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HPV
Perda de diferenciação celular – NIC 
Nic I, II e III , diferentes graus de diferenciação celular – epitélio vai se tornando cada vez mais diferenciado
NIC I. As células com diferenças celulares estarão presentes somente na parte profunda do epitélio. 
NIC II. Células atípicas no meio do epitélio
NIC III. Mitoses ativas. Ate no nível da superfície, desde a membrana basal tem células atipias
O tamanho da seta é proporcional a sua reprodução no meio
NIC I majoritariamente evolui para epitélio normal, a partir das defesas naturais do corpo. A conduta é acompanhar.
P16 + é uma proteína supressora, controla ciclos celulares (NIC II desenvolve para NIC III). A conduta no NIC II, se P 16 – a conduta é segmentar. Se P16+, trata.
NO NIC III, o risco de desenvolver Ca invasor é considerável. A conduta é ativa, exigindo tratamento
Evolução da infecção pelo HIV
Gestante com NIC III, regridem no puerpério, com a estabilização do sistema imuniológico. Em HIVs positivos com NIC III, inicia-se a TARV, somente quando chega a carga viral indetectável, porque haverá regressão de grande parte para epitélio normal
LESÕES PRECURSORAS
Uniformização de terminologia:
· Lesão Intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL):
 NIC I – Neoplasia intraepitelial grau 1 (displasia de baixo grau) (existem discussões acerca da inclusão do NIC II com P16-)
· Lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL):
 NIC II E NIC III – Neoplasia intraepitelial grau 2 ou 3 (displasia moderada ou grave, carcinoma in situ)
· ASCUS – atipias celulares de células escamosas de significado indeterminado:
 ASCUS – Atipia de significado indeterminado em células escamosas
 ASC-H – Atipia de significado indeterminado não podendo descartar lesão de alto grau
· AGUS/AGC – atipia celular de células glandulares (endocervicais) e adenocarcinoma in situ
RASTREAMENTO POPULACIONAL
· Bases racionais para o rastreamento:
· Redução de Risco de Carcinoma Invasor do Colo Uterino (Populacional)
 64,1% com intervalo de 10 anos
 83,6% com intervalo de 5 anos
 90,8% com intervalo de 3 anos
 93,5% com intervalo de 1 ano
 Faixa de cobertura:
 25 a 65 anos de idade
 Periodicidade de exames:
 Anual (2 primeiros exames) e 3/3 anos após
 População alvo:
 Mulheres com vida sexual ativa iniciada
 Pós-menopausa (até 65 anos) – alta incidência de atrofia = tratamento tópico prévio se alteração (tratar atrofia com creme estrogênico)
 Gestantes – apenas se estiverem em prazo de recoleta
 Histerectomizadas – encerrar rastreamento (sem relação a NIC e/ou câncer prévio)
 Imunossuprimidas – rastreamento semestral inicial e anual após
Variações ao rastreamento nacional: Países desenvolvidos estão substituindo citologia oncótica pelo HPV test (hrHPV) – Austrália, Reino Unido, ACOG
 EUA iniciam rastreamento aos 21 anos de idade – eficácia de rastreamento entre 21 e 25 questionável com aumento de falsos positivos e reversão espontânea de lesão por imunidade ao HPV
 Padrão EUA*: 21 a 29 anos: citologia oncótica 3/3 anos
 De 30 até 65 anos: Citologia oncótica isolada (3/3 anos); HPV test (5/5 anos); co-testing (5/5 anos); não restringe apenas a quem tem vida sexual
NIC I = LSIL
COLPOSCOPIA
Dois perfis de alteração:
Lesões menores: mosaico fino, pontilhado fino, epitélio acetobranco com borda fina, plano e periorificial
 Lesões maiores: mosaico grosseiro, pontilhado grosseiro (vascularização aumentada – dilatação:), epitélio acetobranco denso, acetobranqueamento de aparecimento rápido, orifícios glandulares espessados, margem demarcada; sinal da margem interna, leucoplasia
 Suspeita de invasão: vasos atípicos, erosão/ulceração, lesão vegetante
Correlação de achado citológico e colposcópico:
· Convergência de achados:
 Alto grau x lesão maior = Ver e Tratar (CAF)
 Baixo grau x lesão menor = Seguimento colposcópico
· Discrepância de achados:
 Alto grau x lesão menor = Biópsia dirigida
 Baixo grau x lesão maior = Biópsia dirigida
· Ausência de achado colposcópico
Colposcopia e citologia semestrais por 2 anos
TRATAMENTO – LESÕES ALTO GRAU
 Tratamento ablativo : ausência de material histológico
 Laser de CO2 (caro e inacessível)
 Criocauterização (pouco acessível – menor dor)
 Eletrocauterização (facilmente acessível – mais doloroso)
 Tratamento cirúrgico excisional: ressecção cervical compromete
gestação posterior (parto prematuro e baixo peso ao nascer)*
 CAF – Cirurgia de Alta Frequência (método de escolha)
 Exérese a bisturi ou tesoura (casos especiais)
Padrão de excisão COLO UTERINO