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Atenção
O conteúdo audiovisual a seguir é para uso exclusivamente
acadêmico e está protegido pelas leis de propriedade intelectual,
sendo vedada sua cessão ou outra forma de utilização não
autorizada, do todo ou de qualquer parte.
Para que sua participação na aula seja computada como
presença é importante que coloque seu nome completo e RA se
isto não tiver sido feito ainda, faça neste momento. Ex: João da
Silva de Sousa RA N768407
1
Faculdade de Engenharia Civil
Obras de Terra
Estabilidade de taludes
Maria Alice Venturini
2
3
Talude
Uma superfície de solo exposta, formando um ângulo
com plano horizontal, é chamada de talude. Ele pode ser
natural, também denominado encosta, ou construído pelo
homem, como, por exemplo, os aterros e cortes.
4
Taludes
Pé
Pé
Pé
Crista
Crista
Crista
Talude
Talude
Talude
Talude
Talude
5
Taludes
6
Movimentos 
de Massa
Rastejo (Creep)
Escorregamento 
(Slides)
Movimento de blocos 
rochosos/quedas (Falls)
Corridas (Flow)
Earth flow
Mud flow
Debris flow
7
Movimentos de Massa - Rastejo (Creep) 
8
Os rastejos ou fluimentos são movimentos bastante lentos
que ocorrem nas camadas superiores do maciço, diferem dos
escorregamentos, pois neles não existe uma linha que separa
de forma nítida a porção que se desloca e a parte
remanescente, estável, do maciço.
9
Movimentos de Massa - Escorregamento (Slides) 
10
Movimentos de Massa - Escorregamento (Slides)
11
Movimentos de Massa - Escorregamento (Slides) 
12
Movimentos de Massa - Escorregamento em cunha 
Via Anchieta Pista 
Sul, Km 42 – Vista 
aérea do desvio, 
obras iniciais de 
estabilização e do 
escorregamento no 
início de março de 
2000
13
Movimentos de Blocos rochosos/quedas (Falls)
14
Taludes Rochosos
15
Movimentos de Blocos rochosos/quedas (Falls)
16
Movimentos de Blocos rochosos/quedas (Falls)
17
Movimentos de Blocos rochosos/quedas (Falls)
18
Movimentos de Blocos rochosos/quedas (Falls)
Fraturas paralelas a superfície 
topográfica.
19
Corridas (Falls)
Mud flow
Debris flow
Earth flow
Debris flow
20
Corridas - Avalanche de Detritos
21
Escorregamento 
Barragem de Vajont
1963 
22
“O movimento dos maciços de terras depende,
principalmente, da sua resistência interna ao escorregamento”.
(Terzaghi – 1925)
Os escorregamentos de taludes são causados por uma
redução da resistência interna do solo que se opõe ao
movimento da massa deslizante e/ou por um acréscimo das
solicitações externas aplicadas ao maciço.
Os movimentos de terra são separados em três categorias 
consoante à velocidade em que ocorrem. Podem distinguir-se; 
os desmoronamentos, os escorregamentos e os rastejos.
23
Os desmoronamentos são movimentos rápidos, resultantes
da ação da gravidade sobre a massa de solo que se destaca
do restante do maciço e rola talude abaixo. Há um
afastamento evidente da massa que se desloca em relação à
parte fixa do maciço.
24
Os escorregamentos procedem da separação de uma
cunha de solo que se movimenta em relação ao resto do
maciço segundo uma superfície bem definida. O movimento é
ainda rápido, mas não há uma separação efetiva dos corpos.
25
26
O escorregamento verdadeiro é o deslizamento de
volume de solo (ou rocha) ao longo de uma superfície de
ruptura bem definida que pode ser planar ou circular, ou em
cunha.
Este tipo de movimento é o único que pode ser estudado,
de maneira rigorosa, a partir da análise de estabilidade
utilizando os métodos de equilíbrio limite: Bishop, Fellenius ou
Método das Cunhas.
27
Escorregamento Verdadeiro de Talude 
28
São causas principais dos escorregamentos verdadeiros:
✓ Alteração na geometria do talude, tais como
deslocamentos de pé, escavações, cortes ou
retaludamento.
✓ Colocação de sobrecarga no topo da encosta.
✓ Infiltração da água da chuva, que diminui a resistência
efetiva do solo devido aumento da poropressão.
✓ Desmatamento dos taludes, causando aumento de
escoamento superficial e efeito das raízes.
✓ Rebaixamento do nível da água e erosão interna.
29
Escorregamento - Salvador - Bahia
30
A NBR 11682/2008 apresenta os termos utilizado para
descrever um escorregamento .
31
Corridas -Avalanche de detritos
Conhecidas como fluxo de detritos, Debris Flows, ou
simplesmente “corridas”, são fenômenos classificados como
desastres naturais pelo seu alto poder de destruição.
Desenvolvem –se em períodos muito curto de tempo, tem
elevadas velocidade de 5 a 20 cm/s e alta capacidade de
erosão e grandes pressões de impacto. Caracterizam-se pelo
transporte de detritos por grande distâncias, mesmo que a
declividade seja baixa.
32
Ocorrem normalmente após grandes períodos chuvosos e
se originam a partir de um escorregamento de uma massa de
solo e rocha formando um canal com água ( semelhante a um
rio), este canal vai sendo ampliado e o teor de sólido aumenta
com a evolução da avalanche.
20% de detrito 50% de detrito 80% de detrito
33
Estabilização das Encostas - A ideia principal da drenagem
profunda é abaixar o nível do lençol freático e reduzir as
pressões neutras que atuam sobre o talude , e assim aumentar
a resistência e estabilidade do talude. Os mais utilizados são os
DHP , Drenos horizontais profundos.
34
Nas rodovias o objetivo da drenagem é diminuir a
infiltração de águas pluviais, captando-as e escoando–as por
canaletas dispostas longitudinalmente, na crista do talude e
em bermas, e , transversalmente, ao longo de linhas de maior
declividade do talude.
Para declividades grandes, pode ser necessário recorrer a
escadas de água, para minimizar a energia de escoamento
das águas.
35
36
Estabilidade de talude – Proteção Superficial
Aplicação de gramíneas por 
hidrossemeadura
Concreto projetado
37
Estabilidade de talude - Os retaludamentos consistem em
alterar a geometria do talude, quando houver espaço
disponível, fazendo – se um jogo de pesos, de forma a alivia-los
junto a crista e acrescentá–los junto ao pé do talude.
Assim, uma escavação ou corte feito junto a crista do talude
diminui uma parcela do momento atuante; analogamente, a
colocação de um contrapeso junto ao pé do talude tem um
efeito contrário, estabilizador. A técnica possibilita aumentar a
estabilidade sem remover e substituir o material que constitui o
talude.
38
Estabilização de talude - Retaludamento
39
Estabilização de Taludes - Taludes Rochosos
40
Estabilização de Taludes - Ancoragem
41
Estabilização de Taludes - Taludes Rochosos
42
PROCESSOS CARACTERÍSTICAS DO MOVIMENTO, MATERIAL E 
GEOMÉTRICA
Rastejo (Creep)
➢ Vários planos de deslocamento (internos);
➢ Velocidades muito baixas (cm/ano) a baixas e 
decrescentes com a profundidade;
➢ Movimentos constantes, sazonais ou intermitentes;
➢ Solo, depósitos, rocha alterada/fraturada e, 
➢ Geometria indefinida.
Escorregamentos
(slides)
➢ Poucos planos de deslocamento (externos);
➢ Velocidades médias (m/h) a altas (m/s);
➢ Pequenos a grandes volumes de material;
➢ Geometria e materiais variáveis;
43
Escorregamentos
(slides)
Continuando...
➢ Planares: solos pouco espessos, solos e rochas com 
um plano de fraqueza;
➢ Circulares: solos espessos homogêneos e rochas muito 
fraturadas e,
➢ Em cunha: solos e rochas com dois planos de fraqueza.
Quedas (falls)
➢ Movimentos tipo queda livre ou em plano inclinado 
Velocidades muito altas (vários m/s) 
➢ Material rochoso 
➢ Pequenos a médios volumes 
➢ Geometria variável: lascas, placas, blocos etc 
➢ Rolamento de matacão 
➢ Tombamento 
44
Corridas (flows) 
Muitas superfícies de deslocamento (internas e externas à 
massa de movimentação) 
Movimento semelhante ao de um líquido viscoso 
Desenvolvimento ao longo das drenagens 
Velocidades médias a altas 
Mobilização do solo, rocha, detritos e água 
Grandes volumes de material 
Extenso raio de alcance, mesmo em áreas planas
45
Consequências 
É obvio que os escorregamentos geramcustos, que podem ser
classificados como diretos e indiretos. Os custos diretos
correspondem ao reparo de danos, relocação de estruturas e
manutenção de obras e instalações de contenção.
Pode-se dizer que os custos indiretos são ainda maiores, podendo ser
citados:
I. Perda de produtividade industrial, agrícola e florestal, bem como
potencial turístico devido aos danos locais e interrupção de
sistemas de transporte;
II. Perda de valor de propriedades, bem como de impostos
referenciados por ele;
III. Perda de vidas humanas, invalidez física ou trauma psicológico
em moradores de locais afetados por escorregamentos.
46
Analise de Estabilidade
O objetivo da análise de estabilidade é avaliar a
possibilidade de ocorrência de escorregamento de massa em
um talude natural ou construído. Em geral, as análise são
realizadas comparando as tensões cisalhantes mobilizadas
(𝜏mob) com a resistência ao cisalhamento (𝜏f)
FS> 1,0 obra estável;
FS=1,0 ocorre a ruptura por escorregamento
FS<1,0 não tem significa físico

=

f
mob
FS
47
Fator de Segurança

=

f
mob
FS
A instabilidade do talude é deflagrada quando as tensões
cisalhantes mobilizadas se igualam à resistência ao cisalhamento.
48
NBR 11682 (ABNT, 2008): FSadm
Nível de Segurança 
contra Danos Materiais 
e Ambientais
Nível de Segurança contra Danos a Vidas 
Humanas
Alto Médio Baixo
Alto 1,5 1,5 1,4
Médio 1,5 1,4 1,3
Baixo 1,4 1,3 1,2
Fatores de segurança mínimos para o escorregamento
49
 = +   c tg onde
=
 =
 =
c coesão do solo
tensão efetiva
ângulo de atrito com base na tensão efetiva
50
Talude infinito
O método de talude infinito aplica–se a taludes naturais
com extensão grande em relação a espessura do solo. As
superfície de ruptura(plana) normalmente é o contato do solo
com a rocha ou solo de alteração e paralela ao terreno.
51
tg
tgi
FS =

▪ Solo não coesivo e não saturado
▪ Solo não coesivo e saturado
▪ Solo coesivo e não saturado
▪ Solo não coesivo e não saturado
sub
sat
tg
seni
FS =
  
 
tg c
tgi cosi h seni
FS =

+
   
sub
sat
h cos i tg c
h cosi seni
FS =
    +
   
2
52
1.Um maciço com talude infinito, constituído de solo silto-
arenoso, rompeu após uma chuva intensa em virtude de ter
ficado totalmente saturado e de ter perdido a sua parcela de
resistência devida à coesão. Calcular o coeficiente de
segurança que existia antes da chuva, quando o NA estava
abaixo do topo da rocha, admitindo que a ruptura se deu com
coeficiente de segurança unitário.
Dados: Antes da chuva após a chuva:
Após a chuva:
 = =
3
nat
31,7 t / m c 2,0 t/ me .
 = = =3sat
31,7 t / m c 0,0 t/ m; e FS 1,0
53
2.Calcule pelo método de talude infinito calcule o fator de
segurança para:
A) Para solos não coesivo e solo não saturado;
B) Para solos não coesivo e saturado;
C) Para solo coesivo e não saturado;
D) Para solo coesivo e saturado.
3. Determinar a máxima profundidade que poderá ter um corte
vertical (i = 45º) em um solo com = 1,80 tf/m³, =2,1tf/m³,
c=14,0 e = 25° para que resulte um FS = 2.
 =  =  = =  =  = =
3 3 3
nat sat água18,0 kN / m ; 21,0 kN / m ; 10,0 kN / m ; i 19 ; h 9,0m; 23 e c 22 
nat sat

54
55
56
57
“O ignorante afirma,
O sábio duvida e 
O sensato reflete”...
Aristóteles
“Sábio é aquele que reconhece os 
limites da tua própria ignorância”
Aristóteles
58
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRAJA M. DAS. Fundamentos de Engenharia Geotécnica - Tradução da 8ª
Edição Norte-Americana. Ed. Cengage Learning. 2011.
CAPUTO, .P., Mecânica dos solos e suas aplicações Fundamentos. 4ª Ed.
Editora LTC., 1987.
CRAIG, R. F. KANEPPETT, J.A., Craig: Mecânica dos Solos. 7ª Ed,. Editora
LTC., 2007.
FIORI A. P. Fundamentos de Mecânica dos Solos e das Rochas. 3º Ed.,
Ed. Oficina De Textos., 2015.
PINTO, C. S. Curso Básico de Mecânica dos Solos, Ed. Oficina de Textos,
S.P., 2000.

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