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Faculdade de Medicina Dr. Domingos Leonardo Cerávolo – Universidade do Oeste Paulista. 
 
EXAME FÍSICO DO TÓRAX - ROTEIRO 
 
Antes de iniciar o exame físico do tórax, feito pela inspeção, palpação, percussão 
e ausculta, o aluno deve já ter feito o exame físico geral, observando eventuais 
alterações para correlaciona-las com uma afecção pulmonar. 
Todas as etapas do exame devem incluir a avaliação do tórax em suas regiões: 
posterior, anterior e laterais. 
 
LINHAS TORÁCICAS 
REGIÕES TORÁCICAS 
 
1) INSPEÇÃO: 
 
Com iluminação adequada, descobrir a região a ser inspecionada, ter em mente 
as características normais da área em questão, observar o paciente sentado e 
deitado. 
 
A) Inspeção estática: 
- Pele (coloração, grau de hidratação, lesões elementares, cicatrizes, 
retrações, abaulamentos) 
- Alterações ósseas e musculares 
- Mamas (volume, posição do mamilo, mastectomia, ginecomastia) 
- Biótipo (brevilíneo, normolíneo, longilíneo) 
- Tipo de tórax (chato ou plano; alado; tonel; infundibuliforme ou de 
sapateiro – pectus excavatum; cariniforme – pectus carinatum; em sino; 
cifótico; cifoescoliótico) 
 
B) Inspeção dinâmica: 
- Tipo respiratório (torácica ou costal; abdominal) 
- Frequência respiratória 
- Ritmo respiratório (Cheyne-Stokes, Biot, Kussmaul, Suspirosa, 
Dispnéia...) 
- Tiragem: supraclavicular, infraclavicular, intercostal; retração de fúrcula; 
batimento das asas do nariz 
 
 
2) PALPAÇÃO: 
 
Complementa a inspeção. Aquecer as mãos antes do exame, enxugá-las e 
unhas cortadas. 
 
- Lesões superficiais 
- Grupos ganglionares 
- Enfisema subcutâneo 
 
- Expansibilidade: 
 
 Face posterior: 
 
O examinador fica atrás do paciente em posição sentada, e este deve respirar 
profunda e pausadamente. 
 
- Dos ápices pulmonares: pesquisa-se com ambas as mãos espalmadas, 
de modo que as bordas internas toquem a base do pescoço, os polegares 
apoiem-se na coluna vertebral e os demais dedos nas fossas 
supraclaviculares. 
 
- Das bases pulmonares: apoiam-se os polegares nas linhas 
paravertebrais, enquanto os outros dedos recobrem os últimos arcos 
costais. 
 
 Face anterior: 
 
- Dos ápices pulmonares: apoiam-se os polegares na fúrcula esternal, 
com os outros dedos sobre as clavículas 
 
- Das bases pulmonares: colocam-se os polegares na base no do 
apêndice xifoide e os outros dedos sobre os hipocôndrios. 
 
 Lateral D/E: a mão deve ser colocada de modo a fazer um ângulo agudo 
na linha axilar média 
 
 
Achado: preservada ou diminuída (unilateral ou bilateral, localizada ou 
difusa, patológica ou fisiológica) 
 
- Elasticidade 
 
- Frêmito toracovocal: 
Corresponde às vibrações das cordas vocais transmitidas à parede 
torácica. O examinador deverá pedir ao paciente que pronuncie as 
palavras “trinta e três” enquanto percorre com a região palmar dos dedos 
as regiões do tórax no sentido craniocaudal, comparando-se em regiões 
homólogas a intensidade das vibrações. 
 
Achado: aumentado, diminuído, abolido. 
 
- Frêmito brônquico: sensação táctil dos estertores 
- Frêmito pleural: sensação táctil do atrito provocado pelas superfícies dos 
folhetos pleurais. 
 
 
 
3) PERCUSSÃO: 
Deve-se iniciar a percussão do tórax pela sua face posterior, de cima para 
baixo, ficando o examinador atrás e à esquerda do paciente. Percute-se 
separadamente cada hemitórax. Numa segunda etapa, percute 
comparativa e simetricamente várias regiões. 
Hiperestenda o dedo médio da mão esquerda, designado como o dedo 
plexímetro, e comprima a articulação interfalangeana distal sobre a 
superfície a ser percutida. Com os demais dedos ligeiramente separados, 
sem contato com a superfície torácica. 
 
Achados: tonalidades de som: 
- som claro pulmonar 
- som timpânico 
- som submaciço 
- som maciço 
 
4) AUSCULTA: 
Para sua realização exige-se o máximo de silêncio. O paciente deve estar 
com o tórax despido e respirar pausada e profundamente, com a boca 
entreaberta, sem fazer ruído. Utilizando o estetoscópio a ausculta deve 
ser realizada de maneira simétrica, iniciando pela face posterior do tórax, 
passando para as faces laterais e anterior. 
 
Sons Normais 
 
- Som traqueal 
- Respiração brônquica 
- Murmúrio Vesicular: normal, diminuído, abolido 
- Respiração broncovesicular 
 
Sons Anormais – Ruído Respiratórios Adventícios 
 
- Descontínuos: 
 
Estertores finos ou crepitantes: ocorrem no final da inspiração, não se 
modificam com a tosse 
 
Estertores grossos ou bolhosos: audíveis no início da inspiração e durante 
toda a expiração, sofrem alteração com a tosse 
 
- Contínuos: 
Roncos 
Sibilos 
Estridor 
 
- De origem pleural: 
Atrito pleural 
 
AUSCULTA DA VOZ: 
O paciente vai pronunciar as palavras “trinta e três” enquanto o 
examinador percorre o tórax com o estetoscópio, comparando regiões 
homólogas. 
 
Achados: Ressonância Vocal Normal, Diminuída, Aumentada, 
Broncofonia, Egofonia, Pectorilóquia fônica e afônica 
 
 
 
 
 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
BICKLEY. L. S. Bates: Propedêutica Médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 
BENSENÕR, Isabela M., ATTA, José Antonio, MARTINS, Milton de Arruda. Semiologia Clínica. 
1 ed. São Paulo: Sarvier, 2002. 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 
SILVA, R. M. F. L., Tratado de Semiologia Médica. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2014.

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