observar se o adiantamento gerou 
um direito ou uma obrigação para a empresa. Os adiantamentos mais comuns 
que ocorrem nas atividades empresariais são:
 ■ Adiantamento de clientes.
 ■ Adiantamento a fornecedores.
 ■ Adiantamento de viagens.
 ■ Adiantamento a empregados.
 ■ Adiantamento de férias.
 ■ Adiantamento de décimo terceiro.
 ■ Adiantamento a diretores.
Compreenderemos, a seguir, cada um desses fatos e como eles devem ser 
contabilizados. 
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Adiantamento de Clientes
Os clientes podem optar por realizar um adiantamento com a intenção de garan-
tir a compra, ou até mesmo para aproveitar preços promocionais, sendo a venda 
efetivada futuramente no momento da emissão da nota fiscal.
Quando a empresa recebe um adiantamento de um cliente, ela, na verdade, 
passa a ter uma obrigação com ele. Esta obrigação consiste em realizar efetiva-
mente a venda, transferindo o produto, a mercadoria ou o serviço para seu cliente 
em um momento futuro. Caso essa venda não se realize, por qualquer motivo, a 
empresa tem a obrigação de devolver o dinheiro ao cliente.
Portanto, o registro contábil de adiantamento de clientes deve ser feito numa 
conta do passivo em contrapartida a uma conta de caixa ou de banco, depen-
dendo como se deu a entrada do recurso. O lançamento contábil ficaria assim:
Débito – Caixa ou Banco (Ativo)
Crédito – Adiantamento de clientes (Passivo)
Quando a venda for concretizada, com a emissão da nota fiscal de venda, aí então 
seráreconhecida a receita de venda. Em contrapartida será dado baixa no com-
promisso assumido com o cliente, efetuando o seguinte lançamento:
Débito – Adiantamento de clientes (Passivo)
Crédito – Receita de vendas (Receita)
Ao reconhecer a receita de venda, também deve-se efetuar a contabilização da baixa 
do estoque e dos impostos sobre vendas, conforme demonstrado anteriormente.
Adiantamento a Fornecedores
As empresas podem fazer adiantamentos de pagamentos a seus fornecedores de 
estoques, antes que estes sejam recebidos. Isso pode ocorrer quando um forne-
cedor exigir alguma entrada para liberar a entrega do estoque, em uma situação 
promocional, ou, ainda, em situações em que o contrato de fornecimento de es-
toques exigir tal adiantamento. Significa, portanto, que o pagamento ocorre antes 
mesmo de o estoque chegar à empresa. Por este motivo, não é possível contabilizar 
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o valor do adiantamento em estoque, já que ele, ainda, não existe. Sendo assim, o 
adiantamento a fornecedores gera um direito para a empresa, no caso, o direito 
de receber a mercadoria ou o produto futuramente.
Dessa maneira, a empresa deve registrar o direito em uma conta do Ativo, 
dentro do grupo de estoque, evidenciando o valor a ser recebido em mercado-
rias. Em contrapartida, é dado baixa na conta de caixa ou de banco, dependendo 
da maneira como o recurso foi entregue ao fornecedor. O lançamento contábil, 
assim, ficaria da seguinte forma: 
Débito – Adiantamento a fornecedores (Ativo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
Quando o fornecedor emitir a nota fiscal de venda, concretizando a compra na qual 
a empresa efetuou o adiantamento, a empresa deverá registrar a entrada das mer-
cadorias no estoque. Em contrapartida, dará baixa no direito adquirido em função 
do valor adiantado. O lançamento contábil, portanto, ficaria da seguinte forma:
Débito – Mercadorias (Ativo)
Crédito – Adiantamento a fornecedores (Ativo)
Adiantamento de Viagens
O adiantamento de viagens ocorre, normalmente, quando funcionários da em-
presa realizam viagens a trabalho, e a responsabilidade deste gasto é da empresa. 
O empregado recebe dinheiro do caixa da empresa para pagar os gastos e, na 
volta da viagem, faz o acerto de contas. O adiantamento, desse modo, deve ser 
reconhecido pela contabilidade no momento da saída de dinheiro do caixa da 
empresa. Nesse momento, os gastos ainda não se realizaram, mas, como já houve 
a saída do dinheiro, é necessário (e obrigatório) que a contabilidade registre. As 
principais despesas relativas a essas viagens dizem respeito a:
 ■ Gastos com combustíveis.
 ■ Gastos com hotéis.
 ■ Gastos com refeições.
 ■ Gastos com passagens.
 ■ Gastos com pedágios e estacionamento.
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Como mencionado, os gastos relacionados à viagem caracterizam despesas para 
a empresa. Contudo, no momento do adiantamento, não há como saber o valor 
que será gasto com cada tipo de despesa. Na verdade, o dinheiro da empresa está 
de posse do empregado. Este, ao retornar de viagem, deverá prestar contas desse 
dinheiro, apresentando documentos que comprovem os gastos realizados, ou 
devolvê-lo para o caixa da empresa.
Assim, no momento da entrega do dinheiro ao funcionário, a empresa entrega 
um ativo, o dinheiro, e adquire outro ativo, que é o direito de cobrar do empregado 
a prestação de contas. O registro contábil de um adiantamento de viagens pode 
ser feito da seguinte forma:
Débito – Adiantamento de viagens (Ativo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
A conta contábil Adiantamento de Viagens pode estar dentro do grupo Outros 
Créditos e representar o direito que a empresa tem de cobrar do empregado a 
prestação de contas. A conta Caixa deve ser usada se o adiantamento for feito 
em dinheiro. Se for com cheque ou débito bancário, transferindo dinheiro para 
o empregado, a conta em crédito deve ser a de Bancos.
No momento da prestação de contas, o empregado deverá apresentar docu-
mentos que comprovem os pagamentos feitos. A contabilidade deverá registrar 
a baixa da conta de adiantamento e usar como contrapartida às despesas especí-
ficas, relativas à sua natureza. O lançamento ficaria da seguinte forma:
Débito – Despesas operacionais (Resultado)
Crédito – Adiantamento de viagens (Ativo)
Imagine que uma empresa tenha feito um adiantamento, em dinheiro, a um de 
seus gerentes, no valor de R$ 500,00, para que ele pudesse realizar uma viagem 
de visita a clientes, em uma região distante. No seu retorno, o gerente apresentou 
documentos, comprovando os seguintes gastos:
 ■ Pedágios: R$ 20,00.
 ■ Diária de hotel: R$ 150,00.
 ■ Refeições: R$ 50,00.
 ■ Combustível: R$ 80,00.
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A seguir, apresentamos as contabilizações relacionadas ao exemplo proposto:
 ■ Contabilização do adiantamento:
Débito – Adiantamento de viagens (Ativo) 500,00
Crédito – Caixa (Ativo) 500,00
 ■ A contabilização da prestação de contas:
Débito – Despesa com pedágios (Resultado) 20,00
Débito – Despesa com hospedagens (Resultado) 150,00
Débito – Despesa com refeições (Resultado) 50,00
Débito – Despesa com combustíveis (Resultado) 80,00
Crédito – Adiantamento de viagens (Ativo) 300,00
Como o gerente não utilizou todo o valor de R$ 500,00, devolveu a diferença para 
a empresa, ou seja, o valor de R$ 200,00. Este dinheiro deve voltar para o caixa, e 
o adiantamento, baixado na contabilidade. O registro dessa devolução deve ser 
feito da seguinte maneira:
Débito – Caixa (Ativo) 200,00
Crédito – Adiantamento de viagens (Ativo) 200,00
Adiantamento a Empregados
O adiantamento a empregados, segundo Schmidt, Santos e Gomes (2011), ocorre 
quando um empregado, por motivos pessoais, solicita à empresa que lhe adiante o 
pagamento de seus salários. Não se trata de um adiantamento comum que ocorre, 
mensalmente, mas sim, de um caso esporádico. A concessão deste adiantamento im-
plica o direito da empresa em descontar do empregado, no futuro, o valor adiantado.
O lançamento contábil do adiantamento a empregados deve levar em con-
sideração o direito adquirido pela empresa e a forma como o valor foi pago, em 
dinheiro ou débito na conta da empresa, transferindo o valor para crédito na 
conta do empregado. Deve ser feito da seguinte forma:
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Débito – Adiantamento a empregados (Ativo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
O desconto deste adiantamento é feito na folha de pagamento. As obrigações da 
empresa com salários ficam registradas na conta Salários a Pagar. Desse modo, o 
valor do adiantamento será descontado do valor do salário e o lançamento contá-
bil correto deverá ser feito com base na folha de pagamento, da seguinte maneira:
Débito – Salários a pagar (Passivo)
Crédito – Adiantamento a empregados (Ativo)
Adiantamento de Férias
A legislação trabalhista determina que, quando um empregado irá gozar de suas 
férias, o pagamento dela deve ser feito com dois dias de antecedência do primei-
ro dia de férias. Ocorre que, neste momento, a empresa, ainda, não elaborou o 
fechamento da folha de pagamento. Desse modo, para não envolver as contas 
relativas à folha de pagamento no passivo, como férias a pagar, a empresa pode 
registrar o pagamento em uma conta de adiantamento de férias, constituindo um 
direito a ela de descontar do valor de provisão de férias ou férias a pagar, quando 
da contabilização da folha de pagamento. O lançamento contábil do pagamento 
de férias pode ser feito da seguinte maneira:
Débito – Adiantamento de férias (Ativo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
Quando ocorrer o fechamento da folha de pagamento, o valor provisionado de 
férias for, definitivamente, calculado, e os ajustes feitos, a empresa poderá des-
contar o valor já pago de férias, e a contabilização desse desconto poderá ser feita 
da seguinte forma:
Débito – Férias a pagar (Passivo)
Crédito – Adiantamento de férias (Ativo)
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Adiantamento de Décimo Terceiro
A legislação trabalhista permite que uma parcela do décimo terceiro seja pagade 
forma adiantada ao empregado, antes do mês de dezembro, que é o mês em que 
esta obrigação deve ser cumprida. Na verdade, este adiantamento ocorre antes 
que a folha de pagamento relativa ao décimo terceiro seja elaborada, o que é feito 
no mês de dezembro.
Para não envolver as contas relativas à folha de pagamento no passivo, como 
décimo terceiro a pagar, a empresa pode registrar o pagamento em uma conta de 
adiantamento de décimo terceiro, constituindo um direito de ela descontar do 
valor de décimo terceiro a pagar, quando da contabilização da folha de pagamen-
to. O lançamento contábil do pagamento do adiantamento de décimo terceiro 
pode ser feito da seguinte maneira:
Débito – Adiantamento de décimo terceiro (Ativo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
Quando ocorrer o fechamento da folha de pagamento específica de décimo ter-
ceiro, o valor provisionado for definitivamente calculado e os ajustes feitos, a 
empresa poderá descontar o valor já pago de décimo terceiro, e a contabilização 
deste desconto poderá ser feita da seguinte forma:
Débito – Décimo terceiro a pagar (Passivo)
Crédito – Adiantamento de décimo terceiro (Ativo)
Adiantamento a Diretores
O adiantamento a diretores pode ocorrer nas mesmas circunstâncias em que 
ocorre a um empregado, ou seja, por motivos pessoais. Também não se trata de 
um adiantamento comum que ocorre, mensalmente, e sim, de um caso esporádi-
co. A concessão deste adiantamento implica o direito de a empresa descontar do 
diretor, no futuro, o valor adiantado, mas também pode ocorrer com o pagamento 
efetivo feito para a empresa.
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Controlar é não perder de vista. Por mais difícil que seja manter o controle, o contador 
não pode abrir mão dele nas contas contábeis, por menos relevantes que elas sejam no 
contexto empresarial, sob pena de ser julgado por aquilo que não fez.
pensando juntos
Atendendo à Lei nº 6.404/76, independentemente do prazo concedido, o adian-
tamento de diretores deve ser reconhecido no Ativo Não Circulante, no grupo 
Realizável a Longo Prazo. O lançamento contábil do adiantamento a diretores, dessa 
forma, deve levar em consideração o direito adquirido pela empresa e a forma como 
o valor foi pago, em dinheiro, cheque ou débito na conta da empresa, transferindo 
o valor para crédito na conta do diretor. Deve ser feito da seguinte forma:
Débito – Adiantamento a diretores (Ativo Não Circulante)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo Circulante)
Quando ocorrer o pagamento deste adiantamento, o lançamento contábil correto 
deverá ser feito da seguinte maneira:
Débito – Caixa ou Banco (Ativo Circulante)
Crédito – Adiantamento a diretores (Ativo Não Circulante)
Também pode ocorrer o desconto deste adiantamento em folha de pagamento, 
quando o diretor receber pró-labore. Neste caso, o lançamento contábil correto 
deverá ser feito da seguinte maneira:
Débito – Pró-labore a pagar (Passivo Circulante)
Crédito – Adiantamento a diretores (Ativo Não Circulante)
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DESPESAS 
ANTECIPADAS
Segundo Gelbcke et al. (2018, p. 87), as despesas antecipadas “representam paga-
mentos antecipados, cujos benefícios ou prestação de serviços à empresa ocor-
rerão em momento posterior”. Como a empresa se beneficiará destes pagamen-
tos antecipados em períodos futuros, para atender ao regime de competência, 
a empresa deve reconhecer o direito adquirido pelo pagamento antecipado e, 
conforme usufruir dos benefícios, reconhecerá sistematicamente a despesa. 
Sobre as despesas antecipadas, Gelbcke et al. (2018, p. 88) orientam que “sua 
forma de realização não será normalmente, em dinheiro, mas pelo uso do bene-
fício adquirido, que será apropriado ao resultado do período correspondente”. As 
despesas antecipadas podem ocorrer nas seguintes situações:
 ■ Pagamento antecipado de seguros.
 ■ Pagamento antecipado de assinaturas de jornais e periódicos.
 ■ Pagamentos antecipados de aluguel.
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Em todos esses casos, a empresa se beneficiará dos serviços pagos em períodos 
posteriores ao do pagamento. A contabilidade, porém, não deve registrar a despe-
sa inteira no período do pagamento, pois isto faria com que o resultado contábil 
dela ficasse distorcido.
A apropriação correta das despesas deve obedecer ao regime de competência. 
Em outras palavras, a saída do recurso para pagamento do serviço deve ser feita 
quando ocorrer o pagamento, mas o reconhecimento da despesa deve ser feito 
no período em que ela, a despesa, é incorrida.
Pagamento Antecipado de Seguros
Os seguros são, normalmente, contratados para um período de vigência que, 
ainda, acontecerá. Uma empresa pode contratar seguros empresariais, seguros 
de veículos, seguros de bens móveis e assim por diante. Existem três momentos 
a serem considerados para o tratamento contábil dos seguros, são eles:
 ■ Momento da contratação dos seguros.
 ■ Momento do pagamento dos seguros.
 ■ Momento do reconhecimento da despesa.
No momento da contratação do seguro, pode ou não ocorrer o efetivo pagamento. 
O contrato pode ser assinado sem que haja sequer uma entrada. Assinando o 
contrato de seguro, este passa a ter validade legal a partir do primeiro dia de sua 
vigência. Por outro lado, a empresa passa também a ter a obrigação de pagar o 
valor do seguro. O registro contábil do direito e da obrigação da empresa, relativo 
ao seguro contratado, pode ser feito da seguinte maneira:
Débito – Seguros a apropriar (Ativo)
Crédito – Seguros a pagar (Passivo)
A conta contábil de Seguros a Apropriar é uma conta do grupo de Despesas 
Antecipadas dentro do Ativo Circulante. Representa o direito da empresa com 
os seguros que foram por ela contratados e que serão transferidos para despesa 
ou custo, à medida que tais direitos forem se realizando, o que ocorre com o 
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passar do período de vigência do seguro. Além disso, este lançamento contábil 
registra a obrigação da empresa em pagar os seguros contratados, por meio da 
conta de Seguros a Pagar. 
No momento do pagamento do seguro, há a saída de recursos do caixa ou do 
banco para pagar a dívida que a empresa possui com a seguradora. O lançamento 
contábil para registrar esse pagamento deve ser feito da seguinte maneira:
Débito – Seguros a pagar (Passivo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
O momento do reconhecimento da despesa com seguros deve ser feito à medida 
que a vigência se esgota. Se a vigência for de 12 meses, é necessário que se divida o 
valor total do prêmio de seguro contratado por 12 e, a partir daí, a contabilidade 
reconhecerá na despesa 1/12 avos por mês, até o fim da vigência do contrato. O 
lançamento contábil da despesa, em cada mês do período de vigência, deve ser 
feito da seguinte maneira:
Débito – Despesa com seguros (Resultado)
Crédito – Seguros a apropriar (Ativo)
Consideramos que o seguro esteja relacionado com o setor administrativo da 
empresa, por isso, a conta a débito é de despesa. Se o seguro, porém, estiver re-
lacionado ao processo produtivo, a conta a débito deve representar o custo de 
produção. A conta de Seguros a Apropriar do Ativo Circulante será baixada e, no 
fim do período de vigência, será totalmente zerada na contabilidade.
Imagine que uma empresa tenha contratado, em dezembro, seguros de bens uti-
lizados na sua administração, com vigência de janeiro a dezembro do ano seguinte. 
O valor total do prêmio do seguro contratado é de R$ 12.000,00. A empresa pagará o 
prêmio em três parcelas que vencerão em janeiro, fevereiro e março do próximo ano.
Quais são as contabilizações necessárias que devem ser feitas em dezembro 
e no mês de janeiro, em relação ao contrato de seguro, ao seu pagamento e ao 
reconhecimento da despesa? Em dezembro, o lançamento contábil deve ser feito 
no sentido de reconhecer o direito e a obrigação com o seguro, uma vez que o 
contrato já está assinado. O lançamento contábil é o seguinte:
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Débito – Seguros a apropriar (Ativo) 12.000,00
Crédito – Seguros a pagar(Passivo) 12.000,00
Em janeiro, o lançamento contábil pelo pagamento e reconhecimento da despesa 
deve ser feito da seguinte forma:
 ■ Pelo pagamento
Débito – Seguros a pagar (Passivo) 4.000,00
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo) 4.000,00
 ■ Pelo reconhecimento da despesa do mês 
Débito – Despesa com seguros (Resultado) 1.000,00
Crédito – Seguros a apropriar (Ativo) 1.000,00
O valor do lançamento do pagamento do seguro é de R$ 4.000,00 (R$12.000,00/3), 
pois o contrato foi feito no valor de R$ 12.000,00 para ser pago em três parcelas. Este 
lançamento se repetirá da mesma forma como apresentado por mais dois meses, 
fevereiro e março.
O valor do lançamento do reconhecimento da despesa com seguro é de R$ 
1.000,00 (R$ 12.000,00/12), tendo em vista que a vigência do contrato é de 12 
meses. Este lançamento se repetirá da mesma forma como apresentado até o 
mês de dezembro, quando encerra o período de vigência do contrato de seguro.
Pagamento Antecipado de Assinaturas de Jornais 
e Periódicos
Normalmente, as assinaturas de jornais ou revistas periódicas exigem um con-
trato em que, entre outros, é determinado o período de vigência do contrato. 
A empresa assina o contrato e passa a ter o direito de receber o jornal ou a 
revista pelo tempo que durar a vigência. Da mesma forma que nos contratos de 
seguros, a empresa também deve reconhecer os direitos e obrigações advindos 
dos contratos de assinatura de jornais e revistas. O direito pode ser represen-
tado por uma conta do ativo circulante, denominado Assinaturas de Jornais 
e Revistas a Apropriar, dentro do grupo Despesas Antecipadas. A obrigação 
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da empresa perante a entidade que irá fornecer os jornais ou as revistas pode 
ser feita criando-se uma conta específica no Passivo Circulante, que pode ser 
denominada Assinaturas de Jornais e Revistas a Pagar ou em uma genérica 
Outras Contas a Pagar, caso o valor não seja relevante. O lançamento contábil 
na assinatura do contrato ficaria da seguinte forma:
Débito – Assinatura de jornais e revistas a apropriar (Ativo)
Crédito – Outras contas a pagar (Passivo)
O pagamento efetivo do contrato pode ser feito à vista ou de forma parcelada. 
Sua contabilização deve ser feita conforme segue:
Débito – Outras contas a pagar (Passivo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
As despesas, porém, deverão ser reconhecidas na contabilidade, durante o prazo 
de vigência do contrato. Se o contrato for de 12 meses, divide-se o valor do con-
trato por 12 e apropria-se 1/12 avos por mês na conta de despesa. Em contrapar-
tida, a conta contábil Assinatura de Jornais e Revistas a Apropriar apresenta-se 
da seguinte forma:
Débito – Despesa com jornais e revistas (Resultado)
Crédito – Assinatura de jornais e revistas a apropriar (Ativo)
Pagamentos Antecipados de Aluguel
É comum que o pagamento de aluguel seja mensal. Assim, a apropriação da despesa 
com aluguel ocorre sempre quando há o pagamento do mesmo. Uma empresa, po-
rém, pode pagar aluguel antecipadamente por força de contrato. Quando isso ocorre, 
não é boa prática contábil contabilizar as despesas destes aluguéis antecipadas, todas 
em um só período. Na verdade, o pagamento antecipado do aluguel dá à empresa 
que pagou o direito de utilizar o imóvel pelo período pago. Esse direito deve ter seu 
reconhecimento feito no ativo da empresa. À medida que os períodos com aluguéis já 
pagos passarem, a despesa será reconhecida na contabilidade. O lançamento contábil 
do pagamento antecipado do aluguel deve ser feito da seguinte maneira:
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Débito – Aluguéis a apropriar (Ativo)
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo)
As despesas com aluguel devem ser contabilizadas nos períodos relativos aos 
meses já pagos, da seguinte forma:
Débito – Despesa com aluguel (Resultado)
Crédito – Aluguéis a apropriar (Ativo)
Imagine que uma empresa tenha feito, no mês de janeiro, pagamento com cheque, 
no valor de R$ 60.000,00, referente ao aluguel de forma antecipada dos meses 
de janeiro a junho. Qual é a contabilização do pagamento e a contabilização do 
reconhecimento da despesa com aluguel em cada mês?
 ■ Contabilização do pagamento
Débito – Aluguéis a apropriar (Ativo) 60.000,00
Crédito – Banco (Ativo) 60.000,00
 ■ Contabilização da despesa
Débito – Despesa com aluguel (Resultado) 10.000,00
Crédito – Aluguéis a apropriar (Ativo) 10.000,00
Este último lançamento, referente à despesa com aluguel, deverá ser efetuado to-
dos os meses, de janeiro a junho, até apropriar todo o valor pago antecipadamente. 
Nesta aula, buscamos trazer diversos exemplos de fatos contábeis relaciona-
dos a operações financeiras e antecipações. Outras formas destes eventos, porém, 
podem ocorrer na empresa. De qualquer forma, para efetuar o registro, basta 
compreender o fato, ou seja, verificar se ele gera um direito ou uma obrigação 
para a empresa. Além disso, é necessário lembrar-se do regime de competência, 
de forma a reconhecer, ou melhor dizendo, a apropriar o montante de despesa 
referente a cada período, assim como a receita gerada em cada período.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a), nesta unidade, buscamos discorrer sobre assuntos diversos 
da área de contabilidade, no nível intermediário. Foram escolhidas questões do 
cotidiano das empresas brasileiras que exigem do profissional de contabilidade 
discernimento para avaliar, com qualidade, os fatos e registrá-los, observando as 
normas contábeis emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, a legislação 
societária e tributária e, também, as diretrizes internas da empresa.
Tratou-se das operações financeiras relativas às aplicações financeiras, aos 
empréstimos e financiamentos bancários e aos descontos de duplicatas, tão 
comuns e dinâmicos na rotina empresarial, principalmente quando a prin-
cipal fonte de recursos da empresa vem de terceiros. Tratou-se, ainda, da sua 
forma de contabilização nos aspectos da aquisição dos direitos, obrigações e 
registro das contas de resultado.
Também foram tratados assuntos relacionados com os adiantamentos de 
despesas que ocorrem, cotidianamente, nas empresas, e que possuem relação 
com despesas de viagens, salários, entre outros. Da mesma forma, despendemos 
esforços para a discussão do registro das despesas antecipadas relativas a prêmios 
de seguros, pagamentos de aluguel e assinaturas de jornais e revistas.
Tais assuntos importam pela necessidade de bem informar da contabilidade, 
mas, principalmente, pelo controle contábil que essas operações exigem. A falta 
desse controle pode fazer a empresa incorrer em um conjunto de pequenas per-
das, estas, no cômputo geral, podem trazer sérias dificuldades à gestão empresa-
rial. Também, torna-se importante tal controle pelo fato de dar transparência à 
gestão, bastante importante nas relações entre sócios.
Esperamos que você tenha compreendido os diversos enfoques que damos aos 
temas escolhidos, nesta unidade, para serem abordados, estudados e analisados, e 
que possam contribuir com o desenvolvimento dos seus estudos em contabilidade.
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na prática
1. Uma empresa investiu R$ 250.000,00 em aplicação financeira de liquidez imediata. 
No primeiro mês de aplicação, o rendimento bruto foi de R$ 1.250,00 e, sobre este 
rendimento, incidiu imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 260,00. Consi-
derando estes fatos, apresente as contabilizações da aplicação financeira realizada, 
do rendimento obtido e do imposto de renda retido na fonte.
2. Um funcionário da empresa Crescer Ltda. foi participar de um treinamento em outra 
cidade. Para tanto, a empresa lhe concedeu um adiantamento em dinheiro, no valor 
de R$ 200,00 para cobrir os gastos com a viagem. No seu retorno, o funcionário 
apresentou documentos comprovando os seguintes gastos:
• Diária de hotel: R$ 90,00.
• Refeições: R$ 30,00.
• Combustível: R$ 40,00.
Com base nestas informações, realize os lançamentos contábeis do adiantamento 
e da prestação de contas feita pelo funcionário.
3. Imagineque, no mês de janeiro, uma empresa tenha assinado um contrato de 
seguro de um veículo com vigência para 12 meses, ou seja, de janeiro a dezembro. 
Caso o contador decida contabilizar toda a despesa com seguro no mês de janeiro, 
qual seria o impacto na contabilidade da empresa? Assinale a alternativa correta.
a) O resultado ficará correto, pois os seguros devem ser, realmente, lançados em 
despesas.
b) O resultado ficará distorcido, porque, neste caso, a despesa deve ser distribuída 
ao longo dos 12 meses de vigência do contrato.
c) Caso o pagamento tenha sido à vista, o resultado ficará correto.
d) Caso o pagamento do seguro seja realizado em 4 parcelas, o resultado, então, 
ficará distorcido, porque a despesa com seguros deve ser reconhecida no mo-
mento do pagamento das parcelas.
e) O resultado ficará incorreto, porque os seguros só se tornam despesa caso ocor-
ra alguma situação que obrigue a empresa a acionar o seguro em função de 
roubos, extravios ou acidente com o bem segurado.
115
na prática
4. Você é contador(a) da empresa Alfa Ltda., que fez uma assinatura de jornal cujo 
contrato foi celebrado da seguinte forma:
• Valor: R$ 1.200,00.
• Vigência: de 1º de janeiro a 31 de dezembro.
• Pagamento: 6 parcelas de R$ 200,00.
• Vencimento das parcelas: todo dia 10, a partir do mês de janeiro.
De posse dos dados da transação, você precisa realizar as contabilizações relaciona-
das a este contrato. Sendo assim, apresente os lançamentos contábeis da assinatura 
do contrato, do pagamento e do reconhecimento da despesa do mês de janeiro.
5. Uma empresa realizou, em dezembro, um empréstimo de R$ 180.000,00 para ser 
pago em 12 parcelas, a partir do mês de janeiro. Sobre o valor adquirido, o banco 
cobrará R$ 12.000,00 de juros, ou seja, o total da dívida é de R$ 192.000,00. O valor 
de cada parcela é de R$ 16.000,00, sendo que R$ 15.000,00 se referem à amortiza-
ção do empréstimo e R$ 1.000,00, à amortização dos juros. A parcela será fixa até 
o final do empréstimo. Considerando estas informações, apresente as seguintes 
contabilizações: (1) contratação do empréstimo; (2) reconhecimento dos juros; (3) 
pagamento da primeira parcela; (4) apropriação dos juros da primeira parcela.
116
aprimore-se
A variação do poder aquisitivo da moeda faz com que a contabilidade busque ajus-
tar o valor dos elementos patrimoniais de forma a trazer a informação contábil mais 
fiel possível, em relação à realidade da empresa. Sobre este assunto, Gelbcke et al. 
(2018) comentam o impacto nas despesas antecipadas.
DESPESAS ANTECIPADAS – CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Os exemplos mais comuns de despesas pagas antecipadamente, como prêmios 
de seguros, assinaturas anuais de publicações técnicas, comissões, IPVA a apro-
priar, IPTU apropriar etc. devem ser apresentados no Balanço pelas importân-
cias aplicadas menos as apropriações efetuadas até a data do Balanço, de forma 
a obedecer adequadamente ao regime de competência. Isto é, a apropriação das 
despesas deve ser feita aos resultados do período a que correspondem e não ao 
período em que foram pagas.
A forma de apropriação de algumas dessas despesas aos resultados deve ser em 
quotas proporcionais, durante o prazo do evento, normalmente com a utilização 
de controles auxiliares que contenha, no mínimo, informações relativas ao valor do 
pagamento antecipado e às parcelas mensais a serem apropriadas.
É preciso também observar que a aplicação do Pronunciamento Técnico CPC 
12 – Ajuste a Valor Presente, poderá requerer modificação nos saldos originais das 
despesas antecipadas. Por exemplo, se for contratado um seguro por valor fixo e 
com previsão de pagamento de longo prazo, esse exigível deverá ser trazido a valor 
presente e a contrapartida desse ajuste registrada na conta de despesa antecipada 
e não no resultado do exercício. É preciso atentar que esses ajustes não se aplicam 
exclusivamente às transações de longo prazo, mas também àquelas de curto prazo 
cujo efeito seja relevante (art. 184 da Lei nº 6.404/76).
Fonte: Gelbcke et al. (2018, p. 89).
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eu recomendo!
Contabilidade intermediária: ensino e decisão 
Autores: Osni Hoss, Luiz Fernando Casagrande, Delci Grapégia 
Dal Vesco, Claudio Marcos Metzner.
Editora: Atlas
Sinopse: este livro aborda a contabilidade de forma inovadora, 
evidenciando os procedimentos requeridos, segundo os pronun-
ciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, tais como 
critérios de valoração de estoque e enquadramento de provisão como passivo. 
Os autores constroem exemplificações de contabilização e atividades de fixação 
com suporte em planilhas eletrônicas, de forma a facilitar ao professor o ensinar, 
e ao aluno, o apreender.
livro
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BALANÇO PATRIMONIAL
E DEMONSTRAÇÃO
DO RESULTADO DO 
EXERCÍCIO
PROFESSORES 
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Me. Claudinei de Lima Nascimento
PLANO DE ESTUDO 
A seguir, apresentam-se as aulas que você estudará nesta unidade: • Elementos patrimoniais • Estrutura 
do Balanço Patrimonial • Receitas e despesas • Regimes contábeis de reconhecimento de receitas e 
despesas • Estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
• Conhecer os elementos patrimoniais, seus conceitos e terminologias • Estudar a estrutura do Balanço 
Patrimonial e como as informações a respeito do patrimônio podem ser entendidas • Compreender o 
que são receitas e o que são despesas • Conhecer os possíveis momentos para reconhecer a receita e 
a despesa • Estudar a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício e como as informações a 
respeito da variação da riqueza do patrimônio podem ser entendidas.
INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), é comum encontrarmos na literatura a afirmação de 
que a contabilidade é a linguagem dos negócios. É justamente por isso 
que ela exerce um papel muito importante para o desempenho das ativi-
dades econômicas. Para cumprir esse papel, no entanto, a contabilidade 
precisa gerar relatórios que são úteis aos usuários da informação contábil. 
Dentre esses relatórios, ou demonstrações contábeis, por assim dizer, 
estão o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exer-
cício (DRE). Juntos, eles conseguem apresentar a situação econômica, 
financeira e patrimonial de uma entidade, informações extremamente 
importantes para o andamento dos negócios. 
Podemos imaginar o Balanço Patrimonial como se fosse uma foto da 
empresa em um determinado momento. Essa “foto” evidencia todos os bens, 
direitos e obrigações que a empresa possui. Mas não pense que basta listar 
todos estes itens para já formar um Balanço Patrimonial, é necessário clas-
sificá-los, organizá-los e apresentá-los, segundo uma estrutura específica. 
Ao apresentar os elementos patrimoniais, o balanço já evidencia o saldo 
de lucro ou prejuízo da empresa, ou, no caso de empresas públicas, o supe-
rávit ou déficit, ou ainda, no caso de empresas sem finalidade lucrativa, as 
sobras ou perdas. Contudo o resultado de uma entidade é uma informação 
tão importante que merece um relatório exclusivo, no caso, a DRE.
Enquanto o balanço é como se fosse uma foto, a Demonstração do Re-
sultado do Exercício é como se fosse um filme que busca contar a história 
de como a empresa apurou o seu resultado em um determinado período. 
Sendo assim, a estrutura da DRE apresenta importantes dados que possi-
bilitam identificar quais fatores impactaram o resultado da empresa. 
Acho que você já compreendeu o quão importante são essas duas de-
monstrações, não é mesmo? Agora, então, vamos estudar os elementos que 
as compõem e suas estruturas. Bons estudos!
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ELEMENTOS 
PATRIMONIAIS
Reafirmando que os bens, direitos e obrigações (exigíveis e não exigíveis) com-
preendem o patrimônio de uma entidade, o que se pergunta é: como represen-
tá-lo graficamente? Isso é um item importante, porque se o objetivo da contabi-
lidade é gerar informações para tomada de decisões, essas informações precisam 
ser compreendidas pelos usuários. A forma como o patrimônioé representado 
ou demonstrado deve ser clara.
Para tanto, a NBC TG 26 (R5) – Apresentação das Demonstrações Contá-
beis tem como objetivo “definir a base para a apresentação das demonstrações 
contábeis” (CFC, 2017, on-line), sendo assim, a norma define como o Balanço 
Patrimonial deve ser apresentado. Antes, porém, de estudarmos a estrutura do 
Balanço Patrimonial, conheceremos os elementos que a compõem, os quais são 
organizados de forma específica nesta demonstração. Conheceremos, também, 
alguns conceitos e terminologias utilizados pela contabilidade para se referir a 
dados encontrados no balanço. 
Os bens e direitos apresentados no lado esquerdo do balanço são denomi-
nados “Ativo”. As obrigações exigíveis apresentadas no lado direito do balanço 
são denominadas “Passivo”. As obrigações não exigíveis, também apresentadas 
no lado direito, são denominadas “Patrimônio Líquido”. O total do Ativo deve 
sempre ser igual à soma total do Passivo mais Patrimônio Líquido.
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ATIVO PASSIVO
Bens e direitos
Obrigações exigíveis
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Obrigações não exigíveis
Total do Ativo = Total do Passivo + PL
Quadro 1 - Elementos que compõem o Balanço Patrimonial / Fonte: os autores.
Dessa forma, podemos afirmar que os elementos que compõem o Balanço Pa-
trimonial são Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Ativo é o conjunto de bens e 
direitos de uma entidade e possui potencialidade de geração de fluxo de caixa 
futuro. É registrado, normalmente, por seu preço de aquisição ou fabricação, ou 
seja, pelo custo histórico ou valor original. Tem-se como exemplo de ativos: saldos 
bancários, duplicatas a receber, estoques, imóveis, máquinas, entre outros.
Passivo é o conjunto de obrigações exigíveis de uma entidade. É registrado 
por seu valor original e deve ser apresentado no balanço por seu valor corrigido. 
Tem-se como exemplo de passivos: fornecedores a pagar, contas a pagar, salários 
a pagar, impostos a pagar, entre outros.
Patrimônio Líquido é o compromisso que a empresa possui com seus só-
cios. Quando os sócios investem seu capital em uma empresa, esta fica com uma 
obrigação com eles, é justamente, por isso, que se considera uma obrigação não 
exigível. O Patrimônio Líquido, também, representa o valor residual da empresa, 
ou seja, a diferença entre Ativo e Passivo. 
Além dos elementos patrimoniais, Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, o Balanço 
Patrimonial permite identificar dados que são fundamentais no mundo dos negócios. Para 
tanto, a contabilidade se utiliza de termos específicos para identificá-los. Estes termos são:
• Capital
• Capital de terceiros
• Capital próprio
• Origens de recursos
• Aplicações de recursos
• Curto prazo e longo prazo
Quadro 2 - Terminologias contábeis / Fonte: os autores.
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Capital significa recursos financeiros e materiais. Capital de terceiros significa recursos 
de outras pessoas (físicas ou jurídicas) aplicados na entidade. Capital próprio significa 
recursos dos proprietários aplicados na entidade (MARION, 2018). O lado direito do 
balanço, composto por Passivo e Patrimônio Líquido, apresenta a origem do capital 
da empresa. Este capital, por sua vez, é dividido em capital de terceiros, representado 
pelo passivo exigível, e capital próprio, representado pelo patrimônio líquido. 
Segundo Marion (2018, p. 43), “todos os recursos que entram em uma empresa 
passam inicialmente pelo Passivo e Patrimônio Líquido”. Com os recursos disponí-
veis, o administrador decide aplicá-los. Essa decisão corresponde às necessidades e 
estratégias da entidade. Um administrador não aplicará todo o dinheiro no banco 
se o negócio da empresa é revender mercadorias. Um administrador não aplicará 
todo o dinheiro em mercadorias se o negócio da empresa é, apenas, prestar serviços.
As decisões de aplicações de recursos são demonstradas pelo balanço patrimo-
nial. Os ativos, segundo Marion (2018), representam as aplicações dos recursos. Se 
o ativo representa os bens e direitos da entidade, infere-se que o capital próprio e de 
terceiros (origens) são, sempre, utilizados para adquirir bens e direitos (aplicações).
Figura 1 - Origens e aplicações no Balanço Patrimonial / Fonte: Marion (2018, p. 43).
O Balanço Patrimonial apresenta a situação financeira e econômica de uma entidade, 
em um determinado momento, no enfoque de curto e longo prazo, ou seja, pode-se 
inferir o futuro de uma entidade no curto e no longo prazo. Segundo Marion (2018), 
o curto prazo corresponde a um período de até um ano da data de encerramento do 
balanço, e o longo prazo, a um período superior a um ano, após a mesma data.
Suponhamos que um balanço patrimonial seja apresentado com data de en-
cerramento do período de 31 de dezembro de 20x1. Nele, todos os ativos e passivos 
com vencimentos (exigibilidades) até 31 de dezembro de 20x2 serão considerados 
e apresentados como ativos e passivos de curto prazo. De outra forma, todos os 
ativos e passivos com vencimentos (exigibilidades) após a data de 01 de janeiro 
de 20x3 serão considerados e apresentados como ativos e passivos de longo prazo.
BALANÇO PATRIMONIAL
Ativo (aplicações) P e PL (origens)
Aplicações De terceiros e
próprio
$$$$$$$$
Origens de
recursos
$$$$
$$
$
$$$$$$$$$$
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De acordo com a NBC TG 26 (R5), “o ciclo operacional da entidade é o tempo entre a 
aquisição de ativos para processamento e sua realização em caixa ou seus equivalentes” 
(CFC, 2017, on-line), ou seja, é o tempo que leva para empresa comprar matéria-prima ou 
mercadoria, vender e receber pelas suas vendas.
conceituando
Quando o ciclo operacional de um negócio corresponde a um período maior 
do que um ano, este período deve ser o considerado, ao invés do conceito de curto 
prazo. Isso ocorre em empresas que fabricam navios, por exemplo. Como a em-
presa levará mais de um ano para construir um único navio, o ciclo operacional 
deve ser o considerado como curto prazo. 
Se o balanço patrimonial apresenta a situação financeira e econômica de uma enti-
dade, ao fazer sua leitura, a situação mais visível que se pode perceber é sua situação 
geral. Pela equação patrimonial, é possível identificar as seguintes situações:
a) Entidade com Patrimônio Líquido Positivo: isso ocorre quando o total 
do ativo é maior do que o passivo. Demonstra que: se a entidade vender 
todos os seus bens e direitos, será capaz de pagar todas suas dívidas com 
terceiros e, ainda, sobra recursos para devolver aos proprietários.
Ativo > Passivo = Patrimônio Líquido Positivo
b) Entidade com Patrimônio Líquido Zero: isso ocorre quando o total do 
ativo é igual ao total do passivo. Demonstra que: se a entidade vender 
todos os seus bens e direitos, será capaz de pagar todas suas dívidas com 
terceiros, porém sem nada a devolver aos proprietários.
Ativo = Passivo = Patrimônio Líquido Zero
c) Entidade com Patrimônio Líquido Negativo: isso ocorre quando o total 
do ativo é menor do que o total do passivo. Demonstra que: se a entidade 
vender todos os seus bens e direitos, não será capaz de pagar suas dívidas 
com terceiros, tampouco devolver capital aos proprietários.
Ativo < Passivo = Patrimônio Líquido Negativo
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ESTRUTURA DO BALANÇO 
PATRIMONIAL
Agora que você conheceu os elementos que compõem o Balanço Patrimonial e 
como eles se interagem, estudaremos sua estrutura, a qual segue regras específicas 
de organização e apresentação. 
A forma como os elementos são organizados, no Balanço Patrimonial, diz muito 
sobre a empresa. É possível identificar se a empresa tem recursos suficientes para 
pagar suas dívidas; se a empresa capta mais recursos próprios ou de terceiros; se a 
empresa aplica seus recursos em bens de curto ou longo prazo, enfim, uma séria 
de informações que auxiliam os usuários em seu processo de decisão. 
Contudo, para que seja possível identificar essas e outras informações, o Balan-
ço Patrimonial precisa ser estruturadode forma específica. Neste sentido, o Art. 178 
da Lei 6.404 de 1976 determina que as contas do ativo devem ser apresentadas em 
ordem decrescente de grau de liquidez, por meio dos seguintes grupos:
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 ■ Ativo Circulante: compreende contas que girão constantemente. Sua con-
versão em dinheiro se dará no prazo de 1 ano da data do balanço. Fazem 
parte desse grupo as contas de ativos de curto prazo.
 ■ Ativo não Circulante: compreende as contas que se realizarão após 1 ano 
da data do balanço. Fazem parte desse grupo de contas o ativo realizável 
em longo prazo, os investimentos, o imobilizado e o intangível.
Grau de liquidez: é o prazo de transformação dos bens e direitos em dinheiro, 
assim, quanto mais rápido um ativo for “transformado” em dinheiro, mais líquido ele 
é. É justamente por isso que o balanço inicia com a conta Caixa, pois ela já é dinheiro, 
sendo assim, é a conta mais líquida da empresa. É por isso, também, que o balanço 
encerra com os intangíveis, pois não existe uma previsão de quando esses ativos 
serão transformados em dinheiro.
Do lado direito do balanço, que reporta as obrigações da empresa, a apresentação 
deve levar em conta o grau de exigibilidade e, segundo o Art. 178 da Lei 6.404 de 
1976, deve ser dividido nos seguintes grupos:
 ■ Passivo Circulante: compreende obrigações exigíveis que serão liquidadas 
em até 1 ano da data do Balanço.
 ■ Passivo Não Circulante: compreende obrigações exigíveis que serão li-
quidadas a partir de 1 ano, após a data do balanço.
 ■ Patrimônio Líquido: são recursos dos proprietários aplicados na empresa.
Grau de exigibilidade: é o prazo para pagamento das obrigações exigíveis. Obriga-
ções que vencem em menor prazo (curto prazo) são mais exigíveis do que as obriga-
ções que vencem em um prazo maior (longo prazo).
Assim, podemos demonstrar a estrutura do Balanço Patrimonial com a figura 
a seguir. O balanço é dividido em ativo de um lado e em obrigações (passivo 
e patrimônio líquido) de outro. O ativo é dividido em ativos de curto prazo, 
apresentados anteriormente, e ativo de longo prazo, apresentado na sequência. 
Do lado esquerdo, é apresentado o passivo dividido por passivo de curto prazo, 
seguido de passivo de longo prazo, e, por fim, o patrimônio líquido.
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Figura 2 - Estrutura do Balanço Patrimonial / Fonte: os autores.
Imagine que a empresa LS e Cia Ltda. fechará seu balanço patrimonial em 31 de 
dezembro de 20x1. Ela possui os seguintes elementos patrimoniais:
Elemento Patrimonial Valor (RS) Irá se realizar em:
Contas a receber 10.000,00 20x2
Estoques 8.000,00 20x2
Veículos 20.000,00 Sem previsão
Imóveis 50.000,00 Sem previsão
Salários a pagar 12.000,00 20x2
Empréstimos a pagar 40.000,00 20x3
Impostos a pagar 8.000,00 20x2
Quadro 3 - Composição do Patrimônio LS e Cia Ltda. / Fonte: os autores.
Com base nos dados apresentados, qual seria a composição patrimonial e como 
se poderia fazer a leitura do patrimônio desta entidade? Vejamos a seguir:
Primeiramente, precisamos identificar quais elementos são ativos e quais são passivos:
Balanço Patrimonial
Ativo
Ativo circulante
Ativo não
circulante
Realizável em longo prazo
Investimentos
Imobilizado
Intangível
Passivo e patrimônio líquido
Passivo circulante
Passivo não circulante
Patrimônio líquido
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 ■ Contas a receber: referem-se a direitos que a empresa tem a receber, 
normalmente, vinculados a títulos ou duplicatas originadas de operações 
de vendas, a prazo, feitas a clientes. Estas contas serão recebidas em 20x2, 
ou seja, em um período menor do que um ano da data do balanço, que 
é de 31/12/20x1. Portanto, “contas a receber” é um ativo de curto prazo e 
deve ser incluído no ativo circulante.
 ■ Estoques: são bens que a empresa tem para revender a seus clientes. A in-
formação é de que essas vendas ocorrerão em 20x2, ou seja, em um período 
menor do que um ano da data do balanço, que é de 31/12/20x1. Portanto, 
“estoques” é um ativo de curto prazo e deve ser incluído no ativo circulante.
 ■ Veículos: considerando que a empresa não é uma revendedora de veí-
culos, são bens que a empresa possui para dar suporte às suas operações 
de transporte. Não há previsão de realização, porque, normalmente, este 
tipo de ativo é adquirido para ficar de posse na empresa, durante um 
prazo longo, de muitos anos. Dessa forma, essa conta será realizada, pro-
vavelmente, após o ano de 20x2, período maior do que um ano da data do 
balanço, que é 31/12/20x1. Portanto, “veículos” é um ativo de longo prazo 
e deve ser incluído no ativo não circulante.
 ■ Imóveis: considerando que este imóvel é onde a sede da empresa está loca-
lizada, da mesma forma que veículos, este é um bem adquirido para ficar de 
posse na empresa, durante um prazo longo, isto é, muitos anos. Dessa forma, 
essa conta será realizada provavelmente após o ano de 20x2, período maior 
do que um ano da data do balanço, que é 31/12/20x1. Portanto, imóveis é 
são um ativo de longo prazo e devem ser incluídos no ativo não circulante.
 ■ Salários a pagar: são obrigações da empresa com seus funcionários e 
serão quitadas no ano de 20x2, período menor do que um ano da data 
do balanço, que é 31/12/20x1. Assim, “salários a pagar” é uma conta do 
passivo de curto prazo e deve ser incluído no passivo circulante.
 ■ Empréstimos a pagar: são obrigações da empresa com instituições finan-
ceiras e serão quitadas no ano de 20x3, período maior do que um ano da 
data do balanço, que é 31/12/20x1. Assim, “empréstimos a pagar” é uma con-
ta do passivo de longo prazo e deve ser incluído no passivo não circulante.
 ■ Impostos a pagar: são obrigações da empresa com o governo e serão qui-
tadas no ano de 20x2, período menor do que um ano da data do balanço, 
que é 31/12/20x1. Assim, “impostos a pagar” é uma conta do passivo de 
curto prazo e deve ser incluído no passivo circulante.
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Depois dessas classificações, podemos apresentar, de forma resumida, o qua-
dro a seguir:
Elemento Patrimonial Valor (R$) Irá se realizar em: Classificação
Contas a receber 10.000,00 20x2 Ativo Circulante
Estoques 8.000,00 20x2 Ativo Circulante
Veículos 20.000,00 Sem previsão Ativo Não Circulante
Imóveis 50.000,00 Sem previsão Ativo Não Circulante
Salários a pagar 12.000,00 20x2 Passivo Circulante
Empréstimos a Pagar 40.000,00 20x3 Passivo Não Circulante
Impostos a pagar 8.000,00 20x2 Passivo Circulante
Quadro 4 - Elementos de Curto e Longo Prazo da LS e Cia Ltda. / Fonte: os autores. 
Assim, o Balanço Patrimonial da empresa LS e Cia Ltda. deve ser apresentado 
na seguinte estrutura:
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PL
Ativo Circulante 18.000 Passivo Circulante 20.000
Contas a receber 10.000 Salários a pagar 12.000
Estoque 8.000 Impostos a pagar 8.000
Ativo Não Circulante 70.000 Passivo Não Circulante 40.000
Veículos 20.000 Empréstimos a pagar 40.000
Imóveis 50.000 Patrimônio Líquido 28.000
Total do Ativo 88.000 Total do Passivo + PL 88.000
Quadro 5 - Balanço Patrimonial / Fonte: os autores.
Embora a empresa tenha um patrimônio líquido de R$ 28.000,00 calculado, uti-
lizando-se a equação já apresentada anteriormente, pode-se afirmar que esta 
empresa, no curto prazo, deve mais do que tem a receber, pois tem um passivo 
circulante de R$ 20.000,00 e um ativo circulante de R$ 18.000,00. Assim, ela pode 
ter problemas de capital de giro. O capital de giro é importante para as empre-
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sas manterem suas atividades de curto prazo. O que faz a empresa, no entanto, 
possuir um patrimônio líquido positivo é o fato de que seus bens de longo prazo 
(veículos e imóveis) formam um valor maior do que suas obrigações no longo 
prazo, que é de R$ 40.000,00. 
Este foi, apenas, um exemplo para que você compreenda como o Balanço Pa-
trimonial, por meio de sua estrutura, apresenta importantes informações sobre a 
situação financeira de uma entidade contábil. Mas, para que você possa se aprofun-
dar nestaestrutura, conheceremos os principais grupos que compõem o balanço. 
A NBC TG 26 (R5) do CFC determina o mínimo de contas a serem apresen-
tadas no balanço patrimonial. Também determina que o balanço deve permitir a 
visualização dos ativos e passivos de curto e longo prazo. Não prescreve, porém, 
a ordem ou o formato da apresentação do balanço.
Com base no que determina a referida norma e considerando a prática e a 
literatura contábil brasileira, a seguir, apresentamos as principais contas do balanço.
No Ativo Circulante, encontramos as seguintes contas:
 ■ Caixa e equivalentes de caixa: são recursos financeiros que se en-
contram à disposição imediata da entidade, também podem receber o 
nome de Disponível.
 ■ Aplicações financeiras: são investimentos temporários que vencerão 
no curto prazo.
 ■ Contas a receber e outros créditos: são valores a receber de clientes em 
função de vendas a prazo e outros direitos a receber ou a descontar, como 
adiantamento a funcionários e impostos a recuperar.
 ■ Estoques: são inerentes às atividades fins da empresa, como produtos 
acabados, produtos em processo e mercadorias para revenda.
 ■ Despesas antecipadas: são direitos adquiridos ou contratados cujo valor 
será apropriado sistematicamente pelo regime de competência. 
O Ativo Não Circulante deve ser organizado com as seguintes contas:
 ■ Realizável em longo prazo: podem ser os mesmos bens e direitos do 
ativo circulante, porém deverão ser realizados no longo prazo.
 ■ Investimentos: são os bens e direitos que a empresa possui e que não 
possuem relação com as atividades fins da empresa.
 ■ Imobilizado: são bens tangíveis que se destinam às atividades fins da empresa.
 ■ Intangível: são bens intangíveis adquiridos relacionados com as ativida-
des fins da empresa.
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No Passivo Circulante, encontramos as seguintes contas:
 ■ Fornecedores: são dívidas que a empresa assume por comprar a prazo, 
como estoques e diversos itens de consumo.
 ■ Salários e encargos sociais: representam as remunerações devidas a 
funcionários e administradores, assim como seus respectivos encargos 
sociais a serem pagos ao governo.
 ■ Obrigações fiscais: são tributos sobre faturamento e rendas, além de 
outros devidos ao governo.
 ■ Empréstimos e financiamentos: são dívidas geradas por empréstimos 
ou financiamentos que a empresa capta no mercado financeiro.
 ■ Outros valores a pagar: representam dívidas geradas por operações 
pouco frequentes na empresa ou de valores pequenos.
O passivo não circulante pode conter todas as contas do passivo circulante, mas 
que se realizarão em longo prazo.
O patrimônio líquido deve ser subdividido da seguinte forma:
 ■ Capital Social: representa o investimento feito pelos sócios, conforme 
determinado pelo contrato social. 
 ■ Reservas: representam recursos não distribuídos entre os sócios, muitas 
vezes, por força legal ou estatutária.
 ■ Ajustes de Avaliação Patrimonial: representam os ajustes feitos nas 
contas do ativo e passivo, resultados de mudanças nas suas avaliações.
 ■ Prejuízos Acumulados: representam o prejuízo acumulado da entidade, 
este reduz o valor do patrimônio líquido.
Algumas contas do ativo, do passivo e do patrimônio líquido são redutoras, ou 
seja, reduzem os valores totais em virtude de operações comerciais ou de apro-
priações pelo reconhecimento econômico dos impactos delas.
No Ativo Circulante, podemos identificar a seguinte conta redutora:
 ■ Provisão para devedores duvidosos: representa a parcela da conta de 
duplicatas a receber que uma empresa prevê que não será recebida em 
função de inadimplência. Essa informação é importante para medir o 
grau correto de liquidez da empresa.
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No Ativo Não Circulante, encontramos a seguinte conta redutora:
 ■ Depreciação acumulada: representa o desgaste dos bens tangíveis da 
empresa em função do uso. Em outras palavras, representa o quanto os 
bens imobilizados já perderam de capacidade em função de seu uso. A 
prática de reconhecer essa depreciação na contabilidade ajuda a adminis-
tração a planejar novos investimentos de longo prazo. A informação dessa 
conta no balanço é importante para medir o imobilizado em termos de 
benefícios futuros de geração de caixa para a empresa.
No Passivo, seja circulante, seja não circulante, encontramos a seguinte 
conta redutora:
 ■ Encargos financeiros a transcorrer: representa o valor a ser pago 
à instituição financeira decorrente de juros e taxas bancárias sobre 
transações como empréstimos e financiamentos. Este valor deve ser 
reconhecido como despesa de forma sistemática ao longo do período 
definido no contrato.
Por fim, as contas redutoras encontradas no Patrimônio Líquido são: 
 ■ Capital a integralizar: representa o montante do capital social que, ain-
da, não foi integralizado pelos sócios. 
 ■ Prejuízo Acumulado: representa os prejuízos que a empresa vem ob-
tendo em seus negócios. Diminui a parte que cabe aos sócios no valor do 
patrimônio líquido.
Pode-se dizer que as deduções de ativos e passivos possuem a finalidade para 
a contabilidade de transmitir informações mais corretas no que diz respeito à 
avaliação dos mesmos. Permite aos usuários verificar com maior segurança a 
situação econômica e financeira de uma empresa. Por fim, melhores decisões 
podem ser tomadas quando tais finalidades são alcançadas. Tomando como 
base as contas contábeis descritas, podemos estruturar um Balanço Patrimonial 
da seguinte maneira:
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BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PL
Ativo Circulante Passivo Circulante
 Caixa e equivalentes de caixa Fornecedores
 Caixa Fornecedores
 Banco Salários e encargos sociais
 Aplicações Financeiras de liq. Imediata Salários a pagar
 Aplicações financeiras INSS a recolher
 Aplicações financeiras Obrigações fiscais
 Contas a receber e outros créditos IR a recolher
 Duplicatas a receber CSLL a recolher
 (-) Provisão para dev. duvidosos Empréstimos e financiamentos
 Impostos a recuperar Empréstimos a pagar
 Estoques (-) Encargos financeiros a transcorrer
 Mercadorias Outros valores a pagar
 Materiais de consumo Contas a pagar
 Despesas antecipadas Passivo Não Circulante
 Seguros a apropriar
Ativo Não Circulante Patrimônio Líquido
 Realizável em longo prazo Capital social
 Duplicatas a receber Capital social
 Investimentos (-) Capital a integralizar
 Ações de outras companhias Reservas
 Imobilizado Reserva de lucro
 Equipamentos Ajustes de avaliação patrimonial
 (-) Depreciação acumulada Ajustes de avaliação patrimonial
 Intangível (-) Prejuízo acumulado
 Patentes (-) Prejuízo acumulado
Total do Ativo Total do Passivo + PL
Quadro 6 - Balanço Patrimonial: Ativo Circulante / Fonte: os autores.
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Será que a estrutura das contas contábeis é igual para todas as empresas? Por exemplo, a 
empresa que não possui Ativo Intangível precisa evidenciar este grupo de contas em seu 
Balanço Patrimonial?
pensando juntos
É importante deixar claro que o nível de detalhamento das contas contábeis deve 
levar em consideração as características e necessidades informacionais da empresa. 
Para finalizar nosso estudo sobre Balanço Patrimonial, observe o seguinte resumo: 
ATIVO PASSIVO
Circulante
Compreende contas que estão constantemente 
em giro – em movimento –, sua conversão em 
dinheiro ocorrerá em, no máximo, um ano da 
data do balanço.
Não Circulante
Compreende todas as contas do Ativo que 
não tenham seus recebimentos marcados 
para até um ano da data do balanço ou que 
não estão à venda. 
• Realizável em longo prazo: incluem-se nes-
sa conta bens e direitos que se transforma-rão em dinheiro, após o exercício seguinte. 
• Investimentos: são as aplicações de 
caráter permanente que geram rendimen-
tos não relacionados à manutenção da 
atividade principal da empresa.
• Imobilizado: abarca itens (bens corpó-
reos) de natureza permanente que serão 
utilizados para a manutenção da atividade 
básica da empresa e as decorrentes de 
operações. Estas transferem à empresa os 
benefícios, riscos e controle desses bens. 
• Intangível: abarca direitos que têm por 
objeto bens incorpóreos, isto é, que não se 
podem locar, destinados à manutenção da 
empresa ou exercidos com essa finalidade.
Circulante
Compreende obrigações exigíveis 
que serão liquidadas no próximo 
exercício social, ou seja, até um 
ano da data do balanço.
Não Circulante
Compreende todas as obrigações 
exigíveis que serão liquidadas 
com prazo superior a um ano 
da data do balanço, isto é, são 
dívidas de longo prazo.
Patrimônio Líquido
Compreende os recursos dos pro-
prietários aplicados na empresa. 
Os recursos significam o capital 
mais o seu rendimento – lucros 
e reservas. Se houver prejuízo, o 
total dos investimentos dos pro-
prietários será reduzido. 
Quadro 7 - Balanço Patrimonial: Resumo / Fonte: adaptado de Marion (2018).
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RECEITAS E 
DESPESAS
Vale reforçar que a estrutura do Balanço Patrimonial deve refletir a verdadeira 
realidade da empresa. Nesse sentido, o contador precisa estar atento às caracte-
rísticas e particularidades de cada entidade, de forma a organizar os elementos 
da maneira correta e, assim, contribuir para uma efetiva análise por parte dos 
usuários das informações contábeis. 
O resultado de um negócio é dado pelo lucro ou prejuízo obtido, pelo menos 
em termos financeiros e econômicos. Parte-se do pressuposto que quem analisa 
o resultado e se interessa por ele se apoie nos números para medir o sucesso. 
Portanto, como ensinam Hendriksen e Van Breda (1999), o lucro e o prejuízo 
precisam ser definidos sob a ótica do usuário da contabilidade.
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A ótica, aqui, é a de que o lucro ou o prejuízo econômico e financeiro é o obje-
tivo do usuário da Contabilidade, portanto, é este o resultado que ela deve demons-
trar. A equação simples que mensura o resultado de um negócio se dá da seguinte 
forma: das receitas são subtraídas as despesas, o que resulta no lucro ou prejuízo.
Receitas
(-) Despesas
(=) Resultado (lucro ou prejuízo)
Quadro 8 - Formação do Resultado Contábil / Fonte: os autores.
O resultado, portanto, é determinado pela ocorrência ou pelo fluxo de receitas e 
despesas. Isso ajuda na compreensão de que, como afirmam Hendriksen e Van 
Breda (1999), elas (as receitas e as despesas) deveriam ser definidas sob o enfoque 
do resultado e não das variações de ativos e passivos.
Fundamentalmente, segundo Hendriksen e Van Breda (1999), a receita aumenta 
o lucro por um lado e a despesa o reduz por outro. As duas coisas acontecem ao 
mesmo tempo e, ao fim de um determinado período, decorrem de lucro ou prejuízo. 
Teoricamente, a receita corresponde à venda de produtos ou à prestação de 
serviços, porém pode ser obtida de outras formas, como aluguéis recebidos, juros 
de aplicação financeira, entre outras.
A despesa representa o esforço da empresa em obter receita. Todo o consumo 
de bens ou serviços com o objetivo de obter receita é um sacrifício, um esforço 
para a empresa (MARION, 2018).
Os ativos, passivos e patrimônio líquido são elementos patrimoniais, como 
visto na unidade anterior, que se referem à posição financeira da entidade. Já as 
receitas e despesas são elementos de mensuração do desempenho da entidade. 
Estas definições são dadas pela NBC TG Estrutura Conceitual para relatório 
financeiro (CFC, 2019, on-line).
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REGIMES CONTÁBEIS DE
RECONHECIMENTO DE 
RECEITAS E
DESPESAS
Uma das questões fundamentais em contabilidade é saber o momento de reco-
nhecer uma receita e uma despesa. Se o resultado é derivado do fluxo de receitas 
e despesas, não reconhecer uma receita em um determinado período significa 
reconhecer o resultado por um valor menor. Isto influencia diretamente o com-
portamento do usuário da contabilidade, o que influencia os negócios.
Em contabilidade, portanto, existem dois regimes de reconhecimento de re-
ceitas e despesas:
 ■ Regime de Competência.
 ■ Regime de Caixa.
Segundo Marion (2018), o regime de competência é, universalmente, adotado 
e aceito e recomendado pela legislação do imposto de renda. Por este regime, a 
receita é reconhecida no período em que foi gerada, independentemente de ter 
sido ou não recebida, e a despesa é reconhecida no momento em que foi consu-
mida, independentemente de ter sido ou não paga.
Imaginemos uma situação que possa ilustrar a aplicação prática do regime 
de competência. A empresa X emitiu uma nota fiscal de venda a prazo no mês 
de janeiro. Em fevereiro, entregou as mercadorias vendidas ao seu cliente e, em 
março, recebeu o valor da venda. Ilustramos isso no quadro a seguir:
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Mês da Venda a Prazo
Mês da Entrega 
da Mercadoria
Mês do Recebimento da 
Venda em Dinheiro
Janeiro Fevereiro Março
Quadro 9 - Fatos contábeis decorrentes de venda a prazo / Fonte: os autores.
Repetindo o conceito anteriormente expresso, a receita é reconhecida no período 
em que foi gerada, independentemente de ter sido ou não recebida. A venda ocor-
reu no mês de janeiro, portanto, este é o mês em que a receita foi gerada. Dessa 
forma, a contabilidade deve reconhecer (contabilizar) a receita no mês de janeiro.
Isso criará uma duplicata a receber contra o seu cliente que ficará registrada 
no ativo da empresa como um direito a receber. Essa duplicata será baixada da 
contabilidade da empresa no mês de março, quando do recebimento em dinheiro.
Imaginemos, agora, outra situação que possa ilustrar a aplicação prática do 
regime de competência. A mesma empresa X recebeu uma fatura de energia elé-
trica no mês de fevereiro em relação ao consumo ocorrido no mês de janeiro. 
O vencimento dessa fatura é em março, quando, finalmente, a empresa pagará a 
fatura. Ilustramos isso no quadro a seguir:
Mês do Consumo
Mês do Recebimento 
da Fatura
Mês do Pagamento da 
Fatura em Dinheiro
Janeiro Fevereiro Março
Quadro 10 - Fatos contábeis relacionados à conta de energia elétrica / Fonte: os autores.
Novamente, repetindo o conceito já anteriormente expresso, a despesa é reco-
nhecida no momento em que foi consumida, independentemente de ter sido ou 
não paga. O consumo ocorreu no mês de janeiro, portanto, este é o mês em que 
a despesa foi gerada. Dessa forma, a contabilidade deve reconhecer (contabilizar) 
a despesa no mês de janeiro. Isso criará um título de contas a pagar em favor 
do fornecedor de energia e ficará registrado no passivo da empresa como uma 
obrigação exigível. Esse título será baixado da contabilidade da empresa no mês 
de março, quando do pagamento em dinheiro.
O que justifica a utilização do regime de competência é a possibilidade da 
mensuração do resultado. No caso da empresa X, se houvesse só estes dois fatos 
na empresa, a receita com a venda seria confrontada com a despesa de energia 
no mês de janeiro, período em que esses fatos aconteceram.
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DE JANEIRO
Receita de venda
(-) Despesa com energia
(=) Resultado (lucro ou prejuízo)
Quadro 11 - Resultado pelo regime de competência / Fonte: os autores.
Isso dá ao resultado uma característica mais econômica do que financeira. Segundo 
Hendriksen e Van Breda (1999), do ponto de vista econômico, a receita deveria ser 
reconhecida em cada etapa do processo necessário para gerá-la. Por não atender a 
critérios objetivos de mensuração dessa receita, isso não é adotado pela contabilidade.
No regime de caixa, porém, segundo Marion (2018), a receita é reconhecida no 
momento do seu recebimento, e a despesa, no momento do seu pagamento. Aprovei-
tando o exemplo da empresa X, caso utilizássemos oregime de caixa, aquela receita 
de venda deveria ser reconhecida (contabilizada) na contabilidade no mês de março, 
pois é o mês em que houve o efetivo recebimento em dinheiro da venda. Aquela des-
pesa com energia deveria ser reconhecida (contabilizada) na contabilidade, também 
no mês de março, pois é o mês em que houve o efetivo pagamento em dinheiro da 
fatura. O resultado, portanto, seria o mesmo, porém seria reportado no mês de março.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DE MARÇO
Receita de venda
(-) Despesa com energia
(=) Resultado (lucro ou prejuízo)
Quadro 12 - Resultado pelo regime de caixa / Fonte: os autores.
Isso dá ao resultado, apurado pelo regime de caixa, uma natureza mais financeira. 
Pelas normas contábeis, a apuração do resultado deve seguir o regime de competência, 
pois apresenta uma avaliação mais correta do desempenho da entidade. Sendo assim, 
o regime de caixa é utilizado para a elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa. 
O entendimento sobre os regimes de caixa e de competência é de extrema 
importância para o contador. Com esses conceitos, o profissional compreende 
o porquê de a empresa apurar um lucro e não ter saldo em caixa, assim como 
pode apurar um prejuízo e ter uma grande quantia em caixa. Isso ocorre porque o 
resultado, apresentado na DRE, é apurado pelo regime de competência, enquanto 
o saldo em Caixa é apurado pelo regime de caixa. Nesse sentido, podemos afirmar 
que, para o gestor ter uma correta visão sobre a empresa, é preciso estar atento a 
estas duas informações: resultado e movimentação do caixa. 
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ESTRUTURA DA 
DEMONSTRAÇÃO DO 
RESULTADO DO 
EXERCÍCIO
Independentemente da terminologia que se dê ao resultado, isto é, lucro ou pre-
juízo, superávit ou déficit, sobra ou perda, este é evidenciado pela DRE - De-
monstração do Resultado do Exercício. A DRE é a representação gráfica do re-
sultado contábil. Segundo a NBC TG 26 (R5) (CFC, 2017, on-line), é destinada a 
evidenciar a composição do resultado formado em um determinado período de 
operações da entidade. Neste material, a discussão a respeito deste tema tem foco 
em entidades empresariais com fins lucrativos. O estudo das demonstrações para 
entidades privadas sem fins lucrativos e para entidades públicas será realizado 
em outro componente curricular do curso. 
A DRE é apresentada no sentido vertical de forma dedutiva. A forma dedutiva 
é explicada pelo fato de que a apuração do resultado começa com a receita total 
da empresa e, após isso, deduzem-se todos os gastos ocorridos até resumir-se 
o lucro ou prejuízo líquido. Os itens que compõem a DRE abrangem toda a 
movimentação econômica e financeira. O lucro ou o prejuízo líquido, como se 
pode observar, é o resultado final do fluxo de receitas e despesas ocorrido em um 
determinado período. Cada item tem a seguinte conceituação:
 ■ Receita Bruta: é o total bruto vendido. Representa o somatório dos va-
lores das notas fiscais. Decorre das vendas que as empresas fazem de seus 
produtos, de suas mercadorias e de seus serviços.
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 ■ Deduções da Receita: representam despesas que estão vinculadas à gera-
ção de receita, isto é, se não houver receita, também não haverá dedução. 
Existem três itens considerados como dedução da receita:
 ■ Tributos sobre vendas ou serviços.
 ■ Devoluções de vendas. 
 ■ Abatimentos sobre vendas ou serviços.
 ■ Receita Líquida: é a diferença entre a receita bruta e as deduções.
 ■ Custo das Vendas: refere-se ao custo dos itens vendidos ou utilizados na 
prestação de serviços. Divide-se em: 
 ■ Custo das mercadorias vendidas. 
 ■ Custo dos produtos vendidos. 
 ■ Custo dos serviços prestados.
 ■ Lucro Bruto: é a diferença entre a receita líquida e o custo das vendas.
 ■ Despesas Operacionais: representam os esforços de vendas e de admi-
nistração relativos às operações da empresa.
 ■ Lucro antes do Resultado Financeiro: é a diferença entre o lucro bruto 
e as despesas operacionais.
 ■ Despesas Financeiras: representam a remuneração na forma de paga-
mento de juros e taxas pela utilização do capital de terceiros.
 ■ Receitas Financeiras: representam o recebimento de juros de terceiros 
pela utilização do capital da empresa.
 ■ Resultado antes dos Tributos sobre o Lucro: é a diferença entre o lucro 
antes do resultado financeiro e as despesas e receitas financeiras.
 ■ Tributos sobre o Lucro: representam os valores do imposto de renda da 
pessoa jurídica e da contribuição social sobre o lucro líquido, calculados 
de acordo com as regras fiscais vigentes.
 ■ Resultado das Operações Continuadas: é a diferença entre o resultado 
antes dos tributos sobre o lucro e os tributos sobre o lucro.
 ■ Despesas não Operacionais: representam despesas não relacionadas, 
diretamente, ao negócio da empresa.
 ■ Receitas não Operacionais: representam receitas não relacionadas, di-
retamente, ao negócio da empresa.
 ■ Lucro ou Prejuízo Líquido: é a diferença entre o resultado das opera-
ções continuadas e as despesas e receitas não operacionais.
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Os tributos sobre as vendas são considerados deduções da receita bruta e não 
despesas da empresa. Para Marion (2018, p. 88):
 “ Na verdade, os impostos sobre as vendas não pertencem à empresa, mas ao governo. Ela é uma mera intermediária (veículo de arrecada-ção) que arrecada impostos junto ao consumidor e recolhe ao governo; 
por isso, não devem ser considerados como receita real da empresa.
Os tributos incidentes sobre as vendas são os seguintes:
 ■ IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. Imposto federal. Incide 
sobre a venda de produtos feita pela indústria.
 ■ ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Imposto 
Estadual. Incide sobre a venda de produtos e mercadorias feita pela in-
dústria e pelo comércio.
 ■ ISS – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. Imposto Municipal. 
Incide sobre a venda de serviços feita por empresas prestadoras de serviços.
 ■ PIS – Programa de Integração Social. Contribuição federal. Incide sobre 
o faturamento das empresas em geral. No caso de empresas sem fins lu-
crativos, incide sobre a folha de pagamento.
 ■ COFINS – Contribuição para a Seguridade Social. Contribuição federal. 
Incide sobre o faturamento das empresas em geral.
Para ilustrar o fato de que os tributos mencionados não devem ser considerados 
como despesas, e sim, deduções de vendas, considere a seguinte situação: uma em-
presa vende seu produto por R$ 100,00. Esse produto custou R$ 90,00. Porém, o 
governo irá cobrar 20% sobre o valor da venda. Assim, ela terá o seguinte resultado:
Conta Valor (R$)
Receita Bruta 100,00
(-) Deduções 
(-) Tributos Sobre as Vendas (100,00x20%) (20,00)
(=) Receita Líquida 80,00
(-) Custo das Vendas (90,00)
(=) Lucro Bruto (10,00)
Quadro 13 - Lucro bruto da empresa / Fonte: os autores.
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Veja que o lucro bruto é negativo. Na verdade, a venda foi feita com prejuízo de 
R$ 10,00 porque a empresa não cobrou os impostos do seu cliente. Como incluir, 
porém, os impostos no preço de venda? Embora este assunto seja tratado em 
outros módulos, vale a pena considerar que boa parte dos tributos são incluídos 
no preço de venda por dentro, utilizando uma fórmula básica.
Aplicando a fórmula apresentada, chegamos ao preço de venda com tributos 
inclusos no valor de R$ 112,50. Caso a empresa venda por este preço, alcançará 
o seguinte resultado:
Conta Valor (R$)
Receita Bruta 112,50
(-) Deduções 
(-) Tributos Sobre as Vendas (100,00x20%) (22,50)
(=) Receita Líquida 90,00
(-) Custo das Vendas (90,00)
(=) Lucro Bruto 0,00
Quadro 14 - Lucro Bruto da empresa após cálculo do preço de venda / Fonte: os autores.
Desta vez, a empresa não teve prejuízo, pois conseguiu cobrar do cliente os tribu-
tos incidentes sobre sua venda. O fato de não ter tido lucro ocorre em função de 
que precisa incluir, na fórmula vista, um percentual de lucro a ser incorporado 
também no preço de venda. O exemplo ressalta, no entanto,o que foi concei-
tuado anteriormente, de que os tributos não são receitas da empresa e, por isso, 
eles devem compor o resultado como deduções da receita. A receita líquida, sim, 
representa a receita da empresa.
Os custos das vendas representam os gastos de “produção” apropriados aos 
produtos ou serviços vendidos. Em empresas comerciais, o custo das vendas é 
denominado CMV – Custo das Mercadorias Vendidas e representa o custo de 
aquisição das mercadorias adquiridas para revenda. Em empresas industriais, o 
Preço de Venda = ------------------------------------=> -------------------- => ------------- => 112,50
Custo da Mercadoria 90,00 90,00
1 - (% de impostos/100) 1 - 0,20 0,80
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custo das vendas é denominado CPV – Custo dos Produtos Vendidos e repre-
senta o custo de produção dos produtos. Em empresas de serviços, o custo das 
vendas é denominado CSP – Custo dos Serviços Prestados e representa o custo 
incorrido e necessário para a efetiva prestação do serviço.
De acordo com Marion (2018), as despesas operacionais podem ser classifi-
cadas da seguinte forma:
 ■ Despesas com Vendas: estão relacionadas à comercialização e distri-
buição dos produtos e serviços vendidos. Incluem-se as remunerações 
do pessoal da área comercial, a propaganda e publicidade, marketing, 
estimativa de perdas com duplicatas de vendas a prazo, entre outros.
 ■ Despesas Administrativas: relacionam-se com a administração da em-
presa, desde as remunerações do pessoal da área administrativa até as 
despesas necessárias que proporcionam as condições de trabalho neces-
sárias à administração.
Despesas e receitas não operacionais são variações registradas na demonstração 
de resultado que não fazem parte diretamente do objeto social da empresa, ou 
seja, do seu negócio. Os melhores exemplos são os ganhos ou as perdas ocorridas 
com a venda de ações de outras companhias e venda de imobilizados.
Para exemplificar, imagine que uma empresa possui os seguintes elementos 
de mensuração de desempenho ocorrido no mês de janeiro.
Contas Valor (R$)
Receita com Vendas (tributos inclusos) 300.000,00
PIS sobre as Vendas 4.950,00
Cofins sobre as Vendas 22.800,00
ICMS sobre as Vendas 36.000,00
Devoluções de Vendas 1.000,00
Abatimentos sobre as Vendas 500,00
Custo das Mercadorias Vendidas 180.000,00
Despesas com Vendas 25.000,00
Despesas Administrativas 10.000,00
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Contas Valor (R$)
Receitas Financeiras 1.500,00
Despesas financeiras 2.000,00
Receitas não Operacionais 500,00
Despesas não Operacionais 2.800,00
Imposto de Renda sobre o Lucro 2.887,50
Contribuição Social sobre o Lucro 1.732,50
Quadro 15 - Contas de receita e despesa da empresa / Fonte: os autores.
A relação demonstra o saldo das contas de resultado, porém, por ela, não é pos-
sível, visualmente, conhecer os indicadores de desempenho da empresa como o 
lucro bruto, o lucro antes do resultado financeiro, o lucro líquido, entre outros. A 
DRE – Demonstração do Resultado do Exercício destina-se a isso mesmo, ou seja, 
demonstrar o resultado e o desempenho da empresa em um determinado período 
para que os usuários possam fazer suas avaliações. Sendo assim, a seguir, é demons-
trado como o resultado desta empresa deve ser evidenciado pela contabilidade.
Demonstração de Resultado do Exercício
Janeiro Valor (R$)
Receita Bruta 300.000,00
(-) Deduções (65.250,00)
(-) Tributos sobre as Vendas (63.750,00)
PIS sobre as Vendas 4.950,00
Cofins sobre as Vendas 22.800,00
ICMS sobre as Vendas 36.000,00
(-) Devoluções de Vendas (1.000,00)
(-) Abatimentos sobre as Vendas (500,00)
(=) Receita Líquida 234.750,00
(-) Custo das Vendas (180.000,00)
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Demonstração de Resultado do Exercício
Janeiro Valor (R$)
(=) Lucro Bruto 54.750,00
(-) Despesas Operacionais (35.000,00)
(-) Despesas com Vendas (25.000,00)
(-) Despesas Administrativas (10.000,00)
(=) Lucro Antes do Resultado Financeiro 19.750,00
(-) Despesas Financeiras (2.000,00)
(+) Receitas Financeiras 1.500,00
(=) Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro 19.250,00
(-) Tributos sobre o Lucro (4.620,00)
(-) Imposto de Renda sobre o Lucro (2.887,50)
(-) Contribuição Social sobre o Lucro (1.732,50)
(=) Resultado das Operações Continuadas 14.630,00
(-) Despesas não Operacionais (2.800,00)
(+) Receitas não Operacionais 500,00
(=) Lucro Líquido 12.330,00
Quadro 16 - Demonstração do Resultado do Exercício da Empresa / Fonte: os autores.
A importância da Demonstração de Resultado do Exercício está no fato de ela 
mostrar ao usuário da informação contábil o desempenho da empresa em relação:
 ■ Ao negócio principal da empresa.
 ■ À estrutura que dá suporte ao negócio da empresa.
 ■ À política da empresa em sua gestão financeira.
 ■ Às operações de descontinuidade que afetam o resultado final da empresa.
A seguir, apresentamos como observar estas informações na DRE.
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Negócio Principal da Empresa
O lucro bruto espelha como a empresa ganha dinheiro com seu negócio principal. 
Sobre o negócio principal de uma empresa, podemos afirmar que é, basicamente, 
vender produtos e serviços com lucratividade suficiente para sustentar sua estrutura.
Assim, para chegar ao lucro bruto, são considerados os fatores ligados dire-
tamente à atividade principal da empresa: partindo da receita bruta, derivada 
da venda de mercadorias ou prestação de serviços, temos as deduções, que são 
despesas relacionadas diretamente à receita bruta, ou seja, não existe tributo 
sobre vendas, abatimentos ou devoluções, se não houver a venda primeiro. Por 
fim, para realizar a venda ou o serviço, é necessário comprar a mercadoria a ser 
revendida ou os materiais a serem utilizados no serviço, assim, diminuímos o 
custo para então chegar ao lucro bruto. 
Podemos afirmar que o lucro bruto representa a lucratividade do negócio prin-
cipal da empresa. O negócio principal de cada tipo de empresa é expresso a seguir.
Tipo de Empresa Negócio Principal
Empresas comerciais Compra e venda de mercadorias
Empresas industriais Compra de insumos, produção e venda de produtos
Empresas de serviços Compra de insumos, produção e venda de serviços
Quadro 17 - Tipos de empresas / Fonte: os autores.
Dessa forma, o lucro bruto é um indicador de desempenho das atividades principais 
da empresa. Em nosso exemplo, o lucro bruto é de R$ 54.750,00. Isso significa que 
parte dos R$ 300.000,00 de receita ficou com tributos, devoluções e abatimentos, 
e outra parte, para os fornecedores que venderam suas mercadorias à empresa.
Podemos dizer que a empresa gerou um lucro bruto de 18,25% sobre a receita 
bruta, se dividirmos R$ 54.750,00 por R$ 300.000,00, que é a receita bruta, e um 
lucro bruto de 23,32% sobre a receita líquida, se dividirmos R$ 54.750,00 por R$ 
234.750,00, que é a receita líquida.
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Estes indicadores percentuais facilitam a análise do desempenho da em-
presa e sua utilização será vista em outros módulos em contextos de contabi-
lidade gerencial e análise das demonstrações contábeis. O que importa neste 
momento é saber que essa lucratividade bruta deve ser suficiente para cobrir 
os gastos de estrutura da empresa.
Estrutura que dá Suporte à Empresa
Uma empresa, seja de que tipo for, industrial, comercial ou de serviços, não con-
seguiria executar suas atividades principais se não houvesse um suporte, uma 
estrutura que propiciasse isso. A estrutura de vendas é importante para colocar os 
produtos e serviços da empresa no mercado no qual ela atua. A estrutura admi-
nistrativa é importante para o controle diretivo da empresa, na sua organização e 
nas suas relações com o mercado. Tais estruturas, no entanto, envolvem estruturas 
físicas propriamente ditas e pessoas, as quais geram gastos para a empresa. Em 
nosso exemplo, tais estruturas, ou seja, suas despesas operacionais, custaram R$ 
35.000,00. O lucro bruto deve ser suficiente para pagar essas estruturas.
Política da Empresa em sua Gestão FinanceiraQualquer empresa, de forma mais intensa ou menos intensa, está propícia a pagar 
juros pela utilização de capital de terceiros e receber juros por terceiros utilizarem 
seu capital. As decisões de aplicar quantias disponíveis em operações que lhe 
renderão juros, assim como as decisões de emprestar quantias em operações que 
lhe exigirão o pagamento de juros, definem a política da empresa em sua gestão 
financeira. Essas decisões estão refletidas nos valores que a empresa recebe de 
receitas financeiras e nos valores que a empresa paga de despesas financeiras. O 
resultado financeiro pode aumentar ou reduzir o lucro de uma empresa.
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Operações de Descontinuidade que Afetam o Re-
sultado da Empresa
Finalmente, uma empresa pode obter resultados em operações de descontinuidade. 
Por exemplo, quando ela vende um bem de seu ativo imobilizado, ela pode incorrer 
em ganhos ou perdas nessa venda. Como a venda de um imobilizado não é a ativi-
dade principal de uma empresa, diz-se que ela teve um resultado não operacional, 
ou seja, fora de suas atividades operacionais. O usuário deve saber, todavia, que 
este resultado, positivo ou negativo, não ocorrerá de forma constante, porque uma 
empresa não teria estas operações praticadas periodicamente, e sim, eventualmente.
O balanço reflete a situação patrimonial de uma entidade em um dado 
instante; a demonstração do resultado do exercício demonstra a riqueza cria-
da por este patrimônio em um dado período. Tais demonstrações pretendem 
responder às questões como:
1. Se a empresa vender seus bens e direitos, conseguirá pagar suas dívidas?
2. A empresa consegue pagar suas dívidas de curto prazo?
3. A empresa é lucrativa em suas atividades principais?
4. A empresa possui estrutura adequada às suas atividades principais?
5. A empresa consegue suportar sua carga tributária?
Essas e outras perguntas podem ser feitas pelos usuários da contabilidade, sejam 
eles internos, sejam externos. As respostas podem ser dadas pela contabilidade, 
por meio de suas demonstrações contábeis.
Vimos que tanto a demonstração de resultado do exercício quanto o balanço 
patrimonial foram elaborados com base na relação dos elementos patrimoniais e 
dos elementos de desempenho do patrimônio. Se a partir dessa relação entende-
mos bem como elaborar as duas principais demonstrações contábeis, o desafio é 
compreender como chegar a essa relação dentro do processo contábil. Isso será 
visto na próxima unidade.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a)! Nesta unidade, procuramos apresentar o Balanço Patri-
monial e a Demonstração do Resultado do Exercício em seus aspectos legais, 
conceituais, normativos e estruturais. O patrimônio de uma entidade é capaz 
de gerar resultado negativo ou positivo para seus sócios. Este resultado compõe 
o Balanço Patrimonial como uma obrigação não exigível da entidade com seus 
sócios, sendo ela demonstrada no Patrimônio Líquido.
Ao observar, entretanto, o patrimônio de uma entidade, por meio do Balanço 
Patrimonial, e conhecer, entre outras coisas, a riqueza que está sendo gerada pela 
empresa, o usuário da informação, seja ele interno, seja externo, pode necessitar 
conhecer como essa riqueza gerada acontece no âmbito dos negócios das ativi-
dades empresariais.
Então, este item do Patrimônio Líquido chamado de reserva de lucros, que 
é composto pelos lucros gerados, é expandido pela demonstração de resultado. 
Nessa demonstração, o usuário da contabilidade pode compreender de forma 
clara a capacidade operacional com que a empresa desenvolve as suas atividades 
de compra, produção e vendas, por meio do lucro bruto.
O usuário também pode conhecer qual é o gasto da estrutura que dá suporte 
para tais atividades, por meio das despesas operacionais. Os resultados finan-
ceiros de suas políticas de estrutura de capital são refletidos nos montantes de 
despesas e receitas financeiras geradas pelas atividades.
Por fim, atividades não comuns da empresa, mas que também geram resulta-
dos, são mostradas pelas receitas e despesas não operacionais, atualmente, com-
preendidas como receitas ou despesas de atividades descontinuadas. Por meio 
da demonstração de resultado, é possível compreender, então, a rentabilidade 
com que a empresa exerce suas atividades e fornece aos usuários a segurança 
necessária para suas tomadas de decisões. 
Agora que você conheceu as estruturas das duas principais demonstrações 
contábeis, compreenderá como a contabilidade gera estas informações a partir 
do processo contábil. 
150
na prática
1. Os termos capital, capital próprio, capital de terceiros, origens e aplicações de re-
cursos são utilizados na linguagem contábil para desenvolver uma leitura mais com-
preensível das informações do balanço patrimonial. Dentre as alternativas a seguir, 
assinale aquela que representa, respectivamente, um item do capital próprio e um 
item do capital de terceiros. 
a) Capital Social e Reserva de Lucros.
b) Fornecedores e Capital Social.
c) Fornecedores e Impostos a Pagar.
d) Impostos a Pagar e Capital Social.
e) Capital Social e Fornecedores.
2. A empresa Mandacaru Ltda. possui, em 31/12/X1, os elementos patrimoniais relacio-
nados a seguir. Faça a análise de tais elementos, classifique-os em ativos e passivos 
de curto e de longo prazo e elabore um balanço patrimonial para a empresa.
Conta Valor (R$) A realizar-se em:
Salários a Pagar 20.000,00 20X2
Caixa 1.000,00 20X2
Estoques 100.000,00 20X2
Veículos 30.000,00 Sem Previsão
Impostos a Pagar 20.000,00 20X2
Empréstimos a Pagar 80.000,00 20X2
Contas a Receber 40.000,00 20X2
Móveis e Utensílios 15.000,00 Sem Previsão
Contas a Receber 5.000,00 20X3
Financiamentos a Pagar 40.000,00 20X3
Bancos c/ Movimento 20.000,00 20X3
Capital Social 31.000,00 Sem Previsão
Reserva de Lucros 20.000,00 Sem Previsão
151
na prática
3. Uma empresa fez vendas no valor total de R$ 140.000,00. Tais vendas geraram im-
postos sobre vendas no valor de R$ 18.000,00. Os custos das vendas formam um 
total de R$ 102.000,00. As despesas operacionais da empresa foram de R$ 20.000,00 
e as despesas financeiras foram de R$ 4.000,00. Considerando estes dados, o Lucro 
Bruto da empresa será de:
a) R$ 4.000,00 de prejuízo.
b) R$ 0,00.
c) R$ 4.000,00 de lucro.
d) R$ 20.000,00 de lucro.
e) R$ 122.000,00 de lucro.
4. Para elaborar corretamente as demonstrações contábeis, além de conhecer a es-
trutura, é preciso compreender os termos utilizados e a que se referem, só assim 
é possível classificar corretamente os elementos contábeis. Considerando os ele-
mentos que compõem a Demonstração do Resultado do Exercício, relacione as 
colunas a seguir:
(1) Deduções da Receita
( ) Custo das mercadorias que foram vendidas 
pela empresa.
(2) Despesas Financeiras
( ) Recebimento de juros de terceiros pela utiliza-
ção do capital da empresa.
(3) Despesas Operacionais
( ) Representam a soma dos tributos sobre as 
vendas, das devoluções de vendas e dos aba-
timentos sobre as vendas.
(4) Receitas Financeiras
( ) Remuneração na forma de pagamento de ju-
ros pela utilização do capital de terceiros.
(5) Custos das Vendas
( ) Esforços de vendas e de administração relati-
vos às operações da empresa.
152
na prática
A sequência correta é:
a) 1, 2, 3, 4 e 5.
b) 2, 1, 3, 5 e 4.
c) 3, 4, 1, 2 e 5.
d) 4, 3, 5, 1 e 2.
e) 5, 4, 1, 2 e 3.
5. A empresa Rende Mais Ltda. quer compreender a composição do seu resultado 
referente ao período de 20X0. Sendo assim, elabore a Demonstração do Resultado 
do Exercício da empresa Rende Mais Ltda., considerando as seguintes informações:
Conta Valor (R$)
Receita total de vendas com tributos inclusos 380.000,00
Tributos sobre as vendas 81.750,00
Devolução de vendas 5.000,00
Abatimentos sobre as vendas 2.000,00
Custo das vendas 150.000,00
Despesas com vendas 10.000,00
Despesas administrativas 35.000,00
Despesas financeiras 2.000,00
Receitas financeiras 3.500,00
Venda de imobilizado com prejuízo 25.000,00
Impostode renda sobre o lucro 3.600,00
Contribuição social sobre o lucro 2.100,00
 
153
aprimore-se
A NBC TG Estrutura Conceitual, em seu Capítulo 7, apresenta as demonstrações con-
tábeis como ferramentas de comunicação. Sendo assim, vamos ver o que a norma 
descreve em seus tópicos 7.1 a 7.6:
APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO COMO FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO
7.1 A entidade que reporta comunica informações sobre seus ativos, passivos, 
patrimônio líquido, receitas e despesas apresentando e divulgando informações 
em suas demonstrações contábeis.
7.2 A comunicação efetiva de informações nas demonstrações contábeis tor-
na essas informações mais relevantes e contribui para uma representação fide-
digna de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da entidade. 
Também aprimora a compreensibilidade e comparabilidade das informações 
nas demonstrações contábeis. A comunicação efetiva de informações nas de-
monstrações contábeis requer:
a) concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em 
vez de concentrar-se em regras;
b) classificar informações de maneira a agrupar itens similares e separar itens 
diferentes; e
c) agregar informações de tal modo que não sejam obscurecidas por detalhes 
desnecessários ou por agregação excessiva.
7.3 Assim como custo restringe outras decisões de relatório financeiro, também 
restringe decisões sobre apresentação e divulgação. Portanto, ao tomar decisões 
sobre apresentação e divulgação, é importante considerar se é provável que os 
benefícios fornecidos aos usuários das demonstrações contábeis ao apresentar 
ou divulgar informações específicas justifiquem os custos de fornecer e utilizar 
essas informações.
154
aprimore-se
OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DE APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
7.4 Para facilitar a comunicação efetiva de informações nas demonstrações 
contábeis, ao desenvolver requisitos de apresentação e divulgação nas normas, 
é necessário um equilíbrio entre:
a) dar às entidades a flexibilidade para fornecer informações relevantes que 
representem fidedignamente os ativos, passivos, patrimônio líquido, recei-
tas e despesas da entidade; e
b) exigir informações que sejam comparáveis, tanto de período a período para 
a entidade que reporta como em um único período de relatório para dife-
rentes entidades.
7.5 Incluir objetivos de apresentação e divulgação em normas dá suporte à co-
municação efetiva nas demonstrações contábeis porque esses objetivos ajudam 
as entidades a identificar informações úteis e a decidir como comunicar essas 
informações da forma mais eficiente.
7.6 A comunicação efetiva nas demonstrações contábeis também é suportada, 
considerando-se os seguintes princípios:
a) as informações específicas da entidade são mais úteis do que descrições 
padronizadas, algumas vezes referidas como “padrão”; e
b) duplicação de informações em diferentes partes das demonstrações contá-
beis geralmente é desnecessária e pode tornar as demonstrações contábeis 
menos compreensíveis.
Fonte: CFC (2019, on-line).
155
eu recomendo!
Contabilidade Básica
Autor: José Carlos Marion
Editora: Atlas
Sinopse: para além do ensino inicial da Contabilidade, José Carlos 
Marion, referência na área, traz uma visão conjunta dos relató-
rios contábeis. Com metodologia moderna e dinâmica, ele apre-
senta o conteúdo de modo gradativo para despertar o interesse 
do estudante. Contabilidade Básica oferece embasamento legal e tributário e está 
atualizada de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) por 
meio dos pronunciamentos do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e 
das Resoluções e Normas do CFC (Conselho Federal de Contabilidade). O autor 
propõe, ao final de cada capítulo, tarefas práticas que ajudam e estimulam o de-
senvolvimento fora da sala de aula. Assim, é possível estudar de maneira mais 
assertiva, sempre treinando e resolvendo cálculos necessários para um aprendi-
zado efetivo. Além disso, o livro contém material suplementar com vídeos, trilha 
de aprendizagem e livro de exercícios.
livro
5EXEMPLO PRÁTICO
PLANO DE ESTUDO 
A seguir, apresentam-se as aulas que você estudará nesta unidade: • Dados da empresa modelo • Lan-
çamentos contábeis: livro diário e livro razão • Compensação de impostos • Encerramento das contas 
de resultado • Elaboração das demonstrações contábeis.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
• Conhecer a empresa utilizada como modelo para o exemplo prático e identificar os fatos contábeis 
ocorridos no período • Efetuar os lançamentos contábeis da empresa modelo no livro diário e no livro 
razão • Compensar os impostos da empresa modelo • Encerrar as contas de receita e de despesa da 
empresa modelo • Elaborar o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício da 
empresa modelo.
PROFESSORES 
Me. Adriana Casavechia Fragalli
Me. Claudinei de Lima Nascimento
INTRODUÇÃO
Prezado(a) aluno(a), chegamos à última unidade do nosso material. A pro-
posta, agora, é apresentar todos os conceitos estudados, ao longo da disci-
plina, por meio de um exemplo prático, de forma que você identifique que 
os fatos contábeis não ocorrem de forma isolada. Pelo contrário, a rotina 
de uma empresa é muito dinâmica. 
Para que a contabilidade consiga acompanhar as movimentações 
ocorridas no patrimônio de uma entidade contábil, é necessário seguir 
todo um processo de registro. Hoje em dia, este processo é realizado por 
sistemas eletrônicos que alimentam diversos relatórios com um único 
registro. Contudo você, enquanto futuro(a) contador(a), precisa com-
preender todas as etapas deste processo contábil. 
Quando falamos que a Contabilidade gera informação para o con-
trole e a tomada de decisão, saiba que não é de qualquer maneira que a 
informação é gerada. Na verdade, a Contabilidade se utiliza de mecanis-
mos próprios, desenvolvidos a partir de métodos científicos, e que dão 
credibilidade à informação gerada.
Inicialmente, todos os fatos ocorridos na empresa precisam ser re-
gistrados no livro diário, por meio do mecanismo de débito e crédito. 
O livro diário é registrado por fato contábil, evidenciando data do fato, 
conta devedora e conta credora, valor e histórico. Em conjunto com o 
livro diário, a empresa utiliza a ficha de controle de estoque para registrar 
as movimentações dos itens de estoque.
Em seguida, todos os fatos registrados no livro diário são transcritos 
para o livro razão. Este, por sua vez, é preenchido por conta contábil, per-
mitindo apurar o saldo final de cada conta. 
Ao final de cada período contábil, é preciso efetuar a compensação dos 
impostos e encerrar as contas de resultado. Por fim, após o levantamento do ba-
lancete de verificação, que analisa se os valores a débito conferem com os valores 
a crédito, a empresa pode, finalmente, elaborar suas demonstrações contábeis. 
Todo este processo será exemplificado por meio da empresa modelo 
Estilo Ltda. Bons estudos!
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1 
DADOS DA 
EMPRESA MODELO
Para compreender o processo contábil, desde a escrituração até a elaboração das 
demonstrações contábeis, utilizaremos como modelo a empresa Estilo Ltda. A em-
presa Estilo Ltda. acaba de ser constituída por três sócios que decidiram ingressar 
no ramo do comércio de roupas. Conforme o contrato social assinado pelos sócios, 
os três terão a mesma participação na empresa, ou seja, cada um terá uma partici-
pação de 33,33% no capital. Para tanto, cada sócio investirá R$ 100.000,00. 
Em conversa com o contador que será responsável pela contabilidade da em-
presa Estilo Ltda., ao analisar o plano de negócios, em que estão definidos o ramo 
de atividade, o porte da empresa, a área de atuação, enfim, todo o planejamento 
operacional e estratégico, os sócios decidiram optar pelo regime tributário do 
lucro real. Sendo assim, a empresa deverá reconhecer o direito de recuperar os 
impostos referentes à compra de mercadorias, assim como deverá reconhecer a 
obrigação de recolher os impostos referentes à venda.
Comoo objetivo deste exemplo prático é demonstrar a você, aluno(a), o pro-
cesso contábil, e não, necessariamente, a diversidade de fatos que ocorrem dia-
riamente em uma empresa, optamos por considerar que a empresa Estilo Ltda. 
movimentou, apenas, um único tipo de mercadoria, no período analisado. Isso 
para evitar o preenchimento de várias fichas de controle de estoque, tendo em 
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vista que é necessária uma ficha para cada item do estoque. O contador, junta-
mente com os sócios da empresa, definiu o custo médio ponderado móvel como 
critério para avaliação do estoque. 
Agora que você já conhece a nossa empresa modelo, Estilo Ltda., a seguir, 
estão relacionados os fatos contábeis ocorridos no mês de janeiro de 20X1, os 
quais serão considerados para a realização do processo contábil. 
Fato 1:
02/01/X1 Subscrição do Capital Social no valor de R$ 300.000,00. 
Fato 2:
02/01/X1
Integralização de 70% do Capital Social subscrito, sendo R$ 
100.000,00 em instalações, R$ 95.000,00 em depósito bancário 
e R$ 15.000,00 em dinheiro. 
Fato 3:
03/01/X1
Compra de expositores (móveis e utensílios) à vista, no valor de 
R$ 40.000,00. O pagamento foi feito com cartão de débito.
Fato 4:
04/01/X1
Compra a prazo de 400 peças de roupas para revenda no valor 
de R$ 125,00 cada, totalizando R$ 50.000,00. Impostos incidentes 
sobre a compra: 12% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS.
Fato 5:
04/01/X1
Pagamento em dinheiro de frete no valor de R$ 1.000,00, 
referente à compra de peças de roupas realizada no dia 04/01. 
Incidência de 12% de ICMS. 
Fato 6:
05/01/X1
Pagamento antecipado referente a três meses de aluguel da 
loja, no valor de R$ 24.000,00. O pagamento foi efetuado com 
cartão de débito.
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Fato 7:
06/01/X1
Compra de um veículo no valor R$ 30.000,00 para entrega de 
mercadorias. A compra foi feita por meio de um financiamento a 
ser pago em 24 parcelas de R$ 1.600,00, totalizando R$ 38.400,00, 
sendo assim, R$ 8.400,00 correspondem a encargos financeiros.
Fato 8:
07/01/X1
Venda à vista de 150 peças de roupas no valor de R$ 220,00 
cada, totalizando R$ 33.000,00. O valor foi recebido por meio 
de transferência bancária. Impostos incidentes sobre a venda: 
18% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS. 
Fato 9:
08/01/X1
Recebimento em devolução de 5 peças de roupas que foram 
vendidas no dia 07/01. O cliente foi reembolsado por meio de 
transferência bancária.
Fato 10:
10/01/X1
Transferência de R$ 15.000,00 da conta corrente bancária da 
empresa para uma conta de aplicação financeira de liquidez 
imediata. 
Fato 11:
12/01/X1
Adiantamento ao fornecedor no valor de R$ 20.000,00. Paga-
mento efetuado com cartão de débito. 
Fato 12:
18/01/X1
Compra de 160 peças de roupas no valor de R$ 125,00 cada, 
totalizando R$ 20.000,00. O valor havia sido pago, antecipada-
mente, ao fornecedor, no dia 12/01. Impostos incidentes sobre 
a compra: 12% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS. 
Fato 13:
19/01/X1
Devolução de 10 peças de roupas adquiridas no dia 18/01. O 
fornecedor reembolsou a empresa em dinheiro.
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Fato 14:
22/01/X1
 Venda a prazo de 50 peças de roupas no valor de R$ 230,00 
cada, totalizando R$ 11.500,00. Impostos incidentes sobre a 
venda: 18% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS. 
Fato 15:
23/01/X1
Desconto de duplicata referente à venda do dia 22/01. O banco 
descontou R$ 500,00 referentes a encargos financeiros, deposi-
tando R$ 11.000,00 na conta corrente da empresa. 
Fato 16:
25/01/X1
 Pagamento de boleto referente à primeira parcela da compra 
de peças de roupas efetuada no dia 04/01. A empresa utilizou 
a conta corrente bancária para efetuar o pagamento do boleto 
no valor de R$ 25.000,00.
Fato 17:
30/01/X1
Pagamento da primeira parcela do financiamento do veículo, no 
valor de R$ 1.600,00. O pagamento foi efetuado em dinheiro. 
Fato 18:
31/01/X1
Apropriação da despesa com aluguel referente ao mês de 
janeiro, no valor de R$ 8.000,00. 
Fato 19:
31/01/X1
Reconhecimento do rendimento da aplicação financeira de liqui-
dez imediata no valor de R$ 150,00. Sobre esta aplicação, existe 
a incidência de 22,5% de imposto de renda retido na fonte.
Fato 20:
31/01/X1
Contabilização da depreciação mensal das instalações, dos 
móveis e do veículo. As instalações e os móveis possuem vida 
útil de 10 anos, já o veículo, de 5 anos. 
Quadro 1 - Fatos contábeis ocorridos no mês de janeiro de 20X1 / Fonte: os autores.
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2 
LANÇAMENTOS CONTÁBEIS: 
LIVRO DIÁRIO E
LIVRO RAZÃO
Considerando estes fatos, vamos agora efetuar o processo contábil, que segue as 
seguintes etapas:
1. Livro diário.
2. Livro razão.
3. Compensação dos impostos.
4. Encerramento das contas de resultado.
5. Balancete de verificação.
6. Balanço Patrimonial.
7. Demonstração do Resultado do Exercício.
Como você pôde perceber, o processo contábil é extenso, o que garante um efetivo 
controle e avaliação financeira, econômica e patrimonial da entidade contábil. 
Hoje, os livros de escrituração contábil são preenchidos por sistemas eletrônicos 
que estão parametrizados para alimentar todas as informações contábeis, isto é, 
ao registrar uma nota fiscal, o sistema já preenche o livro diário, o livro razão, a 
ficha de controle de estoque, entre outros relatórios ou controles contábeis. 
Contudo você, como futuro(a) contador(a), precisa compreender como regis-
trar os fatos contábeis, como aplicar o mecanismo das partidas dobradas, como 
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Na prática, o histórico deve evidenciar o número da nota fiscal ou documento que com-
prove o fato registrado, assim como outras informações relevantes. 
explorando Ideias
preencher a ficha de controle de estoque, enfim, todo o processo contábil. Assim, 
utilizando os fatos ocorridos na nossa empresa modelo, vamos preencher, pri-
meiramente, o livro diário e, em seguida, o livro razão.
Livro diário
O livro diário é preenchido por fato contábil, assim, o registro deve evidenciar 
data do fato, conta devedora, conta credora, valor e histórico. O histórico nada 
mais é que a descrição do fato contábil, assim, no nosso exemplo prático, a própria 
descrição do fato será utilizada como histórico. 
O livro diário é preenchido em conjunto com a ficha de controle de estoque, 
assim, todos os fatos que movimentarem a conta “Mercadorias para revenda” 
exigirão registro na ficha. Exceto a constituição da empresa, todos os outros fatos 
se baseiam no conteúdo estudado, ao longo deste material. Sendo assim, serão 
apresentados apenas os registros e algumas explicações que se fizerem neces-
sárias. Caso você queira detalhes sobre o lançamento, pesquise nas unidades 
anteriores. A seguir, apresentamos os registros no livro diário da empresa Estilo 
Ltda. referentes aos fatos ocorridos em janeiro de 20X1.
Fato 1: 
Data: 02/01/X1 
Histórico: subscrição do Capital Social no valor de R$ 300.000,00. 
Débito - (-) Capital a integralizar 300.000,00
Crédito - Capital subscrito 300.000,00
A conta Capital subscrito representa o valor definido do contrato social re-
ferente à participação dos sócios na empresa, é ela que representa o compro-
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misso (obrigação) da empresa com os sócios. Enquanto não houver alteração 
do contrato social, este valor permanece registrado no Patrimônio Líquido. Já 
o Capital a integralizar, que é uma conta redutora, representa o valor que os 
sócios, ainda, não integralizaram. Conforme os sócios forem integralizando, 
essa conta vai sendo baixada. 
Fato 2: 
Data: 02/01/X1
Histórico: integralização de 70% do Capital Social subscrito, sendo 
R$100.000,00 em instalações, R$ 95.000,00 em depósito bancário e 
R$15.000,00 em dinheiro. 
Débito - Caixa 15.000,00
Débito - Banco A 95.000,00 
Débito - Instalações 100.000,00
Crédito - (-) Capital a integralizar 210.000,00
No mesmo dia da assinatura do contrato social, os sócios já integralizaram 70% 
do capital social, assim, surgem três Ativos na empresa,Caixa, Banco A e Insta-
lações, e diminui o valor a ser integralizado pelos sócios. 
Fato 3:
Data: 03/01/X1
Histórico: compra de expositores (móveis e utensílios) à vista no valor de R$ 
40.000,00. O pagamento foi feito com cartão de débito. 
Débito - Móveis e utensílios 40.000,00 
Crédito - Banco A 40.000,00 
Por considerar irrelevante, a empresa não reconheceu o valor residual dos móveis 
adquiridos, algo comum nas empresas. Também não foram contabilizados impostos a 
recuperar, tendo em vista que esta prática, tratando-se de imobilizado, é característica 
de empresas industriais quando adquirem imobilizados para o processo produtivo. 
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Fato 4: 
Data: 04/01X1
Histórico: compra a prazo de 400 peças de roupas para revenda no valor 
de R$ 125,00 cada, totalizando R$ 50.000,00. Impostos incidentes sobre a 
compra: 12% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS. 
Débito - Mercadorias para revenda 39.375,00 
Débito - ICMS a recuperar 6.000,00 
Débito - PIS a recuperar 825,00
Débito - COFINS a recuperar 3.800,00
Crédito - Fornecedores nacionais 50.000,00
Como mencionado, sempre que houver registro na conta “Mercadorias para re-
venda”, a ficha de controle de estoque deverá ser preenchida. É importante frisar 
que o valor a ser registrado na ficha é sempre o valor da compra líquida:
Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
das Ope-
rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
Total: 400 39.375,00 - - 400 39.375,00
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Fato 5: 
Data: 04/01/X1
Histórico: pagamento em dinheiro de frete no valor de R$ 1.000,00, referente à 
compra de peças de roupas realizada no dia 04/jan. Incidência de 12% de ICMS.
Débito - Mercadorias para revenda 880,00 
Débito - ICMS a recuperar 120,00 
Crédito - Caixa 1.000,00 
O frete compõe o custo de aquisição das mercadorias, sendo assim, seu valor 
líquido também deve ser registrado na ficha de controle de estoque.
Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
das Ope-
rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
04/jan Frete 880,00 400 100,64 40.255,00
Total: 400 40.255,00 - - 400 40.255,00
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Fato 6:
Data: 05/01/X1
Histórico: pagamento antecipado referente a três meses de aluguel da loja, 
no valor de R$ 24.000,00. O pagamento foi efetuado com cartão de débito. 
Débito - Aluguel pago antecipadamente 24.000,00 
Crédito - Banco A 24.000,00 
Ao final de cada mês, pelo período de três meses, esse valor deve ser apro-
priado como despesa. 
Fato 7:
Data: 06/01/X1
Histórico: compra de um veículo no valor de R$ 30.000,00 para entrega 
de mercadorias. A compra foi feita por meio de um financiamento a ser 
pago em 24 parcelas de R$1.600,00, totalizando R$ 38.400,00, sendo assim, 
R$8.400,00 correspondem a encargos financeiros. 
Débito - Veículos 30.000,00 
Crédito - Financiamentos a pagar (CP) 15.000,00 
Crédito - Financiamentos a pagar (LP) 15.000,00 
Débito - (-) Encargos financeiros a transcorrer (CP) 4.200,00 
Débito - (-) Encargos financeiros a transcorrer (LP) 4.200,00 
Crédito - Financiamentos a pagar (CP) 4.200,00 
Crédito - Financiamentos a pagar (LP) 4.200,00 
Considerando o levantamento do Balanço Patrimonial, já no mês de janeiro, 
das 24 parcelas do financiamento, 12 vencerão no curto prazo e 12 vencerão no 
longo prazo. Os encargos também devem ser apropriados considerando o mesmo 
período do financiamento. 
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Fato 8:
Data: 07/01/20X1
Histórico: venda à vista de 150 peças de roupas no valor de R$ 220,00 
cada, totalizando R$ 33.000,00. O valor foi recebido por meio de transferên-
cia bancária. Impostos incidentes sobre a venda: 18% de ICMS, 1,65% de PIS 
e 7,6% de COFINS.
Débito - Banco A 33.000,00
Crédito - Receita de vendas 33.000,00
Débito - ICMS sobre vendas 5.940,00
Crédito - ICMS a recolher 5.940,00
Débito - PIS sobre faturamento 544,50
Crédito - PIS a recolher 544,50
Débito - COFINS sobre faturamento 2.508,00 
Crédito - COFINS a recolher 2.508,00 
Débito - Custo das mercadorias vendidas 15.096,00
Crédito - Mercadorias para revenda 15.096,00
Enquanto, na compra, o valor do lançamento é utilizado para registrar na ficha 
de controle de estoque; na venda, deve-se utilizar os dados da ficha para registrar 
o lançamento, isto é, deve-se verificar o custo das mercadorias, considerando o 
critério de avaliação de estoque, para, então, registrar o valor no lançamento. 
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Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
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rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
04/jan Frete 880,00 400 100,64 40.255,00
07/jan Venda 150 100,64 15.096,00 250 100,64 25.159,00
Total: 400 40.255,00 150 15.096,00 250 25.159,00
Fato 9:
Data: 08/01/X1
Histórico: recebimento em devolução de 5 peças de roupas que foram vendidas 
no dia 07/01. O cliente foi reembolsado por meio de transferência bancária.
Débito - Devoluções de venda 1.100,00 
Crédito - Banco A 1.100,00 
Débito - ICMS a recolher 198,00 
Crédito - ICMS sobre vendas 198,00 
Débito - PIS a recolher 18,15
Crédito - PIS sobre faturamento 18,15
Débito - COFINS a recolher 83,60
Crédito - COFINS sobre faturamento 83,60
Débito - Mercadorias para revenda 503,20 
Crédito - Custo das mercadorias vendidas 503,20 
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Na devolução, também deve-se verificar o custo das mercadorias na ficha de 
controle de estoque para, então, registrar o lançamento.
Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
das Ope-
rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
04/jan Frete 880,00 400 100,64 40.255,00
07/jan Venda 150 100,64 15.096,00 250 100,64 25.159,00
08/jan
Devolução 
de venda
-5 100,64 - 503,20 255 100,64 25.662,20
Total: 400 40.255,00 145 14.592,80 255 25.662,20
Fato 10:
Data: 10/01/X1
Histórico: transferência de R$ 15.000,00 da conta corrente bancária da em-
presa para uma conta de aplicação financeira de liquidez imediata.
Débito - Aplicações financeiras de liquidez imediata 15.000,00 
Crédito - Banco A 15.000,00 
Fato 11:
Data: 12/01/X1
Histórico: adiantamento a fornecedor no valor de R$ 20.000,00. Pagamento 
efetuado com cartão de débito.
Débito - Adiantamentos a fornecedores 20.000,00 
Crédito - Banco A 20.000,00 
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Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
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rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
04/jan Frete 880,00 400 100,64 40.255,00
07/jan Venda 150 100,64 15.096,00 250 100,64 25.159,00
08/jan
Devolução 
de venda
-5 100,64 - 503,20 255 100,64 25.662,20
18/jan Compra 160 98,44 15.750,00 415 99,79 41.412,20
Total: 560 56.005,00 145 14.592,80 415 25.662,20
Fato 12:
Data: 18/01/X1
Histórico: compra de 160 peças de roupa no valor de R$ 125,00 cada, totali-
zando R$ 20.000,00. O valor havia sido pago antecipadamente ao fornecedor 
no dia 12/01. Impostos incidentes sobre a compra: 12% de ICMS, 1,65% de 
PIS e 7,6% de COFINS.
Débito - Mercadorias para revenda 15.750,00 
Débito - ICMS a recuperar 2.400,00 
Débito - PIS a recuperar 330,00 
Débito - COFINS a recuperar 1.520,00
Crédito - Adiantamentos a fornecedores 20.000,00 
Como houve compra de mercadorias, é preciso registrar na ficha de con-
trole de estoque:
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5
172
Fato 13:
Data: 19/01/X1Histórico: devolução de 10 peças de roupas adquiridas no dia 18/01. O for-
necedor reembolsou a empresa em dinheiro. 
Débito - Caixa 1.250,00 
Crédito - Mercadorias para revenda 984,37
Crédito - ICMS a recuperar 150,00 
Crédito - PIS a recuperar 20,63
Crédito - COFINS a recuperar 95,00 
Assim como na compra, a devolução deve ser registrada na ficha de controle de 
estoque:
Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
das Ope-
rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
04/jan Frete 880,00 400 100,64 40.255,00
07/jan Venda 150 100,64 15.096,00 250 100,64 25.159,00
08/jan
Devolução 
de venda
-5 100,64 - 503,20 255 100,64 25.662,20
18/jan Compra 160 98,44 15.750,00 415 99,79 41.412,20
19/jan
Devolução 
de compra
- 10 98,44 - 984,37 405 99,82 40.427,83
Total: 550 55.020,63 145 14.592,80 405 25.662,20
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173
Fato 14:
Data: 22/01/X1
Histórico: venda a prazo de 50 peças de roupas no valor de R$ 230,00 cada, 
totalizando R$ 11.500,00. Impostos incidentes sobre a venda: 18% de ICMS, 1,65% 
de PIS e 7,6% de COFINS.
Débito - Duplicatas a receber 11.500,00 
Crédito - Receita de vendas 11.500,00 
Débito - ICMS sobre vendas 2.070,00 
Crédito - ICMS a recolher 2.070,00 
Débito - PIS sobre faturamento 189,75 
Crédito - PIS a recolher 189,75 
Débito - COFINS sobre faturamento 874,00 
Crédito - COFINS a recolher 874,00 
Débito - Custo das mercadorias vendidas 4.991,00
Crédito - Mercadorias para revenda 4.991,00
Assim como na venda anterior, o custo das mercadorias vendidas deve ser en-
contrado na ficha de controle de estoque:
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5
174
Fato 15: 
Data: 23/01/X1
Histórico: desconto de duplicata referente à venda do dia 22/01. O ban-
co descontou R$500,00 referentes a encargos financeiros, depositando 
R$11.000,00 na conta corrente da empresa. 
Débito - Banco A 11.000,00 
Débito - Despesas financeiras 500,00
Crédito - Duplicatas descontadas 11.500,00 
A duplicata descontada é referente à venda a prazo do dia 22 de janeiro. Como o 
prazo concedido ao cliente foi de 15 dias, não foi necessário apropriar os encargos 
financeiros em mais de um período. 
Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Peças de roupa Critério: MPM
Data
Descrição 
das Ope-
rações
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
04/jan Compra 400 98,44 39.375,00 400 98,44 39.375,00
04/jan Frete 880,00 400 100,64 40.255,00
07/jan Venda 150 100,64 15.096,00 250 100,64 25.159,00
08/jan
Devolução 
de venda
-5 100,64 - 503,20 255 100,64 25.662,20
18/jan Compra 160 98,44 15.750,00 415 99,79 41.412,20
19/jan
Devolução 
de compra
- 10 98,44 - 984,37 405 99,82 40.427,83
22/jan Venda 50 99,82 4.991,00 355 99,82 35.436,83
Total: 550 55.020,63 195 19.583,80 355 35.436,83
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Fato 16:
Data: 25/01/X1
Histórico: pagamento de boleto referente à primeira parcela da compra de 
peças de roupas efetuada no dia 04/01. A empresa utilizou a conta corrente 
bancária para efetuar o pagamento do boleto no valor de R$ 25.000,00. 
Débito - Fornecedores nacionais 25.000,00 
Crédito - Banco A 25.000,00 
Fato 17:
Data: 30/01X1
Histórico: pagamento da primeira parcela do financiamento do veículo no 
valor de R$ 1.600,00. O pagamento foi efetuado em dinheiro. 
Débito - Financiamentos a pagar (CP) 1.600,00 
Crédito - Caixa 1.600,00 
Débito - Despesas financeiras 350,00 
Crédito - (-) Encargos financeiros a transcorrer (CP) 350,00 
Para calcular o valor dos encargos financeiros a ser reconhecido como despesa 
no mês de janeiro, basta dividir o valor dos juros (R$ 8.400,00) pelo número de 
parcelas, assim, chegamos ao valor de R$ 350,00 (R$ 8.400,00/24).
Fato 18:
Data: 31/01/X1
Histórico: apropriação da despesa com aluguel referente ao mês de janeiro, 
no valor de R$ 8.000,00. 
Débito - Aluguel de móveis e imóveis/condomínio 8.000,00 
Crédito - Aluguel pago antecipadamente 8.000,00 
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176
Fato 19:
Data: 31/01/X1
Histórico: reconhecimento do rendimento da aplicação financeira de liqui-
dez imediata no valor de R$ 150,00. Sobre esta aplicação, existe a incidência 
de 22,5% de imposto de renda retido na fonte. 
Débito - Aplicações financeiras de liquidez imediata 150,00
Crédito - Receitas financeiras 150,00
Débito - Imposto sobre aplicações financeiras 33,75
Crédito - Aplicações financeiras de liquidez imediata 33,75
O valor do imposto de renda retido na fonte é calculado sobre o valor do rendi-
mento (R$ 150,00 * 22,5% = 33,75).
Fato 20:
Data: 31/01/X1
Histórico: contabilização da depreciação mensal das instalações, dos móveis 
e do veículo. As instalações e os móveis possuem vida útil de 10 anos, já o 
veículo, de 5 anos.
Débito - Depreciação e amortização 1.666,66
Crédito - (-) Instalações 833,33
Crédito - (-) Móveis e utensílios 333,33
Crédito - (-) Veículos 500,00
Apesar de o histórico mencionar a vida útil dos bens do ativo imobilizado em 
anos, foi registrado, apenas, um mês de depreciação, isso porque estamos conta-
bilizando o mês de janeiro. Para tanto, basta dividir a depreciação anual por 12:
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177
Valor 
depreciável
Vida útil
Depreciação 
anual
Depreciação 
mensal
Instalações 100.000,00 10 anos 10.000,00 833,33
Móveis e 
utensílios
40.000,00 10 anos 4.000,00 333,33
Veículos 30.000,00 5 anos 6.000,00 500,00
Quadro 2 - Cálculo da depreciação mensal dos ativos imobilizados / Fonte: os autores.
Assim finalizamos os lançamentos dos fatos contábeis no livro diário. Estes mes-
mos fatos, agora, serão utilizados para preenchimento do livro razão. 
Livro razão
Enquanto o livro diário é registrado por fato, o livro razão é registrado por conta 
contábil. Ao evidenciar todas as movimentações de uma conta contábil, seja a 
débito, seja a crédito, o livro razão apura o saldo da conta. Este valor é utilizado 
para elaboração das demonstrações contábeis.
Neste material, vamos utilizar o livro razão simplificado, ou melhor dizendo, 
o razonete. Assim, para cada conta contábil é aberto um razonete, onde são regis-
tradas todas as movimentações ocorridas na conta. No lado esquerdo, são regis-
tradas as movimentações a débito e, no lado direito, as movimentações a crédito:
Figura 1 - Razonete / Fonte: os autores.
Conta contábilD C
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178
Podemos dizer que todos os fatos já registrados no livro diário, agora, serão trans-
critos para o livro razão. Para que você identifique a qual lançamento se refere 
cada registro do razonete, ao lado do valor estará o número do fato. Para exem-
plificar, vamos relembrar o primeiro fato registrado no livro diário.
Fato 1: 
Data: 02/01/X1 
Histórico: subscrição do Capital Social no valor de R$ 300.000,00. 
Débito - (-) Capital a integralizar 300.000,00
Crédito - Capital subscrito 300.000,00
Se considerarmos, apenas, este lançamento, teríamos que abrir dois razontes, um 
para cada conta, e o registro seria o seguinte:
Capital subscrito
300.000,00
(-) Capital a integralizar 
300.000,001 1
5 2 3
10
10
17.1 8.1 6
11
15 9.1
9.1
19.2
16
Perceba que, ao lado dos valores registrados nos razonete, aparece o número 1, 
indicando que se referem ao lançamento do Fato 1. A seguir, estão os razontes refe-
rentes a todas as contas movimentadas pela empresa Estilo Ltda. no mês de janeiro. 
Contas do Ativo
Caixa
15.000,00
1.250,00
1.000,00
1.600,00
16.250,00 2.600,00
13.650,00
Banco A
95.000,00
33.000,00
11.000,00
40.000,00
24.000,00
1.100,00
15.000,00
20.000,00
25.000,00
139.000,00 125.100,00
13.900,00
Aplicações finan-
ceiras de liquidez 
imediata
15.000,00
150,00
33,75
15.150,00 33,75
15.116,25
2
13
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179
Duplicatas
a receber
11.500,00
11.500,00 -
11.500,00
5
12
5
12
2
12
12
4
4
6
7.1
4 11
3
9.5
4
14.1
13
13
18
20
8.5 12
20
13
14.5
20
13
ICMS a recuperar
6.000,00120,00
2.400,00
150,00
8.520,00 150,00
8.370,00
PIS a recuperar
825,00
330,00
20,63
1.155,00 20,63
1.134,37
COFINS a recuperar
3.800,00
1.520,00
95,00
5.320,00 95,00
5.225,00
Mercadorias para 
revenda
39.375,00
880,00
503,20
15.750,00
15.096,00
984,37
4.991,00
56.508,20 21.071,37
35.436,83
Adiantamentos a 
fornecedores
20.000,00 20.000,00
20.000,00 20.000,00
- -
Aluguel pago 
antecipadamente
24.000,00 8.000,00
24.000,00 8.000,00
16.000,00
Instalações
100.000,00
100.000,00 -
100.000,00
Móveis e utensílios
40.000,00
40.000,00 -
40.000,00
Veículos
30.000,00
30.000,00 -
30.000,00
(-) Instalações
833,33
- 833,33
833,33
(-) Móveis e 
utensílios
333,33
- 333,33
333,33
(-) Veículos
500,00
- 500,00
500,00
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5
180
Contas do Passivo
Fornecedores 
nacionais
25.000,00 50.000,00
25.000,00 50.000,00
25.000,00
ICMS a recolher
198,00 5.940,00
2.070,00
198,00 8.010,00
7.812,00
PIS a recolher
18,15 544,50
189,75
18,15 734,25
716,10
4
8.4
17.2
1 1 2
14.4
14.3
8.2
7.1
7.1
9.2
17.1
14.2
7.2
7.2
9.3
7.2
8.3
15
16
9.4
7.2
COFINS a recolher
83,60 2.508,00
874,00
83,60 3.382,00
3.298,40
Financiamentos a 
pagar (CP)
1.600,00 15.00,00
4.200,00
1.600,00 19.200,00
17.600,00
Duplicatas 
descontadas
11.500,00
- 11.500,00
11.500,00
(-) Encargos financei-
ros a transcorrer (CP)
4.200,00 350,00
4.200,00 350,00
3.850,00
Financiamentos a 
pagar (LP)
15.000,00
4.200,00
- 19.200,00
19.200,00
(-) Encargos financei-
ros a transcorrer (LP)
4.200,00
4.200,00 -
4.200,00
Contas do Patrimônio Líquido
Capital subscrito
300.000,00
- 300.000,00
300.000,00
(-) Capital a integralizar
300.000,00 210.000,00
300.000,00 210.000,00
90.000,00
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181
Contas de receita
8.1
8.2
9.1
20
8.3
8.5
19.2
8.4
18
15
17.2
9.2 9.3
9.5
9.4
14.1
14.2 14.3
14.5
14.4
19.1
(-) Capital a integralizar
33.000,00
11.500,00
- 44.500,00
44.500,00
(-) Capital a integralizar
150,00
1,00 150,00
150,00
Contas de despesa
ICMS sobre 
vendas
5.940,00
2.070,00
198,00
8.010,00 198,00
7.812,00
PIS sobre
faturamento
544,50
189,75
18,15
734,25 18,15
716,10
COFINS sobre 
faturamento
2.508,00
874,00
83,60
3.382,00 83,60
3.298,40
Devolução de 
vendas
1.100,00
1.100,00 -
1.100,00
Custo das merca-
dorias vendidas
15.096,00
4.991,00
503,20
20.087,00 503,20
19.583,80
Aluguel de mó-
veis e imóveis/
condomínio
8.000,00
8.000,00 -
8.000,00
Depreciação e 
amortização
1.666,66
1.666,66 -
1.666,66
Imposto so-
bre aplicações 
financeiras
33,75
33,75 -
33,75
Despesas 
financeiras
500,00
350,00
850,00 -
850,00
Antes de elaborar as demonstrações contábeis, é preciso efetuar a compensação 
dos impostos e o encerramento das contas de resultado (receitas e despesas). 
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5
182
3 
COMPENSAÇÃO DE 
IMPOSTOS
Como já foi descrito, nossa empresa modelo Estilo Ltda. é optante pelo regime 
tributário do lucro real, sendo assim, ela tem o direito de recuperar os impostos 
incidentes sobre a compra de mercadorias. Esse direito deve ser confrontado 
com a obrigação de recolher os impostos incidentes sobre a venda de mercado-
rias. Desta forma, a compensação de impostos é, justamente, a confrontação dos 
impostos a recolher com os impostos a recuperar.
Ao efetuar a compensação, uma das contas é zerada, de forma que reste saldo 
ou no imposto a recolher ou no imposto a recuperar. Imagine que uma empresa 
tenha R$ 1.000,00 de ICMS a recolher e R$ 400,00 de ICMS a recuperar, então, 
se ela pegar o valor a recolher e deduzir do valor a recuperar, a empresa terá um 
saldo de R$ 600,00 de ICMS a recolher. Não é tão complicado, não é mesmo?!
Na contabilidade, no entanto, tudo deve ser registrado, sendo assim, não bas-
ta efetuar o cálculo, confrontando o valor a recolher com o valor a recuperar, é 
necessário registrar esta confrontação no livro diário e no livro razão. 
Se estamos querendo confrontar os dois impostos, a recolher e a recuperar, 
um vai abater o outro. Para tanto, os impostos a recolher, que têm natureza cre-
dora, precisam receber um lançamento a débito. Já os impostos a recuperar, que 
têm natureza devedora, precisam receber um lançamento a crédito. No caso do 
ICMS, o lançamento ficaria assim:
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R
183
Débito – ICMS a recolher
Crédito – ICMS a recuperar
Quanto ao valor, será sempre o menor entre os dois saldos, tendo em vista que 
o imposto de menor valor será zerado, sobrando saldo apenas no que apresenta 
valor maior. Considerando nossa empresa modelo, ao final do mês de janeiro, os 
impostos a serem confrontados apresentavam os seguintes saldos:
ICMS a recuerar
6.000,00
120,00
2.400,00
150,00
8.520,00 150,00
8.370,00
PIS a recuperar
825,00
330,00
20,63
1.155,00 20,63
1.134,00
COFINS a recuperar
3.800,00
1.520,00
95,00
5.320,00 95,00
5.225,00
ICMS a recolher
198,00 5.940,00
2.070,00
198,00 8.010,00
7.812,00
PIS a recolher
18,15 544,50
189,75
18,15 734,25
716,10
COFINS a recolher
83,60 2.508,00
874,00
83,60 3.382,00
3.298,40
Considerando estas informações, agora, podemos efetuar a compensação dos im-
postos. Para tanto, vamos confrontar ICMS a recuperar com ICMS a recolher, PIS 
a recuperar com PIS a recolher e COFINS a recuperar com COFINS a recolher. 
Para identificar o valor do lançamento, basta observar o saldo final das duas 
contas e utilizar o menor valor. No caso do ICMS, temos R$ 8.370,00 de ICMS 
a recuperar e R$ 7.812,00 de ICMS a recolher, então, o valor do lançamento será 
de R$ 7.812,00. No caso do PIS, o lançamento será no valor de R$ 716,10, e da 
COFINS, de R$ 3.298,40. Os lançamentos de compensação de impostos no livro 
diário são feitos da seguinte maneira:
4
9.2
4
9.3
4
9.4
13
8.2
14.2
13
8.3
14.3
13
8.4
14.4
5 12 12
12
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184
Fato 21:
Data: 31/01/X1
Histórico: compensação dos impostos 
Débito - ICMS a recolher 7.812,00
Crédito - ICMS a recuperar 7.812,00
Débito - PIS a recolher 716,10
Crédito - PIS a recuperar 716,10
Débito - COFINS a recolher 3.298,40
Crédito - COFINS a recuperar 3.298,40
Além de registrar no livro diário, a compensação dos impostos também precisa 
ser registrada no livro razão:
ICMS a recolher
6.000,00
120,00
2.400,00
150,00
7.812,00
8.520,00 7.962,00
558,00
PIS a recuperar
825,00
330,00
20,63
716,10
1.155,00 736,00
418,27
COFINS a recuperar
3.800,00
1.520,00
95,00
3.298,40
5.320,00 3.393,40
1.926,60
ICMS a recolher
198,00
7.812,00
5.940,00
2.070,00
8.010,00 8.010,00
- -
ICMS a recolher
18,15
716,10
544,50
189,75
734,25 734,25
- -
ICMS a recolher
83,60
3.298,40
2.508,00
874,00
3.382,00 3.382,00
- -
4
9.2 9.3 9.4
4 413
8.2 8.3 8.4
13 13
5
21.1 21.2 21.3
12 1221.1
14.2 14.3 14.4
21.2 21.3
12
Como você pode perceber, após contabilizar a compensação dos impostos, o 
ICMS, o PIS e a COFINS a recolher foram zerados, restando saldo apenas nos 
impostos a recuperar, assim, apenas estes irão compor o Balanço Patrimonial. 
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185
Será que os impostos a recolher são sempre zerados e os impostos a recuperar sempre 
ficam com saldo? Será que pode acontecer de um imposto ficar com saldo a recolher e 
outro imposto, com saldo a recuperar?
pensando juntos
4 
ENCERRAMENTO DAS
CONTAS DE
RESULTADO
O encerramento das contas de resultado consiste em zerar todas as contas de 
receita e todas as contas de despesa ao final do período contábil. Imagine só, se 
no último dia do mês, você tiver R$ 500,00 na sua conta bancária, no dia seguinte, 
ou seja, no primeiro dia do próximo mês, este valor ainda vai estar lá, ou seja, não 
zerou. Isso acontece com todas as contas patrimoniais, por este motivo, as contas 
de ativo, passivo e patrimônio líquido não são zeradas.
Agora imagine que, em um mês, você teve R$ 10.000,00 de receitas e R$ 
8.000,00 de despesas, ou seja, um lucro de R$ 2.000,00. Se no próximo mês, você 
já iniciar com um saldo de R$ 10.000,00 de receitas e de R$ 8.000,00 de despesas, 
você não conseguirá identificar corretamente o resultadodo próximo período. 
Para que possamos identificar corretamente o resultado de cada período, é 
necessário encerrar, ou melhor dizendo, zerar as contas de receita e as contas de 
despesa, ao final de cada período. 
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5
186
O raciocínio é parecido com a compensação dos impostos: as contas de des-
pesa que têm natureza devedora precisam receber um lançamento a crédito e 
as contas de receita que têm natureza credora precisam receber um lançamento 
a débito. Mas agora este lançamento terá como contrapartida uma conta tran-
sitória chamada “Encerramento do exercício”. Para zerar as contas de receita, o 
lançamento é o seguinte:
Débito – Contas de receita
Crédito – Encerramento do exercício
Já para zerar as contas de despesa, o lançamento é o seguinte:
Débito – Encerramento do exercício
Crédito – Contas de despesa
Depois de apurado o saldo da conta Encerramento do exercício, é possível iden-
tificar se a empresa teve lucro ou prejuízo: se o saldo for credor, a empresa teve 
lucro, se o saldo for devedor, a empresa teve prejuízo. Com esta informação, a 
empresa transfere o resultado para o Patrimônio Líquido.
Encerramento das contas de receita
Os saldos das contas de receita da empresa Estilo Ltda., ao final de janeiro, eram:
Receita de vendas
33.000,00
11.500,00
- 44.500,00
44.500,00
Receitas financeiras
150,00
150,00
150,00
A contabilização do encerramento das contas de receita no livro diário deve ser 
feita da seguinte forma:
8.1 19.1
14.1
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187
Fato 22
Data: 31/01/X1
Histórico: encerramento das contas de resultado – Contas de receita
Débito - Receita de vendas 44.500,00 
Débito - Receitas Financeiras 150,00
Crédito - Encerramento do exercício 44.650,00
Após contabilizar no livro diário, o encerramento das contas de receita também 
deve ser registrado no livro razão:
Receita de vendas
44.500,00 33.000,00
11.500,00
44.500,00 44.500,00
- -
Receitas 
financeiras
150,00 150,00
150,00 150,00
- -
Encerramento 
do exercício
44.650,00
Agora que as contas de receita estão zeradas, devemos encerrar também as contas 
de despesa.
Encerramento das contas de despesa
As contas de despesa da empresa Estilo Ltda. apresentavam os seguintes saldos 
ao final de janeiro de 20X1:
ICMS sobre 
vendas
5.940,00
2.070,00
198,00
8.010,00 198,00
7.812,00
PIS sobre
faturamento
544,50
189,75
18,15
734,25 18,15
716,10
COFINS sobre 
faturamento
2.508,00
874,00
83,60
3.382,00 83,60
3.298,40
22
8.2 8.3 8.49.2 9.3 9.4
14.2 14.3 14.4
8.1
14.1 22 19.1 22
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5
188
Devolução de 
vendas
1.100,00
1.100,00 -
1.100,00
Custo das merca-
dorias vendidas
15.096,00
4.991,00
503,20
20.087,00 503,20
19.583,80
Aluguel de mó-
veis e imóveis/
condomínio
8.000,00
8.000,00 -
8.000,00
Depreciação e 
amortização
1.666,66
1.666,66 -
1.666,66
Imposto so-
bre aplicações 
financeiras
33,75
33,75 -
33,75
Despesas 
financeiras
500,00
350,00
850,00 -
850,00
A contabilização do encerramento das contas de despesa no livro diário deve ser 
feita da seguinte maneira:
Fato 23
Data: 31/01/X1
Histórico: encerramento das Contas de Resultado – Contas de despesa 
Débito - Encerramento do exercício 43.060,71 
Crédito - ICMS sobre vendas 7.812,00 
Crédito - PIS sobre faturamento 716,10 
Crédito - COFINS sobre faturamento 3.298,40 
Crédito - Devolução de vendas 1.100,00 
Crédito - Custo das mercadorias vendidas 19.583,80 
Crédito - Aluguel de móveis e imóveis/condomínio 8.000,00 
Crédito - Depreciação e amortização 1.666,66 
Crédito - Imposto sobre aplicações financeiras 33,75 
Crédito - Despesas financeiras 850,00 
9.1
20
19.2
15
17.2
8.3 9.5
1814.3
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189
Ao transcrever o lançamento de encerramento das contas de despesa para o livro 
razão, teremos a seguinte situação:
ICMS sobre vendas
5.940,00
2.070,00
198,00
7.812,00
8.010,00 8.010,00
- -
PIS sobre
faturamento
544,50
189,75
18,15
716,10
734,25 734,25
- -
COFINS sobre 
faturamento
2.508,00
874,00
83,60
3.298,40
3.382,00 3.382,00
- -
Devolução de 
vendas
1.100,00 1.100,00
1.100,00 1.100,00
- -
Custo das merca-
dorias vendidas
15.096,00
4.991,00
503,20
19.583,80
20.087,00 20.087,00
- -
Aluguel de mó-
veis e imóveis/
condomínio
8.000,00 8.000,00
8.000,00 8.000,00
- -
Depreciação e 
amortização
1.666,66 1.666,66
1.666,66 1.666,66
- -
Imposto so-
bre aplicações 
financeiras
33,75 33,75
33,75 33,75
- -
Despesas 
financeiras
500,00
350,00
850,00
850,00 850,00
- -
Encerramento do 
Exercício
43.060,71 44.650,00
43.060,71 44.650,00
- 1.5589,29
Agora todas as contas de resultado encontram-se 
zeradas, ficando um saldo credor na conta Encer-
ramento do exercício. 
Transferência do resultado para o Patrimônio Líquido
Conforme mencionado, a conta Encerramento do exercício é uma conta tran-
sitória, isto é, uma conta utilizada, apenas, para apuração do resultado. Agora 
que já identificamos que o resultado do mês de janeiro da empresa Estilo Ltda. 
foi positivo, isto é, um lucro (o saldo da conta transitória ficou credor), devemos 
8.2
8.3 8.4
9.2
9.3 9.414.2
9.1
14.3 14.4
23
23 8.5 9.5
1814.5 23 23
23
23
2320
23 22
19.2 17.2
15
23 23
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5
190
transferi-lo para o Patrimônio Líquido. A contabilização da transferência do re-
sultado para o Patrimônio Líquido é feita da seguinte maneira:
 ■ Quando apurado lucro 
Débito – Encerramento do exercício
Crédito – Lucros acumulados
 ■ Quando apurado prejuízo
Débito – Prejuízos acumulados
Crédito – Encerramento do exercício
Como a empresa Estilo Ltda. apurou lucro no mês de janeiro, o lançamento no 
livro diário referente à transferência do resultado para o Patrimônio Líquido deve 
ser feita da seguinte forma:
Fato 24
Data: 31/01/X1
Histórico: encerramento das Contas de Resultado 
Débito - Encerramento do exercício 1.589,29 
Crédito - Lucros acumulados 1.589,29 
Assim como em todos os lançamentos, é necessário registrar também no 
livro razão:
Encerramento do exercício
43.060,71
1.589,29
44.650,00
44.650,00 44.650,00
- -
Lucros acumulados
1.589,29
- 1.589,29
1.589,29
Agora que todas as contas de resultado já foram encerradas, que o resultado do 
período já foi apurado e transferido para o Patrimônio Líquido, podemos, então, 
elaborar as demonstrações contábeis.
23 22 24
24
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191
5 
ELABORAÇÃO DAS 
DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS
Todo o processo contábil finaliza na geração de informação por meio das demonstrações 
contábeis. Neste material, apresentaremos, apenas, o Balanço Patrimonial e a Demons-
tração do Resultado do Exercício, mas existem outros relatórios como a Demonstração 
dos Fluxos de Caixa e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
Antes de elaborar as demonstrações, é comum as empresas gerarem o ba-
lancete de verificação. O balancete serve para conferir se o mecanismo de débito 
e crédito (partidas dobradas) foi aplicado corretamente, isto é, ele verifica se os 
valores a débito conferem com os valores a crédito. 
Isso, contudo, não garante que todos os lançamentos estejam corretos, pois pode 
haver lançamentos efetuados com contas contábeis erradas, mas, se os valores de 
débito e crédito estiverem iguais, o Balanço Patrimonial ficará em equilíbrio. 
O balancete de verificação pode ser feito com duas, quatro ou seis colunas. 
Utilizaremos o de seis colunas, tendo em vista que o de quatro e o de duas 
são uma simplificação. 
Balancete de Verificação Levantado em 30/01/20x1
Conta
Saldo Inicial Movimento do Período Saldo Final
 Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito 
Quadro 3 - Balancete de verificação / Fonte: os autores.
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192
Na primeira coluna, identifica-se a conta contábil. Em seguida, registra-se o 
saldo inicial da conta, identificando se é devedor ou credor. No caso da nossa 
empresa Estilo Ltda., como acabou de ser constituída, nenhuma conta contábil 
possui saldo inicial (o saldo inicial de um período é o saldo final do período 
anterior). Depois, registra-seo valor a débito e o valor a crédito que cada con-
ta movimentou durante o período. Por fim, registra-se o saldo final da conta, 
também identificando se é devedor ou credor.
Para preencher o balancete, basta observar os dados do livro razão. No livro ra-
zão da empresa Estilo Ltda., já deixamos destacado, em azul, o valor do movimento 
do período e, em vermelho, o saldo final de cada conta. Como as contas de resultado 
já foram encerradas e o resultado já foi transferido para o Patrimônio Líquido, não 
há necessidade de considerá-las no balancete. Assim, o balancete de verificação da 
empresa Estilo Ltda., referente ao mês de janeiro, é apresentado a seguir:
Empresa Estilo Ltda
Balancete de Verificação Levantado em 31/01/20x1
Conta
Saldo Inicial Movimento do Período Saldo Final 
Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito 
Caixa 16.250,00 2.600,00 13.650,00 
Banco A 139.000,00 125.100,00 13.900,00 
Aplicações finan-
ceiras de liquidez 
imediata
15.150,00 33,75 15.116,25 
Duplicatas a 
receber
11.500,00 - 11.500,00 
ICMS a recuperar 8.520,00 7.962,00 558,00 
PIS a recuperar 1.155,00 736,73 418,27 
COFINS a 
recuperar
5.320,00 3.393,40 1.926,60 
Mercadorias 
para revenda
56.508,20 21.071,37 35.436,83 
Adiantamentos a 
fornecedores
20.000,00 20.000,00 - 
Aluguel pago an-
tecipadamente
24.000,00 8.000,00 16.000,00 
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193
Empresa Estilo Ltda
Balancete de Verificação Levantado em 31/01/20x1
Instalações 100.000,00 - 100.000,00 
Móveis e utensílios 40.000,00 - 40.000,00 
Veículos 30.000,00 - 30.000,00 
(-) Instalações - 833,33 833,33 
(-) Móveis e 
utensílios - 333,33 333,33 
(-) Veículos - 500,00 500,00 
Fornecedores 
nacionais 25.000,00 50.000,00 25.000,00 
ICMS a recolher 8.010,00 8.010,00 
PIS a recolher 734,25 734,25 
COFINS a recolher 3.382,00 3.382,00 
Financiamentos a 
pagar (CP) 1.600,00 19.200,00 17.600,00 
Duplicatas 
descontadas - 11.500,00 11.500,00 
(-) Encargos 
financeiros a 
transcorrer (CP)
4.200,00 350,00 3.850,00 
Financiamentos 
a pagar (LP) - 19.200,00 19.200,00 
(-) Encargos 
financeiros a 
transcorrer (LP)
 4.200,00 - 4.200,00
Capital subscrito - 300.000,00 300.000,00 
(-) Capital a 
integralizar 300.000,00 210.000,00 90.000,00 
Lucros 
acumulados - 1.589,29 1.589,29 
Total: - - 814.529,45 814.529,45 376.555,95 376.555,95 
Quadro 4 - Balancete de verificação empresa Estilo Ltda. / Fonte: os autores.
Como você pode perceber, os valores a débito e a crédito referentes ao movimento 
do período fecharam em R$ 814.529,45, e os valores a débito e a crédito referentes 
ao saldo final fecharam em R$ 376.555,95. Assim, podemos elaborar o Balanço 
Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício.
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194
Balanço Patrimonial
O Balanço Patrimonial, conforme apresentado na Unidade 4, demonstra, de for-
ma ordenada, o conjunto dos elementos patrimoniais: Ativo, Passivo e Patrimônio 
Líquido. Para elaborar o balanço, você pode utilizar o saldo final de conta contábil 
apresentado no balancete de verificação ou no livro razão. O Balanço Patrimonial 
da empresa Estilo Ltda., encerrado em janeiro de 20X1, é apresentado a seguir: 
Empresa Estilo Ltda
Balanço Patrimonial
Encerrado em 31/01/20x1
Ativo Passivo
Ativo Circulante
Caixa e equivalentes de caixa
Caixa
Banco A
Aplicações financ. de liq. Iimed.
Contas a receber e outros créditos
Duplicatas a receber
ICMS a recuperar
PIS a recuperar
COFINS a recuperar
Estoques
Mercadorias para revenda
Despesas pagas antecipadamente
Aluguel pago antecipadamente
Ativo Não Circulante
Imobilizado
Instalações
Móveis e utensílios
Veículos
(-) Instalações 
(-) Móveis e utensílios
(-) Veículos
13.650,00 
13.900,00 
15.116,25 
11.500,00 
558,00 
418,27 
1.926,60 
35.436,83 
16.000,00 
100.000,00 
40.000,00 
30.000,00 
(833,33)
(333,33)
(500,00)
Passivo Circulante
Fornecedores
Fornecedores nacionais
Empréstimos e financiamentos
Financiamentos a pagar
Duplicatas descontadas
(-) Encargos finan. a transcorrer
Passivo Não Circulante
Empréstimos e financiamentos
Financiamentos a pagar
(-) Encargos finan. a transcorrer
Patrimônio Líquido
Capital Social
Capital subscrito
(-) Capital a integralizar
Lucros/prejuízos acumulados
Lucros acumulados
25.000,00
17.600,00
11.500,00
(3.850,00)
19.200,00
(4.200,00)
300.000,00
(90.000,00)
1.589,29
Total: 276.839,29 Total: 276.839,29 
Quadro 5 - Balanço Patrimonial empresa Estilo Ltda. / Fonte: os autores.
Perceba que o valor do balanço não é o mesmo que o apresentado no saldo final 
do balancete, isto porque, no balancete, as contas são identificas por seu saldo 
devedor ou credor, já no balanço, as contas com saldo oposto ao seu grupo, as 
chamadas contas redutoras, ficam negativas. 
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195
Demonstração do resultado do exercício
O resultado apurado pela empresa já está evidenciado no Balanço Patrimonial, 
contudo este dado é tão importante que merece um relatório que apresente como 
a empresa chegou a este resultado. Assim, a Demonstração do Resultado do Exer-
cício da empresa Estilo Ltda. é apresentada conforme a seguir: 
Empresa Estilo Ltda
Demonstração do Resultado do Exercício
Período de 01/01/20x1 a 31/01/20x1
Receita Operacional Bruta
Receita de vendas
(-) Deduções da Receita Bruta
ICMS sobre vendas
PIS sobre faturamento
COFINS sobre faturamento
Devolução de vendas
(=) Receita Operacional Líquida
(-) Custos da mercadoria vendida
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais
Despesas Administrativas
Aluguel de móveis e imóveis/condomínio
Depreciação e amortização
Despesas tributárias
Imposto sobre aplicações financeiras
(=) Resultado Antes do Resultado Financeiro
(-) Despesas Financeiras
Despesas financeiras
(+) Receitas Financeiras
Receitas financeiras
(=) Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro
(=) Lucro Líquido do Exercício
 44.500,00 
(7.812,00)
(716,10)
(3.298,40)
(1.100,00)
 31.573,50 
(19.583,80)
 11.989,70 
(8.000,00)
(1.666,66)
(33,75)
 2.289,29 
(850,00)
 150,00 
 1.589,29 
 1.589,29 
Quadro 6 - Demonstração do Resultado do Exercício da empresa Estilo Ltda / Fonte: os autores.
Não foi nossa intenção calcular e registrar os tributos sobre o lucro, por isso, o 
resultado antes dos tributos sobre o lucro ficou igual ao lucro líquido do exercí-
cio. Assim, finalizamos o processo contábil da empresa Estilo Ltda. referente ao 
período de janeiro de 20X1.
Pois é, caro(a) aluno(a), o processo contábil é extenso, por isso, você precisa 
se dedicar para ser um profissional qualificado, mas tenha certeza de que seus 
esforços serão recompensados. 
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196
CONSIDERAÇÕES FINAIS
E, então, caro(a) aluno(a), percebeu a importância de um contador para o contro-
le patrimonial das entidades contábeis? Pois é, o processo contábil é extenso, pois 
tem a responsabilidade de registrar, controlar e avaliar a situação financeira, eco-
nômica e patrimonial de uma entidade. Tudo isso de forma eficiente e confiável.
Acho que ficou claro o porquê de a tecnologia ser uma grande aliada da conta-
bilidade. Neste exemplo, contabilizamos apenas 20 fatos contábeis e os processos 
de compensação dos impostos e encerramento das contas de resultado, o que já 
pareceu extenso. Agora, imagine uma empresa real, com dezenas ou até centenas 
de fatos a serem registrados diariamente, seria praticamente impossível registrar 
tudo de forma manual. Contudo, mesmo com os avanços tecnológicos, o conta-
dor, sempre, será a "cabeça pensante" do processo contábil. Sempre haverá fatos 
inéditos a serem registrados, situações incomuns que precisarão do seu raciocínio 
para que haja um correto reconhecimento do fato. 
Nesta unidade, vimos que o processo contábil se inicia com o registro de 
todos os fatos contábeis no livro diário, o qual evidencia a data do fato, a conta 
devedora e a conta credora, o valor e o histórico. O livro diário é preenchido em 
conjunto com a ficha de controle de estoque, necessária para acompanhar os 
valores referentes às transações que envolvem itensde estoque.
Em seguida, o livro razão é preenchido por conta contábil, possibilitando a 
apuração do saldo final de cada conta, o qual é utilizado para elaborar as demons-
trações contábeis ao final do período. Após todo este processo, a empresa, ainda, 
pode conferir se o método das partidas dobradas foi aplicado corretamente, por 
meio do balancete de verificação. Se estiver tudo certo, elaboram-se as demons-
trações contábeis, conforme fizemos na empresa Estilo Ltda. Se o balancete, po-
rém, apresentar inconsistência nos valores, inicia-se um processo de verificação 
de todos os registros anteriores até encontrar o erro. 
197
na prática
Considerando os dados a seguir, realize as atividades 1, 2 e 3.
A empresa Controlar Ltda. atua no comércio de eletrodomésticos. Ao iniciar o 
mês de outubro de 20X1, a empresa possuía em seu estoque 10 unidades de 
ar-condicionado ao custo de R$ 1.100,00 cada. Ao longo do mês, ocorreram os 
seguintes fatos envolvendo esta mercadoria:
10/10 - Compra a prazo de 8 ares-condicionados no valor de R$ 1.300,00 
cada. Impostos incidentes sobre a compra: 12% de ICMS, 1,65% de PIS e 
7,6% de COFINS. 
11/10 - Devolução de 2 ares-condicionados que foram adquiridos no dia. 
10/10 - O fornecedor descontou do valor que tem a receber da empresa.
15/10 - Venda a prazo de 12 ares-condicionados no valor de R$ 1.800,00 cada. 
Impostos incidentes sobre a venda: 18% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS.
17/10 - Recebimento em devolução de 1 ar-condicionado vendido no dia. 
15/10 - A empresa descontou do valor a receber do cliente.
1. Considerando estes dados, realize a contabilização dos fatos ocorridos na empresa 
Controlar Ltda. no mês de outubro, no livro diário, e preencha a ficha de controle 
de estoque pelo método do custo médio ponderado móvel. 
2. Considerando que não havia saldo nas contas de impostos a recuperar e de impos-
tos a recolher, apure o saldo destas contas e efetue a compensação dos impostos 
no livro diário e no livro razão. 
3. Considerando, apenas, os fatos apresentados, efetue o encerramento das contas 
de resultado, registrando no livro diário e no livro razão. 
198
na prática
4. O livro diário e a ficha de controle de estoque são registrados em conjunto, isto é, 
um depende do outro. Sobre a interação entre o livro diário e a ficha de controle de 
estoque, analise as asserções, a seguir, e a relação proposta entre elas.
I - Há momentos em que as informações do livro diário são utilizadas para preen-
cher a ficha de controle de estoque, assim como há momentos em que os da-
dos da ficha de controle de estoque são utilizados para registrar o lançamento 
contábil no livro diário. 
PORQUE
II - Quando a empresa efetua compra de itens para o estoque, o registro no livro 
diário é utilizado como base para preenchimento da ficha de controle de esto-
que. Já quando a empresa efetua venda ou consumo de algum item do estoque, 
é necessário observar os dados da ficha de controle de estoque para saber o 
custo a ser registrado no lançamento do livro diário. 
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I.
c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) As asserções I e II são proposições falsas.
5. Ao final do período contábil, a empresa WXW Ltda. apresentava os seguintes saldos 
em suas contas contábeis:
Conta contábil Valor $
Caixa 3.200,00 
Banco 19.750,00 
199
na prática
Conta contábil Valor $
Duplicatas a receber 47.820,00 
Mercadorias para revenda 88.100,00
Adiantamentos a fornecedores 7.900,00
Seguros a apropriar 21.360,00
Instalações 180.500,00
Máquinas e equipamentos 77.300,00 
Veículos 84.000,00
(-) Instalações 4.630,00
(-) Máquinas e equipamentos 1.870,00
(-) Veículos 2.050,00
Fornecedores 62.300,00
ICMS a recolher 8.710,00
Financiamentos a pagar 25.800,00
Salários a pagar 15.480,00
(-) Encargos financeiros a transcorrer 1.500,00
Capital subscrito 380.000,00
(-) Capital a integralizar 30.000,00
Lucros acumulados 60.590,00
Utilizando os dados apresentados pela empresa WXW Ltda., identifique as contas 
devedoras e credoras e elabore o balancete de verificação.
200
aprimore-se
Para efetuar o controle patrimonial e, assim, gerar informação, a contabilidade rea-
liza um processo minucioso de registros. Além deste processo, as demonstrações 
contábeis também são elaboradas seguindo critérios específicos. A NBC TG 26 (R5) 
– Apresentação das demonstrações contábeis, trata deste assunto:
OBJETIVO
1. O objetivo desta Norma é definir a base para a apresentação das demons-
trações contábeis, para assegurar a comparabilidade tanto com as demons-
trações contábeis de períodos anteriores da mesma entidade quanto com 
as demonstrações contábeis de outras entidades. Nesse cenário, esta Nor-
ma estabelece requisitos gerais para a apresentação das demonstrações 
contábeis, diretrizes para a sua estrutura e os requisitos mínimos para seu 
conteúdo.
FINALIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
9. As demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posi-
ção patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. O objetivo das 
demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posi-
ção patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da en-
tidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações 
e tomada de decisões econômicas. As demonstrações contábeis também 
objetivam apresentar os resultados da atuação da administração, em face 
de seus deveres e responsabilidades na gestão diligente dos recursos que 
lhe foram confiados. Para satisfazer a esse objetivo, as demonstrações con-
tábeis proporcionam informação da entidade acerca do seguinte: (Redação 
alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11) 
201
aprimore-se
a) ativos; 
b) passivos; 
c) patrimônio líquido; 
d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas; 
e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e dis-
tribuições a eles; e 
f) fluxos de caixa.
Essas informações, juntamente com outras informações constantes das notas expli-
cativas, ajudam os usuários das demonstrações contábeis na previsão dos futuros flu-
xos de caixa da entidade e, em particular, a época e o grau de certeza de sua geração. 
Fonte: CFC (2017, on-line).
202
eu recomendo!
Contabilidade intermediária
Autor: Osni Moura Ribeiro
Editora: Saraiva
Sinopse: o livro integra uma série em quatro volumes, especial-
mente dirigida a estudantes do curso superior de Ciências Contá-
beis. Este terceiro volume apresenta temas contábeis envolven-
do operações típicas aplicadas às empresas, em geral, trazendo 
atividades práticas e testes de exame de suficiência bem como de concursos 
públicos. Trata-se de um importante instrumento de consulta e de orientação 
profissional, útil não somente na fase acadêmica, como também por ocasião do 
exercício das atividades profissionais do contador, do técnico em contabilidade e 
do administrador de empresas.
livro
203
conclusão geral
conclusão geral
Prezado(a) aluno(a)! Chegamos ao fim deste livro e eu espero que ele lhe tenha sido 
útil para seus estudos na disciplina de contabilidade intermediária e, também, que 
possa lhe ser bastante útil em suas futuras e importantes pesquisas, quando sentir 
necessidade em suas atividades acadêmicas e profissionais.
Estudamos, neste material, assuntos pertinentes ao conhecimento intermediário 
em contabilidade. Conhecimento esse que se utiliza dos fundamentos básicos dos 
procedimentos contábeis vistos nas disciplinas anteriores e que servirão como co-
nhecimentos necessários aos desafios que, certamente, virão em conteúdos mais 
avançados ao longo do curso.
Durante o livro, passamos pelosconhecimentos teórico e prático do tratamento dado 
aos estoques de uma entidade empresarial. Consideramos este um dos ativos mais im-
portantes e relevantes de uma empresa. Os produtos satisfazem às necessidades hu-
manas e, por isso, são importantes e, obviamente, são importantes para as empresas.
Estudamos, também, conteúdos relativos ao ativo imobilizado, seu processo de 
mensuração de custos de aquisição e depreciação por meio dos métodos de de-
preciação aceitos pela legislação tributária e definidos pela empresa, com base na 
liberdade dada pela legislação societária.
A contabilização das operações financeiras, geradas pelas relações das empre-
sas com instituições financeiras, e, também, a contabilização das operações de 
adiantamentos operacionais e comuns são estudadas com o objetivo de oferecer 
alternativas do tratamento contábil, o qual é dado a tais operações. 
Estudamos, ainda, as duas principais demonstrações contábeis: o Balanço Patrimo-
nial e a Demonstração de Resultado do Exercício. Demonstrações estas tradicionais e 
importantes para permitir informações relevantes para tomada de decisões. Certamen-
te, este livro apresenta um pequeno conteúdo do vasto arcabouço teórico e prático da 
Ciência Contábil, porém relevante para a formação plena dos profissionais da área.
referências
204
BRASIL. Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018. Regulamenta a tributação, a fiscaliza-
ção, a arrecadação e a administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Na-
tureza. Disponível em: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/con-
tent/id/51525535/do1-2018-11-23-decreto-n-9-580-de-22-de-novembro-de-2018-51525026. 
Acesso em: 16 set. 2020.
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. Dispo-
nível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404compilada.htm. Acesso em: 16 out. 
2020.
BRASIL. Receita Federal. Instrução Normativa RFB nº 1585, de 31 de agosto de 2015. Dispõe 
sobre o imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos e ganhos líquidos auferidos 
nos mercados financeiro e de capitais. Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/
sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=67494. Acesso em: 1 out. 2020.
BRASIL. Receita Federal. Instrução Normativa RFB n° 1700, de 14 de março de 2017. Dispõe 
sobre a determinação e o pagamento do imposto sobre a renda e da contribuição social so-
bre o lucro líquido das pessoas jurídicas e disciplina o tratamento tributário da Contribuição 
para o PIS/Pasep e da Cofins no que se refere às alterações introduzidas pela Lei nº 12.973, de 
13 de maio de 2014. Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link. 
action?visao=anotado&idAto=81268#1706802. Acesso em: 17 set. 2020.
CFC. Edital do exame de suficiência edição n° 01/19. Centenário do Sul: CFC, 2019. Disponí-
vel em: https://d3du0p87blxrg0.cloudfront.net/concursos/1506/1_888782.pdf. Acesso em: 17 
set. 2020.
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 novembro de 2019. Dá nova redação à NBC TG 
Estrutura Conceitual, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório financeiro. Dispo-
nível em: https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2019/NBCTGEC&ar-
quivo=NBCTGEC.doc. Acesso em: 15 out. 2020.
http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51525535/do1-2018-11-23-decreto-n-9-580-de-22-de-novembro-de-2018-51525026
http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51525535/do1-2018-11-23-decreto-n-9-580-de-22-de-novembro-de-2018-51525026
https://d3du0p87blxrg0.cloudfront.net/concursos/1506/1_888782.pdf
referências
205
CFC. NBC TG 16 (R2), de 24 de novembro de 2017. Altera a NBC TG 16 (R1) que dispõe so-
bre estoques. Disponível em: https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codi-
go=2017/NBCTG16(R2)&arquivo=NBCTG16(R2).doc. Acesso em: 16 set. 2020.
CFC. NBC TG 26 (R5) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, de 24 de novembro 
de 2017. Altera a NBC TG 26 (R4) que dispõe sobre apresentação das demonstrações con-
tábeis. Disponível em: https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2017/
NBCTG26(R5)&arquivo=NBCTG26(R5).doc. Acesso em: 16 out. 2020.
CFC. NBC TG 27 (R4), de 24 de novembro de 2017. Altera a NBC TG 27 (R3) que dispõe sobre 
ativo imobilizado. Disponível em: https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codi-
go=2017/NBCTG27(R4)&arquivo=NBCTG27(R4).doc. Acesso em: 17 set. 2020.
GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades: de 
acordo com as normas internacionais e do CPC. São Paulo: Atlas, 2018.
HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M. F. Teoria da contabilidade. Tradução de Antonio Zoratto 
Sanvicente. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MARION, J. C. Contabilidade básica. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
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WEG S. A. Demonstrações financeiras: 31 de dezembro de 2019 e 2018. Jaraguá do Sul: 
WEG S.A., 2020. Disponível em: https://mz-filemanager.s3.amazonaws.com/50c1bd3e-8a-
c6-42d9-884f-b9d69f690602/central-de-resultadoscentral-de-downloads/9154ba6859e6a-
545be2675163d7579eda5176df10c8810b83b5584ce87f112ea/demonstracoes_financeiras_
anuais_completas_de_2019.pdf. Acesso em: 17 set. 2020.
https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2017/NBCTG16(R2)&arquivo=NBCTG16(R2).doc
https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2017/NBCTG16(R2)&arquivo=NBCTG16(R2).doc
https://mz-filemanager.s3.amazonaws.com/50c1bd3e-8ac6-42d9-884f-b9d69f690602/central-de-resultadoscentral-de-downloads/9154ba6859e6a545be2675163d7579eda5176df10c8810b83b5584ce87f112ea/demonstracoes_financeiras_anuais_completas_de_2019.pdf
https://mz-filemanager.s3.amazonaws.com/50c1bd3e-8ac6-42d9-884f-b9d69f690602/central-de-resultadoscentral-de-downloads/9154ba6859e6a545be2675163d7579eda5176df10c8810b83b5584ce87f112ea/demonstracoes_financeiras_anuais_completas_de_2019.pdf
https://mz-filemanager.s3.amazonaws.com/50c1bd3e-8ac6-42d9-884f-b9d69f690602/central-de-resultadoscentral-de-downloads/9154ba6859e6a545be2675163d7579eda5176df10c8810b83b5584ce87f112ea/demonstracoes_financeiras_anuais_completas_de_2019.pdf
https://mz-filemanager.s3.amazonaws.com/50c1bd3e-8ac6-42d9-884f-b9d69f690602/central-de-resultadoscentral-de-downloads/9154ba6859e6a545be2675163d7579eda5176df10c8810b83b5584ce87f112ea/demonstracoes_financeiras_anuais_completas_de_2019.pdf
gabarito
206
UNIDADE 1
1. Na demonstração do resultado do exercício de uma empresa comercial, os estoques 
vendidos são demonstrados como CMV - Custos das Mercadorias Vendidas. Em uma 
empresa industrial, são demonstrados como CPV – Custos dos Produtos Vendidos. Em 
uma empresa de serviços, são demonstrados como CSP – Custo dos Serviços Prestados.
2. B.
3. 
(+) Compra 4.200,00
(-) Impostos recuperáveis 756,00
(+) Frete 180,00
(+) Seguro 100,00
(=) Custo total de aquisição 3.724,00
(/) Quantidade adquirida 120
(=) Custo unitário de aquisição 31,03
4. Pelo lançamento da compra
Débito – Mercadorias (Ativo) 1.800,00
Crédito – Fornecedores (Passivo) 1.800,00
• Pelo reconhecimento dos impostos a recuperar
Débito – ICMS a recuperar (Ativo) 216,00
Débito – PIS a recuperar (Ativo) 29,70
Débito – COFINS a recuperar (Ativo) 136,80
Crédito – Mercadorias (Ativo) 382,50
gabarito
207
5. 
Mercadoria: XXXXXXX Critério: PEPS
Data
Descri-
ção
Entrada Saída Saldo
Quant.
Valor 
Unit.
Total Quant.
Valor 
Unit.
Total Quant.
Valor 
Unit.
Total
01/01 Saldo inicial - - - - - - 30 60,00 1.800,00
05/01 Compra 40 62,00 2.480,00 - - -
30
40
70
60,00
62,00
1.800,00
2.480,00
4.280,00
10/01 Venda - - -
30
20
50
60,00
62,00
1.800,00
1.240,00
3.040,00
20 62,00 1.240,00
12/01 Venda - - - 10 62,00 620,00 10 62,00 620,00
20/01 Compra 40 65,00 2.600,00 - - -
10
40
50
62,00
65,00
620,00
2.600,00
3.220,00
31/01 Venda- - -
10
20
30
62,00
65,00
620,00
1.300,00
1.920,00
20 65,00 1.300,00
Total do período 80 5.080,00 90 5.580,00 20 1.300,00
6. 
Mercadoria: XXXXXXX Critério: PEPS
Data
Descri-
ção
Entrada Saída Saldo
Quant.
Valor 
Unit.
Total Quant.
Valor 
Unit.
Total Quant.
Valor 
Unit.
Total
01/01
Saldo 
inicial
- - - - - - 0 0,00 0,00
10/01 Compra 200 20,00 4.000,00 - - - 200 20,00 4.000,00
14/01 Venda - - - 180 20,00 3.600,00 20 20,00 400,00
20/01 Compra 200 22,00 4.000,00 - - - 220 21,82 4.800,00
31/01 Venda - - - 160 21,82 3.491,20 60 21,82 1.308,80
Total do período 400 8.400,00 340 7.091,20 60 1.308,80
gabarito
208
UNIDADE 2
1. Custo de aquisição de aquisição
Preço de compra 52.000,00
(-) Tributos recuperáveis (125.000 x 12%) 6.240,00
(+) Transporte 2.000,00
Total 47.760,00
• Contabilização da compra
Débito – Equipamentos (Ativo) 52.000,00
Crédito – Caixa (Ativo) 52.000,00
• Contabilização dos tributos recuperáveis
Débito – ICMS a recuperar (Ativo) 6.240,00
Crédito – Equipamentos (Ativo) 6.240,00
• Contabilização do transporte
Débito – Equipamentos (Ativo) 2.000,00
Crédito – Caixa (Ativo) 2.000,00
2. Pagamento da primeira parcela do consórcio
Débito – Direitos de consórcio (Ativo) 1.500,00
Crédito – Banco (Ativo) 1.500,00
• Contemplação do veículo
Débito – Veículos (Ativo) 90.000,00
Crédito – Direitos de consórcio (Ativo) 45.000,00
Crédito – Consórcios a pagar – CP (Passivo) 18.000,00
Crédito – Consórcios a pagar – LP (Passivo) 27.000,00
gabarito
209
3. Valor depreciável = 500.000 – 20.000 = 480.000
Soma dos dígitos = 1+2+3+4+5 = 15
ANO CÁLCULO DEPRECIAÇÃO ANUAL (R$)
1º Ano 5
15
480 000 00�
�
�
�
�
�� . , 160 000 00. ,
2º Ano 4
15
480 000 00�
�
�
�
�
�� . , 128 000 00. ,
3º Ano 3
15
480 000 00�
�
�
�
�
�� . , 96 000 00. ,
4º Ano 2
15
480 000 00�
�
�
�
�
�� . , 64 000 00. ,
5º Ano 1
15
480 000 00�
�
�
�
�
�� . , 32 000 00. ,
Total 480 000 00. ,
Depreciação do primeiro mês = 160.000 / 12 = 13.333,33
Débito – Produtos em elaboração (Ativo) 13.333,33
Crédito – Depreciação acumulada (Ativo) 13.333,00
4. C. 
5. E.
gabarito
210
UNIDADE 3
1. Aplicação financeira:
Débito – Aplicação financeira de liquidez imediata (Ativo) 250.000,00
Crédito – Banco (Ativo) 250.000,00
Rendimento obtido:
Débito – Aplicação Financeira de Liquidez Imediata (Ativo) 1.250,00
Crédito – Receitas Financeiras (Resultado) 1.250,00
Imposto de renda retido na fonte:
Débito – Impostos sobre aplicação financeira (Resultado) 260,00
Crédito – Aplicação financeira de liquidez imediata (Ativo) 260,00
2. Adiantamento de viagem
Débito – Adiantamento de viagens (Ativo) 200,00
Crédito – Caixa (Ativo) 200,00
Prestação de contas 
Débito – Despesa com hospedagens (Resultado) 90,00
Débito – Despesa com refeições (Resultado) 30,00
Débito – Despesa com combustíveis (Resultado) 40,00
Crédito – Adiantamento de viagens (Ativo) 160,00
Débito – Caixa (Ativo) 40,00
Crédito – Adiantamento de viagens (Ativo) 40,00
3. B.
gabarito
211
4. Assinatura do contrato
Débito – Assinatura de jornais e revistas a apropriar (Ativo) 1.200,00
Crédito – Outras contas a pagar (Passivo) 1.200,00
Pagamento da parcela do mês janeiro
Débito – Outras contas a pagar (Passivo) 200,00
Crédito – Caixa ou Banco (Ativo) 200,00
Reconhecimento da despesa do mês de janeiro
Débito – Despesa com jornais e revistas (Resultado) 100,00
Crédito – Assinatura de jornais e revistas a apropriar (Ativo) 100,00
5. (1) Contratação do empréstimo
Débito – Banco (Ativo Circulante) 180.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante) 180.000,00
(2) Reconhecimento dos juros
Débito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Circulante) 12.000,00
Crédito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante) 12.000,00
(3) Pagamento da primeira parcela
Débito – Empréstimos a pagar (Passivo Circulante) 16.000,00
Crédito – Banco (Ativo Circulante) 16.000,00
(4) Apropriação dos juros da primeira parcela
Débito – Juros sobre empréstimos bancários (Resultado) 1.000,00
Crédito – Encargos financeiros a transcorrer (Passivo Circulante) 1.000,00
gabarito
212
UNIDADE 4
1. E.
2. 
Conta Valor (R$)
A realizar-se 
em:
Classificação
Salários a Pagar 20.000,00 20X2 Passivo Circulante
Caixa 1.000,00 20X2 Ativo Circulante
Estoques 100.000,00 20X2 Ativo Circulante
Veículos 30.000,00 Sem Previsão Ativo Não Circulante
Impostos a Pagar 20.000,00 20X2 Passivo Circulante
Empréstimos a Pagar 80.000,00 20X2 Passivo Circulante
Contas a Receber 40.000,00 20X2 Ativo Circulante
Móveis e Utensílios 15.000,00 Sem Previsão Ativo Não Circulante
Contas a Receber 5.000,00 20X3 Ativo Não Circulante
Financiamentos a 
Pagar
40.000,00 20X3
Passivo Não Circu-
lante
Banco 20.000,00 20X2 Ativo Circulante
Capital Social 31.000,00 Sem Previsão Patrimônio Líquido
Reserva de Lucros 20.000,00 Sem Previsão Patrimônio Líquido 
BALANÇO PATRIMONIAL ENCERRADO EM 20X1
ATIVO PASSIVO
ATIVO CIRCULANTE 161.000,00 PASSIVO CIRCULANTE 120.000,00
Caixa 1.000,00 Salários a Pagar 20.000,00
Banco 20.000,00 Impostos a Pagar 20.000,00
Contas a Receber 40.000,00 Empréstimos a Pagar 80.000,00
gabarito
213
BALANÇO PATRIMONIAL ENCERRADO EM 20X1
ATIVO PASSIVO
Estoques 100.000,00
PASSIVO NÃO 
CIRCULANTE
40.000,00
ATIVO NÃO 
CIRCULANTE
50.000,00
Financiamentos a 
Pagar
40.000,00
Realizável a longo 
prazo
5.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 51.000,00
Imobilizado 45.000,00 Capital Social 31.000,00
Reserva de Lucros 20.000,00
Total do Ativo: 211.000,00 Total do Passivo + PL 211.000,00
3. D.
Demonstração de Resultado do Exercício
Receita Bruta 140.000,00
(-) Deduções (18.000,00)
(-) Tributos sobre as Vendas (18.000,00)
(=) Receita Líquida 122.000,00
(-) Custo das Vendas (102.000,00)
(=) Lucro Bruto 20.000,00
(-) Despesas Operacionais (20.000,00)
(=) Lucro Antes do Resultado Financeiro 0,00
(-) Despesas Financeiras (4.000,00)
(=) Lucro Líquido (4.000,00)
gabarito
214
4. E.
5. 
Demonstração de Resultado do Exercício
Receita Bruta 380.000,00
(-) Deduções (88.750,00)
(-) Tributos sobre as Vendas (81.750,00)
(-) Devoluções de vendas (5.000,00)
(-) Abatimentos sobre as vendas (2.000,00)
(=) Receita Líquida 291.250,00
(-) Custo das Vendas (150.000,00)
(=) Lucro Bruto 141.250,00
(-) Despesas Operacionais (45.000,00)
(-) Despesas com Vendas (10.000,00)
(-) Despesas Administrativas (35.000,00)
(=) Lucro Antes do Resultado Financeiro 96.250,00
(-) Despesas Financeiras (2.000,00)
(+) Receitas Financeiras 3.500,00
(=) Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro 97.750,00
(-) Tributos sobre o Lucro (5.700,00)
(-) Imposto de Renda sobre o Lucro (3.600,00)
(-) Contribuição Social sobre o Lucro (2.100,00)
(=) Resultado das Operações Continuadas 92.050,00
(-) Despesas não Operacionais (25.000,00)
(=) Lucro Líquido 67.050,00
gabarito
215
UNIDADE 5
1. 
Data: 10/10/X1
Histórico: compra a prazo de 8 ares-condicionados no valor de R$ 1.300,00 
cada. Impostos incidentes sobre a compra: 12% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% 
de COFINS.
Débito - Mercadorias para revenda 8.190,00 
Débito - ICMS a recuperar 1.248,00 
Débito - PIS a recuperar 171,60 
Débito - COFINS a recuperar 790,40 
Crédito - Fornecedores nacionais 10.400,00 
Data: 11/10/X1
Histórico: devolução de 2 ares-condicionados que foram adquiridos no dia 
10/10. O fornecedor descontou do valor que tem a receber da empresa.
Débito - Fornecedores nacionais 2.600,00 
Crédito - Mercadorias para revenda 2.047,50 
Crédito - ICMS a recuperar 312,00 
Crédito - PIS a recuperar 42,90 
Crédito - COFINS a recuperar 197,60 
gabarito
216
Data: 15/10/X1
Histórico: venda a prazo de 12 ares-condicionados no valor de R$ 1.800,00 cada. 
Impostos incidentes sobre a venda: 18% de ICMS, 1,65% de PIS e 7,6% de COFINS.
Débito - Duplicatas a receber 21.600,00 
Crédito - Receita de vendas 21.600,00 
Débito - ICMS sobre vendas 3.888,00 
Crédito - ICMS a recolher 3.888,00 
Débito - PIS sobre faturamento 356,40 
Crédito - PIS a recolher 356,40 
Débito - COFINS sobrefaturamento 1.641,60 
Crédito - COFINS a recolher 1.641,60 
Débito - Custo das mercadorias vendidas 12.856,92 
Crédito - Mercadorias para revenda 12.856,92 
gabarito
217
Data: 17/10/X1
Histórico: recebimento em devolução de 1 ar-condicionado vendido no dia 
15/10. A empresa descontou do valor a receber do cliente.
 Débito - Devoluções de venda 1.800,00 
 Crédito - Duplicatas a receber 1.800,00 
 Débito - ICMS a recolher 324,00 
Crédito - ICMS sobre vendas 324,00 
 
Débito - PIS a recolher 29,70 
Crédito - PIS sobre faturamento 29,70 
 
Débito - COFINS a recolher 136,80 
Crédito - COFINS sobre faturamento 136,80 
 
Débito - Mercadorias para revenda 1.071,41
Crédito - Custo das mercadorias vendidas 1.071,41
gabarito
218
Ficha de Controle de Estoque
Mercadorias: Ar-condicionado Critério: MPM
Data
Descri-
ção das 
Opera-
ções
Entrada Saída Saldo
Quant. Valor Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total Quant.
Valor 
Unit. Total
01/
out
Saldo 
inicial 10 1.100,00 11.000,00 
10/
out Compra 8 1.023,75 8.190,00 18 1.066,11 19.190,00 
11/
out
Devolu-
ção de 
compra
-2 1.023,75 -2.047,50 16 1.071,41 17.142,50 
15/
out Venda 12 1.071,41 12.856,92 4 1.071,40 4.285,58 
17/
out
Devolu-
ção de 
venda
-1 1.071,41 -1.071,41 5 1.071,40 5.356,99 
Total: 6 6.142,50 11 11.785,51 5 5.356,99 
2. Saldo das contas de impostos
 ICMS a recuperar
1.248,00
 
312,00
 
1.248,00 312,00 
936,00 
I PIS a recuperar
171,60 42,90 
171,60 42,90 
128,70 
COFINS a recuperar
790,40 197,60 
790,40 197,60 
592,80 
 ICMS a recolher
 324,00 3.888,00 
324,00 3.888,00 
3.564,00 
 PIS a recolher
 29,70 356,40 
29,70 356,40 
326,70 
 COFINS a recolher
136,80 1.641,60 
136,80 1.641,60 
1.504,80 
gabarito
219
Compensação dos impostos – Livro diário
Data: 31/10/X1
Histórico: compensação dos impostos 
 Débito - ICMS a recolher 936,00
 Crédito - ICMS a recuperar 936,00
 
 Débito - PIS a recolher 128,70
 Crédito - PIS a recuperar 128,70
 Débito - COFINS a recolher 592,80
 Crédito - COFINS a recuperar 592,80
Compensação dos impostos – Livro razão
ICMS a recuperar
1.248,00 312,00
936,00 
1.248,00 1.248,00 
- - 
PIS a recuperar
171,60 42,90
128,70 
171,60 171,60 
- -
COFINS a recuperar
790,40 197,60 
592,80 
790,40 790,40 
- 0
ICMS a recolher
324,00 
936,00 
3.888,00 
1.260,00 3.888,00 
2.628,00 
PIS a recolher
29,70
128,70 
356,40 
158,40 356,40 
198,00 
 COFINS a recolher
136,80 
592,80 
1.641,60 
729,60 1.641,60 
912,00 
gabarito
220
3. Saldo das contas de resultado
Receita de vendas
21.600,00 
21.600,00 
21.600,00 
 ICMS sobre vendas
3.888,00 324,00 
3.888,00 324,00 
3.564,00 
 PIS sobre faturamento
356,40 29,70
 
356,40 29,70 
326,70 
 COFINS sobre faturamento
1.641,60 136,80 
1.641,60 136,80 
1.504,80 
Custo das mercadorias vendidas
12.856,92 1.071,41
 
12.856,92 1.071,41 
11.785,51 
Devolução de vendas
 1.800,00
 
1.800,00 
1.800,00 
Encerramento das contas de resultado – Livro diário
Data: 31/10/X1
Histórico: compensação dos impostos 
Débito - Receita de vendas 21.600,00
Crédito - Encerramento do exercício 21.600,00
Débito - Encerramento do exercício 18.981,01
Crédito - ICMS sobre vendas 3.564,00
Crédito - PIS sobre faturamento 326,70
Crédito - COFINS sobre faturamento 1.504,80
Crédito - Devolução de vendas 1.800,00
gabarito
221
Crédito - Custo das mercadorias vendidas 11.785,51
Débito – Encerramento do exercício 2.618,99
Crédito – Lucros acumulados 2.618,99
Encerramento das contas de resultado – Livro razão
Receita de vendas
21.600,00 21.600,00
 
21.600,00 21.600,00 
- -
ICMS sobre vendas
3.888,00 324,00
3.564,00 
3.888,00 3.888,00 
- -
PIS sobre faturamento
356,40 29,70 
326,70 
 356,40 356,40 
 - - 
COFINS sobre faturamento
1.641,60 136,80 
1.504,80 
1.641,60 1.641,60 
 - - 
Custo das mercadorias vendidas
12.856,92 1.071,41
11.785,51 
12.856,92 12.856,92 
 - - 
Devolução de vendas
 1.800,00 1.800,00 
 1.800,00 1.800,00 
 - - 
Encerramento do exercício
 18.981,01
2.618,99 
 21.600,00 
 21.600,00 21.600,00 
 - - 
Lucros acumulados
2.618,99 
 
2.618,99 
2.618,99 
gabarito
222
4. A.
5. 
Balancete de Verificação
Conta
Saldo Final 
Débito Crédito 
Caixa 3.200,00 
Banco 19.750,00 
Duplicatas a receber 47.820,00 
Mercadorias para revenda 88.100,00 
Adiantamentos a fornecedores 7.900,00 
Seguros a apropriar 21.360,00 
Instalações 180.500,00 
Máquinas e equipamentos 77.300,00 
Veículos 84.000,00 
(-) Instalações 4.630,00 
(-) Máquinas e equipamentos 1.870,00 
(-) Veículos 2.050,00 
Fornecedores 62.300,00 
ICMS a recolher 8.710,00 
Financiamentos a pagar 25.800,00 
Salários a pagar 15.480,00 
(-) Encargos financeiros a transcorrer 1.500,00 
Capital subscrito 380.000,00 
(-) Capital a integralizar 30.000,00 
Lucros acumulados 60.590,00 
Total: 561.430,00 561.430,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
anotações
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
anotações
	OPERAÇÕES COM
	ESTOQUE
	ATIVO 
	IMOBILIZADO
	OPERAÇÕES FINANCEIRAS 
	E ANTECIPAÇÕES
	BALANÇO PATRIMONIAL
E DEMONSTRAÇÃO
	DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
	EXEMPLO PRÁTICO
	conclusão geral
	2et92p0
	tyjcwt
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	F72787200
	F72787201
	F72787204
	F72787206
	F72787208
	F72787210
	F72787213
	F72787216
	F72787218
	F72787219
	F72787220
	F72787223
	F72787225
	_gjdgxs
	Botão 2: 
	Botão 4: 
	Botão 1: