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ADMISSÃO DO PACIENTE NA UTI Aula 3 ADMISSÃO DO PACIENTE NA UTI O paciente é admitido na unidade mediante solicitação prévia do médico responsável ao médico plantonista da UTI. Este, após concordar com. A internação, notifica o enfermeiro responsável pela unidade, esclarecendo-lhe o diagnóstico e a gravidade do caso. O leito e o material são preparados de acordo com a patologia e a técnica: Bandeja para aspiração; Vacuômetro, fluxômetro de oxigênio e ventilador mecânico (testado). Monitor e cabo; Papeletas; Esfigmomanômetro e estetoscópio; Carro de emergência e desfibriladador. Ao receber o paciente na unidade, o enfermeiro deve sempre prepará-lo psicologicamente - quando o paciente não está em coma, está sempre estressado. São responsabilidades da enfermagem da UTI Obter os dados preliminares do paciente e estabelecer prioridades; Relacionar os pertences do paciente; Prover o paciente de roupas adequadas; Prestar os primeiros cuidados ao paciente, verificar sinais vitais, fazer monitorização, oxigenoterapia, cateterismo vesical, eletrocardiograma (ECG), dar a medicação prescrita, colher material para exames laboratoriais, etc.; Orientar o paciente sobre a finalidade da UTI; Orientar a família do paciente sobre a rotina da UTI (horário de visita, duração da visita e sobre obtenção de informações sobre o estado do paciente); Fazer o exame físico do paciente e elaborar o plano de cuidados baseados em suas necessidades físicas e psicológicas, patologia e prescrição médica, a qual sofrerá alterações de acordo com a evolução. Cuidados gerais com o transporte 1. O transporte do paciente deve ser feito com muito cuidado. A movimentação mal feita pode provocar lesões, às vezes irreversíveis; 2. Para que o transporte seja eficiente deve-se agir com rapidez e segurança, porém com cuidado; 3. Observar constantemente o estado geral do paciente durante o transporte; 4. Movimentos suaves ao manipular o paciente diminuem as vibrações, solavancos, dor e desconforto; 5. Não mova local fraturado ou suspeito de fratura, nestes casos, uma pessoa deverá apoiar apenas este segmento (perna, braço, etc.); Cuidados Gerais com o transporte 6. Ao se movimentar ou transportar pacientes politraumatizados, os cuidados devem ser redobrados: pacientes com trauma crânio-encefálico devem ser movimentados com máxima atenção, sem movimentos de flexão e rotação e com maior número de pessoas; 7. Ao proceder transporte com maca: • Descer e subir rampas com a cabeça do paciente para cima, exceto quando o paciente estiver em estado de choque; • Conduzir a maca pelo corredor com o paciente sempre olhando para frente. Se for preciso subir a rampa ou entrar em elevador, virar a maca após, para conduzir o paciente sempre na posição correta; • Ao entrar no elevador, nivelar o mesmo e travar a porta. Entrar primeiro com a cabeceira da maca, desta maneira já saíra na posição correta; • Transporte a maca com a grade, principalmente quando for transportar pacientes anestesiados, inconscientes, agitados e crianças; • Transportar o paciente sempre coberto com lençol, se necessário. Cuidados Gerais com o transporte 8. Ao proceder transporte com cadeiras de rodas: • Descer a rampa, transportar sempre a cadeira de ré; • Subir a rampa com o paciente olhando para frente; • Solicitar auxílio, sempre que necessário, para subir e descer a rampa; • Entrar no elevador puxando a cadeira, de ré. Desta forma, ao sair do elevador estará na posição correta. 9. Cuidados com portas e paredes; 10. Transportar paciente sempre coberto com lençol e cobertor, se necessário. Cuidados específicos: Cuidados específicos: 1. Paciente com soro: • Cuidado para não obstruir a agulha ou cateter, mantendo o soro sempre em altura adequada para gotejamento uniforme; • Não tracionar o equipo, para que a agulha ou cateter não se desloque, e para evitar desconexão; • Se houver formação de soroma (infiltração de soro no tecido subcutâneo), interromper o gotejamento. Comunicar o responsável pela medicação assim que chegar à unidade; • Caso haja desconexão dos cateteres, procurar o posto de enfermagem mais próximo. Cuidados específicos: Paciente com sonda vesical: • Verificar se a sonda está corretamente fixada na coxa do paciente, prevenindo lesões uretrais devido a tração acidental; • Manter a bolsa coletora sempre em nível abaixo do paciente, para evitar retorno de urina à bexiga. Pode-se também pinçar o prolongamento para poder elevar o coletor. Cuidados específicos: Paciente com dreno de tórax: • Pinçar o dreno e o prolongamento com 2 pinças próprias; • O frasco só poderá ser elevado acima do nível do tórax do paciente quando o dreno e o prolongamento estiverem pinçados; • Cuidado para não tracionar o dreno; • Coloque o frasco entre os pés em transporte de cadeira; e em caso de maca, colocar entre os membros inferiores; • Retirar as pinças imediatamente após a chegada do paciente ao destino, observando que o frasco esteja em nível mais baixo que o tórax do paciente. Cuidados específicos: Paciente com tubo endotraqueal: • Transportar sempre com cilindro de oxigênio e ambú. O enfermeiro deve acompanhar o transporte; • Cuidado para não tracionar o tubo; • Se o paciente também estiver com sonda nasogástrica e apresentar náuseas ou sinal de refluxo, abrir imediatamente a sonda. Pacientes agitados, confusos: • Proceder sempre o transporte em maca com grade; • Restringir o paciente se necessário. . Pacientes anestesiados: • Proceder sempre o transporte em maca com grade; • Não movimentar muito o paciente, pois pode provocar vômito. Nestes casos, lateralizar a cabeça do paciente, para evitar aspiração. Se o paciente estiver som sonda nasogástrica abri-la INFECÇÃO HOSPITALAR NA UTI Os fatores que predispõe a infecção são: • O agente: microrganismo, bactérias ou vírus. No âmbito hospitalar os mais significativos são: - Bacilos Gram-negativos: Pseudômonas, Acinetobacter, Serratia, Proteus, E coli; - Cocos Gram-positivos: Estafilococos e Estreptococos; - Cocos Gram-negativos: Neisserias; - Fungos ou Leveduras: Cândidas, Glabrata; - Vírus: CMV vírus respiratórios, vírus da hepatite (A, B, C, D, E) e vírus em geral. • Fontes de infecção: - Humanas – o próprio paciente e a equipe de saúde: - Animais e insetos – baratas, ratos, formigas etc. - Objetos ou elementos inertes – poeiras nos pisos, paredes, prateleiras, nos condutores de ar condicionado etc. • Vias de transmissão da infecção: - Contato direto: de pessoas doentes para pessoas sadia; - Contato indireto: a contaminação é feita através de objetos contaminados; - Pelo ar: inalação do M.O. através do trato respiratório; - Vetores: animais e insetos; - Alimentos: não devidamente conservados e/ou consumidos em mau estado. • Susceptibilidade do hospedeiro Deficiência do sistema imune do paciente para reagir à presença do MO. MEDIDAS PARA EVITAR INFECÇÃO CRUZADA O revestimento da unidade deve ser feito com materiais que deixem o mínimo de junções e sejam laváveis, lisos e não-absorventes; Após a limpeza, deve-se passar pano úmido com solução germicida no piso, no teto e na parede; Todo o material utilizado pelos doentes deve ser rigorosamente esterilizado; Todo o pessoal que lidar com um paciente deve, antes de tocar em outro doente, lavar as mãos. PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES NO MEIO HOSPITALAR Meio relacionado a evitar infecções cruzadas, criando barreiras entre o paciente e a equipe multiprofissional. PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES NO MEIO HOSPITALAR NO GERAL • Sensibilizar e conscientizar a equipe multiprofissional no que diz respeito à cadeia de transmissão da infecção, através de reuniões conjuntas com especialistas em medicina preventiva e departamento de microbiologia hospitalar. • O hospital deve oferecer programas de educação continuada, relacionados a esta problemática. • O hospital deve ter CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), programando reuniões clínicas e de enfermagem,visando e criando protocolos da ação contra infecção hospitalar e com revisão periódica dos mesmos. AÇÕES CONCRETAS: • Lavagem correta das mãos com anti-séptico antes e após prestar cuidados ao paciente. • Higiene cuidadosa das unhas • Uso de luvas descartáveis distintas para cada paciente. • Utilizar de preferência material descartável principalmente nos procedimentos invasivos. • Utilizar recipientes apropriados para a eliminação de matérias e secreções. • Limpeza do piso com esfregão úmido, a fim de evitar poeiras. A equipe de enfermagem na limpeza e preparação do material a esterilizar • Usar EPI (luvas, máscaras, óculos, avental plásticos etc.), separar os instrumentos utilizados e m cirurgia séptica e asséptica, seguindo as normas técnicas da instituição. • Lavar os instrumentos retirando restos de coágulos e secreções, mediante escovação com água, sabão e cloro. Se houver dificuldade na remoção desses resíduos tal procedimento deverá ser insistente e os instrumentais mantidos submersos em solução desinfetante. • Após lavagem correta de todo instrumental observar o estado de conservação dos mesmos, para possível manutenção. • E por fim proceder à contagem das peças, colocando-as nas respectivas caixas de instrumentos: flebotomia, traqueotomia, curativos. COLETA DE HEMOCULTURA Momento I. Colher antes da antibioticoterapia, ou antes, da próxima dose de antibiótico. Quando possível, suspender o antibiótico por 24-48hs para realizar a coleta. II. Colher preferencialmente no início pródromos febris ou da ascensão do pico. Em casos graves, pode ser coletada a qualquer momento, não sendo obrigatório o pico febril. III. No caso de sepse, pneumonia, meningite, paciente neutropênico, colher em seguida duas amostras, em dois e iniciar antibioticoterapia. Paciente cateter de longa permanência, colher uma amostra pelo cateter (Anotar nos frascos qual amostra é de cateter e periférica NUNCA COLETAR SANGUE DE CATETER VENOSO PERIFÉRICO PARA HEMOCULTURA. REALIZAR NOVA PUNÇÃO IV. Paciente não neutropênico com FOI (febre de origem indeterminada), colher duas amostras de locais diferentes. 48hs, se a febre persistir e a hemoculturas estiverem negativas, colher mais duas amostras periféricas. V. Endocardite – colher três amostras com intervalo de 20-30 após 24-48h de incubação, colher pelo menos mais duas amostras com intervalo de 30-60 min COLETA DE HEMOCULTURA Volume I. Adultos: Coletar 10-20 dois frascos, respeitando o volume máximo de cada frasco. II. Neonatos até 1 ano: Coletar ml, preferencialmente > III. Crianças: Coletar 1 ml/ano, divididos em 2 frascos respeitando o cada frasco (Exemplo: Crianças de 06 ml e distribuir 03 ml em cada frasco pediátrico). Acima de 0 aeróbio (08 a 10 ml). Local A sensibilidade da coleta por cateter venoso quando comparada com a periférica é de 75 a 95%, mas a especificidade é mais baixa, entre 65 a 75% o que pode representar apenas COLONIZAÇÃO quando não pareada com amostra de sangue periférico. compensação, o valor preditivo negativo é alto (> 90%), podendo ser útil para afastar o diagnóstico de infecção relacionada a cateter vascular Técnica de Coleta de Sangue Periférico Recomenda-se DUAS amostras de sangue para hemocultura para aumentar a positividade e facilitar a interpretação dos resultados. Coletar sangue de adulto respeitando o vol máximo do frasco indicado pelo fabricante. Uma só punção pode oferecer uma menor chance de isolamento do agente e dificulta interpretação de eventual contaminante Higienizar as mãos. PROTOCOLOS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Colocar luvas de procedimento - Garrotear o membro do paciente e localizar a veia. Realizar a antissepsia local com álcool 70% duas vezes. Aplicar o antisséptico em sentido “caracol”, do centro para a periferia .Trocar o algodão a cada antissepsia do local e sempre esperar a secagem completa entre as aplicações. Após antissepsia, realizar a punção sem colocar a mão no local. Não é necessário trocar de agulha para inoculação nos frascos. Realizar a assepsia da tampa do frasco de hemocultura com álcool 70% uma única vez. Inocular primeiro o sangue no frasco aeróbio. Misturar o conteúdo dos frascos por inversão. Técnica de Coleta de Hemocultura por Cateter Venoso Central Identificar no frasco a coleta realizada pelo cateter e a coleta pelo acesso periférico. Higienizar as mãos. Colocar luvas de procedimento. Limpar a conexão e extremidade distal do cateter com álcool 70%. Esperar secar 30 a 60s. Retirar 05 ml de cada l antes da coleta da hemocultura. Colher amostra de todos os lumens do cateter, contendo mesmo volume de sangue. Referencia Bibliográfica Hospital de Clinica da Faculdade de Medicina da Utilização de anti-infecciosos e recomendação para prevenção de infecções hospitalares. Inocular o sangue no hemocultura, respeitando o volume máximo de cada frasco VIII. Misturar o conteúdo dos frascos por inversão. IX. Se estiverem sendo usados conectores, estes devem ser substituídos por novos, antes da coleta. Observações sobre hemoculturas: Os métodos automatizados costumam revelar as amostras positivas 80% dos casos nas primeiras 24 horas. Punções arteriais não trazem benefícios na recuperação dos microrganismos. Não se recomenda a troca de agulhas entre a coleta e a distribuição do sangue nos frascos específicos. Evitar coleta de sangue até 1 hora após termino de antibiótico. O melhor momento é o período de vale do antibiótico. V. Para suspeita de infecção por fungos filamentosos, histoplasma e micobactérias utilizar o frasco específico MycoF. Coletar apenas utilizar o volume máximo de Para amostras pareadas, o volume e coletado pelo CVC deverá ser o mesmo coletado por veia periférica. A coleta através do cateter deve ser sempre pareada com hemocultura periférica Se houver troca do CVC enviar a ponta para cultura e amostras de sangue pareadas (central e periférica) coletadas simultaneamente no máximo com 10 min de intervalo. COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR PROTOCOLOS DE CONTROLE DE INFECÇÃO Inocular o sangue no frasco de hemocultura, respeitando o volume máximo de cada frasco. Misturar o conteúdo dos frascos por sendo usados conectores, estes devem ser substituídos por novos. Observações sobre hemoculturas: automatizados costumam as amostras positivas em 70 a dos casos nas primeiras 24 horas, não trazem benefícios na recuperação dos microrganismos. a troca de agulhas entre a coleta e a distribuição do sangue frascos específicos. Evitar coleta de sangue até 1 hora após termino de antibiótico. O melhor momento é o período de vale do antibiótico. Para suspeita de infecção por fungos filamentosos, histoplasma e micobactérias utilizar o frasco específico etar apenas uma amostra e utilizar o volume máximo de 05 ml.