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A independência ocorreu em 7 de setembro de 1822, 
esse acontecimento inspirou os artistas a delinearam a 
identidade brasileira. Desse modo, em 1836, o Romantismo 
foi inaugurado no Brasil com a obra Suspiros poéticos e 
saudades, de Gonçalves de Magalhães. 
 
Sistema Literário 
Poesia e prosa são os gêneros de maior destaque da 
literatura romântica brasileira. A produção poética do 
período costuma ser dividida em três gerações: 
nacionalista, ultrarromântica e condoreira. Já na prosa, a 
grande expressão foi o romance privilegiando quatro 
eixos temáticos: indianista, histórico, urbano e regionalista. 
De forma geral, as obras românticas apresentam as 
seguintes características: 
• Subjetividade; 
• Individualismo; 
• Teocentrismo; 
• Amor idealizado; 
• Mulher idealizada; 
• Exagero sentimental; 
• Maior liberdade formal; 
• Uso exagerado de sinais de pontuação; 
• Defesa de valores burgueses. 
 
Geração Nacionalista 
A geração nacionalista introduziu o movimento 
Romântico no país e cultivou os temas necessários à 
construção de um ideário nacional. São frequentes temas 
como saudade da pátria, exaltação da natureza local e 
idealização do indígena, a quem são atribuídos valores 
como coragem, honra e generosidade. 
O principal autor dessa geração é Gonçalves Dias. 
• Amor idealizado; 
• Mulher idealizada; 
• Figura heroica: índio brasileiro; 
• Floresta como símbolo nacional; 
• Rigor formal: metrificação e rima; 
• Idealização da natureza; 
• Cor local: características geográficas e culturais. 
 
Geração Ultrarromântica ou Byroniana 
A geração ultrarromântica ou byroniana, caracteriza-se 
pelo individualismo confessional extremo. Os temas mais 
recorrentes são o apego à morte, a fuga para a infância 
ou para a natureza e a relação ambígua com a mulher. 
Essas características estão presentes na obra de Álvares 
de Azevedo, o principal poeta ultrarromântico. 
• Escapismo; 
• Pessimismo; 
• Saudosismo; 
• Egocentrismo; 
• Sofrimento amoroso; 
• Exagero sentimental; 
• Idealização da vida, da mulher e do amor; 
• “Mal do século”: tédio, desilusão e melancolia; 
• Isolamento social do poeta: o gênio 
incompreendido e inadaptado; 
• Locus horrendus (lugar tempestuoso): cenário de 
tempestade e escuridão que reflete a alma do 
poeta. 
 
Geração Condoreira 
A geração condoreira destoa das anteriores por ter 
como propósito o engajamento social, ou seja, a ideia de 
que a arte deveria contribuir para o progresso da 
humanidade, cabendo ao poeta orientar os indivíduos. 
Essa concepção de poesia ganhou força no Brasil na luta 
pela abolição da escravatura. 
• Crítica social e política; 
• Sem fuga da realidade; 
• Hipérboles: imagens exageradas; 
• Uso intenso de vocativos e exclamações; 
• Busca despertar a emoção e a ação do leitor e 
da leitora. 
 
Indianista 
O romance indianista tem como figura principal o 
indígena, as virtudes do indígena equiparam-no a heróis 
românticos europeus, muito embora estejam presentes 
elementos da cultura indígena. 
• Amor idealizado; 
• Mulher idealizada; 
• Figura heroica: índio brasileiro; 
• Floresta como símbolo nacional; 
• Idealização da natureza; 
• Reconstituição do passado histórico brasileiro; 
• Cor local: características geográficas e culturais; 
• Miscigenação como símbolo de harmonia entre 
colonizado e colonizador; 
• Vassalagem amorosa. 
 
Romance Histórico 
O romance histórico promove uma reinterpretação de 
fatos e personagens do passado brasileiro. 
• Amor idealizado; 
• Mulher idealizada; 
• Caráter nacionalista; 
• Tempo da narrativa é sempre o tempo passado; 
• Temática central associada a um ou mais fatos 
históricos; 
• Personagens históricos convivem com 
personagens ficcionais; 
• Fatos históricos são essenciais na construção do 
enredo, não apenas pano de fundo. 
 
 
Romance Urbano 
O romance urbano é centrado nos conflitos da burguesia 
carioca, ainda atrelada à elite rural. São comuns temas 
como casamento por interesse e ascensão social a todo 
custo. 
• Melodramática; 
• Amor idealizado; 
• Mulher idealizada; 
• Público-alvo feminino; 
• Espaço da ação: Rio de Janeiro; 
• Divulga os valores morais burgueses; 
• Representação dos costumes da elite burguesa; 
• Herói ou heroína enfrenta obstáculos para 
encontrar a felicidade. 
 
Romance Regionalista 
O romance regionalista volta-se para as diferenças 
étnicas, linguísticas, sociais e culturais que marcavam as 
várias regiões do território nacional, construindo um rico 
panorama do Brasil. 
• Amor idealizado; 
• Mulher idealizada; 
• Uso de termos regionais; 
• Herói nacional: o homem do interior; 
• Cor local: características culturais e regionais; 
• Paisagens e personagens típicos de regiões 
brasileiras; 
• Sociedade rural e patriarcal, com valores distintos 
da urbana; 
• O herói é um homem rude que enfrenta as 
dificuldades do espaço em que vive.

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