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HIV: Causas, Sintomas e Tratamento

Material informativo sobre HIV: explica o vírus e a diferença entre HIV e AIDS; detalha diagnóstico (triagem e confirmação), formas de transmissão, terapia antirretroviral e esquemas usados no Brasil, rotina de acompanhamento e principais sinais e sintomas.

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O que é HIV
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema
imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os
linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se
multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem
apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras
pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas
contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não
tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se
proteger em todas as situações.
Diagnostico do HIV
O diagnóstico da infecção pelo HIV pode ser divido em duas etapas:
1. Etapa 1 – Triagem sorológica de anti-HIV-1 e anti-HIV-2, podendo ser combinada a procura por 
anticorpos e antígenos virais; ELISA, testes rápidos. Esses testes são chamados de imunoensaios à 
caso o resultado seja reagente ou indeterminado, nova amostra é colhida para fazer a 
confirmação e, caso o resultado persista, segue-se para a etapa 2.
2. Etapa 2 – É o momento de confirmar o diagnóstico. São realizados Imunofluorescência indireta 
(IFI), Imunoblot/Western blot, entre outros, considerados testes moleculares, por pesquisarem a 
presença de ácidos nucleicos do HIV.
• Os dois tipos de testes são capazes de diagnosticar a viremia após os primeiros 10 
dias da infecção. Apenas após a análise dos exames das etapas 1 e 2 é que os laudos e 
interpretação dos resultados podem ser liberados.
https://unaids.org.br/informacoes-basicas/
Transmissão
A maneira mais comum de pegar HIV é fazer sexo com uma pessoa infectada pelo HIV.
•O HIV passa de uma pessoa para outra quando certos fluidos corporais (sangue, sêmen, secreções 
vaginais, líquidos retais e leite materno) de uma pessoa infectada pelo HIV entra em contacto com 
uma mucosa no nariz, boca, reto, vagina ou pênis de uma pessoa não infectada. Sexo vaginal, anal e 
oral são o melhor cenário para o HIV passar de uma pessoa para outra.
A segunda maneira mais comum de contrair o HIV é injetar o HIV diretamente em seu corpo.
•Isto geralmente acontece quando agulhas, seringas ou outros equipamentos de injeção de drogas 
contaminados por HIV são compartilhados por usuários de drogas injetáveis.
Vale a pena saber que o HIV não é altamente contagioso, o que significa que não se 
transmite de uma pessoa para outra facilmente. Não se transmite através do ar, porque 
ele não sobrevive por muito tempo fora do corpo humano, e não consegue infectar outra 
pessoa, simplesmente pela proximidade de uma pessoa infectada por HIV. Ele não é 
transmitido através do toque, abraço, espirro ou tosse, ou por comer ou beber de utensílios 
comuns. Ele não contamina através da água, saliva, lágrimas ou suor, ou usando um 
bebedouro, ou sentando num sanitário, e não é transmitido por insetos, inclusive mosquitos, 
ou carrapatos.
Tratamento
• A terapia antirretroviral (TARV) tem como finalidade diminuir a incidência das doenças oportunistas, 
melhorando a qualidade de vida e ampliando a expectativa de vida do paciente. Porém, a eficácia da terapia 
é comprometida em casos de má adesão, intolerância aos medicamentos ou resistência viral. Durante o 
tratamento, é sempre importante controlar a contagem de linfócitos TCD4+, da carga viral e do estado 
geral de saúde do paciente. O
• Atualmente, no Brasil, são usadas 3 classes de antirretrovirais:
• – Inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos e nucleotídeos: zidovudina e lamivudina
• – Inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos: efavirens e nevirapina
• – Inibidores da protease reforçados com ritonavir.
• O esquema terapêutico é o mesmo usado na PEP: Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir, que devem ser 
usados ininterruptamente.
• O acompanhamento dos pacientes que iniciaram recentemente a TARV deve ser de 7 a 15 dias, depois 1 vez 
ao mês (o mesmo vale para aqueles que fizeram alguma alteração na terapia), os pacientes que fazem uso 
da TARV de modo estável fazem acompanhamento a cada 6 meses.
• Com o início da TARV, pode ocorrer Síndrome da Reconstituição Imunológica – doenças que estavam 
subclínicas começam a se manifestar clinicamente com a recuperação de parte do sistema imune, como 
infecções fúngicas, bacterianas e neoplasias, essas doenças geralmente são autolimitadas e a 
recomendação é que se mantenha a TARV e trate a patologia oportunista, porém, em casos mais graves, a 
TARV precisa ser suspensa e corticoides são introduzidos.
• Atualmente a TARV deve ser iniciada em todos os pacientes diagnosticados com a infecção pelo HIV, 
independente de sintomatologia.
https://www.sanarmed.com/caso-clinico/doencas-oportunistas-causadas-pelo-hiv?term=hiv
Principais sintomas da HIV/AIDS
• Os principais sinais e sintomas da AIDS incluem:
1. Febre persistente;
2. Tosse seca prolongada e garganta arranhada;
3. Suores noturnos;
4. Inchaço dos gânglios linfáticos durante mais de 3 meses;
5. Dor de cabeça e dificuldade de concentração;
6. Dor nos músculos e nas articulações;
7. Cansaço, fadiga e perda de energia;
8. Rápida perda de peso;
9. Candidíase oral ou genital que não passa;
10. Diarreia por mais de 1 mês, náusea e vômitos;
11. Manchas avermelhadas e pequenas bolinhas vermelhas ou feridas na pele.
Como o HIV afeta seu corpo
Um vírus é um pequeno organismo infeccioso que só pode 
se replicar dentro de células vivas de outros organismos; no 
caso do HIV, células do sistema imunológico humano. Para 
entender como o HIV e a AIDS se conectam precisamos dar 
uma olhada em como funciona o sistema imunológico. Seu 
sistema imunológico é uma rede complexa de órgãos, 
tecidos e células, chamadas células brancas do sangue. Os 
glóbulos brancos produzidos na medula óssea migram para 
outras partes do sistema imunológico, tais como os 
linfonodos, baço e timo, e flutuam na corrente sanguínea. Os 
componentes de seu sistema imunológico trabalham juntos 
para impedir que os germes entrem, cresçam e se 
multipliquem dentro de seu corpo.
A sua pele é a primeira linha de defesa contra germes e é uma 
barreira eficaz à infecção. No entanto, quando bactérias, vírus 
ou outros germes ultrapassam sua pele; por exemplo, podem 
entrar na corrente sanguínea, através de uma ferida, ou 
via membranas mucosas (áreas macias e úmidas dentro de seu 
nariz, boca, reto, vagina ou pênis). Neste caso, os glóbulos 
brancos vão reconhecê-las como estranhas e acionar seu 
sistema imunitário para lançar um múltiplo ataque de várias 
frentes que geralmente elimina os invasores e evita uma 
infecção em larga escala.
Tipos diferentes de células brancas do sangue são responsáveis 
pela eliminação de diferentes tipos de microrganismos. As 
células brancas do sangue responsáveis pela eliminação de vírus 
e células tumorais são chamadas de linfócitos. Existem vários 
tipos diferentes de linfócitos, todos com trabalhos diferentes. 
Aqueles que são especialmente relevantes para a infecção pelo 
HIV são os linfócitos CD4 ou células CD4. Estas células são um 
pouco como policiais, já que eles patrulham a corrente 
sanguínea e identificam qualquer vírus ou células tumorais que 
não deveriam estar ali. Se encontrarem algo estranho, enviam 
sinais que ativam outros linfócitos, incluindo um grupo de 
linfócitos assassinos que, como seu nome sugere, procuram e 
eliminam os invasores.
A razão pela qual o HIV causa tantos problemas 
quando fica dentro de seu corpo é porque marca 
as células CD4, infectando-as, multiplicando-se e 
enchendo-as de centenas de novos vírus. Os 
novos vírus podem sair para fora das células 
infectadas, mas eventualmente são tantos que as 
células explodem e morrem. Quando isso 
acontece, os vírus recém formados são liberados 
na corrente sanguínea onde podem infectaroutras células saudáveis de CD4.
Ao longo do tempo, a infecção pelo HIV causa 
uma queda enorme no número total de células 
CD4, de cerca de 1000 células por microlitros de 
sangue para menos de 200 por microlitros, 
resultando em imunodeficiência. Neste ponto, seu 
sistema imunológico está tão fraco que já não 
pode lutar contra outros germes, quando 
entrarem em seu corpo, tornando-o 
extremamente suscetível a infecções e cânceres 
que normalmente não ocorreriam. O 
aparecimento destas infecções oportunistas é o 
começo do que chamamos de AIDS.
Cuidados da Enfermagem 
• Acompanhar a tendencia temporal e espacial da doença, das 
infecções e comportamento de risco; 
• Orientar as ações e prevenções e controle do HIV/Aids e, 
consequentemente, reduzir a morbi-mortalidade associada a Aides;
• Conhecer o estado sorológicos de gestantes, parturientes, nutrizes e 
crianças expostas, para promover o inicio oportuno da profilaxia e 
terapêutica da transmissão vertical.

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