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Leitura e Produção textual - Atividade 2

Atividade de Leitura e Produção Textual (Português) com questões sobre uma fábula de Esopo — diálogo entre lobo e leão sobre direitos e poder — e perguntas teóricas sobre intertextualidade (Kristeva, Samoyault), apresentando alternativas e justificativas.

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Questões resolvidas

Julia Kristeva cunha o termo “intertextualidade”, ao analisar os apontamentos de Bakhtin sobre o caráter dialógico da linguagem. Para a crítica literária, a intertextualidade seria “escritura simultânea como escritura e comunicabilidade [capaz de criar] espaço textual múltiplo, cujos elementos são suscetíveis de aplicação no texto poético concreto”.
A partir do texto, pode-se afirmar que todo texto:
• é construído via emulação e reinvenção de um outro texto.
• é construído via negação e modificação de um outro texto.
• é construído via absorção e transformação de um outro texto.
• é construído via mera cópia e duplicação de um outro texto.
• é construído via plágio e cópia de um outro texto.

O termo intertextualidade foi tão utilizado, definido, carregado de sentidos diferentes que se tornou uma noção ambígua do discurso literário; com frequência, atualmente, dá-se preferência a esses termos metafóricos, que assinalam de uma maneira menos técnica a presença de um texto em outro texto: tessitura, biblioteca, entrelaçamento, incorporação ou simplesmente diálogo. Ele apresenta, no entanto, a vantagem, graças à sua aparente neutralidade, de poder agrupar várias manifestações dos textos literários, de seu entrecruzamento, de sua dependência recíproca. A literatura se escreve certamente numa relação com o mundo, mas também apresenta-se numa relação consigo mesma, com sua história, a história de suas produções, a longa caminhada de suas origens.
A Intertextualidade estabelece essa relação entre textos, no qual um texto faz referência à outra, de maneira implícita ou explícita. Como base nisso, é possível dizer que o processo de intertextualidade
• associa textos entre si, conectando-os por um mesmo campo semântico.
• resgata significados e/ou significantes, associando novos sentidos à elementos anteriores.
• conecta textos e enunciados, resgatando relações semântico-simbólicas.
• possibilita melhor compreensão de outros textos a luz de interpretações anteriores.
• interliga enunciados e contextos, traçando conexões simbólicas.

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Questões resolvidas

Julia Kristeva cunha o termo “intertextualidade”, ao analisar os apontamentos de Bakhtin sobre o caráter dialógico da linguagem. Para a crítica literária, a intertextualidade seria “escritura simultânea como escritura e comunicabilidade [capaz de criar] espaço textual múltiplo, cujos elementos são suscetíveis de aplicação no texto poético concreto”.
A partir do texto, pode-se afirmar que todo texto:
• é construído via emulação e reinvenção de um outro texto.
• é construído via negação e modificação de um outro texto.
• é construído via absorção e transformação de um outro texto.
• é construído via mera cópia e duplicação de um outro texto.
• é construído via plágio e cópia de um outro texto.

O termo intertextualidade foi tão utilizado, definido, carregado de sentidos diferentes que se tornou uma noção ambígua do discurso literário; com frequência, atualmente, dá-se preferência a esses termos metafóricos, que assinalam de uma maneira menos técnica a presença de um texto em outro texto: tessitura, biblioteca, entrelaçamento, incorporação ou simplesmente diálogo. Ele apresenta, no entanto, a vantagem, graças à sua aparente neutralidade, de poder agrupar várias manifestações dos textos literários, de seu entrecruzamento, de sua dependência recíproca. A literatura se escreve certamente numa relação com o mundo, mas também apresenta-se numa relação consigo mesma, com sua história, a história de suas produções, a longa caminhada de suas origens.
A Intertextualidade estabelece essa relação entre textos, no qual um texto faz referência à outra, de maneira implícita ou explícita. Como base nisso, é possível dizer que o processo de intertextualidade
• associa textos entre si, conectando-os por um mesmo campo semântico.
• resgata significados e/ou significantes, associando novos sentidos à elementos anteriores.
• conecta textos e enunciados, resgatando relações semântico-simbólicas.
• possibilita melhor compreensão de outros textos a luz de interpretações anteriores.
• interliga enunciados e contextos, traçando conexões simbólicas.

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Leitura e Produção textual – Letras – Português
Atividade 2 
 Questão: O lobo e o leão
 
Um Lobo, que acabara de roubar uma ovelha, depois de refletir por um instante, chegou à conclusão que o melhor seria levá-la para longe do curral, para que enfim fosse capaz de servir-se daquela merecida refeição, sem o indesejado risco de ser interrompido por alguém.
No entanto, contrariando a sua vontade, seus planos bruscamente mudaram de rumo, quando, no caminho, ele cruzou com um poderoso Leão, que sem muita conversa, de um só bote, lhe tomou a ovelha.
O Lobo, contrariado, mas sempre mantendo uma distância segura do seu oponente, disse em tom injuriado, com uma certa dose de ironia: "Você não tem o direito de tomar para si aquilo que por direito me pertence!"
O Leão, sentindo-se um tanto ultrajado pela audácia do seu concorrente, olhou em volta, mas como o Lobo estava longe demais e não valia a pena o inconveniente de persegui-lo apenas para lhe dar uma merecida lição, disse com desprezo: "Como pertence a você? Você por acaso a comprou ou, por acaso, terá o pastor lhe dado como presente? Por favor, me diga, como você a conseguiu?"
ESOPO. Fábulas completas. São Paulo: Moderna, 1997, p. 122
 
O texto acima é uma das famosas fábulas de Esopo. A fábula é uma narrativa fantástica na qual animais falam e contam uma narrativa em prol de um valor moral. Ao ler essa fábula sobre o viés da produção de enunciados significativos, pode-se dizer que o diálogo entre o leão e o lobo. 
· Promove uma aproximação irônica entre o sistema comercial dos homens.
· Promove uma discussão irônica sobre o conceito de “direitos” e, por consequência, sobre o sistema judiciário.
· Repete as relações sociais que envolvem os mais fracos reclamando com os mais poderosos.
· Coloca em xeque as relações sociais do mundo dos homens.
· traz uma visão diferenciada sobre a ideia de propriedade privada.
 
Resposta: Promove uma discussão irônica sobre o conceito de “direitos” e, por consequência, sobre o sistema judiciário.
Resposta correta: Parabéns, você assinalou a opção correta! 
Explicação da Resposta: “O diálogo entre o leão e o lobo promove uma discussão irônica sobre o conceito de “direitos” e, por consequência, sobre o sistema judiciário”. Há uma discussão sobre as forças dominantes e o que legitima essas forças dentro do próprio sistema jurídico.
Questão: Julia Kristeva cunha o termo “intertextualidade”, ao analisar os apontamentos de Bakhtin sobre o caráter dialógico da linguagem. Para a crítica literária, a intertextualidade seria “escritura simultânea como escritura e comunicabilidade [capaz de criar] espaço textual múltiplo, cujos elementos são suscetíveis de aplicação no texto poético concreto”.
KRISTEVA, Julia. Introdução à Semanálise. São Paulo: Perspectiva, 1974, p. 71
 
A partir do texto, pode-se afirmar que todo texto: 
· é construído via emulação e reinvenção de um outro texto.
· é construído via negação e modificação de um outro texto.
· é construído via absorção e transformação de um outro texto.
· é construído via mera cópia e duplicação de um outro texto.
· é construído via plágio e cópia de um outro texto.
 
 
· 
Resposta: é construído via absorção e transformação de um outro texto.
Explicação da Resposta: “É construído via absorção e transformação de um outro texto”. Assim como um mosaico, os textos vão sendo absorvidos, de múltiplas formas, pelos escritores, dando origem à novos textos.
 
Questão: O termo intertextualidade foi tão utilizado, definido, carregado de sentidos diferentes que se tornou uma noção ambígua do discurso literário; com frequência, atualmente, dá-se preferência a esses termos metafóricos, que assinalam de uma maneira menos técnica a presença de um texto em outro texto: tessitura, biblioteca, entrelaçamento, incorporação ou simplesmente diálogo. Ele apresenta, no entanto, a vantagem, graças à sua aparente neutralidade, de poder agrupar várias manifestações dos textos literários, de seu entrecruzamento, de sua dependência recíproca. A literatura se escreve certamente numa relação com o mundo, mas também apresenta-se numa relação consigo mesma, com sua história, a história de suas produções, a longa caminhada de suas origens.
SAMOYAULT, Tiphaine. Intertextualidade. São Paulo: Hucitec, 2008, p. 9.
 
A Intertextualidade estabelece essa relação entre textos, no qual um texto faz referência à outra, de maneira implícita ou explícita. Como base nisso, é possível dizer que o processo de intertextualidade
· associa textos entre si, conectando-os por um mesmo campo semântico.
· resgata significados e/ou significantes, associando novos sentidos à elementos anteriores.
· conecta textos e enunciados, resgatando relações semântico-simbólicas.
· possibilita melhor compreensão de outros textos a luz de interpretações anteriores.
· interliga enunciados e contextos, traçando conexões simbólicas.
Resposta: Resgata significados e/ou significantes, associando novos sentidos à elementos anteriores.
Explicação da Resposta: “Resgata significados e/ou significantes, associando novos sentidos a elementos anteriores”. Isso ocorre devido ao caráter dialógico da língua, que se forma como resposta/continuidade a outros enunciados.

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