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Quadros Psicopatológicos Objetivo da Aula ❖Compreender os principais quadros psicopatológicos, conceitos, reconhecer sinais e sintomas e seus tratamento. Esquizofrenia ❖ É um dos mais graves transtornos mentais e considerada a mais incapacitante; ❖ Distúrbio da mente dividida; ❖ É definida como uma síndrome clínica complexa que compreende manifestações psicopatológicas variadas de - pensamento, percepção, emoção, movimento e comportamento. As limitações, de modo geral, decorrem da deterioração de vários processos mentais, fazendo com que o indivíduo apresente alguns sintomas característicos da esquizofrenia, conhecidos como sintomas positivos e sintomas negativos (OLIVEIRA, FACINA, JUNIOR, 2012) Esquizofrenia - Sintomas Positivos ❖ Delírios - são falsas convicções, crenças fixas, não passíveis de mudança à luz de evidências conflitantes. É a criação de uma realidade fantasiosa, onde acredita plenamente duvidando da realidade do mundo e das pessoas ao seu redor. Geralmente acreditam serem observados ou perseguidos. Estima-se que 90% dos doentes esquizofrênicos apresente esse sintoma. ❖ Pensamento desorganizados – dificuldade em concentrar-se e manter a linha de pensamento. Pode falar de forma incoerente, ilógica e responder a uma pergunta de forma imprópria. Modo de pensar incomuns ou disfuncionais. ❖ Distúrbios do movimento – movimentos do corpo agitado. Esquizofrenia - Sintomas Positivos ❖ Alucinações – percepção de estímulos ou objetos que não existem. Envolve ouvir vozes dialogando entre si ou que referem-se ao próprio, ofendendo-o ou ordenando que faça algo; ver vultos ou imagens de pessoas. Podem ainda sentir o gosto (gustativas), sentir cheiros estranhos (olfativas) ou ter a sensação física de coisas que ninguém mais sente – bichos andando no corpo, choques (táteis). As alucinações que são ouvidas (alucinações auditivas) são, de longe, as mais comuns. Esquizofrenia - Sintomas Negativos ❖ Referem-se a uma diminuição ou perda das funções normais encontrados em indivíduos saudáveis; estão associados a ausências emocionais, a uma perda geral da motivação, do sentido de propósito e dos objetivos. Esquizofrenia - Sintomas Negativos ❖ Redução das demonstrações de emoções (embotamento afetivo) é quando a pessoa exibe pouca ou nenhuma emoção. A face pode parecer imóvel. A pessoa faz pouco ou nenhum contato visual. A pessoa não usa as mãos ou a cabeça para adicionar ênfase emocional ao conversar. É possível que coisas que normalmente causariam riso ou choro não provoquem nenhuma reação. ❖ Pobreza discursiva é a diminuição da quantidade de fala. As respostas às perguntas podem ser concisas (uma ou duas palavras), dando a impressão de um vazio interior. ❖ Anedonia é a diminuição da capacidade de sentir prazer. A pessoa pode ter pouco interesse nas atividades anteriormente realizadas e gastar mais tempo com atividades sem objetivo. ❖ Insociabilidade é a falta de interesse em relacionar-se com outras pessoas. Esquizofrenia Esquizofrenia ❖ Embotamento afetivo – tônus emocional fraco; ❖ Alogia – pobreza da fala; ❖ Anedonia – incapacidade de imaginar ou vivenciar atividades prazerosas; ❖ Ecolalia, Ecopraxia – repetira palavras ouvidas; repetir movimentos dos outros. Esquizofrenia – Sinais Precoce ❖ Ouvir ou ver algo que não está lá; ❖ Uma sensação constante de estar sendo observado; ❖ Modo peculiar ou sem sentido de falar ou escrever; ❖ Posicionamento corporal estranho; ❖ Sentir-se indiferente a situações muito importantes; ❖ Deterioração do desempenho acadêmico ou profissional; ❖ Mudança na higiene pessoal e aparência; ❖ Mudança na personalidade; ❖ Aumento da retirada de situações sociais e isolamento; ❖ Respostas irracionais, zangadas ou com medo dos entes queridos; ❖ Incapacidade de dormir ou se concentrar; ❖ Comportamento inadequado ou bizarro; ❖ Preocupação extrema com a religião ou o ocultismo. Esquizofrenia – Tipos ❖ Esquizofrenia Paranoide - são os indivíduos que apresentam delírios e alucinações, sem alterações no pensamento lógico, na afetividade ou comportamento. É o subtipo que apresenta o melhor prognóstico. Esses grupo de pacientes costumam conseguir manter o emprego e o relacionamento familiar. Porém, como são os que mais percebem a doença, este é o subgrupo com maior taxa de suicídio. ❖ Esquizofrenia Desorganizada - são os doentes com pensamento desorganizado e comportamento bizarro e inapropriado. Apresentam o pior prognóstico, com maior taxa de incapacidade funcional, perda de relacionamento e necessidade de institucionalização. Esquizofrenia – Tipos ❖ Esquizofrenia Catatônica - são os paciente que perdem interação com ambiente e assumem posturas estranhas. Não atendem a solicitações e resistem a tentativas de movê-los. A catatonia ocorre episodicamente. ❖ Esquizofrenia Residual - são pacientes que apresentam longos períodos de ausência dos sintomas positivos, porém apresentam outros sintomas de modo discreto, como alterações no pensamento e afetividade. ❖ Esquizofrenia Indiferenciado - são os que não se encaixam em nenhuma das categorias anteriores, apresentando sintomas de mais de um subtipo. Esquizofrenia – Diagnóstico ❖ Não existe um exame diagnóstico definitivo para esquizofrenia. O médico estabelece o diagnóstico com base numa avaliação abrangente do histórico da pessoa e da sua sintomatologia; ❖ A esquizofrenia será diagnosticada quando ambos os critérios a seguir estão presentes: ❖ Dois ou mais sintomas característicos (delírios, alucinações, fala desorganizada, comportamento desorganizado, sintomas negativos) persistem por, no mínimo, seis meses. ❖ Esses sintomas causam deterioração significativa no desempenho profissional, escolar ou social. Esquizofrenia – Diagnóstico ❖ Informações fornecidas pela família, pelos amigos ou pelos professores são importantes para definir o início do transtorno; ❖ O diagnóstico da esquizofrenia pode levar algum tempo para ser efetuado. É preciso que o médico descarte outros possíveis transtornos ou doenças de base orgânica. Esquizofrenia – Diagnóstico Em um exame detalhado do estado mental, as seguintes observações podem ser feitas em uma pessoa com esquizofrenia: Esquizofrenia – Tratamento ❖ O tratamento ideal da esquizofrenia deve envolver equipe multidisciplinar; ❖ Muitos paciente abandonam o tratamento devido às ideias de perseguição, a falta de consciência sobre a doença e ao desconforto com os efeitos colaterais das medicações; ❖ Recebendo o tratamento adequado o paciente tende a ter crises mais suaves, mais curtas e as fases sem manifestações de sintomas duram mais tempo. Alguns pacientes chegam a ficar anos sem crise, período em que assume controle sobre sua vida novamente. Esquizofrenia – Tratamento ❖ Medicamentos antipsicóticos; ❖ Psicoterapia; ❖ Cuidados especializados coordenados; ❖ Os medicamentos antipsicóticos diminuem os sintomas positivos da esquizofrenia e previnem recaídas; ❖ Não existe uma droga antipsicótica clara de escolha para a esquizofrenia; Esquizofrenia – Tratamento ❖ De modo geral, o objetivo do tratamento da esquizofrenia é: ❖ Reduzir a gravidade dos sintomas psicóticos; ❖ Preservar a função psicossocial; ❖ Evitar a recorrência dos episódios sintomáticos e a deterioração das funções a eles associada; ❖ Fornecer apoio e, assim, possibilitar a pessoa a atuar da melhor forma possível; ❖ A detecção precoce e o tratamento precoce são importantes. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhor será o desfecho. Esquizofrenia – Tratamento ❖ Os medicamentos antipsicóticos, a reabilitação e as atividades de apoio comunitário e a psicoterapia são os três componentes principais do tratamento; ❖ Prestar informações aos familiares sobre os sintomas e tratamento da esquizofrenia (psicoeducação familiar) ajuda a prestar apoio a essas pessoas e ajuda os profissionais de saúde a manter contato com a pessoa com esquizofrenia; ❖ Cuidados especializados coordenados, que incluem treinar a resiliência, terapia pessoal familiar, lidarcom disfunção cognitiva e emprego assistido, são um aspecto importante da recuperação psicossocial. Antipsicóticos de Primeira Geração ❖ Clorpromazina; ❖ Haloperidol; ❖ Levomepromazina; ❖ Trifluoperazina; ❖ Zuclopentixol. Esquizofrenia – Tratamento Antipsicóticos de Segunda Geração ❖ Aripripazol; ❖ Clozapina; ❖ Lurasidona; ❖ Quetiapina; ❖ Olanzapina; ❖ Risperidona; ❖ Ziprasidona. ❖ Bloqueio pós-sináptico dos receptores cerebrais D2 da dopamina; ❖ Este bloqueio atinge tratos dopaminérgicos, como: mesolímbico, mesocortical, nigroestriatal e túbero infundibular, causando ações terapêuticas e efeitos adversos. Antipsicóticos – Mecanismo de Ação ❖ Acredita-se que nos transtornos esquizofrênicos e psicóticos, os circuitos de dopamina estejam desregulados, constituídos de excesso de atividade dopaminérgica na via mesolímbica e hipoatividade na via mesocortical. ❖ A hiperatividade dopaminérgica mesolímbica seria a responsável pelos sintomas positivos da esquizofrenia, como as ideias delirantes e alucinações. Já a hipoatividade na via mesocortical responsável pelos sintomas negativos, como embotamento afetivo e pobreza de discurso. Antipsicóticos – Mecanismo de Ação Psicoterapia ❖ O tratamento psicossocial é essencial. Os tratamentos psicossociais mais bem estudados são o treinamento de habilidades sociais, a terapia cognitivo-comportamental, a remediação cognitiva e o treinamento de cognição social; ❖ Atualmente, os tratamentos psicossociais são orientados de acordo com o modelo de recuperação, objetivando para uma pessoa com esquizofrenia: ter poucos ou sintomas estáveis, não ser hospitalizado, gerir os seus próprios fundos e medicamentos, trabalhar ou na escola pelo menos a meio tempo. Esquizofrenia – Tratamento Alternativo ❖ Os adultos com esquizofrenia que não respondem à terapêutica medicamentosa podem ser submetidos à terapia eletroconvulsiva (ECT), que provoca alterações na atividade elétrica do cérebro por meio de passagem de corrente elétrica pelo corpo, estando o paciente sob anestesia geral. ❖ A ECT parece ser um tratamento assustador, mas ela é um procedimento seguro, eficaz e indolor. Esquizofrenia – Tratamento Síndrome de Abstinência Alcoólica ❖ Síndrome clínica desencadeada pela retirada súbita do consumo de álcool em paciente que fazem uso crônico e abusivo de bebidas alcoólicas; ❖ A abstinência alcoólica pode envolver sintomas sérios que podem trazer consequências graves para o paciente, além de dificultar o processo de superação do vício em álcool. Síndrome de Abstinência Alcoólica ❖ Sinais e sintomas: ❖ Ansiedade; ❖ Convulsões; ❖ Alucinações ou ilusões; ❖ Medo incontrolável; ❖ Tremores; ❖ Taquicardia; ❖ Sudorese profunda; ❖ Pupilas dilatadas; ❖ Irritação, agitação e insônia. Síndrome de Abstinência Alcoólica ❖ Atendimento: ❖ Monitorar frequentemente o paciente propiciando um ambiente tranquilo, sem quaisquer estímulos, pouca luminosidade, fornecer informações ao paciente (relacionados ao local, tempo, procedimentos, pessoal), atenção à reposição de fluidos e nutrição, fornecer encorajamento positivo. Síndrome de Abstinência Alcoólica ❖ Tratamento: ❖ É recomendado que o paciente passe a tratar de seu vício com o auxílio de especialistas, como psicólogos e psiquiatras; ❖ Os sintomas mais leves do alcoolismo não requerem muita atenção médica e podem ser controlados em casa, com medicamentos de uso comum e, principalmente, paciência e compreensão neste período delicado; ❖ Os casos mais graves recebem a recomendação do uso de medicamentos específicos para controlar as alucinações e convulsões. Transtorno Afetivo Bipolar ❖ É um transtorno do humor caracterizado por períodos alternados de ânimo muito elevado e muito deprimido. Estes são chamados episódios maníacos e episódios depressivos. Episódios maníacos são períodos de um humor anormalmente elevado, euforia e energia aumentada. Os episódios depressivos incluem tristeza persistente, perda de interesse e diminuição da motivação. Daí a denominação do transtorno de bipolar; Transtorno Afetivo Bipolar ❖ É uma doença recorrente, crônica e grave, com grande sofrimento e que aumenta o risco de suicídio, além de ser extremamente prejudicial para o desenvolvimento social e profissional dos pacientes. Transtorno Afetivo Bipolar ❖ A síndrome maníaca é um elemento fundamental para o diagnóstico do TAB; ❖ Suas principais características são: ❖ Exaltação do humor; ❖ Aceleração do pensamento com fugas de ideias; ❖ Aumento de energia (com diminuição da necessidade de sono); ❖ Aumento da atividade motora; ❖ Impulsividade e irritabilidade. Transtorno Afetivo Bipolar ❖ Tratamento: ❖ O transtorno bipolar não tem cura, mas controle; ❖ O paciente aprende a reconhecer sinais, controlar e conviver com ela, enquanto leva uma vida normal; ❖ Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor; ❖ Podem ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de euforia; Transtorno Afetivo Bipolar ❖ Tratamento: ❖ Antipsicóticos, sobretudo alguns desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter a estabilização de humor; ❖ A psicoterapia pode ajudar a pessoa a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento, aprendendo como funciona o transtorno e assim saber diferenciar o que é normal do que foge do controle. Transtorno Afetivo Bipolar ❖ Tratamento: ❖ O lítio, primeiro estabilizador de humor, descoberto na década de 1970, ainda é largamente utilizado. Essa substância foi consagrada porque – além de tratar o transtorno bipolar – é capaz de prevenir novas crises. O problema é que se trata de uma substância potencialmente tóxica, o que torna a monitoração da sua quantidade no sangue fundamental para a segurança do tratamento. Transtorno de Ansiedade ❖ Distúrbio de saúde mental caracterizado por sentimentos de preocupação, ansiedade ou medo que são fortes o bastante para interferir nas atividades diárias; ❖ A ansiedade é definida como um sentimento de tensão, associado a preocupação ou medo em relação a situações que estão por vir; ❖ O Brasil é o país com maior percentual de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG ❖ Tratamento inclui: ❖ Terapias: Grupo de Apoio, Terapia Cognitivo-Comportamental, Meditação, Dessensibilização Sistemática e Psicoterapia; ❖ Medicamentos: Ansiolíticos, Antidepressivos (mais comuns) Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG ❖ Respirar fundo; ❖ Fazer exercícios de respiração, respirando pelo nariz e soltando pela boca lentamente; ❖ Prestar atenção nos pensamentos que podem ser negativos, pessimistas, destrutivos e distorcidos; ❖ Racionalizar os pensamentos dentro daqueles que fazem sentidos e dos que são da imaginação; ❖ Conversar com pessoas de confiança que podem ser sua ponte a apoio naquele momento. ❖ Em alguns casos, é necessário utilizar medicamentos emergenciais para controlar essas crises, sempre com prescrição médica. Transtorno Dissociativo de Identidade TDI ❖ Dupla personalidade ou Transtorno de personalidades múltiplas; ❖ Caracterizado pela presença de dois ou mais estados de personalidade distintos; ❖ Cada uma delas pode ter um nome, histórico pessoal e característica distintos; ❖ Incapacidade de recordar eventos diários, informações pessoais importantes e/ou eventos traumáticos ou estressantes, todos os quais tipicamente não seriam perdidos com o esquecimento normal. Transtorno Dissociativo de Identidade TDI ❖ Outros sintomas: Ansiedade ou Depressão; ❖ Crônico: pode durar anos ou a vida toda; ❖ Causa: Estresse extremo durante a infância pode fazer com que algumas crianças não integrem as suas experiências em uma identidade coesa; ❖ Abuso crônico e grave (físico,sexual ou emocional) e negligência durante a infância são quase sempre relatados e documentados em pacientes com transtorno dissociativo de identidade (nos EUA, Canadá e Europa cerca de 90% dos pacientes). Alguns pacientes não foram abusados, mas passaram por perda importante precoce (como a morte de um dos pais), doenças graves ou outros eventos estressores graves”. (Manual MSD). Transtorno Dissociativo de Identidade TDI ❖ Nos primeiros anos de vida, as mentes das crianças tentam encontrar saídas para driblar as experiências danosas; ❖ Existe uma ruptura da psique dessa criança exposta continuamente aos traumas, abusos, negligência e privações; ❖ Conforme a gravidade e frequência dos traumas, novas personalidades são criadas — inclusive com certa facilidade e espontaneidade; ❖ Isso significa que os traumas comprometem o processo de integração de diferentes traços de identidade, fragmentando-a; ❖ A formação do adulto que seremos em algum dia se inicia na infância. Transtorno Dissociativo de Identidade TDI Todas as crianças que passam por experiências traumáticas irão desenvolver TDI? ❖ Não!!! Se essas crianças vulneráveis protegidas e tranquilizadas suficientemente por adultos que cuidam delas, são próximas, tenham vínculo de confiança e segurança estabelecidos, é menos provável que se desenvolva o transtorno dissociativo de identidade. Transtorno Dissociativo de Identidade Sintomas ❖ A amnésia pode desenvolver os seguintes aspectos: ❖ Falha na memória de eventos pessoais passados (esquece-se de períodos da infância ou adolescência); ❖ Lapsos de memória de eventos rotineiros atuais e habilidades consolidadas (usar o computador, por exemplo); ❖ Descoberta de evidências de coisas que fizeram, mas que não se lembram de terem feito. A pessoa pode sentir que um tempo de sua vida desapareceu; Transtorno Dissociativo de Identidade Sintomas ❖ Após uma amnésia dissociativa, a pessoa pode: ❖ Se encontrar num lugar diferente daqueles de ter estado pela última vez e não ter ideia de como chegou ; ❖ Descobrir objetos no armário em casa ou amostras de caligrafia que ela não consegue explicar nem entender. Transtorno Dissociativo de Identidade ❖ As personalidades existentes podem ser de duas formas: ❖ Possessiva - as identidades múltiplas são facilmente visíveis para os familiares e colaboradores. Pacientes falam e agem de uma forma obviamente diferente, como se outra pessoa ou ser assumisse. A nova identidade pode ser aquela da outra pessoa (muitas vezes alguém que morreu, talvez de forma dramática) ou aquela de um espírito sobrenatural (muitas vezes demônio ou deus), que pode exigir punição pelas ações passadas. Transtorno Dissociativo de Identidade Possessiva ❖ Em todos os casos, a pessoa conversa e age de forma diferente da normal, ou seja, as identidades diferentes ficam óbvias para as outras pessoas. ❖ A identidade alternativa não é desejada, provoca angústia e comprometimento substanciais e surge em horas e locais que são inapropriados para a situação social, cultura e/ou religião da pessoa. Transtorno Dissociativo de Identidade Não Possessiva ❖ As diferentes identidades muitas vezes não são tão evidentes para os observadores; ❖ A pessoa pode sentir uma alteração súbita no senso de si própria, às vezes sentindo como se fosse um observador de seu próprio discurso, emoções e ações, em vez de o agente; ❖ Os pacientes se sentem irreais, removidos de seu próprio self e desconectados de seus processos físicos e mentais; Transtorno Dissociativo de Identidade Não Possessiva ❖ Quadro clínico denominado despersonalização; ❖ É possível que a pessoa sinta que seu corpo está diferente (por exemplo, como de uma criança ou de alguém do sexo oposto) e que o corpo não pertence a ela. Pode se referir a si mesma na primeira pessoa do plural (nós) ou na terceira pessoa (ele, ela, eles), muitas vezes, sem saber o por quê. Transtorno Dissociativo de Identidade Não Possessiva ❖ Quadro clínico denominado despersonalização; ❖ De repente, ela pode pensar, sentir, dizer e fazer coisas que parecem não pertencer a elas e que não conseguem controlar. Posturas, opiniões e preferências (roupas, comidas ou interesses) podem mudar repentinamente, e então, voltar. Alguns desses sintomas podem ser notados por outras pessoas próximas (por exemplo, a mudança de preferência por certos alimentos). Transtorno Dissociativo de Identidade Não Possessiva ❖ Algumas personalidades do indivíduo têm conhecimento de informações pessoais importantes que as outras personalidades desconhecem; ❖ Algumas personalidades parecem se conhecer e interagir entre si num complexo mundo interior; ❖ Uma vez que há essa interação, a pessoa afetada pode relatar que ouve vozes. Essas vozes podem ser conversas internas entre as identidades ou podem abordar a pessoa diretamente, muita vezes, comentando o comportamento do outro. As vozes podem falar ao mesmo tempo e causar muita confusão. Transtorno Dissociativo de Identidade ❖ Além de ouvir vozes, pacientes com transtorno dissociativo de identidade podem ter alucinações visuais, táteis, olfativas e gustativas; ❖ Dessa forma, os pacientes podem ser diagnosticados erroneamente como psicóticos, como esquizofrenia; ❖ Mas esses sintomas alucinatórios diferem das alucinações típicas dos transtornos psicóticos, pois a percepção que tem desses sintomas é como se viessem de uma identidade alternativa (por exemplo, como se uma outra pessoa quisesse chorar com seus próprios olhos); ❖ Depressão, ansiedade, abuso de drogas, autolesão, automutilação, crises não epilépticas e comportamento suicida são comuns, assim como disfunção sexual. Transtorno Dissociativo de Identidade Tratamento ❖ Psicoterapia ❖ O objetivo do TDI é integrar as diferentes personalidades em uma única. No entanto, a integração nem sempre é possível. Nessas situações, o objetivo é obter uma interação harmoniosa entre as personalidades, permitindo um funcionamento mais normal; ❖ A psicoterapia é longa, árdua e emocionalmente dolorosa. A pessoa pode sofrer muitas crises emocionais devido às ações das identidades e ao possível desespero que pode ocorrer ao recordar as memórias traumáticas durante a terapia. Transtorno Dissociativo de Identidade Tratamento ❖ Psicoterapia ❖ Os principais componentes de uma psicoterapia eficaz para o transtorno dissociativo de identidade incluem: ❖ Oferecer uma maneira de estabilizar emoções intensas; ❖ Negociar relações entre os estados das identidades; ❖ Superar as memórias traumáticas; ❖ Proteger contra vitimização futura; ❖ Estabelecer e melhorar um bom relacionamento entre a pessoa e o terapeuta. Transtorno Dissociativo de Identidade Tratamento ❖ Farmacoterapia ❖ As medicações são amplamente utilizadas para ajudar no manejo de sintomas de depressão, ansiedade, impulsividade e abuso de substâncias, mas não aliviam a dissociação propriamente dita; ❖ Antidepressivos e ansiolíticos: mais comumente usados. Vídeo SuperFilmes - Assistir filme FRAGMENTADO Online DUBLADO e LEGENDADO ❖ Elaborar resenha crítica. https://superfilmes.tv/filmes/assistir-online-fragmentado/ Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH ❖ É um transtorno neurobiológico que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade acometendo mais os meninos; ❖ Segundo estudos, a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro são a principal causa do TDAH. TDAH - Sintomas ❖ Agitação, inquietação, movimentação pelo ambiente, mexem mãos e pés, mexem em vários objetos, não conseguem ficar quietas (sentadas numa cadeira, por exemplo), falam muito, têm dificuldade de permanecer atentos em atividades longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes, são facilmente distraídas por estímulos do ambiente ou se distraem com seus própriospensamentos; ❖ O esquecimento é uma das principais queixas dos pais, pois as crianças “esquecem” o material escolar, os recados, o que estudaram para a prova. Crianças e Adolescentes TDAH - Sintomas ❖ A impulsividade é também um sintoma comum e apresenta-se em situações como: não conseguir esperar sua vez, não ler a pergunta até o final e responder, interromper os outros, agir sem pensar; ❖ Apresentam com frequência dificuldade em se organizar e planejar o que precisam fazer; Crianças e Adolescentes TDAH - Sintomas ❖ Seu desempenho escolar parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual, embora seja comum que os problemas escolares estejam mais ligados ao comportamento do que ao rendimento; ❖ Meninas têm menos sintomas de hiperatividade e impulsividade, mas são igualmente desatentas. Crianças e Adolescentes TDAH - Sintomas ❖ Acredita-se que em torno de 60% das crianças e adolescentes com TDAH entrarão na vida adulta com alguns dos sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade, porém em menor número; ❖ Os adultos costumam ter dificuldade em organizar e planejar atividades do dia a dia, principalmente determinar o que é mais importante ou o que fazer primeiro dentre várias coisas que tiver para fazer. Adultos TDAH - Sintomas ❖ Estressam-se muito ao assumir diversos compromissos e não saber por qual começar; ❖ Com medo de não conseguir dar conta de tudo acabam deixando trabalhos incompletos ou interrompem o que estão fazendo e começam outra atividade, esquecendo- se de voltar ao que começaram anteriormente. ❖ Sentem grande dificuldade para realizar suas tarefas sozinhos e precisam ser lembrados pelos outros, o que pode causar muitos problemas no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos com outras pessoas. Adultos TDAH - Diagnóstico ❖ O questionário abaixo é denominado SNAP-IV (crianças e adolescentes), ASRS-18 (adultos) e foi construído a partir dos sintomas do Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica; ❖ Este questionário é apenas um ponto de partida para levantamento de alguns possíveis sintomas primários do TDAH; ❖ O diagnóstico correto e preciso só pode ser feito através de uma longa anamnese (entrevista) com um profissional médico especializado (psiquiatra, neurologista, neuropediatra); ❖ Muitos dos sintomas relacionados podem estar associados a outras comorbidades correlatas ao TDAH e outras condições clínicas e psicológicas; TDAH - Tratamento ❖ Deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador; ❖ Terapia Cognitivo Comportamental - é uma psicoterapia orientada para o presente, empática, integrativa, estruturada e sensível ao tempo. Está direcionada para solucionar problemas atuais e ensinar os clientes a desenvolverem habilidades para modificar pensamentos conscientes e comportamentos disfuncionais. Essa mudança cognitiva e comportamental conduz à melhora dos sintomas e do funcionamento pessoal. (no Brasil é uma atribuição exclusiva de psicólogos) . TDAH - Tratamento Transtorno de Acumulação - TA ❖ Caracteriza-se pelo acúmulo compulsivo de posses, ajuntando desordenadamente objetos em suas moradias, tornando o ambiente insalubre devido à quantidade de artefatos e a natureza dos mesmos; ❖ Conhecidos como acumuladores; ❖ Os sintomas da acumulação compulsiva frequentemente começam durante a adolescência. O transtorno pode ser leve inicialmente, mas pode piorar gradativamente com o envelhecimento, causando problemas substanciais ao redor dos trinta anos de idade; ❖ Sua prevalência é a mesma entre mulheres e homens. Transtorno de Acumulação - TA ❖ Quando questionados sobre seus hábitos incomuns, a pessoa com TA pode alegar estar “fazendo uma coleção”. Por apresentarem dificuldades em aceitar sua condição de saúde, buscam um porquê para explicar o seu comportamento; ❖ O acúmulo de objetos pode ter como consequência o desgaste das relações sociais e de trabalho. Transtorno de Acumulação - Sintomas ❖ Angústia; ❖ Sentem vergonha e frustração consigo mesmas em virtude do acúmulo excessivo de objetos; ❖ Limita sua movimentação dentro de casa; ❖ Esse sentimento de angústia causada pelo TA, origina outros sentimentos e condutas prejudiciais (desânimo, depressão, descaso com a higiene pessoal e do ambiente, desinteresse em tratar-se, etc... Transtorno de Acumulação Causas ❖ Acumuladores geralmente iniciam esse hábito para suprir necessidades emocionais; ❖ Pessoas portadoras de outros transtornos mentais podem desenvolver o transtorno acumulativo compulsivo ou hábitos acumuladores. Transtorno de Acumulação Diagnóstico ❖ Avaliação de um médico com base em critérios diagnósticos específicos; ❖ O médico diagnostica o transtorno de acumulação compulsiva quando; ❖ A pessoa tem muita dificuldade em descartar ou se desfazer de posses, independentemente de seu valor real; ❖ A pessoa guarda objetos principalmente porque ela sente que precisa fazê-lo, independentemente do valor do item; Transtorno de Acumulação Diagnóstico ❖ As posses acumuladas congestionam e causam desorganização nas áreas de convívio (não em porões ou áreas de armazenamento) e interferem com o uso dessas áreas para seu objetivo pretendido; ❖ A pessoa se sente muito angustiada com a possibilidade de ter que se desfazer de qualquer de seus bens e/ou a acumulação compulsiva diminui sua capacidade funcional (por exemplo, no trabalho, na família ou com amigos). Transtorno de Acumulação Tratamento ❖ Terapia comportamental – objetiva descobrir a causa da ansiedade que está causando o desejo de guardar as coisas. No entanto, este tratamento pode demorar vários anos para fazer efeito pois requer muita dedicação da pessoa; ❖ Antidepressivos podem ser utilizados para complementar o tratamento, ajudando o paciente a evitar o desejo de acumulação compulsiva, mas, nesse caso, devem ser indicados por um psiquiatra. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC ❖ TOC é um distúrbio psiquiátrico da ansiedade; ❖ É uma doença mental que causa pensamentos ou sensações indesejadas repetidas (obsessões) ou o desejo de fazer algo repetidamente (compulsões). Pessoas com TOC podem ter ambos os sintomas, obsessões e compulsões, ou somente um deles; ❖ No Brasil, cerca de uma pessoa a cada 50 sofre de transtorno obsessivo compulsivo e em torno de 30% dos que têm se recusam a passar pelo tratamento. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC Obsessões – são pensamentos, ideias ou impulsos que se repetem ou são persistentes, gerando desconforto e ansiedade. ocorre de uma forma impositiva, fazendo com que a pessoa se sinta impotente diante deles. Geralmente, eles vêm acompanhados de um sentimento de medo e culpa por serem inapropriados aos momentos. Alguns dos tipos mais comuns de obsessões são: ❖ Limpeza e higiene; ❖ Simetria com os objetos ❖ Autoimagem; ❖ Sexuais; ❖ Acumulação. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC ❖ Alguns portadores dessa desordem psíquica acham que, se não agirem assim, algo terrível vai lhes acontecer. N entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que os rituais são realizados e podem transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a família inteira. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC Compulsão – um mecanismo de amenização da ansiedade; são as manifestações físicas das obsessões, gerando comportamentos ou rituais. Exemplos de compulsões comuns são: ❖ Lavar as mãos várias vezes; ❖ Repetição de rituais ao andar na rua, como evitar pisar em rachaduras; ❖ Checar muitas vezes se uma porta está trancada. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC ❖ Existem dois tipos de TOC: ❖ O Transtorno Obsessivo Compulsivo Subclínico - as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa; ❖ O Transtorno Obsessivo Compulsivo propriamente dito – as obsessões persistem até o exercício da compulsãoque alivia a ansiedade. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC Causas: ❖ Estudos sugerem a existência de alterações nos níveis de serotonina; ❖ Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade; ❖ Meio Ambiente – pessoas que sofreram algum trauma ou abuso, ou que convivam em um ambiente que não seja considerado mentalmente saudável, que os cuidadores apresentavam comportamentos compulsivos. Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC Sintoma principal: ❖ Todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC; ❖ O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa. Transtorno Obsessivo-Compulsivo TOC Diagnóstico: ❖ Avaliação de um médico com base em critérios diagnósticos específicos. O médico diagnostica o transtorno obsessivo-compulsivo tomando por base os sintomas: a presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões ou compulsões precisam atender, no mínimo, um dos quesitos a seguir: ❖ Tomar muito tempo; ❖ Causar angústia significativa ou interferir com a capacidade funcional da pessoa. Transtorno Obsessivo-Compulsivo TOC Diagnóstico: ❖ Em geral, somente 9 anos depois de ter manifestado os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia o tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adulto, embora o TOC possa acometer crianças a partir dos 3, 4 anos de idade. ❖ É preciso consultar um médico psiquiatra para fazer uma avaliação clínica e excluir outras condições que possam estar causando os sintomas. Não existe um exame físico que comprove a condição. Transtorno Obsessivo-Compulsivo TOC Tratamento: ❖ Farmacoterapia – utilização de antidepressivos, inibidores da recaptação da serotonina e ansiolíticos; ❖ Terapia Comportamental. Vídeos https://www.youtube.com/watch?v=eEBH62zAA1c https://www.youtube.com/watch?v=cD6Fjnqlk3M https://www.youtube.com/watch?v=zl02W9WsbD4 https://www.youtube.com/watch?v=gB_gwvt9f0Y CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo, including icons by Flaticon, and infographics & images by FreepikObrigado! Até a próxima!!! http://bit.ly/2Tynxth http://bit.ly/2TyoMsr http://bit.ly/2TtBDfr Icon pack: Self Awareness