Prévia do material em texto
Teresa Cavalcanti- Medicina P3- @teresacavalcanti_ Trypanosoma Cruzi: · Mais conhecido como doença de Chagas. Foi descoberto por Carlos Chagas em 1909, descobrindo também o tratamento da doença · É um protozoário unicelular flagelado · Filo: Sarcomastigophora, que está relacionado com a presença de flagelos ou pseudópodes · Ordem: Kinetoplastida, ele vai ter uma estrutura chamada de cinetoplasto · Família: Trypanosomatidae Transmissão: · Fezes e urinas de triatomíneos, não é através da picada do “barbeiro” · É uma antropozoonose (uma doença que acontece entre os animais, principalmente em animais silvestres, principalmente tatus e gambás) é muito frequente na América Latina Ciclo biológico: Heteroxênico · Hospedeiro vertebrado: Homem e outros animais · Hospedeiro invertebrado: Inseto triatomíneo, popularmente conhecido como barbeiro Morfologia: · Flagelada · Porção anterior é onde tem o flagelo · E a posterior é a oposta · Cinetoplasto é uma mitocôndria que percorre todo o corpo do organismo, e tem uma região que o DNA mitocondrial está mais concentrado · Flagelo nasce do corpúsculo basal ou blefaroplasto, e é uma estrutura que está sempre próxima do cinetoplasto · O núcleo é único Existem 3 formas evolutivas: · Amastigota · Epimastigota · Tripomastigota · Amastigotas é bem arrendoda, vai ter o núcleo único, o cinetoplasto e um começo de flagelo (ele não se exterioriza) · É uma forma intracelular · Divisão binária · É a forma que encontramos no hospedeiro vertebrado · Tripomastigotas: · É uma forma extracelular · É mais alongado · O cinetoplasto na porção posterior ao núcleo · E tem uma membrana ambulante saindo do cinetoplasto · Não reproduz no sangue · Hospedeiro vertebrado Epimastigota: · Extracelular · Alongada · Presença de um flagelo que se exterioriza · Presença de um núcleo · Cinetoplasto justanuclear, anterior ao núcleo · Divisão binária · Hospedeiro invertebrado · Não é infectante para o hospedeiro vertebrado CICLO BIOLÓGICO: · O triatomíneo (barbeiro) no momento da picada ele estará se alimentando de sangue e com isso ele vai distender o seu aparelho digestivo, e acaba defecando no local da picada. E o humano tem o hábito de coçar na ferida e esse movimento permite que essas fezes que estão cheias de tripomastigota metacíclica elas irão penetrar no orifício da picada. Essas formas precisam ter uma porta de entrada, elas nunca irão invadir o tecido · O nome metacíclica é só para informar que é uma forma infectante, mas é a mesma forma do tripomastigota · No momento que a tripomastigota cai na corrente sanguínea, ela começa a invadir células, sendo qualquer tipo de células, com exceção das hemácias. · E quando invade uma célula, ela se transforma em amastigota e começa a se dividir, até o momento que está próximo do rompimento dessa célula · E depois se transforma novamente em tripomastigota. E esses tripomastigotas irão sair para a corrente sanguínea, até encontrar novas células e fazer o mesmo ciclo · Até o momento que o nosso sistema imune começa a combater, o que fará que elas migrem para outras localidades, que é o curso crônico da doença. Pode acontecer tanto em humanos, como em animais · No momento que tiver um nome triatomíneo que irá se alimentar desse indivíduo ou animal contaminado, ele irá ingerir essas formas tripomastigotas, e quando chegar no sistema digestivo irá se transformar em epimastigota, e elas podem se multiplicar. Além disso, no momento que elas estiverem chegando no aparelho final do triatomíneo elas irão se transformar em tripomastigota metacíclica para serem liberadas nas fezes. · Obs: Tripomastigota não se multiplica no sangue, é necessário que esteja na forma de amastigota VIAS DE TRANSMISSÃO: · Via vetorial. Programas de controle · Via oral: Por meio do açaí ou tomando caldo de cana. É uma via relativamente nova e a sintomatologia acontece de forma mais rápida e intensa · Transfusão sanguínea e transplante de órgão. Mas no Brasil todos os bancos de sangue realizam o controle · Via congênita. A mãe precisa está com a doença aguda · Via sexual, é mais raro pois precisa está em contato com sangue PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA: Linguagem do T.cruzi e fatores do hospedeiro (em relação a idade, se está bem nutrido) O que ocorre é a ativação da resposta imune, o nosso corpo tenta produzir anticorpos, porém existem mecanismo de escape Na fase aguda da doença tem uma alta parasitemia, ou seja, tem vários parasitas no sangue. A Igm vai está alta e a IgG vai está baixa Fase crônica: A parasitemia vai está baixa, a IgM também vai está baixa e a IgG alta. Os parasitas desaparecem porque o sistema imune está tentando combater, e eles vão para outros locais formando os ninhos de amastigotas, principalmente no coração. · AUTOIMUNIDADE, mas não é uma linha muito provada. FASE AGUDA: Sintomatologia: · Chagoma de inoculação · Sinal de Romana (edema bipalpebral) · Febre mais de 7 dias e cefaleia · Edema localizado e generalizado · Hepatomegalia · Dores no corpo · Poliadenia · Sensação de fraqueza · Esplenomegalia · Insuficiência cardíaca · Perturbações neurológicas FASE CRÔNICA: · Assintomática · Sintomática: Apresenta na forma cardíaca ou digestiva · CARDÍACA: · Insuficiência cardíaca congestiva · Cardiomegalia · Arritmias e fenômenos tromboembólicos · Dispneia aos esforços, insônia, congestão visceral, edema de MMII DIGESTIVA: · Megaesôfago e megacólon · Hipertrofia muscular e consequente dilatação e perda da motilidade · Se tiver lesões no cólon: constipação, obstrução intestinal, distensão abdominal e perfuração · Lesões no esôfago: Dificuldade de deglutição, tendência de regurgitação, dor epigástrica, soluços, intensa salivação, emagrecimento e constipação · · DIAGNÓSTICO: · FASE AGUDA: · Parasitológico de sangue (mais indicado) · Hemocultura · Xenodiagnóstico (Coloca um triatomíneo sem contaminação para que ele se alimente do indivíduo e observa nas fezes se tem a presença dos parasitas) · Testes sorológicos (IFI, ELISA) · Métodos moleculares (Aumento da IgM FASE CRÔNICA: · Como o parasita sumiu do sangue, retira o parasitológico de sangue · Hemocultura · Cultura in vivo (Pega a amostra do sangue e coloca em um camundongo, por exemplo) · Xenodiagnóstico · Teste sorológicos (IFI, ELISA E HAI) · Métodos moleculares TRATAMENTO: · Benznidazol · Nifurtimox · Os dois só vão funcionar na fase aguda da doença. No Brasil, o nifurtimox não é utilizado · Quando está na fase crônica não é mais possível curar a doença de chagas · Na fase aguda altas chances de conseguir a cura PROFILAXIA: · Uso de inseticidas · Melhores condições de habitação, pois as casas de pau a pique tem uns buraquinhos e é um dos locais preferidos do triatomíneo · Educação sanitária · Tratamento dos doentes · Controle da transmissão congênita, ou seja, já tratar o bebê logo após o nascimento · Controle dos doadores de sangue RESUMO E PRINCIPAIS PONTOS: · Principais vias de transmissão: vetorial, oral e transfusional · Conhecer o ciclo biológico e suas formas evolutivas em cada fase · Fase aguda e fase crônica- patogenia e diagnóstico · Tratamento na fase aguda · Medidas para evitar a contaminação