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COORDENAÇÃO MOTORA PSICOMOTRICIDADE • A Psicomotricidade deve se propor a buscar um desenvolvimento global do indivíduo, através de sua estruturação mental, sendo enfocados igualmente aspectos afetivos, motores e intelectuais, levando-o a tomar consciência de si pela atitude e movimento. BASES PSICOMOTORAS (Modelo Luriano) Terceira Unidade Funcional • Essa unidade é constituída pelo córtex, que compreende a unidade de output motor cerebral, representando o nível mais elaborado do desenvolvimento do cérebro humano. Está localizada no lobo frontal, de onde saem às ordens que concretizam, realizam e executam qualquer tipo de praxia. • É composta por praxias global e distal, que constituem ações com sequências de movimentos e procedimentos planejados e coordenados em função de um resultado a ser atingido ou um fim, ou ainda uma intenção a ser conseguida ou obtida. • Segundo Fonseca (2008), a planificação implica cinco dimensões: • IDENTIFICAR A AÇÃO DESEJADA • SEQUENCIALIZAR PROCEDIEMNTOS • RECUPERAR DANOS RELEVANTES • BUSCAR RECURSOS COGNITIVOS • DECIDIR E EXECUTAR Praxia Global • Também conhecida como coordenação motora global ou ampla, motricidade global. • As atividades que estão envolvidas nestas práticas dizem respeito à organização geral do ritmo, ao desenvolvimento e às percepções gerais da criança. • Exige a atividade conjunta de vários grupos musculares. • É o trabalho que vai apurar os movimentos dos braços, ombros, pescoço, cabeça, pernas, pés, quadris, etc. • Uma grande organização corporal deve ser construída a partir do trabalho da praxia global. • A praxia global traduz a organização da atividade consciente, da ação antecipada pelo pensamento, pois coordena o conhecimento integrado do corpo, por meio das informações cognitivas e emocionais resultantes das experiências anteriores e dos estímulos externos, recebidos por vias perceptivas e sensoriais. Praxia Distal • Também conhecida como coordenação motora fina ou coordenação manual, motricidade fina. • Ela integra todas as competências psiconeurológicas adquiridas na praxia global, com maior complexidade e diferenciação; compreende a micromotricidade e a perícia manual (velocidade e precisão dos movimentos finos). • Desde a preensão reflexa de bebês até a preensão equilibrada do lápis ao escrever, a praxia fina vive uma dimensão operada e experimentada, para ajustar-se até poder ser integrada, conhecida e pensada, tornando-se uma ação econômica, precisa e cada vez mais automatizada. • A mão é o instrumento central da praxia fina, pois é o maior órgão exploratório existente e o grande e o grande diferencial da espécie humana. • É a praxia distal quem vai garantir a realização de forma satisfatória nas atividades de vida diária como higiene e alimentação ainda nas atividades escolares como um bom traçado de letras no desenvolvimento da escrita. Outros tipos de coordenação De acordo com Fátima Alves (2012), podemos considerar 5 tipos de coordenação motora: • Coordenação motora fina; • Coordenação motora ampla; • Coordenação Visório-motora; • Coordenação audiomotora; • Coordenação facial. Coordenação visório-motora • É a habilidade de coordenar a visão com movimentos do corpo. • Ela inclui uma fase de transporte da mão, seguida de uma fase de agarre e manipulação, resultando em um conjunto com seus três componentes: objeto/olho/mão. Referências Bibliográficas ALVES. Fátima. Psicomotricidade: corpo, ação e emoção. Rio de Janeiro: Wak editora,2012. (biblioteca Facimp) FRANCISCO, Rosa Neto. Manual de avaliação motora. Porto Alegre: Artmed Editora,2002. GRADIM, Luma Carolina Câmara. Práticas em terapia ocupacional.1. ed.Barueri: Manole, 2020. GONÇALVES, Fátima. Do andar ao escrever: um caminho psicomotor. São Paulo: Cultura RBL LTDA,2009. TORRES, Diego de Faria Magalhães. Fisioterapia: guia prático para a clínica. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan,2006.