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PERGUNTAS SOBRE EPIDEMIOLOGIA Baseado nestes conceitos para um bom entendimento do processo saúde-doença e da aplicação da epidemiologia, preciso responder aos seguintes questionamentos: Onde ocorreram os agravos? Assim podemos entender a relação das variáveis referentes ao local, como exemplo o País, a região, o Estado e Município, bairro, uma instituição, população urbana ou rural e o tamanho da comunidade. Estudando a variável “local”, ou seja, onde ocorre o agravo, podemos indicar riscos a que a população está exposta, assim conseguimos determinar os locais de risco para febre amarela no Brasil, são as regiões de matas e rios, como toda a Região Norte e Centro-Oeste, parte das Regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Como intervenção de saúde para esta condição, sugere a vacinação para todos os viajantes que vão para estas áreas ou para determinados países. Além disso é possível acompanhar a disseminação de eventos, fornecer subsídios para explicações causais, definir as prioridades de intervenção, avaliar o impacto das intervenções e até fazer comparações geográficas. A epidemiologia fornece informações sobre condições de saúde das comunidades, mostrando o comportamento da doença na população, desta forma conseguimos identificar populações e locais de risco para determinadas doenças, ou seja, locais onde as doenças se manifestam, mas. Conseguimos assim identificamos uma utilidade para a epidemiologia ao mostrar áreas de risco para determinadas doenças, isso permite ações preventivas, como proposto ao viajarmos para locais de risco realiza-se a vacinação do viajante. Quem Adoeceu? Neste caso o objeto de estudo é a distribuição das doenças em grupos específicos da população, ou seja, conseguimos expor a situação das pessoas, permitindo que tenhamos subsídios para avaliar a situação de saúde de subgrupos da população e definir prioridades para proteger grupos com maior risco. Podemos estudar grupos relacionados a idade, como crianças em idade pré escolar e escolar, adolescentes, idosos, sexo, grupos étnicos. Na campanha de vacinação contra Influenza são imunizados grupos de risco específicos, o que indica maior chance de desenvolver a doença. Imuniza-se indivíduos com 60 anos de idade ou mais, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores de saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. O público alvo, portanto, será aproximadamente 49,8 milhões de pessoas. As VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão consideram a prevalência global de HAS entre homens e mulheres é semelhante, embora seja mais elevada nos homens até os 50 anos, invertendo-se a partir da 5ª década. Em relação à cor, a HAS é duas vezes mais prevalente em indivíduos de cor não-branca. Estudos brasileiros com abordagem simultânea de gênero e cor demonstraram predomínio de mulheres negras com excesso de HAS de até 130% em relação às brancas. Não se conhece, com exatidão, o impacto da miscigenação sobre a HAS no Brasil. Quando adoeceu? A resposta desta pergunta aos olhos da epidemiologia, permite prever a ocorrência de uma doença, uma vez que acompanhamos a doença ao longo do tempo, isso dá a possibilidade para aplicação diagnóstico precoce e de medidas preventivas. Oferece condições para registrar um evento ao longo do tempo, observando sua frequência e mostrar sua variação, se é um evento sazonal ou não. Referências ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à epidemiologia moderna. Salvador: APCE, 1990.