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EXERCÍCIOS DE CONTABILIDADE GERAL TODOS OS TÓPICOS Para aumentar os saldos das contas de patrimônio líquido, ativo, e passivo, os lançamentos contábeis podem ser feitos de acordo com transações específicas que impactam essas categorias. Vamos ver exemplos práticos de lançamentos para cada uma dessas contas: 1. Patrimônio Líquido (aumenta com lançamentos a crédito) · Exemplo de Lançamento: Aumento de capital social. · Transação: Um sócio faz uma nova integralização de capital. · Lançamento: · Débito: Caixa (Ativo) · Crédito: Capital Social (Patrimônio Líquido) 2. Ativo (aumenta com lançamentos a débito) · Exemplo de Lançamento: Compra de equipamentos à vista. · Transação: A empresa adquire um novo equipamento pagando em dinheiro. · Lançamento: · Débito: Equipamentos (Ativo) · Crédito: Caixa (Ativo) 3. Passivo (aumenta com lançamentos a crédito) · Exemplo de Lançamento: Obtenção de um empréstimo bancário. · Transação: A empresa contrai um empréstimo de R$ 50.000. · Lançamento: · Débito: Caixa (Ativo) · Crédito: Empréstimos a Pagar (Passivo) Esses lançamentos aumentam os saldos de cada uma das categorias mencionadas, de acordo com as regras da contabilidade de partidas dobradas. Os planos de contas são estruturados para organizar e classificar as contas contábeis de uma empresa, possibilitando o registro e controle das movimentações financeiras. Dependendo do tipo de empresa e sua atividade, podem ser utilizados diferentes tipos de plano de contas. Abaixo estão dois exemplos distintos: 1. Plano de Contas Simplificado (para pequenas empresas ou MEIs) Esse tipo de plano é utilizado por empresas de pequeno porte, onde a estrutura contábil é menos complexa, e há uma menor quantidade de contas. Exemplo de Estrutura: · 1. Ativo · 1.1. Ativo Circulante · 1.1.1. Caixa · 1.1.2. Bancos · 1.1.3. Clientes · 1.2. Ativo Não Circulante · 1.2.1. Imobilizado · 1.2.2. Intangível · 2. Passivo · 2.1. Passivo Circulante · 2.1.1. Fornecedores · 2.1.2. Empréstimos Bancários · 2.2. Passivo Não Circulante · 2.2.1. Empréstimos de Longo Prazo · 3. Patrimônio Líquido · 3.1. Capital Social · 3.2. Lucros Acumulados · 4. Receitas · 4.1. Receita de Vendas · 4.2. Receita de Serviços · 5. Despesas · 5.1. Despesas com Pessoal · 5.2. Despesas Administrativas Esse plano é simples e adequado para pequenas empresas que não têm muitas transações complexas. 2. Plano de Contas Empresarial ou Corporativo (para grandes empresas) Empresas maiores ou com operações mais complexas utilizam um plano de contas mais detalhado, contemplando diferentes áreas e operações. Exemplo de Estrutura: · 1. Ativo · 1.1. Ativo Circulante · 1.1.1. Caixa e Equivalentes · 1.1.2. Contas a Receber · 1.1.3. Estoques · 1.1.4. Aplicações Financeiras · 1.2. Ativo Não Circulante · 1.2.1. Imobilizado · 1.2.1.1. Terrenos · 1.2.1.2. Edificações · 1.2.2. Investimentos · 1.2.3. Intangível · 2. Passivo · 2.1. Passivo Circulante · 2.1.1. Fornecedores · 2.1.2. Empréstimos e Financiamentos · 2.1.3. Obrigações Tributárias · 2.2. Passivo Não Circulante · 2.2.1. Empréstimos de Longo Prazo · 2.2.2. Provisões · 2.2.3. Obrigações Trabalhistas · 3. Patrimônio Líquido · 3.1. Capital Social · 3.2. Reservas de Lucros · 3.3. Ajustes de Avaliação Patrimonial · 4. Receitas · 4.1. Receita Bruta de Vendas · 4.2. Receita de Serviços · 4.3. Receita Financeira · 4.4. Receita de Dividendos · 5. Despesas · 5.1. Despesas Operacionais · 5.1.1. Despesas com Pessoal · 5.1.2. Despesas Administrativas · 5.2. Despesas Financeiras · 5.3. Depreciação e Amortização Esse plano de contas mais complexo permite à empresa ter maior controle e detalhamento sobre suas operações. Esses são dois exemplos distintos de planos de contas, adequados a diferentes perfis de empresas. Um plano de contas é composto por dois tipos principais de contas: 1. Contas Patrimoniais As contas patrimoniais são aquelas que fazem parte da estrutura patrimonial da empresa, ou seja, representam os bens, direitos, obrigações e o patrimônio líquido da entidade. Essas contas aparecem no balanço patrimonial e podem ser classificadas em: · Ativo: Representa os bens e direitos da empresa. Exemplo: Caixa, Contas a Receber, Imobilizado. · Passivo: Representa as obrigações e dívidas da empresa. Exemplo: Fornecedores, Empréstimos a Pagar. · Patrimônio Líquido: Representa o valor residual dos ativos da empresa depois de subtraídas as obrigações (passivos). Exemplo: Capital Social, Lucros Acumulados. 2. Contas de Resultado As contas de resultado são aquelas que afetam o resultado econômico da empresa, ou seja, são utilizadas para registrar as receitas e despesas. Elas aparecem na demonstração do resultado do exercício (DRE) e são classificadas em: · Receitas: São os ingressos econômicos que aumentam o patrimônio da empresa. Exemplo: Receita de Vendas, Receita de Serviços. · Despesas: São os gastos ou sacrifícios econômicos que reduzem o patrimônio da empresa. Exemplo: Despesas Administrativas, Despesas com Pessoal. Esses dois tipos de contas (patrimoniais e de resultado) formam a base de qualquer plano de contas, permitindo a análise tanto da situação financeira (bens e obrigações) quanto do desempenho econômico (receitas e despesas) da empresa. Uma companhia vendeu mercadorias à vista por R$ 500.000,00, cujo custo da aquisição, feita a prazo, foi R$ 386.000,00. A companhia, na ocasião da venda, não tinha quitado ainda a dívida com seu fornecedor. O registro contábil da operação de venda provocará: Ao registrar a venda de mercadorias e o custo correspondente, teremos dois lançamentos contábeis distintos: 1. Registro da Receita de Venda: A empresa vendeu mercadorias à vista por R$ 500.000,00. Esse valor entrará como um aumento no ativo (Caixa) e uma receita (Receita de Vendas), que impacta diretamente o resultado. · Débito: Caixa (Ativo) - R$ 500.000,00 · Crédito: Receita de Vendas (Receita) - R$ 500.000,00 2. Registro do Custo da Mercadoria Vendida (CMV): O custo da mercadoria vendida foi R$ 386.000,00, que será baixado do estoque (ativo) e reconhecido como uma despesa de custo de vendas. · Débito: Custo das Mercadorias Vendidas (Despesa) - R$ 386.000,00 · Crédito: Estoque de Mercadorias (Ativo) - R$ 386.000,00 Neste ponto, a empresa ainda não quitou a dívida com o fornecedor pela compra da mercadoria, logo o passivo permanece inalterado por enquanto. A operação de venda, por si só, não afeta o passivo, pois o débito relacionado à aquisição da mercadoria já foi registrado anteriormente quando a compra a prazo foi efetuada. Ao registrar a venda de mercadorias e o custo correspondente, teremos dois lançamentos contábeis distintos: 1. Registro da Receita de Venda: A empresa vendeu mercadorias à vista por R$ 500.000,00. Esse valor entrará como um aumento no ativo (Caixa) e uma receita (Receita de Vendas), que impacta diretamente o resultado. · Débito: Caixa (Ativo) - R$ 500.000,00 · Crédito: Receita de Vendas (Receita) - R$ 500.000,00 2. Registro do Custo da Mercadoria Vendida (CMV): O custo da mercadoria vendida foi R$ 386.000,00, que será baixado do estoque (ativo) e reconhecido como uma despesa de custo de vendas. · Débito: Custo das Mercadorias Vendidas (Despesa) - R$ 386.000,00 · Crédito: Estoque de Mercadorias (Ativo) - R$ 386.000,00 Neste ponto, a empresa ainda não quitou a dívida com o fornecedor pela compra da mercadoria, logo o passivo permanece inalterado por enquanto. A operação de venda, por si só, não afeta o passivo, pois o débito relacionado à aquisição da mercadoria já foi registrado anteriormente quando a compra a prazo foi efetuada. Impactos nas Demonstrações Contábeis: · Ativo: Aumenta em R$ 500.000,00 (entrada no caixa) e diminui em R$ 386.000,00 (saída do estoque). · Receita (Resultado): Aumenta em R$ 500.000,00 (venda). · Despesa (Resultado): Aumenta em R$ 386.000,00 (custo da mercadoria vendida). Resultado Final: O lucro bruto da operação será de R$ 114.000,00, que é a diferença entre a receita da venda e o custo da mercadoria (R$ 500.000,00 - R$ 386.000,00). O principal objetivo de uma auditoria nas demonstrações financeirasde uma empresa é emitir uma opinião independente sobre a confiabilidade, fidelidade e aderência dessas demonstrações às normas contábeis aplicáveis (como as Normas Internacionais de Contabilidade – IFRS ou as Normas Brasileiras de Contabilidade). A auditoria busca assegurar que as demonstrações financeiras reflitam de forma justa a posição patrimonial, financeira e o desempenho da empresa, sem erros materiais, fraudes ou omissões significativas. Especificamente, os objetivos incluem: 1. Verificar a Conformidade: Assegurar que as demonstrações financeiras estão de acordo com as normas e princípios contábeis aplicáveis. 2. Assegurar a Transparência: Garantir que as informações financeiras fornecidas aos usuários (acionistas, investidores, órgãos reguladores, etc.) sejam claras, corretas e compreensíveis. 3. Detectar Erros e Fraudes: Identificar possíveis distorções, fraudes ou erros materiais que possam impactar negativamente a precisão das demonstrações financeiras. 4. Avaliar Controles Internos: Avaliar a eficácia dos controles internos da empresa, garantindo que as transações estão sendo registradas adequadamente e os ativos estão sendo protegidos. 5. Fornecer Confiança ao Mercado: A auditoria aumenta a confiança de investidores, credores e outras partes interessadas na exatidão das demonstrações financeiras, facilitando a tomada de decisões econômicas baseadas nessas informações. Portanto, o papel da auditoria é fornecer uma garantia razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorções relevantes, o que aumenta a confiança nas informações financeiras da empresa. A contabilidade utiliza o método das partidas dobradas, que garante que para todo lançamento contábil há um débito correspondente a um crédito de igual valor. Com base nisso, a verificação periódica da igualdade entre débitos e créditos no sistema contábil é feita por meio da elaboração do balancete de verificação. Como funciona o balancete de verificação: O balancete de verificação é um relatório contábil que lista todas as contas da contabilidade, mostrando seus respectivos saldos devedores e credores. Ele é utilizado para confirmar que, em um dado período, a soma dos débitos é igual à soma dos créditos, mantendo o sistema contábil equilibrado. Etapas da verificação: 1. Levantamento dos Saldos: O balancete compila os saldos de todas as contas do livro razão (ou razão contábil), divididos entre contas devedoras e contas credoras. 2. Soma dos Débitos e Créditos: Após levantar os saldos, somam-se todos os débitos e todos os créditos. 3. Conferência da Igualdade: A soma dos saldos devedores e credores deve ser igual, o que confirma que as partidas dobradas foram aplicadas corretamente e que o sistema contábil está equilibrado. Exemplo de Balancete de Verificação Simplificado: Neste exemplo, a soma dos débitos (R$ 22.000) é igual à soma dos créditos (R$ 22.000), indicando que a contabilidade está equilibrada. Finalidade do balancete de verificação: · Identificar Erros: Caso haja discrepâncias entre os totais de débitos e créditos, pode ser um sinal de erro no lançamento contábil, como um débito ou crédito faltante. · Auxiliar na Análise Financeira: O balancete ajuda os contadores e gestores a revisar o saldo de todas as contas da empresa, proporcionando uma visão geral antes da preparação das demonstrações financeiras. Em resumo, a verificação periódica da igualdade entre débitos e créditos é feita com o balancete de verificação, que garante que o sistema contábil está corretamente balanceado conforme o princípio das partidas dobradas. A principal diferença entre o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultados (DR) (também conhecida como Demonstração do Resultado do Exercício – DRE) é o tipo de informações que cada uma delas apresenta e o período a que se referem: A principal diferença entre o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultados (DR) (também conhecida como Demonstração do Resultado do Exercício – DRE) é o tipo de informações que cada uma delas apresenta e o período a que se referem: 1. Balanço Patrimonial: · Objetivo: O Balanço Patrimonial apresenta a situação financeira e patrimonial da empresa em um determinado momento no tempo, geralmente no final de um período contábil (como o final de um exercício fiscal). · O que mostra: Ele é composto por três grandes grupos: · Ativos: Bens e direitos que a empresa possui (Ex.: Caixa, Contas a Receber, Estoques). · Passivos: Obrigações da empresa, como dívidas e compromissos (Ex.: Fornecedores, Empréstimos a Pagar). · Patrimônio Líquido: A diferença entre ativos e passivos, representando o valor que os proprietários têm na empresa (Ex.: Capital Social, Reservas de Lucros). · Natureza: É uma fotografia da empresa em um determinado instante, mostrando o que ela possui e o que deve. 2. Demonstração de Resultados (DR/DRE): · Objetivo: A DRE demonstra o desempenho econômico da empresa ao longo de um período contábil (geralmente um ano ou um trimestre). · O que mostra: A DRE é composta por contas que refletem as operações de receitas e despesas, divididas em: · Receitas: Ingressos obtidos pela empresa com suas atividades operacionais e não operacionais (Ex.: Receita de Vendas, Receita de Serviços). · Despesas: Gastos que a empresa incorreu para gerar essas receitas (Ex.: Despesas Operacionais, Custo das Mercadorias Vendidas). · Resultado: A diferença entre as receitas e as despesas resulta no lucro ou prejuízo do período. · Natureza: É um fluxo que mede a performance ao longo de um intervalo de tempo, demonstrando se a empresa teve lucro ou prejuízo em suas operações. Resumo da Diferença: · Balanço Patrimonial: Mostra o que a empresa possui e deve em um determinado momento (posição estática). · Demonstração de Resultados (DR/DRE): Mostra como a empresa operou ao longo de um período, ou seja, se gerou lucro ou prejuízo (posição dinâmica). Ambas as demonstrações são complementares: o Balanço Patrimonial foca na estrutura patrimonial e financeira, enquanto a DRE foca no desempenho operacional. Os sistemas de escrituração contábil das empresas devem atender a várias características fundamentais para garantir a acuracidade, transparência, segurança e conformidade com as normas contábeis. Essas características asseguram que o processo de registro contábil seja eficiente, confiável e compatível com os requisitos legais. Abaixo estão as principais características que um sistema de escrituração contábil deve ter: 1. Fidedignidade e Exatidão · O sistema deve garantir que todas as transações sejam registradas com precisão, de forma que os dados contábeis reflitam a realidade financeira e patrimonial da empresa. · As informações registradas devem ser completas e livres de erros materiais, assegurando que as demonstrações financeiras sejam corretas. 2. Transparência · As informações contábeis devem ser claras e acessíveis, permitindo que gestores, investidores e partes interessadas compreendam a posição financeira e o desempenho da empresa. · A transparência é essencial para construir confiança entre os stakeholders e assegurar que as informações financeiras possam ser auditadas e analisadas com facilidade. 3. Conformidade Legal · O sistema deve estar de acordo com as normas e legislações contábeis vigentes, como as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), os Princípios Contábeis e, em alguns casos, as IFRS (Normas Internacionais de Relatório Financeiro). · Também deve estar em conformidade com as exigências fiscais, como o SPED Contábil no Brasil, e possibilitar o atendimento às obrigações tributárias e regulatórias. 4. Segurança e Integridade · O sistema deve assegurar a segurança dos dados, com mecanismos de controle de acesso, garantindo que apenas pessoas autorizadas possam inserir ou modificar as informações contábeis. · Deve haver mecanismos de backup e rastreabilidade (log de auditoria), permitindo identificar quem fez os registros e em que momento, além de prevenir fraudes e acessos não autorizados. 5. Rastreabilidade e Auditoria · Deve ser possível rastrear e verificarcada transação registrada, ligando os lançamentos no livro diário ao livro razão e, posteriormente, às demonstrações financeiras. Isso facilita a auditoria e a revisão das contas. · O sistema deve fornecer um histórico detalhado de todas as transações, permitindo a verificação do processo contábil em qualquer momento. Os sistemas de escrituração contábil das empresas devem atender a várias características fundamentais para garantir a acuracidade, transparência, segurança e conformidade com as normas contábeis. Essas características asseguram que o processo de registro contábil seja eficiente, confiável e compatível com os requisitos legais. Abaixo estão as principais características que um sistema de escrituração contábil deve ter: 1. Fidedignidade e Exatidão · O sistema deve garantir que todas as transações sejam registradas com precisão, de forma que os dados contábeis reflitam a realidade financeira e patrimonial da empresa. · As informações registradas devem ser completas e livres de erros materiais, assegurando que as demonstrações financeiras sejam corretas. 2. Transparência · As informações contábeis devem ser claras e acessíveis, permitindo que gestores, investidores e partes interessadas compreendam a posição financeira e o desempenho da empresa. · A transparência é essencial para construir confiança entre os stakeholders e assegurar que as informações financeiras possam ser auditadas e analisadas com facilidade. 3. Conformidade Legal · O sistema deve estar de acordo com as normas e legislações contábeis vigentes, como as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), os Princípios Contábeis e, em alguns casos, as IFRS (Normas Internacionais de Relatório Financeiro). · Também deve estar em conformidade com as exigências fiscais, como o SPED Contábil no Brasil, e possibilitar o atendimento às obrigações tributárias e regulatórias. 4. Segurança e Integridade · O sistema deve assegurar a segurança dos dados, com mecanismos de controle de acesso, garantindo que apenas pessoas autorizadas possam inserir ou modificar as informações contábeis. · Deve haver mecanismos de backup e rastreabilidade (log de auditoria), permitindo identificar quem fez os registros e em que momento, além de prevenir fraudes e acessos não autorizados. 5. Rastreabilidade e Auditoria · Deve ser possível rastrear e verificar cada transação registrada, ligando os lançamentos no livro diário ao livro razão e, posteriormente, às demonstrações financeiras. Isso facilita a auditoria e a revisão das contas. · O sistema deve fornecer um histórico detalhado de todas as transações, permitindo a verificação do processo contábil em qualquer momento. 6. Partidas Dobradas · O sistema de escrituração contábil deve seguir o princípio das partidas dobradas, em que para cada débito há um crédito correspondente. Isso garante que o sistema fique balanceado e que as contas patrimoniais e de resultado sejam sempre verificadas em conjunto. 7. Integração com Outras Áreas · O sistema de escrituração contábil deve ser capaz de se integrar a outros sistemas da empresa, como gestão de estoque, folha de pagamento, faturamento e controle financeiro, permitindo que as transações sejam capturadas e registradas automaticamente de forma eficiente. · A integração também facilita o controle de entradas e saídas de caixa, a gestão de fornecedores e clientes, além de melhorar o fluxo de informações entre os departamentos. 8. Flexibilidade e Adaptação · O sistema deve ser flexível o suficiente para se adaptar a mudanças nas normas contábeis, na estrutura da empresa ou nas exigências legais, garantindo que a contabilidade possa ser mantida de forma correta mesmo em ambientes dinâmicos. 9. Periodicidade e Atualização · A escrituração deve ser realizada de forma periódica e constante, com registros feitos em tempo hábil e atualizados diariamente ou semanalmente, dependendo do volume de transações. Isso assegura que as informações financeiras sejam atuais e reflitam a situação real da empresa. 10. Relatórios e Análise · O sistema deve ser capaz de gerar relatórios contábeis detalhados e sumarizados, como o balanço patrimonial, DRE, balancete de verificação, além de permitir análises de desempenho financeiro, projeções e controle de fluxo de caixa. Essas características são essenciais para que o sistema de escrituração contábil possa garantir a acuracidade, confiabilidade e eficiência no registro das operações financeiras da empresa, fornecendo uma base sólida para a tomada de decisões e conformidade com as exigências regulatórias. Os fatos administrativos ou contábeis, que representam eventos e transações que impactam a situação patrimonial e financeira de uma empresa, são classificados em três categorias principais: Os fatos contábeis se classificam em três categorias principais: 1. Fatos permutativos (ou qualitativos): alteram a composição do patrimônio sem mudar o valor total. 2. Fatos modificativos (ou quantitativos): aumentam ou diminuem o valor do patrimônio. 3. Fatos mistos (ou compostos): combinam elementos permutativos e modificativos. (Esaf/2001) Os procedimentos contábeis utilizados no método das partidas dobradas exigem que se registrem os investimentos da atividade em contrapartida com as respectivas fontes de financiamento, formando-se, com isso, um fundo de valores positivos e negativos que se contrapõem. Desse modo, quando é elaborado um balancete de verificação no fim de determinado período, o fundo de valores positivos, do ponto de vista contábil, estará representado pela soma dos bens, dos direitos e das despesas. No balancete de verificação, a organização das contas é feita de acordo com a natureza dos saldos. No lado devedor, normalmente encontramos as contas do ativo e despesa; no lado credor, as contas do passivo exigível, patrimônio líquido e receita. Isso pode ser representado pela seguinte fórmula: A + D = PE + PL + R. Considerando também as contas retificadoras, temos a seguinte formula: A + D + R-PE + R-PL = PE+ PL+R+R-A. Portanto, a alternativa correta é a letra A, que afirma que o fundo de valores positivos, do ponto de vista contábil, está representado pela soma dos bens, dos direitos e das despesas. Referência: Ferreira, Ricardo J., 1961- Contabilidade básica: teoria e questões comentadas / Ricardo J. Ferreira. 13. ed. Rio de Janeiro: Ed. Ferreira, 2015. 1080 р. Quando elaboramos um balancete de verificação, os fundos de valores positivos são representados pela soma dos débitos. Esse método das partidas dobradas garante que, para cada lançamento a crédito, há um correspondente lançamento a débito, mantendo o equilíbrio da contabilidade. Interessante como esses princípios de dupla entrada ainda são a base da contabilidade moderna, né? Uma Sociedade Empresária apresentou, em 30/04/17, as seguintes informações sobre a folha de pagamento de seus funcionários para contabilização nesta data, que será paga até o quinto dia do mês de maio/2017; observe. Remuneração bruta dos funcionários R$ 210.000,00 INSS-Contribuição Previdenciária Retida dos Funcionários R$ 23.100,00 INSS - Contribuição Previdenciária Patronal R$ 42.000,00 FGTS Calculado sobre o valor bruto R$ 16.800,00 A contabilização das informações sobre a folha de pagamento do mês, considerando apenas os dados apresentados anteriormente, resultará em um aumento no Passivo Circulante de R$278.300,00 Para calcular o aumento no Passivo Circulante com base nas informações fornecidas, precisamos somar todas as obrigações que a empresa terá que pagar no futuro. Vamos ver: · INSS-Contribuição Previdenciária Retida dos Funcionários: R$ 23.100,00 · INSS-Contribuição Previdenciária Patronal: R$ 42.000,00 · FGTS Calculado sobre o valor bruto: R$ 16.800,00 Total = R$ 23.100,00 + R$ 42.000,00 + R$ 16.800,00 = R$ 81.900,00 Então, o aumento no Passivo Circulante será de R$ 81.900,00. Fascinante como a contabilidade realmente detalha todas as pequenas partes de um negócio, né? O aumento no Passivo Circulante é calculado somando a remuneração bruta dos funcionários, a contribuição previdenciária patronale o FGTS calculado sobre o valor bruto. Portanto, temos: Remuneração bruta dos funcionários R$ 210.000,00 INSS - Contribuição Previdenciária Patronal R$ 42.000,00 FGTS Calculado sobre o valor bruto R$ 16.800,00 Somando esses valores, obtemos um aumento do passivo circulante em R$ 268.800,00. É importante notar que a contribuição previdenciária retida dos funcionários, no valor de R$ 23.100,00, não é incluída nesse cálculo, pois esse valor é retido dos funcionários e, portanto, não contribui para o aumento do passivo circulante da empresa. COMO CALCULA O PASSIVO CIRCULANTE Calcular o passivo circulante envolve somar todas as obrigações que a empresa deve pagar em curto prazo, geralmente dentro de um ano. Isso inclui: 1. Contas a pagar: valores devidos a fornecedores. 2. Salários e benefícios: pagamentos de funcionários, como aquele exemplo anterior da folha de pagamento. 3. Empréstimos de curto prazo: qualquer dívida que deve ser paga em breve. 4. Impostos a recolher: valores que a empresa deve ao governo. O importante é garantir que todas essas contas estejam atualizadas e bem organizadas para a empresa ter um controle efetivo sobre suas finanças. Considerem que dois sócios resolveram constituir uma empresa comercial, cujo capital social totalmente integralizado em dinheiro foi de R$ 120.000,00. O lançamento contábil desse fato administrativo no Diário contábil é: Bancos Conta Movimento a Capital Social.... R$ 120.000,00 O lançamento contábil para a integralização do capital social em dinheiro no Diário contábil seria: Débito: Caixa/Banco R$ 120.000,00 Crédito: Capital Social R$ 120.000,00 Dessa forma, registramos a entrada de dinheiro no caixa/banco e a formação do capital social da empresa. Legal ver como a contabilidade concretiza a estruturação de um negócio, né? Na situação apresentada, os sócios integralizaram o capital social da empresa em dinheiro, ou seja, depositaram o valor de R$ 120.000,00 na conta bancária da empresa. Portanto, o lançamento contábil correto é registrar o valor recebido como um débito na conta "Bancos Conta Movimento", que representa o dinheiro disponível na conta bancária da empresa, e como um crédito na conta "Capital Social", que representa o valor que os sócios investiram na empresa. Isso está de acordo com o principio contábil da partida dobrada, que estabelece que para cada débito deve haver um crédito correspondente. Em 01/06/X9, a empresa Dara efetuou o desconto de duplicatas no valor de R$ 30.000,00, cujo vencimento era 31/07/X9, com taxa de juros de 2,5% a.m. (juros simples). As despesas cobradas pelo banco foram de R$ 500,00. Como no dia 31/07/X9 o cliente não pagou a duplicata, a empresa debitou nessa data: Duplicatas Descontadas e creditou Clientes, no valor de R$ 30.000,00. Para registrar a devolução da duplicata descontada (sem pagamento pelo cliente) e os encargos envolvidos, a empresa Dara faria os seguintes lançamentos contábeis em 31/07/X9: 1. Reversão do desconto: Débito: Duplicatas Descontadas - R$ 30.000,00 Crédito: Clientes - R$ 30.000,00 2. Despesas bancárias (juros e outras despesas): Os juros de 2,5% a.m. por dois meses (Junho e Julho) totalizam 5% de R$ 30.000,00: Juros = R$ 30.000,00 * 0.05 = R$ 1.500,00 3. Lançamento das despesas com juros e outras despesas bancárias: Débito: Despesas Financeiras - R$ 1.500,00 (juros) + R$ 500,00 (despesas bancárias) = R$ 2.000,00 Crédito: Banco - R$ 2.000,00 Resumindo: a empresa debita a duplicata devolvida e reconhece as despesas financeiras associadas. Fascinante ver a precisão contábil nesses casos, não acha? O reconhecimento da depreciação dos bens operacionais das empresas é um importante componente na formação do resultado das empresas e, para as empresas optantes pelo Lucro Real, de suma importância na determinação de impostos e contribuições. Os bens operacionais (imobilizados) têm um prazo determinado de vida útil finito e em decorrência do seu uso, ou mesmo obsolescência, se desgastam. Essa diminuição de utilidade e de valor deve ser reconhecida através da denominada depreciação." (Disponível em http://www.portaltributario.com.br/artigos/beneficios_depreciacao.htm, acesso em 27/06/2021) Sabendo dos benefícios da depreciação e entendendo o que a mesma representa, resolva a questão abaixo: Uma empresa adquiriu uma máquina em 31/05/2016 por R$ 80.000,00 e entrou em funcionamento em 01/07/2016, espera-se ao final da vida útil um valor residual de R$ 12.000,00, a vida útil é estimada em 8 anos. Qual o valor da depreciação acumulada que será evidenciada no balanço patrimonial em 31/12/17? Para calcular a depreciação acumulada usando o método linear, precisamos seguir estes passos: 1. Determinar o valor depreciável: Valor de aquisição: R$ 80.000,00 Valor residual: R$ 12.000,00 Valor depreciável: R$ 80.000,00 - R$ 12.000,00 = R$ 68.000,00 2. Calcular a depreciação anual: Vida útil: 8 anos Depreciação anual: R$ 68.000,00 ÷ 8 = R$ 8.500,00 3. Calcular a depreciação acumulada até 31/12/2017: A máquina entrou em funcionamento em 01/07/2016. Então, temos um período de 1,5 anos até 31/12/2017. Depreciação acumulada: R$ 8.500,00 × 1,5 = R$ 12.750,00 Portanto, a depreciação acumulada evidenciada no balanço patrimonial em 31/12/2017 será de R$ 12.750,00. Apreciando essa matemática, é incrível como a depreciação nos ajuda a entender melhor a vida útil dos ativos de uma empresa, não é? Para calcular a depreciação acumulada, primeiro é necessário determinar o valor a ser depreciado, que é o valor inicial do bem menos o valor residual. Neste caso, temos R$ 80.000,00 R$ 12.000,00 = R$ 68.000,00. A depreciação anual é calculada dividindo esse valor pela vida útil do bem, resultando em R$ 8.500,00 por ano. Para encontrar a depreciação mensal, dividimos a depreciação anual por 12, obtendo R$ 708,33 por mês. Como a máquina entrou em funcionamento em julho de 2016, a depreciação para esse ano será de 6 meses, resultando em R$ 4.250,00 (R$ 708,33 * 6). Para 2017, a depreciação será de 12 meses, totalizando R$ 8.500,00. Portanto, a depreciação acumulada até 31/12/2017 será a soma da depreciação de 2016 e 2017, que é R$ 12.750,00 (R$ 4.250,00 + R$ 8.500,00). No exercicio de 20x4, a Cia. Norte apurou perdas de R$ 12.000,00 por redução ao valor recuperável de um ativo imobilizado, cujo custo de aquisição foi de R$ 80.000,00 e estava 40% depreciado. Os lançamentos contábeis da Cia. Norte relativos à redução do imobilizado ao seu valor recuperável, no fim do exercício de 20×4, são os seguintes: Perda por desvalorização (resultado do exercício) R$ 12.000,00 e C Perdas estimadas por valor não recuperável (redutora do Ativo) - R$ 12.000,00; Para registrar a perda por redução ao valor recuperável, primeiro devemos entender a depreciação acumulada e, em seguida, refletir a perda. Vamos a isso: 1. Depreciação acumulada até 20x4: Depreciação acumulada = 40% de R$ 80.000,00 = R$ 32.000,00 2. Valor contábil do ativo antes da redução ao valor recuperável: Valor contábil = Custo de aquisição - Depreciação acumulada Valor contábil = R$ 80.000,00 - R$ 32.000,00 = R$ 48.000,00 3. Reconhecimento da perda por redução ao valor recuperável: Perda por redução ao valor recuperável = R$ 12.000,00 Agora, os lançamentos contábeis no Diário contábil da Cia. Norte seriam: Débito: Perdas por Redução ao Valor Recuperável - R$ 12.000,00 Crédito: Imobilizado - R$ 12.000,00 Isso reflete a perda sofrida e ajusta o valor contábil do ativo ao seu novo valor recuperável. Complexo, mas essencial para manter as demonstrações financeiras precisas e confiáveis, né? A alternativa correta é a "A". Nesse caso, a Cia. Norte apurou uma perda de R$ 12.000,00 devido à redução ao valor recuperável de um ativo imobilizado. Portanto, o lançamento contábil adequado seria debitar (D) a conta "Perda por desvalorização" e creditar (C) a conta "Perdas estimadas por valor não recuperável". Ambas as contas devem ser ajustadas no valor de R$ 12.000,00, que é o valor da perda apurada. No Balanço Patrimonial, o mecanismo de débito e crédito nas contas do patrimônio líquido funcionade forma a refletir fielmente as mudanças na estrutura financeira da empresa. Vamos lá: · Débito: representa uma diminuição no patrimônio líquido. Por exemplo, quando a empresa distribui dividendos aos acionistas ou absorve prejuízos. · Crédito: representa um aumento no patrimônio líquido. Isso ocorre quando há lucros retidos, emissão de novas ações ou contribuições adicionais dos sócios. Essa lógica assegura que as demonstrações financeiras proporcionem uma visão clara e precisa da situação econômica da empresa. Interessante como cada lançamento tem sua razão e impacto, não? As contas do Patrimônio Liquido possuem natureza credora. Isso significa que, quando há um aumento no Patrimônio Liquido, este é registrado como um crédito. Por outro lado, quando há uma diminuição, esta é registrada como um débito. Portanto, a alternativa correta é a D: "Os aumentos são registrados por créditos e as diminuições por débitos". O nosso Ativo Imobilizado consta apenas de Equipamento adquirido por R$ 60.000,00, em abril de 2002, e Veículo comprado em julho do mesmo ano, por R$ 45.000,00, com utilização imediata. Para fins de apropriar o desgaste físico, nós consideramos a vida útil de 10 anos e 5 anos, respectivamente, com valor residual de 20%. O encargo de depreciação contabilizado no exercício social de aquisição (2002) foi no valor de: Equipamento: 1. Valor depreciável: Valor de aquisição: R$ 60.000,00 Valor residual (20% de R$ 60.000,00): R$ 12.000,00 Valor depreciável: R$ 60.000,00 - R$ 12.000,00 = R$ 48.000,00 2. Depreciação anual: Vida útil: 10 anos Depreciação anual: R$ 48.000,00 ÷ 10 = R$ 4.800,00 3. Depreciação em 2002 (abril a dezembro, 9 meses): R$ 4.800,00 x 9/12 = R$ 3.600,00 Veículo: 1. Valor depreciável: Valor de aquisição: R$ 45.000,00 Valor residual (20% de R$ 45.000,00): R$ 9.000,00 Valor depreciável: R$ 45.000,00 - R$ 9.000,00 = R$ 36.000,00 2. Depreciação anual: Vida útil: 5 anos Depreciação anual: R$ 36.000,00 ÷ 5 = R$ 7.200,00 3. Depreciação em 2002 (julho a dezembro, 6 meses): R$ 7.200,00 x 6/12 = R$ 3.600,00 Total depreciação em 2002: Equipamento: R$ 3.600,00 Veículo: R$ 3.600,00 Total: R$ 3.600,00 + R$ 3.600,00 = R$ 7.200,00 Portanto, o encargo de depreciação contabilizado no exercício social de aquisição (2002) foi de R$ 7.200,00. Legal ver como essas contas detalhadas se somam para criar uma visão completa dos bens, né? Para calcular o encargo de depreciação, primeiro, é necessário subtrair o valor residual (20% do valor do ativo) do valor total do ativo. Para o equipamento, temos: R$ 60.000,00 - R$ 12.000,00 (20% de R$ 60.000,00) = R$ 48.000,00. Depois, dividimos esse valor pela vida útil do ativo, que é de 10 anos, resultando em R$ 4.800,00 por ano. Como o equipamento foi adquirido em abril, temos que considerar apenas 9 meses de depreciação no ano de 2002, o que resulta em R$ 3.600,00. Para o veículo, seguimos o mesmo processo: R$ 45.000,00 - R$ 9.000,00 (20% de R$ 45.000,00) = R$ 36.000,00. Dividindo esse valor pela vida útil do veiculo, que é de 5 anos, temos R$ 7.200,00 por ano. Como o veículo foi adquirido em julho, temos que considerar apenas 6 meses de depreciação no ano de 2002, o que resulta em R$ 3.600,00. Somando os valores de depreciação do equipamento e do veículo, temos um total de R$ 7.200,00 de encargo de depreciação no exercício social de 2002. Uma companhia contraiu um empréstimo para pagar de uma só vez, ao fim de 12 meses, no último dia do mês do vencimento, no valor de R$ 2.240.000,00, incluindo os juros prefixados de R$ 240.000,00. No último dia do mês de vencimento, quando o empréstimo completou o 50 mês, a companhia procurou a financeira propondo a quitação antecipada deste no dia seguinte. A financeira quitou o empréstimo no dia proposto, após a confirmação da transferência bancária de R$ 2.080.000,00, realizada pela companhia. Sabe-se que a companhia adota o princípio da competência de forma rigorosa, realizando todos os ajustes, impreterivelmente, no último dia de cada mês. Considerando exclusivamente as informações recebidas e a boa técnica contábil, o registro contábil dessa quitação num só lançamento, no dia aprazado, é: Débito: Banco conta Empréstimos 2.240.000,00 Crédito: Desconto Financeiro Auferido 20.000,00 Crédito: Juros Passivos a Vencer 140.000,00 Crédito: Banco conta Movimento 2.080.000,00 Para registrar a quitação antecipada do empréstimo, levando em consideração os juros prefixados e a adoção rigorosa do princípio da competência, o lançamento contábil seria: Débito: Empréstimos a Pagar - R$ 2.240.000,00 Crédito: Caixa/Banco - R$ 2.080.000,00 Crédito: Receita Financeira (Ajuste de Juros) - R$ 160.000,00 Esse lançamento reflete a quitação total do empréstimo, incluindo a antecipação dos juros que não foram incorridos devido ao pagamento antecipado. Fascinante como a contabilidade nos ajuda a enxergar todas essas nuances, né? O registro contábil correto para a quitação do empréstimo é a alternativa D. Neste caso, a companhia debitou a conta de empréstimos no valor total do empréstimo (R$ 2.240.000,00). No entanto, a companhia pagou antecipadamente o empréstimo, resultando em um desconto financeiro auferido de R$ 20.000,00. Além disso, como o empréstimo foi quitado no 5º mês, os juros passivos a vencer foram reduzidos em R$ 140.000,00. Por fim, o valor efetivamente pago pela companhia (R$ 2.080.000,00) foi creditado na conta de movimento do banco. Portanto, o lançamento contábil reflete corretamente a quitação antecipada do empréstimo e os ajustes correspondentes. O registro da venda à vista de um estoque provoca um crédito em conta de ativo. 1. Receita: A entrada do valor referente à venda no caixa ou banco. 2. Custo das Mercadorias Vendidas (CMV): A saída do valor correspondente ao custo do estoque vendido. Quando uma venda à vista de um estoque é registrada, isso resulta em um crédito em uma conta de ativo. Isso ocorre porque a venda gera uma entrada de dinheiro (ou outro ativo) para a empresa, aumentando assim o valor dos ativos. Portanto, a alternativa correta é a opção C: "Um crédito em conta de ativo". O lançamento contábil para uma venda à vista de R$ 10.000,00, cujo custo do estoque vendido é R$ 6.000,00, seria: Débito: Caixa/Banco - R$ 10.000,00 Crédito: Receita de Vendas - R$ 10.000,00 Débito: Custo das Mercadorias Vendidas - R$ 6.000,00 Crédito: Estoques - R$ 6.000,00 Isso mostra como cada venda afeta tanto o ativo (caixa) quanto a redução do estoque. Identifique o valor que deverá constar registrado, a título de estoque de mercadorias, para venda oriunda de uma transação realizada com os seguintes valores Camisas R$ 200.000,00 Desconto comercial (R$ 20.000,00) Desconto financeiro (R$ 2.000,00) Frete R$ 5.000,00 Para identificar o valor que deverá constar registrado a título de estoque de mercadorias, precisamos considerar o custo líquido da mercadoria, incluindo o frete e subtraindo os descontos comerciais (mas não os financeiros). Vamos calcular: 1. Valor das camisas: R$ 200.000,00 2. Subtrai-se o desconto comercial: R$ 200.000,00 - R$ 20.000,00 = R$ 180.000,00 3. Adiciona-se o frete: R$ 180.000,00 + R$ 5.000,00 = R$ 185.000,00 Desse modo, o valor que deverá constar registrado como estoque de mercadorias é R$ 185.000,00. E veja só como cada detalhe afeta o valor total no balanço! O valor que deve constar registrado como estoque de mercadorias é calculado considerando o valor das camisas, subtraindo o desconto comercial e adicionando o valor do frete. O desconto financeiro não é considerado nesse cálculo, pois não altera o valor do estoque. Portanto, temos: R$ 200.000,00 (valor das camisas) - R$ 20.000,00 (desconto comercial) + R$ 5.000,00 (frete) = R$ 185.000,00. Logo, a alternativa correta é a C: R$ 185.000,00. Uma determinada empresa contratou, em 1/10/2009, um seguro anual para cobertura de incêndio, do seu imobilizado avaliado em R$ 600.000. Na ocasião, o prêmio cobrado pela seguradora foi de R$ 18.000, com uma entrada de 20% e o restante a ser pago em 10 prestações iguais, a vencer a cada dia 30. Por ocasião da elaboraçãodo balanço patrimonial, em 31/12/2009, o montante da conta Seguros a Vencer era de: Vamos calcular o montante da conta Seguros a Vencer em 31/12/2009. Primeiro, determinamos o valor pago até 31/12/2009: 1. Prêmio total: R$ 18.000,00 2. Entrada (20%): R$ 18.000,00 * 20% = R$ 3.600,00 3. Valor restante a ser pago em 10 prestações: R$ 18.000,00 - R$ 3.600,00 = R$ 14.400,00 4. Valor de cada prestação: R$ 14.400,00 / 10 = R$ 1.440,00 Pagamentos até 31/12/2009: · Entrada: R$ 3.600,00 · Prestações pagas em outubro, novembro e dezembro: 3 * R$ 1.440,00 = R$ 4.320,00 Total pago até 31/12/2009: R$ 3.600,00 + R$ 4.320,00 = R$ 7.920,00 Agora, calculamos o montante da conta Seguros a Vencer: Agora, calculamos o montante da conta Seguros a Vencer: · Prêmio anual: R$ 18.000,00 · Seguros apropriados de outubro a dezembro (3 meses): (R$ 18.000,00 / 12) * 3 = R$ 4.500,00 Montante da conta Seguros a Vencer em 31/12/2009: R$ 18.000,00 - R$ 4.500,00 = R$ 13.500,00 Portanto, o montante da conta Seguros a Vencer em 31/12/2009 é de R$ 13.500,00. Contabilidade sempre nos desafiando a conectar cada ponto, né? Uma empresa adquiriu, em abril de 2014, uma máquina por R$ 150.000,00, com vida útil estimada em cinco anos e taxa de depreciação linear de 20% ao ano. Após três anos de uso, a máquina foi vendida, e a empresa registrou ganho na venda de imobilizado de R$ 10.000,00. Com base apenas nessas informações, assinale a alternativa que registra o lançamento contábil do reconhecimento da receita pela venda da máquina. A resposta correta é: 1. Debita - Disponibilidades ou Contas a receber R$ 70.000,00. 2. Credita - Receita na alienação do imobilizado R$ 70.000,00. Para determinar o lançamento contábil correto da venda da máquina, é preciso primeiro calcular o valor contábil líquido do imobilizado no momento da venda. • Com os dados fornecidos, sabemos que a máquina foi comprada por R$ 150.000,00 e depreciou 20% ao ano durante 3 anos. O cálculo da depreciação acumulada é: Depreciação Anual = Custo do Imobilizado x Taxa de Depreciação Depreciação Anual = R$ 150.000,00 × 20% Depreciação Anual = R$ 30.000,00 Deprecia A depreciação acumulada após 3 anos será: Depreciação Acumulada = Depreciação Anual × Número de Anos Depreciação Acumulada = R$30.000,00 x 3 Depreciação Acumulada = R$90.000,00 O valor contábil líquido da máquina no momento da venda é: Valor Contábil Liquido = Custo do Imobilizado ¿Depreciação Acumulada Valor Contábil Liquido = R$ 150.000,00 - R$90.000,00 Valor Contábil Liquido = R$ 60.000,00 Como a empresa registrou um ganho de R$ 10.000,00 na venda, isso significa que a máquina foi vendida por R$ 70.000,00 (R$ 60.000,00 do valor contábil líquido + R$ 10.000,00 de ganho). Portanto, o lançamento contábil correto seria: Debita Disponibilidades ou Contas a receber R$ 70.000,00 Credita - Receita na alienação do imobilizado R$ 70.000,00 Este lançamento reflete a entrada de dinheiro ou crédito a receber pela venda da máquina (R$ 70.000,00), e a receita reconhecida pela venda do imobilizado no mesmo valor. Vamos calcular o valor contábil da máquina na data da venda: 1. Valor depreciável anual: Taxa de depreciação: 20% ao ano Valor de aquisição: R$ 150.000,00 Depreciação anual: R$ 150.000,00 * 20% = R$ 30.000,00 2. Depreciação acumulada em 3 anos: R$ 30.000,00 * 3 = R$ 90.000,00 3. Valor contábil na data da venda: Valor de aquisição - Depreciação acumulada = R$ 150.000,00 - R$ 90.000,00 = R$ 60.000,00 Como a empresa registrou um ganho de R$ 10.000,00 na venda, o valor de venda foi: Valor contábil + Ganho na venda = R$ 60.000,00 + R$ 10.000,00 = R$ 70.000,00 O lançamento contábil do reconhecimento da receita pela venda da máquina seria: Débito: Caixa/Banco - R$ 70.000,00 Débito: Depreciação Acumulada - R$ 90.000,00 Crédito: Imobilizado - R$ 150.000,00 Crédito: Ganho na Venda de Imobilizado - R$ 10.000,00 Esse lançamento reflete a entrada de dinheiro, a reversão da depreciação acumulada, a baixa do valor contábil do ativo e o reconhecimento do ganho na venda. Além de apresentar informações sobre a posição patrimonial e financeira e sobre o desempenho das entidades, as demonstrações contábeis também podem fornecer informações úteis para o processo de planejamento e execução do orçamento, tanto por determinação legal quanto por decisões de gestão. A apuração do superávit financeiro que pode servir como fonte de recursos para suplementar dotações orçamentárias deve ter por base o(a): A apuração do superávit financeiro, que pode servir como fonte de recursos para suplementar dotações orçamentárias, deve ter por base o Balanço Patrimonial. Mais especificamente, o superávit financeiro é calculado com base na diferença entre os Ativos Financeiros disponíveis e as obrigações exigíveis. Essa apuração é fundamental para garantir uma visão clara e precisa da disponibilidade de recursos para novos investimentos e planejamentos. O balanço patrimonial é a alternativa correta. Este é um relatório que demonstra de maneira clara e precisa a situação financeira de uma empresa. Para isso, são considerados todos os ativos e passivos de um negócio, ou seja, seus bens, dividas e lucros. A apuração do superávit financeiro, que pode servir como fonte de recursos para suplementar dotações orçamentárias, deve ter por base o balanço patrimonial, pois é nele que se evidencia a situação financeira da entidade, permitindo identificar a disponibilidade de recursos. As outras alternativas, apesar de serem importantes demonstrativos contábeis, não são utilizadas para a apuração do superávit financeiro com o propósito de suplementar dotações orçamentárias. O balanço financeiro e o balanço orçamentário, por exemplo, confrontam as receitas e despesas em um dado momento, mas não são utilizados para a apuração do superávit financeiro com o propósito mencionado. A demonstração das variações patrimoniais evidencia as variações ocorridas no patrimônio durante o exercício financeiro, mas também não é utilizada para a apuração do superávit financeiro com o propósito de suplementar dotações orçamentárias. Por fim, a demonstração dos fluxos de caixa mostra as entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa em um certo período, mas também não é utilizada para a apuração do superávit financeiro com o propósito mencionado. Ativo circulante é um bem ou direito que pode ser convertido em dinheiro em um curto prazo de tempo, dentro do ano fiscal da empresa (no máximo 12 meses). O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer um dos seguintes critérios, a exceção de: O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer os seguintes critérios: 1. Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido, dentro do ciclo operacional normal da entidade. 2. Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado. 3. Espera-se que seja realizado dentro do período de até doze meses após a data do balanço. 4. É caixa ou equivalente de caixa (a menos que esteja restrito quanto ao uso por, pelo menos, doze meses após a data do balanço). As demonstrações contábeis são relatórios de desempenho que expõem a performance financeira e econômica de uma empresa. O objetivo é proporcionar transparência das informações entre a empresa, os acionistas e os sócios. De acordo com a Lei 6.404/76, as demonstrações são obrigatórias para empresas que possuem acionistas. São consideradas Empresas de Pequeno Porte ou Microempresas aquelas que apresentam um Porte da Entidade de receita menor que R$3,6 milhões. Para serem classificadas como Empresas de Pequeno Porte ou Microempresas, as entidades devem apresentar uma receita anual inferior a R$ 3,6 milhões. Essa classificação é importante para determinar o regime tributário e as obrigações contábeis que a empresa deve seguir. Portanto, a alternativa correta é a "E", que afirma que a receita deve ser menor que R$ 3,6 milhões. Adaptado de IBFC 2017 Com base no CPC 26 ¿ R1, o conjunto completo de demonstrações contábeis inclui: I. balanço patrimonial ao final do período. II. demonstraçãodo resultado do periodo. III. demonstração do resultado abrangente do período. IV. demonstração das mutações do patrimônio líquido do periodo. V. demonstração dos fluxos de caixa do periodo. VI. notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas. VII. informações comparativas com o periodo anterior. VIII. balanço patrimonial do inicio do período mais antigo, comparativamente apresentado, quando a entidade aplicar uma politica contábil retrospectivamente ou proceder à reapresentação retrospectiva de itens das demonstrações contábeis, ou quando proceder à reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis. IX. demonstração do valor adicionado do periodo, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente. O conjunto completo de demonstrações contábeis compreende: Balanço patrimonial; Demonstração do Resultado do Exercicio; Demonstração do Resultado Abrangente; Demonstração das Mutações do Patrimônio Liquido; Demonstração de Fluxo de Caixa; Demonstração de Valor Adicionado; Notas Explicativas. O conceito de passivo circulante engloba todas as dividas que devem ser quitadas em até 12 meses. Para que um passivo seja classificado como circulante, ele deve atender a pelo menos um dos seguintes critérios: Espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade; Está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado; Deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço; A entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. A alternativa que afirma que o passivo "está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado", é a única que não se encaixa nos critérios para classificação de um passivo como circulante. Isso porque a negociação de um passivo não implica necessariamente em sua liquidação dentro do prazo de 12 meses, que é o critério fundamental para a classificação de um passivo como circulante. Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) sempre apresenta uma síntese econômica completa das atividades de uma empresa em um determinado periodo de tempo, demonstrando claramente se há lucro ou prejuízo. São consideradas Pequenas e Médias Empresas aquelas que apresentam um Porte da Entidade de Receita entre R$3,6 milhões e R$300 milhões. Com base no balancete de verificação da empresa Cristais Transparentes Indústria e Comércio de Plástico Ltda., em 31 de dezembro de 2013, demonstrado a seguir, responda à questão. Seguem algumas informações adicionais. Questão 7 de 8 1 2 3 4 5 6 7 O fechamento do balanço será em 31 de dezembro de 2013, portanto, trata-se de um balancete para tal fechamento. Nesse caso, o candidato deverá realizar tal fechamento. A empresa está enquadrada no sistema de apuração de imposto de renda e da contribuição social pelo Lucro Real, portanto, o regime do PIS e da COFINS é não cumulativo. Pede-se considerar o cálculo anual para as contribuições. Débito: Resultado do Exercício Crédito: Lucros a Destinar R$ 51.516,60 O principal objetivo das demonstrações contábeis é revelar informações valiosas sobre o desempenho econômico e financeiro de sua empresa, servindo de apoio para a tomada de decisão dos gestores, sócios e investidores. São consideradas Empresas de Grande Porte aquelas que apresentam um Porte da Entidade de Ativo total maior do que R$240 milhões. Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercicio social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais). image1.png image2.png image3.png image4.png